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Em nossa sociedade, herdeira da cultura judaico-

-cristã, ao longo dos séculos a Bíblia tem desempe-


nhado um papel crucial na fé e na educação do
homem. Assim, muitos creem que ela é a Pala-
vra de Deus e já ouviram histórias sobre Adão
e Eva, Noé, Abraão, Jacó, Davi, Jesus e outras
personalidades bíblicas importantes. Contu-
do, a maioria ainda carece de conhecimentos
mais profundos e abalizados sobre esse livro
cujos princípios, revelações e ensinamentos prá-
ticos têm transformado vidas e mudado a história
da humanidade.
Tendo em vista essa lacuna e a necessidade de
uma obra que apresentasse a Bíblia de forma sintética
e atraente àqueles que ainda não a conhecem devidamente, publicamos
Descobrindo a Bíblia — um livro maravilhoso e bem escrito que o ajudará a
desvendar o mundo por trás das histórias bíblicas, fornecendo-lhe o conheci-
mento básico necessário para captar o significado e a mensagem das Escrituras.
Composto de 8 unidades, cada uma com vários capítulos, Descobrindo
a Bíblia fornece informações relevantes acerca da autoria e data de composição de
cada livro bíblico, o contexto em que foram escritos e outros dados para o entendi-
mento das mensagens neles reveladas. Em cada capítulo, são apresentados os ob-
jetivos propostos para o aprendizado da seção, uma lista de palavras-chaves,
um resumo do texto em tópicos, perguntas para reflexão e aplicação do que foi
ensinado e fontes bibliográficas para estudos adicionais. Além disso, há inúmeros
quadros informativos com conteúdo histórico, cultural, literário, arqueológico, her-
menêutico e teológico, que o levarão a ter uma compreensão mais profunda da
Bíblia como Palavra de Deus. E, ao final dos capítulos, há uma proposta de estudo
bíblico, com o objetivo de levá-lo a um estudo regular e sistemático das Escrituras.

ISBN: 978-85-7689-256-4

Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara


Rio de Janeiro - RJ / CEP: 22713-001
32775

PEDIDOS: (21) 2187-7000


www.editoracentralgospel.com

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Descobrindo
a
Bíblia

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Copyright 2006 Alex Varughese (editor), Robert D. Branson, Jim Edlin, Tim M. Green, Roger Haln, David Neale, Jeanne Orjala Serrão, Dan Spross, Jirair
Tashjian
Copyright 2006 by Beacon Hill Press of Kansas City, a division of Nazarene Publish House, Kansas City, Missouri, 64109 USA. All rights reserved.
Copyright 2012 em português Editora Central Gospel Ltda, com permissão da Beacon Hill Press de Kansas City, uma divisão da Nazarene Publish House,
Kansas City, Missouri, 64109 USA.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


Varughese, Alex (ed.)
Descobrindo a Bíblia — História e fé das comunidades bíblicas
Título original: Discovering the Bible — History and Faith of the biblical Communities
Rio de Janeiro: 2012
504 páginas
ISBN: 978.85.7689.256-4
1. Bíblia - Vida Cristã I. Título II.

Gerência editorial e de produção


Gilmar Chaves

Coordenação editorial
Patrícia Nunan

Coordenação de design
Marcos Henrique Barboza

Tradução
Elen Canto
Giuliana Niedhardt

1ª revisão
Juliana Ramos
Queila Martins

Revisão final
Patrícia Nunan
Patrícia Calhau
Débora Silveira

Capa e adaptação do projeto gráfico


Marcos Henrique Barboza

Diagramação
Marcos Henrique Barboza
Sanderson Santos

Impressão e acabamento
Sermograf
1ª edição: abril/2012
Todos os direitos da obra original, em inglês, reservados a Nazarene Publishing House. É
proibida a reprodução total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos,
xerográficos, fotográficos etc), a não ser em citações breves, com indicação da fonte bibliográfica.
As citações bíblicas utilizadas neste livro foram extraídas da Versão Almeida Revista e Corrigida
(ARC) 2009 da SBB, salvo indicação específica, e visam incentivar a leitura das Sagradas Escrituras.
Este livro está de acordo com as mudanças propostas pelo novo Acordo Ortográfico, em vigor
desde janeiro de 2009.

Editora Central Gospel Ltda.


Estrada do Guerenguê, 1851 – Taquara
CEP: 22713-001 | Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (21) 2187-7000
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Descobrindo
a
Bíblia
História e fé das
comunidades bíblicas

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Colaboradores
Dr. Robert D. Branson (Universidade de Boston)
Professor de Literatura Bíblica e chefe do Departamento de Religião e Filosofia
na Universidade Olivet Nazarene, em Bourbonnais, Illinois.

Dr. Jim Edlin (Seminário Teológico Batista do Sul dos Estados Unidos)
Professor de Literatura e Línguas Bíblicas e chefe do Departamento de Religião e
Filosofia na Universidade MidAmerica Nazarene, em Olathe, Kansas.

Dr. Tim M. Green (Universidade Vanderbilt)


Professor de Antigo Testamento e decano da Escola de Religião na Universidade
Trevecca Nazarene, em Nashville, Tennessee.

Dr. Roger Hahn (Universidade Duke)


Decano da Faculdade e professor de Novo Testamento no Seminário Teológico
Nazarene, em Kansas City, Missouri.

Dr. David Neale (Universidade Sheffield)


Vice-presidente de Assuntos Acadêmicos, decano acadêmico e professor de
Novo Testamento na Faculdade Canadian Nazarene, em Alberta, Canadá..

Drª. Jeanne Orjala Serrão (Universidade Claremont Graduate)


Decano da Escola de Teologia e Filosofia e professora adjunta de Literatura
Bíblica na Universidade Mount Vernon Nazarene, em Mount Vernon, Ohio.

Dr. Dan Spross (Seminário Teológico Batista do Sul dos Estados Unidos)
Professor de Teologia e Literatura Bíblica na Universidade Trevecca Nazarene,
em Nashville, Tennessee..

Dr. Jirair Tashjian (Universidade Claremont Graduate)


Professor de Novo Testamento na Universidade Nazarene do Sul, em Bethany,
Oklahoma..

Dr. Alex Varughese (Universidade Drew)


Professor de Literatura Bíblica na Universidade Mount Vernon Nazarene, em
Mount Vernon, Ohio.

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Sumário
Prefácio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Nota do editor ao aluno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Nota do editor ao instrutor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Agradecimentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Dedicatória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19

UNIDADE 1
INTRODUÇÃO........................................... 21

1 – Uma história, muitos livros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23


2 – Como se deve ler a Bíblia?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

UNIDADE 2
O INÍCIO DE UMA COMUNIDADE DA FÉ..... 55

3 – O mundo em que surge Israel. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57


4 – Israel vê o começo: Gênesis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
5 – Israel se torna uma comunidade da aliança: Êxodo. . . . . . . . . . . . . 85
6 – Rumo à Terra Prometida: Levítico, Números e Deuteronômio. . 97

UNIDADE 3
A COMUNIDADE DA ALIANÇA EM CRISE...111

7 – Israel na Terra Prometida: Josué, Juízes e Rute. . . . . . . . . . . . . . . . . 113


8 – Israel se torna um reino politicamente organizado: 1 e 2 Samuel. . 127
9 – O exílio de Israel da Terra Prometida: 1 e 2 Reis. . . . . . . . . . . . . . . . 141
10 – A restauração de Israel à Terra Prometida: Crônicas, Esdras,
Neemias e Ester . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155

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UNIDADE 4
ISRAEL: UMA COMUNIDADE
COM SÁBIOS E POETAS............................ 171

11 – Sabedoria da comunidade: Jó, Provérbios e Eclesiastes. . . . . . . . . 173


12 – Canções da comunidade: Salmos, Cantares e Lamentações . . . . 189

UNIDADE 5
ISRAEL: UMA COMUNIDADE COM PROFETAS
E VISIONÁRIOS......................................... 203

13 – Porta-vozes de Deus à comunidade: Isaías . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205


14 – Porta-vozes de Deus à comunidade: Jeremias e Ezequiel. . . . . . . 219
15 – Porta-vozes de Deus à comunidade: Oséias, Joel, Amós,
Obadias, Jonas e Miquéias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 235
16 – Porta-vozes de Deus à comunidade: Naum, Habacuque,
Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249
17 – Porta-vozes de Deus à comunidade: Daniel. . . . . . . . . . . . . . . . . . 263

UNIDADE 6
O INÍCIO DA COMUNIDADE
DA NOVA ALIANÇA.................................. 273

18 – O mundo do Novo Testamento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 275


19 – Jesus: O Mediador da nova aliança. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 291
20 – Jesus nos Evangelhos: os Evangelhos de Mateus e Marcos. . . . . . 305
21 – Jesus nos Evangelhos: os Evangelhos de Lucas e João. . . . . . . . . . 323
22 – O crescimento e a expansão da comunidade da nova aliança:
o Livro de Atos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 341

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UNIDADE 7
PAULO: PORTA-VOZ DA NOVA
COMUNIDADE DA ALIANÇA..................... 355

23 – Paulo e suas cartas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 357


24 – A Carta de Paulo aos Romanos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 369
25 – 1 e 2 Coríntios e Gálatas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 383
26 – Efésios, Filipenses e Colossenses. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 399
27 – 1 e 2 Tessalonicenses. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 413
28 – 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 423

UNIDADE 8
PROVAÇÕES E TRIUNFOS DA
COMUNIDADE DA NOVA ALIANÇA........... 435

29 – A Carta aos Hebreus. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 437


30 – As Cartas de Tiago, Pedro e Judas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 449
31 – As Cartas de João. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 461
32 – O Livro de Apocalipse. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 473

Epílogo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 485
Notas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 487
Índice Remissivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 503

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Prefácio

A Bíblia desempenha um papel importante na fé e na educação cristã do homem. Pra-


ticamente todos os cristãos afirmam que a Bíblia é a Escritura inspirada e a Palavra de Deus,
e pelo menos uma versão dela pode ser encontrada em cada lar cristão.
A maioria dos cristãos está familiarizada com as histórias de Adão e Eva, Noé, Abraão,
José, Moisés, Samuel, Davi, Jesus, Pedro, Paulo e outras personalidades bíblicas conhecidas.
As histórias bíblicas fazem parte do currículo da escola dominical na maioria das igrejas
cristãs. Os pregadores usam a Bíblia como fonte de pregação e ensinamento sempre que
cristãos se reúnem para adorar a Deus. A leitura e o estudo da Bíblia são uma parte comum
da vida devocional dos cristãos devotos.
Com frequência, eles consultam a Bíblia em busca de respostas definitivas para ques-
tões relacionadas à moral e à ética. Apesar da popularidade da Bíblia e de sua posição sa-
grada na Igreja e na sociedade, há um nível alarmante de “analfabetismo bíblico” entre os
cristãos hoje em dia. Esse fato é particularmente evidente entre os jovens que ingressam em
faculdades e universidades cristãs.
Uma das principais razões para essa crise é a falta de uma abordagem disciplinada na
compreensão e no estudo da Bíblia. Com frequência, os estudos bíblicos individuais ou em
grupos se concentram na aplicação da Bíblia em questões práticas e contemporâneas, sem pro-
curar investigar o contexto, a forma literária e o significado do texto para o público original.
Um objetivo importante de Descobrindo a Bíblia é ajudar os leitores a desvendar o
mundo por trás dos relatos bíblicos e fornecer-lhes o conhecimento básico necessário para
captar o significado e a mensagem das Escrituras.
O livro Descobrindo a Bíblia foi escrito principalmente como material didático de nível
introdutório para cursos panorâmicos em faculdades e universidades cristãs que incluem o
estudo da Bíblia como parte integral de seu programa educacional. A exigência da Bíblia na
grade dos cursos de Artes Liberais pressupõe suas importantes contribuições para a herança
e civilização da humanidade e seu valor como obra-prima literária.
Esta obra é um excelente recurso que introduz os leitores às características históricas,
literárias e teológicas da Bíblia. Descobrindo a Bíblia também possui o objetivo de levar os
estudantes a ter um encontro significativo com a viva e com a poderosa Palavra de Deus de
uma maneira transformadora durante os anos de formação na faculdade ou universidade. No
entanto, este livro não é apenas um material didático para cursos sobre a Bíblia em faculdades
e universidades. Outro objetivo importante é oferecer um recurso claro e de fácil compreensão
para leitores em geral e adultos que desejem aumentar seu conhecimento sobre a Bíblia.
Não há muitos panoramas introdutórios da Bíblia em um único volume no mercado
atualmente. Consideramos este trabalho uma contribuição importante para suprir a neces-
sidade crítica do povo de Deus.
Uma característica especial deste livro são os quadros informativos com conteúdo his-
tórico, cultural, literário, arqueológico, hermenêutico e teológico. Esses quadros oferecem

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esclarecimentos concisos que levam o leitor a uma compreensão mais profunda da Bíblia
como Palavra de Deus. Os livros bíblicos são apresentados nesta obra com informação in-
trodutória suficiente acerca de autoria, data, contexto e outros dados relevantes e necessários
para o entendimento do seu conteúdo. Cada capítulo apresenta objetivos de aprendizado,
lista de palavras-chaves, perguntas a serem consideradas durante a leitura, resumo em tópi-
cos, perguntas para reflexão e aplicação e fontes para estudo adicional. Além disso, ao final
da maioria dos capítulos, encontra-se uma proposta de estudo bíblico com o objetivo de
levar os leitores a desenvolver uma abordagem sistemática do estudo das Escrituras.
Descobrindo a Bíblia também demonstra uma preocupação profunda em destacar
as questões teológicas da Palavra. Embora não possua o objetivo de abranger todos os
diversos aspectos da teologia bíblica, cada capítulo demonstra a convicção dos autores de
que Deus operou na história das comunidades bíblicas. Perspectivas protestantes sobre
pecado, salvação, graça, fé, santidade e esperança do crente fundamentam cada capítulo e
estão resumidas nos quadros informativos de conteúdo teológico.
Todos os autores deste livro lecionaram em cursos panorâmicos sobre a Bíblia para
iniciantes em faculdades e universidades cristãs de Artes Liberais, e muitos deles estão
envolvidos com o ensino há mais de um quarto de século. Todos os autores possuem
qualificação nos estudos bíblicos em nível de doutorado. Descobrindo a Bíblia demonstra
a combinação de sabedoria e perícia destes acadêmicos cristãos que dedicaram sua vida à
educação superior cristã. Eles foram bem-sucedidos na transmissão de um entendimento
claro das Escrituras e no incentivo de uma fé viva e consciente por meio deste livro.
Tanto alunos como professores serão convidados a adentrar na mensagem da Pa-
lavra. É minha oração que seu amor pelas Escrituras e seu relacionamento com Deus se
aprofundem por meio do estudo deste livro.

— Roger L. Hahn
Editor geral de materiais didáticos
da Beacon Hill de Kansas

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Nota do editor ao aluno

Seja bem-vindo a uma jornada que o levará a conhecer a Bíblia de uma maneira
inovadora. Como leitor e estudante das Escrituras, você considerará esta jornada uma aven-
tura desafiadora e empolgante. O propósito deste livro é oferecer a você um roteiro claro e
estrategicamente projetado para que esta jornada seja uma incrível experiência de apren-
dizado. Nela, você se deparará com diversos cruzamentos importantes na história e com
o desenvolvimento da fé do povo de Deus — tanto Israel no Antigo Testamento como a
comunidade dos cristãos primitivos no Novo Testamento.
Os diversos capítulos deste livro têm como objetivo ajudá-lo a entender a impor-
tância de tais eventos históricos e tradições religiosas não somente para as comunidades
da fé do passado, mas também para o povo de Deus nos dias de hoje. Cada capítulo está
cuidadosamente estruturado não apenas com descrições desses eventos e dessas ideias
bíblicas, mas também com indicações e sinalizações que o ajudarão a transitar pelo ca-
pítulo sem muita dificuldade. Convidamos você a reservar algum tempo no início para
se familiarizar com essas indicações e sinalizações antes de embarcar em sua aventura no
descobrimento da Bíblia.

Objetivos
No início de cada capítulo, você encontrará uma lista de objetivos. Eles indicam o que
você deverá ser capaz de fazer como resultado do estudo de cada capítulo desta obra. Man-
tenha esses objetivos em mente ao ler e estudar cada parte do livro. Sublinhe ou grife os
trechos do capítulo onde encontrar descrições de tópicos que o ajudarão a alcançar cada
objetivo.

Palavras-chaves
Cada capítulo contém explicações ou definições de termos, bem como identificações
de pessoas e lugares importantes. Esses termos estão localizados no início de cada capítulo
e são destacados com negrito em suas ocorrências no decorrer do texto. A compreensão
desses termos e a capacidade de identificá-los ou descrevê-los é essencial para o sucesso
de sua jornada de estudo da Bíblia.

Perguntas a serem consideradas durante a leitura


No início de cada capítulo, você também encontrará várias perguntas. Elas visam
prepará-lo para a leitura e o estudo do assunto em questão em cada capítulo. Antes de
começar a leitura do capítulo, escreva suas respostas a essas perguntas. Esse exercício o
ajudará a refletir antecipadamente e a preparar-se para as questões históricas e teológicas
apresentadas no capítulo.

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Resumo em tópicos
É natural que todo leitor de livro ou capítulo de um livro faça a pergunta “Qual é o
ponto principal?”. Nós fornecemos alguns tópicos importantes ao final de cada capítulo,
os quais resumem os principais pontos dele. Utilize esses resumos em tópicos para revisar
o que você aprendeu e retorne aos trechos que você possa ter deixado de lado.

Perguntas para reflexão


Cada capítulo também termina com algumas perguntas. Elas o ajudarão a pensar
mais a respeito dos assuntos, dos acontecimentos e das ideias religiosas que você aprendeu.
O objetivo dessas perguntas é levá-lo não apenas a processar o que aprendeu, mas
também desafiá-lo a aplicar as lições nas situações de sua própria vida.

Proposta de estudo bíblico


Ao final de cada capítulo, a partir do terceiro, você encontrará uma proposta de es-
tudo bíblico, a qual, se realizada fielmente, ajudará você a desenvolver um método sistemático
de leitura e interpretação do texto bíblico.

Fontes para estudo adicional


Não temos a pretensão de que este material responda a todas as suas perguntas sobre
a Bíblia. Apesar de muito trabalho ter sido destinado à produção deste livro, reconhecemos
a providência da graça de Deus por meio de outros recursos que contribuem para o nosso
entendimento acerca de Sua Palavra. Cada capítulo termina com uma lista de dois ou mais
comentários bíblicos ou recursos que esperamos poder ajudá-lo na continuação de seu
estudo da Bíblia.

Quadros informativos
Ao longo de cada capítulo, incluímos quadros informativos de diferentes cores com
informações resumidas, porém úteis, sobre assuntos relacionados a interpretação bíblica,
teologia, história, cultura bíblica, características literárias e arqueologia. Os símbolos e a refe-
rência de cores desses quadros são especificados abaixo.

I Quadros de conteúdo interpretativo/hermenêutico que tratam de questões inter-


pretativas ou explicações relacionadas a textos bíblicos específicos.

T Quadros de conteúdo teológico que tratam de questões teológicas importantes


que encontramos nos livros bíblicos.

H Quadros de conteúdo histórico que oferecem esclarecimento para o desenvolvi-


mento de conceitos religiosos, ideias ou outras questões historicamente relevantes
relacionadas a assuntos específicos.

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C Quadros de conteúdo cultural que ilustram costumes culturais e ideias religiosas
da época bíblica.

L Quadros de conteúdo literário que explicam características literárias específicas


do texto bíblico.

A Quadros de conteúdo arqueológico que explicam descobertas arqueológicas im-


portantes que esclarecem determinados textos bíblicos.

Recursos visuais
Apresentamos fotos, mapas e ilustrações neste livro que lhe servirão de ajuda no estu-
do. Nossa esperança é que uma imagem valha mais que mil palavras! Nós também o incenti-
vamos a estudar os mapas e a tentar transpor a distância geográfica entre você e a localização
dos acontecimentos bíblicos.
Por fim, nossa oração é que você considere essas indicações e sinalizações imensamente
úteis ao iniciar sua “viagem” rumo à descoberta da Bíblia.

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Nota do editor ao
instrutor

O principal objetivo deste livro é oferecer um material didático claro, conciso, de fácil
leitura e pedagogicamente sólido para cursos panorâmicos de nível introdutório da Bíblia,
os quais são parte importante do currículo educacional geral em faculdades e universidades
cristãs. Cada capítulo deste livro aborda questões pedagógicas que são cruciais para o domí-
nio do conteúdo, bem como sua avaliação e aplicação.
O método pedagógico inclui objetivos de aprendizado, listas de palavras-chaves, per-
guntas para os alunos a fim de orientá-los quanto ao material de cada capítulo, panoramas
do conteúdo dos livros bíblicos, resumo em tópicos, perguntas para reflexão, avaliação e
aplicação das lições aprendidas, uma proposta de estudo bíblico e duas ou mais fontes para
leitura e estudo adicionais.
Também incluímos, em cada capítulo, diversos quadros informativos que abordam
uma variedade de assuntos e questões. Esses quadros de diferentes cores — categorizados
com conteúdo interpretativo, teológico, histórico, cultural, literário e arqueológico — estão
dispostos em posições estratégicas ao longo do capítulo.
Os quadros de conteúdo interpretativo tratam de questões interpretativas ou expli-
cações relacionadas a textos bíblicos específicos. Os quadros de conteúdo teológico se
concentram em análises profundas de questões teológicas importantes e em sua relevância
e aplicação à vida dos leitores contemporâneos da Bíblia. Os quadros de conteúdo
histórico, cultural, literário e arqueológico oferecem informação suplementar para expandir
o entendimento do leitor acerca da Bíblia. É nossa esperança que você considere esses
quadros informativos um recurso valioso para uma compreensão mais profunda de seus
alunos a respeito da Palavra de Deus.
Além dos quadros informativos, este livro inclui uma proposta de estudo bíblico ao fi-
nal de cada capítulo, a partir do terceiro. Nosso objetivo é introduzir os leitores a um método
adequado de leitura e estudo da Bíblia. Esperamos que você incentive seus alunos a realizar
essas tarefas como parte das exigências do seu curso.
Os colaboradores deste livro trazem consigo perspectivas singulares e treinamento
especializado em relação a diferentes seções da Bíblia. Cada capítulo reflete o interesse
acadêmico do autor, sua preparação e sua competência no ensino. O livro contém ma-
teriais e métodos de instrução testados e experimentados em nossas aulas panorâmicas
sobre a Bíblia.
Nossos longos anos de experiência no ensino de cursos introdutórios sobre a Bíblia
nos levaram a tomar decisões quanto à estrutura, ao formato e ao conteúdo deste livro.
Apresentamos este trabalho como uma obra acadêmica, mas escrito para o nível de univer-
sitários iniciantes, com uma linguagem de fácil compreensão. Também procuramos tratar
as questões críticas com profunda clareza, sem prejudicar o conhecimento acadêmico em
detrimento de uma abordagem superficial do assunto em questão.
Por fim, focamos a Bíblia como Escritura cristã, tendo em mente a unidade e a conti-
nuidade essenciais do Antigo e do Novo Testamento. Sempre que apropriado, os autores dos

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capítulos procuraram estabelecer uma relação da história e fé de Israel com a história e fé
da Igreja. A unidade da Bíblia, a continuidade entre os dois Testamentos e o plano redentor
de Deus para toda a humanidade, consumado pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, são
convicções primordiais dos autores deste livro. É nossa esperança que o leitor obtenha um
entendimento básico não só da história das comunidades bíblicas, como também dos temas
fundamentais da teologia bíblica.
Nosso desejo é que você considere este livro uma importante ferramenta em suas mãos
ao ensinar a Palavra eterna e fiel de Deus aos seus alunos e ao ministrar-lhes Sua graça em
sala de aula!

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Agradecimentos

Este volume único de Descobrindo a Bíblia é uma edição condensada e resumida de


Discovering the Old Testament (Descobrindo o Antigo Testamento) e Discovering the New
Testament (Descobrindo o Novo Testamento), publicados pela Beacon Hill Press. Quero
expressar minha gratidão aos meus colegas por permitirem que eu reeditasse seu material
nesses dois volumes e produzisse este livro.
Assim, agradeço a cada acadêmico que colaborou com esta obra. A lista com o nome
deles a seguir vem com a indicação dos capítulos que contêm seu trabalho.
Alex Varughese (capítulos 1, 3, 4, 5, 6, 13, 14, 15, 16, 18, 23, 24, 25, 26, 27, 28 e epílogo)
David Neale (capítulos 21, 22)
Dan Spross (capítulos 24, 25, 26, 27, 28)
Jeanne Orjala Serrão (capítulos 29, 30, 31, 32)
Jim Edlin (capítulos 10, 16, 17)
Jirair Tashjian (capítulos 19, 20, 21)
Robert Branson (capítulos 11, 12)
Roger Hahn (capítulos 1, 2, 23)
Tim Green (capítulos 7, 8, 9)

Agradeço também a Roger Hahn, editor geral da Centennial Initiative na Igreja de


Nazarene, e a Bonnie Perry, editora executiva da Beacon Hill Press, de Kansas, pois eles
foram incentivadores fiéis deste projeto.
Esta obra reflete o forte compromisso da Beacon Hill em oferecer recursos acadêmi-
cos de qualidade a faculdades e universidades cristãs, bem como a pastores e membros de
igrejas.
Eu também gostaria de expressar minha gratidão a Richard Buckner, editor da linha
de produtos para ministério da Beacon Hill Press, por sua assistência e supervisão editorial
neste projeto, e a Sharon Page, pelo projeto habilidoso e design deste livro.
Meu agradecimento maior a Deus.

Alex Varughese,
Editor

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UNIDADE 1

INTRODUÇÃO

O estudo desta unidade ajudará você a:


• Discutir a formação da Bíblia e a canonização dos livros bíblicos.
• Descrever a estrutura literária da Bíblia.
• Resumir a história da tradução da Bíblia.
• Estabelecer diretrizes para a leitura e a interpretação da Bíblia.

1. Uma história, muitos livros


2. Como se deve ler a Bíblia?

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1
Uma história,
muitos livros

Objetivos:
O estudo deste capítulo deverá ajudar você a:
• Resumir o processo de formação dos livros bíblicos e a canonização do Antigo e
do Novo Testamento.
• Descrever as diversas e importantes seções literárias da Bíblia e os livros que
fazem parte de cada uma dessas seções.
• Discutir a unidade e a continuidade da história bíblica no Antigo e no Novo
Testamento.
• Resumir a história da tradução da Bíblia.

Palavras-chaves
Perguntas a
Revelação Os Manuscritos
serem consideradas do mar Morto
durante a leitura: Encarnação
Ketuvim
Inspiração
1. Qual é a relação entre revelação e Canonização
Teoria da
inspiração na confecção da Bíblia? inspiração ditada Evangelhos
2. Como os livros bíblicos demonstram Teoria da Cartas
a unidade e a continuidade da história inspiração
Literatura
bíblica? dinâmica
apocalíptica
Cânon
3. Como você relaciona o conceito de Targuns
comunidade da aliança com a formação Teologia
Septuaginta
da Bíblia? História da
Vulgata
salvação
Apócrifos
Torá
Nebi’im

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1. Uma história, muitos livros

De que se trata a Bíblia? — são parte da história da Bíblia. A história


bíblica, que começa no Livro de Gênesis, com
o relato da criação da Terra e da humanidade
A revelação de Deus na História
por Deus, termina no Livro de Apocalipse,
A história relatada na Bíblia é frequen-
com a consumação da história e a criação de
temente considerada “a maior história já con-
um novo céu e uma nova terra.
tada”. Essa é uma forma adequada de caracte-
O ponto central da história bíblica é a
rizar a Bíblia, porque ela trata da história de
revelação de Deus na pessoa de Jesus de Na-
um relacionamento por meio do qual Deus zaré. O Verbo de Deus, Jesus, encarnou, fez-
revela e expressa Seu amor à humanidade. -se carne e sangue (encarnação), e, assim, re-
Essa história revela ao leitor quem Deus é. velou-se de modo mais pleno à humanidade.
A Bíblia narra a história da revelação Os acontecimentos históricos do An-
divina, da autorevelação dele à humanida- tigo Testamento constituem o cenário des-
de por meio de Suas palavras e ações. Por- sa realidade suprema da autorrevelação de
tanto, ela é mais do que uma mera história. Deus. O Novo nos oferece o registro das
Ela é História, porque acontecimentos his- ações de Deus na história por meio do es-
tóricos serviram de cenário para a revela- tabelecimento da comunidade cristã e do
ção divina registrada na Bíblia. crescimento da Igreja.
Acontecimentos históricos — a começar A história humana continua a servir
pela criação da Terra e da humanidade por como palco para as ações de Deus por inter-
Deus, a ascensão da civilização humana e o médio de Cristo e de Seu Espírito Santo. Nós
surgimento dos poderes políticos mundiais precisamos considerar essa relação essencial

Deus se revela a nós por meio de Sua criação: um pôr do sol visto do mar da Galileia

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UNIDADE 1

comumente conhecidos como livros deute- profetas de Israel, Isaías, Jeremias e Eze-
rocanônicos ou apócrifos. quiel, e menores (Oseias, Joel, Amós, Oba-
A tradição judaica divide as Escrituras dias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque,
hebraicas em três partes: Torá (a Lei), Nebi’im Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias).
(os Profetas) e Ketuvim (os Escritos). Os li- A parte Ketuvim (os Escritos) contém
vros pertencentes à Torá, ou à Lei (Gênesis, os seguintes livros: Salmos, Jó, Provérbios,
Êxodo, Levítico, Números e Deuteronô- Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes,
mio), contêm os primeiros registros da his- Lamentações, Ester, Daniel, Esdras, Neemias,
tória humana e o início da história de Israel. 1 Crônicas e 2 Crônicas.
As narrativas de Israel incluem as his-
tórias dos ancestrais dessa nação, o estabe- Formação do Antigo Testamento
lecimento deles como povo por Deus, as re- O Antigo Testamento em sua forma
gras e normas determinadas por Deus para atual é o resultado de um processo longo
a fé e a vida de Israel no mundo e a história e complexo que incluiu a escrita e o de-
da jornada desse povo à terra de Canaã. senvolvimento de manuscritos, bem como
Com exceção de Gênesis 1—11, esses livros a aceitação de manuscritos selecionados
abrangem a história de Israel desde aproxi- como Escrituras [inspiradas por Deus] re-
madamente 1900 a.C. a 1240 a.C. conhecidas pelo judaísmo.
A parte Nebi’im (os Profetas) possui As histórias registradas no Livro de
duas subdivisões. A primeira, também co- Gênesis faziam parte das tradições de fé de
nhecida como Profetas Anteriores (Josué, Israel durante a época de Moisés (Século 13
Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis), trata da a.C.). Começando com o Livro de Êxodo, os
história de Israel desde sua entrada em Ca- acontecimentos bíblicos se concentram na
naã até o início do seu cativeiro na Babilônia vida e no ministério de Moisés. As histórias
(1240 a.C. a 587 a.C.). Esses livros são co- em Êxodo, Levítico, Números e Deuteronô-
nhecidos como os livros históricos da tradi- mio pertencem ao período mosaico. Talvez
ção cristã. A segunda subdivisão, os Profetas uma parte significativa dessas histórias tenha
Posteriores, contém os livros dos grandes permanecido como tradição oral de Israel
(histórias transmitidas oralmente de uma ge-

A
ração a outra) durante três ou mais séculos
MANUSCRITOS DO MAR MORTO
antes de serem registradas na forma escrita.
Também é possível que grandes tre-
Os manuscritos hebraicos mais antigos
chos dos Livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Sa-
que temos hoje são de um período por volta
de 100 a.C. Esses manuscritos, encontrados muel e 1 e 2 Reis tenham existido na forma
em Qumran, na região noroeste do mar Mor- de tradição oral durante um período consi-
to, esclareceram um pouco sobre a história derável de tempo.
dos manuscritos do Antigo Testamento. Os Livros dos Profetas pertencem a um
Os Manuscritos do mar Morto, des- período entre o oitavo e o quinto século a.C. A
cobertos entre 1947 e 1956, incluem duas maior parte dos Escritos também poderia ser
cópias do Livro de Isaías (uma delas com- datada desse período. É provável que a maio-
pleta), um comentário sobre o Livro de Ha- ria dos livros do Antigo Testamento tenha re-
bacuque, vários salmos e fragmentos de to- cebido sua forma final entre 800 e 400 a.C.
dos os livros do Antigo Testamento, menos Os locais onde a escrita dos livros do
Ester. Além disso, as cavernas em Qumran Antigo Testamento ocorreu não são clara-
também nos deram um grande número de mente conhecidos por nós, mas a Palestina
material não bíblico. e a Babilônia são possíveis localizações.

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1. Uma história, muitos livros

Caverna IV de Qumran, a qual continha uma cópia quase completa da tradução em grego dos 12 profetas menores

Não temos os manuscritos originais especial em copiar e preservar os manuscritos


(hológrafos) dos livros do Antigo Testa- dos livros do Antigo Testamento.
mento. Cópias ou manuscritos posterio- Em cerca de 500 d.C., os escribas in-
res dos livros do Antigo Testamento são troduziram um sistema de vogais e notas de
produto do trabalho dos escribas, os quais margem (massorá) no texto do Antigo Tes-
faziam cópias cuidadosas e precisas de tamento. O texto massorético, fonte textual
manuscritos existentes. Desgaste, rasgos e da Bíblia hebraica hoje, é atribuído à obra
envelhecimento dos rolos teria induzido a completa desses escribas [massoretas].
novas cópias dos manuscritos antigos.
Descobertas em Qumran confirmaram Canonização do Antigo Testamento
a opinião acadêmica de que uma variedade Em diversos períodos na história da
de tradições de manuscritos existia durante produção e transmissão dos livros do An-
a época pré-cristã. Embora não se saiba mui- tigo Testamento, o judaísmo deu passos
to acerca da história e da produção dos ma- em direção ao reconhecimento desses li-
nuscritos, do Antigo Testamento, cremos vros como oficiais e normativos para a fé e
que, por volta de 100 a.C., as autoridades a prática. A precisa história desse processo
judaicas na Palestina iniciaram o processo (canonização) é desconhecida.
de análise das diversas tradições de manus- Acadêmicos acreditam que os livros
critos, a fim de estabelecer as Escrituras pa- da Lei (Torá) eram as Escrituras oficiais (câ-
drões e oficiais do judaísmo. Isso significa non) do judaísmo em torno de 400 a.C. É
que um grande número de manuscritos não possível que esses livros tenham se tornado
recebeu reconhecimento como Escritura [e oficiais sob a influência de Esdras, o sacer-
não entrou para o cânon sagrado]. Esse pro- dote, o qual influenciou a vida judaica no
cesso foi completado em 100 d.C. quinto século a.C. [pós-exílio babilônico].
A partir do estabelecimento de uma O judaísmo aceitou os Profetas Ante-
tradição de manuscrito padrão e oficial, os riores e Posteriores como cânon por volta de
representantes do judaísmo tiveram cuidado 200 a.C. Alguns dos Ketuvim (os Escritos)

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UNIDADE 1

faziam parte das Escrituras sagradas do ju- tradição, havia escrito ou coletado o mate-
daísmo no início do primeiro século d.C. rial narrado neles.
As referências à Lei, aos Profetas e Embora alguns acontecimentos e al-
aos Salmos no Novo Testamento (veja, por gumas palavras de Jesus sejam comuns a
exemplo, Lucas 24.44) indicam a natureza dois, três ou até mesmo todos os quatro
do cânon judaico no primeiro século de- Evangelhos, cada escritor pintou um re-
pois de Cristo. trato ímpar da vida e importância de Jesus.
A aceitação oficial do Ketuvim como Cada um dos Evangelhos dedica quase um
cânon ocorreu durante o Concílio de Jâm- terço do livro à última semana, morte e res-
nia, por volta de 95 d.C. Durante esse con- surreição de Jesus.
cílio, os rabinos deram seu aval oficial a to- O quinto livro de narrativa é o de
dos os 39 livros do Antigo Testamento. Atos dos Apóstolos, o qual, claramente, é
o segundo volume produzido pelo autor
O Novo Testamento do Evangelho de Lucas. O prólogo tanto
Um total de 27 porções de literatura de Lucas como de Atos deixa claro que Lu-
cristã antiga forma o Novo Testamento. A cas tencionou que esses dois livros fossem
organização do Novo Testamento mostra entendidos como parte do gênero antigo
algumas semelhanças impressionantes com de história.
a organização do Antigo. O Novo Testamen- Depois dos Evangelhos e de Atos, o
to também começa com uma compilação Novo Testamento apresenta duas compila-
de narrativas seguida por uma compilação ções de cartas cristãs primitivas. A primeira
de escritos ocasionais produzidos durante compilação contém cartas escritas pelo após-
a história narrada. E, assim como o Antigo, tolo Paulo a diversas igrejas ou pessoas (Ro-
encerra com uma visão profética do futuro. manos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Fili-
Os Livros de Mateus, Marcos, Lucas e penses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e
João são chamados de Evangelhos e devem 2 Timóteo, Tito, Filemom). A segunda com-
sua designação à pessoa que, conforme a pilação de cartas costuma ser chamada de

As primeiras cópias dos manuscritos do Novo Testamento foram escritas em papiro, material feito de caules finos de papiros

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1. Uma história, muitos livros

Cartas Gerais ou Católicas. O termo católico


vem do fato de que muitas (mas não a totali-
dade) dessas cartas foram escritas a igrejas, e
MINUSCULARES E UNCIAIS
L
não a pessoas (Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, Alguns dos primeiros manuscritos do
2 e 3 João, Judas). Todas as cartas lidam com terceiro ao sexto século se encontram em le-
preocupações específicas — geralmente pro- tras formais, semelhantes a letras maiúsculas.
blemas ou problemas em potencial — que o Tais manuscritos são chamados de unciais.
autor tentava resolver por meio dessas cartas. O estilo cursivo de escrita, que liga uma
O último livro do Novo Testamento é letra à outra, tornou-se o método dominante
o Apocalipse, uma literatura apocalíptica nas cópias em uma época posterior. Manus-
que contém visões proféticas do fim dos critos no estilo cursivo apresentam uma ca-
tempos. Assim como o Antigo Testamento, ligrafia menor, conhecida como minuscular.
o Novo Testamento encerra com uma pala- Há milhares de manuscritos do Novo Testa-
vra de esperança para o futuro. mento nesta forma. Os acadêmicos conside-
ram os unciais como sendo as fontes mais
antigas e confiáveis do Novo Testamento.
Formação do Novo Testamento
Com uma ou duas possíveis exceções, A seguir, estão os principais unciais, todos
todos os autores dos livros do Novo Testa- em pergaminho de couro em forma de códex:
mento foram judeus, tanto em nacionalidade • Códex Sinaiticus, datado do quarto
como em religião. século, contém todos os 27 livros.
A língua comum dos judeus que vive- • Códex Vaticanus, também datado
ram na Palestina na época de Jesus era o ara- do quarto século, não tem a parte
maico. No entanto, é quase certo que todos após Hebreus 9.13.
os livros do Novo Testamento foram escri- • Códex Alexandrinus, datado do
tos no dialeto grego comum chamado koine quinto século, não tem o Evange-
(em grego, comum), falado em toda a meta- lho de Mateus.
de leste do Império Romano daquela época.
O grego koine não era a língua dos autores
clássicos, mas a língua de negócios e relações e Atos, que podem ter sido preparados para
internacionais nos tempos de Jesus. publicação geral), é bem provável que a maior
Os livros do Novo Testamento foram parte do Novo Testamento tenha sido escrita
escritos entre 50 d.C. e 100 d.C. Até onde primeiro e, depois, copiada no papiro.
sabemos, existia apenas uma cópia de cada A cópia mais antiga de um livro do
livro, e essa cópia ficava na igreja para a qual Novo Testamento de que se tem conheci-
o livro fora escrito. Documentos do segundo mento é um pequeno pedaço de papiro
século sugerem que esses escritos eram lidos encontrado no Egito, o qual contém alguns
em voz alta na igreja juntamente com as lei- versículos de João 18. Especialistas acredi-
turas do Antigo Testamento. No decorrer do tam que ele foi escrito por volta de 125 d.C.,
tempo, outras igrejas teriam solicitado có- uma única geração após a época em que o
pias desses livros, o que, por sua vez, levou quarto Evangelho foi escrito.
ao processo de cópia do Novo Testamento. Diversos papiros parciais dos Evan-
As cópias mais antigas dos livros do gelhos, Atos e Cartas de Paulo que foram
Novo Testamento que ainda existem foram copiados entre 180 d.C. e 220 d.C. foram
escritas em papiro. Apesar de ser possível que encontrados no último século. Cópias com-
alguns livros do Novo Testamento tenham pletas do Novo Testamento escritas em
sido escritos em pergaminho (como Lucas pergaminho em torno de 325 d.C. também

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UNIDADE 1

foram encontradas nos últimos dois séculos. suprimidos) e dez Cartas de Paulo (todas,
Críticos textuais do Novo Testamento ago- menos 1 e 2 Timóteo e Tito).
ra possuem mais de cinco mil manuscri- É possível que a Igreja cristã tenha ini-
tos (cópias escritas à mão) completos ou ciado a formação do cânon do Novo Testa-
parciais do Novo Testamento em grego, a mento a fim de reagir ao ensinamento he-
maioria dos quais foi descoberta nos últi- rético de Marcião. O fragmento Muratório
mos 200 anos. (escrito entre 180 d.C. e 200 d.C. e desco-
berto em 1740) contém a lista mais antiga
Canonização do Novo Testamento dos livros do Novo Testamento. Nesse do-
É provável que a primeira compilação cumento, não disponível para nós em sua
de livros do Novo Testamento feita pela Igre- forma completa, estão os Livros de Lucas,
ja primitiva tenha sido uma compilação de João, Atos, as 13 Cartas de Paulo, a Carta
cartas paulinas. Essa compilação foi possi- de Judas, duas Cartas de João, a Sabedoria
velmente completada nos primeiros 25 anos de Salomão, o Apocalipse de João e o Apo-
do segundo século. Em algum momento en- calipse de Pedro. Acredita-se que a parte
tre 100 d.C. e 150 d.C., os quatro Evangelhos destruída continha referências a Mateus e
foram reunidos e agrupados para publicação. Marcos.
Marcião, em meados do segundo século d.C., Do período inicial do terceiro século,
rejeitou o Antigo Testamento e foi o primeiro há a lista de Orígenes (184—254 d.C.), que
a produzir uma lista canônica dos livros do inclui os quatro Evangelhos, Atos, as 13 Car-
Novo Testamento, que continha o Evangelho tas de Paulo, 1 Pedro, 1 João e o Apocalip-
de Lucas (com os dois primeiros capítulos se de João como livros aceitos por todas as

H HISTÓRIA DO NOVO TESTAMENTO IMPRESSO

Erasmo de Rotterdam foi o primeiro erudito a publicar uma cópia do Novo Testamento em
grego (1516). Mais tarde, ele publicou mais quatro edições (1519, 1522, 1527, 1535) desse
Novo Testamento.
Várias outras edições apareceram entre 1546 e 1604 (quatro edições por Robert
Stephanus e nove edições por Theodore Beza). Todas essas edições do Novo Testamento
foram baseadas em um manuscrito do quarto século, frequentemente chamado de luciâ-
nico e também conhecido como bizantino, antioquino, sírio, eclesiástico, koiné ou texto
comum. Essa tradição permaneceu como texto padrão do Novo Testamento em grego
até o fim do século 19.
Após a publicação do Códex Sinaiticus e Vaticanus em meados do século 19, B. F. Westcott
e F. J. A. Hort publicaram uma edição alternativa do Novo Testamento grego em 1881. Seu estudo
de milhares de manuscritos e citações do Novo Testamento nos escritos dos pais da Igreja levou-
-os a concluir que o Códex Sinaiticus e o Códex Vaticanus continham o texto mais confiável do
Novo Testamento.
O Novo Testamento em grego publicado pelas Sociedades Bíblicas Unidas em 1966 tem
por base a obra de Westcott e Hort. Essa edição alternativa nos oferece um texto eclético com
base no melhor testemunho de passagens do Novo Testamento encontradas em manuscritos
antigos e escritos de cristãos primitivos. A edição da Sociedade Bíblica Unida se tornou uma
fonte importante para as traduções modernas em inglês.

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1. Uma história, muitos livros

igrejas. Ele também listou Hebreus, 2 Pedro, Em torno de 250 a.C., os tradutores pro-
2 e 3 João, Tiago e Judas dentre os livros con- duziram a Torá em grego. Nos 200 anos
testados e vários outros livros claramente seguintes, todo o Antigo Testamento já es-
rejeitados pela fé cristã tradicional. Ao que tava disponível em grego. Essa tradução é
parece, a Igreja primitiva conviveu com as conhecida como Septuaginta (LXX).
três categorias de Orígenes (livros aceitos, A Bíblia em latim foi o segundo maior
contestados e rejeitados) durante mais de acontecimento na história da tradução bí-
um século. blica. Estudiosos acreditam que uma versão
Encontramos a lista canônica atual de em latim já existia em 180 d.C. No quarto
27 livros pela primeira vez na carta pascal século d.C., o bispo Jerônimo deu início à
anual de Atanásio (367 d.C.), bispo de Ale- tarefa de traduzir a Bíblia para o latim, usan-
xandria. Nessa carta às igrejas, ele listou os do versões latinas existentes e a Septuaginta.
27 livros como oficiais ou canônicos e como Em 385 d.C., ele se mudou para Belém, onde
Escrituras que deveriam ser lidas durante o passou os 14 anos seguintes traduzindo a Bí-
culto de adoração da Igreja. blia hebraica para o latim. Durante o sexto
Aparentemente, o Concílio de Hipo- e o sétimo século, os pais da Igreja deram
na, no Norte da África, reconheceu oficial- prioridade à obra de Jerônimo dentre outras
mente os 27 livros do Novo Testamento versões latinas existentes.
como Escrituras canônicas em 393 d.C. As Embora a palavra vulgata (que signifi-
ações desse concílio foram reconsideradas ca comum) fosse um termo anteriormente
e aceitas pelo Concílio de Cartago em 397 aplicado às versões latinas iniciais, a tradu-
d.C. As anotações ali registradas identifi- ção de Jerônimo acabou ficando conhecida
cam claramente os 27 livros do Novo Tes- como a Vulgata. Gradualmente, a Vulgata
tamento como sendo Escrituras canônicas. latina se tornou a Bíblia oficial da Europa
ocidental durante a Idade Média.
John Wycliffe (1330—1384 d.C.) fez
Tradução da Bíblia a primeira tentativa sistemática de traduzir
A primeira tentativa de tradução da a Bíblia para a língua inglesa. O objetivo da
Bíblia é atribuída ao costume da sinagoga obra de Wycliffe era lutar contra a corrupção
de dar uma interpretação extemporânea na Igreja disponibilizando a Bíblia às pessoas
das Escrituras hebraicas em língua ara- comuns. Sua tradução do Novo Testamento
maica. O costume existiu durante a época completo surgiu em 1380. Dois anos mais tar-
de Esdras e Neemias, em meados do quin- de, ele e seus amigos completaram a tradução
to século a.C. (veja Ne 8.8), e continuou de toda a Bíblia. Após sua morte, em 1384,
durante os primeiros 400 anos da era cris- seus amigos revisaram a primeira edição. As
tã. Os escribas judeus começaram a trans- autoridades da Igreja condenaram os escritos
ferir essas paráfrases orais para a escrita de Wycliffe e ordenaram que seus ossos fos-
antes da época de Cristo. Esses escritos sem desenterrados do túmulo e queimados.
são conhecidos como targuns (que signi- William Tyndale (1494—1536 d.C.)
fica tradução). foi o primeiro intelectual a traduzir uma
A tradução de uma porção do Antigo porção da Bíblia a partir das línguas origi-
Testamento do hebraico para o grego foi nais (hebraico, aramaico e grego). Temen-
o primeiro acontecimento real na história do represálias das autoridades da Igreja,
da tradução da Bíblia. Isso foi realizado em Tyndale se mudou para a Alemanha em
Alexandria, no Egito, para o benefício dos 1524 e publicou a primeira edição do Novo
judeus que ali viviam e que falavam grego. Testamento em 1526. Essa foi a primeira

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UNIDADE 1

esteve realizando durante a história da sal- De maneira semelhante, a Igreja do


vação em resposta tanto à rejeição como à Novo Testamento entendia fazer parte de
aceitação humana de Sua graça. uma comunidade da aliança em continui-
O Israel do Antigo Testamento enten- dade a Israel. A renovação dessa aliança
dia estar ligado a Deus pela aliança do mon- ocorreu graças à obra salvadora de Deus
te Sinai. Essa aliança passou a existir graças em Cristo a favor dos judeus e dos gentios.
às obras salvadoras de Deus a favor de Israel. O Novo Testamento visiona um povo
A aliança visionava um povo cuja vida co- cuja vida coletiva e individual reflita a san-
tidade e o amor do Deus que se revelou em
letiva e individual refletisse a santidade do
Cristo. Essa visão cria expectativas para a
Deus a quem estava ligado. Essa visão criou
comunidade da aliança, e o Novo Testa-
expectativas para o povo de Deus, e a alian-
mento, especialmente as cartas e o Apoca-
ça apresentava as consequências por se viver lipse, descreve as consequências por a Igre-
ou não de acordo com elas. ja viver ou não de acordo com a
visão de Deus para ela.
Página da Bíblia King James Version, edição de 1611
O ponto central deste con-
ceito de aliança é a comunidade
da fé. Nem o Antigo nem o Novo
Testamento enxergam a fé como
um assunto meramente pessoal.
Embora o relacionamento de um
indivíduo com Deus seja intensa-
mente pessoal, ele é sempre pos-
to em prática em comunidade.
Crentes individualmente reco-
nhecem sua vida juntos em ado-
ração, ensino e ministério como
sendo o contexto para seu rela-
cionamento pessoal com Deus.
Há muitos trechos no Novo
Testamento em que a palavra
Cristo se refere a Jesus como um
indivíduo histórico que foi cru-
cificado e ressurreto dentre os
mortos. Há muitos outros trechos
em que a palavra Cristo se relacio-
na à Igreja, o Corpo de Cristo, a
expressão de Cristo em comu-
nidade. Esta é uma comunidade
acolhedora que convida e desa-
fia seus membros a tornarem-se
como Cristo. A Bíblia é o guia
para esse modo de vida de alian-
ça e convida qualquer um que se
defronte com a Palavra de Deus a
entrar para essa comunidade.

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1. Uma história, muitos livros

Resumo em tópicos
• A revelação e a inspiração tiveram um papel fundamental na produção da Bíblia.
• Os livros bíblicos mostram a unidade e a continuidade da história da salvação.
• A Bíblia veio à existência por meio de um processo longo e complexo de produção de
manuscritos.
• Os livros bíblicos estão organizados em diversas seções importantes, como a Lei, os
Profetas, os Escritos, os Evangelhos, as Cartas e a Profecia.
• O processo de canonização ajudou a estabelecer a autenticidade e a autoridade dos
livros bíblicos.
• A tradução da Bíblia é uma parte constante da história do povo de Deus na época do
Antigo e do Novo Testamento.
• Os livros bíblicos informam ao povo de Deus como colocar em prática o modo de vida
exigido pela aliança.

Perguntas para reflexão


1. Como a estrutura do Novo Testamento reflete seu caráter “semelhante à vida” e
sua aplicabilidade?
2. Até que ponto você vê a ação de Deus no processo de canonização? A quais
conclusões chega quanto à natureza do cânon?
3. De que maneiras você já experimentou a vida em uma comunidade da aliança
como a que produziu o Novo Testamento e que por ele foi produzida? De que
maneiras sua vida na igreja já teve falta de elementos de uma comunidade da aliança?

Fontes para estudo adicional


Ewert, David. A General Introduction to the Bible: From Ancient Tablets to Modern Trans-
lations [Uma introdução geral à Bíblia a partir de tábuas antigas de traduções modernas].
Grand Rapids: Zondervan, 1983.
Metzger, Bruce M. The Canon of the New Testament: Its Origin, Development, and Sig-
nificance [O cânon do Novo Testamento — sua origem, desenvolvimento e significado].
Oxford: Clarendon, 1987.
Wegner, Paul D. The Journey from Texts to Translations: The Origin and Development of the
Bible [A viagem pelos textos de tradução — a origem e o desenvolvimento da Bíblia]. Grand
Rapids: Baker, 1999.
Willimon, William H. Shaped by the Bible [Moldado pela Bíblia]. Nashville: Abingdon, 1990.

37

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2
Como se deve
ler a Bíblia?

Objetivos:
O estudo deste capítulo deverá ajudar você a:
• Descrever a conexão da exegese e da hermenêutica com o processo de
compreensão da Bíblia.
• Identificar os três universos da interpretação bíblica.
• Avaliar a importância do contexto histórico e cultural da Bíblia para sua
interpretação.
• Descrever as maneiras pelas quais os gêneros literários da Bíblia fornecem chaves
para a compreensão dela.
• Descrever o papel do leitor e das pressuposições teológicas na compreensão de
textos bíblicos.

Palavras-chaves
Perguntas a serem
consideradas durante Hermenêutica Provérbios de
a leitura: Exegese
sabedoria
Apocalíptico
1. Por que é necessário um método Narrativas
cuidadoso de leitura e interpretação da Parábola
Leis
Bíblia? Cartas
Poesia
2. De que maneira o conhecimento Estrutura
Discursos
do contexto histórico de um texto interpretativa
proféticos
bíblico permite que o leitor descubra o
significado desse texto?
3. De que modo as características literárias do texto, tais como gênero e forma,
influenciam no entendimento do texto?
4. Como se chega a uma compreensão teológica adequada de textos bíblicos?

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2. Como se deve ler a Bíblia?

As pessoas frequentemente supõem época em que foi escrito e como ele pode
que seja fácil ler e entender a Bíblia. Ape- ser aplicado à vida cristã hoje.
sar de isso parecer verdadeiro, costumamos O estudo de um texto para determinar
encontrar uma variedade de interpretações seu significado ora em seu contexto histó-
na leitura da Bíblia. Não é incomum que rico (na época em que foi escrito e lido) ora
duas pessoas leiam-na e cheguem a conclu- em seu contexto literário (como o texto é
sões diferentes quanto ao seu significado lido agora) é frequentemente chamado de
para a vida cristã hoje em dia. exegese. Grande parte do trabalho de pes-
O processo de canonização da Bíblia soas costumeiramente descritas como estu-
descrito no primeiro capítulo pressupunha diosas da Bíblia é dedicada à exegese.
a função ou autoridade dela como a Pala- Em décadas recentes testemunhamos
vra de Deus. Embora a opinião dos cristãos uma grande variedade de opiniões acerca
possa diferenciar-se em relação a como dos melhores métodos de exegese e herme-
Deus fez da Bíblia a Palavra divina, quase nêutica. Alguns dos debates mais enérgi-
todos concordam que ela possui tal auto- cos em faculdades e seminários teológicos,
bem como em denominações, são sobre
ridade. Isso significa que a Bíblia procura
exegese e hermenêutica.
transmitir uma mensagem de Deus. Quan-
Este capítulo apresentará uma abor-
do descobrimos que nem todos leem e en-
dagem amplamente aceita para a leitura e
tendem a mesma mensagem, precisamos
interpretação da Bíblia. Ela não é a única
atentar-nos para o modo de lê-la.
abordagem influente nos círculos de co-
O estudo de como ler e interpretar a
nhecimento bíblico cristão hoje, mas incor-
Bíblia chama-se hermenêutica. A herme- pora muitas ideias atuais sobre como orga-
nêutica inclui padrões de estudo para de- nizar o estudo e a interpretação da Bíblia.
terminar como o texto era entendido na Essa abordagem reconhece três perspec-
tivas principais a partir das quais o leitor
Leitor judeu usando o tefilin com as Escrituras em sua testa
pode obter um entendimento útil a respeito
da Bíblia. Essas três perspectivas criam um
universo no qual a Palavra é estudada.
A perspectiva do universo por trás do
texto estuda o contexto histórico e cultu-
ral dos livros bíblicos, procurando recriar
o universo político, econômico, social e
religioso no qual o autor e o público ori-
ginal viveram.
A perspectiva do universo contido no
texto estuda a linguagem e as características
literárias encontradas na Bíblia. Cria o uni-
verso literário do texto e concentra-se nos
meios pelos quais a transmissão do mate-
rial bíblico ocorre.
A perspectiva do universo à frente do
texto estuda como nós lemos a Bíblia hoje
e como a aplicamos tanto em nossa própria
vida como na vida da Igreja cristã. Essa
perspectiva procura entender o universo

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UNIDADE 1

bíblico. Deus não precisa que um leitor texto veio à existência. O universo contido
force outro para revelar-lhe a verdade. no texto oferece o veículo pelo qual o signi-
ficado do texto pode ser interpretado pelo
Conclusão leitor ou ouvinte. Nele, sua energia e poder
Se alguém acredita na Bíblia como sen- foram conhecidos pela primeira vez. Há ain-
do a Palavra de Deus ou mesmo como uma da o universo à frente do texto, que é onde o
mensagem religiosa importante, é preciso significado se une finalmente ao leitor. Esse
que esse leitor adentre todos os três univer- universo não pode ser ignorado. Entender
sos discutidos neste capítulo. O universo por cada universo e desenvolver a habilidade
trás do texto oferece esclarecimento acerca para trabalhar com cada um deles é essen-
das circunstâncias da realidade na qual o cial para uma boa leitura da Bíblia.

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2. Como se deve ler a Bíblia?

Resumo em tópicos
• As diversas compreensões a que as pessoas chegam durante a leitura da Bíblia
significam que precisamos de um método pelo qual possamos lê-la e estar de acordo
quanto ao seu significado.
• O universo por trás do texto oferece uma estrutura importante para entender os
textos bíblicos.
• O universo por trás do texto nos ajuda a entender a Bíblia como um livro realista.
• As características literárias da Bíblia nos ajudam a entender as estratégias de
comunicação dos escritores bíblicos.
• A associação entre o leitor, o autor e o texto é importante para que o correto
significado do texto surja.
• As pressuposições teológicas do leitor moldam a maneira com que ele encontra as
verdades teológicas na Bíblia.

Perguntas para reflexão


1. Como o estudo do contexto histórico e cultural o ajuda a enxergar a natureza
realista do universo bíblico?
2. Quais são algumas formas literárias de textos produzidos atualmente com as quais
você está familiarizado? De que modo compreendê-las o ajuda a entender como os
autores bíblicos empregaram as formas literárias?
3. Quais são suas pressuposições teológicas acerca da natureza da Bíblia? Como
essas pressuposições influenciam a maneira com que você entende a Bíblia?

Fontes para estudo adicional


Dyck, Elmer. The Act of Bible Reading: A Multidisciplinary Approach to Biblical Interpretation
[O ato de leitura da Bíblia — uma abordagem multidisciplinar para a interpretação bíblica].
Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1996.
Fee, Gordon D. & Stuart, Douglas. How to Read the Bible for All Its Worth [Como ler a
Bíblia por todo seu valor]. 2. ed. Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1993.
Hauer, Christian E. & Young, William A. An Introduction to the Bible: A Journey into Three
Worlds [Uma introdução à Bíblia — uma viagem a três mundos]. 3. ed. Englewood Cliffs,
Nova Jersey: Prentice Hall, 1993.
Tate, W. Randolph. Biblical Interpretation: An Integrated Approach [Interpretação bíblica — uma
abordagem integrada]. Ed. rev. Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, 1996.

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UNIDADE 2

O INÍCIO DE UMA
COMUNIDADE DA FÉ

O estudo desta unidade ajudará você a:


• Descrever o mundo em que a história e a fé de Israel se originaram.
• Discutir as tradições de fé de Israel acerca da origem do mundo e da
humanidade.
• Resumir a história da origem de Israel como povo que tinha aliança com Deus.

3. O mundo em que surge Israel


4. Israel vê o começo: Gênesis
5. Israel se torna uma comunidade
da aliança: Êxodo
6. Rumo à Terra Prometida: Levítico,
Números e Deuteronômio

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3
O mundo em que
surge Israel

Objetivos:
O estudo deste capítulo deverá ajudar você a:
• Descrever o cenário geográfico geral do Antigo Testamento.
• Identificar as diversas culturas do Antigo Oriente Próximo.
• Reconhecer e identificar locais importantes do Antigo Testamento em um mapa da
Palestina.
Palavras-chaves

Crescente Fértil Fenícios


Perguntas a serem
Sumérios Arameus
consideradas durante
a leitura: Cuneiforme Amonitas
Acadianos Moabitas
1. Discuta como sua origem geográfica e
cultural pode ter moldado ou influenciado Amorreus Edomitas
suas percepções religiosas. Hititas Midianitas
2. Qual é a consequência de estudar Hurritas Amalequitas
história sem ter conhecimento de
Assírios Palestina
geografia?
Babilônios Planície costeira
Persas Região montanhosa
Hicsos Vale do Jordão
Filisteus Transjordânia
Pentápole Neguebe
Cananeus Sefelá

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3. O mundo em que surge Israel

No capítulo dois, discutimos a impor- fluviais férteis e numerosas montanhas altas e


tância de entender o universo por trás do texto acidentadas. Nessa região próxima aos vales e
para obter uma compreensão adequada do sistemas fluviais, surgiram civilizações e gru-
texto bíblico. Neste capítulo, faremos um bre- pos culturais. E conflitos e lutas pelo poder
ve panorama do cenário geográfico e cultural eram um modo de vida nesse mundo antigo.
onde ocorreu o desenvolvimento da história Diversos grupos étnicos poderosos domina-
e das tradições de fé de Israel. Esse mundo in- ram essa região em épocas diferentes e con-
clui não somente a terra chamada de Canaã trolaram suas terras férteis e rotas comerciais.
no Antigo Testamento, a qual se tornou o lar Ela também era, com frequência, alvo de
do povo de Israel, como também os países e seca, fome, enchente, ataque de gafanhotos e
povos vizinhos do Antigo Oriente Próximo. outros desastres naturais. Em resumo, a vida
nessa região estava bem longe de ser segura.
A região de terras férteis e irrigadas no
O Antigo Oriente Próximo Antigo Oriente Próximo é composta pelo
O mundo do Antigo Testamento — que vale da Mesopotâmia, pelo Delta do Nilo e
inclui países modernos como Iraque, Síria, pela Síria-Palestina. Essas três regiões jun-
Líbano, Jordânia, Israel e a região norte do tas possuem a forma aproximada de um
Egito — é constituído, na maior parte, por crescente (o Crescente Fértil). A região da
deserto seco e árido, com alguns vales Síria-Palestina funciona como uma ponte

Antigo Oriente Próximo — o Crescente Fértil


Mar Negro

IMPÉRIO HITITA HURRITAS


Mar
Cáspio

MITANI

ASSÍRIA MÉDIA
SÍRIA
Me
so

po

Rio
CAN

Ri
tâm

Mar Mediterrâneo oE
Tig

ufr
ia

e r

ate
s
BA
Rio Jordão

BI

NI
A ELÃO

Delta do Nilo
ARÁBIA
EGITO
Golfo
SINAI
Nilo

Pérsico

0 50 100 150 200 250 mi.

0 50 100 200 300 400 km.

Mar
Vermelho

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UNIDADE 2

ligando os continentes da África e da Ásia. Os acadianos, grupo semita seminô-


Na Antiguidade, diversas potências políti- made, adquiriram o controle da parte sul do
cas tentaram controlar essa região devido à vale da Mesopotâmia por volta de 2300 a.C. e
sua importância estratégica para transporte construíram um império sob a liderança de
e comércio no mundo antigo. Sargão, o Grande. Apesar de o controle sumé-
rio dessa região ter chegado ao fim, sua cultu-
ra continuou a influenciar a área. Os acadia-
O vale da Mesopotâmia nos tomaram ou adaptaram diversos elemen-
A Mesopotâmia, terra entre os rios Eu- tos da cultura e religião suméria. Acredita-se
frates e Tigre, era constituída pela Assíria, ao que a versão acadiana da epopeia babilônica
norte, e pela Babilônia, ao sul, nos tempos da criação (Enuma Elish) seja uma expansão
bíblicos. Diversos grupos étnicos controla- da história da criação suméria.
ram a região da Mesopotâmia na Antiguida- Os amorreus haviam dominado pra-
de. Mencionaremos de modo resumido al- ticamente todas as partes da Mesopotâmia
guns dos povos mais importantes que domi- e da Síria-Palestina no século 18 a.C. Eles
naram essa região entre 3000 a.C. e 330 a.C. eram um grupo semita que estabeleceu Mari
Os sumérios estabeleceram sua cul- e Babilônia como centros de seu poder polí-
tura e civilização na parte sul do vale da tico. Descobertas de Mari incluem milhares
Mesopotâmia no início do terceiro milênio de inscrições tratando de questões legais, do-
a.C. Os estudiosos consideram a civilização mésticas e comerciais. Estudiosos acreditam
suméria como a primeira civilização signi- que os ancestrais de Israel eram amorreus.
ficativa na história da humanidade. Ela in- Os hititas ocuparam a região central
ventou a escrita em forma de cunha (cunei- da Ásia Menor entre 2000 e 1700 a.C. Os
forme) e construiu cidades como Suméria, seus textos de leis e tratados são fontes im-
Eridu, Ur, Larsa e Nippur. Os sumérios portantes do nosso conhecimento acerca
produziram vários mitos e epopeias religio- dos costumes legais e políticos do Antigo
sas, incluindo a primeira versão da história Oriente Próximo.
da criação babilônia (Enuma Elish). Os hurritas, ou horeus, vieram ori-
ginalmente das montanhas da Armênia.

C
Nos séculos 17 e 16 a.C., houve um enor-
QUEM SÃO OS SEMITAS?
me afluxo desse povo a todas as regiões
do Crescente Fértil. Em Mitani, eles esta-
O termo semita apresenta diferentes
beleceram uma dinastia e um império que
conotações. Alguns estudiosos o associam
aos grupos raciais descendentes de Sem, um controlava a Síria e a Mesopotâmia supe-
dos três filhos de Noé. De forma mais ampla, rior. Mais tarde, esse império foi domina-
aplica-se a todos que falam línguas pertencen- do pelos assírios. Nuzi, na região leste do
tes à família semítica (línguas antigas, como Tigre, era um centro da civilicação hurrita.
acadiano, ugarítico, cananeu, fenício, hebraico, Tábuas de Nuzi (datadas do século 15 a.C.)
aramaico, etiópico, árabe, dentre outras). De contêm diversos paralelos com os costumes
modo mais específico, hoje tem sido usado e a cultura dos ancestrais de Israel.
como indicação ao povo de ancestral judaico. Os assírios desempenharam um papel
Neste livro, utilizamos esse termo no sentido fundamental no destino da nação de Israel
mais amplo, a fim de incluir todos os povos
no oitavo e no sétimo século a.C. A região
antigos que estavam relacionados entre si por
características culturais e linguísticas comuns.
norte da Mesopotâmia foi o lar deles. As-
sur e Nínive eram as principais cidades da
Assíria. Os assírios lançaram um programa

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3. O mundo em que surge Israel

Esfinge próxima às pirâmides de Gizé

de construção do império no oitavo sécu- No entanto, as comunidades judaicas conti-


lo a.C. sob a liderança de Tiglate-Pileser nuaram a existir na Babilônia mesmo após o
III e adquiriram controle político sobre a fim do exílio.
Síria, Israel e até mesmo o Egito. Em meio Os persas se tornaram uma importante
ao sétimo século a.C., a Assíria começou a potência política no sexto século a.C. sob a
decair em poder e a perder o controle do liderança de Ciro. O atual Irã era o lar deles.
seu império devido ao ataque conjunto de Ciro incorporou os medos, anteriormente
medos, babilônios e citas. Os babilônios poderosos, e, depois, os babilônios em seu
destruíram Nínive em 612 a.C., e, com isso, império. O império se estendeu para o oeste,
os assírios deixaram de existir como nação. abrangendo a Ásia Menor, a Síria, a Palestina
Os babilônios se tornaram uma impor- e o Egito. A expansão para o leste chegou até
tante potência política no sétimo século a.C. a Índia. Os persas acabaram decaindo em for-
Assim, a região sul da Mesopotâmia passou ça, e seu império se tornou, mais tarde, parte
a ser conhecida como Babilônia. A cidade de do mundo que Alexandre, o Grande, con-
Babilônia, localizada no Eufrates, era a cidade quistou por volta de 335 a.C.
mais influente dos babilônios. Em 587 a.C.,
eles capturaram Jerusalém e forçaram os ju-
deus a exilarem-se na Babilônia. O exílio ju- Delta do Nilo (Baixo Egito)
daico durou até 539 a.C., quando a Babilônia O Antigo Testamento menciona o Egi-
foi dominada pelo Império Persa. Ciro, o rei to como lar do povo de Israel no início de
persa, concedeu liberdade aos judeus exila- sua existência. O Egito do Antigo Testamen-
dos e permitiu-lhes retornar à sua terra natal. to equivale à parte norte da terra do Egito

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UNIDADE 3

de diário redigido por Esdras e Neemias


H
OS MUROS QUEBRADOS DE
JERUSALÉM estão entre as fontes desses livros. As me-
mórias de Esdras podem ser encontradas
No mundo antigo, os muros das cida- em Esdras 7—10 e, possivelmente, em Nee-
des eram símbolo de força e estabilidade. mias 8 e 9. As memórias de Neemias cons-
Jerusalém era pouco povoada por causa de tam em Neemias 1—7 e 11—13.
seus muros derrubados. Uma cidade sem O material de Esdras—Neemias pode ser
muros seguros era vulnerável a ataques. No dividido nas quatro grandes seções a seguir:
entanto, os muros destruídos significavam • Restauração do templo (Ed 1.1—6.22)
mais do que falta de segurança para Israel. • Restauração da pureza (Ed 7.1—10.44)
Neemias chamou os muros derrubados de
• Restauração dos muros (Ne 1.1—7.73)
Jerusalém de miséria (Ne 1.3; 2.17). O muro
• Restauração da lei (Ne 8.1—13.31)
derrubado e a cidade desprotegida retrata-
vam o Deus de Israel como impotente peran-
te as nações. Isso também significava que a Cada uma dessas seções contém um
restauração não havia ocorrido por comple- padrão dos quatro elementos a seguir, de
to. A reconstrução, por outro lado, simbo- recorrência regular: (1) decretos reais, (2)
lizava as bênçãos contínuas de Deus sobre retorno do povo, (3) oposição à reconstru-
Israel e a proteção de Sua cidade escolhida. ção e (4) triunfo sobre a oposição.
As seções também apresentam para-
pessoas não judias e a falta de comprome- lelos umas com as outras. Neemias 1—7
timento com a aliança com Deus afetaram lembra Esdras 1—6 devido ao foco em um
seriamente a condição espiritual da nação. E projeto de reconstrução. Ambas as seções
esse descaso espiritual também afetou a vida também incluem celebrações de festas e
social da comunidade judaica. cerimônias de dedicação. E Neemias 8—13
ecoa Esdras 7—10 por enfatizar o papel da
Conteúdo lei na reconstrução da comunidade de Deus.
Esdras—Neemias é composto por di-
versos textos. Escritos com características
Restauração do templo
A primeira seção de
Esdras—Neemias conta
Neemias se preocupou com a reconstrução dos muros de Jerusalém. Os muros que as provações e os triunfos
cercam Jerusalém hoje foram construídos por Solimão, o Magnífico, no século 16 d.C daqueles que retornaram
primeiro para construir
o templo em Jerusalém.
Um decreto de Ciro, o rei
persa, permitiu o retorno.
Sesbazar, um mem-
bro da família real, liderou
o primeiro grupo de repa-
triados em 538 a.C. Assim
como o êxodo do Egito
centenas de anos antes,
Israel se pôs novamente
a caminho da Terra Pro-
metida, mas, desta vez, a
partir da terra natal de seu

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10. A restauração de Israel à Terra Prometida: Crônicas, Esdras, Neemias e Ester

ancestral Abraão. Quando


odes
Zorobabel veio com outro ã o d e Her
grupo, assumiu a liderança Port

co
da comunidade juntamen-

as
m
Da
te com Josué, o sumo sa-

de
cerdote. Eles construíram Portão

o

Bairro Muçulmano dos

r
Po
um altar e começaram a Leões
estabelecer as bases do
templo. Porém, a oposição vo
o No Templo
de povos vizinhos inter- rt ã
Po Bairro Cristão
rompeu abruptamente o
projeto, e a obra no templo
cessou.
Cerca de 18 anos
após os primeiros repatria- Portão
Bairro
dos terem chegado a terra, de Jafa Bairro Judeu
os profetas Ageu e Zaca- Armênio
rias (520 a.C.) começa-
Portão
ram a estimular os judeus dos
a dedicarem-se à tarefa de Mouros
reconstruir o templo nova-
mente. Isso suscitou dúvi- Portão de Sião
das em Tatenai, o governa- 0 200 mtrs.

dor da satrápia do Trans- 0 200 yds.

-Eufrates. Dario, o Gran-


de, publicou novamente Mapa de Jerusalém no quarto século a.C. (áreas sombreadas).
o decreto permitindo que O traçado mostra a fronteira atual da Cidade Antiga de Jerusalém
os judeus reconstruíssem
o templo, e eles o finaliza-
ram por volta de 515 a.C. Apesar de não ser que desejavam voltar, e a ensinar a lei de
do tamanho e da grandiosidade do templo de seu Deus. Tal comissão se encaixa com o
Salomão, funcionou como centro de adora- que os historiadores conhecem sobre as
ção ao Deus de Israel por aproximadamente políticas e práticas persas. O efeito do en-
600 anos. A construção desse segundo tem- sinamento da lei por Esdras foi uma nova
plo foi um acontecimento importante na conscientização do problema dos casamen-
história do povo de Deus. Ele afirmava, mais tos mistos. Esdras ficou desolado com esse
uma vez, a presença de Deus com o Seu povo. pecado e arrependeu-se. Outros seguiram
A reconstrução terminou com a celebração sua iniciativa, e a comunidade judaica lo-
da dedicação do templo e com a Páscoa. cal confessou seu pecado. Então, medidas
específicas foram tomadas a fim de tratar
Restauração da pureza com justiça de cada casamento impróprio.
Há uma lacuna de 50 anos entre Esdras
6 e 7. O foco muda para o retorno de Esdras, Restauração dos muros
o escriba, em 458 a.C. e para as reformas que A história da reconstrução dos muros
ele empreendeu após sua chegada. de Jerusalém é o assunto em Neemias 1—7.
O rei persa Artaxerxes I comissionou Cerca de dez anos depois dos acontecimen-
Esdras a retornar, juntamente com outros tos de Esdras 10, Neemias recebeu notícias

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UNIDADE 6

Paulo iniciou a se-


gunda jornada e escolheu
Silas como companheiro
de viagem. Essa jorna-
da levou os evangelistas
pelas regiões da Cilícia
e Galácia para o porto
marítimo ocidental de
Trôade. Paulo recrutou
Timóteo para se juntar à
equipe quando passava
por Listra. Lucas relata
que a visão de um varão
As ruínas de Gerasa, a cidade mais bem preservada das Decápolis, uma da Macedônia (At 16.9a)
confederação de 10 cidades romanas datadas do primeiro século a.C. que Paulo teve enquanto
estava em Trôade deu aos
Chipre, e então para Perge, Atioquia da evangelistas a urgência de irem à província
Psídia, Icônio, Listra e Derbe (At 13.1— macedônica da Grécia (At 16.6-10).
14.28). João Marcos também acompa- Em Filipos, os evangelistas encontra-
nhou os evangelistas, mas voltou para casa ram algumas judias devotas, libertaram
quando chegaram a Perge de Panfília. Em um adivinho endemoninhado e foram
Chipre, eles apresentaram o evangelho ao presos em decorrência da acusação de
procônsul, Segius Paulus, que também se desrespeitar a lei romana. Mas uma vigília
converteu, embora um mago local tenha dos evangelistas à meia-noite permitiu a
tentado afastá-lo da sua fé. milagrosa fuga da prisão e a subsequente

A colina de Marte

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22. O crescimento e a expansão da comunidade da nova aliança: o Livro de Atos

M
ar
ITÁ Ad
LIA riá
tic
o

MACEDÔNIA

GALÁCIA
M Antioquia
ar Icônio
Eg
eu ÁSIA Listra
Derbe
ACAIA
Antália Perge
Antioquia

Salamina
Pafos
CHIPRE
0 100 200 300 400 mi.

100 200 300 400 500 km.


Mar Mediterrâneo

EGITO
A primeira viagem missionária de Paulo

M
ar
ITÁ Ad
LIA riá A
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o ol
ED fíp Filipos
AC Tessalônica
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Antioquia

CHIPRE
0 100 200 300 400 mi.

100 200 300 400 500 km.


Mar Mediterrâneo
Cesareia
Jerusalém

A segunda viagem missionária de Paulo

conversão do carcereiro. Os magistrados ir para Bereia, onde foram recebidos com


da cidade os convidaram a retirarem-se hospitalidade pelos judeus. Porém, Paulo
dela sem causar mais problemas, então fo- teve de deixar a cidade novamente devido
ram a Tessalônica. à oposição dos judeus que os perseguiam
A pregação de Paulo causou tumul- de Tessalônica. Eles viajaram de Bereia a
to entre os judeus de Tessalônica, o que Atenas, onde se encontraram com filósofos
motivou o evangelista a deixar a cidade e epicuristas e estoicos e debateram com eles

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Epílogo

Chegamos ao fim de nossa descoberta da Bíblia. Essa jornada nos conduziu ao


longo dos escritos do Antigo Testamento e do Novo Testamento, os quais, juntos, cons-
tituem as Escrituras cristãs. Nessa jornada, descobrimos uma conexão intrínseca entre
esses dois Testamentos. Nessas Escrituras, vemos duas comunidades da fé passando a
existir como povo de Deus, embora não fossem totalmente semelhantes em sua consti-
tuição e em seu sistema de crença. As narrativas dessas duas comunidades da fé consti-
tuem a história do povo de Deus na Bíblia.
A narrativa do povo de Israel se concentra na convicção dele de que seu destino
era ser uma fonte de bênção para toda a humanidade. Foi para esse propósito que Deus
o chamou e fez uma promessa no Sinai a ele. A narrativa, entretanto, também relata o
trágico fracasso do povo em tornar-se uma luz dos gentios. É precisamente nesse ponto
que a narrativa da comunidade cristã encontra sua ligação com a história de Israel. A
comunidade cristã primitiva foi formada em torno dos ensinamentos simples, porém
profundos, de Jesus de Nazaré, o verdadeiro Israel, quem cumpriu verdadeiramente
todas as esperanças e expectativas de Sua nação. A narrativa cristã ressalta a verdade
profunda acerca da identidade de Jesus como Filho de Deus, o Cristo Salvador de toda
a humanidade. Foi essa narrativa de Jesus que não somente uniu a comunidade dos
cristãos, como também a estimulou a tornar-se um poderoso movimento religioso no
mundo romano do primeiro século.
A história e a fé descritas na Bíblia não terminam em suas páginas. Elas continuam
nas tradições de fé judaicas e cristãs da modernidade. Apesar de essas duas comunida-
des da fé manterem suas próprias perspectivas teológicas específicas e particulares, elas
compartilham uma herança e uma história encontradas nas páginas das Escrituras he-
braicas. O mais importante é que essas comunidades compartilham uma fé comum no
único Deus verdadeiro, que fez os céus e a terra (Sl 146.6). A unidade dessa fé é algo que
exige celebração e diálogo sobre as questões inter-religiosas de preocupação comum,
tanto para o judaísmo como para o cristianismo. Da mesma maneira, a fé comum em
Cristo chama as diversas comunidades cristãs não apenas a celebrar suas diferenças,
como também a celebrar sua unidade como membros do Corpo de Cristo.
As comunidades da fé bíblica são comunidades estimulantes. Dentro delas, a fé é
desenvolvida e cultivada no indivíduo. No antigo Israel, bem como no judaísmo moder-
no, a vida de uma pessoa se molda por meio das narrativas acerca dos grandiosos e po-
derosos feitos de Deus na história de Israel. Os cristãos primitivos moldavam sua vida
e sua fé pelas narrativas de Jesus de Nazaré, as quais resumiam para eles os princípios
essenciais da vida em comunidade.
As histórias bíblicas nos informam, portanto, que a vida espiritual de uma pessoa
não é uma questão isolada, mas deve ser moldada e cultivada pela comunidade, e vivida

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DESCOBRINDO A BÍBLIA

dentro desta. Conforme a comunidade molda e forma o indivíduo, ele participa da vida,
da missão e do propósito da existência dessa comunidade. Esse ato de dar e receber é
importante para o desenvolvimento da fé. É por meio desse ato que os indivíduos saem
para a arena da fé como participantes da vida cristã. Os que foram cultivados, por sua
vez, tornam-se aqueles que cultivam, e a fé é transmitida à próxima geração.
Descobrindo a Bíblia foi escrito para iniciar nossos leitores e capacitá-los a ingres-
sar em uma jornada de fé, tornando-se parte da história em curso do povo de Deus.
Essa jornada exige interação com a Bíblia — leitura e estudo da Palavra de Deus — com
regularidade. Este livro oferece o contexto essencial para a compreensão da história,
da geografia, da cultura e das ideias religiosas descritas nas páginas da Bíblia. Nossa
esperança e nossa oração são para que sua descoberta da Bíblia por meio deste livro já
o tenha introduzido a uma jornada de fé, a uma vida dentro de uma comunidade cristã.
Também esperamos que, ao adentrar pela narrativa do povo de Deus, você se encontre
rodeado e estimulado por uma nuvem de testemunhas (Hb 12.1a) — indivíduos que são
santos, e modelos exemplares do viver cristão.

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Notas

Capítulo 4

1. A clássica expressão da natureza heterogênea do Pentateuco se encontra na obra de


Julius Wellhausen, Die Komposition des Hexateuchs [A composição dos seis primeiros
livros da Bíblia], 1877. Críticos da área classificam as fontes básicas do Pentateuco
como: javista (J), eloísta (E), sacerdotal (S) e deuteronômica (D).
2. Veja Akkadian Myths and Epics [Mitos e épicas acadianos], traduzido para o inglês
por E. A. Speiser. In: Pritchard, James B. Ancient Near Eastern Texts Relating to the
Old Testament [Textos do Antigo Oriente Próximo relacionados ao Antigo Testamento].
3 ed. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1969, p. 68.
3. Para um panorama das diversas opiniões sobre a semana da criação, consulte:
Blocher, Henri. In the Beginning: The Opening Chapters of Genesis [No começo: Os
capítulos iniciais de Gênesis]. Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1984, p. 39-59.
4. Para um entendimento teológico da imagem de Deus, consulte: Dunning, H. Ray.
Grace, Faith and Holiness [Graça, fé e santidade]. Kansas City: Gráfica Beacon Hill de
Kansas City, 1988, p. 150-161.
5. Veja o texto completo dessa epopeia em: Pritchard, Ancient Near Eastern Texts
[Textos do Antigo Oriente Próximo], p. 72-99.

Capítulo 5

1. Para um primoroso resumo da história da interpretação da travessia do mar em


Êxodo nos escritos cristãos e judaicos, consulte: Childs, Brevard. Exodus: Old
Testament Library [Êxodo: Coleção Antigo Testamento]. Filadélfia: Westminster, 1974,
p. 232-237.
2. Estudiosos se dividem quanto à questão dos paralelos entre a aliança do Sinai e os
antigos tratados hititas. Para uma visão geral da discussão, consulte: Mccarthy, D. J.
Treaty and Covenant [Tratado e aliança]. Roma: Biblical Institute, 1963.
3. Para uma análise das leis do código da aliança e dos códigos legais não bíblicos,
consulte: Hamilton, Victor. Handbook on the Pentateuch [O manual no Pentateuco].
Grand Rapids: Baker Book House, 1982, p. 213-221.

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DESCOBRINDO A BÍBLIA

Capítulo 6

1. Kaufmann, Yehezkel. The Religion of Israel [A religião de Israel]. Chicago: University


of Chicago Press, 1960; Milgrom, J. The Anchor Bible: Leviticus 1—16 [A Bíblia Anchor:
Levítico 1—16]. New York: Doubleday, 1991. Estes autores estão entre os defensores da
origem do Livro de Levítico no início do sétimo século a.C.
2. Jacob Milgrom apresenta 26 fortes razões e 23 motivos favoráveis para seu argumento
de que os textos sacerdotais do livro pertencem a uma época muito anterior ao período
pós-exílico. Consulte: The JPS Torah Commentary: Numbers [Comentário JPS da Torá:
Números]. Filadélfia: Jewish Publication Society, 1989, p. xxxii-xxxv.
3. Para uma argumentação detalhada a favor de uma datação muito anterior ao sétimo
século a.C., consulte: Craigie, P. C. The Book of Deuteronomy: The New International
Commentary on the Old Testament [O Livro de Deuteronômio: Novo comentário
internacional ao Antigo Testamento]. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing
Company, 1976, p. 24-32.

Capítulo 7

1. Para o texto completo de Estela de Merenptah (também conhecida como Estela de


Israel), consulte: Pritchard. Ancient Near Eastern Texts [Textos do Antigo Oriente
Próximo], p. 376-378.
2. Consulte: Day, John. Canaan, Religion of [Canaã, religião de]. In: Anchor Bible
Dictionary [Dicionário bíblico Anchor]. v. 1. New York: Doubleday, 1992, p. 831-837.

Capítulo 9
1. De acordo com 1 Reis 9.16, o faraó do Egito ofereceu Gezer como presente de
casamento à sua filha, a quem dera como esposa a Salomão. Bright acredita que o faraó
estava tentando fazer de Salomão um aliado por meio desse matrimônio incomum,
uma vez que os faraós egípcios não eram conhecidos por dar suas filhas em casamento
a reis estrangeiros. Consulte: Bright, John. A History of Israel [Uma história de Israel].
4 ed. Louisville, Kentucky: John Knox Press, 2000, p. 212.
2. Essa cronologia é baseada na reconstrução da história de Israel feita por John
Bright. Consulte os quadros cronológicos de Bright em seu livro A History of Israel
[Uma história de Israel], citado acima. Outros arranjos cronológicos apresentam a

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. Notas

comum. Mais sobre o assunto em: http://www.ccel.org/fathers2/NPNF2-01/Npnf2-01-


07.htm#P938_461218.
2. Há vários paralelos entre I Clemente e a Carta aos Hebreus. A seguir, encontra-se
uma lista de algumas dessas passagens paralelas: I Clemente 36.2-5 e Hebreus 1.3-12; I
Clemente 17.7 e Hebreus 11.37; I Clemente 17.5 e Hebreus 3.5.
3. Papiro 46, do segundo/terceiro século d.C. Esse manuscrito contém apenas
as epístolas paulinas, e Hebreus vem imediatamente após Romanos. Consulte:
Metzger, Bruce M. A Textual Commentary on the Greek New Testament [Um
comentário textual ao Novo Testamento em grego]. 2 ed. New York: United
Bible Societies, 1994, p. 591.
4. Barclay, William. The Letter to the Hebrews [A Carta aos Hebreus]. In: The Daily
Bible Study Series [Série Estudos bíblicos diários]. Filadélfia: Westminster Press, 1957,
p. 186.

Capítulo 30

1. Martin, Ralph. James [Tiago]. In: Word Biblical Commentary [Comentário Bíblico
Palavra]. v. 38. Waco, Texas: Word Books, 1988, p. lxiii-lxix.
2. Elliot, John. A Home for the Homeless: A Sociological Exegesis of 1 Peter, Its Situation
and Strategy [Uma casa para o refugiado: Uma exegese sociológica de 1 Pedro, sua
situação e estratégia]. Filadélfia: Fortress Press, 1981, p. 68.

Capítulo 31

1. Carson, D. A.; Moo, Douglas J.; Morris, Leon. An Introduction to the New Testament
[Uma introdução ao Novo Testamento]. Grand Rapids: Zondervan, 1992, p. 449.
2. Perkins, Pheme. Reading the New Testament [Lendo o Novo Testamento]. 2 ed. New
York: Paulist Press, 1988, p. 304.
3. Bruce, F. F. The Epistles of John [As Epístolas de João]. Grand Rapids: William B.
Eerdmans Publishing Company, 1970, p. 137.
4. Earle, Ralph; Blaney, Harvey J. S.; Hanson, Carl. Exploring the New Testament
[Explorando o Novo Testamento]. Kansas City: Beacon Hill Press, 1955, p. 418.

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DESCOBRINDO A BÍBLIA

Capítulo 32

1. Carson; Moo; Morris. Introduction to the New Testament [Introdução ao Novo


Testamento], p. 468. Citando: Maier, Gerhard. Die Johannesoffenbarung und die Kirche
[A revelação e a igreja], WUNT 25, Tubingen: Mohr, 1981, p. 1-69.
2. Para informações mais detalhadas sobre o uso de números em Apocalipse e as
culturas antigas do primeiro século, consulte: Malina, Bruce J.; Pilch, John J. Social-
Science Commentary on the Book of Revelation [Comentário científico-social ao Livro
de Apocalipse]. Mineápolis: Fortress Press, 2000.

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Índice remissivo

A Alfa e Ômega – p. 477 Amorreus, área de dominação – p. 60, 63


Abel – p. 75 interpretação – p. 480 Amós,
Abias – p. 148 Aliança condicional, definição – p. 78 quem foi – p. 239
Abiatar – p. 144 Aliança Livro de – p. 239-241
Abner – p. 133,134, 144 cerimônia de estabelecimento de uma – p. 78 Anate – p. 120
Abraão – p. 77-80 circuncisão como sinal de – p. 78, 376 Anátema, definição – p. 394
data de – p. 78 com Abraão – p. 78, 87 Ancestralidade, linhagem do rei Davi em Rute
e a aliança de Deus com – p. 78 com Noé – p. 76 – p. 124
mapa da sua jornada a partir de Ur até Canaã condicional – p. 78 Ancião, o autor de 1 e 2 João – p. 463
– p. 76 de Deus – p. 150-151 Anticristo, João e o – p. 468
mencionado em Gálatas – p. 394 de Deus com Abraão – p. 78 Anticristos, definição – p. 466
Absalão – p. 136 de igualdade – p. 78 Antigo concerto, velho — p. 442
de promessa – p. 78 Antigo Oriente Próximo – p. 59, 60
Acabe – p. 146
do monte Sinai – p. 36 mapa – p. 59
Acadianos
do Sinai – p. 90 Antigo Testamento
cultura dos – p. 60
e o viver santo – p. 91 o contexto do qual veio — p. 42
o império que eles construíram – p. 60
e relacionamento – p. 91 o mundo do — p. 59
Acadiana, língua e o nome de Habacuque – p. 252
fidelidade a – p. 135-137 Antíoco III – p. 277
Acaia – p. 385
por parte de Judá, quebra da – p. 222 Antíoco IV (Epifânio) – p. 43
mapa – p. 356
profetizado por Ezequiel o data da tomada do templo – p. 269
terceira viagem do missionário Paulo – p. 350
restabelecimento da – p. 230 quem foi – p. 266
Acaz
renovação da – p. 107 Antioquia da Psídia, primeira jornada
rei – p. 148-150, 162
renovação da aliança do Antigo missionária de Paulo – p. 350
seu reino – p. 211
Testamento no Novo Testamento – p. 300 Antioquia
Acazias – p. 148-149, 162
rompimento – p. 135 e a difusão do cristianismo – p. 347-350
Acre – p. 66
tema do relacionamento pela – p. 99 Igreja em – p. 343
Acróstico(s)
Aliança, o Livro da – p. 91 sermão de Paulo em – p. 350
definição – p. 191 Antipas – p. 279, 280
Alimentares, leis – p. 100
Lamentações como – p. 198 filho de Herodes, o Grande – p. 43, 300
Aliteração
‘Adam, definição – p. 73 definição – p. 191 Antípater, governador da Idumeia – p. 279
‘Adamah, definição – p. 73 na poesia hebraica – p. 191 Antissemitismo, em Mateus – p. 313
Adoção como filhos de Deus, definição – p. 378 Altar das ofertas queimadas Antíteses, do Sermão da Montanha – p. 310
Adonias – p. 144 localização no templo – p. 283 Antitético, paralelismo – p. 191
Adoração dos astros, e Manassés – p. 150 no tabernáculo – p. 92,93 Apocalipse
Adoração Altar do incenso, no tabernáculo – p. 92,93 autoria de – p. 475
ao imperador – p. 282 Altos como literatura apocalíptica – p. 31
quadro inicial da – p. 92 descrição – p. 151 direcionamento – p. 476
Adúltera nação, Israel como – 222 e a Lei de Moisés – p. 151 e a visão de Deus – p. 36
Aelia Capitolina – p. 282 Amalequitas, seu papel na história de Israel e comparação com Ezequiel – p. 231
Áfia – p. 428,429 – p. 64 e Daniel – p. 270
Agostinho, e a carta aos Romanos – p. 371 American Standard Version, data – p. 34 e interpretações do – p. 481
Agradecimento, como parte das cartas de Paulo Amnom – p. 136 e números em – p. 480
– p. 362 Amom, e o significado dos números – p. 480
cânticos de – p. 194 mapa – p. 102 gênero – p. 331
Agripa, e Paulo – p. 350, 352 nação cananeia – p. 62,67 interpretação – p. 481
Albino – p. 282 Amom, rei de Judá – p. 149,162 o Livro de – p. 25, 44, 475
Alegoria Amonitas para escatologia – p. 481
como tipo de parábola – p. 47 e Saul – p. 132 teologia – p. 480
em Ezequiel – p. 229 habitantes da região da Síria-Palestina – tradução tradicional do nome – p. 475
Alexandre, o Grande p. 63, 64 Apocalipse(s)
e a conquista da Pérsia – p. 269 Amor apócrifos no Novo Testamento – p. 326
e o império helenístico – p. 43 culminando em sermos novas criaturas definição – p. 475
no Novo Testamento – p. 277, 415 em Cristo – p. 409 Apocalipse, de Baruque – p. 288
Alexandria, de Deus em 1 João – p. 466 Apocalipse, de Moisés – p. 288
como centro da vida judaica – p. 62 e o equilíbrio com a ira de Deus – p. 443 Apocalíptica,
Amorita, cultura – p. 42 definição – p. 31

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gênero de Apocalipse – p. 48 Asa – p. 148, 161, 162 Baasa – p. 148
literatura e o período intertestamentário – Ascalão – p. 62 Babilônia
p. 475 Ascensão de Jesus – p. 343 atividades de construção de império da –
Apocalípticas, visões em Daniel – p. 46 Asclépio, o que era – p. 392 p. 42
Apocalipticismo – p. 475 Asdode – p. 62 condenação iminente em Isaías – p. 212
caracterizado por – p. 475 Aserá e a destruição de Judá – p. 221
definição de – p. 475 divindade – p. 120 e o reino de Salomão – p. 147-150
Apocalíptico, origem do pensamento – ídolos de – p. 150 e o Reino do Sul – p. 27
p. 285, 288 profetas de – p. 147 exílio na – p. 150-152
Apócrifos Assíria – p. 60-62, 149-152, 209, 211-212, 242, Babilônica, Teodiceia – p. 178
adições em Ester – p. 167 251, 254 Babilônico, exílio – p. 151
conteúdo dos – p. 34 atividades de construção do império da Babilônico, Talmude – p. 286
definição – p. 34 – p. 42 Babilônios/babilônicos – p. 151-152
literatura de sabedoria incluída nos – e o Reino do Norte – p. 27 a região onde viviam – p. 61
p. 176 visão da invasão da – p. 238 e o exílio de Judá – p. 42
livros citados por Judas – p. 457 Assírios – p. 149, 151, 288 em Habacuque – p. 252
livros deuterocanônicos ou – p. 27-28 o império que construíram – p. 60, 61 Baixa Galileia – p. 64-67
Novo Testamento – p. 326 região onde eles viviam – p. 60, 61 mapa – p. 328
primeiro Enoque como – p. 457 Assonância Baixo Egito – p. 61, 62
Sabedoria de Salomão – p. 176 definição – p. 191 Balaão, quem era – p. 103
visão da reforma – p. 34 na poesia hebraica – p. 191 Balaque, rei de Moabe – p. 103
visão de Martinho Lutero – p. 34 Assuero (ver Xerxes I) – p. 167 Bar Kochba, autoproclamado líder messiânico
Apolo, como possível autor de Hebreus – Assunção de Moisés – p. 288 – p. 281, 282
p. 439 Assur – p. 60, 158 Bara’, definição – p. 72
Apostasia — p. 419 Assurbanipal – p. 251 Barnabé – p. 343,347
como era tratada na Judeia – p. 458 Astarte – p. 120 e Paulo separados – p. 314
de Israel – p. 119, 222 Astrologia, na cultura greco-romana – possível autor de Hebreus – p. 439
de Manassés – p. 162 p. 282-401 Baruque, o escriba – p. 224
definição – p. 440 Atalia – p. 149 Bate-seba – p. 136
e o bezerro de ouro – p. 93, 94 Atanásio – p. 33 Batismo
e a superioridade do cristianismo – p. 439, Atenas de Jesus – p. 296, 297
440 Paulo em – p. 416 definição – p. 376
Apóstolo(s) Paulo viaja a – p. 349, 350 essênios e a prática do – p. 296
a autoridade de Paulo como – p. 361, 389, Atos propósito – p. 376
394, 395, 432 a comunidade cristã no – p. 344, 345 ritual no judaísmo – p. 296
Paulo como um – p. 373 Livro de – p. 343-352 Belém Efrata – p. 245
Áquila e Priscila – p. 350 Lucas como o autor tradicional de – Belém, como o local do nascimento de Jesus – p.
em Corinto – p. 385 p. 343 296
Aramaico Atrahasis, epopeia de – p. 75 Belsazar – p. 265
em Daniel – p. 267 Augusto – p. 279-281,401 Bem-aventuranças, e a justiça – p. 310
língua das Escrituras hebraicas – p. 33 Autoria Bemidbar, definição – p. 101
língua dos dominadores babilônicos – dos livros bíblicos – p. 45 Benjamim
p. 157 mosaica de Gênesis – p. 71 e ancestrais de Davi – p. 133
no Antigo Testamento – p. 27 Autoria definida, livros com – p. 29 e Saul como o membro mais célebre de –
no Novo Testamento – p. 31, 307, 345, Autoridade p. 59
360 da Bíblia e das cartas de Paulo – p. 361 tribo de – p. 122, 133, 145
nos tempos de Jesus – p. 31 das Escrituras – p. 26, 41 Benjaminitas – p. 122, 123
os judeus aprendem a – p. 157 de Jesus – p. 307, 308 Bereia, segunda viagem de Paulo como
passagens no Antigo Testamento – de João – p. 463 missionário a – p. 349
p. 27-28 de Paulo como apóstolo – p. 361, 394 Berit, definição – p. 90
seções nos escritos de Daniel – p. 267, 268 do Espírito – p. 26 Berseba – p. 67
Arameus do governador romano – p. 278 altar construído em – p. 80
habitantes da Síria-Palestina – p. 63 do sumo sacerdote – p. 284 Best, Ernest – p. 418
origem – p. 63 e a crítica histórica – p. 26-47 Betel – p. 81
Arca da aliança, descrição – p. 92 para interpretar as Escrituras – p. 308 altar construído em – p. 81
Arithmoi, definição – p. 100 refletida pelo cânon – p. 26, 35 como centro de idolatria no AT – p. 240
Arquelau – p. 279 Autorrecomendação, a carta de 2 Coríntios como como um centro de adoração – p. 146
filho de Herodes, o Grande – p. 43 uma – p. 361 definição do nome – p. 81
Arquipo – p. 431 Azarias/Uzias – p. 149 localização – p. 76
Arrependimento Bete-Seã – p. 132
mensagem central de Lucas — p. 330 B Beza, Theodore – p. 32
tema em Oseias — p. 238 Baal – p. 102, 119, 120 Bezerro de ouro, apostasia de Israel – p. 93
Artaxerxes I, comissionou Esdras a ensinar a adoração e os israelitas – p. 119,121 Bíblia de Jerusalém, data da – p. 34
Lei – p. 165 na época de Oseias – p. 237 Bíblia de Matthew – p. 34
Artaxerxes II, rei – p. 163 profetas de – p. 146, 147 Bíblia dos bispos, data de – p. 34
Ártemis, seu templo em Éfeso – p. 401 Baalismo e o reino de Salomão – p. 146-147 Bíblia oficial da Europa ocidental – p. 33
Árvore do bem e do mal – p. 73, 74 como religião da fertilidade – p. 120 Bispo Jerônimo – p. 33, 34

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Bispos, e diáconos – p. 427 estrutura básica das – p. 47-48 Cidade de Davi – p. 134
Bizantino, manuscrito – p. 32 hinos como uma forma de – p. 48 Cidade de Deus, Sião como a – p. 136
Boaz – p. 124 listas como uma forma de – p. 48 Cidades de refúgio – p. 103
Bom Samaritano, parábola do – p. 295 profecia como uma forma de – p. 47, 48 estabelecimento – p. 117
Bruce, F. F. Cartas cristãs primitivas, textos da Bíblia Cilícia
seus estudos sobre Paulo – p. 360 classificados como – p. 30 e o treinamento de Paulo – p. 360
Cartas cristológicas e Paulo – p. 345
C definição – p. 360 segunda jornada de Paulo como
Cades – p. 100, 101 textos bíblicos classificados como – p. 360 missionário a – p. 348
Cades Bareneia – p. 67 Cartas de incentivo ou exortação Circuncisão da carne, a cruz como substituta
Cafarnaum 1 João como uma das – p. 465 para a – p. 395
Jesus em – p. 327 Cartas de Paulo, com base no Antigo Circuncisão do coração
base principal do ministério de Jesus – Testamento – p. 364 interna – p. 375
p. 32 Cartas de recomendação no Antigo Testamento – p. 376
Caim – p. 75 definição – p. 360 no Novo Testamento – p. 376
Calebe – p. 102 Filemon como uma – p. 360 Circuncisão
Calígula – p. 280 Cartas deuteropaulinas, livros da Bíblia incluídos como ato de obediência – p. 78, 79
Canaã em – p. 402 como metáfora para um compromisso
cultura – p. 42 Cartas diplomáticas – p. 361 verdadeiro com a fé – p. 79
lar do povo de Israel – p. 59 Cartas escatológicas – textos da Bíblia do coração – p. 376
localização da região bíblica – p. 64, 65 classificados como – p. 360 e os cristãos gentios – p. 351
Cananeus, habitantes da região da Síria-Palestina Cartas exortativas ou parentéticas – textos da instruções de Paulo sobre a – p. 405
– p. 62 Bíblia classificados como – p. 360 no mundo antigo – p. 78, 79
Cânon Cartas familiares – Filipenses como uma – Ciro, o cilindro de – p. 158
a palavra em grego – p. 26 p. 361 Ciro, o Grande,
definição – p. 26 Cartas gerais ou católicas, textos da Bíblia rei – p. 157
do Antigo Testamento – p. 29, 30 classificados como – p. 31 Citas – p. 61
do Novo Testamento – p. 32 Cartas parenéticas Claudio – p. 281
durante o Exílio – p. 157 definição – p. 360 e a expulsão dos judeus de Roma – p. 372
e a comunidade da aliança – p. 35 textos da Bíblia classificados como – Clemente de Roma – p. 439
e autoridade – p. 33-34 p. 36 a respeito da ordem dos cargos
e cartas de Paulo – p. 364, 439 Cartas pastorais ministeriais – p. 429
e Concílio de Jâmnia – p. 286 definição – p. 360 Codex Alexandrinus – p. 31
e data do Pentateuco – p. 71, 99 livros da Bíblia incluídos em – p. 360 Codex Sinaiticus – p. 31
estabelecimento de datas dos livros – p. 45 Cartas soteriológicas Codex Vaticanus – p. 31
Canônicos, profetas – p. 207, 208 definição – p. 360 Código da aliança – p. 91
Canonização textos da Bíblia classificados como – p. 36 Código de Hamurabi – p. 91
da Bíblia como Palavra de Deus – p. 41 Casamento Código familiar, em 1 Pedro – p. 455
definição – p. 29 discussão de Paulo acerca do – p. 388 Colossenses, Carta aos – p. 407-409
do Novo Testamento – p. 32 proclamação de Paulo sobre – p. 388 seção hínica – p. 409
produto da comunidade da fé – p. 35 santidade e discussão de Paulo sobre – Colosso – p. 407
processo de – p. 29, 32, 35 p. 391 Coluna de fogo – p. 89
Cantares Casamentos mistos – p. 163 Coluna de nuvem – p. 89
o Livro de – p. 196 Cassandro – p. 415 Comentário sobre Habacuque – p. 286
teologia de – p. 196 Cefas vê Jesus resurreto – p. 301 Comida oferecida a ídolos, e discussão de Paulo
Cântico de agradecimento Ceia das bodas do Cordeiro – p. 479 acerca disso – p. 387, 388
categorias de – p. 194 Celestial, concerto Comunidade da aliança
propósito – p. 194 como novo – p. 442, 443 do Antigo Testamento – p. 35
Cânticos, e Cantares – p. 196 Celibato e as leis de Israel – p. 45
Cão, filho de Noé – p. 76 discussão de Paulo sobre – p. 388 e o desafio de ser compassivo – p. 106
Carruagem de Deus – p. 226 proclamação de Paulo sobre – p. 391 e os livros da Bíblia – p. 35
Carta aos Coríntios, em seu contexto social e Censo, para organizar Israel como um exército e os salmos – p. 195
cultural – p. 392 – p. 101 Comunidade da fé, advertências de Paulo à – p. 403
Carta aos Efésios – p. 401-403, 405 Central, região montanhosa Concerto, primeiro e novo – p. 442
seu autor – p. 402 de Judá – p. 67 Concílio de Cartago, data do – p. 33
Carta apologética localização da – p. 66 Concílio de Hipona, data do – p. 33
definição – p. 361 Cesareia Concílio de Jâmnia, data do – p. 30, 286
Gálatas como – p. 361 cidade de – p. 279 Conclusão, como parte das cartas de Paulo – p.
Cartas cidade onde Cornélio viveu – p. 346, 347 373, 375-376, 394
aos Coríntios – p. 360 Cesareia de Filipe – p. 279 Confissões, de Jeremias – p. 223
atribuídas a Paulo – p. 361 onde Pedro confessou Jesus como o Consagração, de sacerdotes – p. 100
códigos domésticos como uma forma de Messias – p. 315 Conselho apostólico, propósito de – p. 351
– p. 48 Cherem – p. 131 Consolação/esperança, livro da – p. 224
de Paulo aos Coríntios em seu ambiente definição – p. 116 Conversão
social e cultural – p. 392 Chipre, Barnabé como nativo de – p. 347 de Cornélio – p. 346, 347
diatribes como uma forma de – p. 48 Christos, definição – p. 131 de Paulo – p. 346
diferenças entre elas e epístolas – p. 361 Ciclo de Retribuição, em Juízes — p. 119 Cópia – p. 29-32, 282, 283

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Em nossa sociedade, herdeira da cultura judaico-
-cristã, ao longo dos séculos a Bíblia tem desempe-
nhado um papel crucial na fé e na educação do
homem. Assim, muitos creem que ela é a Pala-
vra de Deus e já ouviram histórias sobre Adão
e Eva, Noé, Abraão, Jacó, Davi, Jesus e outras
personalidades bíblicas importantes. Contu-
do, a maioria ainda carece de conhecimentos
mais profundos e abalizados sobre esse livro
cujos princípios, revelações e ensinamentos prá-
ticos têm transformado vidas e mudado a história
da humanidade.
Tendo em vista essa lacuna e a necessidade de
uma obra que apresentasse a Bíblia de forma sintética
e atraente àqueles que ainda não a conhecem devidamente, publicamos
Descobrindo a Bíblia — um livro maravilhoso e bem escrito que o ajudará a
desvendar o mundo por trás das histórias bíblicas, fornecendo-lhe o conheci-
mento básico necessário para captar o significado e a mensagem das Escrituras.
Composto de 8 unidades, cada uma com vários capítulos, Descobrindo
a Bíblia fornece informações relevantes acerca da autoria e data de composição de
cada livro bíblico, o contexto em que foram escritos e outros dados para o entendi-
mento das mensagens neles reveladas. Em cada capítulo, são apresentados os ob-
jetivos propostos para o aprendizado da seção, uma lista de palavras-chaves,
um resumo do texto em tópicos, perguntas para reflexão e aplicação do que foi
ensinado e fontes bibliográficas para estudos adicionais. Além disso, há inúmeros
quadros informativos com conteúdo histórico, cultural, literário, arqueológico, her-
menêutico e teológico, que o levarão a ter uma compreensão mais profunda da
Bíblia como Palavra de Deus. E, ao final dos capítulos, há uma proposta de estudo
bíblico, com o objetivo de levá-lo a um estudo regular e sistemático das Escrituras.

ISBN: 978-85-7689-256-4

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