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GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
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3. Gestão e Fiscalização de Contratos Administrativos
4. Módulo 3 - Fiscalização de Contrato
5. Exercício Avaliativo 3

Iniciado em segunda, 20 mai 2019, 23:25


Estado Finalizada
Concluída em terça, 21 mai 2019, 00:19
Tempo empregado 54 minutos 31 segundos
Notas 10,00/10,00
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Questão 1
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

De acordo com o Artigo 67 da Lei Federal 8.666/93, a execução do contrato deverá


ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente
designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidia-lo de
informações pertinentes a essa atribuição.
Das 5 (cinco) alternativas listadas abaixo, 4 (quatro) representam situações funcionais
permitidas para o fiscal do contrato e 1 (uma) representa situação funcional não
permitida para o fiscal do contrato.
Qual dos itens abaixo representa a alternativa de uma situação funcional em
que NÃO é permitida a indicação para o exercício da atribuição de fiscal de contrato?

a. Servidor Estável
b. Servidor Comissionado
c. Empregado Público
d. Empregado Terceirizado
A indicação de terceirizados para o exercício do cargo de fiscal de contrato NÃO é
permitida, em consonância com o disposto no Acórdão TCU 100/2013-Plenário.
Terceirização é a contratação de serviços por meio de empresa, intermediária
(interposta) entre o tomador de serviços e a mão-de-obra, mediante contrato de
prestação de serviços.

e. Servidor Temporário
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Para que a Administração Pública possa efetuar uma fiscalização efetiva, eficaz e
eficiente é fundamental que o fiscal do contrato tenha vínculo direto com a
Administração Pública, já que, do contrário, a pessoa designada como fiscal poderia
representar interesses estranhos aos do Estado, ou seja, que não almejassem ao
interesse público.
Conforme os diplomas legais existentes, em especial, o artigo 37 da Constituição
Federal, o inciso III do artigo 58 c/c o artigo 67, ambos da Lei n° 8.666/93, e, ainda, a
Instrução Normativa da SLTI n° 02/2008, que dispõe de regras para a contratação de
serviços continuados ou não, infere-se que o representante da Administração deverá
ter vínculo com a Administração Pública devendo, portanto, ser servidor estável,
comissionado ou empregado público. É possível também, de acordo com o
entendimento do Ministério do Planejamento, a designação de servidores temporários
(contratados pela Lei n° 8745/93).
Gabarito: Empregado Terceirizado
A indicação de terceirizados para o exercício do cargo de fiscal de contrato NÃO
é permitida, em consonância com o disposto no Acórdão TCU 100/2013-Plenário.
Terceirização é a contratação de serviços por meio de empresa, intermediária
(interposta) entre o tomador de serviços e a mão-de-obra, mediante contrato de
prestação de serviços.
Questão 2
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu interpretação diversa da


adotada até então, acerca da responsabilidade do tomador dos serviços nos contratos
chamados de terceirização, nos quais a entidade contrata mão de obra para
determinadas atividades que não fazem parte de sua atividade fim.
Assinale a alternativa que expressa o entendimento do TST materializados na Súmula
331.

a. Para que haja a responsabilização da Administração tomadora dos serviços, é


preciso que o empregador tenha inadimplido com suas obrigações, e que a tomadora
do serviço tenha participado da relação processual que apurou a irregularidade, bem
como reste evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações
relativas à fiscalização.
Essa é a resposta correta. As condicionantes para a responsabilização da
Administração estão presentes, quais sejam: inadimplência das obrigações do
empregador; participação na relação processual; e conduta culposa na fiscalização.

b. A administração é responsável solidária pelos débitos trabalhistas havidos em


relação aos empregados que lhe prestaram serviço, no âmbito do contrato de
terceirização de mão de obra, desde que não tenha fiscalizado corretamente o
cumprimento das obrigações trabalhistas pelo empregador.
c. Para caracterização da responsabilidade subsidiária da Administração tomadora
dos serviços de mão de obra, é preciso que haja pessoalidade e subordinação direta
dos empregados com a tomadora dos serviços.
d. Se a empresa terceirizada não cumprir com as obrigações trabalhistas dos
empregados, a Administração Pública tomadora dos serviços responde
subsidiariamente em relação aos débitos trabalhistas daqueles empregados.
e. Os encargos trabalhistas não adimplidos pela empresa contratada pela
Administração não torna esta última responsável solidária, mas autoriza o pagamento
direto aos empregados dessas verbas não pagas pelo empregador.
Feedback

É importante observar que, enquanto a responsabilidade subsidiária impõe que


primeiro se busque o cumprimento da obrigação do devedor principal, para, em não
logrando êxito, cobrar do responsável subsidiário, na responsabilidade solidária,
ambos são devedores conjuntos. Ou seja, nesta não há benefício de ordem nem
proporcionalidade, qualquer um (ou todos) pode ser cobrado pelo todo. Naquela
(subsidiária), há o benefício de ordem: primeiro se cobra de quem não cumpriu
para depois cobrar daquele que, por alguma disposição, esteja na situação de
responsável subsidiário.
Importante também destacarmos a responsabilidade da Administração em duas
situações, que receberam tratamento distinto da Lei 8.666/1993 acerca dos
débitos trabalhistas e previdenciários, decorrente da execução do contrato de
terceirização: o débito trabalhista, expresso no art. 71, § 1º, da Lei, e
o Previdenciário, aposto no § 2º do mesmo artigo.
Se formos ver o texto da Lei, observaremos que, para os débitos previdenciários, não
tem jeito, se a empresa contratada pela Administração não pagar, quem vai ter de
pagar é o órgão contratante.
Já para os débitos trabalhistas, a lei prevê expressamente que os débitos decorrentes
de uma relação de emprego com a empresa terceirizada, por exemplo, não transferem
tal obrigação para a Administração.
No entanto, o Tribunal Superior do Trabalho, por meio do Enunciado 331, firmou
entendimento de que haveria responsabilidade do contratante em caso da
inadimplência do empregador, em clara oposição à expressa disposição da Lei.
No final de 2011, o STF julgou constitucional o § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993,
fazendo com que a aplicação do enunciado 331 fosse limitada à análise de cada caso
e não mais automaticamente como vinha sendo aplicado pela justiça trabalhista, o que
levou à retificação da súmula nos termos atuais, em que ainda considera a
Administração subsidiária quanto a débitos trabalhistas, mas condicionada à
comprovação de que houve "conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei
n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das
obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora" e que
ela (Administração) tenha participado da relação processual.
Essa duas condicionantes são fundamentais para a responsabilização da
Administração Pública nos termos da Súmula mencionada, pois se não houve conduta
culposa, ou seja, se a Administração tomadora do serviço terceirizado adotou todas as
providências quanto ao acompanhamento e fiscalização do contrato, mas ainda assim,
ao final da execução do contrato, e em sede de processo trabalhista, foi constatado
que a empresa estava inadimplente com as obrigações trabalhistas relativas aos seus
empregados, a Administração não pode ser responsabilizada.
Além disso, e esse aspecto é muito importante, para que a Administração seja
responsabilizada é preciso que ela tenha integrado a relação processual, ou seja, ela
tenha sido arrolada no processo trabalhista que busca o pagamentos das verbas
trabalhistas sonegadas dos empregados. Nada mais justo que esses condicionantes,
pois atentaria contra o princípio do processo legal se a Administração fosse compelida
a fazer algo (no caso pagar os direitos trabalhistas dos empregados do contrato) sem
que tivesse a oportunidade do contraditório e da ampla defesa.
Gabarito: Para que haja a responsabilização da Administração tomadora dos
serviços, é preciso que o empregador tenha inadimplido com suas obrigações, e
que a tomadora do serviço tenha participado da relação processual que apurou
a irregularidade, bem como reste evidenciada a sua conduta culposa no
cumprimento das obrigações relativas à fiscalização.
Essa é a resposta correta. As condicionantes para a responsabilização da
Administração estão presentes, quais sejam: inadimplência das obrigações do
empregador; participação na relação processual; e conduta culposa na
fiscalização.
Questão 3
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

Em determinado município, o transporte escolar de alunos residentes na área rural é


realizado por meio de uma empresa que disponibiliza ônibus para atender as rotas
estabelecidas pela secretaria de educação. Essa empresa é remunerada
mensalmente pelo total de quilômetros rodados pelos ônibus.
Você, como fiscal desse contrato, ao verificar o cumprimento das cláusulas
contratuais, observou que em certo mês, em mais da metade daquelas rotas, as
quantidades de quilômetros rodados superaram em 20% os quantitativos previstos
inicialmente no contrato.
Qual das providências a seguir contribui mais para o esclarecimento do ocorrido?

a. Aguardar mais um mês para ver se a situação se repete.


b. Solicitar a seu superior hierárquico que encaminhe ao secretário de educação ofício
descrevendo a situação.
c. Solicitar ao superior hierárquico que encaminhe ao secretário de controle interno
ofício descrevendo a situação.
d. Encaminhar expediente ao preposto da empresa contratada solicitando justificativas
para a situação.
e. Encaminhar expediente ao preposto da empresa contratada solicitando justificativas
para a situação e obter informações sobre o assunto junto à secretaria municipal de
educação.
A alternativa está correta. Dentre as descritas, esta providência é a mais indicada, pois
possibilitará uma justificativa da contratada e o confronto com as informações
disponíveis na secretaria municipal de educação.
Feedback

O fiscal do contrato deve conhecer detalhadamente o contrato e as cláusulas nele


estabelecidas. Também deverá acompanhar a execução dos serviços, neste caso,
verificando atentamente as distâncias percorridas pelos ônibus.
Na situação descrita no enunciado desta questão, a melhor providência é verificar
tanto junto à contratada quanto à secretaria de educação os motivos que levaram ao
acréscimo de 20% nas distâncias percorridas em mais da metade das rotas.
Gabarito: Encaminhar expediente ao preposto da empresa contratada
solicitando justificativas para a situação e obter informações sobre o assunto
junto à secretaria municipal de educação.
A alternativa está correta. Dentre as descritas, esta providência é a mais
indicada, pois possibilitará uma justificativa da contratada e o confronto com as
informações disponíveis na secretaria municipal de educação.
Questão 4
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

No intuito de se certificar que o contrato fosse executado exatamente da forma


consignada na proposta da empresa vencedora da licitação, a Administração fez
constar no edital da licitação a obrigatoriedade de contratação de um fiscal, às custas
da empresa contratada. Como o contrato se referia a serviços de informática com
especificidades e nível de detalhamento aprofundado, exigia-se que a empresa
comprovasse a qualificação técnica da pessoa indicada, caso contrário a
Administração poderia determinar a substituição do fiscal.
Acerca do procedimento acima, indique a opção certa, de acordo com as disposições
da Lei 8.666/1993.

a. O procedimento está correto, pois a Lei 8.666/1993 obriga que todo contrato
administrativo deve ser acompanhado e fiscalizado, podendo inclusive ser contrato
terceiro estranho à Administração.
b. O procedimento está errado, pois a competência para fiscalizar a execução de um
contrato administrativo é da própria administração, não sendo admitida a presença de
terceiros nessa função.
c. O procedimento está errado, pois como o fiscal foi contratado pela empresa, cabe a
ela a escolha do fiscal e a definição das exigências de qualificação dele.
d. O procedimento está correto caso a Administração declare formalmente que não
possui em seus quadros pessoal especializado no objeto da contratação capaz de
fiscalizar o fiel cumprimento das obrigações por envolver conhecimento especializado.
e. O procedimento está errado, pois a designação de um fiscal para acompanhar a
execução dos contratos é obrigação da Administração, que deverá escolher dentre os
servidores do quadro o que tenha melhores condições para executar a tarefa.
Essa é a resposta correta. A obrigação da Administração de fiscalizar os contratos
firmados é irrenunciável e indelegável, podendo, quando o objeto assim o exigir,
contratar terceiros para auxiliá-la.
Feedback

O fiscal do contrato é figura importante para que a Administração seja capaz de cobrar
do contratado a correta execução da avença nos termos que foram acordados. Deste
fato decorre de a fiscalização dos contratos ser irrenunciável e indelegável, podendo,
quando o objeto assim o exigir, haver a contratação de terceiros para auxiliar a
Administração em tal função.
Em algumas ocasiões, o objeto do contrato possui tal especificidade e complexidade
que o órgão contratante poderá não ter pessoal suficiente ou qualificado para a tarefa,
razão pela qual a Lei autoriza a contratação de terceiros. A publicação "Licitações e
Contratos: orientações e jurisprudência do TCU", indica que a "contratação de
profissional ou empresa para auxiliar a fiscalização do contrato é procedimento
admitido e recomendável, especialmente em contratos complexos ou de valor
elevado". Essa mesma publicação recomenda que "deve ser mantida pela
Administração, desde o início até o final da execução do contrato, equipe de
fiscalização ou profissional habilitados, com experiência".
Ainda assim, a responsabilidade pela fiscalização continua sendo do servidor
designado, cabendo a ele a responsabilidade pela comunicação à autoridade superior
de qualquer irregularidade na execução do contrato.
Daí a importância de a Administração designar para a atividade um servidor que tenha
condições técnicas e com perfil adequado para fiscalização. No caso de não haver, ou
de o objeto da contratação ser muito específico, pode-se contratar terceiros para
auxiliá-lo na fiscalização.
Em todo caso, a responsabilidade por erros e omissões da fiscalização pode ser
atribuída ao fiscal e à autoridade que o designou. Em sendo designado para a
atividade e constatado que não tem condições técnicas para o exercício da atividade,
deve o servidor incumbido da fiscalizar informar à autoridade que o designou de suas
limitações.
Por fim, cabe diferenciar o fiscal do contrato da figura do preposto da empresa,
designado para representar a empresa na execução do contrato. A função do preposto
é servir como o contato da empresa com a Administração, nunca a de fiscalizar a
execução do contrato. Qualquer questão envolvendo a execução do contrato deverá
ser encaminhada ao preposto da empresa para as providências devidas, nunca
diretamente aos empregados terceirizados.
Gabarito: O procedimento está errado, pois a designação de um fiscal para
acompanhar a execução dos contratos é obrigação da Administração, que
deverá escolher dentre os servidores do quadro o que tenha melhores
condições para executar a tarefa.
Essa é a resposta correta. A obrigação da Administração de fiscalizar os
contratos firmados é irrenunciável e indelegável, podendo, quando o objeto
assim o exigir, contratar terceiros para auxiliá-la.
Questão 5
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

Apesar de o § 1º art. 71 da Lei 8.666/1993 dispor que a inadimplência do contratado


com suas obrigações trabalhistas não transfere para a Administração contratante a
responsabilidade pelo seu pagamento, a Justiça do Trabalho, em reiterados
julgamentos, desconsidera a norma expressa na Lei de Licitações e atribui a
responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto aos encargos
trabalhistas não adimplidos, amparada na Súmula TST 331.
Acerca da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho, indique a alternativa correta.

a. Se uma empresa de terceirização de mão de obra de vigilante é contratada por um


órgão da Administração Pública e não paga as verbas trabalhistas dos vigilantes
alocados nesse contrato, esse órgão público que firmou contrato com a empresa será
responsabilizado pelo pagamento dessas verbas trabalhistas, desde que tenha
participado da relação processual e não tenha exercido corretamente sua obrigação
de fiscalizar o contrato, conforme previsto no art. 67, da Lei 8.666/1993.
Essa é a resposta correta. Conforme itens IV e V da Súmula TST 331, há duas
condições para que órgãos da Administração Pública sejam responsabilizados
subsidiariamente por inadimplência trabalhista resultante de contratos de natureza
continuada: tenha sido incluída no polo passivo da relação processual trabalhista e
não tenha fiscalizado corretamente o referido contrato de modo a evitar a referida
inadimplência.

b. Os empregados que prestam serviços de limpeza e conservação, por meio de


empresa terceirizada, não formam vínculo trabalhista com o tomador dos serviços,
ainda que haja pessoalidade e subordinação desses empregados com o tomador dos
serviços.
c. A contratação de empregados por meio de empresa interposta gera vínculo
empregatício qualquer que seja o empregador contratante, desde que não seja para
atividade-meio, a exemplo de serviços de vigilância e conservação.
d. Se a empresa de terceirização de mão de obra (de vigilância, por exemplo) não
pagar as obrigações trabalhistas de seus funcionários alocados em um contrato de
vigilância patrimonial firmado com um terceiro, esse terceiro que contratou a empresa
pode ser compelido a pagar tais obrigações, independentemente de cobraça anterior
ao empregador, em face do instituto da solidariedade de ambos pelas obrigações
trabalhistas.
e. Para a caracterização da responsabilidade subsidiária da Administração Pública por
débitos trabalhistas decorrentes de obrigações do empregador não adimplidas em
relação aos seus empregados, postos para a execução de serviços terceirizados
contratados pela Administração, basta a simples ocorrência do inadimplemento, ou
seja, do não pagamento.
Feedback

Como vimos, o art. 71 da Lei 8.666/1993 estabelece as responsabilidades por diversos


encargos decorrentes da execução de um contrato administrativo.
Destaco, por mais relevantes, e que demandam maiores considerações, os débitos
trabalhistas e previdenciários.
Vamos observar que o teor da Lei traz a responsabilidade solidária da Administração
contratante em relação a débitos previdenciários, mas em relação aos débitos
trabalhistas sequer atribui responsabilidade do tomador dos serviços, igualando-o aos
débitos fiscais e comerciais decorrentes do contrato.
No entanto, a Justiça do Trabalho, considerando o princípio da hiposuficiência do
empregado nas relações de trabalho, deu interpretação diversa de modo que passou a
condenar a Administração, de forma subsidiária, quando da ocorrência de débitos
trabalhistas decorrentes da execução de contratos administrativos, enunciando esse
entendimento na Súmula 331. Posterior, modificou o teor da súmula condicionando
essa responsabilidade a ocorrência de inação da Administração quanto à sua
obrigação de fiscalizar o contrato de terceirização de mão de obra.
Nesse sentido, a atividade de fiscalização de contratos assume, ainda mais, uma
importância capital, de modo a prevenir que eventuais demandas trabalhistas
decorrentes da relação de emprego entre o empregado e a empresa de terceirização
de mão de obra venham a alcançar órgãos da Administração Pública tomadores
desses serviços.
Com vistas a minimizar ocorrências que levem à responsabilidade subsidiária,
diversos órgãos da Administração têm editado normas disciplinando as atividades de
fiscalização de contratos, especificamente os contratos de terceirização de mão de
obra, a exemplo da IN SLTI/MPOG 02/2008 (alterada pela IN SLTI/MPOG 6/2013) e
da Portaria TCU 297/2012.
Gabarito: Se uma empresa de terceirização de mão de obra de vigilante é
contratada por um órgão da Administração Pública e não paga as verbas
trabalhistas dos vigilantes alocados nesse contrato, esse órgão público que
firmou contrato com a empresa será responsabilizado pelo pagamento dessas
verbas trabalhistas, desde que tenha participado da relação processual e não
tenha exercido corretamente sua obrigação de fiscalizar o contrato, conforme
previsto no art. 67, da Lei 8.666/1993.
Essa é a resposta correta. Conforme itens IV e V da Súmula TST 331, há duas
condições para que órgãos da Administração Pública sejam responsabilizados
subsidiariamente por inadimplência trabalhista resultante de contratos de
natureza continuada: tenha sido incluída no polo passivo da relação processual
trabalhista e não tenha fiscalizado corretamente o referido contrato de modo a
evitar a referida inadimplência.
Questão 6
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

O fiscal do contrato de fornecimento de medicamentos para os postos de saúde do


município, por residir há muito tempo na localidade, tinha informações de que muitas
outras pessoas que residiam no município reclamavam da falta de remédios nos
postos de saúde.
Resolveu, então, fazer uma inspeção no estoque desses medicamentos e verificou
que no posto de saúde que ficava na área urbana, o maior do município, o estoque de
medicamentos era bem acompanhado pelo farmacêutico, com informações
individualizadas dos quantitativos de todos os itens. Também apurou que nos postos
de saúde rurais, os estoques de medicamentos não eram individualmente controlados.
O que havia era apenas a conferência das quantidades de medicamentos que
chegavam com relação aos pedidos anteriormente feitos.
O fiscal do contrato concluiu que o controle de estoques dos medicamentos era
deficiente e que era uma das causas das reclamações dos munícipes. Logo após as
constatações feitas, encaminhou relatório sobre esse assunto para o seu superior
hierárquico.
Avalie essas ações do fiscal do contrato, marque a alternativa correta.

a. O fiscal do contrato não agiu corretamente, pois essa inspeção estava fora das suas
competências.
b. O fiscal do contrato não agiu corretamente, pois essa inspeção é uma atribuição do
secretário de saúde.
c. O fiscal do contrato não agiu corretamente, pois essa inspeção é uma atribuição do
secretário de controle interno.
d. O fiscal do contrato agiu corretamente, todavia deveria ter encaminhado o seu
relatório para o secretário de controle interno.
e. O fiscal do contrato agiu corretamente, pois essa inspeção é uma técnica útil para a
fiscalização de contratos de fornecimento de medicamentos e, por isso, faz parte das
suas competências.
A alternativa está correta. A inspeção é uma das ferramentas importantes para o
sucesso da fiscalização do contrato de fornecimento de medicamentos. Além disso, de
acordo com o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei nº 8.666/93, as decisões e providências
que ultrapassam a competência do fiscal do contrato devem ser solicitadas a seus
superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes.
Feedback

A inspeção é uma das ferramentas importantes para o sucesso da fiscalização de um


contrato. De acordo com o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei nº 8.666/93, as decisões e
providências que ultrapassam a competência do fiscal do contrato devem ser
solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas
convenientes.
Gabarito: O fiscal do contrato agiu corretamente, pois essa inspeção é uma
técnica útil para a fiscalização de contratos de fornecimento de medicamentos e,
por isso, faz parte das suas competências.
A alternativa está correta. A inspeção é uma das ferramentas importantes para o
sucesso da fiscalização do contrato de fornecimento de medicamentos. Além
disso, de acordo com o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei nº 8.666/93, as decisões
e providências que ultrapassam a competência do fiscal do contrato devem ser
solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas
convenientes.
Questão 7
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

As sanções aplicadas pela Administração em face de um contrato administrativo estão


reguladas na Seção II, do Capítulo IV (arts. 87 a 88) da Lei 8.666/1993 e no art. 7º da
Lei 10.520/2002 (Lei do Pregão).
Com base nesses dispositivos e no que foi estudado no curso, assinale a alternativa
correta.

a. O impedimento de licitar e contratar com a Administração por prazo não superior a 2


anos, em razão de falha na execução, independe da modalidade de licitação que
precedeu o contrato.
b. A multa aplicada em face de um contrato administrativo independe de previsão no
edital da licitação que o precedeu, considerando que já há previsão na Lei 8.666/1993
para a sanção, estando, assim, na seara da discricionariedade do contratante a sua
gradação.
c. Por ser a sanção mais leve e não haver consequência pecuniária para o contratado,
a pena de Advertência prescinde do contraditório do interessado.
d. A sanção de Advertência pode ser aplicada conjuntamente com a com multa
somente quando decorrente de inexecução total do contrato.
e. A declaração de inidoneidade para contratar com a Administração Pública pode ser
aplicada como sanção às empresas que tenham cometido ilícitos visando frustrar os
objetivos da licitação.
Essa é a resposta correta. Além do inciso IV do art. 87 da Lei 8.666/1993, autorizador
da aplicação de declaração de inidoneidade por inexecução de contrato administrativo,
o inciso II, do art. 88 do mesmo diploma autoriza a aplicação da sanção sempre que
haja a prática dos atos ilícitos ali mencionados.
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A Lei do Pregão (Lei 10.520/2002) incorporou diversos dispositivos da Lei 8.666/1993,


notadamente quanto à parte que disciplina os contratos administrativos decorrentes da
nova modalidade de licitação introduzida no ordenamento jurídico por essa Lei.
No entanto, a sanção por inadimplemento contratual - que na referida Lei foi
consignada com a expressão "falhar ou fraudar" na execução do contrato - tem
disciplina própria, mais gravosa para os contratantes inadimplentes, faltosos com as
obrigações assumidas.
Enquanto nos contratos decorrentes de licitações regidas pela Lei 8.666/1993 há a
suspensão temporária por até dois anos e a declaração de inidoneidade enquanto
perdurarem os motivos, nos contratos precedidos por Pregão a pena pode ir até 5
anos.
Nesse sentido, observa-se que houve uma mudança de 'filosofia' na nova modalidade,
pois enquanto nas modalidades tradicionais predominava o controle prévio, com as
exigências focadas nas formalidades; na modalidade Pregão houve a inversão dessa
'filosofia', flexibilizando as formalidades, mas impondo maior responsabilidade aos
licitantes quanto ao cumprimento delas. Como contrapartida, no caso de
descumprimento, a penalidade é mais gravosa.
Por fim, lembro, ainda, a possibilidade de o TCU aplicar a sanção de declaração de
inidoneidade, por até 5 anos, em face de fraude à licitação, conforme art. 46 da Lei
8.443/1992 (Lei Orgânica do TCU). Nesse caso, independe da modalidade que
precedeu à contratação.
Gabarito: A declaração de inidoneidade para contratar com a Administração
Pública pode ser aplicada como sanção às empresas que tenham cometido
ilícitos visando frustrar os objetivos da licitação.
Essa é a resposta correta. Além do inciso IV do art. 87 da Lei 8.666/1993,
autorizador da aplicação de declaração de inidoneidade por inexecução de
contrato administrativo, o inciso II, do art. 88 do mesmo diploma autoriza a
aplicação da sanção sempre que haja a prática dos atos ilícitos ali mencionados.
Questão 8
Correto
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Texto da questão

De acordo com o que ensina o administrativista Hely Lopes Meirelles, existem


algumas fases que integram o acompanhamento da execução do contrato pelo
representante da Administração, as quais são compreendidas pela fiscalização,
orientação, interdição, intervenção e aplicação de penalidades contratuais. Do seu
ensinamento é possível extrair os entendimentos abaixo transcritos para cada uma
das citadas ações.
Marque a alternativa em que o conceito apresentado NÃO representa o entendimento
do ilustre doutrinador, ou seja, em que o termo não coincide com descrição da fase
dada na alternativa.

a. Termo: interdição
Descrição da fase: deter a execução do contrato por estar em desacordo com o
pactuado.
b. Termo: aplicação de penalidade
Descrição da fase: é dever da Administração quando é verificada a inadimplência do
contratado em qualquer obrigação.
c. Termo: intervenção
Descrição da fase: interceder na execução do contrato.
Nesta alternativa, o termo não coincide com a descrição da fase. Na lição de Hely
Lopes Meirelles, o verbo intervir não tem conotação de interferir ou interceder, mas
significa o ato de suceder, no sentido de ocupar o lugar de outro, assumir.
d. Termo: fiscalização
Descrição da fase: verificar o material utilizado e a forma de execução do objeto do
contrato, confirmar o cumprimento das obrigações tanto no aspecto técnico, quanto
nos prazos de realização.
e. Termo: orientação
Descrição da fase: dar e receber informações sobre a execução do contrato;
estabelecer normas e diretrizes.
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É importante lembrar que o acompanhamento de um contrato não se resume a uma


atividade formal, sendo, além disso, uma garantia de que o serviço ou produto será
prestado ou entregue de acordo com o previsto no contrato.
Para que um contrato seja bem gerenciado, a informalidade não poderá se fazer
presente, ou seja, há que se ter atuação dentro dos limites estabelecidos, registrando
e exigindo o cumprimento do que está contratado. Para tanto, é fundamental atentar
para os conceitos apresentados pela doutrina de modo a assegurar a qualidade
técnica da fiscalização do contrato.
Gabarito: Termo: intervenção
Descrição da fase: interceder na execução do contrato.
Nesta alternativa, o termo não coincide com a descrição da fase. Na lição de
Hely Lopes Meirelles, o verbo intervir não tem conotação de interferir ou
interceder, mas significa o ato de suceder, no sentido de ocupar o lugar de
outro, assumir.
Questão 9
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

Quando a autoridade competente designa um servidor para atuar como fiscal de


contrato, confia a esse servidor a importante tarefa de assegurar que a prestação do
serviço ou a entrega do bem seja feita de forma adequada, conforme contratado.
Qual das situações abaixo se caracteriza como uma atuação eficiente do fiscal de
contrato.

a. O fiscal do contrato, em face de ter uma empresa contratada para auxiliá-lo na


fiscalização, limita-se a assinar os relatórios produzidos pela empresa.
b. Após ser comunicado pela empresa sobre um fato superveniente que está
impedindo a continuidade do contrato, o fiscal se deslocou até o local de execução,
determinou a suspensão dos trabalhos naquele dia (para evitar prejuízos maiores),
marcou uma reunião com o representante da empresa para a manhã seguinte e
comunicou o fato ao seu superior.
Essa é a resposta correta. O fiscal do contrato mostrou iniciativa e segurança na sua
atuação, buscando minimizar os efeitos do fato superveniente, assumindo inclusive a
responsabilidade de determinar a paralisação em nome do interesse público.

c. Com base no bom relacionamento e confiança que tinha no contratado, o fiscal da


obra aceitou uma alteração na execução do contrato, com a promessa do contratado
de entrega do serviço antes da data marcada.
d. O fiscal do contrato passou a omitir algumas informações em seus relatórios para
forçar a rescisão do contrato, pois a empresa vinha descumprindo cláusulas
contratuais e ele sabia que ela não teria condições de executar a obra até o final. Com
a rescisão, ele poderia chamar outra empresa que pudesse terminar a obra no prazo
pretendido.
e. A empresa contratada para auxiliar a fiscalização do contrato de construção de uma
ponte, após fazer as conferências in loco no canteiro de obras, encaminha tal relatório
para o engenheiro designado como fiscal da obra, que assina os documentos e os
encaminha para o setor de pagamento.
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A atividade de fiscalização exige do servidor designado muito mais do que


conhecimento técnico, exige postura investigativa e questionadora, ao mesmo tempo
em que cordial e equilibrada.
Deve ter em mente que o interesse público, que deve permear toda contratação, é o
objetivo do trabalho de fiscalização. Com isso em mente não deve se desviar de uma
conduta com responsabilidade, ética e integridade, pautando suas ações dentro dos
limites da legalidade.
Assim, quando assistido por terceiros, deve estabelecer com clareza os limites da
atuação de cada um, não confiando nem desconfiando, mas sempre verificando a
pertinência das informações, com base nos normativos e procedimentos prescritos
pelo órgão a que está vinculado.
Quando da fiscalização, primar pela formalização das ocorrências, afastando qualquer
ingerência ou tentativa do contratado de 'informalizar' a atividade de fiscalização, em
nome de uma suposta maior agilidade de procedimentos que só favorece a ineficiência
e baixa efetividade da fiscalização.
Gabarito: Após ser comunicado pela empresa sobre um fato superveniente que
está impedindo a continuidade do contrato, o fiscal se deslocou até o local de
execução, determinou a suspensão dos trabalhos naquele dia (para evitar
prejuízos maiores), marcou uma reunião com o representante da empresa para a
manhã seguinte e comunicou o fato ao seu superior.
Essa é a resposta correta. O fiscal do contrato mostrou iniciativa e segurança na
sua atuação, buscando minimizar os efeitos do fato superveniente, assumindo
inclusive a responsabilidade de determinar a paralisação em nome do interesse
público.
Questão 10
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

Após a realização do processo licitatório, foi firmado um contrato para a execução de


obras de construção de uma quadra de esportes dentro de uma escola. Contudo,
antes do início da execução da obra ocorreu um enorme deslizamento de pedras no
local ocasionado por fortes chuvas, fato esse que tornou inviável a execução
contratual.
Uma vez que a empresa contratada não teve culpa no fato ocorrido, qual
procedimento você recomendaria que fosse adotado pelo gestor:

a. Efetuar a rescisão unilateral do contrato, sendo que não haverá a possibilidade de


ampla defesa e/ou contraditório por parte da contratada e nem a necessidade de uma
motivação formal por parte da administração, visto ser um fato público e notório.
b. Efetuar a rescisão unilateral do contrato, caso em que a empresa contratada deverá
ser indenizada apenas pelas despesas de desmobilização.
c. Rescindir unilateralmente o contrato e efetuar o ressarcimento dos prejuízos
comprovados, incluindo danos emergentes, assim como providenciar a devolução da
garantia e o pagamento do que tiver sido executado até a data da rescisão e do custo
da desmobilização.
Essa é a alternativa correta. Conforme o § 2º do artigo 78, da Lei de Licitações e
Contratos, sempre que houver uma rescisão unilateral de um contrato administrativo
por parte a administração publica, o Contratado fará jus a indenização, desde que não
tenha dado razão à rescisão e que tenha agido de boa fé. Essa indenização poderá
consistir no pagamento do valor corresponde à execução do contrato até a data de
rescisão, em danos emergentes e lucros cessantes, e em custo desmobilização.

d. Tentar um acordo amigável com a empresa contratada para a dissolução do


contrato, por meio da oferta de uma indenização a contento.
e. Tentar efetuar a rescisão do contrato na esfera judicial, de modo a não precisar
pagar qualquer tipo de indenização, visto não ter sido a Administração a responsável
pelo evento gerador da inviabilidade de execução do contrato.
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Com base no ensinamento de Diógenes Gasparini, é interessante salientar que a


rescisão unilateral trata-se de um dever-poder conferido à Administração Pública, logo
quando esta estiver diante dos pressupostos que ensejam a rescisão, não cabe nesse
momento juízo discricionário, a Administração deve assim proceder (rescindir o
contrato)
Leia mais: http://jus.com.br/artigos/21479/limites-das-alteracoes-unilaterais-
qualitativas-dos-contratos-administrativos#ixzz2qgJZjUJD
Gabarito: Rescindir unilateralmente o contrato e efetuar o ressarcimento dos
prejuízos comprovados, incluindo danos emergentes, assim como providenciar
a devolução da garantia e o pagamento do que tiver sido executado até a data da
rescisão e do custo da desmobilização.
Essa é a alternativa correta. Conforme o § 2º do artigo 78, da Lei de Licitações e
Contratos, sempre que houver uma rescisão unilateral de um contrato
administrativo por parte a administração publica, o Contratado fará jus a
indenização, desde que não tenha dado razão à rescisão e que tenha agido de
boa fé. Essa indenização poderá consistir no pagamento do valor corresponde à
execução do contrato até a data de rescisão, em danos emergentes e lucros
cessantes, e em custo desmobilização.