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APRESENTAÇÃO

A Previdência Social é um direito garantido pela Constituição Federal de


1988 e tem como objetivo prestar assistência financeira àqueles que se
encontram afastados do trabalho, temporária ou definitivamente, por
motivos de doença, invalidez ou morte (quando há a concessão de
pensões), ou por terem completado os requisitos previstos em lei para a
aposentadoria.

Por acreditar e defender um País mais justo, o CLP – Liderança Pública


defende uma Reforma da Previdência para fortalecer a capacidade da
gestão pública em investir em políticas públicas que visem o
desenvolvimento da nação.

Para isso, desenvolvemos este manual com os principais pontos da


Reforma da Previdência, seu histórico e impacto direto na sociedade, no
intuito de abrir um canal para o diálogo franco e correto sobre o tema.

ANA MARINA DE CASTRO


Diretora de Mobilização

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Quem somos
A Reforma da Previdência e seu Contexto
Propostas
Sete Mitos sobre a Reforma
Agenda Mínima da Reforma
O CLP - Liderança Pública e sua atuação
QUEM SOMOS

“O CLP – Liderança Pública é uma organização sem fins


lucrativos e suprapartidária que há dez anos trabalha
para tornar o Brasil um país mais democrático e que
ofereça uma vida digna aos seus cidadãos”

DESENVOLVEMOS líderes públicos que engajam a sociedade;


TRABALHAMOS há dez anos por uma gestão pública
mais eficiente;
CONTRIBUÍMOS para que ideias inovadoras saiam do papel
e se tornem soluções concretas;
UNIMOS líderes públicos em uma rede focada em solucionar
os problemas públicos do país;
PROMOVEMOS mudanças sistêmicas no país por meio
do trabalho de advocacy em causas que acreditamos serem
alavancas importantes de transformação para estimular
mudanças efetivas.

O CLP – Liderança Pública é uma organização sem fins lucrativos e suprapartidária


que há dez anos trabalha para tornar o Brasil um país mais democrático e que ofereça
uma vida digna aos seus cidadãos. Desenvolvemos pessoas para que se tornem líderes
públicos e atuamos para mobilizar a sociedade e o poder público na defesa de causas
que fortaleçam a democracia e melhorem o funcionamento do Estado brasileiro.
Acreditamos que, somente assim, será possível termos um país que garanta
a cada brasileira e brasileiro a oportunidade de uma vida mais digna.

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A REFORMA DA PREVIDÊNCIA
E SEU CONTEXTO

HISTÓRICO

A Lei Eloy Chaves, de 1923, é considerada o marco inicial da história da Previdência brasileira.
Basicamente, essa norma estabeleceu a criação de uma Caixa de Aposentadoria e Pensão
(CAP) para ferroviários de cada uma das empresas do ramo na época.

Em 1930, durante a Era Vargas, foi criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que
passou a cuidar das questões relacionadas à Previdência. Também foi abolido o sistema
CAPs, que foi substituído pelos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs).

Em 1960, foi criada a Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS), que tinha como objetivo
uniformizar os direitos estabelecidos entre os institutos criados dentro do sistema IAP.
Em 1966 é criado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Instituto
Nacional de Previdência Social (INPS) – que hoje é conhecido como Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS) – para unificar a administração da Previdência Social no Brasil.

A Constituição de 1967, criada durante o regime militar, coloca em seus artigos alguns
direitos trabalhistas e de seguridade social. Entre eles estão: salário mínimo, salário
família, a proibição de diferenciação de salários por conta de sexo, cor e estado civil,
jornada de trabalho de oito horas e férias remuneradas.

Em 1991, no Governo Collor, ficou determinado que os benefícios levassem em conta a


correção monetária, medida essencial em função da inflação à época.

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Já no Governo Fernando Henrique, em 1998, as mudanças foram maiores: a partir de
então, não seria mais considerado o tempo de serviço do trabalhador, e sim o tempo de
contribuição para o INSS, definido como 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Além disso, a reforma do governo FHC implantou o Fator Previdenciário (fórmula que
leva em conta idade, tempo de contribuição e sobrevida no cálculo do valor da
aposentadoria que o cidadão irá receber).

Já no Governo Lula, as mudanças têm como foco o funcionalismo público. Em 2003, a


reforma cria um teto para os servidores públicos federais, institui a cobrança da
contribuição para pensionistas e inativos do RPPS, e altera o valor do benefício, que antes
era sempre integral.

Durante o Governo Dilma Rousseff, implementa-se outra mudança conhecida como


Regra 85/95 Progressiva. Pela regra, trabalhadores que somem sua idade ao tempo de
contribuição e tenham como resultado 85 pontos (para mulheres) e 95 pontos (para
homens) podem aposentar-se sem utilizar o Fator Previdenciário no cálculo de seus
benefícios previdenciários (essa regra vale somente para as aposentadorias por
contribuição nas quais o fator é usado).

Desde o Governo Temer a aprovação de uma reforma da Previdência está em pauta.


O Governo Jair Bolsonaro também está buscando aprovar uma reforma. O Ministro da
Fazenda, Paulo Guedes, propõe medidas que dêem mais sustentabilidade ao regime de
repartição e uma transição para uma previdência com menos grupos privilegiados.

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PROPOSTAS

GOVERNO FHC
- Aposentadoria: de “tempo de serviço” para “tempo de contribuição”
- Tempo de contribuição: 35 anos para os homens e 30 anos para
as mulheres
- Funcionalismo público: período mínimo de contribuição de 10 anos
ao regime do serviço público e de 5 anos no cargo
- Implementação do Fator Previdenciário
- Tentativa, sem sucesso, de estabelecer idade mínima para o RGPS - Regime
Geral de Previdência Social

GOVERNO LULA
- Foco: regimes de Previdência Social dos servidores públicos
- Benefício do servidor público passou a ser calculado de acordo
com a média de sua contribuição a um fundo de previdência
- Cobrança de 11% de contribuição previdenciária dos servidores
públicos aposentados
- Teto de valor para benefícios de aposentadoria dos servidores
estaduais e federais

GOVERNO DILMA ROUSSEFF


- Regra 85/95 Progressiva: de acordo com essa regra, trabalhadores
que somem sua idade ao tempo de contribuição e tenham como
resultado 85 pontos (para mulheres) e 95 pontos (para homens)
podem se aposentar sem que o Fator Previdenciário influencie no
cálculo de seus benefícios previdenciários (essa regra vale somente
nas aposentadorias obtidas por tempo de contribuição)

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GOVERNO DILMA ROUSSEFF
(MEDIDAS PROVISÓRIAS E MEDIDAS ADMINISTRATIVAS)

- Reformas implementadas nas regras de concessão dos seguintes


benefícios:
Seguro Desemprego
Seguro Defeso
Abono Salarial
Pensão por Morte
Auxílio Doença

GOVERNO MICHEL TEMER


- Governo tenta, sem sucesso, aprovar uma reforma com os seguintes pilares:
Idade mínima de 65 anos, após período de transição, para obtenção
de aposentadoria
Mudanças na Previdência Rural
Mudanças na concessão da pensão por morte
Mudanças no BPC – Benefício de Prestação Continuada
Mudança no cálculo do valor dos benefícios
de aposentadoria e pensões
Estabelecimento de regras de transição

SITUAÇÃO PREVIDENCIÁRIA ATUAL


- O gasto com o RGPS - Regime Geral de Previdência Social, RPPS - Regime Próprio de
Previdência Social (dos servidores públicos federais, civis e militares) e FCDF (Fundo
Constitucional do Distrito Federal) correspondem a 53% da despesa primária do
Governo Federal;
- Somando com o BPC - Benefício de Prestação Continuada, essa conta chega a 57%
da despesa primária do Governo Federal;
- O Governo Federal gasta com Previdência o triplo do que gasta com Educação, Saúde
e Segurança Pública somados.

Implementar ajustes na Previdência Social é medida essencial para o reequilíbrio dos


orçamentos e da trajetória de endividamento da União, retomada da capacidade de
investimento público em agendas prioritárias, como Educação, Saúde e Segurança
Pública, além da melhoria das condições de governança na União e nos estados.
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7 MITOS SOBRE A REFORMA

Não existe déficit da Previdência

Essa tese é defendida por sindicatos e associações que representam servidores de elite,
que podem se aposentar pelo salário máximo integral do funcionalismo. Esses grupos
de interesse têm muito a perder com a reforma da Previdência. Auditoria do TCU já mostrou
que o déficit da previdência foi de R$ 226,9 bilhões em 2016, e o déficit da Seguridade Social
foi de R$ 264,9 bilhões. Mesmo pela metodologia usada por quem diz que não há déficit,
o resultado para 2016 é um déficit de R$ 57 bilhões, e em 2017 o déficit foi de mais de
R$ 100 bilhões. Em 2018, o déficit aumentou muito, e muito rapidamente: R$ 195 bilhões.

As pessoas trabalharão até morrer

Para medir a sustentabilidade da previdência é preciso calcular a expectativa de sobrevida,


ou seja, quantos anos espera-se que viva uma pessoa a partir da data e idade em que se
aposenta. E essa taxa é mais elevada que a expectativa de vida, com poucas diferenças
entre as regiões e as pessoas ricas e pobres. No Nordeste, uma pessoa de 60 anos
atualmente tem expectativa de viver até os 81 anos e no Sudeste, por exemplo, até os 83.

Será preciso trabalhar 40 anos para se aposentar

O tempo mínimo de contribuição passará de 15 para 20 anos para os trabalhadores do RGPS


- Regime Geral de Previdência Social. O trabalhador que se aposentar com tempo mínimo
de 20 anos terá direito a 60% do valor do benefício de aposentadoria. Quem contribuir por
35 anos, receberá 90% do valor da aposentadoria. Para cada ano adicional de contribuição,
haverá acréscimo de 2%, até alcançar os 100% do valor da aposentadoria com 40 anos
de contribuição. As mudanças de cálculo do valor de benefício valem para quem ganha
acima de um salário mínimo (mantido como piso).

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Para os servidores públicos nos regimes especiais de Previdência Social, além
da introdução de uma idade mínima, haverá obrigatoriedade de contribuir por,
no mínimo, 25 anos tendo, no mínimo, 10 anos de trabalho no serviço público.
As propostas de regras especiais para professores, militares, trabalhadores
em condições prejudiciais à saúde, entre outros, garantem idades mínimas
e tempos de contribuição ainda menores que as dos demais segmentos.

A Reforma vai diminuir o valor da aposentadoria


de todos os trabalhadores

Nada muda no valor para que já está aposentado, para quem já tem direito de se aposentar
ou para dois terços dos brasileiros que ainda não se aposentaram, uma vez que o menor
benefício da previdência continuará sendo o salário mínimo.

A Reforma prejudica os pobres e não mexe


com os mais ricos

Na verdade, com a reforma ricos e pobres se aposentarão com a mesma idade.


Além disso, as aposentadorias do setor público, que atualmente podem superar
os R$ 20 mil mensais, ficarão limitadas ao teto das aposentadorias do setor privado,
que é de, aproximadamente, R$ 5,8 mil.

Se é para acabar com privilégios, por que não


mexem com as aposentadorias de políticos, juízes,
procuradores e militares?

As aposentadorias de juízes, procuradores e desembargadores serão afetadas pela Reforma


e seguirão as mesmas regras das aposentadorias dos demais servidores públicos. O mesmo
acontece com novos congressistas. Com a Reforma, esses só poderão se aposentar pelo
Regime Geral, uma vez que o Plano de Seguridade Social da categoria não receberá
novos participantes. O Governo já propôs uma legislação que promove mudanças
na Previdência dos militares. 8
Por que não cobrar a dívida das grandes empresas
com a Previdência ao invés de fazer a Reforma?

A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) trabalha justamente para processar


os devedores e cobrar a dívida. Em média, são recuperados R$ 4 bilhões por ano.
No entanto, o prazo médio de execução fiscal é de quase 10 anos e apenas 26%
das ações têm chances de recuperar o valor integral da dívida.

Dos R$ 427,4 bilhões de dívidas que a União pode cobrar, 63% (R$ 269,4 bilhões)
possuem chance remota de recuperação. São créditos classificados como “C’ e “D”.
Mesmo os créditos com nota “A” (R$41,5 bilhões) e com nota “B” (R$ 116,4 bilhões)
possuem chance de recuperação, de, respectivamente, 70% e 50%.

Mesmo que o Governo recupere esses R$ 157,9 bilhões (possibilidade altamente


remota), esse valor mal cobriria poucos meses do déficit do RGPS que, em 2018,
foi de R$195 bilhões.

AGENDA MÍNIMA
A Reforma da Previdência é vital para acabar com privilégios, promover o equilíbrio fiscal
e fortalecer a gestão pública. Por isso, o CLP defende uma agenda mínima para que a
Reforma seja eficaz:

- Convergência das regras que norteiam os Regimes Próprios de Previdência Social


(RPPS) e o Regime Geral de Previdência Social (RGPS);

- Estabelecimento do teto remuneratório do INSS para ambos os regimes, com outros


mecanismos de Previdência complementar;

- Estabelecimento de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, após


período de transição, com fim da aposentadoria apenas por tempo de contribuição.

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TRAMITAÇÃO
A tramitação começou na CCJC da Câmara dos Deputados que analisou a
constitucionalidade da PEC, aprovada por ampla maioria. Em seguida, foi criada uma
Comissão Especial objetivando discutir o mérito do texto. Nesse momento, os deputados
têm a possibilidade de fazer emendas ao projeto, alterando seu conteúdo. A Comissão
Especial terá o prazo de 40 sessões do Plenário para votar o parecer feito pelo relator.
Caso seja aprovada nesta Comissão, o texto irá ao Plenário.

Para aprovação em Plenário, é necessário que 308 deputados, em dois turnos de


votação, votem favoravelmente à reforma. Entre os dois turnos, é necessário esperar
um intervalo de cinco sessões. A PEC é arquivada se não obtiver o número mínimo
necessário de votos. Caso seja aprovada na Câmara, a matéria irá para a CCJ do Senado.
Quando aprovada, em seguida, vai ao Plenário daquela casa.

Para ser aprovado, o texto necessitará de, ao menos, 49 votos entre os 81 senadores,
também em dois turnos de votação. Se os senadores fizerem qualquer mudança
no texto aprovado pelos deputados, a matéria volta para reanálise da Casa Iniciadora
(Câmara dos Deputados). Se for aprovada com o mesmo conteúdo, segue
para promulgação.

Por fim, caso o texto seja aprovado, ele será promulgado pelo presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (DEM-AP). Após a promulgação, as novas regras previdenciárias
passarão a valer depois de 90 dias.

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DETALHANDO A PROPOSTA
DO GOVERNO BOLSONARO
O CLP vem acompanhando o ambiente de possíveis mudanças na previdência
e apresenta aqui os principais pontos da proposta:

• Idade mínima e tempo de contribuição: a proposta estabelece uma idade mínima


de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, englobando o Regime
Regime Geral de Previdência Social (RGPS) - operado pelo INSS - e o Regime Próprio
de Previdência Social (RPPS), responsável por controlar a aposentadoria dos servidores
públicos. O tempo mínimo de contribuição passará de 15 para 20 anos no INSS.
Já o funcionário público tem de contribuir por no mínimo 25 anos tendo, no mínimo,
10 anos de trabalho no serviço público para receber o benefício. O trabalhador que
se aposentar com tempo mínimo de 20 anos tem direito a 60% da aposentadoria.
Quem contribuir por 35 anos recebe 90% do valor da aposentadoria. Para cada ano
que o trabalhador permanecer na ativa, haverá acréscimo de 2% pontos percentuais,
até alcançar os 100% do valor.

• Idade mínima e tempo de contribuição para categorias especiais:


Há diferenciações para professores do RGPS, que ambos os sexos deverão ter
no mínimo 60 anos. Já os professores no RPPS terão uma idade mínima de 60 anos,
tempo de contribuição mínimo de 30 anos e necessidade de estar no serviço público
há 10 anos. Além disso, estabelece uma idade mínima de 55 anos para policiais
e agentes, com contribuição mínima de 30 anos para homens e 25 para mulheres.
Em relação aos agentes penitenciários, a contribuição mínima é de 20 anos para
ambos os sexos.

• Período de transição: Existem três regras de transição para quem está no RGPS
(Sistema de Pontos, Idade Mínima, Pedágio) e uma para quem está no RPPS:
* Sistema de Pontos: A soma da idade com o tempo de contribuição deve ser
de 86 anos para mulheres e 96 anos para homens. Além disso é necessário ter ao

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menos 30 anos de contribuição (mulheres) e 35 anos (homens). A pontuação aumenta
gradativamente até chegar a 100 pontos para mulheres ou 105 para homens. O aumento
é de um ponto a cada ano até chegar a 100 pontos para as mulheres em 2033 e 105
pontos para homens em 2028.

* Idade Mínima: Essa transição se inicia com uma idade de 56 anos para mulheres
e 61 anos para os homens. A idade sobe seis meses a cada ano até chegar aos 62 anos
para as mulheres em 2031 e 65 anos para homens em 2027. Além disso, mulheres deverão
ter 30 anos de contribuição e homens 35 anos, no mínimo.
* Pedágio: Para aqueles que estão prestes a se aposentar por tempo de
contribuição, porém ainda não possuem o tempo necessário (faltam 2 anos ou menos),
poderão se aposentar pelo Fator Previdenciário, desde que contribuam com o restante
do tempo necessário somado a um pedágio equivalente a 50% do tempo restante.
* RPPS: Para os servidores públicos, a transição ocorre através uma pontuação
que soma o tempo de contribuição com a idade mínima, começando em 86 pontos
para as mulheres e 96 pontos para os homens.

A transição prevê um aumento de 1 ponto a cada ano, tendo duração de 14 anos


para as mulheres e de 9 anos para os homens. O período de transição encerra-se
quando a pontuação alcançar 100 pontos para as mulheres, em 2033, e 105 pontos
para os homens, em 2028, permanecendo neste patamar.

• Transição para Capitalização: A proposta prevê a transição do regime de repartição


atual para um regime de capitalização (contas individuais). A gestão dessas contas seria
feita por entidades de caráter público e privado habilitadas pelo governo.

• Mudanças para estados e municípios: ttodas as mudanças no RPPS federal serão


válidas para os regimes próprios dos demais entes da federação. Estados, Municípios e o
Distrito Federal, caso registrem déficit financeiro e atuarial, deverão aumentar suas
alíquotas de contribuição para no mínimo 14%, e tem um prazo de 180 dias para
aprovarem regras diferenciadas.. Além disso, há a obrigatoriedade de criação ou adesão
à Previdência Complementar em até 2 anos.

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• Abono salarial: O abono salarial ficará limitado a quem receber até um salário mínimo por mês.

• Benefício de Prestação Continuada (BPC): Os critérios de acessos ao BPC mudam,


podendo ser concedido a idosos de baixa renda a partir dos 60 anos de idade, com valor
diferenciado de R$ 400,00 e no valor de um salário mínimo a partir dos 70 anos de idade.
Nada muda para os deficientes e para quem já recebe o BPC.

• Alíquota Progressiva: Serão estabelecidas alíquotas progressivas de contribuição.


Quem ganhar maiores salários, contribuirá mais.

* Para os segurados do RGPS, as alíquotas irão de 7,5% a 11,68% sobre o salário


de contribuição.
* Para os segurados do RPPS, as alíquotas irão variar de 7,5% até 22% de acordo
com o salário de contribuição.

• Aposentadoria Rural: estabelece uma idade mínima de 60 anos para homens e mulheres,
com um mínimo de 20 anos de contribuição.

*Segurado especial - A proposta estipula um valor mínimo anual de R$ 600,00


que o segurado especial (trabalhador rural que individualmente ou em regime
de economia familiar atua no campo em pequena propriedade rural) deverá
contribuir para contabilizar o ano no cálculo de tempo para concessão do benefício.

• Aposentadoria por incapacidade permanente: ocorrerá uma mudança do cálculo


do benefício, que passa a ser de 60% do valor da aposentadoria, somado a 2% por
ano de contribuição que exceder 20 anos.

*Exceção: pagamento de 100% da média dos salários de contribuição caso


a invalidez decorra de acidente de trabalho, doenças profissionais ou doenças de trabalho.

• Aposentadoria de congressistas: extinção dos atuais regimes especiais, com transição


para o RGPS.

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O CLP E SUA ATUAÇÃO

Em 2018, o CLP - Liderança Pública coordenou uma rede composta por mais
de 30 instituições da sociedade civil que buscavam promover mudanças no sistema
previdenciário. Dessa articulação, surgiu o movimento Apoie a Reforma.

Além disso, foram feitas diversas interlocuções com mais de 180 deputados e a produção
de conteúdos para as redes sociais que buscavam conscientizar sobre a importância
de mudanças na Previdência Social.

O CLP também atuou influenciando positivamente a proposta de emenda aglutinativa


apresentada pelo relator da matéria na Câmara dos Deputados.

Mais informações:
www.apoieareforma.com

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CONQUISTAS

Apoio na Mais de 20
construção Maior coalização milhões
da emenda da sociedade de pessoas
aglutinativa a favor da alcançadas com
apresentada Previdência publicidade via
em 2017 Rádio e TV

Mais de 180 Mais de 30


reuniões com entidades
parlamentares mobilizadas em
prol da causa

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APOIE A REFORMA
O Apoie a Reforma é uma movimento de pessoas
da sociedade civil que defendem uma Nova Previdência
para o Brasil. Mais sustentável, igualitária e justa.

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INFORMAÇÕES
COORDENADORA DO PROJETO
Flávia Pedrosa | flavia.pedrosa@apoieareforma.com

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Laís Cavassana | lais.cavassana@loures.com.br
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