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CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

TERCEIRA SECRETARIA
Assessoria Legislativa - ASSEL
Unidade de Saúde, Educação, Cultura e Des. Científico e Tecnológico - USE

NOTA TÉCNICA
18/08/2015

Assunto: Solicitação de Serviço nº 952/2011, que pede


a elaboração de minuta de Projeto de Lei que
estabeleça a Política Distrital de Ciência e Tecnologia.
Solicitante: Gabinete do Deputado Joe Valle.

Esta Assessoria foi requisitada, pelo Gabinete do Deputado Joe Vale a elaborar
minuta de Projeto de Lei para estabelecer a Política Distrital de Ciência e Tecnologia,
conforme Solicitação de Serviço nº 952/2011.
Todavia, por uma questão de prudência, sugerimos, nesta Nota Técnica,
encaminhamento diverso da imediata elaboração da referida minuta de proposição.
A razão para isso funda-se no entendimento de que a definição de uma política
pública abrangente de toda uma área da vida social e da ação estatal – por natureza,
multidisciplinar e multiprofissional, com efeitos duradouros e extensivos sobre o
conjunto do território e da população do Distrito Federal, não deve ser obra de um
gabinete parlamentar e muito menos de uma assessoria legislativa, mas deve ser
construída com a mais ampla participação dos diversos segmentos e atores sociais
envolvidos ou potencialmente afetados por essa política.
Essa política, na medida em que visa a orientar a ação governamental para a
promoção do desenvolvimento socioeconômico do Distrito Federal, deve observar, a
teor do art. 165 da LODF:
I – as demandas da sociedade civil e os planos e políticas econômicas e sociais de
instituições não governamentais que condicionem o planejamento governamental;
II – as diretrizes estabelecidas no plano diretor de ordenamento territorial e nos
planos de desenvolvimento locais, bem como ações de integração com a região do
entorno do Distrito Federal;
III – os planos e as políticas do Governo Federal;
IV – os planos regionais que afetem o Distrito Federal;
V – a singular condição de Brasília como Capital Federal;
VI – a compatibilização do ordenamento de ocupação e uso do solo com a concepção
urbanística do Plano Piloto e das cidades-satélites e com a contenção da
especulação, da concentração fundiária e imobiliária e da expansão desordenada da
área urbana;
VII – a condição de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade;
VIII – a concepção do Distrito Federal que pressupõe limitada extensão territorial
como espaço modelar;
IX – a superação da disparidade sociocultural e econômica existente entre as Regiões
Administrativas;
X – a concepção do Distrito Federal como polo científico, tecnológico e cultural;
XI – a defesa do meio ambiente e dos recursos naturais, em harmonia com a
implantação e a expansão das atividades econômicas, urbanas e rurais;

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XII – a necessidade de elevar progressivamente os padrões de qualidade de vida de


sua população;
XIII – a condição do trabalhador como fator preponderante da produção de riquezas;
XIV – a participação da sociedade civil, por meio de mecanismos democráticos, no
processo de planejamento;
XV – a articulação e a integração dos diferentes níveis de governo e das respectivas
entidades administrativas;
XVI – a adoção de políticas que viabilizem geração de empregos e aumento de
renda.
Destaque-se, por um lado, o enorme potencial de uma política distrital de
ciência e tecnologia para atender aos requisitos de observar: (VI) a compatibilização
do ordenamento de ocupação e uso do solo com a concepção urbanística do Plano
Piloto e das cidades-satélites e com a contenção da especulação, da concentração
fundiária e imobiliária e da expansão desordenada da área urbana; (VII) a condição
de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade; (VIII) a concepção do Distrito
Federal que pressupõe limitada extensão territorial como espaço modelar; (IX) a
superação da disparidade sociocultural e econômica existente entre as Regiões
Administrativas; (X) a concepção do Distrito Federal como polo científico, tecnológico
e cultural; (XI) a defesa do meio ambiente e dos recursos naturais, em harmonia com
a implantação e a expansão das atividades econômicas, urbanas e rurais; (XII) a
necessidade de elevar progressivamente os padrões de qualidade de vida de sua
população; (XIII) a condição do trabalhador como fator preponderante da produção
de riquezas e (XVI) a adoção de políticas que viabilizem geração de empregos e
aumento de renda.
De outra parte, evidenciam-se requisitos legais indispensáveis à elaboração de
tal política dificilmente alcançáveis no âmbito deste assessoramento legislativo, a
saber, o acolhimento das demandas da sociedade civil (I) e a participação desta, por
meio de mecanismos democráticos, no processo de planejamento (XIV).
Assim, em que pese o fato de não ser vedado aos membros deste Poder
Legislativo a iniciativa ampla sobre o estabelecimento de políticas públicas em geral,
não albergadas na cláusula restritiva do art. 71 da LODF1, avulta a temeridade de
estabelecer a política de ciência e tecnologia do Distrito Federal sem contar, na sua
confecção, com a mais ampla participação dos diversos segmentos e atores sociais
envolvidos nessa área, além de uma fina sintonia com os instrumentos de
planejamento de médio e de longo prazos para o desenvolvimento do DF, bem assim
com o planejamento governamental de curto prazo estabelecido pelo Chefe do Poder
Executivo local. Além disso, é imprescindível que a formulação dessa política esteja
harmonizada também com as ações governamentais em curso sob a direção da
Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do DF.

1
Ver, a propósito, o esclarecedor estudo do Consultor Legislativo do Senado Federal, João Trindade
Cavalcante Filho, “Limites da Iniciativa Parlamentar sobre Políticas Públicas. Uma proposta de releitura
do art. 61, § 1º, II, e, da Constituição Federal”, em http://www12.senado.gov.br/publicacoes/estudos-
legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-122-limites-da-iniciativa-parlamentar-sobre-
politicas-publicas-uma-proposta-de-releitura-do-art.-61-ss-1o-ii-e-da-constituicao-federal.
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E não se trata apenas da adequação formal do que por ventura vier a constar
em uma política de ciência e tecnologia para o Distrito Federal com o que está previsto
para o conjunto da estratégia de desenvolvimento distrital, mas sim da própria feição
que essa área deve assumir à luz das diretivas estratégicas emanadas desse
planejamento global para o DF.
No programa de governo do atual Chefe do Poder Executivo, a área de ciência
e tecnologia é tratada da seguinte maneira:
CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
O Distrito Federal é a unidade da federação com o maior índice de escolaridade do
país. Porém, tal potencial ainda não se traduz em um destaque equivalente na
geração de produtos e serviços baseados em inovação, de maior valor agregado e
que gerem emprego e renda qualificados. A falta de investimentos e estímulos em
todo o ciclo de desenvolvimento da inovação faz com que muitos talentos de Brasília
tenham de procurar outros centros, e até mesmo outros países, para exercitar o seu
potencial empreendedor. A recente aprovação pela Câmara Legislativa do Distrito
Federal de Emenda à Lei Orgânica que aumenta gradualmente os investimentos na
FAPDF até o patamar de 2% da receita corrente líquida do Distrito Federal
representa uma enorme oportunidade para Brasília. É preciso criar as estruturas e
desatar os entraves burocráticos, de forma a aproveitar ao máximo esse valioso
recurso para o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação em Brasília.
Desde a criação de Brasília, a dinâmica econômica do Distrito Federal tem sido
baseada nos empregos e contratações realizados pela administração pública. Fora
da atividade pública, destaca-se na atividade econômica o peso do comércio e da
prestação de serviços. Para gerar maior dinamicidade econômica, com
competitividade para exportação e geração de empregos qualificados, é fundamental
que se incorporem no sistema produtivo de Brasília novas tecnologias produtivas e
de gestão.
A ciência, a tecnologia e a inovação devem ser incorporadas à estratégia de
desenvolvimento de Brasília. Essa área precisa assumir posição de destaque,
servindo como instrumento orientador de políticas públicas de promoção do
desenvolvimento, de geração de emprego e renda e de melhoria dos serviços
públicos, especialmente da educação, da saúde e da segurança pública. Com isso,
haverá oportunidades de agregar valor à produção econômica e, em consequência,
de qualificar o desenvolvimento de Brasília, inovando em processos, práticas e
produtos.
OBJETIVOS
o Garantir a efetiva aplicação dos recursos destinados à Ciência, Tecnologia e
Inovação, evitando cortes nos repasses.
o Reestruturar a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF),
melhorando a infraestrutura, ampliando e qualificando o quadro de pessoal.
o Estimular as inovações locais no setor produtivo por meio de um programa de
encomendas tecnológicas de Brasília, investindo também em tecnologias sociais que
aumentem a qualidade de vida da população.
o Transformar Brasília em uma área destacada pela grande capacidade de inovação e
alta concentração de empresas de tecnologia e centros de ensino tecnológico.
o Promover acesso ao crédito, em especial para micro e pequenas empresas, e
estimular a inovação e o empreendedorismo tecnológico, a fim de viabilizar
investimentos de empresas intensivas em conhecimento, com ênfase em
empreendimentos sustentáveis.
o Instalar infraestrutura de comunicação de alta velocidade que permita a prestação
de serviços públicos por meio digital e o acesso à Internet para órgãos do governo,
entidades comunitárias e para a população.

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o Reconhecer, através de política específica, o acesso à Internet como um direito social


indispensável ao pleno exercício da cidadania e ao acesso aos serviços de governo
eletrônico.
o Utilizar o poder de compra do Estado para promover a inovação, o desenvolvimento
e a transferência de tecnologia, estimulando a criação de produtos e processos
inovadores em Brasília.
o Garantir o efetivo funcionamento do Parque Tecnológico Capital Digital por meio da
definição de um modelo de negócios que assegure o desenvolvimento econômico da
região.
o Desenvolver um parque tecnológico de biotecnologia que explore a vocação e o
potencial de Brasília nessa área.
1. PROGRAMA INOVAÇÃO NAS EMPRESAS
O programa propõe o reconhecimento pela Administração Pública de Brasília da
importância das atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação para o
desenvolvimento econômico local. Será feita uma reestruturação das estruturas
públicas de incentivo à inovação, em especial a Fundação de Apoio à Pesquisa do
Distrito Federal (FAPDF), para que possam realizar o efetivo repasse dos recursos
destinados a esta área, gerando maior desenvolvimento econômico, científico e
tecnológico. Além disso, outras ações serão realizadas, tais como: criação de um
programa de encomendas tecnológicas, identificação e promoção de áreas
portadoras de futuro alinhadas com as vocações locais, e instituição de um Prêmio
de Tecnologias Inovadoras.
Compromissos
o Lançamento regular de Editais de financiamento à inovação pela FAPDF,
garantindo a continuidade da aplicação de recursos, em especial nas seguintes
áreas:
 Estímulos para novas empresas de base tecnológica – startups e incubadoras;
 Encomendas tecnológicas;
 Estímulo à inovação nas micro e pequenas empresas, inclusive mediante
extensão tecnológica e disponibilização de recursos não reembolsáveis,
conforme previsto da Lei da Inovação;
 Bolsas de pesquisa, professores visitantes, visitas técnicas e intercâmbio.
 Cadeias produtivas sustentáveis – potencialidades de Brasília:
 Pesquisas científicas.
o Criação de linha crédito do Banco Regional de Brasília (BRB) para empresas que
invistam em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
o Capacitação da FAPDF para exercer plenamente o seu papel institucional.
o Criação do Prêmio Candango de Tecnologias Inovadoras e Banco de Ideias
Inovadoras de Brasília.
o Elaboração de uma política distrital de Ciência, Tecnologia e Inovação.
o Criação de comitês técnicos de avaliação dos programas e investimentos da
FAPDF.
o Fortalecimento dos polos de desenvolvimento e vocações de Brasília, visando ao
aumento da geração de patentes e direito de autor, e à criação de um banco de
talentos da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
o Criação das Incubadoras voltadas para o público jovem em cada região de
Brasília, com apoio da UnB, do Sebrae e das Secretarias de Trabalho e de Ciência,
Tecnologia e Inovação. (Grifos nossos).

O programa de governo apresenta um diagnóstico muito frequente entre os


que militam na área: a enorme potencialidade do Distrito Federal em empreender um
caminho de desenvolvimento baseado na “economia do conhecimento”, dada sua
extraordinária disponibilidade de recursos humanos altamente qualificados e, ao
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mesmo tempo, o recorrente processo de perda desses recursos e de desperdício


daquela potencialidade, em função da “fuga de cérebros” para regiões mais
hospitaleiras a profissionais de alta qualificação.
Entre os objetivos e compromissos elencados vê-se a intenção de transformar
em políticas públicas as diretrizes para o setor assentadas na Lei Orgânica do DF.
Dentre esses compromissos, vale destacar o da “elaboração de uma política distrital
de Ciência, Tecnologia e Inovação”, exatamente no sentido da demanda apresentada
na presente Solicitação de Serviço.
Ainda com relação às ações governamentais na área de ciência e tecnologia,
a Lei de Diretrizes Orçamentárias do Distrito Federal para 2016, Lei nº 5.514/2015,
prevê recursos da ordem de R$ 207,8 milhões para a FAPDF, o que representa um
incremento nominal de 54,3% sobre a dotação do órgão em 2015. Entretanto, esses
recursos correspondem a apenas 1% da Receita Corrente Líquida prevista para o
próximo ano (R$ 20,8 bilhões), metade do estipulado no art. 195 da Lei Orgânica do
Distrito Federal, embora em consonância com a gradatividade na recuperação dessas
dotações prevista na Emenda à Lei Orgânica nº 69/2013, como se verá a seguir.
A LODF dedica um capítulo inteiro (o V, do Título V, “Da ordem econômica do
Distrito Federal”) ao tema da ciência e da tecnologia, estabelecendo as seguintes
diretrizes fundamentais à confecção de uma política pública para a área no DF:
Art. 193. O Distrito Federal, em colaboração com as instituições de ensino e pesquisa
e com a União, os Estados e a sociedade, reafirmando sua vocação de polo científico,
tecnológico e cultural, promoverá o desenvolvimento técnico, científico e a
capacitação tecnológica, em especial por meio de:
I – prioridade às pesquisas científicas e tecnológicas voltadas para o
desenvolvimento do sistema produtivo do Distrito Federal, em consonância com a
defesa do meio ambiente e dos direitos fundamentais do cidadão;
II – formação e aperfeiçoamento de recursos humanos para o sistema de ciência e
tecnologia do Distrito Federal;
III – produção, absorção e difusão do conhecimento científico e tecnológico;
IV – orientação para o uso do sistema de propriedade industrial e processos de
transferência tecnológica.
O art. 194 da LODF prevê que “o plano de ciência e tecnologia do Distrito
Federal estabelecerá prioridades e objetivos para o desenvolvimento científico e
tecnológico do Distrito Federal”, e ainda que:
§ 1º As ações e programas empreendidos em conformidade com o plano deverão
ser compatíveis com as metas globais de desenvolvimento econômico e social do
Distrito Federal.
§ 2º A dotação orçamentária para instituições de pesquisa do Distrito Federal será
determinada de acordo com as diretrizes e prioridades estabelecidas no plano de
ciência e tecnologia e constará da lei orçamentária anual.
§ 3º O Distrito Federal garantirá o acesso às informações geradas, coletadas e
armazenadas em todos os órgãos públicos ou em entidades e empresas em que
tenha participação majoritária, na forma da lei.
§ 4º A implantação e expansão de sistemas tecnológicos de impacto social,
econômico ou ambiental devem ter prévia anuência do Conselho de Ciência e
Tecnologia, na forma da lei.

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Já o art. 195 da LODF, cuja redação original mandava destinar à FAPDF uma
dotação mínima de 2% da receita orçamentária do DF, teve sua redação alterada pela
Emenda à Lei Orgânica-ELO nº 54/2009, que reduziu essa dotação para 0,5% da
Receita Corrente Líquida-RCL do DF, e viu sua redação ser novamente alterada pela
ELO nº 69/2013, passando essa dotação mínima a 2% da RCL, como se vê a seguir:
Art. 195. O Poder Público instituirá e manterá Fundação de Apoio à Pesquisa –
FAPDF, atribuindo-lhe dotação mínima de dois por cento da receita corrente líquida
do Distrito Federal, que lhe será transferida mensalmente, em duodécimos, como
renda de sua privativa administração, para aplicação no desenvolvimento científico
e tecnológico. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 69, de 2013.) 2.
Todavia, o art. 2º da ELO nº 69/2013, prevê que
o aumento no percentual promovido por esta Emenda à Lei Orgânica
deve ser implementado gradativamente, acrescendo-se ao percentual
de cinco décimos por cento:
I – um décimo de ponto percentual no exercício financeiro de 2014;
II – dois décimos de ponto percentual ao ano, a partir do exercício
financeiro de 2015, até atingir o percentual fixado por esta Emenda à
Lei Orgânica.
Quer dizer, o mandamento da LODF é para que a dotação orçamentária
mínima destinada à FAPDF corresponda, neste ano de 2015, a 0,8% da RCL, e no ano
que vem (2016), a 1% dessa receita. E atinja nos anos subsequentes o montante
correspondente a 1,2% (2017), 1,4% (2018), 1,6% (2019), 1,8% (2020), até alcançar,
finalmente, os 2% da RCL, em 2021.
Ainda como diretrizes e parâmetros a serem observados na elaboração da
política distrital de ciência e tecnologia, têm-se os seguintes dispositivos da LODF:
Art. 196. O Poder Público apoiará e estimulará instituições e empresas que
propiciem investimentos em pesquisa e tecnologia, bem como estimulará a
integração das atividades de produção, serviços, pesquisa e ensino, na forma da lei.
Parágrafo único. A lei definirá benefícios a empresas que propiciem pesquisas
tecnológicas e desenvolvimento experimental no âmbito da medicina preventiva e
terapêutica e produzam equipamentos especializados destinados ao portador de
deficiência.
Art. 197. O Distrito Federal criará, junto a cada polo industrial ou em setores da
economia, núcleos de apoio tecnológico e gerencial, que estimularão:
I – a modernização das empresas;
II – a melhoria da qualidade dos produtos;
III – o aumento da produtividade;
IV – o aumento do poder competitivo;

2
Texto original: Art. 195. O Poder Público instituirá e manterá Fundação de Apoio a Pesquisa –
FAPDF, atribuindo-lhe dotação mínima de dois por cento da receita orçamentária do Distrito Federal,
que lhe será transferida mensalmente, em duodécimos, como renda de sua privativa administração,
para aplicação no desenvolvimento científico e tecnológico.
Texto alterado: Art. 195. O Poder Público instituirá e manterá Fundação de Apoio à Pesquisa –
FAPDF, atribuindo-lhe dotação mínima de 0,5% (cinco décimos por cento) da receita corrente líquida
do Distrito Federal, que lhe será transferida mensalmente, em duodécimos, como renda de sua privativa
administração, para aplicação no desenvolvimento científico e tecnológico. (Artigo com a redação da
Emenda à Lei Orgânica nº 54, de 2009.)
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V – a capacitação, difusão e transferência de tecnologia.


Art. 198. O Distrito Federal celebrará convênios com as universidades públicas
sediadas no Distrito Federal para realização de estudos, pesquisas, projetos e
desenvolvimento de sistemas e protótipos.
Art. 199. O Poder Público orientará gratuitamente o encaminhamento de registro
de patente de ideias e invenções.
O primeiro artigo do Ato das Disposições Transitórias da LODF, por sua vez,
cria o Conselho de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal “a ser integrado por
representantes de entidades da sociedade civil e de órgãos governamentais envolvidos
com a geração e aplicação do conhecimento científico e tecnológico e com as
consequências e impactos delas resultantes, nos termos da lei”. Segundo o parágrafo
único, cabe ao Conselho formular, acompanhar e avaliar o plano de ciência e tecnologia
do Distrito Federal.
Na sequência da LODF, a Lei nº 1.824, de 13 de janeiro de 1998, que “dispõe
sobre o Conselho de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal”, estabelece ser o
Conselho órgão de deliberação coletiva de segundo grau, vinculado à Secretaria de
Estado de Desenvolvimento Tecnológico (art. 1º), competindo a ele “o
acompanhamento e a avaliação do plano de ciência e tecnologia do Distrito Federal,
assim como a gestão de programas de apoio a empreendimentos de base tecnológica”
(art. 2º).
Assim, uma questão que salta à vista é a da ausência de um plano de ciência
e tecnologia do Distrito Federal, conforme prevê o art. 194 da LODF, onde se deveriam
explicitar objetivos e prioridades a serem consideradas para determinar as dotações
orçamentárias das instituições de pesquisa locais3. Aliás, pode-se mesmo perguntar se
a demanda pela elaboração de uma política distrital de Ciência, Tecnologia e Inovação,
constante tanto da presente Solicitação de Serviço quanto do programa de governo
do Chefe do Poder Executivo, não seria satisfatoriamente atendida por meio da
elaboração do referido plano.
Como se vê, a Lei Orgânica já estabelece um conjunto bastante abrangente
de diretrizes, parâmetros e objetivos a serem observados na formulação de uma
política de ciência e tecnologia para o Distrito Federal.
A questão do financiamento governamental à ciência e à tecnologia no DF
recebe atenção, também, há vários anos, da Corte de Contas local (Processo nº
1.066/02). Em Sessão Ordinária realizada a 22/05/2003, o Tribunal de Contas do
Distrito Federal-TCDF aprovou “estudo especial elaborado pela 5ª ICE4 sobre o
montante de recursos orçamentários a serem destinados à Fundação de Apoio à
Pesquisa do Distrito Federal - FAPDF, considerando a determinação contida no art. 195
da Lei Orgânica do Distrito Federal, para atribuição de dotação mínima de 2% da

3
Com respeito a isso, observa-se que a CLDF requereu, em 22/04/2015, informações à Secretaria de
Estado de Ciência Tecnologia e Inovação a respeito da existência e/ou aplicação de plano de gestão
estratégica, mediante a aprovação do Requerimento nº 359/2015, de autoria do Deputado Joe Valle,
não se tendo notícia nesta Assessoria do atendimento ao mesmo.
4
Inspetoria de Controle Externo.
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receita orçamentária, transferida em duodécimos, mensalmente, como renda de sua


privativa administração, para aplicação no desenvolvimento científico e tecnológico”.
No referido estudo, a Corte de Contas manifesta estranheza pela vinculação
administrativa da FAPDF à Secretaria de Estado de Fazenda e Planejamento-SEFP, já
que ela esteve anteriormente vinculada diretamente à pasta de Ciência e Tecnologia
do Executivo. Defende a autoaplicabilidade do art. 195 da LODF, em face do
entendimento contrário de que o dispositivo exigiria regulamentação por lei distrital.
Discute as deduções de receita possíveis no cumprimento da determinação da Lei
Orgânica, que, em sua redação original fixava o mínimo de 2% da receita orçamentária
do DF, como visto. Aponta a alocação indevida de recursos destinados à FAPDF para
usos não correspondentes a sua destinação legal (apoio ao desenvolvimento científico
e tecnológico), tais como: “modernização do sistema de processamento de dados da
Secretaria de Estado de Fazenda e Planejamento”.
O TCDF apontava, ainda, a inexistência, até aquele momento, do plano de
ciência e tecnologia do Distrito Federal, previsto no art. 194 da LODF. À época, a SEFP
encaminhou ao tribunal minuta de plano elaborada no âmbito da FAPDF, trabalho que
teve seu término no final do ano de 2000 e contou com a colaboração de cerca de
300 (trezentas) pessoas oriundas de 40 (quarenta) instituições no processo de
consulta, incluindo universidades, faculdades, associações de classe, dentre outras.
Esse trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Ivan Rocha, Pró-Reitor de Pós Graduação
de Ensino e Pesquisa da Universidade Católica de Brasília.
...........................................
Quando da fusão do ICT com a FAPDF, houve a paralização do trabalho. Em razão
da alteração da competência não foi possível levar o projeto adiante, segundo
informação da FAP. (TCDF, Processo nº 1.066/02).
Finalmente, o Tribunal registrava a tramitação, nesta Câmara Legislativa, do
Projeto de Lei nº 228/2003, que almejava equacionar o problema da adequação da
dotação orçamentária destinada à FAPDF aos termos da LODF.
O PL nº 228/2003 deu origem à Lei nº 3.283, de 15 de janeiro de 2004, que
“define Receita Orçamentária do Distrito Federal para fins de aplicação do disposto no
art. 195 da Lei Orgânica do Distrito Federal”. Contudo, em lugar de resolver o
problema, a Lei nº 3.283/2004 foi declarada inconstitucional pelo TJDFT em setembro
de 2005 (ADI2004 00 2 009238-6).
Em resposta às recomendações do TCDF, o Poder Executivo encaminhou a
esta Casa o PL nº 1.656/2004, que “dispõe sobre a Política de Ciência, Tecnologia e
Inovação do Distrito Federal, e dá outras providências”, debatido em Comissão Geral
a 14/09/2006, nesta Casa, tendo a matéria, todavia, sido retirada de tramitação, por
solicitação do Governador, em 27/5/2007.
Posteriormente, o Poder Executivo apresentou proposta e conseguiu aprovar
nesta Casa a ELO nº 54, de 2009, que estabelecia a dotação mínima de 0,5% da
receita corrente líquida do Distrito Federal para a FAPDF, para aplicação no
desenvolvimento científico e tecnológico. E em 8/2/2011, foi apresentada, pelo
Deputado Wasny de Roure e outros, a Proposta de Emenda à Lei Orgânica do DF nº

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5/2011, que deu origem à ELO nº 69, de 7/11/2013, que consagra a situação atual de
destinação mínima de 2% da receita corrente líquida do Distrito Federal para a FAPDF,
com o aumento anual gradativo mencionado, até atingir esse percentual.
Pudemos verificar que o próprio Deputado solicitante requereu, juntamente
com o Deputado Wasny de Roure, a realização de Audiência Pública para debater o
tema da Ciência e Tecnologia (Requerimento nº 1.825/2012), sessão esta realizada
em 17/10/2012, contando com a participação de representantes da Secretaria de
Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF-SECT, da Fundação de Apoio à
Pesquisa do Distrito Federal-FAPDF, da Universidade de Brasília-UnB, da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC, da Embrapa Hortaliças e da Rede Pró-
Centro-Oeste de Pesquisa e Inovação.
Nessa Audiência Pública, denominada “em defesa da ciência e da tecnologia
no DF”, os dois pontos principais em discussão foram a redução de recursos financeiros
para a área, especialmente para a FAPDF, com o consequente cancelamento de editais
e a paralização de projetos de pesquisa, e o desvio de finalidade na aplicação desses
recursos, muitas vezes orientados a ações como inclusão digital e bolsas de
graduandos em faculdades privadas, em detrimento do financiamento aos projetos de
pesquisa científica no DF.
Finalmente, em 14/10/2014, foi registrada na Casa a Frente Parlamentar da
Ciência, Tecnologia e Inovação, fruto da aprovação do Requerimento nº 3.372/2014,
de autoria do Deputado Joe Valle. Tal requerimento incorporou Carta Aberta da
comunidade científica à CLDF que propugna por ações em vinte e um temas
prioritários: 1. Elaboração de Plano de Estado do DF para CT&I (20 anos); 2.
Reformulação e renovação do CONCITI (Conselho Distrital de Ciência e Tecnologia);
3. Autonomia para a FAPDF; 4. Especificação orçamentária para a FAPDF; 5.
Implantação da Universidade Distrital; 6. Definição de plano de gestão, modernização
e desburocratização para instituições públicas de CT&I no GDF; 7. Modernização dos
marcos regulatórios e arranjos jurídicos; 8. Estabelecimento de política integrada para
a implantação de parques tecnológicos; 9. Desenvolvimento de política de atração do
setor produtivo industrial de base tecnológica; 10. Estabelecimento de políticas para o
desenvolvimento, fomento e utilização de tecnologias sociais; 11. Utilização de
princípios e conhecimentos da CT&I nos órgãos do GDF; 12. Criação de um orçamento
próprio para CT&I formado por emendas parlamentares da bancada Distrital e Federal;
13. Implantação de política integrada para o fomento e incentivo ao
empreendedorismo em CT&I; 14. Implantação de política de atração do setor
produtivo das microempresas de base tecnológica; 15. Apoio e fomento para a difusão,
informação e comunicação dos assuntos de CT&I; 16. Estabelecimento de política para
a internacionalização das atividades de CT&I; 17. Ampliação da relação com o Governo
Federal para políticas de CT&I; 18. Implantação do estudo de conteúdos de CT&I no
ensino fundamental e médio; 19. Implantação de políticas de desenvolvimento de
mão-de-obra para o longo prazo; 20. Apoio na realização de eventos para a
popularização da CT&I e 21. Estabelecimento de políticas de apoio e fomento para
tecnologias sustentáveis5.
5
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=8959#
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Assessoria Legislativa - ASSEL
Unidade de Saúde, Educação, Cultura e Des. Científico e Tecnológico - USE

Uma vez mais surge uma demanda – “elaboração de Plano de Estado do DF


para CT&I (20 anos)” – que pensamos poder ser apropriadamente atendida por meio
da confecção do plano de ciência e tecnologia do Distrito Federal previsto no art. 194
da Lei Orgânica do Distrito Federal.
Algumas outras demandas já se encontram em pleno curso na Casa, como a
da autonomia financeira e do fortalecimento e modernização organizacional da FAPDF
e a da criação da Universidade do Distrito Federal, ou constam do programa de
governo do Chefe do Poder Executivo, como o fomento ao uso de tecnologias sociais
e sustentáveis e ao ensino tecnológico, além da implantação de parques tecnológicos.
Há, portanto, uma série de propostas de políticas públicas sugeridas ou em
fase de implementação que, todavia, não foram reunidas sistematicamente numa
política distrital de ciência e tecnologia, como requerido na presente Solicitação de
Serviço, ou mesmo em um plano de ciência e tecnologia do Distrito Federal, como
previsto no art. 194 da LODF.
Mais recentemente, foram aprovadas mudanças constitucionais relacionadas
à área de ciência, tecnologia e inovação, por meio da Emenda Constitucional nº
85/2015, de fevereiro deste ano, que “altera e adiciona dispositivos na Constituição
Federal para atualizar o tratamento das atividades de ciência, tecnologia e inovação”.
O objetivo da EC nº 85/2015 foi atualizar as disposições constitucionais
referentes ao arcabouço legal para a ciência, a tecnologia e a inovação no país, tendo
em vista as profundas mudanças ocorridas nessa área desde a promulgação da
Constituição Federal, em 1988, especialmente no que tange ao esgotamento das
estratégias convencionais de estímulo ao desenvolvimento econômico e social.
Na justificação da PEC nº 290/2013 (nº 12/2014, no Senado), de autoria da
Deputada Margarida Salomão e de outros deputados, que deu origem à EC nº 85/2015,
explicita-se o objetivo de “retomada de ímpeto da pesquisa nacional e da criação de
soluções tecnológicas adequadas a nossos desafios econômicos e sociais”.
Os proponentes da alteração constitucional ressaltaram ainda a importância
da inovação para o setor produtivo, o que requer a ampliação do escopo da norma
constitucional no sentido de incorporar o termo “inovação” tanto com vistas a
fundamentar ações articuladas entre academia e setor produtivo quanto para reforçar
a participação do Estado no estímulo à tecnologia de ponta.
Nesse sentido, buscava-se retirar do texto constitucional a noção de separação
rígida entre pesquisa básica e pesquisa tecnológica, ou aplicada, claramente
incondizente com a realidade atual de transbordamento contínuo da pesquisa à
inovação tecnológica e produtiva.
O coroamento da proposta é a institucionalização de um Sistema Nacional de
Ciência, Tecnologia e Inovação, articulando ações das esferas federal, estadual e
municipal, desburocratizando procedimentos, viabilizando novas formas de trabalho e
abrindo novas possibilidades de colaboração e parceria entre instituições de pesquisa
e empresas inovadoras.

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Na sequência da alteração constitucional, foi apresentada nesta Casa a


Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 15/2015, de autoria do Deputado Reginaldo
Veras e outros, buscando adequar a Lei Maior do Distrito Federal às novas
determinações constitucionais.
Em reforço ao caminho trilhado pela EC nº 85/2015, a Câmara dos Deputados
aprovou, em 9 de julho passado, o PL nº 2.177/11, que institui o Código Nacional de
Ciência, Tecnologia e Inovação, e que promove uma série de alterações importantes
no marco jurídico-institucional do tratamento da área no país. Entre essas alterações
pode-se destacar a dispensa de licitação para a administração pública, na contratação
de micro, pequenas e médias empresas para prestação de serviços ou fornecimento
de bens que comportem aplicação sistemática de conhecimentos científicos e
tecnológicos, desburocratização e facilitação da importação de insumos e
equipamentos, novas formas de participação financeira do poder público no setor –
como bônus tecnológico, encomenda tecnológica, incentivos fiscais, concessão de
bolsas e uso direcionado do poder de compra do Estado –, além da possibilidade de a
União, os estados, o Distrito Federal e os municípios repassarem recursos a projetos
de pesquisa diretamente aos pesquisadores vinculados às instituições de pesquisa.
Além disso, consultando o sistema de tramitação de proposições da Casa
(Legis), verificamos a existência de três proposições tramitando, de autoria do próprio
Deputado demandante, que sugerem diversos pontos que merecem ser incorporados
àquela política: são elas o PL nº 1.979/2014, que “dispõe sobre a Política de Incentivos
à Pesquisa Científica e Tecnológica e à Inovação no ambiente produtivo no Distrito
Federal e dá outras providências”, o PL nº 1776/2014, que "dispõe sobre praças
digitais no âmbito do Distrito Federal”, e o PL nº 1777/2014, que “institui as diretrizes
para Política Distrital de Gestão do Conhecimento e Inovação e dá outras
providências”.
Assim, considerando o exposto, sugere-se ao Deputado solicitante a
proposição à Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência,
Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo – CDESCTMAT de realização de Seminário, com
ampla divulgação em todo o Distrito Federal, para debater as diretrizes para a política
de ciência e tecnologia no Distrito Federal e para a elaboração do plano de ciência e
tecnologia do DF, previsto no art. 194 da LODF, com o convite de participação, entre
outros6, a representantes das seguintes entidades:
1. Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do DF;
2. Secretaria de Estado de Educação do DF;
3. Fundação de Amparo à Pesquisa-FAPDF;
4. Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde-FEPECS;
5. Universidade de Brasília-UnB – especialmente seu Decanato de
Pesquisa;
6. Instituto Federal Brasília-IFB;
7. Universidade Católica de Brasília-UCB;

6
Duas fontes úteis para a identificação de outras entidades potencialmente importantes para participar
desse debate são a Rede Inovação (http://www.rededeinovacao.org.br/parceiros/ICTs.aspx) e o
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (http://www.mcti.gov.br/entidades-vinculadas1).
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8. Ministério da Ciência e Tecnologia-MCT;


9. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq;
10. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia-Ibict;
11. Centro de Gestão e Estudos Estratégicos-CGEE;
12. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa (com suas
diversas unidades: Cerrado, Hortaliças, Cenargen etc.);
13. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal-
Emater/DF;
14. Fundação Oswaldo Cruz-Fiocruz;
15. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC;
16. Agência Brasileira de Inteligência-Abin (especialmente o Centro de
Pesquisas e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações-
Cepesc)
17. Polícia Federal (sua área técnico-científica);
18. Polícia Civil do DF (especialmente o Instituto de Criminalística-IC);
19. Associação Nacional dos pesquisadores, empresários e gestores de
C&T;
20. Federação das Indústrias de Brasília-Fibra7;
21. Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial-ABDI;
22. Sindicato dos Professores no DF-Sinpro/DF.

Sugerimos ainda que se procure resgatar, junto à FAPDF, a mencionada


minuta de plano de ciência e tecnologia, elaborada ao final do ano 20008, para ser
encaminhada junto às determinações constitucionais e legais aqui expostas, bem
assim a Carta Aberta da comunidade científica à CLDF, do final do ano passado (2014),
como material básico de subsídio ao debate, para as entidades convidadas.
Continuamos à disposição desse Gabinete para quaisquer esclarecimentos ou
outras demandas que se apresentem a esta Assessoria.
Atenciosamente,

Kleber Chagas Cerqueira


Consultor Legislativo

7
Por conta da conveniência de impulsionar parcerias público-privadas.
8
Conforme o Processo nº 1.066/02, do TCDF, anteriormente referido (ver DODF nº 107, de 5/6/2003,
Seção 1, p. 39).
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