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SERAFIM - ASSESSORIA & CONSULTORIA JURÍDICA

MARCELO SERAFIM DE SOUZA - OAB/ES 18.472


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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 8ª VARA CRIMINAL DE VILA VELHA/ES

Bem-aventurados os que
observam a justiça...
(Salmos 106:3)

GE nº 0037301-18.2012.8.08.0048

MARLON DIEGO MARQUES COUTINHO, já devidamente qualificado nos autos da Guia de


Execução, processo em epígrafe, por seu advogado signatário, com escritório descrito no rodapé
da página, onde recebe as intimações e notificações de praxe, vêm com todo o acato e respeito
à honrada presença de Vossa Excelência, requerer

PROGRESSÃO PARA O REGIME SEMI-ABERTO

pelos fatos e fundamentos a seguir:

Ab initio, quadra esthesir que, o requerente cumpre pena no PEVV V – Penitenciária Estadual de
Vila Velha 5.

Cumpre ressaltar que, o peticionário já cumpriu mais de um sexto da reprimenda que lhe fora
imposta. Dessarte, já deveria ter progredido para o Regime Semi-Aberto. Haja vista, conforme
se perscruta de seu “ESPELHO”, o regime Semi-aberto deste, abriu em 31/05/2017.
DO DIREITO
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Ora Exa., vislumbra-se que, o peticionário preencheu os requisitos exigidos pela LEP (art. 112)
para obter progressão de regime Semi-aberto, que se mostra necessário, como se pode verificar:

a) A progressão de regime de cumprimento de pena passou a ser direito do condenado,


bastando que se satisfaçam o requisito de caráter objetivo, que depende do cumprimento de
pelo menos 1/6 (um sexto) da pena; somando-se suas remições, aos quais se vislumbra, já foi
satisfeito aludido requisito.

b) Há, inclusive, como determina a Lei 10.792/2003, pelo que constitui constrangimento ilegal
condicionar a progressão a parecer da Comissão Técnica de Classificação e a submissão do
presidiário a exame criminológico, como condição a eventual direito de progressão de regime,
uma vez que tal não se aplica ao ressocializando, pelo que requer seja afastada a exigência de
parecer da Comissão Técnica de Classificação e demais laudos solicitados para apreciação do
pedido de progressão de regime e de livramento condicional.

No caso em tela, é inconteste que o sentenciado cumpriu mais de 1/6 (um sexto) da pena,
restando, assim, satisfeito o requisito necessário à progressão pretendida.

Assim, como para a progressão de regime basta o preenchimento do requisito objetivo da


progressão (representado pelo cumprimento de 1/6 da pena) ora preenchido.

Com efeito, o art. 112 da Lei de Execuções Penais, antes da alteração realizada pela Lei n.º
10.792/2003, dispunha, expressamente, que “A pena privativa de liberdade será executada em
forma progressiva, com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo
Juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos 1/6 (um sexto) da pena no regime anterior e seu
mérito indicar a progressão”.

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Dessa forma, considerando que o direito à progressão de regime depende do comportamento
do condenado, por essa razão, a progressão de regime de cumprimento de pena passou a ser
direito do condenado, já que satisfeitos os dois requisitos legais.

Entretanto, a aludida Lei nº 10.792/2003 deu ao art. 112 da LEP a seguinte redação, verbis:

Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma


progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser
determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto
da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário,
comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que
vedam a progressão.
Evidente, portanto, que a progressão de regime de cumprimento de pena
é direito desse condenado.

No entanto, embora pareça inconveniente a exigência de parecer da Comissão Técnica de


Classificação e a submissão do presidiário a exame criminológico como condição a eventual
direito de progressão do regime, requer, caso julgado necessário, sejam oficiadas as autoridades
competentes para a elaboração de laudos técnicos da Comissão Técnica de Classificação e
parecer do Conselho Penitenciário para promover o que necessário seja. Contudo, suplica seja
tal expediente dispensado, como dispensado foi pela Lei 10.792/2003, ao introduzir o § 2.º no
art. 112 da LEP.

DOS PEDIDOS
Isso posto, requer:
a) seja reconhecido ao peticionário o benefício da progressão de regime, para o regime Semi-
aberto;
b) seja intimado o DD. Representante do Ministério Público para que apresente seu parecer;
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Por fim, requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos e, em
especial, pelos documentos ora juntados.

Termos em que,
Pede e espera deferimento.

Vitória/ ES, 17 de dezembro de 2017.

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MARCELO SERAFIM DE SOUZA
ADVOGADO - OAB/ES 18.472

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