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Exame de Epoca Normal - Chave

DISCIPLINA ECONOMIA INDUSTRIAL SEM/ANO 1º/2019


CURSO ECONOMIA TURMA DOCENTE PAULO J. B. P. OLIVEIRA
NOME DO ESTUDANTE Nº DA MATRÍCULA
DATA 25/06/2019 INÍCIO DURAÇÃO 100 mtss
ATENÇÃO: Leia atentamente as Instruções abaixo
Esta avaliação tem duração de 100. As questões foram especificamente elaboradas paro o tempo especificado.
Utilize caneta azul ou preta. Respostas feitas a lápis não terão direito a revisão. Apresente as respostas no caderno de provas de maneira
ordenada. Esta avaliação foi revisada e não existe qualquer dúvida quanto as questões apresentadas. Não é permitida a troca de
materiais, nem o uso de celulares ou outro tipo de aparelho eletrónico. Mantenha-o desligado. OBS: Para melhor eficácia, use 4 casa
decimais nos resultados encontrados. Interprete todos resultados obtidos e/ ou respostas assinaladas.

PARTE-I: Barreiras à entrada (10 valores)

1. (5,0 valores). Assuma um mercado com apenas uma empresa (empresa1), no qual existe
um potencial entrante (empresa2). A função custo é dada por CTi= 10qi+16 (em que i=1; 2). A
função procura é dada por Q = 100 - P.
Se a empresa 2 não entrar no mercado (NE) a empresa 1 continua a ser um monopolista. Se, ao
invés, a empresa 2 entrar (E), a empresa 1 decide se pratica um estratégia de preço limite (L)) ou
se acomoda a entrada (A), situação em que as duas empresa decidem à Counout
(concorrencia via quantidades). Sabe-se que a empresa 1 nao pode alterar a quantidade
escolhida . Finalmente, no caso de ter entrado no mercado e após observar a decisão da
empresa 1, a empresa 2 decidirá se permanece no mercado (P) ou se sai do mercado (S).
Admita que os lucros de cada empresa são apenas registados após a tomada de todas as decisões
descritas anteriormente.
a) Calcule os lucros em cada um dos cenários descritos. Analise resumidamente os
resultados em cada um dos cenários apresentados. (5v)
Dica: construa 3 cenários (1º Monopólio; 2º Oligopólio com acomodação a entrada competição à Cournout; 3º Preço
limite).

 1º Cenário: Monopólio

A função de lucro da empresa I é dada por: i(q1)  (100  q1  10) q1  16 .


O Máximo lucro ocorre para: q1  45; P  55.  1  2009 ;
Como não há entrada:  2  0.
Resposta justificada: Num cenário “de ausência de competição” a estrutura de mercado permanece
imperfeita “extrema” caracterizada como monopolística, a firma comportando-se assim a empresa preenche
ineficientemente todo espaço de concorrência o que lhe permite praticar preços elevados dada a baixa
elasticidade preço da demanda. Justifica-se que, quando a empresa instalada permanece sozinha no mercado
estrutura, no equilíbrio monopolista produz 45 unidades ao preço de 55 u.m. O lucro de monopólio é de 2209 capaz
de atrair competidores a este mercado, sendo este possível por permanecer no mercado na ausência de pressão
concorrencial, portanto não lucros para os competidores.

 2º Cenário: Oligopólio à Counout (concorrência via quantidades) - Acomodação à entrada

A função de lucro da empresa i (i= I, E) é dada pela expressão:

i(qi)  (100  qi  qj  10) qi  16 . com J= 1,2


A função de melhor resposta de cada empresa é expressa por:

qi  45  0,5qj
O máximo lucro da empresa 2 é dada pela expressão: q1  q 2  30; P  30 ; 1   2  884 .
Resposta Justificada: Num cenário em que há acomodação a entrada da empresa entrante pela empresa
instalada, e considerando a concorrência via quantidades (Counorut), dado custos idênticos para cada um dos
concorrentes a quantidade ótimas no equilíbrio em Cournout visto que a estrutura de custos é mesma, portanto a

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mesma competência técnica gera o mesmo o output produzido, preços e lucros equivalentes, quando do
pressuposto de Sylos Labini. A quantidade após a entrada é menor em 15 unidades se comparado ao monopólio
dada a ausência de competição. Com a entrada a concorrência e sendo a mesma de equiparada capacidade
custos médios decrescentes economia de escala gerando a partilha de lucros e consequente o mesmo poder de
mercado, com espaço concorrencial partilhado igualitariamente (lucros iguais) supondo nenhuma reação a
entrada do concorrente.

• 3º Cenário: Preço Limite


A função lucro da empresa 2 é dada pela expressão:

 2(q2)  (100  q1  q2  10) q2  16


Considerando a FMR2 e impondo LT2=0 Obtém-se a mínima a quantidade que a empresa 1 necessita de oferecer
no mercado para impedir a entrada:

 2(q2)   (100  qI  (45  0,5q1)  10)(45  0,5q1)  16  0


De onde vem:

q1  82; q 2  0; P  18;  1  640 ;  2  0

Resposta Justificada: Considerando o cenário três, em que a empresa instalada retalia a entrada, no intuito de
forçar a empresa a entrante dificultar a permaneça no mercado. Ao preço de 18, a instalada obterá lucro positivo
portanto de 640 inferior a situação de monopólio em 1369, também inferior em 244 no cenário de acomodação,
porém, embora ao preço limite leve a lucro inferior dada a estratégia intencional, ao praticar o preço de 18
estratégia não inocente impede a permaneça da entrante no mercado pois a este preço mesmo incorrendo em
lucro mais baixo, permite a liderança no instalada.

 4º Cenário (não solicitado na avaliação): q1  82;


Se q1  82; e se a empresa2 entrar produzindo de acordo com a sua função melhor resposta, os resultados
serão os seguintes:

q1  82; q 2  4; P  14;  1  312 ;  2  0;

2. (5,0 valores). No mercado de transporte de passageiros urbanos existe uma empresa


atualmente a operar e uma outra interessada em interagir o mercado. A procura total é
representada por Q+q = 100 – P com Q, a quantidade que da empresa actual no mercado, e q
a quantidade da empresa entrante. É sabido ainda que CT (Q) = 40Q. A empresa entrante tem
de incorrer num custo “afundado” se entrar no mercado, tendo como função custo total CT (q)
= S +40q.
a) Qual a procura residual da empresa entrante, quando ela observa a quantidade
da instalada Q e constante e espera que esta mantenha esse nível? (5,0v)
Resposta justificada: neste caso deverá ter-se em consideração o postulado de Sylos Labini, ou isto é a empresa
entrante assume que a empresa instalada mantem a sua decisão de produção ao nível da pré-entrada. Neste contexto,
a procura residual da empresa entrante será P  (100  Q )  q , sendo Q constante e q representa a quantidade
da empresa entrante. Justifica-se que, quando a empresa instalada permanece sozinha no mercado estrutura
permanece torna-se imperfeita “extrema” , comportando-se assim a empresa como monopolista e o equilíbrio de
mercado correspondente calcula-se como monopolista obtém-se como a seguir:

I  (100  Q)Q  40Q


I
Pela primeira derivada (CPO) teremos:  0  100  2Q  40  0  Q  30 .
Q

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P  100  30  70 originando um lucro à empresa monopolista de


Assim o preço de mercado é,

  P * Q  CT  70 * 30  40 * 30  900 .
Calculando a função de melhor resposta FMRE da entrante . A função objectivada é dada

E  (100  qI  qE )qE  S  40 qE
i
Pela primeira derivada (CPO) teremos:  0  100  qI  2qE  40  0 ,
qE
1
A FMRE vem, qE  30  qI .
2
Assim pelo Postulado de Sylos-Labini, a empresa toma a produção da instalada como um dado, logo substituindo a
1
quantidade da empresa instalada, (qI  30 ) obtém-se, qE  30  30  15 .
2
A empresa entrante entraria neste mercado produzindo qE  15 .
PARTE-II: Fusões (10 valores)

1. (7,0 valores). Suponha um determinado mercado cuja procura inversa é dada por P= 130-
Q. Neste mercado existem neste momento 20 empresas idênticas com um custo marginal
constante e igual a 30. As empresas desta indústria não têm custos fixos e rivalizam pelas
quantidades.
a) Mostre que no equilíbrio de Cournout (equilíbrio óptimo em concorrência por
quantidades), o lucro de cada empresa é igual 22,68. (4v)

Tautologicamente a função toma a forma, quando pensamos numa linear simples P=A-BxQ, assumimos A=130 e B= 1
c= 30
Pré fusão: N= 20

( A  c)
qi  , qi*  4,7619 ; Q  20 * 4,7619  95,238; P  34,762
( N  1)

Logo, i  (34,762  30 )4,76  22,68


b) Suponha agora que 6 seis empresas desta industria se decidem fundir. Mostre que o lucro
de cada empresa no jogo de Cournout – Pós fusão é de 39,06. Mostre que o lucro obtido pela
empresa resultante da fusão é insuficiente para compensar todos os accionistas/proprietários
das seis empresas que se envolveram na fusão relactivamente ao lucro que obtiam antes da
fusão. (3v) (Dica: compare o lucro obtido pós e pré-fusão, lembrando que os dividendos dos accionistas depende da
realização no exercício da actividade).

c)

Se as 6 empresas decidirem-se fundir e designarmos por F esse número, passarão a concorrer no mercado (após fusão) N-
F+1=20-6+1=15 empresas. Ao resolver a Cournout (via quantidades).

qi*  6,25; Q  15 X 6,25  93,75; P  36,25

Logo, i  (34,762  30 )4,7619  39,06

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Resposta justificada: As empresas não envolvidas na fusão vêm a sua situação a melhorar em termos de lucros já que
têm um acréscimo de (39,06 – 22,68) = 16,38 cada uma.

O que diz respeito às empresas envolvidas na fusão, a sua situação é agora pior (nomeadamente os seus accionistas
/proprietários), já que o lucro obtido é inferior ao lucro agregado na situação pré-fusão , ou seja, 39,06 < 6x22,68.

2. (3,0 valores) Suponha que a procura inversa num dado mercado é dada por P=150-Q. Neste
momento, existem três empresas no mercado que concorrem à Cournot e que apresentam uma
estrutura de custo idêntica dada por Ci=f+30qi (i=1;2;3), em que f representa os custos fixos de
produção (e.g. custos de estrutura, marketing).Considere a possibilidade de uma fusão entre duas
das empresas do mercado de que resultará uma nova empresa com custos fixos dados por (a.f)
com 1≤ a ≤2.
Assim considerando que após a fusão, de duas das empresas deste mercado, a nova empresa consegue reduzir os custos
fixos f, através da eliminação ou reorganização de funções que se sobrepõem (restruturação, ou até possível via
economias combinadas etc.). Por exemplo, através da reorganização administrativa (custos), da reorganização das
unidades da gestão, da articulação de departamentos de marketing, de I&D, etc.

O custo fixo da nova empresa é af, com 1≤ a ≤ 2. Quanto menor o valor de a maior é a poupança de custos fixos, sendo
que, no limite, essa poupança pode ser a máxima possível quando a=1 (ou seja, o custo fixo da nova empresa é igual
a f) ou no limite mínimo não existir qualquer tipo de poupança quando a=2 (ou seja, o custo fixo da nova empresa ser
igual a 2f).

a) Mostre em que condições esta fusão é rentável para as empresas envolvidas na fusão.
(1,5v).

qi  30 e Q  3 X 30  90; P  150  (30 X 3)  60

Logo, i  (60  30 ) X 30  f  900  f

Após a fusão. N  2, qi  40, P  150  (40 X 2)  70


Logo, F  (70  30 ) X 40  af  1600  af  af  200  2 f  a  2  200 / f .
Como, a  1então1  a  2  200 / f  f  200 .
Resposta justificada: Podemos concluir que a fusão tem uma probabilidade de ser rentável para os insiders se os custos fixos
forem relativamente elevados (neste caso, f ≥200) e a fusão permitir á empresa resultante da fusão realizar poupanças
significativas nos custos fixos.

b) Qual o efeito das fusões para os outros agentes? (empresas não envolvidas e
consumidores). Poderá a empresa que não participa na fusão beneficiar mais da fusão do
que as empresas envolvidas na fusão? (1,5v)
Os consumidores pagam um preço mais elevado adquirem uma quantidade menor.

A empresa que não participa da fusão poderá eventualmente beneficiar mais da fusão do que as empresas envolvidas na
fusão:

A empresa que fica fora da fusão beneficia mais da fusão do que as insiders se. F  900 / 2  a , sendo a  1 esta
condição verifica-se f  900 , isto é , desde que na situação inicial não existam prejuízos.

Resposta justificada: Podemos então concluir que o paradoxo das fusões horizontais não é totalmente resolvido
neste caso, nomeadamente em termos de incentivos: cada empresa pode ficar melhor se esperar que as rivais
decidam realizar a fusão.

FIM