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Diabetes Mellitus

Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da


glicose causada pela falta ou má absorção de insulina,
hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é
quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em
energia a fim de que seja aproveitada por todas as
células. A ausência total ou parcial desse hormônio
interfere não só na queima do açúcar como na sua
transformação em outras substâncias (proteínas,
músculos e gordura).
Diabetes Mellitus / Panorama
A Diabetes Mellitus é um importante problema de saúde pública
mundial independente do grau de desenvolvimento do país;
Estima-se que 8,8% da população mundial de 20 a 79 anos (415
milhões de pessoas) vivam com diabetes;
Se as tendências persistirem esse número pode ser de 614
milhões até 2040;
O aumento da prevalência associa-se:
➢ rápida urbanização
➢ transição nutricional
➢ maior frequência de estilo de vida sedentário
➢ maior frequência de excesso de peso
➢ crescimento e envelhecimento populacional
➢ maior sobrevida dos indivíduos com diabetes
Diabetes Mellitus / Panorama
Fatores que contribuem para o retardo do diagnóstico:

➢ baixo desempenho dos sistemas de saúde


➢ pouca conscientização sobre diabetes entre a população geral
e entre os profissionais de saúde
➢ inicio insidioso dos sintomas ou progressão do diabetes tipo 2

- 46% dos casos não são diagnosticados


- Desses 83% são de países em desenvolvimento
Diabetes Mellitus / Panorama
Sobrecarga para os sistemas de saúde:

➢ maiores taxas de hospitalizações


➢ maior utilização dos serviços de saúde
➢ bem como maior incidência de doenças cardiovasculares e
cerebrovasculares, cegueira, insuficiência renal e amputações
não traumáticas de membros inferiores
Sobrecarga epidemiológica:
➢ mortalidade prematura
➢ incapacitações temporárias e permanentes decorrentes de
suas complicações.
Recomendações e conclusões
da SBD2017/2018
▪ A frequência de DM tem assumido proporções epidêmicas na
maioria dos países.
▪ Na maior parte dos países em desenvolvimento, a incidência de
DM e maior nos grupos etários mais jovens.
▪ A incidência de diabetes tipo 1 esta aumentando particularmente
na população infantil com idade inferior a 5 anos.
▪ As estatísticas de mortalidade e de hospitalizações por diabetes
subestimam sua real contribuição para óbitos.
▪ As doenças cardiovasculares e cerebrovasculares são as principais
causas de óbito em indivíduos com diabetes.
▪ Em indivíduos com diabetes, parcela importante dos óbitos é
prematura, ocorrendo quando eles ainda contribuem
economicamente para a sociedade.
Recomendações e conclusões
da SBD2017/2018
▪ Na atualidade, a prevenção primaria do diabetes tipo 1 não tem
base racional que se possa aplicar a população geral.
▪ Intervenções no estilo de vida, com ênfase a uma alimentação
saudável e a pratica regular de atividade física, reduzem a
incidência de diabetes tipo 2.
▪ Rastreamento dos fatores de risco cardiovascular modificáveis em
indivíduos com pré-diabetes e intervenção nesses fatores são
ações recomendadas.
▪ Controle de obesidade e intervenções em hipertensão arterial,
dislipidemia e sedentarismo previnem o surgimento de diabetes
tipo 2 e evitam doenças cardiovasculares.
▪ O bom controle metabólico do diabetes previne o surgimento (ou
retarda a progressão) de suas complicações crônicas,
principalmente as micro angiopáticas.
Diabetes Mellitus
Diabetes Mellitus (DM) consiste em um distúrbio metabólico
caracterizado por hiperglicemia persistente, decorrente de
deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em ambos
os mecanismos, ocasionando complicações em longo prazo.
A hiperglicemia persistente está associada:
• A complicações crônicas microvasculares (retinopatia,
nefropatia e neuropatia) e macrovasculares (doença arterial
coronariana, arterial periférica e cerebrovascular);
• Aumento de morbidade;
• Redução da qualidade de vida;
• Elevação da taxa de mortalidade.
Principais Tipos de
Diabetes Mellitus
Diabetes tipo 1- Destruição de células pancreáticas por processo
autoimune (anteriormente conhecido como diabetes juvenil), que
compreende cerca de 10% do total de casos.
Diabetes tipo 2 – Resulta da sensibilidade diminuída à insulina.
(anteriormente conhecido como diabetes do adulto), que
compreende cerca de 90% do total de casos.
Diabetes gestacional – Causada devido os hormônios
hiperglicemiantes (lactogênio placentário humano HPL)
secretados pela placenta inibirem a ação da insulina, detectado
no rastreamento pré-natal.
Outros tipos específicos de diabetes menos freqüentes podem
resultar de defeitos genéticos da função das células beta,
defeitos genéticos da ação da insulina, doenças do pâncreas
exócrino, endocrinopatias, efeito colateral.
Pâncreas
Pâncreas

• Pâncreas endócrino: secreta hormônios que


regulam os níveis de glicose sanguíneos;
• Pâncreas exócrino: produz enzimas que digerem
o alimento.

CÉLULA PRODUTO FUNÇÃO

REDUZ GLICOSE NO SANGUE


CÉLULAS BETA INSULINA

AUMENTA GLICOSE NO
CÉLULAS ALFA GLUCAGON SANGUE
Diabetes Mellitus Tipo 1

O termo tipo 1 indica destruição da célula beta


que eventualmente leva ao estágio de deficiência
absoluta de insulina. O pâncreas perde a
capacidade de produzir insulina em decorrência
de um defeito do sistema imunológico, fazendo
com que os nossos anticorpos ataquem as células
que produzem esse hormônio.
A administração de insulina é necessária
(insulinodependentes) para prevenir a
cetoacidose, coma e óbito.
Diabetes Mellitus Tipo 2
O termo tipo 2 é usado para designar uma deficiência
relativa de insulina (não insulinodependente). A
administração de insulina nesses casos, quando
efetuada, não visa evitar cetoacidose, mas alcançar
controle do quadro hiperglicêmico. A maioria dos casos
o paciente apresenta excesso de peso ou deposição
central de gordura, o que dificulta a ação da insulina.
Em geral, mostram evidências de resistência à ação da
insulina e o defeito na secreção de insulina manifesta-
se pela incapacidade de compensar essa resistência. Em
alguns indivíduos, no entanto, a ação da insulina é
normal, e o defeito secretor mais intenso.
Diabetes Mellitus Gestacional
Trata-se da hiperglicemia diagnosticada na gravidez, de
intensidade variada, geralmente se resolvendo no período pós-
parto, mas retornando anos depois em grande parte dos casos.
Durante a gravidez ocorrem adaptações na produção hormonal
materna para permitir o desenvolvimento do bebê. A placenta
é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da
insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo
corpo. O pâncreas materno, consequentemente, aumenta a
produção de insulina para compensar este quadro de
resistência á sua ação. A OMS recomenda detectá-lo com os
mesmos procedimentos diagnósticos empregados fora da
gravidez, considerando como diabetes gestacional valores
referidos fora da gravidez como indicativos de diabetes ou de
tolerância à glicose diminuída.
Sintomatologia
Sintomas clássicos (os 4 ps): poliúria, polidipsia,
polifagia e perda involuntária de peso.
Outros sintomas que levantam a suspeita clínica são:
fadiga, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar e
infecções de repetição.
Os sintomas e as complicações tendem a aparecer de
forma rápida no diabetes tipo 1 e podem estar
ausentes ou aparecer gradualmente no diabetes tipo 2.
Entretanto, o diabetes é assintomático em proporção
significativa dos casos, a suspeita clínica ocorrendo
então a partir de fatores de risco para o diabetes.
Diagnóstico:
• Glicemia de jejum: nível de glicose sangüínea após um
jejum de 8 a 12 horas;
• Teste oral de tolerância à glicose (TOTG-75g): O
paciente recebe uma carga de 75g de glicose, em
jejum, e a glicemia é medida antes e 120 minutos após
a ingestão;
• Hemoglobina glicada (HbA1c): oferece vantagens ao
refletir níveis glicêmicos dos últimos 3 a 4 meses e ao
sofrer menor variabilidade dia a dia e independer do
estado de jejum para sua determinação.
A confirmação do diagnóstico de DM requer repetição
dos exames alterados, idealmente o mesmo exame
alterado em segunda amostra de sangue, na ausência
de sintomas inequívocos de hiperglicemia (os 4 ps).
Critérios laboratoriais para diagnostico de normoglicemia, pré-diabetes e DM, adotados
pela SBD.
Complicações

O diabetes pode ser acompanhado de doenças


circulatórias (Coronariopatia, Acidente Vascular
Cerebral, e Gangrena), doenças renais e distúrbios
da visão, uma aceleração do processo de
arteriosclerose. No idoso o diabetes em geral é
benigno, evoluindo muito bem quando o
tratamento for bem administrado.
Complicações
CETOACIDOSE DIABÉTICA: Quando há falta de insulina
e o corpo não consegue usar a glicose como fonte de
energia, as células utilizam os estoques de gordura para
obter a energia que lhes falta. Entretanto, o resultado
final desse processo leva ao acúmulo dos chamados
corpos cetônicos, substâncias que deixam o sangue
ácido, ou seja, com o pH mais baixo do que o normal.
Essa acidez é extremamente desfavorável para o
organismo, porque a maioria das reações químicas que
acontecem a cada segundo em nossas células depende
de uma faixa muito estreita de pH. Isso significa que o
grau de acidez não pode variar muito.
Complicações

A cetoacidose diabética é uma complicação aguda


grave, potencialmente mortal. No diabetes tipo 1,
ela pode ser a primeira manifestação da doença ou
resultar do aumento das necessidades de insulina
por causa de infecções, traumas, infartos e
cirurgias. Já nos portadores do tipo 2, pode ocorrer
sob condições graves como a septicemia, por
exemplo.
Tratamento
O objetivo principal do tratamento da diabetes é
manter os valores de açúcar no sangue dentro dos
valores normais tanto quanto possível. Embora seja
difícil manter valores completamente normais, deve-se
tentar que estejam na medida do possível perto da
normalidade, para que seja menor a probabilidade de
complicações, quer sejam temporárias, quer a longo
prazo. O principal problema ao tentar controlar
rigorosamente os valores de açúcar no sangue é que se
produza uma diminuição não desejada dos mesmos
(hipoglicemia). Medicamentos modernos atuam para
aumentar a sensibilidade das células à insulina e para
retardar a absorção intestinal dos açúcares.
Insulinoterapia
→ Insulina de ação rápida/insulina regular (cristalina): ação mais rápida e
curta. Começa por diminuir as concentrações de açúcar no sangue ao fim de
20 minutos após a sua administração, alcançando a sua atividade máxima
das 2 a 4 horas, com uma duração de 6 a 8 horas. Esta insulina utiliza-se
com freqüência em diabéticos que recebem várias injeções diárias e injeta-
se entre 15 e 20 minutos antes das refeições.
→ Insulina de ação intermédia/NPH: começa a atuar ao fim de 1 a 3 horas,
atingindo a sua máxima atividade num período de 6 a 10 horas e dura de 18
a 26 horas. Este tipo de insulina utiliza-se de manhã, para cobrir a primeira
parte do dia, ou ao entardecer, para que forneça a quantidade necessária
durante a noite.
→ Insulina de ação prolongada, como a insulina zinco em suspensão de ação
prolongada, tem um efeito muito reduzido durante as 6 primeiras horas,
mas oferece uma cobertura de 28 a 36 horas. Os preparados de insulina
são estáveis à temperatura ambiente durante meses, o que permite
transportá-los, levá-los ao trabalho ou inclusive durante uma viagem.
→ Insulina de ação ultra-rápida/Novalog: começa a atuar de 5 a 15 minutos
após a administração, pico em 30 a 60 minutos e duração de até 5 horas.
Cuidados Gerais e Prevenção
→ Cuidados com a aplicação de Insulina
- locais para aplicação de insulina; região deltóide, região glútea, face
ântero-extrema da coxa, parede abdominal, e peri-umbilical.
- variar o local da aplicação;
- registrar os locais e utilizar todos os possíveis;
- numa mesma área use aproximadamente uma distância de 2 a 3 cm.
Cuidados Gerais e Prevenção

→ Cuidados com a pele:


- evitar infecções; evitar fricção vigorosa; usar loções
hidratantes na pele; evitar queimaduras, ferimentos e frio
excessivo; tratar ferimentos assepticamente
imediatamente; atenção especial quanto à higiene pessoal.
→ Cuidados com a higiene oral:
- avaliar diariamente a mucosa oral; instruir o paciente a
relatar a queimação oral, dor, áreas de rubor, lesões
abertas nos lábios, dor ao deglutir; realizar a higiene oral
após as refeições; visitar o dentista regularmente; usar
escovas de cerdas macias; evitar e tratar rapidamente as
cáries; aplicar lubrificante labial; evitar o álcool e fumo.
Cuidados Gerais
→ Cuidados com os pés:
- lavar diariamente, enxugar cuidadosamente entre os dedos;
- cortar e limpar as unhas;
- usar sapatos macios e não andar descalço;
- estimular a circulação com massagens;
→ Outros cuidados:
- fornecer instruções por escrito sobre o cuidado com os pés, e
programas de exercício.
- auxiliar para garantir que as roupas estejam adequadamente
ajustadas.
- encorajar a ingesta adequada de proteínas e calorias;
- encorajar a participação nos programas de exercícios
planejados.
Game over!!!
Cuidados Gerais