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A caminhada de Antônio, Vera e suas irmãs

Foto 01 - carpintaria

Era uma vez, há muito tempo atrás, um rapaz chamado


Antônio, devendo ter já seus 15 anos, era muito bondoso e
trabalhador. Sua mãe havia morrido enquanto ele ainda era
criança. Ele morava com seu pai, José, que era um homem
de muita fé numa aldeia muito pobre e muito distante.

José refletia muito sobre a vida, buscava tirar lições de tudo


que acontecia e via. Era um homem doce e bom. Ajudava a
todos que podia. Era carpinteiro e passava horas do dia
trabalhando com seu filho Antônio e contando muitas
histórias de vida para ele, a fim de que ele também se
tornasse uma pessoa de valores espirituais, para que não se
iludisse com as armadilhas do mundo.

Antônio por sua vez, seguia os passos do pai: adorava as


histórias que o pai contava, buscava fazer seu serviço com
esmero, ajudava as pessoas…

Os anos foram passando, Antônio completou 18 anos e seu


pai, José, que já era bem idoso, acabou adoecendo e veio a
falecer.

Antônio ficou sem chão, se sentiu totalmente sozinho no


mundo. Por mais que tivesse amigos próximos, mas a falta
que sentia de seu pai, principalmente durante o dia, onde
eles trabalhavam o tempo todo juntos, era muito grande.
Foto 02 - vela

Em suas orações, ele pedia a Deus, para que recebesse seu


pai e também para que o protegesse aqui na terra, para que
ele nunca se esquecesse dos ensinamentos que seu pai lhe
deixou.

Eram tempos difíceis, de muito poucos recursos, e quase


ninguém nas cercanias encomendava mais mesas ou
cadeiras, bancos, que era o que Antônio sabia fazer…

Foto 03 - Antônio

Então, Antônio sentiu que deveria tentar trabalhar em outro


lugar, e foi com muito pesar que deixou pra trás a vida
naquela aldeia…

Antônio tinha muito pouco dinheiro, por isso, fez uma


trouxinha, juntou algumas ferramentas, pão, água e saiu a
pé, para uma longa caminhada que não sabia aonde daria…

Durante a exaustiva caminhada, Antônio ia conversando


com Deus, cantando, observando a paisagem que era muito
bonita e inspiradora…

Por ser verão, as noites eram agradáveis, Antônio


simplesmente se deitava debaixo de uma árvore e
descansava… E assim os dias foram passando naquela
caminhada constante…
Foto 04 - Vera segurando a irmã

Até que uma vez, Antônio se depara com uma menina, de


seus 14 anos, de mãos dadas com duas crianças de 7 e 4
anos. A menina tinha o olhar triste… Os dois se olham e
começam a conversar.

Vera e suas irmãs haviam ficado órfãs, caminhavam em


busca de algum lugar onde pudessem trabalhar em troca de
um prato de comida e um abrigo.

Eles então caminharam juntos e descobriram que


comungavam dos mesmos valores, eram trabalhadores,
tinham fé em Deus, estimavam a amizade e buscavam
ajudar as pessoas.

Então, seguiram juntos, felizes, rindo, cantando e muito


esperançosos.

Até que eles chegaram num vilarejo, onde as pessoas eram


muito mal humoradas, olhavam para eles com desprezo e
não conseguiram nenhum trabalho lá.

Voltaram a seguir pela estrada, já estavam bem cansados e


se alimentavam pouco, apenas com os poucos pedaços de
pão que Antônio levava e alguns frutos que encontravam
pelo caminho.

Até que avistaram uma casa muito bonita, na beira da


estrada, decidiram bater e perguntar se havia algum serviço
para eles em troca de um prato de comida.
Estava justamente na hora do almoço e o cheiro da comida
estava maravilhoso.

Foto 05 - a dona da casa

Abriu a porta uma mulher de meia idade, que os convidou


para entrar e para comer. Eles se surpreenderam com a
bondade da gentil senhora, que disse que seu marido havia
morrido a pouco tempo, que havia deixado uma boa soma
de dinheiro e desde então se sentia muito solitária.

Perguntou se eles não queriam morar com ela, que


poderiam cuidar da horta, as meninas cuidariam da casa e
cozinhariam e ela ia ter a vida que pediu a Deus: não
precisaria fazer absolutamente nada e ainda teria
companhia.

A princípio eles aceitaram, pois principalmente as duas


meninas menores precisavam se alimentar bem e estavam
radiantes com tanta comida…

Foto 06 - irmãs menores costurando

E assim, eles passavam o dia inteiro trabalhando e a dona


da casa de pés para cima… E mesmo sem fazer nada o dia
inteiro, vivia reclamando que estava cansada e cheia de
dores…

Mas com o passar dos dias, a dona começou a exagerar,


sujava um lenço, jogava no chão para uma das meninas
limpar; por onde passava, largava bagunça e sujeira e cada
vez reclamava mais…

Até que um dia, Antônio, Vera e as meninas se reuniram e


decidiram ter uma conversa com essa dona, dizer que
estavam ali para colaborar, que eram gratos pelo que
recebiam, mas que desse jeito não podiam continuar, pois
eles sentiam que aquela união não estava beneficiando nem
a dona da casa, nem a eles, pois não havia crescimento. A
dona piorou e eles trabalhavam como escravos,
satisfazendo todas as suas vontades.

Quando a dona ouviu isso da boca deles, ela ficou furiosa,


disse que eram uma cambada de ingratos e os expulsou da
casa.

Eles lamentaram aquela falta de entendimento, mas no


fundo estavam aliviados, pois aquela casa estava se
tornando uma verdadeira prisão de infelicidade.

E prosseguiram na estrada, voltaram a ter pouco alimento,


mas estavam felizes, voltaram a cantar e a sorrir…

Foto 07 - idoso

Até que encontraram um idoso muito abatido, andando com


muita dificuldade, mal se aguentava em pé e foram ajudar o
senhor.

Ajudaram o senhor a se sentar um pouco para descansar.


Deram um pouco de sua água para ele e esse senhor disse
que estava na estrada há muito tempo, pois onde trabalhava
numa terra que havia pegado fogo, que havia perdido tudo
e, desde então, procurava trabalho, mas ninguém o queria,
pois já estava muito velho pra trabalhar…

Eles sentiram muita pena do senhor, mas tinham que


prosseguir caminhando em busca de um lugar para
trabalhar. Se despediram com lágrimas nos olhos,
prometendo voltar e ajudá-lo se conseguissem algum
trabalho e prosseguiram a caminhada, tristes de deixar o
velhinho no meio da estrada…

Depois de dois dias caminhando, já muito cansados, pois já


estavam há muito nesta caminhada, pedindo a Deus,
buscando forças para prosseguir… eles avistam uma casa e
se encaminham para pedir ajuda e um pouco de água para
as pequenas.

Até que abre a porta um casal simples, Ana e João, com o


maior, carinho, eles dão água, uma sopa rala e eles
descansam um pouco, conversam e agradecem muito a
Deus por terem encontrado pessoas tão boas.

Até que eles comentam que haviam encontrado um senhor


na estrada, que tinha perdido tudo, pois o fogo tinha acabado
com sua plantação, mas que ele estava muito fraco,
caminhava muito devagar e que não puderam fazer nada por
ele.

Imagem 08 - casal bondoso


O casal se compadece muito e propõe que fossem todos
juntos em busca do senhor, que era tão bondoso. Podiam
levar um pouco de água e pão para que não ficasse tão
desamparados.

Imagem 09 - carroça

As meninas pularam de alegria e choraram de felicidade e lá


foram, de carroça para ajudar o senhor.

E lá estava, debaixo da mesma árvore que estavam há


poucas horas atrás. O senhor acordou um pouco espantado
e abriu um largo sorriso quando viu Antônio e as meninas.

O casal, de boa vontade, se aproximou do idoso para


oferecer água e, ao olhá-lo mais proximamente, Ana
começou a chorar. Era seu tio, que há muito procurava. Os
dois se abraçaram por muito tempo e a alegria foi geral.

O casal levou o tio para casa e passaram a cuidar dele, e


João aconselhou Antônio, Vera e as meninas a
prosseguirem por mais alguns quilômetros pois havia uma
aldeia, onde eles tinham alguns amigos que eles poderiam
procurar, que poderiam ajudar eles a conseguir trabalhar.

Prosseguiram e, lá chegando, foram procurar pelas pessoas


que o casal indicou. Foram muito bem tratados e justamente
o lugar estava precisando de um marceneiro, arranjaram
uma casinha pra eles.

Foto 10
Antônio, Vera e as meninas, que agora também aprendiam
o ofício, logo estavam trabalhando e trataram logo de fazer
uma hortinha.

Antônio e Vera se casaram e foram muito felizes naquele


povoado!!!!

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