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Tarefa 3

Objectivos da sessão:
● Perceber a estrutura e os conceitos implicados na construção do Modelo de Auto-
Avaliação das Bibliotecas Escolares.
● Entender os factores críticos de sucesso inerentes à sua aplicação.

A implementação do Modelo de Auto-Avaliação requer


uma liderança forte e uma mudança de atitude e de práticas por
parte do professor bibliotecário e da escola.

O modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares, deve ser


entendido como uma contribuição para o desenvolvimento das bibliotecas
escolares, tendo como objectivo facultar um instrumento pedagógico e de
melhoria contínua, que faculte à escola/agrupamento e professores
bibliotecários (e sua equipa), avaliar o desempenho da biblioteca escolar e o
seu impacto no funcionamento global da escola e nas aprendizagens dos seus
alunos, permitindo ainda identificar as áreas de sucesso ou aquelas em que por
terem apresentado um menor sucesso, devem requerer mais empenho,
investimento e reflexão das metodologias praticadas.

“Convém sublinhar que a avaliação não constitui um fim, devendo ser


entendida como um processo que deverá conduzir à reflexão e deverá originar
mudanças concretas na prática”.
In “Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar”(RBE,2010)

Assim sendo este modelo basicamente pretende:


- Contribuir para que a BE seja capaz de produzir resultados que
contribuam para os objectivos educacionais da escola em que está inserida;
- Avaliar a qualidade e eficácia da BE, e não o professor bibliotecário (e
a sua equipa), e como tal deve ser encarado como um processo pedagógico,
regulador, procurando uma melhoria contínua da BE, que conduzirá
inequivocamente a uma reflexão, permitindo identificar de forma mais clara os
pontos fortes e fracos da sua acção (através da recolha de evidências) que
provocará mudanças concretas na prática, pois servirá como orientador no
estabelecimento de objectivos e prioridades a estabelecer dentro do contexto
em que a BE se insere;
- Pretende que alguns procedimentos sejam formalizados e promovidos
de forma a criar algumas práticas habituais e não apenas com vista somente à
avaliação.

“Hoje, a avaliação centra-se, essencialmente, no impacto qualitativo


da biblioteca, isto é, na aferição das modificações positivas que o seu
funcionamento tem nas atitudes, valores e conhecimento dos utilizadores.
Interessa-nos aferir o sucesso do serviço, centrado, essencialmente, nos
resultados, vistos como as consequências ou impactos dos serviços que
prestamos junto dos utilizadores”.
In texto da sessão, “O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares:
problemáticas e conceitos implicados”, Cram (1999)

Neste âmbito, trata-se de aferir a eficiência dos serviços que a BE presta


junto dos seus utilizadores, bem como os resultados que produziram.
Neste contexto, o modelo de Auto-Avaliação apresentado pela RBE,
pretende apontar o caminho, a metodologia e a operacionalização a seguir, que
pressupõe a motivação individual da equipa da BE, a liderança do professor
bibliotecário que tem de mobilizar a escola para a implementação do modelo e
ainda uma mudança de atitude e de práticas em todos os envolvidos neste
processo.
Assim, o professor bibliotecário tem de enfrentar novos desafios pela
frente, tem de assumir um papel educativo, e esse papel passa por uma
liderança significativa. Num excerto do texto “ Professores Bibliotecários
Escolares: resultados da aprendizagem e prática baseada em evidências”
(IFLA, 2002) Ross Told, entende que a liderança do professor bibliotecário
deve incluir:
● Liderança Informada - participar e aprender com a investigação de
campo e utilizar esta investigação para delinear as iniciativas educativas;

● Liderança Determinada – ter uma visão clara dos resultados de


aprendizagem dos alunos desejados, centrando-se na estrutura intelectual que
lhes permita construir o conhecimento, compreensão e significado;

● Liderança Estratégica - ter um plano claro para traduzir a visão


centrada na aprendizagem em acções, através da aprendizagem baseada em
investigação e envolvimento com uma diversidade de fontes e formatos de
informação;

● Liderança Colaborativa - construção de parcerias através de uma


filosofia compartilhada sobre a aprendizagem baseada em investigação para a
construção de compreensão e conhecimento;

● Liderança Criativa - combinar criativamente os recursos para obter um


valor real, e documentar as evidências das suas acções em termos de
resultados de aprendizagem reais dos alunos;

● Liderança Renovável - ser bastante flexível e adaptável, aprendendo,


mudando e inovando continuamente, pensar para além das formas tradicionais
de fazer e ser;

● Liderança Sustentável – estabelecer evidências locais, identificando


e celebrando as realizações, resultados, impactos.

Estas dimensões de liderança serão o alicerce para um futuro desejável


do papel dos professores bibliotecários. Nesta perspectiva, a função educativa
do professor bibliotecário é pretender que os seus utilizadores criem
conhecimento e saber, sejam capazes de interagir num mundo de informação
extraordinário, mas por vezes um pouco complexo, sendo capazes de
desenvolver novas compreensões, percepções e ideias – criação de
conhecimento.
Esta liderança pressupõe que o professor bibliotecário tenha uma visão
e gestão estratégica do desenrolar de todo o processo de auto-avaliação de
acordo com os objectivos da escola definidos para o sucesso, impulsione uma
cultura baseada em evidências e seja um comunicador atento, articulando as
prioridades.
Assim, cabe-lhe mobilizar a escola evidenciando a necessidade e o valor
da implementação do modelo de auto-avaliação proposto pela RBE, que requer
um conhecimento aprofundado do mesmo. Realizar junto de toda a
comunidade educativa a definição precisa de conceitos e processos do modelo,
bem como a sua calendarização e ainda realçar o contributo de cada um no
processo.
Para tal, o professor bibliotecário deve ainda evidenciar as seguintes
competências:
● Ser um comunicador efectivo no seio da instituição;
● Ser proactivo;
● Saber exercer influência junto de professores e do órgão directivo;
● Ser útil, relevante e considerado pelos outros membros da
comunidade educativa;
● Ser observador e investigativo;
● Ser capaz de ver o todo - “the big picture”;
● Saber estabelecer prioridades;
● Realizar uma abordagem construtiva aos problemas e à realidade;
● Ser gestor de serviços de aprendizagem no seio da escola;
● Saber gerir recursos no sentido lato do termo;
● Ser promotor dos serviços e dos recursos;
● Ser tutor, professor e um avaliador de recursos, com o objectivo de
apoiar e contribuir para as aprendizagens;
● Saber gerir e avaliar de acordo com a missão e objectivos da escola.
● Saber trabalhar com departamentos e colegas.
In “O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares”, Eisenberg e Miller (2002).
Não restam dúvidas, que o papel do professor bibliotecário é
preponderante na mudança da organização e gestão da BE, tornando-a num
espaço de conhecimento e aprendizagem, formando para a leitura e para as
literacias em trabalho colaborativo e articulado com toda a comunidade escolar,
em especial com os vários departamentos, na gestão da BE baseada numa
postura de investigação e de aprendizagem contínua, e ainda na aferição de
evidências/avaliação.
Como tal, são fulcrais num professor bibliotecário a sua liderança e
competências, quer na valorização de uma BE bem como na implementação
do Modelo de Auto-Avaliação.
Contribuíra uma grande motivação intrínseca, mas necessitará também
de motivação extrínseca.

Formanda: Glória Arantes