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PÁSCOA JUVENIL

ANO C

MOVIMENTO EDA-REMAR
Não penseis que vim trazer a paz à terra;
não vim trazer a paz, mas a espada.
Porque vim separar o filho do seu pai,
a filha da sua mãe e a nora da sua sogra;
de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares.
Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.
Aquele que conservar a vida para si, há-de perdê-la;
Aquele que perder a sua vida por causa de mim, há-de salvá-la.
Mateus, 10, 34 - 39

Saudações Náuticas Car@ Amig@,

A compilação que você tem em mãos, nada mais é que um instrumento para
orientar as ações e celebrações durante o tríduo pascal, momento tão
significativo para a fé-práxis do cristão. Que ele então sirva ao que veio,
e nós sejamos igualmente instrumentos!

"Se é pra ir pra luta eu vou,


se é pra tá presente, eu tô.
Pois na vida da gente o que vale é o amor."

Zé Vicente
O Tríduo Pascal

Devemos Celebrar a páscoa de Cristo não só na Semana Santa,


nem apenas nos domingos de missa, mas sim em nossa vida como um
todo, em nossas atitudes cotidianas, até para que possamos ser mais
coerentes com o evangelho. Jesus, inclusive, nos ensina como deve ser
esse processo. Através de sua Pedagogia Libertadora e também
mostrando o que é Educação Popular, Cristo na quinta feira Santa,
princípio do tríduo pascal com a chamada "Ceia do Senhor", antecipa em
ensinamentos através do ritual da partilha do pão, tudo aquilo que viria
a acontecer na sexta, da paixão e morte Dele, quando ajunta tudo que
ensinou na quinta e dá testemunho através de suas ações. No dia
seguinte, o tríduo prossegue tendo seu centro na Vigília Pascal do
Sábado Santo, que simboliza a esperança daquilo que virá e encerra-se
com a missa vespertina do Domingo da Páscoa.

O Tríduo Pascal não é – saibamos todos - um processo que tão


somente nos prepara para o Domingo da Páscoa, mas que na verdade,
guarda a cada dia, a cada celebração, a cada vivência uma riqueza de
significados e valores que deve ser observado e vivido.

Tem muita gente que quer chegar aos festejos do Domingo da


ressurreição mas sem querer conversa com os sacrifícios da sexta-feira.
Aí acontece o que aconteceu com Pedro que viu Jesus andando sobre as
águas e desafiou: “Se é você mesmo (= se é verdade que você
ressuscitou), faça eu ir até aí!” Pedro quer ressuscitar, mas não quer
passar pela cruz. Jesus que sabe deixar errar pra que a gente aprenda a
fazer o certo, diz, “Vem”. Pedro abandona o barco e até obtém
resultados significativos por um tempo, mas logo cai em si e afunda,
porque não tinha a base certa, não tinha em seu testemunho a base de
quem já viveu.
QUINTA-FEIRA SANTA
Tudo então na Quinta-Feira Santa nos leva à descoberta do amor
prático, ou como diria Pe. Camilo Torres, mártir santo revolucionário, “o amor
eficaz para todos”.
Desejando celebrar a páscoa com os seus discípulos (Cf. Lc 22,14-15),
ele então os reúne, lava os seus pés (como ato de uma vida de serviço, nos
jogando uma responsabilidade imensa... Se ele que foi o Mestre nos lavou os
pés, imaginem o que devemos fazer com nossos irmãos para sermos coerentes
com Cristo?) e com eles celebra a Ceia Santa. Nas palavras do Beato Guerric
d'Igny, “Jesus embelezava-lhes os pés para o momento em que eles teriam de
anunciar a boa nova. Foi então que se cumpriu, segundo me parece, a palavra
profética: “Que formosos são os pés do mensageiro que traz a boa nova!” (Is
52, 7; Rom 10, 15). Mas se, ao lavar os pés aos discípulos, Jesus os embeleza,
como exprimir a verdadeira beleza daqueles que Ele mergulha por completo no
“fogo do Espírito Santo” (Mt 3, 11)? Os pés dos apóstolos tornaram-se belos a
fim (…) de que eles pudessem avançar pela via santa, caminhando naquele que
disse “Eu sou o Caminho” (Jo, 14, 6)”.

Sabendo do que iria acontecer no dia seguinte, ele prepara os


discípulos através de um ritual que contém um grande acúmulo teórico e
místico. Jesus sabe o que vai acontecer e por isso junta as informações e
partilha entre seus discípulos. Ele mostra a teoria do que é ser cristão de fato.

Eucaristia significa “Verdadeira Caridade”. É na Quinta Santa que Jesus


arremata para nós todos aquilo que é Verdadeira Caridade. É o amar ao ponto
de entregar-se a si mesmo, ou nas palavras de Tomas Moro, “Se tiveres fome ou
sede..., eis-me pronto a ser imolado para que possas comer a minha carne e
beber o meu sangue... Se te levarem para o cativeiro ou te venderem, eis-me
aqui...; resgato-te dando o preço que conseguires com a minha venda; dou-me a
mim mesmo como preço... Se estiveres doente, se receares a morte, morrerei
em vez de ti para que, do meu sangue, faças remédio para a vida...".
Esse é o novo mandamento, amarmos uns aos outros como ele nos amou.

LEITURAS BÍBLICAS DA QUINTA-FEIRA SANTA


Ex 12,1-8.11-14 - Sl 116(115),3-4.6-7.8.9 - 1Cor 11,23-26 - Jo 13,1-15
QUINTA-FEIRA SANTA

Reflexão para aprofundar

Quinta-feira Santa - Gratuidade além do dinheiro

No clima comovente de despedida, o Evangelho narra hoje o gesto de


Cristo, de lavar os pés dos apóstolos. E explica como este gesto nascia de um
amor sem limites: "tendo amado os seus, amou-os até o extremo" (Jo 13,1).

De novo, o contraponto deste amor é o ódio cego, que já tinha se


instalado no coração de Judas. A ganância do dinheiro tinha toldado o horizonte
de Judas. O acordo com os sumos sacerdotes o condicionava, e ele se sentia na
obrigação de trair o Mestre. "O diabo já tinha seduzido Judas para entregar
Jesus" (Jo 13,2). O diabo se instala a partir da lógica do lucro.

É importante evitar de entrar nesta lógica. Pois uma vez instalada, tem
a força de uma coerência, tantas vezes afirmada enfaticamente pelos
economistas, que teimam em insistir na "verdade única" da inexorabilidade do
processo econômico excludente que impõe seus critérios. Não se trata de negar
esta coerência intrínseca. Trata-se de mudar de princípio. Trata-se de substituir
o "diabo" do lucro pela gratuidade do amor, feito serviço aos irmãos. Como fez
Cristo na quinta-feira, em contraste total com o que foi fazer Judas, no mesmo
dia e na mesma hora.

A lógica do lucro produz insensibilidade humana, e fecha dentro de


"direitos" que se respaldam em leis inspiradas para sua defesa. A força do amor
leva a ultrapassar os "deveres", e chega a gestos surpreendentes, rompendo os
horizontes das formalidades, e estabelecendo uma nova atitude de
solidariedade e de comunhão. Os discípulos nunca mais irão esquecer o Mestre
que lavou seus pés.

E descobrem nele um motivo para a entrega de suas vidas, além das


medidas humanas, e muito além da lógica do lucro. Só o amor, transformado
em serviço gratuito, rompe os limites do lucro.
Ano C - Branco
Ceia do Senhor - 01/04/2010 1
“Se eu não te lavar, não terás parte comigo”

DEUS NOS REÚNE


03. CANTO DE ABERTURA:

Dir.: Irmãos e irmãs, estamos reunidos em


01. ACOLHIDA: na porta. nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
AMBIENTAÇÃO: meia-luz, silêncio... TODOS: Amém!
Acendimento da vela ou do candelabro de Dir.: A graça e a paz de Nosso Senhor Jesus
sete braços. Cristo, o amor do Pai e a comunhão do
Espírito Santo estejam sempre convosco!
02. INTRODUÇÃO
TODOS: Bendito seja Deus que nos reuniu
Anim.: Na antiga liturgia pascal judaica, no amor de Cristo!
aquela mesma em que Jesus se reuniu com
seus apóstolos para celebrar a páscoa, a 04. PERDÃO
ceia sempre se iniciava com o acendimento
das luzes feito pela mãe. A vida de Cristo Dir.: Irmãos e irmãs, vamos nos aproximar
deu novo sentido a tudo, inclusive àquela do nosso Deus, justo e santo, que através
ceia, que é hoje memória da sua morte e de Cristo que se entregou por nós, nos
ressurreição salvadora. Trouxe-nos luz, é oferece a sua salvação e deseja que sempre
nosso farol seguro, o sol de justiça pro- estejamos em sua presença.
metido pelos profetas.
(Silêncio para exame de consciência)
Uma mulher proclama: “Bendito seja Deus
pela criação da luz que nos aquece e nos dá Dir.: Tende compaixão de nós, Senhor!
o dia, e Bendito seja para sempre por Cristo
que nos recriou tirando-nos da escuridão TODOS: Por que somos pecadores!
da vida e deu-nos a salvação!”.
Dir.: Manifestai, Senhor, vossa misericórdia!
Com.: Na alegria desta reunião festiva para TODOS: E dai-nos a vossa salvação!
fazermos memória daquela noite onde
Jesus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio, Dir.: Senhor, fonte de toda graça e perdão,
cantemos. desejosos de acolher a sua Palavra com
pureza de coração, suplicamos: tem com-
paixão de nós, perdoa os nossos pecados
e nos conduza à vida eterna.
TODOS: Amém! Por isso oferto um sacrifício de louvor,
invocando o nome santo do Senhor. Vou
05. HINO DO GLÓRIA: cumprir minhas promessas ao Senhor na
presença de seu povo reunido.
Dir.: Entoemos ao excelso Pai, nosso lou-
vor, por meio de Jesus Cristo, na força do 09. SEGUNDA LEITURA: 1Cor 11, 23-26
Espírito Santo.
10. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO:
06. ORAÇÃO
11. EVANGELHO: Jo 13, 1-15
Oremos (pausa). Ó Pai, estamos reuni-
dos para fazer memória da Santa Ceia, 12. PARTILHA DA PALAVRA
na qual teu Filho, ao entregar-se à morte,
deu à tua Igreja um novo e eterno sacrifício 13. RITO DO LAVA-PÉS
como banquete de amor. Concedei-nos por Anim.: Jesus pediu para lavar os pés dos
tão grande mistério chegar à plenitude convidados: uma tarefa tão banal, execu-
da caridade e da vida. Por Nosso Senhor tada pelos criados, passa a ser, nas mãos
Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. de Jesus, um gesto cheio de significado e
importância, lembrado até hoje em cada
TODOS: Amém! ceia. Um gesto a ser repetido hoje e sem-
pre. Recordemos.

(Aquele que preside, auxiliado por outras


DEUS NOS FALA pessoas, passa um a um, lavando e enxu-
gando os pés dos doze, enquanto se canta).
14. PRECES DA COMUNIDADE
Com.: Acompanhemos com atenção como
era celebrada a ceia pascal pelo povo da Dir.: Recebemos de nosso Senhor e Mestre
Antiga Aliança e depois, como Paulo orienta um mandamento muito exigente: Reco-
a celebração cristã. Por fim, o Evangelista nhecendo nossa fraqueza, dirijamos ao
João mostra um outro cenário da Ceia, Pai nossas súplicas.
além do pão e o vinho: a toalha e a bacia
assumidas por Jesus como conseqüência AJUDAI-NOS, SENHOR!
da participação no Banquete Eucarístico.
Senhor, pelas inúmeras comunidades ecle-
07. PRIMEIRA LEITURA: Ex 12, 1-8.11-14 siais que, por falta de presbíteros, não
celebram a Eucaristia, que tua Palavra as
08. SALMO: 115 (116) fortaleça e as mantenha perseverantes na
expectativa de poder celebrar plenamente o
O cálice por nós abençoado é a nossa Mistério de Cristo, nós te pedimos:
comunhão com o sangue do Senhor!
Neste dia, ó Pai, onde celebramos também
Que poderei retribuir ao Senhor Deus por a instituição do sacerdócio cristão por teu
tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo amado Filho, suplicamos pela santificação
o cálice da minha salvação, invocando o do nosso Clero. Pedimos também, con-
nome santo do Senhor. forme teu coração, santas e numerosas
vocações.
É sentida por demais pelo Senhor a morte Por todos nós que celebramos esta Páscoa,
de seus santos, seus amigos. Eis que sou o sejamos Senhor, renovados por Cristo a fim
vosso servo, ó Senhor, mas me quebrastes de realizar uma verdadeira passagem para
os grilhões da escravidão! uma vida nova, nós te pedimos:
02
Dir.: Deus, nosso Pai, tudo isso te confia- 19. ORAÇÃO
mos esperando que se realize em nossas
vidas de acordo a tua vontade, por meio Oremos: Concedei-nos, ó Deus, a graça de
de Jesus Cristo Nosso Senhor. participar dignamente dos teus mistérios
celebrados na liturgia e colher sempre
TODOS: Amém! as graças desse divino ofício que nos
traz presente nossa redenção. Por Cristo
15. PARTILHA DOS DONS: Nosso Senhor. Amém!
todos se retiram em silêncio.
16. LOUVAÇÃO
ORIENTAÇÕES
Dir.: O Senhor esteja com vocês!
• Na acolhida entregar a programa-
TODOS: Ele está no meio de nós! ção da Sexta-feira Santa.
• Ambientação: meia-luz ou pe-
Dir.: Demos graças ao Senhor nosso Deus! numbra, silêncio... para abrir com o
acendimento das velas, lembrando
TODOS: É nosso dever e nossa salvação! o rito da ceia pascal judaica. Cor
litúrgica branca.
Dir.: Nós te louvamos Senhor nosso Deus,
porque através de Jesus Cristo, teu Filho e
Senhor Nosso, nos deste a graça de ter- • Sugerimos que após o convite
mos sempre acontecendo entre nós, a cada “oremos” feito pelo presidente, faça-
celebração, o mistério da redenção, mas, se um instante de silêncio para que
sobretudo, pela Eucaristia que mesmo indig- todos rezem, lembrando de suas
namente, o Senhor permite que participemos intenções.
já aqui na terra das coisas que são do Céu. • Quem preside a celebração faça
a louvação de braços abertos e ao
Redemos graças, porque através da ceia final, convide a comunidade para
eucarística somos alimentados na nossa que espontaneamente apresente os
vida de fé e, antes, pela Palavra, somos motivos para louvar a Deus.
preparados, fortalecidos e orientados em
teu caminho. são retiradas as toalhas do altar,
Nosso coração exulta, pois constantemente ornamentos, flores, velas e as cruzes
sentimos tua presença que nos abençoa tampadas com panos de cor roxa
e conforta, por isso, recordamos nesse ou vermelha.
momento os motivos que trazemos em
nossos corações para te louvar e bendizer. • Levar a comunidade a se questionar,
para ver se é sinal de uma nova era para
(A comunidade pode dizer espontaneamente, os que estão dentro e fora dela; se nela
os motivos para louvar a Deus nessa noite). há sinais de partilha; se promove a vida;
-
se caminha para a libertação (1ª leitura).
Dir.: Unidos, num só coração e numa só Páscoa é passagem da morte para a vida,
alma, elevemos ao nosso Deus, um cântico e uma de suas importantes dimensões
de louvor! humanas é a possibilidade do trabalho que
garante a vida e renova a criação.
17. PAI NOSSO
• “Tal Cristo, tal cristão”. Questionar os
Dir.: Prossigamos nosso louvor, rezan- encargos, os lugares de honra etc., para ver
do ao Pai como Jesus nos ensinou: “Pai se são motivados pelo exemplo de Jesus
nosso...”. (evangelho). As lideranças do nosso tempo
vestem “o avental de Jesus”?
18. COMUNHÃO: -
03
SEXTA FEIRA DA PAIXÃO
O Sangue de nossos mártires nos fortalece na luta... E na luta
honramos o sangue deles/as.
Se na quinta Jesus diz como é que é... dá a teoria celebrando o
caminho e a verdade do cristão, é na sexta a hora do testemunho que dá
firmeza e significado ao que ele disse durante a ceia e ao lava pés. Se na quinta
ele nos deu o caminho e a verdade, na sexta ele nos dá a vida, para fazer
cumprir o que ele mesmo disse: Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida (Jo 14,6).
Celebramos hoje o seu Martírio. Na tristeza da saudade de quem
perdeu um amigo, mas na certeza e esperança de ver confirmado qual deve ser
o modo de vida de um Cristão, a sua espiritualidade encarnada, a fé pela ação e
a ação pela fé, como diria São Tiago em suas cartas. E na firmeza do exemplo
Dele, que mostrou como é impossível conciliar os interesses dos poderosos com
o plano de amor de Deus. Tão impossível que bastou apenas 03 anos (de acordo
com os evangelhos) para que Jesus revolucionasse tudo - fizesse novas todas as
coisas (Ap, 21,5), e fosse injustamente preso, injustamente julgado,
injustamente condenado, torturado e assassinado. Mas sabendo que, na fala
Dele, “Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.
Ninguém a tira de mim, mas eu espontaneamente a dou” (Jo 10, 17-18).
Neste dia, não tem missa, é tão somente a Solene Ação Litúrgica da
tarde. O próprio clima da igreja templo é de paixão (do verbo latino, patior, que
significa sofrer ou suportar uma situação difícil): altar desnudado, sem flores,
sem som festivo. Apenas na hora da comunhão se coloca sobre o altar uma
pequena toalha.
A Igreja celebra então na Sexta-Feira da Paixão uma solene ação
litúrgica, na parte da tarde, constituída de três partes: Liturgia da Palavra,
adoração da Cruz e comunhão eucarística, esta guardando memória da noite
anterior. Fazem parte da Liturgia da Palavra a Oração Universal, com suas dez
intenções. Tudo indica que tal oração dá origem às preces da comunidade em
nossas missas e se inspira nas recomendações de São Paulo a Timóteo (Cf. 1Tm
2,1-2).
No segundo momento da Ação Solene, vamos ter a Adoração da Cruz.
Ela é trazida, coberta com um pano vermelho, e é mostrada a todos, num rito
em que, por três vezes, entoa-se o canto “Eis o lenho da cruz do qual pendeu a
Salvação do Mundo. Vinde Adoremos.”, à medida que se retira o pano. Em
seguida, coloca-se sobre o altar, com as velas e convida-se a todos para dar o
beijo na cruz. Após isso, conduz-se a comunhão.
No final todos se retiram em silêncio.
LEITURAS BÍBLICAS DA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Is 52,13-53,12 - Sl 31(30), 2+6.12-13.15-16.17+25 - Hb 4,14; 5,7-9 Jo 18,1 19,42
SEXTA FEIRA DA PAIXÃO
Reflexão para aprofundar

Sexta-feira Santa - Condenação de Cristo - julgamento do sistema

Hoje o dia nos convida a olhar, com respeito, para o Cristo condenado
na cruz. O fato permanece como a interpelação mais profunda da história
humana: como foi possível uma pessoa que "passou fazendo o bem a todos",
ser condenada na cruz?

As lições permanecem inesgotáveis. No seu conjunto, atestam com


evidência a diferença de critérios a presidir um projeto de vida e de sociedade.
Um projeto que se guia pelos contra valores do ter, do poder e do prazer, não
tolera um projeto que se guia pela doação, pelo serviço e pelo amor. E se sente
na obrigação de eliminar os que o contestam com o testemunho da própria
vida. Sua urgência de condenar é confissão da própria fraqueza, incapaz de
encontrar justificativas humanas para se sustentar.

Foi assim que o próprio Cristo entendeu o significado de sua iminente


condenação: ela iria significar o julgamento dos que o estavam condenando.

Cristo bateu de frente com o sistema de dominação religiosa, política


re econômica, exercida sobre o povo pelos detentores do poder. Mas estes,
para executar seus planos, acionaram a ambição financeira. Ofereceram
dinheiro para Judas entregar o Mestre, para ser submetido a julgamento, e ser
condenado a morrer.

Com o Cristo crucificado se identificam milhões de inocentes,


condenados a morrer pelo sistema que os exclui da vida. São vítimas da
ambição do poder, da ânsia desordenada do ter, e do desejo desenfreado do
prazer, dos que hoje ainda detêm em suas mãos o destino das pessoas.

Mas o condenado na cruz nos convida a fazermos a opção certa, e


assumir o seu projeto.
Ano C - Branco
Sexta-feira da Paixão do Senhor - 02/04/2010 2
“Tudo está consumado”

• PARTILHA DOS DONS - Enquanto se canta,


ORIENTAÇÕES a cruz é levada para a sacristia. Lembramos
que a coleta desse dia é destinada, como de
Hora: a solene Ação Litúrgica celebra-se pelas costume, à conservação dos lugares santos.
15 horas. • Depois da comunhão, segue a oração sem o
O altar: no início está completamente desnu- convite “oremos”. Podem ser dados os avisos,
dado. Uma só toalha se estende sobre o mes- sem delongas. Segue uma oração de bênção
mo para a comunhão. sobre o povo. Ao final, todos se retiram em
Adoração da Cruz: A cruz é coberta com um
véu vermelho.
Leitura da Paixão: Omitem-se a saudação ao
povo e o sinal da cruz sobre o livro. Depois de
anunciada a morte do Senhor, todos se ajoe-
lham, e faz-se uma breve pausa. No fim diz-se: DEUS NOS REÚNE
Palavra da Salvação.
Coleta: Hoje é dia da coleta para os Lugares
Santos.
• AMBIENTAÇÃO - Cruzes cobertas com pa- 1. AMBIENTAÇÃO
nos ou guardadas. Altar desnudo. Presbitério
despojado de ornamentação. Conservando o (Guardar o silêncio e recolhimento)
silêncio e clima de recolhimento. Não é conve-
niente discursos de exaltação a dor e a tristeza. 2. ENTRADA
É celebração da Páscoa do Senhor. Aqui, con-
templamos propriamente a sua morte, condi-
ção para que na vida se manifestasse o poder (Entrada silenciosa da procissão com os ministros)
de Deus. Cor litúrgica vermelha.
• ENTRADA - Os ministros, leitores, aquele que 3. ORAÇÃO
preside se organizam em procissão que entrará
em silêncio. Todos se ajoelham diante do altar Ó DEUS, FOI POR NÓS QUE O CRISTO,
e guardam um instante de silêncio. A assem- TEU FILHO, DERRAMANDO O SEU SAN-
bleia acompanhará com o mesmo gesto. GUE, INSTITUIU O MISTÉRIO DA PÁSCOA.
• EVANGELHO - Não se esquecer de quando LEMBRA-TE SEMPRE DE TUAS MISERI-
às palavras “E, inclinando sua cabeça, entre- CÓRDIAS, E SANTIFICA-NOS PELA TUA
gou seu espírito” (Jo 19, 30) todos se ajoelham CONSTANTE PROTEÇÃO. POR CRISTO
e faz-se um momento de silêncio. NOSSO SENHOR.
• Não é obrigatória a partilha da Palavra hoje.
• ORAÇÃO UNIVERSAL - Se há catecúmenos TODOS: AMÉM!
na Comunidade se preparando para o batismo,
acrescenta-se “nossos” catecúmenos.
Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, que em
Cristo revelaste a tua glória a todos os po-
vos, vele sobre a obra do teu amor. Que a
tua Igreja, espalhada por todo mundo, per-
DEUS NOS FALA maneça inabalável na fé e proclame sem-
pre o teu nome. Por Cristo nosso Senhor.
Amém!
4. PRIMEIRA LEITURA: Is 52,13 – 53,12
Pelo Papa
5. SALMO: 30 (31)
Anim.: Oremos pelo nosso santo Padre, Bento
ÓPai,emtuasmãoseuentregoomeuespírito. VI. O Senhor nosso Deus, que o escolheu para
o Episcopado, o conserve são e salvo à frente
• Senhor, eu ponho em vós minha esperan- da sua Igreja, governando o povo de Deus.
ça; que eu não fique envergonhado eterna-
(Reza-se em silêncio)
mente! Em vossas mãos, Senhor, entrego
o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, que dispu-
Deus fiel! seste todas as coisas com sabedoria, dignai-
vos escutar nossos pedidos: protegei com
• Tornei-me o opróbio do inimigo, o desprezo amor o Pontífice que escolhestes, para que
e zombaria dos vizinhos, o objeto de pavor o povo cristão que governais por meio dele
para os amigos; fogem de mim os que me possa crescer em sua fé. Por Cristo nosso
vêem pela rua. Os corações me esqueceram Senhor. Amém!
como um morto, e tornei-me como um vaso
espedaçado. Por todos os fiéis

• A vós, porém, ó meu Senhor, eu me con- Anim.: Oremos por nosso Bispo Dom Luiz,
fio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! por todos os bispos, presbíteros e diáco-
Eu entrego em vossas mãos o meu destino; nos da Igreja e por todo o povo fiel.
libertai-me do inimigo e do opressor! Mos-
(Reza-se em silêncio)
trai serena a vossa face ao vosso servo, e
salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, que
os corações, tende coragem, todos vós santificas e governas pelo teu Espírito todo
que ao Senhor vos confiais! o corpo da Igreja, escuta as súplicas que
te dirigimos por todos os ministros do teu
6. SEGUNDA LEITURA: Hb 4,14-15;5,7-9 povo. Permite que cada um, pelo dom da
tua graça, te sirva com fidelidade. Por Cris-
7. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: to, nosso Senhor. Amém.

8. EVANGELHO: Jo 18,1 – 19,42 (folhinha) Pelos catecúmenos

9. ORAÇÃO UNIVERSAL Anim.: Oremos pelos (nossos) catecúme-


nos: que o Senhor nosso Deus abra os
Pela Santa Igreja seus corações e as portas da misericórdia,
para que, tendo recebido nas águas do ba-
Anim.: Oremos, irmãos e irmãs, pela santa tismo o perdão de todos os seus pecados,
sejam incorporados no Cristo Jesus.
Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus
lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja (Reza-se em silêncio)
por toda a terra e nos conceda uma vida
calma e tranquila, para sua própria glória. Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, que por
novos nascimentos tornas fecunda a tua
(Reza-se em silêncio) Igreja, aumenta a fé e o entendimento dos

02
(nossos) catecúmenos, para que, renasci- maior solicitude do mistério da tua vida. Por
dos pelo batismo, sejam contados entre os Cristo nosso Senhor. Amém.
teus filhos adotivos. Por Cristo nosso Se-
nhor. Amém. Pelos que não crêem em Deus

Pela unidade dos cristãos Anim.: Oremos pelos que não reconhecem
a Deus, para que, buscando lealmente o que
Anim.: Oremos por todos os nossos ir- é reto, possam chegar ao Deus verdadeiro.
mãos e irmãs que crêem no Cristo, para
que o Senhor nosso Deus se digne reunir (Reza-se em silêncio)
e conservar na unidade da sua Igreja todos Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, tu crias-
os que vivem segundo a verdade. te todos os seres humanos e puseste em
seu coração o desejo de te procurar para
(Reza-se em silêncio)
que, tendo te encontrado, só em ti achas-
Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, que reú- sem repouso. Concede que, entre as di-
nes o que está disperso e conservas o que ficuldades deste mundo, discernindo os
está unido, vele sobre o rebanho do teu Filho. sinais da tua bondade e vendo o testemu-
Que a integridade da fé e os laços da carida- nho das boas obras daqueles que crêem em
de unam os que foram consagrados num só ti, tenham a alegria de proclamar que tu és o
batismo. Por Cristo nosso Senhor. Amém. único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres
humanos. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Pelos judeus Pelos poderes públicos
Anim.: Oremos pelos judeus, aos quais o Anim.: Oremos por todos os governantes:
Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, que o nosso Deus e Senhor, segundo sua
a fim de que cresçam na fidelidade de sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração
aliança e no amor do seu nome. para que todos possam gozar de verdadeira
paz e liberdade.
(Reza-se em silêncio)
(Reza-se em silêncio)
Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, que fi-
zeste tuas promessas a Abraão e seus des- Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, que tens
cendentes, escuta as preces da tua Igreja. nas mãos o coração dos seres humanos e
Que o povo da primeira aliança mereça o direito dos povos, olha com bondade por
alcançar a plenitude da tua redenção. Por aqueles nos governam. Que por tua graça
Cristo, nosso Senhor. Amém. se consolidem por toda a terra a segurança
e a paz, a prosperidade das nações e a li-
Pelos que não crêem no Cristo berdade religiosa. Por Cristo, nosso Senhor.
Anim.: Oremos pelos que não crêem no Por todos os que sofrem provações
Cristo, para que, iluminados pelo Espírito
Santo, possam também ingressar no cami- Anim.: Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai
nho da salvação. todo-poderoso, para que livre o mundo de
todo erro, expulse as doenças e afugente a
(Reza-se em silêncio) fome, abra as prisões e liberte os cativos,
vele pela segurança dos viajantes e tran-
Dir.: Deus eterno e todo-poderoso, dá aos seuntes, repatrie os exilados, dê saúde aos
que não crêem em Cristo e caminham sob doentes e a salvação aos que agonizam.
o seu olhar com sinceridade de coração,
chegar ao conhecimento da verdade. Faze (Reza-se em silêncio)
com que sejamos no mundo testemunhas
mais fiéis da tua caridade, amando-nos Deus eterno e todo-poderoso, és a conso-
melhor uns aos outros e participando com lação dos aflitos e a força dos que labutam.

03
Cheguem a ti as preces dos que clamam
em sua aflição, seja qual for o seu sofri- TODOS: “Senhor eu não sou digno(a) de
mento, para que se alegrem em suas pro- que entreis em minha morada, mas dizei
vações com o socorro da tua misericórdia. uma palavra e serei salvo”.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Procissão para a comunhão:
10. ADORAÇÃO AO CRISTO CRUCIFICADO

Anim.: Jesus celebrou sua páscoa “pas- 14. ORAÇÃO


sando” por uma morte dolorosa e humi-
lhante, para chegar à ressurreição gloriosa, Ó DEUS, QUE NOS RENOVASTE PELA SANTA
honrando sua cruz. Adoremos e agradeça- MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO, CON-
mos a Jesus por seu amor. SERVA EM NÓS A OBRA DE TUA MISERICÓR-
DIA, PARA QUE, PELA PARTICIPAÇÃO DESTE
Entrada Solene da Cruz MISTÉRIO, TE CONSAGREMOS SEMPRE A
NOSSA VIDA. POR CRISTO, NOSSO SENHOR.
Dir.: “EIS O LENHO DA CRUZ DO QUAL AMÉM.
PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO”
15. AVISOS
TODOS: “VINDE, ADOREMOS!”

Procissão para beijar a santa cruz – Can- 16. ORAÇÃO SOBRE O POVO
tos
QUE A TUA BÊNÇÃO, Ó DEUS, DESÇA CO-
11. PARTILHA DOS DONS PIOSA SOBRE O TEU POVO QUE ACABA
DE CELEBRAR O MISTÉRIO DA MORTE DO
12. COMUNHÃO EUCARÍSTICA TEU FILHO, NA ESPERANÇA DA RESSUR--
REIÇÃO. QUE SINTAMOS O TEU PERDÃO
Dir.: No dia de hoje não há oferenda maior E CONSOLAÇÃO, CRESÇA A FÉ, E A RE-
do que aquela que o próprio Cristo fez ao DENÇÃO SE CONFIRME EM NOSSOS CO-
Pai com sua própria vida. Por esse motivo RAÇÕES. POR CRISTO, NOSSO SENHOR. -
em lugar algum no mundo se consagra a AMÉM!
Eucaristia, embora nos seja permitido co- -
mungar do Corpo do Senhor, nosso Cordei- Todos se retiram em silêncio.
ro. Ele se sacrificou voluntariamente para
libertar-nos dos nossos pecados. Neste
convite, ele nos dá forças para passar da
morte do pecado à alegria da ressurreição.

13. PAI NOSSO

Dir.: Com amor e confiança, façamos a


oração que o Senhor nos ensinou: “Pai
nosso...”.

Dir.: Livra-nos de todos os males, Senhor, e


concede a todos nós a verdadeira paz, aquela
sustentada pela fé e esperança que não se
deixa abalar pela violência, falta de segurança
e pela instabilidade desse mundo. Concede-nos
a graça de sermos promotores da tua paz.
Ministro da Sagrada Comunhão: “Felizes os
convidados para o banquete do Senhor. Eis o
Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
VIGILIA PÁSCAL DO SABADO SANTO
A tradição cristã sempre associou a noite da ressurreição à noite da
páscoa judaica, descrita em Ex 12,1-14, com o caráter, porém, de vigília, de
espera. Novamente não há missa desde a noite de Quinta-Feira Santa, até que o
Senhor ressuscite verdadeiramente (Cf. Lc 22,16). O Sábado Santo se caracteriza
também como dia de silêncio e de pesar, mas vivido na expectativa da
ressurreição do Senhor.
A Vigília Pascal faz resplandecer no horizonte da vida humana a
recapitulação de todo o universo, em Cristo. É tempo de ver a vitória da vida
sobre a morte, que nos dá esperança a todos de vencer também a morte que
devora a vida dos pobres e espoliados de nossa terra. Depois das longas
semanas da Quaresma, volta-se a entoar o Aleluia em verdadeira Festa.
O Círio Pascal, preparado, aceso e conduzido no início da celebração,
como que dissipando as trevas da igreja apagada, lembra-nos a coluna de fogo,
na qual Javé precedia, na escuridão da noite, o povo de Israel ao sair do Egito
(Cf. Ex 13,21-22). Cristo é a luz do mundo, e quem o segue não anda nas trevas
(Cf. Jo 8,12), eis o simbolismo último do Círio Pascal.
São quatro os momentos litúrgicos da Vigília Pascal: a Liturgia do Fogo
e da Luz, a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e, encerrando, a Liturgia
Eucarística.

LITURGIA DA LUZ E DO FOGO


Com a igreja apagada, inicia-se a Liturgia da Luz, na porta da igreja ou
em outro local apropriado, com a bênção do fogo e a preparação do círio.

Após acesa a fogueira comunitária, afirma-se com o Círio: “Cristo,


ontem e hoje, Princípio e fim, Alfa e Ômega. A ele o tempo e a eternidade, a
glória e o poder pelos séculos sem fim. Amém”. Logo após, pregando os cravos
no Círio, como as cinco chagas, o texto continua: “Por suas santas chagas, (1)
suas chagas gloriosas (2), o Cristo Nosso Senhor (3) nos proteja (4) e nos guarde.
Amém (5)”. Acendendo então o Círio no fogo novo, ainda se diz: “A luz do Cristo
que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e de nossa
gente”. Em seguida, elevando o Círio, e com o canto “Eis a luz de Cristo”, por
três vezes, a que a assembléia responde “Demos graças a Deus!”, é ele então
conduzido pelo centro da igreja. Os fiéis podem acender nele as suas velas, que
assim como os gravetos para se fazer a fogueira, foi pedido à comunidade
quando das visitas ou encontros comunitários. Na terceira vez do canto,
acendem-se as luzes da igreja, e o Círio é então colocado no lugar próprio,
depois disso, se encerra a Liturgia da Luz, momento em que o povo apaga suas
velas.
VIGILIA PÁSCAL DO SABADO SANTO

LITURGIA DA PALAVRA DA VIGÍLIA PASCAL

Nove leituras são propostas na Liturgia da Palavra da Vigília Pascal, sete


do Antigo Testamento e duas do Novo. As do AT podem ser reduzidas a três,
permanecendo as duas do Novo Testamento, sendo que, do AT, a terceira
leitura não pode ser omitida, por tratar da saída do povo de Israel do Egito,
figura, pois, da libertação definitiva proposta por Deus. Após cada leitura, há
também um salmo de resposta relacionado.

Encerradas as leituras do Antigo Testamento, canta-se o Glória.


Acendem-se também, neste momento, as velas do altar, tirando sua chama do
Círio Pascal, recolocam-se os santos nos seus lugares, retorna o clima de festa
na igreja.Após isso, realiza-se a primeira leitura do Novo Testamento (Rm 6,3-
11), que é sobre o Batismo, o homem novo, na expressão de São Paulo. Todos
nós, sepultados com Cristo, pelo batismo, com Cristo todos nós também
ressuscitamos. É, pois, a novidade total, evangelho, boa nova.

LEITURAS BÍBLICAS DA LITURGIA DA PALAVRA


1ª leitura - Gn 1,1-2,2 (ou 1,1.26-31a)
2ª leitura - Gn 22,1-18 (ou 22,1-2.9a.10-13.15-18)
3ª leitura - Ex 14,15-15,1
4ª leitura - Is 54,5-14
5ª leitura - Is 55,1-11
6ª leitura - Br 3,9-15.32-4,4
7ª leitura - Ez 36,16-17a.18-28
8ª leitura - Rm 6,3-11
Evangelho:
Ano A - Mt 28,1-10
Ano B - Mc 16,1-12
Ano C - Lc 24,1-12
VIGILIA PÁSCAL DO SABADO SANTO

LITURGIA BATISMAL

Nesta parte da liturgia, além do batismo daqueles que foram


preparados na Quaresma, faz-se também a renovação das promessas batismais
de todos e todas.

Inicia-se, a bênção da água batismal, havendo na bênção da água a


imersão nela do círio pascal e sua emersão, significando, pela imersão, a nossa
morte com Cristo, e, na emersão, a nossa ressurreição com ele. Prossegue
então a liturgia: com o batismo, com a renovação das promessas batismais e
com a aspersão da assembléia, encerrando-se a terceira parte da liturgia.

LITURGIA EUCARÍSTICA

A quarta e última parte da grande Vigília Pascal do Sábado Santo é a


Liturgia Eucarística, celebrada pela última vez na noite da Quinta-Feira Santa.
Aqui ela volta, com fisionomia de alegria, de homens novos, de homens capazes
de construir um mundo novo, lugar de partilha, de verdadeira comunhão e de
ação libertadora, no sinal vivo do Cristo Ressuscitado.
VIGILIA PÁSCAL DO SABADO SANTO
Reflexão para aprofundar

Sábado Santo - Empréstimo provisório


Depois da sexta-feira intensa e movimentada, carregada de tensões e
sofrimentos, veio o sábado do repouso.
Como faz bem um dia de repouso, sem agenda, sem acontecimentos,
sem agitação, sem notícias. Para ser vivido no silêncio, na paz, no sono, na
espera.
Um dia que parece vazio. Mas que na verdade se enche de mistério e
de esperança.
As atenções se voltavam para o túmulo, onde ainda estava o corpo do
Cristo. Um túmulo emprestado. Um túmulo de família rica. Após a morte de
Cristo, José de Arimateia e Nicodemos saíram do anonimato, e ofereceram seus
préstimos às mulheres, para darem ao falecido uma sepultura digna.
Compraram caros perfumes, conseguiram emprestado um túmulo, e nele
depositaram o corpo do Senhor.
Foi tarde demais a intervenção deles? Não podiam ao menos ter pago
um advogado, para defender o acusado, num processo tão cheio de
irregularidades jurídicas?
Em todo o caso, agora agiam sem constrangimentos, respaldados pela
dignidade da morte, que tem a força de se sobrepor às injustiças contra a vida.
A morte dos pobres se constitui em força irresistível em favor de suas vidas.
Como a morte de Cristo, plantada no túmulo, de onde brotaria com força nova
e irresistível a vida ressuscitada.
Nunca é tarde para colocar nossos recursos a serviço da vida. O túmulo
emprestado lembra os empréstimos dos ricos para os pobres. Aquele foi um
empréstimo provisório, de apenas três dias, e que compôs o contexto de onde a
vida eclodiu, exuberante, para sempre.
Um empréstimo provisório, que serviu para uma vida definitiva. Ao
contrário de muitos empréstimos de hoje, que mais parecem túmulos
definitivos, a sepultar para sempre as esperanças dos pobres.
Esta sábado ensina aos Nicodemos de hoje que o melhor fruto dos
recursos financeiros não sãos os juros acumulados, mas a alegria de ver
ressuscitada a vida dos pobres.
VIGILIA PÁSCAL DO SABADO SANTO
Domingo de Páscoa - Túmulo vazio - corações cheios

O domingo da ressurreição começou na madrugada, com Madalena e


as outras mulheres. E terminou noite a dentro, com os discípulos de Emaús e os
apóstolos reunidos. Um longo aprendizado, para passar da decepção do túmulo
vazio, para a plenitude da alegria com a presença do Senhor Ressuscitado.

Todos os pequenos episódios deste dia ensinam a passar das


decepções para a esperança, da morte para a vida, do sofrimento para a alegria.

O túmulo vazio não era fruto de roubo praticado. Era ausência de


morte, era sinal de vida.

O vazio de Deus em nossa vida é sinal de sua presença, é espaço para


nossa afirmação, é convite para mergulharmos em seu mistério de amor.

As interrogações dos discípulos não eram prova do contra senso, eram


pistas para a descoberta da verdade.

As decepções dos apóstolos não eram confirmação do engano, mas


purificação das mentes, para se abrirem aos desígnios divinos, que superam as
falsas expectativas humanas.

Para experimentar a presença do Senhor não precisavam de muita


coisa. "Tendes aí alguma coisa para comer?" (Lc 24,41).

Bastam algumas coisas! Não precisamos abarrotar nossas despensas,


não precisamos de grandes somas em nossas contas bancárias, não precisamos
de grandes investimentos nas bolsas. A frugalidade está mais próxima da alegria
e da plenitude. Corações abarrotados de desejos não deixam entrar a luz da
vida. O Ressuscitado atravessou paredes e portas fechadas, mas não passa pela
barreira da ganância e por cima do acúmulo.

Assim, a paixão tinha preparado os corações para a alegria do


reencontro, para a paz que vem do Senhor, para o perdão gratuito e total, para
o Espírito que era concedido aos discípulos como primícias da vida nova e
definitiva que já brilhava no corpo ressuscitado do Senhor.
Estavam removidos os obstáculos da morte, estava aberto o caminho da vida
verdadeira. Por ele somos convidados a andar, à luz da fé no Ressuscitado!
Ano C - Branco
Vigilia Pascal - Noite do Sábado Santo 3
Evangelho:
ORIENTAÇÕES Cantemos Aleluia, ainda inseguros na terra,
para podermos cantá-lo um dia no céu em
• Preparando o espaço - O presbitério plena segurança. Mas porque estamos
esteja todo de branco, ornado com flores, inseguros? Não queres que me sinta inse-
dando destaque ao círio pascal. Seja este guro quando leio: “Porventura não é uma
colocado em destaque (ou ao lado da Mesa tentação a vida do homem sobre a terra?”
da Palavra). Não queres que me sinta inseguro onde as
tentações são tão frequentes que a própria
• Prepare-se com antecedência uma mesa oração nos obriga a repetir: “Perdoai-
para a realização da Liturgia Batismal e vaso nos as nossas ofensas assim como nós
digno para a bênção da água; se for costu- perdoamos a quem nos tem ofendido?”.
me, preparar incensório, brasa e incenso. Todos os dias pedimos perdão e todos
os dias cometemos ofensas. Queres que
• Fora da Igreja, preparar uma bonita fo- me sinta seguro na terra, onde todos os
gueira. Enquanto não inicia a celebração dias peço perdão dos pecados e proteção
da luz, pode-se cantar refrãos meditativos dos perigos? E contudo, irmãos, mesmo
ou cantos populares. no meio dos males, cantemos Aleluia ao
bom Deus que nos livra do mal.
• Bênção do fogo e preparação do círio
- Após a preparação e acendimento do Também aqui, rodeados de perigos e ten-
círio, se acende as velas do povo, e se tações, cantemos todos Aleluia. O homem
seguem em procissão até o interior da é pecador, mas Deus é fiel.
igreja, fazendo três paradas. O presidente,
que vai à frente com o círio pascal, canta em Oh ditoso Aleluia do céu, plenamente se-
cada parada: “Eis a luz de Cristo” e o povo guro, livre de toda a adversidade! Ali não
responde junto “Demos graças a Deus”. haverá nenhum inimigo nem se perderá ne-
nhum amigo. Ressoam no céu os louvores
• Ao chegar, todos com velas acesas nas de Deus; ressoarão na terra os louvores de
mãos, se canta a proclamação da Páscoa. Deus. Mas aqui são cantados por homens
inseguros; lá em plena segurança; aqui,
• Terminada a celebração da luz, todos pelos que hão de morrer; lá, pelos que já
apagam suas velas e se recolhem para são imortais; aqui, pelos que vivem na
escuta da Palavra. esperança; lá, pelos que já possuem a
realidade; aqui, pelos que são ainda pere-
• Hino do Glória (Acompanhado com re- grinos; lá, pelos que já chegaram à pátria.
picar dos sinos)
Cantemos agora, meus irmãos e irmãs,
• Convite ao “Aleluia” - Sugerimos que uma não para gozar o repouso, mas para aliviar
criança (que lembra a vida nova, novidade) a fadiga. Como costumam cantar os ca-
ou outra pessoa vestida de branco (o texto minhantes: canta, mas caminha; Avança,
pode ser decorado por mais de uma pessoa progride no bem. Tu se progrides, caminhas.
também) entre pela igreja recitando o texto Canta e caminha (SANTO AGOSTINIHO em
a baixo que é de Santo Agostinho. Logo, Saltério Litúrgico [comentário de Santo Agos-
depois se canta o Aleluia para aclamar o tinho ao livro de Apocalipse] p.p. 231-232).
• O Círio Pascal ficará será aceso em todas
as celebrações até Pentecostes. Depois
deve ser guardado e usado apenas nos
momentos previstos.
“Celebração da Luz”
Colocando os cravos em cada ponta da cruz
DEUS NOS REÚNE do Círio, aquele que preside diz:

Em cima: “Por suas santas chagas”


Ao meio: “suas chagas gloriosas”
1. SAUDAÇÃO Em baixo: “o Cristo Senhor”
À esquerda: “nos proteja”
Dir.: Meus irmãos e irmãs. Nessa noite santa, À direita: “e nos guarde. Amém”.
em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da
morte à vida, a Igreja convida os seus filhos Acendimento das velas da assembléia: 1268,
a se reunirem em vigília e oração. Se come- 1269 (CD7)
morarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua
Palavra, podemos ter a firme esperança de Dir.: Conforme advertência do Evangelho (Lc
participar do seu triunfo sobre a morte e de 12, 35ss), tendo nas mãos lâmpadas acesas,
sua vida em Deus. sejamos como os que esperam o Senhor para
que, ao voltar, nos encontre vigilantes e nos
2. ORAÇÃO SOBRE O FOGO NOVO faça sentar a sua mesa, portanto, acendamos
nossas velas na luz do próprio Cristo!
Ó DEUS, QUE PELO TEU FILHO TROUXESTE
ÀQUELES QUE CRÊEM O CLARÃO DA TUA 5. Procissão com o Círio até a igreja cantando
LUZ, NÓS TE SUPLICAMOS: ABENÇOAI ESTE “EIS A LUZ DE CRISTO” e a assembleia res-
NOVO FOGO. CONCEDE QUE A FESTA DA ponde “DEMOS GRAÇAS A DEUS” (três vezes).
PÁSCOA ACENDA EM NÓS O DESEJO DO
CÉU, QUE POSSAMOS CHEGAR PURIFICA- Proclamação da Páscoa (“Exulte”, 936 (CD
DOS À FESTA DA LUZ ETERNA, POR CRISTO 12), 937 (CD 1) ou 938 (CD 22).
NOSSO SENHOR.
Dir.: Irmãos e irmãs, tendo iniciado solenemente
3. PREPARAÇÃO DO CÍRIO PASCAL esta vigília, ouçamos no recolhimento desta
noite a Palavra de Deus. Vejamos como ele
Apontando gradativamente para as hastes salvou outrora o seu povo e nos últimos tempos
da cruz, as letras e os números, aquele que enviou seu Filho como Redentor. Peçamos
preside diz: que o nosso Deus leve à plenitude a salvação
inaugurada na Páscoa.
No sinal da cruz do Círio: “Cristo ontem e hoje/
Princípio e fim”. 5. PRIMEIRA LEITURA “A CRIAÇÃO”: Gn 1,
Nas letras: “Alfa/ e Ômega”. 1-2, 2 ou 1, 1.26 – 31a
Nos números do ano: “A ele o tempo/ e a
eternidade/ a glória e o poder/ pelos séculos SALMO: 103
sem fim. Amém.
Enviai o vosso Espírito Senhor/ e da terra toda
4. INCISÃO DOS CRAVOS NO CÍRIO a face renovai.
ORAÇÃO DO DIA
Oremos. (Pausa) Ó DEUS, QUE ILUMINAS ESTA
DEUS NOS FALA NOITE SANTA COM A GLÓRIA DA RESSURREI-
ÇÃO DO SENHOR, DESPERTA NA TUA IGREJA
O ESPÍRITO FILIAL PARA QUE, INTEIRAMENTE
RENOVADOS, TE SIRVAMOS DE TODO CORAÇÃO.
ORAÇÃO POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, TEU FILHO,
NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM!
Oremos: Ó DEUS, ADMIRÁVEL NA CRIAÇÃO
DO SER HUMANO E MAIS ADMIVÁVEL AINDA 9. QUARTA LEITURA: Rm 6, 3-11
NA SUA REDENÇÃO, DA-NOS A SABEDORIA DE
RESISTIR AO PECADO E CHEGAR À ETERNA 10. Convite ao Aleluia e Aclamação ao Evan-
gelho 425 (CD18) 427 (CD1)
ALEGRIA. POR CRISTO, NOSSO SENHOR. AMÉM!
Mc 16,1-7
6. SEGUNDA LEITURA “SACRIFÍCIO DE
ABRAÃO”: Gn 22, 1-18 11. Partilha da Palavra
12. LITURGIA BATISMAL
SALMO:15
Dir.: Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! sobre esta água a bênção de Deus Pai onipotente,
para que em Cristo sejam reunidos aqueles que
ORAÇÃO renasceram pelo batismo. Renovemos também
as nossas promessas batismais para que morra
em nós o pecado e Cristo seja tudo em todos.
Oremos: Ó DEUS, PAI DE TODOS OS FIÉIS,
MULTIPLICASTE POR TODA A TERRA OS FI- Oração sobre a água
LHOS DA PROMESSA, DERRAMANDO SOBRE
ELES A GRAÇA DE SEREM TEUS FILHOS. Dir.: Senhor nosso Deus, que sempre velas por
CONCEDE-NOS A GRAÇA DE CORRESPON- teu povo nesta noite santa em que celebramos a
DERMOS AO TEU CHAMADO. POR CRISTO, maravilha da nossa redenção, nós te pedimos:
abençoa esta água que será aspergida sobre
NOSSO SENHOR. AMÉM! nós. Foste tu que a criaste para fecundar a
terra, para lavar nossos corpos e refazer nossas
7. TERCEIRA LEITURA “O ÊXODO”: Ex 14, forças. Também a fizeste instrumento da tua
15-15, 1 (não dizer “Palavra do Senhor” ao misericórdia: por ela libertaste teu povo do
fim da leitura). cativeiro e aplacaste no deserto a sua sede; por
ela os profetas anunciaram tua aliança; por ela,
finalmente, consagrada pelo Cristo no Jordão,
CÂNTICO DE MOISÉS: Ex 15 (824) renovaste, pelo banho do novo nascimento, a
nossa natureza pecadora. Que esta água seja
ORAÇÃO para nós uma recordação do nosso batismo e
nos faça participar da alegria dos que foram
Oremos: Ó DEUS, VEMOS BRILHAR AINDA EM batizados na Páscoa. Por Cristo nosso Senhor.
NOSSOS DIAS AS TUAS ANTIGAS MARAVILHAS.
COMO MANIFESTASTE OUTRORA O TEU PODER, TODOS: AMÉM!
LIBERTANDO UM SÓ POVO DA PERSEGUIÇÃO Renovação das Promessas Batismo
DO FARAÓ, REALIZA AGORA A SALVAÇÃO DE
TODAS AS NAÇÕES, FAZENDO-AS RENASCER Dir.: Para viver na liberdade dos filhos de Deus,
NAS ÁGUAS DO BATISMO. CONCEDE A TODOS vocês renunciam ao pecado?
OS SERES HUMANOS TORNAREM-SE FILHOS TODOS: Renuncio!
DE ABRAÃO E MEMBROS DOS TEU POVO Dir.: Para viver como irmãos e irmãs, vocês
ELEITO. POR CRISTO NOSSO SENHOR. AMÉM! renunciam a tudo que possa desuni-los para
que o pecado não domine sobre vocês?
8. HINO DO GLÓRIA: 199 (CD 12) 206 (CD3) TODOS: Renuncio.

02
Dir.: Para seguir Jesus Cristo, vocês renunciam Dir.: Reunidos no amor de Cristo Ressuscitado,
ao demônio, autor e princípio do pecado? façamos ao Pai a oração que o Senhor mesmo
TODOS: Renuncio. nos ensinou: Pai nosso...
Dir.: Vocês creem em Deus, Pai todo-poderoso, Dir.: Lembremos nesse instante, no íntimo dos
criador do céu e da terra? nossos corações, daquelas pessoas e lugares
TODOS: Creio. que sofrem violência, onde não há condições de
diálogo e liberdade. Peçamos ao Senhor a sua
Dir.: Creem em Jesus Cristo, Filho unigênito paz, e que pela comunhão que iremos participar,
de Deus, nosso Senhor, que nasceu da Virgem tornemo-nos seus instrumentos de paz.
Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos
mortos e subiu ao céu? Dir.: A paz do Senhor esteja com vocês!
TODOS: Creio. Todos: O amor de Cristo nos uniu!

Dir.: Creem no Espírito Santo, na Santa Igreja Dir.: Vamos nos saudar na paz do Cristo res-
Católica, na comunhão dos Santos, na ressur- suscitado!
reição dos mortos e na vida eterna?
TODOS: Creio. 16. SAUDAÇÃO DA PAZ: 597 (CD5) 608 (CD12)
17. COMUNHÃO: 765/ 766 (CD22)
Dir.: Ó Deus todo-poderoso, Pai de nosso Se-
nhor Jesus Cristo, que nos fez renascer pela Oremos: Ó DEUS, DERRAME EM NÓS O TEU
água e pelo Espírito Santo nos concedeu o ESPÍRITO DE CARIDADE, PARA QUE ALEGRES
perdão de todo pecado, guarde-nos em sua PELA CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA, PERMANE-
graça para a vida eterna, no Cristo Jesus, nosso ÇAMOS UNIDOS NO TEU AMOR. POR CRISTO
Senhor. Amém! NOSSO SENHOR. AMÉM!
Aspersão: 1282 (CD7)
13. PRECES:
(Preparadas pela equipe) DEUS NOS ENVIA
14. PARTILHA DOS DONS: 555/556 (CD1)
15. LOUVAÇÃO 18. NOTÍCIAS E AVISOS
19. BÊNÇÃO FINAL
Dir.: O Senhor esteja com vocês!
TODOS: Ele está no meio de nós! Dir.: O Senhor esteja com vocês!
Dir.: Demos graças ao Senhor nosso Deus! TODOS: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!
TODOS: É nosso dever e nossa salvação!
Dir.: Deus de infinita bondade e poder que hoje
Dir.: Deus nosso Pai, com o coração em festa, nos reuniu para celebrar a glorificação de Cristo
exultamos de alegria, pois em Jesus Cristo Ressuscitado dentre os mortos, conceda-nos
manifestou-se o seu poder que é o amor sem sua bênção e as alegrias pascais nessa vida
limites e a vida plena realizada. Em Cristo en- para um dia gozarmos da imortalidade na glória
contramos novo alento. É ele agora nossa de Cristo Jesus. Em nome do Pai e do Filho e
esperança viva, por isso, bendizemos o seu do Espírito Santo.
nome por todos os séculos. Podemos caminhar
seguros, mesmo diante da instabilidade desse TODOS: AMÉM.
mundo marcado pela violência, pelo medo, pois
temos um Sol que nunca tem ocaso e que nos Dir.: Irmãos e irmãs, vamos em paz e que o
guia, teu amado Filho e nosso Senhor. Senhor nos acompanhe. Aleluia, Aleluia!

Acolhe, ó Pai, através de Cristo teu Filho, na TODOS: GRAÇAS A DEUS. ALELUIA, ALELUIA!
força do Espírito Santo que nos reúne e faz um,
a nossa ação de graças.
CANTO: 284 / 323 / 1151 (CD18)

03
Missão: à luz de Aparecida

Jesus nos testemunha que seu Deus – diferentemente dos


ídolos – é o “Deus vivo” (Dt 5,26) que o liberta dos
opressores (Ex 3,7-10), que perdoa incansavelmente (Ec
34,6; Eclo 2,11) e que restitui a salvação perdida quando o
povo, envolvido “nas redes da morte” (Sl 116,3), dirige-se
a Ele suplicante (Is 38,16). Deste Deus – que é seu Pai –
Jesus afirmará que “não é um Deus de mortos, mas de
vivos” (Mc 12,27).

Deus, que é Santo e nos ama,


nos chama por meio de Jesus a ser santos
(Ef 1,4-5).

A VOCAÇÃO DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS À SANTIDADE

Chamados ao seguimento de Jesus Cristo:

Os discípulos de Jesus descobriram duas diferenças em seu seguimento.


Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre. Foi Cristo quem
os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo
(purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se
vincular intimamente a sua pessoa (Mc 1,17; 2,14) – não como servos, mas
como amigos e irmãos.

A resposta a seu chamado exige entrar na dinâmica do Bom samaritano (Lc


10,29-37), que nos dá o imperativo de nos fazer próximos, especialmente
com o que sofre, e gerar uma sociedade sem excluídos, seguindo a prática
de Jesus que come com publicanos e pecadores (Lc 5,29-32), que acolhe os
pequenos e as crianças (Mc 10,13-16), que cura os leprosos (Mc 1,40-45),
que perdoa e liberta a mulher pecadora (Lc 7,36-49; Jo 8,1-11), que fala
com a Samaritana (Jo 4,1-26).

Parecidos com o Mestre:


No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-
aventuranças do Reino (Lc 6, 20 - 26), o estilo de vida do próprio Jesus, seu
amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão frente à dor humana, sua
proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão
encomendada, seu amor serviçal até a doação de sua vida. Hoje,
contemplamos a Jesus Cristo tal como os Evangelhos nos transmitiram para
conhecer o que Ele fez e para discernir o que nós devemos fazer nas atuais
circunstâncias.

Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a


centralidade do Mandamento do amor: “Amem-se uns aos outros, como eu
os amei” (Jo 15,12). Este amor, além de ser o diferencial de cada cristão,
não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula
de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal
anúncio: “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35).

Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino. O


cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz (Mc 8,34).
Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e
de hoje que tem chegado a compartilhar a cruz de Cristo até a entrega de
sua vida.

Enviado a anunciar o Evangelho do Reino da vida:

Jesus, com palavras e ações e com sua morte e ressurreição inaugura no


meio de nós o Reino de vida do Pai. Pelo mistério pascal, o Pai sela a nova
aliança e gera um novo povo que tem por fundamento seu amor gratuito
de Pai que salva.

Ao chamar aos seus para que o sigam, Jesus lhes dá uma missão muito
precisa: anunciar o evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28,19; Lc
24,46-48). Por isto, todo discípulo é missionário. Cumprir esta missão não é
uma tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã. Esta é a
tarefa essencial da evangelização, que inclui a opção preferencial pelos
pobres, a promoção humana integral e a autêntica libertação cristã.

Ao participar desta missão, o discípulo caminha para a santidade. Vive-la


na missão o conduz ao coração do mundo. Por isso, a santidade não é uma
fuga para o intimismo ou para o individualismo religioso, muito menos um
abandono da realidade urgente dos grandes problemas econômicos, sociais
e políticos da América Latina e do mundo e, muito menos, uma fuga da
realidade para um mundo exclusivamente espiritual.

"Tuas palavras dão Vida eterna" (Jo 6,68).

A ALEGRIA DE SERMOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS PARA ANUNCIAR O


EVANGELHO DE JESUS CRISTO

Ser cristão quer dizer ser missionário. Somos interpelados pelo próprio
Cristo a segui-lo (Mt 19, 21) e anunciar aos povos as Boas Novas que nos
são reveladas (Lc 10, 1-12).

O documento de Aparecida nos indica algumas Boas Novas que devemos


anunciar nos dias de hoje:

Boa Nova da Dignidade humana:

Deus nos criou livres e nos fez sujeitos de direitos e deveres em meio à
criação (que é tudo o que existe). É nossa tarefa proteger, cultivar e
promovê-la.

Devemos especial cuidado à obra-prima da criação – nós, seres humanos.


Todos os serem humanos foram concebidos à imagem e semelhança do
Pai, na plenitude do Seu amor. Isso nos torna filhos Dele, portanto, irmãos.

Sendo imagem e semelhança, a face sofrida de um ser humano, exprime a


face sofrida de Deus. Como filhos, não podemos tolerar atentados à
dignidade de nossos irmão, pois também ferem à dignidade do Pai.

A Boa Nova da vida:

A Igreja na América Latina agradece a Deus pelo dom maravilhoso da vida e


por aqueles que a honram e a dignificam ao colocá-la a serviço dos demais.
E ainda exalta a vida alegre do nosso povo, expressa nas músicas, danças,
poesias, artes e esportes, cultivando uma firme esperança em meio a
problemas e lutas.
O missionário deve valorizar estes aspectos e observar a Vida que Jesus nos
oferece:

Diante da idolatria dos bens terrenos, Jesus apresenta a vida em Deus


como valor supremo: “de que vale alguém ganhar o mundo e perder a sua
vida?” (Mc 8,36).

Diante do individualismo, Jesus convoca a viver e caminhar juntos – em


comunhão fraterna. Jesus nos disse “um é seu Mestre e todos vocês são
irmãos” (Mt 23,8).

Diante da exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e a vida digna de


todo ser humano. De seu Mestre, o discípulo tem aprendido a lutar contra
toda forma de desprezo da vida e de exploração da pessoa humana.

Diante das estruturas de morte, Jesus faz presente a vida plena. “Eu vim
para dar vida aos homens e para que a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Por isso, cura os enfermos, expulsa os demônios e compromete os
discípulos na promoção da dignidade humana e de relacionamentos sociais
fundados na justiça.

A Boa Nova da família:

Deus optou a viver em nosso meio, através do Cristo, no seio de uma


família. Isso a transforma em “Igreja Doméstica”.

A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação de


seus filhos. Nela, a pessoa descobre os motivos e o caminho para pertencer
à família de Deus. Dela, recebemos a vida que é a primeira experiência do
amor e da fé.

Deus ama nossas famílias, apesar de tantas feridas e divisões. A


comunidade é uma família de famílias. Ela deve se preocupar com esses
problemas e se empenhar solidariamente em ajudar

O trabalho:
O trabalho:
Deus criou o mundo e tudo o que existe com Suas mãos – Ele trabalhou.
Isso resplandece o sentido do trabalho como participação na continuidade
da criação e como serviço aos irmãos e irmãs. Jesus, o carpinteiro (cf. Mc
6,3), dignificou o trabalho e o trabalhador e recorda que o trabalho não é
um mero assessório da vida, mas que “constitui uma dimensão
fundamental da existência do homem na terra”, pela qual o homem e a
mulher se realizam como seres humanos. O trabalho garante a dignidade e
a liberdade do homem, e é provavelmente “a chave essencial de toda ‘a
questão social”.
O desemprego, a injusta remuneração pelo trabalho e o viver sem querer
trabalhar são contrários ao desígnio de Deus. O discípulo e o missionário,
respondendo a este desígnio, promovem a dignidade do trabalhador e do
trabalho, o justo reconhecimento de seus direitos e de seus deveres,
desenvolvem a cultura do trabalho e denunciam toda injustiça.

A Boa Nova do destino universal dos bens e da ecologia:

O Senhor criou o universo como espaço para a vida e a convivência de


todos seus filhos e filhas. É um sinal de sua bondade e de sua beleza. A
criação também é caridade, manifestação do amor providente de Deus; foi-
nos entregue para que cuidemos dela e a transformemos em fonte de vida
digna para todos, para os das gerações presentes e futuras.

Visto que os recursos são cada vez mais limitados, seu uso deve estar
regulado segundo um princípio de justiça distributiva, respeitando o
desenvolvimento sustentável.

O continente da esperança e do amor:

A Igreja Latino-americana agradece a Deus pela religiosidade de nossos


povos que se mostra na devoção ao Cristo sofredor e a sua Mãe bendita, a
veneração aos Santos com suas festas patronais, no amor ao Papa e aos
demais pastores, no amor à Igreja universal como grande família de Deus
que nunca pode nem deve deixar seus próprios filhos sós ou na miséria.

Reconhece o dom da vitalidade da Igreja que peregrina na América Latina,


sua opção pelos pobres, suas paróquias, suas comunidades, suas
associações, seus movimentos eclesiais, novas comunidades e seus
múltiplos serviços sociais e educativos.

Louva ao Senhor por ter feito deste continente um espaço de comunhão e


comunicação de povos e culturas indígenas.

Também agradece o protagonismo que vão adquirindo setores que foram


deslocados: mulheres, indígenas, afro-descendentes, os homens do campo
e habitantes de áreas marginais das grandes cidades.

Tudo isso deve ser respeitado e, sobretudo, valorizado em missão.

O CAMINHO DE FORMAÇÃO DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

A formação do missionário abrange diversas dimensões que deverão ser


integradas harmonicamente ao longo de todo o processo. Assim como o
seu trabalho pedagógico perante a comunidade deve se basear na
formação para as mesmas dimensões. São elas:

a) A Dimensão Humana e Comunitária: Tende a acompanhar processos de


formação que levam a pessoa a assumir a própria história e a curá-la, com
o objetivo de se tornar capaz de viver como cristão em um mundo plural,
com equilíbrio, fortaleza, serenidade e liberdade interior. Trata-se de
desenvolver personalidades que amadureçam em contato com a realidade
e abertas ao Mistério.

b) A Dimensão Espiritual: É a dimensão formativa que funda o ser cristão


na experiência de Deus manifestado em Jesus e que o conduz pelo Espírito
através dos caminhos de um amadurecimento profundo. Por meio dos
diversos carismas a pessoa se fundamenta no caminho da vida e do serviço
proposto por Cristo, com um estilo pessoal. Assim como a Virgem Maria,
essa dimensão permite ao cristão aderir de coração e pela fé aos caminhos
alegres, luminosos, dolorosos e gloriosos de seu Mestre e Senhor.

c) A Dimensão Intelectual: O encontro com Cristo, Palavra feita carne,


potencializa o dinamismo da razão que procura o significado da realidade e
se abre para o Mistério. Ela se expressa em uma reflexão séria, feita
diariamente no estudo que abre, com a luz da fé, abre a inteligência à
verdade. Também capacita para o discernimento, o juízo crítico e o diálogo
sobre a realidade e a cultura. Assegura de uma maneira especial o
conhecimento bíblico-teológico e das ciências humanas para adquirir a
necessária competência em vista dos serviços eclesiais que se requeira e
para a adequada presença na vida secular.

d) A dimensão Pastoral e Missionária: Um autêntico caminho cristão


preenche de alegria e esperança o coração e leva o cristão a anunciar a
Cristo de maneira constante em sua vida e em seu ambiente. Projeta para a
missão de formar discípulos e missionários para serviço do mundo. Habilita
a propor projetos e estilos de vida cristão atraentes, com intervenções
orgânicas e de colaboração fraterna com todos os membros da
comunidade. Contribui para integrar evangelização e pedagogia,
comunicando vida e oferecendo itinerários de acordo com a maturidade
cristã, a idade e outras condições próprias das pessoas ou dos grupos.
Incentiva a responsabilidade dos leigos no mundo para construir o Reino de
Deus. Desperta uma inquietude constante pelos distanciados e pelos que
ignoram o Senhor em suas vidas.
AS VISITAS

É possível que você missionário/missionária, exercendo o dom do serviço,


deva realizar algumas visitas às casas da comunidade que lhe acolher. Este
é um gesto que pode conter elementos de gratidão pela recepção, porém
é, sobretudo, uma parte integrante do papel missionário – viver e
experienciar a vida da comunidade; fazer-se presente; estar à disposição.

O processo de visitas começa com uma caminhada pelas ruas da


comunidade (acolha as indicações das lideranças locais de por onde ir).
Pare em frente a casa escolhida, bata palmas, chame o povo, se apresente
como seu nome, informe de onde vem (missionário de uma grupo de
jovens de Natal, chamado EDA-REMAR), quais suas intenções e pergunte se
pode entrar. Bom dia, boa tarde e boa noite são sempre indicados. Ofereça
a Paz àquela casa.

Já dentro da casa, embebidos do espírito missionário, exerça a


sensibilidade. Cada casa pode apresentar realidades diferentes. Alguém
pode estar sofrendo alguma enfermidade e a casa toda sofre junta, podem
estar passando por alguma necessidade básica, podem confessar alguma
religião não-católica e se mostrarem indiferentes, hostis ou até mais
receptivos que os outros, o povo pode estar ocupado com os preparativos
referentes à Semana Santa e não lhe oferecer atenção, as crianças podem
estar dando trabalho, ou pode estar tudo na Santa Paz e o papo aconteça
com a maior naturalidade. Sua primeira ação deve ser identificar a situação
do momento, para saber o tom da conversa. Se vai ser um papo de
varanda, de Igreja ou de hospital, etc. O importante é que deixe o Espírito
conduzir o processo. Ele saberá o que fazer.

É possível que durante a conversa, ou ao final, lhe ofereçam algo para


comer e/ou beber. Aceite. Faça uma oração, bendizendo a Deus, pelo
alimento e aos que o prepararam. Torne esse momento, um momento de
comunhão com àqueles Cristos que o recebem. Coma e beba do fruto do
trabalho daquele povo – seu corpo e sangue.

Agora, depois de uma boa prosa, é necessário seguir para as próximas


casas. Por isso não demore muito. Lembre de coisas que foram ditas e leia
uma passagem bíblica que se relacione com a situação atual daquela
família. Passe uma mensagem libertadora. Faça uma oração com eles. Se
você estiver com água benta, abençoe a casa. Convide a família para a
próxima atividade que acontecerá na Igreja. Deseje a paz e siga seu
caminho.

Ps.: Caso você não consiga relacionar ou lembrar de alguma passagem


específica, as Bem-Aventuranças são sempre uma boa alternativa.

Bem-Aventuranças (Lc 6, 20 - 26)


20
Levantando os olhos para os discípulos, Jesus disse: Felizes de vocês, os
21
pobres, porque o Reino de Deus lhes pertence. Felizes de vocês que agora
têm fome, porque serão saciados. Felizes de vocês que agora choram,
22
porque hão de rir. Felizes de vocês se os homens os odeiam, se os
expulsam, os insultam e amaldiçoam o nome de vocês, por causa do Filho
23
do Homem. Alegrem-se nesse dia, pulem de alegria, pois será grande a
recompensa de vocês no céu, porque era assim que os antepassados deles
24
tratavam os profetas. Mas, ai de vocês, os ricos, porque já têm a sua
25
consolação! Ai de vocês, que agora têm fartura, porque vão passar fome!
26
Ai de vocês, que agora riem, porque vão ficar aflitos e irão chorar! Ai de
vocês, se todos os elogiam, porque era assim que os antepassados deles
tratavam os falsos profetas.
PROPOSTAS DE DINÂMICAS PARA
GRUPOS

01 - Dinâmica do Nome
em circulo, os marinheiros, um a um, se levanta e fala o seu
nome seguido de um gesto qualquer. Assim, sucessivamente.
Porém, terá que ser dito os nomes e os gestos feitos
anteriormente.

02. Dinâmica d a apresentação


Objetivo: conhecimentos mútuos, memorização dos nomes
e integração grupal.

Desenvolvimento:Cada um dirá o próprio nome


acrescentando um adjetivo que tenha a mesma inicial do seu
nome. Roberto Risonho.

O seguinte repete o nome do companheiro com o adjetivo e


o seu apresenta acrescentando um adjetivo para o seu nome
e assim sucessivamente.

Exemplos: Roberto Risonho, Nair Neutra, Luzia Linda, Inácio


Inofensivo.

Palavra de Deus: Ap. 2,17 Sl 139


03. Cumprimento criativo

Participantes: Indefinido.

Tempo Estimado: 25 minutos.

Matérial: Musica animada.

Descrição: O apresentador explica ao grupo que quando a


música tocar todos deverão movimentar-se pela sala de
acordo com o ritmo da mesma. A cada pausa musical.
Congelar o movimento prestando atenção a solicitação que
será feita pelo apresentador. Quando a Musica recomeçar
atender a solicitação feita.

O apresentador pedirá formas variadas de cumprimento


corporal a cada parada musical.

Exemplo: -Com a palmas das mãos; -Com os cotovelos; -Com


os pés;

Após vários tipos de cumprimento, ao perceber que se


estabelece no grupo um clima alegre e descontraído, o
apresentador diminui a música pausadamente, pedindo a
cada pessoa que procure um lugar na sala para estar de pé,
olhos fechados, esperando que a respiração volte ao normal.
Abrir os olhos, olhar os companheiros, formar um circulo,
sentar.

Comentar o exercício: -O que foi mais difícil executar?


Porque? -O que mais gostou? -O que pode observar?
04. Jogo comunitário
Material: uma flor.

Desenvolvimento: os participantes sentam-se em círculo e o


animador tem uma flor na mão. Diz para a pessoa que está à
sua esquerda: senhor... (diz o nome da pessoa), receba esta
flor que o senhor...(diz o nome da pessoa da direita) lhe
enviou...

E entrega a flor. A pessoa seguinte deve fazer a mesma coisa.


Quem trocar ou esquecer algum nome passará a ser
chamado pelo nome de um bicho. Por exemplo, gato.
Quando tiverem que se referir a ele, os seus vizinhos, em vez
de dizerem seu nome, devem chamá-lo pelo nome do bicho.

O animador deve ficar atento e não deixar os participantes


entediados. Quanto mais rápido se faz à entrega da flor, mais
engraçado fica o jogo.

05. Nome perdido


Participantes: Indefinido.

Tempo Estimado: 25 minutos.

Material: Um crachá para cada pessoa do grupo e um saco


ou caixa de papelão para colocar todos os crachás.

Descrição: O coordenador devera recolher todos os crachás


colocar no saco ou na caixa; misturar bem todos estes
crachás, depõe dê um crachá para cada pessoa. Esta deverá
encontrar o verdadeiro dono do crachá, em 1 minuto. Ao
final desse tempo, quem estiver ainda sem crachá ou com o
crachá errado, azar! Porque terá que pagar uma prenda.
06. A teia da amizade
Participantes: 20 pessoas.

Tempo Estimado: 10 a 15 minutos. Material: Um rolo


(novelo) de fio ou lã. Descrição: Dispor os participantes em
círculo.

O coordenador toma nas mãos um novelo (rolo, bola) de


cordão ou lã. Em seguida prende a ponta do mesmo em um
dos dedos de sua mão.

Pedir para as pessoas prestarem atenção na apresentação


que ele fará de si mesmo. Assim, logo após se apresentar
brevemente, dizendo que é, de onde vem, o que faz etc, joga
o novelo para uma das pessoas à sua frente.

Está pessoa apanha o novelo e, após enrolar a linha em um


dos dedos, irá repetir o que lembra sobre a pessoa que
terminou de se apresentar e que lhe atirou o novelo. Após
faze-lô, essa segunda pessoa irá se apresentar, dizendo
quem é, de onde vem, o que faz etc...

Assim se dará sucessivamente, até que todos do grupo


digam seus dados pessoais e se conheçam. Como cada um
atirou o novelo adiante, no final haverá no interior do círculo
uma verdadeira teia de fios que os une uns aos outros.

Pedir para as pessoas dizerem:

O que observaram; O que sentem; O que significa a teia; O


que aconteceria se um deles soltasse seu fio etc.

Mensagem: Todos somos importantes na imensa teia que é


a vida; ninguém pode ocupar o seu lugar.