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01/07/2019 Boletim-IR

Boletim Imposto de Renda n° 10 - Maio/2018 - 2ª Quinzena

Matéria elaborada conforme a legislação vigente à época de sua publicação, sujeita a mudanças em decorrência das alterações
legais.

IRPF

LIVRO CAIXA
Considerações Gerais

ROTEIRO

1. INTRODUÇÃO
2. LIVRO CAIXA
3. DESPESAS DEDUTÍVEIS
3.1. Despesas de custeio
4. DESPESAS INDEDUTÍVEIS
5. COMPROVAÇÃO
5.1. Despesas não identificadas
6. EXCESSO DE DESPESAS
7. EXEMPLOS DE DEDUÇÕES
9. ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CAIXA
10. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL
11. SOLUÇÃO DE CONSULTA

1. INTRODUÇÃO

Nesta matéria será abordado os aspectos atinentes ao Livro Caixa com observância na Instrução Normativa RFB n° 1.500/2014,
Decreto n° 3.000/99 (RIR/99), entre outras legislações.

No Livro Caixa será relacionado, mensalmente, as receitas e despesas relativas à prestação de serviços sem vínculo empregatício
pela pessoa física autônoma, sendo dispensado o seu registro na Receita Federal ou em cartórios.

2. LIVRO CAIXA

A escrituração do Livro Caixa poderá ser feita pelo sistema de processamento eletrônico, em formulários contínuos, com suas
subdivisões numeradas em ordem sequencial ou tipograficamente. Após o processamento, os impressos devem ser destacados e
encadernados em forma de livro, lavrados os termos de abertura e de encerramento em que conste, no termo de abertura, o
número de folhas já escrituradas, não contendo intervalo em branco, nem entrelinhas, borraduras, raspaduras ou emendas.

O Programa Carnê Leão permite a escrituração do Livro Caixa pelo sistema de processamento eletrônico no site da Secretaria da
Receita Federal do Brasil (RFB) com diversas vantagens para o contribuinte, tais como:

a) cálculo do limite mensal de dedução;

b) transporte do excedente para o mês seguinte, até dezembro;

c) plano de contas básico e ajustável à sua atividade profissional;

d) impressão do Livro Caixa, inclusive dos termos de abertura e encerramento;

e) importação dos dados cadastrais do Livro Caixa e do plano de contas ajustado à atividade profissional do contribuinte, de um
exercício para o exercício seguinte.

3. DESPESAS DEDUTÍVEIS

O contribuinte que receber rendimentos do trabalho não assalariado, o titular de serviços notariais e de registro e o leiloeiro,
poderão deduzir da receita decorrente do exercício da respectiva atividade as seguintes despesas escrituradas em Livro Caixa
(Decreto n° 3.000/99 (RIR/99), artigo 75):

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a) a remuneração paga a terceiros, desde que com vínculo empregatício, e os respectivos encargos trabalhistas e previdenciários
(exemplo: INSS, FGTS, entre outros);

b) os emolumentos pagos a terceiros, assim considerados os valores referentes à retribuição pela execução, pelos serventuários
públicos, de atos cartorários, judiciais e extrajudiciais; e

c) as despesas de custeio pagas, necessárias à percepção da receita e a manutenção da fonte produtora (exemplo: aluguel, água,
luz, telefone).

Entretanto, algumas atividades não poderão se utilizar da dedução do Livro Caixa, sendo eles:

a) o transportador autônomo de cargas ou passageiros, pois seus rendimentos são tributados à razão de 10% e 60%,
respectivamente;

b) o garimpeiro na venda, a empresas legalmente habilitadas, de metais preciosos, pedras preciosas e semipreciosas por eles
extraídos, pois seus rendimentos são tributados à razão de 10%.

Alguns entendimentos foram externados pela Receita Federal do Brasil por meio da Solução de Consulta em relação a viabilidade
de utilização como despesas dedutíveis no Livro Caixa:

a) a alimentação paga a empregados com vínculo empregatício em decorrência de acordo ou convenção coletiva de trabalho
comprovadas por documentos hábeis e idôneos (Solução de Consulta n° 184/2011, da 9° Região Fiscal);

b) as contribuições para a Previdência Social da União, na condição de contribuinte individual/autônomo, são dedutíveis na
apuração da base de cálculo do imposto devido pelo contribuinte, desde que tenha auferido rendimentos tributáveis sujeitos ao
ajuste anual (Solução de Consulta n° 25/2010, da 1° Região Fiscal)

c) honorários de sucumbência repassados a outros advogados será dedutível no Livro Caixa (Solução de Consulta n° 63/2006, da
7° Região Fsical).

3.1. Despesas de custeio

A legislação não fornece uma relação exata das despesas dedutíveis, restando ao contribuinte a análise para a classificação da
referida despesa como dedutível.

Será considerada como dedutível somente a despesa que seja necessária à percepção da receita e à manutenção da fonte
produtora dos rendimentos, não atendendo este critério será considerada como indedutível.

Para o profissional autônomo quando escriturado o Livro Caixa objetivando a dedução das despesas de custeio deverão ter
correlação com a atividade, independente da prestação de serviços para pessoas físicas ou jurídicas.

Contudo somente os valores efetivamente desembolsados poderão ser deduzidos da base de cálculo do imposto, ou seja,
escriturados como despesa no Livro Caixa.

4. DESPESAS INDEDUTÍVEIS

A característica para a dedutibilidade da despesa é ser necessária à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora dos
rendimentos, não cumprindo este requisito a despesa será considerada indedutível.

De acordo com a Instrução Normativa RFB n° 1.500/2014, artigo 104, § 1° e Decreto n° 3.000/99 (RIR/99), artigos 47 e 48, não
podem ser deduzidos valores referentes:

a) as quotas de depreciação de instalações, máquinas e equipamentos, bem como as despesas de arrendamento (leasing);

b) as despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de representante comercial autônomo, quando correrem por conta deste;

c) as despesas relacionadas à prestação de serviços de transporte e aos rendimentos auferidos pelos garimpeiros.

Conforme entendimentos externados pela Receita Federal do Brasil através de Solução de Consulta, são tratados como
indedutíveis:

a) as despesas realizadas pelo leiloeiro oficial judicial com locomoção, transporte bem como de alimentação (Solução de Consulta
n° 02/2012);

b) as despesas com a disponibilização de plano de saúde para os funcionários não se caracterizam como despesas de custeio,
uma vez que não têm o caráter de imprescindibilidade, normalidade, usualidade e pertinência relativamente à percepção da receita
e à manutenção da fonte produtora (Solução de Consulta n° 28/2011).

5. COMPROVAÇÃO

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O contribuinte, conforme disposto no artigo 104, § 2° da Instrução Normativa RFB n° 1.500/2014, deverá comprovar a veracidade
das receitas e das despesas mediante documentação hábil e idônea, das informações escrituradas no Livro Caixa, além de realizar
a manutenção e a guarda, permanecendo à disposição da fiscalização enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência (Lei n°
5.172/66, artigo 168 e 173).

Segundo o Perguntão IRPF 2018, número 407, não serão aceitos tíquetes de caixa e recibos não identificados.

407 - Podem ser aceitos tíquetes de caixa, recibos não identificados e documentos semelhantes para comprovar
despesas no livro-caixa?
Resposta: Não. Para que tais despesas sejam dedutíveis, o documento fiscal deve conter a perfeita identificação do
adquirente e das despesas realizadas, sendo que estas devem ser necessárias e indispensáveis à manutenção da fonte
produtora dos rendimentos.

5.1. Despesas não identificadas

Conforme mencionado anteriormente, para que a despesa seja considerada como dedutível a mesma deverá ser indispensável
para a manutenção da fonte produtora do rendimento e o contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das
despesas, mediante documentação idônea, escrituradas em Livro Caixa, que serão mantidos em seu poder.

Desta forma não poderá ser aceito como dedutível os documentos não identificados e que não comprovem relação com a
atividade.

6. EXCESSO DE DESPESAS

As deduções referentes ao Livro Caixa não poderão exceder à receita mensal da respectiva atividade, sendo permitido o cômputo
do excesso de deduções nos meses seguintes até dezembro (Instrução Normativa RFB n° 1.500/2014, artigo 104, § 3°; Solução de
Consulta n° 204/2012).

7. EXEMPLOS DE DEDUÇÕES

O Parecer Normativo CST n° 60/78 dispõe alguns exemplos de dedutíveis no Livro Caixa:

a) material de escritório, de conservação, de limpeza e produtos de qualquer natureza usados e consumidos nos tratamentos,
reparos e conservação;

b) quinta parte das despesas com aluguel, energia, água, gás, taxas, impostos, telefone, telefone celular, condomínio, quando não
se possam comprovar quais as oriundas da atividade profissional exercida;

c) despesas com benfeitorias e melhoramentos efetuadas pelo locatário profissional autônomo quando fizerem parte como
compensação pelo uso do imóvel locado, dedutíveis no mês de seu dispêndio;

d) despesas com aquisição de livros, jornais, revistas, roupas especiais etc, desde que inerentes a funções e atribuições do
profissional, que o obriguem a comprar roupas especiais e publicações necessárias ao desempenho da atividade;

e) contribuições a sindicatos de classe, associações científicas e outras associações desde que a participação seja necessária à
percepção do rendimento;

f) pagamentos a terceiros sem vínculo empregatício, sendo despesa de custeio necessária à percepção da receita e à manutenção
da fonte produtora;

g) despesas com propaganda da atividade profissional relacionada com a atividade profissional da pessoa física;

h) despesas efetuadas para comparecimento a encontro científicos como congressos, seminários, simpósios, nada obsta sua
dedução, desde que guardem estreita relação com a atividade desenvolvida pelo contribuinte, observada, inclusive, a sua
especialização profissional.

i) aquisição de impressos e livros, materiais de estudo e trabalho, hospedagem, transporte, devidamente comprovados por
documentação hábil e idônea não reembolsados ou ressarcidos.

9. ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CAIXA

Deverá ser informado no Livro Caixa todos os rendimentos sujeitos ao recolhimento mensal obrigatório (Carnê Leão), mesmo que
o total mensal recebido seja inferior a R$ 1.903,98, bem como as deduções legais.

Essa ficha contém duas abas: “Lançamentos” e “Totais”:

LANÇAMENTOS - é mostrado na tela conforme o preenchimento dos dados já escriturados pelo contribuinte, constando a
data, conta, titular do pagamento, histórico e o valor.
TOTAIS - é preenchido pelo programa com a soma dos valores consolidados no mês por código de contas.

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Para iniciar a escrituração no mês em curso, na aba “Lançamentos”, selecione a aba do mês que pretende preencher e, em
seguida, clique no Botão Novo e informe data, conta, CPF do titular do pagamento, CPF do beneficiário do serviço, histórico e
valor, em seguida, clique no botão OK para encerrar o preenchimento dos dados.

Na escrituração do lançamento será necessário informar:

DATA - o dia do recebimento da receita ou do pagamento da despesa correspondente ao documento que se está
escriturando.
CONTA - será informado o código correspondente ou clique no ícone Lupa existente no referido campo e selecione a
conta que se pretende escriturar.

Salientamos que o plano de contas poderá ser alterado em Fichas...Alterar Plano de Contas na barra de menu ou em Alterar Plano
de Contas na barra lateral.

Para os rendimentos “Trabalho não assalariado” ou “Leilão” selecionado na ficha Identificação no campo “Origem dos
Rendimentos” só poderá ser utilizado Rendimento recebido de pessoas jurídicas relativo a trabalho não assalariado (Código 2000).

Para os rendimentos “Serviços notariais e de registro” selecionado na ficha Identificação no campo “Origem dos Rendimentos” só
poderá ser utilizado Rendimento recebido de pessoas jurídicas pelos cartórios, relativo a trabalho não assalariado (Códigos 2501 e
2502).

Após o preenchimento, os dados podem ser exportados para o programa IRPF201x, da seguinte forma:

1 - Ferramentas...Exportar para o IRPF201x na barra de menu;

2 - Exportar para o IRPF201x na barra lateral, ou

3 - Pressione as teclas CTRL+X.

Maiores orientações em relação ao preenchimento, sugerimos o Ajuda do Programa Carnê Leão.

10. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL

Na Declaração de Ajuste Anual, as despesas escrituradas em Livro Caixa deverão ser importadas o qual irão preencher a
penúltima coluna da ficha "Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Físicas e do Exterior".

A importação dos dados do programa Carnê Leão 201x para o programa IRPF201x pode ser feita da seguinte forma:

1 - Clique no botão Seleção;

2 - Selecione a unidade e pasta onde está o arquivo gerado pela opção “Exportar para o IRPF201x” do programa Carnê Leão
201x;

3 - Clique no botão Importar Dados do Carnê Leão da ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior do
programa IRPF201x.

Caso o contribuinte não utilize o programa Carnê Leão 201x ou, se o fizer, necessitar complementar os dados dessa ficha e tiver
alguma dúvida no preenchimento, poderá consultar o Ajuda do Programa IRPF201x.

11. SOLUÇÃO DE CONSULTA

Demais entendimentos externados pela Receita Federal do Brasil através de Solução de Consulta:

Assunto Solução de Consulta


Livro Caixa. Tabeliões. Cosit n° 03/2017
Despesa com ISS. Cosit n° 27/2017
Titulares de cartórios. Transporte de numerários. Alimentação do empregado. Cosit n° 140/2016
Sacerdote de ordem religiosa. Trabalho não assalariado. Participação em congresso. Despesas.
Cosit n° 239/2014
Companheira. Manutenção da atividade.

ECONET EDITORA EMPRESARIAL LTDA


Autora: Elia Christe Pirolla Miquelin

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS


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permissão por escrito, dos Autores. A reprodução não autorizada, além das sanções civis (apreensão e indenização), está sujeita as penalidades que trata
artigo 184 do Código Penal.

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