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Código Ambiental Brasileiro

Meio Ambiente:
A necessidade de atualização
do Código Florestal

CÓDIGO AMBIENTAL BRASILEIRO


Pacto Ambiental Federativo Descentralizado
PL 5367/2009

Eng. Agrônomo Valdir Colatto,


deputado federal,
situação atual da legislação
ambiental brasileira:
 Mais de 16.250 atos normatizam a matéria
 Ausência de embasamento técnico ou
científico
 Grande insegurança da classe produtiva
 Inviabilidade econômica de propriedades
e empreendimentos
 Insegurança jurídica
OCUPAÇÃO DO
TERRITÓRIO BRASILEIRO
CONFORME A LEGISLAÇÃO
ATUAL
Repartição das Áreas no Brasil
Especificação Área %
Os Biomas do Brasil
Milhões
ha
Caatinga
Floresta amazônica 360,0 42% Amazônia 9,92%
49,29%
Pastagem 210,0 25%

Culturas anuais 50,0 6%

Culturas permanentes 15,0 2%


(Cana de açucar, café.) Mata Atlântica
Produção de Florestas 6,0 1% Pantanal 13,04%
(eucalyptus + pinnus) 1,76%

terras não utilizadas 100,0 12%

Cidades 20,0 2%
Cerrado
Outras 90,0 10% 23,92% Pampa
Total 851,0 100% 2,07%

Florest. protegidas 221,0 26%

Area de soja 20,5 2,4%


Estrutura Agrária Brasileira - Comparação internacional

Países Imóveis Área Média (ha)


(milhões de ha)

EUA (2002) 2.128.982 939,2 441

Argentina 297.425 174,8 588


(2002)

Austrália 135.400 447,0 3.301


(2002)

Canadá (2001) 246.923 68,0 275

Brasil (1996) 4.290.482 418,5 98


Brasil (2006) 5.204.130 354,8 68
Fonte: IBGE, USDA, FAO, Australian Farming in Brief, Statistics Canada.
Famílias e áreas dos Projetos de Assentamentos
Anos Nº Famílias Assentadas Nº Projetos Área (ha)
Antes 1964 1.201 11 879.264
1964-1984 35.235 50 8.898.385
1985-1994 101.444 714 7.329.815
1995 42.912 387 2.544.688
1996 62.044 466 2.451.405
1997 81.944 701 3.455.917
1998 101.094 753 2.802.086
1999 85.226 670 2.109.418
2000 60.521 417 2.158.702
2001 63.477 477 1.837.883
2002 43.486 384 2.501.318
2003 36.301 320 4.573.173
2004 81.254 426 3.511.434
2005 127.506 880 14.193.094
2006 136.358 717 9.402.089
2007 572 8.772.611
Total 1.060.003 7.945 77.421.282
Fonte: SIPRA/Incra.
Estimativa de área a ser titulada como
terra de quilombolas

Estimativa Equivalência
25 milhões de Área do Estado de São Paulo de
ha. 24,8 milhões de ha.
Área 5,7 vezes a área do Estado
25 milhões de
do Rio de Janeiro (4,37 milhões de
ha.
ha)
25 milhões de 23% das atuais áreas indígenas
ha. (109 milhões de ha)
25 milhões de 34,7% das atuais áreas da reforma
ha. agrária (72 milhões de ha)
Fonte: Levantamento Incra, citado pelo Estado de São Paulo, de 12/08/2007.
BARRIL DE PÓLVORA

RR AP

AM PA
MA CE RN
PI PB
PE
AC RO
TO AL
MT BA SE
DF

GO
MG
MS ES
SP RJ
PR

SC
RS

http://www.estado.estadao.com.br/editorias/2003/09/14/pol021.html
 TERRAS INDÍGENAS (TI) - 108,7 MILHÕES DE HA (12,7%);

 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UC) - 133,7 MILHÕES


(15,75%);

 ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APPS), UMA


ASSOCIADA AO RELEVO E OUTRA À HIDROGRAFIA, 226,3
MILHÕES (26,59%);

 ÁREAS DE RESERVA LEGAL, 189,9 MILHÕES (21,31%); E

 ÁREAS PRIORITÁRIAS DE PRESERVAÇÃO DA


BIODIVERSIDADE, 81 MILHÕES DE HECTARES (10%),
JÁ DESCONTADAS AS ÁREAS SOBREPOSTAS.

Fonte: Embrapa – AGE/Mapa


SOMA DAS UCs, TI, RL E APPs – 6.059.526 KM²
(71%)

ÁREAS DISPONÍVEIS – 2.092.448 KM² (29%)

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS, FIBRAS, ENERGIA,


INFRAESTRUTURA, MADEIRA,
RESERVATÓRIOS, ESTRADAS, CIDADES, ETC

Fonte: Embrapa – AGE/Mapa


A Revolução Agrícola
41 anos depois ...
1965 2006 Var.
Área dos estabelecimentos
272,0 354,9 + 30,5%
agropecuários – milhões ha
Área de Lavouras – milhões ha 31,3 76,7 +145%
Produção de Grãos – milhões de ton 19,9 144,1 +624%
Produtividade - kg/ha 946 3.039 +221%
Área de Pastagens – milhões ha 138,2 172,3 +24,6%
Produção de Carnes – milhões ton 2,1 23,0* + 1.000%
População Total - milhões 81,6 185,4 +127%
População Rural - milhões 39,9 30,0 -24,8%
Fonte: Séries estatísticas e históricas – IBGE, Censos Agropecuários 1960, 1970, 2006, IBGE-
LSPA IBGE-PPM, Conab
* Dado relativo a 2008
ALGUNS CRITÉRIOS TÉCNICOS
PARA DEFINIÇÃO ADEQUADA DE
METRAGEM DE MATA CILIAR
 OBSERVAÇÃO DO RELEVO DA MARGEM –
PLANO OU EM DECLIVE, DECLIVIDADE
ACENTUADA OU MODERADA

 ANÁLISE DO TIPO DE SOLO – ARENOSO,


ARGILOSO, HUMÍFERO

 ANÁLISE DA PROFUNDIDADE DO SOLO –


RASO OU PROFUNDO
Definição das APPs Fluviais
A largura da margem do rio não é determinante para definir a
largura da APP.

sistemas sistemas
de de
produção menor produção maior
largura largura

lâmina lâmina
d água d água

MAIOR ESPESSURA MENOR ESPESSURA

O declive, a textura dosolo e sua profundidade é que são


determinantes
Competência Legislativa

Após 1988
 Constituição Federal 1988, Art. 24, VI,
1º, 2º, 3º* Competência Concorrente
União = Normas Gerais
Estados = Normas Específicas

STF – Existência de
particularidades locais ou
regionais (clima, solo, relevo).
Competência Legislativa
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre:
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do
solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da
poluição;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a
bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e
paisagístico;
1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União
limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não
exclui a competência suplementar dos Estados.
3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades..
4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a
eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.
DECRETO 6.514/2008
Regulamenta a Lei de Crimes Ambientais
(Lei 9.605 12/2/1998)
1. INCONSTITUCIONAL: cria tipos penais, não previstos em Lei
2. ILEGAL: legislação infra-constitucional define o que é e o que não é crime. Não
pode inovar no mundo jurídico. Invade a competência do Congresso de legislar.
3. ARBITRÁRIA: não foram ouvidos os setores interessados
4. CRIMINALIZA O PRODUTOR: os fiscais têm poderes exorbitantes, até para
demolir.
5. CONFISCATÓRIO: o alto valor das multas é um confisco real.
6. IRREAL: estabelece prazos inexeqüíveis
7. BUROCRÁTICO: Não considera a diversidade cultural, econômica e mesmo
ambiental do País.
8. IMPATRIÓTICO: inviabiliza a atividade agropecuária em grandes extensões do
território nacional.
CÓDIGO AMBIENTAL
CATARINENSE
• Exemplo Cooperitaipu (Pinhalzinho):
CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO
Pacto Federativo Ambiental
Descentralizado
 Estabelecer normas gerais

 Definir a Política valorizando o ativo ambiental

 Determinar quais os bens devem ser protegidos

 Estabelecer os instrumentos para esta proteção

 Permitir que os Estados legislem suas peculiaridades como manda


a CF

 Pagamento por Serviços Ambientais


Pacto Federativo Ambiental
Descentralizado
ESTADOS FEDERADOS

elaboram seus zoneamentos respeitando a história, as áreas consolidadas e a


orientação científica

Identificam as áreas frágeis e desenvolvem políticas ambientais efetivas de


proteção

Unidade de planejamento – bacia, Estado ou bioma

Produção de Alimentos – Interesse social


QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Legislação com forte carga


Baseia a política ambiental no
ideológica que não respeita o
conhecimento técnico e científico
direito adquirido, a propriedade, a
tornando obrigatória a elaboração
história de ocupação ou as
do zoneamento econômico
peculiaridades de cada região,
ecológico que balizará as decisões
tornando-se ineficaz para a proteção
de proteção e uso dos recursos
ambiental e altamente restritiva do
ambientais na ciência.
desenvolvimento.
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Indica os bens ambientais a serem


União legisla amplamente sobre protegidos
meio ambiente, estabelecendo e os Estados, através de seus
metragens e porcentagens de áreas zoneamentos, determinarão o
protegidas indiscriminadamente melhor local e forma de proteção de
para todos os Estados suas áreas observando o direito
independentemente de suas adquirido e a orientação científica.
peculiaridades desrespeitando a Respeito ao art. 24 da Constituição
Constituição Federal. Federal.
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Traz uma linha auto explicativa de


Imenso número de diplomas legais
definição de política, objetivos,
que estabelecem regras diversas
bens a proteger, instrumentos de
gerando incerteza e insegurança.
proteção e sanções.

Tem procurado a proteção Considera a sociedade humana


ambiental através do afastamento como bem ambiental e a integra
do homem da natureza. nas políticas de proteção.
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Restringe a ocupação do território Planeja a ocupação do território de


brasileiro sem atingir objetivos acordo com o potencial e fragilidade
concretos de proteção penalizando de cada região identificada pelos
grande parte da população. zoneamentos realizados pelos
Estados.

A unidade de planejamento da
A unidade de planejamento da
política ambiental é a bacia
política ambiental é a propriedade
hidrográfica, Estado ou bioma,
com a exigência da reserva legal.
conforme orientação técnica.
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Exigência de reserva legal dentro da Identificadas as áreas frágeis da região,


propriedade ou na mesma microbacia os Estados determinarão a alocação das
mesmo sem qualquer característica reservas ambientais que assim poderão
especial da região ou ligação com outra ser maiores e interligadas sendo,
área vegetada. portanto, ambientalmente mais
adequadas.

A porcentagem necessária para


A porcentagem necessária de reserva
proteção de um bioma ou área frágil
legal dentro da propriedade
considera todas as áreas vegetadas
desconsidera APPs ou qualquer outra
(APPs, reservas legais existentes,
forma de vegetação preservada.
unidades de conservação, etc).
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Declividades, topos de morro e margem APPs são divididas em vegetação ciliar e


de rios recebem o mesmo tratamento áreas frágeis e têm funções definidas de
de APP sem qualquer critério ou proteção do solo, recursos hídricos e
observação do histórico de uso das biodiversidade. Os usos não impactantes
culturas de topografia ou não nas declividades e topos de morro são
impactantes. orientados e não proibidos.

Unidades devem ser criadas em


Unidades de Conservação são criadas
conjunto com o legislativo depois de
por decreto (ato do executivo), sem
estudos elaborados por equipe com
estudos de viabilidade socioeconômica e
responsabilidade técnica que considere
sem critérios técnicos definidos.
aspectos socioeconômicos.
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Unidades de conservação criadas há


Estabelece prazo de um ano para início
anos e sem pagamento de qualquer
das indenizações, caso contrário o ato
indenização deixam os proprietários em
de criação perde a eficácia.
total desamparo e insegurança.

UCs raramente tem o apoio da


sociedade e são cuidadas por poucos Criadas em conjunto com a população
funcionários favorecendo invasões e as UCs poderão ter a participação da
usos clandestinos dos recursos comunidade no seu cuidado tornando
pretensamente protegidos. efetiva a proteção almejada.
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009

Licenciamento ambiental não possui Estabelece prazo e critérios definidos,


critérios definidos é moroso e muitas garante o licenciamento caso todas as
vezes inviabiliza empreendimentos sem exigências tenham sido cumpridas pelo
qualquer fundamentação. requerente.

Graves conflitos de competência que Competência de licenciamento e


geram insegurança e sobrecarga dos fiscalização definida de acordo com o
órgãos ambientais. impacto ou potencial.
QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ATUAL E
DA PROPOSTA DO PROJETO DO CÓDIGO AMBIENTAL
BRASILEIRO (PL 5367/2009)

Legislação atual CÓDIGO AMBIENTAL


BRASILEIRO – PL 5367/2009
Aqueles que preservaram são punidos
Determina a remuneração por serviços
com o engessamento econômico, com a
ambientais que compensa a limitação
guarda e responsabilidade das áreas
econômica gerada pela proteção dos
ambientalmente importantes dentro da
recursos e viabiliza a conservação.
propriedade.

Criminalização indiscriminada de Respeito ao princípio da razoabilidade


condutas sem observação dos princípios prevendo a consideração dos ativos
da razoabilidade e proporcionalidade, ambientais gerados pelo infrator para a
favorecendo a clandestinidade e a aplicação da pena e a conversão desta
injustiça gerando pouco resultado para o em ações que visem a melhoria da
meio ambiente. qualidade ambiental.
Propostas de

Modificação

na legislação AMBIENTAL

brasileira
ESTRUTURA DA LEI FEDERAL
ORIENTADA PELA CIÊNCIA, TÉCNICA E
TECNOLOGIA
• Estabelecer normas gerais

• Definir a Política valorizando o ativo ambiental

• Regularizar as áreas de uso consolidado

• Permitir que os Estados legislem suas peculiaridades

• Instituir o Pagamento por Serviços Ambientais


NORMAS GERAIS

A união limita-se a estabelecer as diretrizes (art. 24 da


Constituição Federal)

O Estado elabora seu Zoneamento Econômico Ecológico ou


estudo similar e identifica suas potencialidades, fragilidades e
histórico de ocupação para definir onde ficarão suas reservas
legais que poderão ser encargo do proprietário ou do próprio
Estado.

A unidade de planejamento sai da propriedade e vai para o


Bioma, bacia ou Estado.
DEFINIR INSTRUMENTOS DE
PROTEÇÃO
Zoneamento Econômico Ecológico

Pagamento por serviços ambientais

Licenciamento – mais ágil

Multas – sem criminalização – balanço de ativos

RESERVA “LEGAL” AMBIENTAL

PROTEÇÃO DE ÁREAS FRÁGEIS “APPs”

Unidades de Conservação – lei e prazo p/ indenização


RESERVA LEGAL E APP
Os Estados identificando suas áreas frágeis determinam
onde e em que porcentagem deverão ser suas
reservas. Pagamento a propriedades protetoras

USAR APP COMO INSTRUMENTO DE PROTEÇÃO DE BEM


AMBIENTAL

CARÁTER FUNCIONAL

Atendendo à função a que se destina, proteção de água,


de margem de rio, de solo, fluxo de fauna e flora
REVISÃO DO CÓDIGO FLORESTAL
ÁREAS RURAIS CONSOLIDADAS

Todas as áreas que já foram convertidas para o uso alternativo do


solo (Aproveita o conceito da lei da política agrária)

Data de corte em 22/07/2008 (publicação do DF 6.514/2008)

Consolida falta de Reserva Legal pelo uso (sem necessidade de


recompor/regenerar)

Consolida uso em APP (tratamento especial – práticas agronômicas


conservacionistas do solo e dos recursos hídricos definidas pelos
Estados)
ÁREAS RURAIS CONSOLIDADAS
Cadastramento Ambiental (autodeclaratório –
certidão de regularidade ambiental)

Remissão da responsabilidade (civil, penal,


administrativo)

Não autoriza novas supressões de vegetação

Os Estados podem definir regras de utilização


(Planos de Regularização Ambiental – PRA)
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE
Repete o dispositivo da atual Constituição Federal
(como regra de transição)

Remete a lei estadual a definição de parâmetros e


limites:
• Planos de Regularização Ambiental – PRA
• Com base em critérios técnicos e científicos
• Considerar aspectos ambientais, sociais e econômicos
• Adota a bacia hidrográfica como unidade de planejamento
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE
Evita-se vácuo legislativo

Manutenção da APP como obrigação do proprietário/possuidor


(mantém regra do artº 18 da atual C.F)

Descreve as possibilidades de supressão da APP:


• Interesse social, utilidade pública, baixo impacto, supressão eventual
• Atribui aos estados a ampliação das hipóteses

Cadastramento (autodeclaratório)

Tratamento diferenciado para áreas consolidadas


RESERVA LEGAL
Mantém os percentuais atuais

Exonera as pequenas propriedades

Permite computar a APP na Reserva Legal

Organiza as formas alternativas de cumprimento (condomínio,


compensação em outra área, doação de área em Unidade de
Conservação, arrendamento de servidão ambiental, cota de
reserva)

Desburocratiza a definição do local da Reserva Legal (regra geral:


escolha do proprietário, a menos que haja decisão diversa do
órgão estadual
RESERVA LEGAL
Desburocratiza o registro da Reserva Legal (acaba com a
averbação no RI, remete ao cadastramento –
autodeclaratório)

Facilita a recomposição de Reserva Legal (regeneração


natural, adensamento, enriquecimento etc)

Tratamento diferenciado para áreas consolidadas

Permite que a Reserva Legal não seja necessariamente


obrigação da propriedade (Reserva Legal Coletiva)
RESERVA LEGAL COLETIVA
Trata-se de opção dos Estados (Plano de Regularização
Ambiental – PRA)

Mantém o percentual (aplicava a totalidade da área e não em


cada propriedade – individualmente)
Estado define as áreas prioritárias (Ganho Ambiental)

Computa outras áreas protegidas:


• APP´s, Unidades de Conservação, terras indígenas, terras
devolutas (federais, estaduais e municipais)
• Em áreas privadas, previsão de PSA
RESERVA LEGAL COLETIVA
Admite implantação gradativa (por bacia
hidrográfica)

Não admite novas supressões de vegetação


BOAS PRÁTICAS DE
PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA
Incentiva a adoção de medidas que aumentam a
produtividade e diminuem a pressão por
desmatamento em novas áreas

Prestigia os mecanismos indicados pela Embrapa:


– Plantio direto, integração lavoura-pecuária-silvicultura, fixação biológica
de nitrogênio, correção de solo, recuperação de áreas degradadas etc

Alinhamento com a Política Nacional de Mudanças


Climáticas
TEMAS EM ABERTO

Moratória do desmatamento

Unidades de Conservação

Composição/Atribuições do CONAMA
Não há qualquer preocupação com o
combate à fome

Não são considerados os ativos


ambientais

A qualidade de vida da população é


medida apenas pelo ar e não pelo
alimento
O maior inimigo do meio
ambiente é a falta de
conhecimento e do uso
da ciência!
“Você já comeu hoje? Agradeça ao agricultor!”
OBRIGADO!
Engº. Agr º. Valdir Colatto, deputado federal
dep.valdircolatto@camara.gov.br