Anda di halaman 1dari 4

COPROCESSAMENTO

Contribuição efetiva da indústria do cimento para a sustentabilidade

A indústria cimenteira e o meio-ambiente


A geração de resíduos representa um dos maiores desafios para as sociedades contemporâneas.
O crescimento populacional e o constante desenvolvimento das indústrias obrigam a busca de solu-
ções para o manejo adequado dos resíduos.
O cimento Portland sempre esteve ligado ao desenvolvimento da sociedade em todos os aspec-
tos. Afinal, com ele é possível construir desde simples casas até complexos pólos industriais. Por
outro lado, ele é fruto de uma atividade industrial que também gera impactos ambientais e que
exige da indústria uma postura pró-ativa com relação à sustentabilidade do planeta.
A indústria do cimento coloca seus fornos à disposição de outros setores para a eliminação de
resíduos. Essa alternativa de destruição de resíduos, considerada uma das mais eficientes, é denomi-
nada coprocessamento.
Além dos benefícios ao meio ambiente, o coprocessamento é uma atividade que gera empre-
gos diretos e indiretos e é regulamentada, em nível nacional, pelo Conselho Nacional de Meio Am-
biente (Conama).
Qualidade do cimento
no processo de fabricação
O cimento produzido pela indústria brasileira atende às normas específicas
de qualidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A indústria
de cimento é a que tem o maior índice de conformidade às normas brasileiras,
como comprova o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat
(PBQP-H), do Ministério das Cidades (www2.cidades.gov.br/pbqp-h).

Solução Ambiental
Coprocessamento de resíduos Segurança do trabalhador
em fornos de cimento e da comunidade
O coprocessamento é a destruição de resíduos e de passivos ambientais Como todo processo industrial, a atividade de coprocessamento obedece
em fornos de cimento. Amplamente empregada na Europa, Estados Unidos e rigorosos controles de segurança e de saúde ocupacional. Os trabalhadores
Japão, há quase 40 anos, a técnica é utilizada no Brasil desde o início da déca- das áreas de coprocessamento fazem uso de equipamentos de proteção indi-
da de 90. O coprocessamento usa resíduos em substituição parcial ao combus- vidual (os EPIs), que garantem total segurança na atividade. Eles são subme-
tível que alimenta a chama do forno que transforma calcário e argila em clín- tidos periodicamente a exames de saúde complementares, definidos pela
quer, matéria-prima do cimento. A combustão é a reação-chave do processo legislação trabalhista.
de fabricação de cimento, que transforma as matérias-primas em clínquer. A O processo dentro da fábrica possui
alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no sistemas de segurança que interrompem
interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de ci- a alimentação de resíduos ao sinal de
mento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição am- qualquer anomalia, e há efetivos sis-
bientalmente segura de resíduos perigosos. O coprocessamento de resíduos temas de proteção ambiental –
em fornos de cimento se utiliza de todos esses parâmetros de maneira integra- como filtros de alta eficiên-
da ao processo de fabricação de cimento. Desta forma, os fornos de cimento cia – que controlam a
possuem capacidade de destruição segura de grandes volumes de resíduos. O emissão de material par-
coprocessamento não altera a qualidade do cimento e é praticado de forma ticulado na atmosfera,
segura e ambientalmente adequada tanto para os trabalhadores do setor não levando prejuízo al-
quanto para a comunidade que reside em torno das fábricas. gum à comunidade.
Processo de fabricação
Expedição
Gesso e
Trocadores de calor adições

Jazida Armazenamento
Filtro
Britagem Moagem de
Armazenamento cimento
de clínquer
Forno Resfriador
Moagem do cru rotativo

Cenário nacional Cenário internacional


A indústria brasileira Na Comunidade Européia e nos Estados Unidos o coprocessamento é
de cimento é composta uma atividade regulamentada, difundida e amplamente explorada desde a
por 10 grupos cimen- década de 70. Países como França, Japão, Canadá e Noruega, diante da satu-
teiros que reúnem
68 unidades de pro-
dução espalhadas pelo
86
milhões de
ração dos aterros sanitários e dos riscos decorrentes de aterros clandestinos,
adotam o coprocessamento há mais de três décadas.
Na União Europeia, mais de 80 milhões de pneus inservíveis e 600 mil
País, sendo 22 delas de moa- toneladas toneladas de resíduos líquidos são destruídos por ano em fornos de cimento.
resíduos
gem e 46 fábricas. Dessas, 34 estão A Noruega, diante dos resultados positivos do coprocessamento em fornos de
industriais
licenciadas pelos órgãos ambientais cimento, inclusive de resíduos industriais organoclorados, tomou a decisão
estaduais competentes para coproces- de aproveitar a indústria de cimento já instalada no país e a promoveu a inci-
sar resíduos e várias outras encontram-se nerador nacional. O coprocessamento tornou-se, assim, a opção nacional
em processo de licenciamento. A geração para a destruição ambientalmente segura de resíduos. Na América Latina
anual de resíduos industriais é estimada em está em franca expansão e o Brasil é um dos países que se destaca no desen-
86 milhões de toneladas, sendo 3,8 milhões de volvimento dessa atividade que contribui para a sustentabilidade do planeta.
toneladas de resíduos perigosos. Na Alemanha, o coprocessamento de resíduos como combustível alter-
A indústria de cimento coprocessa cerca de 1,0 milhão toneladas por ano. nativo levou a uma substituição térmica de 52% em 2007, o que corresponde
A expectativa é que esse volume possa chegar a 2,5 milhões de toneladas. a uma substituição de mais de 1,8 Mt em carvão equivalente.

Legislação
A atividade de coprocessamento de resíduos industriais iniciou- em fábricas de cimento no Brasil. Os fornos de cimento coprocessam e
se no Brasil na década de 90, nos estados do Sul e Sudeste, tendo sido consequentemente eliminam resíduos de diversas indústrias, princi-
regulamentada pelas agências ambientais de Minas Gerais, Paraná, palmente dos setores químico, petroquímico, metalúrgico, alumínio,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo em 1998. Em âmbito pneumático, automobilístico e de papel e celulose.
nacional, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou, Entre os resíduos mais comuns encontram-se borrachas, solventes, tin-
em 1999, a Resolução 264, com as linhas gerais do coprocessamento e os tas e óleos usados, pneus, borras de petróleo e de alumínio, e ainda solos
limites de emissão de material particulado e poluentes. A Resolução contaminados e lodos de centrais de tratamento de esgoto. De acordo com a
316 de 2002 para sistemas de tratamento térmico complementou a legislação brasileira, resíduos domiciliares brutos, hospitalares, radioativos,
regulamentação, estabelecendo para o coprocessamento o limite de agrotóxicos e explosivos não podem ser queimados nos fornos de cimento.
emissão para dioxinas e furanos. Este movimento reverteu-se rapida- O lixo urbano tratado começa a ser destruido no Brasil em fornos de
mente em múltiplos processos de licenciamento do coprocessamento cimento como combustível alternativo.
Pneus inservíveis Vantagens
Os pneus expostos a céu aberto podem levar O mercado dispõe de algumas alternativas de destinação de resíduos e
até 100 anos para se degradar e representam um passivos ambientais. Entre essas, o coprocessamento ainda é a que reúne os
problema ambiental e de saúde pública, pois pro- melhores benefícios econômicos e ambientais:
piciam o aparecimento de focos da dengue e estão
sujeitos a riscos de incêndios. • Eliminação definitiva, técnica e ambientalmente segura dos resíduos.
O coprocessamento é a melhor alternativa • Substituição de recursos energéticos não-renováveis por fontes alternativas
de destruição definitiva de pneus inservíveis. Um de energia.
único forno, com capacidade de produção diária
de mil toneladas de clínquer, pode consumir até cinco mil pneus por dia. • Preservação de jazidas, já que parte dos resíduos substitui a matéria-prima.
São dispostos no mundo dois bilhões de pneus usados por ano, dos
• Contribuição à saúde pública pela destruição total dos resíduos e no com-
quais 20% são coprocessados. A Comunidade Europeia coprocessa cerca de
bate a focos de doença, como, por exemplo, aos mosquitos da dengue
110 milhões de pneus por ano, os Estados Unidos, cerca de 75 milhões de um
hospedados nos pneus velhos.
total de 280 milhões, enquanto que no Brasil, em 2008, cerca de 33 milhões
foram coprocessados em fornos de cimento. • Geração de novos empregos.

Conclusões
No Brasil, o coprocessamento está em plena expansão e já é uma realidade em âmbito nacional.
A atividade de coprocessar resíduos representa a integração ambiental- ve a conservação e racionalização dos recursos minerais e energéticos do
mente segura de destruição dos resíduos industriais com o processo de elabora- País. O coprocessamento permite à indústria brasileira de cimento desem-
ção do cimento. É uma alternativa competitiva com relação à disposição em penhar papel preponderante no gerenciamento de resíduos sólidos indus-
aterros e incineração, e, ao contrário desses, caracteriza-se pela destruição total triais, como alternativa ambientalmente sustentável, economicamente
de grandes volumes de resíduos, sem geração de novos passivos ambientais. viável, em condições estritamente controladas, dentro de um marco regu-
O uso de resíduos no processo de fabricação de cimento através de seu lador existente, e em linha com o princípio estratégico do desenvolvimen-
aproveitamento energético ou como substituto de matéria-prima promo- to sustentável global.

Av. Torres de Oliveira, 76 • Jaguaré • 05347-902 • São Paulo • SP


Tel.: (11) 3760-5300 • www.abcp.org.br • comunicacao@abcp.org.br