Anda di halaman 1dari 2

SEMANA 16 (EXTENSIVO)

TEMA DIMENSÕES DA SOLIDÃO NA CONTEMPORANEIDADE


A partir da leitura da coletânea, produza uma dissertação argumentativa sobre o tema: Dimensões da solidão na contemporaneidade.
Seu texto pode ser:
1) Uma dissertação argumentativa (objetiva, subjetiva ou Enem);
2) Um artigo de opinião a ser publicado em uma revista de circulação nacional;
3) Uma carta do leitor dirigida à jornalista da revista Planeta, com um comentário sobre a matéria “A doença da solidão” (texto 3),
discordando dos resultados da pesquisa da professora Julianne Holt-Lunstad com base nos textos 4, 5 e 6.

TEXTO 1 D UAS I MAGENS D I ZEM M AI S QUE MI L P AL AVRAS .

Edward Hopper
Auguste Rodin
(1882-1967), artista (1840-1917), escultor
estadunidense, francês, retrata, nessa
retratou, em incríveis famosa escultura, a
quadros, a solidão do figura do pensador
mundo moderno. Este
diante da porta do
se chama “O sol da inferno.
manhã”.

TEXTO 2 EX TRA! EX TR A! O EX TR AORD I NÁRI O NO ORD I NÁ RI O.


Reino Unido cria Ministério da Solidão
O Reino Unido nomeou, nesta quarta-feira, 17 de janeiro de 2018, pela primeira vez na história, uma ministra da Solidão, para enfrentar o que a
primeira-ministra britânica, Theresa May, descreveu como “a triste realidade da vida moderna”. Mais de 9 milhões de pessoas dizem viver permanentemente ou
frequentemente sozinhas, de uma população de 65,6 milhões, de acordo com a Cruz Vermelha britânica. A instituição descreve a solidão como uma “epidemia
oculta”, afetando pessoas de todas as idades e em todos os momentos de suas vidas, como na aposentadoria, na morte do parceiro ou na separação.
Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/reino-unido-cria-minist%C3%A9rio-da-solid%C3%A3o/a-42193361. [Adaptado]

TEXTO 3 O OUTRO L AD O D A MOED A OU A MOED A P OR OUTRO L AD O.


De acordo com o estudo “Solidão e isolamento social como fatores de risco para a mortalidade”, uma vida solitária pode acarretar consequências diretas
para a saúde humana, e seria um fator de risco quando o assunto é longevidade. O resultado endossa ainda mais a visão negativa que a sociedade sempre teve
a respeito da solidão, e que só piorou com a era dos “seres sociais” e hiper-relacionados através das redes. O estudo, liderado pela professora Julianne Holt-
Lunstad, do departamento de Psicologia da Brigham Young University, é uma meta-análise da base de dados de saúde de três milhões de pacientes. Os
pesquisadores concluíram que a solidão e o isolamento social são tão nocivos para a saúde quanto a obesidade ou o vício em drogas, por exemplo.
Além da depressão, historicamente associada à solidão, outros males mostram-se mais comuns naqueles isolados socialmente, como a baixa imunidade,
os problemas cardíacos, o baixo condicionamento físico, a perda de memória ou o aumento da pressão arterial. Uma explicação é que, muitas vezes, o fato de a
pessoa se sentir sem companhia ou sem um “sentido na vida” já não a incentiva a fazer exames de rotina e a ter mais cuidados com a própria saúde, o que
aumenta a chance de desenvolvimento de doenças silenciosas.
Orestes Forlenza, professor do departamento de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), lembra que a associação da
solidão com o adoecimento físico e mental não é novidade. A solidão, explica ele, pode levar a um quadro de depressão e está clinicamente comprovado que
pessoas deprimidas têm mais chances de desenvolver câncer, doenças cardíacas, infecções, ter baixa imunidade e sofrer com dores em geral. Mas, ao
comentar sobre o estudo de Julianne, Forlenza questiona se a relação de causa e efeito não poderia ser inversa, ou seja, se a solidão não seria uma expressão
comportamental de uma doença preexistente, como agorafobia, irritabilidade, dificuldade de orientação em ambientes diferentes ou um transtorno obsessivo-
compulsivo. Outro ponto levantado por ele é a influência das questões urbanas na saúde das pessoas, já que a comunidade de indivíduos que vivem sozinhos é
maior nos grandes centros, local em que o cotidiano tende a proporcionar uma pior qualidade de vida.
Já Isabel Tatit, psicanalista e doutora em psicologia clínica pela USP, é bastante crítica em relação ao estudo da Brigham Young University. “Imagino que
daqui a alguns anos a solidão não será mais considerada um sentimento ou uma experiência que cada um vivencia de um jeito, e sim uma doença, assim como
a tristeza logo virou depressão”, avalia. Isabel argumenta que é difícil estabelecer critérios para um sentimento e que devemos ter cuidado para não exagerar.
“Por que transformar a solidão em uma patologia? Fica evidente a pressa em se rotular um mal-estar, a fim de criar novas patologias”, analisa. Tatit pondera que
as questões da solidão e do isolamento social são importantes, mas deve-se ficar atento para não generalizar e tornar essas experiências uma patologia.
Ana Carolina Nunes. A doença da solidão. Revista Planeta, jul. 2015. Disponível em: https://www.revistaplaneta.com.br/a-doenca-da-solidao/. [Adaptado]

TEXTO 4 ESTE T EX TO VAI MUD AR A SUA VI D A!


Do Caminho do Criador
Solitário, tu segues o caminho que te conduz a ti mesmo! E o teu caminho passa por diante de ti e dos teus sete demônios. Serás herege para ti mesmo,
serás feiticeiro, adivinho, doido, incrédulo, ímpio e malvado. É mister que queiras consumir-te na tua própria chama. Como quererias renovar-te sem primeiro te
reduzires a cinzas? Solitário, tu segues o caminho do criador: queres tirar um deus dos teus sete demônios!
Solitário, tu segues o caminho do amante: amas-te a ti mesmo, e por isso te desprezas, como só desprezam os amantes. O amante quer criar porque
despreza! Que saberia do amor aquele que não devesse menosprezar justamente o que amava? Vai-te para o isolamento, meu irmão, com o teu amor e com a
tua criação, e tarde será que a justiça te siga claudicando. Vai-te para o isolamento com as minhas lágrimas, meu irmão. Eu amo o que quer criar qualquer
coisa superior a si mesmo e dessa arte sucumbe”. Assim falava Zaratustra.
Nietzsche. Assim falou Zaratustra. São Paulo, Companhia das Letras, 2011. [Adaptado]

TEXTO 5 NÓS QUE AQUI ES TAMOS P OR VÓS ES P ERAMOS .


A solidão é algo inerente à condição humana, é constitutivo do ser. Surge com o nascimento e se esvai com a morte. Isto para aqueles que veem a morte
como o fim da existência. Ser só é diferente de estar sozinho. Todos somos sós. Estar sozinho é a situação em que o outro não está presente. Ser só é
semelhante a ser único. Eu sou um, ele é um, você é um. A solidão criativa não traz sofrimento, ela é uma opção de contato com este nosso aspecto
constitutivo. Neste contexto é a expressão da nossa unicidade. Segundo Schopenhauer,
"solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais". Sofremos com a solidão porque ela nos SAIBA MAIS!
demonstra o quanto necessitamos do outro. Temos que aceitar o ser humano como um ser
social, que precisa do grupo para sobreviver. Ela, a solidão, está sempre aí, acontece que por Depois de ler o texto 4, assista ao vídeo em que a
filósofa brasileira Viviane Mosé trata da solidão como
vezes os contextos em que vivemos evidenciam a sua existência.
uma condição constitutiva do ser humano:
Percebe-se que a solidão descrita do ponto de vista teórico é algo encantador e
convidativo à alma humana. Chega a representar um porto seguro ou um local onde o ser
sente seguro e confortável, um refúgio a um espaço terno e familiar: dentro de si mesmo. Do
ponto de vista prático, entretanto, percebe-se a solidão como sendo um dos aspectos
torturantes da existência. No contexto prático, ela surge associada à angústia.
Para o senso comum, para a sociedade, a solidão é vivida como algo desesperador e
nos leva a reflexões ainda mais extensas sobre o tema. Não é possível concluir o assunto,
mas refletir sobre alguns aspectos que lhe são pertinentes. O que se ressalta no estudo sobre
a solidão é que ela marca nossa excepcionalidade como ser, marca nossa unicidade e vivê-la
de forma criativa ou não depende de uma opção: escolher a si mesmo.
Graciele Girardello. Uma reflexão sobre a solidão. Disponível: http://www.gazetadigital.com.br/editorias/opiniao/uma-reflexao-sobre-a-solidao/211721.
[Adaptado].

TEXTO 6 S ENTE-S E Q UE L Á VE M P O ES I A!
Solidão Sinto-me livre mas triste.
Quando estou só reconheço Vou livre para onde vou,
Se por momentos me esqueço Mas onde vou nada existe.
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão Creio contudo que a vida
Alheados desde o começo. Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
E se sinto quanto estou Por isso passo por mim
Verdadeiramente só, Como por coisa esquecida.
Fernando Pessoa. Novas Poesias Inéditas. Lisboa: Ática, 1973.

DICAS PARA VOAR AIND A MAIS ALTO

POR QUE A SOLIDÃO


AO CURTA-METRAGEM A CANÇÃO “SOLIDÃO”, COMO COMBATER A NÓS, OS FABRICANTES
NEM SEMPRE TRAZ
LIÇÕES DE UMA “BOLHA” DE ALCEU VALENÇA SOLIDÃO DE SOLIDÃO
SOFRIMENTO?