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AMICUS CURIAE

Art. 138 do CPC: O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do


tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível,
de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a
participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com
representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.
§ 1o A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a
interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a hipótese do §3o.
§ 2o Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os
poderes do amicus curiae.
§ 3o O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas
repetitivas.

AMICUS CURIAE COMO É

AMICUS CURIAE COMO DEVIA SER

AMICUS CURIAE COMO EFETIVAMENTE É

O amicus curiae como é refere-se ao modo como o “amigo da corte” está disposto em lei.
Expresso no artigo 138 do CPC, indicado acima.


O amicus curiae como deveria ser refere-se ao modo como o “amigo da corte” é idealizado, é a
teoria. Amicus Curiae deveria ser pessoa externa com conhecimento técnico sobre o assunto
tratado ou que, embora não tenha conhecimento técnico, possua informações relevantes capazes
de auxiliar na demanda (pertinência temática).

- O Amicus Curiae deve ser um efetivo auxiliar da corte, próximo ao que é um perito hoje.

- O Amicus Curiae do Brasil foi baseado no Amicus Curiae Norte-Americano que, por sua vez, foi
baseado no Amicus Curiae da Inglaterra.

- O Amicus Curiae, na essência da criação inglesa, deveria ser alguém desprovido de
qualquer interesse na causa. Alguém com objetivo filantrópico de auxiliar na demanda.

- Com respaldo na doutrina e na jurisprudência do STF, o interesse do amicus curiae deve ser
em CONTRIBUIR.

- O amicus curiae não pode ter interesse no resultado. Não pode ingressar para se favorecer.

O amicus curiae como efetivamente é refere-se ao modo como o “amigo da corte” ocorre na
prática das cortes brasileiras. 

- No Brasil há uma grande dificuldade pelos tribunais em identificar a real intenção do amicus
curiae: Se há interesse em contribuir de fato ou se há interesse ideológico, financeiro, pessoal,
econômico envolvido.

- Aqui, o amicus curiae ingressa como tal mas possui a pretensão de ser parte. Solicita o
seu ingresso na demanda sabendo que a matéria pode lhe prejudicar ou favorecer, a depender do
resultado.
- Acontecem casos em que o objeto da ação reflete diretamente na esfera pessoal e jurídica do
amicus curiae e, mesmo assim, o órgão julgador concede a sua entrada. 

- Havendo algum interesse particular ou relação direta com o objeto do processo, o correto seria o
ingresso na demanda na condição de assistente simples, e não como amicus curiae. 

- Outro problema é a admissão de uma quantidade muito grande de amicus curiae em uma
mesma ação (exemplo: 100), os quais falam muito, mas da mesma coisa. O excesso se torna uma
“descontribuição” ao processo. 

- Alguns pedidos de amicus curiae são: “venho requerer o ingresso como amicus curiae e, se for
não aceito, como assistente”…

- Reflexão: Qual a razão de um amicus curiae ingressar no processo e pedir a extinção do
processo sem resolução do mérito? Qual contribuição existe neste tipo de pedido? Por que se
envolver nesta questão processual, quando deveria se ater à tese e a questão material debatida?
No STF é comum que este pedido seja feito…
- Opinião do professor: A lei falha em não dizer que o amicus curiae deva ser alguém que
contribua efetivamente com o resultado da demanda sem que tenha qualquer interesse direto no
objeto. 

- É irrecorrível a decisão que admite ou não admite o amicus curiae.

- O Amicus Curiae hoje é a carta na manga dos advogados. É o meio utilizado para tentar
participar de um processo que lhe convém. 


Nota: O amicus curiae pode participar em qualquer processo, em qualquer instância, em qualquer
tribunal, em qualquer assunto, desde que haja relevância da matéria, especificidade do tema
objeto da demanda ou repercussão social da controvérsia, conforme artigo 138 do CPC.

NULIDADES

Diferença entre ato inexistente x ato nulo x ato anulável x ato irregular

- Ato inexistente: Não produz efeitos de qualquer forma. Exemplo: Sentença de juiz aposentado. O
ato inexistente não consegue dar um mínimo de forma possível para que possa produzir efeitos.

- Ato nulo: Produz efeito enquanto não declarada a nulidade. Exemplo: Sentença de juiz
absolutamente incompetente. Pode ser alegada a qualquer tempo (exceto o prazo de 2 anos se a
nulidade for alegada em ação rescisória). Consegue dar ao ato um mínimo de atributos
necessários para que ele possa produzir efeitos. Vício grave que afeta a validade do ato.

- Ato anulável: A nulidade é mais fraca. Exemplo: Sentença de juiz relativamente incompetente.
Precisa ser alegada em determinado espaço de tempo, sob pena de convalidação. 

- Ato irregular: São erros que não fazem diferença no processo. Exemplo: Escrivão escreve algo
errado em certidão.