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PSILOCIBINA

A Psilocibina é um composto psicodélico produzido de forma natural em mais de


200 espécies de cogumelos. Ao ser ingerida, a psilocibina é rapidamente metabolizada
em psilocina, que age nos receptores serotoninérgicos no cérebro como agonistas,
promovendo alterações qualitativas e quantitativas do funcionamento cerebral. Os efeitos
dessa substância no organismo incluem alterações de pensamento, com mudanças na
percepção de tempo, de cores, alterações da memória, déficits de atenção, letargia e
dificuldades no autocontrole, sensações corporais incomuns, alucinações, amplificação
dos sentidos, paranóia, euforia, medo e pânico. Esses efeitos começam 40 min após a
ingestão e usualmente duram entre 2 a 6 horas, mas os efeitos parecem durar mais,
porque a droga distorce a percepção do tempo. A psilocibina pode ser ingerida oralmente
(em cerimônias onde os cogumelos são comidos) ou injetada de forma intravenosa, tendo
baixa toxicidade.
A psilocina é um potente agonista do receptor 5-HT​2A. Esse
​ receptor estimulatório é
amplamente encontrado no Sistema Nervoso Central (SNC), tendo maior concentração
em áreas xomo o neocórtex pré-frontal (associado aos delírios), parietal (associado à
aprendizagem) e somatosensório (associado com alucinações). Os Psicodélicos (ex. LSD,
DMT da ayahuasca, etc) em geral possuem atividade estimulante do córtex, o que reduz
fortemente a secreção de noradrenalina e dopamina nessa parte do cérebro.
Pesquisas recentes mostram que a psilocibina tem bons resultados no tratamento
do Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC). Moreno et al (2006) buscou observar a
segurança, tolerabilidade e eficácia da psilocibina no tratamento de pacientes com esse
transtorno, sendo observada uma redução significante dos sintomas. Os autores sugerem
que a ingestão de psilocibina pode facilitar que os sujeitos experienciem um estado de
consciência que podem levá-los ao desenvolvimento de poderosos insights e à resolução
de profundas questões existenciais e espirituais que são conteúdo comum das obsessões
no TOC. Outra aplicação da psilocibina é com pacientes terminais de câncer, para o
tratamento da ansiedade, desespero e isolamento que acompanham a doença. O estudo
realizado nos EUA pela Harbor-UCLA Medical Center encontrou que os sujeitos
submetidos à ação da psilocibina apresentaram melhoras do humor e regulação da
ansiedade, bem como a diminuição da percepção de dor e da necessidade de medicação
para o tratamento da dor.
1ª LISTA DE PSICOFARMACOLOGIA

1. Com base nessas informações sobre a psilocibina, ela pode ser usada como uma
droga recreativa? Cite algumas características dessa droga que podem facilitar ou
atrapalhar esse uso.

2. Ao pensarmos nas alterações neuroquímicas que a Depressão provoca no cérebro


(baixa secreção de NOR, DA e 5HT), a psilocibina poderia ser utilizada para o
tratamento de Depressão? Justifique.

3. Apesar da sua baixa toxicidade, doses altas de psilocibina podem provocar


intoxicação. Qual droga poderia ser utilizada como antídoto, nesse caso?
Justifique.

4. A psilocibina pode ser injetada no sangue ou ingerida na forma de cogumelos


frescos. Pensando na injeção de 50 mg de psilocibina ou na ingestão de
cogumelos até totalizar 50 mg de psilocibina, você esperaria diferenças nos
efeitos dessas duas formas de uso? Justifique.

5. Analise o tempo para iniciar os efeitos da psilocibina após a ingestão e a sua


duração. Com base nisso, construa um gráfico de Ação vs. Tempo e estime
aproximadamente sua meia-vida.

6. Ao compararmos esse alucinógeno com outras drogas psicoativas que a maioria


das pessoas se expõe comumente (tais como álcool, nicotina, cafeína, maconha,
fluoxetina - um antidepressivo bloqueador da recaptação de 5HT, clonazepam -
um ansiolítico agonista do receptor de GABA), qual(is) dessas drogas teria(m) um
efeito semelhante à psilocibina ou poderia(m) amplificar os seus efeitos?
Justifique.