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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC

Apresentação

Prezado(a) amigo(a) concurseiro(a), tudo bem?

A equipe Gran Cursos Online elaborou mais uma coletânea de questões para

você. Desta vez, selecionamos as questões da banca Fundação Carlos Chagas, a

famosa FCC.

No início de 2019, disponibilizamos a coletânea de questões da banca CEBRASPE,

que você pode baixar neste link.

Essas coletâneas são ferramentas bastante úteis na preparação para concursos

públicos, pois conhecer as bancas é uma parte fundamental na jornada de estudos

de todo concurseiro.

Equipe Gran Cursos Online

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa.......................................................................................4

Redação Oficial....................................................................................... 237

Raciocínio Lógico-Matemático.................................................................... 243

Noções de Informática............................................................................. 292

Direito Administrativo.............................................................................. 322

Direito Constitucional............................................................................... 395

Direito Civil............................................................................................. 622

Direito Processual Civil............................................................................. 665

Direito Penal........................................................................................... 714

Direito Processual Penal........................................................................... 737

Direito do Trabalho.................................................................................. 755

Direito Processual do Trabalho................................................................... 822

Administração Financeira e Orçamentária – AFO.......................................... 870

Arquivologia........................................................................................... 877

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Língua Portuguesa

LÍNGUA PORTUGUESA

1. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Secretário) Aviso e ofício são modali-

dades de correspondência oficial muito parecidas. A única diferença entre elas é que

a) o ofício não pode tratar de matéria sigilosa, e deve ser imediatamente publicado

no Diário Oficial.

b) o aviso é prerrogativa exclusiva dos ministros do Supremo Tribunal Federal e

dos comandantes das Forças Armadas.

c) ambos tratam de assuntos oficiais, mas os ofícios podem abordar também as-

suntos pessoais e familiares das autoridades.

d) o aviso é expedido exclusivamente por ministros de Estado para autoridades de

mesma hierarquia.

e) o ofício deve ser utilizado por pessoas físicas, quando estas se dirigem a titula-

res de cargos públicos.

2. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Secretário) O fecho da correspondên-

cia oficial, quando dirigida a autoridades superiores, deve ser:

a) Com protestos de estima e consideração.

b) Atenciosamente.

c) Respeitosamente.

d) Com a admiração de sempre.

e) Humildemente.

Atenção: observe a relação de autoridades abaixo e responda às questões de nú-

meros 3 e 4.

1) Papa

2) Cardeal

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Língua Portuguesa

3) Presidente da República

4) Governador de Estado

5) Reitor de Universidade

6) Embaixador

7) Príncipe

8) Juiz de direito

3. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Secretário) As formas de tratamento

devidas a tais autoridades são, respectivamente:

a) V. Exª, Vossa Excelência, V. Exª, Vossa Alteza, Exª, Vossa Eminência Reveren-

díssima, Vossa Santidade e Vossa Magnificência.

b) Vossa Eminência Reverendíssima, Exª, Vossa Santidade, V. Exª, Vossa Magnifi-

cência, Vossa Alteza, V. Exª e Vossa Excelência.

c) Vossa Excelência, Exª, Vossa Alteza, V. Exª, Vossa Magnificência, V. Exª, Vossa

Eminência Reverendíssima e Vossa Santidade.

d) Vossa Santidade, Vossa Eminência Reverendíssima, Vossa Excelência, V. Exª,

Vossa Magnificência, V. Exª, Vossa Alteza e Exª.

e) Vossa Magnificência, Exª, Vossa Santidade, V. Exª, Vossa Excelência, V. Exª,

Vossa Eminência Reverendíssima e Vossa Alteza.

4. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Secretário) O endereçamento “Ao

Meritíssimo Senhor” cabe ao

a) Papa e Cardeal.

b) Juiz de Direito.

c) Presidente da República e Governador de Estado.

d) Embaixador.

e) Príncipe e Reitor de Universidade.

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Atenção: As questões de números 5 a 9 referem-se ao texto seguinte.

PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA

CASA CIVIL

SECRETARIA ESPECIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

PORTARIA N° 195, de 20 de dezembro de 2016.


Dispõe sobre o credenciamento da imprensa no âmbito da Presidência da Re-
pública, e dá outras providências.

O Secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República, no


uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 16, incisos V e V I I I ,
da Estrutura Regimental da Casa Civil da Presidência da República, aprovada pelo
Decreto n° 8.889, de 26 de outubro de 2016, resolve:
Art. 1º Esta Portaria dispõe sobre as normas de credenciamento da imprensa
junto à Presidência da República.
[...]
Art. 4º O credenciamento será concedido a repórteres, repórteres fotográficos
e cinematográficos e técnicos que tenham vínculo com jornais, agências de notí-
cias, veículos da internet, revistas, emissoras de rádio ou de televisão e agências
de fotojornalismo que tenham sede ou sucursal em Brasília, devidamente registra-
dos no CNPJ, que realizam publicações em portais de notícias e mídia impressa e
além dos profissionais de imprensa vinculados a órgãos da imprensa estrangeira,
mediante os seguintes critérios:
I – uma mesma pessoa não poderá ser credenciada por mais de uma empresa
e em mais de uma categoria profissional;
II – poderão ser credenciados mais de uma empresa ou grupo de empresas,
conforme a área de interesse ou característica do veículo.

[...]

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Art. 6º O credenciamento anual, inclusive dos profissionais de imprensa bra-

sileiros que trabalhem em empresas estrangeiras, deve ser requerido, por meio

de cadastramento eletrônico, no sítio do Planalto: http://www2.planalto.gov.br/

area-de-imprensa, preenchendo a ficha de dados cadastrais e anexando a seguinte

documentação em formato pdf único [...]

(Presidência da República, Disponível em: http://www2.planalto.gov.br)

5. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo/Área Taquigrafia) Admite-se como correto

o seguinte comentário sobre a portaria:

a) De caráter instrutivo e apoiando-se na legislação vigente, informa quais são os

novos procedimentos para o credenciamento de profissionais da imprensa, brasi-

leiros ou estrangeiros.

b) De caráter complementar, o documento é destinado ao esclarecimento das ne-

cessárias distinções entre brasileiros e estrangeiros que atuem como profissionais

da imprensa, destacando a prioridade de acesso a credenciamento conferida aos

primeiros.

c) De caráter interno, funciona como elemento norteador do trabalho dos funcio-

nários responsáveis pelo credenciamento da imprensa, dispondo sobre questões

burocráticas e procedimentais inacessíveis ao cidadão comum.

d) Obedecendo ao caráter normativo desse tipo de documento, emprega estrutu-

ras que definem (com o verbo “ser”) e regulamentam (com verbos como “poder”

e “dever”).

e) De caráter propositivo, expõe as recomendações do Secretário Especial de Co-

municação Social da Presidência da República (com os verbos “ser” e “poder”), as

quais, a partir da data de sua publicação, devem ser submetidas ao crivo popular.

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6. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo/Área Taquigrafia) A redação do Art. 4º

a) respeita a correção e, principalmente, a clareza necessária às comunicações

oficiais, não havendo nela qualquer óbice à plena compreensão do conteúdo.

b) respeita plenamente os princípios da impessoalidade, uso do padrão culto de

linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade, tal como preveem as

normas de redação oficial.

c) desvia-se das normas gramaticais atuais para atender a certa tradição, aspecto

também cultuado na documentação redigida pelos órgãos oficiais brasileiros.

d) permite uma série de interpretações, na medida em que dispõe tanto sobre os

profissionais quanto sobre os órgãos credenciáveis, em linguagem obscura e incorreta.

e) propicia falta de clareza, sobretudo pelo acúmulo de especificações e pelo seg-

mento introduzido por e além.

7. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo/Área Taquigrafia) Considere: I – uma

mesma pessoa não poderá ser credenciada por mais de uma empresa e em mais de

uma categoria profissional; II – poderão ser credenciados mais de uma empresa ou

grupo de empresas, conforme a área de interesse ou característica do veículo. Man-

teria o sentido e estaria também correta a reescrita de um dos fragmentos acima:

a) II – mais de uma empresa ou grupo de empresas poderão ser credenciados,

conforme a área de interesse ou característica do veículo.

b) II – poderão ser credenciados, mais de uma empresa ou grupo de empresas,

conforme a área de interesse ou característica do veículo.

c) I – por mais de uma empresa e, em mais de uma categoria profissional uma

mesma pessoa não poderá ser credenciada.

d) I – uma mesma pessoa, não poderá ser credenciada por mais de uma empresa

e, em mais de uma categoria profissional.

e) II – poderão ser credenciados, mais de uma empresa, ou grupo de empresas

conforme a área, de interesse ou característica do veículo.

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8. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo/Área Taquigrafia) Está correta a seguinte

reescrita de trecho do artigo 6º:

a) O credenciamento anual, inclusive dos profissionais de imprensa brasileiros que

trabalhem em empresas estrangeiras, deve ser requerido / O credenciamento anu-

al – incluso os profissionais de imprensa brasileiros, que trabalhem em empresas

do exterior – deve ser requisitado.

b) área-de-imprensa, preenchendo a ficha de dados cadastrais e anexando a se-

guinte documentação em formato pdf único / área-de-imprensa. Deve-se preen-

cher os dados cadastrais e anexar a seguinte documentação, em formato pdf e em

um único arquivo.

c) preenchendo a ficha de dados cadastrais e anexando a seguinte documentação

em formato pdf único / ao preencher a ficha de dados cadastrais e anexar a seguin-

te documentação em formato pdf único.

d) deve ser requerido, por meio de cadastramento eletrônico, no sítio do Planalto /

deve ser requerido atravéz de cadastramento eletrônico no site do Planalto.

e) preenchendo a ficha de dados cadastrais e anexando a seguinte documentação

em formato pdf único / que preenche a ficha de dados cadastrais e anexa a seguin-

te documentação em formato pdf único.

9. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo/Área Taquigrafia) Todas as palavras estão

grafadas em conformidade com a ortografia vigente em:

a) Foram registradas paralizações no transporte inter-municipal.

b) Está claro que a reação a essa impopular medida é iminente.

c) Cada seção plenária da câmara bahiana terá duas horas de debate.

d) Se vierem falar com agente, diga que não temos nada haver com o assunto.

e) Para reinvindicar novos suprimentos, é preciso assinalá-los com asterísticos

nesta lista.

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Considere o texto a seguir para responder às questões de números 10 a 16.

É um pássaro? É um avião? Não, é uma borboleta

Há 30 anos, Brasília se tornava Patrimônio Cultural da Humanidade. Primeira (e

ainda única) cidade moderna com tal honraria, a capital do país foi inscrita na lista

de Patrimônio da Unesco em 7 de dezembro de 1987.

O comitê da Unesco reconheceu a capital obra-prima do gênio criativo humano

e exemplo eminente de conjunto arquitetural que representava período significati-

vo da história. Para os julgadores, Brasília era um marco do movimento moderno.

Mas, para ganhar o título de patrimônio mundial, precisava de leis para protegê-la

de alterações e deturpações fatais. A cidade construída em 1.296 dias, a partir de

1956, não contava com essa cobertura. Não havia nada que a livrava dos males da

especulação imobiliária e de outras ameaças.

Ao tomar conhecimento desse entrave José Aparecido de Oliveira publicou o

decreto, em outubro de 1987, regulamentando a Lei n° 3.751, de 13 de abril de

1960, de preservação da concepção urbanística de Brasília. Em síntese, a lei manda

respeitar as quatro escalas que definem os traços essenciais da capital, ou seja, as

quatro dimensões dos quatro modos de viver na cidade.

Criadas por Lucio Costa para organizar o sítio urbano que havia apresentado no

concurso público aberto pelo Governo Federal para escolher o projeto da nova capi-

tal brasileira, as escalas são definidas como monumental (a do poder), residencial

(das superquadras), gregária (dos setores de serviços e diversão) e bucólica (das

áreas verdes entremeadas nas demais, incluindo a vegetação nativa). Com elas, o

urbanista deixou claro as funções de cada espaço da cidade, definindo os setores

de trabalho, moradia, serviços e lazer, em harmonia com a natureza.

Era justamente esse conceito o grande trunfo de Brasília, que trazia um desenho

único de cidade. Diferentemente do que muitos pensam, seria tombado o projeto

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urbanístico de Lucio Costa e não os prédios modernistas de Oscar Niemeyer. Esses

viriam a ser protegidos por meio de outra leis. Mas as obras de Niemeyer contri-

buíram para a conquista do título da Unesco. Os representantes da organização

ressaltaram que cada elemento – da arquitetura das áreas residenciais e adminis-

trativas à simetria dos edifícios – dos traços de Niemeyer estavam em harmonia

com o desenho geral da cidade. Assim como o plano de Lucio, a Unesco considerou

os prédios inovadores e criativos.

Para muitos, o Plano Piloto lembra um avião. Mas Lucio Costa o comparava a

uma borboleta. O arquiteto Leon Pressouyre, o relator da candidatura de Brasília ao

o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, viu “um pássaro gigante

voando em direção ao sudeste”. O certo é que o tombamento protegeu uma ideia

de liberdade.

10. (FCC/2018/CLDF/ Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisuais)

Mas, para ganhar o título de patrimônio mundial, precisava de leis para protegê-la

de alterações e deturpações fatais. A cidade construída em 1.296 dias, a partir de

1956, não contava com essa cobertura. (2º parágrafo)

Essa passagem está reescrita em conformidade com a norma-padrão e com o sen-

tido preservado, em linhas gerais, em: Mas, para ganhar o título de patrimônio

mundial, precisava de leis para protegê-la de alterações e deturpações fatais,

a) de que a cidade construída em 1.296 dias, a partir de 1956, não dispunha.

b) de cujas a cidade construída em 1.296 dias, a partir de 1956, não tinha.

c) às quais a cidade construída em 1.296 dias, a partir de 1956, não possuía.

d) a cujas a cidade construída em 1.296 dias, a partir de 1956, não usufruía.

e) a que a cidade construída em 1.296 dias, a partir de 1956, não abrangia.

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11. (FCC/2018/CLDF/ Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) O trecho reescrito conforme a norma-padrão da língua, com o complemento

verbal substituído pelo pronome correspondente, está em:

a) a Unesco considerou os prédios inovadores e criativos. / a Unesco considerou-

-lhes inovadores e criativos. (5º parágrafo)

b) conjunto arquitetural que representava período significativo da história. / con-

junto arquitetural que a representava. (2º parágrafo)

c) governador de Brasília [...] publicou o decreto... / governador de Brasília [...]

lhe publicou... (3º parágrafo)

d) para ganhar o título de patrimônio mundial... / para ganhar-lhe... (2º parágrafo)

e) que trazia um desenho único de cidade. / que o trazia. (5º parágrafo)

12. (FCC/2018/CLDF/ Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) O tombamento de Brasília deveu-se, principalmente,

a) ao plano urbanístico de Lucio Costa, que dividiu os espaços de acordo com suas

funções.

b) aos esforços de José Aparecido de Oliveira para criar uma lei regularizando os

edifícios públicos da cidade.

c) ao arquiteto Leon Pressouyre, que criou um comitê próprio para a avaliação de

cidades modernas.

d) à parceria de Oscar Niemeyer e Leon Pressouyre, cuja meta era desenhar uma

cidade que privilegiasse o lazer.

e) a Lucio Costa, que, atendendo à orientação de José Aparecido de Oliveira, bus-

cou integrar espaço urbano e natureza.

13. (FCC/2018/CLDF/ Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) Duas expressões vinculadas a ideias que se opõem no texto são:

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a) período significativo da história / movimento moderno (2º parágrafo).

b) exemplo eminente de conjunto arquitetural / especulação imobiliária (2º parágrafo).

c) traços essenciais da capital / modos de viver na cidade (3º parágrafo).

d) desenho único de cidade / projeto urbanístico (5º parágrafo).

e) um pássaro gigante voando em direção ao sudeste / uma ideia de liberdade (6º

parágrafo).

14. (FCC/2018/CLDF/ Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) Considerando-se o contexto, o vocábulo “Mas”, em “Mas as obras de Niemeyer

contribuíram para a conquista do título da Unesco” (5º parágrafo), sinaliza que

a) não é certo que as obras de Niemeyer possam ter contribuído para a conquista

do título da Unesco.

b) há quem possa concluir que as obras de Niemeyer não tenham contribuído para

a conquista do título da Unesco.

c) tem razão quem defende que as obras de Niemeyer não contribuíram para a

conquista do título da Unesco.

d) a conquista do título da Unesco não tem qualquer tipo de relação com as obras

de Niemeyer.

e) a Unesco agiu mal em não considerar as obras de Niemeyer ao atribuir o título

à cidade.

15. (FCC/2018/CLDF/ Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) Diferentemente do que muitos pensam, seria tombado o projeto urbanístico de

Lucio Costa e não os prédios modernistas de Oscar Niemeyer. (5º parágrafo)

Considerando-se o contexto, a forma verbal sublinhada designa, nessa frase,

uma ação

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a) a ser realizada futuramente, caso se cumpram algumas exigências.

b) realizada hipoteticamente no passado, com referência a um futuro também hi-

potético.

c) possível de ser ou não realizada no futuro, o que não se pode deduzir da leitura

do texto.

d) possível de ser realizada no futuro, o que se condiciona a uma ação também

futura.

e) realizada no passado, mas num tempo futuro relativo a um marco anterior.

16. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) Observe as seguintes passagens do texto: I. Para o comitê, Brasília era um

marco do movimento moderno. (2º parágrafo) II. Mas, para ganhar o título de

patrimônio mundial, precisava de leis... (2º parágrafo) III. Criadas por Lucio Costa

para organizar o sítio urbano... (4º parágrafo) IV. Para muitos, o Plano Piloto lem-

bra um avião. (6º parágrafo) Considerando-se o contexto, o vocábulo para exprime

ideia de finalidade em

a) I – e III, apenas.

b) I, II e IV, apenas.

c) III – e IV, apenas.

d) II – e III, apenas.

e) I, II, III e IV.

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 17 a 20.

As cirurgias plásticas nunca estiveram tão presentes e ao alcance como agora.

A partir do barateamento dos recursos de reprodução de imagens em gran-

de escala, ocorreu um fenômeno diferente, senão oposto, daquele proposto por

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Oswald de Andrade e pelo movimento antropofágico de 1928. Da antropofagia cria-

tiva, nós, consumidores, passamos para a “iconofagia”, a devoração indiscriminada

de padrões de uma cultura universal de imagens pasteurizadas e homogeneizadas.

A transformação do corpo em corpo-imagem é alardeada pelos mais diversos

aparatos midiáticos como um avanço da medicina estética. Existem inúmeros veí-

culos destinados a mostrar que nosso corpo não corresponde ao modelo imagético

vigente e que cada um deve investir tempo e dinheiro para ficar “em forma”.

O “corpo ideal” almejado por tantas mulheres (famosas ou não) faz parte de

um ideal estético que Umberto Eco denominou “beleza da mídia”. Uma beleza “de

e para o consumo” (de coisas ou imagens). Portar uma “beleza midiática” não sig-

nifica ser saudável, mas ter uma imagem moldada para ser exposta.

As diversas possibilidades de tornar o formato dos corpos reais o mais próximo

possível da “beleza midiática” são artifícios de uma era iconofágica, de uma era de

imagens que valem mais do que os corpos.

Quando milhares de mulheres veem na mídia atributos esculpidos digitalmente,

ou encontram nas celebridades exemplos de formatos corporais a serem seguidos,

essas imagens não fazem outra coisa senão devorá-las diariamente.

A “beleza midiática”, ou seja, tornar-se uma imagem poderosa, arrebata a mu-

lher de forma avassaladora. Se há uma propriedade inerente às imagens, é sua

capacidade de condensar e carregar sentidos, emoções e sentimentos, histórias,

anseios, sonhos e projetos. Daí emerge seu enorme poder de captura.

(Adaptado de: SANCHES, Rodrigo Daniel e BAITELLO Jr, Norval. Folha de São Paulo.)

17. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) Identifica-se noção de causa e consequência, respectivamente, entre as se-

guintes ideias do texto:

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a) a capacidade das imagens de condensar e carregar sentidos // a transformação

do corpo em corpo-imagem

b) o fato de milhares de mulheres verem na mídia corpos esculpidos digitalmente

// a transformação do corpo em corpo-imagem

c) o “corpo ideal” almejado pelas mulheres // o ideal estético denominado por Um-

berto Eco de “beleza da mídia”

d) o barateamento dos recursos de reprodução de imagens // o surgimento da

“iconofagia”

e) o surgimento da “iconofagia” // o ideal estético denominado por Umberto Eco

de “beleza da mídia”

18. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) A “beleza midiática” (...) arrebata a mulher de forma avassaladora. No contex-

to, o verbo que possui o mesmo tipo de complemento daquele da frase acima está

sublinhado em:

a) As cirurgias plásticas nunca estiveram tão presentes...

b) Daí emerge seu enorme poder de captura.

c) Se há uma propriedade inerente às imagens...

d) Existem inúmeros veículos destinados a mostrar que...

e) ... ocorreu um fenômeno diferente...

19. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisu-

ais) Uma redação alternativa para uma frase do texto, em que se mantêm a corre-

ção e a lógica, está em:

a) Vê-se inúmeros veículos cujo objetivo é mostrar que nosso corpo não corres-

ponde ao modelo imagético em voga.

b) Ao passo que milhares de mulheres veem na mídia atributos esculpidos digital-

mente, as imagens acabam por lhes destruir diariamente.

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c) Desejam-se por meio de imagens moldadas para serem expostas exibir uma

“beleza midiática” que representa o oposto do que se considera saudável.

d) São próprios das imagens a capacidade de condensar e carregar sentidos, emo-

ções e sentimentos, histórias, anseios, sonhos e projetos.

e) Diversos aparatos midiáticos alardeiam a transformação do corpo em corpo-imagem

como um avanço da medicina estética.

20. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo/Área Técnico em Manutenção Audiovisuais)

Quando milhares de mulheres veem na mídia atributos esculpidos digitalmente... Trans-

pondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

a) são vistos.

b) é visto.

c) viu-se.

d) são vistas.

e) foram vistas.

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 21 a 27.

A sistematização dos fatos, feita pelos cientistas ou estudiosos, não passa, por

mais complicada que pareça, disto mesmo – de sistematização dos fatos. Com o

tempo, um estudo muito aplicado fica inacessível para aqueles que não se dedica-

ram muito a ele. Por isso não entendemos de medicina, direito ou matemática − a

não ser que sejamos médicos, juristas ou matemáticos. Cada nova geração herda

esse patrimônio de conceitos e palavras e tenta aperfeiçoá-lo, modificá-lo, revê-lo

e assim por diante. Então, por mais que pareça um termo complicado, não existe

nada de intrinsecamente difícil em “ideologia”. Ela é simplesmente a palavra usada

para descrever um conjunto de fatos que é parte integrante de nossas vidas, sendo

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mesmo difícil conceber um ser humano que não abrigue alguma forma de pensa-
mento ideológico. A ideologia é uma maneira de pensar, uma espécie de “forma”
em que moldamos o mundo.
Uma determinada maneira de ver o mundo não pode deixar de procurar uma
lógica para todos os fatos observáveis, sob o risco de tornar-se incoerente e insa-
tisfatória. A ideologia incorpora sempre uma teoria sobre o mundo, uma explicação
totalizante. Por conseguinte, está relacionada com a existência de classes sociais.
As classes sociais e o número de denominadores comuns que, nas sociedades
de hoje, podem unir as pessoas não são tão simples ou esquemáticos. É claro que,
entre assalariados, existe uma enorme diferença quando um deles ganha cem sa-
lários mínimos e o outro apenas um. Da mesma forma, existem divergências incon-
ciliáveis entre um industrial e um proprietário de terras.
A assunção de uma ideologia não deve ser encarada como algo mecânico. Não
se pode esperar que pertencer a uma classe social definida determine, por si só,
nossa maneira de pensar e agir, pois há inúmeros fatores que podem, de certa
forma, bloquear a consciência de nossa própria situação e induzir a que vejamos
como nossos os interesses da classe oposta. O ser humano, além disso, não é uma
máquina que reage mecanicamente da mesma forma ao mesmo comando, nem um
animal que funcione à base de reflexos condicionados (embora haja quem pense
o contrário), de maneira que a formação do pensamento ideológico não é um pro-
cesso singelo.
As ideologias e as posições políticas são, ainda hoje, muito vistas em termos de
Esquerda e Direita. Ao contrário do que seu uso indiscriminado pode sugerir, não
são conceitos claros e a maioria das pessoas teriam dificuldade para defini-los com
alguma precisão. As palavras estão sujeitas a empregos arbitrários e abusivos, de
tal forma que acabam por ter seu sentido diluído ou tornado imprestável para uma
comunicação adequada.

(Adaptado de: RIBEIRO, João Ubaldo. Política: Quem manda, por que manda, como manda. Rio
de Janeiro: Objetiva, 2011, edição digital)

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21. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

Com o tempo, um estudo muito aplicado fica inacessível para aqueles que não se

dedicaram muito a ele. Por isso não entendemos de medicina, direito ou matemá-

tica... (1º parágrafo)

Identificam-se nas ideias expostas acima, respectivamente, as noções de

a) consequência e oposição.

b) causa e consequência.

c) oposição e temporalidade.

d) concessão e consequência.

e) conclusão e concessão.

22. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

Então, por mais que pareça um termo complicado, não existe nada de intrinseca-

mente difícil em “ideologia”... (1º parágrafo)

Mantendo-se as relações de sentido e a correção gramatical, sem que nenhuma

outra modificação seja feita na frase, o segmento sublinhado acima pode ser subs-

tituído por:

a) conforme

b) apesar de

c) desde que

d) embora

e) entretanto.

23. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

... uma espécie de “forma” em que moldamos o mundo. (1º parágrafo)

O segmento sublinhado acima pode ser corretamente substituído por:

a) com o qual

b) aonde

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Língua Portuguesa

c) a qual

d) do qual

e) na qual

24. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

Por conseguinte, está relacionada com a existência de classes sociais. (2º parágrafo)

O termo sublinhado acima assinala no texto noção de

a) conclusão.

b) concessão.

c) oposição.

d) temporalidade.

e) finalidade.

25. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) Man-

tendo-se a correção, o verbo destacado que pode ser flexionado em uma forma do

singular, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, está em:

a) ...a maioria das pessoas teriam dificuldade para defini-los com alguma precisão.

b) As classes sociais e o número de denominadores comuns que, nas sociedades

de hoje, podem unir as pessoas.

c) ...um estudo muito aplicado fica inacessível para aqueles que não se dedicaram

muito a ele.

d) As palavras estão sujeitas a empregos arbitrários e abusivos.

e) Da mesma forma, existem divergências inconciliáveis entre um industrial e um

proprietário de terras.

26. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) O

verbo destacado deve sua flexão ao termo sublinhado em:

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a) Cada nova geração herda esse patrimônio de conceitos e palavras e tenta aper-

feiçoá-lo...

b) As classes sociais e o número de denominadores comuns que, nas sociedades

de hoje, podem unir as pessoas não são tão simples ou esquemáticos.

c) É claro que, entre assalariados, existe uma enorme diferença quando um deles

ganha cem salários mínimos e o outro apenas um.

d) A ideologia incorpora sempre uma teoria sobre o mundo, uma explicação

totalizante.

e) O ser humano, além disso, não é uma máquina que reage mecanicamente da

mesma forma ao mesmo comando...

27. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) Está

correta a redação da frase que se encontra em:

a) Sabem-se que, as palavras podem estar sujeitas a empregos muitas vezes ar-

bitrários, e abusivos.

b) Com o tempo, as palavras acabam por ter seu sentido diluído, ou tornado insa-

tisfatório para que hajam comunicações adequadas.

c) Um trabalho científico muito aprofundado torna-se inacessível àqueles que não

o estudaram com afinco.

d) Ainda hoje, rotular as ideologias e as posições políticas em termos de “esquer-

da” e “direita” tratam-se de fenômenos comuns.

e) Ideologia é simplesmente, uma palavra adequada para se descrever um conjun-

to de fatos nos quais fazem parte de nossas vidas.

Leia o texto a seguir para responder às questões de números 28 a 34.

Quando pela primeira vez li Jean-Paul Sartre fiquei fascinado. Isso era filosofia

sobre a vida, sobre encontrar sentido e sobre como se conduzir.

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“A existência precede a essência.” Se houvesse um concurso para a frase mais

curta que resumisse uma posição filosófica inteira, essas palavras de Sartre vence-

riam. Trata-se da base sobre a qual o existencialismo moderno foi construído.

Sartre está dizendo que ao contrário dos objetos do mundo – por exemplo, mi-

nha torradeira – os seres humanos não podem ser definidos pelas suas proprieda-

des. A torradeira é criada para tostar pão; a capacidade de tostar é o propósito e a

essência da torradeira. No entanto, nós, seres humanos, podemos gerar e alterar

nossas propriedades e propósitos fundamentais ao longo do caminho, de modo que

não faz sentido dizer que temos alguma essência definidora imutável. Em primeiro

lugar, nós existimos, e, em seguida, criamos a nós mesmos. Isso não é algo que

minha torradeira poderia fazer.

Naturalmente, Sartre não quis dizer que podemos autocriar nossas proprieda-

des físicas. Eu não posso querer ser alto. Nem posso querer ser marroquino. As

questões importantes, porém, cabe a mim determinar, por exemplo: como exata-

mente eu quero viver, o que eu quero fazer com meu tempo limitado na Terra, pelo

que eu estaria disposto a morrer – as qualidades que fundamentalmente fazem de

mim um indivíduo. Tudo isso está aí para ser conquistado. Minhas conquistas.

Sartre não está apenas descrevendo esse potencial que é único para os seres

humanos, ele está exortando-nos a adotá-lo e com ele nossa responsabilidade por

aquilo que nos tornamos. E isso é assustador: se eu sou o mestre do meu destino,

e o meu destino não se sai assim tão bem, não tenho ninguém para culpar além de

mim mesmo.

(Adaptado de: KLEIN, Daniel. O livro do significado da vida. Trad. Leonardo Abramowicz. São
Paulo, Gente, 2017, p. 54-55)

28. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) Uma frase coerente com o que se afirma no 1º parágrafo e escrita com

clareza e de acordo com a norma-padrão é:

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a) O autor diz que as palavras de Sartre o fascinaram, por lhe possibilitarem refle-

tir acerca do sentido da vida.

b) O autor fascinou-se perante à obra de Sartre, a primeira vez que lhe leu, haja

vista poder pensar na vida.

c) A filosofia de Sartre logo fascinou o autor, por indicá-lo uma maneira de fazer

indagações a partir da vida.

d) A filosofia de Sartre problematizava a vida, o que fascinou o autor ao levar-lhe

a conscientizar-se sobre ela.

e) A vida era a matéria das reflexões de Sartre, fascinando o autor que buscava

atribuí-la sentido e se conduzir.

29. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) Da leitura do texto, entende-se que a frase “A existência precede a

essência” pressupõe que

a) a existência do homem seja predefinida por seus propósitos.

b) as ações humanas sejam orientadas pelo livre-arbítrio.

c) a essência humana não possa ser alterada pela história.

d) o tratamento dado a um indivíduo resulte de sua essência.

e) o homem sinta-se potente por ter uma essência mutável.

30. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) A argumentação do 3º parágrafo organiza-se a partir

a) da alusão a exemplos pessoais, com que se contesta o alcance da teoria de

Sartre.

b) da oposição de opiniões, com a qual se aponta uma contradição na filosofia

existencialista.

c) do raciocínio comparativo, com o qual se ilustra um aspecto da condição humana.

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d) da relação de causa e efeito, com a qual se explica a falta de propósito das es-

colhas humanas.

e) do resumo das ideias de Sartre, com o qual se põe em dúvida a realidade da

essência.

31. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) A expressão esse potencial (último parágrafo) remete

a) à capacidade que o homem tem de escolher seus aspectos materiais.

b) à possibilidade que cada pessoa tem de decidir que tipo de indivíduo será.

c) à consequência negativa de certas escolhas que o homem faz ao longo da vida.

d) ao ideal pelo qual cada indivíduo estaria disposto a lutar e até mesmo morrer.

e) aos acontecimentos imprevistos que determinam o destino.

32. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) Considere o trecho do último parágrafo:

E isso é assustador: se eu sou o mestre do meu destino, e o meu destino não se sai

assim tão bem, não tenho ninguém para culpar além de mim mesmo.

Caso se queira explicitar a relação de sentido entre as orações separadas pelos

dois-pontos, deve-se substituir o sinal de dois-pontos fazendo-se as devidas alte-

rações, por:

a) conquanto.

b) contudo.

c) porém.

d) pois.

e) mesmo que.

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33. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) A frase de Sartre (2º parágrafo), destacada entre aspas, está corre-

tamente reportada em discurso indireto e com a forma verbal na voz passiva em:

a) Para Sartre era a existência que precedia a essência.

b) Nas palavras de Sartre: − A essência vem precedida da existência.

c) Segundo Sartre, a existência é que precede a essência.

d) Sartre defendia que à essência precedia a existência.

e) Sartre afirmou que a essência era precedida pela existência.

34. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) Considere a frase:

Sartre está dizendo que ao contrário dos objetos do mundo – por exemplo, minha

torradeira – os seres humanos não podem ser definidos pelas suas propriedades.

(3º parágrafo)

Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, o segmento que pode vir apre-

sentado entre vírgulas é:

a) não podem ser definidos

b) está dizendo que

c) ao contrário dos objetos do mundo – por exemplo, minha torradeira −

d) os seres humanos

e) dos objetos do mundo

35. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Enfermagem) Ao substituir-se por fosse a primeira forma verbal destacada

em se eu sou o mestre do meu destino, e o meu destino não se sai assim tão bem,

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não tenho ninguém para culpar além de mim mesmo, as demais formas verbais

em negrito devem ser substituídas, respectivamente, por

a) sair − tinha

b) saia − tenha

c) saíra − tivesse

d) sairia − tivera

e) saísse − teria

36. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado - Especia-

lidade: Enfermagem) A expressão que apresenta função sintática idêntica à da

sublinhada em As questões importantes, porém, cabe a mim determinar... (4º pa-

rágrafo) está também sublinhada no trecho:

a) ... se eu sou o mestre do meu destino... (último parágrafo)

b) ... os seres humanos não podem ser definidos pelas suas propriedades. (3o pa-

rágrafo)

c) ... nós, seres humanos, podemos gerar... (3o parágrafo)

d) ... podemos autocriar nossas propriedades físicas. (4o parágrafo)

e) ... essas palavras de Sartre venceriam. (2o parágrafo)

37. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Enfermagem) Estão empregadas de acordo com a norma-padrão as expres-

sões sublinhadas em:

a) A frase de Sartre para a qual o autor chama a atenção corresponde à síntese do

existencialismo.

b) Daniel Klein lançou-se à ler Sartre em busca de uma filosofia pela qual pudesse

se identificar.

c) As palavras de Sartre de que o autor cita no texto associam-se à uma síntese

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do existencialismo.

d) A filosofia na qual Sartre é representante lança luz sobre como damos sentido

à nossas escolhas.

e) Ao fazer menção à esta filosofia de Sartre, o autor sugere com que nossas de-

cisões sejam revistas.

38. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado - Especiali-

dade: Enfermagem) A frase cuja redação está em conformidade com a norma-pa-

drão é:

a) Uma das propostas centrais do existencialismo diz respeito a se considerar a

responsabilidade de cada indivíduo na definição de sua trajetória.

b) Partilhado por diferentes filósofos, as ideias existencialistas tinham dentre sua

preocupação principal as experiências humanas concretas.

c) Embora possuísse diferenças em termos de doutrina, os existencialistas partilha-

vam a crença que o pensamento filosófico se inicia com a vivencia humana sensível.

d) As ideias existencialistas tornaram-se popular nos anos que suscederam a Segun-

da Guerra Mundial, como maneira de frizar a importância da integridade humana.

e) Os pensadores existencialistas proporam um meio de se pensar a natureza hu-

mana a partir dos sentimentos e das reações adivindo do cotidiano.

Considere o poema abaixo de Manuel Bandeira para responder às questões de nú-

meros 39 a 41.

Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num

barracão sem número.

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Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

39. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Tecnologia da Informação) Uma frase coerente com a mensagem do poema a

respeito de João Gostoso e escrita com correção é:

a) Sabia como viver e se divertir, mas as vezes exagerava na bebida. Num certo

dia, ao sair de uma balada, veio a sua mente a ideia de cometer suicidio e, então,

ele se jogou numa lagoa.

b) Era um homem muito bonito, importante e feliz, apesar de ter uma vida muito

dificil como carregador. Um dia teve depreção e decidiu se matar.

c) Era um trabalhador pobre que morava num morro e que, um dia, após um pe-

ríodo de diversão, morreu afogado.

d) Sempre foi um simples operário braçal, muito magro, morador de morro; po-

rém, um dia, após ter bebido e se divertido muito, decidiu matar-se.

e) Raramente bebia, mas numa noite ele de fato bebeu muito e, como resultado

da embriagues, jogou-se numa lagoa e morreu afogado.

40. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Tecnologia da Informação) Se o texto do poema fosse reescrito nos moldes da

prosa e da norma-padrão da língua, estaria corretamente composto em um único

parágrafo em:

a) João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num

barracão sem número. Uma noite, ele chegou ao bar Vinte de Novembro, bebeu,

cantou, dançou; depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

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b) João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num

barracão sem número. Uma noite, ele chegou ao bar, Vinte de Novembro, bebeu,

cantou, dançou; depois se atirou, na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

c) João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia, num

barracão sem número. Uma noite, ele chegou, ao bar Vinte de Novembro, bebeu,

cantou, dançou; depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

d) João Gostoso era carregador, de feira livre e morava no morro da Babilônia num

barracão sem número. Uma noite ele chegou ao bar Vinte de Novembro, bebeu,

cantou, dançou; depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

e) João Gostoso era carregador de feira livre e morava, no morro da Babilônia, num

barracão sem número. Uma noite ele chegou ao bar Vinte de Novembro, bebeu,

cantou, dançou, depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

41. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Tecnologia da Informação) Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e

morreu afogado.

Ao trocar a pessoa do discurso do poema pela segunda pessoa do plural, as formas

pronominal e verbais do último verso devem ser substituídas, respectivamente, por:

a) vos atirasteis; morresteis.

b) te atirastes; morrestes.

c) se atiraste; morreste.

d) vos atirastes; morrestes.

e) te atiraste; morreste.

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Considere o texto para responder às questões de números 42 e 43.

42. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Tecnologia da Informação) Uma frase em conformidade com as informações do

texto e escrita de acordo com a norma-padrão é:

a) Comer um ovo por dia pode fazer uma pessoa evitar por ter problemas cardía-

cos comuns.

b) Comendo-se um ovo por dia, pode-se evitar o surgimento de doenças cardíacas

ordinárias.

c) Come-se dois ovos por dia e a pessoa fica sem problemas cardíacos quaisquer.

d) Se você comer dois ovos por dia, você evitará conter qualquer doença cardíaca.

e) Se você comer dois ovos por dia, você poderá ter doenças cardíacas graves.

43. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Tecnologia da Informação) A análise foi realizada por pesquisadores dos Esta-

dos Unidos e da China... (2º parágrafo)

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A frase indicada acima fica com a forma verbal correta na voz ativa correspondente em:

a) Pesquisadores dos Estados Unidos e da China realizam a análise.

b) Foi pesquisadores dos Estados Unidos e da China que realizaram a análise.

c) É que pesquisadores dos Estados Unidos e da China realizaram a análise.

d) Realizou-se a análise pesquisadores dos Estados Unidos e da China.

e) Pesquisadores dos Estados Unidos e da China realizaram a análise.

44. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Tecnologia da Informação) A relação de sentido que cada trecho abaixo estabe-

lece no seu período do texto está corretamente indicada em:

a) Coletados entre os anos de 2004 e 2008 (com participantes acompanhados por

8 ou 9 anos depois disso),... (3º parágrafo) // Comparação.

b) em relação às pessoas que afirmaram consumir ovos raramente. (último pará-

grafo) // Conformidade.

c) sem que a ingestão do alimento apresentasse efeitos ... (4º parágrafo) // Consequência.

d) que avaliaram a existência de uma relação entre o consumo de ovos e o menor

risco de desenvolvimento de problemas coronários,... (2º parágrafo) // Causa.

e) que residem em diferentes regiões da China e têm idades entre 30 e 79 anos.

(3º parágrafo) //Adjetivação.

Para responder às questões de número 45 a 49, considere o texto abaixo.

[Um certo Jó Patriota]

Quando a dor se aproxima

Fazendo eu perder a calma

Passo uma esponja de rima

Nos ferimentos da alma.

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Esses versos são do repentista Jó Patriota, que nasceu em 1º de janeiro de 1929

no sítio Cacimbas, em Umburanas, então município de São José do Egito − PE,

Sertão do Pajeú.

Em seu livro, Na senda do lirismo, Jó Patriota explica que foi o cantador Vicente

Preto, ao ouvi-lo ensaiando os primeiros passos no repente, quem primeiro acredi-

tou em sua vocação: − Você pode entrar no ramo, disse-lhe. Ele lembra, também,

que sua primeira viola foi comprada por uma irmã, “com dinheiro da venda de uma

cabra”. Sempre acontecia alguma coisa com suas violas, porque passou a vida toda

cantando com as violas “dos outros”. O que acontecia, certamente, é que sua po-

breza o obrigava a vendê-las.

Jó Patriota morreu aos 63 anos, em outubro de 1992. Não só o Nordeste, mas

o país inteiro não sabe o que perdeu. Estamos vivendo numa época em que, para

grande prejuízo do caráter nacional, a poesia tornou-se a última das necessidades.

(Adaptado de: MELO, Alberto da Cunha. Um certo Jó. Recife, SINDESEP, 2002, p. 17-18)

45. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Um vocábulo que evi-

dencia a opinião pessoal do autor do texto está destacado em:

a) [...] nasceu em 1º de janeiro de 1929 no sítio Cacimbas, em Umburanas, então

município de São José do Egito [...] (1º parágrafo)

b) [...] Jó Patriota explica que foi o cantador Vicente Preto, ao ouvi-lo ensaiando

os primeiros passos no repente, quem primeiro acreditou em sua vocação [...] (2º

parágrafo)

c) Ele lembra, também, que sua primeira viola foi comprada por uma irmã [...]

(2º parágrafo)

d) Sempre acontecia alguma coisa com suas violas [...] (2º parágrafo)

e) O que acontecia, certamente, é que sua pobreza o obrigava a vendê-las. (2º

parágrafo)

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46. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) O primeiro e o segun-

do versos de Jó Patriota citados ao início do texto − Quando a dor se aproxima /

Fazendo eu perder a calma − exprimem, respectivamente, circunstâncias de

a) tempo e modo.

b) consequência e causa.

c) finalidade e conformidade.

d) condição e comparação.

e) lugar e proporção.

47. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Você pode entrar no

ramo, disse-lhe. (2º parágrafo)

A frase de Vicente Preto, está corretamente transposta para o discurso indireto em:

a) Disse-lhe “você pudera entrar no ramo”.

b) Disse-lhe que você pode entrar no ramo.

c) Disse-lhe que ele podia entrar no ramo.

d) Disse-lhe: “ele pôde entrar no ramo”.

e) Disse-lhe: você poderá entrar no ramo.

48. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Considere as seguin-

tes frases do último parágrafo: 1. Não só o Nordeste, mas o país inteiro não sabe

o que perdeu. 2. Estamos vivendo numa época em que, para grande prejuízo do

caráter nacional, a poesia tornou-se a última das necessidades. Caso se deseje

apresentar a frase 2. como justificativa da frase 1., a segunda frase deverá ser in-

troduzida por:

a) Todavia.

b) Portanto.

c) Contudo.

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d) Assim.

e) Porque.

49. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Está escrito com cla-

reza e em conformidade com a norma-padrão este livre comentário sobre o texto:

a) Foi Vicente Pedro que primeiro reconheceu, de que Jó Patriota tinha talento de

ser repentista, quando ele era jovem.

b) Em 1929 nasceu Jó Patriota em um município de cujo o nome na época, era São

José do Egito, que depois passou a ser Umburanas.

c) Uma irmã de Jó Patriota recorreu à venda de uma cabra, a fim de que pudesse

presenteá-lo com sua primeira viola.

d) Certamente devido à uma situação de pobreza que Jó Patriota sempre acontecia

alguma coisa com suas violas.

e) Quando a poesia se torna a última das necessidades, é inevitável que prejudi-

que-se não apenas os artistas, mas toda a população.

As questões de números 50 a 52 referem-se ao texto seguinte.

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50. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) É correta a seguinte

afirmação:

a) (linha 2) O posição do advérbio praticamente na frase impõe a leitura de que a lo-

calidade não é secreta, mas é totalmente ignorada pelas modernidades e pelos mapas.

b) (linha 2) A ressalva entre parênteses indica que, apenas com muita dificuldade,

o Google Maps foi capaz de localizar a ilhota.

c) (linha 5) O uso de ainda implica necessariamente o julgamento de que é inde-

sejável o atraso das atividades lucrativas realizadas na ilha.

d) (linha 8) O emprego das aspas em “porto” indica a imprecisão da palavra para

descrever o espaço.

e) (última linha) O segmento é justamente o remador quem transporta a novidade

denota que, embora isso seja inesperado, os aparentemente generosos canoeiros

são indiscretos.

51. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Na norma-padrão do

Português do Brasil, a oração “Entre os dois pontos da travessia se gastam uns

quarenta minutos” ainda estaria correta, e na voz passiva, se alterada para: “Entre

os dois pontos da travessia”

a) o viajante vêm gastando uns quarenta minutos”.

b) são gastos uns quarenta minutos”.

c) os viajantes gastam uns quarenta minutos”.

d) gasta uns quarenta minutos”.

e) têm-se gastado uns quarenta minutos”.

52. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia)

Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro.

Há um comentário correto sobre o fragmento transcrito acima em:

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a) Aceita a interpretação que o faz corresponder, em discurso direto, a “Os mora-

dores diziam, em coro, que ponte nem pensar”.

b) Em discurso direto, para fazer jus ao sentido desejado, deveria ser apresentado

assim: “– Ponte? Oferecem as autoridades municipais. – Nem pensar! Dizem os

moradores, em coro”.

c) Para adequar-se à norma-padrão, precisa ter a pontuação alterada para: “Pon-

te, nem pensar? – Dizem os moradores em coro”.

d) Apresenta equívoco no emprego de vírgula, que é corrigido assim: “Ponte? Nem

pensar, dizem, os moradores em coro”.

e) Para ficar completo e adequado à norma-padrão, deve ser reformulado, em

discurso indireto, assim: “Os moradores refutam, em coro, a possibilidade de se

pensar em ponte”.

As questões números 53 a 56 referem-se ao texto seguinte.

Não faz muito tempo, fui assistir à ópera “As Bodas de Figaro”, de Mozart. Lá para

o final, o personagem mais importante, Fígaro, faz um retrato cruel das mulheres.

Diz: “Abram um pouco os olhos, homens incautos e bobos. Olhem essas mulheres,

olhem o que elas são”. Segue enumerando: “São bruxas que enfeitiçam para nos

deixar sofrendo... São rosas espinhosas, raposas maliciosas, mestras de engano e

de angústias, que fingem e mentem, que amor não sentem, não sentem piedade”.

No século 18, quando essa ópera foi composta, a sala toda ficava iluminada.

Não se deixava o público no escuro, como hoje. Os cantores podiam então interpe-

lar diretamente a assistência. Na montagem que vi, o diretor de cena teve a ideia

de acender as luzes da sala durante a ária de Fígaro, que saiu do palco e dirigiu-se

diretamente aos homens presentes.

Quando ele passava pelo corredor entre o público, uma senhora furiosa levan-

tou-se. Fez o sinal de “não” nas fuças do pobre cantor e retirou-se protestando

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em voz alta. De início, pensei que fosse parte do espetáculo - hoje em dia, com as

montagens modernas, tudo é possível. Mas não, era uma feminista embravecida.

Ela poderia ter prestado mais atenção. O tema nuclear de “As Bodas de Fígaro”

é atual: trata-se de desmascarar, denunciar e punir um poderoso aristocrata que é

violento predador sexual.

Aquela senhora não deu tempo para a conclusão da ópera, não chegou a ver

a condenação do conde brutal. Tal suscetibilidade, irritada pela situação em que,

injustamente, as mulheres são mantidas em nossas sociedades, é compreensível.

Levou-a a partir antes que as acusações de Fígaro contra o gênero feminino fossem

desmentidas. Indignou -se cedo demais.

Indignação: eis o problema. Nunca tive simpatia por essa palavra. Pressupõe có-

lera e desprezo. Quando estamos sozinhos, a indignação nos embriaga como se fosse

uma droga. Arrebata a alma, enfurece as vísceras, dilata os pulmões e nos faz acre-

ditar na veemência do nosso ódio. Viramos heróis justiceiros diante de nós mesmos.

A solidão indignada faz grandes discursos interiores contra aquilo que erigimos

como inimigo. Serve para dar boa consciência. É autossatisfatória. Um prazer so-

litário. Exaltados, arquitetamos vinganças e reparações. Depois, o balão murcha,

sobrando apenas nossa miserável impotência.

Ao se manifestar na presença de outra pessoa, ou de duas, ou num pequeno

grupo, a indignação leva ao descontrole. Nervosos, falamos alto e dizemos coisas

que, na calma, jamais pronunciaríamos.

Quando um de seus heróis se deixa levar pelos discursos coléricos, Homero faz

alguém sempre repreender: “Que palavras ultrapassaram a barreira de teus den-

tes!”. Porque não somos mais nós que falamos, mas algo que está em nós e que

ocupou nosso corpo esvaziado de qualquer poder reflexivo: a indignação. Assim

também ocorre com os jorros furibundos de palavras que inundam as redes sociais.

A multidão indignada é, por sua vez, uma catástrofe. Tomada por um furacão

de pulsões, ela atropela, esmaga, lincha. A indignação trava as forças racionais.

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Alimentada pelas paixões, usa uma aparência de razão como fole para soprar nas
brasas. Está claro, aceita só argumentos que servem a reforçar e ampliar seu do-
mínio. É feita de radicalismos.

 Obs.: ária: parte de uma ópera executada por voz solista.

(Adaptado de: COLI, Jorge. Folha de S.Paulo , 4 de fevereiro de 2018, A2)

53. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Não faz muito tem-


po, fui assistir à ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart.

A frase estará clara e em conformidade com a norma-padrão se o trecho destacado

for substituído por:


a) que o autor dela é Mozart.
b) sendo que elas são de Mozart.
c) que o autor é Mozart.
d) da qual Mozart é autor.
e) de que a autoria é de: Mozart.

54. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia)


A multidão indignada é, por sua vez, uma catástrofe. Tomada por um furacão de
pulsões, ela atropela, esmaga, lincha. A indignação trava as forças racionais. Ali-
mentada pelas paixões, usa uma aparência de razão como fole para soprar nas bra-
sas. Está claro, aceita só argumentos que servem a reforçar e ampliar seu domínio.
É feita de radicalismos.
Sobre o trecho acima reproduzido, em seu contexto, afirma-se com correção:
a) A expressão por sua vez sinaliza que um específico paralelismo está desenvol-
vido no texto, paralelismo que correlaciona dois tipos de situação em que a indig-
nação se instala.

b) O segmento Tomada por um furacão de pulsões expressa a consequência das

ações indicadas no mesmo período.

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c) A sequência ascendente ela atropela, esmaga, lincha denota sucessão inevitável

em episódios de violência praticada coletivamente.

d) O segmento que servem a reforçar e ampliar seu domínio caracteriza argumen-

tos, mencionando qualidades que são acessórias, dispensáveis, portanto, ao senti-

do que deve ser atribuído à frase.

e) A declaração É feita de radicalismos refere-se estritamente ao que se enuncia

em A multidão indignada é, por sua vez, uma catástrofe, pois nenhuma outra frase

cita atitude extrema.

55. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Em cada alternativa,

um segmento do texto, redigido em conformidade com a norma-padrão, vem asso-

ciado a uma frase inspirada no original. A frase associada que está gramaticalmen-

te correta, segundo a mesma norma, é:

a) Pressupõe cólera e desprezo / Se ela se predispor a rever sua posição, o caso

estará encerrado.

b) Tal suscetibilidade [...] é compreensível / Tais suscetibilidade e irritação pela

situação das mulheres são, com certeza, bem compreensível.

c) e nos faz acreditar na veemência de nosso ódio / e faz que acreditamos na ve-

emência de nosso ódio.

d) dirigiu-se aos homens presentes / dirigiu-se àqueles homens sentados na pri-

meira fileira.

e) um de seus heróis se deixa levar pelos discursos coléricos / seus heróis se dei-

xam levarem pelos discursos coléricos.

56. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Porque não somos

mais nós que falamos,

A alternativa que deve ser preenchida com palavra da mesma grafia da acima des-

tacada, iniciada por letra minúscula, é:

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a) Eles confirmaram todo o depoimento, não sei.....resolveram alterá-lo.

b) Não somos mais nós que falamos.....?

c) Seu discurso nos incomodou.....se baseia em falsas premissas.

d) Ontem,.....ele saiu sem se despedir?

e) Todos procuram o.....desse intensa desesperança.

Para responder às questões de números 57 e 58, considere o texto abaixo.

O mundo moderno está em crise (os mundos do passado tiveram suas crises;

é a nossa perspectiva presente). É truísmo, esse, inarredável. E o sentem os que

veem a crise como um mal de cujo ventre irromperá monstros, como o sentem os

que a veem como um bem de cujo cerne nascerá algo como a Utopia. Isso é dito

pelo poeta em mais de um lugar da Obra, que é perpassada por toda essa crise.

Veja-se na sua transposição simbólica de um joão-ninguém ou joão-todo-o-mundo.

(Adaptado de: HOUAISS, Antônio. Drummond. In: Drummond mais seis poetas e um problema.
Rio de Janeiro: Imago, 1976, p. 35)

57. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) No texto,

há um vício de linguagem identificado como:

a) Vulgarismo em: “João-todo-o-mundo”.

b) Arcaísmo em: “É truísmo, esse, inarredável”.

c) Solecismo em: “os que veem a crise como um mal de cujo ventre irromperá

monstros”.

d) Neologismo em: “João-ninguém”.

e) Clichê em: “como um bem de cujo cerne nascerá algo como a Utopia”.

58. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) De acor-

do com o texto,

a) a Obra do poeta atravessa a crise de modo a criar uma transposição simbólica.

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b) a crise é um truísmo que não pode ser depreendido, já que inarredável.

c) a crise referida no texto pode ser relativizada de acordo com o ponto de vista.

d) do cerne da crise nascerá a Utopia, eis a perspectiva inarredável do poeta.

e) a Utopia e a Obra são componentes da tradução simbólica da crise moderna.

Para responder às questões de números 59 a 64, baseie-se no texto abaixo.

Leis vivas

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, disse Camões num de seus so-

netos. Um jurista certamente endossará esse verso: mudam as leis com o tempo,

e mudam de acordo com a dinâmica das vontades e das necessidades humanas.

Se as sociedades fossem estáveis e se imobilizassem no tempo, os costumes, os

valores e as leis que os regessem seriam sempre os mesmos. Mas o dinamismo da

história está permanentemente exigindo atualizações, quando não reviravoltas ra-

dicais de princípios. Por isso os códigos caminham: para o ajuste permanente entre

o que vai mudando nos costumes e o que deve ir mudando nas leis.

Lembremos que as mudanças não ocorrem apenas no correr do tempo; atuam

também nas relações entre as pessoas, entre os segmentos e as classes sociais.

Assim é que, além de se fazer viva na corrente do tempo, a legislação deve se

provar viva também nas cadeias horizontais em que indivíduos e grupos se rela-

cionam. Os efeitos de uma mesma lei podem ser diferentes quando aplicada em

condições e sujeitos distintos. Em vista das várias classes sociais e várias culturas

de um país, podem acusar-se aqui e ali práticas e consequências diversas na admi-

nistração dos mesmos direitos.

A atenção dos legisladores para alguma mobilidade essencial dos valores e dos

costumes é uma exigência intrínseca à sua função. Cabe-lhes interpretar ao mes-

mo tempo com prudência e maleabilidade as alterações de paradigmas, para que

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as leis não percam o passo com o sentido das mudanças − que Camões tão bem

expressou-nos regimes do tempo histórico e das vontades humanas.

(MOREYRA, Felipe de Assis, inédito)

59. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Um requisito

imprescindível para a eficaz elaboração das leis está, conforme se afirma no

a) primeiro parágrafo, na observância do que é permanente no quadro dos valores

de uma sociedade.

b) segundo parágrafo, na preservação das diferenças que constituem a heteroge-

neidade das classes sociais.

c) terceiro parágrafo, o estrito cumprimento dos paradigmas que fixam o perfil de

uma sociedade.

d) primeiro parágrafo, na dinâmica que rege as leis em conformidade com a dos

costumes e valores sociais.

e) segundo parágrafo, no predomínio dos interesses representados nas cadeias

horizontais sobre os da corrente do tempo.

60. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Ao retomar

o citado verso de Camões e admitir seu endosso por um jurista, o autor do texto

considera que

a) a mudança das leis ocorre na mesma proporção em que as vontades mudam a

natureza mesma do tempo.

b) a mudança das disposições humanas, verificada na mudança dos tempos, faz

necessária a mudança das leis.

c) as vontades humanas, intensificadas com o tempo, acabam por consolidar a

premente necessidade das leis.

d) a alternância entre os tempos e as vontades imprime às leis a necessidade de

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uma dinâmica que lhes seja própria.

e) a relevância das leis ocorre na medida mesma em que possam alterar as von-

tades humanas na dinâmica do tempo.

61. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Quanto aos

efeitos gerados pela aplicação das leis, considera-se no texto que eles

a) refletem a universalidade dos princípios do legislador, em razão do que não

ocorrem distorções na administração delas.

b) atestam por si mesmos, independentemente das condições dessa aplicação, o

atendimento básico às necessidades humanas.

c) acusam, eventualmente, as diferentes condições de classe e de cultura em que

elas são aplicadas.

d) denunciam, de modo inapelável, os equívocos inerentes à formulação viciosa

dos dispositivos legais.

e) constituem consequências naturais de uma legislação cujos princípios éticos não

foram devidamente considerados.

62. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Considerando-se o

contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

a) reviravoltas radicais de princípios (1º parágrafo) = conturbações prementes de

critérios.

b) para que as leis não percam o passo (3º parágrafo) = a fim de que a legislação

mantenha correspondência.

c) podem acusar-se aqui e ali (2º parágrafo) = costumam retratar-se alhures.

d) alguma mobilidade essencial (3º parágrafo) = certa dinâmica imperscrutável.

e) além de se fazer viva na corrente do tempo (2º parágrafo) = não obstante se

revivifique com a cadeia temporal.

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63. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Está inteira-

mente clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

a) O verso de Camões, citado no texto, tem um sentido bastante aberto, mas ga-

nhou especificidade ao ser associado à dinâmica própria das leis.

b) Embora se falem dos tempos e das vontades humanas, o verso camoniano ins-

pirou que o autor do texto o aplicasse ao movimento das leis.

c) Tanto quanto costuma ocorrer com o tempo e a vontade dos homens, assim

também a vijência das leis está sujeita à uma dinâmica particular.

d) Por vezes um poeta como é o caso de Camões, aproveita-se um verso seu para

referendar a verdade de um outro campo do pensamento.

e) Às mudanças que ocorrem no tempo voluntarioso dos homens sobrepõe-se

também, proporcionalmente, mudanças quando se trata da legislação.

64. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Há emprego

de voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

a) O sentido das mudanças que Camões expressou dizem respeito a uma dinâmica

implacável a que se submete os eventos naturais e históricos.

b) Se necessárias mudanças deixam de haver na legislação, esta acaba pecando

pelo anacronismo e pela ineficácia de seus dispositivos.

c) Sendo exigida dos legisladores a sensibilidade para formular leis justas, eles

devem estar atentos à mobilidade dos valores e costumes sociais.

d) Não são desejáveis, nos textos dos instrumentos legais, o brilho das figuras re-

tóricas; o que importa é a objetividade da formulação.

e) A linguagem da poesia, por meio de imagens, pode ser persuasiva; mas a elas

não devem curvar-se, em seu específico ofício, o legislador austero.

65. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Considere

o texto abaixo.

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“Não darei um passo, uma afirmação, sem ouvir, antes, a diretoria e este plená-
rio. A opinião pessoal de quem ocupa temporariamente esta presidência não pode
ser confundida com a opinião do Conselho Federal. Esta é aquela decidida e delibe-
rada pelo plenário. O presidente vai expressar a opinião da advocacia brasileira. [...]
Devemos procurar a verdade, devemos buscá-la sempre, mas com a sabedoria
de que a verdade absoluta jamais é alcançada e, portanto, é do debate que surgem
as melhores definições e caminhos. Quando se participa do debate com alma aber-
ta e espírito livre é que se avança. O debate não corrói, não ofende e não diminui.
O debate engrandece, constrói, conquista e inclui. [...]
Convoco as senhoras e senhores, conselheiros federais de todas as bancadas, a
participar desta bela página da história de nossa entidade, que ora se inicia. Con-
tinuando a tradição de belas páginas anteriores. Participem! Integrem! Comparti-
lhem! Sintam-se diretores do Conselho Federal.
Muito obrigado.”

(Disponível em: http://www.camara.leg.br/. Acesso em 13/07/2018)

Considere as proposições abaixo sobre o texto:


I – O uso da primeira pessoa confere maior expressividade e emotividade ao
discurso.
II – O uso da conotação é ausente no texto, já que discursos como esse primam
pela objetividade.
III – Ao final, o texto faz um chamamento como estratégia de convencimento do
leitor.
IV – Está correto o que se afirma APENAS em
a) II
b) I e II.
c) III
d) II e III.
e) I e III.

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Para responder às questões de números 66 a 71, baseie-se no texto abaixo.

Na dinâmica das leis

Toda legislação racionaliza os valores sociais, buscando reconhecê-los e afastá-los


do âmbito das paixões ou dos interesses mais estritos do indivíduo, bem como com-
preendê-los no tempo vivo da História. Diz-se que as leis “caducam”, e o termo,
pouco ortodoxo, é expressivo: por anacronismo, dispositivos legais podem perder
a razão de ser, superados que são pela primazia que ganham novos costumes.
São vários os fatores que determinam mudanças drásticas em nosso comporta-
mento. Entre eles está a alta tecnologia de ponta, com seus incontáveis reflexos na
vida cotidiana: o que fazer, por exemplo, do direito à privacidade na onipresença
de câmeras instaladas por medida de segurança? No campo da moral e da ética,
das disputas políticas, das ideologias, do comportamento, dos hábitos cotidianos,
muito do que ontem valia deixa de ter sentido hoje; considere-se, pois, a possibi-
lidade sempre aberta para que um novo “espírito” de uma lei deva corresponder a
uma nova prática social. Nessa atualização necessária, conta-se com a sensatez e
o senso de oportunidade do legislador, sem falar na atenção continuada aos dispo-
sitivos básicos constitucionais já estabelecidos na Carta Magna.
A mobilidade dos costumes enseja a formação de novos sujeitos sociais. No-
te-se que, além das instituições já clássicas, nosso tempo vem testemunhando a
criação dos chamados “coletivos”, cuja natureza se distingue da dos partidos polí-
ticos ou dos órgãos de classe tradicionais, embora sejam agrupamentos cuja ação
se reveste de evidente importância política e cuja representação de setores especí-
ficos da sociedade pode ser vista como legítima. É possível que a legislação venha a
contemplar as iniciativas desses “coletivos”, munindo-se de novos dispositivos para
acompanhar os novos traços de uma sociedade em movimento.

(Alcebíades Nunes Cardoso, inédito)

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66. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Deve-se entender, ao se atentar para

o que se afirma

a) no 1º parágrafo, que as leis revelam-se anacrônicas quando buscam correspon-

der às paixões e interesses individuais.

b) no 2º parágrafo, que as alterações radicais no comportamento social refletem-se

automaticamente na legislação.

c) nos dois primeiros parágrafos, que a racionalização que regula a legislação im-

plica mudanças drásticas nos hábitos cotidianos.

d) no 3º parágrafo, que pode haver a necessidade de ajustes na legislação quando

da emergência de novos sujeitos sociais.

e) nos dois últimos parágrafos, que o surgimento de novas entidades de caráter

público só se legitima se propiciar novos dispositivos legais.

67. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Para que o “espírito” de uma lei cor-

responda a uma nova prática social (2º parágrafo), é preciso que a legislação

a) localize com rigor os interesses ocultos dos indivíduos, em suas ações cotidianas.

b) se atualize em consonância com as alterações nos campos de valor de uma

sociedade.

c) vá de encontro às aspirações coletivas, a despeito dos hábitos sociais anacrônicos.

d) possibilite a adaptação dos hábitos sociais anacrônicos aos novos dispositivos

legais.

e) acompanhe o ritmo das conquistas tecnológicas, de modo a estimular a pro-

gressão delas.

68. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Considerando-se o contexto, traduz-se

adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

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a) afastá-los do âmbito das paixões (1º parágrafo) = isentá-los das máculas

afetivas.

b) o termo, pouco ortodoxo, é expressivo (1º parágrafo) = o vocábulo, pouco in-

formal, é indicativo.

c) atenção continuada aos dispositivos básicos constitucionais (2º parágrafo) =

vigilância intermitente nos fundamentos dos aparatos legais.

d) A mobilidade dos costumes enseja (3º parágrafo) = a interação dos hábitos

ratifica.

e) cuja natureza se distingue (3º parágrafo) = cuja condição original se diferencia.

69. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Está clara, coesa e correta a redação

deste livre comentário sobre o texto:

a) Termos como “caduco”, de evidente informalismo, não se refere a um vício da lei

em si mesma, mas a sua aplicabilidade à partir de um certo momento.

b) Pode se dar, aqui e ali, controvérsias quanto a interpretação detalhista das leis,

mas fique sempre ressalvada nela o dever de se atender ao seu espírito.

c) Ao se munirem de novos dispositivos, necessários para sua atualização, toda

legislação estará buscando acompanhar a mutação dos hábitos sociais.

d) Reconhece-se nos chamados “coletivos” um tipo de organização cuja natureza

difere bastante da que se identifica nas demais instituições.

e) Não há como se negar que a tecnologia aplicada, em cujos avanços se marcam

no nosso cotidiano, já exercem influência nas leis e nos hábitos.

70. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Há emprego de forma verbal na voz

passiva e está plenamente adequada a correlação entre os tempos e os modos dos

verbos na frase:

a) Não fossem os ajustes a que são levados os legisladores para a atualização das

leis, ocorreria um grave descompasso entre estas e os hábitos sociais.

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b) Embora pudessem ser pouco ortodoxas, sempre haverá oportunidade para ex-

perimentarmos o sabor informal de algumas expressões.

c) Se um dia a mobilidade dos costumes não implicar a formação de novos grupos,

menos trabalho haveria para que ocorra a atualização das leis.

d) Ainda que a necessidade de atualização não fosse permanente, sempre houvera

o compromisso de fazer andar no mesmo passo as leis e os usos.

e) Como não haveria quem contestasse a presença de tantas câmeras, quando

estas vierem a impedir de vez a nossa privacidade?

71. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) É possível que a legislação venha

a contemplar as iniciativas desses “coletivos”, munindo-se de novos dispositivos.

Uma nova redação da frase acima, uma vez iniciada por As iniciativas desses “cole-

tivos” ..., poderá ter, sem prejuízo para sua correção e coerência, a seguinte com-

plementação:

a) conquanto munidas de novos dispositivos, possivelmente virão contemplar a

legislação.

b) desde que a tornem possível, passarão a munir-se de novos dispositivos na

nova legislação.

c) serão possivelmente atendidas por uma legislação que venha a se munir de no-

vos dispositivos.

d) por meio de novos dispositivos, possivelmente farão com que a legislação venha

a contemplá-las.

e) serão contempladas, possivelmente, desde que hajam se munido de novos dis-

positivos em sua legislação.

Para responder às questões de números 72 a 75, baseie-se no texto abaixo, um

excerto de ensaio do pensador francês Michel de Montaigne (1533-1592).

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Da indolência

O imperador Vespasiano, durante a enfermidade de que veio a morrer, não

deixava de se ocupar dos negócios do Império; e, no seu próprio leito, tratava das

questões mais importantes. Tendo-lhe o médico censurado essa atividade por no-

civa à saúde, disse ele: “um imperador precisa morrer em pé”. Eis, a meu ver, um

belo pensamento.

Em idênticas circunstâncias, o imperador Adriano teve as mesmas palavras, as

quais se deveriam lembrar aos reis para compreender que essa importante respon-

sabilidade de dirigir os homens não é uma situação em que possam permanecer

ociosos. E que nada pode desanimar mais o súdito, no seu afã de bem servir o so-

berano, do que saber que, enquanto corre riscos e se atarefa, seu senhor se entrega

à indolência e cuida de seu prazer sem se interessar pelo bem-estar de seu povo.

(MONTAIGNE. Ensaios. Trad. Sérgio Milliet. São Paulo: Abril Cultural, Os Pensadores, 1972, p.
314)

72. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) É correto deduzir da leitura do texto que

a) são distintas reações as de Montaigne diante das circunstâncias de vida e as das

falas atribuídas aos dois imperadores citados.

b) a ociosidade, tal como a considera pessoalmente o imperador Adriano, é avalia-

da de modo mais tolerante pelo imperador Vespasiano.

c) o bem-estar do povo deve estimular os soberanos a dedicarem-se ao trabalho

para evitar a indolência e os prazeres de seus súditos.

d) espera o súdito servir ao soberano da melhor forma possível, devendo o sobe-

rano, por sua vez, afastar-se de qualquer forma de indolência.

e) a admiração que Montaigne demonstra pelos imperadores citados resulta, so-

bretudo, da coragem e da soberba com que desdenham a morte.

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73. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Tendo-lhe o médico censurado essa

atividade, disse Vespasiano: “um imperador precisa morrer em pé”. Uma nova re-

dação da frase acima, na qual se substitua adequadamente o discurso direto pelo

indireto e se mantenham a correção e a coerência, poderá ser:

a) Havendo censurado-lhe o médico por essa atividade, redarguiu-o Vespasiano

desta forma: Urge que um imperador morra em pé.

b) Ao admoestá-lo o médico por tal atividade, disse-lhe Vespasiano que se impõe

a um imperador morrer em pé.

c) Quando o médico reprendeu-lhe por se manter ativo, Vespasiano retrucou-o

que o imperador carecia de morrer em pé.

d) Ao haver-lhe censurado a atividade exercida, respondeu Vespasiano ao médico:

Por ser imperador, morro em pé.

e) Advertindo-o o médico, por tamanha atividade, Vespasiano lhe explicou: não

cabe a um imperador se não morrer em pé.

74. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) O verbo indicado entre parênteses

deverá ser flexionado de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

a) (Convir) aos imperadores morrer em pé, explicou Vespasiano ao médico.

b) Não (haver) como admitir maus exemplos aos súditos.

c) É comum que se (espelhar) um subalterno nos esforços de seu superior.

d) (Dever) sempre servir aos súditos o exemplo dado pelo imperador.

e) ão se (registrar) na vida desse imperador momentos de indolência.

75. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Atentando-se para recursos utiliza-

dos na redação do texto, e considerando-se o contexto, é correto afirmar que

a) o termo sublinhado em no seu próprio leito (1º parágrafo) denota o sentido de

exclusividade.

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b) o segmento por nociva à saúde (1º parágrafo), onde ocorre uma elipse do verbo

ser, tem sentido causal.

c) a expressão idênticas circunstâncias (2º parágrafo) está-se referindo às mes-

mas palavras (2º parágrafo).

d) o elemento sublinhado no segmento uma situação em que possam permanecer

ociosos pode ser substituído por aonde.

e) o antônimo de bem-estar se constrói com o adjetivo mau.

Atenção: Leia abaixo o Capítulo I do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis,

para responder às questões de números 76 a 84.

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem

da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cum-

primentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou

recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem

inteiramente maus. Sucedeu, porém, que como eu estava cansado, fechei os olhos

três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse

os versos no bolso.

– Continue, disse eu acordando.

– Já acabei, murmurou ele.

– São muito bonitos.

Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do ges-

to; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou

alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos

reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me

zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me

assim, alguns em bilhetes: “Dom Casmurro, domingo vou jantar com você.” – “Vou

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para Petrópolis, dom Casmurro; a casa é a mesma da Renânia; vê se deixas essa

caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo.” – “Meu caro

dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui

na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça.

Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão,

mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por iro-

nia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não

achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do

livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo

rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua.

Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.

(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 79-80.)

76. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) O narrador

dirige-se diretamente a seu leitor no seguinte trecho:

a) Não consultes dicionários. (6º parágrafo)

b) – Continue, disse eu acordando. (2º parágrafo)

c) Dom Casmurro, domingo vou jantar com você. (5º parágrafo)

d) Nem por isso me zanguei. (5º parágrafo)

e) Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. (6º parágrafo)

77. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) De acordo

com o texto,

a) os amigos da cidade passam a se valer da alcunha Dom Casmurro por condena-

rem os versos do narrador.

b) o narrador sente-se incomodado com a forma como os amigos da cidade pas-

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sam a se dirigir a ele.

c) o narrador ficou amuado quando o rapaz do trem ameaçou tirar novamente os

versos do bolso.

d) os vizinhos passam a reproduzir a alcunha Dom Casmurro por censurarem os

hábitos reclusos do narrador.

e) o rapaz do trem inventa a alcunha porque o narrador censurou-lhe os versos.

78. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) − Casmurro

não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem

calado e metido consigo. (6º parágrafo)

− O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. (6º parágrafo)

Os pronomes destacados referem-se, respectivamente, a

a) dicionários, Casmurro e rancor.

b) vizinhos, Casmurro e poeta.

c) dicionários, Casmurro e poeta.

d) vizinhos, sentido e rancor.

e) dicionários, sentido e poeta.

79. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) O segmento

do texto está reescrito, em conformidade com a norma-padrão e sem prejuízo para

o seu sentido original, em:

a) ...tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no

bolso. (1º parágrafo) / ...tanto bastou a fim de que ele interrompesse a leitura e

metessem os versos no bolso.

b) Meu caro dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã (5º pará-

grafo) / Meu caro dom Casmurro, não cuide que dispenso o teatro amanhã.
c) Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso

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à alcunha (5º parágrafo) / Os vizinhos que não gostam dos meus hábitos reclusos
e calados deram curso à alcunha.
d) A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus.
(1º parágrafo) / A viagem era curta, e pode ser que os versos não fossem inteira-
mente maus.
e) O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor (6º parágrafo)
/ O meu poeta do trem ficará sabendo ainda que não lhe guarde rancor.

80. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) ...como eu


estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes... (1º parágrafo) Em relação
à oração que a sucede, a oração destacada expressa sentido de
a) causa.
b) comparação.
c) consequência.
d) proporção.
e) conclusão.

81. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) O verbo des-


tacado deve sua flexão ao termo sublinhado em:
a) No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me
Dom Casmurro (5º parágrafo)
b) Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso
à alcunha, que afinal pegou (5º parágrafo)
c) Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo
de homem calado e metido consigo (6º parágrafo)
d) Meu caro dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã (5º pa-

rágrafo)

e) E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua (6º

parágrafo)

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82. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo)

− No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me

Dom Casmurro (5º parágrafo)

− Contei a anedota aos amigos da cidade (5º parágrafo)

− Meu caro dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã (5º parágrafo)

Nos trechos transcritos, os termos destacados constituem, respectivamente,

a) pronome, artigo e artigo.

b) artigo, artigo e pronome.

c) preposição, preposição e pronome.

d) artigo, preposição e artigo.

e) preposição, artigo e pronome.

83. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) Ao se trans-

por o trecho – Já acabei, murmurou ele. (3º parágrafo) para o discurso indireto, o

verbo “acabei” assume a seguinte forma:

a) tinha acabado.

b) acabou.

c) estava acabando.

d) acabaria.

e) estaria acabando.

84. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) O segmento

destacado em Há livros que apenas terão isso dos seus autores (6º parágrafo)

exerce a mesma função sintática do segmento destacado em:

a) eu conheço de vista e de chapéu (1º parágrafo)

b) vê se deixas essa caverna do Engenho Novo (5º parágrafo)

c) A viagem era curta (1º parágrafo)

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d) – São muito bonitos. (4º parágrafo)

e) a casa é a mesma da Renânia. (5º parágrafo)

Considere o texto abaixo para responder às questões de números 85 a 89.

O domínio das técnicas de produção de alimento foi determinante para que os

seres humanos construíssem a base da civilização. A passagem do extrativismo para

a agricultura e a mudança da caça para a domesticação de animais foram elementos

centrais para que seres humanos se juntassem em grupos. Embora as evidências

arqueológicas sejam menos precisas à medida que retrocedemos no tempo, é pro-

vável que os primitivos ajuntamentos do Paleolítico Superior já tivessem organização

suficiente para deleitar o espírito do ser humano com a produção de artes. As caver-

nas desse período mostram que as pinturas das paredes exibem notável coincidência

com as áreas de maior ressonância sonora, fazendo supor que esses espaços eram

utilizados para o exercício do belo, algo muito mais sublime do que o ofício de sobre-

viver naqueles tempos tão duros. Uma hipótese é que o canto tenha precedido a fala,

assim como a pintura tenha antecedido a escrita, o que demonstraria que, de alguma

maneira, os seres humanos foram programados para as artes. Aparentemente, nos-

so genoma reage diante de estímulos estéticos desde tempos imemoriais: quando

exposto ao belo, nosso encéfalo aumenta a atividade de áreas específicas relaciona-

das ao controle do estresse. Não é sem motivo que os hospitais estão cada vez mais

verdes e incorporam expressões artísticas em suas dependências.

(Adaptado de: SALDIVA, Paulo. Vida Urbana e Saúde: os desafios dos habitantes das metrópo-
les. São Paulo: Contexto, 2018, edição digital)

85. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) Con-

sidere as afirmações abaixo.

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I – Pesquisadores acreditam que, no transcorrer da história humana, o canto

tenha se manifestado antes do desenvolvimento da fala.

II – O segmento sublinhado em A passagem do extrativismo para a agricultura

expressa noção de finalidade.

III – Mantendo-se as relações de sentido, o elemento sublinhado em quando ex-

posto ao belo, nosso encéfalo aumenta a atividade de áreas específicas rela-

cionadas ao controle do estresse pode ser substituído por “sempre que”.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) III

b) I e II.

c) II

d) II e III.

e) I e III.

86. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

O domínio das técnicas de produção de alimento foi determinante para que os seres

humanos construíssem a base da civilização.

Transpondo-se o segmento sublinhado acima para a voz passiva, a forma verbal

resultante será:

a) se construíssem.

b) fosse construída.

c) forem construídos.

d) fossem construídas.

e) eram construídos.

87. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) A fra-

se escrita com correção e coerência encontra-se em:

a) No período Paleolítico, notam-se que as cavernas continham pinturas nas pa-

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redes, e coincidiam com áreas de grande ressonância sonora, portanto, conclui-se

que se utilizava esses espaços para o exercício do belo.

b) Sabe-se que áreas específicas do nosso encéfalo, as quais se destinam, entre

outros, ao controle do estresse, reage desde tempos remotos a estímulos estéticos.

c) Os seres humanos cujos os grupos se formaram por meio da mudança do extra-

tivismo, para a agricultura, e da caça para a domesticação de animais, configurou

um elemento central em tal trajetória.

d) Por meio da observação de pinturas primitivas encontradas em paredes de ca-

vernas, deduziu-se que o exercício do belo já fazia parte das atividades humanas

no período Paleolítico.

e) Dominar as técnicas de produção de alimentos foram cruciais para que os seres

humanos formassem, pouco a pouco uma comunidade civilizada, na medida em

que se dava a passagem do extrativismo para a agricultura.

88. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) ...

nosso encéfalo aumenta a atividade de áreas específicas relacionadas ao controle

do estresse.

O verbo sublinhado acima possui, no contexto, o mesmo tipo de complemento do

que se encontra em:

a) ...organização suficiente para deleitar o espírito do ser humano...

b) O domínio das técnicas de produção de alimento foi determinante para...

c) ... os hospitais estão cada vez mais verdes...

d) ... à medida que retrocedemos no tempo...

e) Aparentemente, nosso genoma reage diante de estímulos estéticos...

89. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) As

expressões estéticas são vitais para a mente humana e muitos consideram as ex-

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pressões estéticas importantes para o processo de cura de certos males. Apesar

de ainda haver hospitais que não disponibilizam expressões estéticas em suas de-

pendências, profissionais da saúde incorporam expressões estéticas em seus tra-

tamentos.

Os elementos sublinhados acima podem ser corretamente substituídos, na ordem

dada, por:

a) consideram-lhes – disponibilizam-nas – lhes incorporam

b) as consideram – as disponibilizam – incorporam-nas

c) consideram-nas – disponibilizam-nas – lhes incorporam

d) as consideram – lhes disponibilizam – as incorporam

e) lhes consideram – lhes disponibilizam – incorporam-nas

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões.

“A arte popular de uma era é muitas vezes a arte elevada da seguinte”, escre-

veu o professor Alexander Nehamas não muito tempo atrás em defesa da televisão,

traçando um paralelo com o desdém de Platão pelo antigo drama grego. Por muito

tempo a TV foi considerada o homólogo inferior do cinema: o lugar ao qual recorrer

na indústria se você não podia transformar algo em filme. Por um tempo muito lon-

go ela foi também considerada um assunto que não estava à altura do estudo aca-

dêmico. Não é mais assim hoje em dia. Com o drama televisivo granjeando aplausos

tanto do público quanto da crítica, parece que a TV está finalmente atravessando

sua era de arte elevada e que emergiu da sombra do cinema para sempre.

Cineastas sempre flertaram com a televisão. O flerte do cinema com a nova for-

ma começou com a célebre entrevista coletiva de Roberto Rossellini em 1962 em

que ele declarou que o cinema estava morto e que dali em diante faria filmes para

a televisão. Hoje esses cineastas poderiam ser vistos como a vanguarda de uma

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forma que ainda se desenvolvia: a da série de televisão que iria educar e elevar em

vez de apenas entreter e vender produtos por meio de anúncios.

Hoje, graças à internet e a novas tecnologias, surgem novos padrões de aten-

ção. O que parece uma transição de uma era da narrativa para outra é não só

acompanhado, mas também guiado, por mudanças no comportamento do público.

(Adaptado de: KALLAS, Christina. Na sala de roteiristas (Inside the Writer’s Room). Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2016, edição digital)

90. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) Con-

sidere as afirmações abaixo.

I – Os verbos dos segmentos o cinema estava morto e uma forma que ainda se

desenvolvia estão flexionados nos mesmos tempo e modo.

II – “A arte popular de uma era é muitas vezes a arte elevada da seguinte”...

(início do texto) O argumento acima embasa a ideia de que a televisão não

é inferior ao cinema.

III – Por um tempo muito longo ela foi também considerada um assunto que não

estava à altura do estudo acadêmico. (1º parágrafo) O elemento sublinhado

acima refere-se ao termo “indústria”.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) II

b) II e III.
c) III

d) I e III.

e) I e II.

91. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) Hoje,

graças à internet e a novas tecnologias, surgem novos padrões de atenção.

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O elemento que, no contexto, possui a mesma função sintática do sublinhado aci-

ma encontra-se também sublinhado em:

a) Hoje esses cineastas poderiam ser vistos como a vanguarda de uma forma.

b) Com o drama televisivo granjeando aplausos tanto do público quanto da crítica.

c) ... em que ele declarou que o cinema estava morto...

d) Cineastas sempre flertaram com a televisão.

e) ... em vez de apenas entreter e vender produtos por meio de anúncios.

92. (FCC/2018/CLDF/Técnico legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) O

verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher

corretamente a lacuna da frase:

a) Por muito tempo não se .... (identificar) nos programas de televisão algum as-

sunto à altura dos estudos acadêmicos.

b) A série de TV, em vez de se limitar a vender produtos por meio de anúncios, ....

(educar) os espectadores.

c) As mudanças observadas no comportamento do público televisivo .... (indicar)

que uma nova forma de atenção vem se desenvolvendo entre os espectadores.

d) Talvez não imaginássemos que o drama televisivo, desenvolvido à sombra dos

filmes produzidos para o cinema, .... (conquistar) aplausos tanto do público quanto

da crítica.
e) Veiculada em entrevista coletiva, em 1962, a célebre declaração de Roberto
Rossellini de que deixaria de fazer filmes.... (surpreender) muitos jornalistas.

Para responder às questões de números 93 a 98, baseie-se no texto abaixo.

[Um documentário britânico]

No início dos anos 1980, uma equipe da TV BBC britânica veio ao Brasil gravar

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um documentário sobre as condições de vida numa favela do Rio de Janeiro. A ideia


era mostrar de forma hiper-reaiista, no melhor estilo “câmera invisível” da tradição
anglo-americana de reportagem, um dia na vida de uma jovem favelada. A inten-
ção era explorar ao máximo as chagas abertas e a penúria do dia a dia na favela,
as condições aviltantes da vida no morro.
Acontece que a eleita para servir de fio condutor do programa personificava a
negação viva de toda a carga de sombra e amargura que o registro clínico de seu
cotidiano na favela nos faria esperar dela. A moça, porém, em meio à pobreza,
irradiava uma energia alegre e espontânea, uma satisfação íntima consigo mes-
ma e uma sensualidade exuberante que jamais se encontrariam numa inglesa de
sua idade, não importando a classe social. Embora tivesse razões de sobra para
queixar-se do destino e viver na mais espessa melancolia, ela esbanjava alegria
de viver por todos os poros e arrancava luz das trevas com sua vitalidade interior.
Inesquecível é a cena em que a moça ia buscar água numa bica distante de
casa e, para o desconcerto da equipe da BBC, voltava carregando o balde pesado
equilibrado na cabeça e... cantando! A relação assim estabelecida entre o barraco
pobre e objetivo e o alegre palácio interior dá o que pensar. Pelo menos terá feito
pensar muito os jornalistas britânicos que vieram para fazer uma reportagem e
fizeram outra.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras,
2016, p. 160-161)

93. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) O objetivo que trouxe ao

Rio de Janeiro os profissionais da BBC

a) foi parcialmente alcançado, pois a jovem moradora da favela não deixou de ex-

por o otimismo brasileiro, reconhecido internacionalmente.

b) remodelou-se durante a reportagem, já que as atitudes da jovem convenceram

a equipe de jornalistas que a prioridade deveria ser outra.

c) frustrou-se pelo fato de que o hiper-realismo da reportagem planejada consistia

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em se ater aos aspectos mais negativos da vida na favela.

d) desviou-se do plano original, de vez que as mazelas sociais a serem destacadas

eram menores do que as imaginadas pela equipe de jornalistas.

e) mostrou-se inócuo, pois a personalidade da moça impedia qualquer visibilidade

para os aspectos negativos da rotina de uma favela.

94. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Estes dois segmentos

expressam comportamentos ou atributos relativos à jovem moradora da favela não

previstos pelos jornalistas britânicos:

a) fio condutor do programa – no melhor estilo “câmera invisível”.

b) carga de sombra e amargura – registro clínico de seu cotidiano.

c) as chagas abertas e a penúria – na mais espessa melancolia.

d) arrancava luz das trevas – as condições aviltantes da vida no morro.

e) palácio interior – irradiava uma energia alegre e espontânea.

95. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Considerando-se o con-

texto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

a) mostrar de forma hiper-realista (1º parágrafo) = figurar de modo sensacionalista.

b) as condições aviltantes da vida (1º parágrafo) = os subterfúgios indignos da

rotina.

c) registro clínico de seu cotidiano (2º parágrafo) = interpretação analítica do seu

dia a dia.

d) Embora tivesse razões de sobra (2º parágrafo) = Ainda que lhe sobejassem

motivos.

e) para o desconcerto da equipe (3º parágrafo) = a fim de desnortear o grupo.

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96. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Há transposição de uma voz

verbal para outra e pleno atendimento das normas de concordância no seguinte caso:

a) uma equipe de repórteres britânicos visitaria a favela / a equipe dos repórteres

britânicos teriam visitado a favela.

b) os costumes do dia a dia da favela seriam documentados / documentariam o

cotidiano habitual de uma favela.

c) a jovem personificava o contrário das expectativas / eram opostas as expecta-

tivas que personificavam a jovem.

d) uma energia incontrolável era a marca dos gestos da jovem / a jovem marcava

os gestos que não controlavam sua energia.

e) o autor estabelece uma relação entre um barraco e um palácio / o autor faz ver

a relação que estabelece um barraco e um palácio.

97. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) É clara e correta a reda-

ção deste livre comentário sobre o texto:

a) Não contava a equipe de jornalistas em que a moça da favela intervisse com sua

alegria na reportagem programada para ser de denúncia.

b) Tipicamente europeus os jornalistas britânicos achavam que era impossível ha-

verem expansões de alegria num cenário como os de uma favela.

c) Aos jornalistas britânicos não ocorreu que os modos da jovem moradora da fa-

vela transcendessem as expectativas iniciais da reportagem.

d) Talvez lhes tenha parecido excessivos os rompantes de alegria com que a jovem

da favela não se continha diante dos jornalistas britânicos.

e) A sensualidade da moça não se restringia sob o peso dos fatos que deveriam

deprimir-lhe, mas que pelo contrário, nela se irradiavam com alegria.

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98. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) A substituição do ele-


mento sublinhado pelo que vem entre parênteses não altera o sentido nem implica
incorreção na seguinte frase:
a) A moça voltava cantando, para o desconcerto da equipe = desnorteando a
b) O balde pesava-lhe na cabeça mas ela cantava = sobrecarregava-a sua cabeça
c) Os traços de sensualidade evidenciavam sua disposição para a vida = mostra-
vam-na imbuída
d) Aos jornalistas espantou a força de viver daquela jovem = admoestou-lhes o
ímpeto inato
e) Ao barraco pobre pode corresponder a força do palácio interior = mostra-se
análoga a investida

Para responder às questões de números 99 a 102, baseie-se no texto abaixo.

[Para onde vão as palavras]

Como se sabe, a palavra durante algum tempo foi obrigada a recuar diante da
imagem, e o mundo escrito e impresso diante do falado na tela. Tiras de quadrinhos
e livros ilustrados com um mínimo de texto hoje não se destinam mais somente a
iniciantes que estão aprendendo a soletrar. De muito mais peso, no entanto, é o
recuo da notícia impressa em face da notícia falada e ilustrada. A imprensa, princi-
pal veículo da esfera pública no século XIX assim como em boa parte do século XX,
dificilmente será capaz de manter sua posição no século XXI.
Mas nada disso pode deter a ascensão quantitativa da literatura. A rigor, eu
quase diria que – apesar dos prognósticos pessimistas – o mais importante veículo
tradicional da literatura, o livro impresso, sobreviverá sem grande dificuldade, com
poucas exceções, como as das enciclopédias, dos dicionários, dos compêndios de
informação etc., os queridinhos da internet.

(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. São Paulo: Companhia das Letras, 2013,
p. 29-30.)

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99. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Ao fazer um prognóstico

da situação da literatura em nosso século, o autor acredita que ela

a) perderá toda a sua qualidade artística, em função dos critérios quantitativos

pelos quais se orientará.

b) sobreviverá graças aos recursos visuais que pouco a pouco substituirão o espa-

ço dos textos.

c) assimilará recursos da internet que a farão recuperar seu prestígio como a arte

mais querida de todas.

d) sofrerá com o contínuo desprestígio das palavras, que desde o século XIX ce-

dem lugar para as imagens.

e) permanecerá representada pelos livros impressos, à exceção dos dicionários e

publicações similares.

100. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) A expressão A rigor, eu

quase diria que (2º parágrafo) deve ser entendida, no contexto, com o mesmo sen-

tido que tem a expressão:

a) Por outro lado, devo convir que.

b) Talvez eu possa mesmo asseverar que.

c) Ainda assim, quase posso afiançar que.

d) Para ser exato, estou para afirmar que.

e) Pensando bem, eu deveria estar dizendo que.

101. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) O verbo indicado entre

parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado

na seguinte frase:

a) Entre as várias atrações que (conter) um livro, uma é a de tornar-se um objeto

do afeto de quem o possui.

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b) Se há imagens pelas quais se (deixar) prender um espectador, há palavras que

encantam um leitor.

c) Quando há num livro imagens excessivas, que (contaminar) um texto, as pala-

vras saem desvalorizadas.

d) A despeito de (haver) nele figuras demais, esse livro infantil atrai também um

leitor adulto.

e) Aos frequentadores da internet (atrair) sobretudo o volume de informações que

nela circulam.

102. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Está plenamente ade-

quada a pontuação da seguinte frase:

a) A menos que, por um milagre, as velhas enciclopédias sobrevivessem, os jovens

de hoje, já acostumados com a rapidez, encontrariam nelas, certamente, um desa-

fio para a sua paciência, quando as fossem consultar.

b) A menos que por um milagre, as velhas enciclopédias sobrevivessem, os jovens

de hoje já acostumados, com a rapidez, encontrariam nelas certamente, um desa-

fio para a sua paciência, quando as fossem consultar.

c) A menos que por um milagre, as velhas enciclopédias, sobrevivessem, os jovens

de hoje já acostumados com a rapidez encontrariam nelas, certamente um desafio,

para a sua paciência, quando as fossem consultar.


d) A menos que por um milagre as velhas enciclopédias sobrevivessem, os jovens
de hoje, já acostumados, com a rapidez encontrariam nelas, certamente, um desa-

fio, para a sua paciência quando as fossem consultar.


e) A menos, que por um milagre, as velhas enciclopédias sobrevivessem os jovens
de hoje, já acostumados com a rapidez, encontrariam, nelas, certamente, um de-
safio para a sua paciência, quando as fossem consultar.

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Para responder às questões de números 103 a 108, baseie-se no texto abaixo.

Ciência e mercado

A ciência moderna e a economia de mercado figuram, sem o menor favor, entre


as mais notáveis e fecundas realizações humanas. A civilização europeia oriunda
do Renascimento é inconcebível sem elas; a Revolução Científica do século XVII e
a Revolução Industrial do século XVIII foram apenas o prelúdio singelo do que viria
em seguida – a revolução permanente dos últimos três séculos.
Ciência e mercado são apostas na liberdade: liberdade balizada por padrões
impessoais de argumentação e validação de teorias, no primeiro caso; e por re-
gras que fixam os marcos dentro dos quais a busca do ganho econômico por parte
das pessoas é livre, no segundo. Por mais brilhantes, entretanto, que sejam suas
inegáveis conquistas, é preciso ter uma visão clara do que podemos esperar que
façam ou não por nós: assim como a ciência jamais aplacará a nossa fome de sen-
tido, o mercado nada nos diz sobre a ética - como usar a nossa liberdade e o que
fazer de nossas vidas. O mercado não decide, em nome dos que nele atuam, os
resultados finais das operações; isso dependerá sobretudo dos valores e das esco-
lhas das pessoas. Assim como, na linguagem comum, a gramática não determina
o valor das mensagens, mas apenas as regras das interações verbais, também o
mercado não estabelece de antemão o que será feito e escolhido pelos que dele
participam, mas apenas as normas dentro das quais isso será feito.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras,
2016, p. 51-52)

103. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) O argumento de que se

vale o autor do texto para aproximar a ciência e o mercado está no fato de que

ambos

a) baseiam-se na impessoalidade dos valores, sustentando-se por uma lógica e

por um funcionamento que lhes são inteiramente próprios.

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b) são realizações essenciais de liberdade e de civilização, com a ressalva de que não

estabelecem por si mesmas os valores e as metas que cabe aos homens escolher.

c) visam ao aperfeiçoamento da civilização, fornecendo aos homens padrões que

lhes servem de balizas em sua caminhada histórica.

d) funcionam numa relação de influência mútua, pois ambos se condicionam e se

tornam indispensáveis como parceiros no rumo do aperfeiçoamento social.

e) constituem metas libertárias e democráticas, desde que o homem aprimore a

ciência e a tecnologia de modo a aplicá-las ao mercado e ao campo das escolhas

humanas.

104. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) A analogia entre a gra-

mática e o mercado, feita pelo autor ao final do texto, baseia-se na consideração

de que

a) as trocas regradas pela primeira, que estipulam o sentido da linguagem, são

semelhantes às que dão sentido ético ao mercado.

b) a linguagem de que nos valemos está carregada dos valores que devemos levar

em conta para qualificar o sentido que o mercado deve ter.

c) ambos os elementos constituem uma linguagem objetiva, pela qual nós deve-

mos nos guiar para estabelecer com clareza o sentido de nossas escolhas.

d) as regras de funcionamento estabelecidas nessas duas instâncias não predeter-

minam por si mesmas a significação daquilo que produzem.

e) as normas que disciplinam o uso da linguagem e o objetivo do mercado consti-

tuem uma espécie de gramática que determina o sentido de uma e de outro.

105. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Considerando-se o con-

texto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

a) figuram, sem o menor favor (1º parágrafo) = reportam, seja lá como for.

b) foram apenas o prelúdio singelo (1º parágrafo) = não foram mais do que uma

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intervenção amena.

c) liberdade balizada por padrões (2º parágrafo) = autonomia intensificada por

modelos.

d) jamais aplacará a nossa fome de sentido (2º parágrafo) = nunca sorverá nosso

intuito significativo.

e) não determina o valor das mensagens (2º parágrafo) = não prescreve o sentido

das comunicações.

106. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Está clara e correta a

redação deste livre comentário sobre o texto:

a) Tão importante quanto a Revolução Científica como a Industrial constituem a ci-

ência e o mercado, nos quais domínios o homem vem se afirmando há três séculos.

b) Caso não hajam espaços de liberdade para ambos, a ciência e o mercado não

deixarão de alcançar os altos objetivos a que se destina no empenho que fazem

pela civilização.

c) O fato de que o mercado e a ciência constituem avanços libertários para a hu-

manidade não elimina o dever que temos de estabelecer as melhores escolhas nas

operações de ambos.

d) Mesmo que confiemos no inestimável funcionamento do mercado e da ciência

nem por isso estamos desprovidos de que se escolha para ambos as melhores op-

ções de valor.

e) Talvez se possam ver o mercado e a ciência como instrumentos técnicos pelos

quais nos habilitam a atingir metas de uma civilização em cujo melhor caminho não

devemos nos afastar.

107. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Ocorre emprego de for-

ma verbal na voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

a) Veem-se a ciência e o mercado como expressões de uma liberdade que sempre

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devem os homens estipular qual seja e arbitrar como precisa funcionar.

b) Ele se considera um bom cientista, mas nem por isso julga que quaisquer em-

pregos de suas experiências estejam isentas de uma justa apreciação ética.

c) Não é papel do gramático definir o sentido de uma frase, mas tão somente re-

conhecer as operações linguísticas que se torne admissível na construção dela.

d) Por mais que pareçam imediatamente produtivos, aos avanços da ciência e ao

aperfeiçoamento do mercado devem corresponder rigor similar em sua avaliação ética.

e) É possível que nem todos julguem igualmente importantes o significado das con-

tribuições que a ciência e o mercado vem dando para o nosso avanço civilizatório.

108. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Atente para estas três

orações: A ciência e o mercado são altas realizações humanas. A ciência e o mer-

cado não constituem uma ética por si mesmos. O homem decide a ética da ciência

e do mercado. Ao se integrarem as orações acima num período único, a redação

estará coerente e correta no seguinte caso:

a) Ainda que sejam altas realizações humanas, o sentido ético que o homem deci-

de para a ciência e o mercado não valem por si mesmos.

b) Ao decidir qual é o sentido ético que deve manter a ciência e o mercado, o ho-

mem vê que essas altas realizações não prescindem do mesmo.

c) Altas realizações humanas, a ciência e o mercado, não tendo em si mesmos um

sentido ético, requerem que os homens decidam qual deva ser esse sentido.

d) A ciência e o mercado, constituem realizações humanas das mais altas, tanto

assim que pedem que lhes seja decidido o valor ético que devem possuir.

e) Não tendo uma ética em si mesmas, a ciência e o mercado levam o homem a

decidir-se qual valor devam ter, para serem ambas tão altas realizações humanas.

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Para responder às questões de números 109 a 113, baseie-se no texto abaixo.

Presente para Maria da Graça

Quando ela chegou à idade avançada de quinze anos eu lhe dei de presente o

livro Alice no País das Maravilhas. Esse livro é doido, Maria da Graça. Isto é: o

sentido dele está em ti.

Escuta: se não descobrires algum sentido que há em toda loucura acabarás

louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler esse livro como um

simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucuras. A

realidade, Maria, é louca.

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou

pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu neste mundo?” Essa in-

dagação perplexa é o lugar-comum de toda história de gente. Quantas vezes mais

decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais

forte ficarás. Não importa qual seja a resposta: o importante é dar ou inventar uma

resposta. Ainda que seja mentira.

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na

política, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias

de truques, tão desnecessárias que, quando os corredores chegam exaustos a um

ponto costumam perguntar: “Quem ganhou?” Bobagem, Maria. Há mais sentido

nas saudáveis loucuras da nossa imaginação do que na seriedade que atribuímos a

algumas bobagens que chamamos de “realidade”.

(Adaptado de: CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras,
2013, p. 191-192)

109. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Ao oferecer o livro que

escolheu para presentear Maria da Graça, o narrador afirma que “esse livro é doido”,

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a) desconsiderando assim qualquer utilidade do presente: uma história inteira-


mente desprovida de sentido.
b) imaginando que sua precoce amiga de quinze anos está habilitada a enfrentar
difíceis textos teóricos.
c) justificando que as loucuras da história nele imaginadas têm a ver com as lou-
curas que há em nossa vida.
d) ironizando o fato de que ainda há muita gente que enxerga sabedoria na pura
imaginação.
e) ponderando que no mundo real dos negócios sai-se melhor quem melhor uso
faz da fantasia criativa.

110. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Há mais sentido


nas saudáveis loucuras da nossa imaginação do que na seriedade que chamamos
de realidade.

O que está dito na frase acima encontra-se basicamente reproduzido nesta outra

redação:
a) A seriedade que chamamos de realidade faz menos sentido do que nossa ima-
ginação com suas saudáveis loucuras.
b) Às loucuras que nossa imaginação dá sentido contrapõe-se a realidade que des-
cartamos de tudo o que é sério.
c) Nossa imaginação saudável tem mais sentido, apesar das nossas loucuras, do
que a realidade que por vezes julgamos séria.
d) O que seriamente chamamos de realidade alcança menos sentido quando a sub-
metemos às loucuras da nossa imaginação.
e) Sendo saudáveis as loucuras da nossa imaginação, encontraremos mais sentido
nas coisas sérias que consideramos reais.

111. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Há presença de


forma verbal na voz passiva e adequada correlação entre os tempos e modos ver-

bais na frase:

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a) Quando se chegasse à idade avançada dos quinze anos, não deverão faltar ao

aniversariante os dotes máximos da imaginação.

b) As corridas que se apostam no mundo dos negócios constituem uma prova de

que os homens perdem tempo com tolos desafios.

c) Aqueles a quem a loucura sempre espantará não teriam aproveitado o uso sau-

dável da imaginação mais criativa.

d) Se o mundo um dia surgir como irreconhecível, você terá imaginado que, além

de você mesmo, também ele enlouqueceu.

e) Por pior que fosse uma mentira ela terá sempre o dom de apelar para a imagi-

nação de que a realidade costumasse se esquivar.

112. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Considerando-se

o contexto, está correta a seguinte observação sobre um procedimento do texto:

a) a expressão chegou à idade avançada (1º parágrafo) está empregada em seu

sentido próprio.

b) a interlocução na 3ª pessoa do singular denota o uso informal da linguagem.

c) a expressão indagação perplexa (3º parágrafo) tem aqui o sentido de questio-

namento ingênuo.

d) o segmento sublinhado em Ainda que seja mentira (3º parágrafo) tem o valor

de não obstante.

e) as ações de dar ou inventar uma resposta (3º parágrafo) são apresentadas

como ocorrências simultâneas.

113. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Está plenamente

adequada a pontuação da seguinte frase:

a) Não é comum note-se bem, que alguém considere a loucura, para além da mera

insanidade, vendo nela uma possibilidade criativa embora pouco explorada, da nos-

sa imaginação.

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b) Não é comum – note-se bem – que alguém considere, a loucura, para além da

mera insanidade: vendo nela uma possibilidade criativa, embora pouco explorada,

da nossa imaginação.

c) Não é comum, note-se bem, que alguém considere a loucura, para além da

mera insanidade, vendo nela, uma possibilidade criativa embora pouco explorada,

da nossa imaginação.

d) Não é comum: note-se bem que alguém considere a loucura, para além da mera

insanidade, vendo nela uma possibilidade criativa - embora pouco explorada da

nossa imaginação.

e) N
ão é comum, note-se bem, que alguém considere a loucura para além da mera

insanidade, vendo nela uma possibilidade criativa, embora pouco explorada, da

nossa imaginação.

Considere o texto abaixo para responder às questões de números 114 a 122.

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114. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Arquitetura) Considere as afirmações abaixo.

I – Os filtros de personalização, uma vez que isolam os indivíduos no universo de

suas próprias ideias, são incompatíveis com certas premissas básicas da demo-

cracia, como a de que é necessário considerar sempre o ponto de vista do outro.

II – Ao concluir o texto, o autor explicita as forças políticas e sociais que vêm

contribuindo para o fortalecimento da tendência de personalizar o conteúdo

acessado pela internet e manifesta o intuito de combatê-las por meio da pró-

pria rede.

III – Um dos motivos para o caráter fascinante dos filtros personalizados reside

no fato de que, embora atualmente desmedida, a personalização aprofunda

o contato com nossas próprias experiências e ideias, contribuindo assim para

que tiremos proveito da casualidade e do inusitado.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) II e III.

b) I e III.

c) I.

d) I e II.

e) II.

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115. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Arquitetura)

I
..... a criatividade muitas vezes é atiçada pela colisão de ideias surgidas em disci-
II
plinas e culturas diferentes, ..... um mundo construído a partir do que é familiar é

um mundo no qual não temos nada a aprender. (8º parágrafo)

Sem prejuízo do sentido, preenchem correta e respectivamente as lacunas I e II:

a) Se, por um lado, − por outro,

b) Se − assim,

c) Uma vez que − logo,

d) Conquanto − de modo que

e) Consoante − desde que

116. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Arquitetura) No contexto, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido, o

elemento em negrito pode ser substituído pelo que se encontra entre parênteses em:

a) ... estamos criando uma sociedade cuja (da qual) complexidade ultrapassa os

limites da compreensão individual. (9º parágrafo)

b) Assim (Porquanto), quando os filtros personalizados oferecem uma ajuda, ten-

demos a aceitá-la. (6º parágrafo)

c) E como (na medida em que) a bolha dos filtros distorce a percepção do que é

importante... (último parágrafo)

d) ... e nos deixando alheios (distantes) aos perigos ocultos no território do des-

conhecido. (7º parágrafo)

e) ... há (existe) boas razões para que os filtros personalizados sejam tão fasci-

nantes. (5º parágrafo)

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117. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Arquitetura) Os termos sublinhados têm a mesma função sintática em:

a) A criatividade muitas vezes é atiçada pela colisão de ideias surgidas em discipli-

nas e culturas diferentes.

b) O que um dia foi um meio anônimo transformou-se numa ferramenta dedicada

a analisar dados pessoais.

c) A tarefa de examinar essa torrente cada vez mais ampla em busca das partes

realmente importantes, ou apenas relevantes, já demanda dedicação integral.

d) ... os filtros de personalização servem como uma espécie de autopropaganda

invisível, doutrinando-nos com as nossas próprias ideias...

e) Na bolha dos filtros, há menos espaço para os encontros fortuitos que propor-

cionam novas percepções...

118. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Arquitetura) Foi corretamente transposto para a voz passiva o segmento

que se encontra em:

a) Foram transformados numa ferramenta dedicada a analisar dados pessoais

aquilo que era um meio anônimo.

b) Pensaram que a rede seria uma nova plataforma para que se enfrentasse esses

problemas.

c) Se fosse gravado desde o início dos tempos toda a comunicação humana, pre-

cisaríamos de 5 bilhões de gigabytes.

d) Será enfrentado nos próximos vinte anos problemas como escassez de energia,

terrorismo, mudança climática.

e) Agora, cria-se essa mesma quantidade de dados a cada dois dias.

119. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Arquitetura) Considerado o contexto, está correto o que consta de:

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a) Sem que nenhuma outra modificação seja feita, o segmento Se a personaliza-

ção for excessiva, poderá nos impedir de... continuará correto substituindo-se o

termo “for” por “fosse”.

b) Exprime noção de finalidade o segmento sublinhado em Nossa concentração se

desvia da mensagem de texto para as principais notícias.

c) Os verbos dos segmentos que nos baseemos em fatos compartilhados // todos

obteremos os mesmos resultados estão flexionados nos mesmos tempo e modo.

d) O sinal indicativo de crase deve ser usado caso se substitua o segmento subli-

nhado pelo que se encontra entre parênteses em O que um dia foi um meio anôni-

mo transformou-se numa ferramenta dedicada a analisar dados pessoais (análise

de dados pessoais).

e) Na frase há boas razões para que os filtros personalizados sejam tão fascinan-

tes, o termo que pode ser substituído por “as quais”.

120. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Espe-

cialidade: Arquitetura) Está gramaticalmente correta a redação da seguinte frase

adaptada do texto:

a) A colisão de ideias que surgem em disciplinas e culturas diferentes muitas vezes

desperta a criatividade.

b) Não é difícil compreender que, em um mundo construído a partir do que é fami-

liar não se têm nada a aprender.

c) Demandam tempo e dedicação integral encontrar na torrente cada vez maior de

informações as que são realmente relevantes.

d) É necessário a compreensão dos padrões econômicos e sociais – que nem sem-

pre pode ser evitado –, atuando por trás da tendência da personalização da internet.

e) Alguns dos primeiros entusiastas da internet, acreditaram que a rede pudesse

ser uma plataforma diante dos quais os graves problemas do mundo seriam en-

frentados.

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121. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Espe-


cialidade: Arquitetura) Sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o

verbo que pode ser corretamente flexionado em uma forma do singular está subli-

nhado em:

a) “Jornalistas cidadãos” iriam reconstruir os meios de comunicação.

b) Grande parte das pessoas imaginam que, ao procurar um termo na internet...

c) Os primeiros entusiastas da internet esperavam que a rede...

d) ... os filtros de personalização servem como uma espécie de autopropaganda

invisível...

e) ... no entanto, estão nos oferecendo universos distintos e paralelos.

122. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Psicologia) O comentário escrito com correção e lógica está em:

a) Embora o uso da internet garanta acesso a uma gama interminável de informa-

ções, perdem-se muitas delas dentro da bolha dos filtros de personalização.

b) No início da internet, parecia revolucionária a liberdade de poder estar anônimo,

que daria à qualquer pessoa, contudo, a possibilidade de explorar diferentes perso-

nalidades para si mesma.

c) À medida que o comércio e as leis alcançaram a tecnologia, começou a diminuir

as possibilidades de anonimato: uma pessoa anônima não pode ser responsabiliza-

da por suas ações.

d) Ainda não está claro – sobretudo porque a maioria, ainda consome mais tempo

com as informações advindas na imprensa tradicional − a forma como os fluxos de

conteúdo personalizados moldam a identidade.

e) Preveem-se que as tecnologias que favorecem a personalização vão se forta-

lecer nos próximos anos, ao passo que os sensores que coletam fluxos de dados

estarão, cada vez mais, presente no cotidiano.

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Atenção: Leia o texto a seguir para responder às questões de números 123 a 130.

1. A neurocientista Suzana Herculano-Houzel é autora da coletânea de textos O

cérebro nosso de cada dia, que tratam de curiosidades como o mito de que usamos

apenas 10% do cérebro, por que bocejo contagia, se café vicia, o endereço do sen-

so de humor, os efeitos dos antidepressivos. A escrita é acessível e descontraída e

os exemplos são tirados do cotidiano. Mesmo assim, Suzana descreve o processo

de realização de cada pesquisa e discute as questões mais complexas, como a re-

lação entre herança e ambiente, as origens fisiológicas de determinados comporta-

mentos e o conceito de consciência. Leia a entrevista abaixo.

2. Muitos se queixam da ausência de uma “teoria da mente” satisfatória

e dizem que a consciência humana é um mistério que não se poderia re-

solver – mesmo porque caberia à própria consciência humana resolvê-lo.

O que acha? Acho que, na ciência, mais difícil do que encontrar respostas é for-

mular perguntas boas. A ciência precisa de hipóteses testáveis, e somente agora,

quando a neurociência chega perto dos 150 anos de vida, começam a aparecer

hipóteses testáveis sobre os mecanismos da consciência. Mas “teorias da mente”

bem construídas e perfeitamente testáveis já existem. A própria alegação de que

deve ser impossível à mente humana desvendar a si mesma, aliás, não passa de

uma hipótese esperando ser posta por terra. É uma afirmação desafiadora, e com

um apelo intuitivo muito forte. Mas não tem fundamento. De qualquer forma, a

neurociência conta hoje com um leque de ferramentas que permite ao pesquisador,

se ele assim desejar, investigar por exemplo a ativação em seu cérebro enquanto

ele mesmo pensa, lembra, faz contas, adormece e, em seguida, acorda. O fato de

que o objeto de estudo está situado dentro da cabeça do próprio pesquisador não

é necessariamente um empecilho.

3. Há várias pesquisas descritas em seu livro sobre a influência da fisio-

logia no comportamento. Você concorda com Edward O. Wilson que “a na-

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tureza humana é um conjunto de predisposições genéticas”? Acredito que

predisposições genéticas existem, mas, na grande maioria dos casos, não passam

de exatamente isso: predisposições. Exceto em alguns casos especiais, genética


não é destino. A meu ver, fatores genéticos, temperados por acontecimentos ao
acaso ao longo do desenvolvimento, fornecem apenas uma base de trabalho, a ma-
téria bruta a partir da qual cérebro e comportamento serão esculpidos. Somadas a
isso influências do ambiente e da própria experiência de vida de cada um, é possí-
vel transcender as potencialidades de apenas 30 mil genes – a estimativa atual do
número de genes necessários para “montar” um cérebro humano – para montar
os trilhões e trilhões de conexões entre as células nervosas, criando o arco-íris de
possibilidades da natureza humana.
4. Uma dessas influências diz respeito às diferenças entre homens e mu-
lheres, que seu livro menciona. Como evitar que isso se torne motivação de
preconceitos ou de generalizações vulgares, como no fato de as mulheres
terem menos neurônios? Se diferenças entre homens e mulheres são evidentes
pelo lado de fora, é natural que elas também existam no cérebro. Na parte externa
do cérebro, o córtex, homens possuem em média uns quatro bilhões de neurônios
a mais. Mas o simples número de neurônios em si não é sinônimo de maior ou me-
nor habilidade. A não ser quando concentrado em estruturas pequenas com função
bastante precisa. Em média, a região do cérebro que produz a fala tende a ser
maior em mulheres do que em homens, enquanto neles a região responsável por
operações espaciais, como julgar o tamanho de um objeto, é maior do que nelas.
Essa diferença casa bem com observações da psicologia: elas costumam falar me-
lhor (e não mais!), eles costumam fazer operações espaciais com mais facilidade. O
realmente importante é reconhecer que essas diferenças não são limitações, e sim
pontos de partida, sobre os quais o aprendizado e a experiência podem agir.

(Adaptado de: PIZA, Daniel. Perfis & Entrevistas. São Paulo, Contexto, 2004)

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123. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) De acordo com


o texto,
a) afirmações como “café vicia”, “bocejo contagia” mostram que a neurociência
está presente em nosso dia a dia, uma vez que o cérebro, enquanto matéria bruta,
cristaliza hábitos possíveis de acordo com nossa carga genética.
b) as predisposições genéticas constituem limites importantes que deveriam ser
levados em conta na reafirmação de questões éticas, o que é ilustrado pelas dife-
renças existentes entre homens e mulheres.
c) a suposta falta de distanciamento crítico nas pesquisas sobre a mente, dado que
caberia a ela mesma investigar sobre si própria, é um falso problema, uma vez que
a ciência hoje dispõe de instrumental avançado para isso.
d) a contradição que está na base da neurociência é o fato de que o número de
neurônios não é proporcional à proficiência que determinada região do cérebro desen-
volve, o que faz com que os problemas genéticos passem a ter um componente ético.
e) a imutabilidade dos genes é questionada pela própria neurociência, uma vez
que não se podem menosprezar as influências do comportamento, adquirido em
sociedade, tampouco o ambiente em que as pessoas vivem e estabelecem relações.

124. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa)

que permite ao pesquisador (2º parágrafo)

que seu livro menciona (4º parágrafo)

quando concentrado em estruturas pequenas (4º parágrafo)

Os termos sublinhados acima referem-se respectivamente a


a) ferramentas − diferenças − número
b) neurociência − diferenças − número
c) leque − influências − sinônimo
d) leque − diferenças − número
e) neurociência − influências − sinônimo

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125. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) É uma afirma-

ção desafiadora, e com um apelo intuitivo muito forte. Mas não tem fundamento.

Uma nova redação em um único período, em que a oposição acima está atenuada,

encontra-se em:

a) É uma afirmação desafiadora, e com um apelo intuitivo muito forte, desde que

não tenha fundamento.

b) Não tem fundamento, entretanto é uma afirmação desafiadora, e com um apelo

intuitivo muito forte.

c) Se bem que seja uma afirmação desafiadora, e com um apelo intuitivo muito

forte, não tem fundamento.

d) Para que seja uma afirmação desafiadora, e com um apelo intuitivo muito forte,

não terá fundamento.

e) Não tem fundamento, visto ser uma afirmação desafiadora, e com um apelo

intuitivo muito forte.

126. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) As frases abai-

xo referem-se à pontuação do texto.

I – A vírgula antes da conjunção “e”, no segmento precisa de hipóteses testá-

veis, e somente agora (2º parágrafo) deve-se à separação de duas orações

com sujeitos distintos.

II – Em fatores genéticos, temperados por acontecimentos (3º parágrafo), caso

se suprimisse a vírgula, o texto daria margem a se pensar em outros fatores

genéticos para além dos que são “temperados por acontecimentos”.

III – A vírgula presente no segmento evidentes pelo lado de fora, é natural que

elas (último parágrafo) deve-se à ausência de conjunção em duas orações

coordenadas.

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Está correto o que consta de

a) I e III, apenas.

b) I, II e III.

c) II, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I e II, apenas.

127. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Você concorda

com Edward O. Wilson que “a natureza humana é um conjunto de predisposições

genéticas”? Acredito que predisposições genéticas existem, mas, na grande maio-

ria dos casos, não passam de exatamente isso: predisposições. Mantendo-se a

correção e, em linhas gerais, o sentido, as frases acima encontram-se transpostas

para o discurso indireto em:

a) À pergunta: – Você concorda com Edward O. Wilson que “a natureza humana

é um conjunto de predisposições genéticas”?, responde a entrevistada: – Acredito

que predisposições genéticas existem, mas, na grande maioria dos casos, não pas-

sam de exatamente isso: predisposições.

b) Questionada se concordava com Edward O. Wilson sobre a natureza humana ser

um conjunto de predisposições genéticas, a entrevistada respondeu que acreditava

na existência de tais predisposições, que, todavia, na grande maioria dos casos não

seriam mais do que isso.

c) À pergunta de, se concordaria com Edward O. Wilson que “a natureza humana

é um conjunto de predisposições genéticas”, respondeu a entrevistada que acre-

ditaria que predisposições genéticas existissem, mas que, na grande maioria dos

casos, não passariam disso.

d) Em resposta à pergunta sobre sua concordância com Edward O. Wilson – que

teria dito que a natureza humana é um conjunto de predisposições genéticas – a

entrevistada respondeu: “Acredito que predisposições genéticas existem, mas, na

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grande maioria dos casos, não passam de exatamente isso: predisposições”.

e) Ao ser perguntada se concordava com Edward O. Wilson, a respeito de que a

natureza humana é um conjunto de predisposições genéticas, a entrevistada res-

ponde que, na maioria dos casos, acreditava em tais predisposições, mas que não

passariam de serem predisposições.

128. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) O segmento

destacado em pontos de partida, sobre os quais o aprendizado e a experiên-

cia podem agir (último parágrafo) possui função equivalente ao que se encontra

sublinhado em:

a) investigar por exemplo a ativação em seu cérebro enquanto ele mesmo pensa

b) homens possuem em média uns quatro bilhões de neurônios a mais

c) Essa diferença casa bem com observações da psicologia

d) por que bocejo contagia, se café vicia, o endereço do senso de humor

e) Muitos se queixam da ausência de uma “teoria da mente” satisfatória

129. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Em O fato de

que o objeto de estudo está situado dentro da cabeça do próprio pesquisador não

é necessariamente um empecilho, caso se substitua o segmento sublinhado por “A

possibilidade”, as formais verbais deverão ser alteradas, respectivamente, para:

a) esteja situado − seja

b) estivesse situado − seria

c) teria se situado − teria sido

d) estivesse situado − seja

e) se situe − fosse

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130. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Somadas a isso

influências do ambiente e da própria experiência de vida de cada um, é possível

transcender as potencialidades de apenas 30 mil genes – a estimativa atual do

número de genes necessários para “montar” um cérebro humano – para montar

os trilhões e trilhões de conexões entre as células nervosas, criando o arco-íris de

possibilidades da natureza humana.

No trecho acima, as orações introduzidas pelos segmentos sublinhados contêm

respectivamente a ideia de:

a) Condição − finalidade − consequência

b) Causa − conformidade − temporalidade

c) Concessão − finalidade − consequência

d) Conclusão − conformidade − causa

e) Conclusão − finalidade − causa

Atenção: Para responder às questões de números 131 a 134, baseie-se no texto

abaixo, trecho de um diário pessoal do poeta Carlos Drummond de Andrade, escrito

ao tempo da II Guerra Mundial, em 1945.

[O poeta e a política]

Sou um animal político ou apenas gostaria de ser? Estou preparado? Posso en-

trar na militância sem me engajar num partido? Nunca pertencerei a um partido,

isto eu já decidi. Resta o problema da ação política com bases individualistas, como

pretende a minha natureza. Há uma contradição insolúvel entre minhas ideias ou

o que suponho minhas ideias, e talvez sejam apenas utopias consoladoras, e mi-

nha inaptidão para o sacrifício do ser particular, crítico e sensível, em proveito de

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uma verdade geral, impessoal, às vezes dura, senão impiedosa. Não quero ser um

energúmeno, um sectário, um passional ou um frio domesticado, conduzido por

palavras de ordem. Como posso convencer a outros se não me convenço a mim

mesmo? Se a inexorabilidade, a malícia, a crueza, o oportunismo da ação política

me desagradam, e eu, no fundo, quero ser um intelectual político sem experimen-

tar as impurezas da ação política?

(ANDRADE, Carlos Drummond de. O observador no escritório. Rio de Janeiro: Record, 1985,
p. 31)

131. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) A contradição

insolúvel a que se refere o poeta manifesta-se na relação expressa entre os seguin-

tes segmentos do texto:

a) ação política com bases individualistas / utopias consoladoras

b) entrar na militância / uma verdade geral, impessoal

c) a inexorabilidade, a malícia, a crueza / o oportunismo da ação política

d) inaptidão para o sacrifício do ser particular / conduzido por palavras de ordem

e) Nunca pertencerei a um partido / Não quero ser um energúmeno, um sectário

132. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Está pressupos-

ta na argumentação de Carlos Drummond de Andrade a ideia de que a ação política

a) deve assentar-se em sólidas bases individuais, a partir das quais se planejam e

se executam as ações mais consequentes.

b) permite que um indivíduo dê sentido às suas convicções mais pessoais ao dotá-las

da universalidade representada pelas linhas de ação de um partido.

c) costuma executar-se segundo diretrizes partidárias, às quais devem submeter-se

as convicções mais particulares de um indivíduo.

d) impede um indivíduo de formular para si mesmo utopias consoladoras, razão

pela qual ele procurará criá-las com base numa ideologia partidária.

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e) liberta o artista de seu individualismo estrito, fornecendo-lhe utopias que se


formulam a partir dos ideais coletivistas de um partido.

133. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) O verbo entre

parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado

na seguinte frase:

a) Nas contradições insolúveis configuram-se os dilemas que (incitar) a nossa ca-

pacidade de reflexão e de escolha.

b) Aos indivíduos que vivem de utopias (restar) avaliar o peso que pode advir de

muitas frustrações.

c) Àqueles que alimentam convicções partidárias (cumprir) seguir linhas de ação

já definidas.

d) Manifestam-se para o poeta dilemas que (aturdir) todo indivíduo que não re-

nuncia às convicções mais pessoais.

e) Às linhas de ação mais rigorosas de um partido (costumar) opor-se a inclinação

individualista do artista.

134. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Está inteiramen-

te correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

a) Quanto as impurezas da ação política, não lhes desejam enfrentar o poeta

Drummond.

b) À qualquer momento é facultado a um militante a mudança de partido.

c) Devem-se abrir as portas de um partido àquele que o procura com sincera con-

vicção política.

d) Estará incorrendo em grave equívoco quem supor que não diz-lhe respeito à

linha do partido que adotou.

e) Não se permitam aos indivíduos egoístas que proponhem metas individualistas

à linha de ação de um partido.

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Para responder às questões de números 135 a 140, baseie-se no texto abaixo.

Artes e ditadores

Os ditadores sempre quiseram que a arte expressasse seu ideal de “povo”, de

preferência em momentos de devoção ou entusiasmo pelo regime. Para isso, os

ditadores pretenderam imobilizar o passado nacional em seu benefício, dando-lhe

dimensões de mito ou inventando-o quando necessário. Para o fascismo italiano, o

ponto de referência era a Roma antiga, imperial; para a Alemanha de Hitler, uma

combinação de bárbaros radicalmente puros das florestas teutônicas com nobreza

medieval; para a Espanha de Franco, a era dos triunfantes governantes católicos

que expulsaram os infiéis e resistiram a Lutero. A União Soviética teve mais difi-

culdade para adotar o legado dos czares que a Revolução tinha sido feita, afinal de

contas, para destruir, mas Stálin acabou achando conveniente mobilizá-lo.

O que ficou da arte do poder nesses países? Surpreendentemente, pouco na

Alemanha, mais na Itália, talvez mais ainda na Rússia. Só uma coisa todos perde-

ram: o poder de mobilizar a arte e o povo como teatro público. Isso, o mais sério

impacto do poder na arte entre 1930 e 1945, desapareceu com os regimes que ti-

nham garantido sua sobrevivência através da repetição regular de rituais públicos.

Desapareceram para sempre, juntamente com aquele poder.

(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. Trad. Berilo Vargas. São Paulo: Compa-
nhia das Letras, 2013, p. 276)

135. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) A expressão artística de seu ideal de “povo” é promovi-

da pelos ditadores de modo a

a) revisitar os velhos anseios nacionalistas, corporificando-os e incutindo-lhes ago-

ra uma forma esteticamente revolucionária.

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b) expandir inventivamente as premissas democráticas da arte popular, valoriza-

das e transfiguradas em anseios nacionais de caráter libertário.

c) reconfigurar ritos antigos, inspiradores de uma nova ordem e capazes de resga-

tar os autênticos valores da nacionalidade.

d) redimensionar elementos de um passado mítico para obterem uma adesão pú-

blica e massificada aos ideais do regime que instalaram.

e) radicalizar o culto aos movimentos nacionalistas derrotados no passado, invo-

cando-os agora com a energia de uma convocação participativa.

136. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Deve-se depreender da leitura do 2º parágrafo do texto

que a arte promovida pelos ditadores entre 1930 e 1945

a) manteve, surpreendentemente, um efeito residual nada desprezível, conforme

se verificou de modo especial na Alemanha e na Itália.

b) deixou de ter, por conta da fragilidade de suas premissas estéticas, repercussão

efetiva junto às massas nacionalistas.

c) obteve nesse período o poder de mobilização programada para encenar teatral-

mente uma aliança entre a ditadura e o povo.

d) subsistiu sem perder força tão somente na Rússia, onde foi possível revitalizar

antigos rituais públicos por meio de sua repetição.

e) teve logo esgotado o seu prestígio inicial, por conta do que havia de repetitivo

no retorno ritual a uma mitologia anacrônica.

137. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Para o autor do texto, a tarefa assumida pelos ditadores

em relação ao passado histórico nacional consiste em

a) valorizar nele uma mitologia adequada para figurar uma nova representação

nacionalista, identificada com o projeto ditatorial.

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b) recuperar dos velhos mitos os que se formalizam numa estética que possa re-

presentar pela arte os interesses legitimamente populares.


c) adulterar a narrativa convencional dos feitos do passado, acusando-os como
fracassos que podem ser redimidos pelo novo regime.
d) rever as conquistas épicas de um povo, para submetê-las a uma nova aprecia-
ção crítica que identifique a razão de seu esquecimento.
e) esvaziar o sentido objetivo das antigas conquistas, para que elas percam o valor
numa comparação ostensiva com as conquistas do presente.

138. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia


de Segurança do Trabalho) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente
o sentido de um segmento do texto em:
a) momentos de devoção ou entusiasmo pelo regime (1º parágrafo) = intervalos
de compulsão ou denodo pelo sistema.
b) pretenderam imobilizar o passado nacional (1º parágrafo) = tencionaram para-
lisar a história pregressa da nação.
c) dificuldade para adotar o legado (1º parágrafo) = entrave na disseminação da
herança.
d) poder de mobilizar a arte e o povo (2º parágrafo) = relutância em dinamizar o
poder artístico e o popular.
e) repetição regular de rituais públicos (2º parágrafo) = retomada rítmica de ofí-
cios populares.

139. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia


de Segurança do Trabalho) Está clara, coesa e correta a redação deste livre comen-
tário sobre o texto:
a) Quando faltam aos ditadores das mais diversas épocas a argumentação própria

em favor da positivação de suas ideias, apela-se para o culto mítico do passado.

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b) Assim como o fascismo italiano, em cujo passado da antiga Roma despontava o

poder imperial, assim também para a Alemanha houve uma compilação de bárba-

ros teutônicos com cavalheiros medievais.

c) Não parece que os czares tenham possibilitado que a União Soviética lhes ser-

visse, como propulsores de algum legado digno de um culto com alguma nobreza.

d) Em tais regimes populistas, a deferência às artes torna-se teatral para o públi-

co, razões pelas quais ambas acabam por confrontar-se numa mútua descrença.

e) Ainda que os ditadores tenham logrado, entre 1930 e 1945, ritualizar e mitificar

seu poder por meio das artes, esse fenômeno extinguiu-se junto com seus regimes.

140. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Emprega-se forma verbal na voz passiva e respeitam-se

as normas de concordância verbal na frase:

a) Nenhum desses vestígios de manipulação das artes haveriam de ficar depois

que os regimes ditatoriais houvesse se esgotado.

b) O que houve de comum nos regimes ditatoriais eram a impermanência do poder

da arte como instrumento de cooptação política do povo.

c) A associação entre bárbaros das florestas teutônicas com membros da aristo-

cracia castelã indicavam o arbítrio de que se valiam o imaginário dos tiranos.

d) Para que fosse o povo servido pela mitologia da história nacional, cabia aos di-

tadores manipular como podiam o legado heroico do passado.

e) O autor do texto não hesita em reconhecer nos variados ditadores a preocupa-

ção que os assaltam quando se trata de fundar seu poder numa história mítica.

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Para responder às questões de números 141 a 145, baseie-se no texto abaixo.

De cabeça pra baixo

− Esse mundo está ficando de cabeça pra baixo!

É uma conhecida frase, que sucessivas gerações vêm frequentando. Ela logo

surge a propósito de qualquer coisa que se considere uma novidade desproposi-

tada, irritante: modelo de roupa mais ousada, último grande sucesso musical, au-

mento milionário no salário de um jogador de futebol, a longa estiagem na estação

chuvosa, a avalanche de crimes no jornal... A ideia é sempre demonstrar que a

vida e o mundo já foram muito melhores, que a passagem do tempo leva inexo-

ravelmente à perversão ou ao desmoronamento dos valores autênticos, que uma

geração construiu e que a seguinte apagou.

Parece que na história da humanidade o fenômeno é comum e cíclico: as pes-

soas enaltecem seus hábitos passados e condenam os presentes. “Ah, no meu

tempo...” é uma expressão que vale um suspiro e uma acusação. Algo de muito

melhor ficou para trás e se perdeu. A missão dessa juventude de hoje é desviar-se

da Civilização....

A ironia é que justamente nesses “desvios” e por conta deles a História cami-

nha, ainda que não se saiba para onde. Fosse tudo uma repetição conservadora,

nenhuma descoberta jamais se daria, sem contar que os mais velhos já não teriam

do que se queixar e a quem imputar a culpa por todos os desassossegos que assal-

tam todas as gerações humanas, desde que existimos.

(Romildo Pacheco, inédito)

141. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia


de Segurança do Trabalho) A frase que abre o texto é nele analisada de modo a

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fazer compreender que ela corresponde a

a) uma justa acusação, promovida por membros de uma geração que, por muitas

razões, logrou obter sucesso em todos os seus projetos coletivos.

b) um desabafo sem qualquer critério, uma vez que quem o faz não sabe por que

o faz, apenas dá vazão a sentimentos confusos de insatisfação.

c) um discreto gesto de incentivo, acenado aos jovens pelos mais velhos, para

que a nova geração possa cumprir as altas metas humanas que foram estabeleci-

das no passado.

d) uma frustração cíclica ao longo da História, que deixa ver o desejo de cada ge-

ração perpetuar seus próprios valores, dados como definitivamente positivos.

e) um sentimento de alta expectativa diante de novos fenômenos sociais, sentidos ao

mesmo tempo como ameaças e possibilidades de criativa renovação dos costumes.

142. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) No terceiro parágrafo do texto, deve-se entender que a

frase A missão dessa juventude de hoje é desviar-se da Civilização...

a) corresponde à posição pessoal do autor do texto, identificado que está com to-

dos aqueles que desde sempre costumam pronunciá-la.

b) expressa o ponto de vista de quem também diz “Ah, no meu tempo”, empres-

tando voz o autor a quem alimenta essa convicção.

c) exprime uma ironia, pois quem costuma dizê-la com essas reticências acredita

justamente no contrário do que afirma.

d) constitui uma provocação que os velhos lançam contra os jovens, chamando-os

à missão de apagar os deslizes da geração anterior.

e) contradiz plenamente a frase anterior, na qual se afirmam como bem-sucedidos

os feitos da geração mais velha, ora condenados ao esquecimento.

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143. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) O segmento É uma conhecida frase, que sucessivas

gerações vêm frequentando ganha nova redação, na qual se mantêm seu sentido

básico, sua clareza e sua correção, em:

a) É um dito já repisado, que gerações vêm consecutivamente pronunciando.

b) Conforme as gerações que tanto lhe repisam, institui-se esse conhecido pronun-

ciamento.

c) Frase já muito sabida, esta, onde sucede de as pessoas a ela se agarrarem.

d) Ao longo de gerações, está essa frase já notória de cuja repetição muitos se

aplicam.

e) Frase que gerações intermitentes se aproveitam, fazendo-a conhecer-se.

144. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Alterando-se os tempos e modos verbais de um seg-

mento do texto, mantém-se uma coerente e adequada articulação entre eles, na

seguinte frase:

a) Era uma conhecida frase, que sucessivas gerações viessem a frequentar.

b) Ela logo surgiria a propósito de qualquer coisa que se houver considerado uma

novidade despropositada.

c) A ideia seria sempre demonstrar que a vida e o mundo já tivessem sido muito

melhores.

d) Algo de muito melhor haverá de ficar para trás e se perdera.

e) Vindo a ser tudo uma repetição conservadora, nenhuma descoberta houvera de

se dar.

145. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) A supressão da vírgula altera significativamente o sen-

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tido da seguinte frase:

a) Frequentemente, as pessoas enaltecem seus hábitos passados.

b) As pessoas gostam de enaltecer seus hábitos antigos, quase sempre sem muita

discrição.

c) Não se conhece a origem das frases feitas, nem por que adquiriram tanta força.

d) O autor do texto busca mostrar-se imparcial, diante desse tema controverso.

e) Trata-se aqui das pessoas mais velhas, que se apegam a seus hábitos passados.

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 146 a 148.

As Três Peneiras

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre

alguém.

Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

− O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

− Três peneiras? − indagou o rapaz.

− Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros

é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos

que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que

você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama

do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ain-

da pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa?

Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

− Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos

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nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos

para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

(Disponível em: www.pensador.com/texto_filosofico)

146. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Tecnologia da Informação) Uma mensagem veiculada pelo texto está em:

a) Antes de contarmos algo sobre alguém, devemos avaliar se esse algo é verda-

deiro, fará o bem e será necessário ao próximo.

b) Aquilo que queremos contar sobre alguém passa inevitavelmente por três fases

alternativas: verdade, bondade e necessidade.

c) Fofocas podem ser evitadas, caso você deixe de confiar plenamente nas pessoas

com quem convive.

d) Aquele que fala muito não respeita a verdade, não é bom nem tem ideia de

necessidade.

e) Respeitando-se os três princípios da fofoca – verdade, bondade e necessidade

− sempre contaremos uma agradável história.

147. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Tecnologia da Informação) Sócrates perguntou: − O que você vai me contar

já passou pelas três peneiras? Essa frase fica corretamente transposta para o dis-

curso indireto em: Sócrates

a) perguntou ao rapaz se o que ele lhe iria contar já havia passado pelas três peneiras.

b) pergunta-lhe se o que o rapaz iria lhe contar já passaria pelas três peneiras.

c) perguntou ao rapaz se o que ele lhe contaria já passaria pelas três peneiras.

d) perguntara ao rapaz se o que ele iria lhe contar já passou pelas três peneiras.

e) pergunta ao rapaz: o que você vai me contar já passou pelas três peneiras.

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148. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Tecnologia da Informação) Nas cinco ocorrências de “que”, em destaque no

texto, verificam-se, respectivamente, as seguintes funções:

a) pronome relativo, pronome interrogativo, pronome interrogativo, pronome in-

terrogativo, pronome relativo.

b) conjunção integrante, pronome relativo, pronome interrogativo, pronome inter-

rogativo, pronome relativo.

c) conjunção integrante, pronome relativo, conjunção integrante, conjunção inte-

grante, pronome relativo.

d) conjunção integrante, pronome relativo, pronome interrogativo, pronome inter-

rogativo, conjunção integrante.

e) pronome relativo, conjunção integrante, conjunção integrante, pronome inter-

rogativo, conjunção integrante.

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 149 a 157.

Meditação e foco no macarrão

“Sente os pés no chão”, diz a instrutora, com a voz serena de quem há décadas

deve sentir os pés no chão, “sente a respiração”.

“Inspira, expira”, ela diz, mas o narrador dentro da minha cabeça fala mais alto:

“Eis então que no início do terceiro milênio, tendo chegado à Lua e à engenharia

genética, os seres humanos se voltavam ávidos a técnicas milenares de relaxamen-

to na esperança de encontrar alguma paz e algum sentido para suas vidas simulta-

neamente atribuladas e vazias”.

Um lagarto, penso, jamais faria um curso de meditação. “Sente a pedra. A bar-

riga na pedra. Relaxa a cauda. Agora sente o sol aquecendo as escamas. Esquece

as moscas. Esquece as cobras rondando a toca. Inspira. Expira.” Eu imagino que o

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lagarto sinta a pedra. A barriga na pedra. O prazer simples e ancestral de lagartear

sob o sol.

Se o lagarto consegue esquecer as moscas ou a cobra rondando a toca, já não

sei. A parte mais interna e mais antiga do nosso cérebro é igual à dos répteis. É

dali que vem o medo, ferramenta evolutiva fundamental para trazer nossos genes

triunfantes e nossos cérebros aflitos através dos milênios até aquela roda, no déci-

mo segundo andar de um prédio na cidade de São Paulo.

Não há nada de místico na meditação. Pelo contrário. Meditar é aprender a estar

aqui, agora. Eu acho que nunca estive aqui, agora. O ansioso está sempre em outro

lugar. Sempre pré-ocupado. Às vezes acho que nasci meia hora atrasado e nunca

recuperei esses trinta minutos. “Inspira. Expira”.

Não é um problema só meu. A revista dominical do “New York Times” fez uma

matéria de capa ano passado sobre o tema. Dizia que vivemos a era da ansiedade.

Todas as redes sociais são latifúndios produzindo ansiedade. Mesmo o presente

mais palpável, como um prato fumegante de macarrão, nós conseguimos digitali-

zar e transformar em ansiedade. Eu preciso postar a minha selfie dando a primeira

garfada neste macarrão, depois nem vou conseguir comer o resto do macarrão, ou

sentir o gosto do macarrão, porque estarei ocupado conferindo quantas pessoas

estão comentando a minha foto comendo o macarrão que esfria, a minha frente.

“Inspira, expira.” A voz da instrutora é tão calma e segura que me dá a certeza

de que ela consegue comer o macarrão e me dá a esperança de que também eu,

um dia, aprenderei a comer o macarrão. É só o que eu peço a cinco mil anos de

tradição acumulada por monges e budas e maharishis e demais sábios barbudos ou

imberbes do longínquo Oriente. “Inspira. Expira.” Foco no macarrão.

(Adaptado de: PRATA, Antonio. Folha de S. Paulo. Disponível em: www.folha.uol.com.br)

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149. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) A repetição do

comando “Inspira, expira” ao longo do texto

a) simboliza o ato de concentrar-se no aqui e agora realizado em sua plenitude

pela instrutora, ato que é reproduzido pelo autor quando este reflete sobre seu

papel na sociedade do terceiro milênio.

b) representa textualmente a dificuldade que o autor tem em meditar, tendo em

vista que se lança a conjecturas a respeito da condição de ansiedade generalizada

da sociedade atual.

c) enfatiza o esforço do autor em seguir as orientações da instrutora, o qual tem

o resultado esperado, evidente quando é invocada a sabedoria que sábios acumu-

laram ao longo dos anos.

d) explicita uma ação que inicialmente o autor realiza de maneira mecânica, mas

que vai sendo cada vez mais reproduzida de modo consciente à medida que ele

adentra um profundo estado meditativo.

e) revela o tom de deboche do autor com relação à postura daqueles que ainda se

esforçam em controlar sua ansiedade, já que ele deixa claro seu ceticismo quanto

aos benefícios da meditação.

150. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Ao comparar o

humano ao lagarto, o autor

a) sugere que o homem deve se inspirar na natureza para perceber o quanto o

medo pode ser nocivo, especialmente em situações que exigem o dispêndio de

energia criativa.

b) satiriza a forma como o homem, mesmo após chegar à Lua e dominar a enge-

nharia genética, ainda anseia por ter suas habilidades racionais equiparadas às de

um réptil.

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Língua Portuguesa

c) elenca as características que tornam o homem superior aos demais animais,

frisando que a curiosidade e a capacidade criativa humana garantem sua contínua

evolução.

d) cria um efeito cômico, pois dá a entender que o lagarto se mostra mais evoluído do

que o homem, por ser capaz de viver o instante sem se deixar influenciar pelo medo.

e) reforça que, em ambos, o medo é crucial para a preservação da vida, destacan-

do que a ansiedade típica do homem está atrelada à necessidade de dar sentido a

sua existência.

151. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considerando a

argumentação estabelecida no texto, articulam-se a ideias opostas as seguintes

palavras:

a) penso; imagino (3º parágrafo).

b) ansioso; atrasado (5º parágrafo).

c) macarrão; foto (6º parágrafo).

d) pedra; sol (3º parágrafo).

e) Relaxa; lagartear (3º parágrafo).

152. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) “Sente os pés no

chão”, diz a instrutora, com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés

no chão, “sente a respiração”. (1º parágrafo)

Esse trecho está corretamente reescrito, com o discurso direto substituído pelo in-

direto, conservando-se o sentido e a correspondência com o restante do texto, em:

a) A instrutora disse com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no

chão, para que sentisse os pés no chão e sentisse a respiração.

b) Dizia a instrutora, com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no

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chão: – Sinta os pés no chão, sinta a respiração.

c) Com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no chão, a instrutora

diz para sentir os pés no chão e sentir a respiração.

d) Diz a instrutora, com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no

chão que sente os pés no chão e sente a respiração.

e) A instrutora com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no chão,

disse que sentiria os pés no chão e sentiria a respiração.

153. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Observa-se uma

relação de causa e consequência, nessa ordem, no seguinte trecho:

a) A voz da instrutora é tão calma e segura que me dá a certeza de que ela conse-

gue comer o macarrão e me dá a esperança de que também eu, um dia, aprenderei

a comer o macarrão. (7º parágrafo)

b) depois nem vou conseguir comer o resto do macarrão, ou sentir o gosto do ma-

carrão, porque estarei ocupado conferindo quantas pessoas estão comentando a

minha foto comendo o macarrão que esfria, a minha frente. (6º parágrafo)

c) Um lagarto, penso, jamais faria um curso de meditação. “Sente a pedra. A bar-

riga na pedra. Relaxa a cauda. Agora sente o sol aquecendo as escamas. Esquece

as moscas. Esquece as cobras rondando a toca. Inspira. Expira.” (3º parágrafo)

d) os seres humanos se voltavam ávidos a técnicas milenares de relaxamento na

esperança de encontrar alguma paz e algum sentido para suas vidas simultanea-

mente atribuladas e vazias”. (2º parágrafo)

e) Eu acho que nunca estive aqui, agora. O ansioso está sempre em outro lugar.

Sempre pré-ocupado. (5º parágrafo)

154. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considere a se-

guinte passagem do 7º parágrafo:

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É só o que eu peço a cinco mil anos de tradição acumulada por monges e budas

e maharishis e demais sábios barbudos ou imberbes do longínquo Oriente.

Uma análise correta da linguagem empregada na passagem está na alternativa:

a) A conjunção ou estabelece entre os vocábulos barbudos e imberbes sentido de

comparação.

b) A repetição da conjunção e organiza uma enumeração em que o último elemen-

to tem sentido mais genérico que os anteriores.

c) O termo sábios está empregado com a mesma função sintática que na frase: “O

sofrimento nos deixa mais sábios”.

d) A preposição a introduz um vocativo, a quem o autor se dirige com acentuada

deferência.

e) A preposição por estabelece relação de causa, assim como na frase: “A reunião

foi adiada por falta de quórum”.

155. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa)

Não há nada de místico na meditação. Pelo contrário. Meditar é aprender a estar

aqui, agora. (5º parágrafo)

Uma frase corretamente reescrita com o sentido preservado, em linhas gerais, em:

a) Meditar é aprender a estar aqui, agora; exceto quando não há nada de místico

na meditação.

b) Não obstante não há nada de místico na meditação, meditar é aprender a estar

aqui, agora.

c) Meditar é aprender a estar aqui, agora; contanto que não há nada de místico

na meditação.

d) Não há nada de místico na meditação, haja vista que meditar é aprender a estar

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aqui, agora.

e) Não há nada de místico na meditação, malgrado meditar é aprender a estar

aqui, agora.

156. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Uma frase redi-

gida com clareza e correção é:

a) O ansioso ocupa-se em elocubrar a respeito de fatos futuros, enquanto negli-

gencia-se do tempo presente.

b) Chegar à Lua e avançar na engenharia genética não mitigaram as inquietações

que encerram a humanidade.

c) Os trinta minutos que se perderam quando nasci, nunca foram recuperados –

pelo menos é como sintome.

d) A revista dominical do “New York Times” publicou uma matéria interessante,

cujo o tema versava a ansiedade.

e) Reunidos em um prédio em São Paulo, alguns de nós procurávamos aprender

um modo de vencer a ansiedade.

157. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Está redigido

com objetividade e correção o que se encontra em:

a) O medo de ser excluido de eventos sociais é um dos muitos fatores que levam

os usuários da rede a se virem na obrigação de estarem constantemente conecta-

dos, o que em grande parte dos casos gera comportamentos compulsivos.

b) A dependência à internet é tamanha que muitos indivíduos têm seu humor alte-

rado quando chegam em um local que não é possível conectar-se. Paralelamente,

as relações no meio não virtual tendem a se fragilizar.

c) Estudos recentes alertam quanto os impactos nocivos do uso desregrado das

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redes sociais. Jovens que passam mais de duas horas por dia nesses ambientes são

mais sucetíveis a desenvolverem sintomas de ansiedade e depressão.

d) As redes sociais têm adquirido importância crescente na sociedade moderna.

Sua relevância estende-se da vida pessoal às mobilizações sociais. Seu mau uso,

entretanto, pode desencadear um transtorno de ansiedade.

e) Além do tempo perdido, passar muito tempo nas redes sociais prejudica a saúde

mental. Isto porque quanto mais tempo gasto diante do celular ou do computador,

mais tempo se quer ficar, o que as tornam tão viciantes.

Atenção: Para responder às questões de números 158 a 163, considere o texto

abaixo.

Em um trabalho de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy, defende-se a ideia de que

em nossos dias há o enaltecimento de uma cultura global, a cultura-mundo, que,

apoiando-se no apagamento das fronteiras, cria denominadores culturais dos quais

participam sociedades e indivíduos, apesar das diferentes tradições, crenças e lín-

guas que lhes são próprias.

Embora seja um estudo perspicaz, algumas afirmações me parecem discutíveis.

Uma que se diria pouco procedente consiste em supor-se que, em vista de milhões

de turistas visitarem locais como a Acrópole e os anfiteatros gregos da Sicília, a

cultura não perdeu valor em nosso tempo. Mas as visitas de multidões a grandes

museus e monumentos históricos não representam um interesse genuíno pela “alta

cultura” (assim a chamam), visto que isso faz parte da obrigação do turista. Em vez

de despertar seu interesse pelo passado e pela arte, exonera-o de conhecê-los a

fundo. Essas visitas dos turistas “em busca de distrações” desnaturam o significado

real desses museus e monumentos.

Um estudo recente do sociólogo Frédéric Martel mostra que tal “cultura-mundo”

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de que falavam Lipovetsky e Serroy já ficou para trás, defasada pela voragem de

nosso tempo.

As reportagens e os testemunhos coligidos por Martel são representativos de

uma realidade que a sociologia e a filosofia ainda não tinham se atrevido a reconhe-

cer. A maioria das pessoas não consome hoje outra forma de cultura que não seja

aquela que, antes, era considerada passatempo, sem parentesco com as atividades

intelectuais e artísticas que constituíam a cultura. O autor vê com simpatia essa

transformação, porque, graças a ela, a cultura do grande público arrebatou a vida

cultural à pequena minoria, que antes a monopolizava.

A diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é

que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, ao passo que os

produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer.

Para essa nova cultura são essenciais a produção industrial maciça e o sucesso

comercial. A distinção entre preço e valor se apagou. É bom o que tem sucesso;

mau o que não conquista o público. O único valor existente é agora o fixado pelo

mercado.

(Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. A civilização do espetáculo: Uma radiografia do nosso
tempo e da nossa cultura. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. Edição digital)

158. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Considerando que

certas afirmações de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy suscitam dúvida, Vargas Llosa

a) estabelece uma distinção entre produtos culturais bem e malsucedidos, sendo

que estes são provenientes da produção industrial em massa.

b) critica o apagamento das fronteiras culturais, uma vez que não leva em conta

as diferenças simbólicas entre as culturas de sociedades diversas.

c) atualiza o conceito de “cultura-mundo”, argumentando que a cultura do passado

perdurou, chegando até o presente por meio de museus que a consagram.

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d) questiona a ideia de que as visitas de turistas a museus e monumentos históri-

cos resultem em conhecimento aprofundado e interesse verdadeiro por eles.

e) enaltece o caráter efêmero dos produtos culturais de hoje, mas ressalta que,

apesar disso, a cultura é disseminada de forma mais democrática na atualidade.

159. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) O verbo que

pode ser flexionado em uma forma do plural, sem que nenhuma outra modificação

seja feita na frase, encontra-se em:

a) A maioria das pessoas não consome hoje outra forma de cultura...

b) A distinção entre preço e valor se apagou.

c) ... a cultura do grande público arrebatou a vida cultural à pequena minoria...

d) Em um trabalho de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy, defende-se a ideia de que...

e) ... a cultura-mundo, que (...) cria denominadores culturais...

160. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) assim a cha-

mam // exonera-o // conhecê-los a fundo (2º parágrafo)

No contexto, os elementos sublinhados acima se referem, respectivamente, a:

a) alta cultura – interesse – museus e monumentos históricos

b) obrigação – interesse – museus e monumentos históricos

c) alta cultura – interesse – passado e arte

d) obrigação – turista – passado e arte

e) alta cultura – turista – passado e arte

161. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) A um segmento

do texto segue-se uma nova redação, em que se mantêm a correção e a lógica, em:

a) As reportagens e os testemunhos coligidos por Martel são representativos de

uma realidade // Martel levou em consideração reportagens e testemunhos ineren-

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tes à uma realidade

b) A distinção entre preço e valor se apagou // Não se observam mais a diferença

entre valores e preços

c) a sociologia e a filosofia ainda não tinham se atrevido a reconhecer // a sociolo-

gia e a filosofia ainda não haviam tido a ousadia de admitir

d) Para essa nova cultura são essenciais a produção industrial maciça e o sucesso

comercial // À essa nova cultura não pode faltar, a produção industrial maciça e o

sucesso comercial

e) já ficou para trás, defasada pela voragem de nosso tempo // já é ultrapassada,

devido a defasagem arrebatada pela época atual

162. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa)

... dos quais participam sociedades e indivíduos, apesar das diferentes tradi-

ções, crenças e línguas que lhes são próprias. (1º parágrafo)

No contexto, o segmento sublinhado acima pode ser corretamente substituído por:

a) apropriados a elas.

b) peculiares a eles.

c) às quais são peculiares a eles.

d) as quais são apropriadas a elas.

e) à que a eles são apropriadas.

163. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Essas visitas

dos turistas “em busca de distrações” desnaturam o significado real desses museus

e monumentos. (2º parágrafo)

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

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a) desnaturam-se.

b) é desnaturado.

c) são desnaturadas.

d) foi desnaturada.

e) tenham desnaturado.

Atenção: Para responder às questões de números 164 a 169, considere o texto abaixo.

A arte requer “explicação”?

Aqui e ali, quem frequenta bienais, salões de arte ou exposições de artes plás-

ticas encontrará de repente não um quadro, uma escultura ou algum objeto de

significação histórica, mas uma instalação – nome que se dá, segundo o dicionário

Houaiss, a “alguma obra de arte que consiste em construção ou empilhamento de

materiais, permanente ou temporário, em que o espectador pode participar, ma-

nipulando-a, ou, sendo, às vezes, de tamanho tão grande, que o espectador pode

nela entrar”. Trata-se, em outras palavras, de materiais organizados num espaço

físico de modo a constituírem uma obra de arte.

Ocorre, porém, com grande parte das instalações, um fenômeno curioso: com

muita frequência o criador é convidado a explicar – e o faz com linguagem muito

sofisticada – o sentido profundo que pretendeu dar àquele conjunto de materiais,

àquela instalação que ele concebeu. Para o público, restará a impressão final de

que os materiais eram, em si mesmos, insuficientes para significarem alguma coi-

sa: precisavam da explicação de quem os utilizou.

As verdadeiras obras de arte se impõem por si mesmas, independentemente de

qualquer explicação prévia ou justificativa final. O grande músico, o grande escritor,

o grande cineasta não precisam interpor-se entre a sonata, o romance ou o filme

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para explicar seu sentido junto ao público. Certamente haverá oportunidade para

todos refletirmos sobre o sentido dinâmico de uma obra artística que atingiu o nos-

so interesse e provocou o nosso prazer; mas nada será mais forte do que a mobili-

zação emocional e intelectual que a obra já despertou em nós, no primeiro contato.

(Aristeu Valverde, inédito)

164. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A pergunta que cons-

titui o título do texto encontra sua resposta, conforme se posiciona o autor, no se-

guinte segmento:

a) materiais organizados num espaço físico de modo a constituírem uma obra de

arte (1º parágrafo).

b) os materiais eram, em si mesmos, insuficientes para significarem alguma coisa

(2º parágrafo).

c) O grande músico, o grande escritor, o grande cineasta não precisam interpor-se

entre a sonata, o romance ou o filme (3º parágrafo).

d) oportunidade para todos refletirmos sobre o sentido dinâmico de uma obra ar-

tística (3º parágrafo).

e) atingiu o nosso interesse e provocou o nosso prazer (3º parágrafo).

165. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Da posição assumida

pelo autor do texto em relação às instalações e às obras de arte em geral, deduz-se

sua convicção de que as obras de arte

a) não favorecem debates ou reflexões, em vista da autossuficiência do sentido

que exprimem de modo direto.

b) devem ser esclarecidas por aquele que lhes emprestou determinado sentido, ao

criá-las com função estética.

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c) desvendam-se por si mesmas, a menos que seu autor seja capaz de nos mos-

trar que seu sentido explica-se conforme sua intenção.

d) valem-se de uma força já presente em sua linguagem, o que não impede que

venhamos a refletir e ponderar sobre elas.

e) dispensam qualquer explicação quando não se propõem a ser grandiosas, pre-

ferindo tirar partido de sua simplicidade.

166. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Considerando-se o

contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

a) permanente ou temporário (1º parágrafo) = vitalício ou inabitual.

b) o faz com linguagem muito sofisticada (2º parágrafo) = cumpre-o com expres-

sões rudimentares.

c) os materiais eram, em si mesmos, insuficientes (2º parágrafo) = os utensílios,

vistos em si, estavam indisponíveis.

d) o sentido dinâmico de uma obra artística (3º parágrafo) = a presunção impul-

siva de um artefato.

e) nada será mais forte do que a mobilização emocional (3º parágrafo) = nada

superará a ativação dos sentimentos.

167. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Está clara e correta a

redação deste livre comentário sobre o texto:

a) Partindo do caso específico das instalações, o autor nos leva a refletir sobre o

que considera a força intrínseca de toda obra de arte.

b) Se uma obra de arte vir acompanhada de uma explicação, é por que sua razão

de ser principal já foi subestimada.

c) Ainda que fosse necessário explicá-las, porquanto de algum mistério, toda obra

de arte deveria ter alguma força já em si mesma.

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d) O fato de haverem explicações para obras artísticas provam que já não existiria

nelas aquela força suficiente para dispensá-las.

e) Tanto não necessitam de explicação, que as verdadeiras obras de arte podem

nos convencer sem outra força além da que lhes cabem.

168. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Há construção na voz

passiva e adequada articulação entre os tempos verbais na frase:

a) Os que apreciarem as instalações, no futuro, talvez poderiam emprestar-lhes o

sentido que hoje não parecem ter.

b) Ao serem visitadas, as instalações costumam impressionar o público que se dei-

xa levar pela significação que o próprio autor lhes atribui.

c) Se fosse para levar a sério a materialidade das instalações, nenhuma delas ne-

cessita da justificativa a ser dada pelo criador.

d) Nunca a linguagem das grandes obras de arte teria necessidade de alguma ex-

plicação que venha a se tornar indispensável.

e) Por mais que nos esforcemos para perscrutar o sentido de uma instalação, este

sempre dependeria das razões alegadas pelo autor.

169. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Transpondo-se para o

discurso direto, em linguagem adequada, o segmento Disse-me o artista na expo-

sição que aquela sua instalação deveria comover-nos mesmo sem a sua explicação,

obtém-se a construção:

Disse-me o artista na exposição:

a) – Essa instalação minha deveria comover mesmo que vocês não a explicassem.

b) – Eis uma instalação minha cuja comoção não necessita mesmo de sua explicação.

c) – Esta minha instalação deverá comovê-los mesmo que eu não a explique.

d) – Aquela instalação deveria comover vocês ainda que não a expliquem.

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e) – Aquela minha instalação deve comover-lhes mesmo sem o que a explique.

Atenção: Para responder às questões de números 170 a 178, considere o texto abaixo.

O jornalismo pode ser qualificado, embora com certo exagero, como um mal

necessário. É um mal porque todo relato jornalístico tende ao provisório. Mesmo

quando estamos preparados para abordar os assuntos sobre os quais escrevemos,

é próprio do jornalismo apreender os fatos às pressas. A chance de erro, sobretudo

de imprecisões, é grande.

O próprio instrumento utilizado é suspeito. Diferente da notação matemática,

que é neutra e exata, a linguagem se presta a vieses de todo tipo, na maior parte

inconscientes, que refletem visões de mundo de quem escreve. Eles interagem com

os vieses de quem lê, de forma que, se são incomuns textos de fato isentos, mais

raro ainda que sejam reconhecidos como tais.

Pertenço a uma geração que não se conformava com as debilidades do relato

jornalístico. O objetivo daquela geração, realizado apenas em parte, era estabele-

cer que o jornalismo, apesar de suas severas limitações, é uma forma legítima de

conhecimento sobre o nível mais imediato da realidade.

O que nos remete à questão do início; sendo um mal, por que necessário? Por

dois motivos. Ao disseminar notícias e opiniões, a prática jornalística municia seus

leitores de ferramentas para um exercício mais consciente da cidadania. Thomas

Jefferson pretendia que o bom jornalismo fosse a escola na qual os eleitores have-

riam de aprender a exercer a democracia.

O outro motivo é que os veículos, desde que comprometidos com o debate dos

problemas públicos, servem como arena de ideias e soluções. O livre funciona-

mento das várias formas de imprensa, mesmo as sectárias e as de má qualidade,

corresponde em seu conjunto à respiração mental da sociedade.

Entretanto, o jornalismo dito de qualidade sempre foi objeto de uma minoria. A

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maioria das pessoas está de tal maneira consumida por seus dramas e divertimen-

tos pessoais que sobra pouca atenção para o que é público. Desde quando os tab-

loides eram o principal veículo de massas, passando pela televisão e pela internet,

vastas porções de jornalismo recreativo vêm sendo servidas à maioria.

O jornalismo de verdade, que apura, investiga e debate, é sempre elitista. Está

voltado não a uma elite econômica, mas a uma aristocracia do espírito. São líderes

comunitários, professores, empresários, políticos, sindicalistas, cientistas, artistas.

Pessoas voltadas ao coletivo.

A influência desse tipo de jornalismo sempre foi, assim, mediada. Desde que se

tornou hegemônico, nos anos 1960-70, o jornalismo televisivo se faz pautar pela

imprensa. Algo parecido ocorre agora com as redes sociais.

A imprensa, que vive de cobrir crises, sempre esteve em crise. O paradoxo des-

te período é que, no mesmo passo em que as bases materiais do jornalismo pro-

fissional deslizam, sua capacidade de atingir mais leitores se multiplica na internet,

conforme se torna visível a perspectiva de universalizar o ensino superior.

(Adaptado de: FILHO, Otavio Frias. Disponível em: www.folha.uol.com.br)

170. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Depreende-se

corretamente do texto:

a) O desejo infrutífero da geração a que pertence o autor, ou seja, a transformação

do jornalismo em um meio de fortalecer a democracia e o senso de cidadania, é

visto como um projeto utópico.

b) Diferentemente do jornalismo de entretenimento, o jornalismo investigativo,

que se dirige às lideranças sociais, tende a ser imparcial quando difundido em ve-

ículos sérios.

c) Devido à popularidade das notícias difundidas nas mídias sociais, o jornalismo tele-

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visivo, que se tornou hegemônico nas décadas de 1960-70, vem perdendo audiência.

d) O autor considera que o caráter provisório das notícias, a apuração apressada

dos fatos e a subjetividade própria da linguagem sejam questões problemáticas

inerentes ao jornalismo.

e) Em oposição ao jornalismo que apura e investiga, o jornalismo recreativo, ainda

que popular, baseia-se em fatos de difícil comprovação e desperta o interesse de

pessoas que, ao consumi-lo, desconsideram os problemas da coletividade.

171. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considere:

I – No texto, o que está referido como a respiração mental da sociedade (5º pa-

rágrafo) consiste na liberdade de todas as formas de imprensa.

II – A popularidade dos veículos de imprensa voltados a grandes massas, como

os tabloides, é responsável, ainda que indiretamente, pela crise que atraves-

sa hoje o jornalismo de caráter sério, que se dirige apenas a uma minoria.

III – No texto, o autor tece uma crítica ao caráter elitista e pouco democrático do

jornalismo impresso, restrito, assim, aos poucos leitores dispostos a exercer

a cidadania por escrito na arena pública.

Está correto o que se afirma APENAS em:

a) I e II

b) I

c) I e III

d) II e III

e) II

172. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) ... o jornalismo,

apesar de suas severas limitações, é uma forma legítima de conhecimento...

Uma redação alternativa para a frase acima, em que se mantêm a correção e a

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coerência está em:

a) Ainda que se leve em conta as limitações importantes do jornalismo, ele signi-

fica uma forma lícita de conhecimento.

b) O jornalismo representa um meio eficaz de conhecimento porquanto apresente

graves limitações.

c) Embora apresente sérias limitações, o jornalismo consiste em um meio genuíno

de conhecimento.

d) À despeito de suas limitações consideráveis, o jornalismo constitue uma forma

genuína de conhecimento.

e) Conquanto represente uma forma lícita de conhecimento, existe severas limita-

ções no jornalismo.

173. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa)

Thomas Jefferson pretendia que o bom jornalismo...

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo do sublinhado acima está também

sublinhado em:

a) ... as bases materiais do jornalismo profissional deslizam...

b) ... os eleitores haveriam de aprender a exercer a democracia.

c) Algo parecido ocorre agora com as redes sociais...

d) ... mais raro ainda que sejam reconhecidos como tais.

e) esde quando os tabloides eram o principal veículo de massas...

174. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) As vírgulas fo-

ram empregadas para isolar um segmento explicativo em:

a) Diferente da notação matemática, que é neutra e exata, a linguagem se presta

a vieses de todo tipo...

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b) O jornalismo pode ser qualificado, embora com certo exagero, como um mal

necessário.

c) ... os veículos, desde que comprometidos com o debate dos problemas públicos,

servem como arena de ideias e soluções.

d) ... de forma que, se são incomuns textos de fato isentos, mais raro ainda que

sejam reconhecidos como tais.

e) São líderes comunitários, professores, empresários, políticos, sindicalistas, cien-

tistas, artistas.

175. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) No contexto, os ele-

mentos sublinhados que apresentam a mesma função sintática se encontram em:

a) o jornalismo televisivo se faz pautar pela imprensa // os eleitores haveriam de

aprender a exercer a democracia

b) A chance de erro, sobretudo de imprecisões, é grande // sua capacidade de

atingir mais leitores se multiplica na internet

c) O jornalismo de verdade (...) é sempre elitista // os veículos (...) servem como

arena de ideias e soluções

d) O que nos remete à questão do início // a prática jornalística municia seus lei-

tores de ferramentas

e) conforme se torna visível a perspectiva de universalizar o ensino superior // A

imprensa, que vive de cobrir crises, sempre esteve em crise

176. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa)

É um mal porque todo relato jornalístico tende ao provisório. (1º parágrafo)

Entretanto, o jornalismo dito de qualidade sempre foi objeto de uma minoria.

(6º parágrafo)

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Língua Portuguesa

Os elementos sublinhados acima introduzem, no contexto, respectivamente, noção de

a) causa − finalidade

b) finalidade − concessão

c) consequência – temporalidade

d) causa − oposição

e) concessão – consequência

177. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa)

Entretanto, o jornalismo dito de qualidade sempre foi objeto de uma minoria.

// A maioria das pessoas está de tal maneira consumida por seus dramas e diver-

timentos pessoais que sobra pouca atenção para o que é público. (6º parágrafo)

Fazendo os devidos ajustes na pontuação e entre maiúsculas e minúsculas, as

frases acima se articulam com coerência em um único período acrescentando-se,

imediatamente após “minoria”,

a) conforme

b) por que

c) contudo

d) uma vez que

e) porém

178. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Está correta a

redação da seguinte frase:

a) Haveriam grandes doses de jornalismo recreativo sendo oferecidas para a maio-

ria, desde o tempo em cujo principal veículo de massas era o tabloide, depois che-

gando à televisão e internet.

b) Enquanto questiona-se as bases materiais do jornalismo profissional, multipli-

ca-se leitores na internet, ao passo que, viabiliza-se a possibilidade de universalizar

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o ensino superior.

c) À medida que notícias e opiniões são disseminadas pela prática jornalística, os lei-

tores munem-se de ferramentas para exercer a cidadania de forma mais consciente.

d) Mesmo se o jornalista se propor a abordar assuntos com seriedade, o jorna-

lismo, por suas próprias características fazem com que os fatos sejam apurados

apressadamente.

e) Expressa-se por meio da linguagem, de modo inconsciente, as visões de mundo

de quem escreve; logo, mesmo que imparcial o relato jornalístico passa pela inter-

pretação subjetiva do leitor.

Leia o texto abaixo para responder às questões de número 179 a 190.

Tomando resolutamente a sério as narrativas dos “selvagens”, a análise estru-

tural nos ensina, já há alguns anos, que tais narrativas são precisamente muito sé-

rias e que nelas se articula um sistema de interrogações que elevam o pensamento

mítico ao plano do pensamento propriamente dito. Sabendo a partir de agora,

graças às Mitológicas, de Claude Lévi-Strauss, que os mitos não falam para nada

dizerem, eles adquirem a nossos olhos um novo prestígio; e, certamente, investi-

-los assim de tal gravidade não é atribuir-lhes demasiada honra.

Talvez, entretanto, o interesse muito recente que suscitam os mitos corra o risco

de nos levar a tomá-los muito “a sério” desta vez e, por assim dizer, a avaliar mal

sua dimensão de pensamento. Se, em suma, deixássemos na sombra seus aspectos

mais acentuados, veríamos difundir-se uma espécie de mitomania esquecida de um

traço todavia comum a muitos mitos, e não exclusivo de sua gravidade: o seu humor.

Não menos sérios para os que narram (os índios, por exemplo) do que para os

que os recolhem ou leem, os mitos podem, entretanto, desenvolver uma intensa

impressão de cômico; eles desempenham às vezes a função explícita de divertir os

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ouvintes, de desencadear sua hilaridade. Se estamos preocupados em preservar

integralmente a verdade dos mitos, não devemos subestimar o alcance real do riso

que eles provocam e considerar que um mito pode ao mesmo tempo falar de coisas

solenes e fazer rir aqueles que o escutam.

A vida cotidiana dos “primitivos”, apesar de sua dureza, não se desenvolve sem-

pre sob o signo do esforço ou da inquietude; também eles sabem propiciar-se ver-

dadeiros momentos de distensão, e seu senso agudo do ridículo os faz várias vezes

caçoar de seus próprios temores. Ora, não raro essas culturas confiam a seus mitos

a tarefa de distrair os homens, desdramatizando, de certa forma, sua existência.

Essas narrativas, ora burlescas, ora libertinas, mas nem por isso desprovidas

de alguma poesia, são bem conhecidas de todos os membros da tribo, jovens e ve-

lhos; mas, quando eles têm vontade de rir realmente, pedem a algum velho versa-

do no saber tradicional para contá-las mais uma vez. O efeito nunca se desmente:

os sorrisos do início passam a cacarejos mal reprimidos, o riso explode em francas

gargalhadas que acabam transformando-se em uivos de alegria.

(Adaptado de: CLASTRES, Pierre. A Sociedade contra o Estado. São Paulo, Ubu, 2017)

179. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) De acordo com o texto,

a) a comicidade dos mitos tende a fazê-los abdicar de seus traços religiosos, ao

contrário do que defendia Lévi-Strauss, de modo que as histórias e a cultura indí-

genas são relegadas a segundo plano.

b) a hilaridade característica dos mitos indígenas os diferencia dos de nossa cul-

tura, de modo que, ao aplicarmos nosso modo de pensar sobre suas narrativas,

atribuímo-lhes equivocadamente uma dimensão de pensamento.

c) comprova o caráter cômico das narrativas indígenas a pesquisa levada a cabo

por Lévi-Strauss, em suas Mitológicas, que analisou a prática de anciãos se torna-

rem narradores de histórias para divertir a tribo.

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d) a seriedade com que aprendemos a considerar os mitos dos povos indígenas,

característica de fato presente em suas narrativas, muitas vezes, no entanto, con-

vive com um aspecto cômico, que costumamos ignorar.

e) a mitomania é um traço característico das tribos indígenas, razão pela qual se

deve desconfiar das pesquisas etnográficas que tomam todas as narrativas como

verdade, não atentando para o uso ficcional da mentira.

180. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) As frases abaixo dizem respeito à pontua-

ção do texto.

I – No segmento ... não exclusivo de sua gravidade: o seu humor... (2º parágra-

fo), os dois-pontos podem ser substituídos por travessão, uma vez que se

segue um aposto relativo ao termo “traço”, presente na mesma frase.

II – No segmento ... para os que narram (os índios, por exemplo)... (3º parágra-

fo), os parênteses podem ser suprimidos, mantendo-se a correção, desde

que se acrescente uma vírgula imediatamente após “exemplo”.

III – No segmento ... do esforço ou da inquietude; também eles sabem... (4º pa-

rágrafo), o ponto e vírgula pode ser substituído por dois-pontos, sem prejuí-

zo da correção, uma vez que a ele se segue uma explicação.

Está correto o que consta APENAS de:

a) III

b) I e III.
c) I e II.
d) I
e) II e III.

181. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Mantendo-se a correção e, em linhas ge-


rais, o sentido original, os termos sublinhados em Sabendo a partir de agora, gra-

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ças às Mitológicas... (1º parágrafo) e ... desdramatizando, de certa forma, sua


existência... (4º parágrafo) podem ser substituídos por:
a) Uma vez que se sabe − de modo a desdramatizar
b) Ainda que se saiba − a fim de desdramatizar
c) Conquanto se sabe − porque se desdramatize
d) Uma vez que se saiba − à medida que se desdramatize
e) Muito embora se sabe − a ponto de desdramatizar-se

182. (FCC/2018/DPE/Defensor Público)


deixássemos na sombra seus aspectos mais acentuados (2º parágrafo)
eles desempenham às vezes a função explícita (3º parágrafo)
senso agudo do ridículo os faz várias vezes (4º parágrafo)

Os termos sublinhados acima referem-se respectivamente a:


a) mitos − os que narram − primitivos
b) pensamento − mitos − primitivos
c) mitos − mitos − primitivos
d) mitos − os que narram − momentos de distenção
e) pensamento − mitos − momentos de distenção

183. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) ... não devemos subestimar o alcance real


do riso que eles provocam e considerar que um mito pode ao mesmo tempo falar

de coisas solenes... (3º parágrafo)

Uma nova redação para a frase acima, em que se mantêm a clareza, o sentido e a

correção, está em:

a) Não devemos subestimar o alcance real do riso que eles provocam e, todavia,

considerar que um mito pode ao mesmo tempo falar de coisas solenes...

b) Não só devemos subestimar o alcance real do riso que eles provocam, mas

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também considerar que um mito pode ao mesmo tempo falar de coisas solenes...

c) Não devemos subestimar o alcance real do riso que eles provocam, a fim de

considerar que um mito pode ao mesmo tempo falar de coisas solenes...

d) Não devemos nem subestimar o alcance real do riso que eles provocam, nem

considerar que um mito pode ao mesmo tempo falar de coisas solenes...

e) Não devemos subestimar o alcance real do riso que eles provocam, mas consi-

derar que um mito pode ao mesmo tempo falar de coisas solenes...

184. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Considerando o contexto, está correto o

que se afirma em:

a) caçoar (4º parágrafo) está empregado em sentido metafórico.

b) “primitivos” (4º parágrafo) e “selvagens” (1º parágrafo) são sinônimos.

c) mitos e pensamento (2º parágrafo) são antônimos.

d) “selvagens” (1º parágrafo) é hiperônimo de homens.

e) “selvagens” (1º parágrafo) é hiperônimo de homens.

185. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) A flexão do verbo em destaque deve-se ao

elemento sublinhado em:

a) e seu senso agudo do ridículo os faz várias vezes caçoar (4º parágrafo)

b) o interesse muito recente que suscitam os mitos corra o risco (2º parágrafo)

c) que acabam transformando-se em uivos de alegria (último parágrafo)

d) do que para os que os recolhem ou leem (3º parágrafo)

e) tais narrativas são precisamente muito sérias e que nelas se articula um sis-

tema (1º parágrafo)

186. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Quanto à coesão do texto, é correto afir-

mar que

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a) é dada pela repetição do termo “mito”, seus derivados e sinônimos, como “mi-

tomania”, “hilaridade”, “cacarejos” e “narrativas”.

b) se estabelece sobretudo pelo uso de pronomes e de termos que, embora de

sentido diverso, têm uma mesma referência, como “selvagem”, “índio”, “primitivo”,

“membro da tribo”.

c) é estruturada na oposição entre pensamento mítico e humor, por um lado, e na

referenciação entre os segmentos textuais estabelecida principalmente pelos pro-

nomes.

d) se articula a partir do uso de expressões adverbiais, como “certamente”, “mais

uma vez”, “às vezes”, “a sério”, “talvez”, que ligam as estruturas sintáticas, inten-

sificando seu sentido.

e) é construída mediante a pontuação expressiva e o uso dos verbos ora no pre-

térito, ora no presente do indicativo, a fim de indicar um percurso temporal no de-

senvolvimento da argumentação.

187. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Essas narrativas, ora burlescas, ora liber-

tinas, mas nem por isso desprovidas de alguma poesia, são bem conhecidas de

todos os membros da tribo, jovens e velhos... (último parágrafo)

Uma redação alternativa para o segmento acima, em que se mantêm a correção e,

em linhas gerais, o sentido original, encontra-se em:

a) Essas narrativas, bem conhecidas por todos na tribo, sem distinção de idade,

não obstante sejam elas jocosas ou libertinas, guardam um matiz poético.

b) Seja pelos velhos, seja pelos jovens, tais narrativas são bem conhecidas na

tribo, não obstante, mantenham um caráter poético, tanto as burlescas como as

libertinas.

c) Tais narrativas, tão farsescas quanto libertinas, desde que guardem um tom

poético, são de todos bem conhecidas, indistintamente se de jovens ou velhos.

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d) Mesmo que desprovidas de caráter poético, seja por serem burlescas ou lúbri-

cas, essas narrativas são por toda a tribo conhecidas, de velhos e jovens.

e) Todas as pessoas da tribo, de jovens a velhos conhecem tais narrativas, nem

que sejam por isso libertinas ou burlescas, pois que conservam um caráter poético.

188. (FCC/2018/DPE/Defensor Público)

Se, em suma, deixássemos na sombra seus aspectos mais acentuados, vería-

mos difundir-se uma espécie de mitomania... (2º parágrafo)

No segmento acima, caso se substitua o termo sublinhado por “Quando”, os verbos

deverão adotar a seguinte forma:

a) deixamos − vemos difundir-se

b) deixemos − veremos difundir-se

c) deixarmos − vejamos difundir-se

d) deixamos − vejamos difundir-se

e) deixemos − vemos difundir-se

189. (FCC/2018/DPE/Defensor Público)

Caso a oração sublinhada no segmento ... nos levar a tomá-los muito “a sério”

desta vez e [...] a avaliar mal sua dimensão de pensamento... (2º parágrafo) seja

subordinada à anterior, atribui-se um sentido adequado ao contexto em:

a) nos levar a tomá-los mais “a sério”, do que a avaliar mal sua dimensão de pen-

samento
b) nos levar a tomá-los tão “a sério”, quanto a avaliar mal sua dimensão de pen-
samento
c) nos levar a tomá-los “a sério” desta vez a tal ponto que avaliemos mal sua di-
mensão de pensamento
d) nos levar a tomá-los “demasiadamente a sério”; portanto, a avaliar mal sua di-

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mensão de pensamento
e) nos levar a tomá-los “muito a sério”, para que se avalie mal sua dimensão de
pensamento

190. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Pode-se inferir da argumentação de Pierre


Clastres que
a) as diferenças culturais se atenuam das mais diversas formas, quando se anali-
sam as crenças de cada povo, seja pelo uso do humor, seja pela seriedade.
b) nos falta muitas vezes um conhecimento aprofundado de nossa própria cultura,
para que possamos estabelecer confrontos produtivos com a cultura indígena.
c) nossos métodos de pesquisa se acomodam rapidamente às primeiras descober-
tas, quando, na verdade, poderiam ser refutadas por um raciocínio consequente.
d) costumamos interpretar com seriedade as narrativas mitológicas, o que nem
sempre é adequado no tocante aos mitos indígenas.
e) os mitos guardam um sentido profundo da verdade de seus povos de origem,
ainda que sua interpretação não possa prescindir de bases universais de análise.

191. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Quem observar seriamente a situação das


artes plásticas modernas, e em especial a pintura, há de concluir ...... elas, de-
pois de tantas transformações benfasejas ...... passaram, estão hoje reduzidas a
simples material de pesquisa, em laboratório de análise, ...... foram banidas as
qualidades mais ardentes do espírito: o sentimento, a emoção, a inspiração etc.,
substituídas pela observação fria e a experiência racional.

(CARDOZO, J. Gravuras de Carlos Scliar, Módulo, RJ, 1956.)

Preenche respectivamente as lacunas o que se encontra em:


a) por − por que − de que
b) porque − pelas quais − em que
c) porque − pelas quais − em que

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d) que − por que − de onde


e) que − às quais − aonde

As questões de números 192 a 197 referem-se ao texto seguinte − parte do prefácio


de um livro de sociologia em que o autor se dedicou ao estudo da cultura popular.

[Linguagens e culturas]

Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares
ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas
à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito se-
melhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunica-
ção, como o cinema, o rádio ou a televisão.
Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum”
sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu te-
nha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de
quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão clara-
mente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos
técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.
O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa;
mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade es-
crever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos
da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível ex-
traordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.
(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary.
Lisboa: Editorial Presença, 1973.)

192. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade: Ar-

quivologia) Ao introduzir um livro no qual estudará o efeito das publicações de massa

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sobre a cultura das classes populares, o autor preocupa-se, inicialmente, com

a) a complexidade do tema, cuja importância pode até mesmo ser menosprezada

por algum leitor preconceituoso, algum “leigo inteligente”.

b) a complexidade da linguagem a utilizar, uma vez que buscará evitar tanto uma

terminologia técnica como expressões excessivamente simplificadoras.

c) as controvérsias envolvidas na discussão do tema, divididas entre referendar ou

negar o fenômeno de uma cultura de massa que seja autêntica.

d) as controvérsias decorrentes de uma posição política extremada, pela qual se

nega qualquer influência entre diferentes áreas da cultura.

e) as polêmicas que levantará, entre leitores leigos, uma linguagem fatalmente

limitada pelo apuro de uma terminologia técnica.

193. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:

Arquivologia) Considerando-se o contexto, deve-se entender que

a) os dois casos de emprego das aspas (2º parágrafo) justificam-se pelo fato de

buscar o autor a criação de um efeito de sentido altamente irônico.

b) o segmento resultados muito semelhantes (1º parágrafo) deixa ver que o autor

está se referindo a pesquisas que ele já realizou, com conclusões taxativas.

c) o segmento tão claramente quanto o permitiu (2º parágrafo) ressalta a fatali-

dade de escrever um livro para leigos numa linguagem inevitavelmente imprópria.

d) a frase e a popularização uma tarefa perigosa (3º parágrafo) faz subentender a

forma verbal é da frase anterior.

e) o pronome sublinhado no segmento continuar a tentá-lo (3º parágrafo) faz re-

ferência a “leigo inteligente”, no início do período.

194. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:

Arquivologia) Ao optar precisamente pelo nível de linguagem que adotou em seu

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livro, o autor manifesta a esperança de que


a) a supressão de qualquer terminologia técnica faça com que seu tema fique mais
preciso para os responsáveis pelas publicações de massa.
b) o “leitor comum” ou mesmo o “leigo inteligente” sejam capazes de compreender
o rigor com que os termos técnicos foram multiplicadamente empregados.
c) o uso incontornável de esporádicos termos especializados acabe por fazê-los
compreensíveis e proveitosos para o leitor comum.
d) a adesão a uma terminologia altamente técnica redunde em algum benefício
para os leitores mais afeitos às questões a serem analisadas.
e) a profundidade de sua análise sociológica compense o esforço que o leitor ha-
verá de fazer para absorver toda a terminologia técnica.

195. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:


Arquivologia) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a
concordar com o elemento sublinhado na frase:
a) As modificações da cultura popular (constituir) o centro d a preocupação desse
livro de Richard Hoggart.
b) O autor do livro deseja que a linguagem de seus estudos (propiciar) aos seus
leitores revelações sobre a cultura das classes populares.
c) A popularização preocupa o autor porque muitos estudos se tornam simplórios

devido à simplificação excessiva a que se (submeter).


d) O pesquisador acredita que um dos mais negativos aspectos da nossa civiliza-
ção está no abismo que (permear) as linguagens.
e) Quem estuda os diferentes níveis de manifestações culturais propõe-se a reco-
nhecer os distintos valores com os quais se (instituir) uma cultura complexa.

196. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:


Arquivologia) Há construção na voz passiva e adequada correlação entre os tempos

verbais na frase:

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a) Resultados muito semelhantes ao dessa pesquisa seriam encontrados caso o

foco de análise incidisse sobre outros meios de comunicação.

b) Essa pesquisa teria chegado a resultados semelhantes desde que o foco não

deixe de incidir sobre a linguagem dos outros meios de comunicação.

c) Dispondo-se a vir fazer uma boa análise de outras formas de comunicação, o

pesquisador terá encontrado resultados semelhantes.

d) Quando outras análises incidirem sobre outros meios de comunicação, seria

possível chegar a resultados não muito diferentes destes.

e) Por haver-se dedicado sobretudo ao estudo da linguagem da imprensa, o de

outros meios de comunicação não foi conclusivo.

197. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:

Arquivologia) Está clara, coesa e correta a redação deste livre comentário sobre o

texto:

a) Ser contra a linguagem excessivamente técnica é uma preocupação desse pes-

quisador, uma vez que lhe prefere a linguagem mais fluente da fala comum.

b) O autor considera haver um fosso entre a linguagem especialista e a comum,

conquanto não confundam-se quando se busca especificá-las.

c) O fato de haver a linguagem dos peritos e a linguagem dos leigos acabam por

produzir um atrito de competências e interferindo nas conclusões das pesquisas.

d) Não há razão para se adotar uma linguagem excessivamente técnica, se o inte-

resse maior de uma pesquisa for o de atingir os leigos nela interessados.

e) O fato de se empregar termos abusivamente especializados implica em afastar

de uma pesquisa aqueles que, por outro lado, lhe pudessem melhor aproveitar.

198. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Administrativo – Especia-

lidade: Biblioteconomia) Considere os dados abaixo.

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O resumo está de acordo com práticas e normas de apresentação no que se refere a

a) indicar a categoria do tratamento.

b) usar o verbo na voz ativa.

c) apresentar palavras-chave.

d) ressaltar objetivo, método e resultados.

e) evitar contrações.

As questões de números 199 a 201 referem-se ao texto seguinte.

Dialeto do Planalto

Brasília é recente – foi fundada há menos de 60 anos –, mas, com contribuições

de várias partes do país, formou a própria identidade. Descubra expressões típicas

de lá que ajudam a revelar o jeito de ser do povo da capital federal.

Ele é muito aguado.

Refere-se a alguém que chora por qualquer coisa e de forma fingida - ou seja,

um manteiga-derretida especializado em lágrimas de crocodilo.

Nunca vi garçom tão apagado!

É assim que os brasilienses se referem a alguém lento, lerdo. “Apagar” também

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pode ser sinônimo de assassinar.

Só pode ser agá.

“Agá”, em Brasília, é piada. E por lá corre o seguinte “agá”: não é à toa que o

prédio do Congresso Nacional tem o formato dessa letra...

Eu vou de camelo.

Famoso por fazer parte da letra da música Eduardo e Mônica, da Legião Urbana,

o termo “camelo” denota bicicleta.

Quando ela chegou, dei de cabrito.

Sabe-se lá por que o filhote da cabra ganhou essa fama no Distrito Federal: “dar

de cabrito” é sair de fininho, à francesa.

(Adaptado de: IACONIS, Heloísa. Todos. São Paulo: Mol, Fevereiro/março, p. 37)

199. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) A alternativa que

apresenta alterações em fragmento do texto, mantendo a correção e o sentido ori-

ginais, é

a) As palavras referem-se a pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma fin-

gida – ou seja, uns manteigas-derretidas especializados em lágrimas de crocodilo.

b) As palavras referem-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma

fingida – ou seja, manteigas-derretida especializados em lágrimas de crocodilo.

c) As palavras refere-se à pessoas que chora por quaisquer coisas e de forma fin-

gida – ou seja, uns manteigas-derretidas especializadas em lágrimas de crocodilo.

d) As palavras refere-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma

fingida – ou seja, uns manteiga-derretidas especializados em lágrimas de crocodilo.

e) As palavras referem-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de formas fin-

gidas – ou seja, umas manteigas- derretidas especializados em lágrimas de crocodilo.

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200. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Comentário correto

está expresso em:

a) Em não é à toa, a expressão destacada introduz circunstância de modo, tal

como o que se verifica em “Eram uns trocados à toa”.

b) Em Refere-se a alguém que chora, o elemento destacado tem a função de su-

jeito do verbo “chorar”.

c) Em sabe-se lá, o elemento destacado traz circunstância de lugar e retoma, im-

plicitamente, o termo Brasília, tal como neste outro trecho do texto: E por lá, corre

o seguinte agá [...].

d) Considerada a estrutura do fragmento, é correta a seguinte equivalência: espe-

cializado em lágrimas de crocodilo / “que se especializa em lágrimas de crocodilo”.

e) Em Quando ela chegou, dei de cabrito, o segmento destacado pode ser subs-

tituído, sem prejuízo do sentido, da clareza e da correção, por “Ela chegando, dei de

cabrito”.

201. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) A alternativa em

que os elementos destacados pertencem à mesma classe de palavras é:

a) muito aguado / de forma fingida.

b) tão apagado / alguém lento.

c) Eu vou de camelo / ou seja.

d) qualquer coisa / Famoso por fazer parte.

e) um manteiga-derretida /lá corre o seguinte “agá”.

A questão de número 202 refere-se ao texto seguinte.

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Como eu era protestante, não pulei Carnaval durante a minha infância, nas

décadas de 1950 e 1960. No entanto, eu e meu pai cantávamos muitas das mar-

chinhas que ouvíamos no rádio, numa época em que a TV ainda não existia. Uma

de que eu gosto muito diz assim: “Iaiá, cadê o jarro? O jarro que eu plantei a flor.

Eu vou te contar um caso: eu quebrei o jarro e matei a flor”. Hoje já não há mar-

chinhas tão interessantes, quase não sinto beleza nelas. Mas gosto muito dos sam-

bas-enredo, verdadeiras epopeias.”

(Adaptado de: ROSA, Yêda Stela. 70 anos, de São Luiz. A-lá-lá- ô, ô, ô, ô, ô. Todos. São Paulo:
Mol, Fevereiro/Março, p. 22)

202. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Quanto ao empre-

go das formas verbais destacadas, está correta a seguinte observação:

a) eu quebrei o jarro e matei a flor: descrevem eventos de longa duração, desa-

celerando a narrativa.

b) O jarro que eu plantei a flor: pela correlação com os outros eventos, deveria

ser substituído por “teria plantado”.

c) ouvíamos é forma que sinaliza a reiteração incessante da ação de ouvir.

d) Como eu era protestante, não pulei Carnaval durante a minha infância: consider-

-se um intervalo de duração mais longa, no qual se destaca um evento mais pontual.

e) Eu vou te contar um caso: tem-se futuro estabelecido em relação ao evento

descrito em “plantar”, isto é, em relação ao passado.

Atenção: As questões de números 203 e 204 referem-se ao texto seguinte.

No dia 8 de fevereiro de 1600, depois de quase oito anos de detenção, Giordano

Bruno foi conduzido à residência do cardeal Mandruzzo para ouvir, na presença de

oito cardeais inquisidores e de algumas testemunhas ligadas à Igreja, além de uma

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multidão de curiosos, a sentença que o declarava herético impenitente e obstinado.

De acordo com as regras do Santo Ofício, depois da condenação ele foi entregue

ao governador de Roma para ser punido. Bruno não tinha a menor ilusão quanto

ao significado da sentença que fora proferida, mas, ainda assim, diante de todos

afirmou confiante aos cardeais, como relata uma testemunha ocular do ocorrido:

“Tendes mais medo ao proferir a sentença do que eu que a recebo”. Dias depois

– 17 de fevereiro –, ele foi queimado vivo no Campo Dei Fiori, lugar tradicional de

suplício das vítimas da Inquisição em Roma. Nesse mesmo largo, uma estátua de

bronze domina hoje a área central, como se o desafio lançado naquele dia frio do

inverno romano continuasse a se dirigir aos que acreditavam triunfar ao condenar

à morte uma das mentes mais férteis e criativas da Renascença.

Obs.:

Giordano Bruno (1548-1600): teólogo, filósofo, escritor e religioso italiano.

impenitente: que não demonstra arrependimento.

(Adaptado de: BIGNOTTO, Newton. Intolerância religiosa e a morte de um intelectual. In:

O silêncio dos intelectuais. Org. Adauto Novaes. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 247)

203. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Bruno não tinha

a menor ilusão quanto ao significado da sentença que fora proferida, mas, ainda

assim, [...] afirmou confiante [...]: “Tendes mais medo ao proferir a sentença do

que eu que a recebo”. Propõe-se outra redação para o segmento acima, iniciada

por Bruno afirmou confiante “Tendes mais medo ao proferir a sentença do

que eu que a recebo”.

Para que o sentido e a correção originais não sejam prejudicados, a ligação entre

essa frase e a destacada deve se dar por meio do seguinte conector:

a) porque.

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b) embora.
c) já que.
d) portanto.
e) desde que

204. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) É correto o seguin-


te comentário:
a) (linha 2) foi conduzido: tem o mesmo valor que “tinha sido conduzido”.
b) (linha 6) para ser punido: pode ser substituído por “para que pudesse ser puni-
do”, sem prejuízo da correção e do sentido originais.
c) (linha 7) fora proferida: indica fato que se dá em simultaneidade com o exposto
em Bruno não tinha a menor ilusão quanto ao significado da sentença.
d) (linha 9) ao proferir a sentença: exprime ideia de “condição”.
e) (linha 13) ao condenar, tem valor temporal.

Atenção: A questão de número 205 refere-se ao texto seguinte.

Quando a notícia chegou, pegou de surpresa. Dias antes tinham sabido que o
contêiner com as coisas do circo ia chegar no tempo certo, que dava pra montar
logo o picadeiro e começar a função. Foi difícil o gerente dizer à trupe que tinham
de adiar a estreia.
O que se ouvia era coisa assim: “Caramba”, “Tragédia”; “Não dá nem pra pen-
sar”; “Que que a garotada vai falar?”. Diferente só mesmo o mal-humorado ades-
trador de cães: “Não tô nem aí, quando chegar, chegou”. Depois, a angústia tomou
conta. O palhaço andava pra lá e pra cá. Até que ele, sempre o fiel da balança,
anunciou com alarde: “Os artistas já estão aqui! Vai ter espetáculo, sim. Mãos à
obra”. Ninguém sabia se acreditava ou não, mas se apresentavam como bons sol-
dados à ordem do comandante.

(Pietro Paulo Siqueira, inédito)

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205. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) É INCORRETA a se-

guinte observação:

a) No parágrafo 1, a sequência dos períodos dá-se por meio de um marcador tem-

poral (Dias antes) e, depois, na falta de conector explícito, marcada pelo ponto

final, por meio de conector que o leitor atribui com base no contexto (“Por isso”).

b) A palavra “coisa”, de uso coloquial, é empregada em tantas acepções, que não

permite delimitação plena de seus possíveis significados, motivo pelo qual pode ser

denominada “palavra-ônibus”, que acolhe muitos deles.

c) As formas verbais ia e dava exemplificam o emprego do pretérito imperfeito do

indicativo em lugar do futuro do pretérito.

d) Na última linha, a conjunção “ou” exprime possibilidades que se excluem.

e) É marca do uso informal da linguagem o emprego das palavras contêiner, Ca-

ramba e Tragédia.

Atenção: Para responder às questões de 206 a 212, considere o texto abaixo.

Um filme publicitário traz um ator interpretando um boçal no pavilhão de uma

Bienal. O almofadinha, vestindo pulôver escuro com gola rolê, cita autores como

Nietzsche e Méliès, entre outros, para compor um discurso afetado e vazio por meio

do qual definia uma suposta obra de arte. É o velho clichê do crítico intelectual.

Vi a propaganda no mesmo dia em que a Câmara Brasileira do Livro e a Ama-

zon anunciaram uma nova categoria do prêmio Jabuti: a dos melhores romances,

contos, crônicas e poesia, na opinião dos leitores.

O prêmio da Escolha do Leitor foi anunciado em tom de inovação democrática. O

mesmo argumento tem sustentado algumas das estratégias de mercado draconia-

nas de grandes corporações de internet. Afinal, dá-se voz ao leitor, que agora pode

pôr em xeque decisões arbitrárias de um punhado de críticos que não representam

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a opinião da maioria.

Nesse sentido, a Escolha do Leitor menos inova do que aperfeiçoa uma tendên-

cia que já coroava as edições anteriores do prêmio: o Livro do Ano. Escolhido pelos

livreiros, ele contempla os títulos com mais chances de corresponder às expectati-

vas do mercado, muitas vezes contrariando os resultados das categorias literárias.

A principal ressalva à inovação democrática do Jabuti, entretanto, é que já

existe um prêmio do leitor. Ele se chama lista dos mais vendidos e é outorgado no

mundo inteiro. É claro que há diferenças. A favor da nova categoria, deve-se dizer

que o leitor elegerá títulos apenas entre os finalistas. Ou seja, pela via do meio, o

novo prêmio atenderia ao mercado sem exonerar a crítica.

Mas, então, por que prêmios literários prestigiados mundo afora ignoram a

opinião da maioria? A resposta é simples. A despeito de seus eventuais equívocos

(e não são poucos), os prêmios literários não foram criados para corresponder a

critérios objetivos de mercado.

Os prêmios literários são asserções (com frequência, inerciais; às vezes, justas

e corajosas e a coragem não costuma ser fruto do consenso) sobre o que um grupo

de pessoas, selecionadas por motivos nem sempre claros ou acertados, acredita

que deve ser defendido em termos de subjetividade e exceção.

Ao atribuir o prêmio de literatura a Bob Dylan, por exemplo, o Nobel tomou uma

decisão idiossincrática, mas que exalta o que há de subjetivo tanto em escrever

como em ler e premiar literatura.

Ao contrário, exceção e subjetividade não fazem parte do vocabulário das gran-

des corporações de internet. É o que torna tanto mais curioso que um dos poucos

prêmios literários brasileiros de prestígio tenha incorporado a lógica pleonástica

dos algoritmos que estruturam a rede (o que mais se lê também é cada vez mais

lido). Não é mais uma perspectiva subjetiva, mas sim uma forma de endossar a

premissa de que não se deve contrariar o gosto do”leitor” (seja ele quem for, de

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preferência uma média que represente muitos).

Hoje, mais do que nunca, soa antipático e antidemocrático pôr em dúvida essa

ideia generalizada de leitor. Mas fazer o indivíduo acreditar que não precisa se es-

forçar para entender o que lhe escapa ou o que o contraria (como propõe a propa-

ganda da Bienal) tem menos a ver com o respeito pela formação de um leitor ou

um espectador autônomo, reflexivo, do que com a sua redução a potencial de lucro

e com o estreitamento correlato de seus horizontes intelectuais e subjetivos.

(Adaptado de: CARVALHO, Bernardo. A, opinião dos leitores e a crítica”. Disponível em: folha.
uol.com.br. Acesso em: 10/3/2018)

206. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

No contexto, traduz-se corretamente o sentido de um segmento em:

a) outorgado no mundo inteiro = apreendido em qualquer lugar

b) estratégias de mercado draconianas = subterfúgios minuciosos do mercado

c) pôr em xeque decisões arbitrárias = contestar decisões sem fundamento lógico

d) a lógica pleonástica dos algoritmos = o método redundante de definição de

critérios

e) um ator interpretando um boçal = um artista fingindo grosseiramente

207. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

Um segmento do texto está corretamente transposto para a voz passiva em:

a) Por que são ignorados em prêmios literários prestigiados mundo afora a opinião

da maioria?
b) Algumas das estratégias de mercado de corporações de internet têm sido sus-
tentadas pelo mesmo argumento.
c) Foi anunciado pela Câmara Brasileira do Livro e pela Amazon uma nova catego-
ria do prêmio Jabuti.

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d) Tem sido contemplados os títulos com mais chances de corresponder às expec-


tativas do mercado.
e) A favor da nova categoria, tem-se que será eleito pelo leitor apenas os títulos
que ficarem entre os finalistas.

208. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)


Vi a propaganda no mesmo dia em que a Câmara Brasileira do Livro e a Amazon
anunciaram uma nova categoria do prêmio Jabuti... (2º parágrafo)

No contexto, possui a mesma função sintática que o elemento sublinhado acima o

que está também sublinhado em:


a) Ou seja, pela via do meio, o novo prêmio atenderia ao mercado...
b) Os prêmios literários são asserções...
c) exceção e subjetividade não fazem parte do vocabulário...
d) É claro que há diferenças.
e) Um filme publicitário traz um ator interpretando um boçal...

209. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

Está correta a redação do seguinte comentário:

a) A formação de um leitor e de um espectador autônomo e reflexivo envolvem

esforço e dedicação para compreender aquilo que não conhecem ou que sentem-se

inclinados a rejeitar à primeira vista.

b) Construindo com humor, a imagem clichê do crítico de arte, uma propaganda recorreu

ao personagem cujo discurso afetado tratava-se de analisar uma suposta obra de arte.

c) É grande a probabilidade de que as listas dos livros mais vendidos que se divul-

ga no mundo todo influenciem na opinião dos leitores, criando-se desse modo uma

espécie de consenso a cerca de uma obra.

d) Grande parte das estratégias de mercado usadas por grandes corporações da

internet apoiam-se no discurso que enaltece a inovação democrática.

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e) Com o intuito de dar voz ao leitor, que desse modo pode levantar dúvida à res-

peito das opiniões muitas vezes incompreensíveis de alguns críticos, dos quais não

representam a opinião da maioria.

210. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)


Está correta a pontuação do seguinte segmento adaptado do texto:
a) Mais do que nunca, atualmente, pôr em dúvida, essa ideia generalizada de lei-

tor, soa antipático e antidemocrático.


b) É curioso que, um dos poucos prêmios literários brasileiros de prestígio tenha
incorporado a lógica pleonástica dos algoritmos que estruturam a rede: o que mais
se lê também é cada vez mais lido.
c) Vi a propaganda, no mesmo dia, em que se anunciou a nova categoria do prêmio

Jabuti; dos melhores romances, contos, crônicas e poesia - na opinião dos leitores.

d) Os prêmios literários não foram criados, para corresponder a critérios objetivos

de mercado: a despeito de seus eventuais equívocos, que não são poucos.

e) Fazer o indivíduo acreditar que não precisa se esforçar para entender o que lhe

escapa, como propõe a propaganda da Bienal, tem a ver com o estreitamento de

seus horizontes intelectuais.

211. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

uma tendência que já coroava as edições anteriores do prêmio (4º parágrafo)

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo do que se encontra acima está su-

blinhado em:

a) por meio do qual definia uma suposta obra de arte

b) o novo prêmio atenderia ao mercado

c) ou o que o contraria

d) o leitor elegerá títulos apenas entre os finalistas

e) ele contempla os títulos com mais chances

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212. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

A principal ressalva à inovação democrática do Jabuti, entretanto, é que já exis-

te um prêmio do leitor. (5º parágrafo)

Mantendo-se a correção e o sentido, sem que nenhuma outra modificação seja feita

na frase, o elemento sublinhado acima pode ser substituído por:

a) embora

b) conquanto

c) todavia

d) porquanto

e) assim

213. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

Embora controverso, na maioria dos festivais de cinema, é conferido o prêmio do

público. Enquanto alguns enaltecem o prêmio do público, há aqueles que conside-

ram o prêmio do público pouco representativo da qualidade de um filme; outros,

ainda, interpretam o prêmio do público como mera estratégia mercadológica.

Os elementos sublinhados acima podem ser substituídos, respectivamente, por:

a) lhe enaltecem – consideram-no – o interpretam

b) enaltecem-no – o consideram – interpretam-no

c) enaltecem-no – lhe consideram – lhe interpretam

d) o enaltecem – consideram-lhe – interpretam-lhe

e) enaltecem-lhe – consideram-no – interpretam-lhe

Atenção: Para responder às questões de números 214 a 219, considere o texto

abaixo.

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[Gestos e palavras]

Uma vez eu estava em Londres numa sala comum da classe média inglesa: a

lareira acesa, todo mundo com sua taça de chá, a família imersa naquela natura-

lidade (chega a parecer representação) com que os ingleses aceitam a vida. Os

ingleses, diz o poeta Pessoa, nasceram para existir!

A certa altura um garoto de uns dez anos começou a contar uma história de

rua, animou-se e começou a gesticular. Só comecei a perceber o que se passava

quando notei que aquele doce sorriso mecânico, estampado em cada rosto de todas

as pessoas da família, sumiu de repente, como se uma queda de voltagem interior

houvesse afetado o sorriso coletivo. Olhos de avó, mãe, tias e tios concentraram-se

em silêncio sobre o menino que continuava a narrativa com uma inocência maravi-

lhosa. Diante disso, uma das senhoras falou para ele com uma voz sem inflexões:

“Desde quando a gente precisa usar as mãos para conversar?”

Vi deliciado o garoto recolher as mãos e se esforçar para transmitir o seu conto

com o auxílio exclusivo das palavras. O sorriso de todos iluminou de novo a sala: a

educação britânica estava salva.

Imaginemos um garoto italiano de dez anos que fosse coarctado* pela família

em seus gestos meridionais. Seria uma crueldade, uma afetação pedagógica, uma

amputação social. Daí cheguei à conclusão óbvia: os ingleses educam os filhos para

que eles venham a ser ingleses, os italianos, para que venham a ser italianos.

*Coarctar: reduzir-se a limites mais estritos; restringir, estreitar

(CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo:


Companhia das Letras, 2013, p. 209-210)

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214. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) De sua ex-

periência em Londres, relatada no texto, o autor reteve sobretudo a impressão

a) do desajuste entre a vivacidade de uma fala e uma tradição cultural em que os

modos de expressão já estão convencionados.

b) da contraposição entre o comportamento padronizado da família inglesa e o

sentido da fala da senhora que se dirigiu ao menino.

c) do contraste entre a iniciativa do menino inglês e do que se costuma esperar

nas iniciativas de meninos de outras nações.

d) da irrelevância que as palavras espontâneas de um menino podem adquirir num

meio social em que se valorizam outros códigos.

e) da indiferença com que adultos de hábitos já cristalizados respondem ao discur-

so natural e vivo de um menino loquaz.

215. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Com base

no segmento textual indicado, o autor destaca


a) o relativismo dos valores nacionais, em a educação britânica estava salva.
b) a superioridade da cultura meridional, em Imaginemos um garoto italiano.
c) o papel formador da escola tradicional, em uma afetação pedagógica.
d) a insurgência do menino, em Vi deliciado o garoto recolher as mãos.
e) o consenso das reações da família, em afetado o sorriso coletivo.

216. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Conside-


rando-se o tipo de texto explorado pelo autor, verifica-se que ele é predominante-
mente narrativo, pela insistente presença de segmentos como
a) A certa altura um garoto de uns dez anos começou a contar uma história, em-
bora ao final do texto a expressão a conclusão óbvia anuncie um segmento argu-
mentativo.
b) aquele doce sorriso mecânico, conquanto haja alguma presença de discurso

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dissertativo, como em Vi deliciado o garoto recolher as mãos.


c) os ingleses educam os filhos para que eles venham a ser ingleses, ao lado de
algumas expressões descritivas como a educação britânica estava salva.
d) coarctado pela família em seus gestos meridionais, contrastando com o seg-
mento descritivo Imaginemos um garoto italiano.
e) Os ingleses, diz o poeta Pessoa, nasceram para existir, em apoio ao que há de
descritivo na expressão os ingleses aceitam a vida.

217. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) É correta e

coesa a nova redação dada a um segmento do texto em:

a) Conforme disse o poeta Pessoa, segundo o qual é afim de existir que nascem

os ingleses.

b) A naturalidade da qual imergia a família representa o quanto se aceitam a vida

entre os ingleses.

c) Sem usar sequer inflexões, uma das senhoras advertiu de que não se precisam

de mãos numa conversa.

d) O garoto abdicou dos gestos e buscou se valer tão somente de recursos verbais

em sua narração.

e) Aos garotos italianos tornar-se-iam impossíveis gestos evitados em suas falas

tipicamente meridionais.

218. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Ambos os

elementos sublinhados exemplificam uma mesma função sintática em:

a) Vi deliciado o garoto recolher as mãos.

b) Os ingleses, diz o poeta, nasceram para existir.

c) O sorriso de todos iluminou de novo a sala.

d) O menino continuava a narrativa com uma inocência maravilhosa.

e) Aquele doce sorriso mecânico sumiu de repente.

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219. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Observam-

se as normas que regem o emprego dos sinais de crase e de pontuação em:

a) Não há dúvida, de que o autor do texto recorre à estereótipos culturais em sua

narrativa a qual não faltam elementos de humor.

b) Quando se assiste à cenas familiares, marcadas pelo conservadorismo, vê-se

logo, quão divertido é quebrar os protocolos.

c) O que será? – pensou o autor que parecia ter levado às pessoas a calarem-se

diante de uma narrativa tão animada.


d) Não sem propósito, atribui o autor às crianças italianas características de comu-
nicação que não se permitem às inglesas.
e) O garoto inglês advertido pela senhora, desistiu da ênfase dos gestos e passou
aquela que se dá nos limites do discurso verbal.

Atenção: Para responder às questões de números 220 a 223, baseie-se no texto


abaixo.

Necessidade interior

Uma coisa que não podemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem seu
momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la, uma fatal distorção.
Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganiza-
das, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo.
Algo assim me ocorreu de uma maneira muito intensa, em meados de 1960.
Uma vivência sentimental que tive, muito forte, pôs-se de repente a exigir de mim
uma expressão, uma manifestação que fosse além da expressão direta desse senti-
mento mesmo. Senti que tinha algo a dizer, a criar. Foi dessa forma tão elementar
que tudo começou. Foi assim que me fiz escritor.

(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das
Letras, 2010, p. 75)

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220. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) O escritor José Saramago defende nesse texto a ideia

de que

a) as motivações mais importantes da nossa vida são inteiramente acidentais, o

que significa que o acaso pode ser o melhor regente das nossas decisões.

b) a força interior é decisiva, advindo sempre da nossa incansável obstinação em

realizar um objetivo em cujo foco desde o início nos concentramos.

c) os fatos alheios à nossa vontade fazem com que se adie muito a resolução de

problemas que deveriam ser resolvidos pelo recurso imediato da análise racional.

d) a desorganização das nossas ideias impede de vez o amadurecimento das deci-

sões que deveriam nos orientar melhor no rumo de nossa vida.

e) as necessidades vitais podem ser supridas a partir do momento em que, dentro

de nós, amadureça uma força íntima capaz de atendê-las.

221. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) De acordo com o segundo parágrafo do texto, deve-se

entender que o escritor José Saramago

a) encontrou na literatura uma forma de encarar e traduzir as intensas experiên-

cias emocionais.

b) valeu-se de sua vocação para escritor a fim de evitar ser atingido por algum

excesso de pressão sentimental.

c) tornou-se um criador celebrado por ter sabido ficar imune às vivências doloro-

sas que o atormentavam.

d) resolveu exceder os limites da literatura, vivenciando de modo mais direto seus

traumas afetivos.

e) buscou encontrar na literatura um consolo para poder suportar seus delírios

passionais.

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222. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Cada coisa tem seu momento de maturação, e apres-

sá-la significaria debilitá-la... Reescrevendo-se a frase acima iniciando-se por −

Apressar as coisas significa debilitá-las, − o complemento correto e coerente po-

derá ser

a) pois para cada uma delas existe a hora de se tornar madura.

b) em virtude de que contenhem em si mesmas o instante de maturação.

c) desde que lhes sucedam atingir pleno amadurecimento.

d) tanto mais quanto se precise de que atinjam certa madureza.

e) uma vez que às quais cabe esperar amadurecerem.

223. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) No segmento textual Foi assim que me fiz escritor,

a) o verbo ir está flexionado numa forma do pretérito.

b) o sujeito de fazer está oculto.

c) as duas formas verbais têm o mesmo sujeito.

d) escritor é sujeito de uma forma verbal passiva.

e) a expressão assim que tem sentido temporal.

Leia com atenção o texto seguinte para responder às questões de números 224 a

229. Trata-se de uma apresentação que faz o escritor José Castello a um livro que

escreveu em homenagem ao cronista Rubem Braga.

Uma entrevista sincera

Quando morreu Rubem Braga, nosso maior cronista, a parte mais importante de

sua vida sobreviveu guardada nas mais de 15 mil crônicas que ele escreveu em 62

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anos de atividade jornalística. Tomei então uma decisão: resolvi usar as crônicas

como se fossem uma longa e sincera entrevista que Braga tivesse me concedido

antes de morrer. A maior parte dos relatos deste livro não tem a pretensão de ser

uma reconstituição fiel dos fatos, mas apenas sua evocação.

A maioria absoluta das descrições e dos diálogos deve ser lida, apenas, como

uma recriação. A crônica foi, para ele, um gênero eminentemente confessional, e

os fatos, nada mais do que os fatos, sua matéria-prima. Mas, ao ler seus escritos,

logo se percebe que essas toneladas de acontecimentos estão cimentadas pela for-

ça do lirismo e de vasta imaginação, ou simplesmente desmoronariam. Em outras

palavras: sem a capacidade de sonhar, os fatos não subsistem e se tornam pó. Só

a mentira bem dita é capaz de moldar a verdade perdida.

Este livro não pretende ser uma biografia clássica de Rubem Braga, mas apenas

um retrato minimalista de um dos maiores escritores que o Brasil já teve, que nos

ensinou que vidas não são feitas apenas de fatos, mas sobretudo do modo como

os torneamos. Não basta viver, é preciso dar sentido ao viver, ou tudo se evapora.

(CASTELLO, José. Na cobertura de Rubem Braga. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996, p.9-10)

224. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Nesse texto de apre-

sentação de seu livro, José Castello caracteriza o cronista Rubem Braga como um
escritor para quem
a) a fidedignidade aos fatos vividos deve ser a preocupação maior de quem escre-
ve sobre as próprias experiências.
b) a capacidade de sonhar deve restringir-se ao mundo da imaginação, sem con-
tato com as vivências da realidade.
c) os acontecimentos ganham sentido e interesse na medida em que sejam traba-
lhados pela força da imaginação.

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d) os fatos dignos de representação literária são aqueles que marcam nossa vida
por sua excepcionalidade.
e) as crônicas devem burilar a imaginação de modo a fazer o leitor se dar conta de
que tudo é mero produto da fantasia.

225. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) No contexto, a frase


sem a capacidade de sonhar, os fatos não subsistem e se tornam pó deve ser en-

tendida em apoio à iniciativa de José Castello de escrever um livro de modo a

a) tomar as crônicas de Rubem Braga como matéria para uma entrevista que só

ocorreu na imaginação do autor.

b) considerar as crônicas de Rubem Braga como modelos para escrever outras crô-

nicas, igualmente poéticas e talentosas.

c) inventar acontecimentos que ganham importância ao serem referidos à vida

pessoal de Rubem Braga.

d) criar um conjunto de crônicas que, pelos temas e estilo, pudessem ser atribuí-

das a Rubem Braga.

e) refazer uma biografia de Rubem Braga, voltando-se para a imaginação e igno-

rando os fatos realmente vividos pelo cronista.

226. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Uma nova, clara e

correta redação da frase A crônica foi, para ele, um gênero eminentemente confes-

sional, e os fatos (...), sua matéria-prima poderá ser:

a) Para ele, por constituir um gênero com a iminência da confissão, a crônica en-

controu nos fatos sua matéria-prima.

b) A sua matéria-prima foram os fatos, mas valeu-se da crônica como um gênero

sobretudo apropriado às confissões.

c) Sendo um gênero próprio para as confissões, suas crônicas foram apoiadas na

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matéria-prima dos próprios fatos.


d) O confessionalismo das crônicas, que adotou como gênero, as quais eram mar-
cadas pelos fatos como base de sua matéria-prima.
e) A matéria-prima dos fatos constituía-se no gênero de suas crônicas, onde estas
eram caracterizadas pelo teor confessional.

227. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) As normas de concor-


dância verbal estão plenamente observadas na frase:
a) Nunca ocorreram aos grandes cronistas, em seus textos, basearem-se tão so-
mente nas experiências de fato vividas por eles.
b) Devem haver mentiras montadas de forma tão convincente e elegante que são
possíveis de soarem como se fossem verdades.
c) Deve-se a um bom biógrafo as elucidações que cabem para se associarem uma
obra aos acontecimentos de uma vida.
d) Não é de se esperar que provenham de um cronista de jornal, de um discreto
Rubem Braga, confissões como as que dele emergiam.
e) A nenhum dos leitores de Rubem Braga conviriam julgar que a imaginação dos
fatos pode ser mais forte do que a sua verdade imediata.

228. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) São exemplos de uma


mesma função sintática os elementos sublinhados no segmento:
a) Sua vida sobreviveu guardada nas mais de 15 mil crônicas.
b) Resolvi usar as crônicas como se fossem uma longa entrevista que Braga tives-
se me concedido.
c) Grande parte dos relatos do livro não tem a pretensão de ser uma reconstituição
fiel dos fatos.
d) Toneladas de acontecimentos estão cimentadas pela força do lirismo.

e) A vida não basta, é preciso dar sentido ao viver, ou tudo se evapora.

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229. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária)

Não basta viver, é preciso dar sentido ao viver, ou tudo se evapora.

Uma nova, coerente e correta redação da frase acima, se iniciada pelo segmento

Tudo se evapora..., deverá complementar-se com:

a) conquanto não baste viver para dar-lhe sentido.

b) no caso de apenas vivermos, sem a isso dar sentido.

c) se não vivermos apenas, para lhe dar sentido.

d) desde que não baste viver, ao ser preciso ter sentido.

e) quando basta o que se vive, tendo com isso um sentido.

Leia o texto abaixo para responder às questões de números 230 a 242.

A retórica de que se trata aqui é essa metalinguagem (cuja linguagem-objeto

foi o “discurso”) que reinou no Ocidente do século V a.C. até o século XIX d.C. Esse

discurso sobre o discurso comportou várias práticas, presentes, simultânea ou su-

cessivamente, segundo as épocas, na “Retórica”, entre elas:

1. uma técnica, isto é, uma “arte”, no sentido clássico da palavra – arte da

persuasão, conjunto de preceitos cuja aplicação permite convencer o ouvinte do

discurso (e mais tarde, o leitor da obra), mesmo quando aquilo de que se deve

persuadi-lo seja “falso”;

2. um ensinamento – de início transmitida por vias pessoais, inseriu-se rapida-

mente em instituições de ensino;

3. uma ciência, ou, em todo caso, uma protociência − um campo de observação

autônomo delimitando certos fenômenos, a saber, os “efeitos” de linguagem;

4. uma moral – sendo um sistema de “regras”, a retórica está penetrada da

ambiguidade da palavra: é ao mesmo tempo um manual de receitas, animadas por

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uma finalidade prática, e um Código, um corpo de prescrições morais, cuja função


é vigiar (isto é, permitir e limitar) os “desvios” da linguagem passional;
5. uma prática social – a Retórica é essa técnica privilegiada (pois que é preciso
pagar para adquiri-la) que permite à classe dirigente garantir para si a proprieda-
de da palavra. Sendo a linguagem um poder, decidiu-se das regras seletivas de
acesso a esse poder, constituindo-o em pseudociência, fechada para “aqueles que
não sabem falar”, tributária de uma iniciação dispendiosa (nascida há 2500 anos
de processo de propriedade, a retórica se esgota e morre na classe de “retórica”,
consagração iniciática da cultura burguesa).
A Retórica (como metalinguagem) nasceu do processo de propriedade. Por volta
de 485 a. C., dois tiranos sicilianos, Géron e Hiéron, operaram deportações, trans-
ferências de população e expropriações, para povoar Siracusa e distribuir lotes
aos mercenários; quando foram derrubados por um levante democrático e se quis
voltar ao ante qua, houve inumeráveis processos, pois os direitos de propriedade
estavam obscurecidos. Esses processos eram de um tipo novo e mobilizavam gran-
des júris populares, diante dos quais, para convencer, era preciso ser “eloquente”.
Essa eloquência, participando ao mesmo tempo da democracia e da demagogia,
do judicial e do político (o que se chamou depois de deliberativo), constituiu-se
rapidamente em objeto de ensino. Os primeiros professores dessa nova disciplina
foram Empédocles de Agrigento, Córax, aluno seu de Siracusa (o primeiro a cobrar
pelas aulas), e Tísias. Esse ensino passou com igual rapidez para a Ática (depois
das guerras médicas), graças às contestações dos comerciantes, que moviam pro-
cessos conjuntamente em Siracusa e em Atenas: a retórica já é, em parte, atenien-
se desde meados do século V.
Córax coloca já as cinco grandes partes da oratio, que formarão durante sécu-
los o “plano” do discurso oratório: 1. exórdio; 2. narração (relação dos fatos); 3.
argumentação ou prova; 4. digressão; 5. epílogo. É fácil verificar que, ao passar do
discurso judicial para a dissertação escolar, esse plano conservou a sua organiza-
ção principal: uma introdução, um corpo demonstrativo, uma conclusão.

(Adaptado de: BARTHES, Roland. “A Antiga Retórica”, A Aventura Semiológica, Lisboa,


Edições 70, 1987)

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230. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Em con-

sonância com o texto e com os fundamentos da retórica, pode-se afirmar:

a) Da Antiguidade, com Demóstenes ou Cícero, até chegar às redações escolares,

é preciso acrescentar também outra modalidade de discursos retóricos, os sermões

eclesiásticos, embora neles a persuasão e a credibilidade não tivessem importân-

cia, visto que a fé constituia um dado inexorável.

b) O convencimento era preocupação secundária para a retórica, uma vez que os

tribunais de júri na Antiguidade impor tavam-se sobretudo com a eloquência dos

discursos.

c) A retórica, que se origina nas disputas por poder político, tem início em Atenas,

a partir de um desmembramento da filosofia, já que esta se dedicava ao pensa-

mento abstrato, enquanto a arte da eloquência tinha por base a utilidade.

d) A verdade por si só, a que se dedicava a filosofia, não era necessariamente per-

suasiva; este atributo cabia de modo mais apropriado à arte retórica, cujos discur-

sos procuravam obter eficácia através da verossimilhança.

e) O texto, esclarecendo um caminho de decadência da retórica até os dias de

hoje, culmina com um paralelo com a estrutura da dissertação escolar, que mantém

a mesma organização, embora sem utilidade prática.

231. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Sendo

a linguagem um poder, decidiu-se das regras seletivas de acesso a esse poder,

constituindo-o em pseudociência, fechada para “aqueles que não sabem falar”, tri-

butária de uma iniciação dispendiosa... (item 5)

Mantendo a correção e, em linhas gerais, o sentido do texto, os elementos subli-

nhados podem ser corretamente substituídos por:

a) Uma vez que era − de forma que fosse constituído

b) Para que fosse − posto que se constituísse

c) Conquanto fosse − a fim de que o constituíssem

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d) Como fosse − para que se constituísse

e) Quando era − de modo que o constituísse

232. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar)

... houve inumeráveis processos, pois os direitos de propriedade estavam obscure-

cidos. Esses processos eram de um tipo novo. (2º parágrafo)

Uma nova redação para o segmento acima, coesa e articulada por meio de subor-

dinação, sem prejuízo da clareza e do sentido, encontra-se em:

a) Houve inumeráveis processos, em que eram de um tipo novo, já que os direitos

de propriedade estavam obscurecidos.

b) Houve inumeráveis processos, pois os direitos de propriedade, que estavam

obscurecidos, eram de um tipo novo.

c) Como estivessem obscurecidos os direitos de propriedade, houve inumeráveis

processos, que eram de um tipo novo.

d) Estando obscurecidos os direitos de propriedade e havendo inumeráveis proces-

sos, que eram de um tipo novo.

e) Houve inumeráveis processos que eram de um tipo novo, haja vista os direitos

de propriedade estavam obscurecidos.

233. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) As afir-

mações abaixo dizem respeito a características sintáticas do texto.

I – Se comparado ao emprego de orações distendidas, o uso de orações reduzi-

das de gerúndio, como em sendo um sistema de “regras” (item 4), torna o

sentido das frases mais impreciso, transferindo ao leitor a tarefa de atribuir

o sentido mais adequado.

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II – As orações ligadas por conjunção aditiva “e”, como em Esses processos eram

de um tipo novo e mobilizavam grandes júris populares (2º parágrafo), ao

contrário do período subordinado, têm sua relação de sentido bastante clara,

sem deixar margem a outros sentidos advindos da interpretação do leitor.

III – No segmento: a retórica já é (fim do 3º parágrafo) os dois-pontos inserem

uma conclusão, que pode ser reescrita do seguinte modo: “...em Atenas;

assim, a retórica já é...”

Está correto o que consta em

a) I, II e III.

b) I – e III, apenas.

c) I, apenas.

d) II, apenas.

e) II – e III, apenas.

234. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Substitui-se

corretamente o segmento sublinhado pelo que se encontra entre parênteses em

a) o que se chamou depois de deliberativo (foi chamado)

b) constituiu-se rapidamente em objeto de ensino (alterou)

c) participando ao mesmo tempo da democracia (aderindo)

d) A retórica de que se trata aqui é essa metalinguagem (se estuda)

e) mesmo quando aquilo de que se deve persuadi-lo seja “falso” (analisá-lo)

235. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) As fra-

ses abaixo dizem respeito à pontuação do 2º parágrafo.

I – Em nasceu do processo de propriedade. Por volta de 485 a. C., com as de-

vidas alterações, o ponto final pode ser substituído por dois-pontos, pois o

texto seguinte consiste na explicação do que acaba de ser dito.

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II – A vírgula em se quis voltar ao ante qua, houve inumeráveis processos separa as


duas orações subordinadas, ainda que coordenadas entre si, da oração principal.
III – Transferindo-se o segmento sublinhado em diante dos quais, para convencer,
era preciso ser “eloquente” para o fim da frase, não há necessidade de vírgula.
Está correto o que consta em
a) I, II e III.
b) I – e II, apenas.
c) I – e III, apenas.
d) III, apenas.
e) II, apenas.

236. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Consti-

tui estritamente resumo do texto o que consta em:

a) Com o acirramento das disputas por terra na Antiguidade, importa perceber

como a retórica, surgida no século V a.C., deve ser analisada como uma dinâmica

política com reflexos na estrutura da sociedade contemporânea.

b) A retórica, enquanto conjunto de preceitos e práticas, tem origem na Antiguida-

de, em disputas de poder e propriedade no século V a.C., mantendo-se viva até o

século XIX, com reflexos ainda hoje na estruturação dos textos escolares.

c) O desenvolvimento da retórica, em um arco temporal de mais de vinte séculos,

oferece uma possibilidade de compreensão do desenvolvimento dos mais variados

discursos, de jurídicos e educacionais a literários e religiosos, até o presente.

d) Comprometidos com o ensino da retórica, Empédocles e seu aluno Córax, fundaram

as bases dessa disciplina que, tendo nascido na Antiguidade, nem por isso deixa de

proporcionar ainda hoje o que há de mais interessante nas artes ligadas ao discurso.

e) Comprometidos com o ensino da retórica, Empédocles e seu aluno Córax, fundaram

as bases dessa disciplina que, tendo nascido na Antiguidade, nem por isso deixa de

proporcionar ainda hoje o que há de mais interessante nas artes ligadas ao discurso.

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237. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) A ade-

quada transição de tópico frasal se encontra em:

a) Górgias, para provar a eficácia do discurso, compõe dois discursos sobre Hele-

na, causa da Guerra de Troia, que provam um suas virtudes, o conhecido Elogio de

Helena, e outro seus vícios.

b) Os tratados retóricos latinos eram devedores dos gregos, que traziam os prin-

cípios basilares da disciplina, cujos textos remanescentes mais antigos remontam

aos fragmentos de Górgias.

c) Platão, no Fedro, diálogo que trata da boa e da má retórica, que por seu turno

oferece duas diferentes perspectivas sobre o problema, ainda escreve outros dois

diálogos relacionados diretamente à linguagem, o Sofista e Górgias.

d) A retórica grega concentra-se na êuresis, ou descoberta dos argumentos, e não

na linguagem, ou elocutio, que, por sua vez, relaciona-se ao termo “eloquência”.

e) A eloquência romana tem, como seus teóricos mais representativos, Cícero e

Quintiliano; por seu turno, é um desenvolvimento da retórica grega, sobretudo

quanto ao que Platão teoriza em seus diálogos.

238. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Tendo

vicejado em meio à democracia e à demagogia, a retórica desenvolveu-se como

instrumento para a soberania do povo e para seu direcionamento político; logo,

passa a ser ensinada por professores como Empédocles e Córax. O comentário aci-

ma, que retoma um segmento do texto, caracteriza-se como

a) correta relação entre conceitos, seguida de uma falsa conclusão.

b) falsa analogia entre conceitos, seguida de uma conclusão tautológica.

c) tautologia, seguida de uma conclusão sem nexo causal com o segmento que a

antecede.

d) contradição, seguida de uma conclusão que repete o que foi dito no segmento

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anterior.

e) ênfase retórica inicial que retoma conceitos importantes para a conclusão que

fecha o período.

239. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) O sofis-

ma, enquanto raciocínio carecente de lógica,

a) visa ao convencimento, como o entimema retórico, mas é deliberadamente frau-

dulento, sendo uma de suas espécies mais conhecidas o argumento ad hominem,

que apela para questões relacionadas ao enunciador para desqualificar seu discurso.

b) é semelhante ao entimema retórico, pois também busca persuadir mediante o

uso da linguagem balizado pela ética, fazendo-se necessário quando há incerteza a

respeito dos argumentos do adversário.

c) presta-se sobremaneira a incentivar o debate de ideias, em particular o gênero

nomeado como “petição de princípio”, que faz com que os altercadores tenham de

retornar às bases de sua argumentação.

d) caracteriza-se sobretudo pela eficácia de seu resultado, o convencimento, se-

melhante ao entimema retórico, ao passo que sua relação com a verdade o aproxi-

ma do silogismo filosófico.

e) é facilmente reconhecível, pois, ademais de ser um argumento falso, não se

preocupa com a persuasão, diferentemente do entimema retórico ou mesmo do

silogismo filosófico.

240. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Entre

as definições mais conhecidas, para Aristóteles a retórica é a arte de persuadir,

procurando nos argumentos o que concorra para tal finalidade, ao passo que, para

Quintiliano, já com o nome de eloquência, trata-se da arte de bem falar, compreen-

dendo aí não apenas a eficácia (em comparação à gramática, que é a arte de falar

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corretamente), mas ainda o bem enquanto virtude do orador. Levando em conside-

ração as duas definições acima, um dos recursos que pode ser usado para que se

obtenha um discurso adequado é

a) o elogio daqueles em cujas mãos está a tomada de decisão a respeito da causa

pleiteada, para além da demonstração de idoneidade do caráter de quem discursa.

b) a demonstração de que os argumentos do oponente contradizem suas ações

pretéritas, de modo a garantir sua perda de credibilidade.

c) o uso de lances patéticos de maneira equilibrada durante o discurso, a incre-

mentar sua expressividade, sobretudo quando se carece de argumentos plausíveis.

d) a refutação lógica dos argumentos do oponente, demonstrando-lhe que o que

se pretende é justo e, ademais, vantajoso também para ele.

e) o uso de linguagem elevada, como modo de denotar o conhecimento que emba-

sa o discurso e, por decorrência, a natureza de quem o profere, de modo a agregar

confiança ao que é dito.

241. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Em um

discurso, a linguagem em conjunto com o tema devem concorrer para a finalidade

pretendida. A relação entre esses dois domínios do texto recebe o nome de decoro,

do latim decorum, que significa “adequação”. Foi assim da Antiguidade ao século

XVIII, antes que românticos passassem a atribuir ao estilo do indivíduo uma impor-

tância capital. Desse modo, é correto afirmar:

a) Para a eficácia de um discurso, atualmente, é necessário que se privilegie a

imagem de quem o profere, pois o caráter do orador é condição de eficácia e im-

portante para que se obtenha a confiança da audiência.

b) Ao se discursar, deve-se usar linguagem apropriada ao assunto: se elevado, voca-

bulário e construções sintáticas correspondentes; se baixo, linguagem semelhante, que

reforce e torne mais visível a questão tratada, o que corrobora a finalidade pretendida.

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c) A linguagem de um discurso deve levar em consideração não apenas o assunto,

mas sua audiência, de modo que, por exemplo, se direcionado a pessoas de baixa

escolaridade, adote vocabulário e sintaxe que tornem eficiente a comunicação.

d) Tanto a linguagem como a abordagem de um discurso devem variar de acordo

com a audiência: devem-se adotar argumentos e estilo que corroborem a opinião

do público visado.

e) Independentemente das circunstâncias em que é produzido um discurso, sua

linguagem deve adotar um tom formal e elevado, buscando não apenas enunciar as

questões em pauta, como garantir a admiração e respeito por parte da audiência.

242. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Como

forma de garantir a coesão e a clareza, o período que ilustra o uso adequado de

anafóricos encontra-se em:

a) Cícero tornou-se conhecido como o grande orador da Antiguidade, ao lado de

Demóstenes, que tiveram um fim semelhante: um termina por suicidar-se, outro é

executado, tendo sua cabeça exibida em pleno foro.

b) A retórica, entre os romanos, recebeu duas outras denominações, eloquência e

oratória: aquela, a conferir especial atenção à linguagem (elocutio em latim); esta,

a destacar a noção de discurso (oratio) em sua integralidade.

c) Com o Renascimento, a Antiguidade tem seu valor restabelecido, ainda que a retóri-

ca não venha a servir a uma democracia ou a uma república, como aqui, mas nem por

isso, de caráter religioso, é lá menos vigorosa, como o atestam os discursos de Vieira.

d) Um dos objetivos da retomada do estudo da retórica no século XX é a compre-

ensão de discursos demagógicos, a qual perpassa todo o século; no Brasil, é exem-

plo disto o estudo de Haquira Osakabe sobre o discurso de Getúlio Vargas.

e) Desde que se firma como disciplina e é ensinada nas escolas, a retórica, na An-

tiguidade se caracteriza como tal, servindo de modelo para o desenvolvimento da

mesma no Renascimento.

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243. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar)

O Estado, como realidade política, é o que, além de seus elementos constituti-

vos, população, território e governo, dispõe do monopólio da coerção legal, ou seja,

a capacidade de impor, pela força, se necessário, suas decisões a quantos vivem

em seu território.

(Adaptado de: NOGUEIRA, Octaciano. Estado, Vocabulário da Política. Brasília: Edi-


ções Unilegis de Ciência Política. v. V, 2010, pp. 157-158)

O texto acima remete ao pensamento sobre o Estado de

a) Max Weber.

b) Thomas Hobbes.

c) Jean-Jacques Rousseau.

d) Nicolau Maquiavel.

e) Cardeal Mazarino.

Atenção: Para responder às questões de números 244 a 249, baseie-se no texto abaixo.

Uma palavra sobre cultura e Constituição

Todas as Constituições brasileiras foram lacônicas e genéricas ao tratar das re-


lações entre cultura e Estado. Não creio que se deve propriamente lamentar esse
vazio nos textos da Lei Maior. Ao Estado cumpre realizar uma tarefa social de base

cujo vetor é sempre a melhor distribuição da renda nacional. Na esfera dos bens

simbólicos, esse objetivo se alcança, em primeiro e principal lugar, construindo o

suporte de um sistema educacional sólido conjugado com um programa de apoio à

pesquisa igualmente coeso e contínuo.

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A sociedade brasileira não tem uma “cultura” já determinada. O Brasil é, ao mes-

mo tempo, um povo mestiço, com raízes indígenas, africanas, europeias e asiáticas,

um país onde o ensino médio e universitário tem alcançado, em alguns setores,

níveis internacionais de qualidade e um vasto território cruzado por uma rede de co-

municações de massa portadora de uma indústria cultural cada vez mais presente.

O que se chama, portanto, de “cultura brasileira” nada tem de homogêneo ou de

uniforme. A sua forma complexa e mutante resulta de interpenetrações da cultura

erudita, da cultura popular e da cultura de massas. Se algum valor deve presidir à

ação do Poder Público no trato com a “cultura”, este não será outro que o da liber-

dade e o do respeito pelas manifestações espirituais as mais diversas que se vêm

gestando no cotidiano do nosso povo. Em face dessa corrente de experiências e

de significados tão díspares, a nossa Lei Maior deveria abster-se de propor normas

incisivas, que soariam estranhas, porque exteriores à dialética das “culturas” bra-

sileiras. Ao contrário, um certo grau de indeterminação no estilo de seus artigos e

parágrafos é, aqui, recomendável.

(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Entre a Literatura e a História. São Paulo: Editora 34, 2013,
p. 393-394)

244. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) A frase

Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio nos textos da Lei Maior

(1º parágrafo) é justificada pelo autor com base na sua convicção de que

a) o Poder Público não pode interferir em qualquer aspecto de uma cultura nacio-

nal, que deve ser espontânea e livre do alcance da Constituição.

b) a sociedade brasileira, conquanto não seja homogênea, é suficientemente ma-

dura para formular as normas que devem reger sua cultura tradicional.

c) a complexidade das culturas brasileiras não deve ser objeto de uma legislação

que venha a abranger e determinar tão diversas manifestações.

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d) o Estado não pode permitir que seja lacunosa a legislação sobre matérias cultu-

rais, que deve ser rigorosa e o mais específica possível.

e) a dinâmica das várias culturas existentes no país garante que não haja entre

elas algum atrito que ponha em risco a impermeabilidade de cada uma.

245. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Se na

esfera socioeconômica cabe ao Estado propiciar uma melhor distribuição de renda,

na esfera dos bens simbólicos um objetivo equivalente se alcança com

a) uma configuração coerente da meta educacional com o sistema financeiro.

b) uma legislação escolar minuciosa com incentivos à pesquisa pura.

c) um processo de integração mais coeso entre produção e consumo cultural.

d) um sistema educacional voltado para a pesquisa de ponta e de longo prazo.

e) um programa de educação consistente aliado à pesquisa sistemática.

246. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Um

mesmo posicionamento do autor está expresso e ratificado nestes dois segmentos:

a) O que se chama, portanto, de “cultura brasileira” (3º parágrafo) / propor nor-

mas incisivas (3º parágrafo).

b) Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio (1º parágrafo) / um

certo grau de indeterminação [...] é [...] recomendável (3º parágrafo).

c) Ao Estado cumpre realizar uma tarefa social de base (1º parágrafo) / resulta de

interpenetrações da cultura erudita, da cultura popular e da cultura de massas (3º

parágrafo).

d) Constituições [...] foram lacônicas (1º parágrafo) / suporte de um sistema edu-

cacional sólido (1º parágrafo).

e) algum valor deve presidir à ação do Poder Público (3º parágrafo) / exteriores à

dialética das culturas brasileiras (3º parágrafo).

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247. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Ao con-

trário, um certo grau de indeterminação no estilo de seus artigos e parágrafos é,

aqui, recomendável. Numa nova redação, mantêm-se o sentido e a correção da

frase acima iniciando-se por É recomendável que e seguindo-se com esta comple-

mentação:

a) ao contrário, seja aqui gradual e indeterminado o estilo de seus artigos e parágrafos.

b) nesse sentido, o estilo de seus artigos e parágrafos se manifeste ao contrário de

uma certa indeterminação.

c) se dê o contrário, por aqui, cujos artigos e parágrafos tenham um estilo algo

indeterminado.

d) estilos e parágrafos, inversamente, sejam escamoteados por um certo grau de

indeterminação.

e) o estilo de seus artigos e parágrafos, pelo contrário, contemple aqui alguma

indeterminação.

248. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Obser-

vando-se a construção da frase Não creio que se deve propriamente lamentar esse

vazio nos textos da Lei Maior, é correto afirmar que

a) a oração Não creio tem por sujeito a oração subsequente.

b) no caso de substituição da forma Não creio por Não é crível, o sujeito manter-

-se-á o mesmo.

c) os termos nos textos e da Lei Maior são complementos verbais.

d) no caso de substituição de Não creio por Não tenho a convicção, a regência se-

guinte passará a ser nominal.

e) uma forma da voz ativa equivalente a que se deve propriamente lamentar é que

deve ser propriamente lamentado.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

249. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Está

plenamente adequada a pontuação da seguinte frase:

a) Ao comentar, em termos incisivos a relação entre cultura e Constituição o autor

do texto, faz ver a partir de seguras ponderações, que o Estado tendo tarefas so-

ciais de fundamental importância, não deve ainda assim determinar quais sejam,

as diversas manifestações culturais em nosso país.

b) Ao comentar, em termos incisivos, a relação entre cultura e Constituição, o au-

tor do texto faz ver, a partir de seguras ponderações, que o Estado, tendo tarefas

sociais de fundamental importância, não deve, ainda assim, determinar quais se-

jam as diversas manifestações culturais em nosso país.

c) Ao comentar em termos incisivos, a relação entre cultura e Constituição, o au-

tor do texto faz ver a partir de seguras ponderações, que o Estado tendo tarefas

sociais de fundamental importância, não deve ainda assim determinar quais sejam,

as diversas manifestações culturais em nosso país.

d) Ao comentar em termos incisivos a relação, entre cultura e Constituição, o autor

do texto faz ver, a partir de seguras ponderações que o Estado, tendo tarefas so-

ciais, de fundamental importância, não deve ainda assim, determinar quais sejam

as diversas manifestações culturais em nosso país.

e) Ao comentar em termos incisivos, a relação entre cultura e Constituição o autor

do texto faz ver, a partir de seguras ponderações que o Estado, tendo tarefas so-

ciais de fundamental importância não deve, ainda assim, determinar quais sejam,

as diversas manifestações culturais em nosso país.

Atenção: Para responder às questões de números 250 a 256, baseie-se no texto


abaixo.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

Sabedoria de Sêneca

Entre as tantas reflexões sábias que o filósofo estoico Sêneca nos deixou en-
contra-se esta: “Deve-se misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos
incutirá o desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o
remédio da outra: a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso
tédio à solidão”. É uma proposta admirável de equilíbrio, válida tanto para o século
I, na pujança do Império Romano em que Sêneca viveu, como para o nosso, em
que precisamos viver. É próprio, aliás, dos grandes pensadores, formular verdades
que não envelhecem.
Nesse seu preciso aconselhamento, Sêneca encontra a possibilidade de harmo-
nização entre duas necessidades opostas e aparentemente inconciliáveis. O decidi-
do amor à solidão ou a necessidade ingente de convívio com os outros excluem-se,
a princípio, e marcariam personalidades radicalmente distintas. Mas Sêneca sabe
que ambas podem ser insatisfatórias em si mesmas: a natureza humana comporta
impulsos contraditórios. Por isso está no sistema filosófico dos estoicos a noção de
equilíbrio como princípio inescapável para o que consideram, como o melhor dos
nossos destinos, a “tranquilidade da alma”.
Esse equilíbrio supõe aceitarmos as tensões polarizadas de nossa natureza di-
vidida e aproveitar de cada polaridade o que ela tenha de melhor: a solidão nos
impulsiona para o reconhecimento de nós mesmos, para a nossa identidade íntima,
para a diferença que nos identifica entre todos; a companhia nos faz reconhecer a
identidade do outro, movida pela mesma força que constitui a nossa. Sêneca, ao
reconhecer que somos unos em nós mesmos, lembra que essa mesma instância de
unidade está em todos nós, e tem um nome: humanidade.

(Altino Sampaio, inédito)

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

250. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Em síntese, a refle-

xão de Sêneca transcrita no texto incide sobre

a) um diálogo entre duas situações radicalmente opostas, no qual cada uma só se

afirma na medida em que suprime a outra.

b) uma oposição entre sentimentos supostamente inconciliáveis que, no entanto,

ganham complementaridade em sua alternância.

c) uma contenda entre duas iniciativas de comportamento na qual ambas são su-

peradas pelo surgimento de uma terceira alternativa.

d) uma alternância entre duas soluções para um único problema, qual seja, o do

indivíduo que só deseja superar seu estado de isolamento.

e) um confronto entre duas providências radicalmente opostas, que devem ser

mantidas nessa condição estática para se fortalecerem.

251. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Ao considerar uma

relação entre a aversão à multidão e o tédio à solidão, Sêneca subentende que

a) ambos os sentimentos representam a mesma necessidade que têm as pessoas

de afirmar sua autossuficiência diante da incompletude alheia.

b) a qualidade salientada em cada um desses estados faz com que nenhum deles,

em separado, seja visto com carga negativa.

c) multidão e solidão são, em si mesmas, condições humanas satisfatórias, sobre-

tudo quando a cada uma delas se atribua um valor absoluto.

d) a comunicação e o isolamento são alternativas passageiras, já que sempre op-

tamos por um deles como escolha definitiva.

e) a qualidade negativa de cada um dos termos dessa relação é o que levará ao

reconhecimento da necessidade que tem do outro.

252. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Considerando-se o

contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

a) formular verdades que não envelhecem (1º parágrafo) = fomentar razões per-

manentes

b) Esse equilíbrio supõe aceitarmos (3º parágrafo) = Tal estabilidade conta com

que admitamos

c) necessidades opostas e aparentemente inconciliáveis (2º parágrafo) = motivos

divergentes e supostamente irretratáveis.

d) princípio inescapável (2º parágrafo) = postulado inapreensível

e) nos incutirá o desejo do convívio (1º parágrafo) = estimulará nosso intento de

cumplicidade

253. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Está plenamente

correta, clara e coerente a redação deste livre comentário sobre o texto:

a) Lendo esta passagem de Sêneca, é forçoso admitir-se de que suas verdades fa-

lam fundo conosco mesmos, uma vez que enaltecem tanto nossos defeitos quanto

nossas virtudes.

b) É próprio do estoicismo a decisão de buscar a qualquer custo o equilíbrio onde

as forças opostas ensejem combinar-se de modo a constituir uma plena harmoni-

zação entre si.

c) Trata-se de encontrar conforto em nosso ilhamento social, quando este significa

sobretudo, esquecermos de que somos uma espécie constituída para se contar com

as regras de um bom convívio.

d) Àqueles que se censuram, culpando-se por sua aversão à vida social, Sêneca

lembra que esse sentimento pode ser superado, quando o tédio à solidão leva à

busca da multidão.

e) Sêneca encontrou numa alternativa entre vida pessoal e vida pública a fórmula

para remeter uma a outra, de modo que ambas possam ser objeto de insatisfação

à medida mesma em que se complementam.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

254. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Há forma verbal na

voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

a) Aconselhamentos precisos, como os de Sêneca, são aqueles a que não faltam a

certeza da boa aplicação, seguido do efeito maior da paz de espírito.

b) São de se exaltar entre as tantas reflexões de Sêneca sua acuidade em buscar

preservar o senso de equilíbrio nas difíceis escolhas humanas.

c) Em meio a tensões polarizadas, é comum que se ignorem a necessidade de

equilíbrio dentro da alternância, parece advertir-nos o postulado de Sêneca.

d) Não há por que considerar definitivo, em nosso cotidiano, impulsos contraditó-

rios que dividem nossos desejos e desafiam nosso equilíbrio.

e) Uma vez atendidas as duas necessidades humanas a que Sêneca faz referência,

preservam-se igualmente o senso de equilíbrio e a dialética.

255. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A pontuação e a

correlação entre tempos e modos verbais ocorrem de modo plenamente adequado

na frase:

a) Sêneca numa de suas reflexões mais sábias acredita que nossa natureza, divi-

dida pode compensar essa divisão, com o recurso da consciente alternância.

b) Se a solidão não nos impulsionasse, para o reconhecimento de nós mesmos,

não haverá qualquer vantagem, em nos rendermos ocasionalmente a ela.

c) Acredita Sêneca que toda lição sabiamente apreendida por um poderá servir-

-nos a todos, uma vez reconhecidos como seres igualmente unos em nós mesmos.

d) Esse equilíbrio, suporia que aceitemos as tensões que venham a polarizar nossa

natureza dividida por exemplo, entre o estado de solidão e a vida comunicativa.

e) Caso a solidão venha a ocorrer, como um estigma definitivo, seria possível que se

perca de vez a própria necessidade de comunicação, que estaria na nossa natureza.

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256. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária)

Tratando do estado de solidão ou da necessidade de convívio, Sêneca vê no es-

tado de solidão uma contrapartida da necessidade de convívio, assim como vê

na necessidade de convívio uma abertura para encontrar satisfação no estado

de solidão.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos gri-

fados, na ordem dada, por:

a) naquele − desta − nesta − naquele

b) nisso − daquilo − naquela − deste

c) este − do outro − na primeira − no último

d) nisto − disso − naquela − desse

e) na primeira − do segundo − numa − noutra

Atenção: Para responder às questões de números 257 a 261, baseie-se no texto

abaixo.

Em torno do bem e do mal

Quando nos referimos ao Bem e ao Mal, devemos considerar que há uma série

de pequenos satélites desses grandes planetas, e que são a pequena bondade, a pe-

quena maldade, a pequena inveja, a pequena dedicação... No fundo é disso que se

faz a vida das pessoas, ou seja, de fraquezas e virtudes minúsculas. Por outro lado,

para as pessoas que se importam com a ética, há uma regra simples e fundamental:

não fazer mal a outrem. A partir do momento em que tenhamos a preocupação de

respeitar essa simples regra de convivência humana, não será preciso perdermo-

-nos em grandes filosofias especulativas sobre o que seja o Bem e o Mal.

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Língua Portuguesa

“Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” parece um ponto de

vista egoísta, mas é uma diretriz básica pela qual deve o comportamento humano

se orientar para afastar o egoísmo e cultivar verdadeiramente o que se precisa en-

tender por relação humana. Pensando bem, a formulação dessa diretriz bem pode

ter uma versão mais positiva: “Faz aos outros o que quiseres que façam a ti”. Não

é apenas mais simpático, é mais otimista, e dissolve de vez a suspeita fácil de uma

providência egoísta.

(A partir de José Saramago. As palavras de Saramago. São Paulo:


Companhia das Letras, 2010, p. 111-112, passim)

257. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Ao se referir aos

pequenos satélites desses grandes planetas, José Saramago está considerando

a) o valor maior que se atribui ao Bem e ao Mal e a consideração menor com que

vemos as suas práticas miúdas.

b) a órbita dos pequenos satélites, girando em torno da grandeza indiscutivelmen-

te superior dos planetas Bem e Mal.

c) uma relação já reconhecida entre a pequenez dos gestos baratos e a magnitude

dos grandes sacrifícios.

d) a ilusão de imaginarmos que podemos galgar os valores absolutos cultivando os

valores apenas relativos.


e) uma relação entre a esfera superior do Bem e as pequenas manifestações do
Mal, que giram em sua órbita.

258. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) No segundo pa-


rágrafo, a apresentação justificada de uma versão mais positiva daquela diretriz
básica já referida entre aspas
a) revela-se, de fato, como um pequeno equívoco, pois ambas as formulações en-

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

carnam um idêntico conteúdo.


b) ressalta a importância de excluir da sentença a sombra de egoísmo de quem

priorizaria não ser atingido pelo mal.

c) deixa claro que é muito mais fácil ativar um bem de fundo egoísta do que excluir

o mal de nossas ações.

d) faz ver que as diretrizes básicas de comportamento têm o exato valor das inten-

ções profundas que as inspiram.

e) enfatiza a necessidade de nos iludirmos para que não vejamos o exercício do

Bem ou do Mal como prática egoísta.

259. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Considerando-

-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

a) fraquezas e virtudes minúsculas (1º parágrafo) = mazelas e sanções mínimas

b) grandes filosofias especulativas (1º parágrafo) = totalizações filosóficas re-

dundantes

c) uma diretriz básica (2º parágrafo) = um postulado conveniente

d) uma versão mais positiva (2º parágrafo) = um paralelismo menos relutante

e) dissolve de vez a suspeita (2º parágrafo) = desfaz terminantemente a desconfiança

260. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Está clara, cor-

reta e coerente a redação deste livre comentário sobre o texto:

a) O festejado escritor Saramago, de cujas virtudes de pensador e ficcionista não

haja quem reconheça, dedica-se nesse texto à uma reflexão de alto caráter ético.

b) É fato, que quando se trata da ética, pensemos em altos valores, nos esque-

cendo que nos pequenos gestos têm as mesmas qualidades inerentes dos grandes.

c) As formulações ressaltadas no texto, sobre um ponto de vista ético, evidencia-se

como uma preocupação de afastar o sentido supostamente egoísta de uma frase.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

d) Saramago prefere a simplicidade de uma formulação sintética à ambição da fi-

losofia que busca constituir um sofisticado sistema de diretrizes éticas.

e) Costumam advir das preocupações éticas um cuidado extremo com os mais al-

tos valores em vez de se preocupar com a prática que cabem aos pequenos.

261. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa)

Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.

A frase acima permanecerá correta caso se substituam os elementos sublinhados,

respectivamente, por

a) fazei − queireis − vos façam a vós

b) faça − queiras − a ti te façam

c) façais − queirais − vos façam a vós

d) faça − quiseres − que a você lhe façam

e) faze − queirais − que se lhe faça

Atenção: Para responder às questões de números 262 a 268, considere o texto

abaixo.

O carnaval do Recife deve ao Galo da Madrugada sua repercussão nacional. O

bloco foi crescendo ano a ano e virou o espetáculo grandioso que é. Tem futuro

promissor. Mas precisa ser encarado como um negócio a ser tocado cada vez mais

profissionalmente.

O potencial do carnaval do Recife para crescer como um “negócio” poderá ser

estimulado a beneficiar mais a cidade, gerando incremento de emprego, trabalho e

renda nos hotéis, restaurantes, lanchonetes, oficinas de madeira e ferro, shoppin-

gs, meios de hospedagem em residências, segurança... entre outros segmentos

ligados à cadeia produtiva do evento.

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Para ampliar a dimensão desse carnaval, há que se explorar ainda mais o po-

tencial do Recife Antigo e o de Olinda. Uma cidade que dispõe, a seu lado, de uma

festa tão singular, alegre e irreverente como a da vizinha cidade já é por si só um

produto comercializável e lucrativo. Nossa proposta pontual é fundir os dois carna-

vais e transformá-los na marca “Carnaval Recife-Olinda”. Isto vai “pegar” e poten-

cializará uma maior atratividade nacional para a festa pernambucana. Que estado

no Brasil dispõe de um conjunto de atrativos em uma única festa como o “Galo”

estrondoso, o frevo, os blocos antigos, maracatus, bonecos gigantes, caboclinhos,

tambores silenciosos, virgens de Olinda, escolas de samba, prévias tradicionais e

até espaço poprock para os mais alternativos?

Qual caminho a seguir? Primeiro, institucionalizar a aliança entre Olinda e Re-

cife. Em seguida, buscar os patrocínios e parcerias com as associações de bares e

restaurantes, indústrias de bebidas, empresas de cartões de crédito, redes sociais e

sites estratégicos. O estímulo para se conhecer o “Carnaval Recife-Olinda” já deve-

rá estar em anúncios publicitários nesses sites ao menos três meses antes da festa.

Isso despertará o interesse do público de diferentes localidades. É este o caminho

para transformar Pernambuco num destino ainda mais procurado a partir de 2019.

(Adaptado de: LIMA, Mauro Ferreira. “Carnaval do Recife, proposta para crescer”. Disponível em:
www.diariodepernambuco.com.br. 17.02.2018)

262. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) O autor defende a

tese de que

a) o potencial do Recife Antigo ainda não foi sequer explorado durante os festejos

de carnaval.

b) o carnaval do Recife não deve contar com o sucesso do Galo da Madrugada para

prosperar.

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Língua Portuguesa

c) a oferta de emprego aumentou na cidade do Recife graças ao repentino sucesso

de seu carnaval.

d) Recife tem potencial de lucrar com a fusão entre o carnaval recifense e o carna-

val de Olinda.

e) Olinda deve ter suas festas transferidas para Recife, pois esta cidade tem me-

lhor infraestrutura.

263. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) No terceiro parágra-

fo, o autor indica como um dos pontos fortes do carnaval de Pernambuco

a) a diversidade de atrações.

b) a cultura marcadamente erudita.

c) a homogeneidade de tradições locais.

d) o predomínio do estilo poprock.

e) o fato de já ter nascido como negócio.

264. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) O autor organiza sua


argumentação da seguinte maneira:
a) apresentação de uma opinião polêmica, seguida de opiniões que a contrariam.
b) lembrança de fatos passados, seguida de confissões de ordem pessoal e emotiva.
c) exposição de projeto para o futuro, seguida de sugestões para viabilizá-lo.
d) narração de fatos passados da vida do autor, seguida de hipótese não confirmada.
e) comparação entre duas ideias contrárias, seguida de uma terceira ideia que as
contesta.

265. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) O carnaval do Recife


deve ao Galo da Madrugada sua repercussão nacional. (1º parágrafo)

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

Nessa frase, está pressuposto que


a) o Galo da Madrugada não é originário do Recife.
b) o carnaval do Recife é conhecido nacionalmente.
c) Recife é uma cidade ainda pouco visitada pelos brasileiros.
d) a folia do Galo da Madrugada ainda é restrita a pernambucanos.
e) Pernambuco não tem uma tradição carnavalesca consolidada.

266. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Uma análise correta

do uso da pontuação está em:

a) a vírgula em Para ampliar a dimensão desse carnaval, há que se explorar ainda

mais o potencial do Recife Antigo e o de Olinda separa orações com sentidos que se

contradizem. (3º parágrafo)

b) as aspas em Isto vai “pegar” destacam uma palavra com emprego mais colo-

quial e informal do que a maioria dos vocábulos do texto. (3º parágrafo)

c) a interrogação em Qual caminho a seguir? sinaliza uma dúvida que enfraquece

a argumentação do autor. (4º parágrafo)

d) as vírgulas em buscar os patrocínios e parcerias com as associações de bares e

restaurantes, indústrias de bebidas, empresas de cartões de crédito, redes sociais

e sites estratégicos separam palavras que fazem parte do sujeito da oração. (4º

parágrafo)

e) as aspas em O estímulo para se conhecer o “Carnaval Recife-Olinda” dão des-

taque a uma expressão de uso corrente, amplamente conhecida e já desgastada.

(4º parágrafo)

267. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança)


Que estado no Brasil dispõe de um conjunto de atrativos [...].

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

A expressão que substitui a destacada, sem qualquer outra alteração na frase e


conforme a norma-padrão, é:
a) se favorece pôr.
b) possui à seu dispor.
c) usufrui contra.
d) podesse beneficiar de.
e) tem à disposição.

268. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança)


Primeiro, institucionalizar a aliança entre Olinda e Recife. (4º parágrafo)

Se essa frase for iniciada com Primeiro, será necessário que, a forma verbal
destacada deve ser substituída por
a) se institucionalizarão.
b) se institucionaliza.
c) se institucionalizavam.
d) se institucionalize.
e) se institucionalizara.

269. (FCC/2018/DPE/Defensor Público)


eu disse: sou um nômada
tu disseste: tens a febre do deserto
eu disse: tenho uma vontade de ir
tu disseste: do deserto conheces as miragens
eu disse: e a lonjura que dentro de mim vai
tu disseste: em ti quero viajar

(SOUSA, Emanuel de. Eurídice. Lisboa, Quetzal Editores, 1989)

Os dois primeiros versos do poema encontram-se transpostos para o discurso indi-

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

reto, com clareza e correção, em:

a) Dizendo que sou um nômada, respondeu-lhe que tinha a febre do deserto.

b) Eu lhe disse que era um nômada, ao que respondeu-me que tenho a febre do

deserto.

c) Ao dizer-te que sou um nômada, respondes-me que tens a febre do deserto.

d) Quando te digo que sou um nômada, me respondeste que tenho a febre do deserto.

e) Disse-lhe que era um nômada, e sua resposta foi que tinhas a febre do deserto.

Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de número 270 a 274.

O pintor Carlos Scliar atinge no momento presente uma serenidade que é ca-

racterística simples e pura de um artista sem ansiedades e sem inquietações, sere-

nidade que esteve sempre presente num José Pancetti e que permanece também

unanimemente na obra de um Milton Dacosta, de um Guignard ou Iberê Camargo,

serenidade que é uma espécie de densidade, de conteúdo irredutível e inalienável,

símbolo de uma fatalidade e de uma vontade de arte que deixa de ser esforço para

ser personalidade e natureza.

Na hora exata em que os pintores, na sua maioria, se comprazem com o exame

tão só das derivações da cor, a apreciação de um pintor que leva as suas indaga-

ções mais além, isto é, às derivações da luz, da semelhança, das formas objetiva

ou indeterminada merece ser meditada dentro de uma avaliação mais detida e

menos sumária.

Scliar faz parte do número desses artistas que não dão à ocupação com as artes

um sentido partidário, não é “concretista”, nem “figurista”, nem “geométrico”, nem

“informal”, quero crer que também em sua vida habitual não torce pelo Flamen-

go ou pelo Vasco, e sendo assim apartidário é bem o exemplo daquele pintor que

leva as suas indagações além da fixação das diferenciações de um único atributo

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Língua Portuguesa

da pintura. Diz Ortega y Gasset, com boa parte de verdade, que o homem é uma
máquina de preferir; apenas com boa parte de verdade, digo eu, porque esta pre-
ferência não é constante e imutável, mas sofre incessantemente as flutuações do
desejo, da esperança e da curiosidade.
A insistência numa única e determinada coisa preferida revela um espírito de
ascese e solidão, de hermetismo e alheamento que se distancia da vida − e a maior
parte da pintura moderna se distancia da vida! Por isso o pintor Carlos Scliar, re-
valorizando certas qualidades estéticas, fazendo novamente e humanamente res-
peitar os valores da exatidão, da virtuosidade e da dificuldade, procura reintegrar
a pintura na sua totalidade e na sua grandeza. Procura reintegrá-la numa verdade
da qual nunca se afastou, podemos afirmar, a arte musical, tantas vezes tomada
como exemplo ou paradigma para as outras artes.
As preferências de Scliar, entretanto, não fogem de ser limitadas apenas nesses
valores específicos e abstratos, também se realizam em termos mais genéricos: na
natureza-morta, na paisagem, no retrato. As variações de cor, de luz, de tonalida-
des das suas naturezas-mortas demonstram uma intimidade com os objetos, uma
variável constância, uma assiduidade, uma vigília; os seres prediletos dos seus
quadros de natureza-morta dão a impressão de que estão velando, de que estão
assistindo ao pintor no trabalho e no cuidado da obra elaborada, estão ali pres-
tando-lhe o conforto da sua utilidade, trazendo-lhe a evidência do seu mutismo e
docilidade, confiando-lhe, silenciosamente, os segredos de Morandi.

(CARDOZO, J. “Carlos Scliar”, Habitat, SP, 1961)

270. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) De acordo com o texto,


a) o pintor Carlos Scliar, a despeito de inúmeros elogios, é criticado pelo autor do
texto por seu caráter indeciso quanto à filiação a uma das escolas modernistas de

arte, razão pela qual é ironizado em comparação com times de futebol.

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b) o autor discorda parcialmente de Ortega y Gasset, pois, muito embora seja o

homem uma “máquina de preferir”, tal característica é matizada pelo desejo, que o

desvia constantemente de suas escolhas.

c) o pintor Carlos Scliar é caracterizado como possuidor de uma personalidade

renitente, alheia ao diálogo e às mudanças de temática e estilo, a ponto de sua

pintura ter aspecto passadista.

d) com perspectivas limitadas, a pintura de Carlos Scliar endossa o argumento de

Ortega y Gasset, de que o homem, enquanto “máquina de preferir”, tende a fixar-se

em um universo limitado de escolhas.

e) o aprimoramento técnico leva Carlos Scliar a perscrutar questões herméticas e

a distanciar-se do cotidiano, o que torna sua arte pouco assimilável, apesar de não

limitada a escolhas simples quanto à temática.

271. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Sobre o primeiro parágrafo, é correto afirmar:

a) As orações coordenadas por justaposição assumem propositadamente tom po-

ético, de forma a diferenciar-se de um discurso acadêmico ou científico, caracteri-


zado sobremaneira pela precisão das orações subordinadas.

b) Após uma oração verbal, as demais orações, de caráter nominal, são uma a

uma justapostas, sem uso de conetivos, com a intenção de revelar características

sobrepostas e cada vez mais profundas da pintura de Scliar.

c) É de sintaxe eminentemente nominal, em que a ênfase e as orações adjetivas

demonstram uma tentativa de definição de uma característica própria da pintura

de Scliar.

d) A repetição do termo “serenidade” procura relativizar o sentido da palavra, con-

ferindo-lhe uma dimensão poética, corroborada pelas orações substantivas que

caracterizam o período como majoritariamente nominal.

e) A menção a outros artistas e a repetição do termo “serenidade”, inseridas em

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períodos coordenados, privilegia uma horizontalidade sintática que sugere a dispo-

sição de todos esses artistas em um mesmo nível de importância.

272. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Considerado o contexto, traduz-se ade-

quadamente um segmento do texto em:

a) a evidência do seu mutismo e docilidade = a prova de sua latência e brandura

b) uma variável constância = uma volúvel imutabilidade

c) um espírito de ascese e solidão = uma alma indisciplinada e solitária

d) a impressão de que estão velando = a sensação de que estão em vigília

e) valores específicos e abstratos = atributos exclusivos e meditativos

273. (FCC/2018/DPE/Defensor Público)

... esta preferência não é constante e imutável, mas sofre incessantemente as flu-

tuações do desejo... (3º parágrafo)

A redação em que se atenua a oposição acima encontra-se em:

a) Esta preferência não é constante e imutável, embora sofra incessantemente as

flutuações do desejo.

b) Para que esta preferência não seja constante e imutável, sofre incessantemente

as flutuações do desejo.

c) Como seja constante e imutável, sofre incessantemente as flutuações do desejo.

d) Esta preferência não é constante e imutável, desde que sofra incessantemente

as flutuações do desejo.

e) Na medida em que esta preferência é inconstante e imutável, sofre incessante-

mente as flutuações do desejo.

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274. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) A respeito da pontuação do texto, está IN-

CORRETO o que consta de:

a) Em e sendo assim apartidário é bem o exemplo daquele pintor (3º parágrafo), o

segmento sublinhado pode ser isolado por vírgulas, uma vez que se trata de oração

intercalada.

b) Em e a maior parte da pintura moderna se distancia da vida! (4º parágrafo),

o ponto de exclamação, por ser justamente pontuação expressiva, torna evidente

que o aposto em questão guarda uma opinião do autor do texto.

c) Em esteve sempre presente num José Pancetti e que permanece também (1º

parágrafo), pode-se acrescentar uma vírgula imediatamente após “Pancetti”, uma

vez que o “e” subsequente liga duas orações de sujeitos diferentes.

d) Em das formas objetiva ou indeterminada merece ser meditada (2º parágrafo),

pode-se acrescentar uma vírgula imediatamente após o termo “indeterminada”,

por questão de clareza do enunciado.

e) No 3º parágrafo, o uso das aspas denota o afastamento do autor do texto quan-

to às agremiações artísticas presas a um único atributo pictórico.

Atenção: A questão de número 275 refere-se ao texto seguinte.

Juventude e história

Eric Hobsbawm (1917-2012) foi um dos maiores historiadores da era moderna.

Longevo, viveu como também sua praticamente toda a história do século XX. É dele

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este importante fragmento, que vale como uma advertência:


“A destruição do passado − ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam
nossa experiência pessoal à das gerações passadas − é um dos fenômenos mais
característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje
crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com
o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é
lembrar o que outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no fim do
segundo milênio.”

(Adaptado de: Era dos extremos – O breve século XX. Trad. Marcos Santarrita. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995, p. 13.)

275. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:


Arquivologia) Está plenamente adequada a pontuação do seguinte período:
a) Tivesse vivido muito menos Eric Hobsbawm, esse grande historiador moderno
talvez não pudesse com a mesma autoridade, dar seu testemunho, sobre esse pe-
ríodo histórico que batizou como Era dos extremos.
b) Tivesse vivido muito menos, Eric Hobsbawm, esse grande historiador moderno,
talvez não pudesse, com a mesma autoridade, dar seu testemunho sobre esse pe-
ríodo histórico, que batizou como Era dos extremos.
c) Tivesse vivido muito menos Eric Hobsbawm, esse grande historiador moderno,
talvez não pudesse − com a mesma autoridade − dar seu testemunho, sobre esse

período histórico que batizou: como Era dos extremos.

d) Tivesse vivido, muito menos, Eric Hobsbawm − esse grande historiador moder-

no, talvez não pudesse, com a mesma autoridade, dar seu testemunho, sobre esse

período histórico que batizou − como Era dos extremos.

e) Tivesse vivido muito menos Eric Hobsbawm − esse grande historiador moderno

− talvez não pudesse com, a mesma autoridade, dar seu testemunho sobre esse

período histórico que batizou como Era dos extremos.

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276. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário)

“A primeira marca do príncipe soberano é o poder de dar lei a todos em geral,

e a cada em particular. Mas isso não basta, e é necessário acrescentar: sem o con-

sentimento de maior nem igual nem menor que ele.” “O soberano de uma Repúbli-

ca, seja ele uma assembleia ou um homem, não está absolutamente sujeito ..I..

leis civis. Pois tendo o poder de fazer ou desfazer as leis, pode, quando lhe apraz,

livrar-se dessa sujeição revogando as leis que o incomodam e fazendo novas.”

A primeira destas frases é do francês Jean Bodin (1576). A segunda é de Tho-

mas Hobbes (1651). Ambos conferem ao Príncipe legítimo uma potência (potestas)

tal que o exercício do seu poder acha-se, como se vê, liberto de toda norma ou

regra. E, para medirmos a inovação assim introduzida, basta recorrermos ..II..

frase de um teólogo do século XII: “A diferença entre o príncipe e o tirano é que o

príncipe obedece à Lei e governa ..III.. seu povo em conformidade com o Direito.”

(Adaptado de: LEBRUN, Gérard. O que é poder. Tradução de Renato Janine Ribeiro e Silvia
Lara. São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 28-29.)

Preenchem corretamente as lacunas I, II e III do texto, na ordem dada:

a) às – à – o

b) às – a – ao

c) as – à – ao
d) às – a – o
e) as – à – o

Atenção: Para responder às questões de números 277 a 282, baseie-se no texto


abaixo.

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Juventude de hoje, de ontem e de amanhã

A juventude é estranha porque é a velhice do mundo passada indefinidamente

a limpo. Uma geração lega à outra um magma de erros e sabedoria, de vícios e

virtudes, de esperanças e desilusões. O jovem é o mais velho exemplar da huma-

nidade. Pesa-lhe a herança dos conhecimentos acumulados; pesa-lhe o desafio


do que não foi conquistado; a inadequação entre o idealismo e o egoísmo prático;
pesa-lhe o inconsciente da raça, esta sessão espírita permanente, através da qual
cada homem se comunica com os mortos.
No encontro de duas gerações, a que murcha e a que floresce, há uma irrisão
dramática, um momento de culpas, apreensões e incertezas. As duas figuras se
contemplam: o jovem é o passado do velho, e este é o futuro que o jovem con-
templa com horror. Assim, o momento desse encontro um espelho cujas imagens
o tempo deforma, sem que se desfaça, para o moço e para o velho, a sinistra im-
pressão de que as duas figuras são uma coisa só, um homem só, uma tragédia só.
O poeta romântico inglês Shelley poderia ser o padrão do adolescente de todas
as épocas: nasceu de família respeitável e rica, foi bonito, sincero, revoltado, ide-
alista, violento, amoroso, apaixonado pela vida e pela morte, inteligente, confuso
e, sobretudo, de uma sensibilidade crispada. Não era um monstro: seus atos eram
a consequência lógica de suas ideias, da lealdade às suas crenças. E enquanto es-
crevia versos musicais, fecundados de amor cósmico, esperança e idealismo social,
atirava-se feroz contra o conformismo do clero, a monarquia, as leis vigentes, o
farisaísmo universal.

(Adaptado de CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013,
p. 135-136)

277. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) A afir-

mação inicial A juventude é estranha encontra em seguida uma justificativa quando

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o autor argumenta que os jovens,

a) assim como os mais velhos, dão a vida passada por vivida, recusando-se a crer

que ainda haja ideais a serem perseguidos.

b) ao contrário dos velhos, buscam passar seu próprio tempo a limpo, livrando-o

da carga pesada dos erros passados.

c) incorporando valores de outros tempos, acumulam erros e acertos do passado,

como se numa transmissão sobrenatural.

d) rejeitando as heranças culturais disponíveis, têm a ilusão de que renovam tudo,

ainda quando repitam erros do passado.

e) espelhando-se em si mesmos, acabam reabilitando e nobilitando ideais que se

perderam em antigos combates.

278. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) O poe-

ta inglês Shelley, segundo o autor do texto, poderia ser o padrão do adolescente de

todas as épocas porque nele

a) o espírito revoltoso de um marginalizado fazia dele uma personalidade arreba-

tada pelos mais ferozes ressentimentos.

b) a sensibilidade à flor da pele fazia com que ele se dedicasse plenamente ao culto

dos mais altos ideais.

c) as qualidades negativas deixavam em segundo plano as positivas, o que favo-

recia sua expressão romântica.

d) os impulsos amorosos, idealistas e esperançosos conviviam com duras invecti-

vas contra o que julgasse maligno.

e) as intenções críticas mais contundentes acabavam sucumbindo ao lirismo e à

índole mística de seu temperamento.

279. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Consi-


derando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do

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texto em:
a) é a velhice do mundo passada indefinidamente a limpo (1º parágrafo) = é a
humanidade velha imperando oportunamente sobre a nova.
b) Uma geração lega à outra um magma de erros e sabedoria (1º parágrafo) = na

alternância de deslizes e acertos, magnetizam-se as gerações.


c) uma irrisão dramática, um momento de culpas (2º parágrafo) = um drama irri-
sório, um instante de remorsos.
d) a sinistra impressão de que as duas figuras são uma coisa só (2º parágrafo) =
a incrível sensação de que ambas as imagens são uma única.
e) atirava-se feroz contra o conformismo do clero (3º parágrafo) = empenhava-se
bravamente no combate à resignação da classe clerical.

280. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Está


clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
a) Não parece ao autor do texto, que os mais jovens omitam experiências antigas,
de sorte que as carregam nos valores aonde elas se embutem.
b) Ao buscar entender os jovens – Paulo Mendes Campos, poeta e cronista, acre-
dita que lhes caracteriza sobretudo o peso dos antecedentes.
c) O cronista encontrou no poeta Shelley, uma espécie de paradigma da juventu-
de, conquanto a representa tanto nos erros como nos acertos.
d) O autor não postula a convicção de que os jovens sejam tão criativos, a ponto
de se deixarem denegar das experiências mais antigas.
e) O autor do texto – cronista e poeta dos bons – acredita que cada nova geração
absorve as experiências das que a antecederam.

281. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) Há empre-

go de voz passiva e adequada correlação entre os tempos e modos verbais na frase:

a) Reconheçam-se na geração de hoje as experiências das gerações passadas,

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para que bem se compreenda a importância da transmissão dos valores.

b) Não fossem as experiências dos mais velhos, cada geração haverá de contar

apenas com suas intuições e pressentimentos.

c) Muitos jovens terão deixado de reconhecer a importância das experiências de

outras gerações, mesmo que vierem a desfrutar delas.

d) Ainda que muitos jovens acreditassem que nada os ligava às gerações passa-

das, não terão como deixar de reconhecer o respeito que lhes devem.

e) Caso o comportamento de um jovem pareça monstruoso, pelo que guarda de

paradoxal, é preciso considerar a força que o leva às indecisões.

282. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico Legislativo – Área Administrador) O ver-

bo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o ele-

mento sublinhado na frase:

a) Ao jovem (poder) desagradar as imagens da velhice, que ele bem sabe que o

aguardam, se a vida é longa.

b) O autor valeu-se das imagens dos espelhos, símbolos capazes de figurar as du-

plicidades a que (costumar) render-se a personalidade humana.

c) Nunca (dever) contar com nossa complacência os erros em que teimosamente

persistimos, apesar de já identificados no passado.

d) O autor não se (deixar) alimentar senão por convicções pessimistas, nas suas

observações acerca da natureza humana.

e) Não (haver) de faltar aos moços alguma desconfiança, ao menos quanto à im-

portância das experiências passadas.

Atenção: Para responder às questões de números 283 a 286, baseie-se no texto

abaixo.

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Gatos, cães e gêneros literários

Ao contrário dos cães, gatos não fazem festa nem estardalhaço, não são exces-

sivamente carentes de afeto, podem dormir e sonhar por um século e esquecer o

mundo ao redor. Não por acaso, um ditado chinês diz: “O cachorro é um romance,

e o gato, um poema”.
Nesse sábio ditado oriental reside uma delicada definição de gêneros literários.
Pense no cotidiano de um cão: as peripécias, o corre-corre, os momentos de exal-
tação e melancolia, ganidos de dor, saltos estabanados, ataques de raiva... Agora
imagine o discreto cotidiano de um gato: a pose hierática, a atitude ensimesmada,
o salto sem ruído, a expressão misteriosa do olhar, a repetição dos gestos, o olhar
em transe, fitando as asas de um inofensivo beija-flor... O gato encarna uma sub-
jetividade lírica que reitera o ditado chinês.

(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras,
2013, p. 209)

283. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Para bem compreender o


ditado chinês referido no texto, deve-se associar ao
a) gato o esforço necessário para se compor uma narrativa atribulada, capaz de
espelhar a inteira complexidade de uma vida.
b) cachorro o movimento premeditado de palavras meditadas longamente que
atingem seu objetivo num único lance ardiloso, na convicção de atingir o alvo.
c) gato o aprofundamento característico de palavras que tanto nascem da interio-
ridade do sujeito como se mostram aptas à ação súbita.
d) cachorro a orientação das expressões verbais mais contraditórias, armadas para
figurarem as oscilações próprias da subjetividade dramática.
e) cachorro e ao gato as características complementares, que também ocorrem
com um romance e com um poema, expressões da mesma personalidade.

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284. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) A frase O gato encarna


uma subjetividade lírica que reitera o ditado chinês encontra outra redação, igual-
mente correta e coerente com o sentido original, no seguinte caso:
a) A poesia subjetiva, que o gato elabora vai de encontro ao que repete o ditado
chinês.

b) No ditado chinês, confirma-se o mistério que o gato costuma refutar.

c) Alude-se no provérbio chinês, que cabe ao gato confirmar sua indisposição

íntima.

d) A subjetividade poética incorporada pelo gato confirma a máxima chinesa.

e) O ditame chinês é reiterado pelo gato onde este fortalece a poesia lírica.

285. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Há adequada correlação

entre os tempos verbais e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

a) Houvesse no gato e no cachorro outros atributos característicos desses animais, não

seria aceitável a analogia que faz o ditado chinês entre eles e os gêneros literários.

b) Caso não se compreenda bem as distinções entre prosa e poesia, não seria fácil

distinguir entre as alusões que o ditado chinês faz ao comportamento do gato e do

cachorro.

c) As atribuições em que se empenham o ditado chinês para distinguir entre ca-

chorro e gato dificilmente fossem compreensíveis sem a consciência do que seja as

artes da poesia e da prosa.

d) Se o cachorro encarnasse alguns dos atributos da poesia e o gato alguns da

prosa, o ditado chinês poderá ser contestado quanto às analogias que promovem.

e) À medida que fôssemos observando o comportamento do cachorro e do gato, sere-

mos levados a concordar com o que se asseguram nas palavras do ditado chinês.

286. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Está correto o emprego

do segmento sublinhado na seguinte frase:

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a) Opõe-se as manifestações de segurança do gato a indecisão do cachorro.


b) Os cachorros são acometidos àquelas carências que são também nossas.
c) É graças aquele ensimesmamento em que lhes é característico que faz os gatos
admirados.
d) O autocontrole dos gatos é um traço forte do qual devemos nos render.
e) Àquela insegurança típica dos cães contrapõe-se a soberania íntima dos gatos.

Atenção: Para responder às questões de números 287 a 291, baseie-se no texto


abaixo.

A família dos porquês

A lógica costuma definir três modalidades distintas no uso do termo “porque”:


o “porque” causal (“a jarra quebrou porque caiu”); o explicativo (“recusei o doce
porque desejo emagrecer”); e o indicador de argumento (“volte logo, você sabe por
quê”). Mas há outros aspectos que precisam ser considerados.
Imagine, por exemplo, que alguém inconformado com a morte de uma pes-
soa especialmente querida exclama: “Eu não consigo entender, isso não podia ter
acontecido, por que não eu? Por que uma criatura tão jovem e cheia de vida morre

assim?” Um médico solícito, se a ouvir nesse desabafo inconformado, poderá dizer-

-lhe: “Sinto muito pela perda, mas eu examinei o caso de sua filha e posso dizer-

-lhe o que houve: ela padecia de má-formação vascular e foi vítima da ruptura da

artéria carótida que irriga o lobo temporal direito.”

A explicação do médico é irretocável, mas seria a resposta ao “por quê” do pai

inconsolável? Os porquês da ciência são por vezes rasos: mapas, registros e expli-

cações cada vez mais precisas e minuciosas da superfície causal do que acontece.

Eles excluem de antemão como ilegítimos os porquês que mais importam. O “por-

que” da ciência médica nem sequer arranha o “por quê” do pai desconsolado.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras,
2016, p. 30-31.)

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287. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Ao considerar os dis-

tintos empregos da palavra “porque”, o autor do texto defende sobretudo a ideia de que

a) os distintos usos lógicos dessa palavra asseguram que há respostas para todas

as perguntas.

b) as causas e as explicações apontadas por esse termo esgotam suas funções no

campo da linguagem.

c) o campo aberto pelas interrogações humanas vai muito além das respostas da-

das pela ciência.

d) a ciência se vale dessa palavra tanto para interrogar como para explicar o que

nos parecia inexplicável.

e) a razão de ser dessa palavra é expressar a curiosidade que sentimos diante dos

fenômenos naturais.

288. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Analisando-se a

pergunta do pai e a resposta do médico, deve-se concluir que

a) a explicação clínica fornecida, como costuma ocorrer, está longe de ser “ir-

retocável”.

b) a medicina tem explicações que vão muito além das nossas necessidades de

conhecimento.

c) a indagação do pai leva o médico a satisfazê-la com uma explicação objetiva e

minuciosa.

d) os esforços do médico em consolar o pai desesperado levaram-no à máxima

precisão científica.

e) os porquês levantados pelo pai ultrapassam em muito a “superfície causal” da

sua experiência.

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289. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Considerando-se o


contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
a) três modalidades distintas (1º parágrafo) = três acepções meritórias.
b) padecia de má-formação vascular (2º parágrafo) = contraía deformação dos vasos.
c) Os porquês da ciência são por vezes rasos (3º parágrafo) = As interrogações
científicas são inócuas.
d) excluem de antemão como ilegítimos (3º parágrafo) = descartam previamente
como injustificados.
e) nem sequer arranha (3º parágrafo) = ainda assim não diz respeito.

290. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Está clara e corre-


ta a redação deste livre comentário sobre o texto:
a) Nas considerações que faz, o autor releva a possibilidade de haver perguntas es-
senciais para as quais a ciência não está habilitada a responder de forma categórica.
b) Por razões categóricas, o autor acredita de que mesma as razões da ciência não

é possível cobrir o âmbito das infatigáveis curiosidades humanas.

c) Mesmo que não houvessem perguntas tão difíceis, acabaríamos por proferir

indagações cujas a melhor ciência ainda assim não se preparou para responder

convenientemente.

d) O fato de que cabe a ciência dar respostas às nossas aflições, isso não justifica

de que ela não as tenha, ocasionalmente, em seu processo altamente expeculativo.

e) As perguntas em que damos maior importância são também as mais difíceis, à

medida em que nossa curiosidade avança por territórios em cuja exploração não

somos capazes de levar à cabo.

291. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) O verbo indicado

entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do PLURAL para integrar adequa-

damente a frase:

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a) Não (poder) mesmo caber aos médicos tentar responder às questões metafísi-

cas que nos afligem.

b) Às vezes se (apresentar) para um ser humano aflito questões que ele está longe

de poder responder.

c) As iniciativas que (tomar), por sua boa vontade, um médico dedicado, nem

sempre nos consolam.

d) Não se (dever) imaginar que as perguntas que são hoje irrespondíveis o sejam

para sempre.

e) Mesmo os médicos a quem se (dedicar) todo o respeito pela competência não

são oniscientes.

Atenção: Para responder às questões de números 292 a 296, baseie-se no texto

abaixo.

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292. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Os três parágra-


fos do texto organizam-se de modo a constituírem, na ordem dada, as seguintes
operações argumentativas:
a) relativização do conceito de perfeito; valorização absoluta do conceito de perfei-

to; inclusão do conceito de imperfeito.

b) valorização absoluta do conceito de perfeito; valorização absoluta do conceito

de imperfeito; nova valorização do conceito de perfeito.

c) reconhecimento do conceito de perfeito; relativização do conceito de perfeito;

demonstração do valor do imperfeito.

d) defesa dos conceitos de perfeito e imperfeito; valorização máxima do conceito

de imperfeito; conclusão acerca da superioridade do imperfeito.

e) recuperação histórica do conceito de perfeito; predomínio do imperfeito nas ar-

tes e nas ciências; reavaliação positiva do conceito de perfeito.

293. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) No terceiro pa-

rágrafo, uma escultura abstrata e a estrutura hexagonal dos flocos de neve são

exemplos de que o autor do texto se serve para demonstrar que

a) as artes e a física moderna valem-se dos mesmos modelos de perfeição e

de beleza.

b) o imperfeito pode representar-se tanto na criação estética como na ordem natural.

c) a imperfeição final é a ordem a partir da qual tudo se organiza na arte e na natureza.

d) sob o aspecto de uma aparente imperfeição há o primado das leis que regem o

perfeito.

e) por trás das formas belas e das estruturas físicas encontra-se a razão mesma

de ser do que é perfeito.

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294. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Considerando-

-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

a) guia muitas aspirações nossas (1º parágrafo) = orienta uma série de vocações

humanas

b) andando de mãos dadas com o belo (2º parágrafo) = determinando a natureza

do que seja estético

c) rompimento com a busca da perfeição (3º parágrafo) = ruptura com a admissi-

bilidade do imperfeito

d) novas perspectivas de avaliação (3º parágrafo) = outras taxativas formas de

julgar

e) uma outra possibilidade de ser belo (3º parágrafo) = um novo modo possível

de beleza

295. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa)

várias das ideias que revolucionaram nossa produção artística e científica vie-

ram justamente da exaltação do imperfeito...

Uma nova redação do segmento acima, que preserve sua correção e seu sentido, e

que se inicie por a exaltação do imperfeito..., poderá ter como adequada comple-

mentação

a) possibilitou que várias ideias revolucionárias impactassem nossas artes e nos-

sas ciências.

b) proveniente por várias ideias acabaram por revolucionar tanto as nossas artes

quanto as nossas ciências.

c) entendida como nova revolução, acabou por influenciarem as artes e as ciên-

cias, com outras ideias.

d) abriu portas revolucionárias para que lhe surgissem artes e ciências com ideias

originais inclusas.

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e) incutiu nas artes e nas ciências, graças à seus ideais revolucionários, novas e

produtivas ideias.

296. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Há forma verbal

na voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

a) Sempre houve aspirações cuja meta era a perfeição, mas que não se cumpria

por falta de determinação de quem as alimentavam.

b) Por vezes caminham juntas a sede de perfeição e esforço pelo belo, tal como se

podem constatar nas obras de arte clássicas.

c) As obras de arte modernas comportam, com frequência, a ação de algum ele-

mento imperfeito, que as elevam a patamares insólitos.

d) O exemplo dos flocos de neve é trazido ao texto para ilustrar um caso em que

mesmo uma rigorosa simetria pode produzir diferenças.

e) A exaltação das formas imperfeitas, nas artes plásticas ou na música, ocorre

sobretudo na modernidade, em que recusa a composição harmônica.

Atenção: Para responder às questões de número 297 a 302, considere o texto abaixo.

Vou falar da palavra pessoa, que persona lembra. Acho que aprendi o que vou

contar com meu pai. Quando elogiavam demais alguém, ele resumia sóbrio e cal-

mo: é, ele é uma pessoa. Até hoje digo, como se fosse o máximo que se pode dizer

de alguém que venceu numa luta, e digo com o coração orgulhoso de pertencer à

humanidade: ele, ele é um homem.

Persona. Tenho pouca memória, por isso já não sei se era no antigo teatro gre-

go que os atores, antes de entrar em cena, pregavam ao rosto uma máscara que

representava pela expressão o que o papel de cada um deles iria exprimir.

Bem sei que uma das qualidades de um ator está nas mutações sensíveis de seu

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rosto, e que a máscara as esconde. Por que então me agrada tanto a ideia de ato-

res entrarem no palco sem rosto próprio? Quem sabe, eu acho que a máscara é um

dar-se tão importane quanto o dar-se pela dor do rosto. Inclusive os adolescentes,

estes que são puro rosto, à medida que vão vivendo fabricam a própria máscara. E

com muita dor. Porque saber que de então em diante se vai passar a representar

um papel é uma surpresa amedrontadora. É a liberdade horrível de não ser. E a

hora da escolha.

Mesmo sem ser atriz nem ter pertencido ao teatro grego – uso uma máscara.

Aquela mesma que nos partos de adolescência se escolhe para não se ficar des-

nudo para o resto da luta. Não, não é que se faça mal em deixar o próprio rosto

exposto à sensibilidade. Mas é que esse rosto que estava nu poderia, ao ferir-se,

fechar-se sozinho em súbita máscara involuntária e terrível. É, pois, menos perigo-

so escolher sozinho ser uma pessoa. Escolher a própria máscara é o primeiro gesto

involuntário humano. E solitário. Mas quando enfim se afivela a máscara daquilo

que se escolheu para representar o mundo, o corpo ganha uma nova firmeza, a

cabeça ergue-se altiva como a de quem superou um obstáculo. A pessoa é.

Se bem que pode acontecer uma coisa que me humilha contar.

É que depois de anos de verdadeiro sucesso com a máscara, de repente – ah,

menos que de repente, por causa de um olhar passageiro ou uma palavra ouvida –

de repente a máscara de guerra de vida cresta-se toda no rosto como lama seca,

e os pedaços irregulares caem com um ruído oco no chão. Eis o rosto agora nu,

maduro, sensível quando já não era mais para ser. E ele chora em silêncio para não

morrer. Pois nessa certeza sou implacável: este ser morrerá. A menos que renasça

até que dele se possa dizer “esta é uma pessoa”.

(Adaptado de: LISPECTOR, Clarice. “Persona”, em Clarice na cabeceira: crônicas. Rio de


Janeiro, Rocco Digital, 2015)

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297. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Conforme o texto,

a) a humilhação em ser reconhecido sem máscaras, como um ator que desempe-

nha mal seu papel, expõe, em contrapartida, uma verdadeira sensibilidade, visível

apenas naqueles que abdicam das falsas aparências.

b) a máscara que vestimos por toda a vida só dá lugar às verdadeiras expressões

quando, já na velhice, conseguimos atingir plena consciência de nós mesmos e já

não temos de desempenhar nenhum papel.

c) a negação de sua própria natureza, fato que ocorre desde a adolescência, é fa-

tor decisivo na solidão que caracteriza aqueles que não conseguem, por isso mes-

mo, vencer os obstáculos da vida.

d) embora as expressões do rosto também componham uma das virtudes de um

ator, a máscara que veste como personagem é vista como um sucedâneo da per-

sonalidade que se vai cultivar desde a adolescência.

e) o termo persona ilustra com propriedade a transformação que se opera nos

adolescentes, que, como atores, deixam-se seduzir por todo um universo fictício, e

terminam por dispender suas vidas em experiências dolorosas.

298. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Na frase E ele

chora em silêncio para não morrer (último parágrafo), a oração sublinhada acima

complementa o sentido

a) da oração anterior, de modo que pode ser substituída por um substantivo.

b) do pronome “ele”, e pode ser assim reescrita: “para que não se morra”.

c) da locução adverbial “em silêncio”, e por isso possui a mesma função de um

adjetivo.

d) do substantivo “silêncio”, e pode ser substituída por uma oração adjetiva.

e) do verbo “chorar”, e por isso possui função adverbial, expressando finalidade.

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299. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Mantendo-se o

sentido e a correção, o termo sublinhado pode ser substituído pelo que se encontra

entre parênteses em:

a) A menos que renasça até que dele se possa dizer “esta é uma pessoa”. (Sem que)

b) É, pois, menos perigoso escolher sozinho ser uma pessoa. (conquanto)

c) Se bem que pode acontecer uma coisa que me humilha contar. (No entanto,

seguido de vírgula)

d) Bem sei que uma das qualidades de um ator está nas mutações... (Por mais que)

e) ... a cabeça ergue-se altiva como a de quem superou um obstáculo. (conforme)

300. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) As frases abaixo

referem-se à pontuação do texto.

I – a máscara de guerra de vida cresta-se toda no rosto como lama seca, e os

pedaços irregulares caem com um ruído oco no chão. (último parágrafo) A

vírgula colocada após lama seca justifica-se pelo fato de separar duas ora-

ções de sujeitos diferentes.

II – Escolher a própria máscara é o primeiro gesto involuntário humano. E so-

litário. (4º parágrafo) O ponto final imediatamente após humano, embora

possa ser substituído corretamente por uma vírgula, presta-se a dar ênfase

ao segmento posterior.

III – à medida que vão vivendo fabricam a própria máscara. (3º parágrafo)

Pode-se acrescentar uma vírgula após o segmento vão vivendo, sem prejuízo da

correção e do sentido da frase. Está correto o que se afirma em

a) I, II e III.

b) I e II, apenas.

c) I e III, apenas.

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d) II, apenas.

e) III, apenas.

301. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa)


Nos segmentos que representava (2º parágrafo), as esconde (3º parágrafo) e como
a de quem superou um obstáculo (4º parágrafo), os termos sublinhados se refe-
rem, respectivamente, a:
a) rosto − mutações sensíveis − máscara
b) máscara − mutações sensíveis − cabeça
c) rosto − qualidades − firmeza
d) máscara − qualidades − cabeça
e) máscara − mutações sensíveis − firmeza

302. (FCC/2018/ TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa)


... era no antigo teatro grego que os atores, antes de entrar em cena, pregavam
ao rosto uma máscara que representava pela expressão o que o papel de cada um
deles iria exprimir. (2º parágrafo)

Fazendo-se as devidas alterações na frase acima, caso o segmento uma máscara


seja transformado em sujeito da oração a que pertence, o verbo por ele regido
deverá assumir a seguinte forma:
a) pregavam-se
b) seria pregada
c) era pregada
d) eram pregados
e) havia sido pregada

Atenção: A questão de número 303 refere-se ao texto seguinte.

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No voo da caneta

Numa das cartas ao amigo Mário de Andrade, assegurava-lhe o poeta Carlos


Drummond de Andrade que era com uma caneta na mão que vivia suas maiores
emoções. Comentando isso com um jovem aluno, entrevi sua discreta expressão
de piedade por aquele poeta sitiado e infeliz, homem de gabinete que não se atirou
à vida. Não tive como lhe dizer, naquele momento, que entre as tantas formas de
se atirar à vida está a de se valer de uma caneta para perseguir poemas e achar as
falas humanas mais urgentes e precisas, essenciais para quem as diz, indispensá-
veis para quem as ouve, vivas para além do tempo e do espaço imediatos.

(Joelson Figueiredo, inédito)

303. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:


Arquivologia) Na construção Comentando isso com um jovem aluno, entrevi, as
ações expressas pelas formas sublinhadas
a) compõem-se como uma simultaneidade.
b) apresentam-se como um efeito seguido de sua causa.
c) manifestam uma ideia de condicionalidade.
d) sugerem decisões alternativas.
e) articulam-se numa relação de finalidade.

Atenção: As questões de números 304 e 305 referem-se ao texto seguinte.

Entre o público e o privado

“Pichou o nome da gangue em parede de igreja”. Esta frase está no dicionário

Houaiss para exemplificar o sentido do verbo pichar: “escrever, rabiscar (dizeres

de qualquer espécie) em muros, paredes, fachadas de edifícios etc”. Mas o exemplo

de aplicação do verbo não é neutro: a diferença entre “nome da gangue” e “parede

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de igreja” parece sugerir a violência de um ato condenável, herético, pecaminoso,

aplicado sobre o espaço do sagrado.

Do ponto de vista dos pichadores, porém, sua ação é vista como política, como

uma manifestação artística de caráter transgressivo. A pichação seria o direito dos

anônimos marginalizados de inscreverem sua marca pessoal no espaço público,

para proclamarem sua existência como sujeitos. Já os adversários dos pichadores

costumam ver nas pichações a obsessão pela sujeira atrevida, pelo prazer rudi-

mentar de manchar o que é limpo. Os mais sofisticados chegam mesmo a reverter

a justificativa dos pichadores: a pichação seria a manifestação de uma iniciativa

privada dentro do espaço aberto ao público.

A discussão está lançada. Não parece que estejamos próximos de ver terminada

essa batalha pela avaliação e reconhecimento de direitos conflitantes. O espaço da

cidade continua, assim, um campo de disputa entre os que detêm o direito de pro-

priedade e os que justificam a ação transgressiva como o direito a uma assinatura

nesse espaço.

(Teobaldo Gouveia, inédito)

304. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio

Jurídico) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um

segmento do texto em:

a) sugerir a violência de um ato condenável (1º parágrafo) = supor a excrescência

de uma ação litigiosa.

b) manifestação artística de caráter transgressivo (2º parágrafo) = iniciativa emo-

cional de uma personalidade conturbada.

c) prazer rudimentar de manchar o que é limpo (2º parágrafo) = desfrute natural

de dissipar o que é nítido.

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d) reverter a justificativa dos pichadores (2º parágrafo) = perverter o pretexto de

quem se dispõe a pichar.

e) reconhecimento de direitos conflitantes (3º parágrafo) = acolhimento de prer-

rogativas legais em atrito.

305. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio

Jurídico) As normas de concordância e a adequada correlação entre tempos e mo-

dos verbais estão rigorosamente observadas na frase:

a) Só haveria objetividade absoluta nos dicionários caso eles venham a evitar

exemplos de empregos em que se conotem uma interpretação tendenciosa.

b) O autor do texto, atento ao rigor que deveria imperar num dicionário, observou

que um determinado exemplo de aplicação vocabular propicia ilações subjetivas.

c) Se o anonimato e a marginalidade não fossem tão discriminadores, muitos pi-

chadores haverão de se dedicar a alguma atividade que os dignificassem como

sujeitos.

d) Não parece razoável crer que o amor à sujeira e ao vandalismo constituam cau-

sas exclusivas para as ações com que tanta gente viriam a se incomodar.

e) Não fossem sanções penais rigorosas, práticas mais graves que a pichação po-

dem ocorrer no espaço público, que os marginalizados não reconhecem como seus.

Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 306 a 310.

A exemplo de toda a Europa, que viveu no Humanismo Renascentista um re-

novado interesse pelos textos clássicos – com ênfase na retórica, principalmente

nas obras de Aristóteles, Cícero e Quintiliano –, também no Brasil, por influência

de Portugal, a retórica foi muito difundida. Chegou aqui pelas mãos dos padres

jesuítas, que vieram em 1549 e aqui permaneceram até 1759, ou seja, por 210

anos. Essa retórica aqui chegada, a mesma praticada à época em toda a Europa,

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caracteriza-se pelo que se costuma chamar de “ciceronianismo jesuítico”: os jesuí-

tas confiam no poder da palavra, considerada um prolongamento da palavra divina.

Um importante testemunho do tipo de retórica trazida ao Brasil pelos jesuítas é

o Sermão da Sexagésima, do Padre Antônio Vieira, em que o jesuíta defende que

não se conseguem bons frutos com a palavra de Deus porque o pregador não sabe

pregar, ou seja, não domina as estratégias da persuasão retórica. Nessa homilia,

Vieira apresenta uma verdadeira aula de retórica:

“Há de tomar o pregador uma só matéria; há de defini-la, para que se conheça;

há de dividi-la, para que se distinga; há de prová-la com a Escritura; há de decla-

rá-la com a razão; há de confirmá-la com o exemplo; há de amplificá-la com as

causas, com os efeitos, com as circunstâncias, com as conveniências que hão de

seguir, com os inconvenientes que se devem evitar; há de responder às dúvidas,

há de satisfazer as dificuldades; há de impugnar e refutar com toda a força da elo-

quência os argumentos contrários; e depois disto há de colher, há de apertar, há de

concluir, há de persuadir, há de acabar. Isto é sermão, isto é pregar; e o que não

é isto, é falar de mais alto.”

(Adaptado de: MENDES, E. A. de M. “A retórica no Brasil: Um pouco da história”, Revista Lati-


noamericana de Retórica, mar. 2013, v. 1, n. 1, pp. 43-57)

306. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) A res-

peito do texto, é correto afirmar que consiste em

a) exposição histórica, seguida de exemplo de discurso retórico da época, de cará-

ter preceptivo e metalinguístico.

b) exposição contrastiva, que visa mostrar como uma disciplina da Antiguidade,

anterior ao cristianismo portanto, é subvertida pelos jesuítas, ainda que referida

em seus próprios sermões.

c) argumentação a propósito da validade da retórica no período do Renascimento,

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utilizando texto de Antônio Vieira como prova para o que é postulado no primeiro

parágrafo.

d) preceituação didática, a relacionar noções contemporâneas a conselhos profe-

ridos à época da Renascença, tendo como exemplo uma homilia de Antônio Vieira.

e) demonstração de preceitos retóricos com base na autoridade de Antônio Vieira,

até hoje considerado modelar no uso da língua portuguesa.

307. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Sobre o

primeiro parágrafo do texto, é correto afirmar:

a) Prevalece a narração histórica, para a qual a repetição de informações constitui

recurso que as mantém vivas na mente do leitor, de maneira a facilitar a compre-

ensão dos argumentos.

b) A compreensão do texto encontra-se prejudicada por problemas de coesão, a

ponto de algumas expressões, como “ciceronianismo jesuítico”, ficarem pouco claras.

c) O uso expressivo da pontuação colabora para a compreensão do texto e torna

claro o ponto de vista do autor sem que precise ser enunciado abertamente.

d) Exceto pelo problema na mudança de tópico frasal, do primeiro para o segundo

período, a repetição de informações acentua o caráter acadêmico do texto e privi-

legia sua clareza.

e) Embora não haja problemas de clareza, há pouca articulação entre as orações,

e repetem-se informações e termos, como o advérbio “aqui”, por exemplo.

308. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar)

...o pregador não sabe pregar, ou seja, não domina as estratégias da persuasão

retórica. Nessa homilia, Vieira apresenta uma verdadeira aula de retórica... (2º

parágrafo)

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Mantendo a clareza e, em linhas gerais, o sentido, o trecho acima encontra-se re-

escrito em um único período, com coesão e concisão, em:

a) Nessa homilia, Vieira apresenta uma verdadeira aula, sem a qual o pregador

não sabe pregar, pois não domina as estratégias de persuasão retórica.

b) Sem dominar as estratégias de persuasão da qual Vieira, nesta homilia, apre-

senta uma verdadeira aula de retórica, o pregador não sabe pregar.

c) O pregador, sem as estratégias de persuasão retórica, não sabe pregar, de

modo que Vieira apresenta uma aula das mesmas nesta homilia.

d) O pregador não sabe pregar, uma vez que não domina as estratégias de per-

suasão, sobre as quais, nessa homilia, Vieira apresenta uma verdadeira aula de

retórica.

e) O pregador não sabe pregar, de forma que não domina as estratégias de persu-

asão; assim, nesta homilia, Vieira apresenta-lhe uma verdadeira aula.

309. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Quanto

aos recursos expressivos, o 3º parágrafo caracteriza-se

a) pela variação de figuras, de modo a ressaltar o aspecto barroco da linguagem,

demonstrando, de forma metalinguística, como deve ser o discurso.

b) pela ênfase de uma mesma estrutura sintática, utilizada para descrever pro-

gressiva e didaticamente os procedimentos necessários a um discurso.

c) pelo caráter coercitivo, comum a textos encomiásticos, como gramáticas, e nor-

mativos, como os códigos legais, de modo a inclinar seu leitor ao aprendizado.

d) pelo contraste entre cada uma das recomendações, a conferir-lhes relevo e,

consequentemente, maior clareza, uma das principais virtudes do discurso retórico.

e) pela repetição de um mesmo sujeito das orações, chamando a atenção do leitor

para a quantidade de obrigações centradas na figura do orador.

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310. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Dentre

os preceitos retóricos elencados por Vieira no 3º parágrafo, é correto afirmar:

a) Recomendações como “há de prová-la com a Escritura; há de declará-la com

a razão” são sintomáticas do antagonismo característico dos discursos de Vieira,

compostos em um contexto barroco.

b) Ao dizer que há de amplificar a matéria “com as causas, com os efeitos, com as

circunstâncias”, Vieira refere-se a questões que, por parte do público, não teriam

por si só o respaldo necessário.

c) Com “há de dividi-la, para que se distinga”, embora abra precedente contrário

ao primeiro preceito, pois trata de matéria compósita, dividi-la permite que o enun-

ciador se dedique apenas ao que importa para o convencimento da audiência.

d) Embora as três primeiras recomendações se relacionem diretamente com a cla-

reza do discurso, o orador há de saber calar o que não convém que seja exposto,

como está dito em “com os inconvenientes que se devem evitar”.

e) O primeiro deles, “Há de tomar o pregador uma só matéria”, refere-se à unidade

do texto, de início, meio e fim com base na unidade do assunto abordado.

311. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Consi-

dere as frases abaixo.

I – O argumento indutivo deve considerar a possibilidade de relativização, so-

bretudo em questões relacionadas a ética e direitos humanos, cuja generali-

zação pode facilmente recair em problemas de coerência.

II – Como formas canônicas de raciocínio, tanto a indução como a dedução são

válidas e incontestes, desde que resultantes de premissas aceitas pela maio-

ria, uma vez que todo pensamento parte de uma generalização.

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III – Ainda que muito usados, processos de raciocínio como a dedução carecem

de relevância no contexto ideológico atual, em que até mesmo na redação de

uma lei devem prevalecer determinações particulares.

Está correto o que consta em

a) I, II e III.

b) I e II, apenas.

c) II e III, apenas.

d) III, apenas.

e) I, apenas.

Atenção: Considere o texto a seguir para responder às questões de números 312

a 314.

Durante o século XIX, as moças viviam reclusas sob o poder dos pais até o mo-

mento de passar, ainda adolescentes, às mãos do marido. Aos olhos dos estran-

geiros, elas se interessavam prematuramente pelo sexo oposto: “antes de cumprir

dez anos, uma menina conhece perfeitamente bem o valor dos homens e o que é o

flerte”, diria a inglesa May Frances em 1890. Não havia liberdade para escolher de

acordo com o coração, e os arranjos promovidos pela família prevaleciam: “Minha

filha, este é o teu futuro esposo”, sublinhava o missionário norte-americano Da-

niel Kidder, que, em 1837, via os pais entregarem as filhas aos amigos. Por muito

tempo, o casamento foi um “negócio”, não só porque envolvia duas pessoas, mas

porque se tratava de um mecanismo presidido pelos pais.

(Adaptado de: DEL PRIORE, Mary. Histórias econversas de mulher. São Paulo, Planeta, 2013,
p. 44-45)

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312. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audiovi-

suais) A autora descreve o casamento no século XIX como um “negócio”, chamando

a atenção para

a) os arranjos matrimoniais que privilegiavam os pretendentes estrangeiros.

b) o modo como os estrangeiros davam preferência às moças mais novas.

c) o fato de as moças se casarem antes mesmo de ter interesse pelo sexo oposto.

d) os conflitos que ocorriam quando a mulher se casava sem ter afeto pelo marido.

e) a falta de autonomia das moças quanto à escolha de seus maridos.

313. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audio-

visuais) “antes de cumprir dez anos, uma menina conhece perfeitamente bem o

valor dos homens e o que é o flerte”, diria a inglesa May Frances em 1890. Essa

passagem está corretamente reescrita com o emprego do discurso indireto em:

a) A inglesa May Frances em 1890 diria: − Antes de cumprir dez anos, uma menina

conhecerá perfeitamente bem o valor dos homens e o que é o flerte.

b) A inglesa May Frances em 1890, diria que antes de cumprir dez anos, uma me-

nina conheceu perfeitamente bem o valor dos homens e o que foi o flerte.

c) A inglesa May Frances, em 1890, diria que, antes de cumprir dez anos, uma

menina conhecia perfeitamente bem o valor dos homens e o que era o flerte.

d) A inglesa May Frances, em 1890 diria: antes de cumprir dez anos uma menina

conheceria perfeitamente bem o valor dos homens e o que seria o flerte.

e) A inglesa May Frances, em 1890, diria que antes de cumprir dez anos, uma me-

nina conhece perfeitamente bem o valor dos homens e o que é o flerte.

314. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audiovisuais)

Uma frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua é:

a) Do século XIX até hoje, houveram muitas mudanças, as mulheres conquistaram

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o direito de votar, conheceram a pílula e passaram a concorrer, com os homens por

postos de trabalho.

b) A vida das mulheres no Brasil Colônia diferenciavam-se das de hoje, haja vista

que viviam exclusivamente sobre a tutela dos pais e, depois, passavam a ser pro-

priedade de seus maridos.

c) Referência nos estudos acerca das mulheres no Brasil, Mary Del Priore registra

histórias da vida privada brasileira em uma linguagem clara e acessível no livro

Histórias e conversas de mulher.

d) Com a vinda da família real portuguesa, o processo de independência, o cres-

cimento da economia cafeeira e a ampliação das cidades, as mulheres adiquiriam

maior vizibilidade.

e) Durante muitos séculos, não se permitiam que as mulheres aprendessem à ler,

elas deveriam se dedicar ao aprendizado de bordado e costura afim de se cuidarem


das prendas domésticas.

Atenção: Para responder às questões de números 315 a 319, baseie-se no texto


abaixo.

[Cientistas e artistas]

Por meio de seu processo criativo, o cientista viabiliza sua visão de mundo. Na
minha opinião, a obra de um cientista, assim como a de um artista, é um reflexo de
sua personalidade, da escolha do tema de pesquisa ao estilo e às técnicas usadas
na solução de problemas. Claro, o veículo e as linguagens da expressão do cientista
e do artista são completamente diferentes. Mas existe um momento entre o surgir
de uma ideia e sua expressão, seja por meio de uma equação ou de uma aquarela,
que é essencialmente idêntico.

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Ao recriar o mundo matematicamente, o cientista reinventa a realidade à sua


volta, representando-a com símbolos universais. Mesmo que o processo criativo
científico seja tão subjetivo quanto o processo criativo artístico, o produto final do
trabalho do cientista é acessível a qualquer outro cientista que domine o vocabulá-
rio técnico da ciência. E, espero, também ao público não especializado, pelo esforço
da comunidade científica em transmitir suas ideias de modo acessível.
Em princípio, não deve existir subjetividade na interpretação de uma obra cientí-
fica; os modelos criados por cientistas são universais. É justamente nessa universa-
lidade que reside a força da ciência. As equações que descrevem um fenômeno são
idênticas para todos os cientistas, independentes de diferenças religiosas, raciais ou
políticas. A Natureza não se presta a jogar nossos tolos jogos de poder. A ciência,
em sua versão mais pura, é uma das formas mais humanas de conhecimento.

(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. Retalhos cósmicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1999,
p. 24-25)

315. (FCC/2018/ TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) A comparação

possível entre a obra de um cientista e a obra de um artista repousa no fato de que

em ambas
a) a forma de conhecimento, sendo essencialmente a mesma, acaba por levar a

resultados próximos que, no limite, chegam a confundir-se.

b) verifica-se uma mesma motivação do criador, qual seja, a de materializar uma

ideia por meio de uma expressão que a revele para o público.

c) projeta-se um reflexo da personalidade do criador, o que dispensa o público de

ter qualquer familiaridade com linguagens específicas.

d) a recriação da Natureza se faz segundo princípios básicos e objetivos, que al-

cançam uma validade logo reconhecida como universal.

e) o efeito que provocam no público depende de que este reconheça o valor uni-

versal e objetivo dos modelos empregados pelo criador.

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316. (FCC/2018/ TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Depreende-se

da leitura do 2º parágrafo do texto que

a) um mesmo princípio de universalidade determina tanto o acolhimento de uma

obra científica como o de uma obra artística.

b) o sentido universal da produção de um cientista pode ser reconhecido por todos

que têm familiaridade com a linguagem utilizada.

c) uma obra de arte, ao contrário do que ocorre com uma obra de valor científico,

não depende de linguagem simbólica para alcançar expressão.

d) o sucesso de uma produção científica junto ao público leigo depende de que

cada comunidade valide o que há de universal nos símbolos empregados.

e) não há presença de qualquer fator subjetivo na produção científica que se pro-

cessa por meio de símbolos de alcance universal.

317. (FCC/2018/ TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) No contexto

do 3º parágrafo, a frase A Natureza não se presta a jogar nossos tolos jogos de

poder leva em conta o fato de que

a) a Natureza, por conta do arbítrio de suas leis, torna irrelevante o princípio de

universalidade a que alguns homens se agarram.

b) os jogos da Natureza são mais irracionais do que imaginam os homens que tan-

to se esforçam para vir a dominá-la.

c) a audácia da ciência humana é incompatível com a forma de atuação e o poder

dos elementos naturais.

d) os homens, com suas diferenças e ambições, deixam-se levar por valores sub-

jetivos desprovidos de universalidade.

e) os jogos de poder da Natureza são mais eficazes do que os nossos, uma vez que

é nela que se encerram os valores universais.

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Língua Portuguesa

318. (FCC/2018/ TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Uma aquarela

ou uma equação são formas de expressão convocadas por uma ideia de um artista

ou de um cientista. A frase acima ganha nova, correta e coerente redação em:

a) Tanto uma aquarela quanto uma equação, constituem ideias cuja forma de ex-

pressão lhes foi convocada por artista ou cientista.

b) Um cientista ou um artista podem convocar uma ideia, como uma aquarela ou

equação, uma vez que lhes conceda forma de expressão.

c) Formas de expressão como uma aquarela ou uma equação respondem a uma

ideia que nasce de um artista ou de um cientista.

d) A forma de expressão de uma aquarela, ou mesmo de uma equação, traduzem-

-se segundo a ideia hora de um artista, hora de um cientista.

e) Uma aquarela ou uma equação, são convocadas como ideias que se expressam

através dos meios de um artista, ou mesmo, de um cientista.

319. (FCC/2018/ TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) A frase Ao

recriar o mundo matematicamente, o cientista reinventa a realidade à sua volta,

representando-a com símbolos universais permanecerá correta e preservará seu

sentido caso se substituam as formas sublinhadas, respectivamente, por

a) Se recriasse − reinventara − representá-la-á

b) Para recriar − há de reinventar − representá-la

c) Uma vez que recriasse − terá de reinventá-la − quando a representará

d) Vindo a recriar − reinventaria − tendo-a representado

e) Caso venha a recriar − reinventará − ao representá-la

Atenção: Para responder às questões de números 320 e 321, considere o texto

abaixo.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

Mídias sociais têm sido insistentemente acusadas de fomentar a polarização

política, reforçando e consolidando pontos de vista divisivos que têm tornado im-

possível o debate público.

Porém, estudos mostram que, embora exista seleção no consumo de notícias

de acordo com a orientação ideológica, a dieta informacional das pessoas é mais

variada do que se supõe. Leitores de direita, por exemplo, consomem mais notícias

de veículos de direita, mas leem também a grande imprensa e até, ocasionalmente,

veículos de esquerda.

Os estudiosos chamam a atenção também para o fato de que nas interações

sociais diretas as pessoas selecionam ainda mais com quem se relacionam de acor-

do com a orientação política e, quando interagem com pessoas diferentes, evitam

assuntos sensíveis, como política e religião.

Por que então temos a nítida percepção de que a polarização é aguda e se acen-

tua nas mídias sociais?

A resposta retoma a constatação de outros pesquisadores: a polarização é um

fenômeno circunscrito aos mais engajados, que são também os mais influentes nas

mídias sociais.

(Adaptado de: ORTELLADO, Pablo. Disponível em: folha.uol.com.br)

320. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considerado o

contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

a) fomentar a polarização política = condenar a divisão ideológica

b) evitam assuntos sensíveis = furtam-se de abordar temas delicados

c) dieta informacional = regime de erudição

d) circunscrito aos mais engajados = consolidado aos mais convictos

e) retoma a constatação = remete à circunstância

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Língua Portuguesa

321. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa)

Porém, estudos mostram que, embora exista seleção no consumo de notícias de

acordo com a orientação ideológica, a dieta informacional das pessoas é mais va-

riada do que se supõe.

Uma redação alternativa para o segmento sublinhado acima, em que se mantêm a

correção e a coerência, está em:

a) Contudo, estudos revelam que, apesar de a orientação ideológica interferir na

seleção de notícias a serem consumidas, a dieta...

b) No entanto, já se estuda o fato de que, conforme a orientação ideológica inter-

fere no consumo e seleção de notícias, tem- -se que a dieta...

c) De acordo com estudos, ainda que se selecionam as notícias a consumir, a partir

da orientação ideológica, a dieta...

d) Conforme estudos, mesmo existindo escolha à partir da orientação ideológica,

no consumo de notícias, a dieta...

e) Todavia, estudos demonstram que haviam possibilidades de escolha no consu-

mo de notícias, segundo a orientação ideológica, ainda que a dieta...

322. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar)

Considere o poema abaixo de João Cabral de Melo Neto:

Lendo provas de um poema

Com Rubem Braga, certa vez,

lia em provas “Dois parlamentos”.

Na manhã ipanema e verão,

em volta do alto apartamento,

sem que carniça houvesse perto,

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Língua Portuguesa

sem explicação, todo um elenco

de urubus se pôs a rondar

a cobertura, em voos pensos:

como se farejassem a morte

no texto que estávamos lendo

e se a inodora morte escrita

não fosse esconjuro mas treno.

(MELO NETO, João Cabral. A educação pela pedra e depois. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1997, p.73)

É correto afirmar que

a) em “morte escrita” pode-se apontar o uso de uma prosopopeia que colabora

para a intensidade do efeito dramático do poema.

b) os vocábulos “morte” e “treno” criam, em parte, a justificativa da presença dos

urubus, pela sugestão de um cortejo fúnebre.

c) Em como se farejassem a morte é utilizada forma verbal que aponta ação certa,

a ser desenvolvida no futuro próximo.

d) o poema é essencialmente metalinguístico na medida em que expõe seu próprio

processo de construção, explicitando os recursos que utiliza.

e) em relação ao léxico, pode-se alterar a palavra “treno”, por “treino”, sem perda

de sentido, optando-se por uma variedade linguística mais corrente.

323. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciário – Área Administrati-

va) Disse-me o cientista: − Agindo deste modo, sou como o artista, uma vez que

damos expressão às nossas ideias.

Transpondo-se o texto acima para o discurso indireto, obtém-se, adequadamente,

a seguinte formulação: Disse-me o cientista que,

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a) ao agir daquele modo, era como o artista, uma vez que ambos davam expressão

às suas ideias.

b) ao agir desse modo, seria como o artista, desde que expressando-lhes as ideias.

c) como agisse deste modo, equipararia ao artista, uma vez que expressassem

ambos as respectivas ideias.

d) por agir a seu modo, terá sido como o artista, em quem também se expressam

nossas ideias.

e) agisse de tal modo, seria como o artista, cujas ideias têm a mesma expressão.

324. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar)

Considere o texto abaixo, de Ricardo Ramos, publicado em Circuito Fechado (1972):

Circuito Fechado 1

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água,

espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água

fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoadu-

ras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta,

chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras,

xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapo. [...] Mictório, pia, água. Táxi.

Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço

de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona,

papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo,

papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo,

papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal,

cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó,

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gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos,

guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televi-

sor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca,

pijama, chinelos. Vaso, descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água.

Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

(RAMOS, Ricardo. Circuito fechado. In: LADEIRA, Julieta de Godoy (org.). Contos brasileiros
contemporâneos. São Paulo: Moderna 1994)

Depreende-se do conto Circuito Fechado que

a) o encadeamento das ações atende a um critério fortuito, mitigando a ideia de

submissão do homem à imperatividade do tempo.

b) visa, por meio do uso de apenas uma classe morfológica, revelar aspectos do

cotidiano de um homem comum e suas epifanias.


c) a ausência de verbos de ação reflete a inércia do personagem, preso em um

cenário doméstico, imbuído de afetividade.

d) é construído predominantemente por substantivos de forma iterativa, o que

pode sugerir o nexo entre circularidade e fechamento explicitado no título.

e) em Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos [...]

encontra-se o uso estilístico da gradação decrescente.

325. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Consi-

dere o texto abaixo.

A viola pode ter mais dificuldade em se libertar de sua linguagem natural não

apenas pelo preconceito que ainda persiste, mas por uma própria história sempre

muito representativa na chamada música caipira. Vilela lembra que, ao contrário

do violão, que puxou linhagens a partir de referências eruditas e populares, como

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Francisco Tárrega, Andrés Segovia, Baden Powell ou Yamandú Costa, a viola “não
tem uma escola definida”, não se academizou e pouco foi objeto de peças clássicas
escritas especialmente para ela. O que poderia se tornar sua produção menor se
reverte em liberdade. “Sobretudo os mais jovens estão trazendo uma gama de in-
formações surpreendentes”, diz Vilela.

(MARIA, Julio. A moda da liberdade. O Estado de São Paulo, Caderno 2, C6, 29 de junho de
2018)

É correto afirmar:
a) Trata-se de texto informativo e argumentativo que visa, por meio de exemplos
e pontos de vista, estabelecer ideias.
b) O caráter injuntivo do texto é corroborado pela menção a autoridades musicais.
c) O texto mescla objetividade e subjetividade, notadamente no que se refere aos

usos contemporâneos da viola caipira.

d) Por se tratar de um texto apologético, o uso de argumentos de autoridade tor-

na-se um procedimento comum.

e) O texto explora enunciados em que predomina a denotação, evidenciando seu

caráter literário.

Atenção: Para responder às questões de números 326 e 327, considere o texto

abaixo.

Sr. Presidente, eu queria deixar como lido o meu pronunciamento intitulado

“Não é hora de aumentar tarifas, e sim de melhorar a qualidade dos transportes

públicos”, em que nós fazemos uma análise do que está para acontecer: um novo

aumento das tarifas em várias cidades de São Paulo, articulado com o Governo do

Estado, o Metrô e a CPTM. As tarifas vão a R$ 3,40 ou R$ 3,50. Lembro que o mo-

vimento de 2013 partiu daí para incendiar o País.

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Nós queremos dizer que, na verdade, essa é uma linha para dar prioridade ao

transporte individual, não ao coletivo. Inclusive, há 2 dados importantes: a redução

do IPI e o subsídio da gasolina. Foram destinados R$ 20 bilhões para esse setor. O

BNDES também recebeu R$ 32 bilhões, enquanto os setores de mobilidade urbana

não receberam nem metade disso.

Por isso, nós estamos colocando aqui a necessidade, Sr. Presidente, Srs. Depu-

tados, de aprovarmos o projeto de lei de minha autoria, já aprovado por esta Casa

por unanimidade, que propõe a transparência total das planilhas de custo das tari-

fas de ônibus, que está lá no Senado Federal para ser votado há quase 1 ano. Na

verdade, há um Senador que é dono de empresa de ônibus e que pede vista todas

as vezes que o projeto vai para o plenário do Senado.

Nós estamos entendendo que 64% da população quer maior atenção à questão

do transporte coletivo de massa; 71%, conforme pesquisa realizada nacionalmen-

te, deixariam de usar o carro se houvesse um transporte coletivo de massa decen-

te; e 41%, Sr. Presidente, já são a favor da chamada tarifa zero, ou seja, do direito

ao transporte e à livre circulação dos cidadãos.

Muito obrigado.

(Disponível em: http://www.camara.leg.br /. Acesso em 02/07/2018)

326. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) A partir

da leitura do texto acima, infere-se:

a) O uso da função fática, principalmente no trecho: “O BNDES também recebeu

R$32 bilhões (...)”.

b) A função referencial é explicitada na passagem: “Por isso, nós estamos colocan-

do aqui a necessidade (...)”.

c) A ênfase na mensagem utilizada, marcada pela fundamentação dos argumentos

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Língua Portuguesa

em várias informações Numéricas .

d) O predomínio da linguagem conativa, instaurada por apelos ao bom senso e à

razoabilidade dos parlamentares.

e) A função expressiva, marcada pelo uso da primeira pessoa e pela indignação no

eventual aumento das tarifas.

327. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) O texto

a) é predominantemente denotativo, porém faz uso pontual de conotação no fim

do 1º parágrafo para intensificar uma ideia.

b) apela para a emotividade como principal recurso para garantir o encadeamento

das ideias.

c) consegue, devido ao seu caráter impessoal, abranger grupos diversos, pois as

reivindicações afetam todos os cidadãos.

d) modaliza o uso da norma culta no sentido de extrair efeitos de convencimento

pela sua simplicidade.

e) vale-se, quanto ao léxico, de variantes regionais para cooptar maior adesão à

causa debatida.

Atenção: Para responder às questões de números 328 e 329, considere o texto

abaixo.

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328. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) Sobre o

texto, é correto afirmar:

a) Por se tratar de um texto em prosa, o paralelismo sonoro é preterido como re-

curso expressivo e plástico.

b) Busca, para criar efeitos irônicos e jocosos, o uso da onomatopeia, como em

“verbosidade ardilosa”.

c) O aspecto sonoro é articulado de forma circunstancial, sem a pretensão de es-

tabelecer efeitos estilísticos.

d) Faz uso de paronomásias que ampliam o seu sentido lúdico, colaborando para

instaurar certa comicidade.

e) As assonâncias são desprezadas, já que esses recursos são predominantemente

utilizados em textos poéticos.

329. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar) O texto

possui caráter

a) exortativo, com comandos específicos sobre léxicos regionais.

b) informativo, com pretensão de veicular dados e divulgá-los.

c) opinativo, ao demarcar usos da linguagem relacionados a lugares diversos.

d) narrativo, em que se compartilham experiências passadas.

e) dissertativo, que recolhe exemplos da vida pessoal do autor.

330. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar)

A ascensão do Nacional-socialismo (Nazismo) (1919-1933) foi possível graças

à conjugação dos defeitos da política alemã, desde os primórdios do século XIX,

com as raízes fatídicas e a história repleta de crises da República de Weimar. A de-

mocracia de 1918 foi considerada responsável pelas consequências da derrota na

Primeira Guerra Mundial. O novo Governo se tornou o bode expiatório e o objeto do

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ódio das forças da restauração e da reação no Estado e na sociedade, bem como

nos movimentos revolucionários ditatoriais reunidos nos belicosos Freikorps, em

seitas populares antissemitas e em organizações paramilitares. O “espantalho ver-

melho” da revolução comunista completou a tarefa de tornar exército e burocracia,

classe média e patrões, fácil conquista de tais sentimentos.

(Adaptado de: BOBBIO, Norberto, MATTEUCI, Nicola e PASQUINO, Gianfranco. Nacional-Socia-


lismo. Dicionário de Política v.2, Brasília: Universidade de Brasília, 12.ed., 2004, p. 809)

A vigilância e o terror de Estado, uma ideologia oficial abrangendo Estado, Indiví-

duo e Sociedade, a concentração dos meios de propaganda, dos meios militares,

o controle central e a direção de toda a economia, permitem caracterizar o regime

nazista como

a) antidemocrático.

b) totalitário.
c) ditatorial.

d) autoritário.

e) militarista.

331. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Redação Parlamentar)

O Estado de Direito se caracteriza pela divisão dos poderes, atribuições espe-

cíficas distribuídas entre órgãos do Estado. Graças a essa divisão, com os poderes

limitando uns aos outros, o governo fundado na lei, ou seja, a liberdade, torna-se

possível. As três ordens de poderes são: o parlamento (o legislativo), que faz as

leis; o executivo, que aplica as leis, executando as normas estabelecidas pelo legis-

lativo e o judiciário, que as aplica exercendo sua função de resolver conflitos entre

os componentes da sociedade e entre estes e o Estado. No entanto, essa separação

não pode ser considerada uma prática rígida, pois na conformação do Estado con-

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temporâneo o princípio da interdependência e o controle mútuo levam a práticas

que relativizam a divisão ou separação dos poderes.

(Adaptado de: MOSCA, G. e BOUTHOUL, G. História das Doutrinas Políticas desde a Anti-
guidade . Zahar Editores, 1962, cap. XXIX, pp 200-204)

São exemplos de aplicação do princípio da interdependência e de controle mú-

tuo entre os poderes:

a) a fiscalização dos atos do Poder Executivo pelo Legislativo, a nomeação de juí-

zes de instâncias intermediárias pelo Poder Executivo e a possibilidade de proces-

sar membros do Executivo e do Legislativo nas Instâncias Inferiores do Judiciário.

b) o uso de decretos legislativos pelo Poder Executivo, aprovados ou não pelo par-

lamento, a aprovação ou rejeição de contas do Poder Executivo (ouvidos órgãos de

controle) e o poder do Judiciário de fixar o próprio orçamento.

c) a interferência mútua por meio de poderes, de veto do Executivo a Leis, fiscali-

zação do Legislativo em relação ao cumprimento das Leis pelo Executivo e o poder

do Judiciário de declarar inconstitucionais Leis feitas pelo Legislativo.

d) a definição de competências para instâncias do Judiciário pelo Legislativo, o

poder do Executivo de instaurar o processo constituinte, a fixação de prazos para

apresentação de relatórios de gestão do executivo pelo Judiciário.

e) a realização e controle do processo eleitoral pelo Judiciário, a instauração de

processo de destituição de Ministros do Judiciário, o poder de veto de atos do Exe-

cutivo pelo Legislativo, após processo formal instaurado no Parlamento.

332. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Tecnologia da Informação) A frase redigida com clareza e correção é:

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a) Alguns medicamentos gordurosos podem causar doenças grave ao coração, di-

z-se dos pesquisadores da área.

b) Todos os alimentos gordurosos, isto é, com alto índice de colesterol, tem a ten-

dência por prejudicar o coração, causando-lhes doenças graves e até mesmo mortais.

c) Um e outro turista brasileiros comem muitos ovos diariamente quando ficam

nos Estados Unidos.

d) Àqueles que comem muitos ovos por dia, doenças graves acometem-lhes o coração.

e) Já na China, são poucos os chineses desse país que come muitos ovos por dia,

tendo doenças vasculares.

333. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia)

Considerada a norma-padrão, é correto afirmar que há INADEQUAÇÃO no emprego

APENAS de:

a) 1, 2, 4 e 5

b) 2 e 4.

c) 2, 3 e 5.

d) 1 e 3.

e) 5.

334. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) A redação que está

clara e em concordância com a norma-padrão é:

a) Técnicos analisaram também o plano de acesso à garagem superior do edifício,

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buscando encontrar o ponto vulnerável na estrutura dele, devido que havia risco

para a segurança dos condôminos.

b) Nada havendo a contestar depois de lida a ata, o representante dos condômi-

nos mais antigos pediu a palavra para defender sua opinião sobre matéria que não

constava da pauta, sendo mal aceita.

c) Nada havendo a contestar depois de lida a ata, o representante dos condômi-

nos mais antigos pediu a palavra para defender sua opinião sobre matéria que não

constava da pauta, sendo mal aceita.

d) Mesmo tendo sido aprovada a proposta de redução de custos do condomínio,

houve quem lamentasse a perda de certas prestações de serviço, que foram con-

sideradas supérfluas.

e) Visitantes de moradores devem cumprir o regulamento do condomínio e pre-

servem as áreas verdes, com o objetivo de assegurar futuras vezes em que voltem

para visitas.

335. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Está correto o

uso do elemento sublinhado na seguinte frase:

a) Nos diálogos forjados nas redes sociais, os usuários selecionam aqueles dos

quais estão dispostos a interagir.

b) A maioria das pessoas hoje acessa as redes sociais em cuja influência revolucio-

nou a forma de compartilhar notícias.

c) Deve-se reagir com cautela à recepção de conteúdos aos quais são dissemina-

dos nas mídias digitais.

d) As mídias sociais são acusadas de formar redutos no qual o usuário consome

um conteúdo que o agrade.

e) A esfera pública, na qual os mais engajados prevalecem, parece tomada por

uma intensa polarização.

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Língua Portuguesa

336. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Caso se queira minorar o destaque dado

ao sujeito responsável por determinado ato, deve-se adotar a estruturação sintáti-

ca exemplificada por:

a) Estamos acostumados a rir do que é baixo ou vil, e atribuímos uma natureza

solene às histórias elevadas.

b) Em seus depoimentos, os indígenas queixavam-se pelo fato de os brancos con-

siderarem-nos como objetos de museu.

c) À chegada dos antropólogos, os índios escondiam o aparelho de televisão, rin-

do-se do olhar sisudo que os perscrutava.

d) O riso, em nossa sociedade, muitas vezes corrobora a ordem moral estabeleci-

da, sobretudo quando se volta contra o que é posto à margem.

e) As histórias tinham sido contadas com riqueza de detalhes, de modo que todos

foram transportados para dentro da ação.

337. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Comunicação Social – Especia-

lidade: Jornalismo) A Língua Portuguesa é um dos principais instrumentos de tra-

balho do jornalista. Está inteiramente correto o título da seguinte matéria:

a) A polícia interveio na manifestação.

b) Houveram muitos assassinatos no Carnaval.

c) Para arrecadar, governo tacha os mais ricos.

d) Corrupção não tem nada haver com partidos.

e) A viajem da seleção brasileira foi adiada.

338. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Comunicação Social – Especia-

lidade: Jornalismo) Considere os seguintes títulos de matérias:

I – As vendas à prazo caíram com a inflação.

II – Presidente é tachado de ladrão.

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Língua Portuguesa

III – Governo federal interveio na Prefeitura.

IV – Houveram muitos acidentes no feriado.

Do ponto de vista da correção gramatical, estão corretos APENAS os que constam em

a) II e III.

b) I e IV.

c) II e IV.

d) I e III.

e) II e I.

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GABARITO

1. d 27. c 53. d 79. d

2. c 28. a 54. a 80. a

3. d 29. b 55. d 81. c

4. b 30. c 56. c 82. e

5. d 31. b 57. c 83. a

6. e 32. d 58. c 84. b

7. a 33. e 59. d 85. e

8. b 34. c 60. b 86. b

9. b 35. e 61. c 87. d

10. a 36. d 62. b 88. a

11. e 37. a 63. a 89. b

12. a 38. a 64. c 90. e

13. b 39. c 65. e 91. d

14. b 40. a 66. d 92. c

15. e 41. d 67. b 93. c

16. d 42. b 68. e 94. e

17. d 43. e 69. d 95. d

18. c 44. e 70. a 96. b

19. e 45. e 71. c 97. c

20. a 46. a 72. d 98. a

21. b 47. c 73. b 99. e

22. d 48. e 74. e 100. d

23. e 49. c 75. b 101. b

24. a 50. d 76. a 102. a

25. a 51. b 77. d 103. b

26. c 52. e 78. c 104. d

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Língua Portuguesa

105. e 133. e 161. c 189. c

106. c 134. c 162. b 190. d

107. a 135. d 163. b 191. d

108. c 136. c 164. c 192. b

109. c 137. a 165. d 193. d

110. a 138. b 166. e 194. c

111. b 139. e 167. a 195. e

112. d 140. d 168. b 196. a

113. e 141. d 169. c 197. d

114. c 142. b 170. d 198. a

115. a 143. a 171. b 199. a

116. c 144. c 172. c 200. b

117. e 145. e 173. e 201. e

118. e 146. a 174. a 202. d

119. d 147. a 175. e 203. b

120. a 148. d 176. d 204. e

121. b 149. b 177. d 205. e

122. a 150. e 178. c 206. c

123. c 151. c 179. d 207. b

124. d 152. c 180. b 208. d

125. c 153. a 181. a 209. d

126. e 154. b 182. c 210. e

127. b 155. d 183. e 211. a

128. e 156. e 184. e 212. c

129. b 157. d 185. d 213. b

130. a 158. d 186. b 214. a

131. d 159. a 187. a 215. e

132. c 160. e 188. a 216. a

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

217. d 245. e 273. a 301. b

218. b 246. b 274. c 302. c

219. d 247. e 275. b 303. a

220. e 248. d 276. a 304. e

221. a 249. b 277. c 305. b

222. a 250. b 278. d 306. a

223. b 251. e 279. e 307. e

224. c 252. b 280. e 308. d

225. a 253. d 281. a 309. b

226. b 254. e 282. d 310. e

227. d 255. c 283. c 311. e

228. e 256. a 284. d 312. e

229. b 257. a 285. a 313. c

230. d 258. b 286. e 314. c

231. a 259. e 287. c 315. b

232. c 260. d 288. e 316. b

233. b 261. c 289. d 317. d

234. a 262. d 290. a 318. c

235. a 263. a 291. b 319. e

236. b 264. c 292. c 320. b

237. d 265. b 293. b 321. a

238. c 266. b 294. e 322. b

239. a 267. e 295. a 323. a

240. d 268. d 296. d 324. d

241. c 269. b 297. d 325. a

242. b 270. b 298. e 326. e

243. a 271. c 299. c 327. a

244. c 272. d 300. a 328. d

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Língua Portuguesa

329. d 332. c 335. e 338. a

330. b 333. a 336. e

331. c 334. d 337. a

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Redação Oficial

REDAÇÃO OFICIAL

339. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) Aviso e ofício são mo-

dalidades de correspondência oficial muito parecidas. A única diferença entre elas

é que

a) o ofício não pode tratar de matéria sigilosa, e deve ser imediatamente publicado

no Diário Oficial.

b) o aviso é prerrogativa exclusiva dos ministros do Supremo Tribunal Federal e

dos comandantes das Forças Armadas.

c) ambos tratam de assuntos oficiais, mas os ofícios podem abordar também as-

suntos pessoais e familiares das autoridades.

d) o aviso é expedido exclusivamente por ministros de Estado para autoridades de

mesma hierarquia.

e) o ofício deve ser utilizado por pessoas físicas, quando estas se dirigem a titula-

res de cargos públicos.

340. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) O fecho da corres-

pondência oficial, quando dirigida a autoridades superiores, deve ser:

a) Com protestos de estima e consideração.

b) Atenciosamente.

c) Respeitosamente.

d) Com a admiração de sempre.

e) Humildemente.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Redação Oficial

Atenção: observe a relação de autoridades abaixo e responda às questões de nú-

meros 341 e 342.

1) Papa

2) Cardeal

3) Presidente da República

4) Governador de Estado

5) Reitor de Universidade

6) Embaixador

7) Príncipe

8) Juiz de direito

341. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) As formas de tratamen-

to devidas a tais autoridades são, respectivamente:

a) V. Exª, Vossa Excelência, V. Exª, Vossa Alteza, Exª, Vossa Eminência Reveren-

díssima, Vossa Santidade e Vossa Magnificência.

b) Vossa Eminência Reverendíssima, Exª, Vossa Santidade, V. Exª, Vossa Magnifi-

cência, Vossa Alteza, V. Exª e Vossa Excelência.

c) Vossa Excelência, Exª, Vossa Alteza, V. Exª, Vossa Magnificência, V. Exª, Vossa

Eminência Reverendíssima e Vossa Santidade.

d) Vossa Santidade, Vossa Eminência Reverendíssima, Vossa Excelência, V. Exª,

Vossa Magnificência, V. Exª, Vossa Alteza e Exª.

e) Vossa Magnificência, Exª, Vossa Santidade, V. Exª, Vossa Excelência, V. Exª,

Vossa Eminência Reverendíssima e Vossa Alteza.

342. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) O endereçamento “Ao

Meritíssimo Senhor” cabe ao

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Redação Oficial

a) Papa e Cardeal.

b) Juiz de Direito.

c) Presidente da República e Governador de Estado.

d) Embaixador.

e) Príncipe e Reitor de Universidade.

Atenção: As questões de números 343 e 344 referem-se ao texto seguinte.

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

CASA CIVIL

SECRETARIA ESPECIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

PORTARIA N° 195, de 20 de dezembro de 2016.

Dispõe sobre o credenciamento da imprensa no âmbito da Presidência da Re-

pública, e dá outras providências.

O Secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República, no

uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 16, incisos V e V I I I ,

da Estrutura Regimental da Casa Civil da Presidência da República, aprovada pelo

Decreto n° 8.889, de 26 de outubro de 2016, resolve:

Art. 1º Esta Portaria dispõe sobre as normas de credenciamento da imprensa

junto à Presidência da República.

[...]

Art. 4º O credenciamento será concedido a repórteres, repórteres fotográficos

e cinematográficos e técnicos que tenham vínculo com jornais, agências de notí-

cias, veículos da internet, revistas, emissoras de rádio ou de televisão e agências

de fotojornalismo que tenham sede ou sucursal em Brasília, devidamente registra-

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Redação Oficial

dos no CNPJ, que realizam publicações em portais de notícias e mídia impressa e

além dos profissionais de imprensa vinculados a órgãos da imprensa estrangeira,

mediante os seguintes critérios:

I – uma mesma pessoa não poderá ser credenciada por mais de uma empresa

e em mais de uma categoria profissional;

II – poderão ser credenciados mais de uma empresa ou grupo de empresas,

conforme a área de interesse ou característica do veículo.

[...]

Art. 6º O credenciamento anual, inclusive dos profissionais de imprensa bra-

sileiros que trabalhem em empresas estrangeiras, deve ser requerido, por meio

de cadastramento eletrônico, no sítio do Planalto: http://www2.planalto.gov.br/

area-de-imprensa, preenchendo a ficha de dados cadastrais e anexando a seguinte

documentação em formato pdf único [...]

(Presidência da República, Disponível em: http://www2.planalto.gov.br)

343. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Admite-se como

correto o seguinte comentário sobre a portaria:

a) De caráter instrutivo e apoiando-se na legislação vigente, informa quais são os

novos procedimentos para o credenciamento de profissionais da imprensa, brasilei-

ros ou estrangeiros.

b) De caráter complementar, o documento é destinado ao esclarecimento das ne-

cessárias distinções entre brasileiros e estrangeiros que atuem como profissionais

da imprensa, destacando a prioridade de acesso a credenciamento conferida aos

primeiros.

c) De caráter interno, funciona como elemento norteador do trabalho dos funcio-

nários responsáveis pelo credenciamento da imprensa, dispondo sobre questões

burocráticas e procedimentais inacessíveis ao cidadão comum.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Redação Oficial

d) Obedecendo ao caráter normativo desse tipo de documento, emprega estrutu-


ras que definem (com o verbo “ser”) e regulamentam (com verbos como “poder”
e “dever”).
e) De caráter propositivo, expõe as recomendações do Secretário Especial de Co-
municação Social da Presidência da República (com os verbos “ser” e “poder”), as
quais, a partir da data de sua publicação, devem ser submetidas ao crivo popular.

344. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) A redação do Art. 4º


a) respeita a correção e, principalmente, a clareza necessária às comunicações
oficiais, não havendo nela qualquer óbice à plena compreensão do conteúdo.
b) respeita plenamente os princípios da impessoalidade, uso do padrão culto de
linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade, tal como preveem as
normas de redação oficial.
c) desvia-se das normas gramaticais atuais para atender a certa tradição, aspecto
também cultuado na documentação redigida pelos órgãos oficiais brasileiros.
d) permite uma série de interpretações, na medida em que dispõe tanto sobre os
profissionais quanto sobre os órgãos credenciáveis, em linguagem obscura e incorreta.
e) propicia falta de clareza, sobretudo pelo acúmulo de especificações e pelo seg-
mento introduzido por e além.

345. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)


Consideradas as diretrizes do Manual da Presidência da República, está correta a
frase que se encontra em:
a) A partir do reconhecimento da demanda não satisfeita, foi proposto o co-envol-
vimento proativo dos participantes, no seminário, a serem implementados.
b) Por meio de ofício solicitaram aos Ministérios economizarem energia e que fos-
sem elaborados planos de contenção de despesas durante o período de duração da

seca.

c) Em complemento às observações feitas onde ficaram definidas as medidas a

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Redação Oficial

serem adotadas, venho apontar a correspondência entre objetivos e recursos.

d) Em decreto assinado pelo Presidente da República, foi instituída a hora de verão

a partir de zero hora do primeiro domingo do mês de novembro de cada ano, até

zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente.

e) O Ministro comunicou a seu assessor que ele deve participar da reunião que foi

agendada para a próxima semana.

GABARITO

339. d

340. c

341. d

342. b

343. d

344. e

345. d

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

346. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) Em um jogo, cada

bolha tem valor 0 ou 1. A conexão de duas bolhas gera uma nova bolha, cujo valor

será 1 apenas se ambas as bolhas de origem têm valor 1. Na figura a seguir, algu-

mas bolhas estão com seus valores indicados, outras não.

Os valores das bolhas marcadas por A, B, C e D são, respectivamente:

a) 1, 0, 1, 1.

b) 0, 0, 0, 0.

c) 0, 1, 0, 0.

d) 1, 1, 0, 0.

e) 0, 0, 1, 0.

347. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Considere como verda-

deiras as premissas seguintes, mesmo que sejam absurdas. – Todo canadense tem

antepassados ingleses. – Todo inglês tem antepassados saxões. – Existem alemães

com antepassados ingleses. De acordo com as premissas dadas, entre as senten-

ças seguintes, a única FALSA é:

a) Todo canadense tem antepassados saxões.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

b) Alguns alemães têm antepassados saxões.

c) Quem não tem antepassados saxões não é inglês.

d) Nenhum alemão tem antepassados saxões.

e) Quem não tem antepassados ingleses não é canadense.

348. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Suponha que sejam ver-

dadeiras as premissas seguintes, mesmo que você não concorde com elas. – A

maior parte dos cientistas não é constituída por pessoas ricas. – Muitas pessoas

que não são ricas se alimentam mal. – Todas as pessoas que se alimentam bem

são saudáveis. Com base nas premissas dadas, pode-se concluir corretamente que

a) Todos os cientistas, devido a seus conhecimentos científicos, se alimentam bem.

b) Todas as pessoas ricas se alimentam bem.

c) Todo cientista que se alimenta bem é saudável.

d) A maior parte das pessoas ricas é saudável.

e) Todos os cientistas que se alimentam mal não são saudáveis.

349. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Marta começou a traba-

lhar em um hospital, com a obrigação de fazer plantão noturno a cada três dias.

Seu primeiro plantão foi em um domingo, o seguinte foi em uma quarta-feira e,

depois, em um sábado. Na semana seguinte deu plantão na terça-feira e na sexta-

-feira. Mantendo essa regularidade, o centésimo plantão de Marta será

a) domingo.

b) quarta-feira.

c) sábado.

d) segunda-feira

e) quinta-feira.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

350. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Um programa de TV de-

safia um participante a descobrir em que caixa está certo prêmio. Apresenta-se ao

participante uma fileira de 10 caixas fechadas, numeradas de 1 a 10. Em cada caixa

está escrita a mensagem: Seu prêmio está na caixa ao lado. Exceto nas extremida-

des da fila, a “caixa ao lado” pode ser a anterior ou a posterior. O participante pode

abrir apenas uma caixa, examinar seu interior e, depois, é obrigado a dizer onde

está o prêmio. Ele é informado de que todas as mensagens escritas nas caixas são

falsas, exceto uma delas. Nessas condições, ele certamente descobrirá onde está o

prêmio se examinar a caixa

a) 3

b) 5

c) 6

d) 7

e) 10

351. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) O ano de 2010 começa

em uma sexta-feira e o ano de 2016 também. Assim, as datas de janeiro 2010 e

de 2016 correspondem aos mesmos dias da semana. Como 2016 tem 366 dias e

2010 tem 365 dias, a correspondência de datas deixa de ocorrer a partir de 29 de

fevereiro de 2016. (A diferença de número de dias indica que 2016 é ano bissexto,

o que ocorre de 4 em 4 anos neste século, com a exceção de 2100.) Há casos em

que os calendários de dois anos distintos correspondem aos mesmos dias da sema-

na durante todo o ano. Por exemplo, são iguais os calendários de 2013 e de

a) 2015

b) 2019

c) 2017

d) 2018

e) 2016

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

352. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Três candidatos dispu-

tam a eleição para a presidência de um clube desportivo. Os dois candidatos mais

votados disputarão um segundo turno. Sabe-se que A tem 40% dos votos, B tem

35% e C tem 25%. Além disso, 50% dos eleitores de C jamais votariam em A, 20%

dos eleitores de C jamais votariam em B e 30% dos eleitores de C não rejeitam

nem A nem B. Vamos fazer uma previsão do resultado do segundo turno entre A e

B, considerando as seguintes hipóteses: – os eleitores de A e de B manterão seus

votos de 1° turno; – os eleitores que rejeitam A votarão em B, os que rejeitam B

votarão em A e os que não rejeitam nenhum dos dois se dividirão igualmente entre

A e B. Aceitando essas hipóteses, no segundo turno

a) B vence A com vantagem inferior a 3% dos votos.

b) B vence A com vantagem superior a 5% dos votos.

c) A vence B com vantagem inferior a 1% dos votos.

d) A vence B com vantagem de exatamente 1,5% dos votos.

e) A vence B com vantagem superior a 3% dos votos.

353. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) No ano

passado, Marcelo prometeu que se o seu time ganhasse todos os jogos e seu ídolo

Canelinha fosse o artilheiro do campeonato, então ele ficaria todo o ano seguinte

sem tomar cerveja. Sabendo que Marcelo cumpre todas as suas promessas e que,

neste ano, ele tem tomado cerveja todo final de semana, é correto concluir que, no

ano passado, necessariamente,

a) o time de Marcelo perdeu ou empatou pelo menos um jogo.

b) pelo menos um jogador marcou mais gols do que Canelinha no campeonato.

c) o time de Marcelo perdeu todos os jogos e Canelinha não foi o artilheiro do campeonato.

d) o time de Marcelo não ganhou todos os jogos ou Canelinha não marcou gols no

campeonato.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

e) o time de Marcelo não ganhou todos os jogos ou Canelinha não foi o artilheiro

do campeonato.

354. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) Gio-

vanni e sua esposa moram em uma cidade que possui 25 pizzarias. Em todos os

sábados do ano passado, eles jantaram em uma pizzaria, sempre na cidade em que

residem. A partir dessas informações, é correto concluir que, necessariamente, no

ano passado, Giovanni e sua esposa

a) estiveram mais de duas vezes em pelo menos uma pizzaria da cidade.

b) estiveram pelo menos duas vezes em cada pizzaria da cidade.

c) nunca repetiram a pizzaria em seus jantares de sábado.

d) jantaram pelo menos 25 vezes na mesma pizzaria.

e) não jantaram todos os sábados na mesma pizzaria.

355. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Considere os

dois argumentos a seguir: I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não

sabe escrever petições. Ana Maria nunca escreve petições. Portanto, Ana Maria

não sabe escrever petições. II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela

nunca escreve petições. Ana Maria nunca escreve petições. Portanto, Ana Maria não

sabe escrever petições. Comparando a validade formal dos dois argumentos e a

plausibilidade das primeiras premissas de cada um, é correto concluir que

a) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, mesmo que a primeira pre-

missa de I seja mais plausível que a de II.

b) ambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de am-

bos serem ou não plausíveis.

c) ambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de am-

bos serem ou não plausíveis.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

d) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, pois a primeira premissa de

II é mais plausível que a de I.

e) o argumento I é válido e o argumento II é inválido, mesmo que a primeira pre-

missa de II seja mais plausível que a de I.

356. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Os 240 formandos

de uma faculdade de Direito participaram de uma pesquisa que os inquiria sobre

suas pretensões profissionais, de modo que podiam optar por nenhuma, uma ou

mais das seguintes possibilidades: trabalhar em um escritório bem estabelecido,

ingressar em um cargo público, abrir o próprio escritório. Os dados coletados foram

os seguintes: − 10% não indicaram nenhuma das possibilidades contidas na pes-

quisa; − 30% almejam ingressar em um cargo público; − 50 têm interesse tanto

em um cargo público quanto em trabalhar em um escritório bem estabelecido, mas

não cogitam abrir seu próprio negócio; − 50% têm interesse em trabalhar em um

escritório bem estabelecido ou em abrir seu próprio escritório, mas não se interes-

sam por cargos públicos; − 20 têm interesse exclusivamente por trabalhar em um

escritório bem estabelecido. Sendo assim, a quantidade daqueles que, entre esses

formandos, têm interesse exclusivo por abrir seu próprio escritório é

a) 8.

b) 16.

c) 24.

d) 4.

e) 12

357. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Dez pastas diferen-

tes devem ser guardadas em duas caixas diferentes. Se a única regra é que cada

uma das caixas contenha pelo menos uma pasta, então a quantidade de maneiras

distintas como se pode guardar essas pastas nas caixas é

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Raciocínio Lógico-Matemático

a) 510.

b) 1022.

c) 126.

d) 2048.

e) 256.

358. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A, B, C e D são al-

guns dos candidatos à presidência de um certo país. Um analista político, em en-

trevista a um programa de rádio, fez três previsões sobre o 1o turno das eleições:

− Se A ficar em primeiro lugar, então nem B e nem C ficarão entre os três primei-

ros. − Se B ficar entre os três primeiros, então A não ficará entre os três primeiros.

− Se D ficar entre os três primeiros, então C ficará entre os três primeiros. Assim,

se A ficar em primeiro lugar no 1o turno e se as previsões do analista estiverem

corretas, então, sobre B, C e D, pode-se concluir que

a) certamente nenhum deles estará entre os três primeiros.

b) D poderá ou não estar entre os três primeiros.

c) certamente apenas D estará entre os três primeiros.

d) C ou D, mas não ambos, poderão estar entre os três primeiros.

e) certamente apenas B e C não estarão entre os três primeiros.

359. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Arquitetura) Amaral, Bentes, Carvalho, Dantas e Esteves irão votar para

a escolha de um, dentre eles, para representá-los em uma assembleia. Cada um

deve escolher uma única pessoa diferente de si própria. Sabe-se que: − Amaral

não votou em Dantas, nem em Bentes. − Carvalho votou ou em Esteves ou em

Bentes. − Dantas não votou em Amaral. − Esteves votou em Carvalho. − Bentes

votou na mesma pessoa que Carvalho votou. Apurados os cinco votos, todos eles

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Raciocínio Lógico-Matemático

válidos, Esteves venceu a disputa com 3 votos, e Carvalho e Bentes ficaram empa-

tados em segundo lugar, com 1 voto cada. Sendo assim,

a) Esteves votou em Carvalho e Carvalho votou em Bentes.

b) Bentes votou em Esteves e Esteves votou em Bentes.

c) Amaral votou em Carvalho e Carvalho votou em Esteves.

d) Dantas votou em Esteves e Esteves votou em Carvalho.

e) Carvalho votou em Esteves e Esteves votou em Carvalho.

360. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Almir, Beto, Célio

e Danilo trabalham em uma repartição pública e suas idades são: 30, 31, 32 e 33

anos, não necessariamente nessa ordem. Suas ocupações são: auxiliar de escritó-

rio, contador, ouvidor e escriturário, ainda que não necessariamente nessa ordem.

Sabe-se que: − o auxiliar de escritório, que é o mais jovem dos quatro, é primo de

Almir e sempre toma café com Beto; − Célio, que é o mais velho dos quatro, mora

no mesmo prédio do contador; − Almir é dois anos mais novo que o escriturário.

Nas condições descritas acima, é correto afirmar que, necessariamente,

a) Danilo é o contador.

b) Célio é o escriturário.

c) Almir é o ouvidor.

d) Célio é o ouvidor.

e) Beto é o escriturário.

361. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Engenha-

ria de Segurança do Trabalho) Considere as seguintes afirmações:

I – Agnes é atriz ou Bernardo não é diretor.

II – Cíntia é estilista e Dinorá não é cantora.

III – Elivaldo não é segurança ou Fred é assistente.

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Raciocínio Lógico-Matemático

IV – Se Bernardo é diretor, então Elivaldo não é segurança.


Sabe-se que as afirmações I e IV são falsas e que as afirmações II e III são verda-
deiras. Sendo assim, é logicamente VERDADEIRA a alternativa
a) Dinorá é cantora ou Agnes é atriz.
b) Se Agnes é atriz, então Elivaldo é segurança.
c) Fred não é assistente e Cíntia é estilista.
d) Se Bernardo é diretor, então Dinorá é cantora.
e) Ou Bernardo não é diretor ou Fred não é assistente.

362. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Engenha-


ria de Segurança do Trabalho) Considere os conjuntos, suas respectivas intersec-
ções e a existência de elementos em todas as regiões do diagrama.

A partir dessas informações é correto concluir que


a) qualquer elemento de J que não seja elemento de Q é elemento de M.
b) há elemento de K que, além de ser de K, é também elemento de J, mas apenas de J.
c) os elementos de M, que também são elementos de Q, não são apenas elemen-
tos desses dois conjuntos.
d) todo e qualquer elemento de Q é elemento de pelo menos mais dois conjuntos.
e) há elemento de M que seja elemento apenas de M e Q.

363. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Se o veículo ul-


trapassar os 50 km/h, então seu motorista será multado. Uma afirmação equiva-

lente à afirmação anterior é:

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

a) Se o motorista não foi multado, então seu veículo ultrapassou os 50 km/h.

b) O veículo não ultrapassou os 50 km/h e seu motorista não será multado.

c) O veículo não ultrapassa os 50 km/h ou seu motorista é multado.

d) Se o motorista foi multado, então seu veículo ultrapassou os 50 km/h.

e) O motorista só será multado se o veículo ultrapassar os 50 km/h.

364. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Considere a afir-

mação I como sendo FALSA e as outras três afirmações como sendo VERDADEI-

RAS. I. Lucas é médico ou Marina não é enfermeira. II. Se Arnaldo é advogado,

então Lucas não é médico. III. Ou Otávio é engenheiro, ou Marina é enfermeira,

mas não ambos. IV. Lucas é médico ou Paulo é arquiteto. A partir dessas informa-

ções, é correto afirmar que

a) Paulo não é arquiteto ou Marina não é enfermeira.

b) Marina é enfermeira e Arnaldo não é advogado.

c) Se Lucas não é médico, então Otávio é engenheiro.

d) Otávio é engenheiro e Paulo não é arquiteto.

e) Arnaldo é advogado ou Paulo é arquiteto.

365. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Cinco diretores

(Recursos Humanos-RH, Financeiro-F, Administrativo-D, Contábil-C e Marketing-M)

estão sentados em uma mesa circular com oito acentos igualmente espaçados ao

redor da mesa. D está sentado no acento em frente ao assento de C e no terceiro

assento à direita de M. RH está sentado a quatro acentos de F. Em tais condições é

correto afirmar que, necessariamente,

a) M está sentado em frente a um assento vazio.

b) M está sentado ao lado de um assento vazio.

c) há dois assentos vazios que estão juntos.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

d) D está sentado ao lado de um assento vazio à sua direita e de um à sua esquerda.

e) C está sentado imediatamente à direita de RH.

366. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Na prateleira de

uma estante estão dispostos 10 livros de direito, 12 livros de economia e 15 livros

de administração. O menor número de livros que se devem retirar ao acaso dessa

prateleira para que se tenha certeza de que dentre os livros retirados haja um de

direito, um de economia e um de administração é igual a

a) 26.

b) 23.

c) 27.

d) 28.

e) 29.

367. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Segurança) Considere que a

afirmação I é falsa e que as demais são verdadeiras.

I – Se Bernardo é músico, então Andreia é cantora.

II – Cátia é baterista e Bernardo é músico.

III – Ou Danilo é violonista, ou Cátia é baterista. A partir dessas afirmações, é

correto concluir que

a) Andreia é cantora ou Danilo é violonista.

b) ou Bernardo é músico, ou Cátia é baterista.

c) se Danilo é violonista, então Andreia é cantora.

d) Cátia é baterista e Danilo é violonista.

e) se Cátia é baterista, então Danilo é violonista.

368. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Uma tradicional loja de departamentos anunciou uma liquidação especial em co-

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Raciocínio Lógico-Matemático

memoração ao seu aniversário de 50 anos: durante 50 horas corridas, todos os

produtos teriam 50% de desconto. Se a liquidação começou às 8h de um sábado,

então ela foi encerrada às

a) 8h de uma segunda-feira.

b) 10h de uma segunda-feira.

c) 20h de uma segunda-feira.

d) 22h de uma segunda-feira.

e) 8h de uma terça-feira.

369. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Quatro parlamentares, sendo dois do partido X e dois do partido Y, inscreveram-se

para discursar na tribuna em determinada sessão. A ordem dos discursos deverá

ser definida de modo que as falas de dois parlamentares do mesmo partido não

ocorram uma em seguida da outra. O número de maneiras diferentes de estabele-

cer a ordem dos discursos respeitando essa condição é igual a

a) 2.

b) 4.

c) 8.

d) 12.

e) 16.

370. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

No campeonato brasileiro de futebol de 2014, os quatro últimos colocados da série

A foram rebaixados, ou seja, tiveram de participar da série B em 2015. Já os quatro

primeiros da série B foram promovidos, ganhando o direito de disputar a série A

em 2015. Os gráficos mostram a distribuição, por estado, dos 20 times da série A

em 2014 e 2015.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

Em 2014, foram rebaixados para a série B dois times da Bahia, um do Rio de Ja-

neiro e um de Santa Catarina. Dessa forma, em 2014, foram promovidos para a

série A

a) dois times de Santa Catarina, um de São Paulo e um do Rio de Janeiro.

b) dois times de Santa Catarina, um de São Paulo e um de Minas Gerais.

c) um time de Santa Catarina, um de São Paulo, um do Rio de Janeiro e um de

Minas Gerais.

d) um time de Santa Catarina, um do Rio de Janeiro, um de Minas Gerais e um da

Bahia.

e) um time de Santa Catarina, dois de São Paulo e um de Minas Gerais.

371. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Em uma empresa, todos os funcionários devem receber vale-refeição mensalmente

e nenhum deles pode fazer mais do que 20 horas extras em um mesmo mês. O

setor de recursos humanos da empresa identificou que essa regra não foi cumprida

em determinado mês. Dessa forma, é correto concluir que nesse mês, necessaria-

mente,

a) nenhum funcionário recebeu vale-refeição e alguns deles fizeram mais do que

20 horas extras.

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Raciocínio Lógico-Matemático

b) alguns funcionários não receberam vale-refeição e pelo menos um deles fez

mais do que 20 horas extras.

c) aqueles funcionários que fizeram menos do que 20 horas extras não receberam

vale-refeição.

d) todos os funcionários deixaram de receber vale-refeição ou fizeram mais do que

20 horas extras.

e) pelo menos um funcionário não recebeu vale-refeição ou fez mais do que 20

horas extras.

372. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Em relação a uma campanha de vacinação, a secretaria de saúde de um município

informou que 90% das crianças do município já foram vacinadas e que todos os

matriculados na rede municipal de ensino são moradores do município e receberam

a vacina. A partir dessas informações, é correto concluir que, necessariamente,

a) as crianças que não estão matriculadas na rede municipal de ensino represen-

tam 10% do total.

b) 10% das crianças matriculadas na rede municipal de ensino ainda precisam ser

vacinadas.

c) ainda falta vacinar 10% das crianças que não estão matriculadas na rede mu-

nicipal de ensino.

d) nem todas as crianças do município estão matriculadas na rede municipal de

ensino.

e) nem todas as crianças matriculadas na rede municipal de ensino foram vacinadas.

373. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Segundo a previsão do tempo, a probabilidade de chuva em uma cidade é de 50%

no sábado e 30% no domingo. Além disso, ela informa que há 20% de probabilida-

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Raciocínio Lógico-Matemático

de de que chova tanto no sábado quanto no domingo. De acordo com essa previ-

são, a probabilidade de que haja chuva nessa cidade em pelo menos um dos dois

dias do final de semana é igual a

a) 100%.

b) 80%.

c) 70%.

d) 60%.

e) 50%.

374. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Um servidor público, no seu primeiro dia de trabalho, atendeu uma única pessoa, o

que se repetiu no segundo dia. A partir do terceiro, o número de pessoas atendidas

por ele sempre foi igual à soma dos números de pessoas atendidas nos dois dias

anteriores. Seu supervisor prometeu que, se houvesse um dia em que ele atendes-

se 50 ou mais pessoas, ele ganharia uma folga extra. Considerando que o padrão

de atendimentos descrito se manteve, o servidor ganhou sua primeira folga extra

ao final do

a) oitavo dia de trabalho.

b) décimo dia de trabalho.

c) décimo segundo dia de trabalho.

d) vigésimo dia de trabalho.

e) vigésimo segundo dia de trabalho.

375. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Cinco amigos disputaram um jogo composto de várias rodadas, cada uma com um

único vencedor. Em todas as rodadas, com exceção da última, apenas o vencedor


pontuava, recebendo 5 pontos. Na última rodada, o vencedor ganhava 8 pontos,

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Raciocínio Lógico-Matemático

o segundo colocado recebia 3 pontos e os demais jogadores não pontuavam. Ao


final, cada jogador somou as pontuações recebidas por ele e anotou o resultado na
tabela a seguir.

Jogador Beto Gabi Flávia Lucas Manuela


Soma das
10 15 18 26 28
pontuações

Um único desses cinco jogadores errou a soma das pontuações que recebeu. Esse
jogador foi
a) o Beto.
b) a Gabi.
c) a Flávia.
d) o Lucas.
e) a Manuela.

376. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audio-


visuais) Um fotógrafo comprou 84 pacotes de folhas de papel fotográfico. Desse
total,3/4 dos pacotes eram de papel brilhante, 1/6 de papel com textura couro e
o restante de papel com textura linho. Cada pacote de papel brilhante custou R$
15,00, cada pacote de papel com textura couro custou R$ 12,50 e o valor total da
compra foi de R$ 1.211,00. O custo de cada pacote de papel com textura linho, em
reais, foi de
a) 11,50
b) 13,00
c) 12,50
d) 12,00
e) 13,50

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Raciocínio Lógico-Matemático

377. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audiovi-

suais) Uma marcenaria recebeu duas vigas de madeira retiradas de uma demolição,

uma com 360 cm e outra com 540 cm de comprimento. Para aproveitar as vigas,

um dos encarregados decidiu cortá-las em pedaços menores, cujos comprimentos

não ultrapassassem 100 cm. Se não houve sobra de madeira e todos os pedaços

resultantes do corte tinham o mesmo comprimento, que era o maior possível, en-

tão o total de pedaços obtidos pelo encarregado foi de

a) 5

b) 6

c) 8

d) 10

e) 12

378. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audio-

visuais) Nos 5 primeiros meses de 2018, foram produzidos, no total, cerca de 1

milhão e 200 mil veículos no Brasil, dos quais 4% eram caminhões. Supondo que a

produção mensal observada nesse período se mantenha tanto para o total de veí-

culos quanto para o de caminhões, pode-se estimar que serão produzidos no Brasil,

em 2018, um total de caminhões aproximadamente igual a

a) 90 mil

b) 96 mil

c) 100 mil

d) 108 mil

e) 115 mil

379. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audio-

visuais) Em uma pesquisa eleitoral, foi perguntado aos entrevistados se, dentre

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Raciocínio Lógico-Matemático

os três principais partidos do país, X, Y e Z, haveria um ou mais no qual eles não

votariam de jeito nenhum. Os resultados apontaram que, dentre os eleitores pes-

quisados, 21% não votariam no partido X, 32% não votariam no partido Y e 27%

não votariam no partido Z. Além disso, nenhum entrevistado rejeitou simultanea-

mente os três partidos, mas 5% não votariam em X nem em Y, 2% não votariam

em X nem em Z e 6% não votariam em Y nem em Z. Considerando que todos os

entrevistados responderam ao que foi perguntado na pesquisa, é correto afirmar

que, em relação à amostra pesquisada, aqueles que não rejeitaram qualquer um

dos três partidos correspondem a

a) 33%.

b) 31%.

c) 27%.

d) 22%.

e) 20%.

380. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audio-

visuais) Em um curso universitário, são admitidos anualmente 225 novos alunos.

No primeiro ano do curso, os alunos ingressantes são divididos em três turmas (A,

B e C) considerando seu desempenho no exame vestibular. Na tabela, que mostra

como ocorre essa divisão, os números ordinais correspondem à classificação do

aluno ingressante no exame vestibular.

Turma A Turma B Turma C


1° 2° 3°
6° 5° 4°
7° 8° 9°
12° 11° 10°
...

...

...

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Raciocínio Lógico-Matemático

Assim, o primeiro colocado é alocado na turma A, o segundo na B, o terceiro e o quar-

to na C, e assim sucessivamente, como indicado na tabela. Viviane e Mateus foram

aprovados nesse exame vestibular na 122a e na 201a colocações, respectivamente.

Dessa forma,

a) Mateus será alocado na turma A, e Viviane, na turma C.

b) Viviane será alocada na turma B, e Mateus, na turma C.

c) os dois serão alocados na turma B.

d) Mateus será alocado na turma B, e Viviane, na turma C.

e) os dois serão alocados na turma C.

381. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Considere os números

inteiros de 1 até 1 000. A porcentagem desses números que são múltiplos de 11 é

a) 7%

b) 12,4%

c) 9%

d) 10,4%

e) 11%

382. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Para numerar manual-

mente, de 1 até 140, um caderno de 140 páginas, o número de vezes que o alga-

rismo 1 deve ser escrito é

a) 75

b) 70

c) 78

d) 82

e) 67

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383. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) No caixa de uma loja,

ocorreram seis operações sucessivas que são as descritas a seguir: 1. O cliente A

pagou uma quantia igual à quantia que havia no caixa; 2. O gerente retirou 100

reais para pagar um fornecedor; 3. O cliente B pagou uma quantia igual à quantia

que havia no caixa; 4. O gerente retirou mais 100 reais para pagar outro forne-

cedor; 5. O cliente C pagou uma quantia igual à quantia que havia no caixa; 6. O

gerente retirou mais 100 reais para pagar mais um fornecedor e o caixa ficou sem

dinheiro algum. A quantia que havia no caixa no início, imediatamente antes da

primeira dessas operações, era

a) R$ 125,50

b) R$ 87,50

c) R$ 175,00

d) R$ 75,50

e) R$ 125,00

384. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Considere os nú-

meros inteiros positivos A, B e C, tais que A é escrito com três algarismos e B e C

com dois algarismos cada um. Por exemplo, A pode ser 123 e B ou C podem ser

45. Se A, B e C são escritos apenas com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, sem

repetição, o maior valor possível da expressão A + B - C é um número divisível por

a) 4

b) 5

c) 6

d) 7

e) 8

385. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Dois automóveis,

A e B, percorrem a mesma estrada em sentidos opostos, ambos com velocidade

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constante. Os dois entram em 2/5 um túnel no mesmo momento. A e B se cruzam

após A percorrer — do comprimento do túnel. Nessa situação, é correto afirmar que

a velocidade de

a) A é o dobro da de B.

b) A é 1/3 — da de B.

c) B é 2,5 vezes a de A.

d) B é 1,5 vez a de A.

e) B é 2/5 — da de A.

386. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Sessenta por cen-

to dos funcionários de uma empresa trabalham externamente. Entre os que tra-

balham internamente, vinte por cento, correspondendo a 12 funcionários, ocupam

cargos de chefia. O total de funcionários da empresa é um número entre

a) 90 e 100.

b) 145 e 155.

c) 120 e 130.

d) 185 e195.

e) 200 e 210.

387. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Um texto em lín-

gua portuguesa, digitado com certo número de linhas por página e 40 caracteres

por linha ocupa 12 páginas. Sem mudar a fonte e o tamanho da fonte, o mesmo

texto pode ser digitado com o dobro de linhas por página e 60 caracteres por linha.

Nesse caso, o número de páginas ocupado pelo texto será

a) 9

b) 8

c) 6

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d) 4

e) 3

388. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) Os nú-

meros pares e positivos foram distribuídos em sequência em tabelas quadradas

com 3 linhas e 3 colunas. A figura mostra as duas primeiras tabelas obtidas com

essa distribuição.

Considerando que o mesmo padrão de distribuição foi mantido indefinidamente, o

número 2.372 foi escrito, em uma dessas tabelas, na mesma posição do número

a) 6

b) 8

c) 12

d) 14

e) 16

389. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) As

prateleiras das gôndolas de um supermercado têm a base retangular, com 180

cm de comprimento por 60 cm de largura. Uma dessas prateleiras será usada

para acomodar um produto comercializado em embalagens cúbicas com as três

dimensões medindo 15 cm, de forma que a face inferior de cada embalagem esteja

inteiramente apoiada na prateleira ou em outra embalagem. Sabendo que a prate-

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Raciocínio Lógico-Matemático

leira imediatamente acima da que será utilizada impede que sejam feitas pilhas de

embalagens com mais de 50 cm, o número máximo de unidades do produto que

poderão ser acomodadas é igual a

a) 120

b) 144

c) 160

d) 150

e) 135

390. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Lúcio, Maurí-

cio e Júlio são sócios em uma empresa, sendo as partes de cada um: 15%, 25%

e 60%, não necessariamente nessa ordem. Cada um dos sócios atua na empresa,

mas em diferentes setores: Administração, Vendas e Informática. Além disso, sa-

be-se que: − o que atua na Administração não é o que tem 15% da empresa; − o

que atua em Informática é amigo de infância do que tem 60%; − Júlio não atua em

vendas; − quem atua em vendas é o sócio majoritário; − Lúcio tem 25% da em-

presa. Dessa forma, se a empresa está avaliada em R$ 120.000,00, então o valor

da parte de Júlio é

a) R$ 30.000,00.

b) R$ 18.000,00.

c) R$ 72.000,00.

d) R$ 36.000,00

e) R$ 12.000,00.

391. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Em uma deter-

minada seção de certa biblioteca, os livros são identificados por números naturais

que vão de 100 a 362. Dentre esses livros, há 133 que estão emprestados. Sendo

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Raciocínio Lógico-Matemático

assim, é possível afirmar que, entre os livros emprestados, aqueles identificados

por números consecutivos são, pelo menos,

a) 3.

b) 6.

c) 2.

d) 4.

e) 5.

392. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Quando se diz

que um imposto com alíquota de 20% incide sobre um produto cujo preço inicial

é R$ 100,00, é usual concluir que, com o acréscimo desse imposto, o preço final

do produto seria de R$ 120,00. Isso é chamado de cálculo “por fora”. Porém, há

impostos em que se utiliza o chamado “cálculo por dentro”. Nesses casos, se uma

alíquota de 20% incide sobre um produto cujo preço inicial é R$ 100,00, então o

preço final é de R$ 125,00, pois 20% do valor final deve ser relativo ao impos-

to. Com um imposto de alíquota 18% sobre um produto cujo valor inicial é de R$

1.640,00, a diferença entre os preços finais calculados por dentro e por fora é de

a) R$ 128,40.

b) R$ 32,40.

c) R$ 360,00.

d) R$ 64,80.

e) R$ 640,00.

393. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Um condomí-

nio residencial com 12 apartamentos, cada um ocupado com apenas uma pessoa,

pretende formar uma comissão para fazer uma auditoria de suas contas. Ficou

decidido que essa comissão deve ter 2, 3, 4 ou 5 pessoas. Além disso, há exata-

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Raciocínio Lógico-Matemático

mente 6 apartamentos cujos moradores declararam que não desejam participar da

comissão; os demais não se opõem à participação. Dessa forma, a quantidade de

possibilidades para a composição dessa comissão é

a) 56.

b) 120.

c) 15.

d) 84.

e) 67.

394. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Os funcionários de

um Tribunal estão alocados em 21 equipes de trabalho distintas, cada uma delas

com pelo menos um funcionário. A média da quantidade de funcionários de cada

uma dessas equipes é 13. Assim, a quantidade de funcionários da maior equipe de

trabalho desse Tribunal é,

a) no mínimo, 18.

b) no máximo, 13.

c) no mínimo, 14.

d) no máximo, 26.

e) no mínimo, 13.

395. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) André, Bruno, Carla

e Daniela eram sócios em um negócio, sendo a participação de cada um, respecti-

vamente, 10%, 20%, 20% e 50%. Bruno faleceu e, por não ter herdeiros naturais,

estipulara, em testamento, que sua parte no negócio deveria ser distribuída entre

seus sócios, de modo que as razões entre as participações dos três permanecessem

inalteradas. Assim, após a partilha, a nova participação de André no negócio deve

ser igual a

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Raciocínio Lógico-Matemático

a) 20%.

b) 8%.

c) 12,5%.

d) 15%.

e) 10,5%.

396. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Arquitetura)

Um Tribunal Regional do Trabalho celebrou acordos conciliatórios no valor de R$

1,210 milhão. Em 55 audiências independentes umas das outras, o percentual de

audiências com acordo foi de 40%.

(Adaptado de: http://portal.trt15.jus.br/ Acessado em: 30/03/18)

Considerando apenas as audiências em que houve acordo, o valor médio dos acor-

dos por audiência foi de

a) R$ 5.500,00.

b) R$ 55.000,00.

c) R$ 88.000,00.

d) R$ 8.800,00.

e) R$ 36.600,00.

397. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Espe-

cialidade: Arquitetura) A tabela abaixo indica dados divulgados recentemente pelo

Ministério da Saúde sobre a febre amarela nos estados da região Sudeste do Brasil.

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Quando a tabela foi impressa, três campos saíram borrados, impedindo a identifi-

cação dos números neles contidos.

Analisando a tabela, o menor e o maior valores possíveis como resultado da soma

dos números contidos nos três campos que saíram borrados são, respectivamente,

a) 127 e 319.

b) 96 e 230.

c) 230 e 326.

d) 326 e 422.

e) 230 e 319.

398. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Espe-

cialidade: Arquitetura) Um total de 90 tarefas está distribuído em quatro tipos:

administrativas, contábeis, comerciais, manutenção. Vinte tarefas são administra-

tivas, 25 são contábeis, 30 são comerciais e 15 são de manutenção. Sorteando-se

ao acaso x tarefas, o menor valor de x para que, necessariamente, no conjunto de

tarefas sorteadas haja, ao menos, uma de cada um dos quatro tipos é

a) 76.

b) 61.

c) 5.

d) 62.

e) 66.

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399. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Espe-

cialidade: Arquitetura) O valor do equipamento A, adquirido por R$ 10.000,00, se

deprecia 5% após o primeiro ano de uso e 6% após o segundo ano de uso. O valor

do equipamento B, adquirido no mesmo dia em que A foi adquirido, se deprecia 7%

após o primeiro ano de uso e 9% após o segundo ano de uso. Sabe-se que, após 2

anos da aquisição e uso dos dois equipamentos, seus valores, já depreciados, são

iguais. Uma expressão numérica que, se resolvida corretamente em uma calcula-

dora, fornecerá o valor de aquisição do equipamento B, em reais, é

a) (950 × 940) ÷ (0,93 × 0,91).

b) (105 ×106) ÷ (1,07 ×1,09).

c) (95 × 94) ÷ (0,93 × 0,91).

d) (9500 × 9400) ÷ (0,93 × 0,91).

e) (1050 ×1060) ÷ (1,07 ×1,09).

400. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Para ser apro-

vado em um concurso, um candidato deve fazer uma prova de matemática, no va-

lor de 25 pontos, uma prova de português, no valor de 30 pontos, e uma redação,

no valor de 15 pontos. Zerar a pontuação em duas ou mais das três provas elimina

o candidato. Além desse critério de eliminação, pontuação inferior a 15 pontos em

qualquer uma das três provas também elimina o candidato, a menos que ele tenha

obtido pontuação máxima em pelo menos uma das provas. De acordo com os dois

critérios descritos, a menor pontuação total inteira que pode NÃO eliminar um can-

didato do concurso é igual a

a) 30.

b) 15.

c) 16.

d) 25.

e) 45.

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401. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança)

Em uma situação hipotética, um Tribunal julgou procedente o recurso de um jo-

gador profissional que atua num clube do interior paulista, e manteve o reconhe-

cimento da unicidade contratual no período de 5/8/2013 a 22/9/2015, desconsi-

derando, assim, a dispensa ocorrida em 27/7/2015. A decisão colegiada também

aumentou de R$ 5 mil para R$ 32 mil a multa compensatória a ser paga pelo clube

ao jogador, pela dispensa imotivada.

(Adaptado de: http://portal.trt15.jus.br/. Acessado em: 29/03/18)

De acordo com a notícia, o aumento percentual da multa compensatória a ser paga

ao jogador foi de

a) 185%.

b) 156%.

c) 540%.

d) 640%.

e) 590%.

402. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) Um curso de segurança do trabalho ministrado para servidores estadu-

ais terá 35 horas de aula. Os servidores podem se inscrever nesse curso em módu-

los de duas aulas semanais de 1 hora e 10 minutos cada (opção 1), ou em módulos

de três aulas semanais de 50 minutos cada (opção 2). Considerando que as duas

opções de cursos iniciarão em uma segunda-feira e que não haverá feriados nas

datas das aulas dos cursos, a opção de maior duração, em semanas, é a

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a) 1, superando a 2 em uma semana.

b) 1, superando a 2 em duas semanas.

c) 2, superando a 1 em uma semana.

d) 1 superando a 2 em três semanas.

e) 2 superando a 1 em duas semanas.

403. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade:

Segurança) O consumo de combustível de um veículo utilizado no transporte de

magistrados é de 8 km por litro de gasolina em uso urbano, e de 12 km por litro de

gasolina com uso em estrada. No percurso entre os tribunais das cidades A e B, que

estão a 90 km um do outro, 12 km são de trecho urbano e o restante é de trecho

em estrada. Ao custo de R$ 4,20 por litro de gasolina, uma boa estimativa do gasto

com combustível no transporte de um magistrado entre esses dois tribunais é de

a) R$ 44,10.

b) R$ 37,80.

c) R$ 31,50.

d) R$ 39,90.

e) R$ 33,60.

404. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Nair e Mariana

receberam, no total, 198 processos para arquivar. Desse total, a maior parte foi en-

tregue para Mariana. Depois da entrega, Mariana disse corretamente à Nair: “− Se

eu lhe der um quarto dos processos que me deram para arquivar, você ficará com

metade dos processos que vão sobrar para eu arquivar”. Nair respondeu para Ma-

riana: “− Então eu proponho que você me dê um quarto dos processos que deram a

você para arquivar”. Mariana aceita a proposta de Nair, o que implica dizer que Nair

terá que arquivar x processos a mais do que teria que arquivar com a distribuição

original de processos entre elas. Nas condições descritas, x é igual a

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a) 44

b) 64

c) 66

d) 32

e) 72

405. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Em um julga-

mento sobre danos ambientais, a acusação apresentou o dado de que os 5 fornos

de uma olaria consumiam 50 toneladas de carbono trabalhando 10 horas diárias

por 15 dias. A defesa propõe reduzir as atividades da olaria para 3 fornos traba-

lhando 9 horas diárias por 18 dias. Comparando o consumo de carbono da situação

apresentada pela acusação (15 dias, 5 fornos, 10 horas diárias) com a situação

proposta pela defesa (18 dias, 3 fornos, 9 horas diárias), houve uma redução do

consumo de carbono, em toneladas, de

a) 12,4

b) 17,6

c) 32,4

d) 28,6

e) 20,4

406. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) A sentença final

de uma causa trabalhista indica que uma empresa terá que pagar R$ 2 450,00 para

um trabalhador até o dia 10 de janeiro, com desconto de 15% caso pague antes

dessa data. Caso pague depois do dia 10 de janeiro, a empresa terá que arcar com

multa de 10% ao dia. Se a empresa fizer o pagamento ao trabalhador no dia 11 de

janeiro, ela terá gasto x reais a mais do que se tivesse feito o pagamento no dia 9

de janeiro. Sendo assim, x, em reais, é igual a

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a) 306,25

b) 428,75

c) 857,50

d) 122,50

e) 612,50

407. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Os meses de

agosto e setembro têm, respectivamente, 31 e 30 dias. Às 16 horas do dia 4 de

agosto de 2018, que é um sábado, um cronômetro, que estava inicialmente zerado,

foi acionado. Esse cronômetro será desligado às 15 horas da primeira quarta-feira

de outubro de 2018. O total de horas que o cronômetro indicará é igual a

a) 1420

b) 1369

c) 1419

d) 1439

e) 1607

408. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Uma sequência é formada pelos primeiros números

ímpares positivos que possuem três, e apenas três divisores positivos distintos. A

diferença entre o sexto e o quinto termos dessa sequência é

a) 335

b) 90

c) 268

d) 120

e) 196

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409. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Há dois anos, em uma empresa, a razão entre o número

de funcionárias mulheres e o número de funcionários homens era 7/12. Hoje, sem

que tenha aumentado ou diminuído o número total de funcionários (homens e mu-

lheres) essa mesma razão é 9/10. A diferença do número de funcionárias mulheres

de hoje e de dois anos atrás corresponde, em relação ao total de funcionários (ho-

mens e mulheres) da empresa, a um valor

a) menor que 5%

b) entre 5% e 8%

c) entre 8% e 10%

d) entre 10% e 12%

e) maior que 12%

410. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Para preparar um certo número de caixas, 15 funcioná-

rios de uma empresa trabalharam durante 8 horas, cada um preparando 7 caixas a

cada 20 minutos. Já cansados, três dos funcionários foram embora e os que ficaram

trabalharam por mais 6 horas, mais lentos, cada um deles preparando 7 caixas a

cada 40 minutos. Ao todo, nessas 14 horas os funcionários conseguiram preparar

um número de caixas

a) entre 3 150 e 3 200

b) entre 3 200 e 3 250

c) entre 3 250 e 3 300

d) entre 3 300 e 3 350

e) entre 3 350 e 3 400

411. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Tecnologia da Informação) O salário de Arthur equivale a 3/7 do salário de

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Bárbara. Para que o salário de ambos fosse igual, o salário de Arthur teria que au-

mentar em 130% e, depois disso, ainda ser acrescido de R$ 60,00. Nas condições

descritas, a soma dos atuais salários de Arthur e Bárbara, em reais, é igual a

a) 6.000,00

b) 5.400,00

c) 6.200,00

d) 6.400,00

e) 5.900,00

412. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Tecnologia da Informação) Do total de funcionários(as) de um tribunal, 20%

têm menos de 40 anos de idade, e 70% são homens. Sabe-se ainda que 20% das

mulheres que trabalham nesse tribunal têm menos de 40 anos de idade. A porcen-

tagem do total de funcionários(as) desse tribunal que são homens e com 40 anos

ou mais de idade é igual a

a) 52%

b) 48%

c) 56%

d) 54%

e) 45%

413. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Tecnologia da Informação) Quinze fiscais iam vistoriar todos os estabele-

cimentos comerciais da zona sul da cidade em 25 dias, trabalhando 8 horas por

dia cada um e todos com mesma produtividade. Depois de 5 dias completos desse

serviço, a superintendência regional solicitou, em regime de urgência e com pa-

gamento de hora extra, que os 15 funcionários passassem a trabalhar 10 horas

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por dia para finalizar a vistoria em menos dias do que os 25. Considerando que a

solicitação foi atendida e que os funcionários continuaram o trabalho com mesma

produtividade, a vistoria completa dos estabelecimentos comerciais da zona sul

ocorreu em um total de

a) 20 dias.

b) 17 dias.

c) 19 dias.

d) 21 dias.

e) 18 dias.

414. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) A tabela abaixo mos-

tra os tempos de Fernanda em 5 dias seguidos de treinamento de corrida.

Nas duas semanas seguintes Fernanda também treinou 5 dias seguidos. Na primei-

ra dessas duas semanas, Fernanda correu, cada um dos 5 dias, em um tempo igual

ao menor tempo da tabela. Na segunda dessas duas semanas, Fernanda correu,

cada um dos 5 dias, em um tempo igual ao maior tempo da tabela. Desse modo,

o total de tempo de treinamento a mais, que Fernanda treinou na segunda dessas

duas semanas em relação à primeira delas, foi igual a

a) 9 minutos e 35 segundos.

b) 8 minutos e 45 segundos.

c) 10 minutos e 15 segundos.

d) 9 minutos e 55 segundos.

e) 8 minutos e 25 segundos.

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415. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Na sequência (5,

7, 9, 11, 6, 8, 10, 12, 7, 9, 11, 13, 8, 10, 12, 14, 9, 11, 13, 15, 10, 12, 14, 16,

11, . . .), o número 15 aparece pela primeira vez na 20a posição e aparecerá pela

última vez na posição de número

a) 44

b) 41

c) 43

d) 42

e) 40

416. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) O número natu-

ral x possui ao todo três divisores positivos distintos. O número natural y possui ao

todo três divisores positivos distintos. O produto x. y é um número natural maior

que 30 e menor que 40. A soma x + y é igual a

a) 12.

b) 14.

c) 13.

d) 16.

e) 19.

417. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Duas pessoas,

P e Q, distam uma da outra, em linha reta, x metros. Simultaneamente P e Q ca-

minham, uma em direção à outra, durante 15 minutos. P caminha exatamente ¼

de x e Q caminha exatamente 2/5 de x. Nesse momento, a distância que as sepa-

ram é y. Nos 15 minutos seguintes, P caminha exatamente 1/3 de y e Q caminha

exatamente 1/2 de y. Após esses 30 minutos de caminhada, é correto afirmar que

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a) P e Q estão exatamente no mesmo lugar.

b) P e Q já se cruzaram e estão separadas por uma distância igual a 13/120 de x.

c) P e Q ainda não se cruzaram e estão separadas por uma distância igual a 7/120 de x.

d) P e Q já se cruzaram e estão separadas por uma distância igual a 17/120 de x.

e) P e Q ainda não se cruzaram e estão separadas por uma distância igual a 11/120 de x.

418. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Ao comprar um

produto de R$ 100,00, foram oferecidos para Clóvis dois planos de pagamento. No

primeiro plano, ele pagaria no momento da compra, à vista, e receberia um des-

conto de 4%. No segundo plano, ele pagaria os R$ 100,00 em duas parcelas de

R$ 50,00, sendo a primeira após 30 dias da compra, e a segunda após 60 dias da

compra. Clóvis tem ao seu dispor um investimento que rende 3% a cada 30 dias.

Clóvis escolheu o plano que mais o favorecia e realizou a compra. Comparando-se

os dois planos, é correto concluir que a escolha de Clóvis o favoreceu em, aproxi-

madamente,

a) R$ 0,35.

b) R$ 1,32.

c) R$ 0,63.

d) R$ 1,15.

e) R$ 0,84.

419. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Em uma empre-

sa, no ano de 2005, o total de funcionários era 100, e a razão entre o número de

homens e o número de mulheres era 7/3. De 2005 até 2010 nenhum funcionário se

desligou da empresa e foram feitas contratações de modo a duplicar o número total

de funcionários. Após essas contratações a razão, que era 7/3, passou a ser 3/2.

Desse modo, é correto concluir que a razão entre o número de homens contratados

e o número de mulheres contratadas, nesse período, foi

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a) 3/4.

b) 5/3.

c) 2/1.

d) 1/1.

e) 4/5.

420. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Na sequência de

números a diferença entre o quinto e o nono termos, nesta

ordem, é igual a

a) 5/3.

b) 2/3.

c) 1.

d) 7/3.

e) 4/3.

421. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Quatro quintos dos

processos de uma comarca são da área civil e três oitavos desses processos são da

regional sul da comarca. A porcentagem de processos da comarca que são da área

civil e da regional sul é igual a

a) 42%.

b) 20%.

c) 45%.

d) 12%.

e) 30%.

422. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Um Analista Judiciá-

rio precisa distribuir certo número de tarefas por 17 funcionários. Distribuindo-se

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13 tarefas por funcionário irão sobrar 4 tarefas sem serem distribuídas entre os

funcionários. Se a mesma quantidade de tarefas fosse distribuída igualmente por

24 funcionários, cada funcionário receberia 9 tarefas e sobrariam, sem serem dis-

tribuídas entre os funcionários, um total de tarefas igual a

a) 3.

b) 7.

c) 9.

d) 6.

e) 8.

423. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A relação entre fun-

cionários homens e funcionárias mulheres em uma repartição pública é de 5 para 4,

nessa ordem. Após um concurso, foram admitidos 5 novos funcionários homens e

12 novas funcionárias mulheres nessa repartição. Com o ingresso desses funcioná-

rios, a proporção entre funcionários homens e funcionárias mulheres da repartição

passou a ser de 9 para 8, nessa ordem. Sendo assim, depois do concurso a repar-

tição passou a ter um total de funcionárias mulheres igual a

a) 64.

b) 78.

c) 80.

d) 72.

e) 70.

424. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Em uma empresa

com 120 funcionários, 42 recebem vale-transporte e 95 recebem vale-refeição.

Sabendo que todos os funcionários da empresa recebem ao menos um desses dois

benefícios, o total de funcionários que recebem ambos os benefícios é igual a

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a) 25.

b) 17.

c) 15.

d) 19.

e) 20.

425. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Uma equipe de 25

trabalhadores foi contratada para realizar uma obra em 14 dias. Passados 9 dias, a

equipe só havia realizado 3/7 da obra. O coordenador da obra decidiu que irá con-

tratar mais trabalhadores, com o mesmo ritmo de trabalho dos 25 que já estão na

obra, para dar conta de terminá-la exatamente no prazo contratado. Sendo assim,

o coordenador deve contratar um número mínimo de trabalhadores igual a

a) 36.

b) 28.

c) 32.

d) 42.

e) 35.

426. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) O maior valor

monetário, em reais, de três notas de valores diferentes e três moedas de valores

diferentes é igual a

a) 81,75.

b) 171,75.

c) 110,50.

d) 171,25.

e) 171,60.

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427. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Em relação aos


31 dias de um mês, Fernando, Geraldo e Hélio folgaram, respectivamente, nos dias
que são “múltiplos de 6”, “divisores de 12” e “múltiplos de 3 e divisores de 30”.
Nesse mês, os três trabalharam juntos em um total de
a) 19 dias.
b) 21 dias.
c) 23 dias.
d) 22 dias.
e) 20 dias.

428. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Exatamente 1/ 4


das vagas de uma faculdade são destinadas aos cursos de humanas, e exatamente
1/ 8 das vagas destinadas aos cursos de humanas são do período noturno. Saben-
do-se que o total de vagas dessa faculdade é um número inteiro positivo entre 420
e 470, então o número de vagas dessa faculdade destinadas aos cursos de huma-
nas é igual a
a) 108.
b) 124.
c) 112.
d) 120.
e) 104.

429. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Em um determi-


nado departamento, todos os funcionários são ou advogados, ou economistas, ou
advogados e economistas. Sabe-se que 5 funcionários são apenas economistas, e
que 15 funcionários são advogados, sendo que parte destes também são economis-
tas. Se 45% dos funcionários desse departamento são advogados e economistas,
então o número de funcionários do departamento que são apenas advogados é

igual a

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a) 7.

b) 8.

c) 4.

d) 5.

e) 6.

430. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Uma mercado-

ria comprada por R$ 1.400,00 será vendida com lucro de 20% sobre o preço de

compra acrescido com 15% de imposto. Nessas condições, o preço de venda dessa

mercadoria, deve ser igual a

a) R$ 1.540,00.

b) R$ 1.442,00.

c) R$ 1.932,00.

d) R$ 1.890,00.

e) R$ 1.952,00.

431. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Amanda, Manue-

la, Patrícia, Olívia e Daniela fizeram uma mesma prova, cuja nota mais alta, dentre

elas, foi 18. Amanda obteve a metade da nota conquistada por Manuela. Patrícia

tirou nota equivalente à média aritmética das notas de Daniela e Manuela. Olívia

obteve a mesma nota que Daniela, e o triplo da nota de Amanda. A segunda maior

nota dentre as cinco pessoas foi igual a

a) 15 e obtida por Patrícia.

b) 16,5 e obtida por Patrícia.

c) 12 e obtida por Manuela.

d) 16,5 e obtida por Manuela.

e) 15 e obtida por Olívia e Daniela.

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432. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Uma fila será

organizada com base em três critérios, que são:

1. mulheres grávidas ou com criança de colo ficam à frente das demais pessoas;

2. as pessoas mais velhas ficam à frente de outras pessoas de idade menor que a sua;

3. mulheres ficam à frente dos homens.

Sabe-se que o critério 1 prevalece em relação ao 2 e ao 3, e que o critério 2 preva-

lece em relação ao critério 3.

Antes do uso desse critério de organização, cinco pessoas já estavam em uma fila

de acordo com a ordem apresentada na tabela a seguir:

Reorganizando a fila de acordo com os critérios descritos anteriormente, mudarão

de posição em relação à fila descrita na tabela apenas

a) A e B.

b) A e C.

c) B e D.

d) B e E.

e) C e D.

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Raciocínio Lógico-Matemático

433. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Murilo planeja per-

correr 90 km em 4 dias de caminhada. Ele vai percorrer, em cada um dos últimos

três dias, o dobro da distância que percorreu no dia anterior. A diferença entre o

total da distância que Murilo percorrerá no primeiro e quarto dias com o total da

distância que percorrerá no segundo e terceiro dias será igual a

a) 18 km.

b) 21 km.

c) 28 km.

d) 14 km.

e) 24 km.

434. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Em uma obra de

construção civil, 12 operários com a mesma velocidade de trabalho, azulejaram x

m2 de paredes em 2 horas e 45 minutos. No dia seguinte, 3 dentre os 12 operários

do dia anterior, azulejarão x/3 m2 de paredes em um tempo igual a

a) 4 horas e 10 minutos.

b) 2 horas e 55 minutos.

c) 3 horas e 15 minutos.

d) 4 horas e 30 minutos.

e) 3 horas e 40 minutos.

435. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Josué sempre fez

um levantamento de gastos, do mês anterior, em quatro categorias: moradia, ali-

mentação, transporte e educação. Sempre em referência ao total das entradas do

mês anterior, os gastos foram: 3/10 para moradia, 1/9 para alimentação, 1/6 para

transporte, x para educação. Os gastos com educação corresponderam a 3/19 do

que havia sobrado após os gastos nas outras três categorias. Desse modo, é cor-

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

reto afirmar que a fração do total das entradas do mês anterior que sobrou para

Josué após os gastos nessas quatro categorias foi

a) 13/45.

b) 8/45.

c) 16/45.

d) 4/45.

e) 20/45.

436. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Em uma repartição

pública trabalham 250 funcionários. A tabela, a seguir, mostra o número de funcio-

nários que faltaram ao trabalho nessa repartição, nos cinco dias de uma semana.

A porcentagem, em relação aos 250 funcionários, dos funcionários que faltaram

na 2a feira e na 6a feira é J. A porcentagem, em relação aos 250 funcionários, dos

funcionários que faltaram na 3ª feira, na 4ª feira e na 5ª feira é K. A diferença entre

J e K é uma porcentagem igual a

a) 11,4.

b) 25,0.

c) 12,8.

d) 10,4.

e) 11,6.

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Raciocínio Lógico-Matemático

437. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Exatamente hoje eu

ganhei o meu primeiro neto, filho do meu único filho. Há dois anos, a soma das

nossas idades era 60 anos, e a razão entre a minha idade e a dele era 7/3. Daqui

a X anos, a razão entre a idade do meu filho e a idade desse meu neto será 5/3. O

valor de X é igual a

a) 15.

b) 30.

c) 21.

d) 36.

e) 42.

438. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Lucas, Paulo e Rogé-

rio, amigos, fazem uma brincadeira de caminhar em linha reta, sempre no mesmo

sentido e um de cada vez. Lucas começa com 3 metros e para. Em seguida Paulo

caminha o suficiente para ficar 4 metros à frente de Lucas e para. Rogério caminha

o suficiente para ficar 5 metros à frente de Paulo e para. Lucas caminha o suficiente

para ficar 6 metros à frente de Rogério e para. A brincadeira segue com essa pa-

drão e alternância até que Paulo anda pela terceira vez e para. Nesse momento, a

distância, em metros, entre Paulo e Rogério é igual a

a) 25.

b) 42.

c) 15.

d) 19.

e) 33.

439. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Luciana caminhou

50 minutos para ir de sua casa até o local de seu trabalho. Na volta, ela gastou

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

25% a mais de tempo para chegar em casa. O tempo que ela gastou na volta foi de

a) 1h2min30s.

b) 1h12min20s.

c) 52min30s.

d) 1h20min50s.

e) 1h25s.

440. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo) O

diagrama representa algumas informações sobre a escolaridade dos moradores de

um município.

Em todas as seis regiões do diagrama, há pelo menos um morador representado.

Assim, é correto afirmar que se um morador dessa cidade

a) concluiu um curso de inglês, então ele necessariamente concluiu um curso de

espanhol.

b) concluiu um curso de inglês e um de espanhol, então ele necessariamente con-

cluiu o Ensino Superior.

c) não concluiu um curso de espanhol, então ele necessariamente não concluiu o

Ensino Superior.

d) não concluiu um curso de inglês, então ele necessariamente não concluiu um

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

curso de espanhol.

e) não concluiu um curso de inglês, então ele necessariamente não concluiu o En-

sino Superior.

441. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Na última etapa de um rali realizado em terreno plano, os competidores, partindo

de um ponto de passagem obrigatória, deve- riam deslocar-se 15 km para o Norte,

8 km para o Leste, mais 2 km para o Norte, 2 km para o Oeste e, finalmente, 17

km para o Sul, atingindo o ponto de chegada. O ponto de chegada está localizado

a) 6 km a Leste do ponto de passagem obrigatória.

b) 10 km a Leste do ponto de passagem obrigatória.

c) 6 km a Oeste do ponto de passagem obrigatória.

d) 10 km a Oeste do ponto de passagem obrigatória.

e) 2 km ao Sul do ponto de passagem obrigatória.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Raciocínio Lógico-Matemático

GABARITO

346. c 371. e 396. b 421. e

347. d 372. d 397. d 422. c

348. c 373. d 398. a 423. c

349. b 374. b 399. c 424. b

350. e 375. d 400. c 425. e

351. b 376. b 401. c 426. b

352. a 377. d 402. a 427. b

353. e 378. e 403. e 428. c

354. a 379. a 404. a 429. e

355. e 380. b 405. b 430. c

356. d 381. c 406. e 431. a

357. b 382. a 407. d 432. d

358. a 383. b 408. d 433. a

359. e 384. a 409. d 434. e

360. b 385. d 410. c 435. c

361. b 386. b 411. a 436. d

362. c 387. d 412. c 437. b

363. c 388. d 413. d 438. d

364. e 389. b 414. a 439. a

365. a 390. b 415. b 440. e

366. d 391. c 416. c 441. a

367. c 392. d 417. c

368. b 393. a 418. a

369. c 394. e 419. d

370. a 395. c 420. e

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

442. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Por padrão, as exten-


sões de arquivos conhecidos e ocultos não são exibidas nos nomes de arquivos
apresentados no Explorador de Arquivos ou na Área de trabalho do Windows 10.
Existem diferentes formas para configurar a apresentação das extensões de arqui-

vos, sendo uma delas, por meio do


a) clicar do botão direito do mouse sobre a Barra de ferramentas > ticar em Mos-
trar extensões de nomes de arquivos.
b) Explorador de Arquivos > menu Início > ticar em Mostrar extensões de nomes
de arquivos.
c) clicar do botão direito do mouse na Área de trabalho > na janela que aparece
clicar em Exibir > ticar em Mostrar extensões de nomes de arquivos.
d) Explorador de Arquivos > menu Exibir > ticar a opção Extensões de nomes de
arquivos.
e) clicar do botão direito do mouse na janela do Explorador de Arquivos > na jane-
la que aparece clicar em Exibir > ticar em Mostrar extensões de nomes de arquivos.

443. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) O trecho de planilha abai-


xo foi editado no Microsoft Excel 2010, em português, e apresenta a quantidade
existente de cada um dos itens de um estoque. Quando há o - (traço) na quantida-
de significa que não há aquele item no estoque.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

Considerando que a fórmula: =CONT.NÚM(B2:B6) foi inserida na célula B7, esta

célula apresentará:

a) 20

b) #N/D

c) 5

d) #VALOR!

e) 3

444. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) Os ícones abaixo apresen-

tados representam alguns dos recursos da plataforma G Suite.

Os ícones I, II e III representam, respectivamente, os recursos

a) Documentos, Agenda e Chat.

b) Formulários, Planilha e Agenda.

c) Documentos, Planilhas e Apresentações.

d) Formulários, Agenda e Documentos.

e) Documentos, Formulários e Agenda.

445. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) No trabalho diário em am-

biente Microsoft Windows 10 é comum a organização de arquivos em pastas, que

podem ser criadas em um pen drive, no HD, na área de trabalho ou dentro de ou-

tras pastas. Para criar uma pasta rapidamente, basta

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

a) selecionar o local onde se deseja criar a pasta e pressionar a combinação de

teclas Ctrl + p.

b) clicar com o botão esquerdo do mouse no local onde se deseja criar a pasta e

selecionar a opção Criar Pasta.

c) clicar com o botão direito do mouse no local onde se deseja criar a pasta e, de-

pois, clicar no menu Arquivo e na opção Nova Pasta.

d) clicar com o botão direito do mouse no local onde se deseja criar a pasta e se-

lecionar as opções Novo > Pasta.

e) clicar com o botão direito do mouse no local onde se deseja criar a pasta e se-

lecionar a opção Nova Pasta.

446. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Arquivos do tipo PDF podem

ser abertos com facilidade na maioria dos computadores, independentemente do

sistema operacional que utilizam. Já arquivos criados no Microsoft Word só podem

ser abertos em computadores que possuem o Microsoft Word ou algum editor de

textos compatível. Sabendo disso, um Advogado criou um documento no Microsoft

Word 2013, em português, e deseja gerar um arquivo no formato PDF para levar

em um pen drive para outro local, já que não sabe se terá o Microsoft Word no local

para onde vai. No Microsoft Word 2013,

a) o Advogado conseguirá gerar o arquivo PDF clicando em Arquivo > Salvar Como.

Depois, deverá selecionar a unidade de pen drive, selecionar pdf (*.pdf) no campo

onde se escolhe o tipo do arquivo e clicar no botão Salvar.

b) não será possível criar o arquivo PDF porque não há recursos nativos para isso

nessa versão do Microsoft Word.

c) o Advogado poderá criar o arquivo PDF clicando em Arquivo > Exportar > For-

mato > PDF. Na tela que aparece, terá que selecionar a unidade de pen drive, no-

mear o arquivo e clicar no botão Salvar.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

d) só será possível gerar o arquivo PDF se for instalado o plug-in PDF Generator

que deve ser baixado pelo site da Microsoft e integrado ao Microsoft Word.

e) não há recursos para gerar arquivos PDF; porém, o Advogado poderá realizar

esse trabalho no Wordpad do Windows.

447. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Considere a planilha abaixo,

digitada no LibreOffice Calc 5.1, em português.

Para somar na célula B8 os valores do intervalo de A3 a A7, somente quando os va-

lores correspondentes do intervalo de B3 a B7 forem positivos, utiliza-se a fórmula

a) =SE((B3:B7)”<0”;SOMA(A3:A7))

b) =SOMASE(B3:B7;”>0”;A3:A7)

c) =SE((B3:B7)<0;SOMA(A3:A7))

d) =SOMASE(A3:A7;”>0”;B3:B7)

e) =SOMASE((A3:A7)>0;B3:B7)

448. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Um pen drive com capacida-

de de armazenamento de 4GB possui 2 424 832 bytes livres. Em um computador

com o Microsoft Windows 7 instalado caberá nesse pen drive um arquivo de vídeo de

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Noções de Informática

a) 1.1GB.

b) 2 005 527KB.

c) 0.9GB.

d) 55MB.

e) 2.1MB.

449. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) No LibreOffice Im-

press 5.1, em português, um slide mestre contém elementos que podem ser apli-

cados a toda uma apresentação ou apenas para alguns slides. Para criar um novo

slide mestre clica-se em

a) Inserir > Slide mestre > Novo Slide Mestre.

b) Exibir > Slide Mestre. Depois, clica-se com o botão direito do mouse no painel

esquerdo e seleciona-se a opção Novo slide mestre.

c) Arquivo > Novo > Slide Mestre.

d) Ferramentas > Formatação > Slide Mestre > Novo Slide Mestre.

e) Inserir > Modelo > Slide Mestre. Depois, clica-se com o botão direito do mouse

no painel esquerdo e seleciona-se a opção Novo slide mestre.

450. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Um técnico deseja

somar em uma planilha do Microsoft Excel 2013, em português, somente os valores

contidos nas células A1, C2, B6 e D8. Para isso, poderá utilizar a fórmula

a) =SOMA(A1:C2:B6:D8)

b) =SOMA(A1,C2,B6,D8)

c) =SUM(A1:C2:B6:D8)

d) =SOMA(A1:D8)

e) =SOMA(A1;C2;B6;D8)

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

451. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Para acessar a pá-

gina pela qual será possível encontrar a opção que permitirá limpar os dados de

navegação (histórico, senhas, cookies etc.) das versões mais recentes do Google

Chrome, basta digitar, na linha de endereço do navegador, o comando

a) google://settings/

b) goto history

c) chrome://history/

d) http://history

e) clear://history

452. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) Os con-

ceitos de dados, informação e conhecimento são de grande importância no contex-

to de sistemas de informação. Sobre eles, é correto afirmar que

a) não são necessários o s dados para que se obtenha o conhecimento.

b) a informação é obtida acrescentando-se significado aos dados.

c) a informação é obtida a partir do conceito de conhecimento.

d) o processo de tomada de decisão em um sistema de informação tem por base

apenas os dados brutos.

e) os dados consistem do conhecimento analisado sob diferentes pontos de vista.

453. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) Consi-

dere que uma tabela de um banco de dados relacional possui uma chave primária

composta por um único atributo. Essa tabela tem como propriedade:

a) a chave primária não pode ser nem do tipo booleano, nem do tipo inteiro.

b) a chave primária deve ser do tipo inteiro longo.

c) metade dos seus registros, no máximo, pode ter esse atributo com o valor nulo.

d) nenhum par de seus registros pode ter o mesmo valor para esse atributo na

chave primária.

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Noções de Informática

e) o armazenamento da chave primária na tabela deve ser feito de forma cripto-

grafada.

454. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) Con-

siderando a teoria da modelagem dimensional, composta por tabelas dimensão e

tabela fato, utilizada em data warehouses,

a) todas as tabelas dimensão devem possuir o mesmo número de atributos.

b) o grau de relacionamento da tabela fato para as tabelas dimensão é de muitos

para muitos.

c) a tabela fato não deve possuir atributos do tipo numérico.

d) não há relacionamento entre as tabelas dimensão e a tabela fato.

e) não há limitação quanto ao número de tabelas dimensão.

455. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) O mo-

delo de referência CRISP-DM tem seu ciclo de vida estruturado nas seguintes 6

fases:

a) Estruturação do Negócio, Limpeza dos Dados, Indicação das Métricas, Modela-

gem, Estimativa e Exportação dos Dados.

b) Otimização do Negócio, Redução dos Dados, Replicação dos Dados, Modelagem,

Importação dos Dados e Backup.

c) Entendimento do Negócio, Entendimento dos Dados, Preparação dos Dados,

Modelagem, Avaliação e Implantação.

d) Preparação do Negócio, Replicação dos Dados, Indexação dos Dados, Diagra-

mação do Negócio, Estimativa e Organização.

e) Otimização do Negócio, Entendimento dos Dados, Indexação dos Dados, Expor-

tação dos Dados, Organização e Importação dos Dados.

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Noções de Informática

456. (FCC/2018/TCE/Auditor Público Externo – Área Administração Pública) Um sis-

tema de Big Data costuma ser caracterizado pelos chamados 3 Vs, ou seja, volume,

variedade e velocidade. Por variedade entende-se que

a) há um grande número de tipos de dados suportados pelo sistema.

b) há um grande número de usuários distintos acessando o sistema.

c) os tempos de acesso ao sistema apresentam grande variação.

d) há um grande número de tipos de máquinas acessando o sistema.

e) os tamanhos das tabelas que compõem o sistema são muito variáveis.

457. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Para visualizar o

endereço IP do computador em linha de comando, no Windows e no Linux, o Ana-

lista deve utilizar, respectivamente, as instruções

a) ip /i mscomp e ip –i lxcomp

b) net /ip e lan –ip

c) show_ip this e get_ip lxcomp

d) ipconfig e ifconfig

e) ipWin e ipLx

458. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Um Analista se-

lecionou o título de um texto digitado no Microsoft Word 2013, em português, e

pressionou simultaneamente a combinação de teclas Ctrl + Shift + C. Em seguida,

selecionou um fragmento do texto em outro local da página e pressionou simulta-

neamente a combinação de teclas Ctrl + Shift + V. Estas ações do Analista

a) substituíram o fragmento de texto pelo título.

b) colocaram o título centralizado e o fragmento de texto justificado na página.

c) copiaram somente a formatação do título para o fragmento de texto.

d) colocaram o título em negrito e o fragmento do texto sublinhado.

e) incluíram o título no sumário do documento e o associaram ao fragmento de texto.

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Noções de Informática

459. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) No navegador

Google Chrome, um Analista pressionou simultaneamente a combinação de teclas

Ctrl + Shift + N para

a) abrir uma nova janela para navegação anônima.

b) fechar a aba (guia) atual.

c) ir direto ao final da página, evitando o uso da barra de rolagem.

d) imprimir o conteúdo da página.

e) adicionar a página aberta na guia atual à lista de sites favoritos.

460. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) No Microsoft

Outlook 2013, em português, após clicar na opção Novo Email da guia Página

Inicial, uma janela se abre para a digitação da nova mensagem de e-mail. Nessa

janela há opções que possibilitam criar uma assinatura personalizada que será

mostrada em toda nova mensagem. Essa assinatura pode ser criada a partir de um

clique em

a) Mensagem > Assinatura > Assinaturas > Assinatura de Email > Novo

b) Identificação > Assinaturas > Criar assinatura

c) Opções > Identificação > Assinaturas > Nova assinatura

d) Inserir > Assinatura > Identificação > Nova assinatura

e) Personalizar > Identificação > Assinatura > Nova assinatura

461. (FCC/2018/ TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Um Analista des-

cobriu que seu computador estava infectado por bots maliciosos. A primeira ação

que o Analista deve realizar para proteger os dados deve ser:

a) Instalar um antivírus e examinar o computador com seus recursos após a sua

instalação.

b) Instalar um antibot, que é uma variação de antivírus específica para proteger o

computador contra bots e botnets.

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Noções de Informática

c) Reiniciar o computador para que o bot seja eliminado da memória.

d) Abrir uma ordem de serviço para que o suporte técnico examine o computador.

e) Desconectar o computador da rede o mais rápido possível.

462. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Considere hipoteticamente que um Analista possui uma

apresentação gerada pelo Microsoft PowerPoint 2010, em português, denominada

TRTSP.pptx. Ele deseja que esta apresentação seja salva em um formato de auto-

apresentação. Nesse formato basta dar um duplo clique no nome do arquivo para

que o conteúdo seja exibido automaticamente e a transição dos slides possa ser

configurada com cliques no mouse ou através da barra de espaço. O formato que

permite essa apresentação de slides é

a) .ppsm

b) .pptm

c) .potx

d) .ppsx

e) .ppxs

463. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Um Analista estava utilizando o navegador Mozila Fire-

fox em português (versão 60.0.1, 64 bits), em condições ideais, e digitou a sequ-

ência de teclas Ctrl+Shift+P para

a) fechar a página na qual estava navegando.

b) abrir uma nova janela privativa e navegar de modo privativo.

c) abrir o histórico de navegação.

d) localizar algo de seu interesse na página na qual estava navegando.

e) acessar o gerenciador de extensões.

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Noções de Informática

464. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Considere hipoteticamente que um Analista acessou

em seu navegador o site de busca Google (www.google.com.br). Na página que se

abriu, digitou na linha de pesquisa site: http://www.trtsp.jus.br inurl:pje. O obje-

tivo do Analista era

a) refinar a pesquisa para arquivos do tipo .pje no site http://www.trtsp.jus.br.

b) encontrar artigos que tenham um título que se inicia com pje e contenham mais

palavras de que ele não se recorda, dentro da homepage do site http://www.trtsp.

jus.br.

c) excluir a palavra pje dos resultados da busca dentro do site http://www.trtsp.

jus.br.

d) encontrar todos os sites relacionados ao site http://www.trtsp.jus.br que con-

tenham a palavra pje.

e) restringir os resultados da busca às páginas do site http://www.trtsp.jus.br que

contenham a palavra pje.

465. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Um Analista estava utilizando um computador com o

sistema operacional Windows 7, em português, e desejava mudar o atributo do

arquivo CNDT.pdf para somente leitura. Para isso, ele abriu o Windows Explorer,

localizou o arquivo na pasta,

a) clicou com o botão direito do mouse sobre o nome do arquivo, escolheu Pro-

priedades na janela que se abriu. Na aba Geral da janela Propriedades de CNDT.pdf

marcou Somente leitura, clicou em Aplicar e em OK.

b) clicou com o botão direito do mouse sobre o nome do arquivo, escolheu Abrir

com o LibreOffice Writer na janela que se abriu. Dentro do Writer escolheu Salvar

como... no menu Arquivo, selecionou Somente leitura e clicou em Salvar.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

c) deu um duplo clique sobre o nome do arquivo. Na janela que se abriu, escolheu

Salvar como... no menu Arquivo, selecionou Somente leitura e clicou em Salvar.

d) deu um duplo clique sobre o nome do arquivo e escolheu Salvar Como na janela

que se abriu. Na aba Geral da janela Salvar Como marcou Somente leitura, clicou

em Aplicar e em OK.

e) clicou com o botão esquerdo do mouse sobre o nome do arquivo. Na janela que

se abriu, escolheu Salvar como... no menu Arquivo, selecionou Somente leitura e

clicou em Salvar.

466. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Considere o texto de um fabricante em relação ao seu

produto: Como um serviço pago conforme ouso, o backup em servidores virtuais

oferece flexibilidade para escolher os dados que deseja proteger, pelo tempo que

quiser protegê-los. Configure o controle de acesso limitado para que apenas seus

usuários autorizados possam realizar operações críticas de backup. Uma notifica-

ção será enviada se o backup detectar alguma atividade suspeita, como Wanna Cry

e similares, antes que seus dados sejam comprometidos. Qualquer exclusão não

autorizada de seus backups será mantida por dias, para que você ganhe tempo

para proteger seu ambiente e iniciar o processo de recuperação. O tipo de serviço

e o tipo de malware referenciados no texto são, correta e respectivamente,

a) Cloud storage – phishing.

b) Cloud computing – pharming.

c) Cloud backup – ransomware.

d) Full backup – hoax.

e) Decremental backup – ransomware.

467. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Tecnologia da Informação) Considere hipoteticamente que um Técnico acessou

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

em seu navegador o site de busca Google (www.google.com.br). Na página que se

abriu, digitou na linha de pesquisa related:http://www.trtsp.jus.br intext:pje. O

objetivo do Técnico era

a) refinar a pesquisa para arquivos do tipo .pje no site http://www.trtsp.jus.br

b) encontrar artigos que têm um título que se inicia com pje e contenham mais

palavras de que ele não se recorda, dentro do site http://www.trtsp.jus.br

c) excluir a palavra pje dos resultados de busca dentro de todos os sites relaciona-

dos ao http://www.trtsp.jus.br

d) encontrar todos os sites relacionados ao site http://www.trtsp.jus.br. Caso con-

tenham a palavra pje, esta será destacada.

e) restringir os resultados de busca no Google às páginas ligadas ao site http://

www.trtsp.jus.br que necessariamente contenham a palavra pje.

468. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Tecnologia da Informação) Ao pesquisar sobre cloud storage, um Técnico verifi-

cou que há diferentes tipos de armazenamento em nuvem, dependendo de como o

storage é feito, dentre os quais estão: I. Voltada para pessoas físicas, esta nuvem é

composta por sites que disponibilizam um pequeno espaço de armazenamento gra-

tuitamente e oferecem planos para expandir a capacidade. Ideal para quem quer

testar o serviço de cloud storage ou possui um pequeno volume de dados e não

necessita de um alto nível de segurança e desempenho. II. Dividida entre clientes

com negócios em comum, que rateiam os custos de utilização e manutenção, esta

nuvem pode ser hospedada e gerenciada dentro das empresas ou, então, terceiri-

zada. III. Esta nuvem é projetada para uso exclusivo de uma única empresa, nas

dependências da qual todo o hardware (storages e servidores) fica alocado. A em-

presa possui controle total da implementação das aplicações na nuvem. Os tipos de

I, II e III são, correta e respectivamente,

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

a) FaaS, SaaS e IaaS.

b) nuvem pública, comunitária e privada.

c) IaaS, CaaS e SaaS.

d) nuvem gratuita, híbrida e corporativa.

e) IaaS, EaaS e PaaS.

469. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialida-

de: Telefonia) A comunicação de voz, como uma chamada telefônica, na qual tanto

o emissor quanto o receptor utilizam-se de um computador pessoal, é conhecida

como tecnologia de

a) Telefonia IP.

b) VoIP.

c) Banda larga.

d) Extranet.

e) ICMP.

470. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Para conhecer a

finalidade de um comando no Linux, um Técnico precisará digitar um primeiro co-

mando seguido do nome do comando que deseja conhecer. O primeiro comando

que terá que utilizar, nesse caso, é o

a) bash

b) help

c) man

d) show

e) ls

471. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considere a plani-

lha abaixo, digitada no Microsoft Excel 2013, em português.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

Na célula B10 deseja-se digitar uma fórmula que localize na coluna A a data contida

na célula B9 (04/10/66), e exiba em B10 o índice correspondente a esse valor que

se encontra na coluna B (0,001008243). A fórmula que deve ser digitada é

a) =PROCV(B9;A3:B7;2)

b) =SE(A?=B9;PRINT(B?))

c) =PROCH(B9;A3:B7;2)

d) =PROCURAR(B9;A3:B7;1)

e) =LOCALIZAR(B9;A3:B7;1)

472. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Um Analista com-

prou um roteador wireless e o conectou por cabo em um switch para acessar a

estrutura de rede cabeada. Isso permitiu que todos os dispositivos sem fio conec-

tados nesse roteador tivessem acesso a todos os serviços disponíveis na rede cabe-

ada, como por exemplo, acesso à internet. Nesse caso, o roteador foi configurado

pelo Analista para operar no modo

a) ponto-a-ponto.

b) access point.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

c) bridge.

d) modem.

e) backbone.

473. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Um Analista utili-

za um conjunto de aplicativos de escritório (Google Docs) que não estão instalados

em seu computador, mas em servidores espalhados em pontos diversos da inter-

net. Além de acessar os aplicativos, guarda também os documentos produzidos

por meio deles nesses servidores, de forma a poder acessá-los a partir de qualquer

computador com acesso à internet. O Analista utiliza um tipo de computação em

nuvem conhecido como

a) Development as a Service.

b) Software as a Service.

c) Plataform as a Service.

d) Infrastructure as a Service.

e) Communication as a Service.

474. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Um Analista com-

prou um pen drive de 16 GB para armazenar os filmes de uma campanha publicitá-

ria da organização em que trabalha. Quando estava gravando o sexto filme no pen

drive, apareceu uma mensagem informando que não havia espaço suficiente para

a gravação.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

Os 5 filmes que conseguiu gravar foram: Para a gravação NÃO ter ocorrido, o sexto

arquivo pode ter qualquer tamanho

a) menor do que 3 GB.

b) maior do que 700 MB.

c) menor do que 3700 MB.

d) maior do que 1.9 GB.

e) maior do que 600000 KB.

475. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Considere o texto

abaixo:

Um grupo de especialistas em segurança encontrou um novo tipo de malware,

que está se espalhando massivamente por meio do Facebook Messenger.

Trata-se do Digmine, um malware que usa sistemas infectados para extrair a

criptomoeda Monero. Esse malware é enviado às vítimas como um link para um

arquivo de vídeo, quando na verdade é um script executável que afeta as versões

desktop e web do Facebook Messenger, usando o navegador Google Chrome para

minerar a moeda Monero no computador.

(Adaptado de: https://guiadobitcoin.com.br/)

Esse tipo de malware, que parece ser uma coisa (vídeo), mas na realidade é outra

(script de mineração), é categorizado como

a) trojan.

b) backdoor.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

c) adware.
d) rootkit.
e) ransomware.

476. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Um Analista recebeu


um arquivo chamado funcionarios.txt contendo o nome e outras informações de
cerca de 10 000 funcionários. Ao ser solicitado a localizar os dados do funcionário
Marconi Teixeira nesse arquivo, estando na pasta em que se encontra o arquivo em
um terminal Linux, digitou o comando
a) get ‘Marconi Teixeira’ from funcionarios.txt
b) grep ‘Marconi Teixeira’ funcionarios.txt
c) ls ‘Marconi Teixeira’ in funcionarios.txt
d) locate ‘Marconi Teixeira’ >> funcionarios.txt
e) search ‘Marconi Teixeira’ funcionarios.txt

477. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Um Analista utiliza um


computador com o Windows 10 instalado, em português, e trabalha frequente-
mente com diversas janelas de aplicativos abertas. Para alternar entre as janelas
abertas e para fechar a janela ativa, ele utiliza, correta e respectivamente, as com-
binações de teclas:
a) Alt + Tab e Alt + F4
b) Ctrl + Alt + A e Ctrl + Alt T
c) Ctrl + F2 e Ctrl + F3
d) Ctrl + Tab e Ctrl + F4
e) Alt + A e Alt + X

478. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A planilha abaixo, cria-


da no Microsoft Excel 2010, em português, mostra o pagamento hipotético de ho-

norários periciais a um perito trabalhista.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

Na célula E3 foi digitada uma fórmula que aplica ao valor contido na célula D3 o

percentual de aumento contido na célula E1. Após a fórmula ser corretamente di-

gitada, ela foi copiada puxando-se a alça da célula E3 para baixo, até a célula E5,

gerando os resultados corretos automaticamente. A fórmula digitada foi

a) =SOMA((D3+D3)*E1)

b) =D3+D3*E$1

c) =AUMENTO(D3+D3;E1)

d) =D3+(D3*$E1)

e) =D3+D3*E1

479. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Um Analista está es-

crevendo um relatório no Microsoft Word 2010, em português, e deseja numerar as

páginas a partir da terceira página, após a capa e o sumário, iniciando pelo número

1. Para isso, deverá posicionar o cursor no final da segunda página e

a) realizar uma quebra de página. Depois, deverá inserir número de página no ca-

beçalho ou rodapé, formatando essa numeração para iniciar pelo número 3.

b) clicar a opção Número de páginas da guia Inserir. Na janela que se abre ele terá

que selecionar a opção Iniciar numeração na próxima página e clicar no botão OK.

c) inserir uma quebra de seção para iniciar a próxima seção na próxima página.

Depois, deverá inserir a numeração de páginas no cabeçalho ou rodapé da terceira

página sem vínculo com a seção anterior.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

d) inserir uma quebra de página. Na página seguinte, deverá dar um duplo clique

na área de cabeçalho ou rodapé da página, digitar o número 1 no campo Número

de página e clicar no botão OK.

e) clicar na opção Cabeçalho e Rodapé da guia Inserir. Na janela que se abre, de-

verá clicar na opção Número de Página, depois na opção Próxima página e, por fim,

no botão OK.

480. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Um usuário de um

computador com sistema operacional Windows 10 em português está utilizando o

Explorador de Arquivos para procurar um arquivo de documento editado anterior-

mente. Para facilitar a busca, o usuário acessou o menu Exibir e clicou no ícone

para

a) adicionar colunas de informação.

b) classificar os arquivos pelo nome.

c) classificar os arquivos pelo tipo.

d) criar um filtro de busca por arquivos.

e) mostrar ou ocultar o painel de detalhes.

481. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Na Janela que se

abre ao clicar no botão Iniciar do Windows 10 em português, existem duas barras

horizontais no canto superior direito que são mostradas com a aproximação do

apontador do mouse, conforme mostrado abaixo.

Ao clicar sobre as duas barras é possível

a) alterar o tamanho dos ícones dos aplicativos.

b) colocar um nome para o grupo de aplicativos.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

c) configurar a forma de apresentação dos ícones dos aplicativos.

d) expandir o menu com os itens recentemente utilizados.

e) ordenar os aplicativos pela frequência de uso.

482. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Durante a edição

de uma monografia no MS-Word 2010, o usuário do aplicativo clicou sobre o ícone

para mostrar as marcas de parágrafos e outros símbolos de formatação e obteve a

apresentação do seguinte trecho de texto:

A linha pontilhada abaixo do texto indica

a) Citação.

b) Citação interna.

c) Índice remissivo.

d) Referência cruzada.

e) Texto oculto.

483. A planilha abaixo foi editada no MS-Excel 2010 em português e é utilizada para

calcular o desconto nos preços dos itens.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

Caso seja inserida a fórmula =SE(B2>50;B2-B2*C2;B2) na célula D2 e posteriormen-

te arrastada para as células D3 e D4, os valores nas células serão, respectivamente,

a) 13,50; 45,00; 54,00.

b) 13,50; 45,00; 60,00.

c) 15,00; 45,00; 54,00.

d) 15,00; 45,00; 60,00.

e) 15,00; 50,00; 54,00.

484. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) No suite de aplicativos

LibreOffice 5.4.5.1, os aplicativos para a edição de

a) fórmula e edição de desenhos são, respectivamente, Math e Impress.

b) documento e edição de fórmula são, respectivamente, Impress e Calc.

c) planilhas e edição de apresentação são, respectivamente, Calc e Impress.

d) banco de dados e edição de fórmula são, respectivamente, Math e Calc.

e) apresentação e edição de banco de dados são, respectivamente, Draw e Calc.

485. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Marcos está utilizando

o editor de documentos do suite LibreOffice 5.4.5.1 para editar um cartaz de di-

vulgação da Feira Comunitária. Para tornar o cartaz mais atraente, Marcos decidiu

inserir o texto no formato apresentado abaixo:

Para inserir o texto com o formato apresentado no documento, Marcos deve aces-

sar, no menu Inserir, o item:

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

a) Figura...

b) Fontwork...

c) Caixa de texto

d) Caractere especial...

e) Objeto

486. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança)

Um funcionário do Tribunal Regional do Trabalho deseja configurar o Mozilla Firefox,

versão 57, para que, ao abrir o navegador, seja sempre acessado o portal do TRT6R.

(http://www.trt6.jus.br/portal/)

Para realizar a configuração, o funcionário deve acessar a Barra de menus e selecionar

a) Opções, localizar o item Página inicial e inserir o URL.

b) Configurações, localizar o item Inicialização, selecionar Abrir uma página espe-

cífica e inserir o URL.

c) Opções, localizar o item Inicialização e inserir o URL.

d) Configurações, localizar o item Página inicial, selecionar Adicionar página e in-

serir o URL.

e) Configurações, localizar o item Nova página e inserir o URL.

487. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Segurança) Ao utilizar um compu-

tador, mesmo com aplicativos de segurança instalados, é necessário tomar cuida-

do, uma vez que novas pragas virtuais podem ser criadas rapidamente. Desabilitar

a autoexecução de mídias removíveis e não abrir ou não executar arquivos duvido-

sos pode ajudar a prevenir a infecção e a propagação da praga virtual (malware)

do tipo

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

a) Worm.

b) Bot.

c) Backdoor.

d) Vírus.

e) Rootkit.

488. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Administrativo – Especia-

lidade: Biblioteconomia) No que se refere aos computadores, há duas categorias

básicas de memórias: não voláteis e voláteis. As memórias não voláteis caracteri-

zam-se por

a) perder os dados gravados ao cessar a alimentação elétrica.

b) permitir que os dados sejam gravados uma única vez.

c) oferecer acesso randômico aos dados gravados.

d) acessar os dados gravados de forma estática ou dinâmica.

e) aceitar que os dados gravados sejam apagados ou alterados.

489. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Administrativo – Especia-

lidade: Biblioteconomia) Os dispositivos periféricos são componentes de hardware

que se conectam a um computador para adicionar funcionalidade, sendo divididos

em dispositivos de entrada, de saída e de entrada-saída. São exemplos de cada

uma dessas categorias, respectivamente:

a) scanner, monitor e modem.

b) teclado, impressora e microfone.

c) mouse, pendrive e alto-falante.

d) webcam, drive de CD-ROM e cartões de memória.

e) joystick, drive de disquete e vídeo.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

490. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Considere a planilha abaixo, digitada no Excel 2010, em português.

Para somar na célula D9 somente os valores da coluna D referentes ao credor TE-

LEMAR NORTE LESTE S/A, utiliza-se a fórmula

a) =SOMA(D4:D7)

b) =SE(C=”TELEMAR NORTE LESTE S/A”;SOMAR())

c) =SOMASE(C4:C8;A9;D4:D8)

d) =SOMA(D4:D8;”TELEMAR NORTE LESTE S/A”)

e) =SOMASE(C4:C8;”TELEMAR NORTE LESTE S/A”;D4:D8)

491. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo) Con-

sidere o seguinte trecho de texto digitado no Microsoft Word 2013, em português.

Parágrafo Único – Por motivo de relevância ou força maior, e deliberação da

Mesa ad referendum da maioria absoluta de seus Deputados, poderá a Assembleia

Legislativa reunir-se temporariamente, em qualquer cidade do Estado.

(Disponível em: http://www.al.se.gov.br/arq_transparencia/arq_regimento/regi-


mento_interno.pdf)

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

O trecho “Parágrafo Único” está com a letra mais escura ou encorpada e o trecho

ad referendum’’ está com a letra levemente inclinada para a direita. Para conseguir

este efeito, após selecionar cada um dos trechos, devem ser utilizadas, respectiva-

mente, as teclas de atalho

a) Ctrl + B e Ctrl + I

b) Shift + B e Shift + T

c) Ctrl + N e Ctrl + I

d) Ctrl + Alt + N e Ctrl + Alt + T

e) Alt + N e Alt + I

492. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Para resolver um problema de conexão do computador do escritório onde trabalha

com a Internet, um Técnico Administrativo ligou para o suporte da empresa pro-

vedora de serviços de Internet. O funcionário do suporte solicitou ao Técnico que

informasse o endereço IPv4 do computador. Para obter esse número, o Técnico

abriu o prompt de comandos do Windows 7, em português, digitou um comando e

pressionou a tecla Enter. O comando digitado foi

a) netsh -ip

b) ipconfig

c) showIP -v4

d) netconfig -ip

e) ls -ip

493. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo) Um

Técnico Administrativo percebe, ao executar suas tarefas de rotina, que seu com-

putador, com o sistema operacional Windows 7, travou. Tentou, inutilmente, clicar a

combinação das teclas Ctrl + Alt + Del para acessar a área onde possíveis proces-

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

sos estariam causando o problema. Atribuiu, então, o travamento ao acionamento

acidental da tecla Break. Para que o computador volte a funcionar, o Técnico deve

a) desligar o computador, mantendo pressionado o botão liga/desliga do gabine-

te por cerca de 5 segundos. Depois, pressionar novamente o botão liga/desliga,

aguardar o Windows inicializar e retomar suas tarefas de rotina.

b) tirar o computador da tomada e, após cessar o fornecimento de energia e o

computador desligar, colocá-lo na tomada novamente, ligá-lo, e retomar todas as

tarefas do ponto onde parou, já que o Windows 7 recupera automaticamente tudo

que estava sendo realizado antes do desligamento.

c) chamar o suporte de Tecnologia da Informação, já que desligar o computador,

nesse caso, irá danificá-lo permanentemente, impossibilitando o acesso a todos os

documentos gravados.

d) pressionar a combinação de teclas Ctrl + R, pois o travamento ocorreu porque o

computador entrou em modo de bloqueio, decorrente do pressionamento inadver-

tido da tecla Break, que bloqueia as funções principais do computador.

e) desconectar o teclado e o mouse do gabinete do computador e, após 5 segun-

dos, conectá-los novamente, pois esse procedimento fará com que o Windows ha-

bilite novamente as funções destes componentes.

494. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Para desinstalar o Microsoft Office 2010 de um computador que usa o Windows 7,

em português, a forma correta é abrir

a) o Painel de Controle, selecionar a opção para desinstalar um programa, selecio-

nar o Microsoft Office 2010 na lista de softwares instalados, clicar na opção Desins-

talar e executar os passos de confirmação da desinstalação.

b) o Gerenciador de Arquivos, selecionar o Microsoft Office 2010 na lista de sof-

twares instalados e clicar na opção Desinstalação segura. Em seguida, deve-se

confirmar a desinstalação.

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Noções de Informática

c) as Ferramentas Administrativas, clicar em Desinstalar, digitar Microsoft Office

2010 no campo de pesquisa e clicar na opção Desinstalação segura. Em seguida,

basta confirmar clicando-se no botão ok.

d) o Explorador de Arquivos do Windows 7, selecionar a pasta onde está o Micro-

soft Office 2010 e pressionar a tecla Delete, confirmando, em seguida, a exclusão.

e) o Gerenciador de Tarefas, clicar na opção Desinstalar, selecionar o Microsoft Of-

fice 2010 na lista de softwares instalados, clicar no botão ok e executar os passos

de confirmação da desinstalação.

495. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo) O

ícone de uma estrela que aparece do lado direito, no interior da linha de endereço

do navegador Google Chrome (onde se digita o endereço dos sites que se quer vi-

sitar), serve para

a) alterar as configurações do navegador.

b) adicionar extensões, ou plug-ins, ao navegador.

c) adicionar a página corrente à lista de sites favoritos.

d) indicar que o site é patrocinado por alguma organização.

e) exibir a lista de sites favoritos.

496. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Considere o trecho a seguir, retirado do Relatório de Crimes Cibernéticos da em-

presa Norton:

Vírus de computador e ataques de malware são os tipos mais comuns de crime

cibernético que as pessoas sofrem, com 51% dos adultos sentindo os efeitos des-

ses crimes mundialmente.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

Na Nova Zelândia, Brasil e China é ainda pior, com mais de 6 em 10 computado-

res infectados (61%, 62% e 65%, respectivamente). Os adultos em todo o mundo

também são alvos de golpes (scams) online, ataques de phishing, roubo de perfis

de redes sociais e fraude de cartão de crédito. 7% dos adultos até mesmo se depa-

raram com predadores sexuais online.

(Disponível em: http://www.symantec.com/content/en/us/home_homeoffice/media/


pdf/cybercrime_report/Norton_Portuguese-Hu man%20Impact-A4_Aug18.pdf)

O phishing, mencionado no texto, é um tipo de golpe por meio do qual um golpista

a) faz varreduras na rede do usuário, com o intuito de identificar quais computa-

dores estão ativos e quais serviços estão sendo disponibilizados por eles.

b) tenta obter dados pessoais e financeiros de um usuário, pela utilização combi-

nada de meios técnicos e engenharia social.

c) armazena tudo o que o usuário digita pelo teclado do computador e depois ob-

tém estes dados remotamente.

d) altera campos do cabeçalho de um e-mail, de forma a aparentar que ele foi en-

viado de uma determinada origem quando, na verdade, foi enviado de outra.

e) utiliza um computador ou dispositivo móvel para tirar de operação um serviço,

um computador ou uma rede conectada à Internet.

497. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico-Administrativo)

Uma ação que NÃO potencializa o risco de golpes (scam) na Internet e de infecção

de computador por malware é

a) baixar atualizações ou softwares em sites de acesso mais rápido que o do fabricante.

b) entrar em sites para baixar uma faixa musical, álbum ou filmes sem pagar.

c) utilizar a mesma senha complexa em todos os sites que possui cadastro.

d) utilizar Virtual Private Network confiável para acessar a Internet em locais públicos.

e) abrir arquivos anexos no webmail, quando o assunto indicar alta prioridade.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Noções de Informática

GABARITO

442. d 467. d 492. b

443. e 468. b 493. a

444. c 469. b 494. a

445. d 470. c 495. c

446. a 471. a 496. b

447. b 472. b 497. d

448. e 473. b

449. b 474. d

450. e 475. a

451. c 476. b

452. b 477. a

453. d 478. b

454. e 479. c

455. c 480. a

456. a 481. b

457. d 482. e

458. c 483. e

459. a 484. c

460. a 485. b

461. e 486. a

462. d 487. d

463. b 488. b

464. e 489. a

465. a 490. e

466. c 491. c

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Direito Administrativo

DIREITO ADMINISTRATIVO

498. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Suponha

que o Chefe do Poder Executivo, valendo-se das competências que lhe são confe-

ridas pela Constituição da República, pretenda proceder a uma grande reorganiza-

ção administrativa. Para tanto, editou decreto, invocando seu poder regulamentar,

detalhando a aplicação de diploma legal que criou Secretarias e órgãos públicos,

aproveitando o mesmo diploma para extinguir determinados cargos criados pela

mesma lei. Nesse caso, o chefe do Poder Executivo, ao editar tal decreto,

a) valeu-se do poder regulamentar de forma legítima, desde que não inove em

matéria de reserva de lei, podendo, com base no poder normativo, extinguir os

cargos por decreto, desde que vagos.

b) exerceu, legitimamente, seu poder regulamentar para dispor sobre matéria de

organização e funcionamento da Administração, que inclui a criação e extinção de

cargos, desde que sejam de livre provimento.

c) poderia invocar seu poder normativo, descabendo falar em poder regulamentar,

o que, contudo, apenas autoriza a edição de decretos autônomos para extinção dos

cargos se extintos, pelo mesmo ato, os órgãos correspondentes.

d) somente poderá extinguir os cargos mediante decreto regulamentar na hipóte-

se de ter a lei regulamentada previsto expressamente tal delegação legislativa, eis

que se trata de matéria de reserva de lei formal.

e) não pode dispor sobre o tema mediante decreto, a pretexto de exercer seu po-

der regulamentar, eis que matéria de organização e funcionamento da Administra-

ção é reservada à lei, cuja iniciativa privativa é do Chefe do Executivo.

499. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) O ato adminis-

trativo é dotado de determinados atributos, entre os quais se insere a tipicidade,

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a) presente nos atos enunciativos e opinativos, bem como nos meramente decla-

ratórios, porém ausente nos atos constitutivos, eis que a estes se aplica o atributo

da executoriedade.

b) que advém do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado,

decorrendo de tal atributo a produção de efeitos do ato administrativo sobre parti-

culares independentemente da vontade dos mesmos.

c) que constitui decorrência do princípio da presunção de legitimidade e veracida-

de do ato administrativo, própria apenas dos atos vinculados e que se opera com a

observância dos requisitos para sua edição.

d) decorrente do princípio da legalidade, que afasta a possibilidade de a adminis-

tração praticar atos inominados, predicando a utilização de figuras previamente

definidas como aptas a produzir determinados resultados.

e) segundo a qual todo ato administrativo deve ter por finalidade a consecução

do interesse público e cuja inobservância enseja a nulidade do ato, por desvio

de finalidade.

500. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Entre as

modalidades de extinção do contrato de concessão de serviços públicos, previstas

na legislação de regência, insere-se a

a) caducidade, decretada quando a concessionária perder as condições econômi-

cas, técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço con-

cedido, condicionada à prévia indenização pelo poder concedente, descontadas as

multas contratuais eventualmente aplicadas.

b) intervenção, mediante decreto do poder concedente, com a retomada do objeto

da concessão a fim de assegurar a adequação na prestação do serviço, bem como

o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes.

c) encampação, consistente na retomada do serviço pelo poder concedente duran-

te o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa

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específica e prévio pagamento da indenização das parcelas dos investimentos vincu-

lados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou depreciados, que tenham sido re-

alizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido.

d) rescisão por parte do poder concedente, pelo advento do termo contratual, com

a retomada dos serviços e bens reversíveis, condicionada à indenização à conces-

sionária dos investimentos realizados nos 180 dias anteriores ao encerramento do

prazo da concessão que não tenham sido passíveis de amortização.

e) rescisão administrativa pelo concessionário, na hipótese de descumprimento

das obrigações do poder concedente que ensejem desequilíbrio econômico-finan-

ceiro da concessão ou onerosidade excessiva, obrigando-se a manter a prestação

dos serviços até a assunção por novo concessionário ou pelos financiadores.

501. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Entre os

poderes próprios da Administração, decorrentes do regime jurídico administrativo

que lhe atribui determinadas prerrogativas e sujeições, insere-se o poder discipli-

nar, que

a) possui, como uma das suas manifestações, o poder-dever de apurar infrações e

aplicar penalidades aos servidores públicos, comportando alguma margem de dis-

cricionariedade no que concerne à dosimetria das sanções.

b) também alcança os particulares que não possuem vínculo laboral ou contratual

com a Administração, coibindo condutas nocivas ou perigosas, como expressão do

princípio da supremacia do interesse público sobre o privado.

c) corresponde ao poder dos superiores de proferir ordens a seus subordinados,

constituindo expressão da hierarquia, excluídas as aplicações de penalidades, que

se inserem no bojo do poder sancionador.

d) constitui o poder de organizar as atividades administrativas, mediante expedi-

ção de instruções, portarias, ordens de serviços e outros atos infralegais, decorren-

do do poder normativo, exercido nos limites da lei.

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e) corresponde à parcela do poder de polícia exercido preventivamente pela Admi-

nistração, disciplinando o exercício de atividades de particulares que ensejem risco

à segurança, saúde ou incolumidade pública.

502. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Constituição) No que concerne

aos elementos do ato administrativo, tem-se que o motivo

a) não se insere entre os elementos essenciais do ato administrativo, que são ape-

nas sujeito, objeto e forma, sendo, assim como a finalidade, um atributo do ato.

b) consiste nos fins colimados pela Administração com a prática do ato, que deve ser,

em última instância, o interesse público, sob pena de invalidar o ato por vício de mérito.

c) corresponde às razões de fato e de direito que fundamentam a prática do ato,

sendo que a ausência de motivo ou a indicação de motivo falso permitem a invali-

dação do ato, inclusive judicialmente.

d) está presente apenas nos atos discricionários, correspondendo às razões de conve-

niência e oportunidade para a sua prática, ou seja, o mérito do ato administrativo.

e) constitui um requisito específico para a prática de atos vinculados, consistente

na indicação da subsunção dos requisitos de fato aos condicionantes legais fixados

para o ato.

503. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Constituição) Ao abordar o

conceito de serviço público, diferentes classificações ou categorizações são apre-

sentadas pela doutrina, a depender do prisma de análise, entre as quais se insere

a divisão entre serviços públicos exclusivos e não exclusivos do Estado, sendo que

a) os exclusivos somente podem ser prestados diretamente pelo Estado, não ad-

mitindo exploração por particulares mediante concessão ou delegação.

b) os não exclusivos são aqueles que podem ser executados pelos particulares me-

diante autorização do poder público, como, por exemplo, os concernentes à saúde

e educação.

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c) os não exclusivos são aqueles desempenhados pelo Estado em regime de explo-

ração de atividade econômica, sujeitos à cobrança de tarifa dos usuários.

d) os exclusivos são prestados em prol de toda a comunidade, ou seja, uti universi,

correspondendo àqueles de natureza essencial como segurança pública.

e) ambos são passíveis de prestação direta pelo poder público ou exploração por

particulares mediante concessão ou permissão, sendo os primeiros remunerados

por tarifa e os segundos mediante taxa.

504. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Desenvolvimento Urbano) A cons-

trução de um prédio e sua destinação ao funcionamento do Fórum Estadual da Co-

marca em terreno de propriedade do município e anteriormente vago

a) configura afetação irreversível, passando de bem de uso público especial para

bem de uso comum do povo.

b) passa a ensejar a inalienabilidade do imóvel, considerando que essa condição só

afeta os bens de uso especial e de uso comum do povo edificados.

c) passa a depender de autorização legislativa para ser alienado, considerando que

os bens públicos dominicais se submetem ao regime jurídico de direito privado.

d) configura afetação a uso especial, mantendo as prerrogativas da impenho-

rabilidade e da imprescritibilidade que já tutelavam o terreno municipal quando

desocupado.

e) determina a irreversibilidade da afetação, o que enseja a inalienabilidade do

bem público de uso especial.

505. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Desenvolvimento Urbano) O pro-

prietário de uma fazenda foi procurado por uma concessionária de serviço público

de distribuição de gás natural para que autorizasse a instalação de tubulação sub-

terrânea em determinado trecho de sua propriedade, equipamento que integraria

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a rede pública de distribuição operada por aquela empresa. A instalação dessa

tubulação

a) deve ser instituída mediante desapropriação, considerando que configura in-

tervenção direta na propriedade privada de terceiro, dispensando, dessa forma, a

concordância do mesmo.

b) pode se dar desde que haja concordância do proprietário, na medida que so-

mente a desapropriação autoriza a imposição forçada.

c) deve ser instituída mediante servidão de passagem, vigente pelo prazo fixado

no contrato em execução pela concessionária de serviço público.

d) depende de autorização legal e desapropriação do trecho objeto das instalações

pretendidas.

e) se dá em favor do serviço público, constituindo uma utilidade a todos adminis-

trados servidos pela rede pública, razão pela qual é instituída mediante servidão

administrativa.

506. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Desenvolvimento Urbano) Joa-

quim mora na periferia urbana do Município onde trabalha como ambulante desde

que chegou de sua cidade natal, há cerca de 07 anos. Sem condições de adquirir

um imóvel formalmente, instalou-se em parte de um terreno baldio próximo à pra-

ça onde vende o artesanato que produz e, aos poucos, construiu dois cômodos de

alvenaria onde mora até hoje, mantendo, nos fundos, uma horta de subsistência.

Joaquim, no entanto, foi surpreendido com uma notificação extrajudicial para de-

socupação da área, enviada pelo proprietário constante da matrícula do terreno.

Diante das informações trazidas aos autos, Joaquim

a) deverá, caso queira permanecer no terreno, negociar sua aquisição diretamente

do proprietário, valendo-se dos subsídios habitacionais previstos para a população

de baixa renda.

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b) poderá deduzir, em sua defesa, que o proprietário fora destituído de sua pro-

priedade por desatendimento de sua função social, como resultado de desapropria-

ção-sanção, razão pela qual lhe assistiria direito de posse sobre a mesma.

c) poderá requerer usucapião especial, diante das características da ocupação e do

imóvel ocupado, limitado a dimensão de 250 m^2.

d) deverá pleitear indenização pelas benfeitorias erguidas sobre o terreno em ra-

zão da ocupação perdurar mais de cinco anos, embora não lhe assista direito real

de permanecer no local.

e) poderá apresentar requerimento de concessão de uso especial para fins de mo-

radia, desde que a dimensão do terreno seja de até 250 m^2, cujo deferimento

tornará prejudicado o pedido do proprietário.

507. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Desenvolvimento Urbano) O

proprietário de um imóvel tombado, onde funciona uma unidade de ensino,

a) não pode lhe dar outra destinação além da originalmente vigente, quando da

edição do ato de tombamento.

b) deve ser indenizado pelo valor do imóvel, danos emergentes e lucros cessantes,

porque seria necessário o encerramento das atividades, equivalendo a verdadeira

desapropriação.

c) perde a propriedade do imóvel, considerando que essa modalidade de interven-

ção inviabiliza a possibilidade de exploração econômica.

d) pode alterar seu uso, destinando-o para outra finalidade, mantidas as caracte-

rísticas cuja preservação foi objeto do ato de tombamento.

e) pode contestar a intervenção decretada, diante da natureza de serviço público

atribuída à atividade desenvolvida no imóvel, o que enseja sua proteção como bem

público sempre que a questão envolver aspectos dominiais.

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508. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Desenvolvimento Urbano) Edita-

do decreto de declaração de utilidade pública e ajuizada a ação de desapropriação

para aquisição de uma faixa de terras destinada a ampliação de uma rodovia, a

Administração pública identificou a necessidade de utilizar um perímetro com lar-

gura maior de uma mesma matrícula em determinado trecho, para execução de

uma alça de acesso. Considerando que o decreto de declaração de utilidade pública

já abrange a área cuja desapropriação passou a ser necessária, bem como que já

havia sido ajuizada ação de desapropriação para aquisição da parte inicialmente

identificada da mesma matrícula, pendente citação dos réus,

a) deverá ser requerida desistência da ação e ajuizada nova medida, dessa vez

com o perímetro corretamente descrito e identificado, acompanhado da respectiva

oferta de justa indenização.

b) caberá aditamento da petição inicial para ampliação do objeto da desapropria-

ção, acompanhado de depósito da oferta complementar para a nova área, obser-

vada a fase processual.

c) deverá ser editado novo ato para incluir o perímetro integralmente necessário

para a área, considerado que o decreto original exauriu seus efeitos integralmente.

d) poderá ser incluída a área necessária para alargamento no trecho identificado

sem a necessidade de aditar o decreto ou a inicial, mediante solicitação para inclu-

são na avaliação pericial.

e) será necessária revogação do decreto original e desistência da ação de desapro-

priação, sendo necessário aguardar o prazo de dois anos para a publicação de novo

ato e consequente ajuizamento de nova demanda judicial.

509. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Desenvolvimento Urbano) O Po-

der Público pretende desapropriar um terreno localizado no seu Município, para lhe

dar destinação diversa, alterando a original, que era de lote, recebida quando do

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registro do projeto de loteamento. Isso porque o Poder Público entendeu que as

dimensões da área institucional constante do projeto de loteamento não seriam su-

ficientes para atender a necessidade de instalação de uma escola técnica, demanda

atual da sociedade para aquela localização. A desapropriação pretendida

a) caracteriza retrocessão, tendo em vista que a afetação para lote configura des-

tinação impassível de alteração, sob pena de desequilíbrio no planejamento territo-

rial urbano, que leva em consideração o percentual de ocupação para definição do

percentual de áreas públicas exigíveis.

b) poderia ser obstada pelo loteador, considerando que já houve destinação de

percentual para área institucional nos percentuais e limites legais.

c) não pode ser promovida, pois implicaria em alteração do projeto de loteamento

por terceiro estranho ao negócio, que demandaria novas submissões aos órgãos

competentes para aprovação.

d) pode ser adotada pelo poder público porque os lotes são unidades destinadas

a serem comercializadas e, não existindo óbice à desapropriação em razão de

seu titular, nada obsta que seja adquirido pelo Poder Público para alguma desti-

nação de interesse ou utilidade pública, respeitado o dever de indenização nos

termos da legislação.

e) somente seria possível se ainda não tivesse havido alienação do referido lote,

pois não haveria expropriado a figurar no pólo passivo da ação de desapropriação.

510. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Desenvolvimento Urbano) Um

Município declarou de interesse social um terreno urbano para fins de implanta-

ção de um conjunto habitacional de baixa renda. Após, deu início aos estudos e

levantamentos técnicos e documentais necessários para o ajuizamento da ação

de desapropriação, o que ocorreu 3 anos depois da edição do decreto. Quando do

ajuizamento da desapropriação,

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a) caberá ao expropriado impugnar apenas o preço expropriado, não lhe sendo

permitido deduzir outros questionamentos de ordem formal ou material.

b) o expropriado poderá alegar a desnecessidade da aquisição, indicando outro

terreno mais adequado à edificação, o que autorizaria a suspensão da ação.

c) o decreto de declaração de interesse social terá caducado, pois tem validade de

três anos, não sendo possível republicá-lo, sendo obrigatório identificar outro imóvel.

d) o expropriado poderá impugnar o decreto de declaração de interesse social,

porque já decorrido o prazo decadencial de 2 anos desde a sua edição para o ajui-

zamento da ação de desapropriação.

e) não será mais possível ao expropriante alegar urgência e requerer a imissão

provisória na posse, considerando o decurso de prazo superior a 1 ano desde a

edição do decreto de declaração de interesse social.

511. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Regulação Econômica) Considere,

hipoteticamente, contrato firmado pelo Poder público e a iniciativa privada, cujo ob-

jeto seja a construção e a exploração, pelo prazo necessário à amortização dos inves-

timentos, de unidade de produção e tratamento de água. A concessionária contrata-

da tem relação direta com o Poder concedente, usuário dos serviços. Há previsão de

pagamento de contraprestação do parceiro público ao privado. Dado o ordenamento

jurídico nacional, em relação à repartição dos riscos e ao prazo contratual,

a) há ampla liberdade para estabelecimento do prazo de vigência da avença, o que

não se aplica à repartição de riscos, pois, a depender da natureza dos mesmos,

devem ser obrigatoriamente atribuídos ao Poder público, ante o princípio da gestão

eficiente.

b) este pode ser estabelecido entre o mínimo de 5 e o máximo de 30 anos, es-

tipulação que não precisa guardar compatibilidade com a amortização dos inves-

timentos, isso em razão da possibilidade de recebimento pela concessionária de

contraprestação do Poder público.

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c) ambos encontram parâmetros legais, podendo os riscos serem objetivamente

repartidos entre as partes, inclusive os referentes a caso fortuito, força maior, fato

do príncipe e álea econômica extraordinária.

d) não há regra legal que discipline a matéria, as cláusulas do contrato devem

obediência apenas aos mecanismos de eficiência e desempenho do serviço e do

parceiro privado.

e) este pode ser estabelecido entre o mínimo de 5 e o máximo de 35 anos, ex-

cluindo eventual prorrogação, estipulação que deve guardar compatibilidade com a

amortização dos investimentos.

512. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) Considere que determinado servidor

público ocupante de cargo efetivo tenha, no curso de sua vida funcional, se afas-

tado das suas atribuições para atuar como dirigente de órgão de representação de

classe. Ocorre que referido afastamento não preenchia os requisitos legais, razão

pela qual foi indeferido pela Administração. No momento em que solicitou a con-

tagem de tempo para fins de aposentadoria, o servidor solicitou a reconsideração

do ato que indeferiu o afastamento, mediante convalidação, alegando confiança

legítima e ausência, por parte da Administração, de instauração de procedimento

disciplinar para apuração de abandono do cargo pelas ausências imputadas. Diante

de tal cenário,

a) descabe falar em reconsideração, pois não se trata de juízo de conveniência e

oportunidade e tampouco em convalidação, pois não houve superveniência de cir-

cunstância capaz de sanar a ilegalidade.

b) operou-se a convalidação tácita pela Administração, em face de conduta omissi-

va da autoridade superior, responsável pela instauração de procedimento disciplinar.

c) a revisão do ato somente poderá ser obtida judicialmente, pois extrapola o

poder de autotutela da Administração, que se restringe aos aspectos atinentes ao

mérito do ato.

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d) deverá ser instaurado procedimento para apuração de responsabilidades pela

atestação da frequência do servidor, no bojo do qual poderá haver a convalidação

do afastamento em face do caráter discricionário do ato.

e) a administração poderá, com base em critérios de conveniência e oportunidade,

convalidar a frequência atestada, independentemente do cumprimento dos requisi-

tos legais ou formais para o afastamento, desde que haja boa-fé do servidor.

513. (FCC/2018/CLDF/Procurador Legislativo) O regime jurídico incidente sobre os

bens de propriedade das pessoas jurídicas de direito público predica que os mesmos

a) somente podem ser utilizados por particulares em caráter precário, sem prazo

determinado, mediante outorga de permissão de uso, a título gratuito ou oneroso.

b) são inalienáveis, salvo os de uso comum do povo, os quais, contudo, são tam-

bém impenhoráveis como os demais.

c) são impenhoráveis, salvo no processo de execução judicial de dívidas contra a

entidade pública que detém o seu domínio.

d) não são passíveis de utilização por particulares, salvo mediante concessão de

direito real, com a necessária autorização legislativa e em caráter oneroso.

e) são imprescritíveis, independentemente de sua natureza dominical, que afasta,

contudo, a inalienabilidade.

514. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) Considera-se ato ad-

ministrativo toda e qualquer manifestação unilateral de que tenha vontade ou ne-

cessite a Administração pública, com vistas a adquirir, resguardar, modificar, extin-

guir e declarar direitos ou impor obrigações ao corpo administrativo ou a si mesma

enquanto instituição pública. Os atos administrativos dividem-se em

a) materiais e empresariais.

b) institucionais e financeiros.

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c) jurídicos e legais.

d) materiais e contábeis.

e) materiais e jurídicos.

515. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) Um administrador

apresentou requerimento perante a Administração pública pleiteando autoriza-

ção para utilização de determinado espaço destinado à exposição da produção por

pequenas empresas. O requerimento é preenchido eletronicamente, ao qual são

acostados os documentos necessários à outorga, que então é deferida pelo siste-

ma, que seleciona a data disponível. De acordo com a teoria do ato administrativo

e considerando os elementos descritos:

a) Trata-se de ato administrativo de natureza discricionária, pois o deferimento do

pedido está afeto a juízo de conveniência e oportunidade.

b) O ato de deferimento possui natureza vinculada, considerando que, para sua

concessão, basta a análise dos documentos exigidos pelo sistema.

c) Tem natureza de ato normativo, considerando que a análise do requerimento

improvido é abstrata e objetiva.

d) Há natureza híbrida, vinculada-discricionária, tendo em vista que a Municipali-

dade exerce exame de legalidade e de conveniência e oportunidade.

e) A administração pode impor condição para que o particular utilize o espaço, edi-

tando, para tanto, portaria específica.

516. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Secretário) Os atos administrativos

são permeados pela influência dos poderes da Administração. Destes são exemplo

o poder de polícia, o poder normativo, o poder disciplinar e o poder hierárquico.

O ato administrativo representa exercício do atributo da autoexecutoriedade, que

também pode estar presente no poder de polícia,

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a) quando há imposição de sanções aos usuários dos serviços prestados pela Ad-

ministração direta.

b) que se mostra eivado de ilegalidade, caso não tenha sido lavrado instrumento

pertinente à notificação prévia sobre qualquer irregularidade.

c) discricionário, considerando que pode ser disciplinado por decreto autônomo,

cabendo ao administrador identificar quando exercê-lo.

d) na organização interna dos órgãos administrativos, se tratar da hierarquia e di-

visão de atribuições dos servidores.

e) quando da adoção de providências materiais para obstar atuação dos adminis-

trados que coloque em risco a segurança na execução de projetos de obra.

517. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico-Legislativo – Área Administrador) A apli-

cação da Teoria dos Motivos Determinantes, para fins de controle da atuação da

Administração pública pelo Poder Judiciário,

a) autoriza a revisão do ato administrativo por motivo de interesse público, per-

mitindo que o Judiciário avalie as prioridades adotadas pelas políticas públicas ou

programas de governo à luz dos princípios aplicáveis à Administração.

b) permite a anulação judicial de atos discricionários, quando identificada inexis-

tência ou falsidade dos pressupostos de fato ou de direito declarados pela Adminis-

tração para edição do ato.

c) aplica-se apenas em relação a atos vinculados, permitindo a sua invalidação

quando ausentes os pressupostos fixados em lei para motivar a sua edição.

d) autoriza a revogação de atos administrativos quando verificado que a efetiva

motivação do mesmo não foi o interesse público, mas sim o atingimento de fim

ilícito ou imoral.

e) permite a revisão do mérito do ato administrativo, com a avaliação das razões

de conveniência e oportunidade que ensejaram a sua edição, salvo em relação aos

discricionários.

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518. (FCC/2018/CLDF/Consultor Técnico-Legislativo – Área Administrador) Um

traço caraterístico do convênio, que o diferencia dos contratos celebrados pela Ad-

ministração pública, consiste em

a) vedação à denúncia imotivada ou espontânea, devendo ser observado o prazo

estabelecido no ajuste sob pena de indenização pelo denunciante.

b) caráter sinalagmático, com reciprocidade entre direitos e obrigações estabeleci-

das para cada convenente.

c) comutatividade, com obrigações preestabelecidas de forma equilibrada entre os

convenentes, vedada a previsão de encargos maiores para um deles.

d) ausência de transferência de recursos financeiros entre os convenentes, carac-

terizando apenas cooperação administrativa.

e) conjugação de esforços para obtenção de objetivos comuns em caráter coope-

rativo.

519. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audiovi-

suais) O termo Administração pública comporta diversos sentidos, a depender do

critério adotado para sua conceituação. Pode-se definir Administração pública em

sentido amplo e em sentido estrito. Deixando-se de lado a Administração pública

em sentido amplo, é possível conceituar Administração pública a partir de dois cri-

térios, o subjetivo e o objetivo, que compreendem

a) os órgãos governamentais e os órgãos administrativos, como a função política

e a administrativa propriamente dita.

b) os órgãos governamentais e a função política, em especial a partir da judiciali-

zação das políticas públicas, ocorrida pelo aumento em extensão e profundidade do

controle judicial do ato administrativo.

c) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem função adminis-

trativa, excluindo-se as pessoas jurídicas que compõem a administração indireta

sujeitas a regime jurídico de direito privado.

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d) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função adminis-

trativa e a atividade administrativa por eles exercida, ou seja, a função administra-

tiva propriamente dita.

e) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função admi-

nistrativa e a função administrativa exercida pelo Poder Executivo, excluindo-se as

atividades da mesma natureza exercida pelos demais Poderes.

520. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audiovi-

suais) Os atos administrativos são manifestações do desempenho da função admi-

nistrativa, e como tal

a) estão submetidos apenas ao controle do contencioso administrativo, em razão da

consagração constitucional do princípio da separação dos poderes a partir de 1988.

b) são potencialmente submetidos à revisão do Poder Judiciário, que é uno.

c) estão submetidos à autotutela e a controle judicial, este que se restringe aos

atos vinculados, sendo a discricionariedade imune a controle externo.

d) estão submetidos a controle judicial, que é uno e ilimitado, independentemente

da natureza do ato.

e) estão submetidos a controle judicial e à autotutela, que é limitada a aspectos de

conveniência e oportunidade, pois o controle de legalidade é exercido com exclusi-

vidade pelo Poder Judiciário.

521. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audiovi-

suais) Apartando-se da discussão doutrinária existente quanto à matéria e admitin-

do-se a existência das categorias contratos privados da Administração e contratos

administrativos,

a) -se indistinta e integralmente às duas categorias as normas publicísticas, em

razão da presença da Administração pública nas relações jurídicas.

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Direito Administrativo

b) submetem-se a controle judicial e do Tribunal de Contas apenas os contratos

administrativos, já os de direito privado da administração não estão submetidos a

controle exercido pelas Cortes de Contas.

c) admitem forma escrita, cláusula obrigatória de prazo de vigência e formalização

precedida de licitação para a segunda categoria apenas.

d) regem-se pelas normas da Lei no 8.666/1993 apenas os contratos administrati-

vos, sendo disciplinados exclusivamente pelo disposto no Código Civil os contratos

privados da administração.

e) aplicam-se predominantemente as normas de direito privado aos primeiros e,

no que couber e de forma derrogada, as publicísticas.

522. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audio-

visuais) Considere hipoteticamente que a Adminsitração pública realizou compra

cujos bens foram imediata e integralmente entregues no ato da aquisição. Para

a contratada não sobejou obrigação futura, nem mesmo de assistência técnica. A

referida avença

a) deve ser formalizada por termo de contrato, sob pena de nulidade, não gerando

nenhum efeito a avença.

b) pode ter o termo de contrato substituído por outro instrumento previsto, mais

simples, a critério da Administração e independentemente do seu valor.

c) deve ter o termo de contrato substituído por outro instrumento previsto, mais

simples, a critério da contratada, se o valor do ajuste coincidir com o que autoriza

a contratação direta, independentemente de licitação.

d) pode ser formalizada por meio de autorização de compra ou nota de empenho

de despesa, a depender do seu valor e da concordância das partes.

e) autoriza pagamento antecipado pela administração e forma verbal, independen-

temente do valor.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Direito Administrativo

523. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico em Manutenção Audio-

visuais) Considere hipoteticamente que a Administração pública celebrou contrato

não precedido de procedimento licitatório, pois se cuidava de hipótese legal auto-

rizativa de contratação direta, por dispensa de licitação. Durante a execução do

ajuste, a contratada deixou de cumprir obrigações contratuais, fato que

a) não autoriza a administração a rescindir a avença, por se tratar de contratação

direta.

b) autoriza apenas a aplicação de multa contratual caso a dispensa tenha se pau-

tado no valor do ajuste.

c) obriga a Administração a rescindir o ajuste, independentemente da natureza do

inadimplemento, em razão do princípio da supremacia do interesse público.

d) autoriza a Administração a rescindir unilateralmente o ajuste e também a apli-

car as sanções previstas na lei e no contrato, a depender do grau e natureza do

inadimplemento, garantida a prévia defesa.

e) autoriza a aplicação de sanções previstas na lei e no contrato, independente-

mente de defesa prévia, por se tratar de contratação direta.

524. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) Determinado

ente público realizou uma licitação para a contratação de fornecimento de merenda

nas unidades escolares. O administrador público responsável pela secretaria que

promoveu a licitação soube que o licitante vencedor do certame era seu desafe-

to político. Indicando a superveniência de fato que teria tornado desnecessário o

contrato, revogou a licitação. O ano letivo foi iniciado sem que o fornecimento de

merenda estivesse equacionado, razão pela qual a administração iniciou outro pro-

cedimento licitatório. O ato de revogação praticado pelo administrador

a) pode ser questionado judicialmente, sob a alegação de desvio de finalidade,

demonstrando que sua edição se fundava em motivo diverso daquele externado.

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Direito Administrativo

b) não pode ser revisto, considerando que se inseriu no âmbito da discricionarie-

dade administrativa, que não admite controle externo.

c) possui vício, considerando que deveria ter sido anulada a licitação.

d) deve ser impugnado judicialmente, por vício de motivação, ensejando a anulação.

e) possui vício de finalidade, podendo ser revogado, determinando-se o reaprovei-

tamento do procedimento de licitação.

525. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Técnico de Arquivo) A atuação da

Administração pública possui vertentes discricionária e vinculada. Também apre-

senta atuação discricionária da Administração pública o exercício do poder

a) disciplinar, na definição das sanções cabíveis diante das infrações disciplinares

não expressamente previstas na legislação.

b) hierárquico, que admite alteração das competências dos subordinados pela che-

fia imediatamente superior.

c) de polícia, a exemplo da decisão de aplicação das medidas de apreensão e inter-

dição de estabelecimentos, observados os limites previstos na legislação.

d) normativo autônomo, competência do Chefe do Executivo diante de lacunas nas

matérias reservadas à lei.

e) regulamentar, na escolha das matérias da lei que serão regulamentadas, permi-

tido ao Chefe do Executivo suplementar as lacunas da lei.

526. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

Considere hipoteticamente que João foi nomeado para cargo em comissão de au-

tarquia distrital. Na data de sua posse sobreveio informação de que o empossando

havia sido condenado definitivamente pela prática de ato tipificado como causa de

inelegibilidade prevista na legislação eleitoral, decisão publicada em data imediata-

mente anterior à nomeação. Nesta situação, o ato de nomeação

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Direito Administrativo

a) é válido, podendo o nomeado tomar posse e entrar em exercício no cargo.

b) é válido, pois a nomeação se deu para cargo em comissão, não para função de

confiança, única que exige requisito para preenchimento.

c) é nulo, pois ausente requisito legal para preenchimento do cargo, consistente

na ausência da prática de ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na

legislação eleitoral.

d) é nulo e a condenação traz impedimento vitalício para João, que não mais poderá

ocupar cargo na Administração pública distrital, seja efetivo ou de livre nomeação.

e) é nulo, mas poderá ser convertido em nomeação para função de confiança, esta

que não traz requisito de boa conduta para designação.

527. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa) Consi-

derando um ato administrativo o qual, contaminado por vício, tornou-se ilegal, ressal-

vada a apreciação judicial e respeitados os direitos adquiridos, a Administração

a) não pode anulá-lo, já que seus efeitos são regulares.

b) pode revogá-lo, por motivo de conveniência ou oportunidade.

c) pode anulá-lo, porque dele não se originam direitos.

d) pode revogá-lo, porque dele se originam direitos.

e) não pode anulá-lo, porque dele não se originam direitos.

528. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

Carlos é engenheiro e está realizando um projeto para a construção de um edifí-

cio em terreno de sua propriedade. Para a concretização desse projeto, desde que

Carlos satisfaça as exigências das normas edilícias, será outorgado pela Prefeitura

alvará de

a) autorização precário, meio de atuação do poder regulamentar, não podendo ser

invalidado discricionariamente.

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Direito Administrativo

b) autorização definitivo, meio de atuação do poder de polícia administrativa, não


podendo ser invalidado discricionariamente.
c) licença definitivo, meio de atuação do poder de polícia administrativa, podendo
ser revogado discricionária e sumariamente.
d) licença precário, meio de atuação do poder regulamentar, não podendo ser in-
validado discricionariamente.
e) licença definitivo, meio de atuação do poder de polícia administrativa, não po-
dendo ser invalidado discricionariamente.

529. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)


Considerando que Rita é servidora que ocupa cargo público efetivo e João é advo-
gado, servidor de carreira não efetivo no serviço público, conforme o tratamento
constitucional dado aos servidores públicos, levando em conta apenas os dados ora
apresentados, é correto afirmar que
a) Rita pode exercer função de confiança e João pode exercer cargo em comissão
nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, com atribuições ape-
nas de direção, chefia e assessoramento.
b) Rita e João podem exercer função de confiança e João pode exercer cargo em
comissão nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, com atri-
buições apenas de direção, chefia e assessoramento.
c) João pode exercer função de confiança e Rita pode exercer cargo em comissão
nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, com atribuições ape-
nas de assessoramento.
d) João pode exercer função de confiança, e Rita e João podem exercer cargo em
comissão nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, com atri-
buições apenas de chefia e assessoramento.
e) Rita e João podem exercer função de confiança e cargo em comissão nos casos,
condições e percentuais mínimos previstos em lei, com atribuições apenas de che-

fia e assessoramento.

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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2018 – FCC
Direito Administrativo

530. (FCC/2018/CLDF/Técnico Legislativo – Área Agente de Polícia Legislativa)

Para o Direito Administrativo, poder disciplinar é aquele que

a) o Executivo dispõe para distribuir as funções de seus órgãos, ordenar e rever a

atuação de seus agentes.

b) a Administração pública exerce para apurar infrações e aplicar penalidades ex-

clusivamente aos servidores públicos.

c) tem como característica o seu discricionarismo, o que significa que independe da

apuração regular da falta disciplinar para o seu exercício pela Administração pública.

d) a Administração pública exerce para apurar infrações e aplicar penalidades aos

servidores públicos e demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa.

e) o Estado tem de punir criminalmente os cidadãos, visando à repressão de cri-

mes e contravenções em geral definidas nas leis penais.

531. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) No estacionamento do

Fórum de um determinado município, um advogado colidiu com uma viatura da

polícia militar que estava no local para fazer o transporte de presos para audiência.

Diante das avarias no veículo, o advogado ingressou com ação de indenização con-

tra o Estado, fundamentando seu pedido na responsabilidade objetiva do Estado,

a) que prescinde de prova de culpa do agente público e da demonstração de nexo

de causalidade, desde que comprovados danos concretos.

b) sendo inevitável a procedência do pedido, diante da teoria da responsabilidade

objetiva pura, que estabelece responsabilidade do ente público pelos atos e fatos

ocorridos em imóveis públicos.

c) sendo possível ao Estado deduzir, em defesa, culpa exclusiva da vítima, de-

monstrado que tenha sido o advogado o exclusivo responsável pelo acidente.

d) que exige demonstração do nexo causal, suficiente para conduzir à procedência,

não admitindo excludentes de responsabilidade.

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Direito Administrativo

e) a ser julgada improcedente, considerando que a viatura envolvida no acidente


estava em situação de estrito cumprimento de dever legal, prevalecendo o princípio
da supremacia do interesse público.

532. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Auditoria) A titularidade de um ter-


reno desocupado pode interferir em sua disponibilidade porque
a) permite inferir o regime jurídico ao qual está sujeito, podendo ser alienado, pe-
nhorado e usucapido na hipótese de pertencer a uma sociedade de economia mista
que atue na exploração de atividade econômica.
b) quando pertencente a autarquias, o descumprimento da função social da pro-
priedade passa a ensejar a prescritibilidade do bem.
c) se for de propriedade de sociedade de economia mista prestadora de serviço
público, dependerá de autorização legislativa para ser alienado ou onerado.
d) o regime jurídico de direito público que tutela os bens públicos não se estende
àqueles de propriedade dos entes integrantes da Administração indireta, tais como
empresas públicas e fundações.
e) os bens pertencentes à pessoas jurídicas de direito público são absolutamente
inalienáveis, sejam eles bens de uso comum do povo, de uso especial ou domini-
cais, independentemente da afetação a que estejam sujeitos.

533. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Os órgãos públicos que


integram a organização administrativa, na qualidade de “centros de competência
para desempenho de funções estatais”,
a) encontram-se presentes na estrutura descentralizada da Administração pública
e configuram polos de decisões emitidas por agentes públicos que se responsabili-
zam exclusiva e pessoalmente pelas consequências daquelas advindas.
b) são representados por agentes públicos, mas não se confundem com estes, pois
as consequências e conquistas são atribuídas àquelas unidades de competência e,

em consequência, às pessoas jurídicas que elas integram.

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Direito Administrativo

c) possuem personalidade jurídica própria, mas não dispõem de autonomia, já que

dependem de autorização do comando da pessoa jurídica que integram.

d) exercem os poderes inerentes à Administração pública, à exceção do poder de

polícia, restrito à Administração Central, porque indelegável em qualquer de suas

vertentes ou facetas.

e) são estruturas típicas de uma Administração pública que se organiza de forma

desconcentrada, que constitui entes ou órgãos dotados de personalidade jurídica

própria, para desempenho de competências específicas e constantes da lei autori-

zativa de sua criação.

534. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) O controle externo exer-

cido pelo Poder Judiciário e pelos Tribunais de Contas envolve a possibilidade de

desfazimento ou de determinação para desfazimento de atos ou contratos firmados

pela Administração pública, conforme o caso. Essa atuação

a) inclui os negócios jurídicos firmados por entes da Administração indireta, desde

que sujeitos ao regime jurídico de direito público, o que exclui as empresas estatais.

b) abrange os atos firmados por consórcio público, constituído por meio de autar-

quia, sujeita a regime jurídico de direito público, desde que seja resultado da deli-

beração de pessoas jurídicas de mesma natureza.

c) não autoriza a sustação ou desfazimento de atos e contratos pelos Tribunais de

Contas, que podem, nesses casos, apenas suspender a vigência dos mesmos até

que os vícios identificados sejam sanados.

d) autoriza o desfazimento de contratos nos casos de comprovada ilegalidade, tais

como vício de motivo ou desvio de finalidade.

e) também incide sobre os contratos celebrados por consórcios públicos, como,

por exemplo, a contratação da referida associação pública pelos Municípios titulares

para prestação de serviço público à comunidade.

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Direito Administrativo

535. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) Uma praça pública locali-

zada na periferia de determinado município está sendo utilizada como área de lazer

exclusiva de um grupo de moradores de um condomínio horizontal vizinho. Provi-

denciaram a construção de muro em volta da praça e a instalação de um acesso

próprio para os moradores. A associação de moradores conserva o local, que está

preservado. Durante fiscalização regular, a Prefeitura identificou essa ocupação,

tendo noticiado no local, a um representante da associação, a necessidade de re-

versão do uso irregular. Os moradores vizinhos que estão utilizando o terreno

a) deverão reverter as obras que impediram o uso público do bem, considerando

que se trata de bem de uso comum do povo, não cabendo exclusividade de uso a

eles na forma como ocorrido.

b) podem regularizar sua situação, pleiteando ao Município a outorga de contrato de

permissão de uso remunerado, considerando que a destinação do local foi mantida.

c) precisam pleitear um instrumento que legitime sua ocupação, desde que de-

monstrado que o uso é compatível com a finalidade do imóvel e que se enquadram

em hipótese de inexigibilidade de licitação.

d) podem continuar a utilizar, dado que se trata de bem de uso comum do povo,

disponível a eles, devendo, portanto, ser formalizado procedimento de dispensa

de licitação.

e) devem solicitar a outorga de concessão de uso ou de permissão de uso remune-

radas, na medida em que despendem recursos para a conservação da área, o que

lhes conferirá caráter oneroso.

536. (FCC/2018/MPE/Analista Ministerial – Área Jurídica) A celebração, pela Admi-

nistração pública, de convênios que prevejam repasse de recursos

a) é instrumento exclusivo para entes da Administração pública direta e indireta,

cabendo às pessoas jurídicas de direito privado a celebração de contratos.

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Direito Administrativo

b) depende da finalidade pública do emprego dos recursos, que podem se destinar

à remuneração dos servidores e das atividades constantes do plano de trabalho.

c) depende da inclusão, como anexo do instrumento, de plano de trabalho de-

talhado sobre a finalidade do emprego dos recursos, documento prescindível nos

convênios sem impacto financeiro.

d) é instrumento hábil a disciplinar atividades de interesse público convergen-

tes, sem qualquer pretensão remuneratória, ressalvados repasses destinados

a fazer frente aos custos inerentes ao desempenho das obrigações assumidas

pelos convenentes.

e) exige a participação do ente federado cuja estrutura administrativa integram os

convenentes, para que possa ser exercida a devida fiscalização.

537. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Durante uma au-

ditoria contratada pelo próprio ente federado, foi identificada uma contratação de

aquisição de software, que se deu mediante realização de pregão presencial. Não

foi identificada qualquer irregularidade no valor da contratação, que culminou sen-

sivelmente abaixo do orçamento elaborado pela contratante. Ao contrário, a con-

sulta ao procedimento de licitação permitiu verificar a presença de diversos licitan-

tes e de disputa de lances. O relatório da auditoria opinou pela irregularidade da

contratação, por inaplicabilidade do pregão para aquisição de bens de informática

e afins. Essa análise

a) procede, sendo vedada a utilização dessa modalidade de licitação para a aqui-

sição de bens dessa natureza, não havendo, contudo, fundamento para anulação

porque ausente prejuízo ao erário público.

b) não pode ser presumida verdadeira, cabendo analisar se os bens objeto de

aquisição poderiam ter sido objetivamente descritos para fins de isonomia e efetiva

competição, ou seja, se poderiam ser considerados de natureza comum.

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Direito Administrativo

c) tem caráter meramente opinativo, importando à Administração pública contra-

tante a discricionariedade no juízo decisório sobre o cabimento e conveniência de

anular o contrato.

d) vincula a decisão do administrador, cabendo a anulação do procedimento licita-

tório, não sendo decorrência dela a anulação do contrato, se este estiver atendendo

o interesse público e sendo bem executado.

e) se insere no poder de revisão dos próprios atos pela Administração pública, que

pode revogar ou anular o contrato em vigência diante de comprovados vícios de

legalidade, como, no caso, de forma, insanáveis por natureza.

538. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) A edição de um de-

creto municipal que, pretendendo incentivar a reciclagem de lixo, estabelece a

concessão de prêmios aos moradores que conseguirem comprovar determinadas

quantidades de seleção, coleta e entrega nas oficinas especializadas, bem como

estabelece multas para aqueles que não o fizerem,

a) configura expressão do poder normativo do ente público, na medida em que

disciplina gestão de serviços públicos de sua titularidade e o manejo de verbas pú-

blicas disponíveis.

b) excede o poder normativo do município, que pode se prestar apenas a discipli-

nar e explicitar a operacionalização de disposições legais.

c) se insere no poder de polícia do ente, que pode instituir e aplicar multas àqueles

que descumprirem a disciplina normativa editada pelo ente.

d) configura excesso de poder normativo, já que extrapola os limites materiais

admitidos para os decretos autônomos do Chefe do Executivo, ingressando em

matéria de lei.

e) pode ser convalidado se restar comprovado que o interesse público está pre-

sente, bem como que a população concorda com a instituição de prêmios e multas.

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Direito Administrativo

539. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Uma sociedade de eco-

nomia mista prestadora de serviços públicos de abastecimento de água à população

a) integra a Administração pública indireta, submetendo-se a regime jurídico de

direito privado em suas relações, sejam elas contratuais ou funcionais, o que impe-

de a submissão das mesmas a normas e princípios típicos da Administração direta.

b) não se submete à necessidade de realização de licitações para contratação de

serviços e outros objetos pertinentes à sua gestão operacional, pois se trata de

pessoa jurídica de direito privado.

c) responde civilmente pelos danos causados por seus servidores no exercício de

suas funções, sob a modalidade subjetiva, para evitar concorrência desleal e ofensa

ao princípio da isonomia.

d) tem regime de bens integralmente aderente ao regime jurídico de direito pú-

blico, para tutela do seu escopo de atividades, sendo necessária lei formal para

autorizar a alienação de qualquer de seus bens.

e) submete-se à responsabilidade extracontratual nos mesmos moldes da Admi-

nistração direta, em razão do seu escopo de atuação, respondendo objetivamente

pelos danos causados por seus agentes no exercício de suas atividades.

540. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Os servidores que

integram o corpo funcional de autarquias e fundações

a) podem praticar atos que acarretem responsabilidade civil às pessoas jurídicas

que não afasta a possibilidade de responsabilização pessoal, na esfera administra-

tiva e civil, o que abrange configuração de atos de improbidade, assim como não

afasta a possibilidade de se submeterem a processo criminal independente.

b) enquadram-se no conceito legal de agente público para fins de caracteriza-

ção de ato de improbidade, admitindo-se, no entanto, em relação aos mesmos,

tipificação somente nas hipóteses de conduta dolosa, como proteção à lisura de

suas atividades.

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Direito Administrativo

c) podem figurar como sujeitos passivos de ação de improbidade, em qualquer das

modalidades tipificadas como tal, sendo desnecessária comprovação de dolo para

a configuração das mesmas, na medida em que o exercício de cargo público exige

maior responsabilidade.

d) editam atos administrativos e atos materiais de outras naturezas, no regular

exercício de suas funções, não se responsabilizando pessoalmente pelas consequ-

ências dos mesmos, na medida em que o fazem em nome da pessoa jurídica que

representam.

e) estão sujeitos a responsabilidade civil, criminal e administrativa, não abrangen-

do a prática de ato de improbidade se não tiver havido prejuízo ao erário, pois fica

presumida a boa-fé desses agentes públicos.

541. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) A possibilidade de

alteração de um contrato administrativo que foi firmado após regular procedimento

licitatório

a) é exclusiva e restrita ao poder público contratante, cabendo ao contratado sub-

meter-se às majorações ou reduções de objeto e de valores, podendo apenas exigir

a manutenção do reequilíbrio econômico-financeiro.

b) deve ser analisada sob o prisma qualitativo ou quantitativo, neste último caso

estabelecidos expressamente na lei percentuais legais distintos para majoração ou

supressão do valor do contrato cuja aceitação é obrigatória pelo contratado.

c) pode se dar por iniciativa de qualquer das partes, desde que concorde a outra e

mantido o equilíbrio econômico-financeiro da avença.

d) pode se dar somente nas hipóteses de ocorrência de evento extraordinário, im-

previsível e que acarrete desequilíbrio significativo no contrato.

e) não demanda concordância do contratado, pois a recusa deste enseja rescisão

contratual unilateral, com a necessária imposição de sanções ao discordante.

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Direito Administrativo

542. (FCC/2018/MPE/Técnico Ministerial – Área Administrativa) Os atos administra-

tivos vinculados, quando editados pela Administração pública com vícios,

a) são nulos caso apresentem vícios de legalidade, o que impede o aproveitamento

dos mesmos e dos direitos deles decorrentes.

b) podem ensejar convalidação, como nos casos de vícios de finalidade e objeto,

desde que seja materialmente possível a recomposição da situação ao status ante-

rior à edição dos mesmos.

c) podem ser convalidados no caso de serem sanáveis os vícios de legalidade que

o maculam, como, por exemplo, em se tratando de vício de forma.

d) não admitem convalidação, instituto típico e exclusivo dos atos discricioná-

rios, na medida em que compreendem juízo de oportunidade e conveniência

pelo administrador.

e) devem ser editados pelas autoridades competentes, estabelecidas na lei espe-

cífica que autorizou a edição dos atos, o que impede o exercício da convalidação,

pois significaria alteração de lei por meio de ato administrativo.

543. (FCC/2018/PGE/Procurador do Estado)

O ex-governador Sérgio Cabral terá que devolver o colar do mérito que recebeu do

Ministério Público estadual do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada no início da tarde

desta sexta-feira (21) pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça. De

acordo com os procuradores, o ex-governador, preso desde novembro do ano pas-

sado, tem ainda que entregar à instituição a medalha e diploma que tenha recebido.

(Adaptado de: Notícia do site G1, publicada em 21/07/2017)

A propósito da notícia acima mencionada, o ato administrativo relatado é um exemplo de

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Direito Administrativo

a) anulação.

b) revogação.

c) contraposição.

d) cassação.

e) interdição.

544. (FCC/2018/PGE/Procurador do Estado) O tombamento, em suas várias mo-

dalidades, constitui ato administrativo que sempre ostenta a característica de

a) compulsoriedade.

b) provisoriedade.

c) imperatividade.

d) irretratabilidade.

e) indenizabilidade.

545. (FCC/2018/PGE/Procurador do Estado) Considere que, visando realizar obras

de saneamento básico, o Estado do Amapá edita decreto no qual declara a utili-

dade pública, para fins de desapropriação, de imóvel residencial urbano habitado

pelo respectivo proprietário, em favor da Companhia de Água e Esgoto do Amapá

(CAESA). A referida empresa estatal ajuíza a ação de desapropriação e, na petição

inicial, alega urgência e requer a imissão provisória no imóvel expropriando. Nesse

caso,

a) não deve ser concedida a imissão provisória, visto que a urgência deveria ser

previamente declarada no decreto de utilidade pública.

b) se houver impugnação pelo expropriado, haverá arbitramento de indenização

provisória pelo juiz, que somente autorizará a imissão, se o expropriante comple-

mentar o depósito para que este atinja a metade do valor arbitrado.

c) não é possível imissão provisória, pois o direito à moradia se sobrepõe à conve-

niência da Administração Pública.

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Direito Administrativo

d) deve haver a citação do expropriado antes da decisão sobre a imissão provisória

na posse.

e) a empresa estatal nunca terá competência para ajuizar ação de desapropriação,

que deve ser proposta diretamente pelo ente que emitiu o decreto de utilidade pública.

546. (FCC/2018/PGE/Procurador do Estado) O Tribunal de Justiça de determinado

Estado celebrou contrato com empresa especializada, para prestar serviço educa-

cional nas modalidades de creche e pré-escola, em estabelecimento escolar manti-

do pelo Tribunal, dedicado ao atendimento de filhos de seus servidores. Durante a

prestação do serviço, um dos alunos empurrou o colega do alto de um escorrega-

dor, causando-lhe ferimentos graves e gerando sequelas para a criança acidentada.

Nessa situação, no tocante à responsabilidade civil,

a) trata-se de hipótese em que o ente estatal não será responsabilizado, visto que

se trata de ato de terceiro, a excluir o nexo causal entre a atividade estatal e o dano.

b) há responsabilidade objetiva da empresa contratada, sendo que não haverá res-

ponsabilização estatal, visto que o serviço era prestado em benefício de terceiros.

c) haverá responsabilização civil dos pais do causador direto do dano, pois este é

menor e civilmente irresponsável.

d) é cabível a responsabilização estatal, com base na teoria da culpa do serviço,

em vista do funcionamento deficiente do serviço público.

e) não haverá responsabilização do ente estatal, visto que a situação não se

enquadra entre as hipóteses de responsabilização por atos praticados pelo Po-

der Judiciário.

547. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Uma autarquia

responsável pela execução de serviços rodoviários concedeu uma gratificação para

determinado segmento de servidores. Um pequeno grupo de servidores de outro

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Direito Administrativo

setor da autarquia requereu administrativamente a concessão da mesma gratifica-


ção. O servidor que apreciou o pleito estava substituindo a autoridade competente
e entendeu por dar provimento ao requerimento. Findas as férias da autoridade
competente, esta retornou às suas funções e identificou a decisão de seu substitu-
to. Constatado que contrariava a legislação vigente,
a) a autoridade competente deverá anular a decisão proferida, tendo em vista
o vício de legalidade verificado, como expressão do poder de revisão dos atos
administrativos.
b) a autoridade competente deverá identificar se será melhor para os usuários do
serviço que a decisão seja anulada, podendo, em caso negativo, convalidar o ato
administrativo.
c) o ato administrativo proferido será necessariamente submetido à análise revi-
sional da autoridade competente, porque provisório, assim como todos os demais
de conteúdo decisório proferidos pelo substituto, para anulação ou convalidação.
d) caberá a revogação da decisão proferida, tendo em vista que os atos adminis-
trativos de cunho constitutivo somente podem ser proferidos pela autoridade titular
do cargo competente.
e) a revisão do ato administrativo deverá ser requerida por meio judicial, tendo em
vista que a autoridade que o proferiu era competente na ocasião.

548. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Um servidor da


Administração direta federal foi convidado para ocupar cargo em comissão na Ad-
ministração indireta estadual, como superintendente da autarquia responsável por
ditar a política ambiental, inclusive realizar os licenciamentos naquela unidade fe-
derativa. O ente interessado na cessão do servidor formalizou o pedido e o servidor
apresentou a seu superior pedido de afastamento, que
a) não poderá ser deferido, considerando que os pedidos de afastamento para ocu-
par cargo em comissão somente podem ser acolhidos dentro da mesma esfera da
Administração.

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Direito Administrativo

b) não poderá ser acolhido porque os pedidos de afastamento somente podem ser

deferidos para ocupar cargo em comissão no âmbito da Administração direta.

c) poderá ser deferido, ficando a remuneração do servidor a cargo do ente cessionário.

d) poderá ser deferido, mantendo-se o ônus da remuneração para a Administração

pública cedente, considerando o dever de colaboração entre os entes federados.

e) será ou não deferido, conforme decisão discricionária da autoridade competen-

te, cabendo ao servidor optar pela remuneração na Administração pública cedente

ou cessionária.

549. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) O controle dos atos

administrativos, quando exercido pelos Tribunais de Contas, se exterioriza por meio

da edição de

a) decisões administrativas, com natureza de ato administrativo, nos processos de

tomadas de contas, podendo servir como título executivo para as multas impostas

aos responsáveis.

b) decisões jurisdicionais nos processos de verificações de licitações e audito-

rias de contratações, na medida em que devem julgar referidos atos regulares

ou irregulares.

c) decisões de cunho administrativo, cujo conteúdo analisa os aspectos de legali-

dade dos atos e contratos celebrados pela Administração pública, vedada ingerên-

cia nos aspectos discricionários.

d) atos administrativos de natureza decisória, passíveis de revisão pelo próprio

juízo emissor ou pelo Judiciário até o trânsito em julgado.

e) atos administrativos, quando não tiverem conteúdo condenatório e atos sancio-

natórios, quando impuserem sanções, inadmitida revisão, sob pena de ofensa ao

princípio da Separação de Poderes, pois se trata do órgão de controle do Judiciário

e do Executivo.

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550. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A Polícia Militar de um

estado da federação organizou uma operação de fiscalização para controle de embria-

guez na condução de veículos automotores. Para além das questões criminais pos-

sivelmente envolvidas, diante dos motoristas que se mostraram em desacordo com

os níveis de álcool permitidos para a condução de veículos, aferidos mediante uso de

instrumento específico (bafômetro), os agentes apreenderam os veículos, bem como

autuaram e lavraram autos de infração e imposição de multas. Essa atuação

a) dependeria de prévio processo administrativo, com respeito ao contraditório e

ampla defesa, sendo vedada a apreensão e a imposição de multa previamente à

nomeação de defensor público para o motorista.

b) configura exercício do poder de polícia pela Administração pública, que está

autorizada a adotar medidas acautelatórias da ordem e da segurança, diferindo o

exercício do direito de defesa pelo motorista.

c) é uma das formas de exercício do poder hierárquico exercido pela corporação

militar, que o possui em caráter originário, não sendo limitado pelo Poder Executivo.

d) pode ter se dado com base no poder disciplinar, considerando que essa é uma

característica intrínseca da atuação da Polícia Militar, independentemente de fun-

damento normativo.

e) caracteriza um procedimento de polícia para a Corporação da Polícia Militar, que

inclui polícia administrativa e polícia judiciária.

551. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Oficial de Justiça Avaliador) A utilização de um terreno público pela iniciativa

privada para construção de um espaço destinado a atividades de lazer e cultura

para a população, mediante cobrança de valores razoáveis dos usuários, compatibi-

lizando a política pública de disponibilização dessas atividades com a finalidade de

percebimento de receitas pelo utente do terreno, pode se dar

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Direito Administrativo

a) mediante permissão de uso por prazo indeterminado, devido a natureza con-

tratual desse instrumento, que confere estabilidade para que o privado realize os

investimentos necessários para a realização da política pública pretendida.

b) com a celebração de autorização de uso por meio de inexigibilidade de licitação,

tendo em vista que somente a celebração de contratos demanda a obrigatoriedade

de prévia licitação.

c) por meio de concessão de uso, celebrada mediante inexigibilidade de licitação,

tendo em vista a especificidade e natureza da destinação pretendida, que não ad-

mitiria competição.

d) por meio de permissão ou autorização de uso, não se adequando a concessão

de uso, pois o objeto da exploração não constitui serviço público, não se justifican-

do a adoção desse regime jurídico.

e) mediante concessão de uso, cuja natureza é contratual, precedida de licitação,

considerando que o objeto do contrato é passível de ser prestado por mais de um

interessado.

552. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-

lidade: Oficial de Justiça Avaliador) Praticam atos administrativos que geram efeitos

externos, como manifestações de vontade da Administração pública, dentre outros,

a) as sociedades que integram a Administração indireta, sejam empresas públicas

ou sociedades de economia mista, na realização de todas as suas atividades, fins

ou meios.

b) os órgãos e agentes integrantes da Administração direta, não alcançando os

entes integrantes da Administração indireta, dada a independência e autonomia de

que foram dotados.

c) os órgãos da Administração direta e as pessoas jurídicas de direito privado para

as quais tenham sido delegados poderes e atribuições para tanto, de forma expressa.
d) os dirigentes de organizações sociais e consórcios públicos, dada a natureza

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jurídica de direito público das referidas pessoas jurídicas.


e) as organizações sociais, no que se refere às atividades dirigidas a saúde e edu-
cação, na qualidade de serviços públicos exclusivos e típicos.

553. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-


dade: Oficial de Justiça Avaliador) Quando uma decisão judicial entender por impor
a um ente público responsabilidade objetiva integral, ou responsabilidade objetiva
pura, significa que
a) o ente público responsabilizado não pode alegar as chamadas excludentes de
responsabilidade para se eximir do dever de indenização.
b) o agente público já teve sua culpa demonstrada, de forma que a responsabiliza-
ção do Estado se dará em litisconsórcio necessário com o servidor.
c) não houve comprovação de culpa ou dolo, mas em razão da gravidade dos fa-
tos, o empregador deve responder pelos atos de seus empregados.
d) é admissível apenas a alegação das chamadas excludentes de responsabilidade,
não sendo possível questionar nenhuma das alegações feitas.
e) não se poderá discutir preço ou legalidade formal no referido processo, tendo
em vista que o poder público remanescerá responsável pela integralidade dos pre-
juízos causados.

554. (FCC/2018/TRT 15ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especia-


lidade: Oficial de Justiça Avaliador) As pessoas jurídicas que integram a Adminis-
tração indireta, independentemente de sua natureza jurídica, submetem-se aos
princípios que regem a Administração pública. No que se refere à relação com a
Administração direta,
a) os entes que integram a Administração indireta possuem personalidade jurídica
própria e são dotados de autogestão e autoadministração, não obstante possa ha-

ver dependência financeira.

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b) os atos editados pelas pessoas jurídicas de direito público que integram a Admi-

nistração indireta sujeitam-se à anulação ou revogação pela Administração Central,

de ofício ou a pedido, como expressão do poder de tutela.

c) as empresas estatais submetidas ao regime jurídico de direito privado não se

sujeitam ao poder de tutela da Administração central, sendo independentes admi-

nistrativa, orçamentária e financeiramente.

d) as organizações sociais e as organizações da sociedade civil de interesse públi-

co, quando integrantes da Administração indireta, submetem-se ao poder de tutela

da Administração central e, portanto, ao controle finalístico exercido pela mesma,

possibilitando o desfazimento de atos que violem a legalidade.

e) as autarquias, como pessoas jurídicas de direito público, admitem a revisão de

seus atos diretamente pela Administração central, desde que seja constatado vício

de legalidade ou desvio de finalidade, como decorrência lógica do poder de tutela.

555. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) A responsabili-

dade do Estado pode se dar em razão da celebração de contratos, no que se refere

ao contratado, e extracontratualmente,

a) pelos danos que seus agentes causarem a terceiros, não sendo necessário a

demonstração de culpa ou dolo, mas sim do nexo de causalidade entre a conduta

dos servidores e os danos sofridos.

b) pelos danos comissivos que os agentes e prestadores de serviços públicos cau-

sarem a terceiros, desde que demonstrado o dolo na conduta vedada pela Consti-

tuição Federal.

c) pelas ações ilícitas cometidas pelos agentes públicos, não sendo necessário de-

monstrar o nexo de causalidade, apenas o prejuízo sofrido, de forma inequívoca.

d) pela modalidade subjetiva, que somente autoriza a responsabilidade subjetiva

se vier a ser comprovado o dolo ou a culpa do agente público.

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Direito Administrativo

e) pelos danos causados ao patrimônio das vítimas, no caso de danos dessa natu-

reza, que prescindem de comprovação de culpa e nexo causal.

556. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) A constituição de

uma pessoa jurídica para integrar a Administração indireta depende

a) de autorização legislativa para instituição, no caso das sociedades de economia

mista, cujo regime jurídico típico de direito privado não afasta a necessidade de

se submeter a determinadas regras e princípios aplicáveis às pessoas jurídicas de

direito público.

b) de lei para criação do ente, quando se tratar de empresas estatais de natureza

jurídica típica de direito privado, independente do objeto social, não se lhes apli-

cando o regime jurídico de direito público.

c) de lei autorizativa, no caso das autarquias, seguida de afetação de patrimônio e

arquivamento de atos constitutivos segundo a legislação civil vigente.

d) do arquivamento dos atos constitutivos no caso das autarquias, seguido de edi-

ção de Decreto homologatório pelo Chefe do Executivo.

e) de lei autorizativa para criação de qualquer ente, independentemente da natu-

reza jurídica, fazendo constar como anexo do ato normativo os atos constitutivos

da pessoa jurídica.

557. (FCC/2018/TRT 15ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) São imprescindí-

veis ao ato administrativo, dentre seus elementos e atributos,

a) sujeito e autoexecutoriedade.

b) finalidade e autoexecutoriedade.

c) motivação e presunção de veracidade.

d) presunção de veracidade e forma solene.

e) objeto e presunção de veracidade.

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558. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Tendo o Poder Pú-

blico decido transferir a prestação de serviço público de transporte de passageiros

a empresa privada, optou por fazê-lo mediante permissão e não por concessão, o

que significa que

a) a exploração se dará por conta e risco do permissionário, mediante cobrança de

tarifa do usuário.

b) está dispensado o prévio procedimento licitatório para seleção das empresas

permissionárias.

c) se trata de serviço público não exclusivo, passível de exploração privada por

autorização administrativa.

d) a exploração não poderá ultrapassar o prazo de 2 anos, prorrogável, justificada-

mente, por igual período.

e) será transferida a titularidade do serviço ao permissionário, para sua exploração

mediante cobrança

559. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Oficial de Justiça Avaliador Fede-

ral) Um administrado apresentou requerimento de expedição de licença à Adminis-

tração pública, instruído nos termos das exigências legais pertinentes. A autoridade

competente pela expedição da licença, em que pese reconhecer a completude da

instrução do pedido, indeferiu o pleito, fundamentando sua decisão no excessivo

número de licenças outorgadas no último trimestre, o que, segundo entendeu, não

seria aderente às políticas públicas da Administração pública. O requerente, incon-

formado com a decisão,

a) deverá recorrer administrativamente da decisão, obrigatoriamente requerendo

a reconsideração do indeferimento, considerando que não houve deficiência de ins-

trução documental.

b) poderá impugnar a decisão judicialmente, desde que o faça dentro do prazo es-

tabelecido para apresentação do competente recurso administrativo.

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Direito Administrativo

c) poderá impetrar mandado de segurança contra a decisão da autoridade que in-

deferiu a licença, considerando que se trata de ato administrativo vinculado, não

havendo fundamento legal para sua negativa diante do preenchimento dos requisi-

tos legais para expedição.

d) deverá ajuizar ação judicial para pleitear o deferimento da licença, considerando

que os atos administrativos fundados em razões de conveniência e oportunidade

não comportam recurso, somente pedido de reconsideração.

e) poderá exigir a revogação da decisão, administrativa ou judicialmente, tendo

em vista que não havia previsão legal para negativa da expedição do ato diante do

preenchimento dos requisitos legais.

560. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Oficial de Justiça Avaliador Fe-

deral) A criação de uma sociedade de economia mista por um ente político, para

prestação de serviço público de sua titularidade, expressa

a) organização administrativa sob a forma de desconcentração, tendo em vista

que outra pessoa jurídica, ainda que com personalidade jurídica de direito público,

desempenhará as atividades típicas da Administração pública.

b) a possibilidade de incidência do regime jurídico de direito público para as pesso-

as jurídicas de direito privado integrantes da Administração pública, com exceção

da incidência de normas e princípios aplicáveis à Administração central, como a

obrigatoriedade de submissão a concurso público para contratação de servidores,

porque não serão submetidos a regime estatutário.

c) a transferência de competências para pessoas jurídicas com personalidade ju-

rídica própria, autônomas e desprovidas de relação hierárquica ou de tutela com o

ente que as instituiu.

d) organização administrativa do ente público estruturada de forma desconcentra-

da, abrangendo delegação de competências para órgãos administrativos e pessoas

jurídicas com personalidade jurídica própria.

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e) forma descentralizada de organização administrativa, na qual pessoas jurídicas

são instituídas para integrar a Administração indireta do ente federado e desempe-

nhar as atribuições especificadas nos atos institutivos, originalmente de atribuição

da Administração central.

561. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Oficial de Justiça Avaliador Fede-

ral) A desapropriação de terrenos para implantação de unidades escolares depende

a) de prévia declaração de interesse social, subscrita pelo Chefe do Executivo ou

por autoridade a quem este delegar formalmente tal atribuição.

b) de concordância do expropriado em relação ao preço ofertado pelo exproprian-

te, em observância ao princípio da justa indenização.

c) da existência de imóveis vagos, considerando que há expressa vedação legal

para expropriação de imóveis ou terrenos ocupados por pessoas.

d) de prévia declaração de utilidade pública, podendo a expropriação ser proposta

judicialmente, hipótese em que não é imprescindível a concordância do expropria-

do em relação ao preço ofertado.

e) da comprovação da inexistência de outros imóveis que possam ser aproveitados

pela Administração pública para a mesma finalidade, ainda que não preencham to-

dos os requisitos técnicos de adequação e necessidade.

562. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Os atos administrativos discricionários são passíveis de

controle judicial no que concerne

a) a vícios de legalidade, o que inclui também a avaliação da inexistência ou falsi-

dade dos motivos declinados pela Administração a edição do ato.

b) às condições de conveniência e oportunidade para sua prática, com base nos

princípios aplicáveis à Administração Pública.

c) ao seu mérito, avaliando-se a aderência do mesmo ao interesse público que

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justificou a sua edição e às finalidades colimadas.

d) exclusivamente a eventual desvio de finalidade, quando evidenciado que a Ad-

ministração praticou o ato visando a fim ilícito.

e) apenas a vícios de competência, cuja convalidação poderá ser feita, contudo,

mediante ratificação administrativa ou judicial.

563. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Engenharia

de Segurança do Trabalho) Suponha que determinado cidadão tenha sofrido feri-

mentos enquanto aguardava uma audiência em um prédio do Poder Judiciário, oca-

sionados por um servidor que buscava conter um tumulto que se formou no local

em razão de protestos de determinada categoria de funcionários públicos. Referido

cidadão buscou a responsabilização civil do Estado pelos danos sofridos. De acordo

com o que predica a teoria do risco administrativo, o Estado

a) não responde pelos danos causados, salvo se comprovada omissão no dever de

fiscalizar a prestação do serviço público envolvido e suas condições de segurança.

b) apenas responde pelos danos causados em caráter comprovadamente doloso

ou culposo pelos seus agentes, assegurado o direito de regresso contra o agressor.

c) pode ser responsabilizado, independentemente de culpa ou dolo de seus agen-

tes, excluindo-se tal responsabilidade se comprovada culpa de terceiros.

d) possui responsabilidade subjetiva pelos danos sofridos pelo cidadão, a quem

compete comprovar o nexo de causalidade e a culpa anônima do serviço.

e) possui responsabilidade objetiva pelos danos sofridos pelo cidadão, descabendo qual-

quer excludente de responsabilidade, como força maior, culpa da vítima ou de terceiros.

564. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A edição de um de-

creto pelo Chefe do Executivo instituindo proibição de circulação de veículos por

determinado perímetro da cidade


a) encontra fundamento no poder regulamentar, porque este se presta a suprir

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lacunas legais.
b) insere-se dentre as atribuições inerentes ao poder hierárquico, considerando a
supremacia do interesse público sobre o particular, que permite a limitação da li-
berdade dos administrados, em prol da coletividade.
c) configura expressão do poder disciplinar, posto que se presta a pacificar as re-
lações entre a Administração pública e os administrados.
d) excede os limites do poder regulamentar, na medida em que inova o ordena-
mento jurídico ao estabelecer nova restrição a direitos sem que conste haver o
devido fundamento em lei.
e) excede os limites do poder de polícia, tendo em vista que esta atuação se presta
apenas a imposição de obrigações, não sendo admitido o estabelecimento de limi-
tação ou restrição a direitos dos administrados.

565. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) O diretor executivo de


uma sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica
a) emite ato administrativo sempre que determina ou autoriza uma contratação,
precedida ou não de licitação.
b) tem sua atuação sujeita a controle externo exercido pelo Tribunal de Contas,
que não detém poderes para sustar os contratos administrativos que aquele subs-
crever em nome da empresa.
c) submete-se a concurso público para provimento do cargo efetivo que ocupa,
que exige vínculo estatutário.
d) sujeita-se aos princípios que regem a Administração pública, mas não se enqua-
dra no conceito de agente público para fins de configuração de ato de improbidade
administrativa.
e) está sujeito a controle externo e interno, em razão das funções que exerce em
pessoa jurídica de direito público, mas não incide em responsabilização por infração
disciplinar ou por ato de improbidade.

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566. (FCC/2018/TRT 2ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) O regime jurídico

aplicável aos imóveis públicos se presta à proteção dos mesmos, especialmente

porque estes devem se destinar ao atingimento do interesse público e à prestação

de utilidades em favor dos administrados. Nesse sentido, dentre as prerrogativas e

proteções impostas aos bens públicos,

a) a inalienabilidade não permite venda ou doação de bens de uso comum do povo,

de bens especiais ou de bens dominicais, independentemente de o titular integrar

a Administração pública direta ou indireta.

b) a impenhorabilidade impede que os bens públicos sejam compulsoriamente pe-

nhorados, admitindo essa garantia apenas quando em caráter voluntário por parte

da Administração pública.

c) a inalienabilidade protege os bens públicos afetados a uma finalidade pública,

inclusive aqueles pertencentes a autarquias.

d) não se incluem os bens pertencentes às autarquias, salvo quando expressa-

mente previstos em lei.

e) não se inclui a inalienabilidade dos bens de uso especial, tendo em vista que

somente os bens de uso comum do povo são indisponíveis.

567. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Apoio Especializado – Especiali-

dade: Tecnologia da Informação) Dentre os atributos dos atos administrativos, a

autoexecutoriedade não está sempre presente, assim como

a) a presunção de veracidade, já que somente os atos administrativos constituti-

vos de direito assim a demandam.

b) a legalidade não está presente nos decretos autônomos, porque não dependem

da existência de norma prévia à regulamentação.

c) não está presente em todos os atos que configuram expressão do poder de po-

lícia, este que também pode possuir caráter preventivo.

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d) a imperatividade só se mostra presente nos atos administrativos para os quais haja

expressa previsão de publicidade, sem o quê não há imposição de efeitos externos.

e) não há que se falar em legalidade quando da atuação discricionária de polícia por

parte da Administração pública, considerando que a previsão em lei é prescindível.

568. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Constitui exemplo

de atuação da Administração pública fundada no exercício do poder de polícia:

a) Interdição e demolição de construção com risco de desabamento.

b) Permissão de uso de imóvel público para particular que se responsabilize por

sua guarda.

c) Declaração de inidoneidade à particular que fraudou procedimento licitatório.

d) Concessão de serviço público à exploração privada, sujeito às normas fixadas

pelo poder concedente.

e) Aplicação de penalidade a servidor público, observado o devido processo legal

e o contraditório.

569. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Suponha que de-

terminado cidadão tenha interposto recurso administrativo, buscando a anulação

de um ato praticado por autoridade administrativa, consistente na concessão de

alvará de funcionamento de estabelecimento comercial, alegando que, embora não

seja titular do direito envolvido, o ato em questão estaria afetando indiretamente

seus interesses. O recurso foi interposto perante a autoridade superior àquela que

proferiu a referida decisão. Diante de tal situação,

a) o recurso não será conhecido, por se tratar de ato vinculado, cujo controle so-

mente é admissível em sede judicial, quando identificado vício de legalidade.

b) o recurso não será conhecido, eis que, embora apresentado perante a autori-

dade competente, o postulante não possui legitimidade para recorrer, podendo,

contudo, solicitar a revisão do ato perante a autoridade que o prolatou.

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Direito Administrativo

c) o recurso deverá ser conhecido, desde que apresentado no prazo de 10 dias da

publicação do ato recorrido, podendo a autoridade competente, a seu critério, sub-

metê-lo, previamente, à revisão da autoridade prolatora.

d) embora o postulante possua legitimidade para recorrer, o recurso não será co-

nhecido eis que interposto perante autoridade incompetente, o que não impede

que o ato seja revisto de ofício pela Administração, se ilegal e se não operada a

preclusão administrativa.

e) embora interposto perante autoridade incompetente e por pessoa não legitima-

da, o recurso pode ser conhecido, a critério da Administração, desde que intime o

beneficiário do ato para apresentar suas contrarrazões.

570. (FCC/2018/TRT 2ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Suponha que de-

terminada autoridade pública tenha concedido a particular permissão de uso de

“box” em um Mercado Municipal. Posteriormente, foi constatado que a autoridade

que praticou o ato não detinha a competência legal e tampouco houve delegação

para a sua prática. Diante de tal situação, o ato em questão

a) é nulo, devendo ser revogado administrativa ou judicialmente.

b) é passível de convalidação pela autoridade competente.

c) pode ser mantido, pela mesma autoridade, se verificado o interesse público na

sua edição.

d) não é passível de ratificação, dado o seu caráter discricionário, sendo nulo de

pleno direito.

e) ostenta vício de competência, insanável por se tratar de ato vinculado, cuja

competência é sempre indelegável.

571. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Considere os itens:

I. Ato vinculado; II. Ato discricionário. No que concerne aos itens apresentados,

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a) ambos se submetem a controle interno e externo, este exercido tanto pelo Po-
der Legislativo, por meio do Tribunal de Contas, como pelo Poder Judiciário.
b) o item I submete-se a controle interno e externo; o item II a controle interno
apenas, que é denominado autotutela.
c) ambos se submetem a controle externo e interno, sendo o controle interno de
menor amplitude e extensão que o externo, pois limitado a questões de conveni-
ência e oportunidade.
d) o item I submete-se a controle externo; o item II não, pois os atos discricioná-
rios, por envolverem juízo de conveniência e oportunidade, afastam o controle de
legalidade pelo Poder Judiciário.
e) o item II submete-se a controle externo; o item I não, pois os atos vinculados,
por envolverem juízo de conveniência e oportunidade, afastam o controle de lega-
lidade pelo Poder Judiciário.

572. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Administrativa) Dano compro-


vadamente causado a terceiro por concessionária de serviço público em razão do
funcionamento inadequado do serviço prestado, implica responsabilidade
a) do poder concedente, titular do serviço, não do concessionário, por ser pessoa
jurídica de direito privado.
b) da concessionária de serviço público, que está autorizada a acionar, em ação de
regresso, o Poder Público, em razão da titularidade do serviço.
c) do preposto da concessionária que tenha atuado com culpa ou dolo, não da pes-
soa jurídica, em razão do princípio da separação patrimonial entre a pessoa jurídica
e seus integrantes.
d) da concessionária de serviço público, que está autorizada, em caso de dolo ou
culpa, a mover ação de regresso contra o causador do evento danoso.
e) do poder concedente, por culpa in eligendo, hipótese em que a concessionária
não poderá ser diretamente responsabilizada pelo prejudicado, pois responde con-
tratualmente.

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573. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) Uma autarquia estava

edificando o prédio de sua nova sede. Durante as obras de fundação, as instalações

de gasodutos existentes no subsolo foram perfuradas e houve abalos em algumas

construções vizinhas. Nesse caso,

a) o ente público que criou a autarquia responde obrigatoriamente e de forma so-

lidária, em litisconsórcio necessário, pelos danos a que esta tenha dado causa.

b) a autarquia responde objetivamente pelos danos efetivamente causados, de-

monstrado o nexo de causalidade entre eles e a atuação daquele ente.

c) o ente público responde objetivamente e a autarquia, em regresso, subjetiva-

mente, no caso de haver dolo ou culpa de seus funcionários.

d) o ente público responde objetiva e exclusivamente pelos danos comprovados,

demonstrado o nexo de causalidade, tendo em vista que a autarquia integra a Ad-

ministração direta.

e) a autarquia responde subjetivamente pelos danos causados a terceiros, desde que

haja a necessária demonstração de culpa, considerando a natureza jurídica do ente.

574. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) As relações e os negó-

cios jurídicos realizados pela Administração pública

a) são sempre celebrados por meio de contratos administrativos, a fim de garantir

as prerrogativas inerentes à Administração pública.

b) têm natureza jurídica de contrato administrativo, ainda que juridicamente utili-

zem a forma de outro instrumento jurídico.

c) garantem a outra parte a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do

contrato, quando celebrados por meio de contratos administrativos.

d) dependem de concordância das duas partes para serem alterados unilateral-

mente, sejam eles regidos pelo direito público ou pelo direito privado.

e) conferem prerrogativas à Administração pública para alterar ou extinguir os ins-

trumentos, independentemente do regime jurídico a que se submetam.

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Direito Administrativo

575. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária) A instalação de um

laboratório de análises clínicas por um Estado da Federação vem encontrando difi-

culdades na escolha da alternativa de localização disponível. Havendo a definição

da melhor região para tanto,

a) deverá o Estado licitar a aquisição de um imóvel, indicando as características

necessárias para instalar as atividades, não sendo possível, no entanto, especificar

a região.

b) poderá o Estado desapropriar o imóvel que melhor atenda as necessidades da

atividade a ser desenvolvida no local, mediante justa e prévia indenização.

c) deverá o Estado adquirir o imóvel onerosamente diretamente de seu proprietá-

rio, negócio jurídico que deverá se formalizar contratualmente, mediante vontade

das duas partes, vedada expropriação pelo Estado.

d) deverá o Estado desapropriar o terreno que melhor atender as características

essenciais ao atingimento da finalidade, inexistindo previsão legal para aquisição

direta de bens imóveis por entes públicos.

e) poderá o Estado comprar o terreno mediante dispensa de licitação, não sendo

permitido ao proprietário discutir o preço ou o momento da desocupação.

576. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária – Especialidade: Oficial

de Justiça Avaliador Federal) Na execução de suas funções executivas, a Adminis-

tração pública é dotada de algumas prerrogativas, com amparo legal, que lhe per-

mitem a adoção de uma série de medidas e atos para consecução das finalidades

de interesse público. Configura expressão de algumas dessas prerrogativas

a) o poder de polícia, que lhe permite limitar direitos individuais sempre que a ati-

vidade fiscalizada for criminosa.

b) o poder regulamentar, que é expressamente previsto constitucionalmente den-

tre as competências legislativas, possuindo matérias próprias de incidência.

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Direito Administrativo

c) o poder de polícia, que admite a adoção de medidas repressivas e urgentes para

impedir danos ou riscos à coletividade, cabendo ao destinatário daquelas defender-

-se após a prática desses atos.

d) a edição de decretos pelo Chefe do Poder Executivo, que se insere no poder re-

gulamentar, somente podendo se prestar a explicitar o conteúdo de leis já editadas,

para sua melhor aplicação.

e) o poder de polícia e o poder regulamentar, que são autônomos, ou seja, encon-

tram fundamento em competências próprias da Administração pública, prescindin-

do de previsão ou autorização legal.

577. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária – Especialidade: Oficial

de Justiça Avaliador Federal) A criação de uma empresa estatal deve

a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto

com relação ao capital, que nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente

ao ente público que a criou.

b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico

de direito público, inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a

licitação para todos os ajustes e contratos que celebrar.

c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em

que vai atuar, de forma a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concor-

rência desleal.

d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem pre-

juízo de ter sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de servi-

ços públicos ou exploradora de atividade econômica.

e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos

que deverão ser levados a registro para regular funcionamento, e deverão prever o

setor de atuação e o regime jurídico de exploração da atividade.

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Direito Administrativo

578. (FCC/2018/TRT 6ª/Analista Judiciário – Área Judiciária – Especialidade: Oficial

de Justiça Avaliador Federal) Numa ação ajuizada por um particular em face do Mu-

nicípio em razão de supostos danos causados em seu imóvel, vizinho a uma escola

municipal, em virtude de uma reforma naquelas instalações que teria ensejado a

queda do muro, caberá ao autor demonstrar

a) a negligência dos agentes públicos na conservação das dependências da escola,

configurando culpa.

b) o nexo de causalidade entre os danos que foram causados ao seu imóvel e a

queda do muro, decorrente da reforma.

c) o dolo dos agentes públicos na realização da reforma, sem preocupação com a

qualidade da execução dos trabalhos.

d) a prova dos danos intencionalmente causados ao autor, bem como os lucros

cessantes.

e) que não se tratou de hipótese de força maior ou de culpa concorrente da vítima,

o que excluiria a responsabilidade do Município.

579. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Na hipótese de

a Administração pública estadual pretender descentralizar serviço de sua compe-

tência para atribuí-lo a pessoa jurídica ainda inexistente, sujeita a regime jurídico

administrativo e com personalidade de direito público,

a) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração

pública indireta estadual.

b) deve obter autorização legislativa para criar autarquia, que integrará a Admi-

nistração pública direta.

c) pode criar autarquia ou empresa pública, a primeira instituída por lei e a segun-

da pelo registro de seus atos constitutivos, ambas integrantes da Administração

pública indireta.

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Direito Administrativo

d) pode escolher entre criar autarquia, empresa pública ou sociedade de economia

mista, todas por lei específica, a última por lei complementar e as três integrantes

da Administração pública indireta.

e) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração

pública direta estadual juntamente com o ente instituidor.

580. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) As unidades de

atuação denominadas órgãos públicos

a) integram a estrutura da Administração pública direta, mas não da Administra-

ção pública indireta, cujos plexos de competência denominam-se entidades.

b) integram a estrutura da Administração pública direta e da indireta e não têm

personalidade jurídica, ao contrário das entidades.

c) têm personalidade jurídica própria e distinta da entidade que integram.

d) não têm personalidade jurídica própria, quando integram a estrutura da Admi-

nistração pública direta, mas são unidades de atuação, da Administração indireta,

dotadas de personalidade jurídica.

e) confundem-se com os agentes públicos por congregarem as funções que estes

exercem, sendo o todo do qual aqueles são a parte.

581. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considere hipote-

ticamente um ato administrativo exarado por autoridade incompetente. Em relação

aos denominados atributos dos atos administrativos, o referido ato

a) não produzirá efeitos, tampouco obrigará terceiros, independentemente da sua

invalidação, ante o princípio que desobriga o cumprimento de ordens manifesta-

mente ilegais.

b) não produzirá efeitos, tampouco obrigará terceiros, independentemente da sua

invalidação, o que se denomina imperatividade.

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Direito Administrativo

c) produzirá efeitos e deverá ser cumprido, a menos que decretada, pelo Poder Ju-

diciário, sua invalidade, sendo vedada a autotutela na hipótese, o que se denomina

executoriedade.

d) produzirá efeitos e deverá ser cumprido, enquanto não decretada, pela própria

Administração ou pelo Poder Judiciário, sua invalidade, o que se denomina presun-

ção de legitimidade ou veracidade.

e) produzirá efeitos e deverá ser cumprido, enquanto não decretada, pela própria

Administração ou pelo Poder Judiciário, sua invalidade, o que se denomina autoe-

xecutoriedade.

582. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Um particular in-

teressado em obter porte de arma solicitou à Administração consentimento para

tanto. Nesta hipótese, a manifestação positiva da Administração, que demanda

análise de aspectos subjetivos do requerente, consistirá em um ato administrativo

a) unilateral e vinculado, que faculta o uso, sem restrições, quando o particular

preencher as condições objetivas necessárias e previstas em lei.

b) vinculado, de natureza bilateral, que se denomina licença.

c) discricionário e precário, que se denomina licença e se fundamenta no poder

disciplinar.

d) discricionário, mas não precário, bilateral, podendo denominar-se licença ou

autorização, indistintamente.

e) unilateral, discricionário e precário, que se denomina autorização.

583. (FCC/2018/TRT 6ª/Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considere hipo-

teticamente um servidor público estadual, detentor de cargo público efetivo, que

tenha praticado, no exercício de suas funções, conduta que em tese configura falta

funcional de natureza grave. Nesta hipótese, a Administração

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Direito Administrativo

a) tem a faculdade de apurar a infração e de aplicar a penalidade prevista em lei,

com fundamento no poder de polícia administrativa.

b) pode ou não aplicar sanção, mesmo que comprovada a falta funcional atribuída ao

servidor, isso em razão de sua natureza imprecisa, que autoriza juízo discricionário.

c) tem a faculdade de, após apurados os fatos, aplicar ou não a sanção corres-

pondente, em razão do poder disciplinar, que é discricionário e decorre do poder

hierárquico.

d) tem o dever de aplicar a pena cabível, independentemente da apuração por

meio de procedimento legal, em razão de o servidor estar sujeito à disciplina inter-

na administrativa.

e) tem o dever de apurar os fatos por meio do processo administrativo adequado,

e, comprovada a materialidade e autoria da infração, aplicar a pena cabível.

584. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Em uma unidade prisional brasileira, su-

perlotada e na qual ocorrem violações diárias de direitos humanos pela ausência de

condições mínimas de saúde, higiene, segurança e preservação da intimidade, um

preso cumpriu integralmente o tempo correspondente de privação de liberdade de

determinada pena. No período, foi assediado moral e fisicamente de várias formas,

ficou diversas vezes privado de sol e de banho, não dormiu por muitas noites por

falta de colchões, desenvolveu doença pulmonar e ficou viciado em crack, substân-

cia com a qual jamais havia tido contato antes da privação de liberdade. O Estado

em que situada a unidade prisional passa por gravíssima crise financeira e atrasa

salários de seus servidores, mas aplica na gestão da saúde, educação e segurança

pública os percentuais constitucionais e legais mínimos previstos, além de gastar

nos limites de sua lei orçamentária, o que foi respeitado durante todo o período em

que o apenado cumpriu pena.

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Direito Administrativo

Considerando a situação acima e a jurisprudência recente do Supremo Tribunal

Federal, decidida em sede de repercussão geral, que se assemelha ao fato narrado,

considerada a Teoria da Reserva do Possível, os danos experimentados pelo preso

a) poderão ser indenizados pelo Estado se houver comprovação de culpa na fisca-

lização das condições de saúde e de higiene da unidade prisional, sendo irrelevante

conhecer se foram aplicados todos os recursos previstos na lei orçamentária nas

áreas da segurança e saúde prisional.

b) poderão ser indenizados pelo Estado independentemente de comprovação de

culpa na fiscalização das condições de saúde e higiene da unidade prisional, apenas

se comprovados que foram insuficientes os recursos públicos legalmente destina-

dos à segurança e saúde prisional.

c) poderão ser indenizados pelo Estado se ainda houver disponibilidade de recur-

sos que na prática não foram aplicados na área prisional, pois do Estado não pode

ser exigido mais do que o possível dentro de sua reserva orçamentária.

d) deverão ser indenizados pelo Estado independentemente de comprovação de

culpa na fiscalização das condições de saúde e higiene da unidade prisional, mas

apenas os danos materiais, não se incluindo aí os morais, sendo irrelevante conhe-

cer se foram aplicados todos os recursos previstos na lei orçamentária nas áreas da

segurança e saúde prisional.

e) deverão ser indenizados pelo Estado, tanto os danos materiais como os morais,

independentemente de comprovação de culpa na fiscalização das condições de saúde

e higiene da unidade prisional, sendo irrelevante conhecer se foram aplicados todos

os recursos previstos na lei orçamentária nas áreas da segurança e saúde prisional.

585. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Acerca dos poderes administrativos de po-

lícia, regulamentar e disciplinar, considere as assertivas a seguir: I. A elaboração

de lei dispondo acerca da implementação de programa de restrição ao trânsito de

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Direito Administrativo

veículos automotores, conhecida atualmente como “rodízio”, não se insere na con-

ceituação do poder de polícia, mas do poder disciplinar. II. Não se pode cobrar taxa

dos contribuintes em razão do exercício do poder de polícia. III. O poder de polícia

pode ser delegado para entidade integrante da Administração Indireta dotada de

personalidade jurídica de direito privado, integrante da administração pública, des-

de que haja lei formal. IV. A autoexecutoriedade e a coercibilidade são característi-

cas do poder de polícia. Está correto o que consta APENAS de:

a) I, III e IV.

b) II e IV.

c) III e IV.

d) I e III.

e) I e II.

586. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Em relação aos bens públicos, é correto

afirmar:

a) A desafetação suprime a finalidade pública de um bem, eliminando algum de

seus atributos, como o da disponibilidade, transformando, assim, um bem de uso

comum do povo em um bem de uso especial.

b) A afetação de um bem a um serviço público somente pode ser feita por meio de

lei, não podendo ser feita por ato administrativo nem pelo mero uso do bem.

c) É possível haver sequestro de valores nas contas de ente público, por meio

de comando judicial, quando a pretensão visa a assegurar direitos fundamentais,

como educação e saúde.

d) Os bens públicos não estão sujeitos à prescrição aquisitiva, salvo os dominicais.

e) A alienação de bens públicos móveis inservíveis, embora dispensada a autoriza-

ção legislativa e a demonstração do interesse público a justificar o ato, está condi-

cionada à modalidade licitatória de concorrência.

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587. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Acerca da desconcentração e descentrali-

zação, é correto afirmar:

a) A descentralização se consubstancia na transferência de poderes e atribuições

para um sujeito de direito distinto e autônomo.

b) A criação de uma autarquia se consubstancia em uma desconcentração.

c) Ocorre descentralização quando há criação de um Ministério pelo Presidente da

República, atribuindo-lhe parcela de competência que, até então, era sua.

d) Na desconcentração nunca haverá a criação de novos órgãos públicos.

e) A distribuição interna de competências é hipótese de descentralização.

588. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) Em relação aos atos administrativos, é IN-

CORRETO afirmar:

a) O ato de delegação da competência para a prática de determinado ato adminis-

trativo retira da autoridade delegante a possibilidade de também praticá-lo.

b) A motivação não é obrigatória em todos os atos administrativos.

c) Há atos administrativos despidos de autoexecutoriedade.

d) Os atos administrativos, quando editados, trazem em si uma presunção relativa

de legitimidade.

e) A motivação do ato administrativo se consubstancia na exposição dos motivos,

sendo a demonstração das razões que levaram à prática do ato.

589. (FCC/2018/DPE/Defensor Público) No que tange à desapropriação, é correto

afirmar:

a) A desapropriação por utilidade pública é aquela que decorre de um imperativo

irremovível e indispensável, pressupondo-se que sem ela não se pode iniciar, alcan-

çar ou continuar o interesse público.

b) A desapropriação por necessidade pública é aquela que se revela necessária

para alcançar uma posição conveniente e vantajosa para a Administração Pública.

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Direito Administrativo

c) Tredestinação ou tresdestinação é a modificação legítima realizada no decorrer

do procedimento expropriatório, viabilizada pela supremacia do interesse público,

que possibilita a alteração de uma desapropriação por utilidade pública em desa-

propriação por necessidade pública e vice-versa, caracterizando mero desvio de

finalidade genérico.

d) O desvio de finalidade genérico possibilita a retrocessão, consequência que não

ocorre no desvio de finalidade específico, caso em que poderá ser convalidado o

desvio, ressalvados alguns casos previstos em lei, como a desapropriação destina-

da à implantação de parcelamento popular, destinado às classes de menor renda.

e) Para viabilizar o interesse público na esfera de competência material de todos

os entes federativos, a Constituição Federal outorgou competência legislativa con-

corrente para a União, os Estados e os Municípios.

590. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico – Especialidade:

Arquivologia) A Administração pública possui algumas prerrogativas inerentes às

suas funções, que lhe permitem agir, em alguns casos, de modo a sobrepor a von-

tade dos particulares, em prol do atendimento do interesse público. Nesse sentido,

considera-se exemplo dessa prerrogativa o poder de

a) revogar licitações, por razões de conveniência e oportunidade e para atendimen-

to do interesse público, sempre que se identificar ilegalidades nos procedimentos.

b) limitar o direito de particulares, discricionariamente, sempre que a situação de

fato demonstrar essa necessidade, independentemente de previsão legal.

c) alterar unilateralmente os contratos administrativos, por motivos de interesse

público, mantido o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

d) editar decretos autônomos para disciplinar matérias em tese, com efeitos gerais

e abstratos, diante de lacunas legais.

e) criar pessoas jurídicas como forma de desconcentração das atividades da Admi-

nistração pública.

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Direito Administrativo

591. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio

Jurídico) A atividade de regulação envolve, entre outras,

a) a fixação da política tarifária do setor, mediante decreto expedido pela agência

reguladora competente, que pode ter natureza de autarquia especial, fundação ou

organização social.

b) o custeio de intervenções promovidas pelas empresas integrantes do setor

regulado, desde que tenham natureza de inovação sob o aspecto material ou

metodológico.

c) a expedição de atos normativos que visem à definição de hipóteses materiais

sujeitas à regulação e de métodos de apuração de diferenças inflacionárias para

aplicação ao setor, podendo se utilizar do decreto para tanto, considerando a dele-

gação autorizada pelo artigo 84, IV, da Constituição Federal.

d) a definição da política tarifária do setor regulado, levando em consideração os

fatores econômicos do mercado e os contratos em vigência, agindo com transpa-

rência em relação às empresas integrantes do setor e aos administrados, que de-

vem ter acesso às razões das decisões.

e) o repasse de recursos a outras agências reguladoras de setores correlatos,

quando houver receitas acima das estimadas e déficit nas demais, a fim de viabili-

zar o equilíbrio dos mercados regulados.

592. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio

Jurídico) Marcos, servidor público titular de cargo efetivo, inscreveu-se em con-

curso de promoção interno, instruindo o requerimento com a documentação perti-

nente, atendendo requisitos e indicando a respectiva pontuação, conforme edital.

Alguns documentos foram desconsiderados pela banca do concurso, de forma que

ele não atingiu a pontuação necessária para ser promovido. Posteriormente, a au-

toridade responsável pela promoção confessou a outro colega que desconsiderou

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Direito Administrativo

a pontuação proposita- damente, sem qualquer amparo, para coibir a promoção

daquele servidor, seu desafeto. O ato da autoridade que desclassificou Marcos no

concurso de promoção

a) está eivado de vício de desvio de finalidade, possibilitando sua anulação, inclu-

sive judicial.

b) constitui apenas infração funcional, que deve ser apenada.

c) tipifica ato de improbidade na modalidade que causa prejuízo ao erário, pois a

conduta da autoridade foi dolosa.

d) caracteriza abuso de poder, mas não pode ser revertido, em razão do encerra-

mento do certame.

e) constitui ato discricionário, ainda que a motivação tenha sido fundada em ra-

zões reprováveis, o que impede o controle judicial.

593. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio Ju-

rídico) Um Município decidiu proibir a utilização de bicicletas como meio de transporte

urbano, determinando a interdição das ciclovias até que fossem refeitos os estudos de

segurança e planejamento urbano, o que demandaria, no mínimo, um ano. No que se

refere à possibilidade de responsabilização do poder público,

a) o Município fica sujeito à responsabilidade subjetiva, tendo em vista que o ser-

viço público prestado falhou, necessitando ser interrompido por longo período.

b) pode haver responsabilização objetiva do Município para aqueles que compro-

varem ter sofrido danos extraordinários e anormais, pois mesmo os atos lícitos

sujeitam o poder público à indenização.

c) deve o Município ser responsabilizado de forma objetiva para o ressarcimento

de quaisquer danos sofridos pelos envolvidos e usuários do setor cuja mobilidade

foi suspensa.

d) não pode ser responsabilizado pela modalidade objetiva, diante da licitude dos

atos praticados pela Administração.

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Direito Administrativo

e) inexistindo dolo ou culpa, pode, se for demonstrada a existência de danos,

haver responsabilidade subjetiva, respondendo o poder público apenas se houver

prova do prejuízo concreto.

594. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio

Jurídico) Os contratos de concessão de serviço público atribuem ao concessionário

o dever de execução do objeto do contrato por sua conta e risco, remunerando-se

por essa exploração,

a) vedada qualquer forma de indenização por parte do poder público.

b) cabendo ao poder concedente garantir a remuneração e a demanda apresen-

tadas no plano de negócios quando da apresentação da proposta no procedimento

de licitação.

c) o que não afasta a possibilidade de estar previsto no edital e no contrato proce-

dimento de revisões ordinárias periódicas, para reequilíbrio econômico-financeiro

decorrente de determinados eventos ou condições.

d) o que não impede o aditamento do contrato para permitir o estabelecimento de

aporte destinado à realização de obras para edificação de equipamentos que rever-

terão ao poder concedente.

e) mediante a cobrança de tarifa, exploração de receitas acessórias e, a depender

da natureza dos serviços públicos objeto do contrato, o pagamento de contrapres-

tação pelo poder concedente após o início da prestação.

595. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio

Jurídico) Determinada pessoa política pretende descentralizar as atividades de fis-

calização do cumprimento das normas sanitárias pelos estabelecimentos do setor

de comércio e serviços, tendo em vista que não dispõe mais de estrutura humana

e operacional para tanto. Para implementação desse projeto, poderá

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Direito Administrativo

a) delegar a atribuição à iniciativa privada, desde que seja possível a contratação

mediante inexigibilidade de licitação, em razão de notoriedade e excelência dos

serviços.

b) constituir uma empresa pública com escopo específico e singular à finalidade

da fiscalização pretendida, revestida de natureza jurídica de direito público e com

capital sob controle do ente político que a criou.

c) instituir um consórcio com os demais entes políticos vizinhos, para otimizar e ra-

cionalizar custos, devendo a execução da fiscalização ser estabelecida no convênio,

que também disciplinará as atribuições e o repasse de recursos para aquele ente.

d) instituir uma autarquia, cuja lei de criação contemple as atividades de fiscaliza-

ção das normas sanitárias, podendo autuar os estabelecimentos e praticar outros

atos que caracterizem expressão do poder de polícia.

e) instituir uma fundação ou uma autarquia, com personalidade jurídica de direito

público, na forma do que estiver previsto na lei de criação dos entes, não lhes sen-

do permitido a prática de atos que caracterizem poder de polícia.

596. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Técnico – Especialidade: Apoio

Jurídico) Os servidores públicos são contratados mediante concurso público de pro-

vas ou de provas e títulos, admitindo-se exceções em alguns casos, tais como

a) cargos em comissão, de livre nomeação, para suprir a vacância de cargos efeti-

vos até que sejam formalmente preenchidos.

b) portadores de deficiência, observado o percentual de até 5% dos cargos ou em-

pregos públicos vagos.

c) funções de confiança, de livre nomeação, destinadas a funções técnicas, de di-

reção ou assessoramento.

d) cargos e funções de livre provimento destinados a atender necessidades excep-

cionais, atribuições de chefia ou direção, desde que por prazo determinado.

e) contratação de servidores temporários, desde que por tempo determinado e

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Direito Administrativo

para atender necessidade de excepcional interesse público, conforme estabelecido

em lei.

597. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico ao Processo Le-

gislativo – Especialidade: Processo Legislativo) Os atos administrativos veiculam

manifestações de vontade da Administração pública de diversas naturezas, po-

dendo conceder e extinguir direitos ou apenas reconhecê-los. No exercício dessas

funções, pode variar a margem de liberdade decisória conferida à Administração

pública pela lei, o que permite analisar se o ato

a) é discricionário, cuja edição permite que a Administração se submeta ou não

aos parâmetros legais, desde que haja relevantes razões de interesse público.

b) é vinculado, cujos requisitos de edição estão expressamente constantes da lei,

não cabendo à Administração conferir o atendimento pelo administrado.

c) tem força de lei, no caso da delegação ao Executivo ter sido da competência le-

gislativa, podendo substituí-la, observados os princípios que regem a Administração.

d) é discricionário, que possibilita ao administrador, na análise do caso concreto

e sem se afastar da previsão legal, exercer juízo de conveniência e oportunidade.

e) recomenda homologação judicial, nos casos em que implicar a extinção de di-

reitos anteriormente concedidos a administrados ou servidores em processos ad-

ministrativos regulares, em razão da relevância.

598. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico ao Processo Le-

gislativo – Especialidade: Processo Legislativo) Um município viu sua população

crescer sensivelmente nos últimos anos e a demanda por atendimento médico su-

perar a capacidade do único hospital municipal em funcionamento na região. Em

função disso, a Secretaria de Saúde buscou junto à União recursos para financiar

a ampliação da unidade, para oferta de novos leitos, pronto-socorro e Unidade de

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Direito Administrativo

Terapia Intensiva – UTI. No terreno vizinho ao hospital, funciona um estacionamen-

to que se beneficia justamente do fluxo de pessoas gerado pela unidade de saúde.

O proprietário, entretanto, recusa-se a alienar voluntariamente o terreno ao Mu-

nicípio, alegando que outro terreno seria mais adequado para tanto. A população

pleiteou auxílio dos vereadores locais, representantes do povo no Legislativo, o que

ensejou a edição de uma lei declarando de utilidade pública o terreno, para fins de

desapropriação. A lei editada em razão de iniciativa parlamentar

a) é regular e válida, sendo competência do Poder Executivo, no entanto, o ajui-

zamento da desapropriação, que demandará indenização após a sentença judicial.

b) não produz efeitos, na medida em que o Prefeito seria a autoridade competente

para expedir decreto de expropriação, cabendo ao Legislativo, no limite, a possibi-

lidade de sugerir a medida ao Executivo.

c) depende de sanção do Chefe do Executivo, o que se insere em seu poder regula-

mentar e decorre do fato de que a desapropriação será ajuizada pela Administração

pública.

d) pode produzir efeitos, tendo em vista que tal lei pode ser convalidada pelo Exe-

cutivo e o vício sanado no caso do expro- priado aceitar a desapropriação amigável.

e) invade competência exclusiva do Chefe do Executivo, mas é admitida em casos

como o narrado, de urgência e notório interesse público, desde que haja concor-

dância do Prefeito.

599. (FCC/2018/ALESE/Analista Legislativo – Área Apoio Técnico ao Processo Le-

gislativo - Especialidade: Processo Legislativo) Uma servidora formulou requeri-

mento de contagem de tempo de serviço anterior ao seu ingresso no serviço públi-

co. Houve indeferimento, do qual ela recorreu. A autoridade recorrida encaminhou

o recurso à autoridade superior, que editou ato delegando as decisões sobre re-

cursos administrativos ao seu subordinado que lhe havia encaminhado o processo.

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Direito Administrativo

Esse cenário

a) pode conter ilegalidade no caso de a decisão proferida ser recorrível, conside-

rando que em alguns casos a revisão permite apenas pedido de reconsideração.

b) é aderente a lei, pois antes da apreciação o recurso deve ser obrigatoriamente

apreciado como pedido de reconsideração.

c) é válido e legal, pois a decisão em recurso administrativo não faz coisa julgada,

de modo que fica reservado à servidora recorrer ao Judiciário.

d) apresenta nulidade, pois a delegação poderia ter sido feita à autoridade subor-

dinada, desde que diversa daquela que proferiu a decisão recorrida, sob pena de

supressão de instâncias.

e) contém ilegalidade, pois a competência para decisão de recursos administrati-

vos não pode ser delegada, em especial para a mesma autoridade que proferiu a

decisão recorrida.

600. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Integram a Admi-

nistração pública indireta, dentre outros, as empresas públicas e sociedades de

economia mista que

a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade eco-

nômica de produção ou comercialização de bens, não para exploração de serviços

públicos, pois estes exigem regime jurídico administrativo.

b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito pri-

vado, podendo ambas explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos.

c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para ex-

ploração de serviços públicos e a sociedade de economia mista para exploração de

atividade econômica.

d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem

prestar serviço público em regime de exclusividade ou não.

e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizati-

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Direito Administrativo

va, para explorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou

prestação de serviços, ainda que o exercício econômico esteja sujeito ao regime de

monopólio da União.

601. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) A Administração

pública, após editar ato administrativo, apercebeu-se de que, por razões de inte-

resse público, necessitaria desfazê-lo. Para tanto,

a) deverá revogá-lo, o que produzirá efeitos ex nunc.

b) poderá anulá-lo ou revogá-lo, decisão de caráter discricionário da autoridade

competente.

c) poderá anulá-lo, implicando efeitos ex tunc.

d) poderá revogá-lo, implicando efeitos ex tunc.

e) deverá anulá-lo ou revogá-lo, a depender dos efeitos almejados, o primeiro ex

tunc e o segundo, obrigatoriamente, ex nunc.

602. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Taquigrafia) Com fundamento

em posturas municipais e em razão da proximidade das festividades carnavalescas,

o Poder público de uma grande Urbe instalou banheiros químicos nas vias e pra-

ças públicas e fixou multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) para aquele que fosse

flagrado urinando nas vias, equipamentos e monumentos públicos. Foi prevista a

possibilidade de apresentação de recurso, no prazo de 30 dias da notificação, pelo

administrado autuado descumprindo a regra de conduta estabelecida. Houve cam-

panha educativa e de divulgação da referida política pública. Na hipótese descrita,

a ação administrativa

a) é arbitrária, pois restringe de forma desproporcional a liberdade dos administra-

dos, em especial considerando cuidar-se do carnaval, período de maior liberdade

para os cidadãos, sendo a autuação nula, por abuso de poder.

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Direito Administrativo

b) é legítima e tem por fundamento o poder de polícia, que está sujeito tanto a

controle interno como a controle judicial.

c) é legítima e tem por fundamento o poder disciplinar, que condiciona direitos,

interesses e liberdades, sempre em benefício da coletividade.

d) é ilegítima, pois, na hipótese descrita, o poder de polícia não autoriza a fixação

de multa administrativa, por ausência de competência municipal, mas somente de

taxa pelo exercício do referido poder.

e) é legítima e tem por fundamento o poder de polícia, que, na hipótese, somente

está sujeito a controle interno, em razão da previsão do cabimento de recurso ad-

ministrativo.

603. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

Considere: I. Desempenham serviço público descentralizado. II. Sujeitam-se a con-

trole administrativo exercido nos limites da lei. III. Respondem diretamente pelos

seus atos, ou seja, apenas no caso de exaustão de seus recursos é que irromperá

responsabilidade do Estado. IV. Não detêm capacidade de autoadministração, haja

vista que tal função é considerada exclusiva do Estado. No que concerne às carac-

terísticas das autarquias, está correto o que consta em

a) I, II, III e IV.

b) I, II e IV, apenas.

c) II e III, apenas.

d) I, II e III, apenas.

e) III e IV, apenas.

604. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo) O

poder disciplinar

a) é sempre vinculado.

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Direito Administrativo

b) equipara-se, em determinadas hipóteses, ao poder punitivo do Estado, realiza-

do por meio da Justiça Penal.

c) não abrange as sanções impostas a particulares não sujeitos à disciplina interna

da Administração.

d) pode ser exercido ainda que não esteja legalmente atribuído.

e) vincula-se ao poder hierárquico, um reduzindo-se ao outro, haja vista que o

primeiro é mais amplo que o segundo.

605. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

No que concerne aos órgãos públicos, é correto afirmar:

a) A criação e extinção dos órgãos públicos independem de lei.

b) No desempenho das atividades inerentes a sua competência, os órgãos públicos

atuam em nome da pessoa jurídica de que fazem parte.

c) Os órgãos públicos têm personalidade jurídica própria.

d) A regra geral é a de que os órgãos públicos detêm capacidade processual.

e) Os órgãos públicos são unidades de atuação integrantes apenas da estrutura da

Administração direta, haja vista que as unidades de atuação integrantes da estru-

tura da Administração indireta denominam-se entidades.

606. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

Considere: I. Constituem exemplos de fatos administrativos a apreensão de mer-

cadorias, a desapropriação de bens privados, a requisição de serviços ou bens

privados, dentre outros. II. A expressão fato jurídico é sinônima de fato adminis-

trativo, pois ambos englobam também os fatos simples, ou seja, aqueles que não

repercutem na esfera de direitos, mas estampam evento material ocorrido no seio

da Administração. III. Fatos administrativos naturais são aqueles que se originam

de fenômenos da natureza, cujos efeitos se refletem na órbita administrativa. No

que concerne aos fatos administrativos, está correto o que se afirma em

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Direito Administrativo

a) II e III, apenas.

b) I, II e III.

c) I e III, apenas.

d) II, apenas.

e) I, apenas.

607. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

João é Prefeito do Município X e, no exercício de seu poder regulamentar, expediu

decreto alterando determinada lei. A conduta narrada

a) implicou abuso do poder regulamentar, vez que houve invasão da competência

do Poder Legislativo.

b) está correta, pois o poder regulamentar é a prerrogativa conferida à Adminis-

tração pública de editar atos de caráter geral e abstrato que permitam a efetiva

aplicação da lei, podendo, portanto, acarretar a alteração legislativa.

c) não é legítima, em razão do instrumento utilizado para formalizar o poder re-

gulamentar, vez que tal poder se exterioriza, exclusivamente, por meio dos regu-

lamentos autônomos.

d) está correta, pois o poder regulamentar é a prerrogativa conferida à Administra-

ção pública de editar atos de caráter individual, que permitam a efetiva aplicação

da lei, podendo, portanto, acarretar a alteração legislativa.

e) não é legítima, em razão do instrumento utilizado para formalizar o poder

regulamentar, vez que tal poder se exterioriza, exclusivamente, por meio das

resoluções.

608. (FCC/2018/ALESE/Técnico Legislativo – Área Apoio Técnico Administrativo)

Considere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também

de âmbito federal. Levando em conta as características de tais entidades,

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Direito Administrativo

a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.

b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima.

c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital.

d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos

na lei instituidora.

e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das

pessoas de direito público ou de outras pessoas administrativas, de um lado, e de

recursos da iniciativa privada, de outro.

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Direito Administrativo

GABARITO

498. a 523. d 548. c 573. b

499. d 524. a 549. a 574. c

500. c 525. c 550. b 575. b

501. a 526. c 551. e 576. c

502. c 527. c 552. c 577. d

503. b 528. e 553. a 578. b

504. d 529. a 554. a 579. a

505. e 530. d 555. a 580. b

506. c 531. c 556. a 581. d

507. d 532. a 557. e 582. e

508. b 533. b 558. a 583. e

509. d 534. e 559. c 584. e

510. d 535. a 560. e 585. c

511. c 536. d 561. d 586. c

512. a 537. b 562. a 587. a

513. e 538. d 563. c 588. a

514. e 539. e 564. d 589. d

515. b 540. a 565. b 590. c

516. e 541. b 566. c 591. d

517. b 542. c 567. c 592. a

518. e 543. d 568. a 593. b

519. d 544. c 569. d 594. c

520. b 545. b 570. b 595. d

521. e 546. d 571. a 596. e

522. b 547. a 572. d 597. d

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Direito Administrativo

598. b 601. a 604. c 607. a

599. e 602. b 605. b 608. e

600. b 603. d 606. c

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Direito Constitucional

DIREITO CONSTITUCIONAL

609. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Lei de certo

Estado, fruto de projeto de iniciativa parlamentar, determinou que o valor das apo-

sentadorias e pensões dos titulares de cargos públicos efetivos tenha como limite

máximo aquele estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência

social, tendo, ainda, instituído para os referidos servidores regime de previdência

complementar, de caráter facultativo. Na sequência, o Governador do Estado editou

decreto criando autarquia para administrar o regime de previdência complementar.

Nessa situação, observa-se que a Constituição Federal foi contrariada APENAS no

que toca à

a) iniciativa da lei estadual, que é privativa do Poder Executivo, bem como à edição

de decreto criando a autarquia, uma vez que a entidade somente poderia ter sido

criada por lei específica.

b) instituição de regime de previdência complementar por lei, uma vez que cabe

privativamente ao Governador fazê-lo por decreto.

c) edição de decreto criando a autarquia, uma vez que a entidade somente poderia

ter sido criada por lei específica.

d) limitação do valor das aposentadorias e pensões dos titulares de cargos públi-

cos efetivos, uma vez que apenas os benefícios dos titulares de cargos públicos em

comissão poderiam ter sido limitados.

e) criação de autarquia para administrar o regime de previdência complementar,

uma vez que deveria ter sido criada entidade de natureza privada para esse fim.

610. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) Ao exercer

a autonomia que lhe foi assegurada pela Constituição Federal, o Distrito Federal

deve considerar que

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Direito Constitucional

a) lhe é vedado legislar em matéria de meio ambiente, na hipótese de o mesmo


tema já ter sido objeto de lei federal.
b) cabe ao Governador, privativamente, apresentar projeto de lei em matéria de
organização judiciária do Distrito Federal.
c) sua lei orgânica deve ser promulgada pela Câmara Legislativa independente-
mente de sanção governamental, incabível no caso.
d) lhe foram asseguradas as competências não vedadas pela Constituição Federal,
motivo pelo qual sua lei orgânica pode dispor em matéria de regime jurídico dos
servidores públicos.
e) lhe é vedado legislar em matéria de licitações e contratações, uma vez que se
trata de competência privativa da União.

611. (FCC/2018/CLDF/Consultor Legislativo – Área Direitos Humanos) O Gover-


nador de certo Estado não encaminhou a prestação de contas no prazo legal, dei-
xando de apresentá-la mesmo após instado a fazê-lo pela Assembleia Legislativa.
Após infrutíferas tentativas de fazer com que as contas fossem prestadas, sem que
o Governador apresentasse justificativa razoável para sua omissão, o Presidente da
Assembleia Legislativa representou ao Presidente da República propondo que fosse
decretada a intervenção federal no Estado, o que foi acolhido. Assim, o decreto in-
terventivo, que nomeou o interventor e fixou o prazo e as condições da medida, foi
submetido ao Congresso Nacional. Nesse caso, a intervenção federal foi decretada
a) regularmente, uma vez que fundada no descumprimento do princípio consti-
tucional da prestação de contas da administração pública, direta e indireta, tendo
sido observado o procedimento constitucional para o exercício da competência do
Presidente da República.
b) irregularmente, uma vez que os fatos apontados não caracterizam hipóte