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"A Lua de Joana" de Maria Teresa Maia Gonzalez

Eu escolhi o livro “A lua de Joana”, pois a minha irmã leu-o quando tinha a
minha idade e gostou muito. Eu fiquei curiosa e decidi ler. Foi uma ótima surpresa.

Este livro pode ser considerado uma espécie de diário (apesar de não o ser),
porque Joana escreve cartas para a sua melhor amiga, que falecera de overdose.
Tudo começa, após a morte da sua melhor amiga. Pois começa a sentir-se
sozinha e com necessidade de desabafar, de contar as suas aventuras, os seus problemas
a alguém. Então decide escrever cartas, à sua amiga Marta. Contando-lhe tudo o que se
passa na sua vida. A partir dessas mesmas cartas é possível acompanhar o percurso
dramático dos dois últimos anos da vida de Joana.
Joana vive com os seus pais, um irmão mais novo e a sua avó. A mãe de Joana é
uma pessoa muito fútil, materialista, vaidosa e um pouco desleixada com a educação
dos seus filhos. O pai é uma pessoa muito ausente, é cirurgião plástico, e faz com que a
sua profissão roube o tempo para a sua família, raramente está presente nos momentos
mais importantes da vida familiar (ao longo da obra são notórias as tentativas vindas de
Joana, para que o seu pai seja uma pessoa mais presente. E também é evidente um
grande amor que Joana sente pelo seu pai). Existe a particularidade, tantas vezes frisada
por Joana, de que sempre que existisse uma data festiva, Joana recebia do seu pai um
relógio, coisa que Joana achava uma terrível falta de originalidade e ao mesmo tempo
irónico, pois ele nunca tinha tempo para ela. O seu irmão, que ela tantas vezes apelida
de Pré-Histórico, é um típico adolescente, com as hormonas à flor da pele, é rebelde e
imaturo. E consegue ter a pouca atenção dos seus pais concentrada em si. A avó Ju (avó
paterna) é a pessoa da família que Joana mais admira. Uma pessoa muito presente,
carinhosa, meiga, solidária e compreensiva. Por vezes, era a única pessoa naquela casa
que ouvia Joana.
Inicialmente, ela é uma menina com grandes qualidades e um pouco revoltada
por não compreender o que levou a sua amiga a entrar no mundo das drogas. Talvez
para tentar compreender a sua amiga, e para alertar os jovens para os perigos da mesma,
decide juntamente com outro colega (João Pedro) escrever uma peça de teatro sobre a
tragédia da sua melhor amiga Marta: “Os Amigos da onça”.
Depois de algum tempo a tentar digerir a morte da sua amiga, Joana tem a
coragem de ir a casa de Marta e falar com o seu irmão Diogo, por quem ela nutre grande
carinho e admiração.
Na sua escola, Joana é sempre apontada como o melhor exemplo por parte dos
professores, sendo uma excelente aluna e uma pessoa muito admirada pelos seus amigos
e colegas de turma.
Porém, a certa altura, a avó de Joana falece, devido à idade. Com esta morte,
Joana vê o seu mundo a ruir. Uma vez que a sua avó era um dos seus únicos apoios.
Devido à sua solidão, chega mesmo a adoecer. Vai deixar de ser uma rapariga aplicada
e, consequentemente, as suas notas vão baixar drasticamente. A partir daí, vai tentar
encontrar alguém que a escute, que a entenda e em quem ela confie, isto é, um amigo.
Então, encontra esse apoio, no irmão de Marta, o Diogo, que também se revela muito
revoltado com a morte da sua irmã e entretanto com a separação dos seus pais. Com
consolações mútuas, os dois acabam por se envolver e desenvolvem uma relação. A
partir deste momento, é mais evidente a mudança de Joana, que perde o gosto pela vida.
Então, talvez para se abstraírem dos problemas, Joana e Diogo acabam também
por cair no mundo da droga. Inicialmente ele. E depois ela, para tentar afastar Diogo
desse caminho, acaba por se envolver também (chegando mesmo a vender objetos
pessoais para conseguir dinheiro para a droga), com esse mundo (este processo é feito
com a ajuda de um “amiga” em comum: Rita, que anteriormente levara Marta para esta
vida).
Os pais de Joana, alheios a toda esta situação, quando se apercebem tentam
concertar os seus danos, mas já é tarde de mais.
Joana, não consegue resistir no mundo da droga, e acaba por morrer. A história
termina com o pai de Joana a ler os relatos da filha, sentindo-se impotente e frustrado
por não ter estado presente e por não ter evitado a sua morte.

Opinião acerca da obra:


Eu gostei muito de ler esta obra, como disse, foi uma ótima surpresa, pois retrata
a realidade, fala dos problemas de vários jovens como solidão, incompreensão, droga,
suicídio…
Além disso percebemos como é importante os pais estarem atentos aos filhos e
que os problemas dos jovens também devem ser valorizados.

Trabalho realizado por:


Matilde Martins, 6º C número: 19