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Revista Nossa Fé – 1º tri 2011 Significados e lições dos

APOIO DIDÁTICO – LIÇÃO 07 MILAGRES DE JESUS

Jesus e os enfermos

“Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas-novas do
Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque
estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9.35-36 – NVI).

Nosso coração explode em 1. Os escribas e fariseus, “pilares


amor ao conhecer intimamente a do judaísmo”, estavam mais
pessoa de Jesus, percebendo, em preocupados em “preservar a sua
cada um de seus atos, o amor pelos própria santidade” que em ajudar
pecadores que ainda estão os outros a sair de seus pecados.
perdidos, afastados daquele que os Eram como médicos que se
ama, daquele a quem a sociedade recusam a visitar os enfermos por
rejeitou. medo de contágio.
Ele podia ver em cada pessoa – Por mais que falemos que
fosse ela uma prostituta, um amamos a Deus, cantemos hinos
drogado, uma adúltera ou um para ele, leiamos a sua Palavra com
ladrão – uma pessoa que, por causa uma voz empostada e reverente,
da sua misericórdia e graça, feita estejamos todos reunidos aos
nova pelo seu amor, seria um domingos, tenhamos 1.000
discípulo em potencial. Seus olhos atividades na igreja, se estas
viam a criatura transformada, palavras não se converterem em
limpa, perdoada. Um ser digno, atos de amor a Deus e aos homens,
feito amorosamente pelas mãos do levando-nos a sair de nossos
Pai. Caído, mas potencialmente “guetos” evangélicos e indo ao
regenerado por seu próprio encontro dos pecadores,
sangue. Oportunidade oferecida estaremos agindo como aqueles
para todos os que nele cressem. religiosos judeus, achando-nos
Jesus era chamado de “amigo “santos demais” para nos
de pecadores” porque ele veio para contaminar com os pecadores
salvar todos os doentes, todos nós, perdidos.
que estávamos afastados de Deus,
agonizando em dores de 2. Eles também se
separação. Ele veio curar, veio dar preocupavam mais em criticar do
vida. que em estimular os outros. Eram
Percebemos em sua vida um os famosos “fiscais” da vida alheia.
grande contraste com a vida dos 3. Eram como médicos que se
religiosos de sua época: apressam em reconhecer os

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sintomas e em fazer o diagnóstico preconceitos políticos e andou


de seu paciente, mas sem o mínimo entre membros de quaisquer
interesse em curá-lo. Causavam partidos da época; ouviu, tocou,
desespero, amargura, dor. abraçou e curou os enfermos
4. Davam ênfase às leis e obras físicos e espirituais. Ele amou as
externas. pessoas, até mesmo as “menos
5. Estavam sempre dispostos a amáveis”, aquelas a quem a
grandes sacrifícios religiosos, mas sociedade rejeitava e desprezava.
não à misericórdia. Faziam sempre Aonde quer que ele fosse, havia
jejum, oferendas, mas não estavam transformação de vida.
preocupados em viver o amor de Ele não precisava viver isolado
Deus, porque não o possuíam. dentro de um templo ou fazer
Possuíam o templo de Deus, a determinadas coisas para que fosse
Palavra de Deus, a lei de Deus, mas considerado “espiritual”. Sua vida
Deus não os possuía. Portanto, não diária era manifestação visível do
possuíam a Deus. Só rituais. amor de Deus. Ele não só falou
Formalismo. Religiosidade. sobre o reino de Deus. Era um
6. Ditavam cargas pesadas aos arauto, porque proclamava a
outros, em forma de leis e suas mensagem do reino de Deus; mas
interpretações. era também um mestre, porque
7. Viam as multidões (o povo) ensinava a mensagem do reino,
com dureza: como palha que vivendo-a no dia a dia.
deveria ser queimada. Jesus era, também, o médico
perfeito. Suas preocupações
Jesus andou entre o povo traduziam-se em atos de amor,
Nesse contexto religioso dos curando não só corpos, mas
escribas e fariseus, Jesus inicia seu salvando vidas. Em Jesus nós vemos
ministério. Mas que decepção para o amor de Deus. Ele se fez homem
os religiosos! Esse nunca poderia para viver entre os homens, sentir
ser o Messias prometido porque, suas necessidades, suas dores, suas
além de pobre, nascido numa fraquezas para curar-nos
manjedoura, ele agora andava com integralmente por seu sangue, o
os pecadores, fazia amizade e até remédio de Deus para o pecado do
mesmo comia com eles! Era homem, e tornar-nos seus agentes,
chamado de amigo de pecadores! por intermédio dos quais continua
Ele andava no meio do povo, ia até a proclamar seu reino hoje.
as ovelhas aflitas e perdidas. “E
percorria Jesus todas as cidades e Jesus teve compaixão
povoados...” Quando falamos em compaixão,
Jesus recebeu a meretriz, confundimos este sentimento com
acolheu os malcheirosos, venceu o “ter dó”, “ter pena de alguém”.
preconceito contra a mulher, os Passamos pelas ruas e ao vermos

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crianças desamparadas e sujas, homem mais forte e valente,


mendigando entre os carros, deixando-o fraco, temeroso e
jovens se drogando, outros se dependente como uma criança de
prostituindo, famílias nuas, colo. Ela nos intima a nos lembrar
morrendo de frio e fome, nossos da morte como um fato real e
rostos se contraem. Olhamos para próximo. Ela nos leva a pensar
eles “com dó”, abanamos a cabeça e seriamente em Deus e em nosso
dizemos: “Coitadinhos, quanto futuro diante dele. Amolece nossos
sofrimento! Que mundo terrível! corações, levando-nos a buscar uma
Alguém deveria fazer alguma coisa comunhão mais profunda e íntima
por eles!...” com o Senhor.
E continuamos o nosso A doença nunca está muito
caminho. distante de nós. Sempre
Jesus não teve “dó” do homem, encontramos um amigo, parente
mas, sim, compaixão. Esta é a ou vizinho sofrendo de alguma
palavra mais forte que o grego tem enfermidade. Ele está sensível,
para expressar a piedade por outro deprimido e ansioso por receber
ser humano. Vem de uma palavra visitas de amigos que realmente
que significa entranhas; é uma confortem seu coração,
compaixão entranhável, que transmitindo-lhe ânimo e força
comove até o mais profundo do para lutar e vencer o sofrimento. É
ser. A compaixão leva à ação; o “ter necessário lembrarmos a
dó” leva à contemplação e à crítica. importância que Jesus deu à
Jesus amava as pessoas visitação de enfermos quando
integralmente e não somente suas disse: “... estava enfermo e me
almas. Ele se compadecia ao ver o visitastes” (Mt 25.36).
sofrimento, a dor, a enfermidade, a O fruto do amor a Jesus
deformação física. E, com amor, ele aparecerá em nossa vida quando
curava. Não curava só almas, deixarmos de falar em amor e
perdoando-lhes os pecados, mas passarmos a agir com amor,
curava seus corpos, porque queria revelando o Deus de amor por
vê-los sãos, glorificando ao Pai. meio de pequenos atos em favor
A enfermidade torna-nos daqueles que precisam de nós.
humildes e sensíveis, desestabiliza o

No leito da enfermidade, Eleny Vassão, Cultura Cristã, p. 42-46

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