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Revista Nossa Fé – 1º tri 2011 Significados e lições dos

APOIO DIDÁTICO – LIÇÃO 05 MILAGRES DE JESUS

PRECONCEITO
Embora como conceito de preconceito seja, geralmente, relacionado ao conflito e animosidade entre grupos –racial, nacional, cultural
ou socioeconômico – ele tem profundas ramificações. O ambiente moderno empírico científico gerou a ideia de que o homem, idealmente,
deveria se libertar de todos os pressupostos. Ao discutir o Cristianismo como uma ciência teológica, Barth reflete essa demanda pela
liberdade do preconceito de modo geral. A isso, Gordon H. Clark (q.v.) respondeu que, se o preconceito for entendido apenas como uma
pressuposição, nem a ciência nem a teologia poderão aceitar essa restrição (Karl Barth’s Theological Method, Filadélfia, Presbyterian and
Reformed, p. 66) que, no século dezenove, foi tão amplamente aceita quanto outro conceito igualmente errado, isto é, o de que as leis
científicas são absolutamente verdadeiras.
Do modo como empregado no termo latino prejudicare, o preconceito é um juízo prévio sem evidência suficiente a favor ou contra
pessoas, lugares ou coisas. A ideia de que judeus sejam comerciantes duros ignora a propensão dos gentios para serem, da mesma
forma, desonestos nos negócios. Dizer que os orientais são falsos é isentar os ocidentais de semelhante erro. Dizer que os negros tenham
inteligência inferior ignora o fato da solidariedade da raça humana.
O preconceito racial é a forma mais comum em que o preconceito aparece, devido, em parte, às visíveis diferenças entre pessoas e
grupos étnicos, e também, devido a teorias filosóficas ou sociológicas de que algumas raças sejam intrinsecamente inferiores. Mas o
preconceito, muitas vezes, se estende a pessoas do sexo oposto (cf. Mulheres, Status das) ou a grupos étnicos ou minoritários. O
preconceito é diferente do julgamento errôneo em sua resistência à correção.
Por mais sérias que sejam as consequências do preconceito em relação àqueles aos quais se discrimina, as consequências são
ainda piores para a pessoa preconceituosa em termos do prejuízo intelectual, moral e espiritual que causa à personalidade. O preconceito
provoca, ainda, o contra-preconceito, e atitudes preconceituosas geram ações discriminatórias baseadas em preconceitos. A estabilidade
social é ameaçada ou se torna improvável numa sociedade que questiona a dignidade de outros seres humanos. Promover ou proteger a
discriminação por meio da lei, inevitavelmente, enfraquece a fé das minorias nos processos e na integridade do governo.
A religião é um campo pronto para o preconceito, pois reflete os valores que os homens consideram máximos. A Irlanda
contemporânea espelha as rivalidades entre católicos e protestantes, complicadas, ainda, por fatores políticos. Os defensores do
pluralismo religioso discriminam, prontamente, contra cristãos evangélicos fiéis cujo compromisso com uma revelação final resiste ao
reducionismo sincretista, e o uso neoprotestante do poder ecumênico muitas vezes prejudica os interesses de evangélicos. O Cristianismo
institucionalizado, mais aparente na Idade Média, tornou a lealdade aos compromissos da Igreja Católica uma base para a intolerância e
discriminação religiosa. A tendência moderna é a de nutrir tolerância religiosa com a tendência sincretista de que uma religião é tão boa
quanto outra. A base neotestamentária de liberdade religiosa (q.v.) transcende ambas a s alternativas.
Dicionário de Ética Cristã, Carl Henry, Cultura Cristã, p. 465-466