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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO SUPERIOR DE ENGENHARIA CIVIL

FUNDAÇÕES RASAS E PROFUNDAS


Prova Sobre a Placa, Carregamento Estático e Carga Dinâmica

Nome do(s) Aluno(s):


Danilo Araujo da Silva
Warlly Rosa S. Quintiliano.
Orientador: Prof. Diogo de Carvalho Menezes.

Goiânia,
Abril / 2019
DANILO ARAUJO DA SILVA
WARLLY ROSA DA SILVA QUINTILIANO
FUNDAÇÕES RASAS E PROFUNDAS
Prova Sobre a Placa, Carregamento Estático e Carga Dinâmica

Trabalho apresentado ao Prof.a da pasta de fundações e


contenções do Curso Superior de Engenharia Civil da
Faculdade Estácio de Sá, como complemento de avaliação
da pasta.
Orientador: Prof. Diogo de Carvalho Menezes.

Goiânia,
Abril/ 2019
SUMÁRIO

1 PROVA DE CAPACIDADE DE CARGA............................................................1


2 PROVA DE CARREGAMENTO DINÂMICO......................................................3
3 ENSAIO DE CARGA ESTÁTICA ......................................................................6

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................9
1. Fundações Rasas – Prova de capacidade de carga sobre placa

Descrição
O ensaio tem como finalidade de se obter em in loco, o desempenho da
fundação direta sob a ação das cargas que lhe serão aplicadas.

Instalação e aparelhamento
A instalação de uma prova de carga direta tem o seguintes procedimentos.

1
 A cota a superfície de carga deve ser a mesma das sapatas das futuras
fundações.
 Consiste na instalação de uma placa rígida (ferro fundido) com área não
inferior 0,5 m², instalada sobre o solo natural na mesma cota prevista no
projeto das fundações superficiais.
 Ao abrir o poço deverão ser tomados os cuidados para evitar alterações
de humidade e amolgamento do solo da superfície da carga.
 No entorno da placa de prova, o terreno deverá ser aplainado e não
deverá ser aplicado nenhuma carga a mesma dentro de uma faixa de
largura pelo menos igual ao diâmetro da placa.
 Aplicam-se cargas verticalmente no centro da placa, em estágios, e
mede-se as deformações simultaneamente com os incrementos de carga.
 Para medir os recalques utiliza-se extensômetros sensíveis a 0,01 mm,
colocando-se em dois pontos diametralmente opostos a placa.
 Os dispositivos de referência devem estar livres de movimentos da placa,
seus apoios devem estar a uma distancia de pelo menos 1,5 vez o
diâmetro da placa.
 As reações e trepidações de qualquer gênero devem ser evitadas durante
a execução das provas de cargas.

Execução da prova
Observações em destaque: Execução da prova de carga
 Prova de carga em estágio de 20% da provável carga admissível do solo.

2
 Cada estágio de carga, os recalques deverão ser lidos imediatamente
após a aplicação das carga e após os intervalos de tempo
sucessivamente dobrados (1,2,4,8, 15 minutos, etc.).
 Só será aplicado acréscimo de carga depois de constatada a
estabilização dos recalques, com tolerância máxima de 5%.
 Ensaio é levado pelo menos o recalque total de 25 mm.
 Carga máxima caso não haja ruptura, deverá ser mantida por 12 horas.
 Descarga em estágios sucessivos de 25% da carga total, lendo-se os
recalques finais.
Resultados
Para os resultados do ensaio é apresentado uma curva pressão-recalque onde figuram
as observações feitas no início e no fim de cada estágio. A curva também fornecerá
também as seguintes informações.
 Dia e horário de início e fim da prova.
 Condição do local da prova no terreno e na cota da superfície carregada
em relação ao RN.
 Corte do poço com indicação de dimensões e natureza do terreno com
pelo menos 1,5 vez a menor dimensão da placa.
 Referência aos dispositivos de carga e de medida.
 Ocorrências excepcionais durante a carga.
Os resultados são apresentados em gráficos de pressão x recalque.

2. Fundações Profunda – Prova de Carga Estática


3.

Descrição
Esse método é aplicado a todos os tipos de estacas, sejam elas verticais, sejam
inclinadas — independentemente do processo de execução e de instalação no terreno,
incluindo até tubulões. A norma brasileira que aborda esse tema é a NBR-12131.
O que é prova de carga estática em fundações?
A prova de carga em fundações consiste em aplicar esforços estáticos crescentes à
estaca e registrar os deslocamentos correspondentes. Os esforços aplicados podem
ser axiais (de tração ou compressão) ou transversais. Na versão mais recente da NBR-
12131, a igualdade de condições entre os ensaios de carregamento lento (SML), de
carregamento rápido (QML) e demais ensaios complementares é adotada — desde
que a utilização seja devidamente justificada. É importante ressaltar que as
deformações correspondentes aos ensaios SML e QML podem ser diferentes e,
portanto, sua interpretação deve sempre considerar o tipo de carregamento
empregado.
A prova de carga estática é um ensaio muito importante e isso fica evidente na NBR-
6122 de 2010. Essa norma admite que coeficientes de segurança sejam reduzidos nos
projetos e cálculos de cargas, admissíveis quando as provas são realizadas em
quantidade adequada. Mesmo quando não se deseja reduzir o fator de segurança, é
recomendado que toda obra com mais de cem estacas tenha, pelo menos, uma prova

3
de carga estática. Para as estacas do tipo escavadas com diâmetro maior que 70 cm,
raiz e micro estacas essa quantidade é de 75. Para os trados segmentados a
quantidade é de 50. A prova de carga estática é mais confiável que a dinâmica. Por
isso para obras com uma quantidade de estacas superior a duas vezes os valores
informados, é obrigatório pelo menos uma prova de carga estática. Para os valores que
estão entre os informados os que são duas vezes maiores, a prova de carga estática
pode ser substituída pela dinâmica na proporção de cinco dinâmicas para cada
estática.
As provas de carga estáticas são um dos ensaios de campos mais importantes no
cenário da engenharia de fundações. Essa relevância é facilmente justificada pela
confiabilidade dos resultados e informações relacionadas à capacidade de carga e
deformações — sejam dos solos, sejam do conjunto solo-elemento de fundação. Para
que os dados sejam mais confiáveis, os ensaios de prova da carga vêm sofrendo
contínua evolução para permitir sua execução da forma mais representativa da
condição prevista para a operação da fundação. Essa busca também visa o aumento
da precisão, rapidez e otimização do ponto de vista econômico. Como as curvas de
distribuição das resistências das estacas ou das tensões de ruptura reais das
fundações não são conhecidas de modo geral, a comprovação da carga admissível de
uma estaca ou da pressão admissível de cada uma no solo fica restrita às experiências
anteriores.
Essas experiências podem ser tanto em relação ao uso de determinado tipo de
fundação em solos similares, quanto à realização de provas de carga em elementos
isolados de fundação. Contudo, é importante destacar que em uma mesma obra não
existem dois elementos de fundação de igual desempenho.Isso ocorre pois o maciço
do solo é uma estrutura de formação complexa — que é afetado de forma distinta pelos
processos de instalação dos elementos de fundação e do conjunto estrutura-solo.
Portanto, recomenda-se executar uma maior quantidade de ensaios, para permitir a
obtenção de valores finais resultantes da média de todos os dados obtidos.

Execução
A execução consiste em carregar a estaca até a ruptura ou até duas vezes o
valor previsto para sua carga de trabalho. As cargas aplicadas devem representar, da
melhor forma possível, as solicitações previstas quando em operação — sejam elas
verticais, horizontais, inclinadas, de compressão ou tração. Durante a execução, são
divididas parcelas ou estágios de carregamentos sucessivos que devem permanecer
atuando até a ruptura da estaca ou por no mínimo 12 horas entre a estabilização do
recalque e o início do descarregamento, nos ensaios lentos (SML). Já nos ensaios
rápidos (QML), após atingir a carga máxima do ensaio, o descarregamento deve ser
feito em quatro estágios de cinco minutos cada, realizando-se a leitura dos respectivos
deslocamentos.
Geralmente, as cargas são aplicadas por meio de macaco hidráulico calibrado,
centradas em relação ao eixo da fundação, sem provocar vibrações e choques durante
o carregamento. Em casos de carga máxima aplicada muito elevada, é utilizado um
conjunto de macacos hidráulicos. A NBR-12131 descreve todo o procedimento de
execução dos ensaios de prova de carga estática em fundações e ainda revela que os
carregamentos utilizados no sistema de reação para provas de carga e compressão
podem ser: plataforma carregada (cargueira), a própria estrutura devidamente
verificada ou estruturas fixadas no terreno por elementos tracionados.

4
É importante destacar que as medidas de cargas e deslocamentos resultantes das
provas de carga estáticas em fundações profundas, não se limitam obrigatoriamente ao
topo do elemento ensaiado. Podem ser medidos os deslocamentos e deformações em
vários pontos, visando conhecer a transferência de carga em profundidade —
desenvolvimento de atrito lateral ao longo do fuste e a pressão na base da fundação.

Cuidados necessários e recomendações


Para obtenção de resultados em condição ideal, deve-se levar qualquer prova de
carga, independentemente do tipo ou das características, até a ruptura ou até a
ocorrência de grandes recalques. Quando a prova de carga não é levada até um
desses níveis, pode-se tentar uma extrapolação da curva “carga x recalque”.
A NBR 6122 informa que quando são realizadas exclusivamente para avaliação
de desempenho as estacas em teste devem ser levadas a pelos menos 1,6 vezes a
carga admissível de projeto.
A análise dos resultados deve ser sempre realizada de forma cuidadosa ao se
comparar os valores obtidos em ensaio, com a previsão de comportamento de obras.
Além disso, nunca se deve esquecer que a velocidade do carregamento pode
influenciar significativamente o comportamento do solo ou do conjunto solo-fundação.
Os principais cuidados informados em norma para evitar influências indesejadas
são: dimensões adequadas do poço para colocação da placa, distância mínima dos
tirantes ou estacas de reação, excesso de capacidade de carga do sistema de reação
em relação à carga máxima prevista no ensaio, entre outros.
Os insucessos mais frequentes são devido a ruptura, deformação excessiva ou
diferencial do sistema de reação. Portanto, é imprescindível o cuidado no
dimensionamento, execução, escolha dos equipamentos, montagem e controle do
comportamento e deformações. Além disso, os deflectômetros devem sempre estar
calibrados.

Resultados
As informações e resultados que devem constar nos relatórios de ensaios são definidas
na NBR-12131 e na NBR-6489. São elas:

Descrição do ensaio, incluindo local, instalação, montagem, equipamentos, data e hora


de início e fim;
Ocorrências, natureza e características do terreno — perfil geotécnico em sondagem
próxima;
Descrição do elemento de fundação ensaiado;
Curva “carga x recalque” ou “pressão x recalque” com indicações dos tempos de início
e fim de cada estágio e os respectivos recalques.
Para as medições e leituras dos deslocamentos do topo das estacas ensaiadas são
utilizados deflectômetros mecânicos. O registro desses valores formará a curva “carga
x recalque” ao considerar os deslocamentos iniciais e finais de cada estágio.

O gráfico “carga x recalque” resultante de prova de carga sobre estaca individual pode
ser dividido em três regiões.

Quase proporcionalidade entre carga e recalque: utilizada para determinar o coeficiente


de recalque.

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Deformação viscoplástica: não apresenta possibilidade de relacionamento teórico entre
carga e recalque.
Ruptura: define a capacidade de carga ou carga de ruptura da estaca, quando o
recalque aumenta indefinidamente com pequenos ou nenhum acréscimo de carga.
As interpretações dos resultados devem ser feitas à luz da NBR-6122. Entretanto,
como os resultados do ensaio são relacionados ao método utilizado, para permitir
análises e comparações, tanto o método quanto as características devem estar
relatados detalhadamente, junto de seus resultados.

A prova de carga estática proporciona a análise do comportamento das estacas como


elementos de infraestrutura em qualquer obra e deve ser sempre utilizada como forma
de verificação por consultores de fundações e por projetistas de estruturas.

4. Fundações Profunda – Ensaio de Carregamento Dinâmico

Descrição
É um ensaio que tem coo objetivo principal a determinação da capacidade de
ruptura da interação estaca-solo, para carregamentos estáticos axiais. Este ensaio é
difere das tradicionais provas de carga estáticas pois o carregamento é aplicado
dinamicamente, através de golpes de um sistema de percussão adequado.
O Ensaio de carregamento dinâmico ou PDA é baseado na teoria da onda. Essa
teoria considera que quando uma estaca é atingida por um golpe, é gerada uma onda
de tensão. Essa onda trafega com uma velocidade fixa e dependente apenas das
características do material.

Aparelhamento
A medição é feita através da instalação de sensores no fuste da estaca, em uma
seção situada pelo menos duas vezes o diâmetro abaixo do topo da mesma. O sinal
dos sensores são enviados por cabo ao equipamento PDA, que armazena e processa
os sinais "online”

São utilizados dois pares de sensores, um é o transdutor de deformação


específica que gera uma tensão proporcional à deformação sofrida pelo material da
estaca durante o golpe e o outro é acelerômetro, que gera uma tensão proporcional à
aceleração das partículas da estaca.

Execução
Todos os dados relativos à estaca, ao solo, à instrumentação (com as respectivas
calibrações) e aos equipamentos de cravação utilizados devem ser devidamente
registrados.

 Generalidades: Deve ser preparado à estaca, onde o topo da estaca deve estar
suficientemente plano e perpendicular ao seu eixo, bem como não conter
materiais de qualidade inferior ao restante da estaca.

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 Instalação de transdutores: A instalação de transdutores deve ser de no
mínimo quatro a uma distância mínima de dois diâmetros do topo da estaca. Os
transdutores devem ser instalados numa mesma seção transversal, aos pares,
em posições diametralmente opostas em relação ao eixo, de forma a detectar e
compensar os efeitos de momento fletor. A calibragem de exatidão dos
transdutores e +-2%.

 Avaliação da capacidade de carga: Para melhor avaliação da capacidade de


carga, a instrumentação deve ser realizada durante uma recravação da estaca,
decorrido um período suficiente para a ocorrência de toda a variação de
resistência do solo afetada pelo processo de cravação. A capacidade de carga
deve ser estimada a partir de um ou dois golpes no início da recravação,
utilizando energia igual ou ligeiramente superior àquela utilizada ao final da
cravação.

 Determinação da velocidade de propagação da onda: O valor da velocidade


de propagação da onda deve ser determinado por métodos adequados para
cada estaca ensaiada, com exceção da estaca de aço que apresenta pequena
variação deste valor.

 Registro e análise de dados: Os diversos dados obtidos através da


instrumentação dinâmica, além de outros dados como diagrama de cravação,
resistência à penetração e repique, devem ser devidamente registrados para
permitir eventual análise posterior. Os procedimentos de análise a serem
utilizados para interpretação destes dados devem ser aqueles
reconhecidamente consagrados em nível nacional e/ou internacional.
Particularmente, para avaliação da capacidade de carga, têm-se os seguintes
métodos: a) método simplificado, do tipo “CASE”; b) método numérico, do tipo
“CAPWAP”.

A fixação dos transdutores deve ser feita de modo a impedir o deslocamento destes em
relação à estaca durante o golpe, sem afetar suas características de funcionamento.

Resultados
Os resultados devem ser apresentados em relatório oficial do executor no qual
devem constar, pelo menos, as informações prescritas no item 5.1 a 5.5 da normal
NBR 13208.

O principal objetivo do ECD é o de obter a capacidade de ruptura do solo.


Entretanto, paralelamente muitos outros dados podem ser obtidos pelo ensaio. Alguns
dos mais importantes são:

 Tensões máximas de compressão e de tração no material da estaca durante os


golpes.
 Nível de flexão sofrido pela estaca durante o golpe.

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 Informações sobre a integridade da estaca, com localização de eventual dano, e
estimativa de sua intensidade.
 Energia efetivamente transferida para a estaca, permitindo estimar a eficiência
do sistema de cravação.
 Deslocamento máximo da estaca durante o golpe.
 Velocidade de aplicação dos golpes, e estimativa de altura de queda para
martelos Diesel de ação simples.

Através da análise CAPWAP®, é possível separar-se a parcela de resistência

devida a atrito lateral da resistência de ponta, e determinar a distribuição de atrito

ao longo do fuste. Essa análise, geralmente feita posteriormente em escritório a

partir dos dados armazenados pelo PDA, permite também obter outros dados de

interesse, como o limite de deformação elástica do solo.

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NBR 6489 - Prova de Carga Direta Sobre Terreno de Fundação

NBR 13208 - Estacas, Ensaio de Carregamento Dinâmico

NBR-12131 - Estacas - Prova de carga estática - Método de ensaio