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Universidade do estado de

minas gerais

Uemg

Campus de passos

Faculdade de engenharia

Equações diferenciais

Wagner Bernardes chagas

2015

1
PREFÁCIO

A intenção, desta apostila, é oferecer um texto condensado e


interessante para o tradicional curso de equações diferenciais elementares, em 40
horas, para os alunos, do 4º Período do Curso de Engenharia Civil do Campus de
Passos, UEMG.

O tratamento dado à matéria tem como objetivo proporcionar ao


estudante um texto acessível e atraente.

A apostila em cada módulo começa com a teoria das soluções de


equações diferenciais e termina com exemplos de modelagem matemática de
situações reais.

O fato das equações diferenciais terem múltiplas e importantes


aplicações que desempenharam um papel singular no desenvolvimento histórico do
assunto, prefiro que os alunos aprendam primeiro a resolver equações diferenciais
que envolvem as aplicações mais frequentes e de maior interesse.

Assim, utilizei aplicações interessantes para motivar e ilustrar as


técnicas padrões elementares da solução de equações diferenciais.

Ao mesmo tempo que dei a devida consideração às aplicações ao


mundo real, também achei que um primeiro curso de equações diferenciais deve ser
uma abertura para o mundo da matemática. Neste caso, não é factível nem desejável
incluir demonstrações dos teoremas fundamentais de existência e unicidade ao longo
de um curso elementar.

A lista de tópicos introdutórios em equações diferenciais é bastante


padronizada, e um olhar nos títulos dos módulos não revelará maiores surpresas.

Embora, em muitos casos, o enfoque reflete o uso disseminado de


programas para a solução numérica de equações diferenciais, continuo acreditando
que é importante o estudante aprender os tradicionais métodos analíticos
elementares. Uma das razões é que o uso efetivo e confiável de métodos numéricos,
freqüentemente exige análise preliminar que emprega técnicas padrões elementares;
a construção de um modelo numérico realista com frequência se baseia no estudo de
um modelo analítico mais simples.

2
A apostila naturalmente trata das equações de primeira ordem: com
equações separáveis, equações homogêneas, equações exatas, equações lineares e
equações de Bernoulli. Também de equações de segunda ordem dos tipos:

d2y = f(x) e d2y + P . dy + Q . y = R (x) onde P e Q


dx2 dx2 dx

são constantes e R (x) é uma função de x.

3
EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE

PRIMEIRA ORDEM

MÓDULOS

I - Introdução

II - Equações de Variáveis Separáveis

III - Equações Homogêneas

IV - Equações Exatas

V - Equações Lineares

VI - Equações Redutíveis a Lineares (Bernoulli)

VII - Aplicações

VIII - Avaliação

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE

SEGUNDA ORDEM

IX - d2y = f (x)
dx2

X - d2y + P . dy + Q . y = R (x)
dx2 dx

XI - Aplicações

XII - Avaliação

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MÓDULO I

INTRODUÇÃO

As Leis do universo estão em grande parte escritas em linguagem


matemática. A álgebra é suficiente para resolver muitos problemas estáticos mas os
fenômenos naturais mais interessantes envolvem mudança, e são melhor descritos
por equações que relacionam quantidades variáveis.

Como a derivada dy = f ’(t) da função f pode ser vista como a taxa


dt
na qual a quantidade y = f (t) varia em relação à variável independente t, é natural
que equações envolvendo derivadas sejam freqüentemente usadas para descrever o
universo em mudança. Uma equação que envolve uma função desconhecida e uma
ou mais de suas derivadas é chamada uma equação diferencial.

Equação Diferencial: é aquela que encerra derivadas ou diferenciais.

1) - dy = x + 3
dx

2) - d2y + 2 dy - 3y = 0
dx2 dx

3) - xy ’ + y = 4

4) - (y ’’’)3 + 3 (y’’)4 + y’ == Sen x

5) - d2 y ] 2
+ dy ] 3
+ 2y = x3
dx2 dx

6) - y’’’ + xy ’’ + 2 y ’ + xy = 0

7) - y ’’ + 3y ’ + y2 = 0

8) - z = z + x z
x y

9) - 2 z + 2 z = x2 + y
 x2 y2

5
Havendo uma só variável independente, as derivadas são ordinárias e a
equação é denominada equação diferencial ordinária. Exemplos: de 1 a 7.

Havendo duas ou mais variáveis independentes, as derivadas são


parciais e a equação é denominada equação diferencial parcial. Exemplos: 8 e 9.

Obs: Só estudaremos equações diferenciais ordinárias.

A ordem de uma equação diferencial é a ordem da mais alta derivada


que nela aparece.

Exemplos: 1, 3 e 8 são de primeira ordem.


2, 5, 7 e 9 são de segunda ordem.
4 e 6 são de terceira ordem.

O grau de uma equação diferencial, que pode ser escrita, considerando


as derivadas, como um polinômio, é o grau da derivada de mais alta ordem que nela
aparece.

Exemplo: 1, 2, 3, 6, 7, 8 e 9 são do primeiro grau


5 é do segundo grau
4 é do terceiro grau

Uma equação diferencial será linear, quando y e suas derivadas (mas


não x), estiverem somando e elevados ao grau 1, isto é, na forma:

f1 (x) . y ’’’ + f2 (x) . y ’’ + f3 (x) . y ’ + f4 (x) . y = g (x)

Exemplos: 1, 2, 3 e 6 são lineares


4, 5 e 7 não são lineares.
Dar a ordem o grau e a linearidade das equações.

Equações Diferenciais Ordem Grau Linear


y’+y=0
y ’ + y2 = 0
(y’)2 + y2 = 1
x2y’’ + 5xy’ + 4y = 0
y’’’ + xy’’ + 2y.y’ + xy = 0
(y’’’)2 + (y’’)4 + xy = 0

6
Solução de uma equação diferencial.

O problema nas equações diferenciais elementares é a descoberta da


primitiva que deu origem à equação.

Diz-se que uma função y = f(x) é solução de uma equação diferencial


se ela satisfaz esta equação.

Exemplo: Mostre que:

a) y = c1 ex + c2 x b) y = 3ex e c) y = 2x

onde c1 e c2 são constantes, são soluções da equação diferencial

(1 - x) . y’’ + x . y’ - y = 0

a) Derive y = c1 ex + c2 x duas vezes para obter y’ = c1 ex + c2 e y’’ = c1 ex. Substitua


na equação diferencial para verificar a identidade

(1 - x) . c1 ex + x . (c1 ex + c2) - (c1 ex + c2 ex ) = 0

b) Derive y = 3ex duas vezes para obter y’ = 3ex e y’’ = 3ex. Substitua na equação
para verificar a identidade (1 - x) . 3ex + x . 3ex - 3ex = 0

c) Derive y = 2x duas vezes para obter y’ = 2 e y’’ = 0. Substitua na equação para


verificar a identidade (1 - x) . 0 + x . 2 - 2x = 0

A solução a) é a solução geral da equação diferencial porque ela satisfaz


a equação e contém o número próprio de constantes arbitrárias essenciais.

As soluções b) e c) são chamadas soluções particulares porque podem


ser obtidas designando valores particulares para as constantes arbitrárias da solução
geral.

No caso b) c1 = 3 e c2 = 0

No caso c) c1 = 0 e c2 = 2

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Exercícios

Mostrar que cada uma das expressões seguintes é solução particular ou


solução geral da equação diferencial.

1) y = 2x2 xy’ = 2y

2) x2 + y2 = c yy’ + x = 0

3) y = xex + ex y’’ - 2y’ + y = 0

4) y = c1 ex + c2 e-x y’’ - y = 0

MÓDULO II

EQUAÇÕES DE VARIÁVEIS SEPARÁVEIS.

As variáveis da equação P (x , y) dx + Q (x , y) dy = 0 são separáveis


se admite a forma:

f1 (x) . h2 (y) dx + f2 (x) . h1 (y) dy = 0 que reduz a:

f1 (x) dx + h1 (y) dy = 0 da qual a primitiva pode ser obtida por inte-


f2 (x) h2 (y)
gração.
 f1 (x) dx +
f2 (x)  h1 (y) dy = c
h2 (y)

Ex. 1 - x2 . y3dx + x . y5 dy = 0  x2 . y3dx = - x . y5dy

x2 dx = - y5 dy  xdx = - y2dy
x y3

8
xdx + y2dy = 0  xdx + y2dy = c
 
 x2 + y3 = c Solução Geral
2 3

Ex. 2 - Sen2x . cosy dx + senx cos2y dy = 0

Sen2x . cos y dx = - senx cos2y dy

Sen2x dx = - cos2y dy  sen xdx = - cos ydy


Senx cosy

Senx dx + cosy dy = 0

 Senx dx +  cosy dy = c

- cosx + senx = c Solução Geral

Ex. 3 - x2 . y2 dx + x3 . y dy = 0

x2 dx + y dy = 0
x3 y2

1 dx + 1 dy = 0
x y

 dx
x
y
+ dy = c

n x + n y = c  n x + n y = nc’ 

n xy = n c’  xy = c’ como c’ = constante

 xy = c . Solução Geral

Ex. 4 - Achar a solução particular de (1 + x3 )dy - 3x2 ydx = 0

Satisfazendo a condição inicial y = 4 quando x = 1.

(1 + x3)dy - 3x2 ydx = 0  dy - 3x2 dx = 0


y 1+x3

9
 ny - n 1 + x3 = c
  13x+ xdx = c
2
dy -
3
y

 ny - n 1 + x3 = n c  n y = n 1 + x 3+ n c

 n y = n (1 + x3) c   y = c (1 + x3) Solução Geral

Substituindo x = 1 e y = 4 temos:

4 = c (1 + 13)  4 = 2c  c = 2 

a solução particular procurada é:

y = 2 (1 + x3 ).

Exercícios.

Resolver as equações diferenciais.

1) (1 + y)dx - (1 + x)dy = 0

2) y2 dx - x2dy = 0

3) ex . tg y dx + (5 + ex ) se c2 y dy = 0

4) (1 + y2 ) dx + x2 dy = 0

5) dx = ex cos y
dy

10
MÓDULO III

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS HOMOGÊNEAS

Equações Homogêneas: Uma função f (x , y) é homogênea do grau n se


f (x , y) = n f (x , y)

Ex. a) f (x , y) = x3 - x y2 é homogênea do 3º grau porque

f (x , y) = (x)3 - ( x) ( y)2 = 3 x3 - 3 xy2 = 3 (x3 - xy2)

f ( x , y ) = 3 (x3 - xy2 )  f (x ,  y ) = 3f (x , y)

f(x ,y)

b) f (x , y) = ex/y + tg x é homogênea do grau zero porque,


x ,,,

f (x , y) = e y
+ tg x = e x/y
+ tg x = º. f (x , y )
y y

c)f (x , y) = x2 + senx cosy não é homogênea porque,

f (x, y) = 2 x2 + sen (x) cos (y)

A equação diferencial M (x, y)dx + N (x , y)dy = 0 é homogênea se M


(x , y) e N (x , y) são homogêneas e do mesmo grau.

Ex. a) (x2y + 2y3)dx + (x3 - 3xy2)dy = 0

M(x , y) = x2 y + 2y3

M (x,y) = 2x2 y + 23 y3 =3 x2 y + 23 y3 = 3 (x2y + 2y3) = 3 M(x , y)

N (x , y) = x3 - 3xy2

N (x,y) = 3 x3 - 3 x 2 y2 = 3 (x3-3xy2) = 3 f(x,y) = 3N(x,y)

Como M (x , y) e N (x , y) são homogêneas de mesmo grau a equação


diferencial é homogênea.

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b) (x2 + y2)dx + (x3 - y3 )dy = 0

M (x , y) = x2 + y2

M(x, y) = 2 x2 + 2 y2 = 2 (x2 + y2) = 2 M(x,y) Hom.2º grau

N (x , y) = x3 - y3

N(x,y) = 3x3 - 3 y3 = 3 (x3 - y3) = 3 N(x,y) Hom. 3º grau

a equação diferencial não é homogênea.

c) (x + 3y)dx + (2x - y2)dy = 0

M (x , y) = x + 3y

M (x,y) = x + 3 y =  (x +3y) = 1 . M(x , y) Hom. 1º grau.

N (x , y) = 2x - y2

N (x ,  y) = 2  x - 2y2 = (2x - y2) Não é homogênea.

a equação diferencial não é homogênea.

A transformação
y = vx
dy = vdx + xdv

reduzirá qualquer equação homogênea à forma

P (x , v)dx + Q (x , v)dv = 0

em que as variáveis são separáveis. Depois da integração, retornamos


às variáveis de origem substituindo v = y .
x

Ex. a) (x2 + y2 )dx - xy dy = 0 A equação é homogênea do 2º grau.

Substituindo y = vx
dy = vdx + xdv

12
(x2 + v2 x2) dx - xv x (vdx + xdv) = 0

x2 dx + v2 x2 dx - v2 x2 dx - vx3 dv = 0

x2 dx - v x3 dv = 0 Equação de variáveis separáveis

x2 dx - vdv = 0
x3
 
x

dx - v d v = c

n x - v2 = c como v = y temos
2 x

n x - y2 = c
2x2

b) (x3 + y3 )dx - 3xy2 dy = 0 Equação homogênea do 3º grau

y = vx
dy = vdx + xdv

(x3 + v3 x 3)dx - 3x v2 x2 (vdx + xdv) = 0

x3dx + v3 x3dx - 3v3 x3dx - 3v2 x4 dv = 0

x3dx - 2v3x3dx - 3v2 x4dv = 0

(1-2v3)x3dx - 3v2 x4dv = 0

x3 dx - 3v2dv = 0
x4 1- 2v3


dx + 1 . (-6v2dv) = 0
x 2 1 - 2v3  x 
dx + 1 - 6v2dv = c
2 1 - 2v3

n x + 1 n 1 - 2v3  = n c
2

13
n x + n (1 - 2v3) 1/2 = n c

n [ x (1 - 2v3 ) 1/2] = n c

x 1 - 2v3 ½ = c  x 1 - 2 y3 ½ = c
x3

x x3 - 2y3 = c  x3 - 2y3 = c
x3 x
2
x3 - 2y3 = c2  x3 - 2y3 = c  x3 - 2y3 = cx
x x

c) (1 + 2ey/x ) dy + 2ey/x (1 - y ) dx = 0 Homogênea do grau zero


x
y = vx
dy = vdx + xdv

(1 + 2e vx/x ) (vd x + xdv) + 2e vx/x(1 - vx )dx = 0


x

vdx + xdv + 2v evdx + 2ev xdv + 2ev dx - 2v evdx = 0

(v + 2ev)dx + (1 + 2ev)xdv = 0

dx + (1 + 2ev)dv = 0
x v + 2ev

dx + (1+ 2ev) dv = c


x v + 2ev
nx + n v + 2e v  = n c

n [ x (v + 2e v)] = n c

x (v + 2e v ) = c

14
x [ y + 2e y/x] = c  y + 2xey/x = c
x

d) xdy - (y + x2 - y2 ) dx = 0 Homogênea do 1º grau

y = vx
dy = vdx + xdv

x (vdx + xdv ) - (vx + x2 - v2 x2 ) dx = 0

vxdx + x2dv - vxdx - x2 (1 - v2) dx = 0

x2 dv - x 1 - v2 dx = 0

dv___ - xdx = 0
1 - v2 x2

 ___dv__
1 - v2 x
- dx = c

arc sen v - n x = c

arc sen y - nx = c


x

arc sen y = n x + n c
x

arc sen y = n (cx)


x

15
Exercícios

Resolver as Equações Diferenciais

1) (x sen y - y cos y ) dx + x cos y dy = 0


x x x

2) (4x - 3y) dx + (2y - 3x) dy = 0

3) (3x2 - y2) dy - 3xy dx = 0

4) (y + xcy/x) dx - xdy = 0

5) (xy cos y + y2 sen y ) dx + (x2 cos y - xy sen y ) dy = 0


x x x x

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Módulo IV

Equações Diferenciais Exatas


A condição necessária e suficiente para que M (x , y) dx + N (x , y) dy = 0

Seja uma equação diferencial exata é que:

M = N
y x
Exemplos:

a) (x2 - y) dx + (y2 - x) dy = 0 é exata.

porque:  M = -1 e  N = -1   M =  N
y x y x

b) (y3 - 2x) dx + (x3 - 2y) dy = 0 não é exata

porque:  M = 3y2 e  N = 3x2   M   N


y x y x

Se M (x , y) dx + N (x , y) dy = 0 é a diferencial exata da equação

F (x , y) = c, então

dF =  F dx +  F dy = M (x , y) dx + N (x , y) dy
x y

  F dx = M (x , y) dx e  F dy = N (x , y) dy
x y

  F = M (x , y) e  F = N (x , y)
x y

M (x , y) dx + f (y)   F =  M (x , y) dx + f ’ (y) = N (x , y)
 
x x
F =
y  y

que dá f ’ (y) e assim f (y ) pode ser determinado.

17
Ex.1 . (4x3 y3 - 2xy) dx + (3x4 y2 - x2)dy = 0   M = 12x3 y2 - 2x =  N
y x

 F = 4x3 y3 - 2xy  F = 3x4 y2 - x2


x y

F = x4 y3 - x2 y + f (y)   F = 3x4y2 - x2 + f ’(y)


y

igualando 3x4 y2 - x2 = 3x4 y2 - x2 + f ’(y)  f ’(y) = 0 f (y) = c

F (x , y) = x4 y3 - x2 y + c

x4 y3 - x2 y = c

Ex.2 . (2x3 +3y) dx + (3x + y - 1) dy = 0   M = 3 =  N


y x

 F = 2x3 + 3y  F = 3x + y - 1
x y


F = 2 x4 + 3 yx + f (y)   F = 3x + f ’(y)
4 y

igualando 3x + f ’ (y) = 3x + y - 1

f ’ (y) = y - 1  f (y) = y2 - y
2

F (x , y) = x4 + 3xy + y2 - y  x4 + 3xy + y2 - y
2 2 2 2

18
Ex. 3 . (cos y + y cos x) dx + (senx - xsen y) dy = 0

 M = - sen y + cos x =  N
y x

 F = cos y + y cos x  F = sen x - x sen y


x y

F = x cos y + y sen x + f (y)   F = - x sen y + sen x + f ’ (y)


y

igualando - x sen y + sen x + f ’ (y) = sen x - x sen y

f ’(y) = 0  f (y) = c  x cos y + y sen x = c

Ex. 4 . (6xy - y3 )dx + (4y + 3x2 - 3xy2)dy = 0

 M = 6x - 3y2 =  N
y x

 F = 6xy - y3  F = 4y + 3x2 - 3xy2


x y

 F = 6xy - y3 + f ’(x) 
F = 4 y2 + 3x2 y - 3x y3 + f (x)
x 2 3

igualando 6xy - y3 + f ’ (x) = 6xy - y3  f ’ (x) = 0  f (x) = c

2y2 + 3x2 y - xy 3 = c

19
Exercícios

1) y3 dx + 3xy2 dy = 0

2) (2x + 3y) dx + (3x + 2y) dy = 0

3) (4x - y) dx + (6y - x) dy = 0

4) (3x2 + 2y2) dx + (4xy + 6y2) dy = 0

5) (2xy2 + 3x2) dx + (2x 2y + 4y 3) dy = 0

20
Módulo V

Equações Diferenciais Lineares

As equações lineares, são de grande importância pelas suas aplicações na


física, química, biologia, etc.

A equação dy + f (x) . y = g (x) é linear em y.


dx

Ex. dy + 5 x2 y = cos x é linear em y.


dx

dy + 5x2 y2 = cos x não é linear em y.


dx

Como d y . e  f (x) dx = dy . e  f (x) dx + y . e  f (x) dx . f (x)


dx dx

d y . e  f (x) dx = e  f (x) dx dy + f (x) . y


dx dx

g (x)

d y . e  f (x) dx = g (x) . e  f (x) dx


dx

integrando: y . e f (x) dx =  g (x) . e  f (x) dx . dx + c

onde e f (x) dx é um fator de integração da equação linear.

21
Ex. 1 . dy + 2xy = 4x
dx

f (x) = + 2x

g (x) = 4x

Substituindo na Fórmula

y . e + 2xdx =  4x . e + 2xdx . dx + c

y . e+x2 =  4x . e x2 . dx + c

y . e x2 = 2  e x2 . 2xdx + c

y . e x2 = 2 . e x2 + c

y = 2 + c  y = 2 + ce- x2
e x2

e x2 . 2x dx

u = x2
du = 2x dx

 eu du = eu + c = e x2 + c

Ex. 2 . dy - 3y = e2x linear em y.


dx

f (x) = -3  achar e  f (x) dx = e  -3 dx = e- 3x

g (x) = e2x

Substituindo na fórmula:

y . e- 3x =  e2x . e - 3x dx + c

22
y . e- 3x =  e-x dx + c dado:  eax dx = eax + c
a
y . e - 3x = - e - x + c

y = - e- x + c
e- 3x e - 3x

y = - e2x + ce+ 3x

Ex. 3 . dy + 1 . y = x 2 + 3x - 2
dx x

f (x) = 1  e  1/x dx = enx = x


x

g (x) = x2 + 3x - 2

y . x =  (x2 + 3x - 2) x dx + c

y . x =  (x3 +3x 2 - 2x) dx + c

y . x = x4 + 3 x3 - 2 x2 + c
4 3 2

y = x 3 + x2 - x + c ,

4 x

PROVA

Seja e nA = B

n enA = n B

n A . n e = n B
1
n A = n B
A = B  e nA = A

23
Ex. 4 . dy + 1 y = 1 .

dx x +3 x

f (x) = 1  e  1/x + 3 dx
= en | x + 3 | = x + 3
x + 3

g (x) = 1 .

y . (x + 3) =  1 . (x + 3) dx + c
x

y . (x + 3) =  (1 + 3 ) dx + c
x

y . (x + 3) = x + 3 nx + c

y = 1 (x + 3 nx + c)
x +3

Exercícios

1) dy - 1 . y = 2 (x - 2) 2
dx x - 2

2) dy + 2 xy = 2x e- x2
dx

3) dy + cotg x . y = 5 ecos x
dx

4) dy + 2xy = 2x
dx

5) dy + 4y = e4x
dx

24
Módulo VI

Equações Redutíveis a Lineares (Bernoulli)

Uma equação da forma dy + f (x) . y = yn . g (x)  yn


dx

resulta 1 . dy + f (x) . __1__ = g (x) ()


yn dx y n-1

 fazendo a transformação:

v = 1 = y- n + 1
y n - 1

 dv = (- n + 1) y- n . dy  1 . dv = 1 . dy
dx dx (- n + 1) dx yn dx

Substituindo em (  )

1 . dv + f (x) . v = g (x)
(- n + 1) dx

dv + (- n + 1) . v = (- n + 1) . g (x) que é linear em v.


dx

Ex. l . dy + 2 xy = xy4  y4
dx

1 dy + 2x . 1 = x fazendo a transformação:
y4 dx y3

v = 1 = y- 3
y3
dv = - 3 y- 4 . dy  - 1 dv = 1 dy
dx dx 3 dx y4 dx

25
- 1 dv + 2x . v = x
3 dx

dv - 6xv = - 3x linear em v.
dx

f (x) = - 6x  e -6 x dx = e- 3 x2

g (x) = - 3x

v . e- 3 x2 =  - 3 x . e- 3 x2. dx + c

v . e- 3 x2 = 1  e - 3 x2 (- 6 x dx) + c
2

v . e- 3 x2 = 1 . e- 3 x2 + c
2

v = 1 + c e3 x2  1 = 1 + c e3 x2
2 y3 2

Ex . 2. dy + 1 . y = x . y- 3  y- 3
dx x

1 . dy + 1 . 1 = x
y-3 dx x y - 4

v = 1 = y4
y-4
dv = 4 y3 . dy  1 dv = 1 dy
dx dx 4 dx y- 3 dx

1 dv + 1 . v = x
4 dx x

dv + 4 . v = 4x linear em v.
dx x

26
f (x) = 4  e  4/x dx = e4 nx
= en x 4 = x4
x

g (x) = 4x

v . x4 =  4x . x 4 . dx + c

v . x4 = 4  x5 dx + c

v . x4 = 4 x 6 + c
6

v = 2 . x2 + cx- 4
3

y4 = 2 . x2 + cx- 4
3

Ex. 3 . dy - 2 . y = 1 . y4  y4
dx x x2

1 . dy - 2 . 1 = 1 .

y4 dx x y3 x2

v = 1 = y-3
y3
dv = - 3 y- 4 . dy  - 1 dv = 1 . dy
dx dx 3 dx y4 dx

- 1 dv - 2 . v = 1 .

3 dx x x2

dv + 6 . v = - 3 linear em v.
dx x x2

f (x) = 6  e  6/x dx
= e6  nx = e nx6 = x6
x

27
g (x) = - 3 .

x2
v . x6 =
 - 3 . x6 . dx + c
x2

v . x6 = - 3  x4 dx + c

v . x6 = - 3 . x 5 + c
5

v = - 3 + c ,,,,,,,,,,,,,, ,

5x x6

1 = - 3 + c .

y3 5x x6

Ex. 4 . dy + 6 y = 3 x y4/3  y4/3


dx x

1 . dy + 6 . 1 = 3x
y4/3 dx x y1/3

v = 1 = y- 1/3
 y1/3

dv = - 1 y -4/3. dy  - 3 dv = 1 . dy
dx 3 dx dx y4/3 dx

- 3 dv + 6 . v = 3x
dx x

dv - 2 . v = - x linear em v.
dx x

28
f (x) = - 2  e  -2/x dx
= e- 2nx = e nx - 2 = x- 2 = 1
x x2

g (x) = - x

v . 1 =
x2
 - x . 1 dx + c
x2

v . 1 = -
x2
 dx + c
x

v . 1 = - nx + c
x2

v = - x2 nx + cx2

1 = cx2 - x2 nx
y1/3

Exercícios

1) dy + 2x y = - xy2
dx

2) dy + y = ex . y2
dx

3) dy - x y = x y - 1
dx

4) dy - 1 . y = y5
dx 2x

5) x dy + y = x3 y6
dx

29
Módulo VII

Aplicações das Equações Diferenciais de 1ª ordem.

1) Sabendo que a população de uma cidade dobra em 30 anos, em quantos anos será
ela o triplo, sabendo que a razão de crescimento é proporcional ao número de
habitantes?

Seja P a população da cidade aos t anos

Seja Po a população no tempo t = 0

dP  P  dP = KP K = cte (fator de proporcionalidade)


dt dt

1ª Solução: Achar o modelo matemático do crescimento desta população.

dP = KP
dt
dP = Kd t
P  dP = K  dt + c
P

n P = Kt + c

P = eKt +c

P = ec . eKt

P = c . eKt pois e c = cte.

usando a condição inicial: quando t = 0  P = Po

Po = c . eK . 0

Po = c  P = Po . e Kt

quando t = 30  P = 2 Po

2 Po = Po . eK . 30

30
2 = e30 K

n 2 = n e30 K

n 2 = 30 K ne

n 2 = 30 K  K = n 2 = 0,02310
30

P = Po . e0,02310 . t

quando t = ?  P = 3 Po

3 Po = Po . e0,02310 . t

3 = e0,02310 . t

n 3 = n e0,02310 . t

n 3 = 0,02310 . t . n e

1,0986123 = 0,02310 . t  t = 47,5 anos.

2ª Solução: usando integral definida.

integrando entre os limites: t = o  P = Po

t = 30  P = 2 Po
2Po 30
dP = Kdt
P

 dP =K
P
 dt
Po 0

2Po 30

n P = Kt n 2 Po - n Po = 30 K
Po 0

31
n 2 Po = 30 K
Po

n 2 = 30 K  K = n 2 = 0,02310
30

integrando entre os limites t = 0  P = Po

t = t  P = 3 Po
t 3 Po t
3 Po

 dP = 0,02310
P
 dt  n P = 0,02310 t
Po o Po o

n 3 Po - n Po = 0,02310 t

n 3 Po = 0,02310 t  t = n 3
Po 0,02310

t = 47,5 anos

2 - De acordo com a Lei de Arrefecimento de Newton, a taxa de resfriamento de


uma substância numa corrente de ar é proporcional à diferença entre a temperatura
da substância e a do ar. Sendo a temperatura do ar 25º e resfriando a substância de
90º para 60º em 10 minutos, achar o tempo em que a temperatura será 30º.

Seja  a temperatura da substância no tempo t minutos

Então d   - 25  d = K ( - 25)
dt dt

d = K d t integrando entre os limites


-25
t = 0   = 90

t = 10   = 60

32
60 10 60 10

 d =  Kdt n  - 25 = K t
90
-25 0 90 0

n 35 - n 65 = 10 K  n 35 = 10 K  K = - 0,06190
65

integrando entre os limites: t = 0   = 90

t = t   = 30

 
30 t 30 t

d = K dt  n [ - 25 ] = - 0,06190 t ]
90
 -25 0 90 0

n 5 - n 65 = - 0,06190 t  n 5 = - 0,06190 t
65

t = 41,4 minutos.

3 - Um barco está sendo rebocado a uma velocidade de 8 m/s. No instante em que o


cabo de reboque é largado (t = 0), um homem no barco começa a remar, no sentido
do movimento, exercendo uma força de 12 N. Sabendo que o peso do homem e o
barco é de 200 N e que a resistência ao deslocamento, em N é de 2,8 v, sendo v a
velocidade em m/s, achar a velocidade do barco no fim de 20 segundos. (Dado g =
10 m/s2)

FR = m . a
massa x aceleração = força resultante = força impulsora - resistência

200 x dv = 12 - 2,8 v  dv = 0,6 - 0,14 v


10 dt dt

33
dv + 0,14 v = 0,6 linear
dt

v . e  0,14 dt
=  0,6 . e  0,14 dt
. dt + c

v . e 0,14 t =  0,6 e 0,14 t . dt + c

v . e 0,14 t = 0,6 . e 0,14 t + c


0,14

v . e 0,14 t = 4,28 e 0,14 t + c  v = 4,28 + c e - 0,14 t

quando t = 0  v = 8

8 = 4,28 + c . e o  c = 3,72

v = 4,28 + 3,72 e - 0,14 t equação do movimento

quando t = 20  v = ?

v = 4,28 + 3,72 . e - 0,14 x 20

v = 4,28 + 0,22  v = 4,50 m/s

4 - Um paraquedista está submetido a uma velocidade de 80 m/s no momento em


que o paraquedas se abre. Sabendo que a resistência do ar é P v2 . N, onde
30
P é o peso total do paraquedista mais o paraquedas, em N, achar:

a) Sua velocidade em função do tempo t depois do paraquedas aberto. (Dado


g = 10 m/s2 ).

b) Sua velocidade depois de 3 segundos.

massa x aceleração = peso do conjunto - resistência do ar

34
P . dv = P - Pv2  P . dv = P - P v2
g dt 30 10 dt 30

P . dv = 30 P - P v2  dv = 30 - v2
10 dt 30 dt 3

dv = - (v2 - 30) separável dv = - dt


2
dt 3 v - 30 3

v t


a)
80
dv = -  dt usando a fórmula  du = 1 n u - a +c
v2-30 0
3 u - a2
2
2 a u + a

v t v

1 n v - 30 = - t  1 n v - 30 - n 80 - 30 = - t .

2 30 v + 30 3 2 30 v + 30 80 + 30 3
80 0 80


n v - 30 - n 0,87 = - 3,65 t
v+ 30

v- 30 v- 30

n v+ 30
= - 3,65 t  v + 30
= e- 3,65 t

0,87 0,87

v - 30 = 0,87 e - 3,65 t  v - 30 = 0,87 e - 3,65 t . v + 0,87 30 e - 3,65 t


v + 30

v - 0,87 e - 3,65 t . v = 30 + 0,87 30 e - 3,65 t

v(1 - 0,87e - 3,65 t ) = 30 (1 + 0,87 e - 3,65 t )  v = 30 (1 + 0,87 e- 3,65 t )


1 - 0,87 e - 3,65 t

35
b) v = ? quando t = 3

v = 30 (1 + 0,87 e- 3,65 . 3)
1 - 0,87 e - 3,65 . 3

v = 30 (1 + 0,000015 ) = 5,477 = 5,47

1 - 0,000015 0,9999

v = 5,47 m/s

Módulo VIII

Avaliação

Módulo IX

Equações Diferenciais de Segunda Ordem

Equações do tipo: d2 y = f (x)


dx2

Ex. 1 . d2 y = x2 + 2x + 1  d dy = x2 + 2x + 1 integrando
dx2 dx dx

dy =  (x2 + 2x + 1) dx + c1
dx

dy = x 3 + 2 x2 + x + c1 integrando novamente
dx 3 2

y =  ( x3 + x2 + x + c1 ) dx + c2
3

36
y = x4 + x 3 + x2 + c1 x + c2
12 3 2

Ex. 2 . d2 y = x + cos x
dx2

dy = x2 + sen x + c1
dx 2

y = x3 - cos x + c1 x + c2
6

Ex. 3 . d2 y = x ex
dx2

dy = x ex - ex + c1
dx

y = x e x - e x - e x + c1 x + c 2

y = x e x - 2 e x + c1 x + c 2

 udv = uv -  v du

 x ex dx = x ex -  ex dx = x ex - ex

u = x  du = dx

dv = ex dx  v = ex

Exercícios

1) d2y = 3x2 + x + 4
dx2

37
2) e3x . d2 y = 5 (e5x + 2)
dx2

3) d2y = x - cos 2 x
dx2

4) x . d2 y = x - x2
dx2

Módulo X

Equações do tipo: d2y + P1 . dy + P2 . y = Q (x) onde


dx2 dx

P1 e P2 são constantes e Q (x) é uma função apenas de x.

Temos dois casos:

1º caso: Se Q (x) = 0 a equação d2y + P1 dy + P2 . y = 0


dx 2 dx

é Homogênea.

Se m2 + P1. m + P2 = 0 tiver raízes distintas, isto é, m1  m2, então a


solução y = c1 em1x + c2 e m2x

Será a solução geral da equação d2 y + P1 dy + P2 y = 0.


dx2 dx

Se as raízes forem iguais, isto é; m1 = m2 = m, então a


y = c1 emx + c2 x emx será a solução geral.

Ex. 1 . d2 y - dy - 6y = 0
dx2 dx

m2 - m - 6 = 0

38
m1 = - 2
então y = c1 e- 2x + c2 e 3x
m2 = 3

Ex. 2 . d2 y + dy - 12 y = 0
dx2 dx

m2 + m - 12 = 0

m1 = 3
então y = c1 e3x + c2 e- 4x
m2 = -4

Ex. 3 . d2 y + 4 dy = 0
dx2 dx

m2 + 4 m = 0

m1 = 0
então y = c1 e 0x + c2 e- 4x
m2 = -4
y = c1 + c2 e - 4x

Ex. 4 . d2 y - 4 dy + 13 y = 0
dx2 dx

m2 - 4 m + 13 = 0

m = 4  16 - 52
2

m = 4  - 36
2

m = 4  36 (-1)
2

m = 4  6 -1 como i = - 1
2

39
m = 4  6 i
2

m1 = 2 + 3 i
então y = c1 e (2 + 3i) x
+ c2 e (2 - 3i) x

m2 = 2 - 3 i

usando as relações: e iax = cos ax + i sen ax

e - iax = cos ax - i sen ax

y = c1 e 2x . e 3ix + c2 e 2x . e - 3ix

y = e 2x [ c1 e 3ix + c2 e- 3ix ]

y = e 2x [ c1 (cos 3x + i sen 3x) + c2 (cos 3x - i sen 3x) ]

y = e 2x [ c1 cos 3x + i c1 sen 3x + c2 cos 3x - i c2 sen 3x ]

y = e 2x [ (c1 + c2) cos 3x + i (c1 - c2 ) sen 3x ]

fazendo c1 + c2 = c3 e i (c1 - c2) = c4 temos:

y = e 2x [ c3 cos 3x + c4 sen 3x ]

Generalizando: y = c1 e (a + bi) x
+ c2 e (a - bi) x

y = e 2x [ c3 cos b x + c4 sen b x ]

Ex. 5 . d2 y - 2 dy + 10 y = 0
dx2 dx

m2 - 2 m + 10 = 0

m1 = 1 + 3i
onde y = c1 e(1 + 3i) x
+ c2 e(1 - 3i) x

m2 = 1 - 3i
y = e1x [ c3 cos 3x + c4 sen 3x ]

40
Ex. 6 . d2 y + 16 y = 0
dx2

m2 + 16 = 0

m2 = - 16 m =  -16

m1 = 4i então y = c1 e 4 ix + c2 e - 4 ix

m2 = - 4i y = e 0x [ c3 cos 4x + c4 sen 4x ]

y = c3 cos 4x + c4 sen 4x
2
Ex. 7 . d y + 6 dy + 9 y = 0
dx2 dx

m2 + 6 m + 9 = 0

m = -6  36 - 36 .

m = -6  0
2

m1 = - 3
então m1 = m2 = m y = c1 e- 3x + c2 x e- 3x
m2 = - 3

Ex. 8 . d2 y - 2 dy + y = 0
dx2 dx

m2 - 2 m + 1 = 0

m1 = 1 então y = c1 ex + c2 x ex

m2 = 1

41
Exercícios

1) d2 y - 3 dy + 2 y = 0
dx2 dx

2) d2 y + 5 dy + 6 y = 0
dx2 dx

3) d2 y + 2 dy = 0
dx2 dx

4) d2 y + 4 y = 0
dx2

5) d2 y - 2 dy + 5 y = 0
dx2 dx

6) d2 y + 4 dy + 4 y = 0
dx2 dx

7) d2 y - dy + 1 y = 0
dx2 dx 4

2º caso: d2 y + P1 dy + P2 y = Q (x) onde Q (x)  0


dx2 dx

A equação d2 y + P1 . dy + P2 . y = 0 é chamado
dx2 dx

Função Complementar (FC) da equação

d2 y + P1 dy + P2 . y = Q (x). Devemos então, achar uma Integral


dx2 dx
Particular (IP) que satisfaça d2 y + P1 dy + P2 . y = Q (x), cuja solução geral
dx2 dx
será: y = FC + IP

IP = N1 . e m1x  Q (x) . e- m1x dx + N2 . e m2x  Q (x) . e- m2x dx

42
onde 1 = N1 + N2
(D - m1) (D - m2) D - m1 D-m2

Ex. 1 . d2 y - dy - 2 y = e2x
dx2 dx

m2 - m - 2 = 0

m1 = - 1
então FC = c1 e-x + c2 e2x
m2 = 2

IP = N1 . e- x  e2x . ex dx + N2 . e2x  e2x . e- 2x dx

IP = N1 . e- x .  e3x dx + N2 . e2x dx

IP = N1 . e- x . e3x + N2 . e2x . x
3

IP = 1 N1 . e2x + N2 . x . e2x
3

Cálculo de N1 e N2

1 = N1 + N2 .

(D + 1) (D - 2) D + 1 N-2

1 = N1 (D - 2) + N2 (D + 1)
(D + 1) (D - 2) (D + 1) (D - 2)

1 = N1 (D - 2) + N2 (D + 1)

para D = - 1  1 = - 3 N1  N1 = - 1 .

43
para D = 2  1 = 3 N2  N2 = 1 .

IP = 1 . ( - 1 ) . e2x + 1 . x . e2x
3 3 3

IP = - 1 e2x + 1 . x . e2x
9 3

Solução Geral: y = FC + IP

y = c1 e-x + c2 e2x + 1 x e2x - 1 e2x


3 9

Ex. 2 . d2 y + 5 dy + 4 y = 3 x
dx2 dx

m2 + 5 m + 4 = 0

m1 = - 1
então FC = c1 e-x + c2 e- 4x
m2 = - 4

IP = N1 . e- x  3 x . ex dx + N2 . e- 4x  3 x . e4x dx

IP = 3N1 . e- x  x ex dx + 3N2 e- 4x  x e4x dx

Cálculo das integrais

 x ex dx = x ex -  ex dx  x e4x dx = x e4x -  e 4x dx
4 4

= x e x - ex = x e4x - e4x .

4 16

u = x  du = dx u = x  du = dx

dv = ex dx  v = ex dv = e4x  v = e 4x .

44
IP = 3 N1 e-x (x e x - e x ) + 3 N2 e-4x ( x e4x - e4x )
4 16

IP = 3 N1 (x -1) + 3 N2 x - 1 .

4 16

Cálculo de N1 e N2.

1 = N1 + N2 = N1 (D+4) + N2 (D+1)
(D+1) (D+4) D+1 D+4 (D+1) (D+4)

1 = N1 (D+4) + N2 (D+1)

para D = -1  1 = 3 N1  N1 = 1 .

3
para D = -4  1 = -3 N1  N2 = - 1 .

IP = 3 . 1 (x -1) + 3 - 1 ] [x - 1 ] .

3 3 4 16

IP = x -1 - x + 1 .

4 16

IP = 3x - 15 .

4 16

Solução Geral: y = FC + IP
y = c1e-x + c2e-4x + 3x - 15
4 16

ex3. d2y + 2 dy - 15y = 1


dx2 dx

m2 + 2m - 15 = 0

m1 = 3
então FC = C1 e3x + c2 e-5x
m2 = -5

45
IP = N1 e3x
 1 . e-3xdx + N2 e-5x
 1 . e5xdx

IP = N1 e3x . e-3x + N2 e-5x . e5x


-3 5

IP = - N1 + N2
3 5

Cálculo de N1 e N2.

1 = N1 + N2 = N1 (D+5) + N2 (D-3)
(D-3) (D+5) D-3 D+5 (D-3) (D+5)

1 = N1 (D+5) + N2 (D-3)

para D = 3  1 = 8 N1  N1 = 1 .

8
para D = -5  1 = -8 N2  N2 = - 1 .

8
1 -1 .
IP = - 8 + 8 .

3 5

IP = - 1 - 1 .

24 40

IP = -5 -3 = - 8 = - 1 .

120 120 15

Solução Geral: y = C1e3x + C2e-5x - 1 .

15

Exercícios:

1) d2 y - 3 dy + 2 y = ex
dx2 dx

2) d2 y - dy - 12 y = x
dx2 dx

46
3) d2 y + 5 dy + 6 y = 5
dx2 dx

MÓDULO XI

APLICAÇÕES

Vigas Horizontais. O problema consiste em se determinar a deflexão (flexão)


de uma viga sujeita a cargas conhecidas. Consideraremos somente vigas
homogêneas, quanto ao material, e uniformes.

Admitiremos a viga como sendo formada por fibras longitudinais. Na flexão


vista na figura, as fibras da metade superior são comprimidas e as da metade

inferior são tracionadas, as duas partes sendo separadas por uma superfície neutra
cujas fibras não sofrem tração nem compressão.

A fibra, que inicialmente coincidia com o eixo da viga, encontra-se, agora, na


superfície neutra, ao longo de uma curva (curva elástica ou curva das deflexões).
Determinemos a equação desta curva.

Consideremos uma seção transversal da viga, a uma distância x de uma


extremidade. Seja AB sua interseção com a superfície neutra e P o traço da curva
elástica nessa seção. A Mecânica demonstra que o momento M, em relação a AB,
de todas as forças que agem em qualquer das partes em que a viga foi dividida pela
seção feita:

47
a) é independente da parte considerada,

b) é dado por

A) EI = M
R
onde E = módulo de elasticidade do material da viga,
I = momento de inércia da seção transversal, em relação a AB,
R = raio de carvatura da curva elástica, no ponto P.

Por conveniência, suponhamos que a viga foi substituída por sua curva
elástica e a seção transversal pelo ponto P.

Tomemos a origem na extremidade esquerda da viga, o eixo dos x na


horizontal e o ponto P com as coordenadas (x,y). Como a inclinação dy da
dx
curva elástica, em qualquer ponto, é uma quantidade necessariamente pequena,
podemos escrever
3
2 2
1+ dy ]
R= dx ]  1 .
2 2
dy dy
dx2 dx2

A equação A) reduz-se a:

B) EI d2y = M.
dx2

O momento fletor M na seção transversal (ponto P da curva elástica) é a soma


algébrica dos momentos, em relação à reta AB da seção transversal (ponto P da curva
elástica), das forças externas, que agem sobre a parte da viga (parte da curva
elástica). Admitiremos aqui que as forças orientadas para cima dão momentos
positivos e que as orientadas para baixo dão momentos negativos.

48
Ex 1. Uma viga horizontal de comprimento 10 m, está livremente suportada por suas
extremidades. (Biapoiada). Achar a equação da elástica e a flecha (Deflexão
máxima), sendo a carga 200 Kg/m.

Tomemos a origem e os eixos coordenadas como na figura. Seja P (x,y) um


ponto qualquer da curva elástica, de coordenadas (x,y). Consideremos o segmento
OP da viga. Em O existe a reação do apoio = 1000Kg e no ponto meio de OP existe
a carga 200x.

Calculemos o momento fletor M em relação a P (x,y)

M = 1000x - 200x . x .

M = 1000 x - 100x2 Levando para EI d2y = M


dx2

EI d2y = 1000x - 100x2 integrando em x.


dx2

EI dy = 1000 . x2 - 100 x3 + C1
dx 2 3

no meio da viga x = 5  dy = 0
dx

0 = 12500 - 12500 + C1  C1 = - 25000


3 3

EI dy = 500 x2 - 100 x3 - 25000 integrando novamente


dx 3 3

49
EI y = 500 x3 - 100 . x4 - 25000 x + C2
3 3 4 3

Em 0 x = 0 => y = 0 não há afundamento

0 = 0 - 0 - 0 + C2 => C2 = 0

EI y = 500 x3 - 25 x4 - 25000 x
3 3 3

y = 25 [ 20 x3 - x4 - 1000 x ] equação da curva elástica.


3EI

A flecha, deflexão máxima, ocorre no ponto meio (x = 5);

ymax = 25 (20 x 53 - 54 - 1000 . 5)


3EI

ymax = 25 (- 3125)  - ymax = 78125 flecha


3EI 3EI

Ex2. Uma viga horizontal de comprimento L, biapoiada, com uma carga


uniformemente distribuída de w Kg por unidade de comprimento. Achar a equação
da curva elástica e a flecha.

M = w . x - wx . x
2 2

EI d2y = 1 wx - 1 wx2 integrando em x


dx2 2 2

50
EI dy = 1 wx2 - 1 w x3 + C1
dx 2 2 2 3

EI dy = 1 wx2 - 1 w x3 + C1
dx 4 6

em x =   dy = 0
2 dx

0 = 1 w2 - 1 w 3 + C1
4 4 6 8

0 = 1 w3 - 1 w3 + C1  0 = 3 w3 - w3 + C1


16 48 48

0 = 2 w3 + C1  C1 = - w3
48 24

EI dy = 1 wx2 - 1 wx3 - w3 integrando


dx 4 6 24

EI y = 1 wx3 - 1 w x4 - w3 x + C2
4 3 6 4 24

em x = 0  y = 0  C2 = 0.

EI y = 1 wx3 - 1 wx4 - 1 w3 x


12 24 24

y = 1 [ w ( 2x3 - x4 - 3x ) ]
EI 24

y= w [ 2x3 - x4 -  3x] equação da elástica


24EI

A flecha está em x = 
2

51
ymax = W (2  3 - 4 - 3 .  )
24 EI 8 16 2

ymax = W ( 4 - 4 - 4 )
24 EI 4 16 2

ymax = W (- 5 4 )
24 EI 16

- ymax = 5 W 4 flecha
384 EI

Ex. 3 . Uma vida horizontal de comprimento  , engastada em uma extremidade e


com a outra em balanço está sujeita a uma carga uniformemente distribuída de
W. kg por unidade de comprimento. Achar a curva elástica e a deflexão máxima.

Consideremos o segmento da extremidade PR.


A única força é a carga W( - x) no meio de PR.

M = - W ( - x) .  - x
2

EI d2y = - 1 W ( - x) 2 = - 1 W (2 - 2  x + x2)


dx2 2 2

52
EI d2y = - 1 W2 + W  x - 1 W x2 integrando
dx2 2 2

EI dy = - 1 W 2 x + w  x2 - 1 W x3 + c1
dx 2 2 2 3

em x = 0  dy = 0  c1 = 0
dx
EI dy = - 1 W  x + 1 W  x2 - 1 W x3
2
integrando
dx 2 2 6

EI y = - 1 W 2 x2 + 1 W  x3 - 1 W x4 + c2
4 6 24

em x = 0  y = 0  c2 = 0

EI y = - 1 W 2 x2 + 1 W  x3 - 1 W x4
4 6 24

y = 1 [ W ( - 6 2 x2 + 4 x3 - x4)]
EI 24

y = W [ - 62 x2 + 4  x3 - x4 ] equação da elástica


24EI

A flecha está em x = 

ymax = W (- 64 + 44 - 4)


24 EI

ymax = - 3W4
24 EI

- ymax = W4 flecha


8 EI

53
VIGA BIENGASTADA
Ex4:

54