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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP


INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS – ICH
GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

ADRIANO SOUZA DE OLIVEIRA - F0627F2


ALINE ARAUJO DE OLIVEIRA - N4807H4
CAMILA SOARES STARLING - N444673
EMILY CAROLINA DE MENEZES XIMENES - N458AB2
ERIKA SILVA CUNHA - D880020
FERNANDA BENJAMIM DA COSTA - N476HF4
RENYELLE SOUZA DE OLIVEIRA - N400811
THAISLENE MISSISSIPE DA SILVA - N4914A7
THAIS MENEZES RAMOS - D927AF2

ADULTO JOVEM

MANAUS/AM
2019
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ADRIANO SOUZA DE OLIVEIRA – F0627F2


ALINE ARAUJO DE OLIVEIRA - N4807H4
CAMILA SOARES STARLING - N444673
EMILY CAROLINA DE MENEZES XIMENES - N458AB2
ERIKA SILVA CUNHA - D880020
FERNANDA BENJAMIM DA COSTA - N476HF4
RENYELLE SOUZA DE OLIVEIRA - N400811
THAISLENE MISSISSIPE DA SILVA - N4914A7
THAIS MENEZES RAMOS - D927AF2

ADULTO JOVEM

Trabalho apresentado a Universidade Paulista,


como requisito para a obtenção de nota parcial
da matéria de Psicologia do Desenvolviemnto:
Ciclo Vital, do 1° período do curso de
Psicologia, sob a orientação da Profa. Luciana
F. dos Santos.

MANAUS/AM
2019
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................4
2. CARACTERISTICAS DO JOVEM ADULTO............................................................5
3. DESENVOLVIMENTO FÍSICO.................................................................................5

3.1 Saúde e Condição Física........................................................................................5


3.2 Questões Sexuais E De Reprodução.....................................................................6

4. DESENVOLVIMENTO COGNITIVO.........................................................................7

4.1 Perspectivas Sobre A Cognição Adulta...................................................................7


4.2 Raciocínio Moral......................................................................................................8
4.3 Educação e Trabalho..............................................................................................9

5. DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL..................................................................9

5.1 Início Da Vida Adulta: Padrões e Tarefas...............................................................9


5.2 Desenvolvimento Da Personalidade: Quatro Perspectivas..................................10
5.3 As Bases Dos Relacionamentos Íntimos..............................................................12
5.4 Estilos De Vida Conjugais E Não Conjugais.........................................................13
5.5 Paternidade/Maternidade......................................................................................14
5.6 Quando O Casamento Chega Ao Fim..................................................................14

REFERENCIAS...........................................................................................................17
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1. INTRODUÇÃO

A fase adulta, fenômeno do desenvolvimento humano, apresenta-se com


novas responsabilidades, em novos referenciais de existência, em novas conquistas,
em busca de um maior entendimento desta importante e mais abrangente etapa da
vida humana. Por ser a fase mais longa da existência do ser humano, merece
especial atenção, mesmo porque há pouco tempo vem sendo entendida e percebida
com tais referenciais.
No que se refere ao adulto jovem, as suas características físicas e
psicológicas, bem como, as suas características únicas, nesta fase da vida uma
grande vitalidade e uma valorização da individualidade. O adulto jovem está dotado
dos mais fortes impulsos, os quais se manifestam, tanto pela impulsividade como
pelo emprego vivo de suas forças. O seu estado de espírito frente à vida alcançou,
por regra geral, um nível elevado. A alegria de viver e o prazer da existência
fornecem-lhe perspetivas. Logo, parece que na idade adulta jovem o ser humano
busca uma valoração pessoal, objetivando um desejo intrínseco da avaliação
positiva de si mesmo pelos conhecimentos até então adquiridos e construídos,
sempre numa expectativa de alcançar uma avaliação positiva frente ao social, a
respeito de si mesmo. O adulto jovem deseja recompensas rápidas e externas das
suas motivações e busca experimentar e demonstrar muita competência, entre
produções próprias dos seus investimentos socioeconómicos e desejos intrínsecos.
O presente trabalho visa demonstrar caracteristicas do Adulto jovem, bem
como seus desenvolvimentos físico, cognitivo e psicossocial.
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2. CARACTERISTICAS DO JOVEM ADULTO

Este período de desenvolvimento caracteriza-se pelo pico de vitalidade, força


e resistência física. É um período de maior fertilidade, onde se sentem mais estáveis
emocionais, profissional e financeiramente para construir família e ter filhos.
Factores sociais, relacionados com as novas exigências do mundo de trabalho,
dependência face aos pais, alteraram o que leva muitas mulheres optarem por ter
filhos mais tarde (GRIFFA, 2001).
Esta fase também é caracterizada pela assunção de novos papeis sociais.
Com a entrada no mundo do trabalho compromete uma reestruturação a nível
individual e do seu auto-conceito, a nível das relações interpessoais e com o mundo.
Através da aquisição de novos status, no emprego e na família, ganha-se uma nova
compreensão de nós próprios, implicando uma nova responsabilidade.
Segundo Papalia, Olds & Feldman (2010), ara a maioria das pessoas leigas,
entretanto, três critérios definem a idade adulta: (1) aceitar a responsabilidade por si
mesma, (2) tomar decisões independentes e (3) tornar-se financeiramente
independente. Em países industrializados, o alcance desses objetivos demora mais
tempo e segue caminhos muito mais variados do que no passado. Antes da metade
do século XX, um homem jovem mal saído do ensino médio normalmente procurava
um emprego estável, casava e iniciava uma família. Para uma mulher jovem, o
caminho usual para a vida adulta era o casamento, que ocorria tão logo ela
encontrasse um par adequado.

3. DESENVOLVIMENTO FÍSICO

3.1 Saúde e Condição Física

Os adultos jovens geralmente desfrutam dos benefícios da boa saúde, mas


eles cada vez mais padecem de uma série de riscos relacionados à saúde
associados a estilos de vida modernos.
Durante este período, a base para o funcionamento físico de uma vida inteira
continua a ser estabelecida. A saúde pode ser influenciada pelos genes, mas fatores
comportamentais – o que os adultos jovens comem, se dormem o suficiente, se são
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fisicamente ativos e se fumam, bebem ou usam drogas – contribuem enormemente


para a saúde e o bem-estar.
De acordo com Papalia, Olds & Feldman (2010), o mapeamento do genoma
humano está possibilitando aos cientistas descobrir as raízes genéticas de muitos
distúrbios, da obesidade a certos tipos de câncer (incluindo câncer de pulmão, de
próstata e de mama), e problemas de saúde mental (como alcoolismo e depressão).
Conhecer os bons (e maus) hábitos de saúde não basta. A personalidade, as
emoções e o ambiente social frequentemente pesam mais do que aquilo que as
pessoas sabem que devem fazer e levam a comportamentos não saudáveis.
Além das coisas que as pessoas fazem, ou deixam de fazer, que afetam sua
saúde diretamente, há influências indiretas sobre a saúde. Entre estas estão a
renda, a educação e a raça/etnia. Os relacionamentos também parecem fazer
diferença, assim como os caminhos que os jovens seguem até a idade adulta.
Para a maioria dos adultos emergentes, a saúde mental e o bem-estar
melhoram e os problemas de comportamento diminuem. Contudo, ao mesmo tempo,
a incidência de transtornos psicológicos aumenta para condições como depressão
maior, esquizofrenia e transtorno bipolar. O que explica esse aparente paradoxo? A
transição para a vida adulta marca o final dos anos relativamente estruturados do
ensino médio. A independência para tomar decisões e escolher diferentes caminhos
é frequentemente libertadora, mas a responsabilidade de contar consigo mesmo e
de sustentar-se financeiramente pode ser esmagadora (PAPALIA, OLDS &
FELDMAN, 2010).

3.2 Questões Sexuais e De Reprodução

De acordo com Papalia, Olds & Feldman (2010), as atividades sexual e


reprodutiva são frequentemente uma preocupação primária do início da vida adulta.
Essas funções naturais e importantes podem envolver preocupações físicas. Três
dessas preocupações são os distúrbios relacionados à menstruação, as infecções
sexualmente transmissíveis (ISTs) e a infertilidade.
Os adultos jovens tendem a ter mais parceiros sexuais do que outros grupos
etários, mas fazem sexo com menos frequência. Pessoas que se tornaram
sexualmente ativas durante o início da vida adulta tendem a envolver-se em menos
comportamentos de risco.
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As infecções sexualmente transmissíveis, também conhecidas como doenças


sexualmente transmissíveis (DSTs), são doenças transmitidas pelo sexo. De longe
as taxas mais altas de DSTs encontram-se entre os adultos emergentes de 18 a 25
anos, especialmente entre aqueles que usam álcool e/ou drogas ilícitas.
A síndrome de tensão pré-menstrual (STPM ou TPM) é um transtorno que
produz desconforto físico e tensão emocional por até duas semanas antes de um
período menstrual. Os sintomas podem incluir fadiga, cefaleias, inchaço e
sensibilidade dos seios, mãos ou pés inchados, distensão abdominal, náusea,
cólicas, constipação, aumento do apetite, ganho de peso, ansiedade, depressão,
irritabilidade, mudanças de humor, choro e dificuldade para concentrar-se e lembrar
(PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
A causa mais comum de infertilidade nos homens é a produção de um
número muito pequeno de espermatozoides. Em alguns casos, um canal ejaculatório
pode estar bloqueado, impedindo a saída dos espermatozoides, ou estes podem ser
incapazes de nadar suficientemente bem para alcançar o colo do útero (cérvix).
Alguns casos de infertilidade masculina parecem ter uma base genética.
Em mulheres, as causas mais comuns de infertilidade incluem o fracasso em
produzir óvulos ou em produzir óvulos normais; o muco do colo uterino, que pode
impedir que o espermatozóide o penetre; ou uma doença do revestimento uterino
que pode impedir a implantação do óvulo fertilizado (PAPALIA, OLDS & FELDMAN,
2010).

4. DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

4.1 Perspectivas Sobre A Cognição Adulta

Os cientistas do desenvolvimento estudaram a cognição adulta de uma


variedade de perspectivas. Alguns investigadores buscam identificar capacidades
cognitivas características que surgem na idade adulta ou formas características nas
quais os adultos usam suas capacidades cognitivas em sucessivos estágios de vida.
Outros se concentram em aspectos da inteligência que existem durante toda a vida,
mas que tendem a vir para o primeiro plano na idade adulta. Uma teoria atual, que
pode aplicar-se tanto a crianças quanto a adultos, salienta o papel da emoção no
comportamento inteligente (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
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Papalia, Olds & Feldman (2010) dizem que embora Piaget tenha descrito o
estágio operatório-formal como o apíce da realização cognitiva, alguns cientistas do
desenvolvimento afirmam que as mudanças na cognição se estendem para além
daquele estágio. Uma linha da teoria e da pesquisa neopiagetiana diz respeito aos
níveis mais altos de pensamento reflexivo, ou raciocínio abstrato. Outra linha de
investigação trata do pensamento pós-formal, que combina lógica com emoção e
experiência prática para solucionar problemas ambíguos.
Embora Piaget tenha descrito o estágio operatório-formal como o apíce da
realização cognitiva, alguns cientistas do desenvolvimento afirmam que as
mudanças na cognição se estendem para além daquele estágio. Uma linha da teoria
e da pesquisa neopiagetiana diz respeito aos níveis mais altos de pensamento
reflexivo, ou raciocínio abstrato. Outra linha de investigação trata do pensamento
pós-formal, que combina lógica com emoção e experiência prática para solucionar
problemas ambiguous (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
De acordo com Papalia, Olds & Feldman (2010), em 1990, dois psicólogos,
Peter Salovey e John Mayer, criaram o termo inteligência emocional (IE). Ela se
refere a quatro habilidades relacionadas: as capacidades de perceber, usar,
entender e administrar, ou regular, as emoções – nossas e dos outros – a fim de
alcançar objetivos. A inteligência emocional permite que uma pessoa utilize as
emoções para lidar mais efetivamente com o ambiente social. Ela requer a
consciência do tipo de comportamento adequado em uma determinada situação.

4.2 Raciocínio Moral

Uma das influentes teorias sobre o desenvolvimento moral foi apresentada


por Lawrence Kohlberg, um psicólogo estadunidense que viveu entre 1927 e 1987, e
relacionou o desenvolvimento moral ao desenvolvimento cognitivo.
A teoria do desenvolvimento moral é a mais conhecida de Kohlberg. Sua
teoria, assim como a de Piaget, é universalista. Não afirma a universalidade das
normas, mas a das estruturas que permitem a aplicação das normas em contextos
precisos e proporcionam critérios para o juízo moral. Acredita que através de um
processo maturacional e interativo, todos os seres humanos têm a capacidade de
chegar à plena competência moral, medida pelo paradigma da moralidade
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autônoma, ou, como prefere Kohlberg, pela da moralidade pós-convencional


(PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
Os seis estágios de Kohlberg podem ser, generalizadamente, agrupados em
três níveis de dois estágios cada: pré-convencional, convencional, e pós-
convencional.

4.3 Educação e Trabalho

Ao contrário dos jovens de gerações passadas, que normalmente saíam


diretamente da escola para o trabalho e para a independência financeira, muitos
adultos emergentes hoje não têm um plano de carreira claro. Alguns alternam entre
educação e trabalho; outros buscam ambos simultaneamente. A maioria daqueles
que não se matricula em cursos superiores, ou que não conclui o ensino médio,
ingressa no mercado de trabalho, mas muitos retornam mais tarde para obter um
melhor nível educacional.
As escolhas educacionais e vocacionais após o ensino médio podem
constituir oportunidades para crescimento cognitivo. A exposição a um novo
ambiente educacional ou de trabalho oferece oportunidade para aprimorar
capacidades, questionar pressupostos mantidos há muito tempo e experimentar
novas maneiras de olhar o mundo. Para o número crescente de estudantes com
idades não convencionais (25 anos ou mais), a educação universitária ou no local de
trabalho está reavivando a curiosidade intelectual, melhorando as oportunidades de
emprego e aumentando as habilidades de trabalho (PAPALIA, OLDS & FELDMAN,
2010).

5. DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

5.1 Início Da Vida Adulta: Padrões e Tarefas

Para muitos jovens hoje, o início da vida adulta é um tempo de


experimentação antes de assumir os papéis e as responsabilidades da vida adulta.
Um homem ou uma mulher jovem pode arranjar um emprego e um apartamento e
desfrutar a vida de solteiro(a). Dois jovens casados podem mudar-se para a casa
dos pais enquanto terminam os estudos ou organizam a vida ou após a perda de um
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emprego. Tarefas do desenvolvimento tradicionais como encontrar um trabalho


estável e desenvolver relacionamentos afetivos de longa duração podem ser
adiadas até os trinta anos ou até mais tarde.
Os caminhos individuais para a vida adulta são influenciados por fatores como
gênero, capacidade acadêmica, primeiras atitudes em relação à educação, raça e
etnia, expectativas do final da adolescência e classe social. Cada vez mais, adultos
emergentes de ambos os sexos prolongam a educação escolar e adiam a
paternidade/maternidade, e estas decisões geralmente são fundamentais para o
sucesso futuro no trabalho bem como para o bem-estar atual (PAPALIA, OLDS &
FELDMAN, 2010).
Alguns adultos emergentes têm mais recursos – financeiros e de
desenvolvimento – do que outros. Depende muito do desenvolvimento do ego: uma
combinação de capacidade de entender a si próprio e ao seu mundo, de integrar e
sintetizar o que percebe e conhece, e de encarregar-se do planejamento do próprio
curso de vida. As influências familiares são importantes. Jovens cujo
desenvolvimento do ego tendia a estar “preso” em um nível menos maduro aos 25
anos de idade eram mais propensos a ter tido pais que, aos 14 anos, inibiam sua
autonomia, os desvalorizavam e eram mais hostis em suas conversas. Como
resultado dessas e de outras influências, alguns adultos emergentes têm egos mais
altamente desenvolvidos do que outros e, portanto, estão mais preparados para uma
vida independente(PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).

5.2 Desenvolvimento Da Personalidade: Quatro Perspectivas

A personalidade primeiramente mostra estabilidade ou mudança? A resposta


depende, em parte, de como a estudamos e medimos. As quatro abordagens ao
desenvolvimento psicossocial do adulto são representadas pelos modelos do estágio
normativo, modelo do momento dos eventos, modelos de traço e modelos
tipológicos. Essas quatro abordagens fazem perguntas diferentes sobre a
personalidade adulta, examinam aspectos diferentes de seu desenvolvimento e, com
frequência, usam métodos diferentes (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
Os modelos do estágio normativo sustentam que os adultos seguem uma
sequência básica de mudanças psicossociais relacionadas à idade. As mudanças
são normativas no sentido de que elas parecem ser comuns à maioria dos membros
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de uma população; e elas surgem em períodos sucessivos, ou estágios, às vezes


marcados por crises emocionais que preparam o caminho para o desenvolvimento.
O que é normativo depende das expectativas sobre o momento dos eventos da vida
naquela cultura.
Em vez de examinar o desenvolvimento da personalidade adulta puramente
em função da idade, o modelo do momento dos eventos, apoiado por Bernice
Neugarten e colaboradores, sustenta que o curso do desenvolvimento depende de
quando certos eventos ocorrem nas vidas das pessoas. Os eventos de vida
normativos são aqueles que normalmente acontecem em determinadas épocas da
vida – tais como casar, ter filhos, tornar-se avô/avó e aposentar-se. De acordo com
este modelo, as pessoas geralmente têm plena consciência tanto do seu momento
quanto do relógio social – as normas e expectativas de sua sociedade para o
momento apropriado dos eventos de vida (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
Sobre o modelo de traço, em Baltimore (Maryland), Robert McCrae e Paul
Costa, no centro de pesquisas de Gerontologia do National Institute of Health,
iniciaram um extensivo programa de pesquisas que identificou os chamados cinco
grandes fatores: neuroticismo, extroversão, abertura a novas experiências, simpatia
e conscienciosidade (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
Neuroticismo - Mede a instabilidade emocional. Pessoas com pontuações
altas nessa escala são ansiosas, inibidas, melancólicas e dotadas de baixa
autoestima. Já as que obtém baixa pontuação são de fácil trato, otimistas e dotadas
de boa estima consigo mesmas;
Extroversão - É a mais ampla das cinco dimensões. Mede a sensação de
bem-estar, o nível de energia e a habilidade nas relações interpessoais. Pontuações
elevadas significam afabilidade, sociabilidade e capacidade de se impor. Baixas
indicam introversão, reserva e submissão;
Abertura à novas experiências - Pessoas com pontuações elevadas gostam
de novidades e tendem a ser criativas. Na outra ponta da escala estão os
convencionais e ordeiros, os que gostam da rotina e têm senso aguçado do certo e
do errado;
Simpatia - Refere-se ao modo como nos relacionamos com os outros. Muitos
pontos indicam uma pessoa compassiva, amistosa e calorosa. Na outra extremidade
estão os retraídos, críticos e egocêntricos;
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Conscienciosidade - Mede o grau de concentração. Aqueles com altas


pontuações apresentam grande motivação, são disciplinados, comprometidos e
confiáveis. Os que apresentam resultados baixos são indisciplinados e se distraem
facilmente.
A pesquisa tipológica busca complementar e expandir a pesquisa sobre traço
examinando a personalidade como uma unidade funcional. A pesquisa identificou
três tipos de personalidade: ego-resiliente, supercontrolado e subcontrolado. Esses
três tipos diferem na resiliência do ego, ou adaptabilidade sob estresse, e no
controle do ego, ou autocontrole. Pessoas ego-resilentes são bem ajustadas:
autoconfiantes, independentes, articuladas, atentas, prestativas, cooperativas e
focadas na tarefa. As pessoas supercontroladas são tímidas, caladas, ansiosas e
confiáveis; elas tendem a manter seus pensamentos para si e a afastar-se de
conflito, e são mais sujeitas a depressão. As pessoas subcontroladas são ativas,
enérgicas, impulsivas, teimosas e facilmente distraídas. A resiliência do ego interage
com o controle do ego para determinar se o comportamento é ou não adaptativo ou
mal-adaptativo. Por exemplo, o subcontrole pode levar à criatividade e ao
empreendedorismo, ou a comportamentos externalizantes e antissociais. Dentro da
mesma lógica, o supercontrole pode ajudar a tornar uma pessoa altamente focada e
planejada, ou pode levar a um estilo de comportamento inflexível e inibido. Formas
mais extremas de supercontrole ou de subcontrole estão geralmente associadas
com baixos níveis de resiliência do ego. Esses tipos de personalidade, ou tipos
semelhantes, existem em ambos os sexos, em todas as culturas e grupos étnicos,
assim como em crianças, adolescentes e adultos (PAPALIA, OLDS & FELDMAN,
2010).

5.3 As Bases Dos Relacionamentos Íntimos

De acordo com Griffa, (2001), Erikson considerava o desenvolvimento dos


relacionamentos íntimos a tarefa crucial no período adulto jovem. A necessidade de
estabelecer relacionamentos fortes, estáveis, estreitos e carinhosos é um forte
motivador do comportamento humano. As pessoas se tornam íntimas – e
permanecem íntimas – por meio de revelações compartilhadas, receptividade às
necessidades do outro e aceitação e respeito mútuos.
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Os relacionamentos íntimos requerem autoconsciência; empatia; capacidade


de comunicar emoções, resolver conflitos e manter compromissos; e, se o
relacionamento é potencialmente sexual, tomar decisões sobre sexo. Essas
habilidades são fundamentais quando os adultos jovens decidem se querem se
casar ou formar parcerias íntimas e ter ou não ter filhos. Além disso, a formação de
novos relacionamentos (como com parceiros amorosos), e a renegociação de
relacionamentos existentes (como com os pais), têm implicações para se a
personalidade permanece a mesma ou muda. Por exemplo, pessoas com alto
neuroticismo tendem a acabar em relacionamentos nos quais elas se sentem menos
seguras, e esses sentimentos crônicos de insegurança servem para torná-las mais
neuróticas ao longo do tempo. Em suma, personalidade e relacionamentos podem
ser vistos como influenciando um ao outro (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).

5.4 Estilos De Vida Conjugais E Não Conjugais

A vida matrimonial e o trabalho são elementos básicos para o


amadurecimento da personalidade, e em muitos casos são adiados devido às
exigências e normas culturais conteemporâneas, prolongando-se assim a
dependência familiar e favorecendo-se nos jovens, entre outras modificações, as
flutuações afetivas, a falta de experiências vitais, a tendência a idealizar (GRIFFA,
2001).
De acordo com Papalia, Olds & Feldman (2010), em muitos países ocidentais,
as normas atuais para estilos de vida socialmente aceitáveis são mais flexíveis do
que eram durante a primeira metade do século XX. As pessoas casam mais tarde,
quando se casam; mais pessoas têm filhos fora do casamento, se tiverem filhos; e
mais pessoas rompem seus casamentos. Algumas pessoas permanecem solteiras,
algumas casam novamente, e outras vivem com um parceiro de qualquer sexo.
Algumas pessoas casadas com carreiras distintas têm casamentos itinerantes, às
vezes chamados de convivência à distância. Em síntese, não existe o tal casamento
ou família “típicos.”
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5.5 Paternidade/Maternidade

As pessoas em sociedades industrializadas normalmente têm menos filhos


hoje do que em gerações anteriores, e começam a tê-los mais tarde na vida, em
muitos casos porque passam os anos de sua idade adulta emergente aprimorando a
educação e estabelecendo uma carreira.
Papalia, Olds & Feldman (2010) dizem que o primeiro filho marca uma
transição importante na vida dos pais. Junto com o sentimento de emoção,
admiração e espanto, a maioria dos novos pais experimenta alguma ansiedade em
relação à responsabilidade de cuidar de uma criança, ao compromisso de tempo e
energia que ela acarreta e ao sentimento de permanência que a
paternidade/maternidade impõe a um casamento. A gravidez e a recuperação do
parto podem afetar o relacionamento de um casal, às vezes aumentando a
intimidade e às vezes criando barreiras.

5.6 Quando O Casamento Chega Ao Fim

A duração média de casamentos que terminam em divórcio é de 7 ou 8 anos.


O divórcio, muito frequentemente, leva a um novo casamento com um novo parceiro
e à recomposição de uma família, que inclui filhos biológicos ou adotados por um ou
ambos os parceiros antes do casamento atual.
Fazendo uma retrospectiva de seus casamentos, 130 mulheres norte-
americanas divorciadas que tinham sido casadas por uma média de 8 anos
mostraram uma notável concordância sobre as razões para o fracasso de seus
casamentos. As razões citadas com mais frequência eram incompatibilidade e falta
de apoio emocional; para as mulheres divorciadas mais recentemente,
presumivelmente mais jovens, este incluía uma falta de apoio da carreira. Agressão
do cônjuge estava em terceiro lugar, sugerindo que a violência doméstica pode ser
mais frequente do que geralmente se pensa (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
Divórcio gera mais divórcio. Adultos com pais divorciados são mais propensos
a esperar que seus casamentos não durem e a se divorciar, eles próprios, do que
aqueles cujos pais permaneceram juntos. Entretanto, este processo pode ser
afetado por um casamento subsequente dos pais. Adultos jovens que tiveram pais
que se casaram novamente e tiveram um relacionamento de alta qualidade em seu
15

segundo casamento não eram mais propensos a divorciar-se eles próprios,


sugerindo que as influências atuais desempenham um papel forte nos
relacionamentos (PAPALIA, OLDS & FELDMAN, 2010).
16

3. CONCLUSÃO

Diante do conteúdo apresentado somos levados a compreender que os


jovens adultos, geralmente, estão no auge de sua força, energia e resistência. A
maioria dos sentidos está mais apurada durante o início da idade adulta e as
condições de saúde tendem a ser favoráveis.
Apesar de todo o auge físico os jovens adultos é necessário escolhas
referentes à manutenção do peso corporal em níveis saudáveis. Nessa etapa da
vida é preciso atentar para esse fator. Numa sociedade que valoriza o corpo esbelto,
ter excesso de peso pode levar a problemas emocionais. O excesso de peso
aumenta o risco de pressão arterial elevada, doença cardíaca, derrame, diabete,
cálculo biliar e certos tipos de câncer.
Assim, cada etapa do desenvolvimento humano nos esclarece como viver de
forma mais apropriada para a vivência de uma existência plena em todos os
sentidos.
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REFERENCIAS

GRIFFA, M. C. Maturidade, vida adulta, velhice. in Chaves para a psicologia do


desenvolvimento, Tomo 2. São Paulo: Paulinas, 2001.

PAPALIA, E.D.; OLDS, S.W. & FELDMAN, R.D. Desenvolvimento Humano. Porto
Alegre: ArtMed, 9ª ed, 2010.