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Nome: Daiane Maria Cerqueira

Matricula: 55557

Resumo da 1° parte do texto Anatomia Ecológica (capítulo 8)

Ecologia é o estudo das interações dos organismos com o meio ambiente. Como
resultado do estudo da ecologia, as histórias da vida de plantas e animais podem ser
interpretadas e questões relativas às razões pelas quais uma determinada espécie é bem
sucedida em um determinado tipo de habitat são dirigidas.Um entendimento claro da
ecologia das plantas é baseado em efeitos de fatores ambientais –edáficos,bióticos e
climáticos- e na fisiologia e anatomia das plantas,consideradas individualment ou como
membro de uma comunidade.
A anatomia pode prover pistas importantes a respeito dos maiores passos da
irradiação adaptativa dentro de grupos definidos de plantas.

Habitat e estrutura da planta

Uma adaptação é algum aspecto da planta que promove seu “bem-estar” no ambiente
em que habita. Adaptações podem se dar na forma de modificações morfológicas
externas, modificações histológicas nos tecidos e células, ou especializações
fisiológicas. Qualquer planta que pode sobreviver e se reproduzir num ambiente é
adaptada de certa forma a esse ambiente. Adaptações são herdáveis e assim são o
resultado de modificação evolutiva. Plantas se tornam adaptadas por resultado da
seleção natural e variações herdáveis. Adaptações permitem às plantas sobreviverem em
condições extremas de intenso sol ou sombra, frio ou calor, microhabitats
fisiologicamente úmidos ou secos, e deficiências minerais do solo. Adaptações a um
habitat particular ou condições ambientais influenciam diretamente a condução de
alimento e água, as taxas de transpiração, a temperatura dos tecidos, e os efeitos do
vento e umidade. Em vários casos, o significado funcional de uma característica
estrutural particular não é conhecido ou só pode ser suspeitada. Adaptações também
podem proteger plantas de dano por insetos e de pastejo por animais maiores e pode
permitir abscisão ou dormência de um órgão em condições desfavoráveis.
As plantas são tradicionalmente agrupadas em grandes categorias de acordo com o
fato de possuírem síndromes comuns de modificações mais ou menos similares em
resposta a fatores ambientais conhecidos ou combinação de fatores. E assim podem ser
classificadas em mesófitas, hidrófitas ou xerófitas.
Algumas plantas exibem adaptações estruturais obvias que ajudam a manter a
espécie num habitat adverso particular. Mas também existem outras adaptações menos
obvias, envolvendo diversidade na estrutura da parede da célula ou na forma da célula,
que só podem ser visualizadas olhando ao microscópio. Vários fatores podem afetar
uma planta, mas os mais freqüentes são o déficit hídrico e a temperatura. Na verdade,
existe uma ação combinada entre o ambiente e as influências internas, e um fator pode
ser alterado pelo efeito do outro. Geralmente, o que acontece na planta é uma
combinação de características. E, por isso, relacionar adaptações específicas a uma
única variável pode ser não justificável apesar de conveniente.

Anatomia ecológica da folha

As variações na estrutura da planta são afetadas por fatores ambientais que são
particularmente expressos na morfologia e a na anatomia da folha. A folha é considerada
o órgão mais anatomicamente variável da planta e as modificações nessas folhas é que
historicamente são usadas como indicadoras das condições ambientais.
O significado ecológico da forma da superfície da folha ou a ornamentação cuticular
da superfície epidermal externa é evidenciada pelo fato das espécies lenhosas de
ambientes tropicais úmidos e subtropicais tenderem a possuir uma forma da superfície
menos conspícua. Plantas herbáceas com folhas finas e efêmeras possuem tipicamente
escultura elaborada. Suculentas possuem cutículas grossas que são muito encrustadas
por ceras e que exibem ornamentação de ceras epicuticulares proeminentes. Hidrófitas
pouca ou nenhuma esculturação na superfície. Estômatos tipicamente ocorrem na face
abaxial da folha, porque assim eles não ficam expostos diretamente ao sol diminuindo
assim as taxas de transpiração e a perda de água. Depósitos de cera e superfície foliar
com alta pubescência podem também refletir a luz solar e diminuir as taxas de
transpiração. Essas adaptações demonstram a freqüente relação próxima entre anatomia
e a eficiência dos processos fisiológicos.

Folhas de sol e sombra

Os níveis de iluminação que uma folha recebe durante o desenvolvimento é, talvez,


o fator ambiental que mais afeta a estrutura da folha madura. Estruturalmente, o que
varia é tanto a intensidade quanto a qualidade da luz a que as plantas estão expostas
durante o desenvolvimento. Em um mesmo individuo, folhas produzidas em condições
de alta luminosidade tendem a ser menores e mais espessas e a ter tecido mesofilico
aumentado por unidade de área e maior densidade de estômatos, nervuras e clorofila
quando comparadas a folhas expostas a sombra. As diferenças na estrutura interna da
folha são relacionadas à espessura da lâmina e a quantidade e distribuição de tecido
paliçádico e esponjoso. Essas variações estruturais são associadas á regulação de perfis
de luz e CO2 dentro da folha e a maximização da eficiência fotossintética. Folhas de sol
fixam carbono mais rápido do que folhas de sombra.
Em folhas de sol, a zona de mesofilo usualmente contem um número aumentado de
camadas compactas de paliçádico, e cada camada sucessiva possui maior elongação das
células do paliçádico. A cutícula foliar é frequentemente mais espessa que em folhas de
sombra, e os pêlos, se presentes, são abundantes.Nessas folhas, a cutícula bem
desenvolvida pode refletir os raios e proteger os tecidos subjacentes do excesso de
radiação.Sugere-se que as paredes celulares mais espessas de folhas de sol servem para
resistir à ação mecânica do vento e prevenir as folhas de sofrer flexão. Vários fatores
são conhecidos por afetar a freqüência d estômatos na folha, incluindo água e luz solar.
Folhas de sol tipicamente possuem estômatos mais numerosos que folhas de sombra e,
como resultado, transpiram mais abundantemente.
Folhas que se desenvolvem em condições de baixa intensidade luminosa são mais
finas. Elas possuem uma região de mesofilo composta de poucas células de palisadico e
espaços intercelulares abundantes. Folhas de sombra também podem possuir células
epidérmicas especiais na superfície abaxial que são frequentemente maiores que as
células vizinhas, são conspicuamente moldadas na forma de lente, e contem muitos
cloroplastos. Essas células assumem a função de capturar a luz.
A variação anatômica induzida pelo ambiente que ocorre durante o desenvolvimento
da folha é conhecida por ter conseqüências significantes para a fotossíntese. O
desenvolvimento de um mesofilo paliçádico mais estruturalmente especializado é
positivamente correlacionado com a capacidade fotossintética. Como a fotossíntese
depende do balanço entre concentrações internas de luz e CO2, maior espessura da folha
e o desenvolvimento de camadas de paliçádico influenciam diretamente nesse balanço e
otimizam as taxas da fotossíntese total da folha.

Folhas xeromórficas

Plantas que vivem em locais onde o suprimento de água disponível é deficiente tem
sido classificadas em categorias que tem como base as estratégias adaptativas que elas
desenvolveram:

1) Espécies que escapam da seca. São plantas que possuem um ciclo de vida curto
e que completam seu crescimento vegetativo e reprodução com base no curto
período de tempo em que as condições estão favoráveis.
2) Espécies que evitam a seca. São plantas que são capazes de reduzir a perda de
água ou compensar a perda de água , por possuírem algumas estruturas
especializadas, como um extensivo sistema radicular.
3) Espécies que toleram a seca. São plantas que são capazes de sobreviver mesmo
quando a captação de água não acontece ou é severamente reduzida. Elas
possuem adaptações como a perda temporária das folhas dentre outras
características. Elas podem possuir também células buliformes na sua epiderme
que em condições de déficit hídrico elas perdem se turgor e se contraem sobre si
próprias, causando o dobramento da lâmina ou enrolamento.

Os efeitos dos fatores ambientais na morfologia e anatomia da folha têm produzido


uma extensa variedade de adaptações em diferentes taxa. Algumas características como
a redução do tamanho da folha, aumento da espessura das paredes externas das células
epidérmicas, aumento da espessura da cutícula, aumento da densidade de tricomas,
redução da área do poro do estômato, estômatos na superfície abaxial (ou confinados a
covas ou sulcos na superfície inferior da lâmina), provavelmente contribuem para uma
redução nas taxas de perda de água absorvida. Outras características, como na
lignificação da parede, aumento da suculência e capacidade de estoque de água, e
acumulação de mucilagem, provavelmente ajudam a planta a tolerar desidratação e a
lidar com estresse hídrico.

Folhas ericoidais

As folhas ericoidais são assim chamadas pela sua ocorrência em vários gêneros de
Ericaceae e famílias relacionadas. Essas folhas mostram uma especialização ecológica
extrema e frequentemente tem estômatos em depressões que se estendem em todo o
comprimento da face abaxial. Tricomas podem preencher completamente os sulcos ou
estar localizados somente ao longo das bordas. Em várias espécies, a lâmina possui
margens proeminentemente enroladas ou a folha se tornou cilíndrica. Essas folhas
podem exibir modificações paralelas na anatomia interna, como esclerificação foliar.

Folhas esclerófilas

Em ambientes secos, as folhas de algumas dicotiledôneas reteram a lâmina ampla e


se tornaram semelhantes a couro. Xerofitas que tiveram aumento da cutinização e
lignificação das folhas são comumente chamadas de coriáceas ou esclerofilas. Esse tipo
de folha tende a ser espessa, composta de varias células altamente lignificadas com
paredes externas das células epidérmicas espessas e altamente cutinizadas. A venação é
tipicamente densa, e feixes vasculares individuais têm seu tamanho aumentado. A
densidade de tricomas é frequentemente acentuada, e em casos extremos os tricomas
são lignificados. Uma ou mais camadas de células altamente lignificadas são, algumas
vezes, distribuídas imediatamente abaixo da epiderme para formar a hipoderme. Existe
um freqüente desenvolvimento de parênquima paliçádico no mesofilo e uma
correspondente diminuição no esponjoso e nos espaços intercelulares. O mesofilo em
algumas folhas esclerofilas é isobilateral. Deve ser ressaltado que esse padrão
anatômico não é sempre correlacionado à aridez.

Folhas suculentas

Outro grande grupo de xerófitas possuem folhas,caules ou raízes suculentas. Como


nas outras xerofitas, células epidermais são frequentemente de alguma maneira
espessadas e altamente cutinizadas. Suculentas são adaptadas a armazenar grandes
quantidades de água e nelas as substancias mucilaginosas são proeminentes. Células de
estoque sem cor são usualmente grandes e frequentemente de parede fina.
Frequentemente as paredes são reforçadas para prevenir o colapso quando o turgor é
reduzido e as folhas geralmente contem pouco ou nenhum esclerênquima.
Outra adaptação importante dessas plantas é o metabolismo CAM que é utilizado na
fotossíntese. O metabolismo CAM acontece em plantas de ambientes quentes e áridos.
Esse mecanismo representa uma adaptação seletiva que conserva a água durante
período de prolongada exposição ao calor do dia e altas taxas de transpiração. Nem
todas as plantas suculentas possuem esse tipo de fotossíntese. O mais interessante, é que
algumas espécies que são convencionalmente C3 adquirem metabolismo CAM em
períodos de estresse hídrico e pode ser considerada como facultativa no que diz respeito
à sua fisiologia fotossintética.

Plantas poikilohídricas

As células, tecidos e órgão desse tipo de planta são capazes de continuar viáveis
seguindo ciclos de desidratação e reidratação. Essas plantas são comumente referidas
como plantas de ressurreição. Em adição a adaptações fisiológicas complexas, elas
possuem um número de características estruturais distintivas. Quando dessecadas, suas
folhas encolhem de tamanho e frequentemente se espiralam. Isso é usualmente
acompanhado por severo enrugamento da epiderme da folha. Uma estreita união entre a
membrana plasmática e a parede da célula resulta no dobramento da célula inteira após
dessecação, mas as conexões plasmodesmais continuam mantidas. Algumas plantas
poikilohidricas, possuem as paredes celulares dos elementos traqueais com
espessamento em espiral. O encolhimento da folha é associado com a contratibilidade
dos elementos do xilema, os quais têm mostrado se dobrar como uma acordeo durante a
seca. A colapsabilidade das células reforçadas do xilema é considerada como uma
adaptação a mudanças extremas no ambiente durante a vida da planta.

Plantas halofíticas

Plantas halófitas são aquelas que são capazes de tolerar ambientes salinos. Essa
adaptação é muitas vezes considerada um tipo de xeromorfismo. Elas possuem varias
adaptações como folhas suculentas com células armazenadoras sem cor ou “células
janela” que aumentam a capacidade das plantas de acumular sal. Algumas espécies
possuem células ou tecidos secretores, estruturas como glândulas de sal e pêlos de sal e
hipoderme. Plantas halófitas concentram sal nos seus tecidos, movendo-o do solo para
dentro da planta. Graças ao fato de o sal não poder sem acumulado sem limites, muitas
halófitas tem glândulas e pêlos especiais na superfície para remover NaCl das células
mesofilicas subjacentes e depois ativamente secretá-los na superfície da folha. O sal é
depositado na cavidade subcuticular da glândula e depois alcança a superfície da folha
pelos poros da cutícula.
Outras halófitas possuem pêlos de sal na sua superfície. O sal que muitas vezes é
depositado na superfície da folha graças a essas glândulas, reflete os raios solares que
incidem na folha e também diminuem a palatabilidade da planta a herbívoros.

Plantas alpinas

As plantas alpinas estão expostas a muita luz e muito vento. E elas possuem
especializações xéricas. As folhas de um número de espécies montanas são cobertas
com pêlos abundantes. Um revestimento denso de pêlos nas folhas e caules serve para
uma combinação das seguintes funções: (1) redução da absorção da luz durante períodos
de alta temperatura, alta luminosidade, ou seca; (2) redução da difusão de gases através
da folha e interface do ar; e (3) redução da predação por insetos e grandes herbívoros. A
pubescência da folha pode também funcionar na regulação da temperatura interna da
folha e evitar temperaturas altas potencialmente letais. Folhas de plantas alpinas
também podem frequentemente possuir uma cutícula de média a espessa e paredes
celulares epidermais espessas. O mesofilo tende a ser compacto e frequentemente
contem múltiplas camadas de palisádico.

Plantas epífitas

Todos os membros da família Bromeliaceae possuem tricomas em certa medida ;


entretanto os membros da subfamília Tillandsioidea são cobertos por uma camada
densa de tricomas de absorção elaborados. Essas plantas tem uma estrutura xeromorfica,
e os tricomas facilitam o movimento rápido da água e minerais para dentro da raiz.
Como resultado dos tricomas, certas espécies são capazes de sobreviver sem a presença
de raízes. Os tricomas que absorvem água em bromélias, funcionam em uma
interessante via de mão única. Eles abrem para a entrada da água quando chove mas
fecham para reter água quando o ambiente fica seco. As raízes dessas plantas, quando
presentes, também possuem um tecido especial de cobertura chamado velame.

Folhas hidromórficas

Plantas existentes na água exibem todos os estágios da transição água/terra com


folhas emergentes, flutuantes ou permanentemente submersas. Todos esses tipos de
folhas hidrofiticas variam consideravelmente em resposta a mudanças no habitat,
embora todas sejam caracterizadas por aumentos marcantes no aerênquima, tecido
parenquimático com espaços intercelulares particularmente grandes. Enquanto as folhas
aquáticas emergentes eretas são de outro modo similares em estrutura a aquelas não
aquáticas, folhas flutuantes e submersas possuem um número distinto de características
que servem para funções como a troca de gases e flutuação.
As características estruturais nas plantas aquáticas são principalmente relacionadas à
redução dos tecidos de proteção, suporte e condução e a presença de câmaras de ar em
tecidos da folha, caule e raiz. Células epidérmicas tipicamente possuem cloroplastos que
aumentam a absorção de luz e fotossíntese. Adaptações anatômicas representam
respostas à quantidade excessiva de água a qual implica em diminuição no suprimento
de oxigênio.
Cutícula na epiderme é geralmente ausente ou é extremamente fina. A epiderme não
é primariamente protetora nesse caso, mas é composta de células epidermais que são
modificadas em células de transferência de um modo que facilitam a absorção de gases
e nutrientes diretamente da água. Cloroplastos ocorrem nas células epidermais, embora
eles diminuam em abundância conforme aumenta a profundidade e diminua a luz.
Grandes passagens de ar preenchidas com gás são comuns em hidrófitas desse tipo. O
oxigênio que é originário da fotossíntese é estocado e utilizado na respiração celular. O
mesmo acontece com o CO2 que é produzido na respiração e é utilizado na fotossíntese.
Esclerênquima é geralmente reduzido ou ausente. Estômatos são completamente
ausentes em folhas permanentemente submersas.