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FACULDADE ASSIS GURGACZ

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

VITÓRIA BUERGER VIEIRA

RODOVIÁRIA DE TOLEDO – PARANÁ

CASCAVEL
2015
VITÓRIA BUERGER VIEIRA

RODOVIÁRIA DE TOLEDO – PARANÁ

Trabalho de Conclusão do Curso de


Arquitetura e Urbanismo, da FAG,
apresentado na modalidade Projetual, como
requisito parcial para a aprovação na
disciplina: Trabalho de Curso: Qualificação.

Orientador: Moacir José Dalmina Júnior

CASCAVEL
2015
VITÓRIA BUERGER VIEIRA

RODOVIÁRIA DE TOLEDO - PR

DECLARAÇÃO

Declaro que realizei em maio de dois mil e quinze a revisão linguístico textual, ortográfica e
gramatical da monografia e artigo científico (se houver) de Trabalho de Curso denominado:
Rodoviária de Toledo-PR de autoria de Vitória Buerger Vieira, discente do Curso de
Arquitetura e Urbanismo - FAG.

Tal declaração contará das encadernações e arquivo magnético da versão final do TC acima
identificado.

Cascavel, 14 de outubro de 2015.

Jéssica Tomimitsu
Licenciada em Letras na instituição UNIOESTE ano de 2014
RG 10.519.654-7
FACULDADE ASSIS GURGACZ
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO
VITÓRIA BUERGER VIEIRA

RODOVIÁRIA DE TOLEDO – PARANÁ.

Trabalho apresentado no Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG, como requisito básico


para obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo, sob a orientação do
arquiteto professor Moacir José Dalmina Júnior – Arquiteto e Urbanista.

BANCA EXAMINADORA

_____________________________

Arquiteto Orientador
Faculdade Assis Gurgacz
Moacir José Dalmina Júnior
Arquiteto e Urbanista

_____________________________

Arquiteto Avaliador
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Drº: Fulvio Natercio Feiber
Arquiteto e Urbanista

Cascavel, 13 de outubro de 2015


DEDICATÓRIA

Ao meu pai, pela paciência de sempre;


Ao meu orientador pela sua compreensão e sabedoria.
AGRADECIMENTOS

Sou imensamente grata aos meus professores, por todo conhecimento que me
transmitiram.
À minha família, por ser a base de todo meu conhecimento, por todo incentivo,
direcionamento. À minha irmã, principalmente, que mesmo caminhando os mesmos passos do
que eu, sempre esteve um passo a frente para me auxiliar em qualquer dificuldade.
Aos amigos sinceros e verdadeiros pelo incentivo, amor, compreensão e paciência.
Às amigas da faculdade que se tornaram parte da família e que espero levá-las para
sempre em minha vida.
EPÍGRAFE

“O homem é o arquiteto de seu próprio destino.


Suae quisque fortuna faber est.” (Frank Miller).
RESUMO

O presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como assunto central o tema rodoviário, com
objetivo a elaboração de uma proposta projeta de reimplantação da Rodoviária Municipal da
cidade de Toledo - PR, localizada no Oeste do Estado. A problemática que induziu este estudo
é a necessidade de uma nova rodoviária, haja vista que a rodoviária antiga está posicionada
em um local de difícil acesso e já não comporta o número de passageiros em seus horários de
maior movimentação. Para solucionar este problema, a rodoviária será implantada em um
local de fácil acesso a principal rodovia federal, e será proposto um plano de necessidades de
maior amplitude. Para conceber um espaço funcional, e formalmente agradável será feita uma
revisão bibliográfica que servirá de suporte teórico, abordando assuntos como a história do
município, a história das rodoviárias, conceitos sobre história, arquitetura, paisagismo, bem
como legislações e acessibilidade. Em seguida, será apresentada uma análise dos correlatos e
referenciais que auxiliaram na resolução do projeto proposto, utilizando a luz natural e a
integração entre a paisagem e a edificação. Apresentar-se-á, então, as diretrizes projetuais,
que abordarão o partido arquitetônico e o desenvolvimento das intenções projetuais, o
programa de necessidades, os elementos técnicos e a análise do terreno escolhido. O principal
intuito do projeto é criar um espaço aberto e dinâmico, utilizando da funcionalidade como
uma das principais ferramentas projetais. Todas as etapas realizadas neste trabalho irão
proceder um projeto arquitetônico.

Palavras chave: Rodoviária. Acessibilidade. Paisagem. Espaço. Obra pública.


ABSTRACT

This work has as main topic the bus station theme which purpose is the elaboration of a project
proposal for re-implantation of "Toledo's Municipal Bus Station", located on the state's western
section. The problematic that induced this study is the need of a new bus station, considering the fact
that the old bus station is in a place of difficult access and doesn't hold the quantity of passengers in its
crowded hours. To solve this problem, the bus station will be placed in a spot of easy access to the
main federal highway, and will be proposed a plan of need of higher amplitude. To conceive a
functional and formerly calm space, an bibliographic revision which will serve as theoretical support
is going to be made, discussing topics like the municipal districts history, the history of the bus station,
the concepts about history, architecture, scenery, with legislation and accessibility. Following, will be
presented an analysis of the model and references that helped in the proposed project's resolution,
using the natural light and the integration between the scenery and the edification. Presented will be,
so, the project rules, which will board the architectonical bachelor and the project intentions
development, the program of necessities, the technical elements and the chosen terrain analysis. The
project's main objective is to create an open and dynamic space, using funcionality as one of the main
project creating tools. This way, the paper came to an theoretical basis, useful to develop the project's
proposal, signifying that these topics are exposed in a way that they can come to help with the project's
resolution.

Key words: Bus Station. Acessibility. Scenery. Space. Public Edification.


LISTA DE FIGURAS

FIG. 1 Mapa do Brasil onde consta o Estado do Paraná, e Toledo 2015 ................................. 16
FIG. 2 Perspectiva vôo do pássaro Terminal Rodoviário de Luleburgaz ................................. 32
FIG. 3 Perspectiva esqueleto estrutural do terminal rodoviário de Luleburgaz ....................... 33
FIG. 4 Perspectiva detalhamento do Terminal Rodoviário de Luleburgaz .............................. 33
FIG. 5 Perspectiva do Terminal Rodoviário de Osijek ............................................................ 35
FIG. 6 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek .................................................... 35
FIG. 7 Perspectiva externa do Terminal Rodoviário de Osijek ................................................ 36
FIG. 8 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek .................................................... 37
FIG. 9 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek .................................................... 37
FIG. 10 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek .................................................. 38
FIG. 11 Perspectiva Aeroporto de Gibraltar ............................................................................. 39
FIG. 12 Perspectiva Aeroporto de Gibraltar ............................................................................. 39
FIG. 13 Perspectiva noturna externa do Aeroporto de Gibraltar .............................................. 40
FIG. 14 Perspectiva interna do Aeroporto de Gibraltar............................................................ 40
FIG. 15 Fachada frontal Aeroporto de Gibraltar ...................................................................... 41
FIG. 16 Detalhe das vagas de onibus ....................................................................................... 45
FIG. 17 Detalhe do tamanho do ônibus .................................................................................... 45
FIG. 18 Lote selecionado.......................................................................................................... 46
FIG. 19 Mapa de zoneamento................................................................................................... 46
FIG. 20 Lote selecionado (Z4) ................................................................................................. 46
LISTA DE TABELAS

Tabela 01 Programa de Necessidades......................................................................................43


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas


BR: Rodovia federal
FAG: Faculdade Assis Gurgacz
NBR: Norma Brasileira
PR: Paraná
TCC: Trabalho de conclusão de curso
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 14
1.1 ASSUNTO/ TEMA ......................................................................................................... 14
1.2 JUSTIFICATIVA ............................................................................................................ 14
1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ............................................................................... 14
1.4 OBJETIVO DA PESQUISA .......................................................................................... 15
A abordagem dos objetivos gerais e específicos apresentados a seguir permitiram a
elaboração do presente projeto. ............................................................................................. 15
1.4.1 Objetivo geral ............................................................................................................... 15
1.4.2 Objetivos Específicos ................................................................................................... 15
1.5 METODOLOGIA ........................................................................................................... 15
1.6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................................. 15

2 APROXIMAÇÃO TEÓRICA DOS FUNDAMENTOS ARQUITETÔNICOS ................... 16


2.1 HISTÓRIA E TEORIAS ................................................................................................. 16
2.1.1 História de Toledo – PR ............................................................................................... 16
2.1.2 Rodoviária .................................................................................................................... 18
2.1.2.1 Relação com o tema abordado .................................................................................. 18
2.1.3 Concepção espacial ...................................................................................................... 19
2.1.3.1 Aproximação com o tema abordado.......................................................................... 20
2.1.4 Utilização da paisagem na concepção espacial ............................................................ 20
2.1.4.1 Relação da paisagem com o tema abordado.............................................................. 21
2.2 METODOLOGIAS DE PROJETOS E PAISAGISMO ................................................. 21
2.2.1 Concepção do Partido Arquitetônico ........................................................................... 22
2.2.1.1 O partido arquitetônico aplicado ao tema ................................................................. 22
2.2.2 A Forma Arquitetônica ................................................................................................ 23
2.2.2.1 A forma arquitetônica aplicada ao tema .................................................................... 23
2.2.3 O espaço público .......................................................................................................... 24
2.2.3.1 O espaço público como Elemento Arquitetônico ...................................................... 24
2.2.4 Paisagismo .................................................................................................................... 25
2.2.4.1 O paisagismo aplicado ao tema ................................................................................. 25
2.3 TECNOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO .......................................................................... 26
2.3.1 O conforto da edificação .............................................................................................. 26
2.3.2.1 O conforto da edificação aplicado ao tema ............................................................... 27
2.3.2 Acessibilidade .............................................................................................................. 28
2.3.3 A estrutura na Arquitetura ............................................................................................ 29
2.3.3.1 A estrutura aplicada ao tema ..................................................................................... 29
2.4 URBANISMO E PLANEJAMENTO URBANO ........................................................... 30
2.4.1 O Plano Diretor ............................................................................................................ 31
2.4.1.1 O Plano Diretor e a aproximação com o tema .......................................................... 31

3 CORRELATOS OU ABORDAGENS .................................................................................. 32


3.1 TERMINAL RODOVIÁRIO LULEBURGAZT ............................................................ 32
3.1.1 Correlato: Método construtivo e funcionalidade .......................................................... 34
3.2 RODOVIÁRIA EM OSIJIEK/ RECHNER .................................................................... 34
3.2.2 Correlato: Forma .......................................................................................................... 38
3.3 AEROPORTO DE GIBRALTAR/ BLUR ARCHITECTS + 3D REID ARCHITECTS38
3.3.3 Correlato: Espacialidade .............................................................................................. 41

4 DIRETRIZES PROJETUAIS ................................................................................................ 42


4.1 CONCEITO/ PARTIDO ARQUITETÔNICO................................................................ 42
4.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES ............................................................................. 43
4.3 ELEMENTOS TÉCNICOS............................................................................................. 45
4.4 LOCALIZAÇÃO / ESCOLHA DO TERRENO ............................................................. 45

5 CONSIDERAÇÕES .............................................................................................................. 47

REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 49

APÊNDICE .............................................................................................................................. 51

ANEXOS .................................................................................................................................. 52
14

1 INTRODUÇÃO

O projeto de pesquisa compreende conhecimentos sobre o tema escolhido para o


TCC. As pesquisas abordadas serão sobre os quatro pilares da arquitetura: histórias e teorias,
projeto e paisagismo, tecnologia e urbanismo e planejamento urbano. Todos serão elencados
com o tema, escolhido a partir da necessidade de uma rodoviária com melhor localização e
um espaço adequado para os usuários.

1.1 ASSUNTO/ TEMA

O tema trata de uma proposta projetual para a Rodoviária de Toledo, tendo com
assunto principal a mudança da localização e sua ampliação de acordo com necessidades do
município.

1.2 JUSTIFICATIVA

A proposta para a Rodoviária de Toledo pode melhorar a visão dos visitantes sobre o
município devido à magnitude da obra. O resultado desta pesquisa caso positivo, pode
influenciar na melhoria do fluxo viário, pois a rodoviária seria estabelecida em um local mais
adequado e com melhor qualidade espacial.

1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

Mediante a conversa realizada no dia 09/04/2015 com o topografo Norisvaldo


Penteado de Souza no Departamento do Patrimônio e Serviços gerais na Prefeitura Municipal
de Toledo, verificou-se que há um aumento do fluxo viário próximo a localização da
rodoviária, causando assim um aumento negativo na quantidade de transporte rodoviário que
circulam pela cidade. Consequentemente, há um atraso nos horários das viagens causando um
aumento no tempo de espera dos passageiros, desta forma causa a superlotação da rodoviária
que não possui estrutura física para suportar a demanda
Quais são as possíveis melhorias a serem feitas para um transporte viário, para que os
passageiros fiquem menos tempo na espera, e para que essa espera ocorra com conforto e
bem-estar?
15

1.4 OBJETIVO DA PESQUISA

A abordagem dos objetivos gerais e específicos apresentados a seguir permitiram a


elaboração do presente projeto.

1.4.1 Objetivo geral

Desenvolver uma proposta teórica e projetual para a Rodoviária municipal da cidade


de Toledo – PR.

1.4.2 Objetivos Específicos

- Elaborar o referencial teórico com os fundamentos arquitetônicos.


- Buscar obras correlatas e analisar as abordagens arquitetônicas.
- Realizar diretrizes projetuais, nas áreas técnicas para elaboração do projeto
proposto.
- Desenvolver a proposta projetual para a rodoviária de Toledo PR.

1.5 METODOLOGIA

Neste trabalho foi abordada uma metodologia exploratória, que segundo Gil (1946,
p.45) “têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições” e
será feita pesquisas de maneira descritiva, Gil (1946, p.46) afirma que “pesquisas descritivas
têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou
fenômeno ou, então, o estabelecimento das relações entre variáveis”.

1.6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Foi efetuada uma busca sobre os quatro pilares relevantes, abordados durante o curso
arquitetura, qual tem fundamento prático e teórico.
16

2 APROXIMAÇÃO TEÓRICA DOS FUNDAMENTOS ARQUITETÔNICOS

O projeto de pesquisa descreve assuntos como história da arquitetura, a história de


Toledo – PR, aborda também a história das rodoviárias e a sua importância na sociedade,
também trata de assuntos como a concepção espacial, a paisagem como parte da concepção
espacial e suas relações com o tema proposto.

2.1 HISTÓRIA E TEORIAS

Glancey (2000) descreve a história da arquitetura como os caminhos que criam


sentido a história das edificações:

A história da arquitetura é a história do notável esforço humano, um dos caminhos


pelos quais tentamos criar ordem e dar sentido ao infinitamente curioso, e não
obstante confuso mundo. É a história de como conseguimos abrigo, todos vivemos e
trabalhamos em edificações. Da mais humilde à mais sublime, não há nenhuma
razão para que qualquer uma dela seja menos que inspiradora, mesmo singelamente.
(GLANCEY, 2000, p. 07)

Segundo Glancey (2000), havia um tempo em que a arquitetura moderna estava tão
madura e refinada que muitos acreditavam que havia acabado a busca por uma coisa que não
existe porem a arquitetura está sempre mudando e com o tempo ela se ramificou em novas
formas e estilos como: pós-moderno, high-tech, orgânico, desconstrutivismo entre outros.
Mas, mesmo com tantas mudanças, a arquitetura ainda retém conteúdo histórico como
descreve Collin:

A arquitetura é uma manifestação cultural das mais aptas a reter informações de


conteúdo histórico; isto se deve sobretudo à capacidade dos marcos arquitetônicos
de permanecer, de vencer o tempo e os agentes de destruição. (COLLIN, 2000,
p.85).

2.1.1 História de Toledo – PR

Segundo Favero e Roesler (2006) o município de Toledo está localizado no Oeste do


Paraná, na Bacia do Rio Paraná, a cidade conta com uma área de 1.205,501 km².
17

FIG. 1 Mapa do Brasil onde consta o Estado do Paraná, e Toledo 2015

Fonte: site: maps google

Apesar do município ser conhecido desde o século XVI, apenas no século XX a


região foi integrada ao território brasileiro e a sua ocupação efetiva ocorreu em 1940. Como
descrevem os autores nos anos de 1940 a fazenda Maripá começou a ser dividida em diversos
lotes, com tamanho aproximado de 25 hectares, tais terrenos forma vendidos para as famílias
oriundas particularmente do Rio Grande do Sul, no que é hoje a cidade de Toledo. Poucos
anos depois, no ano de 1951 Toledo tornou-se um município, sem ao menos antes se tornar
um distrito.
Conforme os autores, os imigrantes que buscaram esta região durante a última
metade do século foram atrás de uma região coberta por pinheiras e manchas de campo, e
mais recentemente pela qualidade do solo e a facilidade para a exploração agrícola.
Favero e Roesler (2006) descrevem o sistema viário de Toledo como:

Com relação ao seu sistema viário, o município de Toledo controla um total de


2.607,60 km de estradas. Neste total há pelo menos, três tipos de estradas, com
relação à qualidade: 157,6 km de estradas pavimentadas com asfalto ou pedras
irregulares; 1.870 km de estradas que receberam algum tipo de revestimento; 580
km de estradas com baixo nível de tratamento. (FAVERO & ROESTER, 2006,
p.31)

Segundo o site da prefeitura de Toledo – PR:

Toledo está ligado às demais regiões por diversas rodovias: BR - 467 que liga a
Cascavel; PR - 162 a Palotina e a Guaíra; PR - 317 a Ouro Verde do Oeste e a Santa
18

Helena; PR - 486 a Assis Chateaubriand; PR - 239 a Marechal Cândido Rondon e a


Guaíra; PR - 585 a São Pedro do Iguaçu, a Vera Cruz do Oeste; BR – 277

2.1.2 Rodoviária

Como descreve Alpuim (2009), a primeira linha de transporte surgiu em nova Iorque
em 1932, ligando Manhattan a Harlem, e desde então o transporte público rodoviário tem
acompanhado o progresso e a evolução dos espaços e da sociedade. Assim, o autor define o
terminal rodoviário como:

Um terminal constitui-se como parte integrante do complexo sistema de


transportes e da própria malha urbana, sendo muitos dos casos atuais, uma
componente física do sistema de envergadura tal, que não se pode dissociar a
vivência natural da sociedade sem a presença da mesma. (ALPUIM, 2009, p.
9).

Seguindo o pensamento de Alpuim (2009), há ótimos modelos de terminais que


interagem com a sociedade, alguns deles são: a estação de King’s Cross no centro de Londres,
com uma contabilização de passageiros anuais que ultrapassa 47 milhões, sendo assim o
coração da infra-estrutura de transportes, e também temos como exemplo o Terminal
Rodoviário gerido pela Autoridade Portuária de Nova Iorque, que é a principal entrada de
ônibus de Manhattan, se torna o maior terminal rodoviário dos Estados Unidos e o mais
movimentado de todo o mundo em termos de volume de trafego.
Ao abordar as características de um terminal rodoviário Alpuim (2009) descreve que
tal espaço pode ser simplesmente um local que transitam pessoas ou mercadorias e que são
reunidas por seu destino, o uso desta estrutura tanto pelos passageiros, quanto pelas
mercadorias não é um uso individualizado e sim um uso conjunto de vários setores. Portanto
Alpuim (2009), trata o terminal rodoviário não somente com um local de chegada ou partida
de uma linha de transporte específico, haja vista que, diversas vezes, os terminais são
concebidos e estruturados para acomodarem no mesmo espaço vários modos de transporte,
funcionando assim como um terminal de interface modal.

2.1.2.1 Relação com o tema abordado

O tema a ser abordado é a Rodoviária de Toledo Paraná, a proposta será realocar a


rodoviária em um terreno estrategicamente escolhido, que será selecionado com a ajuda da
Prefeitura Municipal, terá como objetivo a melhoria do fluxo viário, diminuindo o fluxo de
19

ônibus na região da antiga rodoviária, e ao mesmo tempo diminuir o tempo dos passageiros ao
percorrer o interior do município de Toledo, contará com uma estrutura mais ampla a fim de
acomodar a demanda de ônibus que aumentou ao passar dos anos.
Alpuim descreve a importância de uma boa localização de uma rodoviária sobre três
aspectos:

A importância da localização está em facilitar a movimentação das populações no


espaço urbano. Segundo Odgem, o movimento no espaço urbano é concretizado
sobre três aspectos essenciais, o desenvolvimento econômico, a eficiência dos
transportes, pela garantia dos movimentos e ainda a minimização dos impactes
provenientes desses mesmos fluxos (ALPUIM, 2009, p.15).

2.1.3 Concepção espacial

De acordo com Santos (1988), espaço é um termo que abrange vários significados,
porém, dentre tantas interpretações, descreve um conjunto de objetos e das relações que estes
objetos realizam, não necessariamente entre eles, mas para quem eles servem de
intermediários, os objetos auxiliam em uma série de relações. O espaço resulta da ação do
homem dentro do seu próprio espaço, e é intermediado pelos objetos naturais e artificiais.
Segundo Coutinho (1998, p.22), “surge a questão de saber de que espaço se trata,
quais suas espécies, suas delimitações, para a seguir ser possível indagar de seus respectivos
sentidos. ”, então será abordado conceitos para definir tais características e sentidos.
Para Zevi (1996), um grande problema de compreender o espaço é a falta de uma
história da arquitetura satisfatória e também a difusão de um método de estudo por parte dos
historiadores e críticos.
Collin (2000), descreve o espaço na visão do arquiteto como uma matéria a qual terá
que se dar uma forma, o espaço é o continente de todos os corpos, o local onde ocorrem
diversos eventos, é o meio onde os seres humanos se locomovem, e onde situam-se os
objetos, para o arquiteto o espaço além disso é uma matéria a qual se pode dar uma forma.
Conforme Romero (2001), o espaço coletivo é um espaço liberado, desapropriado do
uso privado e sua arquitetura é determinada pelas dimensões dos edifícios que a cercam.
Romero descreve o conceito de espaço privado

Um espaço é tanto mais significativo para a coletividade quanto maior for o número
de cidadãos que o utiliza ou que o conhece e quanto mais longo for o período
histórico durante o qual ele exerce sua influência (CESARI apud ROMERO, 2001,
p.31).
20

Romero (2001), define o espaço exterior com uma noção paralela ao espaço na
arquitetura, porém existem algumas diferenças a serem ressaltado, o espaço público precisa
ter noção do que a envolve, não é simplesmente formar um arranjo de edifícios e fachadas,
mas sim criar um espaço envolvente, articulado e destinado para o uso a que foi construído.

2.1.3.1 Aproximação com o tema abordado

De acordo com a abordagem do tema escolhido, a concepção espacial tem como


objetivo organizar o edifício de uma maneira funcional, apto para seu uso. Segundo Colin
(2000, p.40). “A maior parte das atividades humanas necessita de um edifício que tenha sido
projetado para eles: assim além de resistir às intempéries, deve o edifício abrigar uma
atividade. ”
Ainda, conforme o autor, o edifício também contará com a interação dos ambientes
entre si, Colin (2000, p. 58) “a maneira como os ambientes se conjugam entre si constitui-se
também em ponto importante no estudo da forma espacial do edifício. ”
E, seguindo o mesmo pensamento, a organização dos espaços confere uma
importância ao edifício pois, segundo "A maneira como esses espaços são dispostos pode
esclarecer sua importância relativa e seu papel funcional ou simbólico na organização de um
edifício." Ching (2013 p. 188).

2.1.4 Utilização da paisagem na concepção espacial

Santos (1988, p.71), descreve a paisagem como, “A paisagem é um conjunto


heterogêneo de formas naturais e artificiais; é formado por frações de ambas, seja quanto ao
tamanho, volume, cor, utilidade, ou por qualquer outro critério. ”
Santos descreve a paisagem artificial como:

A paisagem artificial é a paisagem transformada pelo homem; já, grosseiramente,


podemos dizer que a paisagem natural é aquela ainda não mudada pelo esforço
humano. Se no passado havia a paisagem natural, hoje essa modalidade de paisagem
praticamente não existe (SANTOS, 1988, p. 71).

Segundo o autor, tudo o que está ao alcance do nosso olhar é paisagem, a paisagem é
formada não só por volumes, ela também é formada por cores, movimentos, odores, sons etc.
Santos (1988, p.67), argumenta “Tanto a paisagem como o espaço resultam de movimentos
superficiais e de fundo da sociedade, uma realidade de funcionamento unitário, um mosaico
de relações, de formas, funções e sentidos. ”
21

Segundo Colin (2000, p.28), o edifício faz parte da paisagem da cidade “O edifício
constrói a paisagem da cidade, o cenário de nossa vida cotidiana. A arte da arquitetura não
expõe nas galerias ou nas salas de concerto, mas nas ruas por onde passamos, por onde se
desenvolve a nossa vida. ”

2.1.4.1 Relação da paisagem com o tema abordado

Conforme o enfoque do tema, a rodoviária será implantada em um novo local, o que


poderá alterar a paisagem desta região por ser uma obra em grande escala e de grande
importância para o município. Contudo, tem como objetivo preservar a identidade da
edificação.
Santos (1988, p.80) descreve que a paisagem guarda um conteúdo histórico, mas esta
sempre em desenvolvimento “A paisagem precede a história que será escrita sobre ela ou
modifica-se para acolher uma nova atualidade, uma inovação”

Todas as identidades estão localizadas no espaço e no tempo simbólicos. Elas têm


aquilo que Edward Said chama de suas “geografias imaginárias” (Said, 1990): suas
“paisagens” características, seu senso de “lugar”, de “casa/lar”, ou heimat, bem
como suas localizações no tempo – nas tradições inventadas que ligam o passado e
presente, em mitos de origem que projetam o presente, em mitos de origem que
projetam o presente de volta ao passado, em narrativas de nação que conectam o
indivíduo a eventos históricos nacionais mais amplos, mais importantes. (HALL,
2005, p. 71,72)

2.2 METODOLOGIAS DE PROJETOS E PAISAGISMO

Segundo Colin (2000, p.52), “A forma arquitetônica nasce de um conjunto de idéias


que o arquiteto possui a respeito da arquitetura em si, de sua relação com o meio, da
importância de sua história, de sua técnica, de programa vai abordar etc.” A forma do edifício
se caracteriza pelo seu contorno, sua cor, sua textura, os jogos de luzes e sombras e a
disposição de cheios e vazios.

O elemento principal deste estudo é a concepção do espaço publico como objeto


arquitetônico, quer dizer, como espaço ao qual se confere uma forma definida.
Decorre essa concepção da idéia de que o espaço público deve ter uma forma
definida, pensada e construída com tanta intenção como a de um edifício.
Encontramo-nos, então, diante da concepção arquitetônica do espaço pública, um
espaço pensado como unidade arquitetônica, no qual os elementos ambientais,
climáticos, históricos, culturais e tecnológicos são os elementos que o configuram
como estímulos dimensionais (ROMERO, 2001, p.9).
22

2.2.1 Concepção do Partido Arquitetônico

Compreende-se a concepção do partido arquitetônico, segundo Silva (1984) como


uma reflexão do contexto objetivo do programa, através da interpretação dos condicionantes
existentes, e também um elemento subjetivo, que é a intenção plástica do projetista. O autor
também descreve que o partido arquitetônico é o nome que se dá a uma serie formal de
diversas determinantes, algumas delas são o programa de necessidades do edifício, suas
confrontações topográficas, sua orientação, o sistema estrutural utilizado, as condições do
local no qual foi implantado, a verba disponível, as condições que regulamentam a construção
civil, a intenção plástica do arquiteto entre outros.
Zevi (1996) define que atualmente a arquitetura considera de suma relevância o
espaço interior, uma bela arquitetura tem que ter um espaço que atrai, já uma arquitetura feia
terá um espaço que nos repele, sendo assim tudo o que não tem um espaço interior adequado
não pode ser considerado arquitetura. Neste mesmo sentido Ching (2006) descreve que a
arquitetura de interiores vai alem do espaço, tem como objetivo planejar leiautes, mobiliários
a fim de enriquecer o espaço interno. Abbud (2006) afirma que o espaço físico pode ser
medido matematicamente, diferente do espaço psicológico que é percebido através de
sensações, em certas situações.

2.2.1.1 O partido arquitetônico aplicado ao tema

O partido arquitetônico, não está conectado apenas a concepção do espaço, mas é


usado também na concepção da forma, pois a qualidade do espaço depende da maneira como
se relaciona os elementos, tem-se de acordo com Ching (2013) que:

A forma arquitetônica é o ponto de contato entre massas e espaço [...] formas


arquitetônicas, texturas, materiais, modulação de luz e sombra, cor, tudo se combina
para injetar uma qualidade ou espírito, que articula o espaço. (BACON, apud
CHING, 2013, P. 33)

Neste sentido, será utilizada a integração entre a forma, espaço interno e o espaço do
entorno da edificação, como o partido principal na concepção da rodoviária a fim de gerar um
edifício dotado de funcionalidade, proporção e simetria.
23

2.2.2 A Forma Arquitetônica

O conceito de forma segundo Colin (2000) é muito amplo, pois a palavra forma tem
diversos significados, sua interpretação depende do contexto aplicado, mas com relação à
arquitetura, a forma se dá por dois conceitos próximos, um que é em anterior, a matéria, e o
outro posterior que é o conteúdo. A matéria tem intenção de obter um objeto individualizado,
já o conteúdo é a reflexão sobre o objeto, aquilo que podemos ver, tocar, ouvir.
Seguindo o mesmo pensamento Gomes Filho (2009) define a forma como a imagem
visível do conteúdo, a forma confirma a natureza externa do objeto, sendo assim tudo o que
vemos possui uma forma. Robertson apud Silva (1984) descreve que a projetualidade
pressupõe a existência do objeto, também a forma que o edifício tomará, assumindo um
programa ou até dois: para o arquiteto existe dois programas, o primeiro relaciona com
problemas de fato que o arquiteto é chamado para resolver e o segundo com suas próprias
ambições em vista do seu desempenho projetual.
Segundo Colin (2000) os conceitos formais foram redirecionados buscando formas
inovadoras para os programas de necessidades que exigiam uma funcionalidade e assim
nasceu a frase “a forma segue a função”. Ching (2013, p.178) descreve que: “as varias
configurações da forma podem ser manipuladas a fim de se definir um campo ou volume de
espaço isolados e o modo como seus padrões de sólidos e vazios afetam a qualidade do
espaço definido. ”

2.2.2.1 A forma arquitetônica aplicada ao tema

De acordo com o conceito de forma visto anteriormente, Colin (2000) observa que
podemos visualizar o objeto arquitetônico de diferentes maneiras, essas maneiras são
divididas em três elementos: volume, espaço e superfície. A primeira é vê-lo pelo lado de
fora, observando seu contorno e a paisagem que está inserido, a segunda é adentrar em seu
interior analisado os elementos e formando a forma espacial, e a terceira é o muro divisório da
obra se caracteriza como a forma superficial. Dificilmente se alcançará os três elementos com
igual valor, é comum um se sobressair.

A forma arquitetônica ocorre na junção entre a massa e o espaço [...] devemos nos
voltar tanto a forma da massa que contem um volume de espaço quanto passa a
forma do volume espacial em si. Dependendo daquilo que percebemos sendo
elementos positivos, a relação figura-fundo das formas de massas e espaço pode ser
invertida em diferentes espaços [...] principais dentro de importantes edifícios
públicos parecem elementos positivos vistos contra o fundo da massa arquitetônica
circundante (CHING, 2013, p.95).
24

De acordo com os elementos abordados a Rodoviária de Toledo – PR usara os


princípios formais citados acima, dando importância ao seu volume e também inserindo a na
paisagem de maneira positiva, analisando o interior a fim de criar uma forma espacial atraente
e aconchegante e por fim dar uma característica superficial a edificação.

2.2.3 O espaço público

Segundo Romero (2001), a concepção do espaço público é um tema a ser entendido


por várias áreas da teoria, já que o espaço aberto é complexo, essa analise pode ser feita
através de vários aspectos tais como, estilísticos, formais, da interação entre a arquitetura e a
sociedade. A concepção do espaço público como um objeto arquitetônico, ao qual se confere
uma determinada forma, no decorrer da concepção do espaço púbico já deve ter uma forma
definida, e deve ser pensada e construída com a mesma intenção de um edifício. Então diante
da concepção arquitetônica do espaço público, deve ser um espaço pensado com unidade
arquitetônica, no qual todos os elementos configurem um estimulo dimensional.
Segundo Ghirardo (2002) um dos avanços mais significativos do século XX tem sido
a interpretação do espaço público, o qual foi definido em duas formas, uma como um espaço
para consumo e a outro como espaço segregado, de maneira muito especifica, de acordo com
o uso e a função. Embora todos os avanços já alcançados, se busca um espaço público
democrático, ainda que se materialize essa integração as vezes, não se tem locais com
acessibilidade econômica aceitável.

2.2.3.1 O espaço público como Elemento Arquitetônico

Ghirardo (2002) descreve que os arquitetos entendem os espaços públicos como


negativos ou vazios, e algumas vezes inúteis, se não há uma intervenção das autoridades civis.
Já Romero (2001) reflete que na atualidade os espaços públicos refletem as
características do modelo de urbanização adotada, que na maioria das vezes é negativa, pois
há excessiva cobertura do solo, concentração de gases contaminantes entre outros e isso afeta
a saúde física e mental dos usuários. Portanto os desenhos dos espaços urbanos devem ser
condicionados e adaptados as características do meio inserido, tais como topografia, taxa de
permeabilidade, ecologia, entre outros. O ambiente interno é um dos objetivos mais
importantes da arquitetura e merece uma otimização, sua realização depende dos
25

conhecimentos do clima e de seus resultados sobre os elementos construídos, descobriu-se


que os complexos intercâmbios essenciais ao edifício e a climatologia urbana modificam o
clima exterior ao se construir um edifico novo. Então sabe-se que o projetista não somente é
responsável pelas condições internas, mas também pelo entorno climático externo.
Desta forma a Rodoviária de Toledo – PR será projetada com o intuito de ser uma
edificação útil e funcional, prezando a acessibilidade, e será adotado os modelos urbanísticos
do município citado anteriormente, a fim de condicionar a edificação as características
ambientais necessárias, e também será proposto diferentes tipos de ventilação, que serão
citadas ao longo do trabalho, com o objetivo de gerar um clima interior agradável aos
usuários.

2.2.4 Paisagismo

Filho (2001) descreve que paisagismo é o estudo paralelo das ciências e das artes,
pois sua pratica exige conhecimentos de solo, botânica, ecologia, urbanismo entre outros, já
nas artes o projeto se enquadra nos conceitos de arte e plástica que trabalha com elementos
vivos, inertes e com arte industrial.
No pensamento de Abbud (2006) a essência do paisagismo é diferente da do
urbanismo, pois os materiais são distintos e condicionados pela natureza, tais como: água,
terra, flora entre outros. Desta forma não é possível planejar ambientes geométricos e
permanentes, pois os elementos trabalhados são dinâmicos, então um jardim sempre será livre
e instável. O paisagismo é a única expressão artística que tem a participação dos cinco
sentidos humanos, enquanto a arquitetura, a escultura, a pintura e as demais artes plásticas
usam apenas a visão, por outro lado o paisagismo envolve o olfato, a audição, o paladar e o
tato, o que proporciona uma experiência sensorial muito rica, então quanto mais um jardim
aguçar o seus sentidos melhor ele está cumprindo o seu papel.

2.2.4.1 O paisagismo aplicado ao tema

Segundo Filho (2001) nas áreas urbanas o paisagismo cumpre um papel dominante
na função de deixar os ambientes mais agradáveis e saudáveis. Seguindo este pensamento se
tem como objetivo na rodoviária criar espaços paisagísticos a fim de deixá-los agradáveis,
tanto aos olhos quanto ao psicológico, e também e também gerar uma paisagem ecológica,
26

pois o Filho (2001, p.129) cita que “a vegetação das paisagens ao cumprir o seu papel
ecológico, este se reflete no social, pois a partir do momento que se melhora o padrão
ambiental no ecossistema urbano a população deste ambiente tende a melhorar a qualidade de
vida”

A aproximação do homem com a natureza, permite-lhe sensações a partir da


apreciação das belezas cênicas ou quaisquer outras experiências satisfatórias que
usem um dos sentidos, resultando em um cidadão mais saudável e produtivo. São
mudanças de comportamento que não somente afetam o envolvido diretamente com
a paisagem, mas também se estendem para a sociedade em geral (FILHO, 2001,
p.132).

2.3 TECNOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO

Segundo Keeler (2010), a arquitetura é o estudo dos edifícios, a composição dos


espaços internos e externos e sua relação com os seres humanos. Ele reflete que a arquitetura
alem das proporções, massas, texturas, entre outros também recebe influência da cultura, do
clima e afins, assim determinado que a arquitetura é “tanto uma máquina como uma escultura,
bem como uma mescla entre tecnologia e arte.” Keeler (2010, p.94)
Considerando a tecnologia como um fundamento essencial da arquitetura Mascaró
(1989) descreve que o desenvolvimento tecnológico é o principal fator que causa o avanço na
sociedade atual, e que será a melhor forma de progresso humano. Seguindo este pensamento
Colin (2000) destaca que “Tudo o que se constrói deve ter solidez, utilidade e beleza.” (2000,
p.32), A solidez se refere os sistemas estruturais, o exterior físico, às tecnologias e a qualidade
dos matérias utilizados.

A tecnologia é entendida como “conjunto doutrinário e instrumental” para organizar,


em vasta escala, os processo de modificação e de transformação da matéria, da
energia, do habitat do homem, portanto, capaz de modificar as próprias condições de
existência dos grupos humanos (MASCARÓ, 1989, p. XX).

2.3.1 O conforto da edificação

Segundo Colin (2010, p.56/57) “as paredes de um edifício criam uma nova escala
para as atividades humanas, definida pelo arquiteto, que tem grande influência sobre o que
acontece no interior do edifício”. De acordo com Keeler (2010), para caracterizar um
ambiente interno com qualidade, devemos analisar o conforto, a função e a estética. Corbella
27

(2003) diz que a arquitetura sustentável é a continuidade natural da bioclimática, e a


integração do edifico com o meio ambiente, para torna-lo parte de um conjunto maior, é uma
arquitetura que tem como intenção criar prédios com objetivo o aumento da qualidade de vida
do ser humano no ambiente construído e no seu entorno, associando com as características da
vida e do clima locais, e também diminuir o consumo energético compatível com conforto
ambiental, para deixar de herança um mundo menos poluído.
Keeler (2010), especifica que o arquiteto gera uma contribuição para o conforto
interno, usando princípios sustentáveis e também empregando conceitos de conforto à obra,
como o controle da temperatura, da umidade, ventilação e iluminação, assim aprimorando o
edifício e o deixando mais eficaz.

Em geral calor e frio são rigorosos [...], portanto o edifício deve possibilitar o
aquecimento nos períodos frios, com a insolação natural e permitir ventilação
natural controlada, para evitar os ventos frios e tornar possível a aeração natural. No
calor as aberturas devem controlar a radiação solar direta, permitindo passagem de
luz e eliminando calor; é importante para o conforto térmico a ventilação natural
fisiológica. o edifício deve adaptar-se constantemente, conforme a situação climática
diária (ADAM, 2001, p.61).

Romero (2001) descreve que arquitetura bioclimática utiliza da concepção


arquitetônica a fim de evitar alterações climáticas negativas na edificação. Jourda (2013)
determina que alguns projetos podem gerar microclimas urbanos benéficos, espaço que estão
protegidos de áreas ensolaradas e ventos, outras edificações geram microclimas negativos que
geram obstáculos a ventilação urbana, aceleração do s ventos, e zonas de umidade e sombra.

2.3.2.1 O conforto da edificação aplicado ao tema

Segundo Del Rio (2002, p. 76), “Projetamos para pessoas que tem necessidades
psicofisiológicas” sendo assim temos que analisar as formas, os contextos culturais, a fim de
aplicar os conceitos estruturais de maneira adequada, para setorizar a edificação no caráter
privado e público e também delimitar o território e facilitar a acessibilidade. Fawcetr (1999)
estabelece uma hierarquia dos espaços, ao projetar um novo edifício terá a noção dos espaços
interiores e a funcionalidade neles e ao redor deles.

A localização, a orientação e a forma de uma edificação devem aproveitar os


benefícios térmicos, higiênicos, e psicológicos do sol. A radiação sola, contudo, nem
sempre é benéfica, dependendo do clima do local da edificação. Na determinação da
forma e orientação de uma edificação, o objetivo deve ser manter um equilíbrio
28

entre os períodos mais frios; quando a radiação solar é benéfica, e períodos mais
quentes, quando a radiação deve ser evitada (ENGEL, 2001p.10).

Será proposto teorias de conforto, a fim de melhorar o conforto interno, tanto no


âmbito das trocas de calor, quanto na iluminação natural, alem do conforto térmico será
sugerido o conforto acústico nas áreas necessárias. Assim gerando uma qualidade para as
pessoas que irão transitar diariamente na Rodoviária.

2.3.2 Acessibilidade

A ABNT NBR 9050 descreve a acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e


equipamentos urbanos. Tem como objetivos principais a construção, instalação e adaptação de
edifícios e afins às condições de acessibilidade, foram criados parâmetros para as diversas
condições de mobilidade e percepção do ambiente, a norma visa a inclusão de diversas
pessoas independente da limitação, todos espaços, edificações e afins a serem projetados,
devem atender ao disposto nesta Norma, edificações reformadas também devem se tornar
acessíveis, as residências multifamiliares devem ter seus usos comuns com acessibilidade.
A Norma citada acima define acessibilidade como: “possibilidade e condição de
alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de
edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos.” (ABNT, 2004, p.2). Ela
descreve também as circulações externas como:

Espaço coberto ou descoberto, situado fora dos limites de uma edificação, destinado
à circulação de pedestres. As áreas de circulação externa incluem, mas não
necessariamente se limitam a, áreas públicas, como passeios, calçadas, vias de
pedestres, faixas de travessia de pedestres, passarelas, caminhos, passagens, calçadas
verdes e pisos drenantes entre outros, bem como espaços de circulação externa em
edificações e conjuntos industriais, comerciais ou residenciais e centros comerciais.
(ABNT, 2004, p.2)

A edificação do tema abordado terá como objetivo projetar uma obra de acordo com
as normas da ABNT 9050, Corbella (2003), descreve o arquiteto como o criador dos espaços,
fazendo assim a satisfação dos usuários, baseado no conhecimento das tecnologias. Será
usado este conceito para criar espaços acessíveis.

Os usuários de um mesmo edifício diferem entre si enquanto à mobilidade e ao uso


dos espaços. Assim como todos, as pessoas com necessidades especiais também
devem ter fácil acesso às diferentes áreas da edificação a partir do espaço público:
29

pessoas com mobilidade reduzida, como cadeirantes ou pessoas com dificuldades de


deslocamento, dificuldades visuais, crianças pequenas ou pessoas de baixa ou muito
alta estatura ou ainda com deficiências intelectuais. (JOURDA, 2013 p.28)

2.3.3 A estrutura na Arquitetura

Ao se referir sobre a estrutura e o espaço Silva e Souto (1997) descrevem que a


estrutura é um instrumento integral para o espaço, somente através da estrutura o espaço pode
ser medido, a partir disso a vida do indivíduo, família ou sociedade pode se desenvolver,
desse modo o homem pode viver em segurança, mover-se e trabalhar através da estrutura, o
espaço pode ser enriquecido esteticamente, portanto a estrutura é um instrumento integral para
o espaço arquitetônico.
Segundo Silva e Souto (1997) a estrutura entende todas a partes de um edifício,
desde o esqueleto, seus revestimentos, pinturas. A estrutura é essencial na arquitetura, “sem
estrutura não existe arquitetura”. (SILVA & SOUTO, 1997, p.26). Dentre todos os elementos
componentes que contribuem para a existência da forma material rígida, a estrutura é a
principal, se não houver estrutura a forma não será preservada, e sem preservação da forma o
organismo interno não terá funcionamento.

2.3.3.1 A estrutura aplicada ao tema

Segundo Engel (2001) ao planejar uma edificação deve considerar o ambiente a ser
implantado, o contexto da construção, a localização do terreno, a topografia, a vegetação, a
paisagem, o clima, a orientação solar, a direção e força dos ventos, pois todas essas
considerações influenciam no estagio inicial do projeto. Podendo assim definir a forma,
delimitar os limites, estabelecer uma relação com o local e saber a maneira que os espaços
interiores serão organizados. O projeto estrutural no campo técnico está comprometido a
desenvolver um sistema de fluxos de forças com o qual combine, ou ao menos aproxime-se a
imagem funcional já previamente desenhada. O objetivo é converter o “quadro” de forças
atuantes com total igualdade a potência, seja através do reforço da estrutura adicional ou da
própria forma funcional.
Sendo assim será utilizado os conceitos da estrutura, para ter as delimitações
necessárias na edificação, e também integrar a estrutura com a obra, torná-la um elemento
aparente de forma que tenha relação com o partido arquitetônico.
30

2.4 URBANISMO E PLANEJAMENTO URBANO

O termo urbanismo teve inicio a pouco mais de um século segundo Harouel (1990), o
urbanismo significa uma realidade antiga chamada de arte urbana, que se opõe ao sentido de
urbanismo. Rossi (2001) afirma que o caráter distintivo de cada cidade é a tensão que se cria
entre os elementos, entre um setor e outro, essa tensão se dá pela diferença dos fatos urbanos
existentes em certas regiões, essas diferenças devem ser medidas em termos de espaço e
tempo. Estes processos históricos se referem aos presentes fenômenos de permanência com
todas as implicações que possuem, seja no sentido cronológico que se encontram os fatos
urbanos ocorridos em tempos sucessivos.

Como descreve o mesmo autor, o urbanismo engloba grande parte da cidade como:
morfologia urbana, obras publicas, legislações, plano urbano entre outros. Já Lynch (1997,
p.2) descreve a visão do cidadão sobre a cidade “Na maioria das vezes, nossa percepção da
cidade não é abrangente, mas antes parcial, fragmentária, mistura com considerações de outra
natureza.”

Como obra arquitetônica, a cidade é uma construção no espaço, mas uma construção
em grande escala; uma coisa só percebida no decorrer de longos períodos de tempo.
O design de uma cidade é, portanto uma arte temporal, mas raramente pode usar as
sequências controladas e limitadas. (LYNCH, 1997, p.1)

Rossi (2001) afirma o que distingue cada cidade é a pressão que se cria entre as áreas
e os elementos, entre um setor e outro, esta pressão é existente pela diferença dos espaços
urbanos, que pode ser medida referente ao espaço ou tempo. Estes fenômenos permanecem,
pois possuem um sentido cronológico e encontram fatos urbanos ocorridos.
A cidade segundo Kevin Lynch (1997), é uma organização com muitas funções e
muito propícia a mutações. É preciso criar uma cidade que seja pródiga em vias, marcos,
pontos nodais, limites e bairros, uma cidade que não tenha somente uma ou duas qualidades
da forma, mas sim todas elas, se for englobada essas qualidades diferentes observadores terão
ao seu dispor um modo de percepção que compatibilize com o seu próprio modo de ver o
mundo.
31

2.4.1 O Plano Diretor

Segundo o portal do município de Toledo – PR plano diretor é “uma Lei Municipal


que organiza o crescimento e o funcionamento do Município. É o principal instrumento de
gestão, acima dele só a Lei Orgânica.” Segundo o portal é de interesse criar um Plano Diretor
para a cidade, pois os municípios que não tem ficam impedido de participar de financiamentos
e programas estaduais e federais. Os municípios que devem ter o Plano diretor são: todos os
municípios com mais de 20 mil habitantes, os que integram as regiões metropolitanas, ou
grandes aglomerações urbanas, áreas de interesse turístico e regiões de impacto ambiental.
Toledo conta com um Plano Diretor que foi desenvolvido no ano de 2006, a lei foi
sancionada pelo Prefeito Municipal e aprovada pelos representantes do município. A Lei
dispõe sobre o Plano Diretor do Município, esta lei estabelece diretrizes e proposições para o
planejamento, desenvolvimento e gestão do município citado.
Como fator importante neste trabalho é a mobilidade urbana, a estrutura do
transporte e os fluxos viários serão descritos no capitulo IV do desenvolvimento e
estruturação do transporte e mobilidade urbana do Plano Diretor: conforme ANEXO A.

2.4.1.1 O Plano Diretor e a aproximação com o tema

Será necessária a aplicação das diretrizes do plano diretor na proposta de projeto da


rodoviária municipal de Toledo para a melhoria da mobilidade urbana, para viabilizar os
acessos, reduzir as necessidades de deslocamento no município, melhorar a fluidez no transito
e promover a melhor distribuição dos equipamentos urbanos. Tais diretrizes estão como anexo
A.
32

3 CORRELATOS OU ABORDAGENS

Nos correlatos está sendo abordado obras de referência e a sua relevância em relação
em tema proposto.

3.1 TERMINAL RODOVIÁRIO LULEBURGAZT

Ficha Técnica
Arquiteto: Eray Carbajo
Tipo: Transportes + Infra-estrutura > Ônibus
Status: Conceito
Tamanho: 929,03 m²
Ano: 2013
O projeto terminal rodoviário de Luleburgaz simboliza a vida transitória dos
terminais através de uma estrutura em forma de dossel. Derivada de seu uso, os conceitos
acerca do design do terminal rodoviário, combinam flexibilidade espacial, simplicidade e
fluidez. A estrutura divide a paisagem em três sessões, posicionando-se diagonalmente.

FIG. 2 Perspectiva vôo do pássaro Terminal Rodoviário de Luleburgaz

Fonte: site: Inanceray


A área alocada para o espaço do terminal acomoda um número de plataformas
solicitado pela municipalidade. Com seus 7 metros de altura, e um layout aberto, uma
natureza fluída que intrínseca dentro e fora, o design permito uma estrutura transformável,
adequado para um local que é o lar de nada alem da paisagem.
33

FIG. 3 Perspectiva esqueleto estrutural do terminal rodoviário de Luleburgaz

Fonte: site: Inanceray


A simplicidade da estrutura também reflete nos materiais escolhidos para a
construção como a madeira sendo o foco do visual. A superfície solida da madeira
propositalmente tem aberturas nos interiores para expor a estrutura e o sistema mecânico da
propriedade.

FIG. 4 Perspectiva detalhamento do Terminal Rodoviário de Luleburgaz

Fonte: site: Inanceray


34

3.1.1 Correlato: Método construtivo e funcionalidade

O projeto Terminal Rodoviário Luleburgaz, tem como o elemento relevante o


método construtivo, e a funcionalidade da sua planta. Quanto ao método construtivo ele se da
por uma estrutura metálica que sustenta toda sua cobertura. Já quanto a funcionalidade, por
ser uma rodoviária a planta descreve bem os fluxos, setorizações e afins, e já na forma da sua
planta ela descreve o conceito que será usado no projeto, uma planta que foge do comum com
uma forma geométrica diferente.

3.2 RODOVIÁRIA EM OSIJIEK/ RECHNER

Ficha técnica
Arquiteto: Rechner
Ano: 2011
Área construída: 11066 m² / Área do terreno: 21199 m²
Tipo de projeto: Infraestrutura
Status:Construído
Materialidade: Metal e Vidro
Estrutura: Aço
Localização: Osijek, Croácia
Implantação no terreno: Isolado
A idéia de construir uma nova estação de ônibus em Osijek foi criada em 2007,
quando a cidade de Osijek publicou um concurso para a construção de uma nova rodoviária.
A proposta exigia alta qualidade arquitetônica, e uma solução melhor economicamente, em
termos de manutenção do custo de construção e uso.
No verão de 2011, a rodoviária em Osijek foi oficialmente inaugurada.
35

FIG. 5 Perspectiva do Terminal Rodoviário de Osijek

Fonte: site: Archdaily

A solução urbana da rodoviária em Osijek foi de muitas maneiras definida por seu
posicionamento no tecido urbano. O terminal de transporte urbano está localizado no leste, o
lado mais contratual da quadra longitudinal: estação de bonde elétrico, cinco plataformas para
ônibus de transporte urbano, táxi, uma grande praça com a superfície do telhado e muro alto
oblíqua que aponta em direção à entrada do edifício e também separa as plataformas de acesso
externo.

FIG. 6 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek

Fonte: site: Archdaily

Por sua longitude, o edifício da rodoviária construída em paralelo com o acesso a


estrada “intrazonski”, conta com 16 plataformas de ônibus que estão localizados atrás do
prédio, no ”quintal”, cujas dimensões são 132,9 x 16,4 m. Além das áreas de dois andares de
36

espera e de comunicação, existem todos os serviços necessários para uma rodoviária e guichês
de companhias de transporte. As instalações estão localizadas no piso térreo e galeria. Ônibus
chegam à plataforma através de pontos de verificação. Passageiros acessam as plataformas do
edifício da rodoviária.
FIG. 7 Perspectiva externa do Terminal Rodoviário de Osijek

Fonte: site: Archdaily


O ligeiramente ondulado imponente telhado abriga substancialmente o edifício do
terminal de ônibus de todos os lados, especialmente sobre a plataforma de ônibus e o acesso
da praça, que dá a associação de um agradável passeio de ônibus, como um veleiro em ondas
baixas e calmas. O seu “peso” as fachadas envidraçadas do edifício, com uma horizontalidade
característica de campos de vidro. Garagem pública subterrânea sob o edifício e toda a
plataforma externa tem capacidade para 251 veículos. Que está diretamente relacionada com
os conteúdos do edifício da rodoviária, e acesso para pedestre também é possível a partir do
exterior, através da praça de acesso. Transporte para a garagem é separado do tráfego de
ônibus.
37

FIG. 8 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek

Fonte: site: Archdaily

Estrutura de suporte de garagem subterrânea é em concreto armado. Estrutura de


suporte do piso térreo e escadaria central do edifício da estação de ônibus são pilares de
concreto armado e vigas ligadas à laje de concreto armado. Superfície do telhado enorme
reside nas treliças de aço em ambas as direções, tendo colunas de aço de 32 cm de diâmetro,
em quadrícula 8x8m.

FIG. 9 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek

Fonte: site: Archdaily

A Estação rodoviária é caracterizada pela modernidade extrema, tanto na sua


concepção e idéia, bem como no desempenho e função. A idéia básica é obtida através de
pesquisa e visitas a muitos terminais de passageiros e aeroportos europeus.
38

FIG. 10 Perspectiva noturno Terminal Rodoviário de Osijek

Fonte: site: Archdaily

3.2.2 Correlato: Forma

O projeto do Rodoviária em Osijek / Rechner, tem como o fator relevante a forma, a


qual é por grande parte uma estrutura metálica revestida por uma pano de vidro,e uma
cobertura que linear, a rodoviária é caracterizada por sua modernidade, será aplicado todos
esses conceitos no projeto a ser desenvolvido.

3.3 AEROPORTO DE GIBRALTAR/ BLUR ARCHITECTS + 3D REID


ARCHITECTS

Ficha técnica
Arquitetos: 3DReid Architects, blur architecture
Engenheiros: Buro Happold
Localização: Gibraltar airport
Área construída: 19.600 m²
Tipo de projeto: Infraestrutura
Status:Construído
O Terminal do Aeroporto de Gibraltar é uma obra moderna, dinâmica, transparente e
arejada. Desenhada por Blur architects, 3DReid e NACO.
39

FIG. 11 Perspectiva Aeroporto de Gibraltar

Fonte: site: Archdaily

Uma localização única e complexa. O terminal é a primeira edificação que os


visitantes verão quando se aproximarem de Gibraltar por avião, de automóvel ou a pé.
Localiza- se na fronteira, com uma rocha como fundo. Situado em uma paisagem
extraordinária.

FIG. 12 Perspectiva Aeroporto de Gibraltar

Fonte: site: Archdaily

Uma solução de projeto refinada e elegante. A equipe de projeto abordou o projeto


de forma a compreender o emocional e a estética da obra, e assim criou um importante espaço
público, tanto ao redor como no interior do terminal. Uma grande cobertura em balanço
provém sombra e abrigo para as paredes envidraçadas que maximizam as vistas para as
montanhas.
40

O pátio cria uma nova paisagem proporcionando um generoso acolhimento a


Gibraltar. Há espaços de pé direito duplo dentro do terminal e um amplo terraço ao ar livre,
concebido como uma extensão da sala de embarque. O terminal, que opera em dois níveis,
com uma área de 19.600 metros quadrados possui áreas de check in e chegadas no piso térreo,
no lado oeste do terminal. O mesmo também foi projetado para acomodar a entrada e saída de
passageiros diretamente na fronteira.

FIG. 13 Perspectiva noturna externa do Aeroporto de Gibraltar

Fonte: site: Archdaily

O beiral da cobertura e a proteção solar criam um edifício expressivo e sensível


ambientalmente
A utilização de vidro alcança a transparência entre o interior e o exterior, permite que
o terminal consiga uma ótima predominância de luz natural e proporcione vistas amplas para
fora do terminal.

FIG. 14 Perspectiva interna do Aeroporto de Gibraltar

Fonte: site: Archdaily


41

A quinta fachada faz com que a cobertura seja muito importante como, clarabóias
são estabelecidas para guiar visualmente os passageiros através das rotas internas. A
iluminação zenital gera uma animação sutil do espaço durante o dia, lançando discos de luz
solar difusa no chão e capturando o brilho azul no início da noite.
O projeto incorpora uma grande cobertura para fornecer uma proteção solar que
mantém um ambiente fresco. Vidros duplos de alto desempenho e cortinas automatizadas
contribuem para atingir uma eficiência da energia.

FIG. 15 Fachada frontal Aeroporto de Gibraltar

Fonte: site: Archdaily

3.3.3 Correlato: Espacialidade

O projeto do Aeroporto de Gibraltar tem como o fator relevante a espacialidade, por


ser um projeto de grande escala, ele tem sua monumentalidade em evidencia, no projeto a ser
proposto procurara dar a mesma monumentalidade a sua fachada que será composta pela
paisagem local e ao seu espaço intento.
42

4 DIRETRIZES PROJETUAIS

Nas diretrizes projetuais serão apresentadas as preocupações relativas à execução do


projeto proposto. O partido arquitetônico. O programa de necessidades, seus espaços,
quantidades, metragens, descrições e mobiliários. Os elementos técnicos que são de interesse
do projeto. E também a escolha do terreno sua localização e informações técnicas.

4.1 CONCEITO/ PARTIDO ARQUITETÔNICO

A rodoviária de Toledo – PR além de atender as necessidades básicas de uma


rodoviária, utiliza-se de uma forma diferente, assim criando um espaço diferente e inovador
para a região. A planta baixa da rodoviária foi idealizada através da forma do mapa da cidade,
trabalhando formas lineares e realocando-as de forma a melhorar os campos de visão dos
usuários e ao conforto térmico devido à sua insolação. A forma se dá a partir de um polígono
de quatro lados.
A edificação conta com um estacionamento, um local para taxis, uma praça de
convivência para os usuários do terminal, também conta com todos os seus acessos
delimitados por calçadas e ruas, tais acessos foram pensados para o melhor acesso de pessoas,
automóveis e ônibus. Os acessos complementam a forma
A obra foi implantada de forma que o nascer do sol ficasse na frente da obra a qual é
composta por parede e pano de vidro, já a fachada de trás ficou com o por do sol e como é
composta totalmente por um pano de vidro será aplicado brises a fim de filtrar o sol e deixar
passar a iluminação, os brises serão compostos por desenhos que serão projetados para dentro
da edificação em uma iluminação difusa.
A fachada principal será de composta por panos de vidro e parede, e uma cobertura
que dará a impressão de leveza e sutilidade a obra.
O projeto tem como objetivo contribuir com a melhoria do fluxo viário na cidade de
Toledo e também o conhecimento e aprimorarão das técnicas de estética e integração urbana,
e consentir com as varias soluções projetuais afim de melhorar a situação urbana atual ao qual
o terminal rodoviário existente esta inserido.
Com isso após a concepção do projeto, tem-se que a forma e a função são de extrema
importância para o desenvolvimento da concepção, pois a ligação entre elas proporcionara um
espaço agradável que ultrapassara as necessidades básicas de um projeto.
43

4.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES

O programa de necessidades foi proposto a partir dos dados coletados na rodoviária


atual da cidade de Toledo – PR, e a seguir foi proposto um aumento dos espaços em função
do crescimento anual do município.

TABELA 01 – Programa de necessidades


m² m² Mobiliário/
Espaço quant. unit. total Descrição equipamentos

1 ESPAÇOS DE USO PRIVADO


Escrivaninhas,
Espaço destinado cadeiras,
1.1 Administração 01 35 35 aos funcionários armários,
da rodoviária. computadores,
telefone.
Espaço destinado
para deposito de
Almoxarifado Armários,
1.2 01 10 10 equipamentos e
prateleiras.
materiais em
geral.
Geladeira,
forno/fogão,
Espaço destinado forno,
Cozinha 01
1.3 6 6 aos funcionários, microondas, pia
para refeições. com bancada pra
prepara e lavagem
e armários.
Espaço destinado
para deposito de Maquinas e
material de equipamentos de
1.4 Área de serviço / DML 01 10 10 limpeza, lavagem/ lavar, secar,
secagem passar, armários e
mecanizada de prateleiras.
roupas.
Escrivaninhas,
Espaço destinado cadeiras,
1.5 Reserva técnica 01 60 60 à guarda armários,
municipal e afins. computadores,
telefone.
Banheiros
acessíveis, para
apoio às 02 pias (cubas),
Banheiros para funcionários atividades dos 02 cabines bacia
1.6 02
espaços de uso (para cada
privado geral, banheiro F/M).
masculino e
feminino.
ESPAÇOS DE USO COLETIVO
2
GERAL
Geladeira,
Espaço destinado
forno/fogão,
à venda de
microondas, pia
2.1 Restaurantes / Lanchonetes 14 50 700 alimentos e para o
com bancada e
consumo do
armários, mesas e
público geral
cadeiras.
44

TABELA 01 – Programa de necessidades

Escrivaninhas,
Espaço destinado
cadeiras,
para compra e
2.2 Agências de passagens 20 30 600 armários,
venda de
computadores,
passagens.
telefone.
Escrivaninhas,
Espaço destinado cadeiras,
à venda de armários,
2.3 Lojas locáveis 16 40 640
produtos ao computadores,
público geral. telefone e
prateleiras.
Banheiros
acessíveis, para
apoio às 05 pias (cubas),
Banheiros dos espaços coletivos atividades dos 05 cabines bacia
2.4 04 45 180
gerais espaços de uso (para cada
coletivo geral, banheiro F/M).
masculino e
feminino.
Espaço destinado
Armários,
Guarda volumes para guardar
2.5 01 01 prateleiras, balcão
objetos do público
de atendimento.
geral.
ESPAÇOS DE USO COLETIVO
3
INTERMDIÁRIO
Escrivaninhas,
cadeiras,
3.1 Juizado 01 15 40 Espaço armários,
computadores,
telefone.
Espaço exclusivo
destinado aos
passageiros que Sofá, balcão ,
3.2 Sala de espera 01 40 40
estiverem café, televisão.
esperando o
ônibus.
4 ÁREAS TECNICAS
Área para
embarque e
4.1 Plataforma de embarque 20
desembarque de
passageiros.
5 ÁREAS DESCOBERTAS
Área de
convivência para Árvores, plantas,
5.1 Praça 1
os usuários do bancos.
terminal.
Local para
estacionamento de
5.2 Estacionamento 100 automóveis dos
usuários do
terminal.
45

4.3 ELEMENTOS TÉCNICOS

Segundo Neufert as plataformas de embarque devem ter entre 300 a 400mm de altura
para o acesso adequado dos passageiros.
FIG. 16 Detalhe das vagas de ônibus

Fonte: Neufert p. 311

Como descreve Neufert o tamanho do ônibus com passageiros grande é de


≤12000mm de comprimento e ≤2500mm de largura.

FIG. 17 Detalhe do tamanho do ônibus

Fonte: Neufert p. 310

4.4 LOCALIZAÇÃO / ESCOLHA DO TERRENO

Considerando a necessidade de implantar uma Rodoviária em Toledo, foi


selecionado um terreno em uma região que fosse perto de uma BR, então optou-se pela região
46

do Jardim Europa, rua Maripá, pertencente a zona urbana central , sendo zona de média
densidade, com recuo frontal de 3,00 metros, com coeficiente de aproveitamento de 6%, taxa
de ocupação 90% e taxa de permeabilidade mínima 5%, a altura máxima permitida é sem
limete, com uso permissível para a implantação desta Instituição. Conforme segue em anexo
A.
FIG. 18 Lote selecionado

Fonte: site: Google Maps

FIG. 19 Mapa de zoneamento

Fonte: site: Prefeitura de Municipal de Toledo

FIG. 20 Lote selecionado (Z4)

Fonte: site: Prefeitura de Municipal de Toledo


47

5 CONSIDERAÇÕES

Esta monografia foi desenvolvida através de bibliografias referentes aos fundamentos


teóricos da arquitetura.
Referente a histórias e teorias, foi descrito um breve resumo da história da
arquitetura, e o significado da bagagem histórica. Foi dada uma breve introdução do
município em que a obra será implantada. E também foi desenvolvido a história das
rodoviárias, seus conceitos e impactos sociais. Foi descrito os conceitos espaciais e o seu uso
e a sua importância. Estudou – se também a paisagem urbana e o impacto que ela gera na
edificação e na cidade.
Sobre a metodologia de projeto e paisagismo, foi descrito os principais elementos da
arquitetura, sendo um deles a forma, foi descrito o partido arquitetônico que será utilizado.
Foi descrita a forma e a sua importância na arquitetura e a ligação com o tema abordado.
Conceituo – se o espaço público, e o mesmo como elemento na arquitetura. Descreveu – se o
conceito de paisagismo, a função da sua aplicação.
Já sobre tecnologia descreveu uma breve história e um conceito do que é tecnologia.
Foi proposto o conforto na edificação, englobando tanto conforto térmico, lumínico e
acústico. Foi descrito o que é acessibilidade seus objetivos e a funções e aplicar ao tema.
Descreve o conceito de estruturas, sua função e a forma de aplicar a edificação.
Foi descrito a importância do urbanismo sobre o fluxo viário, para compreender o
fluxo viário usou o Plano Diretor como ferramenta de pesquisa.
O urbanismo envolve obras públicas como o caso da rodoviária, envolve a
morfologia urbana, legislações e planos urbanos. Por sofrer muitas transformações a cidade
deve procurar sempre traçar metas de curto e longo prazo para que sempre haja algo a ser
feito ou melhorado.
Foi feita a analise de correlatos que serão utilizados na concepção do projeto, cada
correlato foi analisado conforme a sua forma, espacialidade, funcionalidade ou estrutura, a
fim de fazer uma ligação com o projeto proposto.
Foi descrita as diretrizes projetuais as quais compreendem o partido arquitetônico em
forma de um memorial, foi feita o programa de necessidades em forma de tabela para a
melhor visualização, foi elencado os elementos técnicos de suma importância para o projeto, e
também foi descrito o terreno escolhido, a partir da consulta prévia feita na prefeitura
municipal.
48

Conclui-se que o levantamento teórico das matérias do curso de Arquitetura e


Urbanismo, a analise dos correlatos e o desenvolvimento das diretrizes projetuais foram de
suma importância para a compreensão teórica que aqui foram descritas. Tais conhecimentos
reunidos através desta monografia serão aplicados na prática, ao projetar a rodoviária de
Toledo – Pr.
49

REFERÊNCIAS

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Architects + 3DReid Architects] 16 May 2013. ArchDaily Brasil. (Tradução Alves, Jorge)
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e edifício. São Paulo, Aquariana, 2001.

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em Engenharia Civil) – Especialização em vias de comunicação, Faculdade de Engenharia
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GLANCEY, Jonathan. História da arquitetura. São Paulo: Edições Loyola, 2007.


50

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Toledo. Lei complementar n 9, de 5 de outubro de 2006. Dispõe sobre o Plano Diretor do


Município de Toledo, estabelece diretriz e proposições para o planejamento, desenvolvimento
e gestão do território do Município. Toledo, Paraná, Câmara Municipal. Publicação: JORNAL
DO OESTE, nº 6175, 2007.

ZEVI, Bruno. Saber ver a arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
51

APÊNDICES

APÊNDICE 01 PRANCHA 1/8

APÊNDICE 02 PRANCHA 2/8

APÊNDICE 03 PRANCHA 3/8

APÊNDICE 04 PRANCHA 4/8

APÊNDICE 05 PRANCHA 5/8

APÊNDICE 06 PRANCHA 6/8

APÊNDICE 07 PRANCHA 7/8

APÊNDICE 08 PRANCHA 8/8


52

ANEXOS

Anexo A – Plano diretor de Toledo - PR

Art. 37 - O desenvolvimento e estruturação do transporte e mobilidade urbana é


função pública destinada a garantir a acessibilidade e a circulação das pessoas e das
mercadorias.
Art. 38 -O sistema viário e o transporte devem articular as diversas partes do
Município.
Art. 39 - O sistema de mobilidade urbana é integrado pelo sistema viário e pelo
transporte municipal.
Art. 40 - O sistema viário é constituído pela infra-estrutura física das vias e
logradouros que compõem a malha por onde circulam os veículos, pessoas e animais.
Art. 41 - O sistema de transporte municipal é constituído pelos serviços de
transportes de passageiros e de mercadorias, abrigos, estações de passageiros e operadores de
serviços, submetidos à regulamentação específica para sua execução.
Art. 42 - São objetivos do sistema de mobilidade urbana:
I - priorizar a acessibilidade de pedestres, ciclistas, pessoas com necessidades
especiais e pessoas com mobilidade reduzida ao transporte motorizado;
II - viabilizar o acesso ao transporte público a toda a população;
III - priorizar o transporte coletivo sobre o individual;
IV - reduzir a necessidade de deslocamentos dentro do Município;
V - melhorar a fluidez do trânsito, mantendo-se os níveis internacionais de segurança
definidos pela comunidade técnica;
VI - promover a distribuição dos equipamentos em consonância com as demandas
localizadas;
VII - adequar o sistema viário ao transporte coletivo.
Art. 43 - São diretrizes do sistema de mobilidade urbana:
I - reestruturação do sistema viário através da hierarquização de vias;
II - estabelecimento de eixos viários estruturais para implantação de sistema de
transporte e serviços públicos em geral, estimulando a expansão linear das atividades
econômicas;
III - priorização de um conjunto de políticas de transporte e circulação, visando à
mobilidade dos cidadãos, incluindo os portadores de necessidades especiais, de forma a
53

permitir o acesso amplo e democrático ao espaço urbano e os meios não motorizados de


transporte;
IV - redução da necessidade de deslocamentos dentro do Município, através de uma
distribuição dos equipamentos em consonância com as demandas localizadas;
V - garantia de transporte coletivo de qualidade a todos os cidadãos, com eficiência
operacional, segurança, conforto e qualidade ambiental;
VI - adequação do transporte coletivo municipal, garantindo sua utilização pelos
portadores de necessidades especiais;
VII - recuperação e construção de passeios, viabilizando e otimizando a circulação de
pedestres, através da padronização de calçadas;
VIII - maior integração do transporte coletivo com outros municípios;
IX - implantação do Sistema de Informações Geográficas (SIG), como instrumental
de estudo e pesquisa de indicadores de monitoramento do trânsito municipal;
X - viabilização do aeroporto regional para atender a demanda de Toledo e região
por transporte de passageiros e de cargas;
XI - incentivo à participação do Conselho Executivo Municipal de Trânsito na
implementação e fiscalização das ações a serem contempladas na criação do Plano Municipal
de Desenvolvimento e Estruturação do Transporte e Mobilidade Urbana. (Plano Diretor
Municipal de Toledo, 2006, p.12,13)
54

Anexo B – Consulta prévia