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Curso Fitoalquimia | Por Carlos Moraes

Práticas Terapêuticas

Posso afirmar que para selecionar plantas medicinais corretamente em tratamentos


terapêuticos precisamos conhecer um pouco do aspecto energético das plantas e,
principalmente, do aspecto químico. Apesar da fitoterapia estar ligada a Terapia Alternativa,
ela já é adotada pela área científica para estudos, como também utilizada no Sistema
Único de Saúde (SUS) como uma forma de tratamento eficaz e comprovado.

Para facilitar o entendimento de todos, o assunto está dividido em duas partes:
1- Aplicação para Tratamentos Terapêuticos Alternativos

2- Fitoterapia como Tratamento Medicamentoso

Mesmo sendo chamados de Tratamentos Terapêuticos, eu gosto dessa divisão, pois
quando fazemos uso de algumas plantas medicinais nos Tratamentos Alternativos (1),
vemos a relação dessas plantas com a energia emanada por elas através do conceito
chinês Ying e Yang.

Identificamos a energia de cada planta e sua principal função antes de utilizarmos nos
nossos tratamentos. É muito comum em consultórios terapêuticos a utilização de Plantas
Medicinais para Banhos de Imersão, chás ou escalda-pés. Para a correta aplicação o
problema/reclamação do indivíduo deve ser identificado para se saber qual tipo de planta
medicinal será usada e qual forma será feita sua aplicação.
Quando tratamos do problema como doença física, por exemplo, temos que avaliar a
questão química e medicamentosa daquela planta medicinal e podemos afirmar que não se
trata de conhecimento energético da planta, mas sim conhecimento da classe terapêutica
que ela pertence.

Escalda-pés
Nossos pés possuem as áreas chamadas Zonas Reflexas. Muitos estudos são realizados
nestas zonas para verificação dos efeitos de sedação ou tonificação de certos órgãos e
regiões do corpo. O efeito do escalda-pés muitas vezes tem essa função também: tonificar
utilizando ervas mais Yang e sedar com ervas mais Ying.
Para preparar um escalda-pés, você deve ferver uma quantidade suficiente de água para
preencher algum recipiente que caiba seus pés e que eles fiquem submersos até a altura
do seu calcanhar (se conseguir imergir um pouco mais do que isso, será ainda melhor).
Aqueça a água e coloque um punhado de ervas equivalente a 1/5 ou 1/6 da quantidade da
panela e deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos, para as partes moles e 25
minutos para as partes duras da planta selecionada.

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Práticas
Exemplo de aplicação em tratamento Terapêuticas
terapêutico:
Cliente apresentava mente agitada, dificuldade de relaxar, insônia e começo de
apresentação de diversos problemas em seu organismo físico. Foi preparado um
escalda-pés com grande quantidade de Camomila (erva Ying). Antes do mergulho dos pés
no escalda-pés, foi retirado um copo do chá preparado na panela e foi dado para ser bebido
enquanto os pés estavam mergulhados no escalda-pés. Foram feitas algumas aplicações e
o seu ritmo de vida foi desacelerando até se normalizar totalmente.

Banho de imersão
Para preparar um banho de imersão, devemos seguir o mesmo princípio do escalda-pés,
porém a quantidade de água deve ser maior. Como o chá que será preparado sofrerá
dinamização em uma banheira, pode ser utilizada uma quantidade maior de planta
medicinal. Aqueça a água e coloque um punhado de ervas equivalente a 1/3 da quantidade
da panela e deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos, para as partes moles e 25
minutos para as partes duras da planta selecionada. Coe e jogue na banheira que será
utilizada.

Banho de assento
Para preparar um banho de assento, deve-se seguir o mesmo princípio do banho de
imersão, porém a quantidade de planta medicinal deve ser igual a quantidade utilizada na
preparação do escalda-pés. Aqueça a água e coloque um punhado de ervas equivalente a
1/5 ou 1/6 da quantidade da panela e deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos, para
as partes moles e 25 minutos para as partes duras da planta selecionada. Coe e jogue no
recipiente que será utilizado.
Este banho pode ser utilizado para efeitos terapêuticos, como também medicamentoso

Exemplo de aplicação:
1º caso - medicamentoso
Cliente apresentava corrimento vaginal recorrente já diagnosticado por médico, uso de
medicamentos para combate ao problema sempre aumentava. Indicado utilizar banho de
assento com chá de picão-preto. Colhida a erva fresca, tenha o cuidado de lavá-la para
retirar possíveis contaminações. Neste caso, evite plantas que estejam em praças ou
jardins que possam receber visitas de cachorros e gatos que fazem suas necessidades
próximas. Cozinhe-a por 15 minutos e coloque em um recipiente. Assente no local
imergindo toda a parte do chakra básico e órgãos genitais. Fique até a água começar a
esfriar.

2º caso - terapêutico
Cliente apresentava bloqueio energético na região sexual e no chakra básico. Foi preparado
banho de assento utilizando folhas de Abacateiro, uma planta yang, e que tem como

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Práticas
função drenar energias bloqueadas Terapêuticas
ou que existam em excesso. Após a preparação,
assente no local imergindo toda a parte do chakra básico e órgãos genitais. Fique até a
água começar a esfriar.

3º caso - medicamentoso
Cliente apresentava problemas recorrente de hemorroidas já diagnosticado pelo médico.
Além de ter sido indicada uma alimentação mais leve e rica em folhas e frutas, foi indicado
utilizar banho de assento com chá de Guaçatonga. Efetue o cozimento da erva seca por 15
minutos e coloque em um recipiente. Assente no local imergindo toda a parte do ânus.
Fique até a água começar a esfriar.


Uso Químico e Medicamentoso

Para utilização medicamentosa de plantas medicinais, seu correto conhecimento e dos
seus princípios ativos é essencial para não ocorrer intoxicação. Em caso de problemas
sérios de saúde, um profissional devidamente qualificado pode indicar o tratamento correto.
Existem algumas doenças que são classificadas como “Não Graves” ou que não geram
riscos sérios para o paciente e, por isso, em alguns desses casos são indicadas algumas
plantas medicinais para auxílio destes problemas.

Conheça algumas definições importantes que são utilizadas diariamente pelos profissionais
da saúde::

Fitoterápicos - ÊDefinição
Fitoterápicos são medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais. Eles são obtidos
empregando-se exclusivamente derivados de droga vegetal (extrato, tintura, óleo, cera,
exsudato, suco, e outros). Não é objeto de registro como medicamento fitoterápico, planta
medicinal ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser
íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. Os fitoterápicos, assim como todos os
medicamentos, devem oferecer garantia de qualidade, ter efeitos terapêuticos
comprovados, composição padronizada e segurança de uso para a população. A eficácia e
a segurança devem ser validadas através de levantamentos etnofarmacológicos,
documentações tecnocientíficas em bibliografia e/ou publicações indexadas e/ou estudos
farmacológicos e toxicológicos pré-clínicos e clínicos.

A qualidade deve ser alcançada mediante o controle das matérias-primas, do produto
acabado, materiais de embalagem, formulação farmacêutica e estudos de estabilidade.
(Fonte: Farmacopeia Brasileira 5ª edição)

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DROGA VEGETAL: planta medicinal Práticas Terapêuticas


ou suas partes, que contenham as substâncias, ou
classes de substâncias, responsáveis pela ação terapêutica, após processo da coleta,
estabilização, secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada (ANVISA,
RDC nº 10, de 09 de março de 2010).

EXTRATO: preparação de consistência líquida, sólida ou intermediária, obtida a partir de
matéria-prima de origem vegetal. Os extratos são preparados por percolação, maceração
ou outro método adequado e validado, utilizando como solvente etanol, água ou outro
solvente adequado (ANVISA, Consulta Pública nº 63, de 23 de setembro de 2009).

EXTRATO SECO: preparação sólida obtida pela evaporação do solvente utilizado na
extração. Os extratos secos apresentam, no mínimo, 95% de resíduo seco, calculados
como percentagem de massa. Podem ser adicionados de materiais inertes adequados. Os
extratos secos padronizados têm o teor de seus constituintes ajustado pela adição de
materiais inertes adequados ou pela adição de extratos secos obtidos com a mesma droga
utilizada na preparação (Farmacopéia Brasileira, 1998).

EXTRATO PADRONIZADO: é aquele em que o teor de um ou mais constituintes é
ajustado a valores previamente definidos. O ajuste do teor dos constituintes pode ser
obtido por diluição do extrato com o solvente utilizado na extração ou com extratos mais
diluídos obtidos do mesmo material e solvente, pela adição de materiais inertes ou por
concentração (Farmacopéia Brasileira, 2002).

GARGAREJO: agitação de infuso, decocto ou maceração na garganta pelo ar que se
expele da laringe, não devendo ser engolido o líquido ao final (ANVISA, RDC nº 10, de 9
de março de 2010).

INALAÇÃO: administração de produto pela inspiração (nasal ou oral) de vapores pelo trato
respiratório (ANVISA, RDC nº 10, de 9 de março de 2010).

INFUSÃO: preparação que consiste em verter a água fervente sobre a planta e, em
seguida, tampar ou abafar por um período de tempo determinado. Método indicado para
materiais vegetais de consistência menos rígida, tais como folhas, flores, inflorescências e
frutos (ANVISA, RDC nº 10, de 09 de marçode 2010).

MACERAÇÃO: preparação que resulta na retirada parcial ou total das substâncias
presentes nas drogas vegetais, por meio de esgotamento da planta medicinal com água, à
temperatura ambiente, por um período de tempo determinado. Esse método é indicado para
drogas vegetais que possuam substâncias que se degradam com o aquecimento (ANVISA,
RDC nº 10, de 09 de março de 2010).

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MARCADOR: componente ou classe Práticas Terapêuticas


de compostos químicos (ex: alcalóides, flavonóides,
ácidos graxos etc.) presentes na matéria-prima vegetal, idealmente o próprio princípio ativo,
e preferencialmente que tenha correlação com o efeito terapêutico, que é utilizado como
referência no controle de qualidadeda matéria-prima vegetal e dos medicamentos
fitoterápicos (ANVISA, Consulta Pública nº 63, de 23 de setembro de 2009).

MATÉRIA-PRIMA VEGETAL: planta medicinal fresca, droga vegetal ou derivados de
droga vegetal (ANVISA, Consulta Pública nº 63, de 23 de setembro de 2009).

MEDICAMENTO: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade
profilática, curativa, paliativa ou para fins diagnósticos (ANVISA, Lei nº 5991, de 17 de
dezembro de 1973).

PLANTA MEDICINAL: espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos
terapêuticos (ANVISA, RDC nº 10, de 09 de março de 2010). relação “droga vegetal :
derivado vegetal ”: expressão que define a relação entre uma quantidade de droga vegetal e
a respectiva quantidade de derivado vegetal obtida. O valor é dado como um primeiro
número, fixo ou na forma de um intervalo, correspondente à quantidade de droga utilizada,
seguido de dois pontos (:) e, depois desses, o número correspondente à quantidade obtida
de derivado vegetal. (ANVISA, RDC nº 14, de 31 de março de 2010).

PLANTA MEDICINAL FRESCA: qualquer espécie vegetal com finalidade medicinal, usada
logo após colheita ou coleta, sem passar por qualquer período de secagem (ANVISA,
Consulta Pública nº 63, de 23 de setembro de 2009).

PRINCÍPIO ATIVO DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS: substância ou classe
química (ex: alcalóide, flavonóide, ácido graxo, entre outros) caracterizada, cuja ação
farmacológica é conhecida e responsável, total ou parcialmente, pelos efeitos terapêuticos
do medicamento fitoterápico (ANVISA, Consulta Pública nº 63, de 23 de setembro de
2009).

SOLUÇÃO ALCOÓLICA: mistura de álcool e água em proporções conhecidas.
TINTURA: soluções extrativas alcoólicas ou hidroalcoólicas preparadas a partir de
matérias-primas vegetais ou ainda como extratos de plantas preparados com etanol,
misturas hidroalcoólicas em várias concentrações, éter ou mistura destes, de tal modo que
uma parte da droga é extraída com mais de duas partes, mas menos de dez partes de
líquido extrator, isto é 10 ml de tintura devem corresponder aos componentes solúveis de
1g de droga seca (Farmacopéia Brasileira, 1998).

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TINTURA COMPOSTA: preparação Práticas Terapêuticas


realizada em temperatura ambiente pela qual é
adicionada uma solução hidroalcoólica a uma mistura de ervas frescas ou secas. O álcool
tem a finalidade de extrair os ativos da planta ou plantas e deve ser deixado por um período
predeterminado até que as substâncias passem para a solução.

USO EPISÓDICO: utilização de produto para o alívio sintomático de doenças de baixa
gravidade, por períodos curtos, de forma não contínua, apenas quando e enquanto
necessário (ANVISA, RDC nº 10, de 09 de março de 2010).

USO TÓPICO: aplicação do produto diretamente na pele ou mucosa (ANVISA, RDC nº
10, de 09 de março de 2010).

USO TRADICIONAL: uso alicerçado na tradição popular, sem evidências conhecidas ou
informadas de risco à saúde do usuário. Nesse caso as propriedades são validadas por
levantamentos etnofarmacológicos e de utilização e por documentações científicas
(ANVISA, RDC nº 10, de 09 de março de 2010).

HOMEOPATIA OU DEÊMEDICAMENTOS DINAMIZADOS
São medicamentos preparados a partir de substâncias que são submetidas a triturações
sucessivas ou diluições seguidas de sucussão, ou outra forma de agitação ritmada, com
finalidade preventiva ou curativa a serem administrados conforme a terapêutica
homeopática, homotoxicológica ou antroposófica. O registro de medicamentos dinamizados
é regulamentado pela RDC 26/2007 e engloba os seguintes tipos de medicamentos:

Medicamentos homeopáticos: são medicamentos dinamizados preparados com base nos
fundamentos da homeopatia, cujos métodos de preparação e controle estejam descritos na
Farmacopéia Homeopática Brasileira, edição em vigor, outras farmacopéias homeopáticas,
ou compêndios oficiais reconhecidos pela ANVISA, com comprovada ação terapêutica
descrita nas matérias médicas homeopáticas ou nos compêndios homeopáticos oficiais
reconhecidos pela ANVISA, estudos clínicos, ou revistas científicas.

O medicamento homeopático pode ser derivado de plantas, animais ou minerais. O
farmacêutico homeopata transforma essas substâncias em medicamentos homeopáticos
através de uma técnica especial chamada dinamização. Essa técnica libera as
propriedades medicinais da substância original. Existem aproximadamente 2000
substâncias cujos efeitos específicos no corpo foram testados. Os medicamentos
homeopáticos estão disponíveis em diferentes formas farmacêuticas (preparações):
tabletes, glóbulos, líquidos, pós, comprimidos, entre outras. Não são medicamentos
homeopáticos: essências florais, medicamentos antroposóficos, cromoterapia,
aromaterapica, acupuntura, reiki, iridologia, shiatsu, dentre outros.

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Práticas
Medicamentos anti-homotóxicos:Êsão Terapêuticas
medicamentos dinamizados preparados com base
nos fundamentos da homeopatia e homotoxicologia, cujos métodos de preparação e
controle devem seguir obrigatoriamente os métodos oficiais descritos na Farmacopéia
Homeopática Alemã, edição em vigor, ou outras farmacopéias homeopáticas e compêndios
oficiais, reconhecidos pela ANVISA; cuja fórmula é constituída por substâncias de
comprovada ação terapêutica, descrita nas matérias médicas homeopáticas ou
anti-homotóxicas, reconhecidos pela ANVISA, estudos clínicos, ou revistas científicas.
(Fonte: Farmacopeia Brasileira 5ª edição)

Floral
As essências florais são extratos líquidos sutis, geralmente ingeridos via oral, usados para
tratar questões do bem-estar emocional, do desenvolvimento da alma e da saúde do
corpo-mente. As essências florais são preparadas a partir de flores silvestres coletadas no
auge da florada da planta, nas primeiras horas da manhã quando ela ainda está cheia de
orvalho, em locais na natureza onde as forças elementais se encontram intactas e, por isso
mesmo, potentes/poderosas.


P la n t a s M e d ic in a is

ALCAÇUZÊ (Glycyrrhiza glabra L.; Farmacopeia Brasileira. 1ª, 2ª, 3ª, 4ª edições)
O flavonóide isoliquiritigenina, assim como a saponina glicirrizina, promoveu o relaxamento
da musculatura lisa da traquéia de cobaias (Liu et al., 2008).

Parte(s) usada(s): raiz e rizoma.
Recomendações de usos(Alonso, 1998; Brasil 2010a)

Uso interno: Adultos
Infusão (raiz): 4,5g (1,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5):
40-60 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia;Extrato seco (5:1): 250-350mg de
3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3
(2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (raiz): 1,5g (½ colher de sopa) em ⅓ xícara (50 ml) ou 1 xícara decafé (50 ml) de
3-4x/dia;Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato
seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de3-4x/dia.

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Crianças de 7-12 anos Práticas Terapêuticas


Infusão (raiz): 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 3
gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de
3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Alonso, 1998; Araújo et al., 2007; Dharmananda,
2000; Ernest, 2008; Futuro et al., 2004; Veiga Junior et al., 2005; Nicoletti, 2007)O alcaçuz
importado é considerado de baixa toxicidade em comparação com os extratos puros de
glicirricina. Devido a uma possível capacidade de gerar um quadro de
pseudoaldosteronismo por ação mineralocorticóide (caracterizado por retenção de sódio,
cloro e água, edema, hipertensão arterial eocasionalmente mioglobinúria), é
desaconselhável o consumo excessivo dessa espécie (não ultrapassar um mês de dose
contínua). Até o momento relatam-se na literatura médica 25 casos de
pseudoaldosteronismo, observando-se em todos os casos altas concentrações de alcaçuz
na elaboração dos extratos ou de caramelo (pelo fato de o alcaçuz importado ser
edulcorante). Para evitar esses problemas, pode-se substituir o alcaçuz poranis. Em outro
plano, devido à atividade hormonal do alcaçuz importado, foram demonstrados alguns
casos de amenorréia.

É contra-indicado o uso para indivíduos que sofram de hipertensão arterial,
hiperestrogenismo e diabetes.Algumas interações medicamentosas positivas e/ou
negativas: espironolactonas (antagonismo do efeito diurético); Sargassum (reações tóxicas
/efeitos colaterais); anestésicos (o extrato do rizoma pode provocar hipertensão arterial,
edema, hipocalemia e alteração plaquetária. Os efeitos ocorrem porinibição do metabolismo
do cortisol e da aldosterona); varfarina sódica cristalina (aumenta as propriedades
antiplaquetárias); hortelã-pimenta (o óleo de hortelã interfere no sistema enzimático
hepático citocromo P450). Como consequência, a concentração de alcaçuz utilizado
concomitamentemente poderá se elevar no sangue, promovendo intensificação dos efeitos
ou potencializando reações adversas sérias); anti-hipertensivos (alterações
cardiovasculares); contraceptivos orais (aumenta da pressão arterial e diminui os níveis de
potássio); laxantes (causa perda de potássio); insulina (aumenta os efeitos adversos da
insulina); corticosteróides (aumenta os efeitos dos corticosteróides. Deve-se ter cuidados
ao ingerir quaisquer tóxicos / esteróides concomitantemente com o alcaçuz); digoxina
(aumenta perigosamente o risco dos efeitos tóxicos da digoxina);aspirina (reduz irritações
estomacais, assim como o risco de ulceras no estômago); inibidores da ECA e diuréticos
(não poupadores de potássio: interfere na efetividade da medicação) (PANIZZA,2010).

ANIS (Pimpinella anisum L.; Anis F.B. 1ª, 2ª, 4ª edições)

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Práticas
O efeito relaxante do óleo essencial, extratoTerapêuticas
aquoso e etanólico da musculaturalisa traqueal
em cobaias é causado pelo efeito inibitório dos receptoresmuscarínicos (Boskabady &
Ramazani, 2001).

Parte(s) usada(s): fruto, óleo essencial.

Recomendações de usos (Alonso, 1998, Brasil 2010a)

Uso interno: AdultosI
nfusão ou Decocção (frutos): 1,5g (½ colher de sopa) a 3g (1 colher desopa) em 1 xícara
(150 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 30-40 gotas em água de 3-4x/dia;Extrato seco (5:1):
150-200mg de 3-4x/dia;Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml)
de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão ou Decocção (frutos): 0,5g (1 colher de café) a 0,75g (1,5 colherde café) em ⅓
xícara (50 ml) ou 1 xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 2 gotas/kg de peso em
água de 3-4x/dia;Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso
de3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão ou Decocção (frutos): 0,75g (1,5 colher de café) a 1,5g (½ colherde sopa) em 1
xícara (150 ml) 3-4x/dia;Tintura (1:5): 2 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;Extrato seco
(5:1): 10mg/ kg de peso de 3-4x/dia;Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café
(2ml)/4kg de peso de3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Alonso, 1998) O óleo essencial, em doses elevadas ou
prolongadas, pode produzir efeitos convulsivantes e atuar como estupefaciente,
provocando paralisias musculares, congestão cerebral e outros distúrbios orgânicos.Pode
ocasionar reações de hipersensibilidade cutânea, respiratória e gastrintestinal. Também se
sabe do aparecimento de estomatites quando se administra oralmente o óleo essencial de
anis.Não se pode ultrapassar de 5 gotas de óleo essencial a cada dose e no máximo de
três vezes ao dia.Em doses elevadas, o anetol presente no óleo essencial, é neurotóxico,
com um possível efeito convulsivante, além de potencializar o sono em pacientes que
façam uso depentobarbital.Contra-indicado na gravidez (PANIZZA, 2010).

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BADIANA (Illicium verum Hook; Práticas Terapêuticas


F.B. 1ª, 2ª, 3ª, 4ª edições)
O óleo essencial (FRAÇÃO) promove ação secretora intensa pela mucosa bronquial e ação
galactogoga e estrogênica com menor intensidade (Peris, et al.,1995; Alonso, 1998).

Parte(s) usada(s): fruto, óleo essencial.

Recomendações de usos (Alonso, 1998; Matos, 1998; Brasil 2010a)

Uso interno: Adultos
Infusão ou Decocção (frutos): 1,5g (½ colher de sopa) a 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara
(150 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 30-40 gotas em água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1):
150-200mg de 3-4x/dia;Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml)
de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.
Crianças de 3-7 anosInfusão ou Decocção (frutos): 0,5g (1 colher de café) a 0,75g (1,5
colher de café) em ⅓ xícara (50 ml) ou 1 xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia; Tintura (1:5): 2
gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café
(2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão ou Decocção (frutos): 0,75g (1,5 colher de café) a 1,5g (½ colher de sopa) em 1
xícara (150 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 2 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia; Extrato
seco (5:1): 10mg/kg de peso de 3-4x/dia;Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de
café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Alonso, 1998) O óleo essencial, em doses elevadas ou
prolongadas, pode produzir efeitos convulsivantes e atuar como estupefaciente,
provocando paralisias musculares, congestão cerebral e outros distúrbios orgânicos.Pode
ocasionar reações de hipersensibilidade cutânea, respiratória e gastrointestinal. Também se
sabe do aparecimento de estomatites quando se administra oralmente o óleo essencial de
anis.Não se pode ultrapassar de 5 gotas de óleo essencial a cada dose e no máximo de
três vezes ao dia.

Em doses elevadas, o anetol presente no óleo essencial é neurotóxico, com um possível
efeito convulsivante, além de potencializar o sono em pacientes que façam uso
depentobarbital.Existe um grave perigo de intoxicação pela falsificação dos frutos do
anis-estrelado, que são substituídos pelos da badiana-do-japão (Illicium religiosum Sieb.),
que possuem abundância de shikimina e shikimitoxina, alcaloides tóxicos, que possuem

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Práticas
ação estupefaciente e cardiotóxica. Terapêuticas
As diferenças entreos frutos podem ser detectadas
tanto macroscopicamente quanto microscopicamente (ver COSTA, AF. Farmacognosia. 1º
volume. Fundação Calouste Gulbenkian.Lisboa. 1994. páginas 740 e 741).É contra-indicado
na gravidez e no hiperestrogenismo. (PANIZZA,2010)

EUCALIPTO (Eucalyptus globulus Labill.; F.B. 1ª, 2ª, 4ª edições)
Ficou evidenciada a utilização do 1,8-cineol, constituinte do óleo essencial do eucalipto, em
asma pela sua ação mucolítica das vias respiratórias inferiores e superiores (Juergens et
al., 2003).

Parte(s) usada(s): folha, óleo essencial.

Recomendações de usos (Alonso, 1998; Schulz, 2002; Brasil 2010a)

Uso externo: Adultos
Infusão para uso inalatório (folhas): 2g (1 colher de sobremesa) em 1 xícara (150 ml), fazer
inalação de 2-3x/dia;

Uso Interno: Adultos
Infusão (folhas): 3g (1 colher de sopa) a 4,5g (1,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml)
de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 40-60 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia;Extrato seco (5:1):
250-350mg de 3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml)
de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.
Crianças de 3-7 anosInfusão (folhas): 0,75g (1,5 colher de café) a 1,5g (½ colher de sopa)
em ⅓ xícara (50 ml) ou 1 xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 3 gotas/kg de
peso em água de 3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg
de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (folhas): 1,5g (½ colher de sopa) a 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml)
3-4x/dia;Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1): 20mg/
kg de peso de 3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de
peso de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Pr Vademecum Prescripción de Plantas Medicinales, 3ª
edição, 1998)O óleo essencial em doses altas, ou pela existência de uma maior
sensibilidade individual, pode provocar gastroenterites, hematúria, taquicardia, miose,

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Práticas
cefaléia, broncoespasmos e depressão dosTerapêuticas
centros respiratórios e coma.Tratamentos
prolongados com óleo essencial podem inibir a motilidade ciliar.O eucaliptol é neurotóxico e
epiletogênico. A aplicação tópica do óleo essencial pode resultar em dermatite de contato.
Nos casos de inalações com óleo essencial, fazer antes um teste de tolerância: aplicar
durante 15 segundos e esperar uns 30 minutos, com o objetivo de avaliar a sensibilidade à
essência. É contra-indicada a administração oral durante a gravidez, a lactação, em
crianças menores de 6 anos, em indivíduos sensíveis ao óleo essencial e o uso tópico em
crianças menores de 2 anos ou com alergias respiratórias.Foi comprovado que o eucalipto
estimula a função dos microssomos hepáticos, e desta forma há uma aceleração do
catabolismo, o que contra-indica sua administração junto com outras medicações. É
incompatível com sedativos, analgésicos ou anestésicos. É contra-indicado também para
indivíduosque acometidos de inflamações do trato gastrointestinal, das vias biliares ou
hepatopatias. (PANIZZA, 2010)

FUNCHO (Foeniculum vulgare Miller, mais conhecido no Sudeste como erva-doce;
F.B., 1ª, 2ª, 4ª edições)
Resultados de experimentos com o óleo essencial e extrato etanólico de funcho em
cobaias demonstraram efeitos broncodilatadores por ação estimulante de receptores β2 Ð
adrenérgicos e não a ação inibidora dos receptores H1 e muscarínicos (Boskabady &
Khatami, 2003).

Parte(s) usada(s): fruto, óleo essencial.

Recomendações de usos (Alonso, 1998; Matos, 1998)

Uso interno: Adultos
Infusão (frutos): 1,5g (½ colher de sopa) a 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml)
3-4x/dia.Tintura (1:5): 30-40 gotas em água de 3-4x/dia.Extrato seco (5:1): 150-200mg de
3-4x/dia.Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café/4kg de peso (2 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (frutos): 0,5g (1 colher de café) a 0,75g (1,5 colher de café) em ⅓ xícara (50 ml) ou
1 xícara de café (50 ml) 3-4x/dia.Tintura (1:5): 2 gotas/kg de peso em água de
3-4x/dia.Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

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Crianças de 7-12 anos Práticas Terapêuticas


Infusão (frutos): 0,75g (1,5 colher de café) a 1,5g (½ colher de sopa) em 1 xícara (150 ml)
3-4x/dia.Tintura (1:5): 2 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia.Extrato seco (5:1): 10mg/ kg
de peso de 3-4x/dia.Xarope (1,5% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso
de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Alonso, 1998; Londrina, 2006) O óleo essencial, em
doses elevadas ou prolongadas, pode produzir efeitos convulsivantes e atuar como
estupefaciente, provocando paralisias musculares, congestão cerebral e outros distúrbios
orgânicos. Pode ocasionar reações de hipersensibilidade cutânea, respiratória e
gastrointestinal. Também se sabe do aparecimento de estomatites quando se administra
oralmente o óleo essencial de anis.Não se pode ultrapassar de 5 gotas de óleo essencial a
cada dose e no máximo de três vezes ao dia. Em doses elevadas, o anetol presente no
óleo essencial, é neurotóxico,com um possível efeito convulsivante, além de potencializar
o sono em pacientes que façam uso depentobarbital. Contra-indicado na gravidez.Possui
interações com medicamentos barbitúricos, potencializando o sono induzido por este tipo
de fármaco. (PANIZZA, 2010)

GUACO (Mikania glomerata Spreng; F.B. 1ª, 2ª, 3ª, 4ª edições)
Os extratos aquosos e hidroalcoólico de guaco inibiram a contração da musculatura lisa da
traquéia de cobaias induzida por histamina, sugerindo a indicação para problemas
respiratórios onde a broncoconstrição se faz necessária (Moura et al., 2002).

Parte(s) usadas(s): folha.

Recomendações de usos (Schulz, 2002; Matos, 1998; Brasil 2010a)

Uso interno: Adultos
Infusão (folhas): 3g (1 colher de sopa) a 4,5g (1,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml)
de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 40-60 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia;Extrato seco (5:1):
250-350mg de 3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml)
de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.
Crianças de 3-7 anosInfusão (folhas): 0,75g (1,5 colher de café) a 1,5g (½ colher de sopa)
em ⅓ xícara (50 ml) ou 1 xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia;Tintura (1:5): 3 gotas/kg de
peso em água de 3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg
de peso de 3-4x/dia.

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Crianças de 7-12 anos Práticas Terapêuticas


Infusão (folhas): 1,5g (½ colher de sopa) a 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) de
3-4x/dia;Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;Extrato seco (5:1): 20mg/ kg
de peso de 3-4x/dia;Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso
de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Costa et al., 2008; Sa et al., 2003) Altas doses podem
causar vômito e diarréia. O uso prolongado dessa droga vegetal pode ocasionar acidentes
hemorrágicos, por haver efeito antagonista com a vitamina K.A associação com plantas e
substâncias anticoagulantes deverá ser evitada ou utilizada com muita cautela.Ensaios não
demonstraram inibição da espermatogênese por essa espécie.Deve haver cautela ao
associar com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios. (PANIZZA, 2010)

HORTELÃ PIMENTA (Mentha x piperita L.; F.B. 1ª, 2ª edições)
O mentol mostrou-se antitussígeno pela ação broncodilatadora da musculatura lisa de
cobaias (Laude et al., 1994).

Parte(s) usada(s): folhas e sumidades floridas, óleo essencial.

Recomendações de uso (Alonso, 1998; Schulz, 2002)

Uso interno:Adultos
Infusão (folhas): 1,5g (½ colher de sopa) a 4,5g (1,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml)
de 3-4x/dia; Tintura (1:5): 40-60 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1):
250-350mg de 3-4x/dia; Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml)
de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (folhas): 0,5g (1 colher de café) a 1,5g (½ colher de sopa) em ⅓ xícara (50 ml) ou 1
xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia; Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (folhas): 0,75g (1,5 colher de café) a 2g (1 colher de sobremesa) em 1 xícara (150
ml) de 3-4x/dia; Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1):
20mg/ kg de peso de 3-4x/dia; Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café
(2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

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TOXICIDADE E INTERAÇÕESPráticas Terapêuticas


(Pr Vademecum Prescripción de Plantas Medicinales, 3ª
edição, 1998; Alonso, 1998). Na sensibilidade ao mentol podem aparecer insônia e
irritabilidade nervosa. A essência por via inalatória pode promover depressão cardíaca,
laringoespasmos e broncoespasmos, especialmente em crianças. Por isso é
desaconselhável o uso de ünguentos mentolados ou preparados tópicos nasais a base de
mentol. Da mesma forma a inalação do óleo essencial não deve ser feita durante longos
períodos, pois pode ocorrer irritação das mucosas.Trabalhos experimentais feitos sobre os
óleos essenciais, têm demonstrado que algumas das substâncias que são encontradas em
alta quantidade (cetonas terpênicas e fenóis aromáticos) podem tornar-se tóxicas. No caso
do hortelã, deve-se salientar que a forma isolada da pulegona possui efeitos convulsivos e
abortivos; o limoneno e o felandreno têm efeito irritativo sobre a pele e o mentol tem efeitos
narcóticos, estupefacientes e, em menor escala, irritantes dérmicos.O óleo essencial de
hortelã é contra-indicado para menores de 2 anos, durante a lactação e a gravidez.
(PANIZZA, 2010)

POLÍGALA (Polygala senega L.; F.B. 1ª, 2ª edições)
A polígala é mucolítica e expectorante (Goetz, 2005).

Parte(s) usada(s): raiz.

Recomendações de usos (Alonso, 1998, Brasil, 2010a)

Uso interno:Adultos
Infusão (raiz): 4,5g (1,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3-4x/dia; Tintura (1:5):
40-60 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1): 250-350mg de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de3-4x/dia
.
Crianças de 3-7 anos
Infusão (raiz): 1,5g (½ colher de sopa) em ⅓ xícara (50 ml) ou 1 xícara decafé (50 ml) de
3-4x/dia; Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia; Xarope (2,0% de extrato
seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (raiz): 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3-4x/dia; Tintura (1:5): 3
gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de3-4x/dia.

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TOXICIDADE E INTERAÇÕESPráticas Terapêuticas


(Alonso, 1998) Altas doses ou o emprego da raiz fresca de
polígala produzem um efeitoemetizante e causam diarréias. Já as saponinas por via oral
podem provocarproblemas gastrointestinais. (PANIZZA, 2010)

SABUGUEIRO (Sambucus nigra L.; F.B. 1ª edição)
O sabugueiro demonstrou atividade relaxante da musculatura lisa decobaias, oferecendo
assim potencial broncodilatador (Ritcher, 1973; Alonso,1998).

Parte(s) usada(s): flor.

Recomendações de usos (Alonso, 1998; Brasil, 2010a)

Uso interno; Adultos
Infusão (flores): 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 2-4x/dia; Tintura (1:5): 40-60
gotas num pouco d´água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1): 250-350mg de 3-4x/dia; Xarope
(2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml) /4kg de peso de3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (flores): 0,75g (1,5 colher de café) em ⅓ xícara (50 ml) ou 1 xícara de café (50 ml)
de 2-4x/dia; Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia; Xarope (2,0% de extrato
seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (flores): 1,5g (½ colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) 2-4x/dia; Tintura (1:5): 3
gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia; Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Alonso, 1998) O consumo de extratos de flores e frutos
em doses usuais, assim como a aplicação local do sabugueiro não têm evidenciado
toxicidade. Quanto ao efeito diurético, o mesmo pode induzir a uma hipocalemia
(diminuição da concentração de potássio no organismo), que deverá ser levado em
consideração na prescrição (Newall C et al., 1996).
A segurança durante a gravidez e lactação ainda não foi suficientemente demonstrada, em
virtude disso devem ser tomadas precauções na prescrição(Newall C et al., 1996).
(PANIZZA, 2010)

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ALECRIM (Rosmarinus officinalis Práticas


L. FB, Terapêuticas
1ª, 2ª edições)
Essa planta tem atividades anti-inflamatória, analgésica e hepatoprotetora, sendo muito útil
nas cefaléias (Hara et al., 2005; González-Trujano, 2007).

Parte(s) usada(s): folha, óleo essencial.

Recomendações de uso (Alonso, 1998)

Uso interno Adultos
Infusão (folhas): 3g (1 colher de sopa) a 7,5g (2,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml)
de 2-4x/dia;
Tintura (1:5): 80 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia;
Extrato seco (5:1): 500 mg de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sopa (15 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (folhas): 0,75g (1,5 colher de café) a 2g (1 colher de sobremesa) em ⅓Êxícara (50
ml) ou 1 xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (folhas): 1,5g (1,5 colher de sopa) a 4g (2 colheres de sobremesa) em 1 xícara (150
ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Pr Vademecum Prescripción de Plantas Medicinales, 3ª
edição, 1998; Alonso, 1998)
A administração do óleo essencial puro por via interna pode produzir cefaléia, espasmos
musculares, gastroenterites, irritação do endotélio renal; em doses maiores pode ocasionar
um efeito convulsivante e abortivo. O uso tópico do óleo essencial produz rubefasciência
dérmica, devendo, desta forma, ser evitada a aplicação sobre feridas, em áreas de pele
alterada e o contato com as mucosas. O ácido rosmarínico tem demonstrado baixa
toxicidade, de acordo com a DL50 exibida em ratos por via endovenosa, que é de 561
mg/kg.

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mg/kg. Este ácido é eliminado da Práticas


circulaçãoTerapêuticas
nesses animais com um t1/2 = 9 minutos
(Parnham M. e Kesselring K., 1985). É contra-indicado para indivíduos que possuam
obstrução das vias biliares. Não deve ser administrado durante a gravidez (é considerado
agente abortivo), na lactação, em crianças menores que 6 anos de idade ou em pacientes
com gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, doença-de-Crohn,
epilepsia, doença-de-Parkinson ou outras doenças neurológicas. Não aplicar topicamente a
crianças menores que 6 anos nem em pessoas com alergias respiratórias ou sensíveis ao
óleo essencial de alecrim. (PANIZZA, 2010)

GENGIBRE (Zingiber officinale Roscoe; FB, 1ª edição)
Os diversos mecanismos de ação relacionados à ação analgésica dessa espécie são muito
úteis no tratamento de cefaléias (Yarnell & Abascal, 2007).

Parte(s) usada(s):rizoma.

Recomendações de usos (Alonso, 1998; Schulz, 2002)

Uso interno:Adultos
Infusão ou Decocção (raiz): 4,5g (1,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 40-60 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia;
Extrato seco (5:1): 250-350mg de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia
.
Crianças de 3-7 anos
Infusão ou Decocção (raiz): 1,5g (½ colher de sopa) em ⅓ xícara (50 ml) ou 1 xícara de
café (50 ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão ou Decocção (raiz): 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Pr Vademecum Prescripción de Plantas Medicinales, 3ª
edição, 1998; Schulz, 2002)
Ver informações anteriores. (PANIZZA, 2010)

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Gastrite Práticas Terapêuticas



ESPINHEIRA-SANTA (Maytenus ilicifolia (Schrad.) Planch; FB, 4ª edição)
Contra afecções gástricas (atonia, hipercidez, úlceras gástricas e duodenais e gastrite
crônica), antitumoral, analgésica. Potente atividade antiulcerogênica demonstrada num
estudo farmacológico que confirma que a simples extração aquosa desta planta é tão
eficaz quanto duas das principais drogas usadas para este tratamento: ranitidina e
cimetidina (Oliveira, 1991; Lorenzi, 2002).

Parte(s) usada(s): folhas.

Recomendações de usos (Panizza, 1997, Brasil 2010a)

Uso interno:Adultos
Infusão (folhas): 1g (1 colher de chá) a 2g (1 colher de sobremesa) em 1 xícara (150 ml) de
3-4x/dia;
Tintura (1:5): 40 gotas num pouco d´água antes das principais refeições;
Extrato seco (5:1): 100 mg 3 x/ dia
Extrato seco padronizado em % de taninos: 60 a 90 mg de taninos / dia

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (folhas): 0,25g (½ colher de café) a 0,5 g (1 colher de café) em ⅓Êxícara (50 ml) ou
1 xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (folhas): 0,5g (1 colher de café) a 1g (1 colher de chá) em 1 xícara (150 ml) de
3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Lorenzi, 2002; Souza-Formigoni, 1991; Teske & Trentini,
1995, Veiga Junior et al., 2005)
Estudos toxicológicos publicados no mesmo ano demonstram a segurança do seu uso sem
efeitos colaterais.

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Práticas
Não deve ser administrado a crianças Terapêuticas
e nutrizes. Em mulheres que amamentam pode
haver redução da secreção láctea.
Interações medicamentosas com esteróides, anabólicos, metotrextrato, amiodarona,
cetoconazol (hepatotoxicidade) e efeitos antagonistas com imunossupressores. (PANIZZA,
2010)

GUAÇATONGA (Casearia sylvestris Swartz; FB, 1ª edição)
Gastroprotetora (Basile, et al., 1990, Esteves et al., 2005, Sertié, Carvalho, Panizza, 2000),
anti-inflamatória (Cavalcante et al., 2007, Mattos et al., 2007 e adstringente. Suas folhas,
ricas em óleo essencial e substâncias antioxidantes, são utilizadas externamente em
cosméticos há muito tempo pelos índios que habitam a região da Mata Atlântica, em forma
de extrato, como calmante, suavizante, refrescante e regenerador da pele. Cicatrizante
tópico (Scavone et al., 1979, Panizza, 1997). Possui também atividade antimicrobiana
(Silva et al., 2008)

Recomendações de usos (Panizza, 1997, Brasil 2010a)

Uso interno:Adultos
Infusão (folhas): 2g (1 colher de sobremesa) a 4g (2 colheres de sobremesa) em 1 xícara
(150 ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 40-60 gotas num pouco d´água de 3-4x/dia;
Extrato sêco (5:1): 250-350mg de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato sêco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml) de 3-4x/dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (folhas): 0,5g (1 colher de café) a 1g (1 colher de chá) emÊ⅓Êxícara (50 ml) ou 1
xícara de café (50 ml) de 3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (folhas): 1g (1 colher de chá) a 2g (1 colher de sobremesa) em 1 xícara (150 ml) de
3-4x/dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3-4x/dia;
Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de 3-4x/dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml)/4kg de peso de 3-4x/dia.

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TOXICIDADE E INTERAÇÕESPráticas Terapêuticas


(Maistro, et al., 2007)

Ver informações anteriores. (PANIZZA, 2010)



C o s m é t ic o s


Sabonetes
Para utilização terapêutica correta, a produção de sabonetes deve ser feita com produtos
de qualidade e usar extrato glicólico que é produzido para este próprio fim. Como
demonstrei no estudo para vocês, também podemos utilizar as ervas secas na produção,
na qual pode também auxiliar e/ou aumentar o efeito terapêutico.

Gel
Uma maneira que utilizo para obter o efeito terapeutico de uma determinada planta no uso
tópico é a produção de géis a base de plantas medicinais. Em casas especializadas em
produtos para cosméticos são vendidos frascos com Base para Gel Neutro que são
específicos para a linha de cosméticos. Com uma quantidade de aproximadamente 1/5 de
tintura-mãe de uma determinada planta medicinal e 4/5 de base para Gel Neutro, junte em
um único recipiente e agite até obter uma mistura homogenea. Seu gel terapêutico está
pronto. O uso deve ser apenas tópico, externo.

Creme
Uma maneira que utilizo para obter o efeito terapeutico de uma determinada planta no uso
tópico é a produção de cremes a base de plantas medicinais. Em casas especializadas em
produtos para cosméticos são vendidos frascos com Creme Hidratante que são específicos
para a linha de cosméticos. Com uma quantidade de aproximadamente 1/5 de tintura-mãe
de uma determinada planta medicinal e 4/5 de creme hidratante, junte em um único
recipiente e agite até obter uma mistura homogenea. Seu creme terapêutico está pronto. O
uso deve ser apenas tópico, externo.

Tintura-mãe e Cremes Dentais
Em farmácias de produtos naturais ou Farmácias de Manipulação estes produtos são
vendidos. Para produzir a Tintura-mãe e os cremes dentais a base de plantas medicinais
apenas profissionais qualificados com todo o equipamento que é exigido para uma
produção de qualidade e confiança em utilizar. O importante é conhecer o efeito terapêutico
das plantas para adquirirmos os produtos com conhecimento e confiança.

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A seguir segue a listagem de Práticas


71 plantasTerapêuticas
medicinais liberadas pela Anvisa para
prescrição no SUS e suas indicações terapêuticas. Essa listagem está apresentada
de forma resumida.

Achillea millefolium
nome popular: Mil-folhas, Dipirona
uso: combate úlceras, feridas, analgesica

Allium sativum
nome popular: Alho
uso: Anti-séptico, Antiiflamatório e Anti-hipertensivo

Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis)
nome popular: Babosa, áloes
uso: combate caspa, calvíce e é antisseptico, tira lendia de piolhos e é cicatrizante

Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa)
nome popular: Colônia
Uso: Anti-hipertensivo

Anacardium occidentale
nome popular: Caju
uso: Antisseptico e cicatrizante

Ananas comosus
Nome popular: Abacaxi
Uso: mucolítica e fluidificante das secreções e das vias aéreas superiores.

Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea
Nome popular: Jucá, pau-ferroverdadeiro, ibirá-obi
Uso: Infecção catarral, garganta, gota, cicatrizante
Localização: Centro Oeste e Mato Grosso

Arrabidaea chica
nome popular: Crajirú, carajiru
uso: Afeções da pele em geral (impigens), feridas, Antimicrobiano
Centro Oeste

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Artemisia absinthium Práticas Terapêuticas


Nome popular: Artemísia
Uso: Estômago, fígado, rins, verme (lombriga e oxíuru, giárdia e ameba)

Baccharis trimera
nome popular: Carqueja, carquejaamargosa
Uso: combate feridas e estomáquico

Bauhinia spp (B. affinis, B. forficata ou variegata)
Nome popular: Pata de vaca

Bidens pilosa
nome popular: Picão
uso: combate úlceras

Calendula officinalis
Nome popular: Bonina, calêndula, flor-de-todos-osmales, malmequer
Uso: feridas, úlceras, micoses

Carapa guianensis
nome popular: Andiroba, angiroba, nandiroba
uso: combate úlceras, dermatoses e feridas

Casearia sylvestris
nome popular: Guaçatonga, apiáacanoçu,bugre branco, café-bravo
uso: combate úlceras, feridas, aftas, feridas na boca

Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
nome popular: Camomila
uso: combate dermatites, feridas banais

Chenopodium ambrosioides
nome popular: Mastruz, erva-de-santa- maria, ambrosia, erva-debicho, mastruço, menstrus
uso: Corrimento vaginal, antisseptico local

Copaifera spp
Nome popular: Copaíba
Uso: antiinflamação

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Cordia spp (C. curassavica ouPráticas Terapêuticas


C. verbenacea)
Nome popular: Erva baleeira
Uso: Antiiflamatoria

Costus spp (C. scaber ou C. spicatus)
nome popular: Cana-do-brejo
uso: combate leucorréia e infição renal

Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
nome popular: Alcanforeira, herva-mular, péde-perdiz
Uso:combate feridas, úlceras

Curcuma longa
nome popular: Açafrão

Cynara scolymus
nome popular: Alcachofra
uso: combate ácido úrico

Dalbergia subcymosa
nome popular: Verônica
uso: Auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e da.anemia

Eleutherine plicata
nome popular: Marupa, palmeirinha
uso: Hemorróida, vermífugo

Equisetum arvense
nome popular: cavalinha
uso: diurético

Erythrina mulungu
nome popular: Mulungu
uso: Sistema nervoso em geral

Eucalyptus globulus
nome popular: eucalipto
uso: combate leucorréia

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Práticas Terapêuticas
Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana
nome popular: Pitanga
uso: Diarréia

Foeniculum vulgare
nome popular: Funcho
uso: anti-séptico

Glycine max
Nome popular: Soja
Uso: sintomas da menopausa, oesteoporose

Harpagophytum procumbens
Nome popular: garra-do-diabo
Uso: Artrite reumantoide

Jatropha gossypiifolia
nome popular: Peão-roxo, jalopão, batata-de-téu
uso: antisseptico, feridas

Justicia pectoralis
Nome popular: anador
Uso: cortes, afecções nervosas, catarro bronquial

Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum
nome popular: Folha-da-fortuna
uso: furúnculos

Lamium album
nome popular: Urtiga-branca
uso: leucorréia

Lippia sidoides
Nome popular: estrepa cavalo, alecrim, alecrim-pimenta

Malva sylvestris
Nome popular: malva, malva-alta, malva-silvestre
Uso: furúnculos

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Maytenus spp (M. aquifolium ou Práticas Terapêuticas


M. ilicifolia)
Nome popular: concorosa, combra-de-touro, espinheira-santa, concerosa
Uso: antiséptica em feridas e úlceras

Mentha pulegium
Nome popular: poejo

Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
Nome popular: hortelã-pimenta, hortelã, menta

Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata)
Nome popular: Guaco
Uso: broncodilatador

Momordica charantia
Nome popular: Melão de São Caetano

Morus sp
Nome popular: amora

Ocimum gratissimum
Nome popular: alfavacão, alfavaca-cravo

Orbignya speciosa
Nome popular: babaçu

Passiflora spp (P. alata, P. edulis ou P. incarnata)
Nome popular: maracujá
Uso: calmante

Persea spp (P. gratissima ou P. americana)
Nome popular: abacate
Uso: ácido úrico, prevenir queda de cabelo, anti-caspa

Petroselinum sativum
Nome popular: falsa

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Práticas
Phyllanthus spp (P. amarus, P.niruri, P. Terapêuticas
tenellus e P. urinaria)
Nome popular: erva-pombinha, quebra-pedra

Plantago major
Nome popular: tanchagem, tanchás
Uso: feridas

Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
Nome popular: Boldo

Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides)
Nome popular: erva-de-bicho
Uso: corrimentos

Portulaca pilosa
Nome popular: amor-crescido
Uso: feridas, úlceras

Psidium guajava
Nome popular: goiaba
Uso: leucorréia, aftas, úlcera, irritação vaginal

Punica granatum
Nome popular: romeira
Uso: leucorréia

Rhamnus purshiana
Nome popular: cáscara sagrada

Ruta graveolens
Nome popular: arruda

Salix alba
Nome popular: salgueiro branco

Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
Nome popular: araguaíba, aroeira, aroeira-do-rio-grande-do-sul
Uso: feridas e úlceras

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Solanum paniculatum Práticas Terapêuticas


Nome popular: jurubeba

Solidago microglossa
Nome popular: arnica
Uso: contusões

Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
Nome popular: Barbatimão, abaremotemo, casca-da-virgindade
Uso: Leucorréia, feridas, úlceras, corrimento vaginal

Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini)
Nome popular: jambolão

Tabebuia avellanedeae
Nome popular: ipê-roxo

Tagetes minuta
Nome popular: cravo-de-defunto

Trifolium pratense
Nome popular: trevo vermelho

Uncaria tomentosa
Nome popular: unha-de-gato
Uso: imunoestimulante, antiinflamatório

Vernonia condensata
Nome popular: boldo da Bahia

Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes)
Nome popular: assa-peixe

Zingiber officinale
Nome popular: gengibre
Uso: tosse

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