cui AiMiN
A china só aguarda por projectos. já tem o dinheiro disponível [4]
DiAMANtiNo AzeveDo
20 por cento da quota da produção vai para a lapidação [7]
vALter BArroS
estão criados os mecanismos para prevenção de actos de corrupção [20]
DiAMANteS gerAM receitAS
BRILHARBRILHAR
para ofuscar
BArriL
Produtores querem preço acima dos 60
Relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, publicado na última terça-feira, avança que o cartel já cortou na sua produção um total de 930 mil barris por dia. [16]
reDuzir iMPortAção
“Feito em Angola” é prioridade
Angola já oferece mais de 50 pro- dutos alimentares que fazem parte do pacote que o Executivo propõe para garantir a auto-sufi- ciência sem recorrer ao mercado exterior. [18]
viSitA De eStADo À rúSSiA
embaixador confirma ida do Presidente
O diplomata russo Vladimir Tara-
rov confirmou a ida do Presidente
João Lourenço à Rússia, em Abril,
a convite do seu homólogo Vladmir
Putin. Uma das questões a abor- dar é a instalação de uma base de
manutenção, fornecimento de peças
esobressalentesparamanteraope-
racionalidade de helicópteros. Com
a criação de novos instrumentos
para o investimento estrangeiro em Angola, estão lançadas as bases para o reforço das relações econó-
micas,disseoembaixador.[10-11]
reLAtório Do BNA
clientes confiam mais kwanzas
à banca [12]
10
5
0
Fonte: Relatório do BNA | Valores em mil milhões de kwanzas
|
goverNAção |
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Novos gestores tomam posse |
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José Alexandre Barroso é o novo Secretario de Estado dos Petró- leos . O Presidente conferiu igual- mente posse ao novo Conselho de Administração da Agência Nacio- nal de Petróleo e Gás. [4] |
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thiS iS AMericA |
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childish gambino faz história nos grammy |
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Autor do sucesso “This is ame- rica” levou quatro Grammys. Foi a primeira música do estilo a ser |
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galardoada nas categorias. [30] |
2 opinião
eDitoriAL
O negócio do petróleo
O negócio do petróleo é caro e ao mesmo tempo complexo.
Tanto pela sofisticação da mão-de-obra e dos recursos tecnológicos, quanto pelo impacto que gera na economia dos países que reservam, no seu subsolo ou profundezas marinhas o recurso em abundância. Angola seja no offshore (mar) como no on shore (terra) tem abundantes reservas de petróleo descobertas e
por descobrir o que faz crer que por muitos anos ainda teremos nesse combustível a maior fonte de riqueza e de injecção de capitais ao mercado nacional. As mudanças que estão a ser aplicadas no sector, neste momento, com a separação da função concessionária de qualquer operador é encarada como mais uma prova de que se tem tudo para dar certo nesse domínio.
A Sonangol já não é quem define a entrada de outros
concorrentes. Ela é agora um jogador só e somente, deixando para a agência já operacionalizada a função de árbitro.
E na verdade a nossa Agência assume uma rica e
vantajosa herança, pois migram para si os quadros da petrolífera que funcionaram. Há quem defenda que talvez com as pessoas migrem também vícios e desconformidades, mas convenhamos que “step-by-step”
chega-se ao desejado. Ninguém escala ao cimo do morro do moco, de Angola, o Kilimanjaro, em África, ou o Evererst, no pelo mundo, sem começar de uma base bem sólida. Agregar experiência da veterania a uma juventude entusiasta seguramente será a opção mais acertada para começarmos
a trilhar os passos seguros que se pretendem.
E se tal só não bastasse, também migrou para a Agência
um peso-pesado do nosso “ business petroleum”: José Paulino, até então secretário de Estado, ele que já fora administrador em longa data da petrolífera Sonangol, vai assumir a direcção do novo regulador. Caso para dizer que saberes não faltarão e um profundo domínio dos principais desafios deste agente está entregue em mãos “confiáveis”. As opiniões convergem que a criação de uma agência
reguladora e independente, tal como a alteração da lei da tributação na actividade petrolífera e a reforma do sector petrolífero angolano constituem pilares fundamentais para melhorar as condições económicas e financeiras. O resultado destas será a atracção de novos investimentos.
E claramente é de investimentos que devemos falar.
A nossa posição no Doing Business ainda não
satisfaz de certeza, mas ninguém deve ficar a parte das mudanças que são introduzidas nos planos
económico,político e mesmo no da justiça.
A bandeira de luta contra a corrupção, que é na verdade
um compromisso de moralização do Estado e seus agentes, públicos e privados, dá sinais de ampla aceitação externa. Como já está oficialmente criada a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, estão transferidos os 655 trabalhadores da Sonangol EP; está estruturada a administração que fica com 4 órgãos de gestão, o que nos resta dizer a José Paulino e pares que é somente “mãos à obra”!
A bAndeirA de lutA contrA A
corrupção, que é nA verdAde um compromisso de morAlizAção do estAdo e seus Agentes públicos
e privAdos, dá sinAis de AmplA
AceitAção externA
Economia & Finanças
Acessibilidades urbanas
U m país próspero tem nas redes de transportes territoriais e acessibilidades urbanas um precioso factor de desenvol- vimento económico e social.
Delas depende a livre circulação de pessoas
e mercadorias por todo o território nacio-
nal e tanto melhor se as ligações interna- cionais facilitarem o comércio e o turismo. Em 1961, antes da eclosão da luta armada de libertação nacional, o potencial econó- mico do território angolano estava extrema-
mentesubaproveitado. Asprecáriasligações rodoviárias criavam enormes transtornos aos poucos automobilistas e camionistas que se aventuravam pelas estradas fora, na maioria de terra batida, com dificulda- des agravadas na época da chuva, quando se transformavam em lamaçal.
A necessidade de transferir em pouco
tempo para o teatro de guerra, a partir do Porto de Luanda, contingentes militares em perseguição aos nacionalistas, levou
o governo português a investir em infra-
-estruturas, designadamente estradas e pontes, sem descurar os serviços sociais, com destaque para a saúde e o ensino, tam- bém com fins propagandísticos.
O “boom” económico traduziu-se até
1974 na criação de uma vasta malha de estradas asfaltadas, com planos de exten-
são até aos pontos mais afastados da capi- tal, como Mbanza Kongo e Soyo, no Norte,
e as fronteiras do Sul. Os confrontos arma- dos que antecederam a proclamação da Independência Nacional a 11 de Novem- bro de 1975 impediram a concretização das obras planeadas. Noutro contexto, com desígnios expan- sionistas, a Alemanha desenvolveu a passo de corrida as redes rodoviárias e ferro- viárias, designadamente com a constru- ção acelerada de auto-estradas. O regime implantado pelos nazis calculou e con- firmou que os militares e o equipamento bélico podiam ser deslocados em pouco tempo para as fronteiras, de onde desen- cadearam invasões aos países vizinhos, dando origem à II Guerra Mundial. Actualmente, em período de paz abso- luta, pelas antigas e novas auto-estradas
e sobre a ferrovia reconstruída, moderni-
zada e ampliada, circulam diariamente camiões de longo-curso e comboios carre- gados de mercadorias entre o Ocidente e o Leste da Europa. Esse movimento inces- sante dinamiza o comércio e fomenta o emprego em larga escala. Em países desenvolvidos como a Ale- manha, os transportes são um dos prin- cipais pilares da economia, seja por terra, seja por mar e ar. Ao contrário, um governo que negligenciar esta realidade está a con- denar o respectivo país ao atraso econó- mico e social. Consciente da importância vital dos transportes em geral e das acessibilida- des urbanas, o Governo angolano inves- tiu enormes fatias do Orçamento Geral do
Estado, depois de 2002, na reabilitação e extensão das redes de transportes rodoviá- rios e ferroviários, duramente castigadas pela guerra civil, sem descurar a moder- nização da frota da companhia aérea de bandeira. Por enquanto, o transporte marí- timo de cabotagem e longo curso parece estar mergulhado no marasmo, mesmo se
a extensa costa angolana justifica inves-
timentos públicos nesta área importante do desenvolvimento económico e social. Actualmente, dentro do território nacio- nal, é por estrada e caminhos-de-ferro que circula o maior número de pessoas e de mer- cadorias de todo o género, com destaque para os produtos agrícolas e bens de con- sumo importados. Todavia, o estado precá-
rio das estradas municipais e até mesmo
EdiçõES novEMbro
Paulo Pinha
Jornalista
não é CoM iMpEdiMEntoS Ao EStACionAMEnto nA bAixA dE LuAndA quE AS ACESSibiLidAdES urbAnAS E A FLuidEz do trânSito MELhorAM
culta as viagens. Daqui resultam muitas dificuldades pessoais, para além dos ine- vitáveis prejuízos que afectam os produ- tores e os comerciantes. É certo que a situação financeira do país condiciona os investimentos na área dos transportes rodoviários, apesar das iniciativas do Governo em curso para rea- bilitar as estradas principais, algumas delas reconstruídas apressadamente por empreiteiros sem escrúpulos que deixaram
obras de má qualidade. O “barato sai caro”, segundo um ditado popular, pelo que agora
o Estado tem de abrir os “cordões à bolsa” para refazer o que foi mal feito.
Outroproblemaquecausaprejuízoseco-
nómicoseenormestranstornosàpopulação
está nas más ou inexistentes acessibilidades
urbanas, de que Luanda é o maior exemplo. Numa cidade onde a maioria da população
vive na periferia e desloca-se ao centro para trabalhar ou tratar de assuntos pessoais, é
incompreensívelquemuitasdasviassecun-
dárias e terciárias estejam em condições las- timáveis e algumas intransitáveis. Também não é com impedimentos ao estacionamento na baixa, como acontece desde a semana passada na Rua Rainha Ginga, que as acessibilidades urbanas e
a fluidez do trânsito melhoram. Esse con-
dicionalismo idealizado no “Palácio da Mutamba” por alguém que, claramente, confunde areia da praia com farinha do musseque, fez aumentar os atrasos no trân- sito automóvel com consequências para a
produtividade laboral. Ora, nas cidades desenvolvidas, grande
parte dos serviços administrativos e as principais empresas estão deslocaliza- dos do centro, precisamente para evitar
a enorme afluência de funcionários e de
outros cidadãos a uma área limitada. Não
é este o caso de Luanda, uma cidade caó-
tica, desordenada e decrépita, onde as res- trições ao estacionamento na Baixa não resolveram nenhum problema estrutural das acessibilidades. Pelo contrário, só agra- varam. Até quando?
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
Máfia nos seguros
D acordo com o legis- lador dos seguros,
a actividade funda-
e
mental das compa- nhias de seguros, não
é a de pagar indemnizações em
caso de sinistro, mas de assumir
o risco durante todo o período de vigência do contrato.
A obrigação de pagamento
de uma indemnização, em caso
de sinistro, ou seja de um envol- vimento danoso cujas conse- quências estejam cobertas pela apólice, é uma obrigação acessó- ria da obrigação principal.
A obrigação de o segurador
assumir a cobertura dos riscos cobertos respeita a todo o con- junto de contratos de seguro, enquanto a de efectuar o paga- mento de indemnizações ape- nas respeita, geralmente, a um número reduzido de contratos. As companhias de seguros, também têm a função de distri- buir entre todos os tomadores de seguros (clientes), os prejuízos económicos sofridos por apenas alguns dos segurados. Os seguradores têm o papel pri- mordial de vender seguros, vender seguros é vender segurança, que é
o bem abstracto, mas de que, as pes- soas mais conscientes e previden-
tes sentem a necessidade de obté-lo.
O corrector de seguros, é o
mediador que exerce a actividade de mediação de seguros de forma independente face às companhias de seguros, baseando a sua acti-
vidade numa análise imparcial de um número suficiente de con- tratos de seguros disponíveis no mercado, que lhe permite acon- selhar o cliente, tendo em conta as suas necessidades específi- cas, os correctores de seguro já existem desde 1578.
A mediação de seguros é uma
actividade remunerada que con- siste em apresentar ou propor um contrato de seguros ou prati- car outro acto preparatório da sua celebração, em celebrar ou apoiar a gestão e execução desse contrato,
em especial no caso de sinistro.
A remuneração é efectuada
através do pagamento de comis- sões, normalmente calculadas em determinada percentagem dos prémios comerciais. Não obstante o serviço pres- tado pelo corrector de seguros ser essencialmente no interesse do cliente ou segurado, as comissões são pagas pelo segurador, saindo directamente dos prémios e não
EdiçõES novEMbro
Paulo Calunga
broker de seguros
oS téCniCoS CorroMpEM oS FunCionárioS dE váriAS EMprESAS
pArA rECEbErEM o dinhEiro dA tErçA pArtE dA CoMiSSão quE SEriA pAgA Ao CorrECtor
sendo, por conseguinte legítimo ao segurador qualquer operação que tenha em vista fazê-las reper- cutir sobre o cliente. Por isso, em caso de nomeação ou de recusa do corrector de segu-
ros,oprémio(preço,valoracertado com o segurador) não sofre pelo facto, qualquer alteração. Tenho toda pertinência em dizer que, todo o cliente é soberano em con- tratar um corrector de seguros, saiba que, sempre que fizemos o contrato de seguro, pagamos para
ter um corrector de seguros, no sen- tido de nos aconselhar na eficácia do contrato de seguros. Importa dizer que todo o cliente que não tem um corrector de seguros está a permitir ser roubado. A direcção e os técnicos das companhias de seguros exibem um padrão de comportamento muito displicente diante dos clien- tes e correctores de seguros, desde
a quebra do monopólio no sector
segurador em Angola, hoje o mer-
cado conta com 27 companhias de seguros, e todas sem excepção, lamentavelmente são mafiosas.
A máfia é um tipo de crime
organizado, que nos seguros está infelizmente bem arquitectado, a direcção das seguradoras que ope- ram em Angola, orientam os seus técnicos a subornar os clientes com valores avultados caso esses não
contratem um corrector de segu- ros para o seu contrato de seguro. Os técnicos das seguradoras muitas vezes corrompem os fun- cionários de várias empresas no sentido de receberam dinheiro da terça parte da comissão que seria
paga ao corrector de seguros, que lhe faria consultoria grátis de segu- ros e a outra parte reverte-se para
a seguradora e o técnico perverso. Esta máfia a que me refiro nos seguros, prejudica bruscamente não só os clientes, os correctores de seguros, mas também o Estado angolano (AGT), se as comissões que são retiradas dos prémios comerciais como fiz referência, fossem pagas legalmente aos cor- rectores de seguros, esses por sua vez estariam a pagar mais impos- tos, uma vez que os corruptos das
companhias de seguros corrompem os clientes particulares e empresas com valores avultados. O Estado perde muito dinheiro com estas práticas não abonatórias. Nenhuma economia no mundo cresce sem índice elevado de pro-
dutividade,ecomíndicemuitoele-
vado de corrupção. Se o rigor e a
exigência tem vindo a se colocar
na execução da luta contra a cor- rupção e o resgate das más práti-
cas,aquitemosmatériasuficiente
para a: Agência Angolana de Regu-
lação e Supervisão de Seguros (ARSEG), PGR, AGT e outras ins-
tituiçõesfiscalizadorasactuarem
de acordo com a lei, junto das segu- radoras sem excepção e principal-
mente as com mais solvabilidade.
A máfia nos seguros temculpa
partilhada com a ARSEG, quando foi criado o cargo de corrector de seguros em 1578, foi com a inten- ção de não haver lacunas nos con- tratos de seguros e acabar com a má fama de que as companhias de seguros roubam os clientes, e já naquela altura os clientes não eram recebidos pelos seguradores se os mesmos não se fizessem acompa- nhar de um corrector de seguros, hoje esta prática benéfica infeliz- mente não é vigente no nosso país.
FichA técNicA
EDIÇÕES
NOVEMBRO
E.P.
JORNAL DE ANGOLA I JORNAL DOS DESPORTOS
Director: Agostinho Chitata
Director-adjunto: Mateus Cavumbo
Secretário de redacção: Carlos Cardoso
redacção: Isaque Lourenço (editor), Adérito Veloso, Ismael Botelho, Pedro Peterson e Armando Estrela (subeditores), António Eugénio, André Sibi, Manuel Barros, Regina Handa, Vânia Inácio, Yola do Carmo e Xavier António (repórteres)
Fotógrafos: Vigas da Purificação e Contreiras Pipa
Departamento de Paginação : Irineu Caldeira (Chefe), Adilson Santos (Chefe-adjunto), Carlos Casimiro (Chefe de secção), Alcreto Abílio, Bruno Vieira Dias, Paulo Lopes e Alberto Quiluta
Sede: Rua Rainha Ginga, 12-26 | Caixa Postal 1312 - Luanda telefone 222 020 174 | telefone geral 222 333 344 Fax 222 336 073 Mail: redaccaoeconomia@gmail.com ednovembro.dg@nexus.ao Publicidade: 244-937 550 262/244-949 770 006, www.jornaldeeconomia.co.ao
Presidente do conselho de Administração:
Victor Silva
Administradores executivos:
Caetano Pedro da Conceição Júnior, José Alberto Domingos, Rui André Marques Upalavela, Luena Kassonde Ross Guinapo
Administradores não executivos:
Filomeno Jorge Manaças
Mateus Franscisco João dos Santos Júnior
opinião
3
NúMeroS
452,1
MiLhõeS De KwANzAS
é a receita aduaneira arrecadada no exercício
económico de 2018, registando um acréscimo de 43,8 por cento em relação ao ano anterior.
48
MiL ProFeSSoreS quadro docente que beneficiou da actualização de categorias, passando de técnicos médios para superiores no âmbito da revisão da tabela indiciária salarial da Função pública.
15
MiLhõeS De KwANzAS
é quanto as Empresas públicas da província do
huambo devem à Empresa de águas e Saneamento local, por incumprimento do pagamento das taxas de consumo deste líquido.
851,6
MiLhõeS De KwANzAS verba disponibilizada pela administração do município da Caála, para aquisição de sumos diversos, bolachas, leite de soja, pão, papas de farinha de milho que compõem a merenda escolar.
1200
torreS De teLeFoNiA
é quanto o país necessita para suportar até quatro
operadoras globais de médio e grande porte, segundo o Ministro das telecomunicações e tecnologias de informação, José Carvalho da rocha.
FrASe DA SeMANA
Estamos a estabelecer política de assistência e protecção social muito próxima dos pobres
PEDRO LUÍS DA FONSECA
Ministro da Economia e planeamento
4 ACtuALidAdE
Economia & Finanças
Dois mil milhões de dólares aguardam novos projectos
O embaixador cessante da China em Angola reiterou esta semana ao Presidente da República que o dinheiro
a disponibilizar depende de novos projectos por apresentar e que tenham forte interesse económico
A C h i n a q u e r
promover, em
u m
c i c l o
de investi -
mentos, para
A ng ola ,
n o v o
apoiar o desen-
volv i mento económ ico e social do parceiro africano. A garantia foi dada esta semana durante uma audiên- cia que o Presidente da Repú- blica concedeu ao embaixador cessante da China em Angola. Cui Aimin apontou como prioridades na cooperação com Angola o incremento do investimento nas áreas da agricultura e da indústria. De acordo com o diplomata que esteve em Angola desde Setembro de 2015, a disponibi- lização do financiamento, de cerca de dois mil milhões de dólares, anunciado aquando da visita de Estado do Presidente João Lourenço à China, em Outu- bro do ano passado, está condi- cionado à concepção de novos projectos de desenvolvimento. Lembrou que os entendimen- tos alcançados estabelecem, para além do financiamento, projec- tos de assistência técnica. Cui Aimin, citado pela Angop, disse que, durante o seu man- dato, testemunhou fases difíceis da economia angolana, mas que, actualmente, regista “uma recu- peração (…) cada vez melhor”. Com isso diz acreditar que haja ainda muito por se fazer e que a cooperação entre os dois países seja sustentável. Os números da coopera- ção revelam que Angola tem sido um dos principais bene- ficiários dos investimentos da China, nos últimos anos. Sobre a dívida angolana, esta é paga por via do petró- leo, devido ao interesse chi- nês em diversificar o acesso a matérias-primas como o crude. Em 2017, 43 por cento das exportações de Angola foram para a China, que se tornou no terceiro maior destino das expor- tações angolanas, a seguir da Rússia e da Arábia Saudita”.
43
Por ceNto é o valor das exportações que vão regularmente para a China, que se tornou no terceiro maior destino.
SAntoS pEdro | EdiçõES novEMbro
Presidente joão Lourenço recebeu cui Aimin no Palácio à cidade Alta
Projectos em perspectivas
Entre esses projectos constam
a segunda fase do Centro Inte-
grado de Segurança Pública, do novo Centro de Convenções e Hotel, Sistema de Abastecimento de Águas de Luanda, Aproveita-
mento Hidroeléctrico do Zenzo, Ligação de média e alta tensão do Huambo, Huíla e Namibe. Estãotambémnasprioridades
a requalificação do troço ferro-
viário do Zenza-Cacuso, a liga- ção ferroviária Luacano-Jimbe, para ligar o Caminho-de-Ferro de Benguela à Zâmbia, programa de reabilitação de infra-estru- turas rodoviárias e a nova Base Naval da Marinha de Guerra. Entretanto, além do acordo de facilitação dos usd 2 mil milhões, as delegações de Angola e da Repú- blica Popular da China rubricaram um Memorando de Entendimento entre o Ministério do Comér- cio da China e o Ministério das Relações Exteriores de Angola. O instrumento é relativo ao estabelecimento de compromissos ao Acordo sobre a Protecção e Pro- moção Recíprocas de Investimen- tos. Assinou-se um Memorando de
3
ProvíNciAS destacam-se no Sul nos acordos entre a China e Angola no domínio da expansão eléctrica.
oS núMEroS dA CoopErAção rEvELAM quE AngoLA tEM Sido
uM doS prinCipAiS bEnEFiCiárioS doS invEStiMEntoS dA ChinA
EntendimentosobreImplementa-
ção Conjunta de Medidas Económi- cas e Comerciais das Oito Acções
da Cimeira de Pequim, do Fórum de Cooperação China-África. As negociações culminaram ainda com a assinatura de um Acordo entre a China e Angola para Eliminar a Dupla Tributa- ção em Matérias de Impostos sobre o Rendimento e Prevenir a Fraude e a Evasão Fiscal.
1
AcorDo Foi assinado entre os dois países no que respeita à eliminação da dupla tributação em impostos.
eMPoSSADo Novo SecretArio De eStADo DoS PetróLeoS coMBAte Ao
O presidente da República,
João Lourenço, empossou, ontem, quinta-feira, novos responsáveis do sector dos petróleos. Na cerimónia realizada no palácio da cidade alta, o Presidente conferiu posse a José Alexandre Barroso no cargo de Secretário de Estado dos Petróleos. Tomaram igualmente posse os membros do novo Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo e Gás, presidido por
Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo. Na ocasião, João Lourenço adiantou terem sido, nos últimos meses, tomadas medidas para tornar o sector cada vez mais forte, destacando, entre elas, a retomada do projecto de construção da “grande” refinaria do Lobito, da construção de uma nova em Cabinda, por via do concurso público e a ampliação da de Luanda. Informou que se pretende, a partir de 2021, quadruplicar a actual capacidade de produção da refinaria de Luanda, embora antiga, “pode servir para reduzir a dependência, em termos de produtos refinados”.
O Presidente acrescentou
que a criação da Agência Nacional de Petróleo e Gás se impunha há bastante tempo,
por ser prática internacional,
A CriAção dA AgênCiA nACionAL dE pEtróLEo E gáS SE iMpunhA há bAStAntE tEMpo
2021
PERIODO EM QUE SE PROJECTA QUADRUPLICAR A CAPACIDADE DA REFINARIA DE LUANDA
a existência de empresas dedicadas à produção do crude, do gás e seus derivados, bem como uma agência com papel de concessionária nacional, responsabilidade anteriormente assumida pela Sonangol. Fazem ainda parte do Conselho de Administração da Agência, Belarmino Emílio
Chitangueleca, César Paxi Pedro, Natacha Alexandre Tavares Ferreira Monteiro Massano e Gerson Henda Baptista Afonso dos Santos.
SAntoS pEdro | EdiçõES novEMbro
Novos responsáveis durante a tomada de posse na cidade alta
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
pubLiCidAdE
5
dr
6 dEStAquE
Economia & Finanças
em 2018, os indicadores atestam ter se verificado uma redução de 10 por cento no volume da comercialização do diamante angolano, mas por força do preço médio de venda de 151,92 dólares
ProMoção e coMerciALizAção
Preço do diamante favorece as perspectivas do mercado
Em 2018 verificou-se uma redução de 10 por cento no volume da comercialização do diamante angolano, mas o preço médio de venda permitiu que o país registasse um aumento na receita de 11 por cento
Armando Estrela
O n e g ó c i o d o s diamantes no mercado inter- nacional pode ser favorável a Angola, no pre- sente ano, caso
o preço do quilate continuar a subir ou manter a média actual 152 dólares, ainda que tenha se verificado em 2018 uma redução do volume de comercialização do produto nacional na ordem dos 10 por cento, de acordo com o rela- tório preliminar da SODIAM (Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola), divul- gado esta terça-feira, 12. Em 2018, verificou-se uma redução de 10% no volume da comercialização do diamante angolano, mas, por força do preço médio de venda, de 151,92 dóla- res, o país registou um aumento na receita proveniente do comér- cio da “pedra preciosa” na ordem dos 11%. Durante todo o ano de 2018 foram comercializados um total
de 8.408.687,87 quilates de dia-
mante, que geraram uma receita bruta de 1.223.725.185,45 dólares. Só no quarto trimestre do ano, o volume total de diamantes comer- cializados foi de 2.508.220,59 quilates, que representam um aumento de 2,00%, comparati- vamente ao quarto trimestre do ano de 2017. Dessa produção, 2.287.002,81 quilates, representando 91,2 por cento teve a sua origem nos kim- berlitos em exploração e 221.217,78 quilates (8,8%) na exploração alu- vionar. O preço médio total no quarto trimestre de 2018 situou- -se em 151,92 dólares e represen- tou um incremento de 26 por cento, relativamente ao período homólogo de 2017, quando o preço médio do quilate esteve nos 113,5 dólares. No último trimestre do ano, a receita bruta proveniente da actividade de comercialização totalizou 381.051.472,69 dólares, que reflectem um incremento de 63.263.592,80 dólares, equiva- lentes a 19 por cento, comparati- vamente ao quarto trimestre de 2017. Os diamantes comerciali- zados no período em análise são provenientes das províncias da
A rECEitA brutA provEniEntE dA ACtividAdE dE CoMErCiALizAção totALizou
381.051.472,69
dóLArES no úLtiMo triMEStrE
Lunda Sul, com uma produção de 89,2 por cento, e Lunda Norte, com 10,8.
receita estimada
Nas contas da Direcção Nacio- nal de Mercados e Promoção da Comercialização, do Ministério dosRecursosMineraisePetróleos (MIREMPET), que faz o acompa- nhamento contínuo da comercia- lização de diamantes produzidos em Angola, afere a evolução dos
preços dos diamantes no mer- cado internacional, acompanha os fundamentos do mercado e avalia as empresas que comer- cializam diamantes no país, o volume total de diamantes comer-
cializados no quarto trimestre de
2018 foi de 2,5 milhões de quila-
tes, que permitiram a obtenção de uma receita estimada de 378 milhões, correspondente ao preço médio de venda de 148,87 dóla- res por quilate. Comparativamente ao tri- mestre anterior, de acordo com o director nacional de Merca- dos e Promoção da Comercializa- ção, Gaspar Fernão, verificou-se, com esse volume de venda, um aumento nas receitas na ordem
de 158 milhões de dólares. “Portanto, durante o ano de
2018 foram exportados cerca de
7,9 milhões de quilates, sendo 7,6 milhões resultantes da produção industrial e 229 mil resultantes da produção artesanal”, avançou o director. As receitas anuais cifra- ram-se em 1,015 mil milhões de
dólares, sendo 1,09 mil milhões provenientes da produção indus- trial e 52,8 milhões da produção artesanal.
Até 2022
AMBiçõeS DA eNDiAMA
Angola é actualmente, o quinto produtor/exportador de diamantes do mundo e deve
duplicar a sua produção para 14 milhões de quilates por ano, até 2022, depois de, no ano passado, ter estabelecido linhas de orientação para o sector. As perspectivas para 2019 passam por atingir níveis de produção projectados, prevendo-se 9.500 milhões de quilates, com receitas brutas de 1.130 milhões de dólares,
9.850 milhões de quilates em
2020, gerando 1.184 milhões de dólares, 11.300 milhões de quilates em 2021, produzindo
1.333 milhões de dólares e
13.800 milhões em 2022, visando uma renda de 1.584 milhões de dólares. A Endiama tem hoje um passivo muito elevado e deve pagar, a médio e longo prazos, perto de 524 milhões de dólares que deve.
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
dEStAquE
7
Fábrica tem capacidade de lapidar 2 mil quilates de diamantes por mês
O projecto inaugurado esta semana, em Luanda, resulta de uma parceria entre investidores privados e a Sodiam
Xavier António
A segunda fábrica de lapidação de dia- mantes brutos no país, com capaci- dade para lapidar
dois mil quilates por mês, foi inaugurada esta semana, em Luanda, pelo ministro dos Recu- ros Minerais e Petróleos, Dia- mantino Azevevedo. Denominada Stone Polished Diamond (SPD) resulta de uma parceria entre investidores pri- vados angolanos e a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam-EP), que detém 10 por cento do capital social.
Numa primeira fase irá lapi- dar diamantes brutos de 3 a 10 quilates e também pedras espe-
ciais compeso igual 10.8quilates.
A intenção dos promotores
do projecto é dar continuidade à expansão da fábrica e permi-
tir que possam trabalhar em pleno diariamente dois turnos.
A Stone Polished Diamond
considera ainda que a inicia- tiva “surge da necessidade de se explorarem devidamente os recursos naturais existentes em toda a cadeia de produção”.
A MEtA é
FoMEntAr A
iMpLEMEntAção
dE FábriCAS dE
LApidAção quE
trArão vALor
5
MiLhõeS De DóLAreS
Montante investido pela Stone Polished numa fábrica de lapidação de diamantes em
parceria com a Sodiam que detém 10 por cento.
Mais fábricas
Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração da Sodiam, Eugênio Bravo da Rosa, anunciou o surgimento este ano de mais duas fábri-
MAriA AuguStA | EdiçõES novEMbro
Ministro, Diamantino Azevedo
10
MiLhõeS De DóLAreS
Valor a ser investido numa unidade de lapidação de diamantes na cidade de Saurimo, província da Luanda Sul.
cas de lapidação de diamantes. Avançou que a primeira está projectada em Luanda e entra em funcionamento já a partir do próximo mês de Março. A segunda será construída
em Saurimo, província da Luanda Sul num investimento que ronda os 10 milhões de dólares. Eugênio Bravo da Rosa des- tacou que a fábrica com capa- cidade para processar quatro mil quilates de diamantes bruto/mês, numa primeira
fase, enquadra-se no âmbito do plano estratégico da Sodiam.
uma iniciativa de inves-
tidores privados com a parti- cipação da Sodiam e poderá gerar 200 postos de trabalho”, ressaltou.
Política de comercialização
Neste contexto, o ministro Dia- mantino Azevedo lembrou que
o ano passado foi aprovado a
nova política de diamantes bru- tos cujo foco é incentivar inves- timento na transformação dos
diamantes explorados no país.
“A meta é fomentar a imple-
mentação de fábricas de lapida-
ção que trarão valor acrescentado ao diamante e também a criação de empregos”, aclarou. Explicou que foi definido para as fábricas que se insta- larem no país cerca de 20 por cento da produção, com isso se chegar a médio prazo pró- ximo da estatística outros paí- ses produtores de diamantes.
O governante revelou à
imprensa que há mais pedidos de investimentos de fábricas de lapidação de diamantes que pode- rão surgir nos próximos tempos. Para tal, sublinhou a neces- sidade de se investir sobretudo nas regiões das Lundas Norte e Sul do país potencialmente for- tes em diamantes. Garantiu apoio institucional
a todas as iniciativas que cum- pram a política de comerciali- zação de diamantes, referindo que o Governo vai continuar a incentivar a criação de instru- mentos para a transformação.
“É
MAriA AuguStA | EdiçõES novEMbro
Nova fábrica de lapidação de diamantes inaugurada esta semana, em Luanda tem uma capacidade de lapidar dois mil quilates por mês numa primeira fase
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Pólo mineiro fica pronto em breve |
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Iniciativa da Endiama e Sodiam vai permitir que novas fábricas se |
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instalem na Lunda Sul |
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A actividade diamatífera em |
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Angola será reforçada com um pólo para fábricas de lapi- dação de diamantes e outras |
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indústrias ligadas à activi- dade mineira no país. |
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O |
empreendimento em fase |
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de conclusão começa a fun- cionar este ano e está a ser construído na cidade de Sau- rimo, província da (Lunda Sul), de acordo com a Angop. A iniciativa é da diamantífera estatal, Endiama e da Sociedade |
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de Comercialização de Diamantes |
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de Angola (Sodiam-EP) cujo objec- |
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tivo é permitir que novas fábri- cas de lapidação de diamantes se instalem na província. Durante o seu discurso de cumprimento de fim de ano, o ministro dos Recursos Mine- rais e Petróleos, Diamantino Azevedo, sublinhou, que o seu |
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pelouro pretende mais empre- sas a investir na prospecção e exploração diamantífera. |
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dr |
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As zonas mineiras são exclusivas |
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regulação |
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Entretanto, a Sodiam conti- nua a ser o órgão público de comercialização, que regula a interacção entre as empresas produtoras e compradoras, no |
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sentido de que as autoridades tenham um controlo de como se procede a venda e se cumprem |
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normas e os preceitos do pro- cesso de Kimberley. as |
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A |
Sodiam é uma filial da |
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Endiama, criada em 1999 para |
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a actuação no sector de comer- |
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cialização de diamantes, subs- tituindo o modelo existente até |
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finais dos anos 1990, que assen- tava num grande número de operadores, maioritariamente intermediários ilegais. |
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A |
sua posição no país foi |
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igualmente reforçada com a participação directa no consór- cio que deu origem à empresa Angola Polishing Diamonds (APD), responsável pela aber- tura da primeira fábrica de lapi- dação de diamantes de Angola, |
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em Novembro de 2005. |
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8 dEStAquE
Economia & Finanças
Executivo intensifica acções na exploração de diamantes
Governo quer aposta firme na exploração e comercialização de “pedras preciosas” que já encantam o mundo há 107 anos, pela sua qualidade, beleza e valor comercial
Carlos Cardoso
O d i a m a ntes
são uma forma cristalina de Carbono, dura e transparente. Por muitos sécu- los foram apre-
ciados como a mais perfeita das pedras preciosas, sendo de grande valor económico. Historicamente, a Índia foi o primeiro fornecedor de diaman- tes para o mundo. Em Angola, a exploração siste- mática e industrial de diamantes começou em 1917 com o surgi- mento de uma empresa de capi- tais mistos de grupos financeiros de vários países( Diamang) que operou até 1975, altura em que o país conquistou a independência. A Diamang, foi criada em suces- são à PEMA – Pesquisas Minei- ras de Angola, uma empresa de prospecção constituída em 1912, cujo propósito consistia na deli- mitação de jazidas diamantífe- ras no Nordeste de Angola, na bacia do Cassai. Os primeiros (7), sete dia- mantes foram descobertos por Johnston e Mac Vey, prospecto-
s
res da Societè Internationale For- restière et Minière du Congo, em Novembro de 1912, no ribeiro Mus-
salala, afluente do rio Chiumbe, perto da fronteira com o Congo Democrático. O ano de 1952 tornou-se impor- tante na história diamantífera de Angola, pois marca o desco- brimento do primeiro kimberlito no país. Posteriormente os estu- dos intensificaram-se resultando que até 1975, fossem descobertos cerca de 600 kimberlitos. Em 1981, as autoridades ango- lanas passaram a ter o controlo total da produção de diamantes
e criaram a Empresa Nacional
de Diamantes ( Endiama), com a missão de gerir dinamicamente o
clusterdiamantífero,fomentando velmente, ao mesmo tempo que se
rendimentos caírem considera-
o desenvolvimento comunitário,
nacional e ambiental e realizar a prospecção, pesquisa, reconhe- cimento, exploração, lapidação e comercialização dos diamantes, de acordo com a legislação nacional. Durante o período da guerra civil registada em Angola, o país viu a exploração de diamantes conhecer uma paralisação quase que total em função dos conflitos armados e da insegurança que se instalou nas zonas de explo- ração. Angola viu assim os seus
assistiu ao açambarcamento desta importante riqueza que em mui- tos casos serviu para financiar a guerra injustamente imposto ao povo e nação angolana. Segundo Luís Chambel, coor- denador do estudo “Cem Anos de Diamantes em Angola”, lan- çado pelas consultoras Sínese e Eaglestone, no final da década de 1960, Angola produzia cerca de dois milhões de quilates. Regis- tou-se depois um ligeiro decrés- cimo até 1974, e durante a guerra
o Ano dE 2018 rEgiStou uMA CoMErCiALizAção dE 8,2 MiLhõES dE quiLAtES Ao prEço Médio dE 148 dóLArES
civil houve anos em que a pro- dução foi inferior a um milhão e
meio de quilates. Com a exploração kimberlí- tica e aluviónica, o país mostra ao
mundooseugrandepotencial,com
a exposição de pedras de enorme
valor comercial como é o caso do designado The Art of Grisogono que foi vendido por 33,8 milhões de dólares (28,7 milhões de euros), em leilão num hotel de Genebra com um preço base de 20 milhões de francos (17,2 milhões de euros). O ano de 2018 registou uma comercialização de 9,4 milhões de quilates , tendo arrecadado 1,2 mil milhões de dólares. As projec- ções para o ano de 2019 , de acordo com os pronunciamentos do pre- sidente do Conselho de Admi- nistração da Endiama, Ganga Júnior, aquando da conferência de imprensa de apresentação do balanço das actividades referen- tes ao ano de 2018, apontam para uma produção de 9,5 milhões de quilates e receitas estimadas em 1,3 mil milhões de dólares para os quais concorre em grande medida
a Sociedade Mineira de Catoca (
a maior do país), com uma mina
de 639 mil metros quadrados de extensão e chaminé de 600 metros de profundidade.
dr
Nas zonas mineiras a exploração de pedras preciosas combina os esforços humanos e das máquinas em busca de um resultado final que traduza ganhos
dr
DiAMANteS São PArA SeMPre?
Embora África seja o principal produtor de diamantes, existem grandes operações de mineração na Rússia, no Canadá e na Austrália. Em
2007, a descoberta do campo de diamantes Verkhne- Munskoye, na Rússia, significou que a ALROSA, a empresa de mineração de diamantes de propriedade russa, seria capaz de competir com o conglomerado de mineração sul-africano De Beers. Os maiores produtores de diamantes em África são
a África do Sul, Angola, Botswana, Namíbia e a
República Democrática do Congo (RDC).
A mineração de diamantes
da África Ocidental é
principalmente de tubos
de kimberlitos alterados e depósitos de aluviões. As maiores minas de diamantes de África estão no Botswana (Jwaneng e Orapa) sendo igualmente as maiores do mundo.
A mina de diamantes mais
famosa do mundo em Kimberly, na África do Sul, é hoje uma atracção turística. As operações de mineração de diamantes aluviais são talvez de maior interesse actualmente. A fonte de muitos dos depósitos de diamantes aluviais ainda não foi rastreada, mas a corrida de exploração está em busca das próximas grandes minas de diamante. Actualmente, a mineração de diamantes em África produz cerca de metade dos diamantes do mundo. Embora os diamantes sempre tenham sido associados à produção de jóias, de facto foi
a De Beers que liderou, com
sucesso, a campanha para introduzir anéis de noivado de diamantes ao mundo. Também têm um uso industrial. Como o mineral
natural mais difícil do mundo, os diamantes são procurados na indústria de perfuração, como abrasivos e até mesmo em equipamentos médicos.
A De Beers é a maior empresa
de mineração de diamantes do mundo, com operações de mineração em 28 países.
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
dEStAquE
9
Política de venda do diamante
Sodiam mantém-se como canal único na venda de diamantes produzidos em Angola
Todas as operações de venda e exportação de diamantes em Angola têm uma única porta de comercialização, a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM), a empresa pública que, em estreita ligação
com os diversos operadores do sec-
tor,devemoperacionalizaresseseg-
mento económico de capitalização de recursos financeiros para o país.
O novo modelo de comercia-
lização de diamantes foi publi-
cado em Diário da República de 27 de Julho de 2018 e estabe- lece, entre outras medidas, que os produtores podem escolher
o comprador, com uma limita-
ção de 60 por cento. A Sodiam tem a opção de comprar 40 por cento da produção de cada explo-
rador de diamantes. Nas medidas de natureza con- tratual, o documento estabelece
a inclusão nos contratos de inves- timento mineiro de uma cláusula
relativa ao direito das sociedades de exploração mineira constituí- rem empresas de compra e venda com cota autorizada até 60 por cento da respectiva produção, com cumprimento obrigatório da política de comercialização de diamantes brutos em vigor.
A Sodiam está autorizada,
pelo Decreto Presidencial 175/18,
a proceder a compra directa de
diamantes, nos termos do Artigo 192 do Código Mineiro. Quanto ao quadro da cadeia de comer- cialização e da cota autorizada,
a Sodiam goza do direito de pre-
ferência para a sua aquisição estratégica em nome do Estado, sempre que os preços apresenta-
dos pelos compradores não cor- respondam ao preço do mercado.
O Decreto Presidencial subli-
nha que a política de comercia-
lização de diamantes assenta num sistema que compatibi- liza os legítimos interesses
dos produtores com a necessi- dade de parametrização, classi- ficação, controlo, certificação
e tributação desta actividade
por parte do Estado. “Nos termos do Artigo 193 do Código Mineiro, a Sodiam tem igualmente a responsa- bilidade de adquirir minerais estratégicos para o Estado”, lê-se no decreto. Está igual-
mente assegurada a simplifica- ção e eficiência administrativa,
a serem exercidas pela Sodiam,
na qualidade de órgão público de comercialização, instituído
como canal único de comercia- lização e exportação de toda a produção de diamantes no país.
A função de órgão público de
comercialização de diamantes pela Sodiam é exercida em estreita cooperação institucional com as demais entidades relevantes da
indústria diamantífera, como a Endiama e a Comissão do Pro- cesso de Kimberley.
dr
Angola, Namíbia e África do Sul cooperam no domínio dos diamantes e traçam novo modelo de comercialização
COOperaçãO
Investidores criam consórcio mineiro
Estado tem um fundo de desenvolvimento económico e social
que deve ser o motor para as diversas iniciativas empresariais
Armando Estrela
A empresa de direito
Investmentos LDA,
com sede em Luanda,
angolanoKimpuanza
juntou-se, há uma
semana, à sul-africana MMG SA (Pty)Ltd, sóciamaioritária, ecria- ram a Profile Resource Corpora- tion (PRC), soube ontem o Jornal de Angola, que passa a ter sub- sidiárias em Angola, Namíbia e África do Sul. Com esse passo, a Kimpuanza
Investmentos passa a ter sub- sidiárias em Windhoek (Namí- bia) e Bloemfontein (África do Sul). A Profile Resource Corpora- tion é uma empresa privada tri- -nacional, de capitais privados de Angola, Namíbia e África do Sul, cujos accionistas são ex-gestores seniores da Debeers Namíbia, a fabricante de máquinas e equipa-
mentos mineiros e de construção civil (infra-estruturas mineiras, estradas, energia, entre outros). Quarta-feira, na Conferência INDABA Mining, na cidade sul- -africana de Captown, foi feita a
apresentação e promoção inter- nacional da PRC junto do minis- tro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, que encabe- çou uma delegação ao evento, a que se juntaram altos responsá- veis da Endiama e da Ferrangol.
Igualmente, a PRC foi apresen-
A “MAioriA
doS bAnCoS
CoMErCiAiS
AngoLAnoS não
tEM bALAnço
SuFiCiEntE,
pArA SuportAr
invEStiMEntoS dE
ELEvAdo vALor”,
diz FéLix nEto
tada à comunidade internacional mineira ligada aos negócios de diamantes, ouro, ferro e “dimen- sions stones”. Do ponto de vista do gestor principal da Kimpuanza Invest-
mentos, Félix Matias Neto, o desenvolvimento da indústria mineira angolana (diamantes, ouro, ferro, cobre, niobium, pla- tina, granito, mármore, sodalita)
e das infra-estruturas (estra-
das, energia, água e transportes)
devem passar, necessariamente,
pelos vizinhos da África Austral
e não pelos compromissos que
sempre são conseguidos junto
dos europeus e brasileiros. Para Félix Neto, o Estado tem um fundo de desenvolvimento económico e social e um instru- mento financeiro de desenvol- vimento, que é o BDA (banco de Desenvolvimento de Angola), que deve ser o motor para o desenvol- vimento das iniciativas do sec- tor, à semelhança da África do Sul, com o DBSA, e com a Namí- bia, com o Bank of Windhoek. “Se o BDA não funciona, por ineficiência ou por excesso de burocracia, temos de criticar, denunciar e pressionar agora, pois, não podemos estar a bater, a toda hora, no ceguinho (Estado)”, para desenvolver o país”, disse. Para Félix Neto, a maioria dos bancos comerciais angolanos não tem balanço suficiente, para suportar investimentos de elevado valor, já que têm accionistas que dificultam, ainda mais, as opera- ções internacionais. Com maior facilidade, um sul-africano ou namibiano con- segue financiamento junto ao Standard Bank, ABSA, DBSA, Commerce Bank, Deutsch Bank, Bank Of Windhoek, do que um angolano nos bancos em Angola. “Algo está mal no sistema, e por
isso, devemos ir ao exterior à procura de dinheiro, tecnologia e parceiros, enquanto o Estado promove o desenvolvimento e
força a banca angolana a vender dinheiro”, concluiu.
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ÁFricA Do SuL |
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ciDADe |
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Do cABo |
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AcoLheu |
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MiNiNg |
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iNDABA |
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Angola esteve recentemente representada na conferência Mining Indaba que se realizou na “Cidade do Cabo”, África do Sul. |
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A |
comitiva foi encabeçada |
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pelo Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino de Azevedo que apresentou o sector à potenciais patrocinadores , no painel sobre o estudo de caso de Angola “ Mineração e oportunidades de Negocio”, Azevedo |
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debruçou-se sobre as grandes oportunidade que Angola oferece, tendo convidado os interessados a investir no país. Na ocasião, os presentes foram ainda informados por via dos Director de Geologia da ENDIAMA, Kapingana Mandavela, sobre os investimentos e estratégias dos players do sector visando atingir até 2022 |
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a |
meta de produzir 13,5 |
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milhões de quilates ano. |
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O |
“Indaba Mining” é uma |
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conferência internacional de minas, que se realiza anualmente na África do Sul, com vista a captar |
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investimento para o sector dos minerais dos países do continente africano |
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A |
delegação angolana |
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integrou ainda administradores da Endiama, Sodiam, Ferrangol, IGEO e directores nacionais. Em 2017, Angola participou |
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e |
aproveitou a ocasião |
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para realizar o “Angola Business Fórum” que juntou investidores, financiadores, consultores, bancos e empresários do ramo dos minerais, para ouvirem a |
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divulgação de dados obtidos pelo País no âmbito do Plano Nacional de Geologia (Planageo). |
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dr |
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um ângulo da cidade do cabo |
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10 EntrEviStA
Economia & Finanças
vladimir tararov
embaixador da rússia acreditado em angola
“A Rússia quer apostar na transformação do pescado”
As pessoas corruptas têm muito poder, pois muitos passaram por vários cargos e carregam muita experiência dos vários organismos estatais por onde passaram. Devemos aproveitar este potencial.
André Sibi
O embaixador da Rússia acredi- tado em Angola, Vladimir Tara- rov, assegurou ao Jornal de Eco- nomia & Finan-
ças que as relações económicas
e políticas entre os dois estados
decorrem a bom ritmo, razão pela qual o Presidente da Repú- blica Federativa russa, Vladmir
Putin, convidou o seu homólogo João Lourenço a visitar a Rús- sia em Abril deste ano. Durante
esse encontro, as partes preten- dem discutir o reforço da coope- ração no domínio de formação de quadros e a construção da base para a manutenção de helicóp- teros e outros aviões na região. “Com a corrupção não é possível
o desenvolvimento de um país. A
corrupção destrói tudo. O homem corrupto não dedica o seu esforço para o bem do Estado”, revela nesta entrevista o embaixador russo.
Que avaliação faz ao estado das rela- ções entre Angola e rússia?
As relações entre os dois países são históricas. Começaram antes da Independência da República de Angola. Em 1966 a Rússia rece- beu o primeiro contingente de estudantes angolanos para for- mação superior, nas diferentes áreas do conhecimento. A Rússia contribuiu não só para o alcance da Independência de Angola, como, também, na construção de um Estado independente e desenvolvido, criando uma base sólida nas relações entre os dois Estados. Neste momento, decor- rem diligências para reforçar as relações económicas e culturais.
existe alguma intenção em aumen- tar o investimento russo em Angola?
Sim, com a criação de novos ins- trumentos legais. Em relação ao investimento estrangeiro em Angola, estão lançadas as bases para o reforço das relações econó- micas entre os dois países. Como resultado, realizaram-se recente- mente dois fóruns empresariais entre Angola e a Rússia. O primeiro encontro teve lugar na Rússia e o segundo em Luanda. Durante os dois certames, foram identifica- das as oportunidades de negócios entre os dois países e os empresá- rios estão a analisar as propostas
pAuLo MuLAzA | EdiçõES novEMbro
o ESForço
dEStinAdo A CriAr
A zonA dE LivrE
CoMérCio é uMA
ExpEriênCiA quE
A rúSSiA podE
pArtiLhAr CoM
o ContinEntE.
A rúSSiA vivEu
uMA ExpEriênCiA
SEMELhAntE Ao SAir dA AntigA união
SoviétiCA
recebidas. Nesta altura, as aten- ções da Rússia vão incidir nos sectores da Agricultura, Pescas, Pecuária e Indústria. Por exem- plo, além da captura do pescado, a Rússia quer apostar na transfor- mação e conservação do pescado para o consumo interno e, quiçá, ajudar Angola a exportar para a região dos Grandes Lagos, Namí- bia e o vizinho Congo Brazaville.
Quanto ao sector diamantífero?
Em 1991 ninguém acreditou que angolanos e russos podessemins- talar uma empresa no sector dia- mantífero, na Lunda. Sabemos que a Lunda Norte dista aproxi- mamente 1.200 quilómetros de Luanda. Foram grandes sacri- fícios e heroísmo consentidos pelos dois Estados. Na altura, as máquinas e os equipamentos foram transportados em condi- ções muito adversas e criou-se uma empresa mista, que hoje gera lucros recíprocos.
Qual foi o resultado em 2018, nos pro- jectos diamantíferos em que Angola e a rússia são parceiros?
Na parte angolana não sei. No entanto, sabe-se que a sua con- tribuição no Orçamento Geral do Estado (OGE) é cada vez mais sig- nificativa. QuantoàRússia, posso lhe assegurar que o país dispõe
|
de uma indústria diamantífera muito desenvolvida e a ALROSA, que representa os interesses rus- sos no segmento dos diamantes em Angola, detem 9,00 por cento do total de produção. O nosso inte- resse é apoiar o desenvolvimento socioeconómico de Angola. |
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há muitas empresas russas a operar no mercado angolano? |
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Temos poucas empresas russas no mercado angolano. Agora vamos reforçar os laços entre os dois países e acreditamos que o futuro promete. |
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Perspectivas em relação à formação de angolanos para este ano? |
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A |
formação de quadros angolanos |
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na Rússia sempre foi uma prio- ridade. Anualmente, o Governo Russo disponibiliza 130 bol- sas de estudo. Para o ano lec- tivo 2018/2019 foram enviados 123 bolseiros. Estudam na Rús- sia aproximadamente três mil angolanos nos diferentes seg- |
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mentos de ensino. Actualmente, |
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o |
Governo Russo está a registar |
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alguma dificuldade em enviar estudantes para a Rússia, pois, no passado, o Instituto Nacional |
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de Bolsas de Estudo de Angola assegurava as passagens. Nos últimos dias, deixou de cumprir com essa obrigação. |
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ANgoLA teM grANDe PreStígio
volvimento económico do conti- nente, é exemplo disso.
Neste particular, onde a rússia pode ajudar?
O esforço destinado a criar a
fico, está situado numa posição
estratégica.Detémgrandesrique- experiência que a Rússia pode
zas culturais, enraizadas numa população cada vez mais jovem, cifrada em aproximadamente 60 por cento, as pessoas com menos de 18 anos. Estamos diante de um paíscomcapitalhumanoquepode sertransformadonumapotência
à altura de influênciar as decisões
a nível do continente.
o que isto representa para o con- tinente?
Bastaolharparaaprimeiravisita oficial do Presidente da Repú- blica Democrática do Congo, Felix TshisekediTshilombo,apósoseu empossamento. Estas e outras
investiduras confirmam o seu poderio na região e não só. O prestígio de Angola na cimeira da União Africana, que hoje trabalha na criação da Zona de Livre Comércio no continente e que vai contribuir para o desen-
de base para o desenvolvimento
Qual é a importância geopolítica e geoestratégia de Angola para a rússia?
Angola desempenha um papel preponderante no contexto da diplomacia no continente afri- cano. Do ponto de vista geográ-
Zona de Livre Comércio é uma
partilhar. A Rússia viveu uma experiência semelhante, ao sair da antiga União Soviética para
o Estado russo. Formaram-se
Estados e comunidades inde- pendentes, criou-se uma plata- forma à semelhança da SADC,
que contribui para o desenvolvi-
mento da região. A Rússia está
a passar por uma fase de identi- ficação de novos parceiros eco- nómicos e políticos, devido às sanções aplicadas ao país sem fundamento.Angolapodeservir
posterior destas relações com o continente africano. Durante a última cimeira Rússia/África, por exemplo, convidamos os che-
fes de Estado africanos e Angola foi representada ao mais alto nível, o que demonstra a impor-
tânciageoestratégicadestepaís
no continente.
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
EntrEviStA
11
haverá incremento no número de bolsas?
Desde o ano passado que os candi- datos à bolsas de estudo na Rússia
estãoaserobrigadosarecorrerem
a fundos próprios, para financia-
rem a viajem. Uma vez na Rús- sia, o nosso Governo assegura
a formação, o alojamento, a ali-
mentação e um subsídio mensal equivalente a 30 dólares norte- -americanos. O custo anual da for- mação superior na Rússia ronda entre 2.500 e 4 mil dólares ano.
existem outros projectos onde a rús- sia apoia Angola?
A Rússia investiu na criação de
um laboratório de agricultura, na região centro e sul do país, orçado
em mais de 240 milhões de dóla- res, para potenciar a produção científica de cereais em Angola. Além desse projecto, a Rússia fornece sementes na região cen- tro e sul, destinadas a aumentar os níveis de produção de cereais, com destaque para o milho. São sementes adaptadas às condições climáticas do país.
concretamente na sua capital Sumbe, para doar material esco- lar aos alunos do primeiro ciclo.
Ao ser nomeado embaixador em Angola, teve uma expectativa. cor- responde à ideia que teve?
Eu tenho um caso especial, pois, já trabalhei em Angola no período
entre 1991 e 92, numa altura em
queaUniãoSoviéticatambémtra-
balhou para a criação do Estado
importantemontarumabasepara russo - a República Federativa da
a manutenção, o fornecimento
de peças e sobressalentes, para manter a operacionalidade dos equipamentos. Trata-se de uma
iniciativaconjunta,peloque,asua
efectiva execução está a depen- der do interesse dos dois países.
Temos certeza que esta base não
vaitrabalharapenasparaAngola,
mas deve apoiar a manutenção de helicópteros e outros aviões,
a nível de toda a região.
Que passos foram dados?
Está em vista a deslocação do Presidente da República, João Lourenço, à Rússia, a convite do seu homólogo Vladmir Putin, em Abril deste ano. Espera-se esta- belecer vários contactos e acredi- tamos que este assunto também será colocado à mesa das nego- ciações. Entre as partes, há essa vontade de se materializar esta iniciativa. Isto já foi demons- trado. No entanto, precisamos trabalhar para colocar o projecto em marcha.
A Rússia detém um número sig-
nificativo de helicópteros em Angola. Pelo que, considera-se
recentemente, a rússia manifestou a intenção de montar uma base para manutenção de helicópteros milita- res em Angola. em que pé está esse projecto?
CoLoCAr oS CorruptoS nA
CAdEiA é uMA CoiSA. MAS CoLoCá-LoS Ao SErviço do
dESEnvoLviMEnto do EStAdo é A CoiSA MAiS iMportAntE.
EmLuanda desaparecerammuitos edifícios. O edifício onde moráva- mos junto ao Hotel Turismo tam- bém desapareceu.
estamos a falar de uma época mili- tar bastante conturbada?
Conheci pessoalmente o general
Gato, o Salupeto Penas, o general “Ben Ben”, todos da Unita; os gene-
raisNdaloeHiginoCarneiro,pelo
Mpla. Na altura era mais jovem e
agora estou gordo (risos)
Ainda não falou da expectativa para com Angola
Ao regressar, nas vestes de embai- xador, encontrei uma Luanda diferente, com proximamente 9 milhões de habitantes. Em 1992, a vida não valia nada. Além do cená- rio militar, havia muitos assaltos
amãoarmada,queinclusiveafec-
tavam os embaixadores. Tivemos
um colega que tinha sido atacado
e chegamos a pensar que não iria
sobreviver. Felizmente, sobrevi- veu.Ooutroaspectoarealçarestá relacionado com o estilo de vida na altura,queeramuitodifícil.Havia muito espírito de inter-ajuda. Não consegui encontrar também o outro edifício onde passamos a morar depois, na Avenida Lénine.
em suma, encontrou um país diferente?
Uma Angola diferente e uma marginal de Luanda que apete- cia a prática de desporto pelas manhãs e de tarde. Por exemplo,
a minha esposa aprendeu a con-
tar um, dois, três, quatro com os atletas que correm no calçadão. À medida que vão contando, ela foi repetindo reiteradas vezes e hoje conta bem em português. As compras eram feitas numa única loja, que se chamava “Fina”. Hoje, temos supermercados um pouco por todo o lado da capital, o que mostra que Luanda, e um pouco por todo o país, mudou em alguma coisa. Na ilha não havia energia. Tudo acontecia a olho nú. O chur- rasco era asado à brasa do carvão. Quando desci do avião, percebi esta mudança.
Rússia. Fui representante da Rús- sia na Comissão Conjunta Político- -Militar (CCPM), em 1992. Entre os garantes da estabilidade das negociações no país, na altura, estavam a Rússia, Portugal e os Estados Unidos de América. Traba- lhamos para as eleições de Angola de 1992. Na altura, Luanda tinha uma população de aproximada- mente um milhão de habitantes.
Não existia Talatona e vivíamos numa base na ONU (Organização das nações Unidas), que estava no Morro Bento e parecia muito longe da cidade na altura. Não havia tanto tráfico como agora.
pAuLo MuLAzA | EdiçõES novEMbro
Quantos cidadãos russos vivem hoje em Angola?
A comunidade russa em Angola
é muito reduzida e ronda os 800 cidadãos.
Fale-nos da participação russa em acções de responsabilidade social nas comunidades angolanas?
ARússiadesenvolveváriasacções
de responsabilidade social em Angola. Durante o mês de Dezem- bro de 2018, por exemplo e através da Associação de ex-estudantes na Rússia e nas ex-repúblicas socia- listas, foram investidos mais de
10 milhões de kwanzas em doa-
ções. Os bens foram entregues ao
Lar da Terceira Idade do Zango
e em dois orfanatos, nos arredo-
res do Zango, em Luanda. No dia
16 de Fevereiro, vamos deslocar-
-nos à província do Cuanza Sul,
|
o hoMeM corruPto Não DeDicA eSForço PArA o BeM Do eStADo |
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como olha para esta revolução |
sofisticado do mundo, que pode destruir todo o planeta. |
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|
que o governo angolano faz, com |
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|
a tónica voltada para o combate |
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|
à corrupção? |
esse é um desafio militarista? |
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|
Com a corrupção não é pos- |
O |
grande desafio é trabalhar |
|
|
sível o desenvolvimento de um país. A corrupção des- trói tudo. O homem corrupto não dedica o seu esforço para |
para manter as relações interna- cionais na maneira mais colec- tiva de se dirigir as relações. |
||
|
A |
experiência da Síria mostra |
||
|
o |
bem do Estado. A sua aten- |
isso. Podemos mesmo vencer em |
|
|
ção está muito mais voltada em pensar de que forma vai roubar dinheiro. A Rússia também passou por um pro- cesso semelhante e venceu a |
situações muito precoces, mas |
||
|
o |
desafio da diplomacia russa é |
||
|
tornar mais potente as Nações Unidas, porque é uma estru- tura que congrega todos os paí- ses e deles depende o futuro do |
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|
guerra contra esse mal. |
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|
chegou a vez de Angola? |
mundo e não dos Estados Uni- dos da América, da Rússia ou da França. Só com um esforço comumpodemosvencerestemal. |
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|
Claro que o processo deve ser feito com grande responsabi- lidade, para que este mesmo |
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|
corrupto venha ser utilizado para o bem do povo. O pre- sidente João Lourenço tem sabido desdobrar-se. Traba- lhar para atrair este dinheiro para o desenvolvimento do país e ajudar no desenvolvi- mento da economia nacional |
existe alguma aproximação entre a embaixada e os angolanos forma- dos na rússia? |
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|
Sempre existiu uma boa pro- ximidade. O que tem variado |
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é |
a dinâmica na actuação das |
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|
lideranças. Actualmente, a Embaixada conta com associa- |
|||
|
é |
o importante. Pode parecer |
ção revitalizada, que tem uma agenda muito actuante. Em Dezembro realizaram-se várias actividades. No final de Janeiro realizou-se uma partida de fute- bol com a comunidade russa residente em Angola e estamos |
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que a meta é apenas o dinheiro que está com essas pessoas. |
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|
Mas, na verdade, não é só isso! |
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há pessoas nessa condição com muito poder? |
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As pessoas corruptas têm muito poder, pois muitos pas- |
a |
trabalhar, para que o reforço |
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dos laços culturais entre os dois |
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|
saram por vários cargos e car- regam muita experiência dos |
povos possam ser reforçados. |
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|
váriosorganismosestataispor |
existe algum interesse da rússia em aproveitar o potencial turístico angolano? |
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|
onde passaram. Devemos apro- veitar este potencial. Colocar |
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|
os |
corruptos na cadeia é uma |
O sector do turismo na Rússia |
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|
coisa. Mas colocá-los ao ser- viço do desenvolvimento do Estado é a coisa mais impor- tante. A forma como está a ser dirigido o combate à cor- rupção mostra que existe um grande sentido de Estado do Presidente da República, o que mostra uma imagem positiva do país no estrangeiro. |
é controlado pelo segmento pri- |
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|
vado.Peloque,precisamosincen- |
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tivar o sector privado a apostar nesse segmento. Angola detém praias muito limpas e pouco frequentadas e uma paisagem bastante convidativa. Os russos gostam disto. Pelo que, o país precisa continuar a trabalhar, para a criação de infra-estrutu- ras e assegurar que a comuni- |
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A |
10 de Fevereiro assinalou-se o |
dade possa movimentar mais turistas. Aos russos interessa |
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|
dia do diplomata russo. como cele- |
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braram a efeméride? |
explorar campos virgens neste |
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|
O |
dia do diplomata russo é |
segmento. Podemos trabalhar, |
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|
celebrado desde 1549. Foi jus- tamente a 10 de Fevereiro que |
para a criação de voos directos |
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|
Luanda-Rússiaevice-versa,para |
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se |
pronunciou, pela primeira |
permitir a mobilidade entre os dois povos. Temos vindo a notar interesse de ex-estudantes em o |
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vez, a palavra “corpo diplomá- tico”. Em 1582 apareceu o pri- meiro Ministério das Relações |
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|
regressar à Rússia para passeio. |
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|
Exteriores e assim celebramos |
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a |
efeméride. Em 2002, a Rús- |
e como fica a problemática dos vistos? |
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|
sia celebrou 200 anos desde a fundação da instituição. De lá para cá, aproveitamos a data para repensar a diplomacia. |
A |
isenção de vistos entre Angola |
|
|
e |
a Rússia vigora apenas no seg- |
||
|
mento dos vistos de trabalho. O custo do visto de Angola para a Rússia ronda os cinco mil kwan- zas e os estudantes estão isen- tos do pagamento da taxa de visto. Já os Russos, para vir à Angola, pagam o equivalente a 100 dólares norte-americanos, para a obtenção de um visto nor- mal, e 200 dólares para um visto |
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|
Que diplomacia faz hoje a rússia? |
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Hoje a diplomacia russa está mais voltada para a justiça nas relações internacionais, sem diferenciar os Estados grandes dos pequenos e Esta- |
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|
dos pobres dos ricos. Estamos |
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|
a |
trabalhar para assegurar |
urgente. Considero esse condi- cionalismo muito retraente e um |
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|
esta ordem, pois dela depende |
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a |
paz no mundo. Hoje, a Rús- |
valor muito elevado, que deve merecer uma rápida revisão. |
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|
sia detém o armamento mais |
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12 FinAnçAS
Economia & Finanças
Depósitos em kwanza crescem 1,78 por cento
O Boletim Estatístico do Banco Nacional de Angola publicado na última sexta-feira avança que os depósitos à ordem aumentaram em 3,94 por cento e os a prazo contraíram em 0,55
O stock de depó- sitos totais em moeda nacional ex pa ndiu em 1,78 por cento em termos men- sais, sendo que os
depósitos à ordem aumentaram em 3,94 e os depósitos a prazo contraíram em 0,55. Na análise da totalidade dos depósitos e dos empréstimos ban- cários em moeda nacional, no mês de Novembro, observa-se um rácio de transformação de 64,59 por cento, o que representa uma redução de 2,02 pontos percen- tuais face ao mês anterior. De acordo com o Boletim Esta- tístico do BNA, verificou-se ainda, naqueleperíodo, umaligeiraredu- ção do multiplicador monetário em moeda nacional de 0,20 p.p em termos mensais, situando- -se em 3,38 por cento.
tendência expansionista
A base monetária em moeda nacio- nal, no mês de Novembro de 2018, manteve a postura expansionista (8,67%), iniciada em Outubro, sendoaexpansãomaisacentuada desde o início do ano, compor- tamento característico do final de ano. Esta variação resultou do efeito expansionista das ope- rações fiscais em kz 312,67 mil milhões, fruto, essencialmente, dos levantamentos para paga- mento de resgates de Títulos do
Tesouroeoutrasfinalidadessupe-
rior à arrecadação de receitas. Entretanto, a expansão regis- tada foi contraposta pelo efeito contraccionista tanto das ope- rações cambiais (kz 179,48 mil milhões), bemcomodasoperações monetárias (29,54 mil milhões). A contracção causada pelas operações cambiais justifica- -se pelas vendas de divisas ao mercado superior às compras, por parte do BNA para esterili- zação da liquidez injectada pela desmobilização dos recursos em ME por parte do Tesouro. Relativamente às contra- partes da base monetária no balanço do BNA, os Activos Externos Líquidos aumentaram em 2,90 por cento, sendo que as Reservas Internacionais Líqui- das registaram uma expansão de 1,97 (sem efeito cambial). No que concerne aos Acti- vos Internos Líquidos, estes diminuíram em 1,75 por cento,
destacando-se as componentes
“ResponsabilidadesfaceàAdminis-
tração Central em moeda nacional”, que registou uma contracção de 26,90 por cento; “Crédito às outras
EdiçõES novEMbro
de todas as suas componentes, 29.541 nomeadamente, a circulação monetária, de 2,98 por cento.
reservas livres
As reservas livres em moeda nacio- nal situaram-se nos 30,23 por cento e as reservas obrigatórias em moeda nacional em 5,02. O aumento das reservas livres poderá ser explicado pela magni- tude da execução fiscal, reflec- tida, em especial, no resgate de títulos vencidos, cujos maiores detentores continuam a ser os bancos comerciais. E por outro lado, poderá reflectir uma atitude de precaução dos bancos comer- ciais para responder a maior pro- curapor moedapor parte dos seus clientes neste período do ano. Em termos acumulados (2018), a base monetária em moeda nacional contraiu em 11,29 por cento, o que se reflectiu na con- tracção da circulação monetária de 17,25 e das reservas obrigató- rias em moeda nacional de 24,12, influenciada pela diminuição do seu coeficiente ao longo do ano. Já no que se refere às reservas livres em moeda nacional, estas expandiram em 72,33 por cento. No mês de Novembro, as reservas livres aumentaram, ao mesmo tempo que se registou uma maior concepção de faci- lidade de cedência overnight aos bancos comerciais.
MiLhõeS De KwANzAS
Foi em quanto se situaram as operações monetárias no mês de Novembro no contrapeso à expansão registada pelas operações fiscais, segundo o mais recente boletim estatístico do banco central.
8,67
Por ceNto
Representa a taxa revelada pela base monetária em moeda nacional, que também demonstrou uma tendência expansionista, conforme a incidência já verificada no mês de Outubro
instituições financeiras monetá-
rias”,quecontraiu(emmoedanacio-
nal) em 3,08 por cento decorrente do maior retorno de facilidade de
liquidez face à cedência. A expansão da base monetária em moeda nacional, em Novem- bro, reflectiu-se no aumento
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
FinAnçAS
13
EdiçõES novEMbro
exportações angolanas mostram-se favoráveis às contas nacionais com um forte empurrão da venda de petróleo
Produto Interno Bruto evolui kz 8.570 mil milhões
Indicador passa de 20.262 mil milhões de kwanzas em 2017 para 28.832,4 mil milhões em 2018 e aumenta confiança interna
O ProdutoInterno Bruto angolano evolui de 20.262 mil milhões de
kwanzas(usd122,12mil
milhões), em 2017, para
28.832milmilhões(usd113,55mil
milhões), em 2018, de acordo com dados do Relatórtio da balança de Pagamentos e Posição de Inves- timento Internacional divulgado peloBNAequecitaaProgramação Macro Executiva em vigor. A concorrer para tais resulta- dos, de acordo com o documento, o comércio internacional de mercado- rias entre Angola e o resto do mundo no terceiro trimestre de 2018 mos- trou-se favorável ao país, devido ao aumento das receitas de exporta- ção em magnitude superior ao das despesas de importação.
No global, foi a recuperação do preço do petróleo nos mercados internacionais, no terceiro trimes- tre de 2018, a influenciar positi- vamente o valor das exportações de Angola, consolidando assim a posição superavitária da Conta Corrente. Também, no terceiro tri- mestre, a conta corrente registou
ContA CorrEntE
pASSou
dE uM déFiCE
dE uSd 591,7
MiLhõES pArA
uM SupErávitE
dE 2,97 MiL MiLhõES
48,8
Por ceNto
Foi em quanto cresceu o saldo da conta de bens até ao III trimestre de 2018
umamelhoriasignificativacompa-
rativamente ao período homólogo de 2017. Esteve na base desse com- portamento o aumento do saldo da conta de bens na ordem de 48,8 por cento, o desagravamento do défice da conta de serviços e dos rendi- mentos secundários em 45,0 e 89,1 porcentorespectivamente,assim como o agravamento do saldo da conta de rendimentos primários,
na ordem de 20,2 por cento. Por outra, o relatório sobre a Balança de Pagamentos confirma a apuração de um saldo da conta cor- rente que passou de um défice de usd 591,7 milhões no terceiro tri- mestre de 2017 para um superávite de 2.97 mil milhões no período em
referência.estesindicadoressina-
lizam uma evolução positiva na ordem de 603,5 por cento, tendo o rácio da conta corrente sobre o PIB passado de 1,9 para 10,8 por cento. Já o saldo da conta de bens registou um excedente de usd 6.78 mil milhões contra os 4.56 mil milhões do período homó- logo, o que representa um cres- cimento de 48,8 por cento.
refinados exportam 30,2 milhões de dólares
O aumento das exportações totais deveu-se, sobretudo, ao aumento do preço médio do petróleo bruto no período em referência, apesar da redução verificada em termos do volume exportado. O preço médio das ramas angolanas passou de usd 52,1 por barril no terceiro trimestre de 2017 para 75 no trimestre em análise, ao passo que o volume das exportações de petróleo passou de 146 para 131,7 milhões de barris. As receitas de exportação de petróleo bruto cifraram-se em usd 9.87 mil milhões no terceiro trimestre de 2018 contra 7.60 mil milhões no mesmo período do ano anterior. Realça-se o
aumento das receitas resultantes da exportação de gás natural em 7,7 por cento (usd 34,3 milhões), com destaque para o LNG, dos refinados de petróleo em 25,4 (usd 30,2 milhões)
e dos diamantes em 6,6
(usd 15 milhões). Dentre os principais países de destino das exportações de petróleo bruto angolano, a China manteve-se em primeiro lugar, com uma quota de cerca de 62,3 por cento, seguida da Índia
e da Espanha com 9,6 e 5,2 ,
respectivamente. Quanto às importações de bens, atingiu-se um valor de usd 4,1 mil milhões no terceiro trimestre
de 2018, o que representou um acréscimo em termos de valor na ordem de 3,6 por cento comparativamente ao período homólogo de 2017. Não obstante o aumento do valor
das importações, em termos de volume, observou-se uma redução em cerca de 29,8 por cento. As categorias de bens que mais contribuíram para o crescimento do valor das importações foram, essencialmente, os bens alimentares, as máquinas,
aparelhos mecânicos e eléctricos, os combustíveis e os veículos, cujas despesas representaram 67,8 por cento do valor total das importações.
Standard & Poor’s atribui nota positiva
Agência de notação de risco financeiro reconhece que a economia deverá crescer e vencer a recessão
A agência de notação finan-
ceira Standard & Poor’s consi- dera que a economia de Angola vai crescer 2 por cento este ano, acelerando depois para uma média de 3 por cento, ultrapas- sando a recessão de 1,0 por cento em 2018, que durava desde 2016.
“Estimamos que a actividade económica se tenha contraído 1,0 por cento em 2018, motivada pelo declínio da produção de petróleo, depois de contracções
de 2,6 por cento em 2016 e de 0,1
em 2017”, lê-se no relatório. Na análise, a S&P estima que as reformaslançadaspeloExecutivo angolano, liderado por João Lou- renço continuem, principalmente depois do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que deverá “sustentar uma acele- ração do crescimento económico
para 3 por cento a médio prazo”. Sobre o petróleo, que “conti- nua a ter um papel muito domi- nante na economia de Angola”,
os analistas da S&P liderados por
RaviBathiaassumemqueopreço médio por barril descerá para 55 dólares neste e no próximo ano, o quecomparacomumvaloràvolta dos 72 dólares no ano passado, o que prejudica as finanças de Angola, que dependem do crude para 25 por cento do PIB, 95 por cento das exportações e 65 por cento da receita fiscal no ano passado. “A produção petrolífera caiu cerca de 8 por cento para 1,5 milhões de baris por dia, no ano passado, comparado com os 1,6 milhões de 2017, devido a alguns problemas técnicos e à maturação dos poços petrolíferos, e o sector não petro- lífero também cresceu menos do que o esperado”, nota a S&P. De acordo com os indicado- res que se podem vislumbrar nas contas feitas pelos espe- cialistas de uma das mais reno- madas agências de notação do risco financeiro mundial, ape- sar dos constrangimentos cau- sados com a queda do preço do
Brent, Angola vai sair-se bem.
EdiçõES novEMbro
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14 FinAnçAS
Economia & Finanças
Escassez onera batata
A subida do preço em uma semana foi de quase mil kwanzas uma tendência acompanhada pelo custo do saco de cebola
Yola do Carmo
A batata rena
dois produtos
de elevado con-
e a cebola são
sumo nacional
e o preço
de
oferta do seu
quilograma pesa, significati- vamente, no orçamento fami- liar ou mesmo das empresas de
restauração e similares. Com uma oferta interna ainda a piscar entre a escassez
e a baixa produção, há interna-
mente quantidade significativa do produto de origem importada. Namíbia e África do Sul pare- cem ser as zonas de proveniên- cia do produto que compete com
a de origem nacional. Na semana passada, conforme constatação da nossa equipa, por 10 kg de batata rena nos supermer- cados Kero e Candando cobrava- -se 1.400 e 1.590 kwanzas. Esta
semana,amesmaquantidadeestá
aservendidapor2.100e2.490nos
mesmos operadores. A subida é de cerca de mil kwanzas. A cebola também seguiu igual tendência.
Subiu 1.240 kwanzas no Kero. No Candando baixou cerca de 500. Os outros mantiveram os preços.
doMingoS MuCutA | EdiçõES novEMbro | huíLA
Mercado informal vende mais baixo, mas põe-se dúvidas na sua conservação
investiu 350 mil dólares
A produção de batata rena tem nos dias de hoje no Chinguar, município da província do Bié, uma referência. Lá está o produ- tor Alfeu Vinevala. No início deste ano, o fazendeiro assegurou ter investido 113 milhões de kwan- zas (usd 359 mil ) em 63 hecta-
res para no final de Março colher mais de duas mil toneladas. Até Setembro, a fazenda vai cultivar 200 hectares e colher mais de oito mil toneladas de batata rena, produção que prevê ser exposta na feira temática que a província pretende realizar no último trimestre deste ano.
|
suPermercados |
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|
Produtos |
alimenta |
Kero |
maxi |
candando |
shoprite |
|
angola |
|||||
|
Açúcar -1 kg |
272,00 |
329,00 |
269,00 |
329,00 |
249,00 |
|
Água mineral -5 lt |
455,00 |
290,00 |
404,00 |
349,00 |
405,00 |
|
Arroz -1 kg |
317,00 |
324,00 |
305,00 |
279,00 |
306,00 |
|
Azeite -500 ml |
2.290,00 |
1.190,00 |
2.085,00 |
1.649,00 |
2.099,00 |
|
Batata rena -10 kg |
2.190,00 |
2.100 ,00 |
2.270,00 |
2.490,00 |
2.369,00 |
|
Carne bovina-bife-1 kg |
2.982,00 |
2.199,00 |
2.227,00 |
3.299,00 |
2.570,00 |
|
Cebola -10 kg |
4.720,00 |
4.940,00 |
4.450,00 |
3.990,00 |
4.569,00 |
|
Chouriço -900 gr |
2.195,00 |
2.061,00 |
2.090,00 |
2.089,00 |
2.115,00 |
|
Corvina - 1 kg |
2.553,00 |
2.190,00 |
2.440,00 |
2.224,00 |
2.325,00 |
|
Farinha de trigo - 1 kg |
195,00 |
180,00 |
243,00 |
239,00 |
235,00 |
|
Farinha de mandioca kg |
750,00 |
495,00 |
499,00 |
329,00 |
609,00 |
|
Feijão - 1 kg |
580,00 |
350,00 |
595,00 |
899,00 |
672,00 |
|
Frango - 1 kg |
700,00 |
595,00 |
727,00 |
799,00 |
700,00 |
|
Fuba de bombó - 1 kg |
330,00 |
295,00 |
340,00 |
249,00 |
342,00 |
|
Fuba de milho - 1 kg |
239,00 |
200,00 |
390,00 |
229,00 |
205,00 |
|
Leite UHT - 1 lt |
345,00 |
294,00 |
399,00 |
199,00 |
352,00 |
|
Leite em pó 1.800 gr |
5.800,00 |
3.895,00 |
4.797,00 |
4.999,00 |
4.968,00 |
|
Massa alimentar - 50 gr |
195,00 |
110,00 |
125,00 |
149,00 |
130,00 |
|
Manteiga - 1 kg |
809,00 |
700,00 |
709,00 |
844,00 |
722,00 |
|
Óleo alimentar -1lt |
425,00 |
369,00 |
400,00 |
449,00 |
402,00 |
|
Ovos - 24 unidades |
1.390,00 |
1.100,00 |
1.399,00 |
1.299,00 |
1.284,00 |
|
Pão - pequeno |
15,00 |
10,00 |
10,00 |
15,00 |
15,00 |
|
Salsicha - 350 gr |
289,00 |
130,00 |
329,00 |
219,00 |
310,00 |
|
Vinagre - 0,5 lt |
124,00 |
125,00 |
129,00 |
99,00 |
132,00 |
|
Total |
25.688,00 |
24.471,00* |
24.995,00 |
27.714,00 * |
24.339,00 |
ALiMEntA AngoLA
KEro
MAxi
CAndAndo
ShopritE
Fonte: preços cedidos (*) e de recolha nos supermercados, Levantamento de quarta-feira, 13.02.2019 | valores em kwanzas
“ABAKAxi” LevA MAiS FreScurA AoS coNSuMiDoreS DA zoNA Do PAtriotA
O interior atrai logo os olhares. A arrumação das secções de venda faz com que o cliente à entrada
coma o que está exposto. Frutas, leites e doces levam
o visitante até à charcutaria que divide a hegemonia com uma padaria que põe pães frescos e quentes à disposição. Aliás, por estar bem junto
a um empreendimento
habitacional de alto
padrão, o condomínio Kuditemo, na zona Lar do Patriota, em Luanda Sul,
o mini mercado Abakaxi
assume-se não só como mais um operador, mas
também um novo parceiro da produção local. Embora numa zona de trânsito rápido, o Abakaxi dispõe para os consumidores hortícolas
frescas, numa parceria com
o grupo Fazenda Girassol.
O novo mini mercado,
aberto ao público há cerca de duas semanas, atende
todos os dias das 7h30
às 20 horas, dispondo de
um atendimento on-line, seja pela rede facebook ou contacto telefónico, o que coloca o empreendimento entre os que mais valorizam as ferramentas tecnológicas na prestação do serviço de vendas
retalhistas.
De acordo com a gestora do empreendimento, o minimercado Abakaxi também serve comidas rápidas com serviços de take-a-way, além de chás e cafés, para quem à hora do “matabicho” ou “lanche” decide degustar uma refeição leve. Lá também há uma banca de jornais, onde os títulos diários e semanais estão à disposição dos leitores.
ContrEirAS pipA | EdiçõES novEMbro
zona do Patriota cresce com a chegada dos serviços
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
A voz do CidAdão
15
inCLuSão digitAL ASSuME prioridAdE nAS tArEFAS dE ModErnizAção dA ForMA dE govErnAr
Vânia Inácio
N os últimos anos o domínio das fer- ramentas tecno- lógicas tem sido um aliado impor-
tante para qualquer país que se deseja desenvolver.
Em Angola, cada vez mais são visíveis os esforços do Exe- cutivo em promover a inclusão digital, para a potencialização
e eficiência dos vários sectores
da economia nacional. Porém, dados recentes da ENDE nos dão conta que dos 164 muni- cípios que Angola possui, ape- nas 72 estão electrificados. Isso significa que apenas 43 por cento da população ango- lana tem acesso ao principal recurso necessário para que se
efective a inclusão digital. Iniciativas como a implemen- tação da Janela Única do Comér- cio Externo, bem como o primeiro portal do agronegócio só serão viáveis se efectivamente o cesso
à internet estiver garantido em
toda a extensão nacional. Por essa razão o JE saiu à rua para medir o grau de acre- ditação dos cidadãos sobre essa ferramenta tão importante para se atingirem os níveis de cres- cimento económico desejados. Vanda Lopes, por exemplo, Tesoureira, mãe de dois filhos, continua séptica, e não acre- dita muito que o nosso país possa atingir esse feito em
curto espaço de tempo. “Deixemos claro que, para que a inclusão digital aconteça, além de um computador e acesso
à internet, o domínio dessas
ferramentas é imprescindível. Agora eu pergunto, será que por exemplo os camponeses que nem sabem escrever terão capacidade de manusear um computador?”,
indagou a tesoureira. Já o escriturário Neco Gama mostra-se mais optimista. Para ele, é de enaltecer os esforços do Governo e acredita que devem ser valorizados. “Não chegarão lá tão cedo,
mas estão a começar bem. Só espero que os projectos ao serem programados sejam mais rapi- damente implementados a par- tir de agora, para que realmente possamos sentir na prática os efeitos”, argumentou. Por sua vez, a economista, Cândida Henda afirma que não basta apenas o cidadão possuir um computador conectado à internet para ser considerado um incluído digital. “Temos que cobrir primeiro os problemas básicos inerentes à essa problemática, como a ener- gia e água por exemplo”, lembra. Cândida Miguel, de 19 anos de idade, estudante do curso de Gestão é de opinião que ainda
é muito cedo para acreditar. “Eu não quero desde já pen- sar que todo esse movimento seja mera utopia. Porém preciso sentir que existe mesmo um investimento voltado para esse segmento, para poder dizer que
Cândida Miguel
Estudante
não quEro, dESdE Já, pEnSAr quE todo ESSE MoviMEnto SEJA MErA utopiA. poréM, prECiSo SEntir quE ExiStE MESMo uM invEStiMEnto voLtAdo pArA ESSE
SEgMEnto, pArA podEr dizEr quE
é poSSívEL FAzErMoS inCLuSão.
Vanda Lopes
tesoureira
dEixEMoS CLAro quE pArA quE
A inCLuSão digitAL AContEçA,
ALéM dE uM CoMputAdor E ACESSo à intErnEt, o doMínio dESSAS FErrAMEntAS é iMprESCindívEL. EStou CéptiCA SE tErEMoS CApACidAdE dE proMovEr A inCLuSão dE todoS oS SEgMEntoS.
Neco Gama
Escriturário
não ChEgArEMoS Lá tão CEdo, MAS EStá-SE A CoMEçAr bEM. Só ESpEro quE oS proJECtoS Ao SErEM progrAMAdoS SEJAM MAiS rApidAMEntE iMpLEMEntAdoS
A pArtir dE AgorA, pArA quE
poSSAMoS SEnti-LoS nA prátiCA.
FotoS: vâniA ináCio
Cândida Henda
Economista
não bAStA ApEnAS o CidAdão poSSuir uM CoMputAdor ConECtAdo à intErnEt pArA SEr ConSidErAdo uM inCLuído digitAL. tEMoS quE Cobrir priMEiro oS probLEMAS báSiCoS inErEntES A ESSA
probLEMátiCA, CoMo A EnErgiA
E águA, por ExEMpLo.
Edmilson Helder
Estudante
tEMoS quE ExpLorAr AS ExpEriênCiAS doS pAíSES quE EStão MELhor do quE nóS E CoM oS quAiS Até tEMoS pArCEriAS, CoMo é o CASo dA ChinA E dA rúSSiA, pArA podErMoS rEALMEntE dESEnvoLvEr A noSSA EConoMiA CoM A AJudA dA intErnEt.
13
MiLhõeS
É o número de utilizadores de telemóveis de acordo com dados disponibilizados pelo Instituto Nacional das Comunicações.
4
Por ceNto
Representa a cifra dos utilizadores de telemóveis com acesso à internet e que o Governo pretende aumentar para as médias da SADC.
é possível”, comentou. Edmilson Hélder, de 21 anos
de idade, estudante do curso de direito, é de opinião que o Governo precisa investir muito mais para, efectivamente dimi- nuir as assimetrias. “Nós temos que explorar as experiências dos países que estão melhor do que nós, com quem temos parcerias como a China e a Rússia, para poder- mos realmente desenvolver a nossa economia com a ajuda da internet”, rematou. No final do ano passado o Ins-
tituto Angolano das Comunica- ções( INACOM), revelou que dos 13 milhões de utilizadores de telemóveis no país, apenas 4,0 por cento tem acesso à internet. Na altura, o secretário de Estado para as telecomunica- ções, Mário de Oliveira tinha admitido que, a taxa ainda não era a desejada e que estavam em curso a preparação de condições para a concepção, e implemen- tação da estratégia nacional de banda larga, com o objectivo de fazer a cobertura a 80 por cento da população até 2025.
ContrEirAS pipA | EdiçõES novEMbro
o acesso das populações à internet nos dias de hoje mede o desenvolvimento
16 MErCAdoS
Economia & Finanças
Opep quer maior fôlego nos preços
Cartel e aliados extras liderados pela Rússia decidiram reduzir a produção em 1,2 milhão de bpd durante o primeiro semestre de 2019 numa estratégia que visa conter a oferta
dr
Isaque Lourenço
O relatório mensal
Países Exporta-
da Organização de
dores de Petróleo
(OPEP),publicado
na última terça-
-feira,avançaque
o cartel cortou a sua produção
um total de 930 mil bpd. Dados da Opep retomados pela Agência Internacional de Energia (AIE) dão conta de que os 30,83 milhões de bpd, representam o menor nível em
quase quatro anos. Arábia Sau- dita, Emirados Árabes Unidos
e Kuwait foram os principais
responsáveis pela redução. No início de Dezembro, a Opep e aliados liderados pela Rússia decidiram reduzir a produção em 1,2 milhão de bpd durante o primeiro semestre de 2019, como parte de uma estra- tégia para conter a oferta glo- bal excessiva e impulsionar os preços do petróleo. A Opep se
responsabilizou por um corte de 800 mil bpd e os aliados pelos demais 400 mil bpd.
A AIE, entidade com sede
em Paris que presta consulto- ria a governos e empresas sobre tendências do setor de ener- gia, disse que a Arábia Saudita, líder informal da Opep, cor- tou a produção de janeiro bem acima da cota com a qual havia se comprometido, em 400 mil bpd, a 10,24 milhões de bpd.
A Rússia, no entanto, reduziu
sua oferta em apenas 60 mil bpd no mês passado, a 11,71 milhões
de bpd, informou a agência.
O cumprimento do acordo
de corte na produção por inte- grantes da Opep em janeiro foi de 86%, enquanto o dos aliados f icou em apenas
15 bancos absorvem 169 milhões de dólares
Leilões dos dias 11 e 12 liquidados ontem à taxa média ponderada de 314,721 kwanzas por cada dólar concretizam a tendência de estabilidade no câmbio
Do montante de 224 milhões de dólares que o Banco Nacio- nal de Angola (BNA) pôs à dis- posição da banca comercial, no leilão desta semana, ao menos 169 milhões foram absorvidos pelos 15 bancos que participa- ram nas sessões. Conforme se pode ler na página de internet do BNA, no dia 11, o banco central disponi- bilizou o valor de 20.000.000 (vinte milhões de dólares) que foram totalmente absorvidos pelos 15 participantes. No dia seguinte, isto é dia 12, foram pos- tos à disposição também dos 15 bancos participantes um valor global de 204 milhões de dólares dos quais apenas 149.579.052 foram absorvidos pela banca. O relato das operações publi- cado pelo Banco Central situa em 314,721 kwanzas a taxa média ponderada, sendo que o mesmo valor foi também o mínimo e máximo apurado. Vale referir que o BNA dis- ponibilizou para o mês de Feve- reiro o valor de 700 milhões de
dr
dólares para atender as neces- sidades da banca e demais ope- radores, sendo que igual valor já havia também disponibili- zado em Janeiro e que também
foi totalmente absorvido pela banca. Mantendo a sua estraté- gia de alocação segmentada de divisas à economia e na estrita necessidade de importação de
máquinas e matéria-prima para
|
a |
indústria, cartas de crédito |
|
e |
pagamentos ao estrangeiros |
de compromissos assumidos, a alocação de divisas segue um período de normalidade. Os ban- cos compram mediante solici- tação dos seus clientes.
Falsos cartões
O BNA disse esta semana, em
comunicado, ter tomado conhe- cimento nas redes sociais, da existência de uma entidade deno- minada“Angobit”, cujaactividade consiste na prestação de serviços de pagamentos, mais concreta- mente, a emissão de cartões de pagamentos da rede Visa. Sobre este a ssu nto, o Banco Nacional de A ngola informa que a referida enti- dade não está licenciada para exercer quaisquer activida- des no âmbito do sistema de pagamentos angolano. “Assim, é ilegal a oferta dos serviços de emissão de cartões de pagamentos da rede Visa que tem publicitado por via das redes sociais”, fez saber. Por esta razão, as autori- dades do banco central dão a conhecer ao público que na sua página de internet estão as entidades licenciadas para
tal efeito no mercado interno.
o MErCAdo tErá
diFiCuLdAdES
pArA AbSorvEr
o
CrESCiMEnto
dA produção
ForA dA opEp
rápido
25 por cento de acordo com a AIE. Para a demanda global por
petróleo deste ano, a AIE reiterou
quecontinuaesperandoumacrés-
cimo de 1,4 milhão de bpd. A agência
alertou, porém, que a “desacelera-
çãoeconómica(global)limitaquais-
quer tendências de alta”.
crescimento rápido
De acordo com a Reuters, o mer- cado global de petróleo terá difi- culdades neste ano para absorver
o rápido crescimento da produ-
ção de países de fora da Opep, mesmo com cortes de oferta do
grupo e sanções dos EUA à Vene-
zuela e ao Irã, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) num relató- rio nesta quarta-feira.
A AIE elevou sua estima-
tiva de crescimento da oferta de petróleo bruto de fora da Organização dos Países Expor- tadores de Petróleo para 1,8
milhão de bpd em 2019, ante 1,6 milhão bpd anteriormente.
A agência também redu-
ziu a sua previsão de demanda
por petróleo bruto da Opep, que se comprometeu a cortar
a oferta em 800 mil bpd este
ano como parte de um acordo com a Rússia e outros aliados.
Barril de Brent
oscila nos usd 60
O preço do barril de petróleo
Brent, para entrega em Abril, abriu, na quarta-feira, em alta no mercado de futuros de Lon- dres, a valer 63,06 dólares, mais
0,91 por cento do que no fecho
da sessão anterior. Na terça- -feira, o preço do barril de petró- leo Brent fehou em alta de 1,59 por cento para os 62,49 dólares. Em Setembro de 2018, os preços de oferta do Brent pareciam querer tocar o céu. Rapidamente saltaram para
a casa dos 80 dólares, numa
oscilação que não deixava baixar aos 75 dólares. A verdade é que passado pou- cos meses, a euforia da subida tornou-se fobia por descida fora das expectativas. A Opep reuniu com membros e países aliados de fora do grupo para dar resposta. Acordaram-se cortes nas produções dos paí- ses, mas a verdade é que os pre- ços há cerca de dois meses não passam dos 60 dólares. Até aqui, o preço mais alto que já atingiu o barril que é referên- cia às exportações angolanas foi de usd 64.
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
MErCAdoS
17
EdiçoES novEMbro
Banco Millennium Atlântico assume compromisso com a oferta de produtos e serviços tecnológicos aos clientes
Banco Atlântico reforça serviço de digitalização
Regina Handa
O Banco Millennium Atlântico disponibi- lizou, recentemente, mais um serviço digi- tal no quadro da sua
estratégia de promoção de maior interactividade e autonomização da relação com os clientes. Trata-se do “Disruption Lab”,
o primeiro laboratório digital em Angola que tem como objec-
tivo principal a promoção e fomento ao empreendedorismo
e à inovação digital. De acordo com o banco, pre-
tende-secomonovoservidoragre-
gar e gerar inovação digital, além de liderar os esforços de prestação de um melhor serviço tecnológico aos clientes do Atlântico. A central de dados busca tam- bém agregar ideias com potencial de
criação de valor, de forma a garan- tir que os clientes, as pessoas, os
parceiros,ascomunidadesemuitas
vezes os concorrentes beneficiam
prEtEndE-SE
CoM
o novo
SErvidor
AgrEgAr
E gErAr
inovAção
digitAL
do conhecimento e experiências proporcionados pelas mais recen- tes inovações tecnológicas. “O ambiente empresarial é das grandes instituições financeiras que está em mudança em virtude de factores associados a novas tec- nologias,novasestratégiasenovos serviços. Há um dever de adequação
dos bancos e das empresas em geral, se quiserem continuar relevantes. Tal passa por fomentar o espírito
“intrapreneureentrepreneur”den-
troejuntodasorganizações”,diza
instituição em comunicado. Para o Atlântico, os princípios de funcionamento do Lab têm o propósito de desenvolver as com-
petências digitais e de analytics,
a integração de uma massa crí-
tica de talentos numa equipa mul- tidisciplinar (mistura de recursos internos e externos), garantia de criação de know-how e expertise para o longo prazo através de pro- gramas de formação e certifica- ção. Bem como implementação de metodologias consistentes em
toda a organização.
O Lab surge no momento em
que o Atlântico implementa a sua estratégia 2.1 focada na transfor- mação, inovação e digitalização. Fruto de uma forte aposta nas
tecnologias e nos conceitos de transformação digital ao longo dostempos, obancoAtlânticotem estado a inovar cada vez mais.
Banco faz depósitos extra-balcão
Em Outubro do ano passado colocou no mercado a máquina de depósitos automáticos,
onde se pode fazer depósitos
a qualquer hora todos os dias incluindo sábados, domingos
e feriados de um valor máximo
de 3 milhões de kwanzas por operação com disponibilidade imediata da quantia. As máquinas estão dispo- níveis em Luanda nos balcões do Xyami Nova Vida, Viana e Bairro Azul e uma na cidade do Lubango, província da Huíla. Estas novas ofertas têm vindo a conquistar cada vez mais utilizadores, pelo que não é de estranhar perceber que o crescimento da adop- ção da banca digital é efecti- vamente, um dado adquirido.
certificação visa
Em linha com o foco na digita- lização e segurança das tran- sações de banca Eletrónica
dos seus clientes, o Atlântico
é o primeiro banco com pro-
cessamento de cartões Visa em Angola a obter a certifi- cação de segurança “Veri- fied by Visa” atribuída pela rede responsável por paga-
mentos de mais de 100 biliões de transações por ano. Mediante a adesão gratuita
a este serviço disponibilizado
pelo Atlântico aos seus clien-
tes, as transações efectuadas com cartões Visa através da internet ficam mais seguras, na medida em que qualquer pagamento efectuado numa
loja online também aderente
a este protocolo de segurança,
exigirá uma palavra-passe de certificação enviada pelo Banco ao cliente através de sms, o que reduz, significati- vamente, as possibilidades de fraude com este meio de paga-
mento internacional.
crédito sobe 24 mil milhões em 3 meses
A carteira de crédito a clientes
do Banco Millennium Atlântico (BMA), no terceiro trimestre de 2018, fixou-se nos 454,10 mil milhões de kwanzas e esse valor representa um aumento de 24,03 mil milhões em rela- ção ao apurado no trimestre anterior, conforme lê-se no balancete trimestral do banco. A demonstração conta- bilística do BMA apresenta ainda uma disponibili - dade de caixa de 158,16 mil milhões de kwanzas, consoli- dando um activo total de 1,39 biliões, contra os 1,28 biliões do período anterior. As contas do Millennium Atlântico, que datam de Junho a Setembro de 2018. acentuam um banco com vários desafios pela
dr
Parcerias envolvem banco alemão
frente, sendo um deles de reser- vas, que se fixou negativo em 49,69 mil milhões de kwanzas.
Já na conta Títulos e Valores
Mobiliários, o Atlântico revela um saldo, em final de Setem- bro, de 514,16 mil milhões, acima do trimestre anterior, que foi de 446,81 mil milhões. No que diz respeito aos crédi- tos no sistema de pagamentos, as contas do banco situaram-se em 1,11 mil milhões de kwanzas, con- tra os anteriores 748,750 milhões.
Linha de financiamento
ao Atlântico reforçar a sua capa- cidade de financiar projectos que impulsionem o desenvolvimento
da economia nacional e deve con- tar, igualmente, com garantias de agências de crédito à exportação (ECAs), como a Euler Hermes. O presidente da Comissão Executiva do Atlântico, Daniel Santos, esclareceu sobre os critérios por que se vai reger
a concessão de crédito aos pro- jectos que venham a ser can- didatos a esta linha alemã. “A concessão de crédito será feita em kwanzas ou indexada
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Nesta linha de actuação, há dias |
à |
moeda estrangeira a projectos |
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o |
banco anunciou um acordo com |
com um montante mínimo a ser |
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o |
alemão Commerzbank, para |
disponibilizado não inferior a 5 |
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uma linha de financiamento de 30 milhões de euros. Soube o JE que a referida linha permite |
milhões de kwanzas, abrangendo, preferencialmente, o sector pro- dutivo”, disse. |
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cotAçõeS |
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taxas de câmbio |
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311,574 |
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USD/AKZ |
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commodities |
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64,59 |
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BRENT |
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taxas de Juro |
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Moeda |
14 Fev 2019 |
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EURIBOR 1 mês |
EUR |
-0,367 |
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EURIBOR 6 meses |
EUR |
-0,231 |
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EURIBOR 12 meses |
EUR |
-0,108 |
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LIBOR 1 mês |
USD |
2,48875 |
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LIBOR 6 meses |
USD |
0,99138 |
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LIBOR 12 meses |
USD |
2,91575 |
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taxas de câmbio spot |
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Cotação |
14 Fev 2019 |
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USD/AKZ |
311,574 |
|
|
EUR/AKZ |
352,577 |
|
|
NAD/AKZ |
22,520 |
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EUR/USD |
1.1269 |
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|
GBP/USD |
1.2807 |
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USD/JPY |
111.0500 |
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|
USD/ZAR |
14.1467 |
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USD/BRL |
3,7670 |
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|
USD/CNY |
6.7745 |
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mercados accionistas |
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Índice |
14 Fev 2019 |
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|
DOw JONES |
25,543.27 |
|
|
S & P 500 |
2,753.03 |
|
|
NASDAQ |
7,420.38 |
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|
FTSE 100 |
7,219.52 |
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|
BOVESPA |
88,660.00 |
|
|
PSI 20 |
5,105.62 |
|
|
NIKKEI 225 |
21,139.71 |
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|
DAX |
11,198.69 |
|
|
HANG SENG |
28,432.05 |
|
|
commodities |
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14 Fev 2019 |
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|
BRENT |
64.59 |
|
|
CRUDE OIL |
54.43 |
|
|
GÁS NATURAL |
2.61 |
|
|
OURO SPOT |
1,305.90 |
|
|
TRIGO |
521.75 |
|
|
AçUCAR |
12.57 |
|
|
CAFÉ |
102.45 |
|
|
ALGODãO |
71.68 |
|
18 EMprESAS
Economia & Finanças
Comércio vira baterias para o mercado local
A aquisição de alguns produtos que compõem a cesta básica será feita nos próximos tempos somente pelos agentes
grossistas devidamente credenciados pelos órgão de tutela
António Eugénio
A ngola já pro-
duz em grandes
quantidades
parte dos 54
produtos ali-
mentares que
con sta m no
pacote que o Executivo pre- tende que possa garantir a auto-suficiência, sem recurso temporariamente a importa- ção. A informação foi avançada, segunda-feira em Luanda, pelo ministro do Comércio, Joffre Van- -Dúnem, à margem do seminário promovido pelo sector sobre par- cerias público-privadas. O ministro disse que nesta condição estão os produtos como óleo de palma, fuba de milho e de bombó, açúcar, fari- nha de trigo, hortofrutícolas e outros que garantem uma reserva alimentar suficiente para o mercado interno. “Nas hortofrutícolas posso garantir que estamos em condi- ções de sermos auto-suficientes, quiçá ainda não haver uma liga- ção necessária e suficiente com o sistema de tratamento, embala- gem e recolha. A cadeia não está completamente fechada, e não há uma visibilidade sobre esta pro- dução mas ela já existe”, disse.
EdiçõES novEMbro
Ministro do comércio joffre júnior
Na perspectiva de proteger a produção interna as autoridades avançaram com a implementa- ção de várias medidas, que pas- sam pela valorização da produção nacional, redução de importa- ção e outras medidas cautelares. Alertou que, a partir de agora estão criados os mecanismos de protecção dos produtos internos que constam do Decreto Presiden- cial 23/19, que entrou em vigor a partir de Janeiro deste ano, que visa proteger a produção interna em toda extensão territorial. Por isso, a partir de agora
às empresas que são potenciais importadoras desses produtos
deverão ter o número de alvarás grossistas ou indústrias com condições exigidas para que o produto não chegue ao mercado
a preço alto e devem ter as suas
obrigações fiscais regularizadas
e segurança social actualizada. “Isso não é mais do que o cumprimento da legislação vigente, estas condições deve-
rão dirigir-se junto dos departa- mentos ministeriais existentes para que respondam por cada um desses produtos, que estão elen- cados em obter a devida autori- zação para o licenciamento da importação. Não há proibição de importação, mas sim estão cria- das as regras de forma a prote- ger a produção nacional”, disse. O ministro lembrou, a ine- xistência determinada para
a importação, tudo porque
varia de produto para produto,
onde os ministérios da Agri- cultura e do Comércio cada um tem a quantidade e o tipo
de produto que pode importar. Para Joffre Van-Dúnem a cesta básica alimentar dei- xou de ser um problema, por- que internamente os agentes
e agricultores estão empe-
nhados no cumprimento das
metas traçadas para garantir
a auto-suficiência alimentar.
EdiçõES novEMbro
A importação de bens de primeira necessidade só será feita pelos grossistas devidamente credenciados
grANDeS ceNtroS De coNServAção vão coNtriBuir NA ProDutiviDADe
Yola do Carmo
O Centro de Logística e
Distribuição de Luanda (CLOD) vai contar nos próximos tempos com uma área que vai permitir a recolha, embalagem
e conservação de fruto/ hortícolas.
Localizado em Luanda, o centro, em fase de conclusão permitirá
|
o |
escoamento, processamento |
|
e |
transformação de produtos |
agrícolas, e de igual modo estará também vocacionado ao abastecimento de peixe e carne. Segundo o recém-empossado
administrador do Centro de Logística e Distribuição,
Jacinto José, o centro é um local dotado de infra-
estruturas que servirá de apoio aos produtores, distribuidores e distintos operadores que exercem a actividade do comércio.
O responsável disse ser
um grande desafio gerir
a unidade, a julgar pela
complementariedade de serviços, operacionalizados com os equipamentos que constituem este mercado. Por sua vez, o administrador
MAu EStAdo
dAS viAS tEM
Contribuído
nA dEgrAdAção
doS bEnS
do Mercado Abastecedor do
Benfica (MAB), Ângelo Machado, disse que o objectivo do centro que vai dirigir é ajudar no escoamento dos produtos diversos, criando sinergias e formas de redistribuição. Sublinhou ainda haver uma grande necessidade de se criar políticas multi-sectoriais, uma vez que a degradação acentuada das vias de acesso contribui em grande medida, na deterioração de quantidades consideráveis de produtos provenientes do
campo. “Tem de existir uma integração
de serviços, pois não bastam os centros. É preciso também existirem estradas boas, para facilitar, disse o novo gestor empossado terça-feira pelo ministro do Comério.
dr
os centros de distribuição poderão albergar outros novos serviços
Bengo pede mais empenho do investidor
Governadora provincial quer maior produtividade
A governadora do Bengo, Mara
Quiosa, pretende uma maior par- ticipação dos empresários locais
no processo de crescimento e desenvolvimento da província, com vista à elevação da qua- lidade de vida das populações desta região do país. Em declarações à imprensa
no final de uma visita de cons- tatação efectuada a sete unida- des industriais nas comunas da Barra do Dande e Mabubas
a governante disse que a classe
empresarial é um parceiro estra- tégico e privilegiado do Governo que deve participar mais no pro- cesso de desenvolvimento local, principalmente por se tratar de uma fonte de geração de emprego e que precisa da contribuição de
todos os angolanos.
Disse ser importante que as empresas criem pequenos projectos sociais que benefi- ciem as comunidades das áreas onde estão inseridas, no quadro da sua responsabilidade social. Mara Quiosa convidou os empresários nacionais e estran- geiros a investirem na província do Bengo, não só no domínio da
Indústria, como também no sector
da Agricultura, Pescas e Turismo, tendo manifestado todo seu apoio, no sentido de criar condições suficientes aos interessados na implementação desses projectos.
A gover nadora v isitou a
fábrica de tubos “Sino Angola”, de ração animal, “Fazenda Filo- mena”, de material de construção, “Novangospencer”, de caixas e quadros eléctricos, bem como as unidades de extracção mineira da Mebisa, Camex e Teodoro Alho,
tendo manifestado a sua satis- fação pelos níveis de produção das empresas. A visita enquadra- -se na política de governação de proximidade, que visa manter um diálogo permanente com a
classe empresarial da província.
“A nossa ideia é fazer o acompa-
nhamento das empresas”.
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Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019 |
EMprESAS 19 |
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EdiçõES novEMbro |
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Eventos Arena prevê realizar nove feiras internacionais este ano |
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Empresa especializada em gestão de fóruns está a trabalhar no sentido de tornar as edições desse ano numa plataforma geratória para a captação de investimentos |
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EdiçõES novEMbro |
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Dois novos eventos de cariz internacional serão introduzidos no calendário normal das feiras ainda neste ano |
Malanje para o sector Político, Social e Económico, Domingos Manuel Eduardo, disse que a 1ª Expomalanje e o Salão da Man- dioca perseguem objectivos cien- |
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tíficos, além dos comerciais como |
Malanje vai acolher de 2 a 5 |
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a promoção da produção local. Ao passo que a 1ª edição FIMMA, segundo Bruno Albe- maz, a madeira é um dos recur- sos naturais mais importantes do país, pois, ao invés de impor- tarmos mobiliários devemos desenvolver indústrias que venham a produzir esse mobi- liário, para que este seja um produto das substituições das importações nacionais. O gestor aproveitou a ocasião |
de Maio uma feira internacional |
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expo-Malanje vai mobilizar investidores nacionais e estrangeiros |
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para desmistificar que a partici- |
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pação das empresas numa feira não é um custo, mais um inves- timento. “Por isso, é necessário |
A 1ª Edição da Feira Internacio- nal de Malanje (Expomalanje 2019), será realizada de 2 a 5 de Maio próximo no Pavilhão Multiusos Palanca Negra. |
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deduzir e fazer o investimento de acordo com as possibilidades das empresas e participarem nas fei- ras que mais se identificam com |
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Pedro Peterson |
e |
apostar no desenvolvimento |
Madeira de Angola (FIMMA) |
O |
programa do evento foi |
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|
e |
formação do capital humano. |
de 5 a 8 de Junho na ZEE. |
apresentado terça-feira última |
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O administrador comercial, |
Estão ainda previstas para o mês de Junho a realização da 2ª edição do Angola FIT (15 a 17) no Seven Gym, a 35 edição da FILDA (9 a 13 de Julho), a 4ª edição da Expo-Indústria (9 a 12 de Outubro) na ZEE, a 2ª edição da People Sum- mit África (23 a 25 de Outubro) no CCTA e a 16ª edição da Projekta que será realizada de 13 a 16 de Novembro na Ilha de Luanda. Das feiras propostas o desta- que vai para a Feira Internacio- nal de Malanje (ExpoMalanje) e a FIMMA),doisnovosprojectosque vêm de encontro com os objecti- vos gerais traçados pela empresa. No que concerne a Expo- Malanje, o vice-governador de |
o segmento dos seus negócios” |
em Malanje, em conferên - cia de imprensa pelo governo da província e pela Eventos Arena, gestora das feiras. Com a realização da feira, o governo de Malanje pretende esti- mular o desenvolvimento econó- |
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A ArenaEventosapre- E x p o f e i r a s 2019, 1ª exposi- ção nacional sobre sentou em Luanda, a |
Manuel Novais, além de apre- sentar as inúmeras vantagens de |
disse Bruno Albemaz. Além do anúncio e apresenta- |
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participar em feiras, explicou os vários modelos de participação para que as empresas possam obter o maior lucro ao investir na |
çãodasdiversasfeirasaseremrea- lizadas pela empresa, o certame proporcionou a abertura de um pro- |
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feiras em Angola. |
cesso de inscrições com descontos especiais para todas as empresas que aderiram na ocasião. |
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Ainiciativavisareunirempre- participação nas mesmas. |
mico da região, promovendo a sua capacidade produtiva para |
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sas, instituições públicas e priva- das com o objectivo de apresentar |
Assim, para o calendário de feiras 2019, a Eventos Arena |
A Eventos A rena é uma |
a atracção de novos investidores |
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o calendário de feiras e fazer o |
projecta a realização de 9 fei- ras, designadamente, 1ª edi- ção da Expo-Malanje (2 a 5 de Maio), 6ª edição da Alimentí- cia (8 a 11 de Maio) na ZEE, a 9ª edição da FIB (22 a 26 de Maio), no Estádio de Ombaka em Ben- guela, a 1ª edição da Feira das Indústrias do Mobiliário e de |
empresa angolana, pertencente ao Grupo Arena, especializada na produção, promoção, organi- zação e gestão de feiras e even- tos. Em 2018 a Eventos Arena realizou 8 Feiras que recebe- ram mais de 80 000 visitan- tes e cerca de 1 260 expositores, oriundos de mais de 18 países. |
a criação de mais indústrias. Segundo uma nota de imprensa que o JE teve acesso, o certame vai dar maior impulso ao pro- cesso de diversificação da eco- nomia para a criação de mais oportunidades de negócio. Entre as várias actividades programadas, constam o 1º Salão Internacional da Mandioca e o Festival Gastronómico “A arte de e |
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balanço das actividades de 2018. Segundo o Presidente do Con- selho de Administração do grupo Arena, Bruno Ricardo Albernaz, para este ano a empresa pretende ter a liderança no sector de orga- nização, realizar as feiras dos principais sectores de actividade |
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iNe abre concurso público às empresas |
comer mandioca”, eleita pela Orga- nização das Nações Unidas, como alimento do século 21, uma das grandes potencialidades agrícolas que a província dispõe. As inscrições para o evento estão abertas, bastando solicitar |
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EdiçõES novEMbro |
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O Governo de Angola, por inter- médio do Instituto Nacional de Estatística (INE), beneficiou de um financiamento do Banco Mun- |
nas directrizes do Banco Mun- dial para a aquisição de bens, obras e serviços de não consul- toria, no âmbito do empréstimo |
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Para as T-shirts e bonés as propostas devem ser entre- gues no endereço descrito até |
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o dossier de expositor através do |
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o dia 26 do mês em curso, para |
email geral@eventosarena.co.ao. Os bilhetes serão comer- cializados du ra nte os d ias do evento, ao preço de 500 |
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dial, para cobertura dos custos relacionados com a implemen- tação do projecto estatístico e pretende aplicar parte dos fun- dos para o fornecimento de T-Shirts, bonés, 200 (duzentas) motorizadas e capacetes para o Recenseamento Agro-Pecuário |
do BIRD e Crédito e Doações da AID por parte de Mutuários do Banco Mundial de 2011 (revisto em Julho de 2014), além de ser aberta a todos os licitantes ele- gíveis, conforme definido nas directrizes das aquisições. Os concorrentes elegíveis inte- |
as 200 motorizadas e capa- cetes as propostas devem ser entregues até o dia 12 de Março. |
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A nota informa que, as pro- |
kwanzas. Para os estudan- tes universitários, munidos de cartão de identidade e de estu- dante, e crianças até aos 14 anos acompanhados por um adulto, as entradas serão gratuitas. As escolas e universidades que queiram organizar grupos de estudo, para visitas ao cer- tame, deverão endereçar uma carta com intenção à Eventos |
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postas não podemser submetidas por via electrónica e as atrasa- das serão rejeitadas. As propos- tas serão abertas publicamente |
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e Pescas (RAPP) 2019. Segundo um documento que o JE teve acesso, o pro- jecto de Angola convida as empresas elegíveis (consulto- res) para apresentarem propos- tas em envelopes lacrados para |
ressados podem obter mais infor- mações e examinar o caderno de encargos, no período normal de expediente na sede do INE. |
na presença dos representantes designados dos concorrentes e de qualquer outra que desejar estar presente no endereço indicado, no dia 26 do mes em curso e no dia 12 de Março de 2019. |
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O caderno de encargos em por- tuguês, segundo o documento, pode ser obtido mediante solici- |
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A d o c u m e n to d o I N E |
Arena, até 15 dias antes da feira. |
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o fornecimento do material. Os serviços serão realizado por meio de concurso público nacio- nal (NCB) conforme especificado |
tação escrita pelos email no ende- reço: sherley.chipita@ine.gov.ao; Rui.Alfredo@ine.gov.ao; isabel. andrade@ine.gov.ao |
acrescenta que, todas as pro- postas devem ser acompa- nhadas por uma Declaração de Garantia de Proposta. P.P |
A |
Eventos A rena detém o |
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know-how para colaborar com o governo de Malanje na gestão |
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edifício-sede do iNe em Luanda |
e organização do certame. P.P. |
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20 EMprESAS
Economia & Finanças
EdiçõES novEMbro
constam do programa algumas indústrias instaladas na zona económica especial Luanda-Bengo ligadas à petrolífera Sonangol de acordo com o igAPe
Privatizações de empresas vão acontecer brevemente
O processo será feito por via da Bolsa de Valores de forma a garantir maior eficiência e transparência e privilegiar uma ampla participação
Xavier António
O processo de privatizações de empresas n a c i o n a i s vão acontecer a i nda neste trimeste e vai,
em três fases, conteplar, entre outras medidas, um grupo de empresas com condições opera-
cionais a serem privatizadas.
A informação avançada pelo
presidente do Conselho de Admi- nistração do Instituto de Gestão
de Activos e Participações do
Estado (IGAPE), Valter Barros,
que não cita quais as “empresas operacionais”, adianta estarem
já seleccionadas uma série de
empresas do grupo Sonangol.
O responsável falava recen-
temente, em Luanda, durante um fórum empresarial diri- gido aos empresários nacio- nais e franceses. Sem aponta r números, garantiu que foram cataloga- das algumas indústrias ins- taladas na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE) e outras unidades de maior dimensão com participações do Estado.
transparência
O gestor do IGAPE garan-
Valter Barros
pCA do igApE
40
MeSeS tempo em que vai decorrer o programa de privatizações
no qual estão já identificadas várias empresas
alguns dos players, assim como
a eliminação de possibilidade de
influência política no acesso às
parcelas de capital a privatizar. Por isso, sublinhou que mui- tas empresas a privatizar não pressupõe, numa fase inicial, grandes encaixes financeiros, “mas o Estado há de privile- giar os investidores que garan-
tam a capacidade de alavancar
EStão CriAdoS MECAniSMoS pArA prEvEnção dE ACtoS dE Corrupção no proCESSo
74
eMPreSAS universo de empresas públicas que o governo previa privatizar até o ano passado, com destaque para as do sector industrial
que possuem concessões de
direito de exploração de bens de domínio público foram retira- das do programa de privatiza- ções, com destaque para as do sector de energia, distribuição de água e gestão de aeroportos. Walter Barros susten- tou que as empresas indica- das para as privatizações foram apuradas em função
|
tiu que o alcance político e |
o |
negócio, assim como a sua |
da performance definida no |
|
social do programa de priva- |
sustentabilidade garantindo |
âmbito do projecto, tendo |
|
|
tizações prevê um nível de |
a |
oferta de postos de trabalho |
em conta o seu cunho legal, |
|
transparência e integridade. |
e |
ganhos económicos futuros”. |
operacional e actividade. |
|
Para tal, assegurou que estão criados os mecanismos para |
Sectores estratégicos |
“As privatizações serão fei- tas por via da bolsa de valo- |
|
|
prevenção de actos de corrup- ção, privilégios à informações a |
As empresas consideradas estratégicas para o Estado e |
res de forma a garantir maior eficiência e transparência e |
|
privilegiar uma ampla par-
ticipação dos interessados mediante apresentação de pro- postas estabelecidas por lei
e nos cadernos de encargos”,
afirmou. Razão pela qual, segundo disse, o IGAPE vai ajudar a defi- nir o modelo de privatização mais adequado em função das empresas, do sector da activi- dade e a tramitação da lei no âmbito dos contratos públicos.
Dados que o JE teve acesso, indicam que o programa terá
a duração de 40 meses. No
entanto, 15 por cento das recei-
tas serão incorporadas para alavancar o processo.
74 empresas na “mira”
Em 2018 o Governo previa pri- vatizar 74 empresas públicas
a médio prazo, sobretudo as do
sector industrial. O processo vai permitir ao Estado angolano obter um encaixe financeiro de cerca de 20 milhões de euros. No entanto, Angola intro- duziu em 1994 a nova legisla- ção sobre privatizações para aumentar a eficiência, produ- tividade e competitividade da indústria do país. Apurou o JE que as fábri- cas de cerveja Cuca e Ngola, a empresa de café Lian - gol , a M a nauto e V id r u l foram algumas das empre- sas privatizadas no período que se seguiu à independência. E nt r e 2 0 0 1 e 2 0 0 5 , o Governo chegou a identificar 102 empresas para privatização total ou parcial, cujo processo não chegou a ser concluído.
|
internet carece de mais investimentos |
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AngoLA prECiSA dE pELo MEnoS 1.200 torrES dE pArtiLhA dE SinAL dE rEdE MóvEL |
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|
A |
cobertura no acesso à inter- |
|
net pode ser acelerado com a implementação do projecto de partilha de torres de telecomu- nicações electrónicas, de acordo com o director-geral da empresa Antosc, Marcos Chaves. Confirmou que a cobertura |
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|
actual abrange apenas 47 por cento |
|
|
da |
população e agora com este pro- |
|
jecto poder-se-á atingir níveis percentuais desejados e facilitar |
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|
ainda a redução de custos das operadoras de telefonia móvel. |
|
|
Justificou que Angola precisa |
|
|
de |
pelo menos 1.200 torres de par- |
|
tilha de sinal de rede móvel com |
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|
capacidade para suportar quatro operadoras. Cada antena está avaliada em 300 mil dólares e com uma capacidade de cobertura que pode atingir mais de 30 quilómetros de distância. Marcos Chaves falava à margem da inauguração das primeiras quatro torres de |
|
|
partilha localizadas no troço Ndalatando/Maria Teresa, na província do Cuanza Norte, acto marcado com a presença do ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha. Na ocasião, o ministro subli- nhou que a missão é a de esten- |
|
|
der a rede que liga a província de Luanda ao Cuanza Norte a fim de |
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servir os utiilizadores dos ser- viços virados às novas tecnolo- gias de informação, incluindo |
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o “rooming” interno. Garantiu que os custos para |
|
|
a construção das infra-estrutu- |
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|
ras são suportados pelo Fundo de Desenvolvimento das Comunica- |
|
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ções.Actualmentefuncionamcom sinal das antenas partilhadas, a Unitel, Movicel e Angola Telecom. |
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|
dr |
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Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
pubLiCidAdE
21
22 dESEnvoLviMEnto
Economia & Finanças
apOsta
EdiçõES novEMbro
Ligação entre Angola e zâmbia por caminho-de-ferro é um dos projectos que consta no programa do executivo
Transportes arrumam casa para nova era
Executivo angolano está a desenvolver um conjunto de acções que poderão ajudar no processo da diversificação da economia
António Eugénio
O Ministério dos Tra nspor tes está a imple- mentar projec- tos que visam garantir uma exploração efi-
ciente das infra-estruturas do sector, o que poderá contri- buir na sua rentabilização de
forma segura.
A informação foi avançada
na passada segunda-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado de Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Antó- nio Lima, tendo destacado a construção do Metro Ligeiro de Luanda, bem como o Cami- nho-de-ferro de Benguela que
liga Angola e a Zâmbia.
A iniciativa inclui a recons-
trução da cabotagem nacional, a manutenção e modernização da rede ferroviária, o alargamento das plataformas logísticas, a futura gestão aeroportuária de Luanda e outros projectos na
província do Huambo.
A execução destes projec-
tos vai permitir a mobilidade
de passageiros e garantir um desenvolvimento capaz de res- ponder o crescimento do país e da região assim como esta- belecer de parceria pública- -privada.
ao Governo angolano, assim como um programa extenso de forma- ção e capacitação em várias áreas. Ainiciativaestáalinhadacom
a nova aliança África-Europa lan-
çada, recentemente, quevisaapro- fundar as relações económicas e comerciais entre os dois continen- tes através de investimento sus-
vAi pErMitir
A MobiLidAdE
tentável e a criação de emprego. A longa experiência da União Europeia no uso das parce- rias público/privadas (PPP),
segundo a fonte, ronda desde
os anos 90 e foram estabeleci-
dESEnvoLviMEnto das 1 700 PPP, contabilizando
um valor superior aos trezen- tos e trinta biliões de euros (330 mil milhões de euros). Segundo o “Relatório de revi- são do mercado das (PPP) Euro- peias de 2017”, elaborado pelo centro de conhecimento das (PPP) Europeia, o sector dos Transpor- tes concentra maior número de contratos assinados e o maior volume financeiro. Tomas Ulicy aponta que ao nível regional, a UE financia um projecto de 18 milhões de euros denominado Programa de Faci- litação de Trânsito e Transpor- tes, cujo objectivo é desenvolver
e implementar políticas, legis-
lativas e regulamentos harmo- nizados na região Este e Sul de África, para melhorar a eficiên- cia nas fronteiras terrestres e
AcrescentouqueaUniãoEuro- das redes de serviço de trânsito,
peia oferece apoio institucional
petrolíferos e integração nas eco- nomias regionais e mundial.
na implementação das suas prio- ridades em matéria de diversi- ficação da economia, aumento das exportações de produtos não
Na ocasião, o representante da União Europeia em Angola, Tomas Ulicny, disse que a sua institui- ção está a financiar projectos que visam alavancar e desenvolver o comércio, num investimento de 12 milhões de euros. A iniciativa visa apoiar o país
Apoio da ue
Ao CrESCiMEnto
CApAz dE rESpondEr
A ExECução
dEStES proJECtoS
dE pASSAgEiroS
E gArAntir uM
transporte e logística.
COOperaçãO
Angola e ONU acertam parceria sustentável
O desenvolvimento a longo prazo consta das prioridades nesta nova era
O bem-estar da população e o
desenvolvimento económico sus- tentável e inclusivo constam das prioridades do Executivo ango-
lano, no âmbito da parceria com
a ONU, disse na passada quarta-
-feira, em Luanda, o ministro da Economia e Planeamento de Angola, Pedro Luís da Fonseca. O governante, que falava à imprensa, à margem do workshop
de priorização estratégica para
o “Quadro Parceria entre o
governo e a ONU” (UNDAF 2020-
2022), sublinhou que esses itens constam dos dois eixos do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/2022. Com 25 políticas estratégicas
e 83 programas de acção, o PDN 2018/2022 conta comoutros cinco eixos: desenvolvimento econó- mico sustentável, diversificado
e inclusivo”, “infra-estruturas
necessárias para o desenvolvi- mento”, “consolidação da paz, reforço do Estado democrático e direito e boa governação, reforma
de Estado e descentralização”. Desenvolvimento harmo- nioso do território, garantia da estabilidade e integridade territorial de Angola, assim como o reforço do seu papel no contexto internacional e regio- nal são outros eixos que fazem parte do PND 2018/2022. Os compromissos internacio- nais de médio e longo prazo, a
Agenda 2030 das Nações Uni- das para o Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2063 da União Africana foram outros
documentos que serviram de base para a sua elaboração. O ministro lembrou que o pri- meiro eixo constitui uma dimen- são central de todo o Plano, na medida em que a melhoria do bem-estar dos cidadãos e da qualidade de vida das famí- lias angolanas, a redução da pobreza e das desigualdades, bem como a promoção do nível de desenvolvimento humano são condições essenciais para
o progresso económico e social
do país e constituem uma prio- ridade para o Executivo.
dEvErEMoS CuidAr
doS bEnS púbLiCoS,
SEr SoLidárioS
E ApoiAr
oS proCESSoS
dE ConStrução
E dESEnvoLviMEnto
dE outroS pAíSES
povoS
combate à pobreza
Por seu turno, o coordenador resi- dente do sistema das Nações Uni-
das em Angola, Paolo Balladelli, fez saber que todas as entidades são responsáveis no combate à pobreza e à fome, analfabetismo, saúde, desequilíbrios de género, trabalho não digno, crimes fra- quezas institucionais, iniquida-
desparaconstruirumasociedade
de homens e mulheres que vivem
com bem-estar com os seus direi- tos atingidos. Na sua visão, na procura desse bem-estar “deveremos cuidar dos bens públicos, ser solidário
e apoiar os processos de cons-
trução de desenvolvimento de outros países e povos, porque estamos todos numa aldeia glo- bal, que é este planeta”.
Esclareceu que a escolha de uma duração do quadro de par- ceria de três anos, deve-se ao propósito de alinhar os ciclos de parceria com o PDN que tam- bém terminará em 2022, para depois construir planos quin- quenais de 5 em 5 anos. O workshop de prioriza- ção estratégica para o “Qua- dro Parceria entre o Governo
e a ONU” (UNDAF 2020-2022)
tem como objectivo discutir construtivamente e identifi-
car a contribuição estratégica das Nações Unidas à visão e prioridades nacionais do país.
EdiçõES novEMbro
o projecto que visa o combate à fome e à pobreza consta entre as metas
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
urbAniSMo
23
HUaMBO
FrAnCiSCo LopES | EdiçõES novEMbro | huAMbo
As ruas dos bairros do Sassonde e da juventude estão a ser intervencionadas
Vias secundárias recebem asfalto
Os projectos estão a ser feitos no quadro do Programa de Investimentos Públicos
Justino Victorino
no huambo
A sviassecundáriasdos bairros de Sassonde e da Juventude, na cidade do Huambo, estão a beneficiar de
trabalho de asfaltagem, numa extensão de 18 quilómetros, a cargo das empresas Omatapalo Engenharia e Elevo Construções, no âmbito do programa de inves- timentos públicos do governo da província, cujo projecto esten- der-se-á a outros bairros perifé-
ricos em que o tapete asfáltico será requalificado. Os trabalhos de asfaltagem, de acordo com o director do Gabi- nete de Estudo e Planeamento do governo da província do Huambo, Costa Gonçalves, vão abranger fundamentalmente, as vias secundárias e serão tam- bém efectuadas intervenções de colocação de lancis, valas de drenagem e esgotos. As empreitadas disse, depois de concluídas, vão dar uma nova imagem ao bairro Sassonde, per- mitindo um eficiente processo de saneamento básico e recolha
18
QuiLóMetroS
Corresponde a extensão de estradas que estão a ser reabilitadas nos bairros do Sassonde e da Juventude na cidade do Huambo.
de resíduos sólidos melhorados. “O trânsito, depois dessas
obras, tornar-se-á mais fluído. A esperança e o sonho dos muníci-
pesserãorejuvenescidos,abrindo-
-seumanovaeraparaoestadodas
vias de comunicação”, ressaltou.
Programas de reabilitação
O governo da província do
Huambo, por intermédio do Executivo Central, vai dar con-
tinuidade aos programas de rea- bilitação e construção de novas infra-estruturas sociais, aten- dendo às necessidade e o bem- -estar da população. Costa Gonçalves avançou que paralelamente aos traba- lhos de asfaltamento, prevê-se
a construção de pontes e pon-
tecos, assim como a melhoria da macro drenagem na zona do aeroporto Albano Machado
e nos bairros adjacentes.
O projecto, que faz parte de
plano de acções de melhoria do tapete asfáltico, numa extensão de 18 quilómetros, abrange o troço entre a centralidade do Lossambo
e o bairro da Juventude, com seis
quilómetros, o bairro Macolocolo
e Honga, no bairro Benfica. Prevê também seis quilóme- tros, enquanto os restantes seis quilómetros terá o percurso entre
a rotunda do aeroporto, passando
pelo Sassonde, com ligação à ave-
nida Norton de Matos, com uma intercepção da rotunda do Kapango
e passagem no bairro São Luís,
até a centralidade do Lossambo.
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HaBitaçãO |
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cASAS SociAiS No zAire PoDeM Ser reDiStriBuíDAS |
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As casas sociais inseridas no projecto “200 fogos habitacionais”, que ao nível da província do Zaire foram distribuídas de forma incorrecta AS CASAS inACAbAdAS |
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e |
algumas em estado de |
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abandono serão desapropriadas |
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redistribuídas a famílias necessitadas. Segundo a ministra do Ordenamento do Território e |
podErão SEr CoMErCiALizAdAS |
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e |
Habitação, Ana Paula |
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de Carvalho, que visitou a província, muitos beneficiários destas residências nem sequer vivem nos quatro municípios contemplados com estes projectos, nomeadamente Nzeto, Cuimba, Tomboco e Nóqui. Em declarações à imprensa, a ministra disse ter solicitado ao governo local a apresentação do relatório do grau de execução física deste projecto de âmbito nacional. Este plano começou a ser implementado no Zaire em 2012 e previa a construção de 800 fogos habitacionais, 200 em cada um dos quatro municípios contemplados. Segundo a ministra, informações preliminares recebidas das autoridades locais apontam para acima dos 50 por cento o grau de execução deste projecto nos municípios do Nzeto, Cuimba, Nóqui e Tomboco. Prometeu enviar, em breve, A CidAdãoS intErESSAdoS quE AS podErão ConCLuir CoM FundoS próprioS uma equipa técnica ao Zaire para trabalhar com as autoridades governamentais locais no levantamento do número de casas já concluídas e distribuídas a eventuais beneficiários, assim como outras sem contrato, inacabadas e em estado de abandono. Avançou que, as casas inacabadas poderão ser comercializadas a cidadãos interessados que as poderão concluir com fundos próprios, devendo, o sector, encarregar-se na colocação de infra-estruturas de água e energia eléctrica e arruamentos. |
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EdiçõES novEMbro |
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o projecto de construção de casas está a ser implemntado desde 2012 |
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Centralidade de saUriMO
212 apartamentos podem estar prontos ainda este ano
O projecto do Governo está a ser construído desde 2017 e prevê numa primeira fase acolher 6.664 habitantes da capital da Lunda Sul
A primeira fase da constru-
ção da centralidade de Sau- rimo (Lunda Sul), em curso desde 2017, com edifícios em banda de quatro e oito pisos, com um total de 212 aparta- mentos do tipo T3, para aco- lher 6.664 habitantes, estará concluída este ano. Em declarações à Angop,
o director do gabinete pro- vincial de Infra-estruturas e Serviços Técnicos da Lunda Sul, Cláudio Pemessa, disse que até ao momento já foram feitas as f u ndações e as
estruturas dos oito edifícios.
A execução da obra da cen-
tralidade de Saurimo está na
ordem dos 30 por cento e a sua conclusão prevista para o II semestre deste ano. Segundo afirmou, 80 por cento do valor do orçamento da primeira fase da referida empreitada já foi pago.
A empreitada conta com mão-
-de-obra de 200 trabalhadores,
entre angolanos e expatriados.
Mais habitação
Explicou que a segunda fase
Angop
As obras da primeira fase estão num estado avançado de execução
do projecto habitacional que está a ser erguido numa área de 7,35 hectares prevê a cons- trução de 8.248 apartamentos, para além das 30 moradias uni- familiares e 112 geminadas. O projecto vai igualmente contar com 24 lojas, central de geração de energia eléc- trica, estação de tratamento de água, escolas primárias e secundárias, centros de saúde e comunitário, creche, insta- lações para Polícia Nacional, bombeiros, mercado, espaços verdes e área de lazer.
24 Agro-indúStriA
Economia & Finanças
HUíla
Arão MArtinS | EdiçõES novEMbro/huíLA
A tecnologia colocada no projecto que abarca mais de 5 mil hectares permite realizar duas culturais anuais
“Agrikuvango”começa a colher milho em Maio
A iniciativa do grupo empresarial RTK está localizado na Mema no município do Cuvango e quer ajudar a diminuir as importações
Arão Martins
no Cuvango
T rês mil toneladas de milho são colhidas no mês de Maio,
peloprojecto“Agri-
kuvango”,queestá aserimplementado desde 2017, pelo
grupo empresarial RTK, na loca- lidade da Mema, município do Cuvango, na província da Huíla. Contribuir para a prossecu- ção da maioria das políticas de desenvolvimento do sector agrí- cola e a diminuição da dependên- cia externa de bens alimentares,
constitui o objectivo primordial do
A SubvEnção do CoMbuStívEL AgríCoLA, A SEr iMpLEMEntAdo vAi MiniMizAr oS CuStoS E AuMEntAr oS nívEiS dE produção
projectoagrícola,quetemconcen-
tradoautilizaçãodasmaismoder-
nas técnicas de produção e cultivo do milho, garantiu Rui Kapose.
jectocomeçouaserimplementado
em 2017 e no ano seguinte (2018)
completou-seainstalaçãodospri-
meiros 12 sistemas de rega por pivots colocados numa área total
de 600 hectares já desmatados.
Projecto
Na primeira fase que vai culmi- nar com a primeira colheita de milho em Maio, numa altura em que foram criados de forma directa 250 postos de trabalho directos e o objectivo é atingir até ao final do ano cerca de 450 empregos.
Frisou que a produção será destinada para o mercado nacio- nal, sobretudo para a região Sul, integrada pelas provín-
RuiKaposeexplicouqueopro- cias da Huíla, Namibe, Cunene
e Cuando Cubango. O administrador do projecto explicou que, a tecnologia colo- cada no projecto que abarca mais de 5 mil hectares, permitem rea- lizar duas culturais anuais e no segundo período (Maio a Dezem- bro), vai ser colhido milho a ser semeado numa zona de outros
300 hectares, com uma colheita global de cerca de seis mil tonela- das de milho. Lamentou os avultados gas- tos com o combustível, de forma
a manter os equipamentos fun-
cionais, desde a rega, forne- cimento de energia eléctrica, transportes e outros. Rui Kapose disse que a sub-
venção do combustível agrícola,
a ser implementado vai mini- mizar os custos e aumentar os níveis de produção.
De forma a incrementar as qualidades existentes na região
e de maneira a produzir milho
durante todo o ano, foram já insta-
ladospivôs,queestãoaregar,cada,
uma área superior a 50 hectares.
Já foi construída igualmente uma represa, com capacidade para armazenar cerca de 280 milhões de litros de água, que vai garantir o fornecimento, mesmo na fase seca, de cinco a seis dias, sem sobressaltos.
Produção de arroz
A previsão é de fazer com que em
2020, o projecto prevê dar início
com a preparação de 1.000 hecta- res destinados à cultura de arroz, regado por alagamento e a insta- lação na zona industrial de mais silos de armazenagem e de uma
unidade de descasque de arroz. Oresponsável frisouquepara 2022 deverá iniciar-se a diversifi- cação das culturas, com o início
à produção de trigo e ginguba
em relação com o milho. “Cerca de 750 hectares vão ser dedica- dos à produção de ginguba, com uma produção estimada em mais
de 2 mil toneladas”, disse.
Sector industrial pode beneficiar da iniciativa
O director técnico da fazenda
“Agrikuvango”,SeverianoKapose,
afirmouqueoprojectocontempla grafia determina a criação de 90
também a instalação de dois silos,
com capacidade para armazenar 1.500 toneladas cada um.
A colheita, armazenamento
e transformação são outras
valências que o programa pri- vilegia na zona rural, onde está
implantada a fazenda.
O projecto conta ainda com
uma fábrica que produz a fari- nha de milho, que após a extrac-
ção do glúten (gérmen) vai ser vendida para a indústria de ali- mentos compostos para animais.
garantir oferta
A iniciativa conta ainda com uma
área de cerca de 1.500 hectares regados por um pivô (com duas culturas, anuais), o milho vai ser cultivado numa área supe- rior a 900 hectares, com previ- sões anuais de colher cerca de
garantiu o responsável do projecto,
10 a 12 mil toneladas por época. Para as zonas de cultivo, a topo-
quilómetros de estrada. Máquinas e homens empe- nham-se para que nada falta,
acrescentando que foi colocada na primeira fase uma conduta de 17.500 metros, o que corresponde
a 17. 500 quilómetros, com uma
tubagem, cujo diâmetro, varia de 200 a 500 milímetros. Na fazenda, foram instalados
dois geradores, um de 346 kva e outro de 700. O primeiro serve
parabombearealimentaarepresa
e o de maior capacidade destina-
-se par o fornecimento de energia
para as duas estações de bomba- gem que alimentam os 12 pivôs. Até a sua fase final, o pro- jecto agro-industrial prevê criar mais de dois mil postos de tra- balho, principalmente para
a camada juvenil local. AM
AAPciL assegura apoio
Arão MArtinS | EdiçõES novEMbro/huíLA
empresário Álvaro Fernandes
O presidente da Associação
Agro-pecuária, Comercial e
Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, que visitou, na companhia de responsáveis da banca huilana, reconheceu que
o projecto vai contribuir para
a prossecução da maioria das
políticas de desenvolvimento
agrícola e a diminuição da dependência de bens alimen- tares, o que constitui objec- tivo primordial do Executivo.
Paulo Gaspar disse que o
projecto é uma iniciativa pri-
vada, mas tem um pendor que visa contribuir para o programa de diversificação económica e reduzir a fome e a pobreza no meio rural. O presidente da AAP- CIL defendeu maior aten- ção para que a província da Huíla volte a se tornar num celeiro de referência.
Mais competitividade
O empresário e técnico zootéc-
nico, Álvaro Fernandes disse que, a província da Huíla tem condições para produzir alimen-
tos, até para a produção animal. Álvaro Fernandes disse que existe pouca produção animal, por falta de ração no país, mas há indicadores que mostram os caminhos para o desenvol-
vimento do sector agro-pecuá-
rio, por forma a se ter carne a
preços competitivos. O empresário aproveitou a oportunidade para incentivar os bancos e os investidores que apesar de correrem riscos, têm estado a conceder créditos e
investimentos de forma fácil.AM
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
águA
25
desaFiO
EdiçõES novEMbro
estão a ser abertas novas agências comerciais e novos serviços de cobrança bancarizada além da implementação do serviço de atendimento ao público
Epal quer atingir um milhão de clientes cadastrados em 2020
Adérito Veloso
A Empresa Pública de Ág uas de Luanda (EPAL) está a desenvol- ver umconjunto de acções que visam melho-
rar o abastecimento do “pre-
cioso líquido” aos cidadãos
e firmas de Luanda.
Segundo o seu plano estraté-
gicoquecomeçouaserimplemen-
tado em 2016 e que vai até 2020,
a que o JE teve acesso, o destaque
recai para o aumento de clientes, facturação e cobrança, sendo que
a intenção é atingir a cifra de 1 milhão de clientes cadastrados.
Para o êxito deste objectivo, a empresa pública está empenhada na implementação do projecto das
700milligaçõesdomiciliares,que
poderá contribuir para um cres- cimento acelerado.
Linhas de actuação
Afontesustentaqueomaiordesa-
fio da Epal é o de melhorar a “per- formance” na cobrança, daí que está a se preparar a nível tecno-
lógico, para fazer face à demanda no período 2018/2020. “Este será o principal foco de intervenção da área comercial, que
vai orientar as suas equipas numa lógica de afectação de clientes pelos gestores de clientes, garantindo
uma avaliação do desempenho de cobranças por cada colaborador da
área comercial”, sublinha o plano estratégico da empresa. Estão a ser abertas novas agências comerciais, além de novos serviços de cobrança ban- carizada, em articulação com a implementação do serviço de aten- dimento ao público, permitindo desta forma a melhoria do desem- penho de cobrança que se espera sair de cerca de 40 por cento para 80 em 2020. No quadro da estra- tégia, a Epal está a implementar grandes projectos de infra-estru- turas, como por exemplo, na Esta- ção de Tratamento de Águas do Bita e a do Quilonga. Depois de concluídos, estes empreendimentos vão ajudar na melhoria da qualidade da água distribuída, reforço “exponen-
cial” da capacidade de tratamento
e distribuição de água. Com este desiderato, sustenta
a fonte, a empresa poderá da res-
posta “às expectativas de melhoria das condições de vida das popula- ções e às necessidades de desen- volvimento económico do país”.
Consta ainda dos desafios da empresa pública, a continuação da capacitação permanente dos recursos humanos, através da implementação de um programa formativo adequado à função de cada trabalhador. Atençãoespecialtambémserá dada no aprofundamento das solu- ções em tecnologia de informação, ao serviço de todas as áreas ope- racionais, logística e de gestão da empresa pública. Será igual-
A EMprESA púbLiCA EStá EMpEnhAdA nA iMpLEMEntAção do proJECto dAS 700 MiL LigAçõES doMiCiLiArES, quE podErá ACELErAr o SEu CrESCiMEnto
1.802
trABALhADoreS
Corresponde a mão-de- obra da empresa pública de águas de Luanda, que prevê incrementar a sua actuação para melhorar os serviços.
mente melhorada a capacidade
de aprovisionamento da firma, com destaque para a construção
de armazéns para matérias sub- sidiárias e depósito de reagentes.
Serviços e crescimento
Actualmente, a firma que actua em toda a extensão da província de Luanda, onde até Maio de 2017 tinha cerca de 455.571 clientes. A empresa pública conta com
14 agências comerciais, três sub- -agências e 13 postos de cobrança. Tem uma rede de distribuição de
9.216 quilómetros, capacidade de
380.487 metros cúbicos por dia de água tratada, 14 ETAs e 26 cen- tros de distribuição. A Epal tem ainda três áreas operacionais e
1.802 trabalhadores.
FOrneCiMentO
Acesso à água potável ainda é deficitário no huambo
O acesso à água potável na provín-
cia do Huambo ainda é difícil, prin-
cipalmentenaszonasrurais,uma
situação que obriga muitos cida- dãosapercorrerlongasdistâncias. O facto foi assumido na pas- sada terça-feira, nesta região do país, pelo director local do gabi- nete de Infra-Estruturas e Servi- ços Técnicos, Francisco Neto, na abertura do seminário de forma- ção dos técnicos das administra- ções e comunitários. Explicou que o difícil acesso
à água potável está na base de doenças diarreicas agudas, febre tifóide, cólera e outras patolo- gias, o que exige uma interven- ção urgente das autoridades para inverter esta situação. Anunciou que o governo da província do Huambo está a tra-
140
MiL FAMíLiAS
Número de agregados familiares que beneficiam de água potável desde 1997, em projectos desenvolvidos pela Dw.
balhar na recuperação dos siste-
mas de abastecimento de água potável, na instalação de novos centros de distribuição e pon- tos de captação nas localidades com mais necessidades. O director do gabinete de Infra- -Estruturas e Serviços Técnicos reconheceu o papel da Development
Workshop(DW),organizaçãonão-
-governamental canadiana, que tem implementado, nesta provín- cia, diversos projectos de abasteci- mento de água potável à população. Afirmou que o modelo de ges- tão comunitária desenvolvido por esta organização constitui uma ferramenta que visa apoiar os técnicos das diferentes insti- tuições ligadas ao abastecimento de água, para o garante da sus- tentabilidade dos mesmos com a componente saneamento total, liderado pelas comunidades.
A DW está presente na provín- cia do Huambo desde 1997, já cons- truiu 1.370 pontos de água nos 11 municípios, para beneficiar apro- ximadamente 140 mil famílias, sobretudo residentes em zonas com difícil acesso à água potável.
EdiçõES novEMbro
A nível do huambo a Dw já construiu cerca de 1.370 pontos de água
26 áFriCA
Economia & Finanças
Consórcio quer extrair gás em Moçambique
O programa de construção e conclusão de poços será de três anos dirigidopelapetrolífera“Anadarko”queestáaliderarumconsórcio
dr
os poços a abrir no fundo do mar dispensam plataformas segundo dados
A petrolífera“Ana- darko” anun- ciou na passada terça-feira que está a procu- rar propostas de equipamento
e serviços para a abertura de poços de extracção de gás natu- ral ao largo da costa Norte de Moçambique. “O programa de constru- ção e conclusão de poços será de aproximadamente três anos para a primeira fase de desen- volvimento” da Área 1 (jazidas Golfinho-Atum e Prosperidade), refere a Anadarko, que lidera o consórcio concessionário, num anúncio publicado no jornal moçambicano Notícias. A empresa pretende rece- ber as manifestações de inte- resse para fornecimento de
uma Unidade Móvel para Per- furação Offshore (no mar) até final da semana para depois escolher uma empresa “com experiência em perfuração em águas profundas”. “O campo Golfinho-Atum é uma descoberta em águas profundas, localizada a apro- ximadamente 50 quilómetros da costa de Moçambique, com profundidades de água do mar que chegam a 1.200 metros”, detalha o anúncio.
características
Os poços a abrir no fundo do mar dispensam plataformas e estão ligados entre si por tubagens assentes no fundo do oceano e que conduzem o gás para a fábrica de liquefação, em terra, segundo o projecto divulgado desde o último ano pela Anadarko.
O anúncio é publicado antes
de o consórcio formalizar a deci- são final de investimento na
Área 1, através de um anúncio público, habitual neste tipo de investimentos: o dia da decisão final de investimento marca o início da contagem decrescente para a extracção da primeira unidade de matéria-prima. Ao mesmo tempo, também estão a avançar, desde há cerca de um ano, diversas obras de infra-estruturas na península
de Afungi, onde vai ficar insta- lada a fábrica de liquefação de gás
e o cais de exportação para navios cargueiros especiais.
O projecto Mozambique LNG,
operadopelaAnadarko,seráopri-
meiro empreendimento de gás natural líquido a desenvolver-se
em terra, província de Cabo Del- gado, em Moçambique.
A fábrica será composta ini-
cialmente por dois módulos capa- zes de produzir 12,88 milhões de
toneladas por ano (MTPA) de GNL, destinado à exportação.
O presidente da Empresa Nacio- nal de Hidrocarbonetos (ENH)
moçambicana,OmarMithá,anun-
ciou no domingo, durante uma con- ferência em Nova Deli, na Índia, que a decisão final de investi- mento do consórcio da Área 1 deve acontecer em até final de Abril e que em Julho deve ser a vez de um outroconsórcio(lideradopelaEni
e Exxon Mobil), que opera a adja-
cente Área 4, anunciar o investi- mento na jazida Mamba.
O consórcio da Área 4 (pro-
jecto Rovuma LNG) vai come- çar a extrair gás ao largo da
costa Norte de Moçambique em 2022 através de uma pla- taforma flutuante.
dr
c apital mauritana, Nouakchott, albergou colóquio de 11 a 14 de Fevereiro
Banca e economia junta especiliastas na Mauritânia
A capital mauritana, Nou-
akchott, albergou de 11 a 14 de Fevereiro de 2019, um colóquio sob o lema “Banca africana e eco- nomia digital”, noticia a Pana. O evento foi organizado pelo Banco Central da Mauritânia
(BCM), em colaboração com a Associação Mauritana dos Diplo- mados do Instituto Técnico de Banco de Paris (AMITB) e a Confederação Internacional das
Associações de Diplomados do Instituto Técnico de Banco (ITB). Reuniu líderes e quadros das instituições bancárias de vários países de África, nomea-
damente, a Mauritânia, Marro- cos, a Côte d’Ivoire, os Camarões
e o Malawi, entre outros.
com um fenómeno internacio- nal cujos efeitos mudam radi- calmente os nossos modos de vida e de comunicação, o nosso tipo de organização e de gestão, suscitando novas necessidades e novos hábitos de consumo de todos os actores económicos, Estado, empresas e cidadãos”, explica o governador do BCM, Abdel Aziz ould Dahi, ressal- tando os impactos da econo- mia digital e da digitalização para a banca africana. No programa do colóquio de Nouakchott, figuraram várias comunicações das quais se des- taca “a problemática do financia- mento da economia digital em
África, avaliação, impactos da digitalização e perspectivas”. “No centro da transforma- ção digital bancária, o quadro regulamentar, bancário e digi- tal, adequação com as necessi- dades dos operadores”, “Quadro jurídico da economia digital na
África do Norte; Quadro legal da economia digital na zona CFA”, figuraram igualmente
entre as comunicações.
reflexão profunda
Segundo os seus organizado- res, o colóquio visou permitir uma reflexão sobre o tema que
tem “uma grande incidência no futuro das nossas economias
e dos nossos sistemas finan-
ceiros, particularmente a eco-
nomia digital”.
“Hoje, estamos confrontados
ethioPiAN AirLiNeS iNAugurA terMiNAL De PASSAgeiroS e SKyLight hoteL
A Ethiopian Airlines, maior
grupo de aviação de África,
e linha aérea global de
quatro estrelas, certificada pela Skytrax, inaugurou, recentemente, o terminal de passageiros de última geração
e o seu Skylight Hotel.
Segundo o primeiro-ministro da Etíopia, Abiy Ahmed, a “Ethiopian Airlines é o orgulho nacional e um ícone especial entre as nossas empresas, pois leva o nosso nome comum, Etiópia é a nossa bandeira nacional. O novo hotel da Ethiopian Airlines permitirá atrair turistas e a oferta da companhia aérea para que os funcionários possuam acções
do hotel é importante, pois aumenta o senso de propriedade
entre os funcionários e servirá de modelo para que outras empresas emulem”, comentou, acrescentando que
a inauguração do novo terminal
de passageiros significa muito trabalho pela frente.
Mais-valia
Por sua vez, o PCA do grupo
Ethiopian Airlines, Tewolde Gebre Mariam disse que, enquanto
o Aeroporto de Addis Abeba
assumir Dubai como o maior
centro de transporte aéreo entre
a África e o resto do mundo,
este grande terminal é mais uma evidência de desenvolvimento
do Aeroporto de Bole como um dos maiores e mais convenientes centros de aviação global. “O Ethiopian Skylight Hotel permitirá que a companhia aérea ofereça pacotes e programas
de viagens. Além disso, o hotel permitirá que a Ethiopian
Airlines atraia cerca de um terço dos turistas dos seis milhões de passageiros que transitam pelo Aeroporto de Bole para visitar a Etiópia”, afirmou.
O novo terminal de passageiros
conta com os mais modernos
sistemas de segurança tecnológica, sistemas de auto-embarque,
lounges confortáveis, lojas duty- free e outras comodidades.
O Ethiopian Skylight Hotel tem
dr
Acto que marcou o corte da fita das duas infra-estruturas da empresa aérea
373 quartos e suites executivas espaçosas, o maior restaurante chinês da África e uma sala de conferências que pode acomodar 2.500 pessoas, entre outros.
O corte da fita coube ao
primeiro-ministro da Etíopia, Abiy Ahmed, acto que contou com a presença do Presidente da União Africana, Moussa Faki, membros de direcção da Ethiopian Airlines entre outras individualidades.
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
Mundo
27
China e América voltam a negociar
O Presidente chinês, Xi Jinping, recebe esta semana a delegação norte-americana que está em Pequim a nego-
ciar uma solução para as disputas comerciais entre os dois países. Segundo o South China Mor- ning Post, o Presidente chinês reúne nesta sexta-feira, com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o representante do Comércio, Robert Lighthizer. A informação não foi ainda confir- madaporfontesoficiais.Mnuchin e Lighthizer reúnemnos dias 14 e 15 com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He. Este será o terceiro frente- -a-frente desde que, no início de Dezembro,XiJinpingeohomólogo
norte-americano, Donald Trump, concordaram uma trégua de 90 dias, para encontrar uma solu- ção para a guerra comercial que espoletou entre os dois países, no Verão passado.
WashingtonePequimaumen-
taram já as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dóla- res de produtos de cada um e, caso não haja um acordo até ao fim do período de trégua, que termina a 1 de Março, Trump ameaça aumen- tar ainda mais as taxas sobre importações oriundas da China. Na passada terça-feira, o Presi- dente dos Estados Unidos da Amé- rica, Donald Trump afirmou que poderá dar à China mais tempo “caso estejamos perto de um acordo, um acordo real”.
dr
Presidente chinês, xi jinping, poderá receber o secretário do tesouro dos euA
dr
Maior avião comercial voa desde 2007
Airbus vai deixar de fabricar o “A380”
OgrupoeuropeuAirbusanunciou ontem,quinta-feira,quevaideixar de fabricar o modelo A380, o maior avião comercial do mundo, em 2021, depois de o seu principal cliente, a Emirates, ter alterado parte da sua encomenda pelos modelos mais pequenos, como o A330-900 e o
A350-900.
A Emirates, que, de acordo com asencomendas,deveriaterrecebido até agora um total de 162 aviões A380, vai comprar apenas 123, tendo assinado um novo contrato com a Airbus para adquirir qua-
rentaA330-900etrintaA350-900.
O fim da produção do Airbus A380 vai afectar cerca de 3.500 postos de trabalho. A Airbus estima que desde o voo inaugural, em 2007, mais de 190 milhões de passagei-
ros tenham viajado no A380.
Safra de cereais vai crescer no Brasil
Cereais, leguminosas e oleaginosas devem ter uma safra 1,9 por cento, maior neste ano, em comparação com o ano passado, o que representa uma produção de 230,7 milhões de toneladas, a estimativa foi divulgada na passada terça-
feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expectativa do órgão é que
a colheita de grãos seja a
segunda maior da história, atrás apenas do recorde de 2017, quando a produção atingiu um recorde de 240,6 milhões de toneladas. Em 2019, a área de colheita deve ser 2 por cento superior ao registado no ano passado, totalizando 62,1 milhões de hectares. Segundo o levantamento, produtos como o arroz, milho e a soja devem ser os itens com maior crescimento na safra deste ano.
relatório
Pesquisas alinhadas As estimativas do IBGE estão alinhadas com os números divulgados terça-feira pela
o inStituto brASiLEiro dE gEogrAFiA E EStAtíStiCA (ibgE) EStiMA tAMbéM
quE A árEA dE CoLhEitA dEvE SEr MAior EM rELAção A 2018
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que prevê uma safra de grãos de aproximadamente 234,1 milhões de toneladas neste ano, um crescimento de 2,8
por cento em relação a 2018.
A área plantada está estimada
em 62,6 milhões de hectares.
O IBGE estima também que
a área de colheita deve ser maior em relação a 2018.
pUBliCidade
28 gEStão
Economia & Finanças
José Luís Magro
Consultor fiscal
uMA dAS obrigAçõES pELo Egb, São AS dEMonStrAçõES FinAnCEirAS dAquELES ContribuintES, tErEM dE AuditAdAS por pEritoS ContAbiLiStA, o quE não dEixA dE SEr uMA vAntAgEM pArA oS MESMoS, viSto quE pASSAM A tEr CrEdibiLidAdE
FiScALiDADe
Estatuto dos Grandes Contribuintes
O Decreto Presidencial nº 147/13 de 01/10 criou o Estatuto dos Grandes Contribuin- tes (EGC), tendo sido
regulamentada mais tarde a lista dos contribuintes que integram
o EGC, através dos Despachos nº
472/14 de 27/02 e 599/14 de 24/, sendo este último, até à data, o
que está em vigor.
Uma das grandes vantagens que se verifica para os contribuin- tes incluídos neste Estatuto é o de beneficiarem de uma relação de proximidade com a Adminis- tração Fiscal, através da designa- ção de dois técnicos da Repartição
FiscaldosGrandesContribuintes,
que vão servir de interlocutor nas suas relações com a Administra- ção Fiscal: alínea b do art.º 2º do EGC. Esta relação pode ser profí- cua para os contribuintes se sou- berem tirar proveito colocando as suas dúvidas fiscais a esses técni- cos, o que poderá minimizar mul- tas de juros de mora…a nível da
sua tributação, em suma, pode- rão ter uma fiscalidade consentâ- nea com as boas normas fiscais. Uma das obrigações impostas pelo EGB, são as demonstrações financeiras daqueles contribuin- tes, terem de ser auditadas por um perito contabilista, o que não deixa de ser uma vantagem para os mesmos, visto que as demons- trações financeiras passam a ter mais credibilidade junto da Administração Fiscal e conse- quentemente doutras entidades, em especial a Banca. O artigo 11º do EGC expressa
o conceito de relações especiais.
O que são relações especiais?Elas existem quando entre duas enti- dades uma tem o poder de exer- cer, directa ou indirectamente, uma influência significativa nas decisões de gestão da outra. Dentro da tipificação que refere as alíneas do artigo referen- ciado pode-se destacar as alí- neas: e) “quando entre uma e outra existam relações comer- ciais que representem mais
de 80 por cento do seu volume total de operações”;e, a alínea f) “quando uma financie a outra, em mais de 80 por cento da sua carteira de crédito”.
Aquelas duas alíneas enqua- dram-se em muitas empresas da
nossa praça que podem ou não teremsócios/accionistascomuns. Como exemplo, um grande cons- trutor de obras públicas, que faz parte do EGC, subcontratar uma pequena ou média empresa para realizar trabalhos única, e, exclu- sivamente, para si, com um prazo médio de 365 dias, estando ou não subjacente um contrato de subempreitada (aconselhável é haver sempre contrato). Situações como a de cima, e outras entre empresas do grupo ou com interesses de negócio devem ter sempre presente para além do consignado no artigo 11º
o que está expresso no artigo 13º
(métodos de determinação dos preços de transferência), ou seja,
a Direcção Nacional de Impostos
só aceita os seguintes métodos:
(i) o método do preço compará- vel de mercado; (ii) o método do preço de revenda minorado; (iii)
o método do custo majorado. Para melhor compreensão dos preços acima, exponho o que está expresso no artigo 58º do Código do Imposto sobre o Rendimento
das Pessoas Colectivas (IRC) de Portugal, que julgo ter sido a base dos preços em questão:
Método do preço comparável de mercado Estemétodopodeserutilizado, designadamente, nas seguintes
situações:
a) Quando o sujeito passivo
ou uma entidade pertencente ao mesmo grupo realiza uma tran- sacção da mesma natureza que tenha por objecto um serviço ou
produto idêntico ou similar, em quantidade ou valor análogo, e em termos e condições substancial- mente idênticos, com uma enti- dade independente no mesmo ou em mercados similares;
b) Quando uma entidade inde-
pendente realiza uma operação da mesma natureza que tenha por objecto um serviço ou um produto idêntico ou similar, em quantidade ou valor análogo, e em termos e condições substancial- mente idênticos, no mesmo mer- cado ou em mercados similares.
Método do preço
A aplicação deste método tem
como base o preço de revenda praticado pelo sujeito passivo numa operação realizada com
uma entidade independente,
tendo por objecto um produto adquirido a uma entidade com a qual esteja em situação de rela- ções especiais, ao qual é sub- traída a margem de lucro bruto praticada por uma terceira enti- dade numa operação comparável
e com igual nível de representa-
tividade comercial. A margem
de lucro bruto comparável pode ser determinada tomando como base de referência a margem
sobre o preço de revenda prati-
cada numa operação não vincu- lada comparável efectuada por uma entidade pertencente ao mesmo grupo ou por uma enti-
dade independente. A margem de lucro bruto deve possibili-
tar ao sujeito passivo a cober- tura dos seus custos de venda
e outros custos operacionais e
proporcionar ainda um lucro que, em condições normais de mercado, constitua para uma entidade independente uma remuneração apropriada, tendo em conta as funções exercidas, os activos utilizados e os riscos
assumidos.
Método do custo majorado
A aplicação deste método tem
como base o montante dos cus- tos suportados por umfornecedor de um produto ou serviço forne-
cido numa operação vinculada, ao qual é adicionada a margem de lucro bruto praticada numa ope- ração não vinculada comparável.
A margem de lucro bruto adicio-
nada aos custos pode ser deter-
minada tomando como referência
a margem de lucro bruto prati-
cada numa operação não vincu- lada comparável efectuada pelo sujeito passivo, por uma entidade pertencente ao mesmo grupo ou por uma entidade independente, devendo, em qualquer dos casos, as referidas entidades exercer funções similares, utilizar o
mesmo tipo de activos e assumir idênticos riscos, bem como, pre- ferencialmente, transaccionar produtos ou serviços similares com entidades independentes e adoptar um sistema de custeio idêntico ao praticado na opera- ção comparável. Referem os vários métodos a palavra “grupo”. Seria bom que empresas que estão interliga- das via societária e de negócios,
analisassem bem o que refere o artigo nº 464 e seguintes da Lei das Sociedades Comerciais assim como o ponto 5.2 Definições dos Investimentos Financeiros do Plano Geral de Contabilidade. Também cria uma dinâmica de equipa mais delicada, que deve ser gerenciada e estimulada com frequência. As viagens podem ajudá-lo a se dar bem com colegas de trabalho ou a ser um melhor líder para seus funcionários;
5. Melhoria do potencial
Sim, viajar também tem benefí- cios nessa área. Embora as pes- soas, muitas vezes, se liguem mais nas perguntas comportamentais durante as entrevistas, elas são oportunidades para mostrar seu potencial e construir uma cone- xão com seu entrevistador;
6. Agilidade
Ascoisasnãoestãoindoconforme
o planeado? Este é um cenário
de viagem comum. Estar em um ambiente desconhecido e encon- trar contratempos leva você para fora da sua zona de conforto, o que o desafia de maneiras recom- pensadoras. Viajar lhe dá a con-
fiança para resolver problemas inesperados também no trabalho.
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
gEStão
29
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dr |
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Pessoa serena emite energia positiva |
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gestãO de eMOções nO seiO dO traBalHO |
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Existem diversos tipos de inte- ligência. A inteligência emocio- nal mostra a habilidade de uma pessoa para conhecer-se a si mesma, controlar seu estado de espírito, saber administrar bem suas emoções para poder viver com mais serenidade. Este autoconhecimento serve também de base para potenciali- zar as relações pessoais positi- vas. O conceito gestão emocional mostra a habilidade das pessoas que são donas de suas emoções e não escravas, ou seja, não vivem condicionadas por seus impulsos de cada momento, mas que atra- vés do seu próprio conhecimento podem se compreender melhor. Agestãoemocionalnãoéinata, mas pode ser aprendida ao longo |
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da vida. Trata-se de uma aprendi- zagem que inclui habilidades tão importantes como compreender, |
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controlaremodificarsentimentos |
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ou emoções próprias, mas também nos permite compreender melhor |
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como se sente a outra pessoa. |
Retorno sobre investimento abre brecha para a inovação
A maioria dos gestores de empresas relutam em investir e querem saber como no fim das contas estes trarão dividendos
O retorno sobre investi- mento é uma das preo- cupaçõesfundamentais
quandooassuntoéino-
vação. Por mais que
entendam a importância de inovar,
a maioria dos gestores de empresas
relutam em investir em projectos inovadores e querem saber como, no fim das contas, esse investi- mento trará algum retorno. Essa preocupação, mais do que legítima, deve ser vista por dois aspectos:
risco de ficar para trás e ousadia do investimento. Tendo em vista que inovar é preciso, mas que não pode colo- car a empresa em risco financeiro, há uma série de metodologias que ajudam a minimizar os impactos de apostar num projecto inovador. Antes mesmo de começar um pro- jecto, nós, da Certi, desenvolvemos todo um planeamento focado em entender o mercado, os custos, ris- cos,tempoeretornosfinanceiros. Para cada cliente e cenário exis- tem diferentes actores no processo. No entanto, alguns passos para diminuir o risco e determi- nar o retorno sobre investimento da inovação e aqui recomenda- mos dois deles:
1. Estimar o mercado - Come- çar um projecto sem antes ana- lisar com detalhes onde esse produto vai se encaixar depois de
pronto é, no mínimo, arriscado;
dr
há uMA SériE dE MEtodoLogiAS quE AJudAM A MiniMizAr oS iMpACtoS dE ApoStAr nuM proJECto inovAdor
2. Entender as premissas do projecto A depender do produto, o retorno sobre investimento pode ser muito diferente quando se leva em conta algumas premis- sas. Exemplo disso é o material utilizado para fabricação da peça em questão. Já no planeamento inicial, é necessário prever o impacto que os diferentes mate- riais podem ter no custo final e, consequentemente, no retorno sobre investimento.
estratégia de marketing
A estratégia de marketing é
um conjunto de acções pro- postas para divulgar e enal- tecer os pontos fortes de uma marca, o que contribui positi- vamente com sua reputação e credibilidade.
O seu objectivo é colocar a orga- nização em uma posição de des-
taque no mercado. Uma estratégia de marketing também está, directamente, relacionada ao plano de marke- ting. Embora os conceitos até sejam parecidos e, por vezes, confundidos, a primeira actua
como um instrumento para que o segundo seja cumprido
de maneira eficiente. Por isso, boas estratégias de marketing devem integrar os objectivos, políticas e a sequência de acções tácticas para dar suporte ao planeamento estratégico de um negócio como um todo. Por exemplo, ao imaginar a sua empresa a penetrar em um determinado mercado há que estabelecer uma posição de destaque para tal segmento.
dr
Passos para renovar a carreira segundo Marie Kondo
A especialista em organização
pessoaleescritorajaponesaMarie
Kondo é famosa por seus livros de organização, cujas vendas já supe- raram a marca dos sete milhões
ao redor do mundo. No entanto, ela ficou ainda mais conhecida com a sua série “Ordem na casa”, que estreou recentemente na pla- taforma Netflix. No seriado, Marie visita lares de famílias norte-americanas, colocando em prática as dicas dadas em seus livros para arru- mar o local. Assim, a escritora apresenta o método KonMari de organização, que consiste em juntar todos os pertences de uma pessoa de uma determinada cate-
goria, como roupas, por exemplo,
e manter apenas aqueles que “tra-
zem alegria”. Em seguida, deve ser escolhido um local adequado para os itens que não serão des- cartados, vendidos ou doados. O método, que transformou o estilo de vida de tantas pes- soas, também pode ser aplicado na hora de organizar a carreira profissional. Em entrevista à Forbes, ela explica que há cinco passos a serem seguidos para se alavancar no mercado, tomando como base a organização no ambiente de trabalho. Para arrumar o local onde trabalha, é importante sepa- rar os itens por categorias.
dr
Você pode começar com livros e, depois, arrumar documen- tos ou outros itens do escritó- rio. “Ter um espaço de trabalho organizado afecta a sua eficiên- cia e produtividade, pois você deixa de gastar tempo à procura de coisas, perdidas em meio à bagunça”, afirma Marie. Há, porém, cinco passosa dar para renovar uma carreira, segundo o método KonMari:
1. Ajeite suas roupas;
2. Arrume sua mesa;
3. Organize a sua lista de e-mails; 4. Ordene seus cartões pro- fissionais;
5. Limpe sua mente.
dr
Avaliação da satisfação dos clientes
De acordo com Philip Kotler con- quistar um novo cliente custa 5
a 7 vezes mais do que manter um
clienteactual.Recuperarumcliente perdido é ainda mais caro do que atrair um novo. Daí que manter sempre os seus clientes satisfei- tos seja fundamental para evitar custos mais avultados. Conhecer o que os seus clien- tes pensam e até que ponto estão satisfeitos com a sua empresa é fundamental para direccionar a sua oferta no sentido da satisfação das suas necessidades e desejos. Uma das formas de avaliar o grau de satisfação dos seus clien- tes é através dos questionários de avaliação da satisfação. Esta fer- ramenta é um meio de recolha de
informações importantes sobre a
opinião dos seus clientes e possi- bilita a identificação de falhas e/ ou oportunidades de melhoria nos seusprodutos,serviçoseprocessos. Aquando da elaboração de um questionário deste tipo existem alguns aspetos importantes a ter em atenção:
• O objectivo do questionário
deve ser previamente definido.
Estaetapaéfundamentalumavez
que será o ponto de partida para a
definição das perguntas a incluir no questionário. Por exemplo, se a
finalidade do questionário é conhe- cer o grau de satisfação em relação ao atendimento então as pergun- tasdevemapenasfocaressetema. •Foqueassuasquestõesnaquilo
queémaisimportante.Questioná-
riosdemasiadolongos,geramuma
baixa taxa de respostas. Os clien- tes acabam por desistir a meio do preenchimento. O número de per- guntas ideal a inserir no questio- náriodeveserentre3a6questões. • É importante dar ao cliente
uma estimativa real do tempo necessário para o preenchi- mento do questionário.
• A linguagem deve ser clara
e simples para ser compreensí- vel por todos.
• Opte por utilizar apenas
uma escala de respostas para
todas as perguntas. Isto permi-
tirá poupar tempo a quem está a responder e possibilita uma aná- lise mais rápida dos resultados. •Deve existir um espaço de res- posta livre em que o cliente poderá
identificar sugestões de melhoria.
30 LAzEr
Economia & Finanças
sãO ValentiM
Benguela realizou feira dos namorados
A sétima edição da feira
do livro denominada
“Fevereiro do Amor”,
com a exposição de
mais de dois mil e
200 exemplares de vários auto- res, dedicados ao amor, caridade,
paz e compreensão no seio fami- liar, foi aberta esta semana, na província de Benguela. SegundoGracianoCatumbela, promotor da feira que terminou dia 14, data dedicada aos namorados, a ideia de realização do evento sur- giu do facto dos relacionamentos interpessoais, comdestaque para os conjugais,andarem“adoentados”,
commuitaspessoasapreocuparem-
-se mais com o lado material, daí resolverem exaltar a afectividade destacada em muitas das obras. “Sabemos que neste dia (14 de Fevereiro) as pessoas procuram oferecer bens materiais, nomea- damente carros, relógios, moto- rizadas, quadros, entre outros bens e, tendo em conta o princí- pio segundo o qual “quem lê um livro nunca mais será a mesma pessoa”, os organizadores resol- veram trazer aos cidadãos, no dia dedicado a São Valentim, a possi- bilidade de obterem um livro que pode mudar as suas condutas e das famílias”, frisou. Acrescentouqueasmensagens implícitasnoslivrospodemajudar pessoas de várias idades a adopta- rem condutas exemplares, tanto no período de namoro ou mesmo vivendo já em comunhão familiar. GracianoCatumbelaadiantou
dr
AS pESSoAS prEoCupAM-SE Só CoM oS bEnS MAtEriAiS, é prECiSo ApoStAr prinCipALMEntE no SAbEr E boAS prátiCAS
que na presente edição da feira decidiu-se aliar o artesanato à literatura, para dar possibilidade de se unir o “útil ao agradável”, podendo os interessados adquirir algumas peças do seu interesse. Entre as editoras representadas,
realceparaa”Textoeditora”,“Edi-
çõesJeanPiaget”,“AcáciaEditora”, além de autores locais. O promotor disse que, por se tra- tar de um período que coincide com o início de aulas, além do roman- tismo, os feirantes colocaram à dis- posição do público alguns livros académicos, mormente os referen- tes ao direito, pedagogia, história, línguaportuguesa,dentreoutros.
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FórMUla 1 |
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McLaren e Mercedes apresentam novos carros |
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AMcLarenlançouo seunovo carro para a temporada 2019 da Fórmula 1 ontem quinta-feira (14), no seu Centro de Tecnolo- gia. A apresentação da equipa de |
cinco temporadas da Fórmula 1, |
Além de lançar o carro, a escu- deria foi a primeira a colocá-lo na pista, logo no dia do seu lança- mento.Onovomodelotempintura muito semelhante à de 2018, nas cores prateada e azul, agora com pequenos logos da Mercedes na parte traseira. Uma das mudan- ças na estrutura do carro é com a capacidade de combustível, pas- sando de 105 quilos para 110 quilos. AescuderiaquerigualaraFerrari, queentre1999e2004conquistou |
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tanto no Mundial de Construto- res quanto no Mundial de Pilo- tos, com quatro vezes com Lewis Hamilton e uma com Nico Ros- |
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Wokingmarcouasextaapresen- |
berg,aMercedesAMGF1apresen- |
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tação dos carros da temporada, desconsiderando a Haas que vai mostrar igualmente o seu carro fisicamente no grid de Barcelona. Toro Rosso, Williams, Renault, Mercedes,RedBull,RacingPoint e, agora, McLaren, já apresenta- ram os seus novos bólidos para a competição para este ano. |
tou na quarta-feira, 13, na pista de Silverstone, na Inglaterra, o |
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novo carro para esta temporada. O Mercedes-AMG F1 W10 EQ Power+, que é o 10° construído desde o retorno da montadora alemã como uma equipa de Fór- mula 1 em 2010. |
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seis títulos seguidos. |
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dr |
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O novo carro da equipa para 2019, o MCL34, vai tentar reco- locar a equipa de sucesso no seu |
carro da mclaren apresenta mais alterações para esta temporada de 2019 |
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lugar, no alto da tabela de classi- ficação. O novo esquema de pin- tura da McLaren viu o azul tomar conta da parte traseira do carro, onde há um grande destaque para |
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aPetrobrás,comolaranjadasúlti- |
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mas temporadas predominante. Já a campeã das últimas |
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espeCtáCUlO
Landrick marca grande show
O cantor Landrick, da pro-
dutora Bom Som, vai realizar o seu primeiro grande show inti- tulado “Zolana”. O espectáculo, que, por sinal, também servirá para apresentar o seu álbum de
estreia, está agendado para 9 de Março, no Cine Atlântico.
O cantor tem preparado mui-
tas surpresas para o público que se
desloca ao Cine Atlântico, entre os quaisAnselmoRalph,duplaYobass, AnnaJoyce,LoonyJohnson,Liriany Castro, TRX e Miguel Buila.
dr
teCnOlOgia
vivo Nex lança smartphone com duas telas embutidas
Um vídeo publicado pelo canal Mrwhosetheboss no YouTube publicou, recentemente, umsmar- tphone com tela dupla, ou seja, um visor na parte da frente e outro na traseira do dispositivo. Por isso mesmo, não há câmera de selfie, pois a própria câmera traseira – que tem três sensores – pode ser usada para tirar fotos usando a segunda tela do celular. Segundo apurou a publicação Phone Arena, esse smartphone seria o Vivo NEX 2, mais um dis- positivo chinês que está a ten- tar revolucionar o mercado de celulares com novos e diferen- tes recursos. Vale lembrar que o antecessor desse aparelho, o Vivo NEX, foi o primeiro a tra- zer para o consumidor uma tela realmente limpa de elementos, sem bordas e sem notch, com
uma câmera de selfie retráctil.
Pode ser que a Vivo vá fazer história novamente com um dis- positivo com tela dupla, seguindo os passos do Nubia X, e se tor- nando a fabricante do primeiro smartphone capaz de tirar selfies com uma câmera tripla que pos- sui, inclusive, tecnologia 3Dpare- cida com a do R17 Pro da Oppo.
dr
aparelho chinês é marca inovadora
Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019
LAzEr
31
tUrisMO espaCial
Musk divulga preço da viagem ao planeta Marte
Viagens ao planeta vermelho podem custar entre 100 e 500 mil dólares por pessoa garante o próprio da SpaceX em relação as descolações ao planeta vermelho
D iferentedoMarsOne,os
planos de Elon Musk e
asuaSpaceXparache-
garàmarteestãoden-
tro do cronograma e
os testes de projecção vêm sendo
bem-sucedidos nos últimos anos.
TantoqueopróprioCEOestáopti-
mista com relação ao turismo no PlanetaVermelhoeatémesmovem pensando em quanto deva custar uma passagem até lá. Estasemana,Muskrespondeu aumtweetqueperguntava“quais são os custos estimados de passa- gens para a Luz/Marte levando em conta a reusabilidade (dos fogue- tes)?”. Ele respondeu: “depende muito do volume, mas tenho cer- teza de que se mudar para Marte custará menos de 500 mil e tal- vez até menos de 100 mil dólares.
Valor baixo o suficiente para que
a maioria das pessoas em econo-
mias avançadas possam vender as suas casas na Terra e se mudar para Marte se quiserem”. Emboraessascifrassejamaltas para qualquer mortal comum, a estimativa de Musk fica bem “no preço de mercado”. A Virgin Galac-
tic planea voos comerciais no limite da atmosfera terrestre a 250 mil dólares, a Blue Origin também deve cobrar entre 200 e 300 mil dólares por um passeio cósmico
e o hotel de luxo espacial Aurora
Station conta com pacotes de 9,5
milhõesporpessoa—amelhornotí- velmente em 2023. Enquanto isso,
Lua, com turistas à bordo, possi-
SpaceX vai enviar um ao redor da
inoxidável, continua em desen- volvimento e já tem um protótipo com o motor Raptor, para decola- gens e aterragens. Antes enviar um modelo desse para Marte, a
ciaéquepelomenoscomaSpaceX Musk segue insistindo que deve-
a volta seria de graça. Viagens à parte, a Starship, bólido com desenho retrô e aço
mosnosmudarparaoPlanetaVer-
melho —e que as chances dele fazer isso são de 70 por cento.
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testes das naves que vão transportar pessoas ao espaço correm a bom ritmo
CineMa
Filme live action de Aladdin
A Walt Disney Studios divul-
gou um vídeo promocional com cenas inéditas de Aladdin, versão em live-action do clássico e traz
Will Smith como um dos princi- pais protagonistas. Aladdin tem direcção de Guy Ritchie (Sherlock Holmes) e roteiro de John August (Sombras
da noite, peixe grande) com base no clássico animado de 1992 e nas histórias de “Mil e uma noites”.
O filme também traz Mena
MassoudcomoAladdin,omorador de rua que se apaixona pela filha do Sultão; Naomi Scott (Power Ran- gers) como a princesa Jasmine, a bela filha do sultão que não aceita as ordens do pai; Marwan Ken- zari (Assassinato no Expresso do Oriente) como Jafar, um feiti- ceiro maligno que tem um plano
nefasto para governar Agrabah; NavidNegahban(Homeland)como o sultão, o governante de Agrabah que está ansioso para encontrar um marido apropriado para sua filha, Jasmine e estreia em Maio
deste ano nos cinemas. WillardCarroll“Will”SmithJr. nasceu em Filadélfia, 25 de Setem- bro de 1968 e é um actor, rapper,
produtorcinematográfico,produ-
tor musical e produtor de televisão
norte-americano. É filho do actor e
humorista Willard Carroll Smith
dr
will Smith representa um feiticeiro
Sr. e da cantora Caroline Bright. Ele é mais conhecido pelas actua- ções em Bad Boys, Bad Boys II, Independence Day, I, Robot, I Am Legend, Hancock, Men in Black, Men in Black II e Men in Black III. Smith já foi duas vezes indi- cado ao Oscar de melhor actor pelas actuações em Ali e The Pur- suit of Happyness. Will também é um dos actores mais bem sucedi-
dos quando se fala em bilheteria.
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reCreaçãO ACTUAÇÕES AO VIVO MARCAM AGENDA |
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carnaval fecha circulação |
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O trânsito em toda a extensão da Avenida António Agostinho Neto, a conhecida Nova Margi- nal da Praia do Bispo, em Luanda, está condicionado, a partir desta quarta-feira, devido a montagem das estruturas (bancadas) para acolher o público durante os des- files do Carnaval nos dias 2, 3 e 5 de Março do corrente ano. Numa nota de imprensa enviada |
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à |
Angop, o Governo Provincial de |
grupos ajustam detalhes de danças importantes para o sucesso final Os grupos carnavalescos União |
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Luanda (GPL) avança que os dois sentidos do tráfego far-se-á apenas na faixa junto a orla marítima, isto |
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é |
no sentido Marginal e a Kinanga. OGPLapelaacompreensãodos |
Povo da Samba (classe A), Unidos do Zango de Viana (B) e Cassules Kazukuta do Sambizanga (classe infantil) serão as primeiras agre- miações a desfilarem no Carnaval 2019 da capital do país. |
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automobilistas,solicitandoocum- |
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primentorigorosodasinstruções dos agentes reguladores de trân- sito e dos sinais colocados na via. |
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institUiçãO
jovens do Prenda no Muzongué da Saudade
O espectáculo, o primeiro do ano, vai contar com as vazes mais conhecidas da banda musical entre os
quais nomes como de Augusto Chacaia, Dom Caetano, Didi da Mãe Preta, Tony do Fumo Filho e outros
O agrupamento Os Jovens
do Prenda sobe, dia 24, ao palco
do Centro Cultural e Recrea-
tivo Kilamba, em Luanda, para
a abertura do programa anual
Muzongue da Tradição. Deno- minado Muzongue da Saudade,
o programa, o primeiro do ano,
vai contar ainda com Augusto Chacaia, Dom Caetano, Didi da Mãe Preta, Tony do Fumo Filho. Para recordar o Trio da Sau-
dade, a casa contará com os prés- timos da Banda Movimento para
o acompanhamento de Legalize. O
evento terá como convidado espe- cial o músico Kyako Kyadaff.
O gestor do espaço, Estêvão
Costa, que avançou a informa- ção esta semana à Angop, adian-
tou que se trata de um programa
dr
Agrupamento do Prenda abre temporada anual da música dos anos 70 e 80
dedicado inteiramente a divulga- ção e promoção da música ango-
lana feita nas décadas de 60 e 70, dando, desta forma, uma opor- tunidade ao público de reviver e
viver o que de melhor se produ-
ziu nas épocas em causa. Estêvão Costa adianta que a intenção é colocar aos usuários do espaço momentos especiais ao som do que melhor se produziu, no país, entre os anos 70, 80 e 90.
BreveS
MoBiLiDADe songue já está ligada por estrada
Uma ponte metálica sobre o rio Songue, no município de Caconda, província da Huíla, foi inaugurada terça-feira pelo governador provincial, Luís Nunes. A infra-estrutura, foi edificada em cinco meses, no âmbito do Programa de Inves- timentos Públicos (PIP), tendo ficado orçado em 13 milhões de kwanzas. Situada na estrada nacional nº 207, a ponte vai permitir um fluxo maior na circulação de pessoas, viatu- ras e bens, assim como faci- litar as trocas comerciais entre as províncias da Huíla, Huambo e Benguela.
BeNgo ruas de Kibaxe são reabilitadas
As obras de reabilitação de sete dos 17 quilómetros de estrada das principais ruas de Kibaxe, sede do município dos Dem- bos, na província do Bengo, retomam hoje, segundo infor- mações do administrador muni- cipal, Mateus Domingos Diogo Manuel. As obras que iniciaram em Outubro de 2018 tiveram uma paralisação devido ao mau exer- cício da actividade do emprei- teiro. A empreitada orçada em 302 milhões de kwanzas visa facilitar a circulação de pes- soas e bens, bem como melho- rar a imagem da circunscrição.
FroNteirAS angola e Zâmbia assinam acordo
As autoridades aduaneiras angolanas e zambianas rubrica- ram na terça-feira em Luanda, um acordo para a implemen- tação do Plano de Acção Con- junto a fim de adoptarem estratégias que se destinem a um maior controlo da fron- teira comum. O acto decorreu durante a reunião tripartida entre as Administrações Adua- neiras de Angola, da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia, todos membros da Comunidade de Desenvolvi- mento da África Austral (SADC).
Sonadrill gere navios-sonda angolanos
dr
A Sociedade Nacional de Combus-
tíveis de Angola (SONANGOL)
e a Seadrill Limited constituí- ram, recentemente, uma par-
ceria, designada por Sonadrill, com o objectivo de se proceder
à gestão técnica, comercial e
operacional de quatro unidades de perfuração, concentrando- -se nas operações petrolíferas em águas angolanas.
A “joint-venture” tem partici-
pação igualitária de 50 por cento,
sendo a ESSA (Empresa de Ser- viços e Sondagens de Angola,
Lda) a representante da Sonan- gol. As partes devem colocar à
disposição da Sonadrill quatro unidades de perfuração petrolí- fera, recorrendo a Seadrill à sua própria frota e a Sonangol aos
navios-sonda Sonangol Libongos e Sonangol Quenguela. Os dois equipamentos são navios de sétima geração e têm capacidade de perfuração em
águas ultra-profundas. Os mesmos estão em fase final de construção no estaleiro naval da Daewoo Shi- pbuilding and Marine Enginee-
ring Co. Ltd (DSME), na Coreia do Sul, e devem ser entregues a Angola ainda neste semestre. A Sonangol concluiu com o estaleiro Sul Coreano, a 26 de Dezembro do ano passado, nego-
ciações para a transacção desses
doisequipamentosqueconfigura-
vam já uma situação de pré-litígio
com repercussões negativas para as relações entre os dois países, tendo alcançado uma substan- cial redução de aproximadamente 400 milhões de dólares no valor inicial do contrato.
ASeadrilldeveagoraresponsa-
bilizar-sepelocomissionamentoe
mobilização dos navios sonda da Sonangol para Angola, ao abrigo de um contrato celebrado com a petrolífera angolana. A parceria com a Seadrill tem duração ini- cial de 5 anos, durante os quais a empresa deve aproveitar as opor- tunidades de um mercado que se ambiciona crescer significativa- mente nos próximos anos. Um comunicado da Sonan-
gol, distribuído ontem, dá conta que a empresa se man- tém firmemente determinada em contribuir para o esforço do relançamento da indústria petro- lífera nacional, de forma sus- tentável e assumindo-se como entidade geradora de emprego.
investimentos mais facilitados
António Eugénio
O Serviço de Migração e Estran-
geiros(SME)adoptoumedidasque
facilitam o investimento estran- geiro, que passam pela descentra- lizaçãogradual dasprorrogativas dos vistos para as representa- ções provinciais, bem como a criação de um sistema que per- mite maior controlo e celeridade no tratamento dos processos.
A informação foi avançada
quarta-feira, em Luanda, pelo
ministro do Interior, Ângelo Tava-
EduArdo pEdro | EdiçõES novEMbro
Ministro do interior, Ângelo tavares
res, no workshop promovido pela AIPEX em parceria com o SME.
O Ministério do Interior atra- vés do SME, instalou na AIPEX
um posto de atendimento para
o investidor, que funciona como
um consulado, estando previstas outras acções de facilitação, com destaque para a colocação de ofi- ciais de ligação de migração nos principais postos consulares, que vai se juntar ao sistema de solici- tação “On line” de vistos de fron- teiras para facilitar a circulação de empresários estrangeiros. Segundo o ministro, tendo em
conta o contexto do país, o investi-
mentoprivadoéfundamentalpara
|
o |
surgimento de novas empresas |
|
e |
a potenciação das existentes, |
permitindo assim a redução das importações e o aumento de pro- dutos “Feitos in Angola” com efei-
tos significativos na balança de pagamento e na oferta de bens e serviços, com influência nos pre- ços para o consumidor.
EdiçõES novEMbro
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