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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA

WALDENICE CORRÊA DA ROCHA CONCEIÇÃO

EDUCAR PARA A VIDA OU PARA O TRABALHO?

ORIXIMINÁ - PARA
2015
WALDENICE CORRÊA DA ROCHA CONCEIÇÃO

EDUCAR PARA A VIDA OU PARA O TRABALHO?

Trabalho Interdisciplinar Individual apresentado ao Curso


de Licenciatura Plena em Pedagogia à Universidade Norte
do Paraná – UNOPAR VIRTUAL, para as disciplinas:
Fundamentos do Processo Educativo no Contexto
Histórico-Filosófico, Comunicação e Linguagem e
Metodologia Cientifica.

Professores:
Andressa Aparecida Lopes, Edilaine Vagula, Edinéia de
Cássia Santos Pinto, Fabiane Muzardo, José Adir Lins
Machado, Mari Clair Mouro, Reinaldo Nishikawa e Taíse
Nishikawa

ORIXIMINÁ - PARA
2015
INTRODUÇÃO

Um dos temas complexos e de difícil compreensão para aqueles que


atuam na Educação Básica se refere à educação para o mundo do trabalho, uma
vez que, a qualidade da educação é medida hoje pelo sucesso financeiro e não pelo
preparo para a vida de forma plena.

O processo de transformação, em decorrência do progresso econômico,


político e social que a sociedade vivenciou desde a segunda metade do século XX,
os fins educacionais que vigoravam em outras épocas, atualmente se apresentam
desconfigurados em relação à nova ordem social, política e econômica.

Neste sentido, Este trabalho trilha pela história da educação e valores


sociais e culturais começando com a civilização grega até chegar a nossos dias.
DESENVOLVIMENTO

Os índices de formação escolar atuais indicam um avanço


constantemente e com isso consigamos importantes avanços tecnológicos e
científicos, os problemas éticos e sociais parecem não apresentar os mesmos
progressos e sinalizam que há um distanciamento entre a visão de mundo atual e a
construção de um mundo melhor e mais justo. Vemos isso diariamente nos jornais e
revistas quando pessoas com ótima formação escolar saem algemadas de suas
casas e vão parar no banco dos réus

Segundo (MACHADO, 2015) um dos motivos disso estar acontecendo


pode ser porque as virtudes originariamente presentes na transmissão do saber
foram adquirindo finalidade prática ou então foram substituídas por outras com este
fim, de modo que honra coragem e prudência, por exemplo, cederam lugar, à
excelência em atendimento, ao despertar necessidades e à empatia com o cliente,
pois o outro é agora um cliente ou consumidor; um instrumento para se adquirir
recursos, uma vez que o relacionamento passa a ser intermediado pelo elemento
econômico ou pelo recurso financeiro.

O hodierno mostra que o sucesso acadêmico está sendo medido mais


pelo sucesso financeiro do que pela melhoria de caráter do cidadão. Porém, acima
do julgamento acerca do aspecto positivo ou negativo de tais mudanças, cabe o
despertar da consciência acerca do modo como isto poderá nos auxiliar permitindo
antever, tanto quanto possível, a educação do futuro. Só conhecendo o passado,
vivendo o presente e buscando antever o futuro é que poderemos tê-lo mais próximo
de nossas mãos e não sermos por ele surpreendidos.

A educação é o princípio por meio do qual a comunidade humana


conserva e transmite a sua peculiaridade pela vontade consciente e a razão. Uma
educação consciente eleva a capacidade a um nível superior e cria melhores formas
de existência humana. Na educação a força vital criadora atinge um alto grau de
intensidade através do conhecimento e da vontade, dirigida para a consecução de
um fim. A educação pertence por essência à comunidade, faz parte do caráter
comunitário do homem enquanto ζωον πολιτικον (zoon politikon – animal político) e
é fonte de toda ação e de todo comportamento. O influxo da comunidade tem força
maior no educar entendido como resultado da consciência viva de uma comunidade
humana. A educação participa no crescimento da sociedade, pois a história da
educação está condicionada pela transformação dos valores para cada sociedade.

Entretanto, a educação fica impossibilitada de ocorrer quando a tradição é


destruída, e é bom lembrar que a estabilidade também pode ser indício de
momentos finais de uma cultura. Qualquer povo altamente organizado tem um
sistema educativo, mas nenhum igual ao ideal grego de formação humana. Falar de
uma multiplicidade de culturas pré-helênicas é uma falsificação histórica, pois o
mundo que se inicia com os gregos é, pela primeira vez de modo consciente, um
ideal de cultura como princípio formativo.

Acultura em nossos dias não passa de um produto deteriorado. A Paidéia


não é para os gregos um “aspecto exterior da vida” e por isto convém nos
assegurarmos do seu autêntico sentido. É preciso voltar os olhos para as fontes de
onde brota o impulso criador do nosso povo. Colocar conhecimentos como força
formativa a serviço da educação e formar verdadeiros homens é uma ideia que só
podia amadurecer no espírito daquele povo. Os gregos viram pela primeira vez que
a educação tem de ser também um processo de construção consciente.

Para todos os povos o conteúdo da educação parece ser o mesmo: moral


e prático, ao mesmo tempo; reveste-se da forma de mandamentos e se apresenta
como comunicação de conhecimentos e aptidões profissionais à qual os gregos
deram o nome de téchne (τέχνη). Os preceitos foram mais tarde incorporados à lei
dos Estados gregos, mas as regras das artes e ofícios resistiam à exposição escrita
dos seus segredos; e o contraste entre estes dois aspectos da educação pode ser
acompanhado ao longo da história.

Ao fazer a distinção das expressões educação e formação, percebemos


que a formação se manifesta na forma integral do Homem, na sua conduta e
comportamento exterior e na sua atitude interior, produtos de uma disciplina
consciente, o qual a princípio limitava-se à nobreza; porém, a sociedade burguesa
adotou a ideia e converteu-a num bem universal para todas as gentes. A nobreza é
a fonte do processo espiritual pelo qual nasce e se desenvolve a formação de uma
nação; a formação é a forma aristocrática de uma nação, um ideal definido de
homem superior.
A palavra Paidéia só aparece no século V, com Ésquilo em Sete contra
Tebas, e tinha o significado de “criação de meninos”, adquirindo mais tarde um
sentido mais elevado na formação grega, identificado com a aretê, equivalente a
“virtude”, como expressão do mais alto ideal cavalheiresco unido a uma conduta
cortês e distinta e ao heroísmo guerreiro. É no conceito de aretê que se concentra o
ideal de educação dessa época.

A educação apresenta o sentido de dever é, nos poemas homéricos, uma


característica essencial da nobreza. A força educadora da nobreza reside no fato de
despertar o sentimento do dever.

Para Platão e Aristóteles o pensamento baseia-se na ética aristocrática


da Grécia arcaica, naturalmente diferenciado dos tempos homéricos. Aristóteles tem
muitas vezes os olhos postos em Homero e é digno de nota que Aristóteles visse na
altivez uma virtude que pressupõe todas sendo o mais alto ornamento. Ele reserva
um lugar para a altiva aretê da velha ética aristocrática. A honra é o troféu da aretê e
a altivez provem da aretê, não sendo por si mesma um valor moral. A educação
grega tem na moral o seu principal objetivo.

Para Platão o sacrifício do dinheiro e dos bens deve ser superado para
se alcançar o prêmio de uma glória duradoura, o que explicaria o impulso do homem
mortal em busca da própria imortalidade. Percebe-se que é a ideia de aretê que liga
os dois grandes filósofos ao poeta Homero.

A Idade Média preocupando-se com a salvação da alma individual trata o


conhecimento como algo dentro do indivíduo; no século XVI, com a emersão
individualismo econômico e político, era dever do indivíduo buscar o conhecimento
por si mesmo mediante experiências privadas e pessoais; e assim a mente foi
tomada como algo totalmente individual. Montaigne, Bacon e Locke denunciavam a
aprendizagem adquirida por meio de outrem e afirmavam que mesmo as crenças
verdadeiras não eram conhecimento sem a experimentação.

Na idade moderna a divisão entre trabalho e lazer, conhecer e fazer,


homem e natureza resultou na cisão dos conteúdos da educação. Esses dualismos
culminaram na demarcação entre as mentes individuais e o mundo e entre uma
mente e outra, bem como na antítese entre os conteúdos (relacionados ao mundo) e
o método (relacionado à mente).
A educação que separa mente e mundo implica uma concepção errônea
da relação entre conhecimento e interesses sociais. A identificação da mente como
consciência psíquica privada é recente. Conhecedor era a “Razão”, quando o
indivíduo conhecia era, doxa (opinião). Entre os gregos, a observação era severa e o
pensamento livre, porém faltava um método experimental e os indivíduos não
podiam se envolver com o saber.

Esse isolamento se refletiu epistemologicamente criando um abismo entre


a mente que conhece e o mundo conhecido. Partindo de sujeito e objeto criaram-se
teorias que explicavam como eles se interconectavam para resultar em
conhecimento. Tais teorias afirmavam que não podemos conhecer o mundo como
ele é, só a impressões, ou que não existe mundo além da mente individual. Este
individualismo traduziu-se em subjetivismo filosófico.

Os homens não estavam lutando para se libertar da conexão com a


natureza e com os outros, mas lutando por maior liberdade na natureza e na
sociedade. Queriam formar suas crenças sobre o mundo sem intermediários, em vez
de recebê-las da tradição, pois sentiam que grande parte do que era tido como
conhecimento era apenas opinião.

Percebe-se que na era moderna os homens não descartaram todas as


crenças, mas partiram daquilo que era transmitido e investigaram criticamente suas
bases e o resultado destas revisões foi uma revolução das concepções de mundo.
Cada nova ideia se originava em um indivíduo, mas a sociedade governada pelo
costume não encorajava o desenvolvimento de novas ideias, a tendência era
suprimi-las tratando-as como meras fantasias. A liberdade de observação não foi
facilmente assegurada, foi preciso lutar por ela; primeiro a sociedade permitiu e
depois encorajou as reações individuais que se desviavam do costume. As teorias
filosóficas consideravam a mente individual uma entidade apartada de outras
mentes, permitindo que deste individualismo intelectual fosse formulado um
individualismo moral e social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento do conhecimento humano ao longo da história fez


com que os homens lutassem por maior liberdade na natureza e na sociedade.
Formaram suas crenças sobre o mundo sem intermediários, em vez de recebê-las
da tradição, pois sentiam que grande parte do que era tido como conhecimento era
apenas opinião doxa e que precisavam de um conhecimento que levasse aos seus
objetivos.

Na modernidade os homens não descartaram todas as crenças, mas


partiram daquilo que era transmitido e investigaram criticamente suas bases e o
resultado destas revisões foi uma revolução das concepções de mundo. Cada nova
ideia se originava em um indivíduo, mas a sociedade governada pelo costume não
encorajava o desenvolvimento de novas ideias, a tendência era suprimi-las tratando-
as como meras fantasias. A liberdade de observação não foi facilmente assegurada,
foi preciso lutar por ela; primeiro a sociedade permitiu e depois encorajou as reações
individuais que se desviavam do costume.

O individualismo moral é estabelecido pelas separações conscientes


entre as diferentes áreas da vida, onde a consciência de cada pessoa é um
continente fechado em si, muito embora a ação se dê em um mundo público e
comum onde se deveria prevalecer o espirito da coletividade e do bem comum.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MACHADO, José Adir Lins. Educar para a vida ou para o trabalho? Curso de
Pedagogia, UNOPAR. 1º e 2º semestres de 2015.

ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. São Paulo,


Martins Fontes, s/d.

FRIGOTTO, G. A produtividade da escola improdutiva. São Paulo,


Cortez/Autores Associados, 1984.
GRAMSCI, A. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro,
Civilização Brasileira, 1968.