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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

INSTITUTO DE LETRAS
DEPARTAMENTO DE LINGUÍSTICA, PORTUGUÊS E LÍNGUAS CLÁSSICAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA
GRUPO DE ESTUDOS CRÍTICOS E AVANÇADOS EM LÍNGUAGEM (GECAL)

CADERNO DE RESUMOS E PROGRAMAÇÃO

24 A 27 DE JULHO DE 2018

BRASÍLIA – DF
COMISSÃO ORGANIZADORA DO CIELIN

COORDENAÇÃO GERAL DO CIELIN


Prof. Dr. Kleber Aparecido da Silva (UnB)

ASSISTENTES DE COORDENAÇÃO
Profa. Dra. Cátia Regina Braga Martins (Universidade de Toronto/Canadá)
Profa. Dra. Cleide Lemes da Silva Cruz (IFB)
Prof. Me. Júnio César Batista de Sousa (IFB)
Prof. Me. Juscelino Francisco do Nascimento (UFPI/UnB)

Comissão Científica
Profa. Dra. Ana Paula Martinez Duboc
Profa. Dra. Beatriz Gama Rodrigues
Profa. Dra. Catia Regina Braga Martins
Profa. Dra. Clarissa Menezes Jordão
Prof. Dr. Daniel Silva
Profa. Dra. Darcília Simões
Profa. Dra. Elaine Mateus
Profa. Dra. Fabíola Sartin
Profa. Dra. Fernanda Liberali
Prof. Dr. Hélvio Frank
Profa. Dra. Ismara Eliane Vida de Souza Tasso
Profa. Dra. Kyria Rebeca Finardi
Prof. Dr. Lynn Mário Menezes de Souza
Profa. Dra. Maria del Carmen Aranda
Profa. Dra. Mariana Mastrella-de-Andrade
Profa. Dra. Paula Maria Cobucci Ribeiro Dias
Prof. Dr. Renato Cabral Rezende
Profa. Dra. Vânia Cristina Casseb-Galvão
Prof. Dr. Vilson Leffa
SUMÁRIO

1 - PROGRAMAÇÃO............................................................................................ 5 a 39

2 - RESUMOS PALESTRAS E MESAS REDONDAS.........................................40 a 56

3 - RESUMOS COMUNICAÇÃOES E POSTERS..............................................57 a 191


PROGRAMAÇÃO

5
Linha Temática - Educação Docente

Nº. Data Horário Sala Título

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


1 24/07 Tarde FE5- Letramento Acadêmico: práticas docentes na universidade
Natália Luiza da Silva
Sala 6

2 24/07 Tarde FE5- Ensino-Aprendizagem de Língua Espanhola por meio da retextualização como processo de tradução: reflexões teóricas e
Sala 6 práticas
Camila Teixeira Saldanha
3 24/07 Tarde FE5- Formação docente e oralidade: o desenvolvimento de capacidades docentes durante o estágio supervisionado
Sala 6 Pilar Mattos
4 24/07 Tarde FE5- O aluno de Língua Portuguesa – tecendo sua autoimagem em relatos autoavaliativos
Sala 6 Luciene Fernandes Loures
5 24/07 Tarde FE5- Reflexão sobre a construção de sequências didáticas para a formação de professores de espanhol
Sala 6 Nivia Aniele Oliveira
6 24/07 Tarde FE5- Leitura no Ensino funcamental: “diário de leituras, leituras diárias”
Sala 6 Mariana Batista do Nascimento Silva

6
Linha Temática - Ensino-aprendizagem de Língua(s)

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


7 24/07 Tarde FE1-Sala Entendendo o ensino de inglês para crianças: uma aproximação por meio da análise de necessidades
Thais Blasio Martins
4

Tarde FE1-Sala A aplicabilidade das máximas conversacionais em prova oral de inglês


8 24/07 Célia Araújo Neta
4
Thalita Arré

24/07 Tarde FE1-Sala Formação e docência de professores de Libras: discussões e reflexões atuais
9 Andréa Guimarães de Carvalho
4

24/07 Tarde FE1-Sala Formação e docência de professores de libras: discussões e reflexões atuais.
10 Renata Rodrigues de Oliveira Garcia
4
Gilmar Garcia Marcelino
(Com INTÈRPRETE DE LIBRAS)
24/07 Tarde FE1-Sala Atividades didáticas baseadas em corpora para o desenvolvimento da competência colocacional no Ensino
11 Fundamental
4
Elaine Cristina Ferreira De Oliveira

12 24/07 Tarde FE1 O fascínio em aprender uma segunda língua


Adriana Aparecida Carvalho Pereira
Sala 4
Rosangela Lazaretti

13 24/07 Tarde FE1 A escrita em espiral no Ensino Médio


Sala 4 Lívia Letícia Zanier Gomes

7
Linha Temática - Estudos dos Gêneros

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


14 24/07 Tarde FE 1 Pesquisa em ensino de texto na escola: o relato pessoal a serviço do escrever sobre o que está perto
Sala 3 Daniela Favero Netto
Adauto Locatelli Taufer

15 24/07 Tarde FE 1 Histórias em quadrinhos e formação de leitores críticos e criativos no ensino fundamental
Sala 3 Zukleia Pereira Cabral Cipriano

16 24/07 Tarde FE 1 A tradução pedagógica por meio de uma proposta de sequência didática: o gênero publicidade em cena
Sala 3 Maria José Laiño
17 24/07 Tarde FE 1 A ampliação do projeto mulheres inspiradoras como ação coletiva de resistência: uma análise discursiva crítica do
Sala 3 gênero exposição oral
Valéria Gomes Borges Vieira
18 24/07 Tarde FE 1 Gêneros orais e protagonismo discente na Educação de Jovens e Adultos
Sala 3 Jairo Moratório do Carmo

19 24/07 Tarde FE 1 O gênero histórias em quadrinhos impressas e digitais: uma proposta didática pautada na gramática do design visual
Sala 3 Conceição Maria Alves De Araújo Guisardi

8
Linha Temática - Identidade(s) e Subjetividades

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


Tarde FE5 Práticas de leitura e escrita em perspectiva crítica: o que dizem os/as estudantes sobre o projeto mulheres inspiradoras?
20 24/07 Atauan Soares de Queiroz
Sala 7

Tarde FE5 As marcas da resistência presentes nos muros da universidade: pichações e seus efeitos
21 24/07 Sala 7
Érica Daniela de Araújo

22 24/07 Tarde FE5 A representação identitária do negro em capas das revistas Veja e Raça Brasil
Sala 7 Daniel Fernandes Costa
Arlete Ribeiro Nepomuceno

23 24/07 Tarde FE5 A linguagem humanista como fator de construção de identidade na peça shakespeariana Macbeth
Sala 7 Cinthya Luciano Loureiro
24 24/07 Tarde FE5 Narrativas de ocupação: identidade, gênero e horizontalidade
Sala 7 Débora Muramoto

25 24/07 Tarde FE5 Identidade indígena e resistência: os mekragnotire, panará e os desafios da pós-modernidade
Sala 7 Ilaine Ines Dona

26 24/07 Tarde FE5 Narrativas de alunos surdos e intérpretes de libras com situações de conflito na sala de aula
Sala 7 Glauber de Souza Lemos

9
Linha Temática - Linguagem, Discurso e Sociedade

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


27 24/07 Tarde FE5 A Linguística Aplicada na contemporaneidade e suas contribuições para os estudos da linguagem
Sala 8 Romeu Donatti
Sara Cristina Gomes Pereira

28 24/07 Tarde FE5 Leitores e Literatura


Sala 8 Juliana Alves Menezes

29 24/07 Tarde FE5 O ensino de Literatura e História na educação básica a partir de uma concepção de língua como transgressão:
Sala 8 escrevivências nas obras de Eliane Potiguara e Scholastique Mukasonga
Bruna Paiva de Lucena
Cristiane de Assis Portela

30 24/07 Tarde FE5 Identidade, alteridade e interculturalidade na cultura amazônica.


Sala 8 Ana Cláudia Dias Ribeiro

31 24/07 Tarde FE5 Discurso e Identidade: a construção das identidades por meio do espaço em interações com “menores infratores”.
Sala 8 Denilson de Souza Silva

32 24/07 Tarde FE5 Por um ensino de literatura transgressivo e indisciplina


Sala 8 Thyago Madeira França

10
Linha Temática - Materiais Didáticos

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


Tarde FE1 Leitura e léxico: análise de atividades de vocabulário em livros-didáticos de inglês como língua estrangeira
33 24/07 Bruno de Azevedo
Sala 2
Leda Maria Braga Tomitch

34 24/07 Tarde FE1 Jardim Sensorial: um novo sentido de interpretação


Boninne Monalliza Brun Moraes
Sala 2
Jackeline Cabral Loureiro de Almeida

35 24/07 Tarde FE1 Os enunciados verbo-visuais no livro didático: analisando atividades de leitura e seus norteamentos teórico-
metodológicos
Sala 2
Julianny de Lima Dantas Simião

Linha Temática - Multimodalidade

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


Tarde FE5 O uso de textos multimodais da internet para o ensino de fonologia: um relato de experiência
36 24/07 Gislene Silva
Sala 5

11
37 24/07 Tarde FE5 A referenciação em textos multimodais: uma análise a partir da leitura de charges
Lidiane Camargos
Sala 5

38 24/07 Tarde FE5 A compreensão leitora na perspectiva multimodal: um aplicativo de ensino de Português para médicos cubanos residentes
no Brasil pelo Programa Mais Médicos
Sala 5
Suiane Bezerra da Silva

39 24/07 Tarde FE5 O processo de construção de significado de alunos com deficiência visual a partir da leitura de textos multimodais
Paolla Cabral Silva Brasil
Sala 5

40 24/07 Tarde FE5 A escrita em espiral no Ensino Médio


Lívia Letícia Zanier Gomes
Sala 5

41 24/07 Tarde FE5 O papel do jogo pedagógico na aprendizagem da língua inglesa no Ensino Fundamental em perspectiva Comunicativa
Claudecy Campos Nunes
ala 5

(Multi)Letramento

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


42 24/07 Tarde FE5 Leitura, multiletramentos e ensino: um relato sobre a gincana literária como evento dialógico na prática leitora de
Sala 9 estudantes do 3º ano do Ensino Médio.
Keyla Alves Pimentel da Silva

12
43 24/07 Tarde FE5 Letramento digital: teoria e prática
Sala 9 Bárbara Amaral
44 24/07 Tarde FE5 Pronomes indefinidos: uma proposta de ensino
Sala 9 Joana Costa
45 24/07 Tarde FE5 Reflexões sobre o ensino de língua inglesa na EJA: uma proposta de letramento crítico
Sala 9 Mariana Ruiz Nascimento
Walkiria Felix Dias

46 24/07 Tarde FE5 Utilização de textos antigos em contexto moderno no ensino de nomes de povos e países em Esperanto
Sala 9 Luiz Claudio Oliveira
47 24/07 Tarde FE5 Multiletramentos: novas possibilidades socioculturais e pedagógicas na formação inicial de professores
Sala 9 Micaela Echenique
Coautoria com Veruska Ribeiro Machado

Linha Temática - Plurilinguismo

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


Tarde FE5 Consequências do contato linguístico no Espírito Santo: o léxico de bilíngues em Vêneto e Português
48 24/07 Edenize Peres
Sala10

49 24/07 Tarde FE5 Escola bilíngue: que lugar é esse? Narrativas sobre culturas, interculturalidade e fronteiras
Antonieta Megale
Sala10

13
50 24/07 Tarde FE5 Discurso monolíngue e práticas de translinguismo: um estudo sobre os enunciados dos alunos do ensino médio
Noemia Souza
Sala10

51 24/07 Tarde FE5 Abordagem de intercompreensão: possibilidades e limitações para uma educação brasileira multilíngue
Nathielli de Souza Moreira
Sala10

52 24/07 Tarde FE5 Validação interlocutória e adaptação discursiva de uma criança bilíngue
Júlia Iaione Roque
Sala10

Políticas Linguísticas

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


24/07 Tarde FE1 A inserção das práticas sociais de uso da língua em documentos curriculares nacionais no Brasil: dos PCN à BNCC
53 Sala 6 Luiz Eduardo Batista

24/07 Tarde FE1 Um olhar sobre a concepção de língua(gem) nos documentos de ensino de língua portuguesa no Brasil
54 Sala 6 Sueder Santos de Souza

55 24/07 Tarde FE1 Concepções e propostas para a oralidade na BNCC: uma investigação
Sala 6 Gisele de Oliveira

56 24/07 Tarde FE1 Abordagem de ensino por meio de estratégias: um olhar sobre as orientações oficiais
Sala 6 Nilze Maria Malaguti

14
57 24/07 Tarde FE1 Políticas de ensino de línguas para crianças
Sala 6
Em tempos de globalização no cenário europeu
Carine Guedes

Linha Temática - Sociolinguística

1º dia - 24/07/2018 – Tarde


58 24/07 Tarde FE1- Uma análise discursiva das relações imaginárias dos catadores de materiais recicláveis e dos coletores de resíduos sólidos
em Colíder – Mato Grosso
Sala 1
Cristinne Leus Tomé
Regina Uemoto Maciel Martins

59 24/07 Tarde FE1- A supressão do [r] em final de vocábulo na escrita de discentes do Ensino Médio
Maria Perpétuo Socorro Conceição da Silva
Sala 1

60 24/07 Tarde FE1- Presença/ausência do artigo definido diante de antropônimos na fala de Dianópolis – TO
Grasiele Silva Amorim
Sala 1

61 24/07 Tarde FE1- Atos de fala (in)diretos como estratégias de (im)polidez


Bernd Renner
Sala 1

15
Linha Temática - Tecnologia e Linguagem

1º dia - 24/07/2018 – Tarde

62 24/07 Tarde FE5 Ciberdidática para o letramento literário: um processo que conduz à alteridade
Jadlla Cruz do Amparo
Sala 11

63 24/07 Tarde FE5 Tecnologia educacional acentuação financeira


Patrick Marques
Sala 11

64 24/07 Tarde FE5 Conexões híbridas: compartilhando códigos, linguagens e suas tecnologias
Mariana da Silva Neta
Sala 11

65 24/07 Tarde FE5 Plataformas digitais e a formação do professor de língua inglesa


Dayana Teles de Barcelos
Sala 11
Carla Conti Freitas

66 24/07 Tarde FE5


Entre os nossos desejos e sua concretização, entre os nossos sonhos e realizações: a apropriação das tecnologias no ensino de
Sala 11
língua inglesa
Ariane Peixoto Mendonça

67 24/07 Tarde FE5 Mobile learning e aprendizagem colaborativa pelo Twitter: escrita em inglês no contexto de cursos livres
Vânia Carvalho De Castro
Sala 11
Reinildes Dias

16
Linha Temática - Educação Docente

Nº. Data Horário Sala Título

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


68 25/07 Manhã FE5 As representações sobre avaliação da aprendizagem no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência
Sala 11 Cassia Aparecida da Silva

69 25/07 Manhã FE5 Saberes e práticas docentes inerentes ao projeto “espanhol para curso técnico em eventos” do Instituto Federal de
Sala 11 Brasília – Campus Ceilândia
Micheli Suellen Neves Gonçalves

70 25/07 Manhã FE5 Professoras iniciantes e as vivências com a língua inglesa enquanto discentes na educação básica: influências na
Sala 11 prática docente
Fernanda Cardoso
71 25/07 Manhã FE5 Das escolhas que fazemos: perspectivas críticas de formação docente e educação linguística traduzidas na práxis do
Sala 11 estágio de língua inglesa
Valéria Rosa da Silva

72 25/07 Manhã FE5 Formação de professores de línguas e a avaliação da aprendizagem


Sala 11 Maria Inês Vasconcelos Felice

73 25/07 Manhã FE5 Pesquisas sobre letramento literário e seus impactos na formação de professores
Sala 11 Rosemar Eurico Coenga

17
Linha Temática - Ensino-aprendizagem de Língua(s)

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


74 25/07 Manhã FE5 O ensino da língua materna e a heterogeneidade da língua no contexto escolar
Sala 4 Elizandra Hoffmann

75 25/07 Manhã FE5 A escolarização do português como língua estrangeira no Chile


Sala 4 Yeris Gerardo Láscar Alarcón

76 25/07 Manhã FE5 Diversificadas como estratégia motivacional para aprender inglês no Ensino Médio
Sala 4 Camila Miranda Baia

77 25/07 Manhã FE5 O ensino médio em foco: a língua inglesa no estado de Tocantins
Sala 4 Ana Cristina Messias Rodrigues

78 25/07 Manhã FE5 A argumentação e a análise linguística nas aulas de inglês como língua estrangeira: um estudo de caso de uma
Sala 4 atividade para aprendizes iniciantes de inglês
Thiago Magno de Carvalho Costa

79 25/07 Manhã FE5 A competência leitora em espanhol como língua Estrangeira pelas lentes da complexidade
Sala 4 Rosyanne Lourenço

80 25/07 Manhã FE5 A agência do professor e o ensino e aprendizagem de LI no contexto do novo currículo de referência da rede estadual
Sala 4 de Educação de Goiás
Carla Pereira de Oliveira

18
Linha Temática - Estudos dos Gêneros

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


81 25/07 Manhã FE5 Os gêneros no ENEM de língua inglesa
Sala 5 Amanda Petry Radünz

82 25/07 Manhã FE5 Uma proposta funcionalista para o ensino das proposições relacionais no gênero tirinha
Sala 5 Luciano Araújo Cavalcante Filho

83 25/07 Manhã FE5 Um estudo sobre o gênero anotação e seus reflexos na aprendizagem discente
Sala 5 Ana Paula da Silva

84 25/07 Manhã FE5 Perspectivas de ensino de gêneros orais no livro didático de língua portuguesa
Sala 5 Raquel de Carvalho Souza Costa

85 25/07 Manhã FE5 A Ironia nas Tirinhas da Mafalda: uma proposta de intervenção sob uma perspectiva multissemiótica
Sala 5 Camila Polyane Souza Felício
Arlete Ribeiro Nepomuceno
Daniele Maciel Lopes

86 25/07 Manhã FE5 Um recorte sobre o foco leitura sobre os gêneros textuais em avaliações externas de língua portuguesa
Sala 5 Marcele Lopes

87 25/07 Manhã FE5 A correção em função da reescrita de textos no espaço escolar


Sala 5 Heloize Moura
19
Linha Temática - Identidade(s) e Subjetividades

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


88 25/07 Manhã FE5 Rastros femininos na tessitura narrativa de Ágras Emendadas
Sala 10 Maria Flávia Pereira Barbosa

89 25/07 Manhã FE5 O papel das emoções na prática de uma professora de inglês em formação inicial
Sala 10 Alyne Raíssa Gomes

90 25/07 Manhã FE5 Crenças e ideologias na construção de identidades de professores e crianças por meio do ensino de LE
Sala 10 Camila Mara Andrade Silva

91 25/07 Manhã FE5 Identidade, metáfora e as iniciativas em polh - português como língua de herança
Sala 10 Mônica Carneiro

92 25/07 Manhã FE5 Portas abertas: gradativa evasão de um projeto escolar de reconhecimento identitário, empoderamento e
Sala 10 representatividade LGBTT
Leonardo da Cunha Mesquita Café

93 25/07 Manhã FE5 Comparação dos movimentos oculares de duas crianças durante a leitura de problemas matemáticos:
Sala 10 um estudo de caso
Sanny Duarte
Angela Maria Santana (mesmo trabalho 2280)
Angela Ines Klein (mesmo trabalho 2084)

20
Linha Temática - Linguagem, Discurso e Sociedade

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


94 25/07 Manhã FE5 A(s) crise(s) no ensino de leitura e escrita à luz da Neurolinguística Discursiva: processos históricos e sociais na
Sala 6 formação docente que culminaram na patologização da educação
Isabella de Cássia Netto Moutinho

95 25/07 Manhã FE5 A representação de cultura nos gêneros do programa Inglês sem Fronteiras
Sala 6 Talita Valcanover Duarte
Amanda de Mendonça Pretto

96 25/07 Manhã FE5 Dialogismo e a pesquisa em educação


Sala 6 Paula Crepaldi Campião
Gabriela Barbosa Souza

97 25/07 Manhã FE5 O emprego de itens lexicais em textos de linguagem jurídica: palavras e expressões não dicionarizadas
Sala 6 Ketlen Neves e Silva Rodrigues
Giselle Salgado Ferreira Fatureto

98 25/07 Manhã FE5 (Des)caminhos dos sentidos do público e privado no discurso da Lei das parcerias público-privadas
Sala 6 Antônio Castro do Amaral

99 25/07 Manhã FE5 Discursos Parlamentares Extremistas e Crise no Brasil: análise discursiva crítica e multimodal
Sala 6 Rosane Queiroz Galvão

100 25/07 Manhã FE5 A criatividade na escrita institucionalizada: (im)possibilidades


Sala 6 Priscilla Felipe Borges de Freitas

21
Linha Temática - Materiais Didáticos

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


101 25/07 Manhã FE5 Os impactos da elaboração de material didático no processo formativo do professor na educação básica
Sala 7 Caroline Souza Ferreira

102 25/07 Manhã FE5 A coleção didática linguagens em conexão e seus objetos educacionais digitais
Sala 7 Eliana Merlin Deganutti de Barros
103 25/07 Manhã FE5 O ensino de Língua Portuguesa e as contribuições do livro didático
Sala 7 Lília Brito da Silva

104 25/07 Manhã FE5 Aquisição de segunda língua: análise fundamentada na obra de Vera Lúcia Menezes e Paiva
Sala 7 Alessandra Correa da Silva Ferreira
Suzana Fabrim

105 25/07 Manhã FE5 Metodologias de ensino de língua portuguesa para professores indígenas yanomamis, da terra indígena Yamomami, em
Sala 7 Boa Vista - Roraima
José Ângelo Almeida
Francisca Ângela de Oliveira Sousa
106 25/07 Manhã FE5 A polifonia de locutores na redação do ENEM: um caminho para o ensino de línguas
Sala 7 Mônica Ferraz
Ana Cecylia de Assis e Sá

22
(Multi)Letramento

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


107 25/07 Manhã FE5 Multiletramentos e Letramento Crítico em produção colaborativa entre Professores de Língua Inglesa em Formação
Sala 8 Adriana Carvalho Capuchinho

108 25/07 Manhã FE5 Redesenho da sequência didática por meio dos multiletramentos – uma proposta para formadores
Sala 8 Grassinete de Albuquerque Oliveira

109 25/07 Manhã FE5 Uma análise dos resultados do protocolo Mais PAIC em leitura no 2ª ano do Ensino Fundamental I no Ceará
Sala 8 Sammya Santos Araújo

110 25/07 Manhã FE5 PLICKERS: multiletramentos na formação de professores de línguas


Sala 8 Cristiane Ribeiro Magalhães

111 25/07 Manhã FE5 Estratégias Metacognitivas e Sociocognitivas no Processo de Ensino-Aprendizagem da Leitura intertextual
Sala 8 Marilene de Souza Araújo Leite

112 25/07 Manhã FE5 Representação do Amor em cartas de aconselhamento: uma análise de Avaliatividade
Sala 8 Graziela Fachim
113 25/07 Manhã FE5 Letramento: modelo ideológico ou política de escolarização e pedagogização
Sala 8 Fabiene de Oliveira Santos

23
Linha Temática - Sociolinguística

2º dia - 25/07/2018 – Manhã


114 25/07 Manhã FE5 Concepções e princípios do Ensino Médio Integrado: a dimensão cultural e a disciplina de Língua Inglesa
Sala 9 Maria Glalcy Fequetia Dalcim

115 25/07 Manhã FE5 Variação diacrônica do grau de transparência linguística do português brasileiro
Sala 9 Alessandra Regina Guerra

116 25/07 Manhã FE5 Diálogos entre História e Literatura: temporalidade, distopia e nação na pós-modernidade
Sala 9 Aline Lima Pereira

117 25/07 Manhã FE5 Objeto direto anafórico na fala Tefeense


Sala 9
Alessandra de Souza Vasconcelos
Ana de Nazaré Egas Praia

118 25/07 Manhã FE5 As contribuições da teoria dos exemplares na Variante do R no falar portuense
Sala 9 Auricélia Alencar da Silva Fernandes

119 25/07 Manhã FE5 A variação linguística de concordância verbal e a relação com o letramento
Sala 9 Jaciara Carvalho Costa
Mônica Fontenelle Carneiro

120 25/07 Manhã FE5 Um estudo etimológico da microconstrução quando é fé


Sala 9 Evandro Gonçalves

24
Linha Temática - Tecnologia e Linguagem

2º dia - 25/07/2018 –Manhã


121 25/07 Manhã FE1 Tecnologias assistivas: um novo paradigma de mudança na efetivação de multiletramento de estudantes Deficientes
Sala 4 Visuais (DV)
Jandira Azevedo da Silva

122 25/07 Manhã FE1 Whatsapp: conscientização política pelo viés dos multiletramentos para a LI
Sala 4 Mírian Nichida

123 25/07 Manhã FE1 O uso de tecnologia por alunos do ensino fundamental: um estudo de caso
Sala 4 Marcia Moura Onofre de Morais

124 25/07 Manhã FE1 Letramento digital e leitura crítica de notícias falsas
Sala 4 Janine Ferreira Pinto Milo

Linha Temática - Educação Docente

Nº. Data Horário Sala Título

3º dia - 26/07/2018 – Manhã


125 26/07 Manhã FE5 PIBID letras-inglês: representações de professores em formação inicial acerca do trabalho docente
Sala 4 Janine dos Santos Rolim
Angélica de Melo Maia

25
126 26/07 Manhã FE5 Com a palavra, os futuros professores! Narrativas que revelam as experiências
Sala 4 e as identidades dos formandos de Letras
Denize Dinamarque da Silva

127 26/07 Manhã FE5 Estudos de letramento e transdisciplinaridade: relações dialógicas para a fundamentação de uma práxis docente
Sala 4 Ludmila Nogueira de Almeida

128 26/07 Manhã FE5 Concepções acerca da teoria e prática na formação de professores de língua inglesa em
Sala 4 uma escola de Porto Nacional-TO
Evilmara Resende Casimiro

129 26/07 Manhã FE5 Letramentos do professor de inglês: compreendendo a construção da identidade profissional a partir dos processos de
Sala 4 ensinar e aprender
Caique Fernando da Silva Fistarol

130 26/07 Manhã FE5 Metáforas e a construção de sentido na deficiência visual


Sala 4 Girlane Maria Ferreira Florindo

Linha Temática - Ensino-aprendizagem de Língua(s)

3º dia - 26/07/2018 – Manhã


131 26/07 Manhã FE5 Diálogos do ensino de língua portuguesa com as diretrizes oficiais: o conceito de competência na Base Nacional
Sala 5 Curricular Comum (BNCC)
Paula Cobucci

132 26/07 Manhã FE5 O ensino sistemático e reflexivo da ortografia: regularidades morfossintáticas
Sala 5 Cláudia Gonçalves Magalhães

26
133 26/07 Manhã FE5 Dizeres de alunos surdos sobre as práticas de Leitura e de Escrita na educação inclusiva: da relação do sujeito entre
Sala 5 línguas com o saber
Onilda Aparecida Gondim

134 26/07 Manhã FE5 O cenário do ensino e aprendizagem de língua inglesa na perspectiva da aprendizagem ubíqua
Sala 5 Vivianny Ferreira
135 26/07 Manhã FE5 Dificuldades na aquisição da escrita: desafios para além da alfabetização
Sala 4 Daniela Mara Lima Oliveira Guimarães

136 26/07 Manhã FE5 O tratamento da homonímia no Campo Lexical Vestuário do “Dicionário Analógico de Aprendizagem do Português
Sala 4 do Brasil”
Danielle de Oliveira

Linha Temática - Estudos dos Gêneros

3º dia - 26/07/2018 – Manhã


137 26/07 Manhã FE5 Análise de notícias jornalísticas que versaram sobre a questão racial
Sala 6 na obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato
Patrícia Ricardo Andrade

138 26/07 Manhã FE5 A retextualização de gêneros textuais: uma prática de letramento crítico
Sala 6 Luciana da Silva Barbosa

139 26/07 Manhã FE5 A leitura e a escrita em sala de aula: fatores de aprendizado para a produção textual
Sala 6 Graci Leite Moraes da Luz

140 26/07 Manhã FE5 Leitura crítica a partir do estudo dos gêneros textuais anúncio publicitário e tirinha jornalística
Sala 6 Telma Eliane Medeiros de Souza

27
141 26/07 Manhã FE5 As divergências, fugas e desvios em resenhas acadêmicas: um estudo retórico e léxico-gramatical
Sala 6 Aline Moreira da Fonseca Nascimento

142 26/07 Manhã FE5 Caracterização de relatos reflexivos a partir do reconhecimento de suas partes constituintes
Sala 6 Miliane Vieira
143 26/07 Manhã FE5 A constituição do sujeito e a literatura: autor e leitor em interlocução
Sala 6 Betina Rezze Barthelson

Linha Temática - Identidade(s) e Subjetividades

3º dia - 26/07/2018 – Manhã


144 26/07 Manhã FE5 Ensino de inglês e afetividade: workshop sobre línguas indígenas e seus impactos afetivos
Sala 7 Isabela Ramalho Orlando

145 26/07 Manhã FE5 Letramentos no cárcere: a escrita do afeto e da sororidade


Sala 7 Maria Aparecida de Sousa

146 26/07 Manhã FE5 Mil rosas roubadas: uma narrativa da exterioridade
Sala 7 Pedro Medeiros

147 26/07 Manhã FE5 Imagens, mitemas e mitos em “A princesa e a costureira” e “Joana princesa”: algumas construções discursivas sobre as
Sala 7 dissidências sexuais
Clodoaldo Ferreira Fernandes da Silva

148 26/07 Manhã FE5 A noção de trabalho na constituição do sujeito dependente químico
Sala 7 Aline Rodrigues da Silva

28
149 26/07 Manhã FE5 O efeito Madonna: performances, ritmo frenético, ruptura e sedução artística
Sala 7 Izabella Lorenzoni Nascimento

150 26/07 Manhã FE5 Representações discursivas de profissionais de saúde e pacientes na estratégia de saúde da família em Sobral-CE: uma
Sala 7 reflexão sobre a consolidação do vínculo terapêutico
Julia Salvador Argenta

Linha Temática - Linguagem, Discurso e Sociedade

3º dia - 26/07/2018 – Manhã


151 26/07 Manhã FE5 Discurso e trabalhismo na atualidade brasileira
Sala 8 Sara Colares

152 26/07 Manhã FE5 Práticas sociais ideológicas e contextos em metáforas utilizadas por alunos do
Sala 8 Ensino Médio nas narrativas escolares
Maria José Cavalcanti de Andrade

153 26/07 Manhã FE5 Da morte à vida do salvador da pátria. A atuação do discurso presidencial brasileiro para seduzir, convencer e triunfar em
Sala 8 tempos de calamidades sociais.
Rodrigo dos Santos Camilo

154 26/07 Manhã FE5 Interação, ludicidade e brinquedo diálogos com a formação inicial e língua inglesa para crianças
Sala 8 Autoria: Olandina Della Justina
Coautoria: João Batista Lopes da Silva

29
155 26/07 Manhã FE5 Ecos e ressonâncias do “dizer” médico replicado no discurso do paciente: uma análise de aspectos textuais-discursivos
Sala 8 Francisco Renato Lima

156 26/07 Manhã FE5 Glossário terminológico da agropecuária: entre o léxico comum e o léxico especializado
Sala 8 Maria Betânia Rodrigues de Menezes

157 26/07 Manhã FE5 Um shtetl ou a vida na colônia: Verossimilhanças em “o centauro no jardim”, de Moacyr Scliar
Sala 8 Thaís Rios de Aguiar

Linha Temática - Materiais Didáticos

3º dia - 26/07/2018 – Manhã


158 26/07 Manhã FE1 Materiais didáticos de espanhol para fins específicos: reflexões sobre seleção, elaboração e usos
Sala 4 Bianca Agarie

159 26/07 Manhã FE1 Livros didáticos de língua inglesa: instrumentos de luta contra desigualdades sociais?
Sala 4 Cristiane Lopes

160 26/07 Manhã FE1 Produção de curtas-metragens nas aulas de literatura: Uma estratégia para o estímulo à leitura
Sala 4 Adauto Taufer

161 26/07 Manhã FE1 Uma sequência didática para o ensino de produção textual no Ensino Médio
Sala 4 Renata Herwig de Moraes Souza

30
162 26/07 Manhã FE1 Proposta de atividade didática para ensino Português como l2
Sala 4 Iorrane Meneses Linhares

163 26/07 Manhã FE1 Provas de inglês do PAS UnB: perspectiva discente
Sala 4 Vanessa de Assis Araújo

(Multi)Letramento

3º dia - 26/07/2018 – Manhã


164 26/07 Manhã FE5 Girls’ feelings: multiletramentos no ensino de inglês
Sala 8 Marise Pires da Silva

165 26/07 Manhã FE5 Multiletramentos na escola: Possibilidades e desafios em aulas de Língua Portuguesa
Sala 8 Marcelo de Castro

166 26/07 Manhã FE5 Letramentos na educação hospitalar


Sala 8 Itamara Peters

167 26/07 Manhã FE5 Português no Ensino Médio: Tensões, finalidades e identidades constitutivas do trabalho docente
Sala 8 Débora Ferreira

168 26/07 Manhã FE5 Correção do erro oral em aulas de língua estrangeira: representações sociais compartilhadas por professores pré-serviço
Sala 8 de espanhol e inglês
Aline Pessôa

31
Linha Temática - Tecnologia e Linguagem

3º dia - 26/07/2018 –Manhã


169 26/07 Manhã FE1 Português Língua de Acolhimento por meio do whatsapp
Sala 1 Eliana Barbosa dos Santos

170 26/07 Manhã FE1 E-learning ecology e as possibilidades no Reddit e no Google Classroom
Sala 1 Gabriel Lúcius dos Santos

171 26/07 Manhã FE1 Linguagem escrita mediada pelo uso das tecnologias digitais na produção de roteiro de documentário – uma experiência
Sala 1 de letramento digital
Márcia Vacario

32
Linha Temática - Educação Docente

Nº. Data Horário Sala Título

4º dia - 27/07/2018 – Manhã


172 27/07 Manhã FE5 Reflexões de professores de Língua Inglesa em (trans)formação
Sala 5 Bruna Quartarolo Vargas

173 27/07 Manhã FE5 Contribuições da tertúlia literária dialógica na formação de professores de línguas estrangeiras
Sala 5 Juliana Harumi Chinatti Yamanaka

174 27/07 Manhã FE5 Gêneros textuais, interações e práticas letradas em sala de aula: ações pedagógicas em contexto minoritário
Sala 5 Edinei Carvalho dos Santos
175 27/07 Manhã FE5 A leitura do gênero notícia no facebook: uma proposta de intervenção
Sala 5 Daniele Maciel Lopes
Arlete Ribeiro Nepomuceno
Camila Polyane Souza Felício

176 27/07 Manhã FE5 Português no Ensino Médio: Tensões, finalidades e identidades constitutivas do trabalho docente
Sala 5
Débora Ferreira

177 27/07 Manhã FE5 Uma experiência de formação docente e suas implicações: (re)pensando práticas globais de ensino de língua inglesa
Sala 5 em um contexto local
Marcelo Maciel Ribeiro Filho

33
Linha Temática - Ensino-aprendizagem de Língua(s)

4º dia - 27/07/2018 – Manhã


178 27/07 Manhã FE5 Efeitos do entrecruzamento de eixos de opressão nas experiências de
Sala 4 uma estudante de português como segunda língua
Juliana Harumi Chinatti Yamanaka

179 27/07 Manhã FE5 O estudo das competências em língua estrangeira dos 13 eixos tecnológicas da Educação Profissional
Sala 4 Vanessa Cristina Silva
Renata Mourão Guimarães

181 27/07 Manhã FE5 Estilos de Fala Materno: Um estudo de caso de duas díades mãe-criança com desenvolvimento atípico da linguagem
Sala 4 Andreza Polia

182 27/07 Manhã FE5 A reflexão crítica no processo de ensino-avaliação-aprendizagem nas aulas de língua espanhola no Ensino Médio
Sala 4 Liana Castro Mendes

183 27/07 Manhã FE5 A avaliação em um curso de línguas estrangeiras para crianças: os pais em foco
Sala 4 Jordanah Schroder

184 27/07 Manhã FE5 Experiências de alunos de estágio supervisionado de um curso de letras/inglês sobre a avaliação da aprendizagem: foco na
Sala 4 elaboração de testes escrito
Cristina Vasconcelos Porto

Linha Temática - Estudos dos Gêneros


34
4º dia - 27/07/2018 – Manhã
185 27/07 Manhã FE5 Práticas de leitura e análise linguística com memes em um nono ano: reflexões sobre uma elaboração didática
Sala 6 Lilian Cristina Buzato Ritter

186 27/07 Manhã FE5 Uma leitura crítico-biográfica fronteiriça do Mistério do coelho pensante de Clarice Lispector
Sala 6 Marina Luz

187 27/07 Manhã FE5 O gesto de implementação de dispositivos didáticos em aulas do gênero carta aberta
Sala 6 Márcia Andréa Almeida de Oliveira

188 27/07 Manhã FE5 Organização intratópica e gêneros textuais


Sala 6 Eduardo Penhavel

189 27/07 Manhã FE5 Análise crítica multimodal do gênero capas de revista
Sala 6 Joana Patrícia
Lilia Barbosa
Anna Beatriz

Linha Temática - Identidade(s) e Subjetividades


35
4º dia - 27/07/2018 – Manhã
190 27/07 Manhã FE5 Representação de atores sociais negros na capa de uma revista nacional por meio do discurso multimodal
Sala 8 Anna Beatriz Mormetto Alvarenga

191 27/07 Manhã FE5 Valências e transitividade do verbo Ter no uso da fala goiana
Sala 8 Jacqueline de Jesus Silva Fernandes

192 27/07 Manhã FE5 Discursos de subjugação: silenciamento agressivo da mulher


Sala 8 Flávia Luiz

194 27/07 Manhã FE5 Provas de inglês do Pas UnB: perspectiva discente
Sala 8
Dante Amstalden Von Zuben
Caio Keven Amorim Oliveira

Linha Temática - Linguagem, Discurso e Sociedade


36
4º dia - 27/07/2018 – Manhã
195 27/07 Manhã FE5 Violência contra os povos indígenas de Dourados-MS
Sala 11 Anderson Pires

196 27/07 Manhã FE5 “Tudo é e não é”: a universal unidade em Grande Sertão: Veredas
Sala 11 Júnia Cleize Gomes Pereira

197 27/07 Manhã FE5 Estudo comparativo sobre o uso de construções aspectuais inceptivas no português brasileiro e no
Sala 11 português europeu
Giovanna Cristina Rodrigues Alves Rafael

198 27/07 Manhã FE5 A linguística aplicada na contemporaneidade e suas contribuições para os estudos da linguagem
Sala 11 Sara Cristina Gomes Pereira

199 27/07 Manhã FE5 O uso dos Adjetivos em textos escolares: uma reflexão na perspectiva da Teoria das Operações Predicativas e
Sala 11 Enunciativas
Layana Holanda

(Multi)Letramento

37
4º dia - 27/07/2018 – Manhã
200 27/07 Manhã FE1 O ensino de estratégias metacognitivas para alunos com baixo desempenho leitor
Sala 1 Rute Rodrigues da Silva

201 27/07 Manhã FE1 Girls’ feelings: multiletramentos no ensino de inglês


Sala 1 Marise Pires da Silva

202 27/07 Manhã FE1 Letramento tradutório em tradução bíblica: reflexões preliminares
Sala 1 Francinaldo de Souza Lima

Linha Temática - Tecnologia e Linguagem

4º dia - 27/07/2018 –Manhã


204 27/07 Manhã FE1 É tecnologia, é? Quero não, dá muito trabalho: concepções e conceitos do uso da tecnologia em sala de aula
Sala 3 João Botelho

205 27/07 Manhã FE1 Grupos do Facebook como comunidades de ensino e aprendizagem de língua inglesa
Sala 3 Anita queiroz

206 27/07 Manhã FE1 Redes sociais digitais e a constituição discursiva do fascínio por assassinos em série
Sala 3
Glaucia Vaz

38
39
RESUMOS
PALESTRAS E
MESAS REDONDAS

40
UMA REFLEXÃO ACERCA DAS POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EM CONTEXTO
DE DIÁSPORA LUSÓFONA E MULTICULTURALISMO: EMPODERAMENTO E
RESISTÊNCIA POR MEIO DA LÍNGUA DE HERANÇA (LH) EM TORONTO,
CANADÁ

Cátia Regina Braga Martins

Uma reflexão acerca das Políticas Linguísticas em Contexto de Diáspora


Lusófona e Multiculturalismo: empoderamento e resistência por meio da Língua
de Herança (LH) em Toronto, Canadá fundamenta-se na perspectiva
sociocomunicativa de ensino de língua, a partir da análise das referências
epistêmicas e metodológicas empregadas no ensino de LP/LH, considerando
os paradigmas instrucionais por meio dos quais se realizam as experiências
dos “atores pelo mundo” e como esses respondem às condições locais.
Realizada junto aos Projetos de Ensino de Língua Portuguesa do Brasil como
Língua de Herança (LH) e de Promoção Cultura Brasileira (língua, literatura,
música e arte em geral) para crianças e jovens na cidade de Toronto, Canadá.
Desenvolvido a partir de um panorama histórico da concepção da Linguística
Aplicada Crítica: identidades, cultura e ensino de língua – sob os postulados de
linguagem de BAKTHIN (1992), dos Estudos Culturais e Identidades Sociais de
HALL (2003, 2005), RAJAKOPLALAN (2001, 2002, 2003), WOODWARD
(2005); ELLIS; BARKHUIZEN (2005), KRAMSCH (2001, 2003, 2006), MOITA
LOPES (2006, 2012), PIERCE (2005), GRIGOLETTO (2005); análise da
Língua Adicional como Língua de Herança de KAGAN, CARREIRA E CHIK
(2017), os estudos de materialidade de MAHER (2002); MEY (2002); REVUZ
(2002), NORTON (2000, 2003); do capital cultural de BOURDIEU (1991), dos
multiletramentos em contextos culturais diversificados BARTON (2007),
HORNBERGER (2003), PENYCOOK (2006, 2008), PAYER (2007); de aspectos
teóricos e epistemológicos dos Novos Estudos de Letramento propostos por
BARTON & HAMILTON (1998), GEE (2005), STREET (2003), entre outros. Os
estudos têm sido realizados enquanto pesquisa-ação baseada no referencial
metodológico THIOLLENT, M (1988), BARBIER (2009, 2014) por favorecer o
diagnóstico da situação, o planejamento de ação e intervenção, a avaliação
dos resultados e o confronto das perspectivas de análise junto à comunidade
de colaboradores e, por fim, a análise dos processos de ensino-aprendizagem
desenvolvidos junto à promoção da cultura por meio da língua de herança e a
contribuição epistêmica do pesquisador a partir da proposição de
encaminhamentos para os desafios/problemas identificados, coletivamente
(pesquisador e colaboradores). Realiza-se em diálogo e parceria com o grupo
de pesquisadores colaboradores do GECAL (Grupo de Estudos Críticos e
Avançados de Linguagem), Universidade de Brasília (UnB/CNPq) e o grupo de
pesquisadores de Língua Portuguesa da Universidade de Toronto,
Departamento de Língua Portuguesa e Espanhol e os grupos Ciranda
Brasileira e Português Lúdico sediados em Toronto, Canadá.

Palavras-chave: Políticas Linguísticas; Língua de Herança, Resistência,


Ensino, Cultura,

41
DIMENSÕES DAS POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EM CONTEXTO DE
DIÁSPORA LUSÓFONA MULTICULTURALISMO: RESISTÊNCIA, CULTURA E
LÍNGUA COMO CONDIÇÃO IDENTITÁRIA

Cátia Regina Braga Martins

O curso Dimensões das Políticas Linguísticas em Contexto de Diáspora


Lusófona e Multiculturalismo: resistência, cultura e língua como condição
identitária em Toronto, Canadá objetiva analisar e compreender as
dimensões constituintes das Políticas Linguísticas desenvolvidas no contexto
de pesquisa-ação na Universidade de Toronto, tendo como referência dois
Projetos de Ensino de Língua Portuguesa do Brasil (Ciranda Brasileira e
Português Lúdico), como Língua de Herança (LH), e de Promoção Cultura
Brasileira (língua, literatura, música e arte em geral) para crianças e jovens na
cidade de Toronto, Canadá.. Neste curso serão desenvolvidos procedimentos
metodológicos para a análise e o mapeamento de ações relativas às
políticas linguísticas em contextos de resistência, cultura e língua sob a
ótica das Dimensões das Políticas Linguísticas, Desenvolvido a partir de um
panorama histórico da concepção da Aplicada Crítica: identidades, cultura e
ensino de língua – sob os postulados de linguagem de BAKTHIN (1992), dos
Estudos Culturais e Identidades Sociais de RAJAKOPLALAN (2001, 2002,
2003), WOODWARD (2005); ELLIS; BARKHUIZEN (2005), KRAMSCH (2001,
2003, 2006); análise da Língua Adicional como Língua de Herança de KAGAN,
CARREIRA E CHIK (2017), do capital cultural de BOURDIEU (1991), dos
multiletramentos em contextos culturais diversificados BARTON (2007),
HORNBERGER (2003), PENYCOOK (2006, 2008), PAYER (2007); de aspectos
teóricos e epistemológicos dos Novos Estudos de Letramento propostos por
BARTON & HAMILTON (1998), GEE (2005), STREET (2003), entre outros.

Palavras-chave: Políticas Linguísticas; Língua de Herança, Resistência,


Ensino, Cultura.

O LÉXICO NA PRODUÇÃO DE TEXTOS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E


TECNOLÓGICA

42
Cleide Lemes

Resumo: Em muitas áreas do conhecimento é frequente encontrarmos em qualquer


sociedade, formas e termos específicos que estão distantes das mais comuns ou gerais.
Quando falamos em terminologia nos referimos à língua de especialidade. Sabemos,
portanto, que nem todas as circunstâncias da vida são tratadas de forma geral. Um
especialista da área da Gestão Pública, por exemplo, como um técnico em Serviços
Públicos ou um Tecnólogo em Gestão Pública, usam termos específicos que não são
usados por um leigo. Apresenta-se aqui, a importância da Terminologia como
disciplina, que tem como objetivo, o estudo dos termos. Enquanto o léxico é geral o
termo é específico. O ponto de partida é a construção de textos, apoiada na escolha
léxica que sustenta o texto técnico. A abordagem para o entendimento das questões
considerará a léxico especializado e, por consequência, como este léxico contribui para
o desenvolvimento dos textos nas diversas modalidades da educação profissional, com
vistas ao sucesso no uso da linguagem especializada. Como resultado parcial,
esperamos manifestar se há métodos que diferenciam a escolha por um ou outro termo
na construção de um texto. O estudo reforça o potencial da análise do léxico para a
descrição do texto especializado.

ESTRATÉGIAS PARA PRODUÇÃO DE TEXTOS DISSERTATIVOS E PARA


USO DO DICIONÁRIO

Cleide Lemes

Resumo: Este minicurso tem como objetos de estudo as estruturas do texto dissertativo
e do dicionário a fim de que o público-alvo aprenda estratégias para a produção textual
e para a consulta do dicionário.

“A LITERATURA EM AULA DE LÍNGUA-CULTURA ESTRANGEIRA: UMA


PRIVAÇÃO POSSÍVEL?”

Cristina Moerbeck Casadei Pietraroia (FFLCH-USP)

Resumo: Visando, desde a abordagem comunicativa dos anos 1980, a expressão do aprendiz e
sua capacidade de interagir de forma bem sucedida em língua estrangeira, muito se deixou de
lado no contexto da sala de aula de língua-cultura estrangeira. A própria noção de cultura não
passa muitas vezes da superficialidade dos estereótipos e das lições presentes em métodos
destinados a todos e a qualquer um. O trabalho com o cinema, as artes plásticas, a literatura
sempre foi considerado difícil ou fora ao programa, demandando um tempo de que o professor
não dispõe em suas aulas. Nossa participação nesta mesa-redonda tem por objetivo discutir a
dificuldade de se trabalhar o texto literário em sala de aula de língua-cultura estrangeira e os
efeitos de tal privação na formação geral e individual do aluno a partir, justamente, da
importância da literatura e das artes na construção da subjetividade discente.

43
“APRENDIZAGEM-ENSINAGEM DE UMA LÍNGUA-CULTURA ESTRANGEIRA: A
FORMAÇÃO DO ALUNO-PROFESSOR EM AUTONOMIA”

Cristina Moerbeck Casadei Pietraroia (FFLCH-USP)

Resumo: O uso do termo “ensinagem” não tem por objetivo sua adoção no campo da didática
das línguas-culturas estrangeiras, mas sim promover a reflexão que ele traz sobre a formação
do aluno, do futuro professor e do professor já atuante. É possível abordar tal formação sem
pensar no conceito de autonomia? Nosso mini-curso tem por objetivo apresentar a
possibilidade de uma formação – inicial e contínua – apoiada na capacidade que têm os atores
do contexto didático de se autoformar e de refletir sobre sua aprendizagem-ensino a partir dos
estudos de Alarcão, (2003), Perrenoud (2002), Zabalza (2004), Perreaudeau (2009), Dewey
(2010) e Morin (2004, 2014). Serão propostas atividades já elaboradas e a serem feitas pelos
participantes a partir de documentos cinematográficos, publicitários e literários.

FORMAÇÃO DE FORMADORES NA EDUCAÇÃO MULTILÍNGUE: AS VIRTUDES DA RESISTÊNCIA

Fernanda Liberali (PUC-SP, CNPq, PIPEq)

Resumo: A superdiversidade (VERTOVEC, 2007), isto é, a grande diversidade de modos de ser,


agir e significar o mundo pode ser considerada a marca do momento em todo mundo. O Brasil,
um país marcadamente constituído por uma grande diversidade cultural e linguística
(CAVALCANTI, 1999; MAHER, 2006, OLIVEIRA, 2009, MORELLO, 2012, entre outros), parece
começar a perceber a necessidade de superação de um imaginário que pressupõe que o país
seja uniforme culturalmente e que tenha uma única e exclusiva língua - o português erudito.
Nesta apresentação, discutirei projetos de resistência que têm sido contribuídos para
“descolonização do olhar” dos educadores, alunos e pesquisadores em relação a essa
realidade emancipatoriamente multicultural (Santos, 2008). O foco da apresentação serão
projetos realizados com alunos imigrantes ou filhos de imigrantes, alunos e professores
surdos, alunos de contextos socioeconômicos diversos, todos em situação de vulnerabilidade.
Partindo dos estudos de Martín-Baró (1998), serão apresentadas as propostas realizadas para
a necessária criação de uma nova práxis que envolva o processo de libertação dos
marginalizados, com eles e a partir deles. Para tal, serão descritos os projetos a partir de um
dos instrumentos da Psicologia da Libertação (Martín-Baró, 1998): o resgate e potenciação das
virtudes populares em contextos de vulnerabilidade.

MINICURSO: ENUNCIAÇÃO, ESTRUTURA E HISTÓRIA


Jose Luiz Fiorin (USP)
44
Resumo: As teorias do discurso precisam explicitar não só as questões relativas ao
enunciado, mas também a problemática da enunciação, ou seja, a discursivização da
língua e as condições de produção do discurso. Este curso tem o objetivo de estudar a
instância da enunciação, analisando as projeções da enunciação no enunciado
(actorialização, espacialização e temporalização) e o investimento semântico nas
categorias de pessoa (o problema do éthos), de espaço e de tempo, bem como de
examinar a historicidade inerente ao sentido.

CIÊNCIAS DA LINGUAGEM EM TEMPOS DE CRISE: FAZER LINGUÍSTICA É


FAZER POLÍTICA

Jose Luiz Fiorin (USP)


As ciências da linguagem não podem ter um olhar neutro para as práticas dominantes de
sentido, mas devem desmascarar uma pretensa naturalização dos discursos dominantes,
mostrando-os como discursos contingentes. Isso será feito desvelando seu caráter
histórico, o que anula o efeito de sentido de naturalização. Na medida em que elas
mostram que os discursos dominantes não são naturais e necessários, mas históricos e
contingentes, sua posição é a dos discursos não dominantes. Nesse sentido, fazer
linguística é fazer política. Poderiam, no entanto, dizer que isso pode ser feito pelas
teorias e disciplinas que estudam o discurso, mas que a fonologia, a morfologia ou a
sintaxe, por exemplo, são neutras em relação a esse fazer político. Não é verdade. A
ciência é guiada por um princípio ético: colocar-se sempre contra o preconceito, contra
as desigualdades. Por isso, qualquer domínio teórico da linguística tem a obrigação de
lutar contra o preconceito linguístico, contra a ideia de que existem línguas superiores e
inferiores, etc. Nesse sentido, fazer linguística é sempre fazer política.

O TEATRO POLÍTICO DE GUSTAVE AKAKPO: REFLEXÕES SOBRE A PEÇA CAPTURA DE IMAGEM

Maria da Glória Magalhães (UnB)

Resumo: Pretendemos discutir, na presente apresentação, em que medida o teatro pode ser
vislumbrado, como uma forma de mudar o mundo, como uma forma de revolução. Apoiados
em Bertold Brecht, Jean-Pierre Sarrazac, Josette Féral, Bernard Dort e Sylvie
Chalaye propomos algumas reflexões sobre a obra "Captura de imagem" de Gustave Akakpo,
dramaturgo togolês de expressão francesa, nascido em 1974. Essa discussão faz parte de
projeto de pesquisa que vem sendo realizado no âmbito dois grupos, o grupo de estudos

45
em Literatura, Educação e Dramaturgias Contemporâneas e o coletivo de teatro Na classe e
em cena.

MINICURSO: PRÁTICAS TEATRAIS, LITERATURA E ENSINO

Maria da Glória Magalhães (UnB)

O minicurso propõe-se a apresentar os aspectos teóricos e práticos do texto dramático e dos


jogos teatrais e dramáticos com o objetivo de contribuir para a reflexão sobre a alteridade e o
dialogismo na formação do professor de línguas e literaturas, dentro de uma preocupação com
o desenvolvimento da emancipação intelectual e do pensamento crítico.

DISCURSO E INCLUSÃO/EXCLUSÃO SOCIAL

Izabel Magalhães (UnB)

A inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular está associada à profunda


exclusão que essas pessoas enfrentam em nossa sociedade. Não é possível separar inclusão de
exclusão, pois se há uma tentativa de inclusão é porque a exclusão domina as ações dos atores
sociais, as instituições, as relações sociais, os valores, as atitudes e as crenças. De fato, a
exclusão social das pessoas com deficiência é histórica. Só para dar um exemplo, caminhando
na rua em frente a um Centro de Atendimento Educacional Especializado, duas mulheres
ouviram o som da banda dos estudantes com deficiência. Então uma delas perguntou à outra:
‖Que barulho é esse?‖ A amiga respondeu: ―É a banda dos doidos‖. Esse é um dado que
obtivemos da mãe de um estudante com deficiência; o comentário está registrado nos relatos de
observação de uma de nossas pesquisas na área da educação especial, conduzida de 2010 a 2014
(CNPq). Apesar dos direitos constitucionais das pessoas com deficiência, não se pode dizer que
o processo de inclusão de estudantes especiais no ensino regular seja realizado de forma
adequada. Nesta conferência, propomos apresentar uma Análise de Discurso Crítica (ADC) de

46
dados de dois centros de Atendimento Educacional Especializado e das mães dos estudantes que
frequentam os centros. Os dados foram gerados em pesquisa etnográfico-discursiva,
metodologia que introduzimos na década de 1990. São as seguintes as conclusões deste estudo:
1) Considerando a grande lacuna entre a norma e a prática, é preciso avançar no debate sobre a
política de inclusão; 2) a política do governo demanda relação interdisciplinar entre
profissionais da educação especial, mas o que se nota é a fragmentação do atendimento; 3) as
práticas de letramento da educação especial são complexas, voltadas para o Atendimento
Educacional Especializado, e constroem fortes identidades profissionais.

Contribuição das ciências da Linguagem ao desenvolvimento educativo em tempos de crise

Joaquim Dolz - Universidade de Genebra

A partir de um balanço dos aportes científicos da linguística aplicada e da didática das línguas
dos últimos trinta anos, trataremos de precisar os desafios para o futuro educativo do Brasil, as
linhas de força das pesquisas prioritárias e das intervenções no sistema escolar e a formação
docente dos professores de línguas.

Compararemos os aportes dos principais paradigmas de pesquisa que abordam o ensino


por gêneros de discurso ou textuais (linguística funcional, sócio-semiótica, sócio-retórica e
interacionismo sociodiscursivo). Enfocaremos no nosso paradigma de pesquisa que é o
interacionismo sociodiscursivo (ISD) e que, no Brasil, foi desenvolvido por outros
pesquisadores como Anna Rachel Machado (analise da linguagem no trabalho docente), Lília
Abreu-Tardelli, Elvira Lopes Nascimento, (ensino do português língua materna), Luzia Bueno
(didática da língua oral), Eulália Leurquin (ensino da leitura), Eliane Lousada (ensino do francês
língua estrangeira), Vera Cristovão (ensino do inglês língua estrangeira), Lidia Stutz
(modelização didática de gêneros textuais), e muitos outros. As interações sociais são o modo
fundamental do comportamento humano.

Nós consideramos o uso dos gêneros textuais no centro dos nossos estudos. Os meus
trabalhos exploram o uso dos gêneros orais e escritos no ensino das línguas. Nesse sentido,
problematizaremos a escolha da diversidade de gêneros textuais no curriculum da escola
fundamental, a necessidade de uma modelização didática dos gêneros e as novas pesquisas em
engenharia didática que experimentam as inovações didáticas. Também trabalho sobre a análise
das práticas de ensino de diferentes gêneros textuais (as interações entre professores e alunos na
aprendizagem da escrita) e sobre a formação docente dos futuros professores de línguas.

A influência do contexto de crise social do Brasil vai ser tomada como ponto de partida
para pensarmos nas estratégias de uma didática das línguas voltada para as necessidades do
desenvolvimento da linguagem (letramento) nas primeiras etapas da escolaridade no Brasil.

MINICURSO: GÊNEROS ORAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL

47
Joaquim Dolz

O objetivo do minicurso é instrumentalizar os participantes para o ensino do oral tomando em


consideração os trabalhos de Marcuschi e de Bueno no Brasil e da escola de Genebra (Dolz &
Schneuwly, 2016 e Schneuwly Dolz, 2004).

A presentaremos os princípios da didática das línguas voltadas para o ensino do oral na


educação básica a partir de sequencias didáticas produzidas por estudantes em formação inicial
e continuada da universidade de Genebra.

As propostas de inovações didáticas suíças serão discutidas tendo em perspectiva o contexto


brasileiro e as condições de trabalho dos professores no Brasil.

ESTUDOS DA TRADUÇÃO E FORMAÇÃO DE TRADUTORES: DESAFIOS E AVANÇOS NO


CONTEXTO BRASILEIRO

José Luiz Vila Real Gonçalves (UFOP)

Nos estudos da tradução, o seu ramo aplicado é, ainda, relativamente pouco explorado,
especialmente no contexto de pesquisa brasileiro. Nos últimos anos, alguns trabalhos
começam a ser desenvolvidos no país e vêm proporcionando contribuições e avanços para a
didática da tradução e o aprofundamento das questões sobre formação de tradutores e
competência tradutória, entre os quais se podem destacar Vasconcellos, Espindola e Gysel
(2017), Gonçalves (2015; 2003), Pagano, Magalhães e Alves (2005; 2000), Gonçalves e
Machado (2006). Nesse contexto de emergência e relativa insipiência da didática da tradução,
este trabalho pretende dar mais um passo para a consolidação da área, trazendo alguns
resultados e reflexões da pesquisa intitulada "Cursos de Tradução e Competência Tradutória",
desenvolvida no âmbito da Universidade Federal de Ouro Preto entre 2005 e 2009 e retomada
recentemente. O principal objetivo daquele trabalho de pesquisa foi mapear as diversas
perspectivas em relação à formação de tradutores e à competência tradutória, através do
levantamento de dados de matrizes curriculares de cursos de tradução, juntamente com as
opiniões de diferentes atores nos contextos da formação acadêmica e do mercado profissional
da tradução (pesquisadores, professores, alunos, tradutores, entre outros). Partindo-se de
referências teóricas e paradidáticas abordadas nos estudos sobre competência tradutória,
foram expandidas as categorias de componentes da competência tradutória propostas por
Gonçalves (2003) e, então, aplicadas às análises e discussão das diversas fontes de dados. Os
resultados apontam para alguns avanços da didática da tradução no Brasil, destacando-se, no
entanto, a necessidade de mais investimentos e pesquisas para a sua consolidação no âmbito
acadêmico e a urgência de se estabelecer maior colaboração e sinergia com as frentes de
formação e de atuação profissional.

Palavras-chaves: Estudos aplicados da tradução; Didática da tradução no Brasil; Formação de


tradutores; Competência tradutória

48
O LETRAMENTO DO PENSAMENTO CRÍTICO NAS LEITURAS DO TEXTO
DRAMÁTICO DO SÉCULO XXI

Júnio César Batista de Souza (IFB)

O objetivo desta comunicação é refletir questões referentes as leituras do texto


dramático sob a perspectiva da construção do pensamento crítico. Tendo em vista que a
leitura dessa modalidade literária pressupõe a elaboração de cenários mentais em um
movimento de retroalimentação entre texto e imaginação, o objeto da discussão se
expande na medida que o movimento citado se apresenta com inúmeros elementos
motivadores, tais como: conhecimento de mundo, formação acadêmica, práticas de
leitura, identificação literária dentre outros. Dessa forma, admitindo como reforço da
premissa inicial, Ryngaert (1996, p. 25) afirma que a leitura do texto de teatro está
ordenada em um caminho direcionado para o palco. Logo, as possibilidades de
identificação do leitor com a obra são infinitas pois não há limites para a imaginação
bem como para a construção dos processos mentais, neste caso, o pensamento crítico
acerca do universo literário do leitor. Destarte, acredita-se que por meio destas relações
intrínsecas é possível que o pensamento do leitor seja potencializado por meio da leitura
do texto do teatro, uma vez que ele favorece a interação imaginativa necessária para a
construção de conhecimentos artísticos, culturais, políticos, sociais, linguísticos,
históricos e educacionais.

MINICURSO: ESTRATÉGIAS DE LEITURA DE TEXTOS DRAMÁTICOS

Júnio César Batista de Souza (IFB)

Para a leitura eficiente e compreensiva de um texto acadêmico existe a prerrogativa de


conhecimentos específicos da língua portuguesa, tais como estruturação de linguística,
coesão e coerência, figuras de linguagem dentre outros. Em consonância com este
tópico, a leitura bem como o entendimento do texto dramático exigem do leitor uma
atenção extrema no sentido de compreender que as vezes uma entonação erronêna de
uma única preposição pode favorecer uma interpretação equivocada tanto por parte do
leitor como do ouvinte. Logo, o que poderia ser entendido como uma pergunta pode
assumir certamente o papel da ironia. Neste processo de relações interlocucionárias, o

49
domínio das estruturas textuais da comunicação são basilares para garantir a eficiência
da mensagem. Portanto, é por meio da prática da entonação e da leitura de diferentes
contextos linguísticos que será possível compreender a intecionalidade dos
interlocutores. Nesta esfera, será proposto o estudo de teorias básicas da comunicação
para posterioremente exercitar a leitura de textos do gênero dramático com vistas a
desenvolver a consciência dramática do leitor.

O ENSINO DO PB COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: DESCONSTRUÇÃO DE


PARADIGMAS LINGUÍSTICOS E PEDAGÓGICOS

Katia de Abreu Chulata (Università ―G. d‘Annunzio‖, Chieti-Pescara, Itália)

RESUMO: A construção da língua portuguesa como língua nacional no Brasil, no seu


processo político e de pesquisa linguística, ecoou e ecoa ainda hoje nas palavras e nas
práticas do ensino do PB como língua estrangeira.
A projeção do PB como língua transnacional (Zoppi Fontana 2009) está ligada ao desejo
simbólico de domínio econômico fora dos limites brasileiros, numa época de
―expansão‖ dos potenciais alcances políticos brasileiros, num novo contexto
geopolítico.
Tais afirmações, da ordem das políticas linguísticas, nos leva a refletir sobre o quanto as
abordagens, as metodologias e a pesquisa científica que se faz no Brasil e que se
―exporta‖ para as salas de aula no exterior estejam impregnadas de idealizações sobre
essa mesma língua falada no território brasileiro e descrita pelos cientistas da
linguagem.
A partir dessa reflexão, tentamos i. questionar modelos de língua, de ensino e de
pesquisa linguística; ii. propor orientações à luz de paradigmas transdisciplinares, não
para criar conteúdos a serem perpetuados, mas para desconstruir modelos estabilizados
e, principalmente, para desconstruir abordagens rançosas das quais ainda fazemos
amplo uso nas nossas pesquisas e nas nossas aulas de PB.

Minicurso Português como Língua de Herança (PLH): perfil histórico, definições,


contextos, pesquisa.

I. Definição de LH
II. Orientações teóricas
III. História do PLH
IV. Controvérsias
V. LE versus LH: questões metodológicas e didáticas
VI. Definições de falante de herança e vontades subjetivas
VII. Pesquisa de campo em PLH - contexto pescarese
VIII. Complexidade de atuação do cientista linguístico e do professor de PB em
contexto de PLH
IX. Pesquisa linguística: code mixing e code swichting como recurso
X. Projeto de PLH: alguns resultados

50
MAPEAMENTO CATEGORIAL GRAMATICAL EM MATERIAL DIDÁTICO
DE LÍNGUA PORTUGUESA

Maria Helena de Moura Neves (Universidade Presbiteriana Mackenzie/UNESP)

Apresentam-se algumas reflexões a respeito da constituição de material de referência


teórico e prático quanto ao grau de reconhecimento da fluidez categorial dos elementos
na língua, evidenciada na análise da língua em uso. Quanto ao estudo ilustrativo do
reconhecimento dessa evidência nos materiais que subsidiam as ações escolares, ou que
nelas são usados, parte-se de uma amostra privilegiada de fatos reveladores da natureza
da gramática, tal como ela se põe em foco, especialmente por esse processo ser
altamente representativo da relação entre funcionamento linguístico e constituição do
sistema gramatical.

MINICURSO: DESLIZAMENTOS FUNCIONAIS NA GRAMÁTICA DO PB

Maria Helena de Moura Neves (Universidade Presbiteriana Mackenzie/UNESP)

Centrada na investigação do uso efetivo da língua portuguesa, e com base em princípios


e pressupostos funcionalistas, iluminados por aportes de base cognitivista, fixa-se como
objetivo específico problematizar a evidente e constante diluição de fronteiras
categoriais que caracteriza a linguagem. Os pontos centrais de discussão deverão atentar
para a elucidação das propostas que, na história da gramática oferecida a consulentes,
têm sido estabelecidas como constituindo: a) a base das categorizações que,
especialmente, distinguem léxico e gramática; b) a base das subcategorizações em cada
um desses conjuntos. Atenta-se para o estudo da gramaticalização (com as possíveis
implicações de subjetivização e intersubjetivização) e para o estudo dos parâmetros que
dirigem as proposições de estabelecimento categorial em gramática. Para os diversos
campos de exame das línguas em função, toma-se como evidente a propriedade da
gradualidade existente no estabelecimento de categorizações, resultante do caráter
fluido das fronteiras entre as categorias.

A COMPLEXIDADE NA E DA LINGUÍSTICA APLICADA

51
Maximina M. Freire (PUCSP/LAEL – GPeAHFC/CNPq)

A Linguística Aplicada tem sido objeto de várias interpretações, que visam a ressaltar seu
caráter transgressor, transdisciplinar, indisciplinar, indicador de um não conformismo com
regras fixas e padrões pré-estabelecidos a serem seguidos sem questionamentos críticos. A
ruptura com o conceito de uma LA domesticada, inicialmente aplicação da Linguística e
reificação de ensino-aprendizagem de línguas, denuncia uma ciência que não busca apaziguar-
se consigo mesma, mas que se organiza na desordem, na não linearidade, na não
fragmentação, na não disciplinaridade, buscando na totalidade sempre inconclusa,
compreensão para as questões uno-múltiplas das linguagens e dos multiletramentos. Se
buscarmos, na contempora neidade, uma qualificação para a LA, talvez tenhamos que defini-la
como complexa, com todas as articulações e contradições e que o termo abarca, rompendo
com ele e contemplando-o, simultaneamente. Essa é a proposta de minha fala nesta Mesa
Redonda: contemplar a Complexidade na e da Linguística Aplicada.

MINICURSO: INTERPRETANDO REGISTROS TEXTUAIS DE PESQUISA EM LA

Maximina M. Freire (PUCSP/LAEL – GPeAHFC/CNPq)

Este minicurso tem por objetivo apresentar uma abordagem qualitativa de pesquisa que,
articulando duas vertentes filosóficas (fenomenologia e hermenêutica) e uma epistemonologia
do conhecimento (complexidade), visa a descrever e interpretar fenômenos complexos da
experiência humana, sob a perspectiva de quem os vivencia. O minicurso se inicia pelo
conceito da abordagem hermenêutico-fenonemológica complexa (FREIRE, 2010, 2012, 2017),
apresentando, na sequência, sua terminologia específica, seus instrumentos e os
procedimentos de registro textual e de interpretação. Para ilustrar a abordagem, é
interpretado um fenômeno vivenciado pelos participantes do minicurso, enfatizando o papel
da lin guagem e ressaltando o significado que a metáfora pode ter na apresentação das
descobertas da abordagem em pesquisas em Linguística Aplicada.

UMA LINGUÍSTICA PARA OS NOVOS TEMPOS

Kanavillil Rajagopalan (Unicamp/CNPq)


A Linguística fundada—como reza a história oficial—no início do século XX
sabidamente encarna o espírito do século anterior. O próprio conceito de língua com a
qual nós nos acostumamos a trabalhar reflete muito bem o Zeitgeist daquele século. O
conceituario que ainda sustenta os pilares da ciência não se deixou influenciar pelas

52
mudanças radicais que o mundo vem registrando nas últimas décadas. Como resultado
dessa recusa obstinada, a ciência corre o perigo de se tornar completamente obsoleta e
incapaz de enfrentar os novos desafios que surgem a todo tempo. Na minha conferência
procurarei delinear alguns desses desafios que se apresentam diante de nossos olhos nos
dias de hoje e aventar algumas hipóteses sobre um possível novo rumo para a disciplina
nos próximos anos.

MINICURSO: ‘O LUGAR DO INGLÊS NO MUNDO ATUAL’

Kanavillil Rajagopalan (Unicamp/CNPq)

Este minicurso terá como objetivo discutir a expansão, em escala exponsencial, da


língua inglesa ao redor do mundo—sobretudo, logo após o término da Segunda
Guerra Mundial. O tom celebratório contido na idéia de que tal prestígio reflete a
ascenção dos países anglófonos no cenário global durante o período pós-Guerra será
rechaçado em prol da tese de que o que de fato se constata no mundo de hoje não é a
expansão da língua inglesa tal qual ela é falada nos países tradicionalmente associados a
ela, mas uma verdadeira ―novilingua‖ que prefiro chamar de ‗World English‘. Essa
‗novilingua‘ é algo sui generis, posto que ela é não pertence a nenhum pais em
particular. Pelo contrário, pertenc e a todos aqueles que dela fazem algum uso no seu
dia-a-dia.

O PAPEL DA LINGUÍSTICA DESCRITIVA NA PROMOÇÃO E DIFUSÃO DO


PORTUGUÊS BRASILEIRO EM CONTEXTO INTERNACIONAL

Vânia Cristina Casseb Galvão (UFG/CNPq/FAPEG/ERC)

Entendo que pesquisas descritivas têm consequências que ultrapassam de largo o


reconhecimento dos usos e estruturas de uma língua. Trabalhos descritivistas são ações
científicas e também produtos acadêmicos, políticos, didático-pedagógicos, editorais,
econômicos etc. E nesta mesa-redonda quero convidá-los a refletir e discutir sobre o
papel das pesquisas descritivas envolvendo o português brasileiro como ações políticas
de promoção, valorização e difusão do PB em contexto interno ao Brasil.
Considero a linguística descritiva fornecedora de conhecimento relevante ao ensino, e,
como política linguística e ensino estão íntima e dialeticamente relacionadas, seu caráter
político está ancorado no fato de que esse conhecimento constitui registro descritivo e
analítico cientificamente embasado dos aspectos constitutivos de um sistema linguístico
em uso, considerando suas diferentes variedades e modalidade; está calcado em uma
perspectiva alargada a respeito da interação social e das bases de formação da língua-
cultura e da sociedade brasileiras; revela o modo como o PB atualiza linguisticamente a
diversidade sociocultural brasileira, que está relacionada a uma maneira de ver e
conceber o mundo e à satisfação de intenções discursivo-pragmáticas específicas.

ALGUNS PROCESSOS DE IMPLEMENTAÇÃO E MUDANÇA NO


PORTUGUÊS BRASILEIRO À LUZ DA GRAMÁTICA DE CONSTRUÇÕES

Vânia Cristina Casseb Galvão (UFG/CNPq/FAPEG/ERC)

53
Introdução de alguns postulados da Linguística funcional centrada no uso,
especialmente no que diz respeito à gramática de construções, tais como a concepção de
linguagem e construção (definição e o modelo de construção radical). Exemplos de
construções nas línguas e apresentação de suas propriedades. Tipos de mudanças
envolvendo construções e estudos de casos de mudanças envolvendo construções
desenvolvidos no âmbito do Grupo de Estudos Funcionalista, FL/UFG.
MINICURSO: RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: TEORIA E PRÁTICA

Vilson J. Leffa (UCPEL)

Resumo: O minicurso tem objetivos teóricos e práticos. Do lado teórico, pretende-se


desenvolver nos cursistas uma noção clara do que caracteriza o Recurso Educacional
Aberto (REA), partindo de seus próprios termos: (1) o que se entende por recurso,
quando visto como um instrumento de capacitação em que o aluno vai além do que é
ensinado pelo professor; (2) o que o torna educacional, com capacidade de produzir
aprendizagem no aluno: (3) por que razão é aberto, não só em termos de acesso ao
saber, mas também de transformação desse saber. Do lado prático, pretende-se trabalhar
os cinco Rs que caracterizam os REA: Reutilizar, Revisar, Remixar, Redistribuir e
Reter. Para isso, demonstram-se, entre outros aspectos, (1) os processos de adaptação
dos REAs aos diferentes contextos de aprendizagem; (2) o uso da colaboração em
massa para viabilizar a produção de REAs; (3) técnicas de armazenamento de REAs em
repositórios de nuvem para que sejam livremente acessados por alunos e professores.

LETRAMENTO CRÍTICO E ENSINO AUTOMÁTICO DE LÍNGUAS

Vilson J. Leffa (UCPEL)

Resumo: O ensino de línguas tutoreado por atividades digitais automáticas,


caracterizadas pelo uso de exercícios tradicionais como o preenchimento de lacunas,
múltipla escolha, respostas curtas, reordenamento de segmentos, entre outros, todos
seguidos de feedback imediato, tem sido caracterizado por dois posicionamentos
antagônicos: do lado teórico, a crítica feroz a esses tipos de exercícios, vistos como
remanescentes de abordagens behavioristas e de metodologias de aprendizagens
mediadas pelo computador, não como instrumento de aprendizagem a serviço do aluno,
mas como tutor que controla sua aprendizagem; do lado prático, a popularidade
avassaladora de aplicativos que usam esses tipos de exercícios de feedback automático,
às vezes incorporando mecanismos de gamificação, que parecem ter caído no agrado
dos aprendizes. A questão que se investiga aqui é desvendar até que ponto o uso desses
exercícios automáticos restringe o ensino da língua a sua dimensão operacional, com
ênfase no desenvolvimento exclusivo do código, ou se permite também uma ênfase na
dimensão crítica. Para isso, examinaram-se atividades produzidas por professores para o
ensino do inglês e do espanhol como línguas estrangeiras. Os resultados sugerem que a
ênfase no ensino crítico não depende estritamente nem do tipo de exercício usado nem
do gênero escolhido pelo professor. O desenvolvimento da criticidade envolve pelos
menos fases iniciais de conscientização que podem ser beneficiadas por exercícios de
feedback automático para alertar o aluno das armadilhas postas nos textos para
manipulá-lo.

54
A FORMAÇÃO CRÍTICA DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS NA ÁREA
DE LÍNGUAS E LINGUAGEM: SOBRE CONFORMIDADES, RUPTURAS E
RESISTÊNCIA

Walkyria Monte Mor (USP)

Como professores universitários da área de línguas e linguagens, cujas propostas


teórico-pedagógicas se voltam para o desenvolvimento crítico / a linguística aplicada
crítica construíram sua própria formação crítica? Essa indagação de base crítico-
hermenêutica orientou parte de uma investigação sobre o tema percurso crítico na
formação docente, construída por auto-narrativas de acadêmicos de várias regiões
brasileiras (Pessoa et al, 2018). Os relatos indicaram processos relacionados com
condicionantes históricos, políticos, sociais, culturais refletidos na concepção de
formação pessoal e acadêmica das respectivas épocas aludidas. Informaram também
sobre aspectos de conformidade, ruptura e resistência nesses processos.
Essa apresentação pretende focalizar uma análise sobre as auto-narrativas referidas,
visando contribuir para a reflexão sobre o processo de desenvolvimento crítico na
formação acadêmica brasileira. Discute as pistas e os rastros evidenciados nas auto-
narrativas em que emergem questões, por um lado, de colonialidade e de controle social
dos sentidos (como a naturalização, por exemplo), por outros lados, de buscas por
integração ao habitus interpretativo predominante em diversos contextos específicos.
Objetiva ampliar os estudos e reflexões sobre formação crítica na área de línguas e
linguagem, na expectativa de fortalecer o debate sobre o tema, em tempos de crise e de
desestabilização das conquistas democráticas acadêmicas.
Algumas das referências teóricas da análise da apresentação: Freire (1967, 1987, 2001),
Geertz (1973); Bourdieu (1996); Bradley & Levinson (2011); Janks (2014; 2008);
Kubota (2004); Monte Mór e Souza (2006); Pessoa et al. (2018); Monte Mór (2013;
2018); Esses estudos são também desenvolvidos pelos participantes do Projeto Nacional
de Letramentos: ―Linguagem, Cultura, Educação e Tecnologia‖ (Diretório de Grupos de
Pesquisa do CNPq).
Palavras-chave: auto-narrativas; formação crítica; conformidade; ruptura; resistência.

MINICURSO: EM TEMPOS DE CRISE: LETRAMENTOS CRÍTICOS,


AGÊNCIA, CIDADANIA ATIVA E EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA

Walkyria Monte Mor (USP)

As pesquisas e estudos sobre Letramentos (Novos letramentos, Multiletramentos,


Letramentos Críticos, Letramentos Digitais) levam em conta as premissas freireanas de
educação crítica, agência e cidadania como elementos primordiais para as análises de
contextos educacionais conflituosos. As ideias de Freire vêm sendo reinterpretadas
social, cultural e historicamente, respondendo às mudanças sociais das últimas décadas.
Elas fundamentam os estudos sobre colonialidade, opressão e emancipação e, mais
recentemente, emergem nas análises das tentativas de desmonte das universidades
brasileiras. Os estudos de Letramentos inspiram-se no educador brasileiro e apoiam-se

55
em outros pesquisadores da vertente crítica das áreas da educação e linguagem e da
linguística aplicada visando a repensar um projeto educacional – escolar e universitário
- que reflita a sociedade e seus desafios atuais. Nessa perspectiva, a formação para a
cidadania crítica se desponta como um dos alicerces para renovações sociais,
demandando enfoque sobre concepções como as de agência e cidadania ativa/engajada.
Nela, há o pressuposto de que essa formação integra um plano transdisciplinar no qual
as línguas estrangeiras e materna podem e devem construir um projeto coletivo.
Este minicurso propõe estudar os conceitos de agência e cidadania ativa/engajada,
situando-os dentro de uma linha crítico-histórica em que outras concepções se
aproximam ou se contrapõem, como: educação libertadora, emancipação, autonomia e
empreendedorismo. Nessa visão, a formação crítica se destaca como um dos
pressupostos-chave na educação linguística, no desenvolvimento da cidadania ativa e na
constante análise das crises sociais, políticas e educacionais. O minicurso pretende, por
fim, focalizar a relação língua-linguagem-crítica na construção/reconstrução de políticas
linguísticas e educacionais, objetivando promover a discussão acerca de um tema
gerador de crises e revisões.
Algumas das referência teóricas para o minicurso são: Kalantzis, Cope (2008, 2012;
2015; 2017); Lankshear, Knobel (2011; 2013; 2016); Luke (2004); Freire (1967, 1987,
2001) nos estudos sobre Letramentos; Pennycook (2007, 2010); Canagarajah (2013;
2010; 2007); Rajagopalan (2013; 2012; 2009; 2004) no diálogo com a Linguística
Aplicada Crítica; Biesta (2014; 2010; 2009); Janks (2014; 2008); Kubota (2004); Monte
Mór e Souza (2006); Rojo (2012; 2010) nas pesquisas sobre educação e ensino de
línguas e linguagens críticas e sobre os conceitos de Letramentos; e os estudos sobre
crítica desenvolvidos por Levinson (2011); Monte Mór (2013); Souza (2011), dentre
outros. Esses estudos são também desenvolvidos pelos participantes do Projeto
Nacional de Letramentos: ―Linguagem, Cultura, Educação e Tecnologia‖ (Diretório de
Grupos de Pesquisa do CNPq).

Palavras-chave: letramentos; letramentos críticos; agência; cidadania ativa, educação


linguística.

56
RESUMOS
COMUNICAÇÃOES
E POSTERS

57
PRODUÇÃO DE CURTAS-METRAGENS NAS AULAS DE LITERATURA: UMA
ESTRATÉGIA PARA O ESTÍMULO À LEITURA

Adauto Locatelli Taufer

Daniela Favero Netto

RESUMO: Esta comunicação contempla um projeto de ensino centrado em


propostas de trabalho proposta de trabalho centradas na escrita de roteiros e na
produção de curtas- metragens a partir da leitura do texto literário por estudantes do
terceiro ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul. Os objetivos estão relacionados a) à compreensão das
especificidades que há entre as linguagens literária e cinematográfica; b) à percepção
das relações que existem entre o texto literário e a narrativa fílmica; c) à produção de
curtas-metragens a partir da leitura do texto literário e da escrita de roteiros baseada
no texto de ficção; d) a uma estratégia para fomentar o interesse do adolescente pela
leitura por meio do cruzamento entre a literatura e o cinema. Alguns pressupostos
teóricos de Eliana Lúcia Madeira Yunes (1995), dos PCNs (2000), de Rosália Duarte
(2002), de Randal Johnson (2003), de José Wanderley Geraldi (2013) e da BNCC
(2018), por exemplo, alicerçam a pesquisa voltada ao estímulo à leitura associada à
escritura de roteiros e à produção de filmes. A discussão empreendida por esses
teóricos abarca aspectos que apontam: 1) a falta de interesse pela leitura e pelas aulas
de literatura por parte de muitos estudantes da Educação Básica e 2) os modos de
transpor a narrativa literária à fílmica. Quanto ao método, realizou-se uma sondagem
prévia acerca dos hábitos de leitura e apresentou-se a proposta de trabalho aos
estudantes, a qual se organizou da seguinte maneira: seleção dos textos literários
realizada pelos estudantes, que fizeram a sua leitura e, posteriormente, divididos em
grupos de até seis estudantes, escreveram os roteiros, adaptando a linguagem literária
à cinematográfica para, depois, filmarem os curtas- metragens e, finalmente,
realizarem nova sondagem. Dentre muitos dos resultados obtidos por meio dessa
investigação, destaca-se que o ensino da literatura apoiado na produção de curtas-
metragens tem-se configurado como uma estratégia bastante eficaz e satisfatória para
o estímulo à leitura do texto literário e para o aumento do interesse dos estudantes
pelas aulas de Literatura no Ensino Médio.

Palavras-chave: Curta-metragem. Educação Básica. Escrita. Literatura.

O FASCÍNIO EM APRENDER UMA SEGUNDA LÍNGUA

58
Adriana Aparecida Carvalho Pereira
Rosangela Lazaretti

Este trabalho tem como objetivo mostrar o fascínio que é o processo de aquisição de
uma segunda língua, e que esta pode acontecer em qualquer idade sendo e a vontade de
aprender relevante para o processo de aprendizagem. As teorias citadas “apenas”
demonstram as variáveis de um processo de aprendizagem. É ratificado neste trabalho
que não é possível escolher uma teoria para que ocorra o processo de aquisição de uma
segunda língua. As entrevistas, as buscas pelos processos de aquisição não foram
focadas nas crianças, no entanto, alguns entrevistados citam o período da infância como
um momento relevante para o processo de aquisição. Excertos de histórias de
aprendizagem são descritos para exemplificar como o processo de aquisição passa por
pressupostos teóricos e que estas são formadas em determinados períodos da vida. Para
verificar de que forma ocorreram as aquisições e identificar as teorias de aprendizagem,
optou-se por utilizar entrevistas qualitativas de base etnográfica e a utilização de dois
tipos de entrevistas: estruturada e aberta. Os excertos trabalhados forneceram subsídios
para verificar que a aquisição mediada pela interação entre diferentes elementos de um
sistema promovem a construção da identidade, motivação e autonomia, tornando-se
elementos importantes para o processo de aquisição. Podemos então dizer que, a
aquisição de segunda língua (ASL) consiste na interação dinâmica entre os diferentes
fatores individuais e sociais e que e as percepções do aprendiz e as estratégias de ensino
refletem consideravelmente no processo de aquisição. Para dar base teórica a este
trabalho, utilizamos autores como Krashen (1978), Lado (1964), Paiva (2009), White
(1989), Crystal (2005), Chomsky (1965), entre outros.

Palavras-chave: Aquisição; Aprendizagem; Segunda Língua.

Variação diacrônica do grau de transparência linguística do português brasileiro

Alessandra Regina Guerra

59
Esta comunicação insere-se numa interface entre a Sociolinguística, sobretudo o campo
dos estudos de variação linguística histórica, e a Gramática Funcional. Especificamente,
o quadro teórico-metodológico é constituído por uma articulação entre a Gramática
Discursivo-Funcional (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008), trabalhos sobre
motivações comunicativas determinantes da estrutura das línguas, como iconicidade e
economia (SLOBIN, 1977; HAIMAN, 1985) e trabalhos sobre processos de mudança
diacrônica (TARALLO, 1993; ROBERTS; KATO, 1993). O objetivo é apresentar
resultados de pesquisa em que se analisa a variação diacrônica do grau de transparência
linguística do sistema de referência por expressão pronominal e desinencial do
argumento-sujeito de 1ª e 2ª pessoas no português brasileiro. Particularmente, discute-se
a variação diacrônica do grau de transparência desse sistema decorrente da interação
entre três mudanças ocorridas na história da língua: aumento da frequência de expressão
pronominal do argumento-sujeito, aumento da frequência de uso do pronome “você” em
detrimento de “tu” e aumento da frequência de emprego da forma pronominal “a gente”
em prejuízo de “nós”. O período histórico abordado estende-se da primeira metade do
século XIX ao início do século XXI, e o corpus da pesquisa é composto por peças de
teatro brasileiras produzidas nesse período. Os dados apresentados e discutidos mostram
que o grau de transparência do referido sistema, no recorte temporal em questão, oscila
em torno de um determinado eixo, variando ora em direção a diminuição, ora em
direção a aumento de transparência, não se alterando de forma unidirecional.
Argumenta-se, então, que esse resultado estaria vinculado, em grande medida, à atuação
igualmente relevante das motivações comunicativas de iconicidade e economia.

Palavras-chave: Variação Histórica; Mudança Linguística; Transparência Linguística.

OBJETO DIRETO ANAFÓRICO NA FALA TEFEENSE

Alessandra de Souza Vasconcelos¹


Ana de Nazaré Egas Praia²

O presente trabalho busca mostrar o processo dos pronomes ele/ela em referência


anafórica na posição de objeto direto nos falares tefeense, com a finalidade de
caracterizar a fala de Tefé. Sendo assim, a pesquisa tem por objetivo descrever as
estratégias de pronominalização do objeto direto na retomada anafórica, utilizadas pelos
tefeenses. A metodologia usada neste trabalho está de acordo com o aspecto teórico-
metodológica da teoria variacionista sugerida por Labov (1972). Dessa forma, o corpus
a ser analisado é formado de 18 informantes, cujas falas foram tiradas de um banco de
dados constituído por bolsistas do PAIC entre 2011 e 2012. Os informantes foram
selecionados obedecendo aos seguintes critérios: três faixas etárias (7 – 19, 20 – 35, +
de 50), em cada faixa etária há 6 informantes de ambos os sexos e de três níveis de

60
escolaridade. Em se tratando da Faixa Etária, obteve-se os seguintes percentuais: com o
uso do PL (7-19): 40%, (20-35): 34%, (+50): 30%. Objeto Nulo: jovens – 60%, adultos
– 65% e idoso – 67%. Para o uso do CA na primeira FE não houve ocorrência, na
segunda FE (20-35) e terceira FE (+50) 1%. Quanto ao gênero do falante, notou-se que
os percentuais do homem e da mulher se aproximam. Vejamos: H – PL (39%), ON
(59%), E CA (1%). M – PL (33%), ON (66%) e CA 1%. Em se tratando da
escolaridade, os indicadores apontam um percentual muito próximo entre os níveis
(EF): PL (31%), ON (67%) E CA (2%), (EM): PL (43%), ON (57%), não houve
ocorrência do CA e (ES): PL (35%), ON (64%) E CA (1%). Portanto, observando os
percentuais das variantes podemos afirmar que a comunidade de Tefé utiliza na fala
com mais frequência o ON e com menos frequência o CA.
Palavras-chave: Objeto direto – referência anafórica - fala

e-mail para contato: cabocasan@gmail.com / ana_denazare@hotmail.com

Diálogos entre História e Literatura: temporalidade, distopia e nação na pós-


modernidade

Aline Lima Pereira

Mestranda em História Social das Relações Políticas

PPGHIS – Universidade Federal do Espírito Santo

A presente comunicação busca relacionar a proposta de se pensar em uma


diferente concepção temporal acerca da chamada pós-modernidade com a
ideia de nação na contemporaneidade, a partir de situações recentes – como a
crise de imigrantes na Europa, o Brexit e a eleição de Donald Trump nos
Estados Unidos. O objetivo é associar essa discussão ao tema da distopia na
pós-modernidade, uma vez que entendemos a distopia como uma chave
interpretativa para problematizar a questão acerca da temporalidade pós-
moderna. Procuramos associar a questão nacional a partir da perspectiva da
narrativa com a problemática da pesquisa em andamento sobre a relação entre
distopia, literatura e história. Para tanto, utilizamos a contribuição do teórico
indiano Homi K. Bhabha (2003), do teórico literário alemão Hans Ulrich
Gumbrecht (2015) e do historiador francês François Hartog (2013), com o

61
intuito de fomentar uma análise da narrativa distópica de Laranja Mecânica
(2012), do escritor inglês Anthony Burgess.

Palavras-chave: Temporalidade, nação, distopia.

AS DIVERGÊNCIAS, FUGAS E DESVIOS EM RESENHAS ACADÊMICAS:


UM ESTUDO RETÓRICO E LÉXICO-GRAMATICAL

Aline Moreira da Fonseca Nascimento


Eleone Ferraz de Assis

RESUMO: Ao analisar as resenhas produzidas por graduandos da


Universidade Estadual de Goiás, percebe-se a presença de divergências, fugas
e desvios nos traços descritivos, tanto na organização retórica como nos
elementos formais que sinalizam essa organização no nível léxico-gramatical.
Pensando nisso, esta pesquisa objetiva investigar nas resenhas acadêmicas,
produzidas pelos alunos do Curso de Letras: Português/Inglês da Universidade
Estadual de Goiás – Câmpus Jussara -, essas divergências, essas fugas e
esses desvios em relação ao padrão associado à normalidade do gênero. Para
tanto, o estudo fundamentar-se-á em Bakhtin (1995; 2011), Bezerra (2001;
2010), Biasi-Rodrigues (2009), Crismore (1989), Feak (2009), Francis (1994),
Medeiros (2013), Motta-Roth e Hendges (2010), Swales (1990; 1994; 2004).
Para a investigação, selecionar-se-á um corpus de 40 resenhas produzidas,
seguindo o modelo CARS (SWALES, 1990), por alunos do 6º e 8º Período do
Curso de Letras. Quanto à base metodológica, realizar-se-á uma pesquisa
qualitativo-quantitativa, buscando descrever as divergências, as fugas e os
desvios em relação ao padrão associado à normalidade do gênero. Desse
modo, as resenhas serão submetidas a um processo de segmentação e
análise, tendo em vista a estrutura retórica e os elementos léxico-gramaticais
do gênero.

Palavras-chave: Gêneros acadêmicos; resenhas; Estrutura retórica;


Organização léxico-gramatical.

A NOÇÃO DE TRABALHO NA CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO


DEPENDENTE QUÍMICO

Aline Rodrigues da Silva

62
Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento

Este trabalho se justifica pela necessidade de problematização da relação espaço discursivo e dependente
químico, uma vez que podem ser atribuídas características negativas a esses espaços. Com efeito, a fim de
problematizar as relações entre trabalho e dependência química, o córpus a ser investigado é constituído
por um conjunto de textos escritos por pessoas atendidas no CAPS ad (Centro de Atenção Psicossocial
álcool e drogas) de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A perspectiva teórica-metodológica se situa na
Análise do discurso de orientação francesa (CORACINI, 2007) em uma interface com os filósofos
Derrida (2011) a partir da noção de escritura; Foucault (1988, 2005, 2007) sobre discurso, sujeito,
arqueologia, genealogia e formação discursiva; e Arendt (2010) sobre a noção de trabalho. A partir do
processo arqueogenealógico (FOUCAULT, 1979 e 2009) de descrição e análise de córpus discursivo,
notamos que o sujeito dependente químico em recuperação enuncia a partir de espaços discursivos
relacionados ao trabalho, à religião e à família, manifestando enunciados que interligam esses espaços a
possibilidade do que o sujeito dependente químico afirma ser “rumo na vida”. Entendemos, também, que
a vontade de verdade (FOUCAULT, 2005) perpassa os enunciados como um tipo de exclusão, uma vez
que é exercido uma pressão e um poder de coerção sobre os discursos.

Palavras-chave: Discurso; Sujeito; Espaço discursivo.

O PAPEL DAS EMOÇÕES NA PRÁTICA DE UMA


PROFESSORA DE INGLÊS EM FORMAÇÃO INICIAL

Alyne Raíssa Belarmino Gomes

A atividade docente demanda do professor a mobilização de seu ser integral à


medida que envolve suas dimensões físicas, mentais, emocionais etc.
(MACHADO; BRONCKART, 2009). As emoções são consideradas atualmente
pela literatura como inseparáveis da cognição e são entendidas como recursos para
o agir, isto é, as emoções afetam o indivíduo aumentando ou diminuindo seu poder
de agir (SPINOZA, 1995), logo, não existe ação sem uma emoção que a possibilite
(MATURANA, 2002). Pesquisas recentes já reconhecem a importância das
emoções para o trabalho e a identidade docente (BARCELOS, 2013; VAN VEEN
et al, 2011). Contudo, da perspectiva que adotamos, os aspectos emocionais assim
como outros aspectos constitutivos do real da atividade docente (CLOT, 2007), só
são apreendidos pelo agir linguageiro do professor sobre seu trabalho. Face ao
exposto, este trabalho tem por objetivo analisar as marcas linguísticas relacionadas
às emoções presentes nos diários de uma professora em formação inicial em sua
primeira experiência em sala de aula no âmbito do PROLICEN, bem como as

63
causas dessas emoções e a forma como a professora reage a elas. Para tanto,
realizou-se uma pesquisa de natureza qualitativa-interpretativista em que foi feita a
leitura do diário e a seleção de excertos que evidenciavam as emoções vivenciadas
pela professora conforme representado por ela. Os excertos foram analisados à luz
da literatura acerca das emoções, bem como do Interacionismo Sóciodiscursivo
(ISD) e da Clínica da Atividade. Os resultados preliminares apontam para a
predominância de emoções negativas que acarretam a diminuição do poder de agir
da professora em formação inicial. Espera-se que esta pesquisa possa contribuir
para a área da formação (inicial) de professores no que se refere, sobretudo, à
dimensão emocional do trabalho docente.

Palavras-chave: Emoções, Formação Inicial, Trabalho docente.

As realizações fonéticas do fonema /-r/ no nordeste de Goiás

Amanda Diniz VALLADA

Resumo: Aliando-se aos princípios da sociolinguística variacionista, esta pesquisa procurou

entender a influência do fator sociogeográfico na realização fonética do fonema /r/ em coda

silábica no português falado no estado de Goiás. Haja vista que a região nordeste do estado faz

limite com o estado da Bahia, propôs-se a hipótese de que, nas cidades dessa região, a variável

mais comum em final de sílaba seria (-h) – recorrente na Bahia -, e não (-ɽ) - recorrente em

Goiás. Baseando-se nos dados presentes no Atlas Linguístico de Goiás: léxico-fonético (Milani

et al., 2015), três municípios da região nordeste do estado foram o foco da pesquisa: Campos

Belos, Posse e São Domingos. Os resultados obtidos da análise quantitativa dos dados

coletados indicam que a vibrante múltipla alveolar [r] ocorre em 5% do total de casos

analisados, o tepe retroflexo [ɽ] ocorre em 40% dos casos e a fricativa glotal [h] ocorre em 55%

dos casos, apontando fortemente para a possibilidade de que, na região nordeste de Goiás,

devido à proximidade geográfica com o estado da Bahia, o fonema /r/ em coda silábica é

64
realizado, na maioria dos casos, como [h], diferenciando a variedade da região àquela

geralmente falada em Goiás e aproximando-a à variedade encontrada na Bahia.

Palavras-chave: sociolinguística variacionista, fonema /r/, português goiano.

A POLIFONIA DE LOCUTORES NA REDAÇÃO DO ENEM: UM CAMINHO PARA O


ENSINO DE LÍNGUAS

Ana Cecylia de Assis e SÁ


Mônica Mano Trindade FERRAZ

RESUMO: Sabendo que a argumentação se faz presente nos mais variados gêneros
textuais, sobretudo naquele cobrado no Exame Nacional do Ensino Médio, e que este
sugere a presença de locutores, ou seja, de vozes e discursos distintos sobre
determinado tema, este trabalho tem como objetivo analisar a polifonia de locutores
presente em produções textuais do gênero dissertativo-argumentativo, proposto na
redação do ENEM, e como esta teoria pode contribuir para o Ensino de Línguas. A
fundamentação teórica da pesquisa se centrará nos estudos da Semântica
Argumentativa, à luz da Teoria da Polifonia de locutores e enunciadores, proposta por
Ducrot (1988), demonstrando que num mesmo enunciado estão presentes vários
participantes diferentes. Metodologicamente, para a análise dos dados, o corpus
selecionado foi composto por redações aos moldes do ENEM, seguindo o gênero
textual proposto pelo exame, escritas por alunos de um curso pré-vestibular, em João
Pessoa, na Paraíba. Analisou-se especificamente a argumentação no tocante à
Competência II, da Matriz de Correções elaborada pelo INEP (Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas), a qual sugere que seja inserido um repertório sociocultural que
demonstre o conhecimento social e cultural dos candidatos acerca do tema abordado.
A partir dos postulados de tal competência, no repertório inserido nos textos
analisados identificou-se a presença de diversos locutores, vista a influência e
necessidade de utilizar citações e dados estatísticos, por exemplo, marcados por
diferentes vozes no texto, para marcar autoridade na argumentação. Assim, verifica-se
a importância de se trabalhar a polifonia no ensino de línguas, sobretudo nas aulas de
redação, mostrando a necessidade de marcar o discurso a partir de uma
argumentação baseada na presença de diferentes locutores no texto.

Palavras-chave: Polifonia de locutores; Texto dissertativo-argumentativo; Ensino de


Línguas.

65
O ENSINO MÉDIO EM FOCO: A LÍNGUA INGLESA NO ESTADO DE TOCANTINS

Ana Cristina Messias Rodrigues

Neila Nunes de Souza

RESUMO: Essa pesquisa em andamento tem como objeto de estudo os currículos do Ensino
Médio da Secretaria de Educação, Cultura, Juventude e Esportes do Estado do Tocantins
(Seduc), no que tange as mudanças e contradições implantadas nas escolas a partir da Lei nº
13.415 de 16 de fevereiro de 2017. Questionamos a respeito das determinações da política
educacional estadual ao investigarmos como se implantam, e se consolidam as mudanças em
nível estadual, verificando o papel institucional na prática, no cotidiano da escola. Nosso
objeto de estudo, são os currículos do Ensino Médio, essencialmente de Língua Inglesa, que
nos propomos a ampliar o debate político sobre a Língua Inglesa, no contexto da escola
pública. Ainda, como se dá a aprovação da Lei nº 13.415/2017 na estruturação da Educação
básica tocantinense, com ênfase no Ensino Médio. Para tanto, a pesquisa é documental e os
estudos se dão a partir da análise dos documentos da Secretaria de Educação Estadual que
propõe as políticas a partir da legislação federal. Os documentos basilares da pesquisa são a
Lei nº 13.415/2017, LDB Nº 9394/96, SHIROMA; CAMPOS & GARCIA (2005) e FRIGOTO (2004).
A Seduc orienta as (12) Secretarias Regionais e cada uma delas desempenha o papel de
articuladora, com as escolas estaduais. Por isso, nos propomos a estudar os documentos
emitidos pela Seduc, direcionados às Secretarias Regionais e escolhemos uma Secretaria
Regional, que é a de Porto Nacional e selecionamos duas escolas estaduais uma da zona
urbana e outra da zona rural, para constatar o que efetivamente ocorreu de mudança nos
currículos escolares, compreendendo a delimitação do estudo, no componente curricular de
Língua Inglesa, no Ensino Médio, a partir da Lei 3.415/2017.A pesquisa é orientada pela
seguinte pergunta: Que mudanças ocorrem no currículo escolar Estadual no componente de
Língua Inglesa após a aprovação da Lei nº 13.415 de 16 de fevereiro de 2017?

66
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO MÉDIO; LÍNGUA INGLESA; POLÍTICAS
EDUCACIONAIS.

UM ESTUDO SOBRE O GÊNERO ANOTAÇÃO E SEUS REFLEXOS NA APRENDIZAGEM DISCENTE

Ana Paula da Silva


Coautora - Renata Herwig de Moraes Souza

Esta pesquisa investiga a escrita de anotações em produção textual, observando como elas se
organizam e atuam como facilitadoras na elaboração textual. Anotação ou tomada de notas
são termos comumente empregados para se referir às práticas de produções escritas que
realizamos quando sublinhamos palavras ao ler um texto, quando vamos registrar o que
pensamos sobre algum aspecto do que lemos, quando vamos relacionar nosso conhecimento
com um dado presente no texto, entre tantas outras situações semelhantes que nos
direcionam a essas práticas. Espera-se por intermédio deste estudo verificar o tipo de
anotação que é produzido durante a produção textual, observando como elas ocorrem e
classificar os tipos encontrados; serão analisadas as formas que essas anotações estão
vinculadas à compreensão do alunado em relação ao texto produzido. Para alcançar esse
objetivo, conceituamos o que é anotação, observando como elas estão inseridas em nossas
práticas sociais, especificamente no ambiente escolar. O corpus abarcado na realização deste
trabalho será coletado em uma sala de aula da rede estadual de ensino da cidade de Jussara-
Goiás. Para fundamentar esse estudo, são usados alguns arcabouços teóricos que discorrem
sobre essa temática: Geraldi (2015), Bazerman (2006), Dionízio (2011), Herculano-Houzel
(2010), Koch (2002); Kleiman (2002), dentre outros. Entender a contribuição do gênero
anotação é o foco dessa pesquisa, justamente por ser uma prática que pode somar com a
produção textual dos alunos.

Palavras-chave: Estudo. Anotação. Ensino da Educação Básica.

67
VIOLÊNCIA CONTRA OS POVOS INDÍGENAS DE DOURADOS MS

Anderson Aparecido Pires

Rita de Cássia Pacheco Limberti

Considerando a violência como uma prática etnocêntrica em relação ao outro, em que o


agressor , dominado por uma ideologia egoísta decide negar a alteridade; o presente trabalho
é elaborado com objetivo de ampliar os estudos referentes à violência em contexto indígena.
Conforme sabemos o sujeito se constrói pela relação com o outro e nesse meio se produz o
discurso, que por sua vez, é marcado pela ideologia- condição imaginária de existência- frente
a realidade. Nessa relação entre pares, perante a realidade, pode haver o trânsito de
ideologias violentas, em que opressor e oprimido fazem uso das mesmas práticas a fim
destruir o outro, tornando-o assim: etnocêntrico. Independente da condição que se encontra,
seguindo uma lógica binária: opressor ou oprimido. Nossos teóricos contribuem na perspectiva
de lançar luz sobre a investigação que nos propomos. Para os estudos acerca da violência, a
psicanalista Maria das Graças Almeida (2010) foi de relevância, pois nos afirma que todos os
seres são potencialmente violentos, o que cabe aos sujeitos é saber administrar essa
capacidade; a fim de conhecermos a sociedade indígena de Mato Grosso do Sul, em específico
Dourados, Pereira (2010), Santana Junior (2006) e Chamorro (2015). Já, Rivoredo e Costa
(2011) auxilia-nos quanto as práticas sociais na contemporaneidade dos povos indígenas,
para que assim, possamos por meio da Análise do discurso de linha francesa- considerando
Michel Pechêux (2009) como norteador - , olhar discursivamente para a canção ‘Tupã’ –
composta pelo grupo de rap indígena Brô Mc´s- e perceber os mecanismos linguísticos que
contribuem para que se engendre a violência nas aldeias e seja refletido por meio do rap.

PALAVRAS –CHAVE: Discurso; luta; rap.

68
ESTILOS DE FALA MATERNO: UM ESTUDO DE CASO DE DUAS DÍADES
MÃE-CRIANÇA COM DESENVOLVIMENTO ATÍPICO DA LINGUAGEM

Andreza Aparecida Polia

Marianne Carvalho Bezerra Cavalcante

O objetivo geral deste estudo foi o de investigar as características da fala das mães em
duas díades mãe-criança sendo que essas apresentavam diagnóstico de Encefalopatia
Crônica Não-Progressiva, popularmente denominada de Paralisia Cerebral cujo
desenvolvimento da linguagem é considerado atípico. Como referencial teórico partiu-
se de uma perspectiva sócio-interacionista e da óptica da aquisição multimodal acerca
da aquisição da linguagem. (KENDON, 1972; 1980; McNEILL, 1985, 1992;
TOMASELLO, 2003; AQUINO, SALOMÃO, 2009, 2011; CAVALCANTE, 2011;
FONTE, BARROS, CAVALCANTE, SOARES, 2014; CAVALCANTE, BARROS,
SILVA, ÁVILA-NÓBREGA, 2015; MELO, 2015; ÁVILA-NÓBREGA,
2017).Participaram deste estudo duas díades mãe-criança, sendo uma criança do gênero
feminino com comprometimento motor e linguístico severo e outra do masculino com
comprometimento motor e linguístico leve, com idades respectivamente de 15 a 27
meses e 17 a 29 meses. As díades foram filmadas em situação naturalística, no ambiente
domiciliar durante 12 meses, tendo cada filmagem duração de aproximadamente 15
minutos, com intervalos quinzenais entre as filmagens. O registro dos dados foi
realizado através de um diário de campo e as filmagens foram analisadas com o auxílio
do sistema computacional ELAN (Eudico Linguistic Annotator). A análise das falas
maternas apontou que enunciados de continuidade bem como a interpretação de
qualquer produção vocal (holófrases, jargão), e até mesmo em cenas de atenção
conjunta sem nenhuma produção vocal, foram mais utilizados pela mãe da díade na qual
a criança é mais comprometida motora e linguisticamente, dado este que difere do
apontado pela literatura prévia da área. Já a mãe da criança com menor
comprometimento linguístico e motor, apresentou estilo de fala mais diretivo, poucos
enunciados de continuidade, e sua fala constituía-se mais para repreender e ordenar
comportamentos.Esses aspectos enfatizam a importância de se considerar o estilo
linguístico de fala materna(relacional ou diretivo) e suas influências no processo de
aquisição de linguagem da criança.

Palavras-Chave: díade mãe-criança; desenvolvimento a típico da linguagem;estilos de


fala materna

69
Comparação dos movimentos oculares de duas crianças
durante a leitura de problemas matemáticos: um estudo de caso

Sanny Duarte
Angela Maria Santana
Angela Ines Klein

Os movimentos oculares, segundo Hartmann (2015), fornecem


informações sobre o processamento on-line em tempo real; medindo
características espaciais e temporais, que são fixações (a manutenção do olhar
em um determinado local no campo visual) e sacadas (o movimento rápido dos
olhos de um local para outro). A sequência resultante destes dois movimentos
é o caminho de varredura (Susac et al., 2014). Esse caminho é a medida on-
line da compreensão, a qual, de acordo com Solé (1989), resulta da
combinação entre os objetivos de leitura que guiam o leitor, os conhecimentos
prévios e a informação que o autor queria transmitir. Assim sendo, a leitura é
uma atividade bastante complexa e envolve problemas semânticos, culturais,
ideológicos, filosóficos, e até fonéticos, como afirma Cagliari (2009). A
compreensão em leitura de textos tem sido mundialmente analisada através
dos movimentos oculares. No entanto, a habilidade da leitura com enfoque na
resolução de problemas matemáticos é menos frequente. Desse modo, a
compreensão leitora em matemática, aliada a um trabalho pedagógico
envolvendo habilidades de leitura, em parceria com a tecnologia, podem
contribuir no entendimento do processo ensino-aprendizagem. Para tanto, o
presente estudo objetiva analisar os movimentos oculares de crianças do
quinto ano do Ensino Fundamental I, da cidade de Ponta Grossa, Paraná,
enquanto elas resolviam problemas matemáticos similares aos da Prova Brasil.
Os alunos leram 10 problemas matemáticos, na frente do rastreador ocular de
500 Hz; em seguida, as crianças respondiam oralmente as questões de
múltipla escolha. Comparando os movimentos oculares de quem acertou os
problemas com quem errou, verificaram-se discrepâncias no tempo de leitura,
número de fixações, sacadas e regressões. Os resultados podem trazer
informações úteis aos professores dos anos iniciais, que lecionam matemática,
e aos professores das demais áreas, que estão interessados em desenvolver a
habilidade de compreensão em leitura dos alunos.

Palavras-chave: movimentos oculares; resolução de problemas matemáticos;


compreensão em leitura.

70
PIBID LETRAS-INGLÊS: REPRESENTAÇÕES DE PROFESSORES EM
FORMAÇÃO INICIAL ACERCA DO TRABALHO DOCENTE

Angélica de Melo
MAIA

Universidade Federal da Paraíba

angélica.maia@gmail.com

Janine dos Santos


ROLIM

Universidade Federal da Paraíba

janinerolim@hotmail.com

Nas últimas décadas, evidenciam-se transformações nas diversas esferas sociais


que têm afetado o mundo do trabalho. Simultaneamente, é possível perceber uma
crescente disposição de pesquisadores para explorar e compreender esse campo de
estudo – o mundo do trabalho –, de forma geral ou enfocando profissões
específicas. Neste sentido, esta pesquisa tem como propósito central a
compreensão de alguns aspectos do trabalho de professores de inglês em formação
inicial e, também, de algumas transformações no/do agir docente a partir da
perspectiva das Ciências do Trabalho e de algumas de suas categorias (CLOT,
1999, 2007; MACHADO, 2004). Para tanto, foi analisada a aplicação de um plano
de aula de língua inglesa desenvolvido em 2016 em uma escola de nível médio de
João Pessoa – PB no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência (PIBID/CAPES) Letras-Inglês da Universidade Federal da Paraíba, a
partir das representações sobre o trabalho docente elaboradas pelos três
professores em formação inicial que planejaram e ministraram a aula. Como
corpus desta pesquisa, utilizamos a transcrição do áudio de um grupo focal
composto por esses professores acerca de alguns aspectos processo de
planejamento e desenvolvimento da regência. Os resultados alcançados assinalam

71
a relevância da atividade de ensino em meio a tantas outras formas de trabalho.
Desse modo, espera-se que esta pesquisa amplie a visão sobre que fatores estão
envolvidos no processo de formação inicial de professores de língua inglesa, no
que se refere ao planejamento e ministração de aulas, e que sentidos são
construídos por esses professores quando têm a oportunidade de comparar e
refletir sobre o trabalho docente prescrito e realizado ainda durante o período da
licenciatura.

Palavras-chave: Formação Inicial; Pibid; Trabalho Docente.


REPRESENTAÇÃO DE ATORES SOCIAIS NEGROS NA CAPA DE UMA
REVISTA NACIONAL POR MEIO DO DISCURSO MULTIMODAL

Anna Beatriz Mormetto Alvarenga


Daniel Fernandes Costa
Lilia Barbosa da Silva

Este estudo tem por objetivo investigar de que forma é produzida a representação,
imagética e verbal, de atores sociais na capa de uma das edições da revista Veja, que
trata a questão da identidade racial. A fim de atingir tal propósito, o referencial teórico
adotado é o desenvolvido pela Gramática Sistêmico-Funcional (HALLIDAY, 2014),
integrada por mais uma abordagem de cunho sistêmico: a Teoria da Multimodalidade,
que possui como principal sustentáculo a Gramática do Design Visual (KRESS;VAN
LEEUWEN, 2006). Nesta pesquisa, valemo-nos, como expediente metodológico, de um
estudo de cunho interpretativo-qualitativo de uma capa da revista Veja, com a aplicação
de algumas ferramentas analíticas das metafunções ideacional, interpessoal, textual
(Gramática Sistêmico-Funcional), análogas às metafunções representacional, interativa
e composicional (Gramática do Design Visual). A pesquisa empreendida (que é um
recorte do projeto “A construção de significados em capas de revistas brasileiras”)
justifica-se na necessidade de as pessoas reconhecerem – se se considerar as mudanças
sociais e a formação do pensamento crítico – os significados semióticos construídos na
teia discursiva multimodal. Através de uma análise preliminar, chegamos à conclusão
de que, no gênero multimodal capa de revista, em meio à transformação social, os atores
sociais negros representados se encontram em evidência na estrutura imagética, e, ainda,
por meio da composição verbal da chamada, é reiterado o papel social de destaque, no
que concerne ao combate ao racismo. Com a proposição deste estudo, esperamos
contribuir para a compreensão de que as imagens, veiculadas por produtores textuais
que se comprometem com o contexto social, produzem e veiculam uma pluralidade de
significados, com os mais variados propósitos comunicativos.

Palavras-chave: Multisemiótica; Atores sociais negros; Capa de revista.


(DES)CAMINHOS DOS SENTIDOS DO PÚBLICO E PRIVADO NO DISCURSO
DA LEI DAS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

72
Antonio Castro do Amaral

Este trabalho, fruto da tese de doutorado “(Des)caminhos dos Sentidos do Público e


Privado no Discurso da Lei das Parcerias Público-Privadas”, objetiva analisar, sob as
fundamentações teóricas da Análise do Discurso (AD), fundada por Michel Pêcheux, ao
fim da década de 1960 como teoria materialista do discurso, os sentidos de “público” e
“privado” no discurso oficial Lei das Parcerias Público-Privadas (LPPP), nº.
11.079/2004, do Governo Federal brasileiro. Para tanto, a pesquisa, já em fase final,
analisou, sob o enfoque materialista, os sentidos históricos, sobre o “público” e o
“privado”, desde a Antiguidade clássica à constituição do Estado contemporâneo,
destacando que as esferas do “público” e do “privado” sempre estiveram atrelados a
distintos lugares, que se excluem mutuamente; a pesquisa também revistou aspectos
teóricos e conceituais da Análise de Discurso no Brasil, relativamente às principais
categorias concernentes às “formações ideológicas”, “formações discursivas”, “efeitos
de sentido”, “silenciamentos”, “implícitos”, “interdiscurso”, “intradiscurso” e outras
importantes conceituações, necessárias ao desvelamento dos sentidos de “público” e
“privado” na discursividade da LPPP. As análises puderam desvelar o processo de
relativização e homogeneização dos conceitos atinentes aos sentidos de “público” e
“privado”, demonstrando que o processo de ressignificação desses sentidos decorreu do
projeto de expansão hegemônica de controle do capital sobre toda a sociedade, que
privatiza o “público”, submetendo-o aos interesses dos grupos econômicos nacionais e
internacionais.
Palavras-chave: Público e Privado. Lei das Parcerias Público-Privadas. Análise de
Discurso Pechextiana.

ENTRE OS NOSSOS DESEJOS E SUA CONCRETIZAÇÃO, ENTRE OS


NOSSOS SONHOS E REALIZAÇÕES: A APROPRIAÇÃO DAS
TECNOLOGIAS NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA

Ariane Peixoto Mendonça (UEG)

Resumo: Nessa comunicação, proponho trazer uma contribuição para a área de Ensino
e Aprendizagem de Língua Inglesa mediada pelas TIDCs. Desenvolvi ao longo dos
últimos dois anos alguns trabalhos teóricos e práticos sobre a necessidade e a
importância de incorporar o uso das tecnologias nas aulas de língua inglesa, as quais
poderiam ser exploradas de forma prática, lúdica, interessante e que favorecessem o
processo de aprendizagem do aluno. A constante busca por trabalhos mais significativos
tentando sempre articular a teoria e a metodologia que permita a apropriação das
tecnologias para além de sua instrumentalidade foi o que propus junto a turma de Letras
da Faculdade Unifan (Goiânia) dos períodos III e IV, porque entendo que o domínio da
ferramenta em si não é suficiente, há portando, a necessidade de apropriação pedagógica
da ferramenta virtual tanto por parte do professor quanto por parte do aluno. Assim, a
questão que mobiliza a presente discussão se baseia em dois aspectos que marcam o
processo de aprendizagem de língua inglesa para o uso das tecnologias: a) A utilização
73
de ferramentas virtuais com o propósito de auxiliar o desenvolvimento das habilidades
em língua inglesa, neste contexto a ferramenta Padlet; b) A não dicotomização entre o
técnico e o pedagógico. Para tanto, o referencial teórico se apoia em estudos sobre a
mediação pedagógica, tecnologias e novas educações(BAKHTIN, 2004; DIAS, 2010;
FIRNANDI, PREBIANCA, MOON, 2013; LEFFA,2009; MASETTO,2013;
MORAN,2013, PINTO, PRETTO, 2006; PEIXOTO 2014, 2015; TOSHI, NEIVA,
2014). Os dados foram gerados por meio dos seguintes procedimentos: narrativas
autobiográficas,relatos das aulas, mensagens via Whatsapp e postagem no site
PADLET.

Palavras-chave: Tecnologias.Ensino. Aprendizagem. Ambiente Virtual. Padlet

As contribuições da teoria dos exemplares na Variante do R no falar


portuense

Auricélia Alencar da Silva Fernandes

RESUMO: Este estudo intitulado “As Contribuições da Teoria dos Exemplares na


Variante do R no Falar Portuense”, tem por objetivo analisar as variedades do r-fraco e
R-forte em coda em relação à estrutura silábica no falar da comunidade, da cidade de
Porto Nacional/TO. As amostras da comunidade de fala da cidade de Porto
Nacional/TO, serão coletas por um gravador digital em alta frequência em um local
silencioso e as análises serão realizadas de acordo com o que ocorrem no Português
Brasileiro. Faz se necessário, para melhor compreensão das variantes do “erre” a
pesquisa de campo, pois a mesma buscará informações com a população portuense e
será de natureza qualitativa, para isso, serão realizadas entrevistas estruturadas e
espontâneas. Os dados serão analisados com o auxílio dos programas computacionais
PRAAT para analisarmos as variáveis linguísticas independentes e o Goldvarb X,
quantificamos estatisticamente os fenômenos variáveis sociais. Serão selecionados doze
informantes para a realização das entrevistas, que serão distribuídos de acordo com a
estratificação: a) sexo: masculino e feminino; b) idade: 23 a 35 anos, 36 a 54 anos, +55
anos; c) nível de escolaridade: ensino básico completo e ensino superior completo. Este
trabalho será fundamentado na Fonologia de Uso (BYBEE, 2001) e o Modelo de
Exemplares (JONHSON, 1997; PIERREHUMBERT, 2000) diferem da visão

74
tradicional e postulam que a representação mental do componente fonológico é
múltipla, pois inclui os alofones e o detalhe fonético. Por isso, esses modelos são
denominados multirrepresentacionais. Os resultados esperados deste trabalho são:
identificar as variantes fonéticas do r que ocorre na fala do portuense, analisar as
variáveis linguísticas independentes como: posição na sílaba, número de sílaba, vogal,
frequência de ocorrência, a tonicidade e o indivíduo, também será analisando as
variáveis sociais como: sexo, idade e nível de escolaridade.

PALAVRAS-CHAVE: Róticos; Fonologia de Uso; Modelos de Exemplares.

ATOS DE FALA (IN)DIRETOS COMO ESTRATÉGIAS DE (IM)POLIDEZ

Um estudo intercultural no contexto do ensino de Alemão como

Língua Adicional: interação entre professor alemão e aluno falante de português no Brasil

Resumo: Dada a importância dos estudos sobre polidez nas pesquisas interculturais e das
escassas discussões relativas ao contexto de ensino quanto a esse aspecto, mostra-se
necessária a investigação sobre o uso da (in)diretividade como estratégia de (im)polidez nas
interações interculturais. Para tanto, pretende-se com esta pesquisa realizar uma investigação
no contexto de ensino de alemão como língua adicional, envolvendo um professor alemão e
alunos brasileiros aprendizes de alemão. Este estudo situa-se no âmbito da Sociolinguística
Interacional que investiga como o processo interpretativo funciona nas interações
interpessoais, utilizando enunciados reais dos usuários da linguagem na comunicação face a
face. O objetivo deste estudo é analisar os atos de fala diretos e indiretos como estratégias de
(im)polidez em situações de interação entre os interagentes envolvidos no processo, a fim de
evidenciar os efeitos causados. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com orientações
etnográficas, que utiliza microanálises interacionais. Os fundamentos teóricos se baseiam
principalmente na teoria da polidez de Brown e Levinson (1987) e nas contribuições sobre
polidez de Culpeper (2011) e Brandão (2016). Os registros foram obtidos por meio da gravação
em vídeo de duas aulas de alemão. O estudo mostra que o uso da diretividade e da
indiretividade, como estratégias de polidez, resulta em mal-entendimentos em certas
situações de interações interculturais. Assim, esta pesquisa pretende colaborar para o
desenvolvimento de pesquisas interculturais, notadamente pelas investigações em contexto
de sala de aula.

Palavras-chave: Estratégias de (im)polidez; (In)diretividade; Ensino de alemão com Língua


adicional.

75
A constituição do sujeito e a literatura: autor, leitor e interlocução

Betina Rezze Barthelson

Doutoranda em Linguística

Instituto de Estudos da Linguagem - UNICAMP

Resumo: Esse trabalho se assenta no interior da Linguística Aplicada apresenta uma reflexão
sobre a relação entre a literatura e a constituição do sujeito que lê a partir dos conceitos de
interlocução e relação interlocutiva de leitura (GERALDI, 2003) e do ensino da literatura
através da abordagem do letramento literário (COSSON, 2009). Considerando-se que esta
reflexão se dará no âmbito do contexto escolar, buscamos refletir sobre o papel do professor no
ensino da literatura. Tendo em vista a importância da escola no ensino da escrita, da leitura e da
literatura frente às diversas práticas sociais organizadas a partir da presença – direta ou indireta -
da escrita, essa reflexão se justifica pela relevância da apropriação da literatura pelo aluno para a
sua efetiva participação e ampliação dessa participação como sujeito-leitor nas práticas letradas.
Tal discussão será norteada pela concepção de escola como instituição responsável pelo
aprendizado formal do aluno que tem atrelada a si os resultados de um processo histórico
específico da cultura ocidental: a preocupação com o futuro revelada na atenção à formação do
aluno, e a preocupação com o passado, marcada pela valorização da herança cultural relevante
para a constituição do sujeito (GERALDI, 2003). Teórica e metodologicamente a análise se
fundamenta na revisão da literatura para uma aproximação entre os conceitos tratados por
autores relevantes nas áreas da Linguística - Benveniste (1991), Geraldi (2003) - e do
Letramento Literário -Cosson (2006; 2017), Paulino e Cosson (2009). Os resultados da
aproximação teórica realizada entre os autores das áreas da Linguística e do Letramento
Literário apontam para o fato de que o ensino da literatura na escola pode ampliar o universo de
referência do aluno e modificar os sentidos anteriormente por ele construídos, contribuindo,
assim, para a resigfinificação do papel do professor e do ensino da literatura na escola.

Palavras chaves: Letramento literário; constituição do sujeito; interlocução.

76
MATERIAIS DIDÁTICOS DE ESPANHOL PARA FINS ESPECÍFICOS:
REFLEXÕES SOBRE SELEÇÃO, ELABORAÇÃO E USOS

Bianca Agarie

Conforme Bedin (2017), a oferta de língua estrangeira nos cursos tecnológicos deve ser
organizada e pensada com base nas necessidades específicas de cada grupo de alunos,
nos propósitos de cada segmento profissional e contexto de ensino. Entretanto, a mesma
autora evidenciou em sua pesquisa uma lacuna na formação professores de espanhol
nesse âmbito de ensino, visto que o tratamento dado a essa língua não contempla o
campo profissional da formação do aluno. Como consequência disso, esses docentes
podem encontrar dificuldades em selecionar materiais didáticos adequados e que
atendam às necessidades profissionais exigidas nas áreas contempladas pelos cursos
tecnológicos. Dessa forma, com base em Almeida (2016), Ramos (2004, 2005, 2012),
Sanchez e Estima (2017), Strevens (1988) e Vian Junior (1999), buscamos discutir
acerca da seleção e/ou elaboração de materiais didáticos de línguas para fins
específicos, mais especificamente, a espanhola. Com este estudo, não nos propomos a
indicar materiais adequados, já que é necessário respeitar a autonomia do professor, o
contexto específico e o perfil dos alunos. Nossa proposta é refletir sobre o ensino de
línguas no contexto tecnológico e quais critérios são importantes a se considerar no
momento de selecionar e/ou elaborar uma atividade com vistas à formação profissional
e crítico-reflexiva do alunado.

Palavras-chave: Espanhol; Ensino Tecnológico; Línguas para fins específicos

JARDIM SENSORIAL: UM NOVO SENTIDO DE INTERPRETAÇÃO

Boninne Monalliza Brun Moraes


Jackeline Cabral Loureiro de Almeida

RESUMO: Na prospectiva de atender à temática da Linguagem, Discurso e Sociedade,


este estudo aborda uma análise discursiva materialista histórica acerca da posição
discursiva da diretora responsável por uma escola municipal de educação infantil da

77
cidade de Sinop- Mato Grosso quanto à possibilidade de implantação de um Jardim
Sensorial na instituição. O objetivo deste artigo foi discutir os fatores que constituem as
condições de produção da implementação de um jardim sensorial em uma escola no
dizer de sua diretora. Justifica-se a importância desta pesquisa em estabelecer espaços
de interação entre o professor-pedagogo e o aluno com necessidades especiais,
estimulando as capacidades de aprendizagens individuais com a socialização,
identificação sensorial, cognição e aprendizagem como um todo. O corpo da pesquisa
foi constituído por entrevistas com a diretora, fotografias com os espaços da escola,
a Lei nº 6.949 de 25 de Agosto de 2009 que preconiza o direito às pessoas com
deficiências, o Projeto Político-Pedagógico da escola e a Lei Municipal 2.139 de 23 de
junho de 2015 que trata do tema em nível local. As análises foram baseadas no
dispositivo teórico-analítico da Análise do Discurso destacando as noções de discurso
pedagógico, condições de produção, forma-sujeito aluno com necessidades especiais
com os autores Michel Pêcheux e Eni Orlandi. Tem-se como resultado que o discurso
do sujeito-diretor, como professor e educador, mostrou esforços escolares para a real
inclusão, com a qualificação do corpo docente, mas também identificou a necessidade
de se envolver a comunidade de pais para o sucesso da integração entre todos os alunos.
Palavras-chave: Jardim Sensorial, Análise do Discurso, Inclusão.

O ensino de Literatura e História na educação básica a partir de uma concepção


de língua como transgressão: escrevivências nas obras de Eliane Potiguara e
Scholastique Mukasonga
Bruna Paiva de Lucena
Cristiane de Assis Portela

Resumo: A proposta aqui apresentada coloca em diálogo as experiências de duas


pesquisadoras que são, respectivamente, professoras de Língua Portuguesa e História na
Secretaria de Educação do Distrito Federal- SEEDF. Estas reflexões estão vinculadas ao
grupo de estudos Autoria de Mulheres, Pedagogia Engajada e suas
Interseccionalidades, que reúne pesquisadores da SEEDF, da Universidade de Brasília e
do Centro Universitário de Brasília, em torno do Programa Mulheres Inspiradoras,
política pública que estimula professoras/es a elaborarem projetos que serão
desenvolvidos junto a estudantes da educação básica a partir de uma metodologia de
trabalho pautada na leitura de obras escritas por mulheres e que estimulem processos
autorais de leitura e escrita. O objetivo é analisar as obras Metade cara, metade
máscara de Eliane Potiguara e A mulher de pés descalços de Scholastique Mukasonga,
com o intuito de contribuir para o desenvolvimento de pedagogias fundamentadas na
autonomia, na resistência e na transgressão; serão propostas diferentes estratégias
metodológicas, pedagógicas e didáticas para o estudo dessas obras na escola.
Teoricamente, problematizamos a concepção de língua como lugar de opressão e ao
mesmo tempo, espaço potencial de transgressão, conforme proposto em bell hooks e
Glória Anzaldúa. Metodologicamente, a concepção de escrevivência de Evaristo nos
indica caminhos para utilização da autobiografia em contextos escolares, um tipo textual
capaz de trazer ao ambiente escolar uma rede de troca de afetos e experiências que
propicia o ensino da língua não só como interiorização de determinado padrão
linguístico e educacional mas também como forma de transgressão desses,
78
problematizando os conceitos históricos e a noção de temporalidades. As obras de
Eliane Potiguara e Scholastique Mukasonga nortearão essas experienciações, em
diálogo direto com os conteúdos curriculares de História e Literatura no 9o ano do
Ensino Fundamental, no que se refere aos eixos transversais relacionados à diversidade,
direitos humanos e sustentabilidade.

REFLEXÕES DE PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA EM (TRANS)FORMAÇÃO

Bruna Quartarolo Vargas

RESUMO: Levando-se em consideração a Teoria Sócio-Cultural (TSC), preconizada por


Vygotsky 1978; 1998) e seguidores (LANTOLF, 2000; REGO, 2011), esta pesquisa ainda em
fase de desenvolvimento, se insere na área de formação (inicial) de professores e ensino-
aprendizagem de língua inglesa (LI). O corpus para análise deste trabalho é/está sendo gerado a
partir de interações entre a professora pesquisadora e três alunos em formação inicial, sendo
uma aluna bolsista de treinamento profissional e dois alunos em estágio curricular de graduação.
Dentre os participantes da pesquisa, a professora supervisora, com mais de dez anos experiência
na área de ensino-aprendizagem de LI, sugere a leitura e discussão de textos acerca da avaliação
da aprendizagem da língua inglesa, tema este escolhido a partir das indicações de interesse dos
próprios estagiários, que apontam este assunto como lacuna não preenchida durante a
graduação. O objetivo é propiciar oportunidades de surgimento de Zonas de Desenvolvimento
Proximal (ZDP) para ampliar conhecimentos de práticas de sala de aula. Acredita-se que os
resultados poderão revelar tais interações como oportunidades de “transformação coletiva em
lugar de transformações individuais” (ENGERSTRÖM, 2008), ou como “palco para batalhas
ideológicas” (BERNSTEIN, 1993), uma vez que em conjunto, mediados pela linguagem e com
o auxílio dos pares mais experientes, provavelmente serão desveladas negociações de sentidos
realizadas pelos participantes. Neste contexto a ZDP poderá emergir como “espaço dialético de
formação coletiva, de tensão, de contradições que geram conflitos, de ações colaborativas, como
um movimento constante de questionamento e compartilhamento de novas criações”
(MAGALHÃES, 2009).

Palavras-chave: Formação de professores de língua inglesa; avaliação de aprendizagem, Zona


de Desenvolvimento Proximal.

LEITURA E LÉXICO: ANÁLISE DE ATIVIDADES DE VOCABULÁRIO EM LIVROS-DIDÁTICOS DE


INGLÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA

79
Bruno de Azevedo

Leda Maria Braga Tomitch

RESUMO: O conhecimento lexical é considerado antecipador da compreensão leitora (NATION,


2001), além de a leitura ser uma fonte de aquisição lexical (LAUFER, 2017). Considerando essa
perspectiva, esta pesquisa objetivou analisar atividades de vocabulário de inglês como língua
estrangeira em livros didáticos para investigar qual a relação das atividades de vocabulário
com a unidade de leitura. Como objetivos específicos, procurou-se investigar (i) quais
processos componentes da leitura as atividades fomentam (decodificação, compreensão
literal, compreensão inferencial e monitoramento da compreensão em Gagné et al., 1993); (ii)
como as atividades são apresentadas na unidade de leitura; (iii) se as atividades abordam
palavras frequentes e que auxiliem na identificação de ideias principais e/ou secundárias dos
textos; (iv) o número de ocorrências das palavras ao longo das unidades; (v) qual nível de
processamento as atividades promovem. Para tal análise, três livros didáticos listados nos
programas de disciplinas do curso de Letras-Inglês da Universidade Federal de Santa Catarina
foram selecionados. Os resultados mostraram que somente um dos livros apresenta uma forte
relação com a unidade de leitura. Com relação aos objetivos específicos, dois dos livros
parecem fomentar processos de baixo nível; um dos livros predominantemente apresenta
vocabulário em forma de atividades de inferência, enquanto os demais focam em atividades
de forma-significado. Ademais, somente um dos livros abordou palavras mais frequentes da
língua inglesa e palavras que são relevantes para ideias principais e/ou secundárias dos textos,
além de fornecer várias oportunidades de encontro com as palavras. Por fim, somente um dos
livros parece promover um nível profundo de processamento com as palavras abordadas pelas
atividades.

Palavras-chave: leitura; léxico; livros didáticos.

LETRAMENTOS DO PROFESSOR DE INGLÊS: COMPREENSÃO DA


CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL PELOS PROCESSOS DE
ENSINAR E APRENDER

Caique Fernando da Silva Fistaro


Janete Raquel Pavlak Bloemer
Cyntia Bailer

A identidade profissional do docente de inglês pode ser compreendida a partir dos


processos de ensinar e aprender (GIMENEZ, 2005), tanto na formação inicial ou
continuada, quanto nos diversos letramentos experienciados ao longo do cotidiano,
vivências essas que refletem diretamente na prática desenvolvida em sala de aula. Por
isso, esse trabalho objetiva compreender como ocorrem esses letramentos do docente de
inglês para construir sua identidade profissional nesse processos, em especial ao
planejar as aulas. Esta pesquisa quanti-qualitativa (BOGDAN; BIKLEN, 1999) foi

80
realizada com os professores de inglês da Secretaria Municipal de Educação de
Blumenau, por meio de questionário com perguntas abertas e de múltipla escolha. A
análise de dados foi realizada em uma perspectiva dialógica do discurso a partir dos
Estudos dos Letramentos (LEA; STREET, 2006), com foco nos Letramentos do
Professor (STREET, 2012), bem como em estudos sobre saberes pedagógicos
(TARDIF, 2000). Os dados apontam que o professor realiza dois processos específicos
de ensinar e aprender: busca embasamento legal em documentos norteadores tais como
os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1997), as Diretrizes Curriculares
Municipais de Blumenau (DCM, 2012) e, em conhecer a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC, 2018); e de planejar as aulas a partir destas leituras e estudos. Ao
longo desses processos, os professores sentem falta de diálogo e planejamento coletivo
dentro dos movimentos obtidos nos tempos e espaços escolares e tentam romper com
esses desafios institucionais. Os resultados iniciais demonstram ainda que o docente de
inglês compreende os processos de ensinar e aprender e busca melhorar o
desenvolvimento de sua prática em sala, tanto por meio das formações continuadas
oferecidas pela rede municipal de ensino, quanto na busca autônoma de aprendizagens
para a construção da sua identidade profissional.

Palavras-chave: letramento do professor de inglês; construção da identidade


profissional; processos de ensinar e aprender.

CRENÇAS E IDEOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES DE


PROFESSORES E CRIANÇAS POR MEIO DO ENSINO DE LE

Camila Mara Andrade Silva

RESUMO: Os estudos atinentes ao ensino de língua estrangeira para crianças (LEC)


têm sido alvo de grandes pesquisas no bojo da Linguística Aplicada (LA) nos últimos
anos. Muito desse crescimento diz respeito ao mundo globalizado em que nos
encontramos, no qual, a necessidade de se falar uma língua estrangeira (LE) deixou de
ser considerada meramente “chique” e se tornou uma necessidade real para a
contemporaneidade Scheifer (2010). Destarte, o presente trabalho visa oferecer uma
contribuição que permita aos profissionais de línguas estrangeiras refletirem sobre sua
prática em sala de aula seguindo as tendências atuais da Linguística Aplicada
concernentes ao ensino de língua estrangeira para crianças (LEC). Assim, ao
concebermos linguagem como prática social e dialógica, ligada à cultura, mostramos
que a própria língua(gem) carrega em si crenças e ideologias, as quais influirão na

81
(trans)formação da identidade de professores e alunos Hall (2000). Para ilustrarmos esse
ponto, questionários foram aplicados a professores de línguas que, após análise, sob a
perspectiva da análise (crítica) do discurso, nos levou a tal conclusão. Propomos, assim,
uma conscientização do professor sobre a referida questão por meio da Pedagogia
Crítica de modo que este possa se posicionar criticamente perante os discursos
ideológicos assim como as crenças, e, com essa empreitada, venha a ser um formador de
cidadãos, igualmente, críticos.

Palavras-chave: crenças, ideologias, identidades, ensino de línguas para crianças.

ATIVIDADES DIVERSIFICADAS COMO ESTRATÉGIA MOTIVACIONAL


PARA APRENDER INGLÊS NO ENSINO MÉDIO

Camila Miranda Baia


Nilton Hitotuzi

O desafio de ensinar inglês na escola pública sob condições adversas em termos de


infraestrutura, número de alunos por turma, carga horária alocada à disciplina, motivação
para estudar o idioma e outros fatores, levou um grupo de bolsistas do Programa
Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência do curso de Licenciatura em Letras-Inglês
de uma universidade federal do norte do Brasil a elaborar e executar, com o seu supervisor,
um projeto de pesquisa visando a incentivar alunos do ensino médio de uma escola estadual
no município de Santarém-PA a engajarem-se no estudo da língua inglesa de forma mais
efetiva. Para isso, utilizaram-se os conceitos de experiência e interesse de John Dewey;
algumas sugestões de Richard Mayer sobre a utilização de tecnologias em sala de aula e a
discussão feita por Vanessa Borges de Almeida e Larissa Domingues sobre a importância da
motivação no processo de ensino e aprendizagem. Norteado por princípios da pesquisa-
ação, o estudo envolveu 59 alunos (28 homens e 31 mulheres de duas turmas (1º e 2º ano)
durante um ano letivo. A estratégia consistiu na participação direta dos alunos em atividades
em que se capitalizaram sequências fílmicas e três ações de extensão: um festival de
música, um sarau literário e uma mostra cultural. O interesse dos alunos em estudar inglês
foi determinado a partir de observações dos bolsistas e do seu supervisor (o professor das
turmas), e de depoimentos destes e dos alunos. Os resultados indicaram mudança positiva
em relação ao interesse da maioria dos alunos para estudar inglês, embora alguns
participantes continuassem desinteressados ao final do estudo. Mesmo assim, é possível
concluir que a inserção de alunos em atividades e ações diversificadas no âmbito do ensino
de línguas estrangeiras tem o potencial de encorajá-los a dedicarem-se ao estudo da língua-
alvo.

PALAVRAS-CHAVE: Ensino. Língua inglesa. Motivação. Atividades e Ações


diversificadas.

A IRONIA NAS TIRINHAS DA MAFALDA: UMA PROPOSTA DE


INTERVENÇÃO SOB UMA PERSPECTIVA MULTISSEMIÓTICA

82
Daniele Maciel Lopes
Camila Polyane Souza Felício
Arlete Ribeiro Nepomuceno

Esta pesquisa objetiva proporcionar a realização da construção de sentidos de textos a


partir da leitura verbo-visual de tirinhas de Mafalda. Para tanto, com uma metodologia
quanti-qualitativa, exploramos, num primeiro momento, a teoria da Gramática
Sistêmico- Funcional, de Halliday (2004[1985]), assim como da Gramática do Design
Visual (GDV), de Kress e van Leeuwen (2006 [1996]). Num segundo momento,
ancorados em Brait (1996) e Possenti (1998), realizamos uma abordagem do tom
irônico de que os produtores se valem para apresentar os personagens do gênero.
Justifica-se esta pesquisa porque, na sociedade atual, é importante que o aluno seja
multiletrado, tendo o entendimento não só da ironia, como também de outros recursos
verbo-visuais. Partindo do pressuposto de empiricamente podermos afirmar que os
alunos sentem dificuldades em construir sentidos e perceber a ironia quando se trata das
tirinhas, hipotetizamos que esse gênero pode contribuir com esse processo, pois traz
diversos recursos que possibilitam ao aluno uma maior atribuição de sentidos ao texto.
Os resultados parciais, apresentados através de um teste de leitura, evidenciam as
dificuldades dos alunos em relação à interpretação do gênero, quando necessitam
estabelecer uma inter-relação entre as multissemioses veiculadas nos textos. Esperamos,
com a realização desta pesquisa que os alunos possam perceber a (des) construção de
sentidos proposta pela ironia, além de compreender textos a partir da relação palavra-
imagem, o que poderá contribuir para a melhoria da compreensão leitora.

Palavras-chave: Leitura, Ironia, Multissemiose.


ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA POR MEIO DA
RETEXTUALIZAÇÃO COMO PROCESSO DE TRADUÇÃO: REFLEXÕES
TEÓRICAS E PRÁTICAS

Camila Teixeira Saldanha

No contexto de ensino de línguas, é muito recorrente a incidência de atividades de


tradução que, por diversas razões, são associadas a atividades de leia e traduza. Esta
realidade frequentemente reduz a atividade tradutória a uma mera transposição
linguística, sem levar em consideração aspectos relevantes, como os extralinguísticos
e/ou culturais, que envolvem essa prática. Frente a esse cenário, essa comunicação traz à
luz uma proposta do uso da tradução pedagógica sob a ótica funcionalista (NORD,
2002; 2009; 2010), entendida como processo de retextualização (TRAVAGLIA, 2013
[1993]; MARCUSCHI, 2001[2010]; DELL’ISOLA, 2007; MATENCIO, 2002; 2003;
DEMETRIO, 2017), aplicada a 17 alunos de Língua Espanhola, do Curso de Letras de
uma universidade federal. O objetivo geral desse estudo é proporcionar aos participantes
o reconhecimento, manuseio e produção do gênero textual (GT) folheto informativo por
meio da aplicação de uma sequência didática (SD) alicerçada nos referencias teóricos
dos autores da Escola de Genebra, definidas por eles como “[...] um conjunto de
atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual
oral ou escrito” (DOLZ, NOVERRAZ, SCHNEUWLY, 2010, p. 82). Este estudo se
justifica pelo fato de observamos certa dificuldade por parte de professores formadores
e alunos em formação que já atuam como docentes, em conseguir promover um ensino
de língua consciente, voltado a uma visão sócio-histórico-cultural da linguagem,

83
denunciando uma divergência entre as propostas oficiais, os conhecimentos teóricos
advindos de pesquisas acadêmicas e a formação oferecida pelas instituições de ensino
superior (BOUZADA, FARIA, SILVA, 2013). Entre os resultados parciais, podemos
observar que os alunos, de maneira geral, percebem que o processo de escrita de um
GT, seja ele oral e escrito, exige algumas condições que ultrapassam o conhecimento
meramente linguístico, como a adequação, coesão, coerência e correção gramatical,
além do contexto sócio-histórico no qual está inserido o texto (CASSANY, 2011).

Palavras-chave: ensino-aprendizagem de línguas; retextualização; gêneros textuais

POLÍTICAS DE ENSINO DE LÍNGUAS PARA CRIANÇAS EM TEMPOS DE


GLOBALIZAÇÃO NO CENÁRIO EUROPEU

Carine Guedes

RESUMO: A globalização fez com que o interesse por aprendizagem de línguas se


intensificasse nos quatro cantos do mundo. Esse interesse tem feito com que tal aprendizado se
inicie cada vez mais cedo, por mais diferentes motivos, tornando o ensino de língua estrangeira
para crianças uma realidade. Entretanto ainda são muitas as inconsistências identificadas nas
políticas linguísticas que tratam deste assunto, bem como são incipientes as pesquisas que
tratam do tema. Para compreendermos como essas políticas vem sendo desenvolvidas em um
mundo globalizado, por meio de uma pesquisa bibliográfica (Nikonov e Curtain,2000; Brock-
Utne e Holmarsdottir, 2004; Enever e Moon, 2009; Gimenez, 2009) e de análise documental
(COMISSÃO EUROPEIA,1995; CEFRL,2001; Eurydice,2012) apresentamos neste trabalho,
um recorte de um trabalho mais amplo que tem como objetivo identificar e analisar as políticas
linguística de ensino de língua estrangeira para crianças no contexto globalizado, neste trabalho
o recorte está relacionado ao cenário europeu. Deste modo, apresentamos aqui o resultado
parcial de um trabalho em andamento referente ao contexto europeu, pois acreditamos que
conhecer como o ensino de línguas estrangeira para crianças acontece em outros países, pode
contribuir para contextualizarmos a realidade das políticas linguística brasileira e fornecer
subsídios para outras pesquisas debates sobre a temática e reflexão sobre onde nos encontramos
neste contexto. Os resultados parciais mostraram que com a aprendizagem de uma língua
estrangeira para crianças está presente nos documentos que regem as políticas de educação na
Europa desde o século passada e que as crianças aprendem de forma compulsória uma língua
estrangeira a partir dos 6 anos de idade quanto ingressam no primeiro ciclo da educação básica,
não somente nos países União Europeia, mas na Europa como um todo.

Palavras-chave: língua estrangeira, criança, políticas linguísticas

A AGÊNCIA DO PROFESSOR E O ENSINO E APRENDIZAGEM DE LI NO


CONTEXTO DO NOVO CURRÍCULO DE REFERÊNCIA DA REDE
ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS.

Carla Pereira de Oliveira

84
Esta pesquisa de doutorado tem como objetivo geral analisar como os professores
exercem sua agência no ensino de LI, perante a implantação do Novo currículo
Referência da Rede Estadual de Goiás. E como objetivos específicos: Analisar as
concepções de ensinar e aprender a língua inglesa do Novo Currículo de Referência da
Rede Estadual de Goiás; Analisar os possíveis impactos, mudanças ou resistências que
se manifestam nas escolas no desenvolvimento das práticas dos professores de LI,
considerando a implantação do currículo pesquisado; Analisar como os professores
significam e implementam a proposta do Novo Currículo da Rede Estadual de Goiás;
Explorar qual é a relação que se apresenta entre as crenças e a agência do professor de
LI nesse contexto. Teremos como universo de participantes quatro professores de
Língua Inglesa de duas escolas públicas estaduais de uma cidade do interior no estado
de Goiás. Utilizaremos como instrumentos de coleta de dados: entrevistas
semiestruturadas; observação das aulas de Língua Inglesa, momento em que faremos
anotações de campo; relato oral e análise documental. Por fim, realizar-se-á uma
pesquisa em que se preocupará em observar a agência do professor no processo de
construção de sentidos das experiências vividas na sala de aula de Língua Inglesa,
diante das inovações apresentadas na implementação do Novo Currículo de Referência
da Rede Estadual de Educação de Goiás.

Palavras-chave: Ensino de LI – Agência de professores – Currículo.


O USO DE GAMES COMO FERRAMENTA DE ENSINO DE LÍNGUA
INGLESA: UMA EXPERIÊNCIA EM SALA DE AULA

Carlos Henrique Rodrigues Valadares

Com o aumento da popularidade dos jogos eletrônicos, comumente chamados games,


torna-se necessário o estudo sobre a sua importância. No âmbito do ensino da língua
inglesa, há muito a ser pesquisado e desenvolvido. Este trabalho tem como função expor
resultados parciais do uso de jogos de videogame em duas turmas do Curso de Extensão
em Língua Inglesa – CELIN – da Universidade Federal de Viçosa, MG. Para isso,
utilizamos como base algumas das propostas de atividades com games relatadas por
Oliveira e Campos (2013) juntamente com a aplicação de Action Logs (MURPHEY,
BARCELOS & MORAES, 2014) ao final das aulas para relatar as opiniões e emoções
dos alunos. Foram utilizados games de gêneros como RPG, Simulação e Point-and-
Click, de modo que pudessem ser notadas as diferentes reações dos alunos ao conteúdo.
Para que a recepção fosse coerente, as aulas foram contextualizadas de acordo com o
tópico linguístico proposto no planejamento do curso. A partir da coleta dos Action
Logs, foi possível verificar que muitos alunos demonstraram interesse e maior
participação durante a aula, interagindo melhor com seus colegas e diminuindo suas

85
inseguranças e ansiedades. É esperada a obtenção de mais resultados ao decorrer da
pesquisa, de modo que seja possível atestar a eficácia do uso de games em sala de aula.

Palavras-Chave: Games; ensino de línguas; tecnologias da informação e comunicação.

AS REPRESENTAÇÕES SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO


PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA

Cassia Aparecida da Silva

O objetivo geral deste trabalho é investigar as representações sobre a avaliação da


aprendizagem construídas por coordenadores, professores-supervisores e os bolsistas do
Pibid. Este programa visa a contribuir para a formação inicial e continuada dos
docentes, por meio da inserção dos licenciandos no cotidiano escolar. A partir desse
contato com a sala de aula, acredita-se que o futuro professor possa contribuir mais
precisamente na resolução de problemas do processo de ensino-avaliação-
aprendizagem, pois o mesmo terá uma consciência maior do seu papel e das
responsabilidades intrínsecas à pratica pedagógica. Para realizar esta pesquisa,
propomos as seguintes perguntas motivadoras: 1) Quais as representações sobre a
avaliação da aprendizagem são construídas pelos coordenadores, professores-
supervisores e os bolsistas participantes do Pibid? (2) Como os bolsistas do Pibid
representam a relação entre a avaliação formativa e a sua prática em sala de aula? e 3)
De que forma as atividades propostas no Pibid contribuem para um deslocamento da
concepção tradicional da prática avaliativa? A fim de buscar suporte para a temática
envolvida nesta pesquisa, mobilizaremos os trabalhos de alguns autores da avaliação da
aprendizagem como Perrenoud (1999), Hadji (2001), Méndes (2002), Luckesi (2011),
Hoffman (2017, 2018), assim como autores que versam sobre a formação de professores
Moita Lopes, (1991), Celani (2002), Almeida Filho (2005). Minha investigação se
enquadra no paradigma da pesquisa qualitativa de cunho interpretativista, com uma
interface em um estudo de caso etnográfico; assim, para o desenvolvimento dessa
pesquisa, usarei os pressupostos de Nunan (1992) e de André (1995). A entrevista
semiestruturada será utilizada para coletar os dados. Para proceder à intepretação desses
dados tomarei como referência a análise de conteúdo proposta por Bardin (1977).
Espera-se com este trabalho desvelar e problematizar as representações sobre avaliação
da aprendizagem construídas pelos professores em formação.

86
Palavras Chave: Avaliação da aprendizagem. Formação de Professores. Pibid.

O PAPEL DO JOGO PEDAGÓGICO NA APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA NO ENSINO


FUNDAMENTAL EM PERSPECTIVA COMUNICATIVA

Claudecy Campos Nunes

RESUMO: Este trabalho apresenta uma pesquisa sobre o processo de ensino e de


aprendizagem da língua inglesa no Ensino Fundamental com o uso de jogos pedagógicos,
baseado na abordagem comunicativa. A pesquisa foi realizada com 35 alunos do 6º ano do
Ensino Fundamental de uma escola pública municipal, situada no município de Penalva-MA.
Tal estudo surgiu da observação da falta de motivação de alunos, da referida escola, para
aprenderem a língua inglesa. O objetivo maior deste estudo foi buscar ferramentas inovadoras
que subsidiem o trabalho do professor e que promovam uma aprendizagem significativa para
o aluno. Especificamente, visou a evidenciar a relevância dos jogos pedagógicos para o
desenvolvimento cognitivo do aluno no processo de ensino-aprendizagem de um novo idioma.
Para tanto, foram adotadas como sustentação teórica as contribuições de Almeida (2014),
Antunes (2013), Brougère (1998), Caillois (1986), Elkonin (2003), Friedmann (1996), Huizinga
(2014), Kishimoto (2011; 2014), Negrine (2001; 2011), Santos (2008; 2011), entre outros, que
defendem o uso do jogo no processo de ensino-aprendizagem; e as de Almeida Filho (2013),
Brown (2000, 2001), Larsen-Freeman (2000), Littlewood (1981), Paulston (1992), Richards
(2006), Richards e Rodgers (2001), Savignon (1983), Widdowson (2005), Wilkins (1976), entre
outros, relativas à abordagem comunicativa. Na realização deste trabalho, foram feitas uma
pesquisa bibliográfica e uma pesquisa-ação, ambas de natureza qualitativa, sobre a questão
levantada. O presente estudo destaca a necessidade de planejar-se um trabalho que possibilite
o aprendizado ao aluno, por meio de estratégias inovadoras, e que subsidie o trabalho do
professor. Os resultados indicam que os jogos pedagógicos são excelentes estratégias de
ensino que podem incentivar o aluno a aprender com prazer uma língua estrangeira e a
permanecer motivado para tal finalidade. A implicação deste estudo é que a utilização do jogo
pedagógico pode favorecer a motivação do aluno a explorar e a construir novos
conhecimentos.

87
PALAVRAS-CHAVE: Língua estrangeira. Ensino-aprendizagem. Jogo pedagógico.

O ENSINO SISTEMÁTICO E REFLEXIVO DA ORTOGRAFIA:


REGULARIDADES MORFOSSINTÁTICAS

Cláudia Gonçalves Magalhães

RESUMO: Partindo do pressuposto de que o ensino da ortografia da língua


portuguesa ainda apresenta características do ensino tradicional, com práticas
mecânicas que não priorizam a construção e a reflexão acerca das normas
ortográficas, desenvolvemos esta pesquisa com o intuito repensar o ensino da
ortografia na sala de aula numa perspectiva sistemática e reflexiva. Através de
uma observação empírica realizada com alunos do 6º ano do ensino
fundamental II da E. E. Cel. Francisco Ribeiro, foi possível observar que são
recorrentes os “erros” ortográficos na escrita dos alunos. Sendo assim, a nossa
hipótese é de que um trabalho sistemático e reflexivo com atividades de leitura
e escrita pode contribuir, consideravelmente, para minimizar ou até mesmo
sanar os “erros” decorrentes do desconhecimento das regularidades e
irregularidades da ortografia. Assim o objetivo deste trabalho é avaliar as
contribuições de um ensino sistemático e reflexivo das regularidades
morfossintáticas da ortografia da língua portuguesa, através de intervenção
didático-pedagógica. Esta pesquisa justifica-se pelo fato de oportunizar aos
alunos vivenciar novas práticas de ensino e aprendizado da ortografia da língua
portuguesa, as quais contribuirão para despertar no aluno um olhar reflexivo e
questionador sobre o que se apreende e o que se memoriza na ortografia. Para
fundamentar este estudo, utilizamos teóricos que tratam do ensino da ortografia
da língua portuguesa numa abordagem metacognitiva (MONTEIRO, 2008;
RIBEIRO, 2003) e metalinguística (BARRERA; SANTOS, 2012; HODGES), no
que diz respeito ao ensino sistemático e reflexivo, usamos como aporte teórico
os autores Silva, Morais e Melo (2007), Morais (2000) e Nóbrega (2013). A
pesquisa ainda está em fase de coleta e análise de dados, os primeiros
resultado virão após a conclusão dessa fase. A área de concentração dessa
pesquisa é linguagens e letramentos e sua linha de pesquisa são as teorias da
linguagem e ensino.

Palavras-chave: ortografia, regularidades, ensino.

IMAGENS, MITEMAS E MITOS EM “A PRINCESA E A COSTUREIRA” E


“JOANA PRINCESA”: ALGUMAS CONSTRUÇÕES DISCURSIVAS SOBRE
AS DISSIDÊNCIAS SEXUAIS

Clodoaldo Ferreira Fernandes da


Silva

88
RESUMO: Este resumo discute resultados de doutoramento concluído no Programa
de Pós Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás (UFG)
no ano de 2018. A investigação segue uma abordagem qualitativa e investiga de que
maneira as dissidências sexuais vão reconfigurar as identidades de gêneros nos contos
de fadas “A princesa e a costureira” e “Joana princesa”. Teve como objetivo central
examinar os mitos presentes nas narrativas dos contos de fada contemporâneos. A
pesquisa teve como corpus dois contos de fada da autora Janaína Leslão, publicados
no Brasil entre os anos de 2015 e 2016, a saber: A Princesa e a Costureira e Joana
Princesa. A análise dos textos seguiram as tramas teóricas metodológicas da
Antropologia do Imaginário e as interpretações foram subsidiadas pelo método
científico da mitocrítica proposto por Gilbert Durand. Os resultados apontam que os
mitos são reatualizados no arcabouço narrativo, subsidiando novas construções
discursivas acerca das dissidências sexuais, ainda que em alguns momentos, haja uma
estabilidade do padrão tradicional frente aos papeis estabelecidos no que tange às
sexualidades.

PALAVRAS CHAVE: Contos de Fada. Discurso. Mito.

PLICKERS: multiletramentos na formação de professores de línguas

Cristiane Ribeiro Magalhães

RESUMO: Este trabalho contempla o estudo acerca de práticas de letramentos na


formação docente, desenvolvido no curso de Letras da UEG/Câmpus Inhumas. A partir
da escolha de uma ferramenta digital, denominada “Plickers”, são abordadas práticas de
multiletramentos e como estas ocorrem nos cursos de formação de professores de
línguas. Como objetivos, citamos descrever e analisar a plataforma “Plickers”, bem
como a sua aplicabilidade na formação de professores; propor, a partir de uma releitura,
possibilidades de uso da plataforma nos cursos de licenciaturas como ferramenta de
ensino e aprendizagem, analisando-a como uma prática de multiletramentos na
formação inicial de professores do curso de Letras. Utilizamos como aporte teórico os
estudos de Roxane Rojo (2012), Brian Street (2012; 2014), Maximina Freire (2009),
Garcia Canclini (2013), Maria Kenski (2003; 2007), Angela Kleiman (2016), entre
outros. Quanto aos aspectos metodológicos, desenvolvemos um estudo de caso e a
análise dos dados considerou os pressupostos da análise de conteúdo. Os participantes
são os alunos do 6º. período do curso de Letras da UEG Câmpus Inhumas.
Consideramos que os resultados obtidos podem contribuir para as decisões sobre o
currículo e práticas dos cursos de licenciatura no que diz respeito às tecnologias digitais
de informação e comunicação e aos multiletramentos.

89
Palavras-chave: Plickers. Multiletramentos. Formação de professores.

LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA INGLESA: INSTRUMENTOS DE LUTA


CONTRA DESIGUALDADES SOCIAIS?

Cristiane Rosa Lopes

Este trabalho traz uma análise das seções da série de livros didáticos de Língua
Estrangeira Moderna (Inglês) Team Up para os anos finais do Ensino Fundamental, que
têm como proposta estimular o posicionamento crítico dos/as alunos/as. O livro
didático, como um artefato da indústria cultural, não é neutro e nem deslocado do
contexto histórico, político e econômico. Dessa forma, pode ser usado como
instrumento para a legitimação de sistemas de poder e das injustiças e discriminações
que deles resultam. Estudos recentes apontam que os livros didáticos de Língua
Estrangeira ainda dão pouca visibilidade a negros/as e não discutem questões étnico-
raciais (CONTI e MASTRELLA-DE-ANDRADE, 2015; FERREIRA; CAMARGO,
2014; SANTOS, 2013; SMITH, 2013), podendo legitimar ideologias e concepções
discriminatórias e racistas (FARIAS e FERREIRA, 2014), como também discursos
liberais sobre a diversidade (CONTI e MASTRELLA-DE-ANDRADE, 2015). Nessa
direção, o objetivo deste estudo é verificar se estas seções dos livros favorecem a
discussão crítica acerca de desigualdades sociais, em especial das étnico-raciais,
constituindo-se assim em instrumentos de luta. O referencial teórico utilizado pauta-se
em estudos sobre educação e diversidade, educação e combate ao racismo, legislações e
diretrizes para o trato da diversidade étnico-racial, ensino crítico de língua estrangeira,
dentre outros. Trata-se de uma análise documental e de conteúdo, que aborda aspectos
qualitativos e quantitativos. Os resultados apontam que a grande maioria dos itens
analisados não contribui para o debate crítico acerca das desigualdades sociais, não
atendendo assim à proposta de formação crítica destas seções dos livros didáticos.

Palavras-chave: livro didático; língua inglesa; formação crítica

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DAS RELAÇÕES IMAGINÁRIAS DOS


CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS E DOS COLETORES DE
RESÍDUOS SÓLIDOS EM COLÍDER – MT

Cristinne Leus Tomé


Regina Uemoto Maciel Martins

RESUMO: O presente estudo é resultado do Projeto “Leituras Urbanas e suas materialidades

90
discursivas socioambientais no Norte do Mato Grosso”, desenvolvido pela Universidade do
Estado de Mato Grosso (UNEMAT) – Campus de Sinop – Mato Grosso (MT). Como parte do
projeto, esse estudo se propõe a fazer uma análise discursiva materialista histórica acerca dos
discursos produzidos pelos catadores de materiais recicláveis e dos coletores de resíduos
sólidos, na cidade de Colíder-MT, a fim de compreender quais são as relações imaginárias que
esses sujeitos têm de si mesmos como profissionais e a imagem que eles têm da sociedade em
relação à profissão deles. A metodologia utilizada foi de entrevista semiestruturada com cinco
catadores de materiais recicláveis e quatro coletores de resíduos sólidos, além do engenheiro
florestal responsável pela organização da logística da coleta e destinação final do lixo do
município. Os discursos demonstraram que há diferenças das imagens que os profissionais
fazem da profissão entre os catadores de recicláveis e coletores de resíduos sólidos, em que os
primeiros sentem orgulho do que fazem, já os segundos o fazem por falta de oportunidades.
Em relação à sociedade, constatou-se que ambos os profissionais se sentem discriminados
devido à profissão que exercem. O estudo permitiu a compreensão de que, embora o
município de Colíder demonstre preocupação em adotar ações de sustentabilidade, por meio
do aterro sanitário e da coleta seletiva, a população e as autoridades responsáveis precisam se
conscientizar da importância de se educar na separação e na redução de produção de lixo, de
forma que as ações adotadas possam trazer resultados satisfatórios à comunidade e oferecer
condições adequadas de trabalho, de formação e valorização aos cidadãos que se dedicam à
profissão de catadores e coletores.

Palavras-chave: Catadores de materiais recicláveis; Coletores de resíduos sólidos; Análise


discursiva

A REPRESENTAÇÃO IDENTITÁRIA DO NEGRO EM CAPAS DAS


REVISTAS VEJA E RAÇA BRASIL

Daniel Fernandes Costa


Joana Patrícia Barbosa Silva
Arlete Ribeiro Nepomuceno

RESUMO: Sabendo-se que a identidade de atores sociais negros é vinculada em


práticas socioculturais via estruturas ideológicas, este estudo, recorte do projeto de
pesquisa “A construção de significados em capas de revistas brasileiras” – Edital
PROINIC/2018 – Unimontes, objetiva investigar, sob um viés comparatista, de que
forma se processa a construção semiótica da identidade negra na composição visual de
capas das revistas Veja e Raça Brasil. Ancorando-nos nas bases teóricas da Gramática
do Design Visual (KRESS; VAN LEWEEN, 2006), para a qual os sistemas semióticos,
funcionando a partir da interseção das macrofunções da linguagem, expressam relações
hegemônicas de poder. Hipotetizamos que, nesses dois suportes, a identidade negra é
construída em um sentido divergente, em função da diferença existente entre a ideologia
vinculada e o público-alvo das revistas supracitadas. Dessa forma, este estudo justifica-
se pela necessidade de identificar os construtos ideológicos expressos pela sintaxe
visual das novas mídias. A partir de uma metodologia de cunho interpretativo-
qualitativo, buscamos, por meio de categorias analíticas de significados
representacionais, interpessoais e composicionais, realizar uma leitura crítica da questão
racial no Brasil, em duas capas das revistas Veja e Raça Brasil. Preliminarmente, os
resultados obtidos evidenciam que, na contemporaneidade, determinada categoria negra
passou a ocupar posição de destaque em alguns gêneros midiáticos, apresentando-se em
destaque na estrutura visual das duas capas de revista analisadas. Afora isso,

91
considerando a postura corporal dos atores negros como fator que contribui para a
construção semiótica de identidades de gêneros, verificamos que as relações entre
gênero expõem ideologias hegemônicas de masculinidade e de feminilidade que variam
de acordo com interesses ideológicos.

PALAVRAS-CHAVE: Multimodalidade; Representação da Identidade Negra; Capas


de Revista.
Dificuldades na aquisição da escrita: desafios para além da alfabetização

Daniela Mara Lima Oliveira


Guimarães (UFMG)

Palavras-chave: aquisição da escrita, ensino de Língua Portuguesa, Ensino Fundamental II

É sabido que uma parte dos alunos do Ensino Fundamental II persistem com
dificuldades que seriam supostamente superadas nos anos iniciais de aquisição da
linguagem escrita (FREITAS, 2009; TENANI, 2013). Essas dificuldades, antes
pensadas como esparsas, hoje têm merecido a atenção de pesquisadores e demais
profissionais uma vez que representam uma parte importante no processo de letramento.
Considerando este quadro, o presente trabalho visa refletir sobre as dificuldades
persistentes na aquisição da escrita, que atingem o Ensino Fundamental II. A
perspectiva teórica adotada considera a aquisição da linguagem escrita como uma
processo não natural, que necessita de ensino planejado, reflexivo e contextualizado
(SOARES, 2010). A metodologia de trabalho constitui-se da análise de textos e
conversa dirigida com os professores de Língua Portuguesa. Os textos analisados para
este estudo constam de 90 produções textuais de alunos de uma escola pública de Belo
Horizonte, do 6o ao 9o ano. A análise dos dados foi realizada combinando a perspectiva
quantitativa e qualitativa. Os resultados apontam que persistem dificuldades em
diversos níveis, sendo alguns dos mais recorrentes: relação ortográfica, segmentação das
palavras, separação silábica e pontuação. Assim, observamos a necessidade de um
trabalho efetivo e concordamos com Soares (2017) quando afirma que é fundamental
que se contemple mais amplamente a faceta linguística do processo de aquisição da
escrita, em combinação com a faceta interativa, e acrescentamos que, diante do quadro
atual, este trabalho deve ser, por vezes, retomado nos anos finais do Ensino
Fundamental, de forma contextualizada e atrelado ao uso do texto.
A LEITURA DO GÊNERO NOTÍCIA NO FACEBOOK: UMA PROPOSTA DE
INTERVENÇÃO

Camila Polyane Souza Felício


Arlete Ribeiro Nepomuceno
Daniele Maciel Lopes

Este estudo objetiva apresentar uma proposta de intervenção, com o intuito de


desenvolver a habilidade leitora do gênero Notícia, veiculado na rede social Facebook,

92
em uma turma de oitavo ano de escola pública municipal de uma cidade do Norte de
Minas, em função da necessidade de formar leitores autônomos e críticos. A abordagem
teórica ancora-se na Linguística Textual, sobretudo em sua terceira fase, a partir de
Bakthin (1992, 2003); Koch (2009); Koch e Elias (2012); Bentes (2006); entre outros.
Partimos da hipótese de que o aluno poderá melhorar sua competência leitora se
conseguir reconhecer a estrutura composicional das notícias. Metodologicamente,
propomos uma pesquisa-ação, de cunho quanti-qualitativo. Inicialmente, aplicamos um
teste diagnóstico (Corpus I) com o objetivo de mensurar os conhecimentos dos alunos
sobre notícias. Com os resultados obtidos na sondagem, constatamos que cerca de 80%
dos alunos da turma selecionada apresenta dificuldades em ler, interpretar e reconhecer
o gênero notícia. A partir desses dados, desenvolveremos um plano de ação com o
propósito de amenizar as dificuldades. Posteriormente à coleta de dados, aplicaremos
uma nova atividade (Corpus II), com intuito de detectar possíveis avanços. Ao final
desse estudo, esperarmos contribuir para tornar os alunos capazes de ler e interpretar
notícias com proficiência e criticidade.

PALAVRAS-CHAVE: Notícia; Leitura; Facebook.

O TRATAMENTO DA HOMONÍMIA NO CAMPO LEXICAL VESTUÁRIO DO “DICIONÁRIO


ANALÓGICO DE APRENDIZAGEM DO PORTUGUÊS DO BRASIL”

Danielle Brito de Arruda Oliveira

Michelle Machado de Oliveira Vilarinho

RESUMO: Esta pesquisa se insere na linha de pesquisa Léxico e Terminologia. O estudo está no
bojo do projeto “Dicionário Analógico Informatizado da Língua Portuguesa”, financiado pela
Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), coordenado pela Profª. Drª.
Michelle Machado de Oliveira Vilarinho. O objeto de estudo apresentar verbetes do campo
lexical vestuário para o Dicionário Informatizado Analógico da Língua Portuguesa (DIALP) que
possuem homônimos. A motivação deste trabalho é contribuir com o DIALP, principalmente no
que diz respeito às entradas das palavras homônimas no campo lexical acima citado. Os
percursos metodológicos foram: i) compilação das definições nos Dicionário eletrônico Houaiss
da Língua Portuguesa (2009), Novo Dicionário Aurélio (2010), Dicionário Etimológico da Língua
Portuguesa (2013) e Aulete Digital (2016); ii) extração de contexto do programa Sketch Engine;
iii) redação de verbetes com base na proposta metodológica para elaboração de léxicos,
dicionários e glossários de Faulstich (2001) e iv) elaboração de atividade para ensino de
Português do Brasil como Segunda Língua por meio do uso de verbetes criados nesta pesquisa.
O método empregado foi o descritivo-analítico. O referencial teórico se baseia nas ideias de
Correia (2000) acerca da diferença entre polissemia e homonímia. Os resultados foram a

93
seleção de 7 verbetes que possuem homônimos, sua classificação quanto ao número de
entradas e a seleção de contextos existentes.

PALAVRAS-CHAVE: Dicionário; Homonímia; Polissemia.

PLATAFORMAS DIGITAIS E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA


INGLESA

Dayana Teles de Barcelos


Carla Conti de Freitas

RESUMO: Esta pesquisa intitulada Plataformas digitais e a formação do professor de


língua inglesa compõe o projeto de pesquisa “Multiletramentos na formação de
professores: questões emergentes da contemporaneidade” que trata das práticas de
multiletramentos nos cursos de licenciatura em Letras. O objetivo desta pesquisa é
analisar as práticas de multiletramentos na formação de professores de língua inglesa.
Será considerada a criação de um blog como ferramenta de leitura e escrita,
possibilitando uma prática de multiletramento no processo de formação de professores
de línguas, do último período do curso. Atualmente o blog é reconhecido como um
espaço para publicações na web, como ciberespaço para divulgar e compartilhar
informações. Ao contexto de ensino e aprendizagem de Língua inglesa, considera-se
que a escrita colaborativa na web tem sido uma experiência bastante enriquecedora, ao
mostrar um espaço para a construção de conhecimentos por meio de práticas de
multiletramentos. Consideramos a relevância das plataformas digitais na formação de
professores (Monte Mor, 2014; Jordão, 2016), das práticas de multiletramentos (Rojo,
2012; Kalantizs e Cope, 2012) e formação tecnológica de professores (Freire, 2014).
Espera-se que esta pesquisa destaque as contribuições das práticas de multiletramentos
para a formação de professores e apresente possibilidades de inclusão deste tema nos
currículos de formação de professores.

Palavras-chave:Multiletramentos. Blog.Formação de professores.

PORTUGUÊS NO ENSINO MÉDIO: TENSÕES, FINALIDADES E


IDENTIDADES CONSTITUTIVAS DO TRABALHO DOCENTE

Débora Cristina do Nascimento Ferreira

Tendo em vista os desafios relativos ao processo de oferta e de qualidade do Ensino Médio


(doravante EM) veiculado pela rede estadual de ensino do Pará, o objetivo da pesquisa é
investigar as práticas de letramento, representativas das diferentes tensões, finalidades e

94
supostas identidades da aula de Língua Portuguesa no EM. Nessa direção, a pesquisa de cunho
etnográfico foi realizada a partir do trabalho de dois docentes da disciplina Língua Portuguesa,
realizado em uma turma do terceiro ano, de uma escola pública, da cidade de Belém-PA. Nesse
sentido, o referencial teórico convocado foram as concepções de escrita e de letramento como
manifestação sociohistórica, ancorada e ressignificada em diferentes contextos socioculturais;
o debate promovido no âmbito da Educação e da Linguística Aplicada acerca do Ensino Médio
no Brasil, levando em consideração as disputas sociais e de poder que o inscrevem como
profícuo e pertinente campo de debate para pesquisa teórica e aplicada; as contribuições
oriundas dos letramentos críticos e emancipatórios que refletem acerca do processo educativo
e agentivo para formação do sujeito letrado. A análise dos dados sinaliza para as seguintes
configurações: (i) uma prática mais voltada para o ensino de leitura no sentido de efetivar
discussões de temas sociais, a fim de tentar engajá-los não só em atividades escolares
(pesquisa, seminário, leitura e análise de textos), mas também para um engajamento social;
que teria como fim a realização de uma ação social propriamente dita; (ii) uma prática mais
voltada para o ensino de escrita de uma redação (discussão de temas sociais, mobilização de
textos de uma esfera mais didática e formal, sensibilização dos discentes no sentido de
perceber a importância da escrita para conquistar uma vaga em uma IES, (iii) uma prática mais
voltada para o ensino de literatura por via de realização de encenações teatrais de obras
literárias, a fim de propiciar uma formação estética/literária que busca sensibilizar para a
leitura da obra de arte e suas interfaces com outras manifestações artísticas.

Palavras-chave: Língua Portuguesa. Ensino de leitura e de escrita. Trabalho docente. Ensino


Médio.

NARRATIVAS DE OCUPAÇÃO: IDENTIDADE, GÊNERO E


HORIZONTALIDADE

Débora Muramoto Alves de Castilho

95
Liliana Cabral Bastos

O presente trabalho investiga os atravessamentos de gênero que tensionam a


horizontalidade de um movimento de ocupação de escola estadual. Alinhado
aos estudos linguísticos qualitativos e interpretativistas (Denzin e Lincoln,
2006), de inspiração etnometodológica, parte-se de uma perspectiva micro ao
se analisar excertos narrativos selecionados de entrevistas com adolescentes
de periferia que participaram da ocupação de sua escola, em Niterói, Rio de
Janeiro, no primeiro semestre de 2016. Para tal, alinho-me à Sociolinguística
Interacional, e valho-me da visão socioconstrucionista do discurso (Moita
Lopes, 2001) e dos estudos discursivos sobre identidade, agência, gênero e
poder (Bucholtz and Hall, 2003, De Finna; 2009; Ahearn, 2001; Duranti, 2004;
Cameron, 1998, 2005; Eckert 1994, 2007). A entrevista de pesquisa foi
utilizada como instrumento de geração de dados, que aqui compreendo como
um evento interacional de fala (De Finna, 2011, 2009; Mishler 1986) e,
portanto, analisável como dado naturalístico. O instrumental teórico da Análise
da Narrativa também foi utilizado a fim de identificar, selecionar e analisar os
excertos narrativos: a estrutura clássica da narrativa laboviana (Labov e
Waletsky, 1967), dando ênfase especial às categorias de ponto e avaliação, o
entendimento da narrativa como atividade discursiva organizadora da
experiência (Bastos, 2011; Bastos e Biar, 2015), reinvenção e ficcionalização
de histórias recordadas (Fabrício e Pinto, 2013), além da categoria de narrativa
breve (Georgakopoulou, 2006). Ao longo da análise, percebeu-se que para
contar uma história sobre uma experiência compartilhada, os participantes se
organizam de forma a cumprir agendas próprias que se relacionam com a
binariedade de gênero. Assim, constroem narrativas que, ao mesmo tempo que
são constitutivas de suas identidades, definindo o seu fazer, reconstituem o
evento da ocupação de maneiras muito diferentes e acabam, como
consequência, desafiando o princípio da horizontalidade.

Palavras-chave: estudante, ocupante, ocupação, identidades, gênero


GÊNEROS TEXTUAIS, INTERAÇÕES E PRÁTICAS LETRADAS EM SALA
DE AULA: AÇÕES PEDAGÓGICAS EM CONTEXTO MINORITÁRIO

Edinei Carvalho dos Santos

96
RESUMO: Este trabalho, de natureza qualitativa e vertente etnográfica, analisa
sequências interacionais de ensino e uso de práticas letradas em um contexto minoritário
(comunidade quilombola), tendo como eixo norteador os Estudos dos Gêneros
Textuais/Discursivos. Para geração de dados, foram utilizados a observação
participante, bem como gravação de interações de sala de aula. A pesquisa teve como
sujeitos colaboradores 25 alunos e uma professora que atuava no 4º ano do Ensino
Fundamental do sistema público de ensino do estado de Goiás (GO). Como suporte para
a análise, adotou-se as contribuições de autores como Bakhtin (1997), Dolz e
Schneuwly (2004), Cassany (2007), Koch e Elias (2005), Marcuschi (2005, 2008,
2009), entre outros. Os resultados da pesquisa relevam que o ensino e o uso dos gêneros
textuais em sala de aula constituem uma ótima oportunidade para aproximar os
estudantes dos contextos reais de comunicação, bem como uma excelente ferramenta
capaz de potencializar e mobilizar diferentes habilidades, atitudes e comportamentos
sociais de uso da leitura e da escrita. Ao mesmo tempo, algumas atividades realizadas
pela professora colaboradora revelam um certo distanciamento entre os princípios
teóricos/práticos dos estudos dos gêneros e sua aplicação na prática, ou seja, no
contexto sociocultural dos alunos. Em última instância, o estudo aponta para a
necessidade de aproximação entre as práticas pedagógicas, desenvolvidas no contexto
escolar, e as práticas sociais materializadas no contexto da comunidade.
Palavras-chave: Gêneros textuais; Práticas letradas; Contexto minoritário.

ORGANIZAÇÃO INTRATÓPICA E GÊNEROS TEXTUAIS

Eduardo Penhavel

Resumo: Em um projeto de pesquisa em execução, procuramos identificar regras gerais de


organização intratópica em diferentes gêneros textuais. Trata-se de uma pesquisa
desenvolvida no âmbito da Linguística Textual (Koch, 2004), particularmente no quadro
teórico-metodológico da Perspectiva Textual-Interativa (Jubran e Koch, 2006). A organização
intratópica constitui uma parte da organização tópica, processo central de construção textual
que consiste na organização de um texto em partes e subpartes, de acordo com sua estrutura
temática. Nesse processo, as menores subpartes do texto constituem os chamados
“Segmentos Tópicos mínimos” (SegTs mínimos), unidades que, grosso modo, equivalem
normalmente a dois ou três parágrafos em certos gêneros escritos, como o editorial de jornal.
A organização intratópica constitui, então, a estruturação interna de SegTs mínimos em grupos
e subgrupos de enunciados. No referido projeto de pesquisa, como hipótese, assumimos que a
organização intratópica seria um processo sistemático, passível de ser descrito em termos de
regras gerais, e que cada gênero textual seria particularizado em relação a demais gêneros,
dentre outras características, por seguir uma determinada regra geral de organização
intratópica. Como parte dos resultados de tal pesquisa, o objetivo desta comunicação é
apresentar dados relativos especificamente à organização intratópica de narrativas de

97
experiência. Os dados apresentados corroboram a hipótese mencionada, ao evidenciarem que
os SegTs mínimos das narrativas em pauta seguem regularmente uma regra geral, que consiste
no encadeamento das unidades que temos chamado de “Abertura”, “Desenvolvimento” e
“Fechamento”. Conforme procuramos mostrar, essa regra geral vincula-se ao propósito
sociocomunicativo das narrativas de experiência e se diferencia de regras gerais de outros
gêneros, constituindo um dos traços particularizadores dessas narrativas. Assim, o trabalho
indica a organização intratópica como um processo sistemático de construção textual,
vinculado à caracterização de diferentes gêneros textuais.

Palavras-chave: organização tópica, gêneros textuais, processos de construção textual.

PORTUGUÊS LÍNGUA DE ACOLHIMENTO POR MEIO DO WHATSAPP

Eliana Barbosa dos Santos

Este estudo traz um recorte da pesquisa de mestrado em que apresento práticas


pedagógicas de Português como Língua de Acolhimento, realizadas por meio de
interações com o apoio do recurso pedagógico do WhatsApp. A justificativa do tema
deve-se à relevância da complexa atividade do docente profissional, em especial no
desempenho da sua função no processo de ensino e de aprendizagem da língua
portuguesa para imigrantes e refugiados, tendo em vista a delicada situação em que se
encontram ao chegarem ao Brasil e a necessidade de comunicação imediata para o
atendimento de suas necessidades básicas. Uma das questões que embasam o estudo
busca identificar que práticas pedagógicas emergem como mais apropriadas no
ambiente de aprendizagem móvel. A pesquisa fundamenta-se em vertentes teóricas de
Esser (2006) e Perini (2010) sobre a linguagem nas práticas sociais, de Barbosa (2016 e
2017), de Ançã (2008), Almansa e Galligo (1995), Grosso (2010), Oliveira (2010),
Amado (2013) e Barbosa e São Bernardo (2017) sobre a língua de acolhimento, de
Behar (2015), Moura (2016) e de Almeida Filho e Barbirato (2016) sobre a interação no
uso real da língua e de Kenski (2006), Leffa (2006), Jonassen (2007), Paiva (2008),
David Barton e Carmen Lee (2015) sobre as tecnologias digitais como recursos
pedagógicos. Pauta-se, ainda, nos conceitos acerca da aprendizagem móvel de
Espíndola (2016), sobre a produção textual de Ribeiro (2016) e (Rojo, 2013), sobre o
uso dos objetos de aprendizagem de Balbino (2007), Leffa (2006) e Bettio e Martins
(2004) e Moura Filho (2014). O resultado aponta para a combinação entre os ambientes
virtual e presencial, incluindo desafios aos quais tanto professores quanto estudantes

98
precisam adaptar-se, face à velocidade das informações, às tecnologias digitais e à
aprendizagem móvel.
Palavras-chave: Português Língua de Acolhimento. Imigrantes e refugiados.
Tecnologias digitais.
O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA E A HETEROGENEIDADE DA LÍNGUA
NO CONTEXTO ESCOLAR

Elizandra Hoffman

O ensino da Língua portuguesa no Brasil vem passando por inúmeras mudanças nas
ultimas décadas, tais mudanças marcam a ruptura do ensino pautado unicamente nas
Gramaticas normativas. Em concordância a esse movimento observa-se um número
crescente de estudiosos desenvolvendo pesquisas que abordam a relação entre a língua,
o social e o ensino para melhorar o aprendizado da língua portuguesa no ambiente
escolar, dentre estes estudiosos estão Stella Maris Bortoni-Ricardo, precursora da
Sociolinguística Educacional no Brasil, João Wanderley Geraldi, Silvia Rodrigues
Vieira e Lucia Cyranka. De acordo com esses autores existem variações linguísticas no
ambiente escolar, e seu apagamento torna-se muitas vezes uma barreira para
desenvolvimento do ensino-aprendizagem. Cientes desses fatos propomo-nos a observar
como são abordadas as variações linguísticas na Escola Estadual Professora Ana Maria
das Graças de Souza Noronha em Cáceres\MT e suas possíveis influências no Ensino da
língua materna, observando na prática docente e discente a ocorrência ou não da
supervalorização da variedade padrão sobre as demais variantes e sua relação com a
heterogeneidade Linguística presente no contexto escolar. Esta pesquisa esta sendo
desenvolvida com base no aporte teórico-metodológico de Sociolinguística e da
Sociolinguística Educacional e tem caráter quantitativo e qualitativo. Para a coleta de
dados, utilizaremos a pesquisa Etnográfica e o modelo criado por William Labov,
participaremos das atividades educacionais da escola e realizaremos entrevistas com 24
alunos do 3° ano do Ensino Médio (12 do sexo feminino e 12 do sexo masculino) e com
as 2 professoras de língua portuguesa desses alunos. Realizaremos também pesquisas
bibliográficas para observar a diversidade linguística mato-grossense, a história do
município de Cáceres e suas marcas e atitudes linguísticas. Esperamos que ao finalizar
esta pesquisa encontremos dados significativos e suficientes para a elaboração da
Dissertação de Mestrado a qual se destina.

99
PALAVRAS-CHAVE: Sociolinguística, Ensino, Heterogeneidade.

UM ESTUDO ETIMOLÓGICO DA MICROCONSTRUÇÃO QUANDO É FÉ

Evandro Fonseca Gonçalves

Vânia Cristina Casseb-Galvão

Em pesquisa que identificou usos da microconstrução quando é fé em dados de fala goiana e


mineira, numa análise descritiva, pelo viés construcional, constatamos que essa
microconstrução apresenta funcionalidade no nível textual, atuando como introdutor de
clímax narrativo e indicia processo construcionalização. As microconstruções são definidas
como construções individuais, construtos que se realizam a partir de um pareamento entre
forma e função e encontram-se convencionalizadas e produtivas na língua, nos processos de
interação entre membros de uma comunidade linguística (Goldberg, 2006; Traugott;
Trousdale, 2013). A abordagem construcional é uma das subáreas da Linguística Funcional
Centrada no Uso (LFCU) e estuda os fenômenos gramaticais da língua em uso, reconhecendo
as construções como as unidades básicas da língua (Goldberg, 1995, 2006; Croft, 2001),
definindo-as como um pareamento de forma e de significado. Esta abordagem concebe que a
linguagem é formada por processos cognitivos, sociointeracionais e culturais, a língua é vista
como um sistema adaptativo complexo e estruturalmente fluido (Bybee, 2010) que se constituí
numa rede de relações organizada no uso que se interconecta cognitivamente e
conceptualmente (Traugott; Trousdele, 2013). Como parte dessa análise, desenvolvemos um
estudo etimológico da microconstrução quando é fé, para identificar sua origem e étimo na
Língua Portuguesa e sua entrada no Português Brasileiro (PB). Como resultados preliminares,
baseados, principalmente, nas obras de Biderman (1998), Borba (2002), Cunha (1989), e nos
estudos jurídicos de Almeida Junior (1897) e Rezende (1989), constatamos que quando é fé
tem seu uso mais concreto na sequência sintática “dar fé”, no domínio jurídico da linguagem
de especialidade cartorial e notarial, com o sentido de “conceder fé pública”, “atestar
veracidade” a documentos e declarações. Nossa pesquisa tem o intento de contribuir com
outros estudos descritivos de usos do PB pelo viés da abordagem construcional.

Palavras-chave: Etimológico; Microconstrução; Construcionalização.

CONCEPÇÕES ACERCA DA TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO DE


PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA EM UMA ESCOLA DE PORTO
NACIONAL - TO

100
Evilmara Resende Casimiro

Resumo: Os cursos de licenciatura em Letras, na sua maioria, formam o graduando


para entrar no mercado de trabalho como tradutor, intérprete, mas, especialmente
professor de línguas. Ao encerrar sua formação acadêmica inicial, é chegada a hora de
atuar na profissão, momento esse de possibilidades diversas. Este projeto tem como
objetivo geral analisar como está sendo a aplicabilidade da teoria na prática docente de
professores de língua inglesa em uma instituição pública de ensino do estado do
Tocantins. Em especial, busca-se observar a prática e analisar como estão sendo
empregadas as aulas de língua inglesa no último período de uma turma do curso de
Letras e quais abordagens são desenvolvidas pelo formador. Além disso, investigar se
tais teorias têm contribuído para a construção do conhecimento na escola investigada.
Busca-se responder a seguinte questão: Como desenvolver a prática na escola com
eficiência e relacionando os estudos feitos durante os quatro anos na universidade?
Como metodologia, pretende-se utilizar a pesquisa qualitativa com viés descritivo.
Utilizaremos também a observação e aplicação de questionários com alunos do último
período para entender a relação entre a teoria e a prática dos indivíduos envolvidos na
pesquisa. A pesquisa está fundamentada em autores como Vygotsky (2000), Pimenta
(2005), Therrien (1995),Pereira (1999), Tardif (1999),Libaneo (2002), Bueno(2016),
entre outros. Como resultado da pesquisa pretende-se, à luz da pesquisa cientifica
verificar como a formação dos professores de língua inglesa tem relacionado
conhecimentos teóricos e acadêmicos com a realidade vivida na atuação escolar.
Compreender os motivos reais das diferenças sobre aquilo que é apreendido na
universidade e aquilo que é aplicado nas escolas. Para posteriormente contribuir
paraviabilizar a relação entre teoria e pratica na atuação docente significativa para
professores e alunos.

Palavras-chave: Formação de Professor de Língua Inglesa. Teoria e Prática. Ensino e


Aprendizagem.

LETRAMENTO: MODELO IDEOLÓGICO OU POLÍTICA DE ESCOLARIZAÇÃO E PEDAGOGIZAÇÃO

Fabiene de Oliveira Santos

101
Resumo: Tomando letramento como aponta Street (2013) como prática social e não
simplesmente como uma habilidade neutra e técnica, mas que varia de um contexto a outro,
este trabalho tem como objetivo refletir sobre a prática de letramento na conjuntura atual do
ensino brasileiro, considerando, sobretudo, dos estudos de Street que trazem à tona os
modelos de letramento autônomo e ideológico, e discussões de autores que nos inquietam
sobre a(s) concepção(ões) de (novos/multi)letramento(s) e a prática desta(s) na educação.
Para tanto, contextualizamos este estudo pensando em avaliação, particularmente no
documento básico da Avaliação Nacional da Alfabetização, e nos dados nacionais que
envolvem a alfabetização e o letramento e debruçamo-nos em um percurso interpretativo-
analítico, a partir do aporte teórico com base em STREET (2012; 2013; 2014), BIESTA (2012),
GOULART (2014), DE SOUZA (2017), ROJO (2012), SCHULTZ, K., & HULL, G. (2002). Em linhas
gerais, podemos destacar que o fato de o analfabetismo ainda ser recorrente no país e o
processo de letramento estar atrelado a uma demanda de alfabetização, privilegiam-se
políticas que incorrem em uma escolarização e pedagogização do letramento, com um modelo
autônomo de letramento baseado em habilidades e que se filia à homogeneidade,
concorrendo para a primazia do letramento escolar. Nesse sentido, nossas considerações se
pautam na reflexão de que as práticas de letramento ainda giram em torno de uma concepção
pedagógica que serve ao tecnicismo educacional, o que deve ser transformado para se
considerar as habilidades que as pessoas possuem e para focalizar no caráter ideológico e
próprio ao contexto dos variados letramentos. É preciso ver que tipos de letramento são
ensinados na escola e o que é contado como prática letrada, percebendo as questões
ideológicas envolvidas na prática comunicativa no contexto dos letramentos.

Palavras-chave: Letramento. Ideológico. Modelo autônomo.

PROFESSORAS INICIANTES E AS VIVÊNCIAS COM A


LÍNGUA INGLESA ENQUANTO DISCENTES NA EDUCAÇÃO
BÁSICA: INFLUÊNCIAS NA PRÁTICA DOCENTE

Ma. Fernanda de Mello Cardoso –


UFMT/PPGEdu Dra. Simone Albuquerque da Rocha (orientadora) –
UFMT/PPGdu/OBEDUC

Trata-se de um recorte de uma pesquisa de mestrado desenvolvida com o


intuito de promover ações formativas que contribuem com as práticas
pedagógicas de língua inglesa de professoras iniciantes egressas de Cursos de
Pedagogia que lecionam a língua conforme os documentos curriculares de

102
2011 na rede municipal de Rondonópolis/MT. A iniciativa surgiu a partir das
reivindicações apontadas em uma reunião do grupo de formação
PPGEdu/OBEDUC/UFMT, o qual oferece formação continuada aos professores
iniciantes no sentido de atender suas demandas, a fim de minimizar as
angústias diante dos desafios e dilemas. Assim, às professoras foi ofertado um
minicurso de 20 horas de estudos sobre alguns dos conteúdos cobrados nos
documentos curriculares. Durante o período de estudos da língua inglesa foram
feitos registros narrativos que revelam dados pertinentes, entre eles, a vivência
das professoras enquanto alunas na educação básica. Por isso, objetivou-se
investigar que sentidos as professoras participantes da pesquisa atribuem às
aprendizagens construídas no período de estudos da língua inglesa na
educação básica enquanto discentes. A pesquisa ancorou-se na abordagem
qualitativa com foco no método (auto)biográfico, o qual o assume um papel
investigativo e também formativo. Os resultados apontam que as vivências
enquanto discentes na educação básica influenciam a atual prática docente por
revelarem as perspectivas de linguagem e de ensino e aprendizagem de LI
assumidas pelas docentes, as quais refletem em suas práticas pedagógicas do
cotidiano.

Palavras-chave: Formação continuada. Vivências com a Língua Inglesa.


Narrativas de formação.

DISCURSOS DE SUBJUGAÇÃO: SILENCIAMENTO AGRESSIVO DA MULHER

Flávia Luiz

O trabalho a ser apresentado tem como objeto de pesquisa como os discursos que subjugam a
mulher chegam à escola, na pessoa dos adolescentes, sobretudo das adolescentes, em forma
de silenciamento da mulher. Por vários séculos, na história da humanidade, à mulher foi dado
apenas o direito ao silêncio e a obediência. Desprovida de qualquer capacidade cognitiva,
como acreditavam, a ela cabia à misericórdia dos homens detentores de todo poder e únicos
dotados de inteligência e razão. Enquanto de um lado havia pensamentos como o de
Aristóteles, que reduzia a mulher quase que a um ventre; de outro lado e em outro tempo
surgiam pensamentos e grupos pela emancipação das mulheres. Contudo, os homens, a
sociedade e os hábitos aos quais todos estavam acostumados, continuavam a cobrar o mesmo
papel da mulher, o papel de mãe devota, de cidadã exemplar, sem pensamentos, sem
vontade, sem voto e sem liberdade. Embora hoje os tempos sejam outros e estejamos no

103
século XXI, aqui e ali, de maneira velada, muitos esperam que a mulher desempenhe o mesmo
papel de séculos atrás. Culturalmente, algumas ideias de antes ainda estão cristalizadas. É
como se à mulher tivesse sido permitido o direito do voto, do trabalho, do cargo de liderança,
mas, como pano de fundo estivesse à certeza de ela ser inferior e desprovida de inteligência. É
como se não importasse o que a mulher seja capaz de fazer ou o quanto ela tenha de se
desdobrar para reafirmar competência diária, afinal, no fim do dia ela assumirá o velho e
esperado papel. Inúmeros discursos de subjugação pronunciados, impensadamente e até
deliberadamente, passados adiante como inofensivos, demonstram o quão distantes estamos
de uma consciência coletiva de equidade, os quais levam a relações de dominação para com a
mulher.

104
HOW CAN I TEACH LISTENING? O USO DE PORTAIS EDUCACIONAIS NO
ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS NO CONTEXTO DE INGLÊS PARA FINS
ESPECÍFICOS

Flávia Medianeira de Oliveira

No contexto brasileiro de ensino de línguas, dentre as quatro habilidades que constituem


a competência comunicativa em língua inglesa, a aprendizagem e o desenvolvimento da
recepção oral (listening) são considerados problemáticos e preocupantes para os
aprendizes principalmente no contexto de Inglês para Fins Específicos. Na maioria dos
casos, esses estudantes tiveram pouco ou nenhum contato com a língua durante o
período escolar. Diversas pesquisas têm centrado sua atenção em detectar as principais
dificuldades e na proposição de soluções que possam minimizar e, talvez, sanar esses
problemas (RICHARDS, 2009; BAGHERI e KARAMI, 2014; TOWNSEND-
CARTWRIGHT, 2014; dentre outros). Visando contribuir com esse debate, este estudo
analisou atividades de listening disponibilizadas em cinco (5) portais educacionais de
língua inglesa com o intuito de identificar que tipo de atividades pedagógicas são
propostas e como estas se configuram textualmente no meio digital. Com base nos
preceitos teórico-metodológicos da Análise de Gêneros e do Ensino e Aprendizagem de
Línguas, o estudo buscou ainda verificar as principais estratégias de ensino utilizadas na
elaboração dessas atividades e em que medida elas foram enfatizadas pelos
autores/proponentes. Os resultados revelaram que a maioria das atividades prioriza os
aspectos linguísticos e gramaticais, dando menor ênfase aos aspectos contextuais e
funcionais da linguagem. Por outro lado, grande parte das atividades se constitui como
recursos didáticos adicionais que poderiam ser utilizados em sala de aula em razão da
temática bastante pertinente bem próxima dos interesses e necessidades dos aprendizes.
Entretanto, para serem utilizadas diretamente no meio digital ainda são necessárias
reformulações e adaptações que permitam aos professores e aprendizes utilizar de
maneira mais efetiva e funcional todos os recursos tecnológicos disponibilizados.

Palavras-chave: compreensão oral, portais educacionais, ensino.

LETRAMENTO TRADUTÓRIO EM TRADUÇÃO BÍBLICA: REFLEXÕES


PRELIMINARES

Francinaldo de Souza Lima

RESUMO: Do século III a.C. até os dias atuais, a tradução bíblica continua sendo
realizada sob diferentes métodos e visando diferentes públicos. Nas últimas décadas, o
número de traduções bíblicas publicadas no Brasil cresceu consideravelmente, diferindo
não apenas pelos projetos tradutórios, mas também nos tipos e funções dos paratextos.

105
O presente trabalho objetiva apresentar a função de elementos paratextuais no
desenvolvimento do letramento tradutório de leitores bíblicos. Trata-se de uma pesquisa
qualitativa de cunho bibliográfico e documental. A análise foi pautada sobre a
“apresentação”, a “introdução” e as notas de rodapé da Nova Versão Transformadora
(NVT), publicada em 2016. Tal análise está fundamentada nas reflexões teóricas e
metodológicas que versam sobre os diferentes elementos paratextuais, como Genette
(2009) e Torres (2011), e sobre a história da tradução bíblica quanto aos paratextos,
encontradas em Delisle e Woodsworth (1998), Geisler e Nix (2006), Giraldi (2013) e
Raupp (2015). Consideramos, ainda, as reflexões de Nida e Taber (2004) e Teixeira e
Zimmer (2008) sobre a evolução das formas de tratamento dadas às línguas bíblicas
originais pelos agentes envolvidos com a tradução, o que nos fez também considerar
reflexões advindas da Teoria da Relevância, como Alves e Gonçalves (2006), da Teoria
do Escopo, como as de Vermeer (2012), e do Funcionalismo, como as de Nord (2016).
A análise dos dados aponta para uma maior visibilidade ao processo de tradução da
Bíblia ao descrever os princípios aplicados e ao justificar algumas escolhas tradutórias
nos paratextos, além de usar as notas de rodapé para indicar outras propostas de
tradução de alguns trechos e dar ao leitor informações contextuais relevantes para a
compreensão da passagem. Dessa forma, acreditamos que os elementos paratextuais da
Bíblia em análise educam o leitor a ler a Bíblia devidamente como (uma) tradução,
conscientizando-o de todas as questões envolvidas no processo.

PALAVRAS-CHAVE: Tradução bíblica. Letramento tradutório. Paratexto.

ECOS E RESSONÂNCIAS DO “DIZER” MÉDICO REPLICADO NO


DISCURSO DO PACIENTE: UMA ANÁLISE DE ASPECTOS TEXTUAIS-
DISCURSIVOS

Francisco Renato Lima

RESUMO: A relação entre texto e discurso ocorre através de entrecruzamentos de


vozes dos sujeitos nas práticas de linguagem nas quais interagem dialogicamente,
evidenciando assim, seus lugares sociais no mundo, através da língua. Nesse
entendimento, propõe-se uma investigação acerca do processo comunicativo entre
médico e paciente, tendo como objeto de estudo as marcas discursivas que sinalizam o
eco da voz do médico no processo comunicativo com o paciente. Objetiva-se analisar a
interação entre o médico e paciente, assinalando como se dá o processo de compreensão
e de cooperação entre esses sujeitos, considerado os contextos e as práticas sociais nas
quais eles estão envolvidos. Parte-se da seguinte problemática: Como o paciente se
constrói discursivamente nas interações com o médico, a partir da análise das marcas de
coexistência discursiva na interação entre eles, verificadas na fala dos pacientes? Do
ponto de vista metodológico, parte-se de uma pesquisa bibliográfica e de campo, de
abordagem qualitativa e dialógica. A coleta de dados foi realizada em três Unidades
Básicas de Saúde (UBSs), na cidade de Nazária (PI), localizada a cerca de 30 km da

106
capital, Teresina (PI), quando entrevistou-se 3 médicos e 45 pacientes. E a elucidação
teórica parte, principalmente, das argumentações de Bakhtin (2009/2011), Bronckart
(2008/2012), Benveniste (2005/2006), Ducrot (1987/1995), Koch (2011/2012) e van
Dijk (2011), ao tratar da linguagem em perspectiva enunciativa, comunicação humana e
produção de sentidos sobre o mundo; Authier-Rèvuz (1998/1990) e Martine (1989)
ajudam a entender a questão do médico e do paciente como sujeitos interpostos no
discurso. As elucidações apontam que a compreensão ou incompreensão, decorrem de
um equilíbrio que deve existir na comunicação entre os sujeitos, os quais, conscientes
de seus lugares sociais nas esferas do conhecimento letrado, expõem seus dizeres acerca
de um determinado fato ou situação que vivenciam, de modo dialógico, conforme
apontam os princípios bakhtinianos.

Palavras chave: Texto. Discurso. Práticas comunicativas. Médico X Paciente.


Dialogismo.

E-LEARNING ECOLOGY E AS POSSIBILIDADES NO REDDIT E NO


GOOGLE CLASSROOM

Gabriel Lúcius dos Santos


Fabrício Tetsuya Parreira Ono

Resumo: Este trabalho objetiva entender como funciona as estruturas e interações em dois sites de redes
sociais em relação a como eles podem ser ambientes virtuais de aprendizagem. Utilizando para isso uma
fundamentação teórica da Linguística Aplicada, essencialmente Cope e Kalantzis (2016) em seus
trabalhos sobre e-learning ecologies e affordances, aqui traduzidos como possibilidades, como também a
abordagem rizomática de Deleuze e Guattari (2017) que fundamentam a rede da Internet e das redes
sociais. Os sites analisados, o Reddit e o Google Classroom, demonstraram ter diferentes sistemas de
permissões e limitações de ações dos usuários, mostrando que no site desenvolvido com objetivos
educacionais, o Google Classroom, havia um maior número de limitações e ferramentas de controle que
refletiam as dinâmicas da sala de aula tradicional, e no outro site, o Reddit, não desenvolvido com um
objetivo educacional, concedeu maiores possibilidades aos seus usuários e buscou fomentar possíveis
situações de aprendizagem de um modo mais diversificado e autônomo. Esse trabalho mostra que
ambientes virtuais de aprendizagem podem fomentar situações de aprendizagem entre seus usuários,
porém esses ambientes não necessariamente precisam ser desenvolvidos com objetivos educacionais, e
isso ainda pode contribuir para reproduzir antigos moldes da escola para a plataforma, o Reddit mostra
essa distância com as dinâmicas e autoridades da escola e tem diversas discussões cheias de situações de
aprendizagem, e o Google Classroom também, até certo nível que a sua estrutura limita o usuário de
continuar discutindo e aprendendo.

Palavras-chave: Novos letramentos; ambientes virtuais de aprendizagem; rizoma


CONCEPÇÕES E PROPOSTAS PARA A ORALIDADE NA BNCC: UMA
INVESTIGAÇÃO

Gisele de Oliveira Barbosa

107
É consenso entre pesquisadores e estudiosos da Língua Portuguesa que o
ensino desta passou por uma virada pragmática nas últimas décadas, trazendo
para a cena principal das salas de aula os gêneros textuais, tanto orais quanto
escritos. Contudo, ainda se percebe a pouca ênfase que se dá ao trabalho com
a oralidade nas aulas de língua materna. Sendo assim, este trabalho tem como
objetivo investigar a que concepção de oralidade a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), para o Ensino Fundamental II, se filia, e de que forma tal
concepção está imbricada no eixo da análise linguística e suas orientações.
Para isso, nos aliamos às teorias do Interacionismo Sociodiscursivo de
Bronckart (2006) e dos Gêneros Textuais, de Dolz e Schneuwly (2004) – no
que diz respeito à concepção de linguagem e trabalho com gêneros textuais –
e buscamos em Leal, Brandão e Lima (2014), Bueno e Costa-Hübes (2015) as
proposições acerca da realização de práticas de oralidade na escola. Como
resultados preliminares, observamos que a BNCC aponta para uma visão
integrada entre fala e escrita, num continuum, sugerindo o trabalho com
diversos gêneros orais e abordando capacidades específicas do oral no eixo da
análise linguística. Esperamos, assim, contribuir para o entendimento desta
nova proposta curricular que assume papel decisivo nas concepções de
ensino, bem como apontar possíveis pontos positivos e negativos da mesma.

Palavras chave: Ensino de Língua Materna. Oralidade. Base Nacional Comum


Curricular.

O emprego de itens lexicais em textos de linguagem jurídica: palavras e expressões


não dicionarizadas

Giselle Salgado Ferreira Fatureto


Ketlen Neves e Silva Rodrigues

Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo analisar itens lexicais empregados em
construções discursivas próprias da linguagem de Direito. Em uma amostra de,
aproximadamente, 10 textos da área jurídica publicados na internet, mais
especificamente no site JusBrasil, foi constatada uma grande frequência de uso de
palavras e de expressões não dicionarizadas, ou seja, que não foram aceitas pela
tradição gramatical. Segundo Basilio (2005, p.12), em seu livro Teoria Lexical, “a
108
palavra é uma unidade linguística básica, facilmente reconhecida por falantes em sua
língua nativa”. Neste sentido, o emprego de palavras e de expressões não
dicionarizadas pode ocorrer no momento em que o falante necessita se expressar.
Entretanto, em um texto formal escrito, da área jurídica, espera-se o uso da
Terminologia e do emprego da língua culta. Por exemplo, os itens lexicais “inobstante”,
“atinente a” e “no que pertine” aparecem no lugar de itens lexicais reais, já existentes e
com cargas semânticas já definidas no léxico da língua portuguesa. Tendo em vista essa
percepção, foram investigados alguns itens lexicais, presentes em textos de linguagem
jurídica, tidos como palavras e expressões não dicionarizadas pela gramática normativa,
mas que são aceitas e denominadas como “termos jurídicos” ou “termos utilizados na
linguagem jurídica”, com o intuito de apresentar uma análise linguística desse material.
Para embasamento teórico, serão utilizados os seguintes autores: Correia (1998), Basilio
(2005) e Alves (2007).

Palavras-chave: Linguagem jurídica. Lexicologia. Língua Portuguesa.

NARRATIVAS DE ALUNOS SURDOS E INTÉRPRETES DE


LIBRAS COM SITUAÇÕES DE CONFLITO NA SALA DE
AULA

Glauber de Souza Lemos

Maria das Graças Dias Pereira

RESUMO: No presente estudo, focalizamos narrativas, em entrevista de pesquisa, de


alunos surdos e de intérpretes de Libras do Instituto Nacional de Educação de Surdos.
O objetivo consiste em analisar situações conflituosas mediante o olhar de surdos e
ouvintes sobre a interação em sala de aula. A perspectiva teórica e analítica da
pesquisa se situa no âmbito da análise da narrativa laboviana (Labov, Waletzky, 1967;
Pereira, Santos, 2009; Bastos, Biar, 2015) e de estudos sobre o conflito (Grimshaw,
1990; Stewart, Madeline, 2010; Ladeira, Silva, 2011; Gago, 2017). A metodologia de
pesquisa é de cunho qualitativo e interpretativista (Denzin, Lincoln, 2006), no viés da
perspectiva êmica (Garcez, 2008), com geração de dados na entrevista de pesquisa
(Roulston, 2010), concebida como evento de fala coconstruído entre o entrevistador e
o entrevistado (Mishler, 1986; Bastos, Santos, 2013). As transcrições das entrevistas
foram feitas a partir de convenções da Análise da Conversa Etnometodológica, para o

109
Português, sendo nas entrevistas com os alunos surdos, as transcrições foram
realizadas mediante propostas de glosa escrita, conforme a estrutura da sinalização em
Libras (Felipe, 1988, 2016; Quadros, 2016). A pesquisa procurou, assim, refletir sobre
a relação entre surdos e ouvintes, com foco na sala de aula. Os resultados da análise
de dados, a partir das narrativas, incluem opiniões, reclamações, reivindicações e
sugestões/propostas, a respeito de interações uns com os outros em contexto escolar
bilíngue. Os intérpretes de Libras, focalizam reclamações e propõem a busca pela
parceria em duplas de trabalho, com melhor interlocução para a mediação no ato de
interpretação em sala de aula. Os alunos surdos ressaltam nas narrativas que os alunos
ouvintes busquem aprender a Libras na interação na sala de aula bilíngue.

PALAVRAS-CHAVE: Narrativas de alunos surdos; Narrativas de Intérprete de


Libras; Situações de conflito na interação em sala de aula; Entrevista de pesquisa.

A LEITURA E A ESCRITA EM SALA DE AULA: FATORES DE


APRENDIZADO PARA A PRODUÇÃO TEXTUAL

Graci Leite Moraes da Luz

RESUMO: Esta pesquisa tem como objetivo investigar o ensino da língua padrão, mais
precisamente o ensino da pontuação nos textos dos alunos do 6º de uma escola no
município no Sinop/MT, e evidenciar a importância do ensino da Língua Portuguesa, no
contexto da sala de aula, tendo em vista que ao terminar o ensino médio os alunos já
deveriam ter os conhecimentos linguísticos necessários a sua formação estudantil, mas
como percebemos, os alunos estão saindo do ensino médio com muita dificuldade na
modalidade da escrita padrão da língua e na expressividade de leitura e escrita. A
metodologia da pesquisa adotada é a qualitativa, tendo como suporte a sociolinguística
educacional tendo autores como( Bortoni-Ricardo (2014;204;2008) Alkmim( 2005);
Faraco ( 2005;2008 ); Bechara ( 1989; 2004 ) Antunes (; 2010; 2014 ) , entre outros.
Nesta pesquisa foi possível verificar como os alunos têm dificuldade de pontuar seus
textos, ora nem pontuam ou pontuam inadequadamente. E concluímos que ainda falta
muito estimulo e aperfeiçoamento do/para o professor para uma mudança na educação,
tendo em vista que temos, ainda , um ensino de concepções e práticas tradicionais que
mais distraem o aluno do que o atraem para uma educação renovadora e coerente com a
sociedade em que vivemos.

Palavras-Chave: Ensino de Língua Portuguesa . Gramática. Professor. Ensino.

Representação do Amor em cartas de aconselhamento: uma análise


de Avaliatividade

Graziela Fachim

(Universidade Federal de Santa Maria)

110
O presente trabalho é resultado da disciplina de Teorias de Gêneros ligada
ao Programa de Pós-Graduação em Letras – Linguagem no Contexto
Social da Universidade Federal de Santa Maria e tem como objetivo
analisar a representação do amor presente no gênero discursivo carta de
aconselhamento, destacando quais elementos léxico-gramaticais e
semântico-discursivos são utilizados para caracterizar esse sentimento
dentro do gênero referido. O aparato teórico-metodológico desse trabalho
está ancorado principalmente pela Análise Crítica de Gêneros (Fairclough,
2003; Meurer, J. L., 2005) para a discussão do gênero textual e o Sistema
de Avaliatividade (Martin&White, 2005), mais especificamente do
subsistema de Atitude (afeto, julgamento e apreciação) para a verificação
da representação do amor. O corpus desse trabalho é composto por 5
1
cartas de aconselhamento, publicadas no site Conselhos Amorosos
disponibilizado na internet. Por ser um trabalho ainda em fase de análise,
espera-se encontrar um padrão organizacional e linguístico para cartas de
aconselhamento amoroso, dividido entre problemaXsolução, constituído
por uma exposição e uma resposta imperativa ou modalizada. Quanto aos
resultados do Sistema de Avaliatividade, espera-se encontrar maior
ocorrência das categorias de Afeto, usadas para descrever emoções,
seguida da categoria de Julgamento, utilizada para o comportamento ético
– do que é considerado apropriado ou não de acordo com o aconselhador.
Com isso, pode-se ser capaz de descrever como o amor é visto e
representado em uma determinada atividade social e como essa atividade
está organizada para a realização de significado socialmente reconhecido
pelos usuários.

PALAVRAS-CHAVE: Cartas de aconselhamento; Representação do Amor;


Sistema de Avaliatividade.

111
1
Retirado de http://conselhosamorosos.com.br/ . Acesso em: 20 Mar. 2018.

A CORREÇÃO EM FUNÇÃO DA REESCRITA DE TEXTOS NO ESPAÇO


ESCOLAR

Heloi
ze
Mour
a

PALAVRAS-CHAVE: reescrita, correção, interlocução.

O presente trabalho possui como objetivo apresentar análises de dissertações escritas


e reescritas por alunos da 3ª série do Ensino Médio. Tal objetivo fundamenta-se no

112
fato de que, ao se trabalhar com a correção de textos escolares, é preciso verificar
como os alunos lidam com os próprios problemas de escrita e se os estudantes
compreendem a correção feita pelo professor. Dessa forma, faz-se necessária a
execução de um processo de correção diferente, que não interfira na relação de
apropriação que o estudante possui com o próprio texto, transformando a produção
textual em um trabalho colaborativo entre professor e aluno, que propicie a reescrita
de textos. Verificamos que, no contexto escolar, ao produzir um texto, o aluno está se
firmando como sujeito frente ao tu, que é o professor responsável por avaliar sua
produção. Por outro lado, ao receber o texto de seu aluno e iniciar as marcações, o
professor assume o lugar de eu, esperando que o aluno (tu) compreenda suas
correções. Institui-se um jogo interlocutivo, no qual o aluno deve manejar o
repertório que lhe é oferecido, de modo que o corretor reconheça sua habilidade
dissertativa e proponha intervenções. Por isso a necessidade de se pensar uma
correção em função da reescrita de textos, visto que o jogo interlocutivo da correção
textual terá como objetivo maior a reescrita e consequente correção dos problemas de
escrita dos alunos. Assim, mobilizamos a Linguística Geral de Émile Benveniste
(2005, 2006) para subsidiar nossas análises, pois essa teoria baseia-se na relação
interlocutiva que subjaz as manifestações da linguagem.

REFERÊNCIAS

BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. 5. ed. Campinas,


SP: Pontes Editores, 2005.

BENVENISTE, Émile. Problemas de Linguística Geral II. Campinas,


SP: Pontes, 2006[1968], p. 29-40.

IDENTIDADE INDÍGENA E RESISTÊNCIA: OS MEKRAGNOTIRE, PANARÁ


E OS DESAFIOS DA PÓS-MODERNIDADE

Ilaine Ines Dona

113
RESUMO: Esta comunicação discutirá a construção de identidade a partir de conceitos
atribuídos às Ciências Sociais. Objetiva tecer uma análise sobre as formas de
manutenção da identidade indígena, por meio da resistência em uma sociedade marcada
pelas constantes modificações. Essa sociedade tida como pós-moderna, cujo paradigma
se assenta na fulgaridade das relações sociais na qual os indivíduos, apesar de manter
sua unidade enquanto ser tem sua identidade fragmentada e multifacetada respondendo
aos imperativos do momento. Toma de empréstimo conceitos da antropologia a partir de
Turner (1991) e Barth (2000) para inserir na discussão as identidades indígenas, aqui
postas a dos Mekragnotire e dos Panará para em seguida contextualizá-las nas
discussões respaldadas nas reflexões de Hall (2006) e Bauman (2001) (2005), com Silva
(2000) e Oliveira (1976), entre outros pensadores. A partir da visão dos próprios
indígenas fecha a discussão sobre a questão, todavia, não esgota tal discussão
considerando a complexidade do tema.

Palavras-chave: identidade, resistência, pós-modernidade.

PROPOSTA DE ATIVIDADE DIDÁTICA PARA ENSINO PORTUGUÊS COMO


L2

Iorrane Meneses Linhares

O tema desta pesquisa está inserido na linha de pesquisa Léxico e Terminologia,


desenvolvida no Centro de Estudos Lexicais e Terminológicos (Centro Lexterm), da
Universidade de Brasília. O objeto de estudo é uma proposta de atividade para o ensino

114
de substantivos do campo lexical alimentação do Dicionário Analógico de
Aprendizagem do Português do Brasil (DAAPB). Esse dicionário está disponível no site
http://www.dicionarioonlineanalogico.com.br/. O modelo de dicionário proposto é
constituído pela parte analógica e pela parte alfabética. O público-alvo da atividade são
aprendizes de Português do Brasil como segunda língua, que são estrangeiros, surdos e
índios. O referencial teórico se baseia nos conceitos da Teoria dos Protótipos de Kleiber
(1990) e da Semântica de Frames de Fillmore (1977) para seleção dos lexemas. Os
percursos metodológicos utilizados foram compilados nos estudos de Linhares (2016), a
saber: i) reestruturação do dicionário de Língua Portuguesa de Azevedo (2010); ii)
preenchimento da ficha lexicográfica baseada em Vilarinho (2013) para constituir o
verbete da parte analógica; iii) inserção de novos lexemas ao verbete alimentação; iv)
preenchimento de fichas lexicográficas da proposta metodológica para elaboração de
léxicos, dicionários e glossários de Faulstich (2001) para elaboração dos verbetes da
parte alfabética. Houve a inclusão de lexemas de substantivos para o campo lexical
alimentação, além da redação de 22 verbetes, com base no modelo de definição
pragmática proposta por Faulstich (2014). Os substantivos criados estão categorizados
em utensílio doméstico, refeição, profissão, lugares e eletrodomésticos. Como proposta
de atividade, aplicada para alunos estrangeiros missionários, em Brasília-DF, o objetivo
foi usar os verbetes do campo lexical alimentação, de maneira que o aluno pudesse
compreender o lexema e seu significado.

Palavras-chave: Atividade didática. Dicionário Analógico. Campo lexical alimentação.

ENSINO DE INGLÊS E AFETIVIDADE: WORKSHOP


SOBRE LÍNGUAS INDÍGENAS E SEUS IMPACTOS
AFETIVOS

Isabela Ramalho
Orlando

Neste trabalho é apresentada a experiência de um workshop sobre línguas


indígenas brasileiras, realizado no contexto de um curso de inglês. Esses dados são
parte de pesquisa em andamento, de caráter qualitativo (LUDKE & ANDRE,
1986), sobre as relações entre afetividade e ensino de inglês. Dessa forma, buscou-
se identificar e analisar os impactos afetivos que essa experiência produziu nos
estudantes, a partir de suas falas e de suas produções textuais sobre o workshop. O
trabalho fundamenta-se nas ideias de Vygotsky (1998, 2005) e de Wallon (1968,
1979), compreendendo-se que as relações que se estabelecem entre sujeitos e
objetos de conhecimento dependem, fundamentalmente, das práticas concretas de
mediação desenvolvidas por agentes mediadores. Tais práticas produzem impactos
não somente cognitivos, mas também afetivos. Assume-se uma visão discursiva da
linguagem (BAKHTIN, 2004) e defende-se que o ensino-aprendizado de língua
inglesa deve considerar a natureza dialética da constituição do sujeito, da
linguagem e da cultura, adquirindo, dessa forma, caráter formativo (ROCHA,
2012). Os dados indicam o espaço da aula de inglês como rica possibilidade para a
discussão de temas sobre cultura, identidade e discurso. Com a experiência
descrita neste trabalho, a discussão sobre línguas indígenas brasileiras- os
estudantes tiveram oportunidade de refletir sobre suas próprias língua e cultura e
115
sobre seu processo de aprendizagem de inglês. A análise dos dados evidencia que
os impactos dessa experiência não são só de natureza cognitiva, mas também
afetiva, e que tais impactos podem influenciar nas relações que se estabelecem
entre estudantes e a língua inglesa.

Palavras-chave: Afetividade; Ensino de língua inglesa; Mediação.


LETRAMENTOS NA EDUCAÇÃO HOSPITALAR

Itamara Peters
Eliana Merlin Deganutti de Barros

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma síntese dos resultados
da pesquisa desenvolvida no programa de Mestrado Profissional em Letras
(PROFLETRAS) da Universidade Estadual do Norte do Paraná, focado nas discussões
sobre letramentos no programa de escolarização hospitalar do Estado do Paraná. Trata-
se de um estudo de caso de caráter qualitativo que utilizou como instrumento de coleta
de dados um questionário com questões abertas e fechadas direcionado a professores
que atuavam no Serviço de Atendimento a Rede de Escolarização Hospitalar - SAREH
– do Paraná. A interpretação dos dados foi feita com base na análise de conteúdo
proposta por Bardin (2011), articulada a análises linguísticas com aportes de diversas
áreas. O estudo teve como base teórica referências nacionais e internacionais sobre os
processos de letramento, estudos sobre pedagogia e escolarização hospitalar e pesquisas
sobre formação docente que discutem sobre ações que podem ser desenvolvidas pelos
docentes, em especial os docentes de línguas, para efetivar práticas de letramento no
espaço de educação das crianças e adolescentes em tratamento de saúde. O
questionamento feito aos professores, o desenvolvimento da pesquisa sobre práticas de
letramento no contexto hospitalar e a elaboração do material de apoio trazem à tona a
necessidade de pensar em orientações metodológicas próprias para o ensino em
ambiente hospitalar e de orientar os processos de ensino e as metodologias que podem
ser desenvolvidas ao atuar com o estudante hospitalizado ou em tratamento de saúde.
Os aspectos da formação docente precisam ser pensados tanto no âmbito dos materiais
de apoio como nos aspectos de conhecimentos específicos do contexto e de suas
peculiaridades. Há no ambiente da Educação hospitalar processos de letramento e de
ensino muito peculiares que podem ser descritos para que o professor perceba seu
campo de ação e atuação.

Palavras-chave: Letramentos. Educação hospitalar. Formação docente.

O EFEITO MADONNA: PERFORMANCES, RITMO FRENÉTICO,


RUPTURA E SEDUÇÃO ARTÍSTICA

Izabella Lorenzoni Nascimento

RESUMO: A cantora Madonna será analisada sob a perspectiva do Efeito Estético, a


fim de evidenciar suas performances e os efeitos que a interação Madonna-público pode
causar a partir da sedução em seus espectadores e as possíveis relações de interpretação

116
no campo estético. Além de voltar para quais as sensações, reações e atitudes que eles
são levados a ter por causa do contato com a experiência das performances. Esses
aspectos serão baseados na fenomenologia para buscar um direcionamento da leitura a
partir do que a obra Madonna sugere. Por essa razão, sugere-se uma análise a partir da
Teoria do Efeito Estético, baseada em autores como Iser (1996), Luigi Pareyson (1993)
e Jean Baudrillard (2008), os quais traçam um histórico dessa vertente e descrevem os
fatores que a compõem, além de tratar da sedução como fator de interação entre obra e
público.

PALAVRAS-CHAVE: Efeito Estético. Sedução. Espectadores.

A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA DE CONCORDÂNCIA VERBAL E A RELAÇÃO


COM O LETRAMENTO

Jaciara Carvalho Costa


Monica Fontenelle Carneiro
Ana Lucia Rocha Silva

RESUMO: Tomando a língua a partir da teoria laboviana, isto é, como uma prática
social e, portanto, caracterizada por variações linguísticas resultantes de seu uso no
contexto da coletividade e, ainda, situando essa teoria no âmbito do letramento social
em ambientes industriais, levanta-se o questionamento de como a fala do trabalhador de
baixa escolaridade pode ser modificada nesse contexto. A hipótese é que a convivência
em espaços laborativos letrados interfere em alguns aspectos linguísticos desse
trabalhador, mais precisamente no de concordância verbal. A pesquisa, então, tem por
objetivo analisar a concordância verbal de 1ª e 3ª pessoas na fala desse tipo de sujeito,
empregado de indústrias ludovicenses. Nessa investigação, pautando-se nos trabalhos de
Street (2014), Kleiman (1991; 2016), Labov (2006 [1968]; 2008[1972]), Lucchesi
(2015) e Castilho (2010), tem-se, como categorias teóricas analisadas o letramento, a
variação linguística e a concordância verbal. A pesquisa é de natureza qualitativa,
observacional e interpretativa, desenvolvida a partir do método sociolinguístico
variacionista, tendo por base corpus a ser obtido por meio de aplicação de
entrevistas/eventos discursivos com os participantes. Espera-se, como resultado, que os
dados obtidos apontem para o fato de que a realização da concordância verbal dos
sujeitos trabalhadores com baixa escolaridade tende a se aproximar daquela produzida
por indivíduos com maior letramento escolar.

PALAVRAS-CHAVE: Variação Linguística. Letramento. Concordância verbal.


VALÊNCIAS E TRANSITIVIDADES DO VERBO TER NO USO DA
FALA GOIANA

117
Jacqueline de Jesus Silva
Fernandes Universidade Estadual de Goiás
(UEG/POSLLI)

Este trabalho analisa e descreve o verbo “ter” em função de que ele

assume diferentes usos discursivos, os quais revelam diferenças na valência


e

na transitividade. Tais usos sugerem que o verbo vem passando por


um

processo de mudança indicativo de uma gramaticalização. O verbo


sofre

variações a partir de escolhas dos falantes e dos contextos de uso, podendo

assumir sentidos diversos. Os pressupostos teóricos que orientam a


pesquisa

são advindos da Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU), que reúne

teorias que consideram a língua em uso e, por isso, entendem que a forma é

altamente orientada pela função que a língua exerce. Uma análise a partir

dessa concepção deve considerar os níveis linguísticos, sintáticos e


semântico,

bem como elementos discursivos e pragmáticos, articulados por processos

cognitivos a fim de que se consiga perceber as variações e as mudanças


que

ocorrem entre os níveis estruturais, mais fixos e estáveis, e outros de maior


118
instabilidade. Buscou-se a referência básica em Bagno (2010), Bybee (2015,

2016), Casseb-Galvão (2011), Croft e Cruse (2004), Croft (2007), Dik (1989,

1997), Furtado da Cunha (2013), Givón (1984, 1990, 1995), Hopper (1991,

1996), Illari e Neves (2006), Neves (2000, 2006), Martelotta (2011), Oliveira
e

Rosário (2015), Tomasello (2003), Traugott (1993, 2003). Objetiva-se com


esta

pesquisa descrever alguns dos diferentes usos do verbo “ter”, avaliando as

motivações pragmáticas de cada um deles a fim de observar se há indícios


de

gramaticalização. Pretende-se colaborar com os conhecimentos sobre a

gramática do Português Brasileiro, por meio da variante usada em Goiás. Os

dados analisados são da língua em uso advindos do corpus do “Fala


Goiana”,

modalidade falada da língua.

Palavras-chave: Gramaticalização. Mudança, Verbo Ter.


TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: UM NOVO PARADIGMA DE MUDANÇA NA
EFETIVAÇÃO DE MULTILETRAMENTO DE ESTUDANTES DEFICIENTES
VISUAIS (DV)

Jandira Azevedo da Silva

Resumo: O objetivo desse trabalho é fornecer novas abordagens e instrumentos que facilitem a
inserção de estudantes deficientes visuais no processo de multiletramentos. Desde a invenção da

119
escrita Braile, em 1824, nem outra ferramenta teve tanto impacto para apoio a esses estudantes
quanto as tecnologias assistivas (TA), (serviços, ferramentas, recursos ou aparatos
tecnológicos), que permitem ou potencializam as habilidades de pessoas com deficiência,
visando maior independência e autonomia. As tecnologias são aprimoradas, mas para que
possam auxiliar estudantes DV, em seu processo de multiletramento, faz-se necessário
desenvolver um estudo interdisciplinar: conhecimentos advindos das áreas da linguística
aplicada, educação, tecnologia, psicopedagogia e considerar as necessidades dos estudantes com
esse tipo de deficiência. A ideia de leitura é ampla e inicia-se na infância quando as crianças
começam a estruturar formas de abstração e simbolização: desenho, modelagem, pintura,
mapas, legendas. O estudo apresenta relevância social, visando reunir informações que
demonstrem as principais tecnologias assistivas que estão disponíveis para esses estudantes e
como podem ser utilizadas para contribuir com o multiletramento desses indivíduos.
Legalmente, tanto as leis, princípios morais e éticos, defendem a igualdade. Para que os
estudantes em foco possam ter igualdade de condições de aprendizado, é necessário atender as
suas necessidades: cognitivas, emocionais, pedagógicas. Assim é possível a existência de um
processo de multiletramento justo e igualitário. No estudo serão desenvolvidos dois
procedimentos metodológicos: 1) Pesquisa Bibliográfica, suporte teórico, 2) Pesquisa de Campo
que se pretende aplicar em escolas com estudantes DV matriculados. Espera-se que o trabalho
venha a contribuir, efetivamente, com o processo de multiletramento desses estudantes,
professores que os atendem, e suas famílias.

PALAVRAS-CHAVE: Multiletramentos; Deficientes Visuais; Tecnologias Assistivas.

LETRAMENTO DIGITAL E LEITURA CRÍTICA DE NOTÍCIAS FALSAS

Janine Ferreira Pinto Milo

Esta pesquisa objetiva realizar o trabalho com leitura crítica de notícias falsas e o letramento
digital, abordando o desenvolvimento da habilidade de leitura e o desenvolvimento do
indivíduo enquanto sujeito agente e participativo do processo de ensino/ aprendizagem, bem
como sanar ou reduzir as dificuldades diagnosticadas em uma turma de alunos do 9º amarelo
do Ensino Fundamental, em uma escola estadual de Montes Claros/MG, relativas à leitura
crítica. Dessa forma, busca-se, através desta estratégia de ensino potencializar a proficiência
leitora dos alunos evitando a ampliação do baixo desempenho deles nas provas sistêmicas
Saeb e Proeb. O advento das NTIC – Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, na
sociedade contemporânea, fez com que as relações humanas relacionadas à comunicação
textual sofressem profundas mudanças. Resultando no trabalho com o letramento digital e na
leitura crítica do indivíduo como forma de garantir a ele sua autonomia discursiva e social. Os

120
diferentes gêneros textuais presentes na sociedade tem exigido que os docentes e discentes
aprendam a conviver e a relacionarem-se com o problema das notícias falsas, que se espalham
através das redes sociais como: Facebook e Whatsap. A metodologia presente neste trabalho
consiste na relação dialética entre pesquisa e ação, tendo em vista que, seu objetivo principal
é a transformação da realidade. E fundamenta-se no aporte teórico de Thiollent (1995). E nos
pressupostos teóricos de Coscarelli (2007), sobre letramento digital, Koch (2010), Freire
(1994); em Martins (1996), relativo às etapas do processo de leitura; nos estudos de Silva
(2014), todos relacionados à importância do ato de ler e formar, através da leitura crítica,
cidadãos capazes de intervir no meio social de forma ativa e interativa. E no historiador
Roberto Darnton (2017) sobre a repercussão das notícias falsas em meio digital.

Palavras-chave: Letramento Digital, Leitura Crítica, Notícias Falsas.

PRONOMES INDEFINIDOS: UMA PROPOSTA DE ENSINO

Joana Costa

A determinação nominal, considerada aqui como uma categoria linguística, se manifesta


na língua através de diferentes unidades que organicamente atuam junto ao nome
dando-lhe estatuto de referencialidade. Essas unidades são organizadas na Gramática
Normativa em classes gramaticais conhecidas como artigo, pronome e numeral a partir
da dicotomia determinado/definido – indeterminado/indefinido. Aquelas unidades que
atuam sobre a referência conhecida pelos falante são consideradas unidades definidas
(artigo/pronomes definidos), aquelas que juntam-se aos nomes atribuindo-lhe
imprecisão, ou referência desconhecidas são consideradas indefinidas (foco de nossa
pesquisa). Para as gramaticas descritivas, essa classificação não ganha novos
desdobramentos apesar de uma maior exploração no uso dessas unidades. Como
semanticistas, atentamos para o fato de que essas unidades ainda são pouco explorados
quanto a sua semanticidade e seu próprio funcionamento, que, para nós, passa,
necessariamente, pelo viés sintático, semântico e pragmático da língua. Desta forma,
apoiados na Teoria das Operações Predicativas e Enunciativas (tope), elaborada por
Antoine Culioli, observamos essas unidades considerando-as como participantes do
processo de significação e como tal, capazes de construir valores referenciais
juntamente com as demais categorias linguísticas presentes no enunciado. Partindo
desse pensamento, apresentamos uma proposta de colaboração aos professores de
Língua Portuguesa quanto a abordagem dessas unidades. Para isso, tomamos para
diálogo atividades encontradas em livros didáticos utilizados em escolas da rede pública
sobre as quais acrescentamos outras possibilidades para o seu ensino tendo em vista a

121
importância de um trabalho de reflexão metalinguística a ser despertado nos falantes,
aqui, especialmente, aos nossos alunos de Língua Portuguesa.

Palavras-chave: Determinação nominal; Pronomes indefinidos; Significação.

Inscrição: 2235
É TECNOLOGIA, É? QUERO NÃO, DÁ MUITO TRABALHO: CONCEPÇÕES
E CONCEITOS DO USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

João Carlos Botelho

Resumo: Na era tecnológica é imperativo inovar constantemente o ensino,


considerando-se as mudanças ocorridas nos três últimos séculos. Os recentes estudos
mostram que em pleno adolescer do século XXI, respira-se ainda nas escolas o
tradicionalismo do século XIX, cujos professores ainda se apegam ao fazer docente nos
moldes do século XX, embora lecionem para alunos millennials, constituindo, assim,
um tripé capenga, que há muito já não se sustenta. Nesse contexto, esse trabalho
pretende motivar algumas reflexões acerca do uso de estratégias de ensino baseadas em
metodologias ativas, à luz da teoria da formação da inteligência coletiva (LEVY, 1998),
dos multiletramentos (ROJO, 2009) e letramente metamidiático (LEMKE, 2010), como
alguns dos instrumento eficazes no equilíbrio desse “admirável mundo novo” e
processos de ensinagem, que se descortina dentro das salas de aula na era da atualidade.
Fundamenta-se à luz do conceito interacionista vygotskyanos, inspirador do conceito de
interconectividade, aliados à questões antropo, psico e pedagógica que sinalizam a
neutralização da visão puramente cognitiva/cognitivista da aprendizagem em detrimento
do caráter amplamente contextualizado de aprendizagem. E, por fim, discute se é
possível despertar o interesse dos alunos pelo conhecimento formal nesse momento de
transformações oriundas das multimídias e outros meios comunicativos, visto que as
novas tecnologias alteram a estrutura de nossos interesses (POSTMAN, 1994).

Palavras-Chave: Formação de professores. Tecnologia e Educação. Didática.

A AVALIAÇÃO EM UM CURSO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS PARA


CRIANÇAS: OS PAIS EM FOCO.

Jordanah Schroder Fortes de Oliveira


Vanessa Borges de Almeida

RESUMO: Este trabalho configura o recorte de uma pesquisa-ação desenvolvida em


uma escola da rede pública do Distrito Federal, com 12 alunos de 10 a 12 anos do 5º
ano do Ensino Fundamental, e procura discutir o porquê de se avaliar essas crianças,
protagonizando os pais ou responsáveis com relação à necessidade ou não de avaliar
essas crianças. A pesquisa foi realizada durante o primeiro semestre de 2017, a partir de
análises documentais, e empregou como instrumentos de coleta de dados entrevistas e
notas de campo. Apesar de ser uma disciplina extra, realizar uma prova de inglês no 5°

122
ano era obrigatório, mas seu resultado não era divulgado no relatório geral entregue aos
pais. Mesmo assim, foi elaborado um boletim com os resultados da avaliação de inglês
para ser entregue aos pais, tendo em vista que eles são tidos como importantes agentes
que se beneficiam com a avaliação de LEC. No entanto, nenhum pai se preocupou em
saber os resultados da avaliação realizada, tampouco procuraram a professora de inglês
nas reuniões de pais durante todo o ano de 2017. Acreditamos que o presente trabalho
contribuirá não somente com o corpo da literatura em avaliação e ensino de Línguas
Estrangeiras para Crianças, mas também com as ações a serem tomadas em cursos com
contextos que se assemelham ao investigado.

Palavras-chave: Avaliação; Línguas Estrangeiras para Crianças; Ensino/aprendizagem


de Línguas Estrangeiras.

METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA PROFESSORES


INDÍGENAS YANOMAMIS, DA TERRA INDÍGENA YAMOMAMI, EM BOA VISTA -
RORAIMA

José Ângelo Almeida Ferreira

Francisca Ângela de Oliveira Sousa

Alessandra de Souza Santos

RESUMO: Toda comunidade humanamente constituída e organizada, por mais isolada


ou primitiva que possa parecer, externa a capacidade inerentemente humana de se
comunicar com outras comunidades, pois nascemos com um aparato biológico inato
em nosso cérebro que nos permite a comunicação por meio de uma língua. A
produção deste artigo busca expor experiências de um primeiro contato de
professores indígenas da etnia Yanomami que buscam aperfeiçoamento linguístico na
Língua Portuguesa, com suas regras gramaticais básicas e específicas de letramento e
seus Fundamentos de Metodologia para Ensino como forma de multiplicação de
conhecimento nas comunidades que vivem e que pertencem à Terra Indígena
Yanomami – TIY, haja vista que grande maioria daqueles professores ainda não possui
conhecimento de tais princípios, pois a linguagem, falada e escrita, é objeto essencial
para comunicação entre as nações. As reflexões de educação que foram propostas se
orientam pela ideia de que a escrita e o letramento em LP devem ser concebidas
enquanto práticas sociais daquelas comunidades que estão a cada novo dia mais
entrelaçadas com o contato linguístico da LP tornam-se, pois lá estão em contato
direto com profissionais da saúde e estudiosos de outras áreas que não dominam a

123
linguística indígena. A proposta de ensino aqui trabalhada busca informar ao aprendiz
indígena que a língua é uma totalidade organizada e que pode ser estudada em si e
por si mesma com a finalidade de que o destinatário consiga perceber e interpretar a
mensagem/código produzida. Como resultados obtidos, foram produzidos pequenos
textos em LP que buscam comtemplar a teoria ministrada. Como bases teóricas para
embasamento desta produção, foram consultadas os Cadernos “PRA LER” – 2006,
RCNEI – 1993, KLEIN – 1990, 1997, KOCH – 1992, e, ainda MAIA, 2006 dentre outros
autores.

PALAVRAS-CHAVE: Ensino de língua Portuguesa. Diversidade Linguística. Metodologia


de Ensino.

VALIDAÇÃO INTERLOCUTÓRIA E ADAPTAÇÃO DISCURSIVA DE UMA


CRIANÇA BILÍNGUE

Júlia Iaione Roque

Resumo: A principal função da fala, ou seja, do uso do sistema da língua em situações


interacionais, conforme aponta Vygostky (1962), é o intercâmbio social. Isso envolve,
evidentemente, a necessidade da utilização de um sistema de signos, linguísticos ou não
por parte dos participantes de uma interação (1962, p.7). A finalidade primordial da fala
é, assim, comunicar. E, quando comunicamos, exercitamos a fala com o outro, isso
implica, conforme Kerbrat-Orecchioni (2006), em uma interlocução, na troca de
palavras que legitimam os participantes na interação face a face. É a partir destas noções
que visamos evidenciar quais são os recursos conversacionais utilizados por uma
criança bilíngue para manter/regular as interações com o outro. Nesse sentido,
analisamos questões derivadas do nível relacional: validação interlocutória e adaptação
do comportamento discursivo. Movimentamos, portanto, certas noções advindas da
teoria da Análise da Conversação, a partir dos estudos da linguista francesa Catherine
Kerbrat-Orecchioni (1986, 2006), e, para dar conta da noção de comunicação, nos
alicerçamos em Yves Winkin (1998). Nosso corpus é composto por interações de uma
criança de seis para sete anos de idade, filha de pais brasileiros que moraram por muitos
anos nos EUA, lugar onde ela nasceu. A criança fala fluentemente inglês e português e,
durante as gravações, interage com sua mãe e a pesquisadora. Comprovamos que os
participantes de uma interação face a face empregam certos recursos a fim de
manterem-se engajados na conversa, validando-se como emissor/receptor, tais como
repetição de algo que o outro falou e o acréscimo de informações. Evidenciamos, ainda,
que a criança bilíngue adapta seu discurso, adotando um ou o outro sistema linguístico
que domina, dependendo com quem está falando.

124
Palavras-chave: interação; validação interlocutória; adaptação.

REFLEXÃO SOBRE A CONSTRUÇÃO DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS PARA


A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ESPANHOL

Juliana das Chagas Pereira de Souza


Nayara Cristina da Silva
Nívia Aniele Oliveira

Resumo: Um dos grandes desafios dos professores é preparar um material didático que
seja capaz de desenvolver competências e habilidades que permitam ao educando usar a
língua de acordo com a situação de comunicação pretendida. Diante desse desafio, as
Sequências Didáticas (SD) podem auxiliar o processo de construção de uma ação
pedagógica significativa que dialogue com o contexto social, cultural e político em que
se insere o aluno. Sua elaboração é uma tarefa importante para estruturar situações de
ensinamento na docência que se desenvolverão no trabalho dos estudantes. A SD é um
planejamento e desenvolvimento de um labor que assessora o docente a identificar as
dificuldades do alunado e suas limitações. O objetivo desse trabalho é analisar a
estruturação, elaboração e desenvolvimento de sequências didáticas no contexto da
Licenciatura em Língua espanhola do IFB – campus Ceilândia, bem como, entender
para qual finalidade se destina e sua importância, em uma tentativa de instrumentalizar
os alunos com uma proposta pedagógica significativa baseada na pedagogia dos
multiletramentos (ROJO, 2012). Além disso, objetiva-se proporcionar aos licenciandos
o aperfeiçoamento de capacidades de linguagem escrita, oral, leitora e auditiva,
encontrando assim, uma maneira mais adequada e eficiente de ministrar o tema
apresentado. Ao propor a elaboração de materiais inéditos no âmbito do ensino da
Língua Espanhola espera-se que licenciandos do curso Letras/Espanhol tenham uma
formação docente multimodal, crítica e coesa.

Palavras-chave: sequência didática, multiletramentos, formação docente.

CONTRIBUIÇÕES DA TERTÚLIA LITERÁRIA DIALÓGICA NA FORMAÇÃO DE


PROFESSORES DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

125
Juliana Harumi Chinatti Yamanaka

Geovane César dos Santos Albuquerque

Resumo: Este estudo representa recorte de uma pesquisa de iniciação científica, que teve como
objetivo analisar as experiências e as crenças de licenciados de uma disciplina construída a
partir da Tertúlia Literária Dialógica (TLD). Criada por Ramón Flecha (1995), essa metodologia
proporciona espaços solidários à leitura, à interpretação e ao diálogo sobre textos literários e
intertextualidades na educação de jovens e adultos. Esta é uma pesquisa exploratória de
orientação qualitativa, que se erigiu através do estudo de caso e da pesquisa bibliográfica, na
qual procedeu-se a leitura referente à TLD, experiências e abordagem comunicativa no ensino
de línguas. A coleta de registros envolveu a aplicação de entrevista semiestruturada e
questionário. A análise de dados empregou a seleção e interpretação qualitativa das informações
mais significativas. A discussão foi fundamentada em autores como Flecha (1997), Seixas e
Pereira (2014), Miccoli (1997, 2006, 2007, 2010) e Leffa (1988, 2012). Ao final do estudo,
observou-se que 1) a metodologia evidenciou a aula enquanto prática social co-construída entre
todos os sujeitos da aprendizagem; 2) as atividades coletivas oportunizaram especialmente a
interação oral a partir da promoção de um ambiente acolhedor e seguro para a expressão em
língua estrangeira; 3) o princípio dialógico permitiu minimizar os desencontros e negociar os
sentidos para a construção de consensos provisórios; 4) a inclusão do princípio da fruição à
TLD integrou as habilidades linguísticas (interação oral/compreensão auditiva e produção
textual/compreensão leitora) dando vazão à necessidade de expressão do belo que todos os
seres possuem; 5) ao versarem sobre temas variados, os professores em formação mobilizaram
competências linguísticas, instrumentais, culturais e estéticas; 6) a tertúlia possibilitou a
reflexão crítica sobre o aprendiz de línguas e o seu lugar no mundo; e, por fim, 7) a TLD
assegurou relevância social da aprendizagem, pois partiu do contexto do próprio aprendiz.

Palavras-chave: Tertúlia Literária Dialógica. Formação de Professores. Línguas Estrangeiras.

Efeitos do entrecruzamento de eixos de opressão nas experiências de uma estudante


de português como segunda língua

Juliana Harumi Chinatti Yamanaka

126
Resumo: Este trabalho visa refletir sobre a relação entre uma intercambista e o português como
segunda língua a partir dos conceitos de experiências e interseccionalidade. Busca superar as
paredes da sala de aula para compreender as interações comunicativas em con textos
concretos de vivência da língua, operando na direção do reconhecimento das diferenças e,
especialmente, das desigualdades impostas aos sujeitos da linguagem. Delineado a partir
dos princípios do estudo de caso, este trabalho foi desenvolvido entre os meses de abril e
novembro de 2012. Colaborou nesta pesquisa uma jovem francófona beninense, aprendiz de
português e candidata a uma vaga no ensino superior. Os dados foram coletados por meio de
observações de aulas, aplicação de entrevistas semiestruturadas e foram interpretados a partir do
paradigma indiciário. Pavimentaram a discussão autores como Austin (1990), Miccoli (2006,
2007, 2010), Crenshaw (2002), Collins (2017), Leffa (2007), Norton-Peirce (1995). A análise de
dados lançou luz sobre estruturas de poder desiguais que podem limitar à priori as
oportunidades de interações comunicativas. Nesse sentido, o silêncio da estudante foi
compreendido como efeito de um processo reiterado de impedimentos nas práticas
comunicativas cotidianas. Os resultados revelaram a necessidade de compreender as
experiências na língua-alvo enquanto dinâmicas de uma biografia inscrita em um corpo físico
que não pode ser negligenciado. Sugere-se que experiências vividas no entrecruzamento dos
vetores de opressão propiciem emoções e sentidos específicos à aprendizagem. Por isso, propõe-
se à Linguística Aplicada agenda investigativa que se empenhe na desnaturalização dos
mecanismos de interdição interacional numa ótica não monocategorial, enquanto compromisso
ético e empático da área com o enfretamento das causas do sofrimento humano gerados no
âmbito da linguagem.

Palavras-chave: Eixos de opressão. Experiências. Português como segunda língua.

A ESCRITA EM ESPIRAL NO ENSINO MÉDIO

GOMES, Lívia Letícia Zanier (UFU /


IFTM)
FELCE, Maria Inês Vasconcelos (UFU-
PPGEL)

Resumo: Esta comunicação apresenta resultados parciais de uma pesquisa de


doutoramento cujo objetivo foi o de investigar se a Escrita em Espiral (termo
cunhado na proposta de tese) propicia aos estudantes de Ensino Médio
aprimoramento de suas capacidades de linguagem na modalidade escrita da Língua
Portuguesa. Foi realizado um recorte de análise relativa a algumas das
representações que observei dos alunos frente à prática da Escrita em Espiral
(E.E.) a partir de respostas que estes deram à entrevista coletiva realizada e aos
questionários aplicados a eles. Neste recorte, respondo à seguinte pergunta
norteadora da pesquisa: “que representações frente à prática linguageira se
127
constroem, pelos aprendizes, a partir da E.E.?” Para construir o conceito de E.E.,
recorro ao conceito de Aprendizagem em Espiral de Pasquier e Dolz (1996); para
desenvolver o conceito trago reflexões sobre feedback em Bruner (1987),
Perrenoud (1999), Shute (2007) e Felice (2011); estabelecendo relações sobre o
trabalho com a E.E. na Zona de Desenvolvimento Proximal trago conceituações
essenciais de Vygotsky (1984) e, para analisar representações discentes, o
interacionsmo sociodiscursivo de Bronckart (2001). Essas representações foram
organizadas a partir de alguns conteúdos temáticos, dos quais apresento: relação
com os erros e acertos; professora e colegas funcionando como par mais
proficiente; escrita como prática reflexiva; escrita visando a um exame vestibular.
Após realizadas as análises, foi possível concluir que os alunos: apresentaram
representação de diminuição de erro com o passar do tempo; não aparentavam
insatisfação por encontrarem seus erros ou acertos sendo apontados na instância
coletiva do feedback; puderam entrar na dinâmica do funcionamento do
revezamento entre os pares enquanto mais desenvolvidos e viram a possibilidade
de desenvolver a escrita como possibilidade de desenvolver a reflexão crítica para
além da escrita em si, embora alguns alunos trouxessem a representação daquela
escrita como eminentemente ligado ao exame vestibular que os aguardaria.

Palavras-chave: Escrita em Espiral. Feedback. Produção de texto.


O uso dos Adjetivos em textos escolares: uma reflexão na perspectiva da Teoria
das Operações Predicativas e Enunciativas

Layana Kelly Pereira de Holanda

Esta pesquisa insere-se no quadro teórico da Teoria das Operações Predicativas e


Enunciativas, de Antoine Culioli. Buscamos analisar como o aluno percebe o papel das
marcas adjetivais em produções textuais de alunos do 6º e 9º anos do Ensino
Fundamental II de uma escola da rede pública municipal de Teresina-PI. Sabemos que
na escola o estudo do adjetivo ainda é pautado por uma abordagem de natureza
definitória e classificatória sem explorar o seu papel na construção de sentido do texto.
Para a operacionalização da pesquisa, o corpus foi constituído de textos escolares de
natureza argumentativa, no gênero carta de reclamação; e narrativa, no gênero fábula. A
partir da utilização dos adjetivos nos textos produzidos, aplicamos um questionário
escrito com o intuito de levar o aluno a refletir sobre o uso da marca adjetival em alguns
trechos dos textos produzidos. Como categorias de análise, discutimos a posição do
adjetivo, a semanticidade e a presença de intensificadores junto ao adjetivo no
enunciado. Após as análises dos dados obtidos, percebemos que a maioria das respostas
dos questionários dos alunos, das séries do 6º e 9º anos, em relação as suas produções
textuais, não atendeu às perguntas e que, em alguns momentos, não conseguiam
perceber o sentido do adjetivo no enunciado articulado a outras marcas. Durante as
discussões dos questionários escritos, observamos que houve divergências entre as
respostas escritas e as dos questionários apresentados oralmente. A maioria dos alunos
possui fugiram da compreensão do que seja a marca qualitativa no texto. O resultado
das análises deu-nos suporte para elaboramos uma reflexão de proposta didática sobre o
ensino do adjetivo em sala de aula para as séries do 6º e 9º anos com base nos
Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa de 3º e 4º ciclos.

128
PALAVRAS-CHAVE: Adjetivo; Produções Textuais; Valores referenciais; TOPE;
PCN’s.

EDUCAÇÃO BANCÁRIA X PEDAGOGIA LIBERTADORA: A


IMPORTÂNCIA DO SER PROFESSOR NA BUSCA PELA IGUALDADE
SOCIAL

Leidiane Ramos de Andrade


Neila Nunes de Souza

RESUMO: A presente pesquisa em andamento, tem como objetivo identificar em sala


de aula, como se dá relação professor-aluno na visão pedagógica e social? Para tanto, a
construção partiu de observações nas aulas de Língua Portuguesa com as turmas dos 7º
anos do Colégio Sagrado Coração de Jesus no município de Porto Nacional no Estado
do Tocantins. O referencial teórico é baseado no livro Pedagogia do Oprimido de Paulo
Freire (2003) que constrói um significativo debate de como é visto o oprimido,
evidência que a luta pela liberdade do homem, o qual se assemelha à veracidade
autêntica, um ser inconcluso se dá no procedimento de crença e discernimento do
oprimido no que diz respeito a si mesmo, à medida que se torna homem de vocação para
ser mais. Propaga uma ação educativa que se dedica ao diálogo e a harmonia, que não se
separa entre ação e reflexão, isto é, que favorece a realização de um trabalho que não se
fundamente na ação sem reflexão.
PALAVRAS-CHAVE: Relação professor – aluno; Língua Portuguesa; Práxis.

PORTAS ABERTAS: GRADATIVA EVASÃO DE UM PROJETO ESCOLAR


DE RECONHECIMENTO IDENTITÁRIO, EMPODERAMENTO E
REPRESENTATIVIDADE LGBTT

Leonardo da Cunha Mesquita Café

129
Resumo: Tendo a diversidade sexual em mente, propus um projeto de reconhecimento
identitário, empoderamento e representatividade LGBTT dentro da instituição escolar
em que trabalhava já há alguns anos. O projeto intitulava-se de Portas Abertas –
Apoio, Orgulho e Respeito e foi empreendido durante o ano de 2017. Nesta pesquisa,
busco analisar os porquês da gradativa evasão discente desse projeto, usando como
fonte de dados as notas de campo por mim feitas durante a aplicação de oficinas, bem
como os relatos orais dos alunos dissidentes, além da observação de uma coletiva de
professores em que alguns tópicos relevantes à temática abordada pelo projeto surgiram.
Para tanto, tal análise alia-se aos pressupostos teóricos da Análise do Discurso Crítica
por sua inclinação interdisciplinar e pelo uso da metodologia de cunho qualitativo com
viés etnográfico. A ADC contribui sobremaneira aqui ao tomar o texto como uma
unidade de análise centrada nos conceitos de discurso, poder e ideologia
(MAGALHÃES, 2017), não destituindo o mesmo de seu caráter social, nem da
capacidade que tem de permitir uma interpretação da própria prática social, ou mudança
dessa, além de constituir uma fonte de dados analisáveis (FAIRCLOUGH, 2016).
Através da análise dos dados, pode-se identificar a presença de estratégias discursivas, e
não-discursivas, que deslegitimam o corpo homoafetivo e denotam a manutenção do
discurso heteronormativo. A análise traz à tona, também, como vários mecanismos
linguísticos engendram o controle mental, a luta de poder e o silenciamento das vozes
destoantes dentro da instituição escolar. Ademais, percebeu-se a alienação de
determinadas identidades; a naturalização da compulsoridade heteronormativa e a
presença de uma lógica discursiva monocultural de apagamento do Outro. Desta forma,
propõe-se um debate cotidiano dentro da escola para que esta se torne um lugar mais
justo, ético e plural.

Palavras-chaves: LGBTT, ADC, Escola

A REFLEXÃO CRÍTICA NO PROCESSO DE ENSINO-AVALIAÇÃO-


APRENDIZAGEM NAS AULAS DE LÍNGUA ESPANHOLA NO ENSINO
MÉDIO

Liana
Castro
Mendes
Maria Inês
Vasconcelos Felice

130
Esta pesquisa busca investigar a importância da reflexão crítica e da autonomia dos
alunos no ensino de língua espanhola, e analisar e compreender melhor o processo
ensino-avaliação-aprendizagem das práticas de uma professora-pesquisadora dessa
língua adicional. Tem por objetivo geral investigar a prática avaliativa da professora-
pesquisadora no processo de ensino-avaliação-aprendizagem de língua espanhola,
além da importância da reflexão crítica no ensino desta língua adicional no Ensino
Médio, em uma escola pública federal do interior de Minas Gerais, considerando os
posicionamentos da professora-pesquisadora, que ministra aulas desta LAd., assim
como os dos alunos envolvidos. Os objetivos específicos são: analisar as
representações que a professora-pesquisadora constrói acerca do processo de ensino-
avaliação-aprendizagem de língua espanhola, por meio da reflexão crítica, realizado
por ela, em sua prática em sala de aula; identificar que representações os alunos
constroem sobre o processo de ensino-avaliação-aprendizagem, levando-se em
consideração a reflexão crítica em seu processo de aprendizagem e, mediante as
representações da professora-pesquisadora e dos alunos, analisar de que forma essas
representações influenciam no processo de ensino-avaliação- aprendizagem. O
trabalho pretende responder às seguintes questões: a) Que representações a
professora-pesquisadora constrói acerca do processo de ensino-avaliação-
aprendizagem, por meio da reflexão crítica, realizado por ela, em sua prática em sala
de aula?

b) Que representações os alunos constroem sobre o processo de ensino-avaliação-


aprendizagem, levando-se em consideração a reflexão crítica em seu processo de
aprendizagem? c) De que forma as representações da professora-pesquisadora e dos
alunos influenciam no processo de ensino-avaliação- aprendizagem? A investigação
se embasará nos pressupostos teórico-metodológicos do Interacionismo
Sóciodiscursivo discutido por Bronckart (1999), além de referência sobre reflexão
crítica no processo de avaliação e autonomia do aluno, tais como: Liberali (1999),
Celani (2001), Mendes (2005), Perrenoud (1999), Felice (2005, 2011b), Luckesi
(2002), Bloom et al. (1993), Hadji (2001). Trata-se de uma pesquisa de natureza
qualitativa, na modalidade estudo de caso etnográfico, seguindo a proposta de
Erickson (1991), Nunan (1992) e André (1995). O corpus será formado em três
etapas. A primeira será por meio de um relato inicial e um final sobre o processo de
ensino-avaliação-aprendizagem de língua espanhola escritos pelos alunos
participantes, no início e no final do ano letivo. A segunda será por meio de diários
escritos pela professora-pesquisadora ao longo do ano letivo, antes e após os
momentos de avaliação ocorridos na turma selecionada. A terceira etapa será por
meio de diários escritos pelos alunos participantes acerca das atividades, dos
instrumentos avaliativos propostos pela professora-pesquisadora e sobre a avaliação
da sua própria aprendizagem, sempre após os momentos de avaliação. Acredito que
poderei analisar e compreender mais amplamente a importância da reflexão crítica e
da autonomia dos alunos no ensino de língua espanhola, e analisar e compreender
melhor o processo ensino-avaliação-aprendizagem das práticas da professora-
pesquisadora dessa língua adicional.

Palavras-chave: ensino-avaliação-aprendizagem; língua espanhola, reflexão crítica.


O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E AS CONTRIBUIÇÕES DO LIVRO
DIDÁTICO

131
Lília Brito da Silva

RESUMO: Trabalhos na área do ensino de Língua Portuguesa apontam diversos problemas que
afetam o processo de aprendizagem dos alunos. Um dos principais obstáculos para o
desenvolvimento do ensino de língua materna no país é o trabalho com a gramática, já que ela
retém a maior parte das aulas. Colabora para isso, o modo como o livro didático desenvolve os
conteúdos, apesar das melhoras apresentadas. Em alguns casos, ele reforça a concepção de
que o ensino de língua resumese ao ensino de gramática. Desse modo, este trabalho tem o
objetivo de discutir o modo como os exercícios presentes em dois livros didáticos do ensino
fundamental, 6º e 9º ano, desenvolvem os conteúdos referentes ao estudo da língua materna.
Para isso, são abordadas obras de autores como Antunes (2003), Neves (2010), Vieira &
Brandão (2014), Cavalcante (2013), Coelho (2016), BortoniRicardo (2004), Koch e Elias (2012).
É possível perceber que as propostas de exercícios focam no trabalho com a gramática, a partir
do estudo do vocabulário, mas com foco na função gramatical que cada palavra exerce na
frase. Com isso, não se considera o sentido que cada palavra exerce na frase e o ensino de
gramática torna-se irrelevante, descontextualizado, desvinculado dos usos reais que os
falantes realizam de sua língua. Palavras-chave: Língua Portuguesa. Gramática. Ensino.

PRÁTICAS DE LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA COM MEMES EM UM


NONO ANO: REFLEXÕES SOBRE UMA ELABORAÇÃO DIDÁTICA

Lilian Cristina Buzato Ritter

Esta comunicação tem por finalidade apresentar resultados parciais do projeto de


pesquisa “Formação do professor de Língua Portuguesa e práticas de linguagem em sala
de aula: múltiplos olhares” (UEM), o qual toma como base norteadora de trabalho a
concepção de texto como enunciado concreto, à luz da perspectiva dialógica da
linguagem, sustentada pelos estudos do Círculo de Bakhtin, a fim de contribuir,
especialmente, com o processo de elaboração didática das práticas de linguagem para a
sala de aula. O trabalho em tela tem como tema reflexões sobre uma pesquisa-ação
desenvolvida por uma professora de Língua Portuguesa de um nono, da rede pública de
ensino, orientanda do Mestrado Profissionalizante em Letras (Profletras/UEM), no ano
de 2017. O processo de elaboração didática (HALTÉ, 2008; PETITJEAN, 2008)
envolveu a produção e aplicação de um protótipo didático de leitura e de análise
linguística com memes. O referido processo se caracterizou com determinados avanços
na adoção de um estilo docente internamente persuasivo (ROJO, 2007), especialmente,
pelo fato de a professora ter favorecido, em sala de aula, a manifestação da palavra do
outro, no sentido bakhtiniano, quando: solicitou impressões de leitura, instaurou a
discussão de ideias, o debate compartilhado e valorizou o potencial do aluno; propiciou
a reflexão específica em torno de conteúdos enunciativos constitutivos e constituídos
pelo texto-enunciado meme; selecionou memes, cujas abordagens temáticas feitas pelos
autores, trouxeram à sala de aula, o suscitar de réplicas ativas diversas; houve a
instrumentalização dos alunos para a prática de leitura-analítica dos memes, por meio da
prática de análise linguística.

132
Palavras-chave: Ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa; Gênero discursivo; leitura
e análise linguística.

Eixo temático: Ensino-Aprendizagem de Língua(s)

Uma proposta funcionalista para o ensino das proposições relacionais no


gênero tirinha

Luciano Araújo Cavalcante Filho


Universidade Federal do Ceará - UFC

O presente trabalho, pautado em uma visão funcionalista de linguagem,


consiste no desenvolvimento de atividades voltadas a um ensino produtivo e
reflexivo de língua. Partindo do pressuposto de que os sentidos do texto emergem
do uso de recursos linguísticos em contextos reais de interação entre sujeitos,
pretendemos, de acordo com Neves (2002), reconhecer o relevante papel
desempenhado pela gramática no processo de produção e interpretação textual,
propondo uma interseção entre a prática de leitura/produção de textos e a análise
linguística. Dessa forma, acreditamos, segundo Decat (2012), que há uma relação
entre forma/função na caracterização dos gêneros. Em nossa pesquisa, optamos
por trabalhar com a análise do gênero textual tirinha e com as proposições
relacionais inferidas, ou seja, inferências semânticas responsáveis por veicular as
informações do discurso (MANN; THOMPSON, 1983). De acordo com estudos
funcionalistas, a organização discursiva

B refletida pelo processo de articulação de orações, especialmente pela


chamada hipotaxe adverbial, representando um importante recurso utilizado
pelo falante para a estruturação de seu texto (MATTHIESSEN; THOMPSON,
1988). Com base nessa orientação teórica, buscamos aplicar, em uma turma
da 3ª série do Ensino Médio de uma escola da rede pública de ensino,
atividades didáticas desenvolvidas com o objetivo de analisar as características
do gênero tirinha e o papel das proposições relacionais na geração do efeito de

133
humor do texto. Como resultado parcial, percebemos que tais atividades são
favoráveis à reflexão, em sala, acerca dos efeitos de sentidos articulados a
partir da relação entre os elementos linguísticos e extralinguísticos no gênero
abordado.

Palavras-chave: Funcionalismo. Ensino. Proposições relacionais.

REFERÊNCIAS

DECAT, M. B. N. Uma abordagem funcionalista para o estudo de processos


linguísticos em gêneros textuais do português em uso. Revista Linguística.
Volume 8, n. 1, 2012.

134
MANN, W.; THOMPSON, S. A. Relational Propositions in Discourse.
California:

University of Southern California, 1983.

MATTHIESSEN, C.; THOMPSON, S. A. The structure of discourse and


“subordination”. In: Clause combining in gramar and discourse.
Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins Publishing Company, p. 275-329,
1988.

NEVES, M. H. de M. A gramática: história, teoria e análise, ensino. São Paulo:


Editora UNESP, 2002.
ESTUDOS DE LETRAMENTO E TRANSDISCIPLINARIDADE: RELAÇÕES
DIALÓGICAS PARA A FUNDAMENTAÇÃO DE UMA PRÁXIS DOCENTE

Ludmila Nogueira de Almeida

Este trabalho tem o objetivo de analisar as possíveis relações existentes entre os estudos
de letramento e os estudos em transdisciplinaridade nas pesquisas contemporâneas, bem
como as possibilidades de diálogo entre ambas as perspectivas visando sobretudo a
práxis docente. Para alcançar o objetivo de análise, lanço mão de aparatos que
permitiram uma investigação qualitativa (CHIZZOTTI, 2000) de natureza bibliográfica
(MOREIRA; CALEFFE, 2006; GIL, 2009), uma vez que faço um pequeno
levantamento dos estudos de letramento e das pesquisas em transdisciplinaridade. Como
fundamentos teóricos, são apresentadas algumas contribuições dos estudos de
letramento (DUBOC, 2012; FREEDBODY, 2008; KLEIMAN, 2005, 2015;
LANKSHEAR; KNOBEL, 2003; MATTOS, 2013; 2014; MENEZES DE SOUZA,
2011; STREET, 1984, 1998, 2012), que desembocam na mais recente proposta de
letramento crítico. Tal proposta tem como foco principal a problematização com vistas à
percepção dos aspectos sociais, institucionais, culturais envolvidos na construção do
texto e da linguagem, bem como os aspectos que implicam sua recepção e
interpretações. Para discutir a transdisciplinaridade e seus pilares (níveis de realidade,
complexidade e terceiro incluído) empreendo a releitura de algumas pesquisas, quais
sejam (ALMEIDA, 2015; CELANI, 2007; GALEFFI, 2009; LEFFA, 2006; MORAES,
2015; MORIN, 2002, 2013, 2014; NICOLESCU, 20012, 2002), dentre outras. Na
conclusão desse trabalho, apresento as conexões encontradas no diálogo entre as
perspectivas, o que permitirá a continuidade das investigações de maneira a construir e
propor práticas docentes de letramento que também queiram trilhar caminhos
transdisciplinares.

Palavras-chave: Letramento(s); Letramento crítico; Transdisciplinaridade.

135
UTILIZAÇÃO DE TEXTOS ANTIGOS EM CONTEXTO MODERNO NO
ENSINO DE NOMES DE POVOS E PAÍSES EM ESPERANTO

Luiz Claudio
Oliveira

Uma das dificuldades no esperanto é o ensino-aprendizagem dos nomes de povos e


países (gentílicos e etinônimos). Existem duas séries, uma etinônima, onde se
forma o nome do país a partir do nome dos habitantes, p.ex. italo (italiano) ->
Italujo (Itália), e outra gentílica, onde se forma o nome do habitante a partir do
nome do país, p.ex. Brazilo -> brazilano. Apesar de ser um processo lógico,
existem duas séries a serem memorizadas, sem um contexto a identificar a qual
série cada povo/país pertence. Um recurso didático, neste caso, seria justamente
fornecer ou criar este contexto. O objetivo neste trabalho foi desenvolver tal
recurso didático para facilitar a aprendizagem, ou seja, justamente fornecer ou
criar contexto(s) para as duas séries de nomes. O interesse maior está nos países da
Ásia, onde o desconhecimento dos nomes de vários países e a distribuição
irregular dos esquemas descritos no continente dificultam a aprendizagem. Desse
modo, como recurso metodológico são utilizadas as viagens "pitorescas" de dois
viajantes medievais, Ibn Battutah e Benjamin de Tudela, comentadas no blog de
um geógrafo moderno. Estes comentários fazem a ligação destas viagens ao
mundo moderno. Dessa forma, foi produzido um material didático (textos) com
mapas e paisagens locais, onde o ponto central são os detalhes das viagens e os
países pecorridos pelos viajantes em sua época. No entanto, os comentários dessas
histórias, na forma como mostrado pelo geógrafo, formam um contexto diferente,
atual, que introduz as viagens e sua cultura incomum, e ainda proporciona um
pretexto moderno para visitar estas paragens medievais. Adicionando-se listas
sistemáticas de nomes e uma série de exercícios, espera-se que este contexto ajude
os alunos a memorizarem os nomes do povos e países, através da repetição deste
nomes nos diversos contextos destas viagens altamente pitorescas, encastadas num
contexto moderno.

Palavras-chave: Esperanto; Ensino de gentílicos e etinônimos; Textos antigos em


contexto moderno

UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DE PRODUÇÃO TEXTUAL


NO ENSINO MÉDIO

Luzia Rodrigues da Silva


Renata Herwig de Moraes Souza

136
A produção de textos na escola é uma atividade essencial para ampliar o contato de os
alunos com o mundo da escrita. Diante disso, torna-se relevante desenvolver na escola
campo pesquisada práticas de ensino centradas no trabalho com gêneros discursivos.
Para tanto, promovemos a aplicação de atos de linguagem cuja visão remete a escrita
como atividade social e interacional. Consideramos como principal objetivo, a partir da
aplicação de uma proposta de ensino de produção textual, investigar e analisar os efeitos
da concepção de linguagem que norteia a prática docente em duas turmas da rede
estadual de ensino da 1ª série do Ensino Médio que funciona em tempo integral,
localizada no sudoeste goiano, bem como o reconhecimento dos recursos linguísticos e
discursivos que sustentam a prática de escrita dos discentes. Embasamos nos estudos de
Bakhtin (1995-2011) sobre a natureza ideológica dos signos linguísticos, os gêneros do
discurso e as noções de texto e nas categorias de análise de Antunes (2010), como foco
nos aspectos globais, adequação vocabular e construção. O estudo recorre também as
postulações de Antunes (2003, 2009), Geraldi (1999), Fiorin (2015), Koch (2012), em
relação ao trabalho com o texto em sala de aula, concepção de linguagem docente, a
construção da argumentação e nas contribuições de Bakhtin (2011) em relação ao
caráter ideológico e social da linguagem. Optamos pela pesquisa de campo de caráter
qualitativo, com foco na pesquisa ação-participante. Verificamos, que a ampliação do
nível de informatividade corrobora para a ampliação da competência discursiva dos
educandos. A pesquisa evidenciou que os aspectos de adequação vocabular são fatores
linguísticos ligados ao nível de progressão do tema e marcas de referenciação,
mostrando que pedagogicamente que as práticas interativas são fatores preponderantes
para ampliar a competência linguística e discursiva dos estudantes.

PALAVRAS–CHAVE: Ensino na Educação Básica. Gêneros discursivos. Produção


textual. Sequência Didática.

IDENTIDADE, METÁFORA E AS INICIATIVAS EM POLH -


PORTUGUÊS COMO LÍNGUA DE HERANÇA

Prof.ª Dr.ª Mônica Fontenelle Carneiro


(UFMA) monicafcarmeiro@gmail.com

Prof.ª Dr.ª Sonia Maria Corrêa Pereira Mugschl


(UFMA) prof.soniaalmeida@gmail.com

RESUMO: Inserida no âmbito dos estudos desenvolvidos sobre Português Língua


de Herança (POLH), bilinguismo e identidade no GEPELL - Grupo de Estudos e
Pesquisas em Língua e Literatura do PGLetras – Programa de Pós-Graduação em
Letras e sobre a metáfora na unidade GELP-COLIN - Grupo de Estudos em
Linguagem e Pensamento – Cognição e Linguística (vinculada ao GELP-
COLIN/UFC) da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, esta investigação
busca analisar as relações envolvendo identidade, e metáfora que se revelam nas

137
denominações das iniciativas em POLH que se estabeleceram em várias cidades de
diferentes países do continente europeu. São discutidos, portanto, esses conceitos
relevantes, assim como analisada a forma como se dá o uso da metáfora nessa
relação de transferência da identidade que se observa na escolha das denominações
analisadas, além de examinada a diferença entre transmissão e transferência. As
análises realizadas fundamentam-se nos trabalhos de Hall (2006), Lacan (1980),
Lakoff e Johnson (1980,1999), Heath e Almeida (2017) e Almeida (2017). Com
base em algumas das denominações selecionadas, utilizando o método cognitivo
da análise de dados, sob o viés da desconstrução da metáfora, buscando esclarecer
como essa manobra cognitiva pode refletir a questão identitária e fortalecer
aqueles aspectos característicos da brasilidade. Os resultados obtidos indicam que
essas expressões metafóricas presentes nas denominações das iniciativas europeias
de POLH analisadas tendem a produzir efeito de transferência de identidade.

Palavras-Chave: Identidade. Metáfora. Português como Língua de Herança (POLH).

UM RECORTE SOBRE O FOCO LEITURA E SOBRE OS GÊNEROS


TEXTUAIS EM AVALIAÇÕES EXTERNAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Marcele Maria Ferreira Lopes


Instituto Federal Norte de Minas Gerais – Campus Arinos

O presente trabalho traz um recorte de dissertação de mestrado cujo foco esteve na


apropriação de resultados em Língua Portuguesa (LP) da avaliação externa bimestral
promovida no estado do Rio de Janeiro – o Saerjinho – em uma escola da Regional
Médio Paraíba (RMP). Uma das preocupações e, consequentemente, um dos eixos de
discussão tratou do foco na leitura e da utilização dos gêneros textuais (GT) nessas
provas, ou seja, de que forma os GT estão presentes nesses modelos de avaliação
externa e como os professores de LP da Escola X compreendem o foco na leitura e a
utilização dos GT na prova e em sala de aula, considerando o uso dos resultados
produzidos pela avaliação e as práticas docentes promovidas por meio deles. Dessa
forma, fez-se uma pesquisa abordando as tendências atuais de ensino/estudo de LP,
com base em Kleiman (2006), Soares (1999) e no projeto funcionalista exposto por
Marcuschi (2008), e materializadas por meio da utilização dos GT em sala de aula. O
primeiro instrumento de pesquisa realizado foi um grupo focal (GF) com professores
de LP da RMP, com o objetivo de explorar informações sobre os usos do Saerjinho.
O GF ocorreu com a participação de sete professores e a pesquisadora, que atuou
como mediadora, e produziu um material substancial de pesquisa. Posteriormente,
com base nos dados coletados no GF, foram realizadas entrevistas semiestruturadas
com onze professores de LP da Escola X. Nesse eixo de análise, verificou-se, entre
outros pontos, que esses professores de LP consideram as questões textuais do
Saerjinho, às vezes, incoerentes; que alguns consideram a quantidade de textos

138
excessiva nas provas; que desconhecem o foco da prova na leitura, seguindo a Matriz
de Referência do SAEB; que ainda são poucos os que reconhecem no trabalho com
os GT a possibilidade de se ensinar/estudar a LP em funcionamento, contextualizada.

Palavras-chave: Avaliação externa; Leitura; Gêneros Textuais.

Eixo temático: Educação Docente.

Referências:

KLEIMAN, A. B. Leitura e prática social no desenvolvimento de competências no


ensino médio. In: Bunzen, C. & Mendonça, M. (Orgs.). Português no ensino médio
e a formação do professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.

MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São


Paulo:
Parábola Editorial, 2008.

SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo: Autêntica 1999.


MULTILETRAMENTOS NA ESCOLA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS EM
AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Marcelo de Castro

Ler e escrever não se restringe aos códigos da escrita alfabética, por esse motivo a
escola não pode se isentar, na formação de cidadãos, do estudo da potencialidade de
significação das diferentes linguagens, além da verbal, constitutivas das práticas
cotidianas da sociedade. Por essa razão, esta pesquisa de Mestrado teve como objetivo
apresentar, caracterizar e analisar como uma professora de Língua Portuguesa explorou
a leitura e a escrita de gêneros discursivos multimodais, em eventos de letramentos, com
alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental, a fim de revelar e discutir
possibilidades e desafios que emergem de práticas desta natureza em prol dos
multiletramentos. Este estudo ancorou-se, principalmente, nas teorias sobre os (multi)
letramentos (COPE; KALANTZIS; 2006; ROJO; BARBOSA, 2015), os gêneros
discursivos (BAKHTIN, 1997, 2006; MARCUSCHI, 2008) e a multimodalidade
(KRESS; VAN LEEUWEN, 2001; KRESS, 2006). Nesta investigação, de natureza
qualitativa, a prática de uma professora, em três turmas de uma escola pública de Ouro
139
Preto (MG), foi acompanhada durante seis meses, nos quais os alunos, para quem ela
lecionou, cursaram, respectivamente, o 8º e o 9º ano do Ensino Fundamental. Com a
observação participante, os registros no caderno de campo, as gravações em áudio e a
entrevista, foi possível compreender como a mediação docente de práticas de leitura e
escrita com gêneros discursivos multimodais possibilitou o desenvolvimento dos
multiletramentos dos discentes, sobretudo com relação aos suportes textuais impressos.
Dessa forma, constatou-se, apesar dos desafios, o quanto as concepções da docente e
aquelas subjacentes à prática desta, os materiais didáticos utilizados em sala de aula e as
estratégias discursivas empregadas pela educadora, em situações de interação verbal
com seus alunos, propiciaram um necessário e relevante trabalho com a
multimodalidade, de modo a preparar esses educandos para participarem de práticas
letradas com as múltiplas linguagens de forma crítica e criativa na escola, no mundo do
trabalho, na vida pública e nos modos de vida pessoal.

Palavras-chave: Multiletramentos; Gêneros discursivos; Aulas de Língua Portuguesa

UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DOCENTE E SUAS IMPLICAÇÕES:


(RE)PENSANDO PRÁTICAS GLOBAIS DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA
EM UM CONTEXTO LOCAL

Marcelo Maciel Ribeiro Filho

Nesta comunicação, busco compartilhar as primeiras impressões do curso de extensão


“professores/as em formação: práticas de ensino em letramentos críticos de língua
inglesa”, oferecido pela Universidade Estadual de Goiás – Câmpus Inhumas, em que
focalizo uma experiência de formação inicial e continuada de professoras/es de língua
inglesa. O curso de extensão em foco foi desenvolvido no período de abril a junho de
2018 em parceria com a professora coordenadora da ação de extensão. O estudo se
configura como uma pesquisa-formação (SILVESTRE, 2016) e de natureza qualitativa
(DENZIN; LINCOLN, 2006). Este trabalho se propõe a investigar que práticas na
educação linguística de inglês podem ser (re)pensadas e (re)criadas pelas/os
professoras/es em formação inicial e continuada em um contexto local. Para tanto, o
referencial teórico se apoia nos estudos sobre a educação linguística de língua inglesa na
escola pública e nos letramentos críticos/perspectivas críticas: Duboc (2017); Jordão
(2017); Jorge (2009); Meneses de Sousa (2011); Pessoa e Urzêda-Freitas (2012); Pessoa
e Hoelzle (2017); Silvestre (2015); e Urzêda-Freitas (2013). O material empírico gerado
para a análise dos dados compõem o portfólio (Silva et al., 2011) das/os professoras/es
em formação, sendo eles: narrativas autobiográficas e de aprendizagem e reflexões
pessoais. Os resultados parciais apontam para três aspectos: estudos teóricos sobre
perspectivas críticas de educação linguística, ressignificação da prática docente e
exercício da problematização de questões sociais.

Palavras-chave: Formação docente de professoras/es de língua inglesa, Educação


linguística, Perspectivas críticas.
O GESTO DE IMPLEMENTAÇÃO DE DISPOSITIVOS DIDÁTICOS EM
AULAS DO GÊNERO CARTA ABERTA

140
Márcia Andréa Almeida de Oliveira

Neste trabalho, objetiva-se demonstrar como o gesto didático de implementação de


dispositivos didáticos é realizado no transcurso das aulas de leitura, as quais foram
organizadas em torno do gênero textual carta aberta. Para alcançar esse objetivo, fez-se
um estudo de caso, envolvendo um professor do 9º do Ensino Fundamental II, de uma
escola pública de Belém. A pesquisa se apoiou nos estudos sobre gênero textual
(BAKHTIN, 1997), gestos didáticos (AEBY-DAGHÉ; DOLZ, 2008), sequências
didáticas (DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEUWLY, 2004) e leitura (KOCH; ELIAS,
2014), a fim de analisar as relações que se estabelecem entre objeto de ensino,
ferramentas didáticas e trabalho docente, durante as aulas do gênero carta aberta – as
quais tinham como intenção promover o desenvolvimento da compreensão leitora dos
alunos. Com base no tratamento e análise do corpus, verificou-se que o gesto didático
de implementação de dispositivos didáticos ocupou lugar central nas aulas, ocorrendo, a
partir dele, a formulação de tarefas, a presentificação e a elementarização dos objetos de
ensino, bem como a avaliação. A pesquisa mostrou também que, embora o professor
tenha participado da seleção do gênero e do tema, e da validação da sequência didática,
ele frequentemente solicitava aos alunos que apenas lessem os textos e resolvessem as
tarefas, sem realizar outros gestos didáticos, como o de regulação e o de
institucionalização, e sem recorrer aos vídeos e às atividades não previstas no material
do aluno. Tendo em vista isso, pode-se dizer que não é suficiente mudar o dispositivo e
envolver o docente na construção do material didático, é necessário rever a formação de
professores, não apenas propondo discussões teórico-metodológicas, mas também
criando situações em que os alunos em formação tenham acesso a outros métodos de
ensino por meio da imersão em práticas diferentes daquelas a que estiveram submetidos
na Educação Básica.

Palavras-chave: Gesto didático de implementação de dispositivos didáticos; sequência


didática; leitura.
O USO DE TECNOLOGIA POR ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO DE CASO

Marcia Moura Onofre de Morais

RESUMO: Este trabalho discutirá os resultados de uma pesquisa de mestrado, realizada com
alunos do ensino fundamental de uma escola pública em Contagem – MG, através de um
estudo das percepções dos alunos sobre como o uso das novas tecnologias no dia a dia da vida
dos alunos e em sua vida escolar afeta o processo de ensino e aprendizagem de inglês na
escola pública (STREET, 1984; SOARES, 1998). Esse trabalho teve como objetivos compreender
quais as tecnologias a que esses alunos têm acesso, assim como as percepções que eles têm da
aprendizagem por meio das novas tecnologias digitais (PRENSKY, 1984; LANKSHEAR, SNYDER E
GREEN, 2000). Para esse fim, foi desenvolvido um estudo de caso com um diagnóstico inicial
feito através de questionários semiestruturados. Posteriormente, houve a produção pelos
alunos de histórias em quadrinhos em seus cadernos e na internet (COSCARELLI E RIBEIRO,

141
2014; ROBIN, 2006). Então foi feita uma entrevista que buscou capturar as percepções dos
participantes quanto à produção das atividades nos dois formatos diferentes. Os dados
gerados na coleta mostraram que há limitações no uso das tecnologias dentro da escola,
devido à internet e ao acesso dos alunos aos equipamentos necessários. A produção das
histórias em quadrinhos em dois formatos proporcionou aos alunos a percepção dos
diferentes tipos de letramentos utilizados por eles. Finalmente, percebeu-se que há grande
necessidade de investimento na estrutura tecnológica das escolas públicas, assim como na
rede de internet disponível para o uso dos alunos e sua aprendizagem, proporcionando aos
alunos o uso dos novos letramentos e consequente ampliação de horizontes e consciência
crítica dos cidadãos formados nessas escolas.

Palavras-chave: Ensino de língua estrangeira, Novos Letramentos, Novas tecnologias na


escola.

LINGUAGEM ESCRITA MEDIADA PELO USO DAS TECNOLOGIAS


DIGITAIS NA PRODUÇÃO DE ROTEIRO DE DOCUMENTÁRIO – UMA
EXPERIÊNCIA DE LETRAMENTO DIGITAL

Márcia Vacario

O presente trabalho é um recorte da pesquisa de natureza intervencionista via trajetórias


formativas do PROFLETRAS/UNEMAT, desenvolvida com alunos do 9º ano da EE
Vinícius de Moraes, município de Peixoto de Azevedo-MT. A experiência com a
escrita colaborativa é uma tentativa de promover uma prática social do uso da
linguagem escrita mediada pelo uso das tecnologias digitais com a intencionalidade de
potencializar práticas de letramento digital na sala de aula. A partir da escrita
colaborativa no Google Drive para elaboração de roteiros de documentários, os
educandos também desenvolveram autoria coletiva ao longo da sequência didática. O
aporte teórico em que amparamo-nos traz SCHAFER (2009), BARTON E LEE (2015),
COSCARELLI (2016), BAKHTIN (1997, 2003); MOITA LOPES (1998);
SANTAELLA (2007); ROJO (2009, 2012, 2015). Portanto, o ensino de Língua
Portuguesa atrelado ao uso de novas tecnologias e a compreensão da diversidade
linguística e cultural favorece a (re)construção de identidades no espaço escolar e o
desenvolvimento de capacidades linguístico-discursivas dos educandos. Ao experienciar
momentos de escrita e reescrita coletiva os educandos tiveram sua(s) identidade(s)
(re)construídas no discurso a partir da relação estabelecida com o(s) outro(s), o caráter
múltiplo das identidades na sociedade sinalizam novas possibilidades de os educandos
se constituírem autores e coautores por meio de escrita colaborativa via ambientes
digitais online.

Palavras-chave: letramento digital. Autoria coletiva. Identidade autora

142
Letramentos no cárcere: a escrita do afeto e da sororidade

1
Maria Aparecida de Sousa
Universidade de Brasília

Este artigo discute aspectos de letramentos presentes no cárcere, partindo da


questão: o que textos anônimos produzidos por mulheres privadas de liberdade
revelam sobre as funções desempenhadas pela escrita na prisão? Para responder a
essa questão, utilizo referencial teórico que integra Teoria Social do Letramento
(BARTON, 1994; BARTON e HAMILTON, 1998; BARTON, HAMILTON e
IVANIC, 2000; RIOS, 2002) e a Análise de Discurso Crítica (CHOULIARAKI e
FAIRCLOUGH, 1999). Ambas as abordagens consideram o papel da ideologia e
do poder na análise das práticas discursivas e sociais. Considerando a natureza do
problema investigado, também utilizo alguns construtos das áreas do Direito e da
Sociologia, disciplinas fundamentais para compreender a produção do
hiperencarceramento feminino, as características de interdição próprias das
instituições totais e a perspectiva de interseccionalidade de eixos de poder que
geram a discriminação e exclusão das participantes da pesquisa. Esse aporte
contribuiu para a compreensão das práticas sociais mais amplas em que se insere a
mulher encarcerada e a rede de eventos sociais que orientam a produção, a
circulação e o consumo de textos na PFDF; Como corpus de pesquisa, utilizei um
conjunto de trinta textos informais, de circulação proibida, produzidos pelas
internas do presídio. Esses textos são conhecidos como BO, numa referencia
irônica à Boletim de Ocorrência. Os resultados apontam a natureza híbrida do BO,
que é constituído por diferentes estruturas, estilos e funções; dentre estas:
promover o tráfico de drogas no interior da prisão, trocar afetos, construir vínculos
sociais, marcar pertencimento identitário, manter grupos de afinidade e construir
uma rede de apoio material e simbólica. A análise da interdiscursividade e da
intertextualidade, da escolha vocabular e das suposições permite concluir que entre
todas as ações desempenhadas pela escrita do gênero BO, prevalece a de fazer
circular afetos.

143
Palavras chave: letramento, análise de discurso, escrita, cárcere

Referências

144
C
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília.

145
BAYNHAM, Mike; PRINSLOO, Mastin. The future of literacy studies. England:

Palgrave Macmillan, 2009.

BARTON, D. Literacy: an introduction to the ecology of written language. Oxford,

Cambridge: Blackwell Publishers, 1994.

BARTON, D. & HAMILTON, M. Local literacies. Londres and New York:


Routledge, 1998. BARTON, D. e HAMILTON, M. e IVANIC, R. (Org.).
Situated literacies: reading and writing in context. Londres, New York:
Routledge, 2000. CHOULIARAKI, L. & FAIRCLOUGH, N. Discourse in late
modernity: rethinking critical discourse analysis. Edinburgh: Edinburgh
University Press, 1999.

RIOS, G. V. Literacy Discourses Across Two Sócio-economically


Neighbourhoods in Brazil. Universidade de Lancaster, tese de doutorado, 2002.

RIOS, Guilherme Veiga. Letramento, discurso e gramática funcional. Cadernos


de Linguagem e Sociedade. Brasília, v. 11, n. 2, 2010. Disponível em:
<http://seer.bce.unb.br/index.php/les/article/view/2835/2447>. Acesso em: 12
out. 2014.

RIOS, Guilherme Veiga. Discursos-de-letramento e o quadro crítico


explanatório da ADC. In: VIEIRA, Viviane Cristina; RAMALHO, Viviane de
Melo. Práticas Socioculturais e Discurso: Debates transdisciplinares em novas
reflexões. Livros LabCom Covilhã, UBI, LabCom, Livros LabCom. Disponível
em: www.livroslabcom.ubi.pt

STREET, Cross-cultural approachees to literacy. Cambridge: Cambridge


University Press, 1993.

146
Rastros femininos na tessitura narrativa de Águas emendadas

Maria Flávia Pereira


1
Barbosa

Esse trabalho pretende analisar a obra Águas emendadas de Ângela Dumont,


escritora e bordadeira do Norte de Minas Gerais. A obra é ilustrada pelo grupo
Matizes e bordados Dumont e, em sua constituição, revela a técnica do bordado
manual como ilustração criadora. A análise é feita sob o viés do simbólico da
tessitura feminina, a partir da teoria literária de Alfredo Bosi (1977) acerca da
palavra poética e das teorias de Ricardo Azevedo (1997), André Mendes (2007) e
Ivete Walty (2007) sobre a relação entre imagem e palavra na escritura literária. O
ato de tecer tem uma importante simbologia nas narrativas da mitologia grega, na
qual personagens femininas como Aracne, Ariadne, a Deusa Athena ou as Moiras,
através de suas habilidades em tecer, promovem a ação narrativa, a revelação dos
fatos e a ordenação dos destinos de diferentes personagens. Em Águas emendadas,
a ilustração bordada, juntamente com a voz poética, resulta numa obra na qual
palavra e imagem trazem rastros de mãos femininas que se pronunciam frente à
criação literária e dão origem a um objeto literário impregnado por memória e
ancestralidade, entremeadas à recuperação de elementos da cultura popular
regional. A comunicação é um desdobramento de pesquisa de mestrado
desenvolvida na Universidade Federal de Uberlândia - UFU.

Palavras-chave: narrativa, bordado, tessitura.

147
D
Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU

Professora EBTT de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal do Norte de


Minas Gerais – IFNMG.

Concepções e Princípios do Ensino Médio Integrado: a dimensão cultural e a


disciplina de Língua Inglesa

Maria Glalcy Fequetia Dalcim

Como encontrar o equilíbrio entre os extremos de nossas vivências? Como buscar


um ponto dentro da enormidade das formas de caminhar e agir, que propicie um prosseguir
mais sustentável em relação ao outro? Como eleger o que deve ser aprendido, o que deve
ser orientado, como dever ser realizado... são questões que perpassam dias e noites pelas
mentes dos educadores. No trabalho com alunos do Ensino Médio Integrado a Cursos
Técnicos, disponibilizados pela Rede Federal, mais especificamente o Instituto Federal de
São Paulo, uma das recorrentes demandas pauta-se na real integração do currículo da Base
Nacional Comum com os Componente Técnicos. A articulação entre a educação

148
profissional técnica e tecnológica e o ensino básico subjaz como uma das características
que fundamentam os objetivos e finalidades da Lei nº 11.892/2008, que cria os Institutos
Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. As concepções e princípios que fundamentam
o Documento Base – Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrada ao Ensino
Médio (2007), expressam a concepção de formação humana em todas as dimensões da vida
no processo educativo, ou seja, a formação “omnilateral” dos indivíduos, com destaque
para quatro dimensões indissociáveis: o trabalho, a ciência, a cultura e a tecnologia. O
presente trabalho tem por objetivo principal discutir o(s) conceito(s) de cultura
(TAVARES, 2006; BAUMAN, 2013; GOMÉZ RODRÍGUES, 2015; SALOMÃO, 2015;)
expresso(s) no Documento Base e as possíveis implicações no processo de
ensino/aprendizagem de Língua Inglesa e na integração curricular.

Palavras-chave: cultura; currículo integrado; ensino/aprendizagem de línguas; ensino


integrado; língua inglesa.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUAS E A AVALIAÇÃO DA


APRENDIZAGEM

Maria Inês Vasconcelos Felice

Nesta comunicação, abordaremos a formação dos professores de língua materna e de


línguas adicionais, considerando a avaliação como parte do processo ensino-
aprendizagem (ensino-avaliação-aprendizagem, conforme SILVA, 2006 e FELICE,
2013). Ao longo da nossa prática observamos que, usualmente, nos cursos de formação
inicial de professores de línguas, o estudo sobre a avaliação da aprendizagem é um dos
últimos itens do programa de ensino, circunscrito às Disciplinas de Metodologias de
Ensino de Línguas e ao Estágio Supervisionado do curso. Desta forma, a avaliação não
é priorizada e a academia não tem propiciado ao professor em formação uma reflexão
sobre o tema. Acreditamos que essa postura está embasada no senso comum de que todo
professor já sabe avaliar. Temos, assim, um círculo vicioso em que o professor acaba
por repetir os instrumentos de avaliação a que foi submetido durante a sua vida
acadêmica. Assim, buscaremos discutir a avaliação com ênfase em seu aspecto
formativo, fundamentada teoricamente nos estudos de Álvarez Méndez (2002), Celani
(2003), Fidalgo (2002), dentre outros, atrelada às concepções de conhecimento, de
língua(gem) e às metodologias de ensino, defendendo o estabelecimento de critérios
claros para os alunos em todos os instrumentos de avaliação. Esta comunicação tem,
149
pois, o objetivo de ser um espaço de discussão para apresentação de estudos e troca de
experiências que enfatizem a avaliação como integrante do processo de formação de
professores.

PRÁTICAS SOCIAIS IDEOLÓGICAS E CONTEXTOS EM METÁFORAS


UTILIZADAS POR ALUNOS DO ENSINO MÉDIO NAS NARRATIVAS
ESCOLARES

Maria José Cavalcanti de Andrade

RESUMO: O presente artigo intitulado Práticas sociais ideológicas e contextos


em metáforas utilizadas por alunos do Ensino Médio nas narrativas escolares
tem como objetivo primeiramente apresentar o postulado de George Lakoff &
Mark Johnson (2002) sobre a teoria da metáfora conceptual, elencando que as
metáforas orientacionais, ontológicas e estruturais focam uma comunicação
baseada no sistema conceptual que usamos para pensar e agir. A linguagem,
portanto, evidencia esse sistema. Discutiremos a metáfora conceptual como
um mapeamento efetivado pelos sujeitos na compreensão de uma coisa por
outra. O corpus do trabalho apresentará narrativas escolares em que os alunos
se posicionarão a respeito de temas pertinentes e que focarão suas visões
ideológicas, legitimando e justificando as metáforas utilizadas. Debruçando-nos
sobre o sentido ideológico do texto como uma específica visão de mundo,
abordaremos Thompson (2009) que interpreta a Weltanschauung ou
“cosmovisão” como o resultado de uma situação de vida coletiva. Com isso, o
autor foca que a concepção total tem a ver com os sistemas coletivos do
pensamento, que estão relacionados a contextos sociais. A lógica da
comunicação ideológica postulada por Bakhtin (2004) dialoga com os estudos
de Fairclough que versam sobre as ideologias como significações/construções
da realidade. Assim, as metáforas utilizadas pelos produtores textuais
constituem um processo estruturador do pensamento. Importante é verificar
que para Van Dijk (2011), os discursos e conhecimentos semânticos dos
contextos são importantes para a interpretação de cada sentença, haja vista
que esse autor situa a mente a partir de sua constituição discursiva.
Finalmente, as ideologias são essencialmente sociais e os discursos constroem
ou constituem as relações sociais.

PALAVRAS-CHAVE: Metáforas. Ideologia. Cognição.

A TRADUÇÃO PEDAGÓGICA POR MEIO DE UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA


DIDÁTICA: O GÊNERO PUBLICIDADE EM CENA

150
Maria José Laiño

O uso da tradução em sala de aula ainda recebe muitas críticas por parte dos docentes que
insistem em usá-la apenas como último recurso por acreditarem que não é uma ferramenta
benéfica ao processo de aprendizado de uma LE. Embora seja uma preocupação coerente, a
tradução pedagógica pode favorecer o contraste linguístico e cultural entre as línguas
envolvidas, o que pode representar ao estudante um olhar mais atento ao seu processo de
aprendizagem. Esta comunicação tem o objetivo de expor as etapas de uma proposta de
sequência didática (SD), baseada nos preceitos de Dolz (2004), o qual afirma que uma SD é
um conjunto de atividades organizadas com um objetivo geral de explorar um gênero
textual/discursivo, a partir de uma produção inicial, passando para os módulos e culminando
em uma produção final. Participaram da SD estudantes de um Curso de Letras Português e
Espanhol de uma universidade federal brasileira. O gênero abordado na SD é a publicidade,
especificamente publicidade de época, nas quais a figura da mulher desempenha um papel de
subserviência ao homem e muitas vezes é objetificada. A SD tem como objetivo fazer com
que os estudantes reconheçam o gênero, analisem as publicidades de época e proponham uma
tradução à língua espanhola, realizada em 2 versões. A SD está ancorada teoricamente em
Nord (2010) no que se refere à tradução funcional e cultural, e em Cassany (2011), linguista
textual que nos auxilia com conceitos como adequação, coesão e coerência. Ao final do
trabalho da SD, e a partir de relatos socializados pelos estudantes, percebeu-se uma
conscientização da tarefa tradutória, pois foram autores de uma tradução que lhes exigiu tanto
conhecimento linguístico de língua espanhola, quanto elementos culturais de acordo com o
destinatário simulado. Também ressaltamos a importância do processo de tradução, o que
possibilitou um produto tradutório melhorado.

Palavras-chave: sequência didática; tradução pedagógica; gêneros textuais e discursivos

CONEXÕES HÍBRIDAS: COMPARTILHANDO CÓDIGOS, LINGUAGENS E


SUAS TECNOLOGIAS

Mariana da Silva Neta - UFT / SEDUC-


TO Vivianny Martins Ferreira - UFT
Adriana Carvalho Capuchinho - UFT
(Orientadora)

151
Os saberes docentes se originam da formação acadêmica, prática adquirida, características
pessoais e até mesmo do conhecimento obtido no meio pedagógico, afinal, na maioria das
vezes atuamos em colaboração com os nossos pares, compartilhamos experiências,
descobertas e utilizamos diferentes linguagens para nos comunicarmos. Considerando o
atual contexto em que atuamos em sala de aula com alunos conectados, que utilizam as
tecnologias de diversas formas, percebemos que se faz necessário uma mudança de postura
dos profissionais da educação, com inovação de práticas docentes, como os modelos de
Ensino Híbrido, uma tendência contemporânea e promissora para a Educação, pela sua
flexibilidade e possibilidade de personalização do ensino. Por meio de pesquisa
bibliográfica, planejamento e observação de aulas, propomos descrever e analisar as aulas
ministradas por docentes da área de Códigos e Linguagens nos modelos de Ensino Híbrido:
Rotação por estações, Sala de aula invertida e laboratório rotacional, além de refletir sobre
os desafios e possibilidades da personalização do ensino. O referencial teórico terá
embasamento em Antunes (2010), Cançado (2013), Christensen, Horn, e Staker (2013),
Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015), Bacich e Moran (2015), Valente (2014). As conclusões
permitem evidenciar que na perspectiva metodológica do ensino híbrido é necessário rever
alguns papéis dos envolvidos no processo educacional e fazer ajustes para adequar à
realidade da escola. Percebemos que, como toda atividade planejada, não podemos afirmar
que os resultados sejam exatamente iguais ao esperado, pois em alguns momentos
sentimos a intranquilidade do professor quanto ao modelo de Ensino Híbrido utilizado, como
se precisasse de uma validação sobre se estava no caminho certo. Nossa parceria
permaneceu, inclusive nesses momentos, tendo em vista que a pesquisa visava diagnosticar
a percepção deles, mas que acima disso, temos uma perspectiva de colaboração.

Palavras-chave: Ensino híbrido; Linguagens; Ensino e aprendizagem

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EJA: UMA


PROPOSTA DE LETRAMENTO CRÍTICO

Mariana Ruiz Nascimento

Walkiria Felix Dias

RESUMO: Por entender o letramento crítico como um processo em que tanto o autor
quanto o leitor são produtores e construtores de significação (SOUZA, 2011),
acreditamos que essa é uma abordagem adequada para preparar o aluno a lidar com os
diferentes tipos de informação na atualidade. Dessa forma, o presente trabalho tem o
objetivo de apresentar uma proposta de atividade de língua inglesa, ancorada nos
estudos nos Novos Letramentos, que foi aplicada ao Ensino de Jovens e Adultos (EJA),
por meio da abordagem do letramento crítico, juntamente com as reflexões acerca da
aplicação dessa atividade. A atividade propôs a leitura de imagens e um texto sobre a
greve dos professores, a qual a escola em questão havia acabado de vivenciar, uma vez
152
que essa foi a primeira aula após a greve dos professores do Estado de Minas Gerais, no
ano de 2018. Percebemos que a mesma atividade gerou discussões e significações
diferentes para cada grupo, devido às várias interpretações que foram evocadas através
da participação dos alunos nas leituras, evidenciando o processo de autoria de cada
leitor. Notamos também que, permitir que os alunos escrevessem o mesmo texto,
partindo de seus contextos, foi uma forma de apontar que os sentidos não estão no texto.
Além disso, por mais que verificamos um desejo, por parte das instituições escolares, de
tornar os alunos cidadãos críticos, compreendemos que a criticidade é um conceito
subjetivo e o trabalho dentro dessa perspectiva não garante que os alunos serão
interpelados pelas propostas do letramento crítico, porém, isso não invalida o trabalho
dentro dessa abordagem.

Palavras-chave: ensino de língua inglesa. EJA. letramento crítico.

ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS E SOCIOCOGNITIVAS NO


PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA LEITURA
INTERTEXTUAL

Marilene de Souza Araújo


Leite

Carla Roselma Athayde


Moraes

RESUMO: Esta pesquisa é uma proposta do Programa de Pós-Graduação


Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) que considera fundamentais o
desenvolvimento de investigações baseadas em problemas detectados na sala de
aula do Ensino Fundamental II, com a elaboração e aplicação de atividade de
intervenção na tentativa de interferir nos problemas apresentados. A partir das
experiências como professora de Língua Portuguesa em Escola Pública
verificamos empiricamente, que a maioria dos alunos, dessa etapa de estudo,
apresenta dificuldade no quesito leitura. Objetivamos, com esse trabalho, por meio
de uma prática fundamentada teoricamente, realizar investigação sistematizada e
desenvolver a Intervenção Pedagógica empregando estratégias metacognitivas e
sociocognitivas da leitura, de forma consciente e reflexiva no processo interacional
de ensino-aprendizagem. Com o propósito de desenvolver a competência de leitura
intertextual nos alunos diagnosticados do Ensino Fundamental II de uma Escola
Pública de Bocaiuva/MG, propomos explorar textos clássicos de contos de fadas e
seus intertextos com perguntas objetivas, inferenciais e avaliativas, utilizando
estratégias para antes, durante e depois da leitura. Assim, os leitores praticam e
aprimoram a capacidade de processar, criticar, contradizer ou avaliar as
informações que têm diante de si, dando sentido ao que leem, através da ativação

153
dos conhecimentos prévios linguísticos e extralinguísticos processados pela
memória. Este estudo está na fase diagnóstica e os procedimentos metodológicos
são norteados pela pesquisa-ação de cunho qualitativo, que visam, a partir da
prática reflexiva, diagnosticar problemas, interferir e aprimorar de forma
colaborativa a realidade dos sujeitos envolvidos na pesquisa. As discussões
teóricas estão embasadas em Solé (1998), Kleiman (2002,2004); Koch e Elias
(2014), Coscarelli (2002), Kato (1999), Koch (2016), Portilho (2011, 2012),
Vigotski (1934) e outros.

Palavras-chave: Metacognição, Sociocognição e Leitura intertextual

Uma leitura crítico-biográfica fronteiriça do Mistério do coelho


pensante de Clarice Lispector
Marina Luz
Edgar Cézar Nolasco

RESUMO: Obras destinadas ao público infantil, de modo geral, são comumente postas
à margem externa do que, por muitos, é considerado literatura.Clarice Lispector,
embora seja um nome representativo no âmbito dos livros infantis, segue tendo a vida
estudada através de sua coletânea bibliográfica voltada aos adultos. O presente trabalho,
em contrapartida, é um recorte de uma pesquisa maior que objetiva pensar e entender,de
modo crítico biográfico fronteiriço, a literatura infantil produzida por Clarice como uma
representação biográfica e identitária da escritora. Neste viés, as teorias e ilustrações
tratadas aqui se baseiam nos preceitos da crítica biográfica fronteiriça (NOLASCO,
2015) posto que a discussão pretendida se apresenta imbricada às sensibilidades
biográficas, de Clarice e dos próprios autores, construídas a partir da vivência na
fronteira-Sul. Ademais, as indagações são erigidas, principalmente, a partir de reflexões
de biógrafas como Nádia Battella Gotlib e Teresa Cristina Montero Ferreira, e das
epistemologias culturais e biográficas trabalhadas por Eneida Maria de Souza, Edgar
Cézar Nolasco, Jacques Derrida, Walter Mignolo, Francisco Ortega e Leonor Arfuch.
Em tempo, a metodologia apresenta como alicerce a pesquisa de caráter biográfico
realizada tanto no primeiro livro para crianças escritos por Clarice: O mistério do coelho
pensante (1967), quanto na fortuna crítica que não contempla em totalidade a discussão
proposta, mas auxilia no exercício do pensamento crítico. Em matéria resultante, deseja-
se, portanto, desenredar a presença da questão biográfica na literatura infantil de
Clarice, considerando para isso os aspectos da crítica biográfica e da pós-colonialidade.
PALAVRAS-CHAVE: Clarice Lispector; Literatura infantil; Crítica biográfica
fronteiriça; Identidade.

SABERES E PRÁTICAS DOCENTES INERENTES AO PROJETO


“ESPANHOL PARA CURSO TÉCNICO EM EVENTOS” DO INSTITUTO
FEDERAL DE BRASÍLIA – CAMPUS CEILÂNDIA

Micheli Suellen Neves Gonçalves

154
Amanda Alves Goularte

Nara Patrícia de Moura Souza Lins

RESUMO: Objetiva-se analisar os Saberes e Práticas Docentes presentes no projeto


“Espanhol para Curso técnico em Eventos”, desenvolvido no Instituto Federal de
Brasília (IFB), Campus Ceilândia. O Projeto supracitado é uma ação construída no
âmbito do IFB, que anualmente seleciona propostas para execução de Projetos de
Intervenção Pesquisa-Ação (PIPA), que fomentem a prática docente de modo a
possibilitar maior interação dos estudantes das licenciaturas com a realidade e práticas
vivenciadas no contexto escolar. Deste modo, o projeto “Espanhol para Curso técnico
em Eventos”, lócus de nossa analise, possui como objetivo geral a construção de
material didático que possibilite aos estudantes do Curso Técnico em Eventos
conhecimento básico do espanhol, que os habilite a realizar ações concernentes a sua
formação técnica. Assim, buscaremos analisar os saberes e práticas docentes inerentes
a formação do licenciando em Letras Espanhol, a partir das narrativas formativas de
quatro licenciadas envolvidas no projeto. A discussão sobre Narrativas de Formação,
Saberes e Práticas Docentes terão como base os escritos de Alvenize Fernandes
(2015), Natal Fernandes e Maria Amélia Lopes (2011), pois, são autoras que discutem
a Formação Docente no Ensino Superior não como uma fase isolada, mas, como um
processo continuo permeado por vivências e saberes diversos.

Palavras- chave: Formação Docente, Saberes docentes, Ensino - Aprendizagem de


língua(s).

CARACTERIZAÇÃO DE RELATOS REFLEXIVOS A PARTIR DO


RECONHECIMENTO DE SUAS PARTES CONSTITUINTES

Miliane Vieira

Na presente investigação científica, realizou-se análises acerca da estrutura


organizacional dos textos relato reflexivo, produzidos por acadêmicos estagiários do
curso de licenciatura em Língua Inglesa da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Objetivamos verificar como este texto era concebido na visão dos participantes da
pesquisa. Assumimos como arcabouço a teoria da Estrutura Potencial do Gênero (EPG),
desenvolvida por Hasan (1994), que busca conhecer as estruturas organizacionais que
constituem cada gênero textual. Tal investigação também partiu de princípios teóricos
da Linguística Sistêmico-Funcional (LSF), difundida por Halliday (2014), pois esta
procura compreender como ocorre o processo de comunicação humana a partir da

155
observação do uso social da língua. Para tanto, este trabalho configurou-se nas bases da
abordagem de pesquisa qualitativa. Os resultados foram obtidos a partir da análise
individual de cada texto e, também, comparativa entre os mesmos, sendo possível
constatar partes constituintes semelhantes, referentes a ações reflexivas, e pertencentes a
esse texto, porém também verificamos a ocorrência de partes descritivas, as quais
podem não atender ao objetivo do relato reflexivo.

WHATSAPP: CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA PELO VIÉS DOS


MULTILETRAMENTOS PARA A LI

Mírian Nichida
Vivianny Martins Ferreira

Deparando com as inúmeras possibilidades que as Tecnologias Digitais de Informação e


Comunicação (TDICs) nos ofertam, e diante de um público alvo de jovens cursando o
2º e 3° ano do Ensino Médio Integrado em Meio Ambiente, do Instituto Federal do
Tocantins, campus Paraíso do Tocantins, que implantamos o projeto de pesquisa
intitulado: Evidências dos Multiletramentos pelo WhatsApp para a Aprendizagem da
Língua Inglesa. Portanto, nesta produção acadêmica trouxemos um recorte dessa
pesquisa, onde investigamos a conscientização política das alunas através da
aprendizagem da língua inglesa de um dos grupos de cada turma. Dessa maneira, pelo
viés dos Multiletramentos de Cope e Kalantzis (2005, 2009), e dos aspectos
multimodais segundo Kress e van Leeuwen (2006) analisamos as atividades formativas
avaliativas de dois grupos de alunos(as) ocorridas no WhatsApp, e um segundo
momento onde alunos(as) engajaram na manifestação política afim de dar suporte
comprovador da participação e envolvimento político dos(as) alunos(as). Ainda
ressaltamos que a metodologia da avaliação formativa é uma aposta otimista, a de que o
aluno quer aprender e tem vontade que o ajudem em seu processo de aprendizagem,
(PERRENOUD, 1993). Em síntese, os Multiletramentos foi meio de oportunizar dentre
alguns benefícios, o aprendizado da língua inglesa, pois foi por esse viés que às
atividades formativas foram implementadas, e ainda; ativou e incentivou a
conscientização política dos nossos discentes.

Palavras-chave: Conscientização, Língua Inglesa, Multiletramentos, Política,


WhatsApp.

156
A POLIFONIA DE LOCUTORES NA REDAÇÃO DO ENEM: UM CAMINHO
PARA O ENSINO DE LÍNGUAS

Mônica Ferraz
Ana Cecylia de Assis e Sá

RESUMO: Sabendo que a argumentação se faz presente nos mais variados gêneros
textuais, sobretudo naquele cobrado no Exame Nacional do Ensino médio, e que este
sugere a presença de locutores, ou seja, de vozes e discursos distintos sobre determinado
tema, este trabalho tem como objetivo analisar a polifonia de locutores presente em
produções textuais do gênero dissertativo-argumentativo, proposto na redação do
ENEM, e como esta teoria pode contribuir para o Ensino de Línguas. A fundamentação
teórica da pesquisa se centrará nos estudos da Semântica Argumentativa, à luz da Teoria
da Polifonia de locutores e enunciadores proposta por Ducrot (1988), demonstrando que
num mesmo enunciado estão presentes vários participantes diferentes.
Metodologicamente, para a análise dos dados, o corpus selecionado foi composto por
redações aos moldes do ENEM, seguindo o gênero textual proposto pelo exame,
escritas por alunos de um curso pré-vestibular, em João Pessoa, na Paraíba. Analisou-se
especificamente a argumentação no tocante à Competência II, da Matriz de Correções
elaborada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), a qual sugere que seja
inserido um repertório sociocultural que demonstre o conhecimento social e cultural dos
candidatos acerca do tema abordado. A partir dos postulados de tal competência, no
repertório inserido nos textos analisados identificou-se a presença de diversos locutores,
vista a influência e necessidade de utilizar citações e dados estatísticos, por exemplo,
marcados por diferentes vozes no texto, para marcar autoridade na argumentação.
Assim, verifica-se a importância de se trabalhar a polifonia no ensino de línguas,
sobretudo nas aulas de redação, mostrando a necessidade de marcar o discurso a partir
de uma argumentação baseada na presença de diferentes locutores no texto.

IDENTIDADE, METÁFORA E AS INICIATIVAS EM POLH - PORTUGUÊS COMO


LÍNGUA DE HERANÇA

Mônica Fontenelle Carneiro


Sonia Maria Corrêa Pereira Mugschl

RESUMO: Inserida no âmbito dos estudos desenvolvidos sobre Português Língua


de Herança (POLH), bilinguismo e identidade no GEPELL - Grupo de Estudos e
Pesquisas em Língua e Literatura do PGLetras – Programa de Pós-Graduação em
Letras e sobre a metáfora na unidade GELP-COLIN - Grupo de Estudos em
Linguagem e Pensamento – Cognição e Linguística (vinculada ao GELP-
COLIN/UFC) da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, esta investigação
busca analisar as relações envolvendo identidade, e metáfora que se revelam nas
denominações das iniciativas em POLH que se estabeleceram em várias cidades de
diferentes países do continente europeu. São discutidos, portanto, esses conceitos
relevantes, assim como analisada a forma como se dá o uso da metáfora nessa

157
relação de transferência da identidade que se observa na escolha das denominações
analisadas, além de examinada a diferença entre transmissão e transferência. As
análises realizadas fundamentam-se nos trabalhos de Hall (2006), Lacan (1980),
Lakoff e Johnson (1980,1999), Heath e Almeida (2017) e Almeida (2017). Com
base em algumas das denominações selecionadas, utilizando o método cognitivo
da análise de dados, sob o viés da desconstrução da metáfora, buscando esclarecer
como essa manobra cognitiva pode refletir a questão identitária e fortalecer
aqueles aspectos característicos da brasilidade. Os resultados obtidos indicam que
essas expressões metafóricas presentes nas denominações das iniciativas europeias
de POLH analisadas tendem a produzir efeito de transferência de identidade.

Palavras-Chave: Identidade. Metáfora. Português como Língua de Herança (POLH).

LETRAMENTO ACADÊMICO: PRÁTICAS DOCENTES NA UNIVERSIDADE

Natália Luiza da Silva

A pesquisa apresentada buscará compreender as seguintes questões: as práticas docentes


na universidade contribuem para o letramento acadêmico dos estudantes? Se sim, de
que modo? Trata-se de um objeto que está inserido, na Linguística Aplicada, no campo
de estudos dos letramentos, mais especificamente do Letramento Acadêmico, que se
despontou a partir da publicação de Lea e Street (1998). Buscar-se-á com a
investigação: identificar os objetivos traçados no planejamento educacional
relacionados ao letramento dos estudantes; identificar a compreensão dos professores
envolvidos na pesquisa acerca da relação dos estudantes com a linguagem no processo
de aprendizagem no contexto universitário; analisar de que modo o trabalho com a
linguagem é contemplado nas propostas de trabalho educativo na universidade;
compreender a percepção dos estudantes acerca das propostas de trabalho dos
professores no que se refere ao ensino da linguagem e da cultura acadêmica; analisar os
efeitos das propostas de trabalho didático, no âmbito do ensino de graduação, para o
letramento acadêmico dos estudantes. A presente pesquisa será desenvolvida a partir de
uma abordagem hermenêutica-fenomenológica (Freire, 1998, 2006, 2007) do objeto.
Nesse sentido, os procedimentos a serem adotados são os seguintes: 1) análise
documental de uma amostra dos Projetos Pedagógicos de Curso da Instituição que será
lócus da pesquisa, a fim de compreender quais os objetivos para a formação dos
estudantes, em termos de letramento; 2) chamada pública de professores da Instituição
que tenham interesse em participar da pesquisa e seleção dos participantes; 3) análise
dos planos de ensino dos professores participantes; 4) observação das aulas ministradas;
e 5) conversas hermenêuticas com os estudantes. Espera-se, com o estudo, compreender
quais práticas docentes no ensino de graduação podem contribuir mais para o letramento
acadêmico dos estudantes.

Palavras-chave: Letramento Acadêmico; Ensino Superior; Docência Universitária.

158
ABORDAGEM DE INTERCOMPREENSÃO: POSSIBILIDADES E LIMITAÇÕES
PARA UMA EDUCAÇÃO BRASILEIRA MULTILÍNGUE

Nathielli Moreira

Kyria Finardi

Este trabalho tem como objetivo principal refletir sobre as possibilidades e limitações
do uso de uma abordagem de ensino de línguas adicionais conhecido como abordagem
de intercompreensão (IC) para ensino de línguas estrangeiras na atual conjuntura da
educação nacional. A IC se caracteriza por ser uma abordagem plurilíngue que explora
similaridades entre línguas. Segundo Finardi (2017), a IC representa uma possível
solução para a garantia do ensino de outras línguas estrangeiras (além do inglês) no
currículo da educação básica brasileira. A globalização encurta distâncias, mas também
pode produzir efeitos negativos tal como a “comodificação” da educação promovendo
uma cultura global em detrimento de culturas locais. No Brasil, podemos sentir o efeito
da globalização na reforma educacional imposta pela Lei n° 13.415 de fevereiro de
2017 que tornou o ensino de inglês obrigatório em detrimento do ensino de outras
línguas estrangeiras, ameaçando, assim, o multilinguismo e pluriculturalismo aqui.
Pensamos que o ensino de línguas deve ser pensado desde a abordagem, em função das
políticas linguísticas adotadas em um determinado contexto, razão pela qual o estudo
revisa possibilidades e limitações da IC para atender as demandas atuais da construção
de uma educação brasileira multilíngue e pluricultural.

Palavras-chave: abordagem de intercompreensão, multilinguismo, pluricultural,


políticas linguísticas.

ABORDAGEM DE ENSINO POR MEIO DE ESTRATÉGIAS: UM OLHAR SOBRE


AS ORIENTAÇÕES OFICIAIS

Nilze Maria Malaguti

Os baixos índices de desempenho dos estudantes do ensino público do país,


apresentados nos últimos anos pelos resultados das avaliações em larga escala, no
tocante à compreensão, análise e interpretação textual, têm contribuído para a difusão da
abordagem do aprendizado por meio de estratégias. A metodologia apresenta, de forma
sistematizada, possibilidades para criar diferentes contextos de leitura e produção que
permitem a apropriação das técnicas necessárias ao desenvolvimento de competências
em leitura .Com o objetivo de refletir acerca das contribuições de tal abordagem para a
formação do leitor literário, tecemos neste trabalho, considerações sobre o
direcionamento que os programas oficiais de formação continuada de professores da
educação básica tem feito, nos últimos anos, por meio das chamadas Sequências
Didáticas. Pautamos as análises nos estudos apresentados por Leffa (1996) acerca da
correlação entre a metacognição e o sucesso escolar, para, em seguida, trazer uma
abordagem das propostas teórico-metodológicas que têm conseguido delinear os novos

159
itinerários de leitura, entre os autores, Solé (1998), Girotto e Sousa (2010) e, pelo viés
da Literatura, Cosson (2006). Espera-se, com as análises, problematizar o ensino da
literatura e apontar os caminhos que vêm sendo construídos na tentativa se superar a
estranha inversão dada ao seu ensino na sala de aula.

Palavras-chave: Leitura; Estratégias; Literatura.

DISCURSO MONOLÍNGUE E PRÁTICAS DE TRANSLINGUISMO: UM ESTUDO


SOBRE OS ENUNCIADOS DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

Noêmia Maria de Souza

Resumo: Com as exacerbadas transformações científico-tecnológicas que ocorrem no


mundo, bem como, as inter-relações econômicas, sociais, culturais e políticas, sobretudo
a partir do avanço vertiginoso dos meios de comunicação, desencadearam uma nova
organização de tempo e espaço, de significantes e significados. Baseado nisto, este
estudo discute sobre uma atividade desenvolvida em uma turma do ensino médio com o
objetivo de analisar como o discurso monolíngue ou práticas de translinguismo se
apresentam nos enunciados dos alunos. Os dados são analisados à luz dos estudos
desenvolvidos por Foucault (2014), no que diz respeito ao enunciado, de autores que
refletem a contemporaneidade como Thompson (1998), Ortiz (2003), Canclini (2005),
Hall (2005) e de perspectiva crítica sobre o ensino de Língua como Rajagopalan (2003),
Assis-Peterson e Cox (2006, 2013), Moita Lopes (2006, 2013), Pennycook (2006),
Zolin-Vesz (2015, 2016) e Severo (2016). A análise apontou que a maioria dos alunos
se filia ao discurso monolíngue. Este fortemente arraigado nas escolas está vinculado a
dispositivos construídos historicamente. O estudo possibilitou compreender outros
sentidos para o processo ensino aprendizagem de línguas na contemporaneidade, tais
como o desenvolvimento da consciência multilíngue e o desprendimento do modelo de
falante nativo.

Palavras-chave: ensino médio; discurso monolíngue; práticas de translinguismo.

INTERAÇÃO, LUDICIDADE E BRINQUEDO: DIÁLOGOS COM A FORMAÇÃO


INICIAL E LÍNGUA INGLESA PARA CRIANÇAS

Olandina Della Justin


João Batista Lopes da Silva

Resumo: Nesta comunicação serão discutidos os conceitos de interação, ludicidade e


brinquedo com base em dados gerados por uma proposta extensionista intitulada:
Língua Inglesa para Crianças Interface com a Formação Inicial (LICFOR) que atende às
atividades de práticas como componente curricular inerentes à disciplina de
Metodologia de Ensino de Língua Inglesa para Crianças. A iniciativa tem como foco
promover espaços para ações didático-pedagógicas desenvolvidas por professores em

160
formação inicial e, ao mesmo tempo, oferecer aulas de língua inglesa a crianças entre 8
e 12 anos de escolas públicas. Para conduzir o estudo, optamos pela pesquisa qualitativa
de base etnográfica. Os instrumentos de coleta de dados eleitos foram: entrevistas
individuais com as crianças e professores em formação inicial, entrevistas em grupos
com as crianças e relatórios reflexivos das experiências como professores de língua
inglesa para crianças (LIC). Para analisarmos os dados, utilizamos da análise
interpretativa. O apoio teórico está baseado em teorias que discutem a formação inicial
de professores (COX e ASSIS-PETERSON, 2007b; VIEIRA-ABRAHÃO, 2007;
ASSIS-PETERSON, 2008; SANTOS e BENEDETTI, 2009; JUSTINA, 2016, entre
outros), sobre o conceito de interação com base na teoria sociocultural (WERTSCH,
1993; LANTOLF E APPEL (1994); VIGOTSKI, 1999,2007; LANTOLF, 2006;
LANTOLF e THORNE, 2006; JOHNSON, 2009) e acerca de ludicidade e brinquedo
(BRUGÈRE, 1998; VIGOTSKI, 2007; LUCKESI, 2014). Para a compreensão e
encaminhamento de ações didático-pedagógicas verificamos a necessidade de
compreensão do conceito de interação visto como fundamental para análise do processo
e ensino-aprendizagem bem como os conceitos de brinquedo e ludicidade
compreendidos como uma dimensão particular, de compreensão/aceitação do mundo e
como se relaciona à noção de prazer e brinquedo. Por conseguinte, merecem atenção,
especialmente por tratarmos do ensino de uma língua adicional para crianças. É com
esse propósito que propomos essa discussão, ou seja, como esses conceitos podem se
relacionar ao ensino-aprendizagem para esse público e como dialogam com uma
experiência e, portanto, merecedora de atenção pelos futuros professores em formação
inicial.

PALAVRAS-CHAVES: Formação Inicial; Língua Inglesa para Crianças; Interação;


Brinquedo. Ludicidade.

DIZERES DE ALUNOS SURDOS SOBRE AS PRÁTICAS DE LEITURA E DE


ESCRITA NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DA RELAÇÃO DO SUJEITO ENTRE
LÍNGUAS COM O SABER

Onilda Aparecida Gondim

Resumo: Este trabalho tem como objetivo problematizar por meio dos dizeres de alguns
alunos surdos, o modo como algumas práticas de leitura e de escrita para alunos surdos
têm ocorrido em duas escolas inclusivas em Goiás. A educação inclusiva de que
tratamos é aquela em que os alunos surdos estão inseridos na sala de aula regular. As
práticas de leitura e de escrita que enfocaremos integram as aulas de língua portuguesa
como L2 para surdos. A problematização deste trabalho está circunscrita à questão de
que o aluno surdo é tomado, por nós, como um sujeito entre línguas; no caso, entre
libras e língua portuguesa. Essa realidade implica efeitos para a própria relação do aluno
surdo com os saberes que estão em jogo no espaço de sala de aula, tendo em vista a
mediação exercida pelo professor e intérprete. Com estatutos semióticos e semânticos
diferentes, essas línguas em relação significam as práticas de leitura e de escrita de
maneira específicas. Desse modo, à luz da Análise de Discurso francesa, preconizada

161
por Pêcheux com interface psicanalítica, perguntamo-nos: Por estar em uma condição
de sujeito entre línguas, como o aluno surdo participa ou não das práticas de leitura e de
escrita acompanhadas e observadas por nós? Com base nas transcrições produzidas,
inclusive com o auxílio de um intérprete, vamos mobilizar alguns excertos discursivos,
buscando mostrar como os alunos surdos investigados lidam com tais práticas e a
relação que eles estabelecem ou (não)com os saberes nas práticas de leitura e de escrita
em sala de aula.

Palavras-chave: Leitura, escrita; discursividades.

O processo de construção de significado de alunos com deficiência visual

a partir da leitura de textos multimodais

Paolla Cabral Silva Brasil

RESUMO: A cultura visual, plena de sentidos históricos, estéticos e socioculturais, é


um dos legados da sociedade para as futuras gerações. Ao pensarmos o processo
educacional de alunos com deficiência visual, não podemos ignorar as condições de
percepção desse público. A presente comunicação tem como objetivo apresentar os
primeiros desdobramentos de um estudo cujo objetivo geral é compreender os
processos de construção de significado de alunos com deficiência visual, a partir da
leitura de textos multimodais. A deficiência visual, em geral, não acarreta atrasos no
desenvolvimento cognitivo, portanto, é na interação social que os significados são
construídos para que haja desenvolvimento e aprendizagem. Defende-se nesta
investigação que, quando oferecido um ambiente favorável, de aprendizagem
significativa, estudantes com deficiência visual não se diferenciam de alunos videntes
no aspecto intelectual. A referida investigação, em andamento, enquadra-se na
abordagem qualitativa (DENZIN; LINCOLN, 2006; BORTONI-RICARDO, 2008) e
configura-se como uma pesquisa-ação (THIOLLENT, 2005), voltada para o
aprimoramento das práticas pedagógicas de maneira continuada, sistemática e
empiricamente fundamentada. A fundamentação teórica contempla os seguintes
temas: processos de aprendizagem da pessoa cega ou com baixa visão (VIGOTSKI,
1997); estudos semióticos acerca da leitura e da escrita (SIMÕES, 2009); gêneros
textuais multimodais (VAN LEEUWEN, 2004, DIONÍSIO, 2005); educação
inclusiva (MASINI, 2013; CAIADO, 2014). O contexto da pesquisa é uma
instituição federal, situada na cidade do Rio de Janeiro, voltada para o atendimento
de pessoas com deficiência visual. Os participantes da pesquisa são alunos do Ensino
Fundamental, inscritos nas oficinas de leitura e de produção textual, ofertadas pela
professora-pesquisadora. Espera-se, ao final da pesquisa, contribuir de maneira
efetiva para a ampliação de discussões acerca do processo de ensino-aprendizagem
de língua portuguesa voltado para alunos com deficiência visual, ressaltando a

162
importância de se considerar as necessidades específicas de aprendizagem desses
estudantes, valorizando suas potencialidades e respeitando seus limites.

Palavras-chave: Ensino de língua portuguesa. Multimodalidade. Deficiência visual.


TECNOLOGIA EDUCACIONAL ACENTUAÇÃO FINANCEIRA

Patrick Marques Pantoja

Ludimilla Silva Rodrigues

A Tecnologia Educacional Acentuação Financeira tem como objetivo facilitar o ensino


das acentuações gráficas aos alunos da 5ª e 6ª etapas do ensino EJA (Educação de
Jovens e Adultos), pois, ao fazer uma análise sobre este tema – acentuação gráfica-
nota-se os diversos caminhos os quais o aprendente traça para alcançar a aprendizagem
forte e significativa, a Tecnologia vem trazer esse desafio de uma forma mais dinâmica
e divertida. De acordo com o teórico humanista Malcom Knowles existem cinco
pressupostos, dentre eles um é ressaltado nessa Tecnologia, orientação para aprender, na
qual o aprendente precisa enxergar na disciplina exposta o que essa matéria proporciona
de positivo para ele. Dessa forma, foi adotado temas como Língua Portuguesa,
Matemática e Sociologia afim de ocorrer a interdisciplinaridade dentro da Tecnologia
Educacional exposta, tais disciplinas foram escolhidas por obterem grande influência do
dia-a-dia de grande parte dos alunos, sendo assim, se esperando que o assunto seja
absorvido de forma positiva e com mais rapidez. Ademais, além da interdisciplinaridade
temas como Ética e Educação Financeira foram escolhidos para transversalizar e tornar
a Tecnologia mais próxima a realidade desses aprendentes. Diante disso, pode-se
concluir que a interdisciplinaridade no processo de ensino-aprendizagem é essencial
para a transmissão de conhecimento efetivamente dentro de sala de aula. O aprendente
explora o novo, interage com o outro, estimula sua criatividade e constrói seu saber,
explorando o raciocínio e as habilidades perceptíveis referente a acentuação e novo
acordo ortográfico, como também, dispor dessas Tecnologias para construir uma
proposta metodológica, rica e estimulante que desperte no aluno o prazer de frequentar e
permanecer na escola.

Palavras-Chave: Knowles, Tecnologia Educacional, Educação.

163
DIÁLOGOS DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA COM AS DIRETRIZES
OFICIAIS: O CONCEITO DE COMPETÊNCIA NA BASE NACIONAL
CURRICULAR COMUM (BNCC)

Paula Cobucci

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento proposto pelo Governo


Federal com a participação de professores e da sociedade brasileira, de caráter
normativo, que “define o conjunto de aprendizagens essenciais que os alunos devem
desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica” (BNCC, 2018).
São apresentadas dez competências gerais comuns a todas as etapas da Educação Básica
e competências específicas para cada área do componente curricular. De acordo com a
BNCC, “competência” é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e
procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores,
para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e
do mundo do trabalho. Este trabalho pretende discutir os conceitos de competência
propostos pela Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e verificar se há este diálogo
imprescindível: as políticas públicas enriquecem a formação inicial e continuada de
professores; a formação inicial e continuada de professores enriquece as políticas
públicas, gerando, assim, um círculo virtuoso.Serão analisadas as competências
específicas propostas e será relacionada a forma como tal competência pode contribuir
para um ensino eficaz, que contribui para a formação do indivíduo para
desenvolvimento de pensamento crítico, valores positivos de cidadania e outras
habilidades de capacitação para a vida.

Palavras-chaves: Ensino de Língua Portuguesa; Competência; Base Nacional Curricular


Comum.

164
DIALOGISMO E A PESQUISA EM EDUCAÇÃO

Paula Crepaldi Campião¹

Gabriela Barbosa de Souza1

Eixo: Linguagem, Discurso e Sociedade

Resumo:

A perspectiva dialógica bakhtiniana da linguagem (BAKHTIN, 1979, 1997;


BRAIT, 2009; FIORIN, 2008) tem sido alvo de discussões por diversas áreas do
conhecimento acadêmico. A proposta deste estudo é fazer um mapeamento
bibliográfico (SEVERINO, 2007) de artigos que desenvolvem o conceito de
dialogismo no campo educacional. Foram analisadas as produções acadêmicas
disponíveis na base de dados Scielo.org divulgadas por periódicos brasileiros.
Utilizou-se os descritores “dialogismo” e “educação” que possibilitaram a
identificação de 23 estudos, sendo 3 repetições e 2 estudos publicados em
periódicos internacionais descartados por não se adequar a proposta desta
pesquisa. Procedeu-se a análise de 18 artigos a partir dos critérios: ano de
publicação, autoria e vínculo institucional, objeto de estudo, percurso
metodológico e resultados. Os artigos foram publicados entre 2004 e 2018, sendo
maior a recorrência nos anos de 2012 e 2014 com a publicação de 4 produções em
cada um dos anos. Os pesquisadores estão em sua maioria vinculados a
instituições localizadas nas regiões centro-oeste, nordeste e sudeste, sendo 26 a
universidades e institutos de pesquisas públicos, 1 a faculdade privada e 3 a
secretarias municipais de saúde. Ainda em relação ao vínculo institucional, foram
identificados 4 pesquisadores associados a universidades internacionais,
localizadas na Colômbia, Estados Unidos e Portugal. São temas recorrentes nos
estudos: práticas discursivas, representações de intelectuais na imprensa,
apropriação da linguagem, aproximações do conceito de dialogismo a outras
teorias, formação de professores, práticas docentes e discentes, interações verbais
e não-verbais no campo da saúde e linguagem e memória. As metodologias
adotadas são de abordagem qualitativa e se diferem em tipo de pesquisa: estudo de
caso, bibliográfico, documental, ideográfico, empírico e pesquisa-ação. Em
comum, as pesquisas discutem o dialogismo como elemento mediador de

165
processos educativos, à medida que articula diferentes ferramentas para se pensar
a aprendizagem através da linguagem.

Palavras-chaves: dialogismo; educação; pesquisa

166
1
Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Grupo de pesquisa ALLE/AULA - Grupo de Pesquisa Alfabetização, Leitura e
Escrita/Trabalho Docente na Formação Inicial
MIL ROSAS ROUBADAS: UMA NARRATIVA DA EXTERIORIDADE

Pedro Henrique Alves de Medeiros


Edgar Cézar Nolasco

RESUMO: Este trabalho tem por objetivo (re)ler o romance Mil rosas roubadas (2014)
do intelectual, crítico e escritor brasileiro Silviano Santiago na esteira dos conceitos de
narrativa (BHABHA, 2010) e exterioridade (NOLASCO, 2015) (MIGNOLO, 2003)
sustentados por uma epistemologia crítica biográfica fronteiriça por excelência. O nosso
intuito é refletir acerca da obra supracitada nos valendo de reflexões pertinentes às
subjetividades tanto do romance quanto, sobretudo, da relação deste com a vida do
autor, um sujeito homossexual que pensa, produz e cria a partir desse lugar identitário-
biográfico, dessas sensibilidades biográficas. Nossa proposta se engendra em uma
perspectiva compósita e metafórica oriunda da crítica biográfica (SOUZA, 2002) e,
além disso, em uma visada transferencial (NOLASCO, 2010) entre nós críticos que
pensamos da fronteira-Sul do Brasil e o intelectual homossexual que erige sua literatura
a partir de (MIGNOLO, 2003) um lugar marcado pela exterioridade, isto é, uma
produção artístico-cultural extrínseca aos preceitos modernos, hegemônicos e
padronizados de subjetividade e identidade socialmente cristalizados. Para isso, nos
valeremos de uma metodologia eminentemente bibliográfica assentada em teóricos,
dentre outros, como Edgar Cézar Nolasco, Homi K. Bhabha, Walter Mignolo, Eneida
Maria de Souza, Edward W. Said, Denilson Lopes e Hugo Achugar.
PALAVRAS-CHAVE: Silviano Santiago; Crítica biográfica fronteiriça; Identidade;
Narrativa; Exterioridade.

167
FORMAÇÃO DOCENTE E ORALIDADE: O DESENVOLVIMENTO DE
CAPACIDADES DOCENTES DURANTE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Pilar
Mattos

O presente trabalho é parte de uma dissertação de mestrado, a qual propõe


investigar capacidades docentes (CRISTÓVÃO E STUTZ, 2013) desenvolvidas
no campo da oralidade na formação inicial de Letras, numa turma de Estágio
Supervisionado I da Universidade Federal de Juiz de Fora. Os estudos de formação
docente (GATTI, 2010; GARCIA-REIS E MAGALHÃES, 2017 NÓVOA, 1992;
PIMENTA 1997;1999, dentre outros) têm apresentado que há nos currículos dos
cursos de licenciatura falhas quanto ao número de disciplinas voltadas para o
ensino se comparadas às disciplinas teóricas. No tocante ao ensino de Língua
Portuguesa, a oralidade é um eixo do ensino também desvalorizado perante à
escrita e, como área de pesquisa, não concentra grandes trabalhos
(MAGALHÃES, 2006; 2008; COSTA-MACIEL E FIGUEIRÊDO; 2016, dentre
outros). Uma das razões para essas assertivas é o fato de a escrita ser em nossa
sociedade mais valorizada, sendo a oralidade concebida como natural, não
precisando, portanto, ser ensinada e sistematizada na escola. Escolhemos a mídia
podcast (LENHARO E CRISTÓVÃO, 2016) como centro do trabalho com a
oralidade na referida turma. Logo, esta pesquisa com base na teoria do
Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 1999; 2006; DOLZ,
SCHNEUWLY, 2004; MACHADO, 2009; CRISTÓVÃO E STUTZ, 2011; dentre
outros) e nos estudos de letramento, oralidade e formação docente. Sendo assim,
temos como objetivo neste trabalho específico, elencar algumas capacidades
docentes (CRISTÓVAO E STUTZ, 2013) desenvolvidas e analisadas ao longo
desse processo com professores de Letras em formação inicial da turma de estágio
da UFJF/2018. Por fim, ressaltamos a relevância do trabalho por este se configurar
como uma pesquisa que dialoga com áreas que carecem de pesquisas e por trazer
futuras colaborações sobre o ensino da oralidade aos professores de língua
materna.

Palavras-chave: Capacidades docentes, Formação docente, Oralidade, Podcast


A CRIATIVIDADE NA ESCRITA INSTITUCIONALIZADA:
(IM)POSSIBILIDADES

Priscilla Felipe Borges de Freitas

A criatividade faz parte do discurso diário das escolas. Ela é cobrada dos alunos no
desempenho de suas atividades, principalmente quando se trata de produzir textos.

168
Desta forma, a intenção deste estudo é analisar até que ponto as coerções do espaço
escolar inibiria ou não a manifestação de criatividade na escrita do aluno, bem como se
é possível produzir, ao mesmo tempo, uma escrita institucionalizada e criativa em sala
de aula. O corpus de análise foi obtido por meio da observação de textos escritos no
ambiente escolar. A amostra é composta por redações, baseada no tipo textual
dissertativo, com o tema “Bullying na escola”. Como aporte teórico, utilizamos a teoria
da enunciação, a qual encontra seus pressupostos em Benveniste (2005). Além dele, nos
ancoramos também nas teorias de Riolfi (2015) e Franchi (1988). Para Riolfi (2015), o
sujeito não deve estar sob o julgo do espontaneísmo, principalmente da expectativa dos
professores e da escola. Franchi (1988, p. 7) também se pronuncia da mesma forma, ao
dizer que a criatividade não é “brotação de um campo virgem e não tocado” e
Benveniste (2005) sustenta a criatividade como um mecanismo de re-produção, sendo o
ato do sujeito ser afetado pelo seu próprio escrito. Desta forma, criatividade é
desobediência, é se desprender dos modelos pré-definidos. A criatividade como uma
(im)possibilidade é a questão que colocamos sobre o regime de escrita, a qual
pretendemos discutir.

Palavras-chave: Criatividade. Escrita. Escola.

PERSPECTIVAS DE ENSINO DE GÊNEROS ORAIS NO LIVRO DIDÁTICO DE


LÍNGUA PORTUGUESA

Raquel de Carvalho Souza Costa


Nívea Maria de Oliveira Pedrosa
Valdelice de Sousa Pompeu

Essa pesquisa procura evidenciar como são apresentados os conteúdos referentes à


oralidade e aos gêneros orais presentes nos Livros Didáticos de Língua Portuguesa
destinados ao Ensino Fundamental II que foram aprovados pelo PNLD (2013). Embora
as orientações apontem para um ensino pautado tanto nos gêneros escritos quanto nos
gêneros orais, o que se tem observado é que os gêneros escritos têm recebido maior
atenção e espaços se comparados aos gêneros orais. Com base em pressupostos teóricos
de Marcuschi (2001), Bakhtin (2000 e 2005), Castilho (2000), Ramos (1997), Antunes
(2003) e as recomendações que constam nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN
(1998), são analisadas duas coleções de Livros Didáticos, a fim de perceber como a
temática da oralidade tem sido trabalhada e como é o tratamento dado pelos autores das
obras Português nos Dias de Hoje, Faraco e Moura (2012) e Vontade de Saber
Português de Tavares e Conselvan (2012). Esse trabalho avalia se os livros didáticos
favorecem a proficiência do aluno em situações de interações orais formais, quais as
orientações que os autores sustentam no Manual do Professor, se as atividades são

169
adequadas com as práticas discursivas em modalidade que desenvolvam a oralidade.
Nossa hipótese inicial é que, embora haja uma evolução nos estudos linguísticos sobre a
modalidade oral, os livros didáticos, em sua maioria, ainda não conseguiram tornar
efetivas essas teorias. Avaliando as seções “Produção oral” e “Linguagem oral”
presentes nos referidos LDs, foi possível perceber que, embora haja uma quantidade
maior de atividades que explorem a fala, muitas delas ainda carecem de uma
sistematização dos trabalhos propostos, pois visam destacar apenas a leitura e
interpretação de textos previamente escolhidos pelos autores, ou em função da temática
que abordam, sem se atentarem no domínio do aluno em relação às práticas de uso da
linguagem, em diferentes situações da vida social.

Palavras-chave: Gêneros Orais. Livro Didático. Ensino.


UMA ANÁLISE DISCURSIVA DAS RELAÇÕES IMAGINÁRIAS DOS
CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS E DOS COLETORES DE
RESÍDUOS SÓLIDOS EM COLÍDER – MATO GROSSO

Regina Uemoto Maciel Martins


CristinneLeus Tomé

RESUMO: Na perspectiva de atender à temática de Linguagem, Discurso e Sociedade,


este estudo se propõe a fazer uma análise discursiva materialista histórica acerca da
posição discursiva dos catadores de materiais recicláveis e dos coletores de resíduos
sólidos, no município de Colíder-Mato Grosso. Fundamentado no referencial teórico-
analítico da Análise do Discurso, a análise quer saber sobre os efeitos de sentidos que as
posições ocupadas pelo sujeito-catador e pelo sujeito-coletor significam, considerando o
sentido social, político e ideológico que essas profissões carregam historicamente. A
metodologia utilizada foi de entrevista semiestruturada com cinco catadores de
recicláveis e quatro coletores de resíduos sólidos, além do engenheiro florestal
responsável pela coleta e destinação final do lixo do município. As análises foram
baseadas nos dispositivos teórico-analíticos referentes às noções do discurso, tais como
condições de produção, sujeito e as formações imaginárias que estão vinculadas às
imagens dos sujeitos e da sociedade em relação à profissão deles. Os resultados da
pesquisa permitiram a constatação de que, embora o município de Colíder utilize ações
de sustentabilidade, ainda precisa adotar medidas para o aprimoramento da separação e
redução da produção de lixo. A análise realizada mostrou que o funcionamento
discursivo da posição catador se estabelece de forma positiva, em que esse sujeito se
assume na profissão e marca sua identidade e seu lugar na sociedade. Por outro lado, o
funcionamento discursivo dos coletores se estabelece como uma posição discriminada,
em que esse sujeito prefere ocultar o lugar que ocupa na sociedade. Esta pesquisa faz
parte do Projeto de Pesquisa “Leituras Urbanas e suas materialidades discursivas
socioambientais no Norte do Mato Grosso”, desenvolvido pela Universidade do Estado
de Mato Grosso (UNEMAT) –Campus de Sinop – Mato Grosso.

Palavras-chave: Relações imaginárias; Catadores de materiais recicláveis; Coletores de


resíduos sólidos; Análise do Discurso.

170
UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DE PRODUÇÃO TEXTUAL NO
ENSINO MÉDIO

Luzia Rodrigues da Silva


Renata Herwig de Moraes Souza

A produção de textos na escola é uma atividade essencial para ampliar o contato de os


alunos com o mundo da escrita. Diante disso, torna-se relevante desenvolver na escola
campo pesquisada práticas de ensino centradas no trabalho com gêneros discursivos.
Para tanto, promovemos a aplicação de atos de linguagem cuja visão remete a escrita
como atividade social e interacional. Consideramos como principal objetivo, a partir da
aplicação de uma proposta de ensino de produção textual, investigar e analisar os efeitos
da concepção de linguagem que norteia a prática docente em duas turmas da rede
estadual de ensino da 1ª série do Ensino Médio que funciona em tempo integral,
localizada no sudoeste goiano, bem como o reconhecimento dos recursos linguísticos e
discursivos que sustentam a prática de escrita dos discentes. Embasamos nos estudos de
Bakhtin (1995-2011) sobre a natureza ideológica dos signos linguísticos, os gêneros do
discurso e as noções de texto e nas categorias de análise de Antunes (2010), como foco
nos aspectos globais, adequação vocabular e construção. O estudo recorre também as
postulações de Antunes (2003, 2009), Geraldi (1999), Fiorin (2015), Koch (2012), em
relação ao trabalho com o texto em sala de aula, concepção de linguagem docente, a
construção da argumentação e nas contribuições de Bakhtin (2011) em relação ao
caráter ideológico e social da linguagem. Optamos pela pesquisa de campo de caráter
qualitativo, com foco na pesquisa ação-participante. Verificamos, que a ampliação do
nível de informatividade corrobora para a ampliação da competência discursiva dos
educandos. A pesquisa evidenciou que os aspectos de adequação vocabular são fatores
linguísticos ligados ao nível de progressão do tema e marcas de referenciação,
mostrando que pedagogicamente que as práticas interativas são fatores preponderantes
para ampliar a competência linguística e discursiva dos estudantes.

PALAVRAS–CHAVE: Ensino na Educação Básica. Gêneros discursivos. Produção


textual. Sequência Didática.

O ESTUDO DAS COMPETÊNCIAS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA DOS 13 EIXOS


TECNOLÓGICAS DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Renata Mourão Guimarães

VANESSA CRISTINA DA SILVA

Esta pesquisa objetiva realizar um estudo das competências em línguas estrangeiras


(LE) que deverão ser mobilizadas nos 13 eixos tecnológicos da Educação Profissional
com o fim de auxiliar a atuação dos diversos profissionais em suas áreas de interesse.
Desta forma, realizaremos a investigação, principalmente, a partir dos estudos sobre o

171
Ensino de Línguas para Fins Específicos (ELFE), o qual é um tipo de ensino voltado
para o atendimento das necessidades dos alunos em relação à aprendizagem de línguas
para atuar em determinado contexto (pessoal, profissional, acadêmico etc.) Para mapear
as competências analisaremos as necessidades/demandas do contexto profissional,
discutindo o papel da análise de necessidades proposto por Augusto-Navarro, (2008);
Dudley-Evans e St John,(1998); Hutchinson e Waters,(1987); Ramos,(2005); Robinson,
(1991), destacando a importância de se articular o ensino de LE com as necessidades do
mundo do trabalho. Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, em que os dados
foram coletados no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, de Cursos Superiores e em
anúncios de ofertas de emprego. Como resultado, apresentaremos as competências
comuns de cada eixo tecnológico que deverão ser desenvolvidas para a atuação do
profissional nas interações do contexto em que poderá atuar profissionalmente,
vislumbrando a construção de unidades curriculares flexíveis, diversificadas e
atualizadas em LE, com a possibilidade de adaptações para cada habilitação (área)
profissional e para cursos de diferentes níveis e modalidades de ensino, viabilizando o
aproveitamento da aprendizagem de LE pelos alunos em seu itinerário formativo e
também uma organização curricular e produção de materiais didáticos voltados para o
perfil do profissional polivalente.

DA MORTE À VIDA DO SALVADOR DA PÁTRIA. A ATUAÇÃO DO DISCURSO


PRESIDENCIAL BRASILEIRO PARA SEDUZIR, CONVENCER E TRIUNFAR EM
TEMPOS DE CALAMIDADES SOCIAIS

Rodrigo dos Santos Camilo

Resumo: Este trabalho objetiva analisar os modos pelos quais o discurso oficial do
presidente da República do Brasil, Michel Temer, realizado em comemoração aos dias
de Tiradentes e do Descobrimento do Brasil em 2018, atuou para mobilizar um
construto ideológico de sedução e de persuasão para o convencimento e a manipulação
da opinião pública a respeito de sua atuação como líder em meio a um contexto de
calamidades nas várias instâncias da vida social dos brasileiros(as). Para isso, os
fundamentos teóricos do estudo se dão pela concepção da Análise de Discurso Crítica
(ADC) de Fairclough (1992, 2003); pela abordagem do discurso político conforme
Charaudeau (2015); e pela perspectiva de Ideologia e seus Modos de Operação segundo
Thompson (2009). Os resultados analíticos revelam que a ação ideológica, do discurso
presidencial analisado, atuou para gerar convicção, na população, de que o presidente,

172
no cenário de adversidades, emerge-se como legítimo salvador da pátria, o qual é a
fonte das respostas, das soluções e de todas as melhorias ansiadas pelo povo.

Palavras- Chave: Análise de Discurso Crítica (ADC). Ideologia. Discurso político.

A LINGUÍSTICA APLICADA NA CONTEMPORANEIDADE E SUAS


CONTRIBUIÇÕES PARA OS ESTUDOS DA LINGUAGEM

Romeu Donatti
Sara Cristina Gomes Pereira
RESUMO: Este artigo é requisito avaliativo para a conclusão da disciplina de Teoria
Linguística ofertada pelo programa de pós-graduação strictu sensu da Universidade do
Estado de Mato Grosso – Campus de Sinop (PPGLetras). Propõe apresentar, em linhas
gerais, a Linguística Aplicada e suas contribuições na atualidade e evidenciar seu
objeto, sua metodologia e seus grandes precursores. Procurar-se-á discutir algumas
rupturas e (des) continuidades de uma ciência que, desde 1946, conforme Gimenez
(2007) tem como princípio ampliar seu escopo e produzir diálogo constante com as
Ciências Sociais para compreender as práticas sociais de linguagem e suas
complexidades, em contexto situado. Neste sentido, revisita-se autores como Cavalcanti
(2004), Fabrício (2004), Moita Lopes (1996), Rajagopalan (2004), Rojo (2006),
Pennycook (2001, 2004), para constar alguns, na tentativa de apresentar como a
perspectiva teórica interdisciplinar, multidisciplinar, pluridisciplinar e transdisciplinar
debruça-se na compreensão dos fenômenos de linguagem no/do mundo contemporâneo,
evidenciando dessa maneira os novos olhares da Linguística Aplicada. O percurso
teórico-metodológico adotado é bibliográfico, sem a pretensão de esgotar o vasto
assunto, pois há uma gama de pesquisas e apontamentos disciplinares bem
desenvolvidos, principalmente no Brasil. Assim, optar-se-á, inicialmente por
excursionar pelo lugar científico e passear pelos caminhos que fundaram e sustentam o
empreendimento linguístico, em um contexto social mais amplo no qual a Linguística
Aplicada os (res)signifique.

Palavras-Chave: Linguística Aplicada, Fenômenos de Linguagem, Contexto.

173
A LINGUÍSTICA APLICADA NA CONTEMPORANEIDADE E SUAS
CONTRIBUIÇÕES PARA OS ESTUDOS DA LINGUAGEM

Romeu Donatti
Sara Cristina Gomes Pereira
RESUMO: Este artigo é requisito avaliativo para a conclusão da disciplina de Teoria
Linguística ofertada pelo programa de pós-graduação strictu sensu da Universidade do
Estado de Mato Grosso – Campus de Sinop (PPGLetras). Propõe apresentar, em linhas
gerais, a Linguística Aplicada e suas contribuições na atualidade e evidenciar seu
objeto, sua metodologia e seus grandes precursores. Procurar-se-á discutir algumas
rupturas e (des) continuidades de uma ciência que, desde 1946, conforme Gimenez
(2007) tem como princípio ampliar seu escopo e produzir diálogo constante com as
Ciências Sociais para compreender as práticas sociais de linguagem e suas
complexidades, em contexto situado. Neste sentido, revisita-se autores como Cavalcanti
(2004), Fabrício (2004), Moita Lopes (1996), Rajagopalan (2004), Rojo (2006),
Pennycook (2001, 2004), para constar alguns, na tentativa de apresentar como a
perspectiva teórica interdisciplinar, multidisciplinar, pluridisciplinar e transdisciplinar
debruça-se na compreensão dos fenômenos de linguagem no/do mundo contemporâneo,
evidenciando dessa maneira os novos olhares da Linguística Aplicada. O percurso
teórico-metodológico adotado é bibliográfico, sem a pretensão de esgotar o vasto
assunto, pois há uma gama de pesquisas e apontamentos disciplinares bem
desenvolvidos, principalmente no Brasil. Assim, optar-se-á, inicialmente por
excursionar pelo lugar científico e passear pelos caminhos que fundaram e sustentam o
empreendimento linguístico, em um contexto social mais amplo no qual a Linguística
Aplicada os (res)signifique.

Palavras-Chave: Linguística Aplicada, Fenômenos de Linguagem, Contexto.

DISCURSOS PARLAMENTARES EXTREMISTAS E CRISE NO BRASIL:


ANÁLISE DISCURSIVA CRÍTICA E MULTIMODAL

Rosane Queiroz Galvão

Resumo: No espectro político-ideológico do mundo contemporâneo, nota-se a ascensão


da retórica extremista em todo o mundo, inclusive na América Latina e no Brasil,
notadamente em situações de crise social e política. Em eventos críticos, tornam-se
ainda mais acirrados e polarizados também os discursos parlamentares, que tanto
refletem quanto ajudam a modificar a chamada opinião pública, construída
hodiernamente dentro da nova paisagem semiótica das comunicações digitais
multimodais. O presente trabalho objetiva compreender como o discurso político no
174
Parlamento se molda em momentos de convulsão social, como elege determinados
tópicos e busca legitimar práticas sociais e discursivas de caráter racista, totalitário,
conservador ou fascista, que se recrudescem e vão além daquilo que seria um esperado
revezamento democrático entre tendências esquerdistas e direitistas em busca de poder e
hegemonia. Para tanto, assume abordagem interdisciplinar e empreende análise
discursiva crítica (ADC) e multimodal crítica de discursos orais proferidos por
Deputados e Deputadas nas tribunas do Plenário da Câmara dos Deputados do Brasil e
nas Comissões Temáticas daquela instituição no ano de 2018, ano de eleições
majoritárias no Brasil. Busca esteio teórico-metodológico central na ADC de
Chouliaraki e Fairclough (1999) e Fairclough (2001), e também nos preceitos da Teoria
Semiótica Social da Multimodalidade, proposta por Kress e van Leuween (2001, 2006).
Recorre ainda a autores como Wodak (2015) e, entre outros, a alguns da Escola Latino-
Americana de Estudos do Discurso, como Magalhães (2005), Resende (2017), Resende
e Ramalho (2006, 2011, 2013).
Palavras-chave: Discurso Político, Crise, Parlamento, Análise de Discurso Crítica,
Multimodalidade.

PESQUISAS SOBRE LETRAMENTO LITERÁRIO E SEUS IMPACTOS NA


FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Rosemar Eurico Coenga

Nos últimos anos as pesquisas sobre letramento literário vêm crescendo de forma
expressiva, o que pode ser comprovado pela ampliação de sua produção, seja em
números de trabalhos publicados, seja pela consulta ao banco de dados da Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações (BDTD). Acompanhando esse expressivo crescimento,
vêm sendo intensificadas, também, as preocupações com investigações e reflexões sobre
o ensino de literaturas/leitura literária na formação continuada do professor da educação
básica, a identidade dessa área, sua história e evolução, os fundamentos teórico-
metodológicos, características e tendências. O presente trabalho tem por objetivo
analisar as pesquisas sobre letramento literário, em produções de mestrado e doutorado,
vinculadas aos programas de pós-graduação e seus impactos na formação de
professores. Assim, nos interessa identificar: o que esses trabalhos apresentam em
comum? Qual a natureza de suas perspectivas de análise? Que contribuições têm trazido
à formação e prática pedagógica do professor? Para a realização deste estudo, optou-se
pela metodologia da pesquisa bibliográfica do tipo “Estado da Arte”, com abordagem
qualitativa. Metodologicamente realizou-se um levantamento das teses e dissertações a
partir do descritor: letramento literário. O mapeamento identificou 90 resumos assim

175
distribuídos: 11 teses e 79 dissertações, filiadas a 42 instituições de ensino superior do
país. Como principais referenciais teóricos, foram adotados principalmente os estudos
de: Soares (2003); Rildo Cosson (2006,2014); Graça Paulino e Rildo Cosson (2009),
dentre outros. Os resultados dessa pesquisa apontam a existência de diferentes olhares
nos estudos analisados a partir das teses e dissertações de mestrado entre 2006 e 2017, a
necessidade de quais investigações sejam aprofundadas a fim de (re) pensar o ensino de
literaturas/leitura literária nas salas de aula da Educação Básica.

CIELIN – 2018 Instituição: UNB- Programa de


Pós-Graduação em Linguística (PPGL) Eixo temático: Ensino-
Aprendizagem de Língua(s)

Comunicadora: Rosyanne Louise Autran Lourenço (autran-


lourenco@uol.com.br)

Título da Comunicação: A competência leitora em espanhol como


língua estrangeira pelas lentes da
complexidade

RESUMO DA COMUNICAÇÃO

Este trabalho consiste em um recorte de pesquisa de mestrado que visa a


apresentar os resultados da análise, à luz da teoria da complexidade, da
conformação e do padrão de comportamento da competência leitora, no decurso da
leitura de texto impresso em língua espanhola. A justificativa do tema reside, entre
outros fatores, na falta de convergência entre conceituações concernentes ao
construto dessa competência encontrada na revisão bibliográfica. O quadro
teórico-metodológico contempla a teoria da complexidade (DE BOT; LOWIE;

176
VERSPOOR, 2007; LARSEN-FREEMAN, 1997; LARSEN-FREEMAN;
CAMERON, 2008; LEFFA, 2009; PAIVA, 2005), os modelos de leitura, incluídas
as propostas sob a ótica da teoria da complexidade (COSCARELLI, 2003;
COSCARELLI; NOVAIS, 2010; FRANCO, 2011; KLEIMAN, 2004, 2011;
LEFFA, 1999; MEURER, 2008; ZAINAL, 2003), a conceituação e a
caracterização da competência comunicativa (ALMEIDA FILHO, [1993] 2013,
2015; BACHMAN, 1990; CANALE, 1983; CANALE; SWAIN, 1980;
CANTERO, 2008; CELCE-MURCIA, 2007; CELCE-MURCIA; DÖRNYEI;
THURRELL, 1995; SOUTO FRANCO; ALMEIDA FILHO, 2009), e a natureza
qualitativa, naturalista e de de cunho etnográfico (CHIZOTTI, 2006; LAVILLE;
DIONNE, 1999; MOITA LOPES, 1994; PATTON, 2002) da investigação. A
coleta de registros (BAZARIM, 2008) realizou-se por meio de quatro
instrumentos: observação participante (DEWALT; DEWALT, 1998, 2011;
ERICKSON, 1991; KAWULICH, 2005); notas de campo (BOGDAN; BIKLEN,
1998; DENZIN; LINCOLN, 2006; McKERNAN, 1999); entrevistas
semiestruturadas (COHEN; MANION; MORRISON, 2005; ROSA; ARNOLDI,
2006) e protocolos verbais (AFFLERBACH; JOHNSTON, 1984; COHEN, 1987,
2013; ERICSSON; SIMON, 1980,

177
1987; KASPER, 1998). Para a análise dos dados utilizou-se o método da
cristalização (ELLINGSON, 2008; RICHARDSON; ST. PIERRE, 2005). Os
resultados apontam evidências da fractalidade da competência leitora em relação à
competência comunicativa; peculiaridades nas interações entre os seus
subsistemas constitutivos, sugerindo distintos padrões de comportamento,
implicando a imprevisibilidade no comportamento da competência leitora.

Palavras-chave: Teoria da complexidade. Competência leitora. Espanhol língua


estrangeira.

O ENSINO DE ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS PARA ALUNOS COM


BAIXO DESEMPENHO LEITOR

Rute Rodrigues da Silva

O presente texto apresenta uma proposta de projeto interventivo educacional,


agindo em consonância com o Programa de Mestrado Profissional em Letras
(Profletras). O trabalho intitulado: O ensino de estratégias metacognitivas para
alunos com baixo desempenho leitor, surge do retrato atual da leitura no cenário
nacional, as pesquisas sobre o universo da leitura revelam o quão deficitária têm
sido as práticas leitoras dos alunos da Educação Básica, pois mesmo com um
aumento significativo na escolarização dos brasileiros, percebe-se que o aumento
nos anos de estudo não tem garantido o domínio pleno de habilidades em leitura.
Esta realidade nacional, vem sendo reflexo em salas de aula de uma escola da
Rede Pública do Norte de Minas Gerais. Repensar o ensino da leitura e as
metodologias que as conferem, faz-se necessário para reverter esse quadro
alarmante. Para isso, recorreremos ao campo da metacognição para ensinar alunos
do 9º ano do Ensino Fundamental estratégias metacognitivas capazes de favorecer
o desenvolvimento da competência leitora desses sujeitos, já que muitos desses
alunos apresentam baixo desempenho leitor. O estudo será pautado nos
pressupostos teóricos dos autores: Jou & Sperb (2017), Leffa (1996), Ribeiro
(2017), Solé (1998) dentre outros. Trata-se de uma pesquisa-ação de perspectiva
fenomenológica e de cunho quanti-qualitativo que, encontra-se em fase
178
diagnóstica. Para esta fase, a coleta de dados, recorreu à três tipos de testes de
leitura, testes estes que também serão utilizados no fim da pesquisa. Constatou- se,
portanto, um número considerável de alunos com baixo desempenho leitor,
revelando um assim, a importância de um projeto interventivo.

PALAVRAS-CHAVE: Leitura; metacognição; estratégias de ensino.

.
UMA ANÁLISE DOS RESULTADOS DO PROTOCOLO MAIS PAIC EM LEITURA
NO 2ª ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I NO CEARÁ

Sammya Santos Araújo

Este trabalho surgiu do estudo dos dados gerados pelo último Relatório Geral de
Resultados do Estado do Ceará – Protocolo MAIS PAIC 2° ano ao 5° ano, 7° e 9° ano
Leitura. O referido relatório pretende dar maior visibilidade aos resultados da Prova
MAIS PAIC, ano 2017, referentes aos municípios que aplicaram a prova em Língua
Portuguesa, buscando traçar um diagnóstico de como encontra-se leitura dos alunos
nessas séries. Nos detivemos a estudar apenas os resultados do 2° ano do ensino
fundamental I por ser o contexto da nossa dissertação de mestrado. Primeiramente,
traçamos um pequeno histórico de como surgiu o PAIC e o MAIS PAIC, mostrando que
as avaliações em leitura estão sempre presentes ao longo dos mencionados programas.
Durante o artigo, buscamos mostrar as causas do possível declínio dos índices de leitura
que foram apresentados pelo protocolo 2017 com base na visão metodológica de autores
que estudam a leitura como Franco (2011) que a concebe como uma atividade complexa
e dinâmica, apoiados também por Beaugrande (1997) de que texto é um evento
comunicativo que envolve múltiplos sistemas. Também fizemos referências de outros
estudiosos que tratam da temática leitura, como Kleiman (2013) que para o processo de
desenvolvimento de estratégias de leitura eficientes das crianças, o professor precisa
definir tarefas cada vez mais complexas, porém passíveis de resolução desde que as
crianças tenham orientação de um adulto ou de uma colega mais proficiente. Por fim,
acreditamos que a leitura deve assumir uma importância permanente no processo
educativo que extrapola as avaliações e que seja condizente com o modo como
interagimos com os textos que permeiam nossas práticas diárias.

179
PALAVRAS-CHAVE: leitura; avaliação; ensino; texto.

DISCURSO E TRABALHISMO NA ATUALIDADE BRASILEIRA

Sara Gemima Colares Garcia

Localizada na grande área da Linguística Aplicada, a análise proposta se debruça sobre


a relação existente entre discursos aparentemente desconexos, mas que, na
contemporaneidade brasileira, convergem para a formação de um sentido que influencia
– e se sedimenta no – o senso comum de uma geração, direcionando sua vontade
política. Inicialmente propomos uma discussão acerca da relevância que o discurso
possui no contexto de globalização da modernidade tardia; para isso, recorremos às
noções de consenso social, senso comum e hegemonia operada pela sociedade civil
desenvolvidas por Gramsci (OLIVEIRA, 2013), assim como à Teoria Social do
Discurso, elaborada por Norman Fairclough (2001). Neste aporte teórico, encontramos
base para sustentar uma discussão acerca de como a ideologia disseminada
discursivamente pela mídia é fundamental para a manutenção das relações de produção
capitalistas, isto é, sustentadas em relações assimétricas de poder. Nesse sentido,
buscamos relacionar o crescente interesse em empreendedorismo, assim como a
valorização de relações de trabalho que não constituem vínculo empregatício, à criação
e à consolidação de formações discursivas que constroem a ideia de que o emprego
formal é uma instituição obsoleta. No Brasil, essa visão de trabalho encontra cada vez
mais espaço e incentivo entre jovens, sobretudo aqueles oriundos da classe média e
média-alta. Dessa forma, o objetivo é examinar duas reportagens sobre novas
perspectivas de trabalho: a primeira, publicada na Revista Exame, pertencente ao Grupo
Abril, fala sobre casos de profissionais que mudaram radicalmente de carreira; a
segunda, publicada na Revista Valor Econômico, pertencente ao Grupo Globo de
Comunicação, fala sobre a nova profissão de Nômades Digitais, pessoas que trabalham
remotamente e, ao mesmo tempo, viajam pelo mundo. Como amparo metodológico,
partiremos do enquadre de Análise do Discurso Crítica desenvolvido por Chouliaraki e
Fairclough (1999). Dentre os resultados preliminarmente encontrados, podemos
apontar: a homogeneidade de perfis profissionais; a substituição recorrente de termos
como “colaborador” e “profissional” para os termos “empregado” e “trabalhador”, bem
como a associação da possibilidade de trabalhar com “flexibilidade” aos conceitos de
realização profissional e pessoal, sucesso e felicidade. Diante do exposto, sustentamos
que, no contexto da pós-modernidade, determinados discursos acerca do trabalhismo e
de valorização de atividades autônomas e profissões pós-modernas, como coach,
influenciadores digitais, blogueiros, dentre outras, surgidas com a popularização da
internet, apesar de aparentemente não dialogarem, contribuem para a formação de um
senso comum que modula a opinião pública, que passa a ver o emprego formal como
ultrapassado, o que leva à aceitação apática da população de determinadas ações
políticas impopulares, tais como as medidas que diminuem direitos trabalhistas
propostas pelo atual governo brasileiro, tais como a reforma na legislação trabalhista, a
qual, sob a aparência de modernização, provocou uma imensa precarização de direitos
dos trabalhadores.

180
Palavras-chave: Senso comum e Hegemonia, Análise Crítica do Discurso, Trabalhismo.

UM OLHAR SOBRE A CONCEPÇÃO DE LÍNGUA(GEM) NOS DOCUMENTOS


DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL

Sueder Santos de Souza

As perspectivas interacionista e dialógica da linguagem regem os pressupostos teóricos


de ensino, na tentativa de modificar o trabalho com a língua, abrindo, assim, espaço
para o uso de práticas contextualizadas de linguagem articuladas à realidade do sujeito.
Assim, questões como o conceito de língua(gem), devem ser analisadas, pois, a
língua(gem) deveria ser vista como funcionamento atrelado à interação social.
Conforme a proposta de Geraldi (1984), de acordo com as bases teórico-metodológicas
pautadas em uma perspectiva interacionista, sabe-se que não pode tratar a língua(gem)
como um fenômeno homogêneo e imutável, uma vez que a língua é viva. Uma visão
tradicional do ensino de gramática, por exemplo, moldou uma metodologia rígida e
como sabemos hoje, um tanto retrograda. Nesse sentido, à escola, e até mesmo à
Universidade, compete a tarefa de contribuir para o desenvolvimento das habilidades
textuais orais e escritas dos alunos. Esse processo, segundo alguns dos documentos
norteadores de ensino (tais como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), as
Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN+), as Orientações Curriculares Nacionais (ONC), a Base Nacional Curricular
Comum (BNCC) etc.), deve ser inter-relacionado com o conceito de língua(gem)
subjacente ao processo de ensino-aprendizagem no contexto de sala de aula de Língua
Materna, podendo possibilitar reflexões que proporcionem a ampliação textual-
discursiva dos sujeitos. Entende-se, assim, que as atividades de ensino-aprendizagem no
tocante à questões que envolvem pressupostos de língua(gem), não abarcam apenas
aspectos semânticos e formais, mas sim englobam as relações complexas de
textualidade, enquanto competência inerente ao sujeito em suas relações sociais. Dentro
de tais pressupostos busca-se, neste trabalho, articular algumas noções de língua(gem)

181
presentes nos documentos norteadores de ensino, tais como os mencionados
anteriormente.
Palavras-Chave: Língua Materna. Língua(gem). Práticas Sociais.
A COMPREENSÃO LEITORA NA PERSPECTIVA MULTIMODAL: UM
APLICATIVO DE ENSINO DE PORTUGUÊS PARA MÉDICOS CUBANOS
RESIDENTES NO BRASIL PELO PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Suiane Bezerra da Silva

Este trabalho está vinculado a um grupo maior intitulado Análise e Produção de


materiais Didáticos Multimodais em Português como Língua Adicional e é fruto de
experiência vivida no âmbito de ensino/aprendizagem de língua: dar aulas de português
para médicos cubanos pelo programa Mais Médicos. O Módulo de Acolhimento foi
ministrado por mim, em Cuba, de 2016 a 2018. Com carga horária de 80h, tem como
objetivo preparar o médico cubano para interagir em Português com seu paciente.
Dentre outras coisas, o curso trabalha com diferentes gêneros textuais que serão
utilizados no cotidiano médico, como receitas e atestados médicos, certidão de óbito.
Contudo, os desafios que se impõem são: num curso com tal carga horária não é
possível aprender uma língua para utilizá-la numa situação interacional; o ambiente de
aprendizagem não é de imersão, o que dificulta o input extraclasse; ainda, não há
continuidade de estudos de Português depois que o médico cubano chega ao Brasil, o
que acarreta fossilização das estruturas do espanhol. Nessa perspectiva, o aplicativo de
ensino de Português tem como objetivos: a) permitir o aprendizado continuado do
médico cubano no Brasil; b) otimizar o tempo e encurtar as distâncias físicas do
aprendiz; c) superar a fossilização da língua espanhola; e d) desenvolver estratégias de
leitura para a melhor compreensão de textos em português. Dessa forma,
comoresultados, espera-se: a) o aperfeiçoamento da relação médico/paciente para que a
população brasileira se beneficie em plenitude com o programa e não encontre na língua
um empecilho; b) desenvolvimento de estratégias de leitura para permitir que o médico
cubano se torne um leitor competente do Português. O arcabouço teórico do trabalho é
suportado por estudos na área da Teoria Semiótica Social/Multimodalidade (van
Leeuwen e Kress e outros) e nos estudos dos gêneros textuais (Marcuschi e outros).

Palavras-chave: Aplicativo; ensino de língua; leitura; médicos cubanos.

AQUISIÇÃO DE SEGUNDA LÍNGUA: UM ESTUDO DE CASO

Suzana Fabrim Aguiar


Alessandra Correa da Silva Ferreira

182
RESUMO: O presente trabalho se propõe a apresentar o processo de aquisição de
segunda língua de um sujeito em experiência de intercâmbio. O estudo é gerado
inicialmente sob a perspectiva das principais teorias, hipóteses ou modelo de aquisição
de segunda língua explanadas na obra “Aquisição de Segunda Língua”, de Vera Lucia
Menezes de Oliveira e Paiva, 2014. Foi realizado um estudo de caso etnográfico, cujo
instrumento de coleta de dados foi entrevista aberta com um Engenheiro Agrônomo que
fez estágio nos Estados Unidos no período de 2014-2015, e então, realizada a análise
interpretativa dos dados. O estudo da obra em questão possibilitou o conhecimento de
vinte e quatro teorias que embasam e fundamentam a Aquisição de Segunda Língua -
ASL e exploram a amplitude desse universo de pesquisa, no entanto, as teorias e
hipóteses de ASL que fundamentaram a situação de análise supracitada, foi,
fundamentalmente, hipótese do modelo monitor e hipótese do input, proposta por
Krashen e a Teoria Modelo da Aculturação, efetivado por Schumann. Por meio da
análise foi possível identificar que o processo de aquisição de segunda língua, segundo
as teorias mencionadas, estão presentes na trajetória de experiência do sujeito
pesquisado, ainda, usar o idioma para encontrar seu espaço na sociedade foi,
sumariamente, o que garantiu o bom aprendizado e aquisição de uma segunda língua.

Palavras-chave: Aquisição de segunda língua, língua inglesa, estudo de caso.

A REPRESENTAÇÃO DE CULTURA NOS GÊNEROS DO PROGRAMA


INGLÊS SEM FRONTEIRAS

Talita Duarte
Amanda Pretto

Nas últimas décadas, o desenvolvimento da ciência tem sido associado ao


conhecimento de língua inglesa. O conhecimento de inglês facilita a mobilidade
internacional e com isso, conforme aponta Graddol (2006, p. 74), conecta as
instituições ao mercado acadêmico internacional, passando a ser um indicador de
excelência institucional, pois atrair pesquisadores estrangeiros e receber alunos
internacionais enriquece o prestígio, o orçamento e o “clima intelectual” de uma
universidade. No Brasil, o programa Ciência sem Fronteiras (2011) representa um
incentivo que rapidamente revelou um diagnóstico da comunidade acadêmica
brasileira: a baixa proficiência em inglês. Na tentativa de melhorar essa
proficiência, foi criado o Inglês sem Fronteiras (IsF) (2012), um programa
nacional e gratuito do Ministério da Educação destinado para a toda a comunidade
acadêmica das instituições públicas de ensino superior. Para promover a

183
aprendizagem de inglês, o IsF oferece ações em três formas: 1) oferta de curso
online,

2) aplicação de teste de proficiência e 3) oferta de cursos presenciais. Neste


trabalho, será realizada uma Análise Crítica de Gênero (MEURER, 2002; 2004;
2006; MOTTA-ROTH, 2005; 2008) na terceira ação do programa, os cursos
presenciais. O objetivo desta análise é identificar a representação de cultura de
acordo com Motta-Roth (2006a, baseada em HOLLIDAY, 1999) presente nos
gêneros parte do programa IsF buscando a melhoraria das ofertas de cursos e
preparação de material didático. O gênero selecionado para esta análise foram as
ementas de cursos, pois definem diferentes aspectos que o professor deve
considerar na preparação de material para as aulas. Foram selecionados dois
conjuntos de ementas, o primeiro composto por ementas que traziam a palavra
cultura no título do curso, e o segundo com ementas de curso que trabalham com
produção oral ou escrita. Essa seleção resultou em 12 ementas, seis em cada
conjunto. Os resultados desta pesquisa apontam para uma visão contemporânea de
cultura, que está relacionada ao conceito de gênero, porém ainda nota-se a ideia de
cultura como nacionalidade e estereótipos.

Palavras-chave: Inglês sem Fronteiras, Gênero, Ementas de cursos

LEITURA CRÍTICA A PARTIR DO ESTUDO DOS GÊNEROS TEXTUAIS


ANÚNCIO PUBLICITÁRIO E TIRINHA JORNALÍSTICA

Telma Eliane Medeiros de Souza

RESUMO: Esta pesquisa integra o Programa de Mestrado Profissional em Letras – Prof


Letras da Universidade Estadual de Montes Claros - MG e se constituiu a partir da
constatação, observada nas avaliações sistêmicas, de que o ensino de leitura,
principalmente, de leitura crítica, nas instituições públicas de ensino, apresenta uma
fragilidade considerável. Face a esse contexto e baseando-se em experiência como
docente de Língua Portuguesa, objetiva-se, com este trabalho, analisar as dificuldades
apresentadas pelos alunos do Ensino Fundamental II de uma Escola Pública do Norte de
Minas Gerais para o desenvolvimento da competência leitora crítica de textos
jornalísticos e publicitários, propondo atividades de leitura que intensifiquem o
posicionamento crítico dos sujeitos, envolvidos na pesquisa, para que se tornem leitores
críticos proficientes. Para tanto, escolheu-se a pesquisa quanti-qualitativa por ser um
método de investigação científica que se foca no caráter subjetivo do objeto analisado,
ideal para direcionar na tomada de decisões coerentes e possíveis sobre a questão-
problema proposta nesta pesquisa. Elegeu-se a pesquisa-ação como estratégia deste
trabalho, já que oferece aos pesquisadores meios para que se tornem competentes a
responder, com eficiência, aos problemas que vivenciam no sistema escolar A coleta de
dados foi organizada em três momentos: a) na fase diagnóstica inicial; b) na
intervenção, através de um Projeto Educacional de Intervenção; c) na avaliação final.
Como aporte, tomou-se a Linguística Textual, sobretudo a partir de Koch (2008; 2016)

184
e Marcuschi (2008); a Análise de Discurso Crítica de Fairclough (2001; 2016);
contribuições de Bakthin (2016) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997; 1998).
Este estudo encontra-se na fase diagnóstica e os dados já coletados apontam que quase
cem por cento dos sujeitos investigados não apresentam habilidade crítica leitora.

Palavras-Chave: Leitura Crítica; Ensino; Intervenção Educacional

Entendendo o Ensino de Inglês para Crianças: uma aproximação por meio da análise de
necessidades

Taís Ap.de Souza

Thaís Blasio Martins

Tendo em vista que o professor de inglês deve tomar consciência do mundo em


que se situa e atuar no meio sócio histórico em que está inserido é fundamental que
tome consciência das necessidades dos alunos para que possa organizar os conteúdos a
serem ensinados de maneira pertinente, atendendo as demandas não só da escola, mas
também da sociedade. Diante disto, acredita-se que o professor de línguas deve
proporcionar aos alunos discursos relevantes a seu ambiente, por meio do conhecimento
sobre suas formas de aprendizagem dos alunos e de suas necessidades e desejos.
Posto isto, este trabalho teve o intuito de traçar uma aproximação inicial dos
desejos e necessidades expressos por alunos do ciclo alfabetizador. Visou-se observar
quais são as impressões dos alunos sobre os procedimentos metodológicos adotados
pelas duas pesquisadoras responsáveis por este trabalho. Aplicou-se um questionário de
análise de necessidades adaptado aos alunos de duas turmas de terceiro ano de duas
escolas da cidade de são, sendo elas a EMEF Lajeado e a EMEF Jd. Esmeralda.
Constatou-se a oralidade é de central importância para os alunos e que os professores
desempenham nesta fase papel central, pois aquilo que os alunos mais solicitam
coincide com o mais ofertado pelas docentes em questão.

Palavras Chave: Ensino- aprendizagem de inglês pra crianças; Análise de


necessidades.

185
UM SHTETL OU A VIDA NA COLÔNIA: VEROSSIMILHANÇAS EM O
CENTAURO NO JARDIM, DE MOACYR SCLIAR

Thaís Rios de Aguiar

Este trabalho tem como objetivo elucidar as verossimilhanças da diáspora judaica na


narrativa de O centauro no Jardim, do escritor gaúcho Moacyr Scliar. Publicada em
1980, a narrativa é centrada no personagem centauro, Guedali Tartakovsky, nascido em
uma família de imigrantes judeus russos e que vive uma odisseia para desvendar os
mistérios de sua identidade dual. Para a pesquisa, utilizamos teorias sobre a diáspora, a
tradição judaica e conceitos de narrativa pós-moderna. Buscou-se também analisar a
escrita de Scliar como porta voz de uma tradição literária sul-rio-grandense: a literatura
pela memória e a palavra de quem migra. A vida de Guedali Tartakovsky e de sua
família consubstancia-se, por vezes, entre cenas verossimilhantes à vida de imigrantes
judeus no Rio Grande do Sul. Moacyr Scliar, entusiasmado por essa tradição, incorpora
elementos sobre a questão judaica à tessitura de seu romance. Contudo, é possível
estabelecer que O centauro no Jardim represente os infortúnios daqueles que vivem a
diáspora: o personagem centauro sofre penúrias e rechaços tal quais seus ancestrais
sofrem desde a destruição do Segundo Templo. A família Tartakovsky abandonou seus
shtetl – aldeiazinhas judaicas na Rússia – em busca de paz e trabalho, fugiram das
misérias que eram impostas pelo império czarista para viver prosperidades na América
do Sul.

PALAVRAS-CHAVE: Verossimilhanças; Diáspora; Judaísmo.

A ARGUMENTAÇÃO E A ANÁLISE LINGUÍSTICA NAS AULAS DE INGLÊS


COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: UM ESTUDO DE CASO DE UMA ATIVIDADE
PARA APRENDIZES INICIANTES DE INGLÊS

Thiago Magno de Carvalho Costa


José Wellisten Abreu de Souza
Erivaldo Pereira do Nascimento

Resumo: Apesar da existência de teorias sobre o texto e o discurso que dão suporte ao
professor no ensino da compreensão do sentido produzido pelo uso da língua, parece
ainda haver muito pouca aplicação de estudos acerca das estratégias de argumentação
no texto em língua estrangeira na sala de aula e, principalmente, nos livros didáticos
atualmente disponíveis. Este trabalho partiu de algumas inquietações provenientes das
discussões acerca de materiais didáticos realizadas nas reuniões do Grupo de Pesquisa
Semântica, Léxico e Cognição, nas quais percebemos a certa ausência de um estudo
sobre os aspectos linguísticos mobilizados na construção da trama argumentativa dos
gêneros discursivos em livros didáticos (LD) de língua inglesa. O nosso objetivo é
apresentar uma reflexão, a título de colaboração com os autores de LD, sobre a
possibilidade de se trabalhar, nos exercícios com os gêneros textuais, as duas
concepções de argumentação: a retórica e a linguística. Com o presente trabalho
esperamos contribuir com os estudos da Semântica Argumentativa através da análise da
relevância dos elementos linguísticos na leitura de textos em língua inglesa, além de
contribuir com o ensino de língua estrangeira, de uma forma geral. Para tal, vimos a
necessidade de trabalhar com alguns aspectos da Teoria da Argumentação na Língua

186
(DUCROT, 1987; 1988), tendo em vista ser uma teoria, em linhas gerais, que parte da
premissa de que a argumentação está marcada na própria língua. Com isso,
investigaremos a concepção (retórica e/ou linguística) que embasa uma atividade para
aprendizes iniciantes de inglês, explicando a importância da apresentação de aspectos
linguísticos com base na teoria que fundamenta o trabalho. Não há intenção de rechaçar
nenhuma das concepções presentes na atividade do LD, mas perceber quais os aspectos
são relevantes para o incremento da capacidade argumentativa dos estudantes. Esta
reflexão está teoricamente embasada, além de Ducrot e Perelman (1999), na perspectiva
da Análise Linguística (GERALDI, 1984) e nas pesquisas de Nascimento (2012) entre
outros.

Palavras-chave: ensino de inglês; argumentação na língua; gêneros textuais.

UMA PROPOSTA DE ENSINO DE LITERATURA DISCURSIVO SOB A ÓTICA


DA LINGUÍSTICA APLICADA INDISCIPLINAR

Thyago Madeira

Este estudo teve como objetivo principal a construção de uma episteme discursiva para
o ensino de literatura, a partir da discursividade estética da antologia de contos Espinhos
e Alfinetes de João Anzanello Carrascoza. Para tanto, defendemos um ensino discursivo
e transgressivo da literatura, por meio da concepção da obra literária como um
acontecimento discursivo e não como um mero objeto de descrição e fruição estética.
Nossa proposta para o ensino de literatura se ancora na Linguística Aplicada crítica,
transgressiva e indisciplinar organizada por Moita Lopes (2006; 2013), em diálogo com
a AD de Pêcheux (1997; 2006; 2010) e a filosofia dialógica de Bakhtin (2006; 2011;
2012; 2017). Tais teorias afiançaram a construção de um olhar-outro para o ensino de
literatura na escola pública e, por conta disso, representam mais do que o arcabouço
teórico, mas o alicerce de nossa episteme discursiva para esse ensino. De modo a
demonstrar o funcionamento dessa episteme, analisamos os contos de Carrascoza no
batimento entre a manifestação artística e as discursividades que se configuraram no
interior do acontecimento da obra, da qual emergiram regularidades enunciativas
relacionadas aos processos de memória discursiva que dialogam nos episódios de morte
dos contos. Para o desenvolvimento dessas análises, todas as narrativas foram
esquadrinhadas por meio de dispositivos metodológicos de análise discursiva (matrizes,
axiomas e N-essência), os quais permitiram o mapeamento das regularidades da obra, a
construção de enunciados-operadores que delinearam discursividades constitutivas da
conjuntura discursiva, bem como a associação de conceitos que emergiram em
combinações entre elementos constituintes, constituídos e constitutivos do
acontecimento. Tais dispositivos de análise discursiva não foram somente o alicerce
metodológico para a análise discursiva dos contos de Carrascoza, mas também
representam as engrenagens de funcionamento de uma episteme discursiva, ética,
responsiva e viável para o ensino de literatura.

Palavras-chave: Ensino de literatura. Linguística Aplicada. João Anzanello Carrascoza.

187
A AMPLIAÇÃO DO PROJETO MULHERES INSPIRADORAS COMO AÇÃO
COLETIVA DE RESISTÊNCIA: UMA ANÁLISE DISCURSIVA CRÍTIVA DO
GÊNERO EXPOSIÇÃO ORAL

Valéria Gomes Borges Vieira

Este estudo apresenta uma análise discursiva crítica do gênero exposição oral, a partir
dos postulados da Análise de Discurso Crítica (CHOULIARAKI e FAIRCLOUGH,
1999; FAIRCLOUGH, 2001; 2003), que considera que textos, como elementos de
eventos sociais, têm poderes causais e podem promover mudança. O corpus de
investigação consiste na exposição oral proferida pela autora do Projeto Mulheres
Inspiradoras na aula inaugural do Curso “Projeto Mulheres Inspiradoras: educação para
a transformação social”. Em 2017, esse projeto foi ampliado para mais 15 escolas da
rede pública de ensino do Distrito Federal, após ser criado e executado no Centro de
Ensino Fundamental 12 de Ceilândia, em 2014, e trilhar uma trajetória de
reconhecimento e de premiações em âmbito nacional e internacional. Como etapa
formativa dessa ampliação, o curso foi realizado de maio a dezembro de 2017, no
Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação – EAPE, e teve como
público-alvo professoras/es de diferentes componentes curriculares, em atuação nos
anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. As categorias estrutura genérica,
intertextualidade e representação de atores sociais orientaram as análises linguísticas e
interdiscursivas. Os resultados apontam para a construção de representações do
momento de ampliação do Projeto Mulheres Inspiradoras como “ação coletiva de
resistência” no âmbito da educação pública do Distrito Federal e de identificações
das/dos cursistas como “intelectuais transformadores”, “agentes de letramento” e
“parceiros” na construção de um “novo paradigma educacional”.

Palavras-chave: Análise de Discurso Crítica. Representação. Agência.

DAS ESCOLHAS QUE FAZEMOS: perspectivas críticas de formação docente e


educação linguística traduzidas na práxis do estágio de língua inglesa

Valéria Rosa Silva

resumo: partindo de teorizações da linguística aplicada crítica, o presente trabalho


apresenta reflexões sobre a convergência de questões que envolvem a formação
universitária do/a professor/a de línguas durante a realização do estágio e o ensino-
aprendizagem de língua inglesa na escola pública de educação básica. o interesse por
esse tema está relacionado à minha atuação como professora de estágio de língua
inglesa há mais de dez anos em um curso de letras: português e inglês em uma
universidade pública do estado de goiás. nos últimos três anos, como professora dessa
disciplina, tenho tentado desenvolver um trabalho inspirado em perspectivas críticas de
formação docente e de educação linguística. assim, esta pesquisa tem por objetivo
compreender de que maneira essas perspectivas críticas se materializam nas aulas que
os/as professores/as-licenciandos/as desenvolvem nas escolas de educação básica,

188
parceiras da universidade durante a realização do estágio de língua inglesa. o estudo faz
parte do projeto de pesquisa letramento crítico e ensino de língua inglesa na escola
pública: possíveis (des)(re)construções da prática pedagógica, cujo objetivo é
problematizar o ensino de língua inglesa nas escolas públicas de educação básica, a
partir das teorizações dos letramentos críticos. devido ao seu caráter híbrido de
investigação e formação ocorrendo simultaneamente, este trabalho configura-se como
uma pesquisa-formação (silvestre, 2017) de natureza qualitativa (denzin; lincoln,
2013). os resultados sugerem que um trabalho pautado em perspectivas críticas pode
possibilitar novos papéis para o componente curricular língua inglesa na escola pública
de educação básica.
palavras-chave: educação docente. estágio de língua inglesa. perspectivas críticas.

DAS ESCOLHAS QUE FAZEMOS: perspectivas críticas de formação docente e


educação linguística traduzidas na práxis do estágio de língua inglesa

Valéria ROSA-SILVA (UEG, câmpus


Inhumas e UFG)

Resumo: Partindo de teorizações da Linguística Aplicada Crítica, o presente trabalho


apresenta reflexões sobre a convergência de questões que envolvem a formação
universitária do/a professor/a de línguas durante a realização do estágio e o ensino-
aprendizagem de língua inglesa na escola pública de educação básica. O interesse por
esse tema está relacionado à minha atuação como professora de estágio de língua
inglesa há mais de dez anos em um curso de Letras: Português e Inglês em uma
universidade pública do estado de Goiás. Nos últimos três anos, como professora
dessa disciplina, tenho tentado desenvolver um trabalho inspirado em perspectivas
críticas de formação docente e de educação linguística. Assim, esta pesquisa tem por
objetivo compreender de que maneira essas perspectivas críticas se materializam nas
aulas que os/as professores/as-licenciandos/as desenvolvem nas escolas de educação
básica, parceiras da universidade durante a realização do estágio de língua inglesa. O
estudo faz parte do projeto de pesquisa Letramento crítico e ensino de língua inglesa
na escola pública: possíveis (des)(re)construções da prática pedagógica, cujo
objetivo é problematizar o ensino de língua inglesa nas escolas públicas de educação
básica, a partir das teorizações dos letramentos críticos. Devido ao seu caráter híbrido
de investigação e formação ocorrendo simultaneamente, este trabalho configura-se
como uma pesquisa-formação (SILVESTRE, 2017) de natureza qualitativa
(DENZIN; LINCOLN, 2013). Os resultados sugerem que um trabalho pautado em
perspectivas críticas pode possibilitar novos papéis para o componente curricular
língua inglesa na escola pública de educação básica.

Palavras-chave: Educação docente. Estágio de língua inglesa. Perspectivas críticas.


PROVAS DE INGLÊS DO PAS UNB: PERSPECTIVA DISCENTE

189
Vanessa de Assis Araujo
Elizângela dos Santos Alves da Silva
Dante Amstalden Von Zuben
Caio Keven Amorim Oliveira

RESUMO: Propõe-se com esse trabalho expor o perfil das provas de língua inglesa (LI)
do Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília (PAS UnB), aplicadas
entre o período de 2006 e 2016. O estudo realizado sobre as referidas avaliações foi
desenvolvido com a participação ativa de dois discentes do Ensino Médio Integrado
(EMI) do Campus Brasília do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Brasília com vistas a incentivar a produção acadêmica; autonomia intelectual e a
formação de alunos-pesquisadores; promover conhecimentos sobre as avaliações de
acesso às universidades, com foco na LI; subsidiar a confluência do processo de ensino-
aprendizagem de LI no EMI com a melhoria do desempenho discente nas avaliações do
PAS UnB, atendendo à demanda de alunos do EMI pela continuidade dos estudos após
o Ensino Médio; promover evolução da proficiência linguística dos discentes, bem
como a compreensão dessas avaliações que se configuram uma porta de acesso à
universidade pública de Brasília. Quanto à metodologia, essa pesquisa contou com as
seguintes etapas: (a) coleta de dados; (b) definição de categorias e elaboração de
instrumento de análise documental; (c) análise de cada prova referente à série e ano de
aplicação; (d) tabulação e triangulação dos resultados; (e) análise dos resultados com
foco nos aspectos comuns e incomuns a cada série e, também, ao conjunto de provas
como um todo. Os resultados indicaram que as provas de inglês do PAS UnB têm
apresentado determinados padrões no que tange ao tipo, formato e quantidade de itens
avaliativos. Por outro lado, foram identificadas variações no que se refere aos textos das
provas nos quesitos: temática, nível linguístico, gênero textual, tamanho e quantidade de
textos por prova. Além disso, verificou-se que as avaliações de uma série para a
seguinte apresentaram aumento significativo do grau de dificuldade ao participante no
que se refere à diversidade e complexidade dos textos e respectivas questões. Acredita-
se que esse trabalho poderá trazer reflexões sobre os instrumentos avaliativos de LI para
o ingresso de estudantes de Ensino Médio à Universidade de Brasília (BRASIL, 2010,
2017; DIAS e PÉRET DELL´ISOLA, 2012; HUTCHINSON, 1993; GLANZ, 1999;
MARCUSCHI, 2008; THORNBURY, 2003).

Palavras-chave: Provas. Inglês. PAS UnB. Diversidade


O CENÁRIO DO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLES NA
PERSPECTIVA DA APRENDIZAGEM UBÍQUA

Vivianny Martins Ferreira


Mariana da Silva Neta
Mírian Nichida

O presente trabalho propõe discutir acerca do ensino de língua inglesa mediado pelas
novas tecnologias digitais. A proposta analisada será o resultado da aplicação de uma
proposta de aula medida pela Webquest no ensino e aprendizagem de língua inglesa, no
Instituto Federal do Tocantins, Campus Porto Nacional, na turma de terceiro ano.
Portanto, ressaltamos a relevância de produzir ambientes digitais para que os alunos
possam trabalhar a linguagem de acordo com a nova proposta da Base Nacional Comum

190
Curricular, sob a perspectiva dos Multiletramentos. O aporte teórico será baseado nos
conceitos dos Multiletramentos (COPE; KALANTZIS 2000; ROJO, 2013), e da
aprendizagem ubíqua (SANTAELLA, 2013; COPE, KALANTZIS, 2009). A
metodologia a ser aplicada será uma pesquisa-ação de caráter colaborativo e qualitativo.
Buscaremos incentivar o uso dos dispositivos móveis pelos alunos na produção de
textos em um grupo fechado de rede social. Nesse contexto, será explorado a
aprendizagem ubíqua, de maneira que os alunos aprendam de forma autônoma.

Palavras-chave: Aprendizagem Ubíqua; Multiletramentos; Língua Inglesa.


A ESCOLARIZAÇÃO DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NO
CHILE

Yeris Gerardo Láscar Alarcón

RESUMO: O objetivo principal desta comunicação é dialogar com os argumentos que


promovam a escolarização do PLE no Chile, país que, embora recentemente (2016) haja
criado a primeira licenciatura em PLE, ainda não institucionalizou o Português como
Língua Estrangeira no ensino escolar chileno. No entanto, procuramos, desde o começo,
refletir de forma qualitativa sobre a) as Políticas Linguísticas mais adequadas para
escolarizar o PLE no Chile, b) a situação atual do processo de formação de professores
de PLE, e, c) os critérios de seleção de material, assim como, abordagens utilizadas para
o ensino e aprendizagem de PLE. Baseando-se no processo das relações bilaterais entre
Brasil e Chile, consideramos a necessidade real da inclusão da língua portuguesa no
ensino escolar como instrumento de fortalecimento das futuras gerações em suas
relações acadêmica, econômica, política, linguística e cultural entre esses dois países.
Assim como na Argentina, China, Estados Unidos, França e outros países de todos os
continentes há leis que instituem o ensino de PLE, e, no Brasil, de outra forma, há leis
que instituem o ensino escolar de ELE, mesmo que não seja obrigatória a oferta de
Espanhol, é possível que num futuro próximo, no Chile, se estabeleçam novas leis para
a escolarização do PLE, tanto no ensino fundamental, quanto no ensino médio. Em
suma, é imprescindível entender a importância deste fato, não só para regular ou
atualizar os acordos institucionais e internacionais, mas também para ampliar a
competência linguística e desenvolver a identidade plurilinguística na América do Sul.

Palavras-chave: PLE; Políticas Linguísticas; Escolarização; Formação de professores.

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E FORMAÇÃO DE LEITORES CRÍTICOS E


CRIATIVOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Zukleia Pereira Cabral Cipriano

RESUMO: O tema desta pesquisa propõe investigar a contribuição da leitura de textos


verbais e não verbais, no âmbito das HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E FORMAÇÃO
DE LEITORES CRÍTICOS E CRIATIVOS NO ENSINO FUNDAMENTAL. A
proposta será desenvolvida com os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola
Batista BH Foreman, localizada na cidade de Dianópolis/TO. O objetivo geral é
investigar a contribuição da leitura de textos verbais e não verbais na formação de

191
leitores críticos e criativos no Ensino Fundamental, por meio do gênero Histórias em
Quadrinhos (HQs). Os objetivos específicos se moldam em compreender as diferentes
metodologias para se trabalhar com as HQs em sala de aula; desenvolver a leitura na
dimensão inter/transdisciplinar como motivação para leitura crítica, criativa e reflexiva;
e realizar atividades didáticas sequenciais de modo criativo com textos imagéticos. A
metodologia é do tipo qualitativa, e se define como mais adequada à investigação com
enfoque humano e fenomenológico. Os procedimentos técnicos da pesquisa seguirão
pelo estudo bibliográfico fundamentado na perspectiva da fenomenologia, considerada
uma filosofia e um método de investigação que se molda no real com descrição rigorosa
do contexto social e individual. Como complementaridade à pesquisa teórica e
bibliográfica far-se-á uma pesquisa empírica no mundo vivido educacional, com
utilização das sequências didáticas que serão aplicadas aos alunos, de modo voluntário.
Pretende-se a partir da pesquisa, contribuir com metodologias ressignificadas que serão
apresentadas à escola para formação de leitores críticos e criativos em forma da
dissertação que será elaborada. A pesquisa se justifica pela atualidade do tema, bem
como pela possibilidade de contribuir para amenizar o decréscimo do hábito de leitura
de crianças e jovens, em grande parte das escolas brasileiras.

Palavras-chave: Histórias em quadrinhos. Ensino Fundamental. Formação de Leitores


Críticos.

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