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Prof. Márcia R.

Gallas (FIS01059)

Laboratório 12

Polarização da Luz por Dupla Refração – Atividade Óptica

1. Polarização por dupla refração


Antes, no estudo da polarização por espalhamento, considerou-se um "átomo" representativo de um meio
isotrópico, onde todas as molas tinham o mesmo k. Agora vamos considerar uma situação em que se tenham
molas com k diferentes, como está ilustrado na figura 1. No plano XZ as molas têm uma constante k' maior
que k na direção Y. Este arranjo de molas diferentes resulta numa anisotropia ótica que explica a origem da
dupla refração ou birrefringência. Se considerarmos luz incidindo sobre um material formado por átomos
deste tipo, onde os elétrons estão presos por molas com k diferentes, eles absorverão e re-emitirão a luz
incidente de forma diferenciada espacialmente. Isto implicará que a propagação da luz neste meio também
será diferenciada, resultando duas velocidades extremas de propagação da luz dentro do meio material.
Lembrando que a razão entre as velocidades da luz no vácuo e no meio material dá o índice de refração deste
meio, temos que duas velocidades extremas determinam dois índices de refração extremos, ou seja: dupla
refração (birrefringência). A anisotropia espacial resultante das diferenças no "empacotamento" dos elétrons
nos átomos do material birrefringente é caracterizada por uma direção chamada de eixo ótico. Este eixo é
determinado traçando-se, por um dos dois vértices onde concorrem três ângulos obtusos, uma reta que faça
ângulos iguais com as arestas deste vértice. Qualquer reta passando pelo cristal paralelamente a esta será,
também um eixo ótico.

Figura 1 Figura 2

Quando a luz incide normalmente sobre um material birrefringente como a calcita, observam-se 2 feixes
emergentes: um é chamado de raio ordinário O (porque obedece a lei da refração) e o outro é chamado de
raio extraordinário E (porque não obedece a lei da refração). Quando se gira o cristal de calcita, o raio E
acompanha esta rotação. De uma maneira geral, para incidência da luz com qualquer ângulo sobre o material
birrefringente, sempre se observam dois raios emergentes paralelos. O raio O sempre tem a mesma
velocidade, mas a velocidade do raio E varia, dependendo da orientação da luz incidente relativa ao eixo
ótico, de um valor mínimo a um máximo. A velocidade do raio E é máxima quando a sua direção é
perpendicular ao eixo ótico. Na calcita, o raio E desloca-se mais rápido que o raio O. Para este, corresponde
um nO = 1.66 enquanto que, para o raio E, nE varia desde 1,66, sobre o eixo ótico, até 1.49,
perpendicularmente a ele.

Atividades:

Observe as demonstrações do professor usando o retroprojetor e responda as questões abaixo:

a. Observando a imagem transmitida através de um cristal de calcita, e com o auxílio de polarizadores


note que os raios O e E são polarizados em planos perpendiculares entre si. Isto acontece porque,
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devido à anisotropia espacial das ligações dos elétrons aos núcleos nos átomos do meio
birrefringente, os raios O e E são "gerados" por vibrações eletrônicas diferenciadas e ortogonais
entre si.
b. Colocando polarizadores cruzados no retro-projetor, e entre eles um material birrefringente (por
exemplo: lâminas de celofane, durex amassado, etc) observa-se que a imagem na tela mostra
manchas de diferentes cores, correspondentes a regiões de diferentes espessuras mesmo quando os
polarizadores estão cruzados. Qual a razão deste fato? Fixe seus olhos para uma mancha colorida
típica (vermelha, por exemplo) para esta posição dos polarizadores. Fique observando esta figura
enquanto é girado um dos polarizadores de 900. O que ocorre? Qual o motivo? (Consulte seção 30-8
do Sears & Zemansky, 1975).
c. A substituição do material birrefringente por um vidro comum não produzirá efeito semelhante.
Observe, no entanto, o que ocorre com os moldes em vidro que foram submetidos a tensões durante
o processo de têmpera. Há birrefringência? Você observa cores?

2. Atividade Óptica
Neste experimento vamos trabalhar essencialmente com placas polarizadoras e uma substância opticamente
ativa. Estas substâncias apresentam a propriedade de girar o plano de polarização em torno da direção do
feixe de luz, isto é, quando se envia luz plano-polarizada através da substância, verifica-se que a direção de
vibração da luz linearmente polarizada emergente é diferente da direção da vibração original da luz incidente.
O ângulo entre estas duas direções chamamos de θ , conforme mostra a figura 3.

Figura 3

Do ponto de vista do observador que recebe a luz transmitida, as substâncias são chamadas dextrógiras, se
para o observador a rotação do plano de polarização ocorrer no sentido horário (à direita), ou levógiras, se
esta rotação ocorrer no sentido anti-horário (à esquerda).

A atividade ótica pode ser devida a uma assimetria das moléculas de uma substância ou pode ser uma
propriedade de um cristal como um todo. Nestes cristais (por exemplo, quartzo) a atividade ótica depende de
arranjos especiais dos átomos e moléculas no cristal, pois ela desaparece quando os arranjos desaparecem, nos
estados líquido e gasoso.

Outras substâncias (por exemplo, açúcar, glicose) permanecem opticamente ativas em qualquer estado físico e
também em soluções, estando, portanto, a atividade óptica associada com as moléculas individuais e não com
seu arranjo coletivo.

Neste experimento você vai estudar a atividade óptica de uma solução de glicose com os objetivos de:

• Determinar a relação entre a rotação do plano de polarização, e a distância percorrida pela luz dentro
da substância.
• Determinar a relação entre a rotação do plano de polarização e a concentração da substância.
• Verificar a dependência do ângulo de rotação com o comprimento de onda da luz.
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O equipamento necessário para a realização do experimento será um banco óptico com cavaleiros, uma
lâmpada, filtros de luz, polarizadores, um suporte para o polarizador, uma régua e vários tubos contendo
soluções de glicose. As concentrações em cada tubo estão listadas na tabela abaixo.

Tabela de concentrações para os diferentes tubos:

Tubo H2O (ml) Glicose ("Karo")(ml) Concentração


C1 30 30 1/2
C2 60 30 1/3
C3 60 20 1/4
C4 80 20 1/5

Atividades:

• Monte a lâmpada com um polarizador e um analisador (como na figura 3).


• Gire o analisador até que a intensidade de luz que passa por ela seja mínima. Marque esta posição
angular θ1.

(a) Ângulo de giro versus comprimento l do tubo:

• Coloque entre o polarizador e o analisador um tubo de comprimento l, contendo uma solução de


glicose. Verifique se a atividade luminosa mudou.
• Procure nova posição θ2 de intensidade luminosa mínima e marque-a. A substância é dextrógira ou
levógira?
• Calcule o ângulo de giro do plano de polarização: θ = θ2 - θ1, repita as medidas no mínimo dez vezes
e registre os dados numa tabela.
• Repita as medidas do ângulo de giro para tubos de outros comprimentos, mas de mesma
concentração, inclua os dados na tabela.
• Construa um gráfico θ em função de l. Qual a conclusão obtida do gráfico?

(b) Ângulo de giro versus concentração c:

• Repita as medidas do ângulo de giro θ para concentrações c diferentes, para um tubo com mesmo
comprimento l.
• Registre os dados numa tabela e construa um gráfico de θ em função de c. Qual a conclusão obtida
do gráfico?

(c) Dependência do ângulo de giro com o comprimento de onda:

• Escolha um tubo de comprimento l e concentração c e repita as medidas do ângulo de giro, agora


colocando um filtro de luz na lâmpada, antes do polarizador. Meça para cada filtro (vermelho, azul e
verde) o ângulo de giro. Faça uma tabela e verifique se este ângulo de rotação θ do plano de
polarização depende do comprimento de onda da luz usada. Compare com as medidas feitas para o
mesmo tubo, sem a utilização do filtro. Qual a conclusão?