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Greenberger & Padesky

trar as evidências que não apoiam seu pensamento “quente” (coluna 5). Conforme
preencher mais Registros de Pensamentos, mais fácil será encontrar evidências que não
apoiam seus pensamentos “quentes”.

Paulo: Pensando melhor.

Um exemplo extraído da vida de Paulo ilustra melhor a importância da utilização de evi-


dências factuais para testar interpretações e conclusões. Aproximadamente três meses após
iniciar a terapia, Paulo se sentiu muito triste ao voltar para casa depois de um dia que pas-
sou visitando sua filha e a família dela. Em casa, ele decidiu preencher um Registro de
Pensamentos para compreender de forma mais precisa sua tristeza e tentar melhorar seu
estado de humor.
Após identificar uma série de pensamentos automáticos, decidiu que todos eles
eram “quentes”. No entanto, aquele que parecia mais ligado à sua tristeza era a ideia de que
seus filhos e netos não precisavam mais dele. Paulo circulou esse pensamento como o mais
“quente” no Registro de Pensamentos na Figura 8.2 da página 78.
Quando temos pensamentos automáticos negativos, em geral nos detemos em dados
que confirmam nossas conclusões. Antes de preencher o Registro de Pensamentos, os pen-
samentos de Paulo estavam focados nos eventos da coluna 4 que apoiavam sua crença de
que “Meus filhos e netos não precisam mais de mim”. Pensar somente em como sua família
não precisava mais dele levou Paulo a se sentir muito triste. Pensar nas experiências nega-
tivas é natural quando estamos deprimidos.
A coluna 5 do Registro de Pensamentos requeria que Paulo buscasse ativamente em
sua memória experiências que não apoiavam suas conclusões. Quando Paulo recordou
eventos que indicavam que ainda era necessário e amado por seus familiares, seu humor
melhorou. Mesmo que seus filhos fossem crescidos e seus netos já estivessem fazendo mais
coisas por conta própria, Paulo foi capaz de se lembrar de eventos que sugeriam que ele
ainda era uma pessoa importante em suas vidas.

DICAS ÚTEIS

Perguntas que ajudam a encontrar evidências que não apoiam o pensamento “quente”
• Tive alguma experiência ou existe alguma informação que sugira que este pensamento não
é completamente verdadeiro o tempo todo?
• Se meu melhor amigo ou alguém que amo tivesse este pensamento, o que eu diria para essa
pessoa?
• Se meu melhor amigo ou alguém que se importa comigo soubesse que eu estava tendo este
pensamento, o que ele me diria? Que evidências factuais (informações ou experiências) ele
apontaria que sugerem que meu pensamento “quente” não é 100% verdadeiro?
• Existem pequenas informações que contradizem meu pensamento “quente” e que eu possa
estar ignorando ou não considerando importante?
• Existem alguns pontos fortes ou qualidades em mim que estou ignorando? Quais são eles?
Como eles poderiam me ajudar nesta situação?

continua
A mente vencendo o humor 77

DICAS ÚTEIS (continuação)

• Existe algum aspecto positivo nesta situação que estou ignorando? Existe alguma informação
que sugira que pode haver um resultado positivo nesta situação?
• Já me encontrei neste tipo de situação antes? O que aconteceu? Existe alguma diferença
entre esta situação e as anteriores? O que aprendi com experiências anteriores que poderia
me ajudar a compreender esta situação sob um ângulo diferente?
• Quando não estou me sentindo deste modo, penso sobre este tipo de situação de forma
diferente? Como? Em que informações factuais devo me concentrar?
• Quando me senti desta forma no passado, em que pensei que ajudou a me sentir melhor?
• Daqui a cinco anos, se eu olhar para trás em relação a esta situação, irei encará-la de forma
diferente? Irei me concentrar em alguma parte diferente de minha experiência?
• Estou tirando conclusões apressadas nas colunas 3 e 4 que não são completamente justificadas
pelos fatos?
• Estou me culpando por algo sobre o qual não tenho controle total? Que fatos posso escre-
ver que refletem uma visão mais justa, compassiva ou gentil de minha responsabilidade?

A mente vencendo o humor, segunda edição. © 2016 Dennis Greenberger e Christine A. Padesky. Os compradores deste livro podem fazer
cópias deste quadro para uso pessoal ou com pacientes individuais.

A percepção de que ainda era importante para seus familiares somente ficou clara
para Paulo depois que ele deixou de focar unicamente as evidências que apoiavam seus
pensamentos negativos. A coluna 5 o encorajou a recordar ativamente e a examinar in-
formações e experiências que não apoiavam seus pensamentos automáticos negativos
originais.
Assim como Paulo, você provavelmente irá experimentar uma mudança no humor
se conseguir encontrar evidências para escrever na coluna 5. No entanto, se estiver experi-
mentando um estado de humor muito intenso ou se mantém uma crença que parece abso-
lutamente verdadeira, poderá ser difícil para você identificar evidências que não apoiam
suas crenças. As perguntas incluídas nas Dicas Úteis fazem você lembrar de examinar uma
situação a partir de diferentes pontos de vista, ajudam a encontrar evidências que não
apoiam seu pensamento “quente”.
Não é necessário responder a todas as perguntas contidas nessas Dicas Úteis. Quan-
do você estiver completando a coluna 5, poderá ser útil responder a algumas das pergun-
tas. Conforme adquirir experiência, aprenderá quais perguntas são mais úteis e os tipos de
pensamentos “quentes” que costuma ter.

Marisa: Ponha-se no lugar de outra pessoa.

No começo de sua terapia, Marisa teve alguma dificuldade em responder à pergunta:


“Onde estão as evidências?”. Ela trouxe parcialmente preenchido o Registro de Pensa-
mentos da Figura 8.3 para uma das sessões iniciais da terapia.