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& Nau QUE ME CARREGA: otas da iteroredade em lingua portuguesa UEA Eaigées Govenso 90 Est4n0 10 AMAZONAS Omar Abdel Aziz | Governador José Melo de Oliveira | Vice-Governador Odenildo Teixeira Sena | Secretario de C,T&I Maria Olivia de AThuquerque Ribeiro Simao | Diretora-Presidents FAPEAM Unrvenstnane Do Estano po AMAZONAS Cleinaldo de Almeida Costa | Reitor Raimundo de Jesus Teixeira Barradas | Vice-Reitor Eprrona UstverstrAwia, Otivio Rios Portela | Diretor Jiliana Sé | Assessora Técnica Lorena Nobre | Chefe do Niicleo de Revisao Francisco Araijo, Gilson Allefy e Graziela Paes | Revisores Luciana Braga | Capa, Projeto Grafico ¢ Fditoragao Conseuato Enrrontat, Ademir Castro e Silva | Cristiane da Silveira Marias das Gracas Vale Barhosa | Otévio Rios Portela (Presidente) Patricia Melchionna Albuquerque | Sergio Duvoisin Junior Silvana Andrade Martins | Simone Cardoso Soares | Valmir César Pozzerti sta obra foi editada conforme o scar ortogific de 2009, “Todos os Direitos Reservados * Universidade do Estado do Amazonas parcial desde que citada a fonte. Permiida a reproduc Fst cataxconna 4 Bisuoreca Carnal ma Usiversionbe po Esra 20 Ata LUGARINHO, 1.951n Uma nau que me carrega: rots de lteraredade em lingua pornytuesa/ Mério César Lugarinho. - Manaus, AM: UEA digs, 2013, 180 p 23cm rio Césae ISBN; 97@-85-788.201-5, Incl bibiogratia 1. Ling Portuguesa - Estudo e ersino 1. Tso Du 1997-821.1345, Av, Daina Basra, 3578-Fons | MansieAM Bias, ‘Cer 6080-010 | (42) S744 | | _——_ o coe | Sobre poesia e Historia © pocma & um objeto feito da Tinguagem, dos ritos, das crengas e das obsessbes deste ou daguele poeta, deste ox daguels sociedade. E 0 produto de uma histiria de uma sociedad, mas o sew modo de ser histériea 6 contraditério. poems é uma maquina que produ antchistéra, sind aque © pocta nao tenha esse inteneto, OCTAVIO PAZ = ASPECTOS DA POESIA LIRICA MODERNA Compreender a produgo do discurso lirico apés todas as a experimentagdes do século XX é tarefa por demais complexa. As t manifestagdes da poesia lirica foram confinadas, por causas varias, ’ a espagos subalternos da cultura contemporanea que, a principio, & mio mais ce reconhecetia riesse discurso, A primeira vista, aa & particularidades do discurso Ifrico no teriam mais efeito sobre a e& \ cultura pés-modernizada ja que equele seria, sobretudo, a voz de um eu subjetivo, expresso em versos e rimas de acordo com a definicio dicionarizada, e esta o lugar do desaparecimento da subjetividade \ (FERRY, 1995, p. 236-244). A superficialidade dessa observagio leva ‘ em conta o estranhamento que o discurso Iirico levou a efeito durante o periodo das vanguardas, na passagem do sécuilo XIX para o XX. Usualmente € accito que o discurso Iirico coincida com a poesia (MERQUIOR, 1972, p. 3) e, por isso, esteja submetido a uma te série de elementos externos que o determinariam enquanto tal. primeiro desses elementos seria 0 “verso”; por seu intermédio haveria a construgao da obra lirica: 0 poema. I no verso que se encontra n © “ritmo” e o “metro”, elementos fundamentais que determinam a musicalidade — outra caracteristica estilistica fundamental desse discurso, Os antigos manuais de estilistica e de versificagao em / Lingua Portuguesa (BILAC, 1918; CAMPOS, 1978; CARVALHO, s/d) apresentam comumente, com maior citidado ¢ detalhes, os elementos tradicionalmente constituidores do discurso lirico; entretanto, nenhum deles conseguin ir além da materialidade verbal que 0 discurso lirico apresenta, porque a estilistica, disciplina que