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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia Services on Demand

Print version ISSN 0034-7299


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Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.67 no.5 São Paulo Sept. 2001
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http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992001000500018
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Plasticidade do sistema auditivo Article references

Auditory system plasticity How to cite this article

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Maria Cristina L. C. Féres1, Norberto G. Cairasco2
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Resumo / Summary
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O sistema sensorial auditivo tem sido alvo de estudos sobre sua capacidade
de desenvolver respostas plásticas a diferentes tipos de lesão. Fenômenos
regenerativos se fazem observar no segmento periférico do sistema, com a Related links
constatação da neogênese de células ciliadas em aves, em alguns casos
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acompanhada de recuperação funcional comprovada eletrofisiologicamente.
Alterações em estruturas centrais da via auditiva, secundárias a uma lesão Share
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do órgão periférico, têm sido freqüentemente relatadas, significando uma More
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provável resposta plástica à perturbação do sinal aferente. Exemplo extremo
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dessas alterações é encontrado em roedores que desenvolvem,
secundariamente à indução de perda auditiva parcial, comportamento motor
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anômalo em resposta ao som intenso, denominado epilepsia audiogênica. Os
autores fazem uma revisão sobre o assunto.
Palavras-chave: sistema auditivo, plasticidade, regeneração, convulsão
audiogênica.

The auditory system has been subject of studies that evaluated its capability to develop plastic responses to
different kinds of lesions. Regeneration has been observed in the peripheral portions of the system, with
neogenesis of the hair cells in avian, sometimes followed by functional rehabilitation as confirmed by
electrophysiological testing. The occurrence of central auditory pathway disorders, secondary to peripheral
damage, has been frequently noticed, probably due to a plastic reaction to the lack of afferent signal. A great
example of these alterations is found in rodents that develop anomalous motor response to loud sounds,
secondary to induced partial deafness, named audiogenic seizures. The authors presented a review about the
theme.
Key words: auditory system, plasticity, regeneration, audiogenic seizures.

INTRODUÇÃO

Há cerca de sessenta anos, o anatomista espanhol Santiago Ramon y Cajal, Prêmio Nobel, afirmou que, uma vez
completado seu desenvolvimento, as chances de crescimento ou regeneração de axônios e dendritos estão
irrevogavelmente perdidas e que, no cérebro adulto, as vias nervosas são fixas e imutáveis: tudo pode morrer,
nada pode se regenerar. Hoje, as pesquisas e descobertas em neurociências levam a uma expectativa mais
otimista, após o advento da teoria da neuroplasticidade. Segundo essa teoria, as células nervosas têm uma
capacidade potencial de se regenerar, ou de se diferenciar e passar a realizar funções antes desempenhadas por
células que foram lesadas (Stein e colaboradores, 1995).

No que se refere aos sistemas sensoriais, a plasticidade pode ser observada tanto no tecido neurossensorial do
receptor periférico quanto nas vias centrais. Um sistema hoje bastante estudado quanto a esse aspecto é o
auditivo. Diferentes espécies animais têm sido submetidas a estudos sobre o funcionamento do mesmo, bem como
sobre sua capacidade de regeneração e a plasticidade. Os achados vêm mostrando que o sistema pode reagir
frente a situações que perturbem o funcionamento do receptor periférico, tanto com tentativas de sua
regeneração quanto com reestruturação dos núcleos centrais.

REVISÃO DE LITERATURA

Peixes e anfíbios possuem epitélio sensorial composto de células ciliadas e de suporte semelhantes à glia, e
terminações nervosas aferentes e eferentes, no ouvido e na ​ linha lateral​
, a qual constitui-se no órgão
responsável pela percepção da posição do animal no espaço. Essas células ciliadas podem ser produzidas durante
toda a vida do animal, podendo reparar perdas ou mesmo aumentar a sensibilidade. As células produzidas por
regeneração são neoinervadas e têm atividade eletrofisiológica. Já em mamíferos e em pássaros, essa capacidade
é restrita a um curto período embrionário. Estudos anatomopatológicos comprovam que perdas de células ciliadas
ocorrem durante toda a vida do animal, podendo ser aceleradas ou agravadas por fatores como: exposição a
ruído intenso, drogas tóxicas, agentes quimioterápicos e infecções virais (Corwin, 1992). Até recentemente,
acreditou-se ser essa uma perda irreversível; porém, hoje há esperança de que algumas terapias sejam eficientes
no sentido de prover uma regeneração, ainda que parcial.

Na maior parte, os estudos desenvolvidos sobre essa hipótese são feitos em epitélio neurossensorial do ouvido de
galinhas. Observou-se regeneração celular após lesão por trauma sonoro e por aplicação sistêmica de gentamicina
(Adler e Raphael, 1996). A recuperação pode se dar por mitose, com o aparecimento de novas células, ou por
diferenciação de outro tipo celular em células ciliadas (Bhave e colaboradores, 1995; Adler e Raphael,1 996).
Estudos em galinhas, com lesão por gentamicina, aplicada em uma única dose de 100 mg/kg, mostraram uma
recuperação progressiva do número de células ciliadas, retornando a uma contagem semelhante a dos animais
controle num prazo de cinco semanas (Janas e colaboradores, 1995). Questiona-se se células do sistema auditivo
regeneradas contribuem para a função auditiva. Estudos em aves mostraram recuperação da função
eletrofisiológica, embora com um certo atraso temporal em relação à recuperação estrutural. A origem das células
ciliadas neoformadas parece ser as células de suporte que as envolvem, ou, pelo menos, células que não se
distinguem das de suporte à microscopia óptica. Também acredita-se que as novas células ciliadas, uma vez
desenvolvidas, são especializadas de forma terminal para a função sensorial, não reentrando no ciclo celular
(Corwin, 1992).

Embora a maior parte dos estudos sobre as alterações plásticas que se seguem a uma lesão no sistema auditivo
sejam realizadas na sua parte periférica, sabe-se que respostas a injúrias podem ser encontradas também nas
vias centrais. Há evidências de que tanto a ausência de estímulos vindos da periferia quanto a superestimulação
podem causar uma reorganização estrutural no sistema nervoso central (Szczepaniak e Moller, 1996).

No tronco cerebral, os núcleos do sistema auditivo dependem da estimulação aferente para manutenção de sua
integridade estrutural e funcional. Um dos mecanismos para isso é a regulação da concentração do cálcio
intracelular nos neurônios. A remoção da aferência auditiva resulta em aumento dessa concentração, o que pode
levar à morte neuronal. Estudos imunohistoquímicos para proteínas ligadoras de cálcio, como a calbindina, a
parvalbumina e a calretinina, mostram que suas concentrações nos neurônios dos núcleos cocleares (NC) são
dependentes da preservação das aferências auditivas (Caicedo e colaboradores, 1997).

Alterações conseqüentes à deaferentação também são detectadas no colículo inferior (CI). Em ratos, a lesão
coclear por exposição a ruído intenso levou a uma desorganização na atividade eletrofisiológica do núcleo externo
(Szczepaniak e Moller, 1996). Em cobaias, o ensurdecimento pela aplicação de drogas ototóxicas levou a uma
diminuição no metabolismo do CI, estudado através da 2-desoxiglicose. Esse fato era revertido se o sistema fosse
mantido sob estimulação elétrica crônica (Schwartz e colaboradores, 1993). Estudos imunohistoquímicos para a
growth associated protein (GAP-43), uma proteína relacionada a crescimento neuronal e remodelagem sináptica,
mostraram alterações muito evidentes nos NC, complexo olivar e CI, com aumento da expressividade após
ensurdecimento unilateral por ablação coclear. Illing e colaboradores, 1997, assim como Meleca e colaboradores,
1997, estudaram núcleos cocleares de hamsters, através de eletrofisiologia, após lesão auditiva induzida por
ruído. Mostraram alterações no mapa tonotópico do núcleo coclear dorsal, com perda de algumas freqüências e
expansão de outras.

O potencial plástico dos neurônios que compõem os sistemas sensoriais é essencial durante a fase mais precoce
da vida, tanto no período intra-uterino quanto no neonatal, fazendo parte dos fatores que garantem a
consolidação do seu desenvolvimento. O conhecimento dos processos ativos que ocorrem na cóclea e culminam
na transdução do sinal mecânico em elétrico e sua posterior interpretação levaram à compreensão de que o
conjunto não se encontra totalmente desenvolvido no início de sua atividade. Ao contrário, a maturação ocorre
lentamente, durante algumas semanas após o início do funcionamento do ouvido interno, desenvolvendo-se a
capacidade contrátil das células ciliadas externas, ajustando-se as curvas de sintonia dos neurônios do gânglio
espiral e dos núcleos cocleares e incrementando-se as otoemissões acústicas (Weaver e colaboradores, 1994). O
momento em que a função coclear se inicia é variável segundo a espécie estudada, podendo ocorrer
precocemente, na vida intra-uterina, ou mais tardiamente, após o nascimento (Romand, 1971; Dum, 1984; Henley
e Ribak, 1995). O processo normal de maturação do cérebro de mamíferos depende do recebimento adequado de
dois tipos de informação: uma interna, de origem molecular, e uma externa, constituída pela estimulação regular
dos órgãos sensoriais. Ambas são essenciais para a formação das interconexões neurais e para a condução do
estímulo por vias eficientes. Esse fato é conhecido para a visão, a sensibilidade somática e a audição, sendo mais
evidente durante o chamado período crítico do desenvolvimento, quando a estimulação regular garante uma
maturação adequada do respectivo sistema neural (Henley e Ribak, 1995; Illing e colaboradores, 1997).
Interferências sobre a capacidade de o sistema de receber o respectivo estímulo, nesse período crítico, podem
levar a falhas no seu desenvolvimento, perturbando a consolidação sináptica e alterando a arquitetura neuronal
das estruturas centrais. Ressalta-se o alto potencial de rearranjos plásticos dos sistemas sensoriais durante as
fases mais precoces do seu desenvolvimento. No sistema visual esse fato é bastante conhecido desde quando se
demonstrou que a deprivação da visão unilateralmente em gatos neonatos leva à atrofia de neurônios do corpo
geniculado lateral e rearranjos nas conexões funcionais do córtex estriado (Moore e colaboradores, 1989).

Com relação às vias auditivas, manipulações sobre roedores, realizadas num período crítico de seu
desenvolvimento auditivo e causando uma perda auditiva parcial, podem levá-los a adquirir uma alteração intensa
no sistema nervoso central, manifestada através de um quadro de resposta motora ao som, conhecida como
epilepsia audiogênica (Pierson e Snyder-Keller, 1992). Nesse tipo de epilepsia reflexa, a exposição do animal a um
ruído de grande intensidade leva à ocorrência de uma convulsão tonicoclônica generalizada. Diferentes tipos de
manipulações podem ser empregados para produção dessa alteração, sempre visando a uma perda parcial da
capacidade auditiva do animal. Henry (1967) descreveu a sensibilização de camundongos a convulsões
audiogênicas (CA), através da exposição a ruído intenso, sendo que o método só é eficiente se for aplicado após
o décimo quarto dia de vida pós-natal, quando se abre o conduto auditivo externo do animal. O autor afirma que
a sensibilização ocorre mesmo se o som for aplicado sob anestesia, o que mostra que o processo não depende da
formação reticular do tronco cerebral, nem de mecanismos conscientes. Pierson e Liebmann (1992) descrevem o
mesmo período como ótimo para sensibilização através da exposição a um ruído de 125 dB de intensidade. Pierson
e Swann (1988) descrevem a aplicação de kanamicina intraperitonealmente, na dose de 100 mg/kg como um
procedimento eficiente para desenvolvimento das CAs em ratos. A kanamicina é uma droga conhecidamente
tóxica para a cóclea, causando lesão celular irreversível. O período ótimo para aplicação desse protocolo é de
quatro dias, do nono ao décimo segundo pós-natal. Outras formas de sensibilização às CAs incluem o
desenvolvimento de um quadro de hipotireoidismo congênito em ratos, através da administração de propiltiouracil
às fêmeas grávidas (Middlesworth e Norris, 1980), a oclusão de apenas um dos ouvidos, também em ratos, tão
logo o conduto auditivo externo se abra (Pierson e Snyder-Keller, 1992), o tratamento de camundongos com
drogas anticonvulsivantes e sua retirada brusca após (Voiculescu e colaboradores, 1985) e a exposição de
camundongos a ruído intenso no vigésimo primeiro dia de vida (Saunders e colaboradores, 1972).

A epilepsia audiogênica foi originariamente descrita por Studentsov, em 1924. Além de ser induzida por
manipulações sobre o sistema auditivo periférico, pode também constituir uma característica geneticamente
herdada, havendo algumas linhagens bem conhecidas de animais audiogênicos, principalmente ratos e
camundongos. As principais cepas de ratos geneticamente sensíveis às convulsões audiogênicas (CAs) são a
russa Krushinski-Molodkina, derivada de ratos Wistar, e as linhagens GEPRs (Genetically Epilepsy-Prone Rats),
derivadas de ratos Sprague-Dawley. Além dessas, outras duas linhagens estão sendo desenvolvidas, sendo uma
no Centre de Neurochimie, em Strasbourg, França, e outra no Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia
Experimental do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São
Paulo. Esta última é derivada de ratos Wistar e foi denominada WAR - Wistar Audiogenic Rats (Garcia-Cairasco e
colaboradores, 1990; Doretto, 1992). Sabe-se que os animais com predisposição genética às CA têm um
rebaixamento da sua acuidade auditiva. Estudos anatômicos mostraram alterações estruturais do órgão de Corti,
como aberrações nos estereocílios e alterações no número de células ciliadas internas e externas (Penny e
colaboradores,1983).

DISCUSSÃO

O interesse pelo estudo da fisiologia do sistema auditivo no passado ficou por muito tempo relegado a um segundo
plano, secundário ao estudo da visão e do equilíbrio. O único Prêmio Nobel concedido a um trabalho sobre vias
auditivas foi para Georg von Békèsy, há mais de trinta anos. Na década de 80, o interesse pelo funcionamento da
audição foi estimulado, principalmente após as descobertas sobre os mecanismos ativos do sistema. Ainda assim,
a maior parte dos trabalhos visava ao conhecimento do segmento periférico, permanecendo sobre as vias centrais
um conhecimento precário, mais voltado à morfologia do que à fisiologia. Atualmente, porém, essa tendência vem
sendo alterada, e estudos cada vez mais numerosos são focalizados sobre o sistema auditivo central (Erminy e
colaboradores, 1995).

Adaptação é uma propriedade básica do sistema nervoso central em geral, e hoje é muito clara sua ocorrência
também no sistema auditivo. Compreender o funcionamento e o potencial plástico da via auditiva central é
essencial para o conhecimento sobre como o cérebro integra e discrimina estímulos complexos, como os sons da
fala. Também é importante para se entender como uma surdez neurossensorial afeta o funcionamento central. O
desenvolvimento de novos métodos para prover comunicação auditiva em pacientes com surdez total, tais como
o implante coclear, tornam imprescindível um conhecimento detalhado dos sinais neurais recebidos pelo tronco
cerebral e sobre como são processados (Mérchan e colaboradores, 1993; Ruben, 1996).O conceito de
plasticidade auditiva refere-se à capacidade de ocorrerem mudanças anatômicas e/ou funcionais no sistema
responsável pela transmissão das informações auditivas. Sendo assim, as alterações comportamentais observadas
após a realização de um implante coclear são evidências empíricas da ocorrência do fenômeno plástico,
demonstrando a capacidade do sistema nervoso central de se adaptar a novas sensações auditivas, após
períodos variáveis de deprivação. Por outro lado, o estudo da plasticidade auditiva é de grande relevância para o
tratamento de indivíduos surdos de todas as idades que recebem implante coclear, porque se relaciona com a
habilidade do sistema nervoso de se adaptar a estímulos artificiais. Isso é particularmente importante na
discussão sobre a implantação de pacientes com surdez congênita, pré-lingual ou de longa data, tanto adultos
quanto crianças (Mecklenburg e Babighian, 1996)

COMENTÁRIOS FINAIS

No estádio atual de conhecimento, os casos de surdez neurossensorial profunda são tratados com aparelhos de
amplificação sonora individuais ou com implantes cocleares multi-canal. Por mais sofisticados que sejam, porém,
não restauram a audição para uma situação normal. Talvez no futuro possamos contar com uma reposição
biológica para a cóclea lesada. Conhecer os mecanismos pelos quais as estruturas centrais do sistema auditivo
reajem a uma perda das aferências, e, posteriormente, a uma nova entrada de estímulos, pode ajudar no
desenvolvimento de métodos que garantam melhor aproveitamento para a comunicação do indivíduo. O estudo
sistemático da regeneração do sistema auditivo é recente, e se dirige mais intensamente às células ciliadas,
principalmente em aves. O conceito por muito tempo aceito de que as células ciliadas de mamíferos são
permanentes tem caído progressivamente por terra, à medida que são demonstradas ocorrências de regeneração
sob determinadas condições. O aparecimento de uma resposta como a epilepsia audiogênica, em reação à lesão
do órgão periférico da audição, ressalta a riqueza estrutural do sistema e o longo caminho a ser percorrido até
sua compreensão satisfatória.

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1 Professora Doutora da Disciplina de Otorrinolaringologia, Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e
Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
2 Professor Doutor do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de
São Paulo, Chefe do Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia Experimental.

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo.

Endereço para correspondência: Profa. Dra. Maria Cristina Lancia Cury Féres. Departamento de Oftalmologia,
Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto – Campus USP –
Avenida Bandeirantes, 3900. 14900-090 – Ribeirão Preto /SP.
Telefones: (0xx16) 602-2863 / 602-2526 / 633-0186 – Fax: (0xx16) 602-2860 – E-mail: ramancio@fmrp.usp.br

Este trabalho é parte da introdução da tese de doutoramento da autora, apresentada à Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto, da USP, em 10/8/98.
Suporte financeiro: CAPES.

Artigo recebido em 16 de fevereiro de 2001. Artigo aceito em 27 de março de 2001.

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