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26/05/2019 Aventuras na História · A vida em Roma antiga

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ANTIGUIDADE

A VIDA EM ROMA ANTIGA


Um retrato do cotidiano da primeira megalópole
REINALDO JOSÉ LOPES PUBLICADO EM 12/12/2016, ÀS 00H00 - ATUALIZADO EM 10/07/2018, ÀS 16H57

5.2K

HBO/Reprodução

Ruas repletas de pessoas, a maioria suja e malvestida. Casas minúsculas amontoam-se pelas ladeiras.
Crianças e mendigos esmolam por toda parte. Muitos pobres dormem ao relento, em frente a comércios,
mercados e fontes. Nos muros, propagandas políticas e declarações de amor. A sujeira contrasta com
modernos e belíssimos prédios de mármore, endereço de instituições públicas. Nas regiões mais nobres da
cidade, construções majestosas e imponentes abrigam as famílias ricas e seus escravos. Dentro dos
palacetes, não raro as festas, com fartura de comida e bebida, evoluem para uma orgia.

São Paulo, Nova Délhi, Cidade do México? Nada disso. Falamos de Roma, por volta do século 2, a capital do
império mais importante e poderoso que o mundo já conheceu. Em seu ápice, ela era quase idêntica às
metrópoles atuais (mas sem a poluição no ar, claro). Aliás, Roma era ainda mais apinhada que os exemplos
anteriores: no ano 200 alcançou 1 milhão de habitantes e sua densidade demográ ca atingiu 66 mil pessoas
por km2 (hoje, a cidade mais apertada do mundo é Mumbai, na Índia, com 29650 pessoas por km2).

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Mesmo superpovoada e tumultuada, Roma nunca sofreu de baixa auto-estima. Prova disso era o costume
de começar as proclamações o ciais com a expressão latina Urbi Visto
et Orbi, ou seja, “à cidade e ao mundo”. Era
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como se aquele formigueiro humano, sozinho, tivesse tanto peso quanto todo Assessoria
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do planeta junto
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que não estava assim tão longe da verdade. A cidade parecia uma miniatura dopessoa.
mundo:
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megalópole da História tinha gente de todas as raças e línguas, além de ser rica e exuberante. E um bocado Saber mais

bagunçada e perigosa.

Expansão inédita

Mas calma lá. Roma nem sempre foi um gigante urbano. Tudo parece ter começado de forma modesta lá
pelo século 8 a.C., quando uma ou mais aldeias foram fundadas por tribos latinas (povo indo-europeu que
falava línguas ancestrais do latim) nas colinas perto do rio Tibre. O vilarejo que surgiu aí tornou-se agrícola e
aparentemente logo começou a manter boas relações comerciais com seus vizinhos. “Já no século 6 a.C. há
sinais de contato com os gregos e com os etruscos [povo que dominava o centro-norte da Itália]”, diz
Isabelle Pa ord, professora de estudos clássicos da Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos.
Nobres etruscos teriam fundado uma dinastia, mas foram expulsos. Por volta de 500 a.C., nascia a República
Romana.

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O lósofo Cícero discursando para o senado, na época da República | Cesare Maccari

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Aproveitando-se da falta de um poder hegemônico próximo e das eternas brigas queGrupo
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estado italianas, a república se organizou militarmente. Virou, nos séculos seguintes, senhora da Itália Saber mais
inteira, incorporando cidades e cidadãos. Primeiro foram a Espanha e a Sicília. Depois, a bacia do
Mediterrâneo toda. No século 1 a.C., o general Júlio César obteve a conquista da Gália, atual França (veja a
expansão do império na pág. 32). A essa altura, não havia mais nada de republicano em Roma. Otaviano,
sobrinho-neto de César, tornou-se o primeiro imperador romano com o nome de Augusto. Até 68, o poder
cou com sua família, que ampliou os domínios, mas se mostrou corrupta, violenta e autoritária. Depois da
morte de Nero, os imperadores passaram a ser pessoas escolhidas por mérito, e não por parentesco.

Coincidência ou não, a estratégia deu certo. As disputas internas enfraqueceram e, sob o comando de
Trajano, ex-general que reinou de 98 a 117, Roma alcançou o auge de seu poderio militar e econômico. Ele
liberou presos políticos, tratou com deferência o Senado, anexou a Dácia (atual Romênia e partes de outros
países do Leste Europeu) e chegou, com seus exércitos, até Susa (no Irã de hoje). Qual o segredo de Roma?
“O êxito do império por tanto tempo deve-se a seu caráter assimilador”, a rma o historiador Pedro Paulo
Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas e autor de A Vida Quotidiana na Roma Antiga.
“Mesmo os povos vencidos acabavam incluídos como aliados ou romanos. Assim, as pessoas – ou as elites,
ao menos – participavam do império. Além disso, a saúde nanceira dele dependia do comércio, que era
favorecido pela criação de mercados conectados por seu domínio.”

Do berço ao túmulo

Ilustração do fórum romano | Wikimedia Commons

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Mesmo tão cosmopolita, Roma enfrentava problemas inerentes a sua época. Nascer no império, mesmo em
seu auge, não era tarefa fácil. Por volta do século 2, a taxa de mortalidade infantil era de 400 para cada 1000
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bebês (hoje, a pior taxa do mundo é a do país africano Níger, com 150 mortes para cada
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Num lugar onde as mulheres eram encaradas como propriedade de seus pais ou esposos,
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conseguisse dar à luz três lhos vivos ganhava independência legal. O índice de abandono das crianças Saber mais

recém-nascidas também era altíssimo: ultrapassava os 20% entre os séculos 1 e 3. Os motivos para
abandonar um lho variavam de algum defeito físico ao simples fato de ele ser do sexo feminino, já que os
lhos homens eram mais valorizados por manterem a linhagem da família. “É preciso separar o que é bom
do que não pode servir para nada”, escreveu o lósofo Sêneca, no século 1. As crianças chegavam a ser
enjeitadas até por razões políticas: conta-se (embora não haja comprovação) que, quando o imperador Nero
matou sua própria mãe, Agripina, alguém abandonou um bebê com um cartaz: “Não te crio com medo de
que mates tua mãe”.

Passado esse primeiro e duro desa o, a criança livre de nascimento e de boa família tinha sua educação
entregue a um par de escravos. O disciplinador pedagogo, geralmente um escravo idoso e severo, não
hesitava em usar o chicote. Uma escrava de origem grega (para ensinar a língua cultural desde o berço), a
maternal nutriz, amamentava o bebê. Os escravos ensinavam meninos e meninas a ler e os educavam até a
puberdade, quando só os garotos continuavam seus estudos com literatura clássica, mitologia e retórica: o
ideal da educação não era aprender uma pro ssão, mas ser capaz de impressionar em debates públicos ou
disputas judiciais.

Entre os romanos não existia maioridade aos 18 anos – o rapaz só era considerado emancipado se seu pai
morresse. A rigor, todos os bens de um romano com genitor vivo podiam ser administrados por seu pai,
segundo a lei, mesmo que ele se casasse. O casamento, por sua vez, não tinha nada de romântico:
costumava ser um acordo entre famílias. Os rapazes uniam-se por volta dos 20 anos e as meninas, aos 14,
embora não fosse incomum elas se casarem aos 12. Os homens tinham certa preferência por noivas
virgens. Se isso ocorresse, na noite de núpcias, ele se limitava a fazer sexo anal com ela, para não apavorá-
la.

Só os libertinos eram dados a luxúrias como fazer amor em pleno dia (o costume era esperar a noite cair) ou
com a mulher de seios de fora (elas quase nunca se despiam completamente). Mesmo porque fazer sexo só
pelo prazer não era coisa que os homens faziam com suas esposas – o objetivo da relação sexual no
casamento era procriar. Livrar-se do cônjuge, por outro lado, era simples: bastava um dos dois querer. Havia
maridos que nem sabiam que estavam divorciados: suas esposas simplesmente voltavam para a casa dos
pais e não avisavam. Assim como a taxa de separações, o índice de amantes era elevadíssimo.

A expectativa de vida durante o Império Romano era muito baixa: girava em torno dos 30 anos. As péssimas
condições de higiene contribuíam para a transmissão de doenças, e mortes por enfermidades ou ferimentos
hoje considerados simples eram um bocado comuns. A medicina era tão precária que, nos primeiros anos
do império, os chefes de família acreditavam deter todo o conhecimento necessário para curar seus
parentes usando ervas medicinais. E, diferentemente dos gregos, que valorizavam os médicos, para os
romanos a pro ssão era considerada inferior – e relegada a escravos, libertos e estrangeiros.

Bacanais dos bacanas

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Baco em afresco de Pompéia | Wikimedia Commons

Como várias das metrópoles atuais, a capital do Império Romano era cheia de contrastes. Os aristocratas
viviam em versões luxuosas da domus, a tradicional casa da nobreza romana, que possuía água corrente e
piscinas aquecidas. Os vários cômodos da residência, como salas de jantar e escritórios, cavam em torno
de um pátio central, o atrium. Era nos escritórios que o rico romano antenado estudava os lósofos da
moda, como Epicteto ou Epicuro. Um hábito difundido entre os aristocratas era o de promover enormes
festas em suas casas – uma forma de medir o prestígio de um nobre. Nelas, comia-se e bebia-se muito: o
costume era servir cerca de sete pratos, que incluíam iguarias exóticas como língua de passarinho. Os
banquetes costumavam ter motivos religiosos. Para os romanos – cuja religião era uma mistura de mitos
gregos, estruscos e latinos, além de crenças que assimilavam dos povos conquistados –, era normal essas
festas terminarem em orgias, já que deuses como Baco, do vinho, simbolizavam desregramento.

Do lado de fora das mansões, o sossego era quebrado por bandos de jovens conhecidos como collegia
juvenum. Filhos de famílias ricas, adoravam uma arruaça e, para se divertir, invadiam e quebravam lojas,
montavam violentas torcidas organizadas e até realizavam estupros coletivos de prostitutas. “Volta do teu
jantar o mais cedo possível, pois um grupo muito excitado de jovens das melhores famílias saqueia a
cidade”, diz o personagem de um texto da época.

Por outro lado, a grande massa de pobres da cidade – desempregados, pequenos comerciantes e imigrantes
– vivia em apertadas insulae (“ilhas” em latim), prédios de apartamentos com até nove andares feitos de
materiais frágeis como madeira e tijolos secos ao sol. O térreo normalmente era ocupado por quitandas ou
outras lojas. “As diferenças sociais em Roma não foram maiores que em outras sociedades. Mas havia
políticas públicas que visavam os mais pobres. Milhares deles recebiam trigo a preços subsidiados e existia
um ministério voltado ao abastecimento da população”, a rma o professor Funari.

Nos bairros populares do monte Aventino, lixo e dejetos, feitos em penicos, eram despejados na rua, da
janela. Quem preferisse poderia usar uma latrina pública, onde as pessoas cavam sentadas, com a túnica
arriada, à vista de todos. No m, a chuva carregava tudo para a cloaca maxima, so sticado sistema de
esgotos subterrâneos que usava a água que saía dos banhos e fontes públicas para carregar os detritos até
o rio Tibre. No miserável bairro da Suburra, operários ou desocupados bebiam em tavernas um vinho
intragável, quase um vinagre, dissolvido em água. Por segurança ou por pura pompa, abastados só
passeavam por lá (e pelo resto da cidade) aboletados em liteiras e precedidos por um séquito de escravos.
Como não havia polícia, eles também faziam as vezes de guarda pessoal.

Os prazeres da vida

Roma era uma cidade insalubre. Mas os romanos se esforçavam para manter a própria higiene. A prática
dos banhos era amplamente difundida, e tanto ricos como pobres freqüentavam as termas. Nelas, havia
piscinas de água fria, banheiras de água quente, salas com vapor e ambientes para prática de ginástica –

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homens e mulheres usavam espaços diferentes. Nos imensos complexos, relaxava-se, faziam-se negócios e
discutiam-se política e loso a. “Nada é mais doce que o gongo, sinalizando a abertura dos banhos”, dizia oX
Visto Americano Família
senador e pensador Cícero no século 1 a.C. Assessoria completa por R$150 por
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A decadência de Roma em escultura de areia contemporânea | Wikimedia Commons

A nobreza e a grande massa popular também se misturavam nas famosas corridas de bigas do Circo
Máximo ou nas populares lutas de gladiadores, que se enfrentavam na arena (“areia”, em latim, por causa
do sedimento que recobria o cenário). O principal palco dessas lutas, o Coliseu, foi concluído pelo imperador
Tito no ano 80 e possuía uma organização de fazer inveja aos atuais estádios de futebol brasileiros: tinha
um sistema de coberturas retráteis contra a chuva e o sol excessivo e os vomitoria, saídas que davam
acesso direto aos assentos ou ao exterior e permitiam esvaziar o local em minutos, sem tumulto.

Os jogos eram patrocinados pelos imperadores ou por outros membros endinheirados da nobreza. A
entrada era paga, mas os preços, módicos. “Os espetáculos podiam ter um viés político para angariar votos,
mas eram muito mais que isso”, diz a historiadora Renata Senna Garra oni, da Universidade Federal do
Paraná e autora de Gladiadores na Roma Antiga. “Eram lugares de encontro entre as pessoas comuns e
expressavam a identidade do povo romano, seus valores culturais, como a relação com os deuses, com a
vida e a morte, suas idéias de virtude, de guerra, de combate.”

As brigas, porém, não eram tão sangrentas assim. Como os gladiadores eram pro ssionais valiosos, os
derrotados eram poupados com freqüência da morte. “Muitos viveram vários anos e até se aposentaram,
tornando-se instrutores de jovens gladiadores”, diz Renata. Diversos deles viravam celebridades, objetos de
desejo das damas mais assanhadas da nobreza. Declarações de amor eram feitas a eles nas paredes
romanas. Os muros, por sinal, recebiam outros tipos de inscrição: propaganda política, anúncios de
comércio e simples provocações entre desafetos. Sutileza não era o forte romano. Um dos gra tes, por
exemplo, traz: “Marítimo pratica o cunilíngua por quatro asses [dinheiro da época], mas só aceita virgens:
batamos, então, em outra porta”.

Em Roma, era comum homens trocarem beijo na boca como demonstração de amizade. O ócio era
praticado pelos ricos durante a tarde inteira: eles só liam, escreviam, conversavam. Viver de renda era mais
glamoroso que trabalhar. A propina era praticada em todas as instâncias e o enriquecimento de políticos,

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absolutamente normal (ainda que muitos o condenassem). Há quem critique Roma por seu imperialismo ou
por manter uma economia sustentada pela mão-de-obra escrava.Visto O que ninguém pode contestar é que a X
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civilização é o berço das nações européias e diversos outros países colonizadosAssessoria
por elas, inclusive
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que foi com Roma que aprendemos, bem ou mal, a ser como somos. • Consulte opções.
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Linha do Tempo: vida e morte


Como o Império Romano nasceu, cresceu e foi derrotado
753 a.C.

Segundo a tradição romana, a cidade foi fundada pelos gêmeos Rômulo e Remo em 753 a.C. A data, porém,
coincide com os vestígios arqueológicos de um vilarejo criado por pastores e lavradores latinos.

509 a.C.

Até então uma monarquia, os latinos de Roma a tornam uma república. Em 202 a.C., domina a cidade
africana de Cartago e suas possessões na Espanha e na Sicília, além de diversos reinos gregos.

58-44 a.C.

Júlio César conquista a Gália e é declarado ditador perpétuo pelo Senado, mas é morto. Após uma guerra
civil, Otaviano vira imperador. Entre 27 a.C. e 14 d.C., ele consolida os domínios no Mediterrâneo.

116

Com Trajano, o império alcança sua extensão máxima: 6,5 milhões de km2, do norte da Inglaterra ao Egito e
partes do atual Iraque. O auge dura até o m do século 3, quando revoltas militares e invasões de povos
(chamados bárbaros) começam a corroê-lo.

313

Constantino confere liberdade religiosa ao império. Cada vez mais próximo da Igreja cristã (foi batizado
antes de morrer), lança as bases para transformar o cristianismo em religião o cial. Ele funda a nova capital,
Constantinopla.

395

Ao morrer, o imperador Teodósio divide os domínios de Roma em Império do Ocidente (cuja primeira
capital era Milão) e Império do Oriente (com capital em Constantinopla), governados por seus lhos Arcádio
e Honório, respectivamente.

476

Rômulo Augústulo, último imperador do Ocidente, é deposto por Odoacro, chefe dos hérulos, povo de
origem germânica, um dos vários que invadiram Roma. É o m do controle romano na Europa Ocidental. O
Império do Oriente cai apenas em 1453.
 

Tipos romanos
Quem eram os personagens que circulavam pela efervescente capital do império
Senador
Só nobres tinham os melhores cargos no funcionalismo público. E ser membro do
Senado (que chegou a ter 1000 homens) era a mais alta posição. Os senadores eram
consultores do imperador e governavam as principais províncias.
Escravo
Provinha de várias frentes: povos vencidos nas guerras de expansão, vítimas de trá co nas fronteiras, lhos
de escravos e crianças abandonadas ou pobres vendidas por seus pais. Mas Roma permitia que seus
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escravos comprassem a própria liberdade.


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Gladiador
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Os homens que lutavam entre si ou com animais eram estrangeiros capturadospessoa.em guerras, criminosos
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livres em situação desesperadora. Ser gladiador era uma forma de buscar dinheiro e glória. Há indícios demais
Saber
que eles eram um tanto gorduchos.

Matrona
As mulheres ricas tinham liberdade para visitar as amigas e podiam, com a ajuda de tutores homens,
administrar seus próprios bens e até processar desafetos. As viúvas de classe alta, em especial, conseguiam
escolher a dedo seus amantes.

Soldado
Ser soldado, na época da República, era restrito aos homens que possuíssem terras. Mas, no império, as
imbatíveis legiões aceitavam qualquer romano. Embora a vida fosse brutal, para muitos era uma
oportunidade de sair da pobreza.

Comerciante
Os padeiros, açougueiros, tintureiros e taberneiros, entre vários outros, geralmente pertenciam às camadas
mais pobres ou eram escravos libertos – trabalhar diretamente com o comércio era considerado indigno
dos ricos.

Nós, romanos
Roma nos deixou sua língua, sua religião e seu direito
Os romanos vieram, viram e venceram durante séculos. E ainda hoje marcam a história do Ocidente. A
começar por nosso idioma. A presença de Roma em boa parte da Europa e a integração dos povos
dominados levaram ao m de línguas nativas e à instalação do latim. O chamado latim vulgar, uma variante
mais simples, deu origem a línguas como o espanhol, o português, o francês, o italiano e o romeno. São 700
milhões de pessoas que falam as línguas- lhas do latim. Muitos dos países que integraram o império
também herdaram o intrincado direito romano, um sistema legal tão rígido que ainda é a base da legislação
em países como o Brasil. As instituições políticas sólidas de Roma (da época da república) também
inspiraram lósofos iluministas e revolucionários do século 18: in uenciados por essas idéias, Estados
Unidos e França se autoproclamaram repúblicas e criaram senados. Outro legado romano foi a maneira
como contamos os dias do ano. Foi Júlio César que instituiu o ano de 12 meses, 365 dias e um dia extra a
cada quatro anos. Porém a maior de todas as heranças terminou sendo uma velha arquiinimiga do império:
a Igreja. A partir do século 4, quando o império se converteu à fé cristã (depois de muita perseguição), o
cristianismo se solidi cou e hoje tem 2,1 bilhões de éis no mundo inteiro.

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Griots: os contadores de histórias da África Antiga

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