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Introdução

Políticas Macroeconómicas são políticas governamentais, utilizadas para atingir


determinados fins.

Por isso este trabalho tem como objectivo demonstrar o que é política
macroeconómica. Em que na primeira parte iremos ver a noção de política
macroeconómica, depois na segunda parte quais são os objectivos que a
mesma pretende atingir, explicados três dos mesmos que são estabilidades de
preços, equilíbrio das contas públicas e equilíbrio externo, depois por na ultima
parte apresentar os instrumentos postos a disposição do Governo para atingir
os mesmos objectivos

I Parte: Noção da Política Macroeconómica

1: Conceito de Política Macroeconómica

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Para entendermos o que significa política macroeconomia, necessariamente
teremos que ter uma noção sobre a palavra Macroeconómica. A
macroeconomia é o ramo da ciência económica que estuda o comportamento
da economia como um todo, ou seja, na sua forma global como por exemplo a
produção, o rendimento, a procura, o investimento, a poupança, o desemprego,
as taxas de juro, as taxas de câmbio ou o nível geral de preços.

A política macroeconómica pode ser entendida como conjunto de medidas


governamentais, utilizadas para atingir determinados objectivos ou metas,
relacionados com a situação economia de um pais, uma região ou um conjunto
de países.

Estás acções são aplicadas pelos agentes de política económica. Nacionalmente


temos o Governo, o Banco Central e o Parlamento, e a nível internacional temos
o FMI e Banco Mundial.

II Parte: Objectivos da Política Macroeconómica

2: Objectivos
Como vimos a política económica são medidas governamentais utilizadas para
atingir certos objectivos, podendo essas políticas serem de longo prazo e curto
prazo. Esses objectivos ou essas metas que a política económica pretende
chegar são: Estabilidade de preços, pleno-emprego, equilíbrio das contas
públicas, equilíbrio externo, elevar a produção e melhor distribuição de rendas.

2.1: Estabilidade de preços

A instabilidade preços originadas pela inflação e deflação, provoca a ineficiência


de varias ordens e distorce as decisões dos agentes económicos.

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De uma forma simples podemos entender que a inflação é definida como o
aumento de nível geral dos preços, por consequência a elevada quantidade de
moeda em relação aos bens disponíveis. Os preços podem aumentar por
diversas razões, por exemplo, imaginemos que numa loja só exista um CD e que
seis pessoas o querem comprar. O vendedor ira provavelmente aumentar o
preço do CD, porque ele sabe que a procura é muita, e devido isso ele pode
ganhar mais dinheiro por ele. Também um produto pode igualmente passar a
ser mais cara se custar mais a produzir.

No casso de deflação pode ser definida como sedo o oposto de inflação, ou


seja situação em que o nível geral do preço desce ao longo do tempo. Pode ser
o resultado de uma procura de bens e serviços reduzidos, que força uma
empresa a vender os seus produtos a preços mais baixos.

Os preços são considerados estáveis se, em média quando não sobem neste
caso a inflação, e também quando não descem os preços ou seja a deflação, ao
longo do tempo. Se por exemplo cinquenta mil dobras permitir comprar um
cabaz de compras daqui a um ou dois anos, nesta situação podemos afirmar
que estamos perante um nível geral de preços estável.
Por isso neste objectivo pretende-se buscar politicas orientadas a reduzir os
gastos públicos, a incrementar os impostos e controlo a oferta monetária da
economia, para trazer estabilidade de preços.

2.2: Equilíbrio das contas públicas

A crescente desestabilização fiscal de diversos países desde a década de oitenta,


inclusive dos ditos desenvolvidos, foi a raiz fundamental para a criação de
normas que buscassem o equilíbrio das contas públicas. A economia mundial
em crescente globalização, a partir dessa década, exigia maior competitividade
dos países. As economias internas não podiam crescer e ao mesmo tempo
sustentar um Estado mau gastador e desequilibrado em suas finanças públicas.
Dessa forma, os países não viam outra saída a não ser controlar as finanças
públicas como meio de sair da crise económica que se apresentava e que
ameaçava o nível de vida.

Para resolver esse problema, medidas foram tomadas pela Comunidade


Europeia e por alguns países. Como exemplos, os Estados Unidos e a Nova

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Zelândia, que tiveram mais destaque no controle das contas públicas. Também,
destacamos o importante papel do Fundo Monetário Internacional – FMI, que
apontou directrizes para a racionalização das contas públicas dos países-
membros.
A Comunidade Europeia promoveu a assinatura do Tratado de Maastricht -
1992, que estabeleceu parâmetros de cooperação e estipulou regras rígidas
para que os países pudessem adentrar na Comunidade. Dentre estas, destaca-se
a que estabelece metas de manutenção de uma relação estável entre dívida e
PIB e o compromisso de manutenção do equilíbrio fiscal. Nos Estados Unidos, o
esforço para a estabilidade fiscal partiu do Budget Enforcement Act (BEA), de
1990. Por esta lei o Congresso fixa metas fiscais plurianuais e limites de gastos
orçamentários.

Na Nova Zelândia, os principais ajustes se deram por meio da Fiscal


Responsability Act (1994). As reformas fundaram-se em regras firmes e
transparência dos gastos públicos.

Quanto ao Fundo Monetário Internacional – FMI, tem-se a influência do Código


de Boas Práticas para a Transparência Fiscal4, que afirma o seguinte: “Este
código baseia-se nos seguintes objectivos primordiais a definição clara das
funções e responsabilidades do governo; divulgação de informações ao público
sobre as actividades do governo; abertura na preparação e execução do
orçamento, bem como na prestação das contas orçamentárias, e avaliação
independente da integridade das informações fiscais.
Poe isso para se ter um equilíbrio das contas públicas tem que ser por meio de
uma gestão fiscal responsável e transparente.
No brasil por exemplo implementou-se a lei de responsabilidade fiscal.

Ou seja para haver equilíbrio das contas públicas o Estado deve ter uma gestão
fiscal responsável e transparente. Exemplo no nosso país tem a lei SAFE que
“estabelece e harmoniza regras e procedimentos de programação, execução e
controlo dos recursos públicos, de modo a permitir o seu uso eficaz e eficiente,
bem como produzir a informação de forma integrada e atempada, concernente
à administração financeira dos órgãos e instituições do Estado” (Lei sobre o
Sistema de Administração Financeira do Estado, TÍTULO I, Artigo 1.º, numero 3.
São Tomé e Príncipe).
2.3: Equilíbrio Externo

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Os países mantêm transacções comerciais e financeira com o resto do mundo.
O registo contável dessas transacções compõe o balanço de pagamentos.

A busca de equilíbrio na balança de pagamentos se faz necessária para evitar


uma série de dificuldades para o adequado funcionamento da economia.
Assim, se o país tem deficits permanentes nas contas externas, num dado
momento verá esgotadas suas reservas impossibilitando-o de honrar seus
compromissos e limitado a capacidade de importar por falta de divisas ou seja
moeda estrageira.

Por outro lado superavit permanentes também podem gerar dificuldades na


condução da política económica. Isso porque a entrada excessiva de moeda
estrageira na economia obriga o banco central emitir mais moeda domestica,
porque o agente que recebe a moeda estrageira efectiva a troca por moeda
nacional. E quanto mais existir moeda na economia maior e a tendência de
ocorrer inflação.

Se as exportações excedem as importações, temos um superavit, e ocorrendo o


contrário, temos deficit na balança comercial.

Portanto o Equilíbrio externo ocorre quando não há nem deficit nem superavit
no balanço de pagamentos, logo não há variação nas reservas internacionais,
dessa forma é decorrente da interacção comercial e financeira com o resto
mundo. Vale também referir que superavit muitas vezes nas contas externa são
necessárias para recuperar reservas, e noutros casos, os deficits contribuem para
um controlo adequando política monetária.

III Parte: Instrumentos da Política Macroeconómica

3: Instrumentos
Para alcançar tais objectivos a Política económica tem sua mão diversos
instrumentos para poder alcançar as suas metas. Esses instrumentos são a
Política Fiscal, a Política Monetária, Políticas Cambial e Comercial e a Política de
Rendas

3.1: Política Fiscal

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É o instrumento que o estado dispõe para arrecadação das receitas e controlo
das despesas. Caso a receita seja maior do que a despesa, ocorre o superavit
orçamentário, no inverso, deficit orçamentário. A política fiscal afecta o nível de
demanda, ao gerir a renda disponível que os indivíduos poderão destinar para
consumo ou poupança, podendo ser expansionista ou restritiva.

Na política fiscal restritiva ocorre a diminuição dos gastos públicos e elevação


dos impostos, com objectivo de reduzir a demanda agregada e,
consequentemente, o consumo.

Na política fiscal expansionista, ocorre o aumento dos gastos públicos e corte


nos impostos, com o objectivo de aumentar a demanda agregada.

Dado um nível de renda, quanto maior os impostos, menor será a renda


disponível e, portanto, o consumo. E quanto maior o gasto público, maior a
demanda e maior o produto. Assim, se a economia apresenta tendência para a
queda no nível de actividade, o governo pode estimulá-la, cortando impostos e
elevando gastos. Pode ocorrer o inverso, caso o objectivo seja diminuir o nível
de actividade.

3.2: Política Monetária

É conjunto de actos do Governo para controlar a quantidade de dinheiro,


créditos e taxas de juros, podendo ela ser restritiva na medida em que Engloba
um conjunto de medidas que tendem a reduzir o aumento da quantidade de
dinheiro e encarecer os empréstimos ou seja elevar a taxa de juros, e expansiva
quando as medidas tendem a acelerar o crescimento da quantidade de dinheiro
e baixar a taxa de juros.

Esta política é utilizada para atingir objectivos como estabilização dos preços e
diminuição de desemprego, e para isso dispõe de instrumentos como:

 Emissões de moeda: o Banco Central controla, por força de lei, o volume


de moeda manual da economia, cabendo a ele as determinações das
necessidades de novas emissões e respectivos volumes;
 Reservas compulsórias: os bancos comerciais, além de possuírem os
chamados encaixes técnicos ou seja a caixa dos bancos comerciais, são

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obrigados a depositar no Banco Central um percentual determinado por
este sobre os depósitos à vista;
 Operações com mercado aberto (open market): consistem na compra e
venda de títulos públicos ou obrigações pelo governo;
 Redescontos: são os empréstimos do banco central para banco
comercial. Existem os redescontos de liquidez, são empréstimos para os
bancos comerciais cobrirem eventual débito na compensação de
cheques, e os redescontos especiais ou selectivos, que são empréstimos
autorizados, pelo Banco Central visando beneficiar sectores específicos;
 regulamentação da moeda e do crédito: por exemplo, fixando a taxa
de juros, os limites de prazos para o crédito ao consumidor.

A utilização da política monetária para reduzir a inflação, será necessário


tomar medidas como:

 A redução da emissão da moeda;


 Restrição do crédito;
 Elevação das taxas de juros;
 Aumento da taxa das reservas compulsórias;

E Para estimular o crescimento económico, poderá ser feito:

 O aumento da emissão da moeda


 A diminuição das taxas de juros
 A diminuição das taxas de reservas compulsórias

3.3: Políticas Cambial e Comercial

São políticas que atuam sobre as variáveis relacionadas ao sector externo da


economia.

A política cambial refere-se à actuação do governo sobre a taxa de câmbio. O


governo, através do Banco Central, pode fixar a taxa de câmbio (regime de taxas
fixas de câmbio), ou permitir que ela seja flexível e determinada pelo mercado
de divisas (regime de taxas flutuantes de câmbio).

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A política comercial diz respeito aos instrumentos de incentivos às exportações
e estímulo ou desestimulo às importações, ou seja, refere-se aos estímulos
fiscais e creditícios às exportações e ao controle das importações (via tarifas e
barreiras quantitativas sobre importações).

3.4: Política de Rendas

A política de rendas refere-se à intervenção directa do governo na formação de


renda (salários, aluguéis), através de controlo e congelamentos de preços.

Alguns tipos de controlo exercidos pelas autoridades económicas podem ser


considerados dentro do âmbito das políticas monetária, fiscal ou cambial. Por
exemplo, o controle das taxas de juros e da taxa do câmbio. Entretanto os
controles sobre preços e salários situam-se em categoria própria de política
económica. A característica especial é que, nesses controles, os preços são
congelados, e os agentes económicos não podem responder às influências
económicas normais do mercado.

Normalmente esses controles são utilizados como política de combate à


inflação.

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Conclusão

Em suma verificamos que políticas macroeconómicas são medidas


tomadas pelo governo para atingir objectivos relacionadas com o
crescimento, estabilidade, e equilíbrio da economia, de uma forma
especifica a estabilidade de preços em que se deve ter um controlo
da inflação, o equilíbrio das contas públicas em que o Governo deve
actuar de forma eficiente e transparente para se ter um equilíbrio da
conta pública, e falamos do equilíbrio externo que se dá quando não
há nem deficit nem superavit.

Também vimos os instrumentos necessários para atingir tais


objectivos, que são políticas fiscais ou seja o controlo das despesas e
decisões sobre arrecadação de impostos, políticas monetárias
instrumento de controlo da quantidade de dinheiro, taxas e créditos,
Políticas Cambial e Comercial e as políticas de renda.

Bibliografia

9
CLETO, Carlos. DEZORDI, Lucas, Politicas Económicas, livro 1, pág. 16 a 25, 2002;

FRANCO, António Luís de Souza, Finanças Publicas e Direito Financeiro, volume


2, ed. 4, almedina, Coimbra 1997;

NASCIMENTO, Leonardo e CHERMAN, Bernardo. Tópicos Contemporâneos de


Contabilidade Pública, LRF e Exercícios Resolvidos de Concursos, pág. 7 a 20,
2005;

Lei sobre o Sistema de Administração Financeira do Estado, Lei n.º 03/2007

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