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UNIVAG – CENTRO UNIVERSITÁRIO

CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA

RESUMO
AS IMAGENS DO OUTRO SOBRE A CULTURA SURDA

Acadêmico: Gabriel Santos

Profº Orientador: Jairo Schantz

Várzea Grande-MT
2019
Resumo: AS IMAGENS DO OUTRO SOBRE A CULTURA SURDA

A autora busca em seu livro trazer a tona uma reflexão a cerca da cultura
surda e suas especificidades, ela inicia o seu livro com questionamentos que muitos
ainda não sabem responder: Qual o conceito que trazemos sobre a cultura? Há, de
fato, cultura surda? O povo surdo, de fato, produz uma cultura? O que os outros
falam sobre a cultura surda? Por que muitos sujeitos dizem que não existe cultura
surda?
Abordando os aspectos preconceituosos e ditatoriais dominantes na cultura
secular dos ouvintes. Como sita a autora, “Para a comunidade ouvinte reconhecer a
existência da cultura surda não é fácil´, mostrando a necessidade de haver mudança
conceitual e quebra de paradigmas e aceitação da comunidade surda como ser igual
por parte dos ouvintes.
Entender e falar sobre a cultura surda precisamos estar cientes que, cultura
é desde os movimentos artísticos, costumes e valores, vestimenta, os meios de
comunicação, a língua, cerimonias, rituais e lendas de um determinado grupo, ou
seja, é praticado no coletivo e é passado de geração a geração, havendo assim,
múltiplas culturas.
Sendo assim, a cultura surda é o jeito de ser e entender o mundo, através da
língua, dos artefatos, das ideias, as crenças, costumes e valores, normas,
comportamentos, tendo autonomia de altera-lo passa assim, o tornar acessível de
maneira visual de forma que contribua na formação das identidades surdas e nas
comunidades surdas.
No primeiro capítulo, a autora aborda o conceito de cultura, através de
questionamentos levantados por suposições que abrangem o conhecimento, a
existência e por fim a construção ou produção da mesma pela comunidade surda,
buscando bases teóricas para fundamentar e esclarecer as questões acima
mencionadas. Encontrando entre os autores consultados divergências quanto ao
conceito, porém para esclarecimento traçou fases da história e suas transformações.
No segundo adentra a cultura surda, onde o questionamento gira em torno
do que vem a ser a cultura surda e se ela existe de fato. As pessoas se espantam e
questionam com perguntas como: os surdos têm cultura? Como pode haver uma
cultura surda? Será que nas festas dos surdos há músicas? A visão errônea do tema
a ser tratado, leva a constatação da ignorância do ouvinte quanto à realidade da
comunidade surda, onde para haver relacionamento necessita ouvir, falar ou ver,
significando o quanto equivocados estão os ouvintes. A autora explica que é comum
as pessoas deduzirem que os surdos vivem isolados e que para se integrar é
preciso adquirir a cultura ouvinte, isto é, para viver normal, segundo a sociedade, é
preciso ouvir e falar. O que é um equivoco, já que o povo surdo não vivem isolados e
incomunicáveis, simplesmente eles tem um modo de agir diferente dos sujeitos
ouvintes normais.
A ignorância do povo ouvinte é imensa que eles duvidam da capacidade
intelectual dos surdos, em um trecho do livro a autora cita uma experiência que um
médico vivenciou ao atender um surdo, quando foi perguntar a profissão, o médico
surpreendeu com a resposta, pois o sujeito surdo estava fazendo um mestrado.
Dentro do povo surdo, os sujeitos surdos não se diferenciam um de outro de
acordo com grau de surdez, mas o importante para eles é o pertencimento ao grupo
usando a língua de sinais e cultura surda, que ajudam a definir as suas identidades
surdas. Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo
a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com as suas percepções visuais,
que contribuem para a definição das identidades surdas e das almas das
comunidades surdas.
O essencial é entendermos que a cultura surda é como algo que penetra na
pele do povo surdo que participa das comunidades surdas, que compartilha algo que
tem em comum, seu conjunto de normas, valores e comportamentos.
A cultura surda exprime valores e crenças que, muitas vezes, se originaram
e foram transmitidas pelos sujeitos surdos de geração passada ou de seus líderes
surdos bem-sucedidos, através das associações de surdos. Infelizmente, elas não
são procuradas pelas famílias, que procuram as escolas primeiro, porque elas
oferecem aos surdos o modelo ouvinte próximo, isto é, normal, perante a sociedade
ouvinte.
No terceiro capítulo aborda o conceito de “povo surdo” que é visto como um
grupo de sujeitos surdos que usam a mesma língua, o qual tem cultura, história,
tradições comuns e interesses semelhantes. Os membros da cultura surda agem
como sujeitos surdos, o qual partilham entre si as crenças de sujeitos surdos, sendo
os mesmos participantes do povo surdo. Sendo eles ligados a uma origem, um
código ético de formação visual, independente do grau linguístico.
Contudo, observa-se que na “comunidade surda” existe também a
possibilidade de existir sujeitos surdos e ouvintes. Deste modo, os mesmos são
vistos como grupos de pessoas das quais residem em um local, e dividem os
propósitos comuns dos seus membros. Na comunidade surda, há pessoas que não
são surdas, no entanto ajudam e apoiam os objetivos da comunidade, trabalhando
em conjunto com as pessoas surdas para compreendê-los.
É uma inquietação em que muitos sujeitos tentam entender os muitos
caminhos que conduziram os grupos de sujeitos surdos às suas relações culturais
presentes, marcados por visões diferentes de organização de seus movimentos.
Assim, para finalizar, o povo surdo são sujeitos surdos que compartilham os
costumes, história, tradições em comum e pertencentes às mesmas peculiaridades
culturais, ou seja, que constroem sua concepção de mundo através do artefato
cultural visual, isto é, usuários defensores do que se diz ser povo surdo; seriam os
sujeitos surdos' que podem não habitar no mesmo local, mas que estão ligados por
um código de formação visual independente do nível linguístico. O que sucede é que
quando os sujeitos surdos estão em comunhão entre eles, e quando compartilham
suas metas dentro da associação de surdos, federações, igrejas e outros locais dão
o sentido arem em comunidades surdas. Nós, o povo surdo, queríamos a
oficialização da nossa língua de sinais; então, para conseguir isto, muitas
comunidades surdas brasileiras se reuniram e elaboraram esta lei, oficializada como
a Lei de Libras, nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que beneficia o povo surdo
brasileiro.