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FORMAÇÃO DO ATENDENTE DE FARMÁCIA

Conceitos

I- Droga – substância ou matéria-prima que tenha finalidade medicamentosa ou sanitária;


II- Medicamento – produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa,
paliativa ou para fins de diagnósticos;
II- Insumo Farmacêutico – droga ou matéria-prima aditiva ou complementar de qualquer natureza, destinada a
emprego em medicamentos, quando for o caso, e seus recipientes;
IV- Correlatos – a substância, produto, aparelho ou acessório não enquadrado nos conceitos anteriores, cujo uso ou
aplicação esteja ligado à defesa e proteção da saúde individual ou coletiva, à higiene pessoal ou de ambientes, ou a fins
diagnósticos e analíticos, os cosméticos e perfumes, e ainda os produtos dietéticos, óticos, de acústica médica,
odontológicos e veterinários;

Competências e habilidades do atendente de farmácia

 Leituras de prescrições  Aferir temperatura e pressão*


 Dispensação de medicamentos e correlatos*  Organização
 Controle de estoque*  Limpeza geral
 Habilidade em cálculo de dosagens*

*Atividades orientadas e supervisionadas por um farmacêutico responsável

Conduta do atendente de farmácia

 Ouvir
 Orientar pausadamente o usuário
 Esclarecer as dúvidas

Ler atentamente a receita para ter certeza do enunciado e observar: data, timbre, CRM do médico (ou COREN do
enfermeiro) e assinatura, tipo de medicamento e tipo de receita;
Selecionar os medicamentos e separá-los, anotando em cada um o modo de usar e explicar ao usuário;
 Via de administração;*
 Horários;*
 Cuidados.*

Qualidades do atendente de farmácia...

 Prestativo  Comunicativo
 Responsável  Seguro
 Sereno  Afável
 Atencioso  Crítico

Ética Profissional
Art.1º A farmácia é uma profissão a serviço do ser humano e tem por finalidade, a promoção, proteção e recuperação
da saúde individual e coletiva.

Art.9º O Farmacêutico deve manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade
profissional e exigir o mesmo comportamento do pessoal sobre sua direção.

Atendimento com Qualidade

Técnicas de Atendimento Pessoal

 dar boas vindas;  falar a verdade;


 atender de imediato;  dar atenção às reclamações;
 mostrar boa vontade;  cuidados pessoais e com o ambiente de trabalho;
 agir com rapidez;  conversar baixo com os colegas;
 prestar orientação segura;  não fazer piadas na frente do paciente;
 evitar termos técnicos;  explicar a demora rapidamente;
 não dar ordens;  convencer o usuário de que faremos o possível para
 evitar atitudes negativas; ajuda-lo.

Como Lidar com Pacientes Zangados

 não contrarie um usuário exaltado, tranqüilize-o;


 faça com que o usuário reconheça a preocupação em servi-lo bem;
 a seguir, coloque todo o seu esforço para solucionar adequadamente o problema.

Lembre-se: As possíveis atitudes agressivas dos usuários não são dirigidas à você; não as tome como pessoais;
controle-se e mantenha-se em sua posição.

Os Princípios do Bom Atendimento

Ao receber o usuário, faça perguntas para descobrir seus desejos, necessidades e problemas. Ouça com atenção
para identificar oportunidades de servir-lo.

Para que seu atendimento se destaque dos demais:

FAÇA ALGO DIFERENTE!!!!!!!


 Organize sua área de trabalho;
 Mantenha uma boa aparência;
 Reconheça o usuário imediatamente;
 Sorria;
 Dê ao usuário total atenção.

Não crie empecilhos.


Em vez de dizer o que não pode fazer, diga ao cliente o que você pode fazer.

Se o cliente se irrita, siga estes três passos para dissipar a sua ira:
- Deixe-o falar;
- Ouça com interesse;
- Demonstre empatia.

O segredo do bom atendimento ao cliente é:


INTERESSAR-SE SINCERAMENTE PELAS PESSOAS E COLOCAR-SE NO LUGAR DELAS.

Atendimento ao Paciente na Farmácia

Dispensação segundo a legislação vigente, é um ato privativo do farmacêutico a substituição do medicamento


prescrito, exclusivamente, pelo medicamento genérico correspondente, salvo se restrições expressas.
Nos casos de prescrições indicando nome genérico, somente será permitida a dispensação do medicamento
de referência ou de um genérico correspondente.
Quando atendemos um paciente na farmácia, devemos orienta-lo quanto ao uso e guarda dos medicamentos.
Essas orientações devem ser transmitidas mesmo que o paciente não solicite, pois as vezes ele desconhece a
existência de tais orientações. Assim sendo, devemos:
1. Conferir com o paciente todo medicamento solicitado, com a respectiva receita;
2. Orientar o paciente quando à utilização do medicamento, informando qual a dose a ser administrada, em que
horário etc;
3. Orientar quando à guarda dos medicamentos em casa.

Limpeza do Ambiente de Trabalho

Finalidade
Preparar o ambiente de saúde para suas atividades, manter a ordem do ambiente e conservar equipamentos e
instalações.

Limpeza da Área da Farmácia


Toda área da Farmácia deve ser limpa no mínimo três vezes por semana e sob supervisão de um funcionário/Auxiliar da
mesma.

PROCEDIMENTO
♦ retirar caixas e papéis (sem levantar muita poeira).

Áreas de um Estabelecimento de Saúde


♦ Área crítica: salas de pequenas cirurgias, sala de curativos;
♦ Área semi-crítica: lavanderia, setor de observação de pacientes, recuperação, expurgo;
♦ Área não-crítica: recepção, área do balcão de atendimento;
♦ As superfícies que estiverem com presença de matéria orgânica em áreas críticas, semi-criticas e não criticas,
deverão sofrer processo de desinfecção ou descontaminação localizada e, posteriormente, deve-se realizar limpeza
com água e sabão em toda a superfície, com ou sem auxílio de máquinas.

NORMAS PARA DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS NAS UNIDADES DE SAÚDE


NO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO-BA

OBJETIVO: garantir maior segurança ao paciente e ao serviço de saúde quanto ao processo de dispensação de
medicamentos.
“A Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) deve ser norteadora das prescrições de medicamentos
nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde sob gestão municipal”.

A PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS NAS UNIDADES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE MUNICIPAL DEVERÁ:

1) ser escrita em caligrafia legível, à tinta, datilografada ou digitada, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e
medidas oficiais, indicando a posologia e a duração do tratamento;
2) conter os dados do paciente (nome completo, endereço, idade e telefone);
3) conter a denominação genérica dos medicamentos prescritos;
4) ser apresentada em duas vias;
5) conter o nome do prescritor, data, a assinatura do mesmo e o número de seu registro no conselho de classe
correspondente.

VALIDADE DA RECEITA

1) As receitas terão validade de 30 DIAS, contados a partir da data da sua emissão.


2) As prescrições de medicamentos destinadas ao tratamento de doenças crônicas que, portanto, são de uso contínuo
(ex. hipertensão, diabetes), terá validade de três meses. Sendo essa anexada ao cartão do paciente e apresentadas no
ato da retirada do medicamento na farmácia mensalmente;

A DISPENSAÇÃO:

A dispensação de medicamentos nas unidades do Sistema Único de Saúde municipal, somente ocorrerá
mediante a apresentação da receita;

O dispensador deve anotar na receita, a quantidade do medicamento que foi atendida, a data e seu nome de
forma legível e dar baixa no estoque;

A primeira via da receita deve ser devolvida ao usuário e a segunda via deve ficar retida na farmácia e
arquivada pelo prazo de 2 anos, para fins administrativos;

A quantidade dispensada de medicamentos, destinados ao tratamento de doenças crônicas, deve ser suficiente
para no máximo 30 dias de tratamento;

A quantidade atendida, para os demais medicamentos, deve ser suficiente para o tratamento prescrito;

O paciente só poderá retirar medicamentos na Unidade de Saúde de seu bairro;

Receitas provenientes de outras entidades conveniadas ao SUS no município, poderão ser dispensadas
mediante apresentação de receita com os critérios citados anteriormente e acompanhada de segunda via ou xérox, que
ficará retida na unidade; já as receitas provindas de outros municípios, não deverão ser dispensadas, só no caso
dos pacientes serem novamente consultados por médicos da rede.

A unidade de saúde é responsável pelo cumprimento das normatizações dispostas neste documento; o não
cumprimento acarretará em penalidades relativas (a depender de cada caso).

Fica proibida a dispensação do(s) medicamento(s), cuja receita não obedeça aos critérios destas normas.
Orientações quanto à guarda e utilização de medicamentos em casa

1. Ao chegar em casa, guarde os medicamentos em local apropriado. Na maioria das vezes deve ser guardado em local
fresco e arejado. Isso quer dizer: local com temperaturas amenas, sem umidade e com circulação de ar, sem
abafamento. Sendo assim, não devemos guardar medicamento no banheiro, que é um local que recebe umidade do
banho e muitas vezes, abafado. Também não devemos guardar medicamentos em cima da geladeira, pois, esta recebe
o calor do motor ( tem gente que até seca tênis atrás da geladeira). E na janela da cozinha? Nem pensar!

O Sol também altera os medicamentos, sem falar no calor. Alguns medicamentos devem ser guardados em geladeira.
Isso significa que os medicamentos devem ser guardados dentro da geladeira, nas prateleiras superiores (não guarda-
los na porta da geladeira, nem no congelador).

2. Se existem crianças em casa ou se o paciente recebe visitas de crianças, eles devem guardar os medicamentos em
local trancado ou, pelo menos, inacessível a elas. As crianças são curiosas. O maior número de intoxicação ocorre em
crianças. Devemos estar atentos.

3. Se o paciente comprar vários frascos do mesmo medicamento, deverá abrir uma embalagem de cada vez, não
retirando o medicamento da embalagem original, assim preservando o número do lote e validade do medicamento.

4. No caso do medicamento líquido, tomar cuidado para que a boca do frasco não fique suja. Se por acaso o líquido
escorrer, deve-se limpar o frasco, impedindo que o rótulo se estrague, ficando ilegível. No caso de pomadas e cremes,
deve-se limpar o bico da bisnaga, antes de fecha-lo.

5. Ter sempre atenção ao prazo de validade do medicamento, nunca tomando medicamento vencido, mesmo que tenha
vencido há pouco tempo. O medicamento vencido pode não ter ação e se já estiver alterado irá fazer mal à saúde.

6. Não misturar medicamentos, por exemplo, dois xaropes no mesmo recipiente ou colher, ou dois medicamentos na
mesma seringa, a não ser que tenha sido solicitado pelo médico.

7. Respeitar o horário de administração do medicamento. Se é para ser dado de 6/6 horas, não se deve pular o horário
da noite ou readaptá-lo à conveniência do paciente. Essa atitude atrapalha o tratamento. Se o medicamento é para ser
dado após as refeições, não toma-lo em jejum.

8. Se o paciente perceber alguma alteração de cor, sabor ou precipitação no medicamento, procure orientação e não
administre o medicamento.

9. Se o medicamento for uma suspensão, agitar durante, pelo menos, um minuto e administrar ao paciente em seguida.

10. Não recolocar o medicamento no frasco. Se o paciente retirar uma quantidade de medicamento maior que a
quantidade a ser utilizada (no caso de líquidos e pomadas), o restante deverá ser descartado.

11. Usar sempre medidas-padrão, ou seja, as colheres e copos-medida que acompanham os frascos. As colheres, o
copo caseiro não apresentam exatidão na medida.

12. Não quebre drágeas nem abra as cápsulas.

13. Não encostar o frasco de colírio no olho, nem bisnaga de pomada oftálmica. Contamina o medicamento.

14. Não encostar a bisnaga de pomada ou creme em lesões. Retirar parte do medicamento e, então, aplicar no local
indicado.
FARMACOLOGIA

Por diversos motivos de ordem prática, as drogas não são administradas no seu estado puro ou natural aos
pacientes, mas sim como parte de uma formulação, ao lado de uma ou mais substâncias não-medicinais que
desempenham várias funções farmacêuticas. Esses adjuvantes farmacêuticos têm por finalidade solubilizar, suspender,
espessar, diluir, emulsionar, estabilizar, preservar, colorir e melhorar o sabor da mistura final, a fim de fornecer uma
forma farmacêutica agradável e eficiente dos agentes medicamentosos que ela encerre.
A ciência que trata das formas farmacêuticas é a FARMACOTÉCNICA, um dos ramos da farmácia, hoje quase
inteiramente industrializada.
* As vantagens das formas farmacêuticas foram sistematizadas Ansel e Popovich dos seguinte modo:
1. possibilidade de administração de doses exatas das drogas;
2. mascarar sabor ou odor desagradável da droga (cápsulas, drágeas, xaropes de sabor agradável);
3. fornecer ação prolongada ou continuada da droga, através de uma forma de liberação prolongada (comprimidos,
cápsulas e suspensões especialmente fabricados);
4. proporcionar ação adequada da droga através de administração tópica (cremes, preparações para uso nasal e
otológico);
5. facilitar a colocação da droga num dos orifícios do corpo (supositórios, óvulos);
6. facilitar a deposição das drogas na intimidade dos tecidos do corpo (injeções);
7. proporcionar ação adequada da droga através da terapêutica inalatória (inalantes, aerossóis).

O tipo de forma farmacêutica, em determinado caso clínico, depende das características do paciente e da doença.

Farmacologia é a ciência que estuda os fármacos e os medicamentos sob todos os aspectos, isto é, a fonte, a
absorção, o destino no organismo, mecanismo de ação e os seus efeitos.

Conceitos Básicos em Farmacologia

FÁRMACO: Estrutura química conhecida; propriedade de modificar uma função fisiológica já existente.
MEDICAMENTO: Fármaco com propriedades benéficas comprovadas cientificamente, quando utilizada de acordo com
suas indicações e propriedades.
DROGA: Qualquer substância química, exceto alimento, capaz de produzir efeito farmacológico, isto é, provocando
alterações somáticas ou funcionais, benéficas ou maléficas.
REMÉDIO: Qualquer coisa, inclusive medicamento, que sirva para tratar o doente.
TÓXICO OU VENENO: Droga ou preparação com drogas que produz efeito farmacológico maléfico.
PLACEBO: Palavra latina que significa EU VOU AGRADAR. Em farmacologia, significa uma substância ou preparação
inativa administrada para satisfazer a necessidade psicológica do paciente de tomar drogas.

Outros Conceitos

FÓRMULA OU FORMULAÇÃO: Conjunto dos componentes de uma receita prescrita pelo médico. A fórmula, por
exemplo, de determinado xarope expectorante e antitussígeno.
FORMA FARMACÊUTICA: Forma de apresentação do medicamento: comprimido, xarope, cápsula, etc. Na forma
farmacêutica, além do princípio ativo, entram outras substâncias na composição, como veículo ou excipiente,
edulcorante, ligante, etc.
EXCIPIENTES OU VEÍCULO: Indica a substância mais ou menos inerte de uma fórmula medicamentosa, que lhe
confere consistência ou forma farmacêutica adequada.
ESPECIALIDADE FARMACÊUTICA: Medicamento de fórmula conhecida, de ação terapêutica comprovável, em forma
farmacêutica estável, embalado de modo uniforme e comercializado com um nome convencional.
FARMACOPÉIA: São publicações oficiais do governo de cada país e são atualizadas periodicamente por comissões
especiais de cientistas. As farmacopéias padronizam os agentes medicamentosos nas comunidades civilizadas, sendo
complementadas por formulários e outras publicações correlatas.
MEDICAMENTO OFICIAL: Aquele que faz parte da farmacopéia.
MEDICAMENTO OFICINAL: Aquele que se prepara na própria farmácia, de acordo com as normas e doses
estabelecidas por farmacopéias ou formulários e com uma designação uniforme. Ex: tintura de iodo, elixir paregórico,
etc.
MEDICAMENTO MAGISTRAL: Aquele prescrito pelo médico e preparado pra cada caso, com indicação de composição
qualitativa e quantitativa, de forma farmacêutica e da maneira de administração.
DOSE EFETIVA MEDIANA (DE50): Dose necessária para produzir determinada intensidade de um efeito em 50% dos
indivíduos.
DOSE LETAL: Quando o efeito observado é a morte dos animais de experiência.
DL50: Significa que morrem 50% dos animais com a dose empregada.

DOSAGEM DOS MEDICAMENTOS

Posologia – é o estudo das doses de administração dos medicamentos.


Dose – é uma determinada quantidade de uma droga administrada mo organismo, a fim de produzir o efeito
terapêutico.

As doses dos medicamentos podem ser classificadas em:

Dose mínima – é a menor quantidade de um medicamento capaz de produzir o efeito terapêutico.


Dose máxima – é a maior quantidade de um medicamento capaz de reproduzir o efeito terapêutico. Se esta dose for
ultrapassada, acarretará efeitos tóxicos ao organismo doente.
Dose tóxica – é a quantidade de um medicamento que ultrapassa a dose máxima, causando perturbações, intoxicação
ao organismo, até a morte.
Dose letal – é a quantidade de um medicamento que causa a morte do indivíduo.

Fatores que modificam a dosagem

Idade – o adulto requer uma dosagem maior de medicamento do que a criança e o idoso.
Peso – geralmente, quanto maior o peso, maior será a dosagem do medicamento.
Sexo – as mulheres são mais sensíveis à ação do medicamento do que os homens. Estes necessitam, em alguns
casos dosagem maior do que as mulheres.
Vias de administração – são também fatores que devem ser considerados no estabelecimento da dose. A dose do
medicamento administrado por via endovenosa deve ser menor que por via intramuscular e, essa menor que a dose por
via oral.

Resumo:

Administração: Os medicamentos podem ser administrados por diversas vias: pela boca (oral); por injeção em uma
veia (intravenosa) ou em um músculo (intramuscular) ou sob a pele (subcutânea); inseridos no reto (retal); instilados no
olho (ocular); borrifados dentro do nariz (nasal) ou dentro da boca (inalação); aplicados à pele para efeito local (tópica)
ou sistêmico (transdérmica). Cada via tem finalidades, vantagens e desvantagens específicas.
Absorção: O conceito de biodisponibilidade refere-se à velocidade e ao grau de absorção de determinado
medicamento pela corrente sanguínea. A biodisponibilidade depende de diversos fatores, como o modo com que foi
concebido e manufaturado o produto farmacológico, as propriedades físicas e químicas do medicamento e a fisiologia
da pessoa tratada.
Por outro lado, se o comprimido não se dissolver e liberar com suficiente rapidez a substância ativa, grande parte do
medicamento poderá ser eliminada nas fezes sem que tenha ocorrido absorção. Portanto, alimentos, outros
medicamentos e moléstias gastrointestinais influenciam a biodisponibilidade.
Muitas outras propriedades das formas (comprimidos ou cápsulas) afetam a absorção do medicamento após a ingestão.

Distribuição: Depois de absorvido pela corrente sanguínea, o medicamento circula rapidamente pelo corpo, porque o
tempo de circulação do sangue é, em média, de 1 minuto. Mas a substância pode mover-se lentamente da corrente
sanguínea até os tecidos do corpo.
Os medicamentos penetram nos diferentes tecidos com velocidades diferentes, dependendo de sua capacidade de
atravessar membranas. O anestésico tiopental, por exemplo, entra com rapidez no cérebro, mas o mesmo não acorre
com o antibiótico penicilina.
Assim que absorvidos, os medicamentos não se disseminam igualmente por todo o corpo. Algumas substâncias tendem
a ficar nos tecidos aquosos do sangue e dos músculos, enquanto outras concentram-se em tecidos específicos, como
os da glândula tireóide, do fígado e dos rins.
Pessoas obesas podem armazenar grandes quantidades do medicamento no tecido gorduroso, enquanto pessoas
muito magras armazenam uma quantidade relativamente pequena. Essa distribuição também é observada em pessoas
idosas, porque a proporção de gordura corporal aumenta com a idade.

Eliminação: Os medicamentos são metabolizados ou excretados intactos. Metabolismo é o processo pelo qual uma
droga é quimicamente alterada pelo corpo. O fígado é o local principal (mas não o único) de metabolismo das drogas.
Os rins são os principais órgãos de excreção. Esses órgãos são particularmente efetivos na eliminação de
medicamentos solúveis em água e de seus metabólitos. Os rins filtram medicamentos da corrente sanguínea e
excretam essas substâncias na urina. Muitos fatores podem afetar a capacidade de excreção de medicamentos pelos
rins. A capacidade renal de excreção de medicamentos também depende do fluxo urinário, do fluxo de sangue através
dos rins e do estado dos rins. À medida que as pessoas vão envelhecendo, diminui a função renal. O rim de uma
pessoa com 85 anos de idade tem apenas cerca da metade da eficiência, em termos de excreção de drogas, que o rim
de uma pessoa com 35 anos.

Bula

Partes de uma bula:

1. nome do medicamento 7. precauções


2. formas e fórmulas 8. reações adversas
3. informações ao paciente 9. posologia
4. informações técnicas 10. superdosagem
5. indicações 11. nome do fabricante
6. contra indicação

Na farmácia, frequentemente chegam receitas médicas para as quais devemos realizar cálculos a fim de
determinar as quantidades a serem administradas. Acontece que, a maioria de nós, temos uma aversão natural à
matemática. E agora? Chutamos um número? Pedimos ajuda aos colegas? Assumimos que não fazemos? Não.
Decididamente, nenhum desses caminhos é o melhor.

Cálculo do volume a ser administrado ou aplicado

1.A prescrição médica é: antibiótico X, 100mg. O frasco que dispomos na prateleira é de 500 mg/5ml. Quantos ml o
paciente deverá tomar?
2.A prescrição médica é de 150mg e o frasco que dispomos é de 250mg/5ml. Quantos ml o paciente deverá tomar?

3.A prescrição médica é de 250mg. Dispomos do medicamento em ampolas de 5ml com 500mg. Quantos ml deverá ser
aplicado no paciente?

Cálculo de dosagem a ser administrada, partindo da relação dose/peso do paciente.

1.A dose prescrita pelo médico é de 50mg/Kg/dia e o paciente pesa 10Kg; qual a dose diária do medicamento?

2.Considerando os dados anteriores, quanto se administraria ao paciente por horário, sabendo que o paciente iria tomar
o medicamento de 6/6 horas?

3.Ainda com os mesmos dados, acrescentando que o frasco do medicamento que dispomos contém 500mg/5ml,
quantos ml seriam dados por horários?

4.A dose prescrita pelo médico é de 50mg/Kg/dia a ser dada de 12/12 horas. Sabendo que a criança pesa 20KG e o
frasco é de 250mg/5ml, quantos ml serão dados por horário?

CONSERVAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

Fatores Extrínsecos Fatores Intrínsecos


- calor - Instabilidade molecular
- luz - pH do meio
- umidade - volatilização
- oxigênio e gás carbônico do ar
- recipiente
ACONDICIONAMENTO DOS MEDICAMENTOS

Embalagem - proteção
- primária: mais próxima ao produto. Ex: ampola de - prevenção
vidro -funcionabilidade ( para o acondicionamento adequado)
- secundária: adicional à primária. Ex: cartucho de - motivação
papelão Materiais de acondicionamento
- terciária: utilizada para transporte. Ex: caixas de - vidro
papelão - plástico
- borracha
Funções da embalagem - alumínio