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CURSO DE SHIATSU TRADICIONAL

Orientação:

Francisco Genuino
Terapeuta holistico
CRT: 41344
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I) CHI – ENERGIA VITAL (força imaterial capaz de agir sobre a matéria)

II) SHIATSU (SHI = DEDO / ATSU = PRESSÃO) – PRESSÃO COM OS DEDOS

É uma técnica terapêutica oriental de pressoterapia que utiliza a aplicação de


pressões criteriosamente dosadas, realizadas principalmente com as mãos e as polpas
digitais, em toda a superfície corporal ao longo dos meridianos de energia (caudais
energéticos) que possuem pontos de acupuntura (14 meridianos – 12 relacionados à
regulação dos órgãos e vísceras / 2 relacionados à regulação das energias Yin e Yang). O
principal objetivo é equilibrar dinamicamente a energia vital (CHI ou QI) do paciente de
acordo com os princípios fundamentais da Medicina Tradicional Chinesa, envolvendo as
teorias do YIN-YANG e do WU XING (5 elementos). Traduzindo para os termos da medicina
ocidental, pode-se dizer que o Shiatsu possui três objetivos principais:
1 · Corrigir disfunções;
2 · Aliviar sintomas;
3 · Promover a profilaxia.

III) TUI NA – MÃOS QUE EMPURRAM PROCURANDO A HARMONIA

 SHOU = MÃO
TUI
 CHUI = PÁSSARO DE CAUDA CURTA (GALINHA)

 SHOU = MÃO
NA  HE = JUNTAR; UNIR; HARMONIA
 CHI = UNIÃO; TRÊS LINHAS UNIDAS (TRIÂNGULO)
 KE = BOCA

 “O pássaro tardio precisa empurrar os outros para que cheguem ao


comedouro”;

 “Três ou muitas bocas unidas mostram boa compreensão, harmonia”.


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IV) YIN-YANG

 MONTE OU COLINA
YIN  SOL
 NUVEM

 MONTE OU COLINA
YANG  SOL
 RAIOS DE LUZ

 Yin indica o lado escuro de uma colina; Yang indica o lado ensolarado da colina.

Luminosidade / Direção ascendente

Obscuridade / Direção descendente

 Os 4 aspectos do relacionamento Yin-Yang:

Oposição; Interdependência;

Consumo Mútuo; Inter-Relacionamento.

V) WU XING - CICLOS FISIOLÓGICOS


(WU = CINCO / XING = ANDAR, MOVIMENTO)
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1 - Ciclo (ou Seqüência) da Geração (Sheng)


– Relação de Interpromoção (Xiang Sheng) - Relação Mãe-Filho (Mu-Zi)
Significa que um elemento estimula, ajuda e supre um outro.

2 - Ciclo (ou Seqüência) da Degeneração, Controle ou Dominância (Ke)– Relação de


Interdominação (Xiang Ke)
Significa que um elemento domina, restringe o funcionamento e o
desenvolvimento de um outro elemento;

 A dominação (restrição) permite promoção (formação).

 “Nos mecanismos da natureza, não acontece de haver um estímulo sem um


controle. A ausência de estímulo inviabiliza a promoção e a falta de controle
leva a um excesso que é prejudicial” Zhang Jie Bin, 1624.
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VI) WU XING - CICLOS PATOLÓGICOS

1 - Ciclo de Superdomínio (Cheng) ou Seqüência de Excesso de Trabalho


– Relação de Ação Excessiva (Xiang Cheng)

2 - Ciclo de Contradomínio ou Seqüência da Lesão


– Relação de Contra-Reação (Xiang Wu) ou Contradominação

VII) MERIDIANOS DE ENERGIA


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São caudais energéticos, “vias lineares não materiais por onde circula a energia vital
em suas várias modalidades”; sendo que estas vias não correspondem ao trajeto anatômico
de nervos, artérias ou veias, seguindo freqüentemente os vales formados pelas saliências
musculares.

Ex.: Meridiano do pulmão (Shou Tai Yin – horário: de 3 às 5 horas).

VIII) PONTOS DE ACUPUNTURA

O Ideograma Hsue representa a entrada de uma caverna ou uma cavidade. Por isso
foi utilizado para designar os pontos de acupuntura, visto que a maioria se localiza no fundo
de uma reentrância óssea ou cavidade. A partir disto pode-se interpretar a imagem de
aberturas que podem servir como pontos de emergência de correntes subterrâneas que
percorrem as profundezas da terra.

Principais características dos pontos:

1) Geralmente se localizam entre tecidos mais rígidos, como ossos e tendões, ou


ainda no meio de tecidos moles;

2) São quase dois mil em todo corpo, sendo que apenas 361 são denominados
Pontos de Meridianos; os demais são constituídos por Pontos Extras e Pontos
dos Microssistemas (orelha, cabeça, metacarpo, punho, tornozelo, mão e etc);

Ex.: P-1 - ZHONGFU = RESIDÊNCIA CENTRAL - ponto Mo (alarme)

 Localização: 1 tsun abaixo da clavícula e 6 tsun laterais a linha mediana,


medialmente a ponta inferior do processo coracóide e lateralmente a 2ª costela.
 Função tradicional: propaga o Qi do pulmão e torna-o mais profundo; elimina calor
(principalmente do Aquecedor Superior ou Pulmão); acalma a tosse.
 Indicações: tosse e dispnéia, tosse com expectoração purulenta e sanguinolenta,
congestão nasal, sudorese excessiva, cansaço; enfisema pulmonar; asma;
pneumonia, bronquiectasia, bronquite, queixas de dor nos ombros, porção superior
das cotas e parede lateral do tórax, doenças de pele (Bahr/Zeitler), coqueluche no
segundo estágio (Maciocia)
Obs.: indicado sobretudo para os casos de síndromes de plenitude e distúrbios de
pulmonares agudos.

IX) PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO – APLICAÇÃO DA TEORIA YIN-YANG

1 - Tonificar Yin / 2 - Sedar Yin


3 - Tonificar Yang / 4 - Sedar Yang

X) APLICAÇÃO DA LEI DOS CINCO ELEMENTOS (WU XING)

XI) PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA APLICAÇÃO DAS PRESSÕES NO SHIATSU

1 – GAKUN – SENSIBILIDADE TÁTIL (ARTE DE TOCAR)


2 – SHIGEKI – CHOQUE POR DESCOMPRESSÃO (TEMPO EXATO)
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XII) PRÁTICA DO SHIATSU

 1º KIHON
SEQÜÊNCIA DO KIHON
 2º KIHON
XIII) ANATOMIA DOS MERIDIANOS DE ENERGIA (CANAIS E COLATERAIS)

1) 12 Meridianos principais (grande circulação de energia):

P Meridiano do Pulmão 11 pontos bilaterais


IG Meridiano do Intestino Grosso 20 pontos bilaterais
E Meridiano do Estômago 45 pontos bilaterais
BP Meridiano do Baço-Pâncreas 21 pontos bilaterais
C Meridiano do Coração 09 pontos bilaterais
ID Meridiano do Intestino Delgado 19 pontos bilaterais
R Meridiano do Rim 27 pontos bilaterais
B Meridiano da Bexiga 67 pontos bilaterais
Pc / Cs Meridiano do Pericárdio 09 pontos bilaterais
TA Meridiano do Triplo-Aquecedor 23 pontos bilaterais
VB Meridiano da Vesícula Biliar 44 pontos bilaterais
F Meridiano do Fígado 14 pontos bilaterais

1 – MERIDIANO DO PULMÃO – “SHOUTAIYIN FEIJING”


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2 – MERIDIANO DO INTESTINO GROSSO – “SHOUYANGMING DACHANGJING”


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3 – MERIDIANO DO ESTÔMAGO – “ZUYANGMING WEIJING”


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4 – MERIDIANO DO BAÇO-PÂNCREAS – “ZUTAIYIN PIJING”


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5 – MERIDIANO DO CORAÇÃO – “SHOUSHAOYIN XINJING”


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6 – MERIDIANO DO INTESTINO DELGADO – “SHOUTAIYANG XIAOCHANGJING”


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7 – MERIDIANO DA BEXIGA – “ZUTAIYANG PANGGUANGJING”


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7.1 – LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS DE ASSENTIMENTO (PONTOS SHU DORSAIS,


PONTOS DE TRANSPORTE POSTERIOR OU PONTOS ASSOCIADOS) NO “ZUTAIYANG
PANGGUANGJING”
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8 – MERIDIANO DO RIM – “ZUSHAOYIN SHENJING”


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9 – MERIDIANO DO PERICÁRDIO – “SHOUJUEYIN XINBAOJING”


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10 – MERIDIANO DO TRIPLO AQUECEDOR – “SHOUSHAOYANG SANJIAOJING”


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11 – MERIDIANO DO VESÍCULA BILIAR – “ZUSHAOYANG DANJING”


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12 – MERIDIANO DO FÍGADO – “ZUJUEYIN GANJING”


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CANAIS DE ENERGIA EXTRAORDINÁRIOS


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1 – VASO GOVERNADOR – “DUMAI”


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2 – VASO DA CONCEPÇÃO – “RENMAI”


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XIV) BA GANG - DIAGNÓSTICO ATRAVÉS DOS OITO PRINCÍPIOS

 O Ba Gang permite classificar os sintomas de qualquer doença em 4 pares de


polaridades que podem descrever o tipo, a localização, a natureza da doença e a relação de
forças entre Zhen Qi e Xie Qi.

1 - BIAO-LI  Localização da doença (Exterior ou Interior);

2 - RE-HAN  Natureza da doença (Calor ou Frio);

3 - SHI-XU  Força da doença X Resistência do organismo


(Plenitude do Xie Qi ou Deficiência do Zhen Qi);

4 - YANG-YIN  Tipo da doença (Yang ou Yin);

 Não são 4 duplas independentes, mas sim complementares;


 A natureza das síndromes pode mudar durante a evolução da doença;
 Manifestações opostas à natureza da doença podem aparecer juntas.

1 - BIAO-LI (SUPERFÍCIE-INTERIOR / EXTERIOR-INTERIOR)

 A diferenciação é feita de acordo com a localização da patologia:

Condição de exterior - Afeta a pele, os músculos e os meridianos;

Condição de interior - Afeta os Sistemas Internos, ossos, medula, Qi e Xue;

Padrão Exterior - Manifestações clínicas se originam da invasão do


 Exterior por um fator patogênico (seis excessos);

Sintomas Biao - Febre com aversão ao frio, doença aguda com evolução
rápida, ausência de alterações no revestimento lingual, pulso Flutuante (Fu), dor
generalizada, nariz tapado, tosse, rigidez no pescoço, cervicalgia, cefaléia, cansaço;

 Nem toda Condição de Exterior é provocada pela invasão do Xie Qi .

Padrão Interior - Manifestações clínicas se originam de um desequilíbrio


entre Yin-Yang no interior do corpo (Sistemas Internos)
 ou pela penetração do Xie Qi no Interior dos Zang-Fu;

Sintomas Li - Febre sem aversão ao frio ou calafrios sem febre,


doença crônica, alterações no revestimento lingual, pulso Profundo (Chen), dor no
tronco, vômitos, sinais e sintomas irão variar de acordo com o sistema afetado.

 Nem toda Condição de Interior é provocada por um desequilíbrio no Li

2 - RE-HAN (CALOR-FRIO)

 Esta classificação é feita de acordo com os sinais e sintomas da doença;


 São a manifestação material do excesso ou deficiência do Yin ou do Yang e vão
depender, portanto, da combinação com as condições de Cheio ou Vazio.
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Calor-Cheio – Febre alta sem calafrios ou sensação de calor o dia inteiro,


rubor facial, sede com desejo de beber água fria em grandes goles, olhos vermelhos

( de Yang) (vermelhidão dentro da pálpebra inferior), constipação e dor abdominal,


gosto amargo na boca, urina escura e escassa, pulso Cheio-Transbordante e Rápido,
língua vermelha com saburra amarela.

_____________________________________
Y
A
N
G

Calor-Vazio – Febre baixa à tarde ou sensação de calor à tarde ou ao


anoitecer, rubor malar, boca seca, garganta seca à noite com vontade de beber
líquidos em pequenos goles, linha vermelha fina dentro da pálpebra inferior,

( de Yin) transpiração noturna, calor dos 5 palmos ( sensação de calor no tórax,


palmas das mãos e plantas dos pés), fezes ressecadas e ausência de dor abdominal,
ausência de gosto amargo na boca, urina escura e escassa, Pulso Flutuante-Vazio e
Rápido, língua vermelha e descascada sem saburra.

________________________________________

Y
A
N
G

Frio-Cheio – Calafrios, membros frios, ausência de sede, face pálida


(branco-brilhante), dor abdominal aguda que piora com a pressão e com a ingestão de
bebidas e alimentos frios, dor forte, espástica e em câimbra que piora com pressão,

( de Yin) desejo de beber líquidos quentes, perda de fezes, fezes amolecidas,


sensação de melhora após evacuação intestinal, urina clara e
abundante, pulso Profundo-Cheio-Tenso (apertado), língua pálida ou azul-arroxeada
com saburra branca e espessa, lábios, dedos das mãos e dos pés azulados, dor de
início agudo
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_____________________________________

Y
A
N
G

Frio-Vazio – Calafrios, membros frios, ausência de sede, face pálido-


embotada (branco-pardacenta), dor surda que melhora com a pressão, apatia,
vontade de beber líquidos quentes, fezes amolecidas, sensação de piora após a

( de yang) evacuação intestinal, urina clara e abundante, pulso Profundo-Fraco-


Lento, língua pálida com saburra branca e fina, sudorese.

________________________________________

Y
A
N
G

3 - SHI-XU (CHEIO-VAZIO / PLENITUDE-VAZIO)

“A Plenitude (Shi) é uma superabundância de Qi malfazejo; o Vazio (Xu) é uma fraqueza


do Qi essencial (Jing Qi)” Su Wen (cap. 28).

Shi – Esta condição se caracteriza pela presença de um fator patogênico (no interior ou
exterior) e pelo fato do Zhen Qi estar relativamente intacto;

 O Shi se manifesta logo em seguida a um Excesso do Xie Qi;


 A Plenitude representa um estágio agudo na luta entre Zhen Qi e Xie Qi;

 Principais manifestações clínicas do Shi:


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Patologias agudas, agitação, irritabilidade, face vermelha, voz forte e alta, respiração
difícil (pesada) e ruidosa, dor agravada pela pressão, dilatação abdominal dolorosa,
tinidos (zumbido) altos, transpiração profusa, urina escassa, constipação, desejo de retirar
as cobertas, pulso Cheio e Forte.

Xu – Esta condição se caracteriza pela debilidade do Zhen Qi (Qi Correto) e pela


ausência de um fator patogênico;

 O Xu se manifesta logo em seguida a uma Insuficiência do Zhen Qi;


 A síndrome de Deficiência indica a fraqueza do organismo e de seu sistema imune ou o
desgaste decorrente de uma doença prolongada;

 Principais manifestações clínicas do Xu:


Patologias crônicas, indiferença, apatia, memória fraca, face pálida, voz fraca, astenia,
respiração fraca (superficial), dor aliviada pela pressão, tinidos (zumbido) baixos, pouca
transpiração ou apenas durante o sono, micção freqüente, perda de fezes, fezes
amolecidas, incontinência urinária e fecal, desejo de permanecer deitado em posição
encolhida, pulso Vazio.

 Existem 4 tipos de Vazio (Xu):

Vazio de Qi – Respiração curta, voz fraca, transpiração espontânea, pouco


apetite, fezes amolecidas, cansaço, face pálida e pulso Vazio;

Vazio de Xue – Face pálida e opaca (embotada), lábios pálidos, visão turva,
cabelo seco, depressão, cansaço, memória debilitada, insônia, parestesia, amenorréia,
língua pálida/ fina, pulso Áspero-Fino

Vazio de Yang – Manifestações do Vazio de Qi, face pálida e brilhante,


desejo de beber líquidos quentes, ausência de sede, membros frios, urina clara e
freqüente, língua Pálida, pulso Profundo-Fraco;

Vazio de Yin – Boca seca, garganta seca à noite, transpiração noturna, calor
à tarde, calor dos cinco palmos, emagrecimento, cansaço, insônia, tontura, tinidos, corpo
delgado, língua seca e sem saburra, pulso Fino ou Flutuante-Vazio.

4 - YIN-YANG

 Representam os 2 princípios gerais do Ba Gang (resumindo todos os outros):

Yin – Sintomas do Interior (Li), Frio (Han) e Vazio (Xu);


Yang – Sintomas do Exterior (Biao), Calor (Re) e Plenitude (Shi);

 Possuem 4 síndromes próprias:

Vazio de Yin; Vazio de Yang;


Colapso do Yin; Colapso do Yang.

Colapso do Yin – Sudorese abundante, pele quente ao toque, lábios quentes,


boca seca com desejo de ingerir líquidos em pequenos goles, membros quentes, retenção
urinária, constipação, pulso Flutuante-Vazio-Rápido, língua Vermelha-Descascada-Curta
e sem saburra;
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Colapso do Yang – Calafrios, membros frios, debilidade respiratória, sudorese


profusa com suor oleoso, ausência de sede, micção freqüente e profusa de urina pálida ou
incontinência urinária, perda de fezes, fezes amolecidas ou incontinência fecal, confusão
mental ou inconsciência, pulso Profundo-Mínimo, língua Pálida-Úmida-Curta e
Edemaciada.

XV) PONTOS DE COMANDO

1 - Pontos de tonificação

Correspondem ao ponto mãe (5 elementos) dentro de cada meridiano;

Promovem o aumento de energia nos meridianos e na função dos órgãos


correspondentes;

A tonificação da mãe tonifica o elemento filho.

2 - Pontos de sedação

Correspondem ao ponto filho (5 elementos) dentro de cada meridiano;

Promovem a diminuição de energia nos meridianos e na função dos órgãos


correspondentes;

A sedação do filho seda o elemento mãe.

3 - Pontos Yuan (Fonte)

Podem produzir tanto tonificação quanto sedação;

Atuam restabelecendo o equilíbrio da energia, dispensando excessos e


preenchendo carências;

Estimulam o qi dos meridianos regulares, regularizando as atividades funcionais dos


órgãos internos, reforçando os fatores antipatógenos e eliminando os fatores
patogênicos;

Atuam principalmente na origem das patologias;

Cada ponto atua no próprio meridiano;

Trabalham com a energia Yuan Qi (energia ancestral - Rim).


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Localização dos 12 pontos Yuan:


P-9 – na dobra do punho, na face lateral da artéria radial
IG-4 – no ponto médio da margem lateral do 2º metacarpo
E-42 – 1,5 cun distal à dobra anterior do tornozelo ou 1,5 cun do E-41
BP-3 – fica proximal a cabeça do 1º metatarso (antes do joanete)
C-7 – na 2ª dobra do punho, na face lateral do tendão do músculo flexor ulnar
Carpo
ID-4 – na face medial da mão, na depressão distal osso pisiforme, entre a pele
clara e escura
B-64 – fica distal e inferior à base do 5º metatarso
R-3 – no ponto médio entre maléolo medial e tendão calcâneo
CS-7 – na dobra do punho, entre os tendões dos músculos flexor radial do carpo e
palmar longo
TA-4 – na prega dorsal do punho, lateral ao tendão do músculo extensor do dedo
mínimo;
VB-40 – traçando linhas imaginárias nas margens anterior e inferior do maléolo
lateral, o ponto fica no cruzamento destas duas linhas;
F-3 – 2 cun acima da prega interdigital formada pelo 1º e 2º dedos do pé

Indicações dos 12 pontos Yuan:

C7 Angina pectoris, neurasterna, psiconeurose, ansiedade, palpitação, dor de


cabeça e tontura, epilepsia, insônia, ecterícia, dor na axila, dor de garganta,
dor no punho
ID4 Artrite no braço, mão e dedos, dor de cabeça e nuca, rigidez na nuca,
zumbido, pterígio, febre e icterícia.
B64 Dor nas costas e pernas, tontura, vertigem, epilepsia, cefaléia, rigidez e dor na
nuca
R3 Dor de dentes, laringite, estomatite, mastite, impotência, dismenorréia, dor na
perna tornozelo e pé, frio nos ombros, malária, nefrite, metatarsalgia.
PC7 Acalma o coração e a mente e pacifica o coração; insônia, ansiedade,
depressão, opressão no peito, palpitação, dor no coração, dermatite na
palma, artrite no punho, halitose, hiperidrose palmar.
TA4 Dor no punho, excesso de pelo na mulher, boca seca, diabete melito, malária,
vômito durante a gravidez.
VB40 Dor e inchaço no tornozelo, dor ao longo do trajeto deste meridiano, pterígio
F3 Dor de cabeça tontura dor na genitália externa, hipertrofia da próstata, hérnia,
dor e distensão na margem costal, distúrbio nos olhos, menorragia, mastite.
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Pontos Indicações
P9 Asma tosse, tuberculose pulmonar, dor no peito e mamas, amidalite, dor no
braço.
IG4 Dor de cabeça e de dentes, amidalite, rinite, laringite, epistaxe, asma,
bronquite, paralisia facial, dor no braço e ombro, gripe , hipoidrose, insônia,
nervosismo, zumbido ou distúrbio do ouvido, escabiose.
E42 Dor no pé, dor de dentes, gengivite, anorexia, epilepsia, inchaço no rosto
BP3 Gastralgia, distensão abdominal, cólica do intestino, indigestão,
gastroenterite, disenteria, hemorróidas, artrite no pé, gota, lombalgia.

XVI) COMBINAÇÃO DO SHIATSU COM OUTRAS TERAPIAS

1 – Shiatsu X Acupuntura;

2 – Shiatsu X Chi Kung;

3 – Shiatsu X Osteopatia;

4 – Shiatsu X Fisioterapia.

XVII) CONSELHOS E ADVERTÊNCIAS GERAIS

Contra-indicações:

1 – Pessoas com doenças contagiosas (ex.: coqueluche, sarampo, etc...);

2 – Pessoas com doenças graves no coração, fígado, rins ou pulmões;

3 – Pessoas suscetíveis a hemorragias internas (hemofilia, úlceras, aneurisma e


etc...);

4 – Pessoas com câncer;

5 – Pessoas com fraturas ósseas recentes;

6 – Pessoas que estejam com algum processo inflamatório;

7 – Pessoas que estejam com algum tipo de processo degenerativo;

8 – Edemas e quadros psicopatológicos graves.

Contra-indicações relativas e precauções importantes:

1 – Mulheres grávidas: nunca pressione os pontos IG-4, BP-6 e B-67,


nem estimule os canais Yin (Baço, Rim e Fígado) abaixo dos joelhos; não aplique
força demais na região dos ombros;
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2 – Pessoas que sofram de epilepsia ou hipertensão arterial: não aplique o shiatsu


na parte de cima da cabeça; o trabalho nos ombros e, principalmente, nas pernas e
nos pés, é benéfico e seguro.

3 – Pessoas idosas ou enfermas: evite encostar com muita força, principalmente se


sofrerem de artrite ou osteoporose.

Roupas:

1 – Não é necessário ficar sem roupa, basta uma roupa confortável e leve;

2 – Há casos em que é necessário associar o shiatsu com a massagem ocidental ou


com técnicas específicas da fisioterapia (ex.: massagem transversa profunda), aí sim,
será necessário o contato direto das mãos com o segmento corporal a ser trabalhado.
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SISTEMA RESPIRATÓRIO

O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários


órgãos que conduzem o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. Esses
órgãos são as fossas nasais, a boca, a faringe, a laringe, a traquéia, os brônquios, os
bronquíolos e os alvéolos, os três últimos localizados nos pulmões.

Fossas nasais: são duas cavidades


paralelas que começam nas narinas e terminam
na faringe. Elas são separadas uma da outra por
uma parede cartilaginosa denominada septo
nasal. Em seu interior há dobras chamada
cornetos nasais, que forçam o ar a turbilhonar.
Possuem um revestimento dotado de células
produtoras de muco e células ciliadas, também
presentes nas porções inferiores das vias aéreas,
como traquéia, brônquios e porção inicial dos
bronquíolos. No teto das fossas nasais existem
células sensoriais, responsáveis pelo sentido do
olfato. Têm as funções de filtrar, umedecer e
aquecer o ar.
Faringe: é um canal comum aos sistemas
digestório e respiratório e comunica-se com a
boca e com as fossas nasais. O ar inspirado pelas
narinas ou pela boca passa necessariamente pela
faringe, antes de atingir a laringe.

Laringe: é um tubo
sustentado por peças de
cartilagem articuladas,
situado na parte superior
do pescoço, em
continuação à faringe. O
pomo-de-adão, saliência
que aparece no pescoço,
faz parte de uma das
peças cartilaginosas da
laringe.
A entrada da laringe
chama-se glote. Acima
dela existe uma espécie de
“lingüeta” de cartilagem
denominada epiglote, que
funciona como válvula.
Quando nos alimentamos,
a laringe sobe e sua
entrada é fechada pela
epiglote. Isso impede que
o alimento ingerido penetre
nas vias respiratórias.
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O epitélio que
reveste a laringe apresenta
pregas, as cordas vocais,
capazes de produzir sons
durante a passagem de ar.

Traquéia: é um tubo de aproximadamente 1,5 cm


de diâmetro por 10-12 centímetros de comprimento,
cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos.
Bifurca-se na sua região inferior, originando os
brônquios, que penetram nos pulmões. Seu epitélio de
revestimento muco-ciliar adere partículas de poeira e
bactérias presentes em suspensão no ar inalado, que
são posteriormente varridas para fora (graças ao
movimento dos cílios) e engolidas ou expelidas.

Pulmões: Os pulmões
humanos são órgãos
esponjosos, com
aproximadamente 25 cm de
comprimento, sendo
envolvidos por uma
membrana serosa
denominada pleura. Nos
pulmões os brônquios
ramificam-se profusamente,
dando origem a tubos cada
vez mais finos, os
bronquíolos. O conjunto
altamente ramificado de
bronquíolos é a árvore
brônquica ou árvore
respiratória.
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Cada bronquíolo termina em


pequenas bolsas formadas por células
epiteliais achatadas (tecido epitelial
pavimentoso) recobertas por capilares
sangüíneos, denominadas alvéolos
pulmonares.
Diafragma: A base de cada
pulmão apóia-se no diafragma, órgão
músculo-membranoso que separa o
tórax do abdomen, presente apenas
em mamíferos, promovendo,
juntamente com os músculos
intercostais, os movimentos
respiratórios. Localizado logo acima
do estômago, o nervo frênico controla
os movimentos do diafragma (ver
controle da respiração)

Imagem: SÉRIE ATLAS VISUAIS. O corpo


Humano. Ed. Ática, 1997.
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FISIOLOGIA DA RESPIRAÇÃO

Ventilação pulmonar
A inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da
musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas
elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com conseqüente redução da
pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.

A expiração, que promove a saída


de ar dos pulmões, dá-se pelo
relaxamento da musculatura do diafragma
e dos músculos intercostais. O diafragma
eleva-se e as costelas abaixam, o que
diminui o volume da caixa torácica, com
conseqüente aumento da pressão interna,
forçando o ar a sair dos pulmões.
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Transporte de gases respiratórios


O transporte de gás oxigênio está a cargo da hemoglobina, proteína presente nas
hemácias. Cada molécula de hemoglobina combina-se com 4 moléculas de gás oxigênio,
formando a oxi-hemoglobina.

Nos alvéolos pulmonares o gás oxigênio do ar difunde-se para os capilares


sangüíneos e penetra nas hemácias, onde se combina com a hemoglobina, enquanto o
gás carbônico (CO2) é liberado para o ar (processo chamado hematose).
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Nos tecidos ocorre um processo inverso: o gás


oxigênio dissocia-se da hemoglobina e difunde-se pelo
líquido tissular, atingindo as células. A maior parte do
gás carbônico (cerca de 70%) liberado pelas células no
líquido tissular penetra nas hemácias e reage com a
água, formando o ácido carbônico, que logo se dissocia
e dá origem a íons H+ e bicarbonato (HCO3-),
difundindo-se para o plasma sangüíneo, onde ajudam a
manter o grau de acidez do sangue. Cerca de 23% do
gás carbônico liberado pelos tecidos associam-se à
própria hemoglobina, formando a carboemoglobina. O
restante dissolve-se no plasma.

OBS: O monóxido de carbono, liberado pela “queima” incompleta de combustíveis


fósseis e pela fumaça dos cigarros entre outros, combina-se com a hemoglobina de uma
maneira mais estável do que o oxigênio, formando o carboxiemoglobina. Dessa forma, a
hemoglobina fica impossibilitada de transportar o oxigênio, podendo levar à morte por
asfixia. Veja as tabelas abaixo, retiradas da prova do ENEM de 98:

Um dos índices de qualidade do ar diz respeito à concentração de monóxido de


carbono (CO), pois esse gás pode causar vários danos à saúde. A tabela abaixo mostra
a relação entre a qualidade do ar e a concentração de CO.
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Qualidade do ar Concentração de CO – ppm* (média de 8h)

Inadequada 15 a 30

Péssima 30 a 40

Crítica Acima de 40
* ppm (parte por milhão) = 1 micrograma de CO por grama de ar 10 –6 g

Para analisar os efeitos do CO sobre os seres humanos, dispõe-se dos seguintes


dados:

Concentração de CO (ppm) Sintomas em seres humanos

10 Nenhum

15 Diminuição da capacidade visual

60 Dores de cabeça

100 Tonturas, fraqueza muscular

270 Inconsciência

800 Morte

Controle da respiração
Em relativo repouso, a freqüência respiratória é da ordem de 10 a 15 movimentos
por minuto.
A respiração é controlada automaticamente por um centro nervoso localizado no
bulbo. Desse centro partem os nervos responsáveis pela contração dos músculos
respiratórios (diafragma e músculos intercostais). Os sinais nervosos são transmitidos
desse centro através da coluna espinhal para os músculos da respiração. O mais
importante músculo da respiração, o diafragma, recebe os sinais respiratórios através de
um nervo especial, o nervo frênico, que deixa a medula espinhal na metade superior do
pescoço e dirige-se para baixo, através do tórax até o diafragma. Os sinais para os
músculos expiratórios, especialmente os músculos abdominais, são transmitidos para a
porção baixa da medula espinhal, para os nervos espinhais que inervam os músculos.
Impulsos iniciados pela estimulação psíquica ou sensorial do córtex cerebral podem
afetar a respiração. Em condições normais, o centro respiratório (CR) produz, a cada 5
segundos, um impulso nervoso que estimula a contração da musculatura torácica e do
diafragma, fazendo-nos inspirar. O CR é capaz de aumentar e de diminuir tanto a
freqüência como a amplitude dos movimentos respiratórios, pois possui
quimiorreceptores que são bastante sensíveis ao pH do plasma. Essa capacidade
permite que os tecidos recebam a quantidade de oxigênio que necessitam, além de
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remover adequadamente o gás carbônico. Quando o sangue torna-se mais ácido devido
ao aumento do gás carbônico, o centro respiratório induz a aceleração dos movimentos
respiratórios. Dessa forma, tanto a freqüência quanto a amplitude da respiração tornam-
se aumentadas devido à excitação do CR.
Em situação contrária, com a depressão do CR, ocorre diminuição da freqüência e
amplitude respiratórias.
A respiração é ainda o principal mecanismo de controle do pH do sangue.

O aumento da concentração de CO2 desloca a reação para a direita, enquanto


sua redução desloca para a esquerda.
Dessa forma, o aumento da concentração de CO2 no sangue provoca aumento de
íons H+ e o plasma tende ao pH ácido. Se a concentração de CO2 diminui, o pH do
plasma sangüíneo tende a se tornar mais básico (ou alcalino).
Se o pH está abaixo do normal (acidose), o centro respiratório é excitado,
aumentando a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. O aumento da
ventilação pulmonar determina eliminação de maior quantidade de CO 2, o que eleva o
pH do plasma ao seu valor normal.
Caso o pH do plasma esteja acima do normal (alcalose), o centro respiratório é
deprimido, diminuindo a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. Com a
diminuição na ventilação pulmonar, há retenção de CO 2 e maior produção de íons H+, o
que determina queda no pH plasmático até seus valores normais.
A ansiedade e os estados ansiosos promovem liberação de adrenalina que,
freqüentemente levam também à hiperventilação, algumas vezes de tal intensidade que
o indivíduo torna seus líquidos orgânicos alcalóticos (básicos), eliminando grande
quantidade de dióxido de carbono, precipitando, assim, contrações dos músculos de todo
o corpo.
Se a concentração de gás carbônico cair a valores muito baixos, outras
conseqüências extremamente danosas podem ocorrer, como o desenvolvimento de um
quadro de alcalose que pode levar a uma irritabilidade do sistema nervoso, resultando,
algumas vezes, em tetania (contrações musculares involuntárias por todo o corpo) ou
mesmo convulsões epilépticas.
Existem algumas ocasiões em que a concentração de oxigênio nos alvéolos cai a
valores muito baixos. Isso ocorre especialmente quando se sobe a lugares muito altos,
onde a concentração de oxigênio na atmosfera é muito baixa ou quando uma pessoa
contrai pneumonia ou alguma outra doença que reduza o oxigênio nos alvéolos. Sob tais
condições, quimiorreceptores localizados nas artérias carótida (do pescoço) e aorta são
estimulados e enviam sinais pelos nervos vago e glossofaríngeo, estimulando os centros
respiratórios no sentido de aumentar a ventilação pulmonar.

A capacidade e os volumes respiratórios


O sistema respiratório humano comporta um volume total de aproximadamente 5
litros de ar – a capacidade pulmonar total. Desse volume, apenas meio litro é renovado
em cada respiração tranqüila, de repouso. Esse volume renovado é o volume corrente
Se no final de uma inspiração forçada, executarmos uma expiração forçada,
conseguiremos retirar dos pulmões uma quantidade de aproximadamente 4 litros de ar, o
que corresponde à capacidade vital, e é dentro de seus limites que a respiração pode
acontecer.
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Mesmo no final de uma expiração forçada, resta nas vias aéreas cerca de 1 litro
de ar, o volume residual.

Nunca se consegue encher os pulmões com ar completamente renovado, já que


mesmo no final de uma expiração forçada o volume residual permanece no sistema
respiratório. A ventilação pulmonar, portanto, dilui esse ar residual no ar renovado,
colocado em seu interior
O volume de ar renovado por minuto (ou volume-minuto respiratório) é obtido pelo
produto da freqüência respiratória (FR) pelo volume corrente (VC): VMR = FR x VC.
Em um adulto em repouso, temos:
FR = 12 movimentos por minuto
VC = 0,5 litros
Portanto: volume-minuto respiratório = 12 x 0,5 = 6 litros/minuto
Os atletas costumam utilizar o chamado “segundo fôlego”. No final de cada
expiração, contraem os músculos intercostais internos, que abaixam as costelas e
eliminam mais ar dos pulmões, aumentando a renovação.

DISTÚRBIOS CILIARES

A limpeza das vias aéreas depende do bom funcionamento dos cílios e das
características do muco produzido pelo epitélio mucociliar. Esse mecanismo de defesa
pode ser afetado por alterações ambientais, infecciosas ou hereditárias ou se ainda o
indivíduo consome de modo crônico álcool, drogas ou cigarro, podendo levar à retenção
freqüente de secreção, o que provoca tosse e infecção repetitiva.
A inalação de ar frio, por exemplo, diminui a velocidade dos batimentos ciliares
nas vias respiratórias, com prejuízo para a remoção de partículas sólidas, aumentando a
chance de aparecimento de infecções respiratórias.
Há uma doença determinada geneticamente, a doença dos cílios imóveis, que
causa alterações na síntese das proteínas que participam da estrutura de cílios e
flagelos. Com isso, o batimento dos cílios é prejudicado, predispondo o paciente a
infecções das vias aéreas, como pneumonias e sinusites. Acomete principalmente
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homens e provoca também esterilidade, pela imobilidade do flagelo dos


espermatozóides.
A fumaça de cigarros diminui a eficiência dos batimentos ciliares, o que se traduz
na maior freqüência de doenças respiratórias entre os fumantes e seus filhos. A
incidência de pneumonias é três vezes maior nos filhos de mulheres fumantes que nos
filhos das não fumantes.
Se a obstrução dos bronquíolos for mais generalizada devido ao crescimento do
epitélio (devido ao cigarro), desenvolve-se, com o passar dos anos, o enfisema
pulmonar, que pode levar a morte por insuficiência respiratória. O reflexo da tosse é
também um mecanismo de defesa natural inespecífica porque remove agentes irritantes
que chegam as vias aéreas inferiores. Esse reflexo é conduzido pelo nervo vago até o
bulbo, onde é gerado o reflexo de inspiração e expiração (diafragma e músculos
intercostais) e de contração dos músculos da laringe para realizar a tosse. O reflexo de
espirro é quase semelhante ao da tosse, porém a via aferente vem das terminações
nervoras do nariz.

Os mergulhadores e a “respiração sob pressão positiva”

Quando o mergulhador está submerso, a entrada


do ar e a expansão dos pulmões são dificultadas pela
pressão exercida pela água sobre a parede do tórax.
No mergulho com snorkel o mergulhador tem de
fazer mais força para inspirar, pois seu tórax é
comprimido pela pressão da água.
No mergulho com scuba ou aqualung, um
cilíndrico metálico cheio de gás acoplado a uma válvula
permite que o ar seja colocado nas vias aéreas com
uma pressão equivalente à pressão da água naquela
profundidade.
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SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO

SISTEMA ESQUELÉTICO

Além de dar sustentação ao corpo,


o esqueleto protege os órgãos internos e
fornece pontos de apoio para a fixação
dos músculos. Ele constitui-se de peças
ósseas e cartilaginosas articuladas, que
formam um sistema de alavancas
movimentadas pelos músculos.

O esqueleto humano pode ser


dividido em duas partes:
1-Esqueleto axial: formado pela
caixa craniana, coluna vertebral caixa
torácica.
2-Esqueleto apendicular:
compreende a cintura escapular, formada
pelas escápulas e clavículas; cintura
pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da
bacia) e o esqueleto dos membros
Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia (superiores ou anteriores e inferiores ou
– Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. posteriores).
2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997.

1-Esqueleto axial

1.1-Caixa craniana
Possui os seguintes ossos importantes: frontal, parietais, temporais, occipital,
esfenóide, nasal, lacrimais, malares ("maçãs do rosto" ou zigomático), maxilar superior e
mandíbula (maxilar inferior).
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Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol.
2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997.
Observações:
Primeiro - no osso esfenóide existe uma depressão denominada de sela turca
onde se encontra uma das menores e mais importantes glândulas do corpo humano - a
hipófise, no centro geométrico do crânio.
Segundo - Fontanela ou moleira é o nome dado à região alta e mediana, da
cabeça da criança, que facilita a passagem da mesma no canal do parto; após o
nascimento, será substituída por osso.

1.2-Coluna vertebral
É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco, que se
sobrepõem constituindo um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal; é dividida em
regiões típicas que são: coluna cervical (região do pescoço), coluna torácica, coluna
lombar, coluna sacral, coluna cocciciana ( coccix - "ossinho da alegria", para alguns).
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1.3-Caixa torácica
É formada pela região torácica de coluna vertebral, osso esterno e costelas, que
são em número de 12 de cada lado, sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem
diretamente no esterno), 3 falsas (se reúnem e depois se unem ao esterno), e 2
flutuantes (com extremidades anteriores livres, não se fixando ao esterno).

2- Esqueleto apendicular

2-1- Membros e cinturas articulares


Cada membro superior é composto de braço, antebraço, pulso e mão. O osso do
braço – úmero – articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. O
pulso constitui-se de ossos pequenos e maciços, os carpos. A palma da mão é formada
pelos metacarpos e os dedos, pelas falanges.
Cada membro inferior compõe-se de coxa, perna, tornozelo e pé. O osso da coxa
é o fêmur, o mais longo do corpo. No joelho, ele se articula com os dois ossos da perna:
a tíbia e a fíbula. A região frontal do joelho está protegida por um pequeno osso circular:
a rótula. Ossos pequenos e maciços, chamados tarsos, formam o tornozelo. A planta do
pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos), pelas falanges.
Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome
de cintura ou de cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular
(formada pela clavícula e pela escápula ou omoplata); a inferior se chama cintura pélvica,
popularmente conhecida como bacia (constituída pelo sacro - osso volumoso resultante
da fusão de cinco vértebras, por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix, formado por
quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). A primeira sustenta o úmero e com ele
todo o braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna.
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Juntas e articulações
Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. Algumas juntas, como as do
crânio, são fixas; nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. Em outras juntas,
denominadas articulações, os ossos são móveis e permitem ao esqueleto realizar
movimentos.

Ligamentos
Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos,
cordões resistentes constituídos por tecido conjuntivo fibroso. Os ligamentos estão
firmemente unidos às membranas que revestem os ossos.

Classificação dos ossos


Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em:
A - Longos: têm duas extremidades ou epífises; o corpo do osso é a diáfise; entre
a diáfise e cada epífise fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto,
enquanto a epífise e a metáfise, por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: fêmur, úmero.
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Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol.
2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997, com adaptações

B- Curtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados


nas mãos e nos pés. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: calcâneo,
tarsos, carpos.

C - Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto,
tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos:
esterno, ossos do crânio, ossos da bacia, escápula.
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Revestindo o osso compacto na diáfise, existe uma delicada membrana - o


periósteo - responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela
consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). As superfícies articulares são
revestidas por cartilagem. Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou placa de
cartilagem nos ossos em crescimento, tal disco é chamado de disco metafisário (ou
epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. O interior dos ossos é
preenchido pela medula óssea, que, em parte é amarela, funcionando como depósito de
lipídeos, e, no restante, é vermelha e gelatinosa, constituindo o local de formação das
células do sangue, ou seja, de hematopoiese. O tecido hemopoiético é popularmente
conhecido por "tutano". As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos
ossos da bacia e no esterno. Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é encontrada
principalmente nas epífises.

Diferenças entre os ossos do esqueleto masculino e feminino:


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TECIDOS QUE FORMAM O ESQUELETO

O TECIDO ÓSSEO
O tecido ósseo possui um alto grau de rigidez e resistência à pressão. Por isso,
suas principais funções estão relacionadas à proteção e à sustentação. Também
funciona como alavanca e apoio para os músculos, aumentando a coordenação e a força
do movimento proporcionado pela contração do tecido muscular.
Os ossos ainda são grandes armazenadores de substâncias, sobretudo de íons de
cálcio e fosfato. Com o envelhecimento, o tecido adiposo também vai se acumulando
dentro dos ossos longos, substituindo a medula vermelha que ali existia previamente.
A extrema rigidez do tecido ósseo é resultado da interação entre o componente
orgânico e o componente mineral da matriz. A nutrição das células que se localizam
dentro da matriz é feita por canais. No tecido ósseo, destacam-se os seguintes tipos
celulares típicos:

 Osteócitos: os osteócitos estão localizados em cavidades ou lacunas dentro da matriz


óssea. Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras lacunas,
tornando assim a difusão de nutrientes possível graças à comunicação entre os
osteócitos. Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da integridade da
matriz óssea.
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 Osteoblastos: os osteoblastos sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta


por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de
cálcio, participando da mineralização da matriz. Durante a alta atividade sintética, os
osteoblastos destacam-se por apresentar muita basofilia (afinidade por corantes
básicos). Possuem sistema de comunicação intercelular semelhante ao existente entre
os osteócitos. Os osteócitos inclusive originam-se de osteoblastos, quando estes são
envolvidos completamente por matriz óssea. Então, sua síntese protéica diminui e o
seu citoplasma torna-se menos basófilo.
 Osteoclastos: os osteoclastos participam dos processos de absorção e remodelação
do tecido ósseo. São células gigantes e multinucleadas, extensamente ramificadas,
derivadas de monócitos que atravessam os capilares sangüíneos. Nos osteoclastos
jovens, o citoplasma apresenta uma leve basofilia que vai progressivamente
diminuindo com o amadurecimento da célula, até que o citoplasma finalmente se torna
acidófilo (com afinidade por corantes ácidos). Dilatações dos osteoclastos, através da
sua ação enzimática, escavam a matriz óssea, formando depressões conhecidas
como lacunas de Howship.

 Matriz óssea: a matriz óssea é composta por uma parte orgânica (já mencionada
anteriormente) e uma parte inorgânica cuja composição é dada basicamente por íons
fosfato e cálcio formando cristais de hidroxiapatita. A matriz orgânica, quando o osso
se apresenta descalcificado, cora-se com os corantes específicos do colágeno (pois
ela é composta por 95% de colágeno tipo I).

A classificação baseada no critério histológico admite apenas duas variantes de


tecido ósseo: o tecido ósseo compacto ou denso e o tecido ósseo esponjoso ou lacunar
ou reticulado. Essas variedades apresentam o mesmo tipo de célula e de substância
intercelular, diferindo entre si apenas na disposição de seus elementos e na quantidade
de espaços medulares. O tecido ósseo esponjoso apresenta espaços medulares mais
amplos, sendo formado por várias trabéculas, que dão aspecto poroso ao tecido. O
tecido ósseo compacto praticamente não apresenta espaços medulares, existindo, no
entanto, além dos canalículos, um conjunto de canais que são percorridos por nervos e
vasos sangüíneos: canais de Volkmann e canais de Havers. Por ser uma estrutura
inervada e irrigada, os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de
regeneração.
Os canais de Volkmann partem da superfície do osso (interna ou externa),
possuindo uma trajetória perpendicular em relação ao eixo maior do osso. Esses canais
comunicam-se com os canais de Havers, que percorrem o osso longitudinalmente e que
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podem comunicar-se por projeções laterais. Ao redor de cada canal de Havers, pode-se
observar várias lamelas concêntricas de substância intercelular e de células ósseas.
Cada conjunto deste, formado pelo canal central de Havers e por lamelas concêntricas é
denominado sistema de Havers ou sistema haversiano. Os canais de Volkmann não
apresentam lamelas concêntricas.

Tecido ósseo compacto

Tecido ósseo esponjoso


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O TECIDO CARTILAGINOSO

O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo de


consistência rígida. Desempenha a função de suporte de tecidos moles, reveste
superfícies articulares onde absorve choques, facilita os deslizamentos e é essencial
para a formação e crescimento dos ossos longos. A cartilagem é um tipo de tecido
conjuntivo composto exclusivamente de células chamadas condrócitos e de uma matriz
extracelular altamente especializada.

É um tecido avascular, não possui vasos sanguíneos, sendo nutrido pelos


capilares do conjuntivo envolvente (pericôndrio) ou através do líquido sinovial das
cavidades articulares. Em alguns casos, vasos sanguíneos atravessam as cartilagens,
indo nutrir outros tecidos. O tecido cartilaginoso também é desprovido de vasos linfáticos
e de nervos. Dessa forma, a matriz extracelular serve de trajeto para a difusão de
substâncias entre os vasos sangüíneos do tecido conjuntivo circundante e os
condrócitos. As cavidades da matriz, ocupadas pelos condrócitos, são chamadas
lacunas; uma lacuna pode conter um ou mais condrócitos. A matriz extracelular da
cartilagem é sólida e firme, embora com alguma flexibilidade, sendo responsável pelas
suas propriedades elásticas. As propriedades do tecido cartilaginoso, relacionadas ao
seu papel fisiológico, dependem da estrutura da matriz, que é constituída por colágeno
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ou colágeno mais elastina, em associação com macromoléculas de proteoglicanas


(proteína + glicosaminoglicanas). Como o colágeno e a elastina são flexíveis, a
consistência firme das cartilagens se deve às ligações eletrostáticas entre as
glicosaminoglicanas das proteoglicanas e o colágeno, e à grande quantidade de
moléculas de água presas a estas glicosaminoglicanas (água de solvatação) que
conferem turgidez à matriz.
As cartilagens (exceto as articulares e as peças de cartilagem fibrosa) são
envolvidas por uma bainha conjuntiva que recebe o nome de pericôndrio, o qual continua
gradualmente com a cartilagem por uma face e com o conjuntivo adjacente pela outra.
As cartilagens basicamente se dividem em três tipos distintos: 1) cartilagem hialina; 2)
fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa; 3) cartilagem elástica.

Cartilagem hialina

Distingue-se pela presença de uma


matriz vítrea, homogênea e amorfa (figura
ao lado). Por toda cartilagem há espaços,
chamados lacunas, no interior das
lacunas encontram-se condrócitos. Essas
lacunas são circundadas pela matriz, a
qual tem dois componentes: fibrilas de
colágeno e matriz fundamental

Essa cartilagem forma o esqueleto inicial do feto; é a precursora dos ossos que se
desenvolverão a partir do processo de ossificação endocondral. Durante o
desenvolvimento ósseo endocondral, a cartilagem hialina funciona como placa de
crescimento epifisário e essa placa continua funcional enquanto o osso estiver crescendo
em comprimento. No osso longo do adulto, a cartilagem hialina está presente somente
na superfície articular. No adulto, também está presente como unidade esquelética na
traquéia, nos brônquios, na laringe, no nariz e nas extremidades das costelas
(cartilagens costais).
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Pericôndrio: a cartilagem hialina geralmente é circundada por um tecido conjuntivo


firmemente aderido, chamado pericôndrio. O pericôndrio não está presente nos locais em
que a cartilagem forma uma superfície livre, como nas cavidades articulares e nos locais
em que ela entra em contato direto com o osso. Sua função não é apenas a de ser uma
cápsula de cobertura; tem também a função de nutrição, oxigenação, além de ser fonte
de novas células cartilaginosas. É rico em fibras de colágeno na parte mais superficial,
porém, à medida que se aproxima da cartilagem, é mais rico em células.
Calcificação: a calcificação consiste na deposição de fosfato de cálcio sob a forma
de cristais de hidroxiapatita, precedida por um aumento de volume e morte das células. A
matriz da cartilagem hialina sofre calcificação regularmente em três situações bem
definidas: 1) a porção da cartilagem articular que está em contato com o osso é
calcificada; 2) a calcificação sempre ocorre nas cartilagens que estão para ser
substituídas por osso durante o período de crescimento do indivíduo; 3) a cartilagem
hialina de todo o corpo se calcifica como parte do processo de envelhecimento.
Regeneração: a cartilagem que sofre lesão regenera-se com dificuldade e,
freqüentemente, de modo incompleto, salvo em crianças de pouca idade. No adulto, a
regeneração se dá pela atividade do pericôndrio. Havendo fratura de uma peça
cartilaginosa, células derivadas do pericôndrio invadem a área da fratura e dão origem a
tecido cartilaginoso que repara a lesão. Quando a área destruída é extensa, ou mesmo,
algumas vezes, em lesões pequenas, o pericôndrio, em vez de formar novo tecido
cartilaginoso, forma uma cicatriz de tecido conjuntivo denso.

Cartilagem elástica
Esta é uma cartilagem na qual a matriz contém fibras elásticas e lâminas de
material elástico, além das fibrilas de colágeno e da substância fundamental. O material
elástico confere maior elasticidade à cartilagem, como a que se pode ver no pavilhão da
orelha. A presença desse material elástico (elastina) confere a esse tipo de cartilagem
uma cor amarelada, quando examinado a fresco. A cartilagem elástica pode estar
presente isoladamente ou formar uma peça cartilaginosa junto com a cartilagem hialina.
Como a cartilagem hialina, a elástica possui pericôndrio e cresce principalmente por
aposição. A cartilagem elástica é menos sujeita a processos degenerativos do que a
hialina. Ela pode ser encontrada no pavilhão da orelha, nas paredes do canal auditivo
externo, na tuba auditiva e na laringe. Em todos estes locais há pericôndrio circundante.
Diferentemente da cartilagem hialina, a cartilagem elástica não se calcifica.
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Fibrocartilagem ou Cartilagem fibrosa


A cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem é um tecido
com características intermediárias entre o conjuntivo denso
e a cartilagem hialina. É uma forma de cartilagem na qual a
matriz contém feixes evidentes de espessas fibras colágenas.
Na cartilagem fibrosa, as numerosas fibras colágenas
constituem feixes, que seguem uma orientação
aparentemente irregular entre os condrócitos ou um arranjo
paralelo ao longo dos condrócitos em fileiras. Essa orientação
depende das forças que atuam sobre a fibrocartilagem. Os feixes colágenos colocam-se
paralelamente às trações exercidas sobre eles. Na fibrocartilagem não existe pericôndrio.
A fibrocartilagem está caracteristicamente presente nos discos intervertebrais, na sínfise
púbica, nos discos articulares das articulações dos joelhos e em certos locais onde os
tendões se ligam aos ossos. Geralmente, a presença de fibrocartilagem indica que
naquele local o tecido precisa resistir à compressão e ao desgaste.

Crescimento
A cartilagem possui dois tipos de crescimento: aposicional e intersticial.
Crescimento aposicional é a formação de cartilagem sobre a superfície de uma
cartilagem já existente. As células empenhadas nesse tipo de crescimento derivam do
pericôndrio. O crescimento intersticial ocorre no interior da massa cartilaginosa. Isso é
possível porque os condrócitos ainda são capazes de se dividir e porque a matriz é
distensível. Embora as células-filhas ocupem temporariamente a mesma lacuna,
separam-se quando secretam nova matriz extracelular. Quando parte desta última matriz
é secretada, forma-se uma divisão entre as células e, neste ponto, cada célula ocupa sua
própria lacuna. Com a continuidade da secreção da matriz, as células ficam ainda mais
separadas entre si.
Na cartilagem do adulto, os condrócitos freqüentemente estão situados em grupos
compactos ou podem estar alinhados em fileiras. Esses grupos de condrócitos são
formados como conseqüência de várias divisões sucessivas durante a última fase de
desenvolvimento. Há pouca produção de matriz adicional e os condrócitos permanecem
em íntima aposição. Tais grupos são chamados de grupos isógenos.

SISTEMA MUSCULAR

O tecido muscular é de origem mesodérmica, sendo caracterizado pela


propriedade de contração e distensão de suas células, o que determina a movimentação
dos membros e das vísceras. Há basicamente três tipos de tecido muscular: liso, estriado
esquelético e estriado cardíaco.
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Músculo liso: o músculo involuntário localiza-se na pele,


órgãos internos, aparelho reprodutor, grandes vasos
sangüíneos e aparelho excretor. O estímulo para a contração
dos músculos lisos é mediado pelo sistema nervoso vegetativo.

Músculo estriado esquelético: é inervado pelo sistema


nervoso central e, como este se encontra em parte sob
controle consciente, chama-se músculo voluntário. As
contrações do músculo esquelético permitem os movimentos
dos diversos ossos e cartilagens do esqueleto.

Músculo cardíaco: este tipo de tecido muscular forma a


maior parte do coração dos vertebrados. O músculo cardíaco
carece de controle voluntário. É inervado pelo sistema nervoso
vegetativo.

Estriado esquelético Estriado cardíaco Liso

Miócitos alongados,
Miócitos longos, Miócitos estriados com um ou mononucleados e sem estrias
multinucleados (núcleos dois núcleos centrais. transversais.
periféricos). Células alongadas, Contração involuntária e lenta.
Miofilamentos organizam-se irregularmente ramificadas,
em estrias longitudinais e que se unem por estruturas
transversais. especiais: discos
Contração rápida e voluntária intercalares.
Contração involuntária,
vigorosa e rítmica.

Musculatura Esquelética
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O sistema muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo,


formando o que se chama popularmente de carne. Essa musculatura recobre totalmente
o esqueleto e está presa aos ossos, sendo responsável pela movimentação corporal.

Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido


conjuntivo, o perimísio, que manda septos para o interior do músculo, septos dos quais
se derivam divisões sempre mais delgadas. O músculo fica assim dividido em feixes
(primários, secundários, terciários). O revestimento dos feixes menores (primários),
chamado endomísio, manda para o interior do músculo membranas delgadíssimas que
envolvem cada uma das fibras musculares. A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou
prismática, longa, de 3 a 12 centímetros; o seu diâmetro é infinitamente menor, variando
de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro), tendo um aspecto de filamento fusiforme.
No seu interior notam-se muitos núcleos, de modo que se tem a idéia de ser a fibra
constituída por várias células que perderam os seus limites, fundindo-se umas com as
outras. Dessa forma, podemos dizer que um músculo esquelético é um pacote formado
por longas fibras, que percorrem o músculo de ponta a ponta.

No citoplasma da fibra muscular esquelética há muitas


miofibrilas contráteis, constituídas por filamentos compostos por
dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina.
Filamentos de actina e miosina dispostos regularmente originam
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um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais alternadas, claras e escuras.


Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os
quais são por isso chamados músculos estriados.
Em torno do conjunto de miofibrilas de uma fibra muscular esquelética situa-se o
retículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso), especializado no armazenamento
de íons cálcio.

As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu


comprimento, denominadas sarcômeros. A distribuição dos filamentos de actina e
miosina varia ao longo do sarcômero. As faixas mais extremas e mais claras do
sarcômero, chamadas banda I, contêm apenas filamentos de actina. Dentro da banda I
existe uma linha que se cora mais intensamente, denominada linha Z, que corresponde a
várias uniões entre dois filamentos de actina. A faixa central, mais escura, é chamada
banda A, cujas extremidades são formadas por filamentos de actina e miosina
sobrepostos. Dentro da banda A existe uma região mediana mais clara – a banda H –
que contém apenas miosina. Um sarcômero compreende o segmento entre duas linhas Z
consecutivas e é a unidade contrátil da fibra muscular, pois é a menor porção da fibra
muscular com capacidade de contração e distensão.

1- Bandas escuras
(anisotrópicas – banda A).
2- Faixas claras (isotrópicas
– banda I, com linha Z central).
3- Núcleos periféricos.
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Contração: ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina


c sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a
desaparecer.

A contração do músculo esquelético é voluntária e ocorre pelo deslizamento dos


filamentos de actina sobre os de miosina. Nas pontas dos filamentos de miosina existem
pequenas projeções, capazes de formar ligações com certos sítios dos filamentos de
actina, quando o músculo é estimulado. Essas projeções de miosina puxam os
filamentos de actina, forçando-os a deslizar sobre os filamentos de miosina. Isso leva ao
encurtamento das miofibrilas e à contração muscular. Durante a contração muscular, o
sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a
desaparecer.

Constatou-se, através de microscopia eletrônica, que o sarcolema (membrana


plasmática) da fibra muscular sofre invaginações, formando túbulos anastomosados que
envolvem cada conjunto de miofibrilas. Essa rede foi denominada sistema T, pois as
invaginações são perpendiculares as miofibrilas. Esse sistema é responsável pela
contração uniforme de cada fibra muscular estriada esquelética, não ocorrendo nas fibras
lisas e sendo reduzido nas fibras cardíacas.
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A química da contração muscular


O estímulo para a contração muscular é geralmente um impulso nervoso, que
chega à fibra muscular através de um nervo. O impulso nervoso propaga-se pela
membrana das fibras musculares (sarcolema) e atinge o retículo sarcoplasmático,
fazendo com que o cálcio ali armazenado seja liberado no hialoplasma. Ao entrar em
contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite
que esta se ligue à miosina, iniciando a contração muscular. Assim que cessa o estímulo,
o cálcio é imediatamente rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático, o que
faz cessar a contração.

A energia para a contração muscular é suprida por moléculas de ATP produzidas


durante a respiração celular. O ATP atua tanto na ligação da miosina à actina quanto em
sua separação, que ocorre durante o relaxamento muscular. Quando falta ATP, a
miosina mantém-se unida à actina, causando enrijecimento muscular. É o que acontece
após a morte, produzindo-se o estado de rigidez cadavérica (rigor mortis).
A quantidade de ATP presente na célula muscular é suficiente para suprir apenas
alguns segundos de atividade muscular intensa. A principal reserva de energia nas
células musculares é uma substância denominada fosfato de creatina (fosfocreatina ou
creatina-fosfato). Dessa forma, podemos resumir que a energia é inicialmente fornecida
pela respiração celular é armazenada como fosfocreatina (principalmente) e na forma de
ATP. Quando a fibra muscular necessita de energia para manter a contração, grupos
fosfatos ricos em energia são transferidos da fosfocreatina para o ADP, que se
transforma em ATP. Quando o trabalho muscular é intenso, as células musculares
repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina pela intensificação da respiração
celular. Para isso utilizam o glicogênio armazenado no citoplasma das fibras musculares
como combustível.

Uma teoria simplificada admite que, ao receber um estímulo nervoso, a fibra


muscular mostra, em seqüência, os seguintes eventos:
1. O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca++ e Mg++ para o
citoplasma.
2. Em presença desses dois íons, a miosina adquire uma propriedade ATP ásica,
isto é, desdobra o ATP, liberando a energia de um radical fosfato:
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3. A energia liberada provoca o deslizamento da actina entre os filamentos de


miosina, caracterizando o encurtamento das miofibrilas.

Musculatura Lisa

A estriação não existe nos músculos viscerais, que se chamam, portanto,


músculos lisos. Os músculos viscerais são também constituídos de fibras fusiformes,
mas muito mais curtas do que as fibras musculares esqueléticas: têm, na verdade, um
tamanho que varia de 30 a 450 mícrons. Têm, além disso, um só núcleo e não são
comandados pela vontade, ou seja, sua contração é involuntária, além de lenta. As fibras
lisas recebem, também, vasos e nervos sensitivos e motores provenientes do sistema
nervoso autônomo.

Embora a contração do músculo liso também seja regulada pela concentração


intracelular de íons cálcio, a resposta da célula é diferente da dos músculos estriados.
Quando há uma excitação da membrana, os íons cálcio armazenados no retículo
sarcoplasmático são então liberados para o citoplasma e se ligam a uma proteína, a
calmodulina. Esse complexo ativa uma enzima que fosforila a miosina e permite que ela
se ligue à actina. A actina e a miosina interagem então praticamente da mesma forma
que nos músculos estriados, resultando então na contração muscular.

Musculatura Cardíaca

O tecido muscular cardíaco forma o músculo do coração (miocárdio). Apesar de


apresentar estrias transversais, suas fibras contraem-se independentemente da nossa
vontade, de forma rápida e rítmica, características estas, intermediárias entre os dois
outros tipos de tecido muscular
As fibras que formam o tecido muscular estriado cardíaco dispõem-se em feixes
bem compactos, dando a impressão, ao microscópio óptico comum, de que não há limite
entre as fibras. Entretanto, ao microscópio eletrônico podemos notar que suas fibras são
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alongadas e unidas entre si através de delgadas membranas celulares, formando os


chamados discos intercalares, típicos da musculatura cardíaca.

A contração muscular segue praticamente os mesmos passos da contração no


músculo estriado esquelético , com algumas diferenças :

 os túbulos T são mais largos que os do músculo esquelético;


 retículo sarcoplasmático menor;
 as células musculares cardíacas possuem reservas intracelulares de íons cálcio mais
limitada;
 tanto o cálcio intracelular quanto o extracelular estão envolvidos na contração
cardíaca: o influxo de cálcio externo age como desencadeador da liberação do cálcio
armazenado na luz do retículo sarcoplasmático, provocando a contração ao atingir as
miofibrilas e levando ao relaxamento ao serem bombeados de volta para o retículo.

Características Lisa Estriada Esquelética Estriada Cardíaca

Filamentar ramificada
Forma Fusiforme Filamentar
(anastomosada)

Tamanho (valores Diâmetro: 7mm


30mm centímetros 15mm 100mm
médios) Comprimento: 100mm

Estrias transversais Não há Há Há

Muitos periféricos
Núcleo 1 central 1 central
(sincício)

Discos intercalares Não há Não há Há

Contração Lenta, involuntária Rápida, voluntária Rápida, voluntária

Formam pacotes bem Formam as paredes


Formam camadas
Apresentação definidos, os do coração
envolvendo órgãos
músculos esqueléticos (miocárdio)
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