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Prof. Ms.

Aniello dos Reis Parziale


Advogado e consultor em Direito Público. Ex-gerente do Corpo Jurídico da Editora NDJ.
Graduado e Mestre em Direito Econômico e Político pela Universidade Mackenzie
Professor de Direito Financeiro e Direitos Fundamentais da Universidade Braz Cubas
Secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Embu das Artes/SP

O prazo de validade das propostas no pregão

Estabelece o dispositivo 5º da Lei fed. 10.520/02 que o prazo de validade das


propostas comerciais apresentadas nas licitações processadas pela modalidade
pregão será de 60 (sessenta) dias, caso outro período não esteja fixado no ato
convocatório.

Destaque-se que o prazo de validade a ser fixado no ato convocatório deve ser
contado em dias corridos e transcorrer de forma ininterrupta, sendo descabido
sofrer interrupções em seu decurso.

O referido regramento detém o condão de proteger os licitantes de possíveis


abusos da Administração promotora do certame, pois não permite que os
proponentes fiquem vinculados por um longo lapso temporal à licitação sem
expectativa da contratação, fato que pode prejudicar a assunção de novos
compromissos e acarretar prejuízos.

Diferentemente do que ocorre nas licitações processadas pelas modalidades


tradicionais de licitação, verifica-se que o dispositivo legal em destaque deixou
para o administrador público a discricionariedade para afixar o prazo de validade
das propostas comerciais que, em nosso sentir, deverá ser eleito de forma
motivada nos autos do processo administrativo na fase interna da licitação, de
acordo com particularidades do objeto licitado. Logo, poderá a Administração
Pública licitante fixar um prazo inferior ou superior àquele consagrado no art. 64,
§ 3º, da Lei nº 8.666/1993, que, de forma indireta, estabelece como período de
validade das propostas comerciais (sessenta) dias.
Prof. Ms. Aniello dos Reis Parziale
Advogado e consultor em Direito Público. Ex-gerente do Corpo Jurídico da Editora NDJ.
Graduado e Mestre em Direito Econômico e Político pela Universidade Mackenzie
Professor de Direito Financeiro e Direitos Fundamentais da Universidade Braz Cubas
Secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Embu das Artes/SP

Por ser oportuno, destaque-se que a fixação de prazos de validade da proposta


comercial superior a 60 dias pode configurar uma causa restritiva de
participação. Nesse sentido, preleciona Marçal Justen Filho:

Ampliar desmedidamente esse prazo produziria efeito desincentivador da


competição. Imagine-se, por exemplo, estabelecer prazo de validade de
dois ou três anos. Seria muito problemático participar de certame com
risco dessa ordem. Logo, há limites para a fixação do prazo e tais limites
derivam do postulado de que nenhuma exigência excessiva ou abusiva
pode ser imposta no ato convocatório. O prazo deve ser norteado pelo
princípio da razoabilidade (2013, p. 234).

Acerca do termo inicial da contagem do prazo de validade das ofertas comerciais


no pregão, verifica-se que o art. 6º da Lei nº 10.520/2002 é silente a respeito,
como já ocorre, todavia, nas licitações realizadas pelas modalidades tradicionais
de licitação, ex vi do art. 64, § 3º, da Lei nº 8.666/1993, que impõe como marco
inicial a data da entrega das propostas. Sendo necessário fixar tal marco no
âmbito do pregão, a fim de gerar segurança jurídica aos licitantes, utilizar-se-á o
disposto no art. 9º da Lei nº 10.520/2002, que assenta que, nas licitações
processadas por pregão, aplica-se, subsidiariamente, o disposto na Lei nº
8.666/1993. Logo, conjugando o disposto no art. 6º da Lei nº 10.520/2002 com o
disposto no art. 64, § 3º, da Lei nº 8.666/1993, tem-se que o prazo de validade
das propostas será 60 dias, se outro prazo não estiver fixado no edital, a contar
da entrega das propostas comerciais, entenda-se, a data da abertura da sessão
pública de processamento do pregão, seja este presencial ou eletrônico.

Sendo ultrapassado o prazo de validade das propostas e não ocorra a formal


e expressa convocação do licitante vencedor do certame para assinar o
contrato administrativo ou retirar o instrumento equivalente, estará o
proponente devidamente liberado do compromisso assumido com a
Administração para aquela licitação.
Prof. Ms. Aniello dos Reis Parziale
Advogado e consultor em Direito Público. Ex-gerente do Corpo Jurídico da Editora NDJ.
Graduado e Mestre em Direito Econômico e Político pela Universidade Mackenzie
Professor de Direito Financeiro e Direitos Fundamentais da Universidade Braz Cubas
Secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Embu das Artes/SP

Com efeito, expirado o prazo de validade da proposta comercial, não


poderá o Poder Público exigir que as condições da oferta apresentada ou
lance concedido pelos proponentes sejam mantidas. Neste caso, salvo se
ocorreu expressa e formal prorrogação da validade da proposta comercial,
como posteriormente será esclarecido, não há como caracterizar recusa
de celebrar o ajuste ou retirar o instrumento equivalente, fato que
acarretaria a aplicação de sanções.

Uma prática verificada no âmbito administrativo é a Administração Pública


licitante, próximo do termo final do prazo de validade das ofertas comerciais,
realizar uma consulta formal e expressa aos licitantes que integram a grade
classificatória final do certame, indagando se tais particulares manteriam as
condições ofertadas (seja na proposta ou lance) pela Administração por um novo
período, que poderá ser aquele fixado no edital ou não.

Se assim concordarem, formal e expressamente, deverão honrar sua oferta


comercial, bem como os lances concedidos na fase oportuna, sob pena de
penalização, haja vista que o art. 7º da Lei nº 10.520/2002 prevê punição para
os particulares que, convocados dentro do prazo de validade das suas
propostas, não celebrarem o contrato.