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SERAFIM - ASSESSORIA & CONSULTORIA JURÍDICA

MARCELO SERAFIM DE SOUZA - OAB/ES 18.472


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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL


DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.

TUTELA DE URGÊNCIA
Bem-aventurados os que
observam a justiça...
(Salmos 106:3)

MOISÉS DE SOUZA, brasileiro, separado, autônomo, portadora da carteira de identidade RG nº


447.593 – SPTC ES, inscrita no CPF/MF sob o nº 559.439.937-20, residente e domiciliada na Rua
Jerônimo Monteiro, nº 490, Ed. Ouro Verde, Sala 201, Bairro Centro – CEP: 29010-002, Vitória –
Estado do Espírito Santo, nos autos da AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE PELO RITO ESPECIAL
(força nova) COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA INAUDITA ALTERA PARS, em trâmite
perante a Vara Cível e Comercial da Comarca de Viana/ES, Processo nº 0005993-
16.2016.8.08.0050, que move em face de TRANSPORTADORA BELMOK LTDA., inscrita no CNPJ
sob o nº 35.960.202/0002-20, sediada na Rua Idalino de Carvalho, s/nº, bairro Parque Industrial,
Viana/ES, CEP: 29.135-000, e BELMOK SERVIÇOS LTDA. (RODA BRASIL LTDA.), inscrita no CNPJ
sob o nº 03.475.418/0001-43, sediada na Rodovia BR 262, s/nº, Km 9,5, bairro Primavera,
Viana/ES, CEP: 29.135-160, IMOBILIARIA DONNABEL S/A, inscrita no CNPJ sob o nº
10.560.834/0001-05, sediada na Rod Br-262, S/N, Km 95, Primavera, Viana, ES, CEP 29135-160,
vem respeitosamente perante Vossa Excelência, não se conformando com a r. decisão de fls.
157/157v., e com fundamento nos artigos 1.015 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015,
interpor o presente

AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO URGENTE DE LIMINAR


pelas razões anexas:

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DO PREPARO
O Agravante deixa de efetuar o preparo, uma vez que já foi concedido o benefício da Justiça
Gratuita pelo Juízo de 1º grau, conforme fls. 157v.

DA TEMPESTIVIDADE
O presente Agravo de Instrumento é tempestivo, visto que a decisão guerreada ocorreu em
14/12/2016. Assim o prazo de 15 dias úteis para interposição do recurso termina no dia
30/12/2016.

DA JUNTADA DAS PEÇAS OBRIGATÓRIAS


Junta-se, desde logo, cópia integral dos autos, declarada autêntica pelo advogado subscritor da
presente nos termos do art. 425, IV, do Código de Processo Civil e, entre elas, as seguintes peças
obrigatórias: a) Cópia da r. decisão agravada (fls. 157/157v.); b) Cópia da certidão da intimação
da r. decisão agravada (fls.158) c) Cópia da procuração outorgada ao advogado (fls.33),
declarada autêntica pelo advogado nos termos do artigo 425, IV do Código de Processo Civil.

Termos em que, requerendo o recebimento das inclusas razões, instruídas com as peças
obrigatórias e facultativas retro apontadas.

Requer, finalmente, seja o presente recurso conhecido por tempestivo e ao final lhe seja dado
o justo provimento, para o fim de reformar a Douta Decisão agravada, fazendo a mais lídima e
verdadeira Justiça.

Termos em que,
Pede e espera deferimento.
Vitória/ ES, 14 de Dezembro de 2016.
_________________________
MARCELO SERAFIM DE SOUZA
ADVOGADO - OAB/ES 18.472
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RAZÕES DO AGRAVO DE INSTRUMENTO

AUTOS Nº: 0005993-16.2016.8.08.0050


JUÍZO DE ORIGEM: VARA CÍVEL E COMERCIAL DA COMARCA DE VIANA/ES
AGRAVANTE: MOISÉS DE SOUZA
AGRAVADOS: TRANSPORTADORA BELMOK LTDA.
BELMOK SERVIÇOS LTDA. (RODA BRASIL LTDA.)
IMOBILIARIA DONNABEL S/A
DO NOME E ENDEREÇO COMPLETO DO ADVOGADO: Marcelo Serafim de Souza
OBS: “O advogado que funciona no processo é apenas o advogado do Agravante, já que o
Agravado não possui advogados constituídos nos autos até o presente momento”.

Egrégio tribunal
Colenda Câmara

MOISÉS DE SOUZA, já qualificado nos autos da ação supramencionada, processo em epígrafe,


que promove em face de Transportadora Belmok Ltda., Belmok Serviços Ltda. (Roda Brasil Ltda.),
Imobiliária Donnabel S/A, por seus advogados, vem, respeitosamente, requerer a distribuição
do presente Agravo de instrumento, o que faz com fundamento nos artigos 298 e 1.015, I, e
seguintes do Código de Processo Civil.

EXPOSIÇÃO DO FATO E DO DIREITO E RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA DA DECISÃO (CPC,


ART. 1.016, III)
A presente demanda funda-se, no fato de ser o agravante, legítimo possuidor do imóvel situado
na Rodovia BR 262, s/nº, Bairro Canaã, Viana – Estado do Espírito Santo (lugar também
conhecido por “CALABOUÇO”), cadastrado na Prefeitura de Viana sob o nº 01.02.180.0575.000,

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sendo uma área de 13.000,00 m² (treze mil metros quadrados), possuindo-o de forma mansa e
pacífica, há exatos 32 (trinta e dois) anos.

Todavia, o imóvel em questão foi invadido pelas agravadas, que começaram a utilizar-se do
imóvel objeto da lide, de maneira clandestina e ilegal, e lá desmataram, realizaram sucessivas
queimadas, fizeram aterro de nascente, edificação de imóvel, sem nenhuma outorga do Poder
Público, e o pior, em propriedade que não lhes pertence.

Quadra registrar que, o agravante esbulhado de sua posse, conforme alhures afirmado, não
quedou-se inerte, desde o início de nefasta, funesta, perniciosa, amoral e ilegal invasão na
“calada da noite”.

Antes, em denúncia de obra irregular e clandestina, alertou à Prefeitura de Viana e ao IEMA –


Instituto Estadual de Meio Ambiente do Estado do Espírito Santo, sem obter êxito, contudo, pois
as agravadas, esbulhadoras de imóvel alheio, continuam a empreender edificações no referido
imóvel, no intuito de lucrar com imóvel alheio, de terceiro.

Tanto é que houve o esbulho, supramencionado que, o Sr. Oiluarb Barbosa – Fiscal da Prefeitura
Municipal de Viana, diferentemente do Órgão Público que o remunera, entendeu ter havido
esbulho na propriedade do agravante. Tanto que, é signatário da DECLARAÇÃO DE NOTIFICAÇÃO
Nº 002550/06 – em que noticia aludido esbulho epigrafado.

Um fato que causa muita estranheza Exas. é o fato das agravadas possuírem imóvel, assim como
estão localizadas nos bairros PARQUE INDUSTRIAL e PRIMAVERA, respectivamente, medindo
6.994,00 m² (seis mil novecentos e noventa e quatro metros quadrados), e o imóvel esbulhado,
de propriedade do requerente, invadido sorrateiramente na “calada da noite”, que situa-se no
bairro CANAÃ, medindo 13.000,00 m² (treze mil metros quadrados), conforme afirmado alhures,
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é invadido pelas agravadas que, possuem, conforme alhures afirmado, um imóvel medindo
6.994,00 m² (seis mil novecentos e noventa e quatro metros quadrados), e ainda por cima,
constroem um empreendimento, que só o estacionamento mede 10.000,00 m² (dez mil metros
quadrados), conforme fotografias recentes do local, que instruem os autos da Ação de
Reintegração de número supramencionado. Conforme famigerado adágio popular, seria o
mesmo que colocar SÃO PAULO dentro do RIO DE JANEIRO.

Convém registrar que, o imóvel esbulhado pertence ao agravante, é que quando a Prefeitura
Municipal de Viana, foi cobrar IPTU atrasado, em sede de Ação de Execução Fiscal, as moveu
contra o agravante, entendendo ser este o responsável e possuidor do Imóvel em litígio. Ações
estas, tombadas sob o nº 0005324-70.2010.8.08.0050 e 0004264-57.2010.8.08.0050, em
trâmite perante o Juízo da Comarca de Viana/ES.

Preconiza, famigerado adágio popular que “contra fatos não há argumentos”. Bom, Exas., contra
documentos verídicos, como in casu, também não há argumentos.

Ora se a própria municipalidade reconhece o agravante como legítimo possuidor, cobrando-lhe


dívida de IPTU, dívida esta que instrui a CDA de nº 22227/2010, como pode as agravadas
esbulharem na “calada da noite” imóvel que não lhes pertence, construírem sobre o mesmo,
reconhecerem a posse do agravante em outra Ação Possessória (Processos 0002261-
95.2014.8.08.0050 / 0018575-87.2012.8.08.0050, em trâmite perante o Juízo de Viana/ES, e
ainda assim, o esbulharem.

O que mais nos intriga e nos deixa perplexo, é o fato de que, o agravante foi notificado pelo
Fiscal da Prefeitura de Viana, na data de 08/06/2006, sob o nº 002550 (em anexo nos autos
epigrafados), de fazer aterro no imóvel objeto da lide, sendo este seu legítimo possuidor. Porém,

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para o nefasto, funesto, amoral, pernicioso e sorrateiro esbulhador1 na “calada da noite” que
fez aterro no mesmo mangue, ao que parece, a lei não lhe atingiu, apesar de haver atingido o
agravante.

Dessa maneira, na exordial, o agravante requereu a antecipação de parte da tutela pretendida


com fundamento nos arts. 294 e seguintes e 300 do Código de Processo Civil, para que fosse
reintegrado na posse do imóvel, evitando maiores danos que certamente serão de difícil, senão
impossível reparação.

Nada obstante, sobreveio a decisão agravada.


Decisão agravada:
“(...) – Decido. Como cediço, a reintegração serve como ferramenta
judicial para o possuidor esbulhado que deseja recuperar a posse
perdida...
Assim, não restando preenchido qualquer dos requisitos legais apontados,
não há razão de ser do deferimento da medida pleiteada.
Pelo exposto, INDEFIRO a antecipação dos efeitos da tutela pretendida.

DIREITO E RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA


É inquestionável que o agravado adquiriu o imóvel objeto da lide e, 1984, vindo a escritura
municipal em 1997, conforme já demonstrado na exordial que instrui os autos que tramitam no
juízo de 1º grau.

Ocorre que, mesmo regularmente possuindo referido imóvel há mais de 30 (trinta) anos, veio a
ser esbulhado pelas agravadas.

1
Entenda-se por “sorrateiro esbulhador”, in casu, as agravadas.
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O agravado, malgrado, as agravadas, construíram em seu imóvel, e pretende lucrar com este,
construindo empreendimentos faraônicos e gigantescos, em que apenas o estacionamento
mede nada menos que 10.000,00 m² (dez mil metros quadrados), por outro lado, suporta os
impostos referentes a este.

Sendo que os agravados, somente querem lucrar em imóvel invadido na “calada da noite”,
mantendo a posse neste em completo locupletamento ilícito.

A necessidade de antecipação da tutela pretendida (reintegração de posse) é medida que se


impõe, notadamente em razão das características dos empreendimentos ali sendo erigidos,
sendo certo que os agravados, inclusive, não pagam os impostos referente ao mesmo.
APENAS QUEREM USUFRUIR DE GRAÇA, A TÍTULO NÃO ONEROSO, DE IMÓVEL ALHEIO,
PERTENCENTE A TERCEIRO, IN CASU, O AGRAVANTE.

Demonstrado, portando, o periculum in mora e a probabilidade do direito, mister se faz a tutela


de urgência com supedâneo artigo 300 do Código de Processo Civil.

A prova que instruiu a inicial é robusta.

Verifique Excelências, a jurisprudência pátria, que tem admitido remansosamente a antecipação


de tutela nesses casos:
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANTECIPAÇÃO
DE TUTELA. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. OCUPAÇÃO IRREGULAR. 1. Trata-
se de agravo de instrumento interposto pelo Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária - INCRA contra a decisão que indeferiu
liminar para a reintegração de posse de lote do Projeto de Assentamento
Antonio Conselheiro, situado em Guarantã, São Paulo. 2. Depreende-se da
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análise dos autos que o referido lote foi adquirido pelos agravados de
beneficiário do assentamento, sem intervenção ou anuência do INCRA,
em afronta ao art. 189 da Constituição da República, bem como aos arts.
72 e 77, e, do Decreto n. 59.428/66 e ao art. 22 da Lei n. 8.629/93 (cf.
Termo de Constatação de Irregularidade de fl. 34, Laudo de Vistoria de fl.
35 e Relatório Técnico de fls. 39/43). 3. Assim, caracterizada a ocupação
irregular do referido Lote, deve ser deferida a integração de posse
requerida pelo INCRA. 4. Agravo de instrumento provido2. (grifamos)

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANTECIPAÇÃO DE


TUTELA. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DECISÃO MANTIDA. 1. Julgado
monocrático que confirmou a decisão interlocutória de 1º grau que
determinou a reintegração liminar da União na posse de imóvel
indevidamente ocupado pelo ora recorrente. 2. Caracterizado o esbulho
possessório, tendo em vista a prova da notificação acostada aos autos,
deve ser mantida a decisão do Juízo a quo, sem prejuízo de posterior
reexame, pelo juiz da causa. 3 O êxito do agravo interno, que é fundado
no permissivo do parágrafo 1º do art. 557 do CPC, exige que a parte
demonstre a ausência dos pressupostos de aplicação do caput do referido
artigo, o que não ocorreu no caso presente. 4. Agravo interno desprovido3.
(grifamos)

2
TRF-3 - AI: 10920 SP 0010920-91.2012.4.03.0000. Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL ANDRÉ NEKATSCHALOW. Data de
Julgamento: 03/06/2013. QUINTA TURMA
3
TRF-2 - AG: 201002010110915. Relator: Desembargador Federal GUILHERME COUTO. Data de Julgamento: 03/11/2010.
SEXTA TURMA ESPECIALIZADA. Data de Publicação: 22/11/2010
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DA LIMINAR “INAUDITA ALTERA PARS”, DO “FUMUS BONI IURIS” E DO “PERICULUM IN


MORA”
FUMUS BONI IURIS
Apreciado e devidamente supra demonstrado o preenchimento dos requisitos ao deferimento
da liminar pleiteada, pelo exposto supra, vislumbra-se a presença fumus boni iuris e do
periculum in mora.

O fumus boni iuris se mostra claramente pelos fatos acima exposto e pela documentação que
guarnece e instrui o processo supra indigitado, em trâmite perante o juízo de piso, que indeferiu
a antecipação de tutela propugnada, cerceando com isto o agravante a obter acesso ao imóvel
objeto da lide, onde há exatos 32 (trinta e dois) anos, nele mantém posse mansa e pacífica. E
por último, vem sendo funesta, nefasta, perniciosa, ignóbil e sorrateiramente esbulhada pelas
agravadas.

DO PERICULUM IN MORA
No que atine ao requisito periculum in mora, conforme supra demonstrado e bem explicitado
na inicial que instrui os autos epigrafados, em trâmite no juízo de primeiro grau, o imóvel objeto
da lide, de propriedade de fato do agravante, vem sofrendo constantemente com atos funestos,
nefastos e perniciosos, praticados por parte das agravadas, que de maneira ilegal e clandestina,
vem provocando vem provocando desmatamento, queimadas, aterro de nascente, edificação
de imóvel, no imóvel objeto da lide, e demais que necessitam de outorga do PODER PÚBLICO, e
sem qualquer autorização dos ÓRGÃOS COMPETENTES.

Aliás, o que deveria ter sido apreciado pela douta decisão monocrática combatida, o que não
foi, e gerou assaz insegurança jurídica no agravante, que até a presente data é obstaculizado
por terceiro, in casu, as embargadas, de adentrar é imóvel que é seu de direito e deste recolhe
os impostos definidos em lei.
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DO PEDIDO
Demonstrado alhures a presença do periculum in mora e do fumus boni iuris, autorizador da
concessão antecipação de tutela recursal, o deferimento desta é medida salutar que se impõe.

Portanto, diante de todo o exposto, requer o Agravante sejam acolhidas as razões do presente
para, EM CARÁTER LIMINAR seja concedido ao agravante a tutela antecipada almejada, tendo
em vista o inquestionável direito de o agravante obter a posse do imóvel objeto da lide, ante o
sorrateiro esbulho dos agravados, requer a antecipação da pretensão recursal para determinar
a incontinenti reintegração da agravante na posse do imóvel (CPC, art. 1.019, I).

Ao final, requer o agravante o provimento deste recurso, com a reforma da decisão agravada,
determinando-se ou confirmando-se a imediata reintegração do agravante na posse do imóvel.

REQUERIMENTO
Isto posto, serve a presente para requerer ao Insigne Relator que determine a intimação dos
agravados (CPC, art. 1.019, II) para responder no prazo legal. Ou (na hipótese de os agravados
ainda não terem sido citados), determine a intimação dos agravados (CPC, art. 1.019, II), por
carta com aviso de recebimento, no endereço constante do preâmbulo deste recurso, ou seja
(...) para responder no prazo legal.

Termos em que, cumpridas as necessárias formalidades legais, pede e espera deferimento como
medida de inteira JUSTIÇA.

Termos em que,
Pede e espera deferimento.
Vitória/ ES, 11 de dezembro de 2016.
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