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Artigo

Atribuição de significado a partir da análise


qualitativa de respostas dos alunos, através
da criação de classes para estudo
Gilda Helena Bernardino de Campos 1
Gianna Oliveira Roque 1

RESUMO ABSTRACT

A questão metodológica vem perme- The methodological approach has,


ando as discussões do grupo de pesquisa for some time, been one of the subjects of
Avaliação e Cooperação em EaD da PUC-Rio debate of the Assessment and Cooperation in
já há alguns anos. O grupo tem estudado a Distance Education Research Group at PUC-
pesquisa quantitativa e desenvolvido técnicas RJ. The Group has been studying quantitative
de trabalho com a pesquisa qualitativa. Neste research and has been developing methods
artigo, iremos focar a pesquisa qualitativa, a for working with qualitative research. In this
fim de evidenciar os resultados das respostas article,qualitative research was used to analyse
abertas ao questionário enviado para os alu- the results of open answers to a questionnaire
nos, em que foi possível obter 2.138 respostas sent to about 5,000 learners of the post-graduate
em um universo de cerca de 5000 alunos em specialists course (lato sensu) in Technology
curso de especialização, pós-graduação lato in Education. 2,138 completed questionnaires
sensu em Tecnologias em Educação. Foi utili- were obtained. The software Alceste was used
zado o software Alceste para a análise de con- for the analysis of content and separation of
teúdo e separação das classes para a análise. classes.

Palavras-chave: Educação a distância, Keywords: Distance learning, Content


análise de conteúdo, significados. analysis, Meaning.

1
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro − CCEAD.

Volume 11 − 2012
I. INTRODUÇÃO Segment de Texte, concebido originalmen-
te por Max Reinert do Centro Nacional de
“Nous ne connaissons quelque chose Investigação Científica – CNRS, na França, no
que dans la mesure où nous pouvons laboratório de Jean Paul Benzécri e disponi-
12 l’exprimer – i.e. faire. Plus nous sommes bilizado no mercado pela sociedade IMAGE
en mesure de produire et d’ exécuter
(http://image-zafar.com/index_alceste.htm).
quelque chose de manière parfaite et
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Seu uso foi disseminado na área de Ciências


diverse, mieux nous la connaissons.”
(Moscovici e Buschini, 2003, p. 6) Humanas e Sociais, incluindo os trabalhos
de Psicologia Social, desde a década de 1990,
A questão metodológica vem perme- dentro do laboratório de Psicologia social da
ando as discussões do grupo de pesquisa École des Hautes Études en Sciences Sociales,
Avaliação e Cooperação em EAD já há alguns França. O software Alceste classifica de ma-
anos. O grupo tem estudado a pesquisa quan- neira semi-automática as palavras para o inte-
titativa e desenvolvido técnicas de trabalho rior de um corpus. Para tal, segmenta o texto,
com a metodologia qualitativa, em que traba- estabelece as semelhanças entre os segmentos
lhos científicos têm sido apresentados, além e hierarquias de classes de palavras. Este mé-
de resultados significativos alcançados por todo é chamado de classificação pelo método
meio da observação participante (CAMPOS, descendente hierárquico. Para o analista do
ROQUE e ZIVIANI, 2011). trabalho, essas categorias não são o objetivo
Segundo Jodelet (2003, p.140), as téc- em si, mas estabelecem pressupostos ou traje-
nicas qualitativas podem ser aplicadas a di- tórias de interpretação.
ferentes aspectos da realidade cultural e psi- Nascimento e Menandro (2006) afir-
cológica e, nos referimos em nosso estudo, às mam, de outro modo, que o software ALCESTE
experiências vividas pelo grupo e à compre-
ensão das significações sobre a qualidade dos “apóia-se em cálculos efetuados sobre
cursos na modalidade a distância nos contex- a co-ocorrência de palavras em seg-
mentos de texto, buscando distinguir
tos em que se situam.
classes de palavras que representem
Ainda segundo Jodelet (2003), as téc- formas distintas de discurso sobre o
nicas qualitativas são particularmente adap- tópico de interesse da investigação.
tadas à educação e, citando Gonzales Rey A análise de conteúdo também identifi-
(1999, in Jodelet, 2003), a autora afirma que a ca a pluralidade temática presente num
conjunto de textos, e pondera a frequ-
realidade social é construída na interação in-
ência desses temas no conjunto, permi-
terpessoal e pela análise do discurso.
tindo, via comparação entre os elemen-
Para além do discurso, apresentaremos, tos do corpus (palavras ou sentenças), a
neste artigo, a análise de conteúdo dos depoi- constituição de agrupamentos de ele-
mentos dos alunos como respostas às ques- mentos de 3 significados mais próximos,
viabilizando à formação de categorias
tões abertas do questionário. Para tal análise
mais gerais de conteúdo”. (p. 73)
foi utilizado o software ALCESTE – Analyse
Lexicale par Contexte d’un ensemblement de

RBAAD – Atribuição de significado a partir da análise qualitativa de respostas dos alunos, através da criação de
classes para estudo
Neste artigo, iremos focar a pesquisa Para o processo de respostas, foram pre-
qualitativa a fim de evidenciar os resultados vistas facilidades de acesso ao sistema de ava-
obtidos às respostas abertas de um questio- liação, a fim de estimular a cooperação dos
nário enviado aos alunos de um curso de indivíduos. A taxa de resposta foi alta e foram
especialização, pós-graduação lato sensu, em suprimidos os não respondentes. 13
Tecnologias em Educação. De um universo de
Havia dúvidas sobre como seriam as

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cerca de 5.000 alunos, obtivemos 2.138 res-
respostas ao questionário e foi longamente
postas, tendo como área de abrangência todos
discutida a viabilidade das mesmas ao for-
os Estados da Federação.
mulário de avaliação. Alguns aspectos foram
pensados tais como o tempo de resposta e a
II. COLETA DOS DADOS própria razão de ser do questionário, já que
O questionário é uma ferramenta impor- Philogène e Moscovici (2003) evidenciam que
tante para a coleta de dados e, antes de discutir- esta razão de ser é a medida do fenômeno so-
mos os problemas apresentados, é importante cial que estávamos estudando (p.49).
assinalar que a própria escolha da utilização
do questionário foi objeto de reflexão a fim III. O QUE QUERÍAMOS DESCOBRIR?
de tomar-se as chamadas “boas decisões” na
O curso Tecnologias em Educação é pro-
elaboração das questões. De forma a garantir
posto em três eixos temáticos, cada um com
e otimizar a taxa de respostas, foram enviadas
objetivos distintos, a saber:
mensagens tanto por e-mail, como pelo am-
biente virtual de aprendizagem, informando I. A escola como espaço integrador de mídias
aos alunos sobre o envio do questionário e con- - A ênfase desse eixo está na reconstrução
vidando-os a participarem do processo de ava- pedagógica.
liação. Como sugerem Philogène e Moscovici II. Gestão de mídias na comunidade escolar -
(p.56), para elevar a credibilidade da pesquisa, Ênfase na gestão e integração de mídias.
além de garantir a não identificação do respon-
III. Integração de tecnologias e mídias no
dente, trabalhou-se com toda a população ins-
fazer pedagógico - Ênfase na produção de
crita no curso, portanto, não houve amostra.
projetos com o uso das tecnologias.

III. Integração de tecno-


I. A escola como espaço II. Gestão de mídias da logias e mídias no fazer
integrador de mídias. comunidade escolar. pedagógico
A ênfase desse eixo Ênfase na gestão e Ênfase na produção de
está na reconstrução integração de mídias. projetos com o uso das
pedagógica. tecnologias.

Figura 1: Eixos temáticos do curso.

Volume 11 - 2012
Cada um dos eixos temáticos é abor- Visava-se, nesta primeira avaliação,
dado por meio de componentes curriculares verificar como os alunos estavam acompa-
como disciplinas e oficinas temáticas virtuais nhando o curso e quais suas opiniões sobre
e oficinas pedagógicas assistidas. diferentes aspectos para que fosse possível
14 modificá-lo, caso se fizesse necessário.
A fim de acompanharmos e verificarmos
se o Curso estava atendendo às expectativas O questionário foi composto por 37
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dos alunos, elaboramos e disponibilizamos, questões objetivas seguidas por duas questões
ao final do I Eixo Temático, um levantamento abertas. Neste artigo apresentamos a análise
(survey) sobre algumas questões quantitati- de conteúdo das respostas à primeira questão
vas, bem como uma pesquisa de acompanha- aberta, assim apresentada:
mento com questões qualitativas. Esse ques-
Espaço para um comentário livre sobre
tionário foi respondido em ambiente Internet.
o curso, seus objetivos, o conteúdo das discipli-
As questões foram separadas nas seguintes
nas, as estratégias pedagógicas, a dinâmica, ou
variáveis latentes/constructos:
qualquer outro tópico que julgue pertinente.
t $POUFÞEPNBUFSJBMEJEÈUJDP
A questão, portanto, suscitava diferentes
t 5BSFGBTFBWBMJBÎÍP enfoques sobre percepção dos alunos em relação
t 'FSSBNFOUBTEFDPNVOJDBÎÍP GØSVOTFEJÈ- a aspectos importantes para a qualidade do curso.
rio de bordo).
IV. ATRIBUIÇÃO DE SIGNIFICADOS ÀS
t .FEJBEPSFTQFEBHØHJDPT
RESPOSTAS DOS ALUNOS
t "NCJFOUFWJSUVBMEFBQSFOEJ[BHFN
IV.1. Quem são os alunos?
t 4VQPSUFUÏDOJDP

t "VUPBWBMJBÎÍP Após o processo de matrícula, recebimen-


to da documentação e distribuição dos alunos
O questionário foi enviado ao final do eixo
nas respectivas turmas, chegou-se ao número de
“A escola como espaço integrador de mídias”
5.852 cursistas distribuídos por 207 turmas.
que teve a duração de cerca de cinco meses.

Gostaríamos de ressaltar que 58,37% Tabela 1: Distribuição regional dos alunos.


dos alunos que responderam ao questionário Região Total de alunos
já havia realizado um curso na modalidade a Norte 1535
distância e, portanto, 41,63% nunca havia tido Nordeste 1866
contato com cursos nessa modalidade. Esses Sul 646
cursistas localizam-se, sobretudo, nas regiões Sudeste 834
Norte e Nordeste do país, e, como já foi dito, Centro-oeste 928
tiveram problemas de conectividade, o que é SEED 43
reportado frequentemente pelos alunos aos Total 5852

mediadores pedagógicos.

RBAAD – Atribuição de significado a partir da análise qualitativa de respostas dos alunos, através da criação de
classes para estudo
Sabíamos que os alunos possuíam ní- Tabela 2: Local de acesso
vel educacional superior, mas não sabíamos Local de acesso − Brasil
a distribuição por pós-graduação, como é de- Casa 4.244

monstrado a seguir. Casa de amigos 100


Escola 763 15
Gráfico 1: Escolaridade dos alunos Lan House 108

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NTE 365
Escolaridade - Brasil Não tem como acessar 20
4,5% Sem resposta 246
Especialização Total 5.876
40,5%
Mestrado

Doutorado De forma geral, há um equilíbrio no


Graduação número de cursistas pertencentes às duas
54,4%
Vazia Redes de Ensino: Estado e Município, con-
2,5%
forme Gráfico 3.
0,2%
Gráfico 3: Distribuição pela rede de ensino

Os alunos possuíam acesso à internet de


Acesso a internet - Brasil
diversas formas, como evidenciado no Gráfico 2:
4,4%
Estadual
Gráfico 2: Acesso à Internet
Municipal

Acesso a internet - Brasil Sem resposta

4,4% 39,3%
3,2% Banda larga
56,2%
Discado
19,1%

GESAC (radio)

Radio
3,2% 60,4%
IV. 2- Resultados colhidos
Não sabe
9,7%
Sem resposta Após prepararmos o corpus da pesqui-
sa, que compreendeu as 2.138 respostas des-
sa questão, o software Alceste, por meio da
Ainda em relação ao acesso, verificamos
análise hierárquica descendente, classificou
que 72,2% dos cursistas afirmam acessar o
as U.C.E (Unidades de Contexto Elementar) e
curso de casa e, em segundo lugar, da escola
organizou-as em seis classes que foram sepa-
onde trabalhavam (13,5%).
radas em dois grandes grupos: um, formado
pelas Classes 1, 6 e 5, e o outro, pelas demais
classes como podemos verificar na Figura 1.

Volume 11 - 2012
1ère classification

16
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16,0% 7,0% 20,0% 21,0% 16,0% 20,0%

Figura 1: Primeira classificação das classes das respostas à questão em análise.

Note-se que, como a solicitação era Ao analisarmos o conceito semântico


diversificada, assim foram as respostas obti- das formas reduzidas, agrupadas nas Classes
das. Verifica-se, no primeiro grupo, que uma 1, 6 e 5 (Figura 3), foi possível interpretar
classe compreendeu 20% das UCE analisadas cada uma, nomeando-as para fins do estudo.
pelo software e outras duas classes atingiram
CLASSE 1 – Uso das tecnologias na educação,
16% e 7%. Para fins deste artigo, fizemos o re-
corte das três primeiras classes como mostra- CLASSE 6 – Oportunidades geradas pelo curso,
do na Figura 2. CLASSE 5 – Percepção do curso (objetivos,
conteúdo das disciplinas, estratégias pedagó-
gicas, dinâmica).

16,0% 7,0% 20,0%

Figura 2: Recorte das classes analisadas.

RBAAD – Atribuição de significado a partir da análise qualitativa de respostas dos alunos, através da criação de
classes para estudo
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Figura 3: Formação das classes a partir do software Alceste e o recorte da primeira


classificação.

IV.3. Atribuindo significado às classes demonstram a forma na qual os conteúdos do


curso foram importantes.
Verificamos, a partir da análise do con-
teúdo da Classe 1, que os respondentes sina- O curso tem aprimorado meus conheci-
lizaram para uma mudança nas práticas pe- mentos sobre a utilização de novas tec-
dagógicas em sala de aula, por meio do uso nologias e mídias no contexto escolar,
de recursos digitais multimídia. Os depoi- fazendo- me refletir sobre o meu papel,
enquanto educadora, na busca de novas
mentos dos alunos, como ilustrado a seguir,

Volume 11 - 2012
formas e métodos para promover a (...) o curso trouxe-nos uma nova visão
aprendizagem dos meus alunos. (*Ind_26 de entendimento sobre a importância das
*Gen_F *Turma_BA02 *Rede_E) tecnologias na área educacional. Tam-
bém nos fez refletir sobre a situação atual
Algumas respostas agrupadas na Classe de professores, escolas, e demais membros
18
1 merecem uma atenção especial em de- da gestão escolar sobre a responsabilidade
corrência do público-alvo do curso ter sido de uso das tecnologias como uma nova e
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constituído por professores e profissionais atraente forma de melhorar a qualidade


da educação vinculados às secretarias esta- da educação (*Ind_669 *Gen_M *Tur-
ma_MT08 *Rede_M).
duais e municipais, e distribuídos por todas
as Unidades da Federação. O corpo discente Na classe 6, os respondentes apontaram
foi composto por: formadores / multiplica- para as oportunidades que a participação no
dores do ProInfo Integrado; formadores do curso propiciou. A palavra “oportunidade” foi
Programa Mídias na Educação; professores- a que apresentou o maior valor de qui-qua-
-formadores do ProInfantil; formadores do drado, ou seja, foi a palavra que mais repre-
Programa TV Escola; tutores do Programa sentou o significado da classe.
Formação pela Escola; professores e gestores
escolares efetivos da rede pública de ensino.
Trata-se, portanto, de um grupo que possui
uma visão crítica da educação e cuja opinião
corrobora com o intuito da pesquisa, que foi
verificar a qualidade do curso.

Figura 4: Rede da palavra “oportunidade” na Classe 6.

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Algumas outras palavras reduzidas tam- O curso está atendendo bem aos objeti-
bém surgiram com grande intensidade, tais vos que almejava, pois os conteúdos, as
como “aprendizagem”, “conhecimentos adqui- estratégias e dinâmica durante as disci-
plinas facilitam a construção do conhe-
ridos”, ‘aperfeiçoamento” e “profissional” evi-
cimento tanto individual quanto coleti- 19
denciando, desta forma, que o aprofundamen-
va. (*Ind_971 *Gen_F *Turma_AM05
to em questões pedagógicas ligadas à educação
*Rede_M)

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com meios digitais pode trazer na vida profis-
O curso é excelente e totalmente neces-
sional dos alunos do curso.
sário aos educadores, e seu conteúdo
(...) uma grande oportunidade para abrange o que realmente precisamos
mim. Estou muito orgulhosa de estar para o dia a dia, as estratégias e as di-
participando deste curso. Desejo concluir nâmicas são bem preparadas e emprega-
com muito sucesso e aproveitar os conhe- das. (*Ind_982 *Gen_M *Turma_MS01
cimentos para aprimorar minha prática *Rede_E)
profissional. (*Ind_254 *Gen_F *Tur- O curso tem contribuído bastante em
ma_AL09 *Rede_M) minha prática pedagógica. Os conteúdos
(...) trabalho num laboratório de in- das disciplinas favorecem a reflexão sobre
formática e o curso tem sido a minha a prática. A dinâmica do curso é excelen-
TABUA DE SALVACAO. Sei que muito te, pois permite o acesso aos conteúdos,
tenho a aprender, mas tenho certeza que às contribuições dos colegas (*Ind_1227
hoje já posso me considerar alfabetiza- *Gen_F *Turma_TO06*Rede_M)
da, tecnologicamente falando. (*Ind_354
*Gen_M *Turma_RS01 *Rede_E)
V. COMENTÁRIOS FINAIS
(...) os conhecimentos que adquiri no
desenrolar deste curso foram de suma Podemos dizer, assim como Bardin
importância para meu desempenho pro- (2003), que o software Alceste realiza uma aná-
fissional e isto tem assegurado-me mais lise automática das redes de palavras associadas.
autonomia e melhorado minha auto es-
Essa análise que realizamos apoiou-se nos pro-
tima em relação as decisões que tenho
cedimentos informatizados a partir do corpus da
de tomar (*Ind_1455 *Gen_F *Turma_
MG06 *Rede_E) pesquisa, constituído das respostas dos alunos.
Vimos as relações entre as palavras e não apenas
a frequência das ocorrências dessas palavras. A
A Classe 5 foi nomeada como “Percepção relação entre as palavras é que torna o corpus da
do curso” e aglutinou palavras relativas ao as- pesquisa rico para nossas inferências. Neste ar-
pecto acadêmico do curso como “currículo”, “es- tigo, procuramos atribuir significado a essas re-
tratégias pedagógicas”, “estratégias de aprendiza- lações que constituíram as classes. Muito ainda
gem” e “conteúdos”. Esta classe agrupou 20% das há para ser analisado, incluindo as relações entre
UCE classificadas. Concluímos, ao analisar estas as classes a fim de que possamos perceber as
respostas ,que o curso tem sido visto de forma representações cognitivas e sociais que os alu-
positiva em seu aspecto acadêmico pelos alunos, nos fazem a partir de um curso na modalidade
como ilustrado pelos depoimentos abaixo: a distância.

Volume 11 - 2012
AGRADECIMENTO

Agradecemos ao Prof. Cilio Ziviani pe-


las contribuições que tem aportado ao grupo
20 de pesquisa Avaliação e Cooperação em EAD
ao longo desses anos.
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REFERÊNCIAS

BARDIN, Laurence. L’ analyse de contenu


et de la forme des communications, in
MOSCOVICI, Serge; BUSCHINI, Fabrice. Les
méthodes des sciences humaines. 1er édition.
Presses Universitaires de France. Paris, 2003.
JODELET (2003, p.140), in MOSCOVICI,
Serge; BUSCHINI, Fabrice. Les méthodes
des sciences humaines. 1er édition. Presses
Universitaires de France. Paris, 2003.
NASCIMENTO, Adriano Roberto Afonso do;
MENANDRO, Paulo Rogério Meira. Estudos e
pesquisas em psicologia, UERJ, RJ, ano 6, n. 2,
2º semestre de 2006.
PHILOGÈNE e MOSCOVICI (2003), in
MOSCOVICI, Serge; BUSCHINI, Fabrice. Les
méthodes des sciences humaines. 1er édition.
Presses Universitaires de France. Paris, 2003.
ROQUE, Gianna Oliveira, CAMPOS, Gilda
Helena Bernardino de & FONSECA, Marcus
Vinícius de Araújo. Quality assurance in dis-
tance learning: a study in higher education.
CSEDU 2011. Noordwijkerhout, Holanda, 2011
ZIVIANI, Cílio; CAMPOS, Gilda Helena
Bernardino de; ROQUE, Gianna Oliveira &
NUNES, Bernardo Pereira. Análisis de los
principales componentes de un curso en línea.
CISCI 2011. Florida, EUA, 2011.

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