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1.

O problema económico

Realidade social e ciências sociais

Todo o ser humano faz parte de uma realidade com a qual se habitua a viver- realidade social. Desde
as pessoas que convivemos até por exemplo o nosso restaurante preferido, tudo faz parte dessa realidade
social. Esta que nos parece muito simples, é na verdade muito complexa e qualquer acontecimento, ou
decisão, acaba por ter reflexos na vida de todos nós.

A realidade social é um todo que não é possível compartilhar, é


apenas uma, é única. Dada a complexidade desta, tem de ser abordada por
uma multiplicidade de ciências- as ciências sociais- estudando cada uma
apenas um aspeto do todo que é a realidade social. As ciências são
independentes e complementares, todas são necessárias á compreensão da
realidade social (uma totalidade plurifacetada e pluridimensional).

Os fenómenos sociais são totais, podendo, no entanto, ser estudados


sob perspetivas específicas, dai podemos falar em fenómenos económicos.

Ciências Sociais:

Ciências que se dedicam ao estudo dos fenómenos relacionados com a vida dos indivíduos em sociedade. A
Economia, o Direito, a Sociologia, a História ou a Geografia são exemplo de Ciências Sociais. Sendo
interdependentes e complementares, estudam a mesma realidade social, distinguindo-se apenas pelas
diferentes perspetivas de análise dos fenómenos que ocorrem na sociedade.

Realidade social:

Conjunto de fenómenos sociais que podem ser observados numa sociedade em cada momento. A realidade
social é una (insuscetível de ser compartimentada), complexa (no seu interior produz-se e reproduz-se todo
um conjunto de fenómenos) e pluridimensional.
Economia como ciência

A escassez constitui o principal problema económico e resulta do facto das necessidades serem
ilimitadas perante os recursos disponíveis, que são escassos. Há, pois, necessidade de fazer escolhas de como
utilizar os recursos escassos, para satisfazer as necessidades humanas, que não múltiplas e ilimitadas.

A aplicação de recursos escassos envolve, no entanto, vários tipos de decisões a tomar:

1. O que produzir;
2. Em que quantidade produzir;
3. Quanto produzir;
4. Quais os meios para produzir;
5. Para quem produzir.

A economia é o estudo de como as pessoas e a sociedade escolhem o emprego de recursos escassos,


que podem ter usos alternativos, de forma a produzir vários bens e distribui-los para consumo, agora e no
futuro entre as várias pessoas e grupos na sociedade. O custo de oportunidade expressa todas as opções que
sacrificamos para obter algo (por ex. queremos muito comprar umas sapatilhas que têm um preço mais
elevado. Todo o dinheiro que abdicamos por exemplo deixar de ir jantar fora ou não comprar um vestido que
também gostávamos para poder, finalmente, comprar as sapatilhas. Demonstramos todo um sacrifício para
obtermos algo que ambicionamos).

O objeto de estudo da Economia

Alguns dos problemas que interessam á economia, como por ex. a criação e repartição da riqueza, o
desemprego, o bem-estar, o desenvolvimento dos países, inserem se na vida coletiva dos povos sendo,
portanto, fenómenos sociais e objeto de estudo de várias ciências sociais. A ciência económica procurará dar
resposta a estes e a outros fenómenos sociais, estudando a sua dimensão económica pois esta constitui o seu
campo específico. Os fenómenos económicos como por ex. o consumo, o investimento, o rendimento,
acabam por ser o seu objeto de estudo.

A economia, sendo uma ciência, possui um corpo de conceitos específicos que se traduzem numa
terminologia própria, cuja utilização permite o entendimento do campo de estudo de que se ocupa. Assim,
termos como poupança, juro, procura, oferta, mercado, capital, etc. pertencem á terminologia desta ciência
(Poupança não é o mesmo que economia). A economia aborda problemas a estudar de uma forma especifica
e é exatamente, essa atitude própria de estudo que lhe confere o estatuto de ciência. A tal atitude
chamaremos atitude científica, que corresponde a um método particular de pesquisa- método científico.

O problema económico

Naturalmente, todas as questões que se prendem com a existência de necessidades e da sua satisfação
são de incomparável importância quando se ultrapassa a escala individual e nos orientamos para a
coletividade: os recursos naturais são escassos, muitos deles não renováveis, enquanto que as necessidades
individuais e coletivas acompanham o desenvolvimento e são ilimitadas. Estamos, pois, na presença de uma
situação contraditória: de um lado, a multiplicidade das nossas necessidades; de outro, a escassez de
recursos capazes de as satisfazer. É aqui que reside o fundamental da Economia.

A escolha é o problema central da economia, mas para que ela exista são necessários alguns fatores:

A) A existência de alternativas, pois se não há alternativas, a escola é impossível e feita de forma forçada;
B) Liberdade de escola, isto é, que seja possível, humana e fisicamente, fazer opção;
C) Situação de escassez, sem escassez não há problema económico.
Benefício é a utilidade que um agente económico retira da alternativa que escolheu.

A realidade económica

A adequação dos recursos escassos ás necessidades, que são ilimitadas, implica optar, fazer escolhas.
Os indivíduos, ao efetuarem escolhas, pretendem obter para si próprios, o máximo benefício, procurando o
mínimo dispêndio de recursos, o que exige gestão eficiente dos mesmos. É na gestão eficiente dos recursos
escassos que consiste a racionalidade económica. Por exemplo, nós os consumidores, temos um
comportamento racional quando, com determinado montante de moeda, pretendemos obter a maior
quantidade possível de bens e serviços. A economia é a “ciência das escolhas“ porque estuda como utilizar os
recursos escassos para satisfazer as múltiplas necessidades humanas.

O custo de oportunidade

O custo de oportunidade de um bem consiste na alternativa que tem de ser sacrificada para se obter
esse bem, isto é, o prelo que se tem de pagar quando, face á escassez de recursos, é necessário fazer uma
opção. Essa opção, considerada a mais vantajosa, a mais racional, impões um sacrifício relativamente á
satisfação de outras necessidades a que se renunciou.

Bens e necessidades

 Necessidade- estado de carência revelada por sensações desagradáveis de falta-


 Bens- são meios aptos a satisfazer necessidades humanas.
Tipos de necessidades humanas

 Quanto ao custo:
-Económica- implicam dispêndio de dinheiro;
-Não económicas- são satisfeitas com bens não económicos.
 Quando á importância:
-Primárias ou fundamentais- cuja satisfação é indispensável á sobrevivência;
-Secundárias ou suplementares.
 Quanto ao efeito da sua satisfação:
-Benéficas- a sua satisfação são causa prejuízo;
-Perniciosas- se a sua satisfação envolve prejuízos;
 Quanto á origem ou natureza:
-Orgânicas- fisiológicas ou materiais;
-Espirituais.
 Quanto á entidade que as satisfaz:
-Públicas (coletivas)- são satisfeitas pelo estado;
-Individuais- são satisfeitas individualmente.

Classificação de bens

 Bens livres- úteis, mas não escassos.


 Bens económicos- escassos.

Quanto á origem:

 Naturais
 Transformados

Quando á transformação a sofrer:

 Intermediários
 Finais

Quanto á capacidade de substituição:

 Substituíveis
 Não substituíveis

Quando á entidade que os produz:

 Públicos
 Privados

Quanto á duração:

 Duradouros
 Não duradouros

Quando ás relações recíprocas:

 Sucedâneas
 Complementares
 Independentes