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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JULIO MESQUITA FILHO”

CAMPUS DE GUARATINGUETÁ
DEPARTAMENTO DE MATERIAIS E TECNOLOGIA

JOÃO ESTEVÃO GARCIA DE CASTRO - 171322411


JOÃO PABLO DE FRANÇA ARAUJO CASTRO - 171322169

RELATÓRIO DE USINAGEM DOS MATERIAIS: INTRODUÇÃO A FRESAMENTO

Guaratinguetá
2019
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
CAMPUS DE GUARATINGUETÁ
DEPARTAMENTO DE MATERIAIS E TECNOLOGIA

Resumo: Este presente relatório tem o intuito de expressar os conhecimentos detido em uma aula
experimental destinada aos alunos de Engenharia Mecânica da disciplina de usinagem de materiais,
aula esta que tinha o propósito de introduzir o conceito de fresamento por meio da apresentação dos
equipamentos coma fresa e a fresadora.

Palavras-chave: Usinagem, fresamento, fresa.

1. INTRODUÇÃO

A necessidade de transformar um material bruto em outro material não é de hoje, estima-se que
já em 700 anos antes de cristo já havia a deformação do ferro para fazer algumas ferramentas. Mais
tarde em 1900 Taylor descobriu o aço rápido, que é aço carbono capaz de cortar metais em altas
velocidade, resistindo altas temperatura, esta descoberta gerou uma verdadeira revolução nos
processos de corte e usinagem.
Este processo de transformar uma matéria-prima em uma peça final é chamado de usinagem,
atualmente existe diversos tipos de usinagem como torneamento, fresamento, brochamento e outros.
Fresamento consiste em remover material de uma peça que se encontra fixa girando sua
ferramenta de corte, denominada de fresa. Esta ferramenta possui vários dentes que é responsável
por retirar o material em forma de cavaco. A imagem 1.1 ilustra uma fresa.
Com a fresadora é possível deter diversos tipos de superfície, devido a grande possibilidade de
movimentação da mesa da fresa. Existe dois tipos de fresamento principais, horizontal e a vertical.
Pelo fresamento vertical da para fazer diversas operações, como fresamento frontal, fresamento de
cantos 90° e fresamento de canais. Com o horizontal é possível fazer fresamento de rosca,
fresamento de guia prismáticas e chavetas.
Pelo fato da fresa ser uma ferramenta de corte que gira, ela pode apresentar duas
configurações, concordante ou discordante. No fresamento concordante a ferramenta de corte avança
no sentido de direção da rotação, é uma configuração sempre recomendada, pois decorrente da
rotação e do sentido de avanço gera uma força que tende a comprimir a peça a mesa de fixação. No
discordante, a direção de avanço é contraria a de sua rotação, isso faz com que a força resultante
tenda a retirar a peça da mesa de fixação.

Imagem 1.1 – Fresa Imagem 1.2 – Fresadora vertical Imagem 1.3 – Fresadora
horizontal

Imagem 1.4 – Fresamento Imagem 1.5 – Fresamento


concordante discordante
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2. OBJETIVOS

Conhecer o processo de fresamento e movimentos da fresadora;


Conhecer o processo de sangramento radial (abertura de canais) em torno;
Conhecer o processo de fabricação de roscas em torno;
Conhecer o processo de retífica (retificação);
Acompanhar os processos de fabricação;

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Neste laboratório foram utilizados uma fresadora vertical e um torno Hbx. Neste torno o técnico
nos mostrou as diferentes funções que ele possui, uma delas é poder regular a velocidade. Na
fresadora vertical o técnico nos mostrou a diferença do acabamento de uma peça quando se tem um
fresamento do tipo discordante e outro com concordante.

Imagem 1.1 – Torno Hbx

4. RESULTADOS

O torno mecânico foi a máquina-ferramenta estudada e utilizada neste laboratório. Podemos


visualiza-lo através do esquema abaixo.

Imagem 4.1 – Torno mecânico e a descrição de seus componentes


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Fonte: Junior, Elias. Aula 4 – Torno Mecânico. Acessado em 21/04/2019


<https://slideplayer.com.br/slide/387497/>

Abaixo, encontra-se o desenho da peça e suas respectivas medidas finais, usinada a partir de
um tarugo de aço 1020.

Imagem 4.2 – Peça e suas medidas

Fonte: Autor

A usinagem da peça, baseou-se em um plano de usinagem. Podemos encontrar o plano utilizado


logo abaixo:

Operação/Passo Descrição do Passo Máquina Dispositivo Ferta Controle Rotação


1.1 Facear Torno Placa 3 FU-001 Visual 660
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castanhas
Placa 3
1.2 Torno FU-001 FC-001 320
Tornear ø 42 x 45 castanhas
Placa 3
1.3 Torno FU-001 FC-001 320
Tornear ø 34 x 33 castanhas
Placa 3
1.4 Torno FU-001 FC-001 320
Chanfrar 1x45° no ø 34 castanhas
1.5 Furar Centro Torno Mandril FU-002 Visual 1000
Sangrar ø31x3 no comp de
1.6 Torno Contra Ponto FU-003 FC-001 95
30
Virar Peça
Facear no comp. de 68+- Placa 3
2.1 Torno FU-001 FC-001 660
0,1 castanhas
Placa 3
2.2 Torno FU-001 FC-001 320
Tornear ø 34 x 25 castanhas
Tornear cone (ângulo de Placa 3
2.3 Torno FU-001 FC-001 485
10º) castanhas
2.4 Furar Centro Torno Mandril FU-002 Visual 1000
2.5 Furar ø 6,35 x 20 Torno Mandril FU-005 FC-001 660
2.6 Furar ø 8,5 x 20 Torno Mandril FU-006 FC-001 660
2.7 Escarear Torno Mandril FU-007 Visual 200
2.8 Rosca M10x1,5 (iniciar) Torno Desandad FU-008 Visual Manual

Fixar na Bancada
3.1 Roscar M10x1,5 Morsa Desandad FU-007 Visual Manual

Detalhamento do Processo de usinagem:

Todo o processo se inicio com a fixação do tarugo de aço na placa de 3 castanhas. A placa é o
dispositivo de fixação das peças que serão usinadas no torno. A fixação precisa ser executada de
modo que a peça fique centralizada da melhor maneira possível. Para encontrar esse centro, deve-se
utilizar o contra ponto. Aqui, vale a pena ressaltar, existe uma fonte corriqueira de acidentes com o
torno. Por vezes, após a fixação da peça, o operador pode esquecer a chave na placa. Logo, quando
o torno é acionado, a chave é lançada de forma violenta e aleatória, podendo causar graves
acidentes.
Na sequência, a ferramenta foi posicionada na torre porta ferramenta (castelo) e foi ajustada na
altura do centro da peça. Essa regulagem também pode ser feita com o auxilio do contra ponto. Caso
esse ajuste seja mal feito, a ferramenta poderá se quebrar e a peça poderá ser perdida.
Com a peça e a ferramenta posicionada, é possível começar a usinar.
O primeiro passo é facear toda a peça. De maneira que toda a sua superfície fique em um
mesmo padrão e possamos adota-la como referência.

Imagem 4.3 – Faceamento


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Fonte:< https://www.youtube.com/watch?v=FQ_2YYdwMn4> Acessado em 21/04/2019

Por fim, o passo a passo é seguido, retirando material e dando forma ao tarugo de aço.

Imagem 4.4 – Torneamento

Fonte: < https://www.ebah.com.br/content/ABAAAe0J8AD/torneamento> Acessado em 21/04/2019

Um trecho interessante é a execução do chanfro. Que deverá ser feito, movimentando a posição
da ferramenta. De modo que ataque a peça em 45º.
Por conta de limitações do torno utilizado, o passo 1.6 não foi executado. A sangria com o
bedame é um processo que gera muita vibração, por conta das tensões envolvidas no processo. E a
depender da precisão e das folgas existentes no torno, como no caso, pode gerar falhas na usinagem
da peça.
Para finalizar a peça, foi preciso vira-la. Esse procedimento deve ser executado com atenção,
pois a nova fixação deverá respeitar o centro utilizado para a primeira fase da usinagem. Caso esse
centro não seja respeitado, a peça será perdida. Surgirão falhas de concentricidade, acabamento,
tolerância dimensional e até geométrica. Por isso, devemos evitar ao máximo retirar a peça da placa
durante um processo de usinagem.
Na segunda fase da usinagem, a peça também deverá ser faceada.
A usinagem do cone é feita movimentando o ângulo de ataque da ferramenta à peça. De tal
maneira que surja um cone (de 10° no caso). Nesse caso, não é possível utilizar o modo automático
do torno.
Na sequência, foi executado o furo de centro na peça. Um furo extremamente pequeno, que tem
como objetivo guiar a broca na execução do furo de fato.
Para chegar ao diâmetro desejado é preciso respeitar a capacidade de corte da broca e das
características físicas do material. Nesse caso, foram feitos dois furos. Um de 6,5mm de diâmetro e
na sequência o de 8,5mm.
No torno, os furos são executados fixando um mandril no cabeçote móvel, no lugar do contra
ponto. E é justamente nesse mandril que as brocas são fixadas. É importante dizer também, que no
caso do torno, só é possível executar furos concêntricos e paralelos ao barramento da máquina.

Imagem 4.5 – Furação no torno


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Fonte: < https://www.youtube.com/watch?v=0lPaAcJLz5A> Acessado em 21/04/2019

Após a furação, fizemos o escareamento. Que é um processo de alargamento do inicio do furo


utilizado para esconder a cabeça dos parafusos. Para escarear, utilizamos o escareador no mandril.

Imagem 4.6 – Furo escareado

Fonte: Modificado pelo Autor


<http://support.industrysoftware.automation.siemens.com/training/se/pt/ST3/spse01535/hole1c.htm>
Acessado em 21/04/2019

E, por fim, demos início ao processo de abertura de rosca. Esta parte deve ser feita com a peça
ainda no torno para não perder o centro do furo. Após dar inicio a rosca, a peça foi retirada do torno e
fixada em uma morsa. Então, a abertura da rosca foi feita utilizando 3 machos para uma rosca M10.
Os machos são feitos de aço rápido e por isso, o processo deve ser realizado com cuidado. Correm
risco de quebrar. Inclusive é esse o motivo de utilizarmos um conjunto de 3 machos para abrir a
rosca. Cada uma das peças tem sua peculiaridade e deve ser utilizada no momento correto. Uma
peça tem o objetivo de iniciar a abertura da rosca, a segunda deve dar continuidade e a última é
responsável pelo acabamento e pela dimensão final da rosca.

Imagem 4.7 – Abertura manual de rosca interna


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Fonte: <https://www.ebah.com.br/content/ABAAAAKWUAJ/desandadores> Acessado em 21/04/2019

5. CONCLUSÃO

Conhecendo o funcionamento do torno mecânico, e efetuando a usinagem prática de uma peça,


pudemos visualizar o quão importante é ter um plano de usinagem bem estruturado. Se não
soubermos exatamente o que deve ser feito, problemas dimensionais, de acabamento e geométricos
podem surgir. É justamente por esse motivo que devemos evitar tirar a peça da placa.
Também vimos que abrir rosca é um processo delicado e que pode ocasionar a quebra da
ferramenta.
Além disso, tivemos noções práticas de pequenas atitudes que são fundamentais para garantir a
segurança do operador. Como não soltar a chave de placa e a importância de dispositivos da NR12
para isolar as partes perigosas de contato direto.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANSELMO, E. D.; FRANCISCO, C. M.; NIVALDO, L. C. Tecnologia da usinagem dos materiais.


São Paulo: MMEDITORA, 1999.

FRESAMENTO concordante vs. fresamento discordante. [S. l.], 16 maio 2018. Disponível em:
https://www.sandvik.coromant.com/pt-pt/knowledge/milling/pages/up-milling-vs-down-
milling.aspx. Acesso em: 2 maio 2019.

FÓRMULAS e definições de fresamento. [S. l.], 3 out. 2017. Disponível em:


https://www.sandvik.coromant.com/pt-pt/knowledge/machining-formulas-
definitions/pages/milling.aspx. Acesso em: 2 maio 2019.