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Universidade Zambeze

Faculdade de Ciências de Saúde

Curso: Medicina Geral

1° Ano Semestre I

Cadeira: Métodos de estudo pesquisa e investigação científica

Discentes:

Elcidio Feruca

Fátima Janine

Joaquim Sixpence

Macopa Felisberto

Paulo Arlindo

Valdemiro Dias
Introdução

Estima-se que um terço da população mundial esteja infectado com o Mycobacterium


tuberculosis (a bactéria que causa tuberculose), e que por ano, cerca de 9 milhões de pessoas
desenvolvem a doença; destas, 2 milhões morrem. Dos 9 milhões de casos de TB anuais, cerca
de 1 milhão (11%) ocorre em crianças menos de 15 anos de idade. Destes casos de TB infantil,
75% ocorrem anualmente nos 22 países com maior incidência da TB que em conjunto
correspondem a 80% da incidência estimada de todos os casos no mundo. Mais de um terço das
pessoas (4,3 milhões) com tuberculose no mundo não são diagnosticadas ou notificadas; algumas
não recebem cuidados e outras recebem cuidados de qualidade questionável. A nova orientação
ética da OMS aborda questões controversas, como o isolamento de pacientes contagiosos, os
direitos dos pacientes com tuberculose que vivem em privação de liberdade e as políticas
discriminatórias contra os migrantes afetados pela doença, entre outras.

Também enfatiza cinco obrigações éticas fundamentais para governos, trabalhadores de saúde,
prestadores de cuidados, organizações não-governamentais, pesquisadores e outras partes
interessadas.

Segundo a OMS, esses profissionais têm a obrigação de fornecer aos pacientes o apoio social
que necessitam para cumprir suas responsabilidades; abster-se de isolar os pacientes com
tuberculose antes de esgotar todas as opções para permitir a adesão ao tratamento e apenas sob
condições muito específicas. Além disso, esses profissionais precisam permitir que “populações-
chave” a cessem o mesmo tipo de cuidados oferecidos a outros cidadãos; garantir que todos os
profissionais de saúde operem em um ambiente seguro; e compartilhar rapidamente evidências
das pesquisas realizadas para atualizar as políticas nacionais e globais sobre tuberculose.

Segundo a OMS, dos países da língua portuguesa Angola, Brasil e Moçambique estão entre as 20
nações com maior número de casos.

O brasil também se encontra entre os seis países com altos números de casos de tuberculose e
HIV, ao lado do Congo, Gana, Guiné-Bissau, Indonésia e da Libéria. A maioria das mortes por
tuberculose, 1.3 milhão, ocorre em pacientes que não tem HIV.
A OMS divide a os casos de tuberculose em três grupos: o de pacientes que somente tem a
doença, outro de paciente com a HIV e tuberculose e o terceiro sobre a tuberculose resistente a
doença.

Dos países da língua portuguesa Moçambique e Angola integram os três grupos. Já Guiné-Bissau
integra o segundo grupo de pessoas com HIV e tuberculose

A doença também afecta países desenvolvidos com movimento o migratório e cada vez mais
trânsito entre cidadãos de várias partes do mundo. A OMS informa que foram notificados casos
em seis países: Franca, Japão, Holanda, Coreia do sul e Eslováquia.

Segundo a mesma fonte os países que estão respondendo Bem a doença são: Africa do sul,
Brasil, Indonésia, Tailândia e Vietnam.

A organização mundial de saúde, revela que a doença é a nona maior causa de morte em todo
mundo. Em 2016, mais de 1 milhão e seiscentas mil pessoas morreram de tuberculose. Mais de
10 milhões contraíram a doença. 56% deles estavam em 5 países: índia, Indonésia, China,
Filipinas e Paquistão. No entanto esta ainda longe da meta estabelecida para 2020 de reduzir
anualmente o número de mortes provocados pela doença em 5-4%.

Um dos problemas que acompanha a tuberculose é a evolução do bacilo para versões resistentes
aos medicamentos, estimando-se que em mais de meio milhão de novos casos, o medicamento
mais usado é a rinfampicina não resulte.

Muitos novos casos de tuberculose devem-se a subnutrição, infeção pelo HIV, tabagismo,
diabetes e alcoolismo.

A eliminação da pobreza extrema e proteção social são duas medidas que poderão reduzir em
muito o numero de novos casos.

Para a organização mundial de saúde, a tuberculose resistente a medicamentos continua sendo


ameaça. No ano passado, 600 mil novos casos eram resistentes ao medicamento padrao mais
eficaz.
A organização das nações unidas afirmou, no entanto que em todo mundo a taxa de mortalidade
da doença esta caindo a 3% ao ano e a incidência a cerca de 2% ao ano.

Em africa a epidemia de tuberculose, deve-se principalmente, a factores relacionados a pobreza e


aos efeitos negativos da coinfecção da tuberculose co HIV/Sida

Em Moçambique, a TB continua a representar um sério problema de Saúde Pública. È uma das


principais causas de morbilidade e de mortalidade, sendo os principais grupos vulneráveis os
adultos jovens, as crianças e as pessoas vivendo com o HIV/SIDA. Desde 1993 que
Moçambique figurava na lista dos 22 Países do mundo considerados de alta prevalência de TB,
ocupando actualmente a 11ª posição de acordo com a classificação da OMS.

Com uma taxa de prevalência de tuberculose estimada em 490 por 100.000 habitantes,
Moçambique é um dos 22 países com uma carga maior de doença em todo mundo. Tendo em
conta que o risco de desenvolver a tuberculose é estimado entre 12 a 20 vezes maior em pessoas
que vivem com o HIV do que os que vivem sem ele, torna-se evidente que Moçambique tenha
uma co-taxa de infeção (estimada em 50%) particularmente elevada. Alem de ser um grave
problema de saúde entre a população em geral, a tuberculose é, portanto, também a principal
causa de morte entre as pessoas que vivem com o HIV.

Moçambique diagnosticou em 2018 noventa e quatro mil casos de tuberculose contra oitenta e
cinco mil caso do ano anterior. Sendo que noventa mil e quinhentas crianças foram notificados
com tuberculose no pais em 2016, contra perto de seis mil casos registados em 2015. Entretanto
o país registou ainda cerca de mil e cem casos de tuberculose resistentes ao tratamento em 2018
contra novecentos em 2017.

O programa nacional de combate a tuberculose do ministério de saúde disse que a resistência ao


tratamento da tuberculose resulta também do mau uso dos medicamentos. E a resistência a
medicamentos torna o tratamento da tuberculose mais caro.

Em Moçambique registou no ano passado, perto de sete mil mortes por tuberculose, maior
incidência da doença a registar-se na província de Gaza.

Muitas organizações, concentram-se na redução da propagação da tuberculose e mortes


relacionadas, através da melhoria do diagnóstico precoce e do tratamento nas comunidades. Com
ênfase a campanha porta-a-porta, cujo objectivo é aumentar o acesso aos cuidados de saúde a
comunidade e mobilizar os líderes comunitários assim como os professores e outros, como
voluntários activos na detenção da tuberculose nas suas comunidades.

Na província de Tete, a exploração mineira contribui para o aumento de casos de tuberculose no


seio da população, pois a inalação da poeira emitida a partir das minas é uma das vias de
contaminação
1. Justificativa
Justifica-se o desenvolvimento do presente tema em face de grande frequência de casos de
tuberculose em crianças de 0 a 5 anos de idade no hospital provincial de Tete provenientes de
Matundo, essa frequência tem proporcionado um grande problema, visto que, a vacina BCG
tem sido feita no primeiro mês de vida, fornecendo protecção na maioria dos casos.

2. Problema
Frequência de Tuberculose em crianças de 0 a 5 anos de idade no primeiro trimestre de
2019 em matundo.

3. Objectivos
3.1. Objectivo Geral
Avaliar os factores pré-disponentes para aparição da tuberculose.

3.2.Objectivos Específicos
 Identificar as causas da frequência da tuberculose nas crianças de 0 a 5 anos de idade;
 Determinar o nível de conhecimento das mães do bairro Matundo acerca da prevenção
da tuberculose.
4. Revisão Bibliográfica

A infecção com Mycobacterium tuberculosis resulta normalmente da inalação de gotículas


infectantes produzidas por doentes com TB pulmonar ao tossirem e/ou falarem. A fonte da
infecção da maioria das crianças é um adulto ou adolescente com TB pulmonar que coabita o
mesmo espaço físico (normalmente na mesma casa). O diagnóstico e tratamento precoce de
adultos e adolescentes com TB pulmonar é a melhor maneira de prevenir que as crianças corram
o risco de inalar o bacilo da TB. Esta exposição leva ao desenvolvimento de uma lesão
parenquimatosa primária no pulmão, com propagação para os nódulos linfáticos regionais. A
resposta imunitária (hipersensibilidade retardada e imunidade celular) desenvolve-se cerca de 4-6
semanas após a infecção primária. Na maioria dos casos, a resposta imunológica consegue conter
a multiplicação dos bacilos do M. tuberculosis nesta altura, contudo, podem persistir alguns
bacilos dormentes. Nesta fase, o teste cutâneo de sensibilidade à tuberculina (TST) positivo
constitui a única evidência da infecção.

Sintomas

Na maioria dos casos, as crianças com TB desenvolvem sintomas crónicos. Os mais frequentes
são:

 Tosse não remitente por mais de 14 dias.


 Febre -Temperatura corporal> 38 °C durante 14 dias, depois de exclusão de outras causas
frequentes como malária ou pneumonia.
 Falência de crescimento ou perda ponderal nos últimos 3 meses

Prevenção

A BCG é uma vacina contendo uma forma viva atenuada do Micobacterium bovis administrada
às crianças ao nascimento ou imediatamente a seguir. Actualmente é a única vacina existente
para TB eficaz e com bom custo benefício. Esta vacina é utilizada de forma rotineira nos países
em desenvolvimento. A vacina BCG é considerada essencial para prevenção de formas graves da
TB (meningite tuberculosa e TB disseminada), apresentando 60-80% de protecção. A OMS
recomenda que todas as crianças recebam esta vacina, independentemente da sua história de
exposição ao HIV.
5. Metodologia
5.1.Critério de Inclusão
 Para este estudo, serão incluídas todas as crianças dos 0 aos 5 anos de idade com tosse no
bairro matundo sem distinção de sexo, raça e nem religião.
 Crianças dos 0 aos 5 anos de idade, vivendo em contacto com pessoas infectadas com a
tuberculose.

5.2.Criterios de Exclusão
 Serão excluidas todas as criancas dos 0 aos 5 anos de idade que não apresentarem tosse
 Serao excluídas todas crianças que apresentarem sintomas não relacionados com a
tuberculose.

6. Delimitação
6.1.Delimitação do tema
O protocolo trata da tuberculose em crianças de 0 aos 5 anos de idade residentes no bairro
Matundo da cidade de Tete.

6.2.Delimitação do tempo
Os estudos serão feitos num período de 6 meses, de Julho à Dezembro.

6.3. Delimitação geográfica


Os estudos serão feitos no bairro Matundo, Província de Tete, Moçambique
7. Relevância
O estudo deste tema ira ajudar no rastreio precoce da tuberculose no bairro de Matundo ,
visto que, por ser uma doença altamente contagiosa, pode estar afectar outras faixas etárias.

8. Universo
Os estudos serão feitos a todas as crianças dos 0 aos 5 anos de idade residentes no bairro
Matundo, sem distinção de raça, sexo, condição financeira, religião, que apresentam tosse, e
aquelas que convivem com pessoas infectadas com a tuberculose.

9. Amostragens
Para o estudo será usada uma amostragem não probabilística pois os estudos irão abranger
somente as crianças dos 0 aos 5 anos, que apresentarem tossem, aquelas que convivem com
pessoas infectadas com a tuberculose, sendo excluídas todas aquelas que não apresentem
esses aspectos e também aquelas que apresentarem sintomas não relacionados a tuberculose.
10. Cronograma
Actividades Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
Levamento x x x X x
bibliográfico
Colecta de dados x x
Análises dos dados X x x
Mobilização e palestra x x X
Rastreio de casos de x X x
Tuberculose
Referir casos de x X x x
Tuberculose

11. Orç0amento

Preço Valor
Quantidade
unitario Total
Materiais
Papel A4 (resma) 1 500.00 500.00
Not book 6 25.00 150.00
Canetas 60 10.00 600.00
Megafone 1 700.00 700.00
Pilhas 6 10.00 60.00
Panfletos 100 50.00 5000.00
Mascara N95 12 50.00 600.00