Anda di halaman 1dari 13

AS COMPETENCIAS NO ENSINO DA ADMINISTRAÇÃO : UMA

PERSPECTIVA DE MERCADO
Sandoval Bezerra da Silva1
RESUMO
O resumo do artigo tem por objetivo dar uma visão rápida ao leitor, contendo principalmente os
objetivos, a metodologia e os principais resultados. Ele tem que ser totalmente fiel ao trabalho e
não pode conter nenhuma informação que não conste do texto integral. Não devem constar do
resumo citação de autores, tabelas e figuras. O resumo precisa estar contido em um único
parágrafo, espaçamento simples, Arial 10. De acordo com a norma da ABNT NBR 6028:2003, o
resumo deve conter até 200 palavras, não devendo inserir recuo na primeira linha. Ao final,
devem ser incluídas 3 (três) palavras-chave.

A formação do administrador é um processo com certa complexidade, pois envolve atividades


curriculares e extracurriculares, que visa preparar o aluno egresso para atuar em um ambiente de
instabilidade e incertezas. O mercado de trabalho não contrata de imediato seus alunos egressos,
o que nos faz entender que as Instituições de Ensino Superior [IES] não estão suprindo
adequadamente seus alunos com os conhecimentos técnicos da área suficientes para terem as
habilidades e competências exigidas por este mercado. Conhecimentos estes que são
preconizados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais [DCNs] e que direcionam os currículos dos
cursos ao atendimento das exigências do mercado. Nesse sentido, a pesquisa desenvolvida teve
como objetivo de verificar o alinhamento entre os currículos implantados pelas IES e as DCNs,
no que se refere á formação do administrador. . Para viabilizar esta pesquisa foi utilizada revisão
da literatura de tudo que foi produzido e estudado nos últimos cinco anos até o primeiro semestre
de 2013. Os estudos consultados indicam que as IES implantam praticam currículos com pouca
relação ao mercado. A existência da estreita relação entre Mercado, DCNs e Currículo, que
interagem e se relacionam de forma isolada, onde o mercado figura como principal ponto. Foi
vista que as DCNs são percebidas comitantemente como flexíveis e definidoras dos conteúdos
que deveriam ser praticados nos currículos. Os novos modelos de formação baseados em
habilidades e competências abandona a capacitação centrada apenas na multi-especialização, e
passam a dar mais ênfase à formação generalista, de múltiplas habilidades e constante adaptação
às mudanças. Em se tratando de ensino superior, temos que considerar que uma formação
meramente tecnicista, aniquila o ideal acadêmico produtor do conhecimento e reduz a graduação
à condição de mais uma etapa da educação básica. Não há como negar essa nova realidade,
caracterizada por constantes mudanças, a exigir dos profissionais da administração constante
aperfeiçoamento e desenvolvimento.
Palavras-Chave: Formação profissional. Currículo. Curso de administração.
Palavras – chave: Competencias; Ensino da Administração;

ABSTRACT
The administrator training is a process with a certain complexity, because involves
curricular and extracurricular activities, which aims to prepare the student graduates to
work in an environment of instability and uncertainty. The labor market does not
immediately hires her former students, what makes us under-stand that the Higher
Education Institutions [HEIs] are not adequately supplying their students with the
technical knowledge of the area sufficient to have the skills and competencies required

1
Professor universitário, Administrador com mestrado em Ciencias da Educação pela
Universidade Lusófona
As competências no ensino da administração | 2
by this market. Knowl-edge that they are recommended by the National Curriculum
Guidelines [NCG] and directing course curricula to meet the require-ments of the
market. In this sense, the study conducted aimed to verify the alignment between the
curriculum implemented by HEIs and NCG, with regard to the formation of the
administrator. . To facilitate this research was used literature review of all that has been
produced and studied in the last five years until the first half of 2013. Studies indicate
that HEIs consulted implant practice resumes with little relation to the market. The
existence of a close relationship between market, NCG and Curriculum, who interact
and relate in isolation, where the market stands as the main point. It was seen that the
NCG are perceived as flexible and concomitantly defining the content that should be
practiced in the curriculum. The new training based on skills and competencies abandons
training focused only in multi-expertise, and become more emphasis on the general
training of multiple skills and constantly adapting to changes. In the case of higher
education, we have to consider that a mere technicality training, annihilates the ideal
academic knowledge producer and reduces the degree of the condition another stage of
basic education. There is no denying this new reality, characterized by constant change,
requiring constant administration of professional improvement and development.
Keywords: Training. Curriculum. Management course

INTRODUÇÃO
De modo geral, a introdução deve apresentar o assunto objeto de estudo, o ponto de vista sob o
qual o assunto foi abordado, trabalhos anteriores que abordam o mesmo tema e as justificativas
que levaram a escolha do tema, o problema de pesquisa e os objetivos pretendidos de modo
que o leitor tenha uma visão geral do tema abordado.

Compreender a formação dos discentes do curso de graduação em bacharelado em


Administração de Faculdades Privadas, acerca das Diretrizes Curriculares Nacional
(DCN), o currículo desenvolvido no tocante as demandas do mercado de trabalho.

1.2. Objetivos Específicos

Tem-se com este objetivo levantar Informações documentais acerca das


Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) no curso de Administração, Identificar
quais disciplinas ofertadas no ciclo profissional de um curso de Administração, que
estão correlacionadas como o mercado de trabalho; Analisar em que medida o
currículo praticado no curso de Administração vem promovendo o desenvolvimento
das Competências e habilidades necessárias para inserção no mercado de trabalho.
As competências no ensino da administração | 3

1.3 Justificativa

De que forma as DCN´s e os currículos das faculdades de administração tem


desenvolvido habilidades e competências para as novas demandas do mercado? O
Estado de Pernambuco nos últimos dez anos, tem tido um crescimento superior à média
mundial e nacional, gerando milhares de novos postos de trabalhos, e a chegada de
grandes empreendimentos internacionais exigindo cada vez mais profissionais
capacitados. Tem havido também grandes empreendimentos na área de educação
superior com a criação de inúmeras faculdades de administração e cursos variados.
(POLO, 2011)

A 5ª Pesquisa Nacional do Sistema CFA- Conselho Federal de Administração e


Conselhos Regionais situados em cada Estado, em parceria com a ANGRAD –
Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração, é um documento
produzido a cada cinco anos que tem como objeto o perfil, atuação, oportunidades,
tendências de mercado, competências e formação profissional do administrador.

Ao defrontar com a pesquisa do insucesso de nossos alunos, as evidencias apontam o


currículo como o principal agente indutor da incapacidade dos mesmos ocupar cargos da
administração nestas empresas de internacional gestão.

O curso de graduação em Administração tem o maior contingente de estudantes no


Brasil, equivalente á 18% da população universitária totalizando 846.493 alunos em
2010. Sendo a formação generalista e abrangente como também a existência de amplo
mercado de trabalho estas são as principais justificativas para a escolha do curso de
graduação em Administração, sendo a vocação a 3ª colocada (CFA). Prosseguindo o
documento aponta ainda um hiato de conhecimentos entre o mundo acadêmico e o
mundo empresarial:

[...] naquelas oportunidades foi afirmado que os cursos estão distantes da


realidade do mercado, possuindo uma visão muito acadêmica, com o que
concordaram os empresários/empregadores que reclamam do distanciamento
dos conhecimentos teóricos dos administradores que se formam com a
realidade vivida por sua empresa (CONSELHO FEDERAL DE
ADMINISTRAÇÃO, 2011, p.28).
As competências no ensino da administração | 4
Em face deste distanciamento existente entre uma IES e o mercado com relação ao
profissional de Administração, consoante ás Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN)
dos cursos de Bacharelado em Administração aprovadas pela resolução CNE/CES nº
04/2005 a mencionada pesquisa sugere como novos conteúdos o desenvolvimento do
empreendedorismo e a gestão ambiental e desenvolvimento sustentável (CONSELHO
FEDERAL DE EDUCAÇÃO, 2011).

A Resolução CNE/CES 004//2005 no artigo 3º deseja um perfil do formando, a


capacidade e aptidão para questões técnicas, científicas, sociais e econômicas de
manufatura e seu gerenciamento, tomadas de decisão, desenvolvimento gerencial,
assimilação de novas informações, flexibilidade intelectual, adaptação e
contextualização nas diversidades nos vários campos de atuação do administrador.

A partir do artigo 4º da mencionada Resolução, é delineado o perfil do profissional


egresso:

Art. 4º O Curso de Graduação em Administração deve possibilitar a formação


profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades:
I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar
estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar
preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em
diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão;
II - desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício
profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações
interpessoais ou intergrupais;
III - refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo
sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e
gerenciamento;
IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores
e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre
fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim
expressando-se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos
organizacionais e sociais;
V - ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e
administrativa, vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da
qualidade e das implicações éticas do seu exercício profissional;
VI - desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da
experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de
atuação profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se
profissional adaptável;
VII - desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar
projetos em organizações; e
5
As competências no ensino da administração |
VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e
administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais,
organizacionais, estratégicos e operacionais.

REFERENCIAL TEÓRICO
Revisão da literatura com vistas a contextualizar e fundamentar o tema, o problema de pesquisa
e os a serem trabalhados. Deve-se utilizar uma sequência informativa (clareza e relevância) e
uma sequência argumentativa. Utilizar a NBR 10520:2002 para as citações. As ilustrações
(quadros, figuras, fotos etc), devem ter uma numeração sequencial. O título e a fonte das
ilustrações devem ser colocados na sua parte inferior. As tabelas devem ter um número em
algarismo arábico, sequencial, inscritos na parte superior, à esquerda da página, precedida da
palavra Tabela. As tabelas devem conter um título por extenso, inscrito no seu topo para indicar
a natureza e abrangência do seu conteúdo.

Para um melhor entendimento do desenvolvimento do ensino superior em


administração sob uma ótica histórica, é necessário ter uma compreensão do termo
Administração. No inicio do século XX administrar era: Planejar, Organizar, Dirigir e
Controlar. Este conceito universal para a época se em um ambiente pós-revolução
industrial revolução, com um crescente aumento de mercado por produtos
industrializados, onde a organização maximizava seus recursos frente ás demandas
(SILVA). Este conceito evolui e passa a ter conotações mais centradas nos mais variados
tipos de ambientes atuais onde estão inseridas todas as organizações. Passando para um
conceito onde é possível alcançar objetivos organizacionais através de pessoas.

Historicamente havia três abordagens principais para o estudo da Administração.


A Administração era vista como: a)Um conjunto de funções. b) uma serie de papeis e c)a
aplicação de certas habilidades específicas. (SILVA)

Entretanto, não é simples conceituar administração baseando-se na clássica


questão da maioria dos campos do conhecimento enquadrando-a simplesmente como um
destes tipos, especialmente na atual e complexa era do conhecimento, que é permeada
por inúmeras variáveis. A administração encontra-se no limbo composto pela dicotomia
formada pelas indissociáveis partes, a teoria das técnicas acadêmicas e a prática
adquirida pelas experiências vividas no labor.
Hoje as atividades da administração de hoje vai além das três abordagens do
inicio do século passado. Hoje as organizações são identificadas como redes flexíveis
de trabalhadores com conhecimentos, habilidades e competências, estoque zero, tele-
trabalho e robotização.
Maximiano (2011, p.461) afirma que “Todas as organizações podem ser
As competências no ensino da administração | 6
desmembradas em processos que atravessam as fronteiras das áreas funcionais”. Muitos
são os conceitos de Administração, porém uma definição que sintetiza as varias
abordagens, dar clareza e amplitude é colocada por Maximiano (2011, p.6) ao afirmar
que:

Administração é o processo de tomar decisões sobre objetivos e


utilização de recursos. O processo administrativo abrangem cinco
tipos principais de decisões, também chamados processos ou funções:
planejamento, organização, liderança, execução e controle.

Existem registros que podemos entender por administração desde 2.000 a.C. na
Babilônia e Assíria, onde houve o de grandes Obras do Estado, como também o
Comercio, notoriamente um conjunto de atividades relativas a controles.
(MAXIMIANO, 2011). O que hoje é a Ciência da Administração, seus postulados já
eram tratados pelos filósofos e generais.

A administração passou ser sistematizada como como Ciência, após a Revolução


Industrial e o grande impacto que provocou na sociedade. A invenção da máquina a
vapor e consequente substituição de pesssoas, causou grande impacto na forma de
trabalho, como também o custo unitário do produto, provocando novas formas de
precificação e formar de atrair e reter clientes. Desta maneira a forma cientifica se dá por
Frederick Winslow Taylor, que tinha uma visão holísticas de todos os processos.
(MAXIMIANO, 2011).
Na década de 60 o Brasil já contava com 31 IES- Instituição de Ensino Superior
de administração (CFA) e a forte influência das empresas internacionais que se
instalaram no Brasil, neste período, gerou uma visão metodológica para uma formação
que atendesse a esse novo contexto ao qual é incorporada pelas IES (COIMBRA, 2010).
O Tecnicismo se inclui no ensino com os mesmos objetivos da administração científica,
empregada no inicio do século XX nas indústrias, partindo da neutralidade científica,
eficiência e racionalidade. Esta nova tendência ganha terreno em virtude das políticas
aplicadas onde a Ordem do dia eram os objetivos governamentais, crescimento
eficiente. Portanto, enquanto no Tecnicismo a questão é aprender e na Pedagogia Nova
é aprender a aprender, no Tecnicismo o que importa é aprender a fazer (SAVIANI,
2008). O currículo não levava em conta as particularidades nacionais. Pois eram
importados de universidades americanas.
As competências no ensino da administração | 7
O Brasil, tem o curso de Administração ajustado para atender à necessidade de
mão-de-obra especializada para acompanhar o crescimento econômico previsto pelo
Estado, sendo isto uma tendência de outros países, afinal “A universidade foi criada
para resolver os problemas nacionais, porque, na grande maioria e sobretudo fora da
Europa, as sociedades eram ainda muito recentes” (SANTOS, 2012, p.16).

Nos moldes atuais, a administração não mais é vista como um compêndio de


conhecimentos técnicos, com fórmulas exatas para a solução de problemas, mas sim,
como um conjunto de duas competências. A primeira entendida como o saber-fazer, que
implica em um arcabouço teórico específico em que sistemas e processos orientam
métodos de ação que sustentam as atividades empresariais, que sejam privadas ou
públicas, são as referências para o planejamento, organização, direção e controle das
ações. A segunda competência, diz respeito à ordem do ser administrador, a sua essência,
é o saber ser para assim saber fazer melhor, é ter um olhar plural e adiante do palpável,
olhar este, que abre o foco do problema pontuado a ser resolvido, para um espectro que
englobe os elementos conexos a este (ANDRADE; AMBONI

O Administrador hoje é exigido pelo mercado como um profissional com


habilidades e competências que o qualifiquem para o posto de trabalho e que gere
resultados. O Ministério da Educação orienta a educação superior com regras rígidas
que objetivam gera orientação mencionada se dá através de Diretrizes Curriculares que
direcionam a uma condição de prover aos alunos egressos as habilidades e competências
que o mercado requer. Nesta situação as instituições de ensino superior adequam suas
estruturas curriculares às diretrizes e consequentemente formam seus alunos focados nas
habilidades e competências pressupostas nas Diretrizes Curriculares, que por sua vez é
o reflexo do mercado de trabalho.

A área de administração, ou gestão, não fica de fora desta realidade, sendo uma das áreas onde há um
desnivelamento entre o pretendido pelo mercado de trabalho e os alunos das IES no tocante a seus
egressos (CFA, 2011), que tem o seu exercício regulamentado pelo Lei n.º 4.769, de 09/09/1965

O mesmo mercado que norteia o perfil dos profissionais da administração


absorve outros profissionais para exercerem as funções de gestão (KREUZ, 2010),
suscitando dúvidas sobre o fiel cumprimento por parte das IES com relação às
orientações preconizadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. O mercado contrata
As competências no ensino da administração | 8
para exercer funções de administrador, profissionais de qualquer área de graduação,
exigindo que estes possuam pós-graduação na área de gestão e menos ainda exigem
graduados em administração, em parte é justificado pela falta de profissionais
qualificados. O curso de graduação em administração foi o curso que mais cresceu
tanto em número de escolas quanto em número de alunos matriculados, o que
teoricamente remete a um alto nível de importância, porém, observa-se que o mercado
não absorve os egressos na mesma relação (CFA, 2011).

No Brasil existe 14 milhões de empresas formais e apenas 1,5 milhão de


administradores graduados, o que remete a relação de quase 10 empresas para cada 1
administrador. Estes números, que refletem uma alta demanda e uma baixa concorrência,
indicam que há espaço no mercado, porém, este mercado não os absorve (ANDRADE,
2010).

A quantidade de novas instituições para o ensino superior de administração


gerou um lapso entre as instituições mais tradicionais que ofertam cursos com formação
de um administrador mais focado com o mercado e as instituições que simplesmente
graduam os seus alunos em um processo de ensino aprendizagem conteudista, não dando
aos seus egressos a possibilidade de competirem e atuarem de igual para igual no
mercado.

Esta situação leva a um entendimento e clareza à visão do mercado para o qual


hoje se formam os administradores oriundos das IES, e se assim continuar, existe a
possibilidade das escolas de administração ter que encerrar suas atividades (PFEFFER &
FONG, 2003), uma vez que as IES praticamente fabricam administradores, como se
fosse uma linha de produção sem cumprir com as premissas das Diretrizes Curriculares
Nacionais para os Cursos de Graduação em Administração (NICOLINI, 2003b;
OLIVEIRA, 2005).

Não tem como separar a prática da teoria no ensino da administração (PFEFFER


& FONG, 2003). Segundo Andrade e Amboni (1999, p.10) os cursos de administração
devem flexibilizar seus currículos, pois “não podem depender de um currículo
‘engessado’, preparando um profissional desatualizado nessa era do conhecimento e da
informação”.

Uma situação que é impeditiva para os cursos tenham qualidade e alinhamento


com as Diretrizes Curriculares Nacionais e foco no mercado é o retorno financeiro. Os
investidores de IES, origina-se de tomadas de decisão que refletem o retorno
financeiro/econômico, é muito mais barato implantar um curso de administração que os
As competências no ensino da administração | 9
demais cursos. O aumento quantitativo destes cursos se dá pelo fato da oferta de um
conhecimento plural e as várias possibilidades de atuação profissional (ANDRADE e
AMBONI, 1999), porém o que se vê é um número significante de alunos egressos sem
emprego. O ensino de administração passou a ser um negócio rentável.

METODOLOGIA
Sequência descritiva (veracidade da informação) e sequência argumentativa (reflexão sobre
escolhas metodológicas). Nesta sessão, o pesquisador precisa definir o tipo de pesquisa e os
procedimentos metodológicos (Amostra, Instrumentos de Coleta de Dados e Classificação dos
Dados).

Este capítulo tem como objetivo descrever as fases da produção da investigação:


A problemática e a metodologia. Assim sendo apresentamos os objetivos gerais e
específicos, a tipologia da investigação, os sujeitos, os instrumentos de recolha de dados
e os procedimentos para analise de dados, para que respondam à metodologia adotada e
que possibilite a compreensão do objeto investigado. Estes caminhos apresentam-se
estruturados em autores como: Almeida (2011), Azevedo et al (2013); Lakatos (1991);
Laville (1999); Lima (2008); Ludke (1986); Minayo (2011), Richardson, (2007);
Zanella, (2009), entre outros.
Como instrumento de aquisição do conhecimento, a investigação pode ter como
objetivos, a solução de um problema específico, criar novas teorias ou confirmar as já
existentes, não existe pesquisa sem uma teoria, um problema, um método. Este
conhecimento científico é o resultado obtido por investigações que possibilitam
investigar a realidade de forma sistematizada, organizada e ordenada, seguindo fases,
normas, técnicas, buscando o porquê dos fatos e descobrir as leis que a governam através
da pesquisa. Isto é, o conhecimento científico como resultado de pesquisas (LAVILLE,
1999; RICHARDSON, 2007).

Segundo Manuel Tavares (2008) durante a modernidade, a produção do conhecimento


científico foi formatada por um único modelo epistemológico, numa visão eurocêntrica e
monocultural. Esta visão que reduz o conhecimento, que tem vínculos com o positivismo
e objetivos do colonialismo regulatório, reduziu a possibilidade de outras perspectivas
epistemológicas e pedagógicas de ampliariam na cultura e nas visões do mundo por elas
protagonizadas. “[...] neste contexto o currículo é guiado por questões sociológicas,
políticas e epistemológicas” (MOREIRA e SILVA 2009, p.7).
As competências no ensino da administração | 10
O conhecimento científico é o resultado obtido por pesquisas que possibilite investigar a
realidade de forma sistematizada, organizada e ordenada, seguindo fases, normas,
técnicas, buscando o porquê dos fatos e descobrir as leis que a governam através da
pesquisa. Isto é, o conhecimento científico é resultados de pesquisas. (LAVILLE e
DIONNE, 1999; ZANELLA, 2009; RICHARDSON, 2007).

No que diz respeito a esta investigação, é analisar em que medida o currículo


praticado no curso de bacharelado de Administração vem promovendo o
desenvolvimento das competências e habilidades necessárias para inserção no mercado
de trabalho, como também o seu impacto no currículo na formação de administradores
detentores das circunstanciam que o rodeia, mantendo uma criticidade cientifica e
propondo soluções lógicas e transformadoras. Para tal estamos fazendo a opção de uma
abordagem e qualitativa.

Na concepção de Minayo (2011), a pesquisa é a atividade inicial da ciência para inquirir


e formar o construto de uma realidade e vincula o pensamento à ação. Richardson (2011)
enfatiza que para fazer pesquisa precisa ter conhecimento da realidade, conhecimento de
metodologia e técnicas de pesquisa.

Para Ludke (1986) para realizar uma pesquisa é necessário confrontar dados, evidencias,
informações, sobre determinado assunto ou conhecimento. Minayo (2011) entende por
pesquisa como um artefato intelectual a partir do compromisso do pesquisador com o
sujeito e o objeto e a metodologia é o caminho das ideias e a sua prática na abordagem
de uma realidade. Richardson (2007) define que as escolhas dos meios sistemáticos para
a descrição e explicação dos fenômenos se aproxima do método científico, que consiste
em delimitar um problema, fazer questionamentos e interpreta-los com base nas
evidencias coletadas e fundamenta-las em teorias existentes. Assim sendo o trabalho de
pesquisa é executado conforme os meios de cada investigação, isto, é o método. Portanto
esta investigação será de natureza quantitativa e qualitativa.

. Na pesquisa também se fará uma abordagem qualitativa que se fundamenta pela


não utilização de instrumental estatístico na análise dos dados. Ele não pretende
numerar, ou medir. Ele tem por base conhecimentos teórico-empíricos que lhe atribuem
o caráter científico. Com a análise de documentos legais, instrumentos entre outros a
pesquisa adquire complexidade e particularidades, dinâmica que apenas a análise
As competências no ensino da administração | 11
qualitativa pode apresentar resultados, Ou seja, ela trabalha com o universo de signos,
significantes, aspirações, intenções e atitudes (RICHARDSON, 2007; MINAYO, 2011).

3.1 Instrumentos de recolha de dados

Neste trabalho apresenta-se a contextualização da investigação por meio de uma


revisão literária, tomando como base referencial autores conceituados no Brasil, além de
dados do MEC/INEP, para assim lograr êxito na estruturação das ideias, favorecendo um
melhor embasamento e entendimento, e consequente melhor interpretação dos resultados
obtidos. Inicia-se com uma historiografia do ensino superior e do curso de administração
no Brasil, em seguida demonstra-se a evolução do currículo do curso de administração, o
seu crescimento em números e a qualidade destes, posteriormente descreve-se a
profissão do administrador e suas relações com o mercado de trabalho [e suas
exigências] concluindo com a intervenção do estado por meio das Diretrizes
Curriculares Nacionais para os cursos de administração.

Richardson (2007) nos lembra de que a expressão entrevista é a conjunção duas


palavras: entre e vista. Vista refere-se ao ato ter, ver, estar ao alcance. Enquanto entre,
indica a reação de local, espaço físico que se interpõe entre duas pessoas. Conclui ao
afirmar que a o termo cientifico entrevista refere-se ao “ato de perceber, realizado entre
duas pessoas”. (p.208)

O terceiro instrumento: a pesquisa documental envolverá a pesquisa documentos


internos da instituição tais como Projeto de Plano de Curso, plano de Ensino,
Ementários, bibliografias entre outros. Quanto aos documentos externos, a grande
maiorias serão governamentais de nível: resoluções e pareceres do conselho nacional de
Educação. Leis do Ministério da Educação e Cultura e Documentos do Conselho federal
de educação (ZANNELLA, 2009).

3.2 Procedimentos de análise de dados

O processo de Análise de dados é a categorização, manipulação, e tabulação de dados


que tem como meta transformar pela redução grandes quantidades de informações a uma
forma singular que seja interpretável e mensurável. (ZANELLA, 2009). Serão utilizados
As competências no ensino da administração | 12
dois procedimentos para as análises dos dados: Análise Estatística e a Análise de
Conteúdo.

A abordagem quantitativa utilizará o saber estatístico com a finalidade de descrever e


testar hipóteses e essencialmente em dados descritivos. Sendo a estatística uma ciência e
uma técnica que trata de variáveis numéricas. Isto é, um conjunto de técnicas que tem
por objetivo descrever, resumir, classificar e apresentar gráficos de pesquisas. Há
também a estatística inferencial que é um conjunto de técnicas utilizadas para identificar
relações entre as variáveis.

A abordagem qualitativa da pesquisa buscará a compreensão da realidade a partir da


discrição dos significados, opiniões, pareceres, sendo ainda utilizada a análise das
narrativas, do conteúdo, do discurso entre outras. Entre as técnicas qualitativas de
análise a Análise de Conteúdo utiliza como material de estudo, qualquer forma de
comunicação ou documento, livros, revistas, música, pintura. Em sua dimensão geral a
análise de, contudo trata de descrever o fato segundo a forma, os símbolos empregados e
a sua frequência utilizada nos textos e adequa-los em categorias. (RICHARDSON, 2007;
ZANELLA, 2009).

Segundo Minayo (2011, p.82), “A Análise de Conteúdo surgiu no início do século XX,
num cenário que predominava o behaviorismo”, Essa corrente dava o máximo rigor e
cientificidade os comportamentos. A estratégia de análise de conteúdo foi concebida a
partir de uma perspectiva quantitativa. Pesquisas sobre a propaganda na primeira Grande
Guerra veio a tornar aceita na comunidade cientifica. A análise de Conteúdo é eficiente
para estudar material aos quais não se podem aplicar técnicas aritméticas
(RICHARDSON, 2007).

RESULTADOS

Elemento não necessário quando a pesquisa corresponder a um trabalho bibliográfico.


Sequência informativa (clareza e relevância) e uma sequência descritiva (veracidade da
informação). Sequência argumentativa onde serão discutidos/refletidos os resultados
encontrados e a relevância deles para a construção do conhecimento .
As competências no ensino da administração | 13
CONSIDERAÇÕES

Parte final do texto onde se apresentam as considerações finais correspondentes aos objetivos
que partem do problema. Compreende uma sequência descritiva e informativa, onde são
sumariados os principais resultados encontrados (tudo isso à luz da Introdução). Espera-se
também que neste momento seja feita uma autocrítica em relação ao Estudo como um todo. As
considerações finais devem responder às questões da pesquisa, correspondentes aos
objetivos. Deve ser breve, podendo apresentar recomendações e sugestões para trabalhos
futuros.

REFERÊNCIAS
Elemento obrigatório. As referências constituem uma lista ordenada dos documentos
efetivamente citados no texto. Utilizar a NBR 6023:2002.