Anda di halaman 1dari 4

INTERPRETAÇÃO DO ART 24ª DA LEI Nº 16/16 DE 30 DE SETEMBRO(LEI DAS

SOCIEDADES E ASSOCIAÇÕES DE ADVOGADOS)

O art 24ª da lei nº16/16 de Setembro tem como epígrafe DIREITO DE REGRESSO, que
consiste no direito do comitente de exigir do comissário o reembolso de tudo quanto
haja pago pelos danos causado por este(art500º nº1 e 2 do código civil).

Neste caso o nº1 do art 24 da lei 16/16 dispõe que as sociedades de advogados têm
direito de regresso contra o sócio, associado ou advogado estagiário responsável pelos
actos ou omissões culposos geradores de responsabilidade da sociedade, ou seja,
significa que os sócios, associado ou advogados estagiários que no execício das suas
funções causarem danos a sociedade de advogados no qual prestam serviço, terão de
reembolsar tudo quanto a sociedade haja pago pelo prejuízo causado.

Para efeitos do direito de regresso entre sócios, cada um responde pelas dívidas sociais
na proporção em que participe nos resultados, salvo estipulação diversa do contrato de
sociedade.(Nº2 do art 24º da lei 16/16).

INTERPRETAÇÃO DO ART 74º DO ESTATUTO DA ORDEM DE ADVOGADOS DE


ANGOLA(EOA)

O art 74º da EOA tem como epígrafe JURISDIÇÃO DISCIPLINAR relativamente a acção
disciplinar, dispõe que os advogados estão sujeitos à jurisdição disciplinar dos órgãos da
Ordem dos advogados.

Primeiramente, Jurisdição consiste no poder que um determinado órgão detém para


aplicar o direito ao caso concreto, com o objetivo de solucionar os conflitos de interesses
e, com isso, resguardar a ordem jurídica e a autoridade da lei. Nesta senda todos os
advogados em caso de alguma infracção disciplinar será sancionado exclusivamente por
órgãos da Ordem dos Advogados.

CASO PRÁTICO Nº 3

Álvaro, advogado reconhecido no mundo da advocacia, membro da Sociedade de


Advogados Álvaro Essuvi, Alfeu Domingos e Associados, nomeado para exercer o cargo
de Governador da Província do Huambo uma vez que Sua Excelência Presidente da
República admirava o seu trabalho. Álvaro decide aceitar a incumbência. Depois de ter
aceite o cargo, foi indicado pelo Tribunal como defensor oficioso e este sem justa causa
não apareceu porque tinha uma outra constituinte, a Senhora Judite da Conceição, há
quem ele informou que se lhe desse o seu Ranger Rover e o seu relógio Rolex teria acção
como vencida.

Depois de ter vencido a causa, conscientemente, decidiu abandonar a advocacia,


indicando ao mesmo tempo o seu amigo Manuel Afonso, do 3º ano do Curso de direito
da unversidade Águias e Aves, para lhe substituir no escritório onde exercia a advocacia.
Afonso que entendia bem de direito recebeu 4 processos do advogado Álvaro. Dos 4, um
conseguiu resolver e os restantes processos entregou à uma Advogada de renome, a
Dra. Leonilde Laura. Esta conseguiu resolver com sucesso os 3 processos o Juiz era seu
irmão.

Passado dois anos após a sentença, a Dra. Leonilde comete o crime de furto que
resultou na apreensão de todos os documentos do seu escritório até as
correspondências trocadas com os seus constituintes. QUID IURIS?

RESOLUÇÃO:

O caso em apreço remete-nos aos seguintes institutos jurídicos:


Incompatibilidade(art11º LA), Impedimentos(art12º LA), Quota litis(art21º do código de
Ética e Deontologia profissional), Deveres para com os Julgadores(art12º do código de
Ética e Deontologia profissional), Exercício da Advocacia(art3º LA).

No caso supra citado, Álvaro, advogado e membro de uma Sociedade de Advogados foi
nomeado para exercer o cargo de Governador Provincial do Huambo pelo Presidente de
República. Esta nomeação considera-se ilegal, uma vez que Álvaro é advogado, o
exercício da advocacia é incompatível com a função de Governador Provincial, logo é de
considerar esta noameação ilegal nos termos do nº1 alínea f) art 11º da Lei da
Advocacia.

Uma vez que Álvaro foi indicado pelo Tribunal como defensor oficioso e este sem justa
causa não apareceu está a violar os seus deveres para com os julgadores de cumprir os
horários das audiências judiciais e dar conhecimento à Ordem dos Advogados de
qualquer atraso superior a (meia hora/ uma hora) e comunicar com a devida
antecedência qualquer alteração da sua presença, tanto ao Tribunal como ao colega nos
termos do nº2 alínea h) i) do art 12º do código de Ética e Deontologia profissional.

Álvaro tendo informado a sua constituinte, Sra Judite da Conceição, que se lhe desse o
seu Ranger Rover e o seu relógio Rolex teria acção como vencida, mas neste caso trata-
se de uma Quota Litis que consiste numa claúsula que estipula que os honorários
advocatícios sejam fixados com base na vantagem obtida pelo cliente, ou seja, por esta
claúsula, a remuneração do advogado depende do seu sucesso na demanda, pois em
caso de derrota nada receberá. O código de Ética no seu art21º proíbe a quota litis e
também os artigos 54º e 55º do Estatuto. Nesta senda a exigência de Álvaro para com a
sua constituinte proíba.

Tendo, Álvaro abandonado a advocacia, indicando o seu amigo Manuel Afonso, do 3ª


ano do curso de direito, para lhe substituir no seu escritório, neste caso é ilegal porque
Manuel não reuni os requisitos para o exercício da advocacia, ou seja, não é licenciado
em Direito e não está inscrito na Ordem dos Advogados de Angola nos termos do art3º
nº2 e o art14º nº1 da Lei nº 8/17 de 13 de Março(Lei da Advocacia). Logo esta pratica
pode nos remeter ao crime de exercício ilegal de profissional que é punido nos termos
da lei penal em vigor com reserva nos termos do art 22º nº1 da LA.

No caso em concreto a Dra. Leonilde Laura, conseguiu resolver três processos, mas num
destes processos o juiz era seu irmão, logo é de considerar nulo este processo porque
existe um impedimento, ou seja, os advogados estão impedidos de exercer o patrocínio
e a assistência judiciária, quando um dos juiz é seu irmão, cônjuge ou algum ascendente,
descendente ou afim nos mesmos graus nos termos do nº1 alínea a) do art 12º da LA.