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O DIAGNÓSTICO OSTEOPÁTICO CRANIAL

Anamnese: O interrogatório tem como objetivo descobrir sintomas próprios de cada um dos
tecidos. O conhecimento da anatomia leva a relacionar os sintomas com a etiologia osteopática:

- No plano membranoso e articular.

- No plano neurológico.

- No plano vascular.

Os sintomas do paciente devem ser diferenciados em:

- As suturas num osso específico.

- O sistema arterial cervicocefálico.

- O sistema venoso intracranial.

- Os nervos cranianos.

Inspecção:

- A forma do crânio e de cada osso que o constitui.

- O tamanho das órbitas e dos olhos.

- A forma do nariz.

- A forma do palato.

- A forma da abobada cranial.

- A classe de oclusão dental.

Devem ser examinado todos os elementos que possam informar o estado posicional relativo de
cada um dos ossos do crânio.

Palpação:

- Pele e tecidos subcutâneos: aderências.

- Osso: densidade e sensibilidade.

- Músculos

- Suturas, identificar quais as suturas mais dolorosas.


TESTES DE MOBILIDADE

Quick Scan Cranial

Objetivo:

- A parte anterior indica as disfunções possíveis dos ossos da face.

- A parte média indica as disfunções parietais e temporais – escama.

- A parte posterior indica disfunções da esfera posterior - Occipital.

Testes Analíticos de Mobilidade

Objetivo: Cada um dos ossos deve ser analisado, tendo em conta cada sutura e cada
movimento específico. Este teste tem como objetivo a apreciação específica e comprativa de
cada osso do crânio e procura a sensação de adaptação do movimento passivo induzido pelo
osteopata. Parâmetros analisados:

- Noção de densidade.

- Sensação de restrição nas suturas.

- Sensação de restrição intra-óssea.

- Sensação de restrição nas membranas intra-craniais.

Técnicas osteopáticas

Indicações:

• Dor de Cabeça
• Golpe Whiplash cervical
• Zumbidos/Tinitus
• Vertigens
• Ostites
• Disf. Temporomandibular
• Sinusites

Contraindicações:

✓ Absolutas
• Hemorragia Intra-cranial
• Aumento de Pressão Intra-cranial
• Fraturas do crânio
• Alguns Estados de apreensão
✓ Relativas
• Coagulopatias
• Lesões que ocupem espaço na esfera intra-cranial
1 - Contacto/Escuta Cranial

Objetivo: Aceder ao mecanismo respiratório primário.

Técnica:

- Paciente em dec. Dorsal e terapeuta sentado à cabeça da marquesa.

- Terapeuta descansa ambos os braços sobre a marquesa e faz um contacto global sobre o
crânio do paciente.

- Dedo indicador – asa grande do esfenoide; Dedo médio - apófise zigomática; Dedo anelar –
apófise mastoide; 5º dedo – porção escamosa do occipital.

- Objetivo é sentir o MRP - Durante a extensão / rotação interna o diâmetro coronal diminui, o
diâmetro ântero-posterior aumenta, a altura aumenta. Durante a flexão / rotação externa o
diâmetro coronal aumenta, o diâmetro ântero-posterior diminui, e a altura diminui.

- O terapeuta deve avaliar a amplitude, ritmo e regularidade do MRP, sendo importante


perceber qual dos ossos tem a amplitude, ritmo e regularidade alterada.

- O terapeuta deve incentivar o paciente a ficar em apneia para distinguir os diferentes ritmos
que acontecem no MRP. E também pedir ao paciente inspirações e expirações profundas de
forma a aumentar a amplitude do MRP.

2 - Contacto Fronto-Occipital

Objetivo: Aceder ao MRP de uma forma mais natural possível.

Técnica:

- Paciente encontra-se em dec. Dorsal e o terapêuta está sentado ao lado da cabeça (do
paciente) de lado na marquesa.

- A mão caudal realiza o contacto com a escama do osso occipital, enquanto que a mão cefálica
descansa sobre o osso frontal, com o cotovelo repousado na marquesa.

- O polegar e dedo médio da mão cefálica do terapeuta repousam sobre as asas maiores do
esfenoide do paciente.

- Passos seguintes igual ao Teste de Escuta!!!


3 - Contacto do Sacro

Objetivo: Contactar o sacro de forma suave de forma a conseguir sentir o MRP.

Técnica:

- Paciente está em dec. dorsal e terapeuta encontra-se sentado ao lado da marquesa do


paciente - caudal ao sacro.

- Paciente deve dobrar o joelho contralateral ao terapeuta e realizar uma rotação do joelho em
direção ao terapeuta, deslizando a sua mão (caudal) de forma a que a crista medial do sacro
descanse entre os seus 3 e 4 dedos, as polpas dos dedos devem estar situadas na base do
sacro, e a palma da mão deve acompanhar o ápex do sacro.

- A mão cefálica do terapeuta pode avaliar em simultâneo a região lombar, ou então ambas
espinhas ilíacas ântero-superiores de forma a receber mais informação sobre o movimento do
sacro.

- Terapeuta deve sentir o MRP, a flexão SEB está sincronizada com a contranutação – a base do
sacro movimenta-se posteriormente. A extensão SEB está sincronizada com a nutação do
sacro: a base do sacro movimenta-se anteriormente. Deve acompanhar os movimentos de
forma a perceber toda a amplitude de movimento do sacro.

4 - Descompressão dos Côndilos Occipitais

Objetivo: Equilibrar as MTR ao nível do canal do nervo hipoglosso, permitindo a normalização


da função do XII nervo.

Técnica:

- Paciente repousa na posição de dec. dorsal e terapeuta está à cabeça da marquesa, com os
dois antebraços repousados sobre a mesma.

- A cabeça do paciente deve repousar sobre as palmas das mãos do terapeuta, os dedos
indicador e médio do terapeuta devem estar próximos dos côndilos occipitais, o mais afastado
possível de C1.

- Dedos de ambas as mãos devem iniciar um leve movimento cefálico e lateral na base do
occipital - deve ser mantido até que se sinta uma libertação dos tecidos.

- O ritmo e amplitude do MRP devem ser testados de forma a perceber a eficácia da técnica
utilizada.
5 - Descompressão Occipito-atlantal (C0-C1)

Objetivo: Diminuir as disf. somáticas occipito-atlantal que resultam da rotação do occipital no


seu eixo ântero-posterior, resultante de um desalinhamento dos côndilos nas facetas do atlas.
Em geral, esta técnica deve ser realizada depois da descompressão dos côndilos do occipital.

Técnica:

- Paciente está em dec. Dorsal e terapeuta está situado à cabeça da marquesa com os dois
antebraços repousados.

- Terapeuta coloca as pontas de ambos os dedos médios na zona occipital e desliza até
contactar com os arcos posteriores do atlas e deve aplicar pressão causal com ambos os dedos
de forma a separar as facetas dos côndilos.

- Enquanto o terapeuta aplica uma pressão caudal, o paciente aproxima o queixo do peito, sem
provocar flexão do pescoço. Este movimento leva os côndilos occipitais para posterior,
aumenta a tensão nos ligamentos da região, e alonga os músculos posteriores do occipital.

- Terapeuta deve manter esta posição enquanto o paciente realiza várias inspirações
profundas, de forma a alcançar a libertação articular.

6 - Compressão do 4 Ventrículo

É comum o tratamento cranial começar com a compressão do CV4. - Esta técnica aumenta a
capacidade curativa do paciente, relaxa o paciente, e melhora o MRP.

Técnica:

- Paciente está em dec. Dorsal e terapeuta está sentado no topo da marquesa com os
antebraços repousados.

- Dedos das mãos do terapeuta devem estar entrelaçados de forma a que as eminências
tenares postero-medial estejam nas suturas occipitomastóide. Se o contacto for realizado no
processo mastoide dos ossos temporais, a compressão pode rodar os ossos temporais, o que
pode causar sintomatologia dolorosa local.

- Terapeuta deve manter a extensão do occipital, e resistir a flexão occipital. A tensão deve ser
mantida até que o MRP, diminua a sua amplitude, o seu movimento deve ser suave.

- O ritmo e amplitude do MRP devem ser testados após aplicação da técnica.


7 - Abertura da Sutura Interparietal – V-Spread

Objetivo: Restaurar a liberdade de movimento da sutura sagital, aumentando a drenagem do


seio sagital superior.

Técnica:

- Paciente está em dec. Dorsal e terapeuta está sentado no topo da marquesa com os
antebraços apoiados na marquesa.

- Terapeuta cruza os polegares sobre a sutura sagital, os restantes dedos ficam apoiados sobre
os ossos parietais.

- Os dedos polegares pressionam os ossos parietais de forma a provocar um afastamento da


sutura sagital, enquanto que os restantes dedos provocam uma rotação externa dos ossos
parietais.

- A técnica deve ser iniciada ligeiramente à frente de lambda, e depois os polegares devem ir
avançando 1cm ao longo da sutura até chegar a bregma, sendo repetida até que se note uma
alteração no ritmo e amplitude do MRP, e/ou até que se note uma alteração na mobilidade da
sutura interparietal.

8 - Afastamento Sutural – V-Spread

Objetivo: Libertar uma sutura cranial que apresenta a mobilidade restrita.

Técnica:

- Paciente está deitado em dec. Dorsal e terapeuta está sentado ao topo da marquesa com os
antebraços apoiados na marquesa.

- Terapeuta coloca o dedo indicador e o dedo médio em cada lado da sutura. Enquanto que a
outra mão está posicionada no lado oposto do crânio, na mesma direção da sutura a ser
libertada.

- A mão que toma contacto no lado oposto à sutura é que aplica pressão, a pressão deve ser
muito suave. Se a pressão for elevada pode levar à contração de algumas fibras musculares.

- Ao iniciar esta técnica o terapeuta irá provocar pequenas ondas através do fluido, estas
ondas podem retroceder da zona restrita e têm que ser devolvidas à zona que estamos a
libertar.
9 - Drenagem do Seio Venoso

Objetivo: Aumentar a drenagem do seio intra-cranial através das membranas da dura-máter.

Técnicas:

- Paciente está em dec. Dorsal e terapeuta está sentado no topo da marquesa com ambos os
antebraços apoiados na marquesa.

- Para o seio transverso, o terapeuta coloca o primeiro e segundo dedos de ambas as mãos na
linha superior da nuca.

- A posição é mantida com pressão mínima, o peso da cabeça do paciente é suficiente, até que
se possa notar uma libertação nos tecidos.

- Terapeuta mantém a pressão até que sinta liberdade em ambos os lados.

- Para a drenagem da zona de confluência dos seios, o terapeuta coloca o dedo médio da mão
sobre o inion). A posição é mantida até que se note uma alteração dos tecidos.

- Para a drenagem do seio occipital, o terapeuta coloca ambas as mãos na cabeça do paciente
e desde o segundo ao quarto dedo estão situados entre o inion e os tecidos suboccipitais.

- Para a drenagem do seio sagital superior, o terapeuta cruza os polegares sobre lambda e
promove a abertura da sutura inter-parietal, assim que o terapeuta vai sentindo a abertura dos
tecidos vai avançando com os polegares na direção de bregma. Assim que chega a bregma, o
terapeuta com o segundo e terceiro dedo de ambas as mãos deve seguir a linha média do osso
frontal através da localização da sutura metópica.

10 - Rotação Temporal Unilateral (Ex: Temporal Drt. em rotação externa ou interna)

Objetivo: tratar uma disfunção onde o osso temporal está fixo em rotação externa ou interna.

Técnicas:

- Paciente em dec. Dorsal e terapeuta está sentado no topo da marquesa com os dois
antebraços apoiados na marquesa.

- A mão esquerda do paciente está situada no occipital

- Polegar direito e dedo indicador contactam a porção zigomática do osso temporal. O dedo
médio repousa sobre o meato acústico externo da orelha. O dedo anelar e o quinto dedo
apoiam sobre o processo mastoide.

- Durante a flexão do crânio do dedo anelar e o quinto dedo realizam pressão medial. Esta
pressão é acompanhada pela abertura dos processos zigomáticos levando a uma rotação
externa do osso temporal.

- Durante a fase de extensão, o terapeuta resiste o movimento de rotação interna.

- O ritmo e amplitude do MRP, especialmente no osso temporal, revelam a eficácia da técnica.


11 - Frontal Lift

Objetivo: Tratar disfunções do osso frontal em relação às suas suturas.

Técnica:

- Paciente está em dec. Dorsal e terapeuta está sentado no topo da marquesa com ambos os
braços em cima da marquesa.

- Terapeuta coloca ambas as eminências hipotenares nos ângulos laterais do osso frontal e
ambas as eminências tenares nas suturas coronais. Os dedos ficam cruzados acima da sutura
metópica.

- As mãos do terapeuta devem realizar uma pequena compressão e fazer o movimento


descendente, apenas de um lado, ou de ambos os lados consoante a necessidade de restrição
do movimento. Este movimento é mantido até que o terapeuta sinta que há uma
movimentação externa dos ângulos do osso frontal – uma expansão sentida nas zonas tenar e
hipotenar. Após sentir esta tensão, o terapeuta liberta a cabeça com suavidade.

12 - Parietal Lift

Objetivo: Tratar as disfunções dos ossos parietais.

Técnica:

- Paciente está em dec.dorsal e terapeuta está sentado no topo da marquesa com ambos os
antebraços apoiados na marquesa.

- Terapeuta contacta com as pontas dos dedos em ambos os parietais acima das suturas
parietoescamosas, cruzando ambos os polegares acima da sutura sagital. Os polegares não
tocam no paciente. Enquanto que os polegares fazem pressão um contra o outro, traciona os
parietais cefalicamente através das pontas dos dedos.

- Espera-se até sentir a rotação externa dos parietais. Assim que se sentir deve-se libertar com
suavidade todos os contactos. A técnica deve ser realizada as vezes necessárias até que se
note uma alteração do MRP.
13 - Técnica de Sutherland para a SEB

Objetivo: Analisar e corrigir cada uma das disfunções possíveis da SEB. O importante não é a
amplitude de movimento, mas a sensação de restrição óssea ou membranosa. O que se
procura é a perda de elasticidade. Após isto diminuir as tensões anormais sobre a SEB e sobre
os elementos que passam pelos seus orifícios.

Técnica:

- Importante o movimento do tronco do terapeuta, de forma a induzir da forma mais correta o


movimento desejado.

- A técnica deve ser iniciada por uma fase funcional, movimento no sentido da disfunção e em
seguida uma fase estrutural – correcção.

- O paciente deve estar na posição de dec. Dorsal, com os pés fora da marquesa e o osteopata
no topo da marquesa com os antebraços apoiados sobre a marquesa.

- Contactos das mãos do terapeuta:

• Dedos indicadores – ptérion


• Dedos médios – escama do temporal anterior à orelha
• Dedos anelares – atrás das orelhas sobre os temporais
• 5º dedo – ângulos laterais do occipital
• Os polegares encontram-se unidos por cima do crânio.
➢ Primeira Fase – Fase Funcional:
• Flexão
• Extensão
• Torsão
• Lateroflexão (inclinação)
• Rotação
• Vertical Strain Fisiológico
• Lateral Strain Fisiológico
• Compressão / Descompressão
➢ Segunda Fase – Fase Estrutural: Todos os parâmetros em disfunção devem ser
invertidos enquanto que o paciente respira amplamente, ajudando com a
flexão/extensão da articulação tibiotársica.

Indicações:

✓ Sintomas do trigémeo – V par.


✓ Cervicalgias, cefaleias e vertigens.
✓ Problemas oculares.
✓ Alterações do forâmen Magnum ou orifício rasgado posterior.
✓ Lesões intraósseas do occipital.
✓ Sequelas de fraturas do crânio.
✓ Disfunções da ATM
14 - Técnica de Descompressão

Objetivo: Consiste em descomprimir a SEB de forma a restabelecer a sua elasticidade.

Técnica:

- Paciente deve estar em dec. Dorsal, com os pés fora da marquesa e o terapeuta está de pé no
topo da marquesa com um dos pés em cima de uma cadeira.

- A posição das mãos é a seguinte:

• A mão direita descansa sobre o osso frontal, o polegar sobre a asa maior
esquerda do esfenoide;
• Indicador e o dedo médio sobre a asa maior direita do esfenoide.
• A mão esquerda, com uma luva, toma contacto com o indicador e o dedo
médio em forma de “V” com a face inferior do maxilar á esquerda e à direita.

- Primeira Fase – Fase Funcional: As duas mãos comprimem ligeiramente a esfera anterior em
direção ao “solo” até conseguir uma maior elasticidade das fibras.

- Segunda Fase – Fase Estrutural: As duas mãos tracionam ligeiramente a esfera anterior em
direção ao teto até conseguir mais elasticidade das fibras ósseas. Enquanto se realiza esta
técnica, pedimos ao paciente que respire amplamente de forma a mobilizar a SEB, e com a
flexão/extensão das articulações tibiotársicas.

15 - Técnica de Sutherland para a Sutura Occipitomastoidea, Petrobasilar e Orifício Rasgado


Posterior

Objetivo: Consiste em libertar a sutura occipitomastoidea, o orifício rasgado posterior e a


sutura petrobasilar.

Técnica:

➢ Paciente em dec. Dorsal e osteopata sentado no topo da marquesa.


➢ A mão esquerda deve estar transversalmente por baixo do occipital com as pontas dos
dedos no occipital junto à articulação a libertar e a mão direita controla o temporal
direito com o contacto a 5 dedos.
➢ A mão esquerda coloca do occipital em extensão e movimenta lateralmente à
esquerda; a mão direita, movimenta o temporal direito anteriormente, avalia a sua
disfunção: flexão/rotação externa ou extensão/rotação interna.
➢ A abertura das suturas deve estar mantida durante toda a técnica. Para atuar sobre a
sutura petrobasilar, a única diferença consiste em que durante a técnica, devemos
tracionar em direção ao teto o osso temporal para abrir a sutura.
➢ Cronologicamente primeiro deve ser libertada a sutura occipitomastoidea e depois a
sutura petrobasilar.
➢ Primeira Fase – Funcional: Mantendo a abertura occipital o temporal deve ser
equilibrado no sentido da sua disfunção.
➢ Segunda Fase – Estrutural: Quando o terapeuta sente que o temporal começa a
movimentar no sentido da correção de forma espontânea, aumentamos essa correção
e mantemos.