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De acordo com o documento analisado e o texto “Reivindicações e Resistências: o não dos

africanos livres” de Enidelce Bertin podemos notar como se dava a questão dos africanos livres
no Brasil, na época da proibição do tráfico negreiro.

O documento é de 02 de abril de 1841, dez anos após a 1ª lei do fim do tráfico negreiro no
Brasil, é diz respeito a uma reivindicação de um africano sobre as situações insuportáveis em
que viviam vários pretos africano que trabalhavam nas obras públicas da Casa de Correção. O
redator do documento se dirige diretamente a Vossa Majestade Imperial (V.M.I.), e relata
situações de abuso da violência física e opressão com que vários negros passavam,
principalmente, das negras africanas, que segundo o redator diz “vivem debaixo de chave
trancadas todos os dias”.

No documento, ele pede a V.M.I., para que transfira essas mulheres e outros negros
africanos para o Arsenal da Marinha, pois segundo ele acredita, neste local há melhores
condições de vivencia e não contam com tamanhas desumanidades.

Segunda a autora, esses africanos são agentes sociais e históricos, e que a partir de
reivindicações como estas, e que eles resistiam e buscava melhores condições de trabalho
e de liberdade. Porém, a autora ressalta que dentro dessa sociedade pós-leis-antitráfico, o
Estado cria mecanismos para tutelar e proteger esses sujeitos. E, na maioria dos casos, isso
se mostra de forma contraditória, pois ainda se trata de um sistema escravista pautado na
manutenção e legitimação da ordem e do status quo.

Bertin traz considerações importantes para entendermos como era feita essas negociações
dentro do sistema escravista, assim como mostra o documento, podemos notar que
apesar da opressão em que viviam esses negros africanos, eles buscavam espaços de
autonomia e negociação no interior da máquina burocrática estatal, reivindicando direitos
e melhores condições de vida e de existência.