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RECURSO ESPECIAL. CIVIL E EMPRESARIAL.

CONTRATO DE TRANSPORTE INTERNACIONAL DE


CARGA. INSUMOS. RELAÇÃO DE CONSUMO. INOCORRÊNCIA. VINCULAÇÃO ENTRE O
CONTRATO PRINCIPAL E O CONTRATO ACESSÓRIO DE TRANSPORTE. 1. Controvérsia acerca da
aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor a um contrato internacional de transporte
de insumos. 2. Não caracterização de relação de consumo no contrato de compra e venda de
insumos para a indústria de autopeças (teoria finalista). 3. Impossibilidade de se desvincular o
contrato de compra e venda de insumo do respectivo contrato de transporte. 4.
Inaplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor à espécie, impondo-se o retorno dos
autos ao Tribunal de origem. 5. Prejudicialidade das demais questões suscitadas. 6. Doutrina e
jurisprudência sobre o tema. 7. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. (REsp 1442674 / PR, Terceira
Turma do STJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, j. 07.03.17)

DIREITO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. 1. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU


OBSCURIDADE. INEXISTENTE. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/73. AFASTADA. 2. CONTRATO
INTERNACIONAL. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL. ELEIÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. VALIDADE.
VIOLAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. NÃO CONFIGURADA. PRESCRIÇÃO. AFASTADA. 3. FATO DO
PRÍNCIPE. EFEITOS SOBRE CONTRATOS PRIVADOS. INADIMPLEMENTO. ROMPIMENTO DO
LIAME OBJETIVO. RESTITUIÇÃO DAS PARTES AO STATUS QUO ANTE. 4. CONDIÇÃO SUSPENSIVA
EXPRESSA. ABSOLUTA IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA. RECONHECIDA. NEGÓCIO JURÍDICO
SUBORDINADO. INVALIDADE. ART. 116 DO CC/16. 5. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE
CONHECIDO E, NESTA PARTE, PROVIDO. 1. Não configura violação do art. 535 do CPC quando o
acórdão recorrido expõe, de forma expressa e coerente, os fundamentos adotados como razão
de decidir. 2. Em contratos internacionais, é admitida a eleição de legislação aplicável,
inclusive no que tange à regulação do prazo prescricional aplicável. Prescrição afastada, in
casu, diante da aplicação do prazo previsto na lei contratualmente adotada (lei do Estado de
Nova Iorque - Estados Unidos da América). 3. O fato do príncipe, caracterizado como uma
imposição de autoridade causadora de dano, de um lado, viabiliza a responsabilização do
Estado; e, de outro, rompe do liame necessário entre o resultado danoso e a conduta dos
particulares, configurando, em disputas privadas, nítida hipótese de força maior. 4. Assim,
reconhecida a absoluta impossibilidade jurídica de cumprimento do contrato entre
particulares, devem as partes serem restituídas ao status quo ante. No caso, resolve-se o
contrato de cessão e de empréstimo a ele vinculado, devendo os montantes liberados serem
restituídos ao Banco e recobrando a construtora os direitos relativos aos créditos cedidos. 5.
Constante do contrato cláusula suspensiva, juridicamente impossível, tem-se configurada a
específica hipótese de incidência do art. 116 do Código Civil de 1916, vigente à época, e, por
consequência, a invalidade dos negócios a ela subordinados. Desse modo, também por essa
via, impõe-se a restituição das partes ao status quo ante. 6. Recurso especial parcialmente
conhecido e, nesta parte, provido. (REsp 1280218 / MG, Terceira Turma do STJ, Rel. p/acórdão
Min. Marco Aurélio Bellizze, j. 21.06.16)

RECURSO ESPECIAL. CONTRATO INTERNACIONAL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA A


AMPLIAÇÃO DE USINA TERMELÉTRICA NACIONAL. PAGAMENTO EM LIRAS ITALIANAS.
REMESSA VIA BANCO CENTRAL. VIOLAÇÃO DO DEVER DE COOPERAÇÃO. MORA DA
PRESTADORA DE SERVIÇOS ITALIANA RECONHECIDA (MORA "CREDITORIS"). I - Contratação,
por concessionária de energia elétrica nacional, de sociedade italiana para a prestação de
serviços relacionados à ampliação de Usina Termelétrica no Estado de Santa Catarina. II -
Remuneração convencionada em liras italianas nos termos do art. 2º do Decreto-lei 857/69,
remetida via Banco Central do Brasil. III - Não-pagamento, pela concessionária, de notas e
faturas de serviço em razão da impossibilidade de remessa dos valores à Itália ante a não-
regularização da situação da prestadora dos serviços junto ao Banco Central do Brasil. IV -
Rejeição das preliminares da recorrida relativas à Súmula 07 e à não-demonstração, nas razões
do recurso especial, do dissídio jurisprudencial. Ausência de violação ao art. 535, II, do CPC. V -
Exigidos documentos relativos aos seus funcionários, pertence à prestadora de serviços
italiana, em que pese a omissão contratual, a obrigação acessória, derivada do princípio da
boa-fé objetiva, de, em cooperação com a concessionária, regularizar a situação, permitindo a
remessa dos valores. Doutrina. VI - Caracterizada a mora da sociedade italiana credora (mora
"creditoris"), estava desobrigada a devedora, enquanto não houvesse a regularização, de
consignar a quantia e de pagar juros de mora. Doutrina. Precedentes. VII - Considerado
implícito o pedido de atualização monetária, não há contrariedade, pelo acórdão recorrido, ao
art. 128 do CPC. Precedente. VIII - A parte final do art. 958 do CC/16, que disciplina os efeitos
da mora do credor, não autoriza a exclusão da correção monetária, cuja função é evitar a
depreciação do valor do crédito. Precedente. IX - Inexistindo previsão contratual ou legal que
discipline a forma de atualização monetária do crédito e não sendo possível a utilização da
variação cambial da lira italiana, já que o pagamento ocorrerá nesta moeda, razoável o seu
cálculo por índices oficiais brasileiros. X - Doutrina e jurisprudência acerca do tema. XI -
RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO. (REsp 857299 / SC, Terceira Turma do STJ, Rel.
Min. Paulo de Tarso Sanseverino, j. 03.05.11)

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 33,


CAPUT, DA LEI Nº 11.343/06. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. INEXISTÊNCIA DE
COMPROVAÇÃO DA TRANSNACIONALIDADE DA CONDUTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
ESTADUAL. PRECEDENTES DESTA CORTE. I - "1. A competência para processar e julgar crimes
de tráfico ilícito de entorpecentes é, em regra, da Justiça Estadual; tratando-se, no entanto, de
crime internacional, isto é, à distância, que possui base em mais de um país, passa a ser da
competência da Justiça Federal. 2. Sendo apenas a provável origem estrangeira da droga, não
se tem o crime necessariamente como transnacional, reclamando, para tanto, prova
contundente da internacionalidade da conduta, de sorte a atrair a competência da Justiça
Federal. 3. Não restando comprovada, de forma categórica, que a droga tenha procedência da
Bolívia, não há como afirmar a internacionalidade do tráfico de entorpecentes, sobressaindo,
por conseguinte, a competência da Justiça Estadual para conhecer do feito." (CC 86.021/SP, 3ª
Seção, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJU de 03/09/2007) II - Na hipótese, não há
dados suficientes que permitam concluir com segurança pela transnacionalidade do crime
apurado na ação penal em destaque. De fato, a paciente, juntamente com a co-ré, foi presa
em flagrante trazendo consigo substância entorpecente no interior de um ônibus que fazia o
transporte intermunicipal (Brasiléia/AC - Rio Branco/AC). Além disso, as afirmações da
paciente de que a droga foi adquirida na Bolívia não são confirmadas pela co-ré, o que serve
para demonstrar o quadro nebuloso apresentado nos autos. Habeas corpus denegado. (HC
102829 / AC, Quinta Turma do STJ, Rel. Min. Felix Fischer, j. 04.09.08)

RECURSO ORDINÁRIO - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - BARCO DE PESCA BRASILEIRO AFUNDADO NA


COSTA BRASILEIRA, EM PERÍODO DE GUERRA, POR NAVIO ALEMÃO - ESTADO ESTRANGEIRO -
IMUNIDADE ABSOLUTA. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, sobre o caso
específico, firmou-se no sentido de que não é possível a responsabilização da República
Federal da Alemanha por ato de guerra, tendo em vista tratar-se de manifestação de ato de
império. 2. Precedentes de ambas as Turmas que compõem a Seção Especializada. 3. Recurso
desprovido. (RO 60 / RJ, Segunda Seção do STJ, Rel. p/acórdão Min. Marco Buzzi, j. 09.12.15)