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EMPRESA EMPREENDEDORA

CENTRAL DE TRATAMENTO
E VALORIZAÇÃO
AMBIENTAL
(CTVA) - ESCADA/PE

ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL


EIA

ABRIL / 2017
Nº:
RELATÓRIO TÉCNICO 176_01-00-00-EA-RT-M-001-R02
CLIENTE: FOLHA:
VIA AMBIENTAL ENGENHARIA E SERVIÇOS S/A 1 de 473
TÍTULO:
ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS - EIA
EMPREENDIMENTO:

CENTRAL DE TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO AMBIENTAL - CTVA

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

0 ORIGINAL
1 ATENDIMENTO AO OF. CGAB Nº 029/ 2015 (NAIA/ CPRH)
2 ADEQUAÇÃO DOS ESTUDOS AO NOVO PLANO DIRETOR DA CIDADE DE ESCADA/ PE

REV. 0 REV. 1 REV. 2 REV. 3 REV. 4 REV. 5 REV. 7 REV. 8 REV. 9


DATA FEV./ 2015 NOV./ 2016 ABRIL/ 2017
EXECUÇÃO 2014/ 2015 2015/ 2016 2016/ 2017
VERIFICAÇÃO HENRIQUE HENRIQUE HENRIQUE
APROVAÇÃO DÉBORA ROMERO ROMERO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA VIA AMBIENTAL, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
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SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO........................................................................................................... 16
2. MAPA DE LOCALIZAÇÃO .............................................................................................. 18
3. ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA ................................................................... 20
3.1. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO, PROPONENTES, EMPRESAS CONSULTORAS E EQUIPE
TÉCNICA ...................................................................................................................................... 21
3.2. OBJETIVO E JUSTIFICAVA DO EMPREENDIMENTO ................................................................ 25
3.2.1. OBJETIVO GERAL .............................................................................................................. 25
3.2.2. JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO ................................................................................ 25
3.2.3. JUSTIFICATIVA AMBIENTAL ................................................................................................. 26
3.2.4. JUSTIFICATIVA SOCIOECONÔMICA ...................................................................................... 26
3.3. ALTERNATIVAS LOCACIONAIS E TECNOLÓGICAS.................................................................. 28
3.3.1. ÁREAS ANALISADAS ........................................................................................................... 31
3.3.1.1.ALTERNATIVA 01 ............................................................................................................... 33
3.3.2. ALTERNATIVA 02 ............................................................................................................... 34
3.3.3. APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS ELIMINATÓRIOS........................................................................ 36
3.3.4. CRITÉRIOS CLASSIFICATÓRIOS .......................................................................................... 36
3.3.5. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS ............................................................................................... 40
3.3.5.1.AVALIAÇÃO DE ÁREAS NO MUNICÍPIO PRÉ-SELECIONADO ..................................................... 40
3.3.6. TECNOLOGIAS AVALIADAS ................................................................................................. 41
3.3.7. DESCRIÇÃO DA TECNOLOGIA A SER UTILIZADA NO EMPREENDIMENTO .................................. 43
3.3.7.1.ESTRUTURAS DE APOIO DA CTVA ...................................................................................... 43
3.4. DESCRIÇÃO TÉCNICA DO EMPREENDIMENTO ...................................................................... 43
3.4.1. DESCRIÇÃO DA CONCEPÇÃO, DIMENSIONAMENTO E CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS ................ 43
3.4.2. DESCRIÇÃO DE CADA ATIVIDADE ........................................................................................ 44
3.4.2.1.UNIDADE DE RECEPÇÃO E ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO ................................................. 44
3.4.2.2.SELEÇÃO / SEGREGAÇÃO................................................................................................... 44
3.4.2.3.ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO DE RESÍDUOS .................................................................. 44
3.4.2.4.ISOLAMENTO, SINALIZAÇÃO E CONTROLE DA OPERAÇÃO ..................................................... 45
3.4.2.5.RECICLAGEM..................................................................................................................... 46
3.4.2.6.CONTROLE DE FLUXO, LABORATÓRIO E BALANÇAS............................................................. 46
3.4.2.7.ATERRO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS CLASSES I E II ............................................................ 47
3.4.2.8.UNIDADE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL .................................................................................. 48
3.4.2.9.VIVEIRO DE MUDAS ............................................................................................................ 48
3.4.2.10.CORTINA VEGETAL .......................................................................................................... 48
3.4.2.11.ESTRUTURA DE APOIO ADMINISTRATIVO ........................................................................... 48
3.4.2.12.DESCRIÇÃO TÉCNICA DO ATERRO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS CLASSES I E II..................... 49
3.4.3. ELEMENTOS BÁSICOS DO PROJETO ................................................................................... 49
3.4.3.1.SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO INFERIOR ....................................................................... 49
3.4.3.2.SISTEMA DE DRENAGEM TESTEMUNHO .............................................................................. 50
3.4.3.3.SISTEMA DE DRENAGEM DE GASES.................................................................................... 50
3.4.3.4.SISTEMA DE DRENAGEM DOS LÍQUIDOS PERCOLADOS ........................................................ 50
3.4.3.5.SISTEMA DE TRATAMENTO DOS LÍQUIDOS PERCOLADOS..................................................... 50
3.4.3.6.SISTEMA DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS ..................................................................... 51
3.4.3.7.COBERTURA DAS CÉLULAS SOBRE RODAS ......................................................................... 51
3.4.3.8.IMPERMEABILIZAÇÃO SUPERIOR......................................................................................... 51
3.4.3.9.ÁREA NÃO EDIFICADA E CORTINA VEGETAL ....................................................................... 51
3.4.4. SISTEMÁTICA DE CONTROLE E FREQUÊNCIA DE RECEBIMENTO DOS RESÍDUOS ..................... 51
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA VIA AMBIENTAL, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
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3.4.4.1.SISTEMÁTICA DE CONTROLE .............................................................................................. 51


3.4.4.2.PERÍODO DE FUNCIONAMENTO .......................................................................................... 51
3.4.5. PLANO OPERACIONAL DA CENTRAL .................................................................................... 52
3.4.6. PREVISÃO DA VIDA ÚTIL DO EMPREENDIMENTO ................................................................... 52
3.4.7. DESATIVAÇÃO DA CTVA .................................................................................................... 53
3.4.8. DIRETRIZES INFRAESTRUTURAIS PARA A OPERAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ......................... 53
3.4.8.1.FONTES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA .............................................................................. 53
3.4.8.2.ESGOTAMENTO SANITÁRIO ................................................................................................ 53
3.4.8.3.RESÍDUO LIQUIDO .............................................................................................................. 53
3.4.8.4.RESÍDUO SÓLIDO............................................................................................................... 53
3.4.8.5.SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES ........................................................................ 53
3.4.9. ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ............................................................... 53
3.4.10. LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS ........................................................ 54
3.4.10.1.FONTES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ............................................................................ 54
3.4.10.2.ESGOTAMENTO SANITÁRIO .............................................................................................. 54
3.4.10.3.RESÍDUOS SÓLIDOS ......................................................................................................... 54
3.4.10.4.REDE DE ENERGIA ELÉTRICA ........................................................................................... 54
3.4.10.5.TELEFONIA ...................................................................................................................... 54
3.4.10.6.COMUNICAÇÃO INTERNA .................................................................................................. 54
3.4.10.7.SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES ...................................................................... 54
3.4.11. VOLUME DE TERRAPLENAGEM ........................................................................................... 55
3.4.12. JAZIDA E DEPÓSITOS TEMPORÁRIOS .................................................................................. 55
3.4.13. EMISSÕES ATMOSFÉRICAS ................................................................................................ 56
3.4.14. EMISSÕES DE RUÍDOS ....................................................................................................... 56
3.4.15. MÃO-DE-OBRA PREVISTA ................................................................................................... 56
3.4.16. INFRAESTRUTURA FÍSICA E SOCIAL DA FASE DE IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO........... 57
3.4.17. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO ....................................................................................... 57
3.4.18. FONTE DOS RECURSOS ..................................................................................................... 58
3.4.19. PLANTAS DO PROJETO ...................................................................................................... 58
3.5. PLANOS E PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ................................................................... 58
3.5.1. PROGRAMAS NO ÂMBITO ESTADUAL................................................................................... 58
3.5.1.1.PLANO PERNAMBUCO 2035 ............................................................................................... 58
3.5.1.2.PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE PERNAMBUCO .............................................. 58
3.5.1.3.PLANEJAMENTO AMBIENTAL DE PERNAMBUCO ................................................................... 59
3.5.1.4.RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS ....................................................................................... 59
3.5.2. PROGRAMAS NO ÂMBITO MUNICIPAL .................................................................................. 61
3.5.2.1.PROJETO RECICLA PE ...................................................................................................... 61
3.5.2.2.ECOPO INDUSTRIAL DE PERNAMBUCO. ............................................................................... 61
3.6. ANÁLISE JURÍDICA ............................................................................................................. 61
3.6.1. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO .............................................................................................. 61
3.6.2. PROTEÇÃO E CONTROLE DA POLUIÇÃO .............................................................................. 62
3.6.2.1.POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA .................................................................................................. 62
3.6.2.2.RUÍDOS............................................................................................................................. 62
3.6.2.3.POLUIÇÃO HÍDRICA ........................................................................................................... 63
3.6.3. ÁREAS DE SEGURANÇA AEROPORTUÁRIAS - RESOLUÇÃO CONAMA Nº04/95 ................. 63
3.6.4. DESAPROPRIAÇÃO E USUCAPIÃO ....................................................................................... 63
3.6.5. PROTEÇÃO À QUALIDADE E QUANTIDADE DAS ÁGUAS ......................................................... 64
3.6.5.1.RESOLUÇÃO Nº 302/2002 DO CONAMA .......................................................................... 64
3.6.5.2.RESOLUÇÃO Nº 303, DE 20 DE MARÇO DE 2002 ................................................................. 64
3.6.5.3.A RESOLUÇÃO CONAMA Nº357 ........................................................................................ 65
3.6.6. ESPAÇOS LEGALMENTE PROTEGIDOS ................................................................................ 65
3.6.6.1.ÁREAS DE MATA ATLÂNTICA E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE .............................. 65
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3.6.6.2.ÁREA DE PROTEÇÃO DOS MANANCIAIS – LEI ESTADUAL Nº 9.860/86 .................................. 66


3.6.6.3.RESERVA LEGAL ............................................................................................................... 66
3.6.6.4.UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ............................................................................................ 66
3.6.7. SUPRESSÃO DA VEGETAÇÃO NATURAL E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL ................................. 67
3.6.8. LEGISLAÇÃO SOBRE FAUNA ............................................................................................... 68
3.6.9. O LICENCIAMENTO AMBIENTAL........................................................................................... 68
3.6.10. DIRETRIZES NACIONAIS PARA O SANEAMENTO BÁSICO ....................................................... 70
3.6.11. RESÍDUOS SÓLIDOS .......................................................................................................... 71
3.6.12. NBR 8.419/92: APRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE ATERROS SANITÁRIOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS
URBANOS ..................................................................................................................................... 71
3.6.13. TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS .......................................................................... 71
3.6.14. AS RESPONSABILIDADES POR DANOS AMBIENTAIS ............................................................. 72
3.6.14.1.RESPONSABILIDADE PENAL POR DANO AMBIENTAL - LEI 9.605/98 .................................... 72
3.6.15. PROTEÇÃO AO PATRIMÔNIO HISTÓRICO CULTURAL ............................................................ 72
3.7. ÁREA DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO ...................................................................... 74
3.7.1. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO MEIO FÍSICO .............................................................................. 74
3.7.2. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO MEIO BIÓTICO ........................................................................... 75
3.7.3. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO MEIO SOCIOECONÔMICO............................................................ 75
3.8. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DE INFLUÊNCIA ............................................................ 78
3.8.1. MEIO FÍSICO...................................................................................................................... 78
3.8.1.1.CLIMA E CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS ............................................................................ 78
3.8.1.2.GEOLOGIA ........................................................................................................................ 99
3.8.1.2.1.GEOLOGIA REGIONAL ..................................................................................................... 99
3.8.1.2.2.GEOLOGIA LOCAL ......................................................................................................... 100
3.8.1.2.3.IDENTIFICAÇÃO, DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DE OCORRÊNCIA MINERAL DE
INTERESSE ECONÔMICO. ............................................................................................................. 105
3.8.1.3.GEOMORFOLOGIA/ GEOTÉCNIA ........................................................................................ 105
3.8.1.3.1.GEOMORFOLOGIA DA AII, AID E ADA............................................................................ 105
3.8.1.3.2.SONDAGENS EFETUADAS .............................................................................................. 108
3.8.1.3.3.ENSAIOS DE PERMEABILIDADE. ..................................................................................... 108
3.8.1.3.4.APTIDÃO FÍSICA PARA A IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ........................................ 109
3.8.1.4.SOLOS ............................................................................................................................ 110
3.8.1.5.RECURSOS HÍDRICOS ...................................................................................................... 117
3.8.1.5.1.RECURSOS HÍDRICOS SUPERFICIAIS ............................................................................. 117
3.8.1.6.CARACTERIZAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO IPOJUCA........................................... 120
3.8.1.7.REDE DE DRENAGEM DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA ............................................................. 124
3.8.1.8.RECURSOS HÍDRICOS SUBTERRÂNEOS ............................................................................. 129
3.8.1.8.1.LOCALIZAÇÃO, NATUREZA, GEOMETRIA E ESTRUTURA GEOLÓGICA DOS AQUÍFEROS LOCAIS E
REGIONAIS. ................................................................................................................................ 129
3.8.1.9.QUALIDADE DO AR ........................................................................................................... 134
3.8.1.1.RUÍDOS........................................................................................................................... 184
3.8.2. MEIO BIÓTICO ................................................................................................................. 187
3.8.2.1.UNIDADES DE CONSERVAÇÃO .......................................................................................... 188
3.8.2.1.1.UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO MUNICÍPIO DE ESCADA .............................................. 190
3.8.2.2.ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE .................................... 192
3.8.2.3.ECOSSISTEMAS TERRESTRES (FAUNA E FLORA) ............................................................... 192
3.8.2.3.1.FLORA, VEGETAÇÃO E FITOSSOCIOLOGIA...................................................................... 192
3.8.2.4.ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS (FAUNA E FLORA) .................................................................. 262
3.8.3. MEIO SOCIOECONÔMICO ................................................................................................. 287
3.8.3.1.ÁREA DE INFLUÊNCIA INDIRETA ........................................................................................ 287
3.8.3.1.1.CARACTERIZAÇÃO DA DINÂMICA DEMOGRÁFICA - AII ...................................................... 288
3.8.3.1.2.CARACTERIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS, DA INFRAESTRUTURA E DOS SERVIÇOS PÚBLICO291
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3.8.3.1.3.IDENTIFICAÇÃO DOS MUNICÍPIOS QUE POSSUEM PLANO DIRETOR ................................... 296


3.8.3.1.4.CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS URBANAS E RURAIS - AII ..................... 297
3.8.3.1.5.APRESENTAÇÃO DO PIB E RECEITAS DOS MUNICÍPIOS DA AII ......................................... 303
3.8.3.1.6.APRESENTAÇÃO DA SÉRIE TEMPORAL DA TAXA DE DESEMPREGO MUNICIPAL - AII ........... 308
3.8.3.1.7.SÉRIE TEMPORAL DA TAXA DE INATIVIDADE MUNICIPAL - AII............................................ 309
3.8.3.1.8.CARACTERIZAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO - AII ..................................... 309
3.8.3.2. SOCIOECONÔMIA DA AID ................................................................................................ 312
3.8.3.2.1.CARACTERIZAÇÃO DEMOGRÁFICA DA AID ..................................................................... 312
3.8.3.2.2.CENÁRIOS E TENDÊNCIAS DE CRESCIMENTO POPULACIONAL E EXPANSÃO URBANA NA AI 314
3.8.3.2.3.NÍVEL DE RENDA E TAXA DE OCUPAÇÃO DA POPULAÇÃO AID .......................................... 315
3.8.3.2.4.POPULAÇÃO ATENDIDA POR PROGRAMAS SOCIAIS FEDERAIS, ESTADUAIS OU MUNICIPAIS 316
3.8.3.2.5.USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA AID ............................................................................. 316
3.8.3.2.6.EXISTÊNCIA DE CONFLITOS E TENSÕES SOCIAIS............................................................. 318
3.8.3.2.7.CARACTERIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS EXISTENTES ...................................................... 318
3.8.3.2.8.ESTRUTURA PRODUTIVA E SERVIÇOS - AID ................................................................... 319
3.8.3.2.9.CARACTERIZAR A INFRAESTRUTURA, OS EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PÚBLICOS NA AID . 320
3.8.3.2.10.SEGURANÇA PÚBLICA ................................................................................................. 324
3.8.3.2.11.DEFESA CIVIL ............................................................................................................. 326
3.8.3.2.12.TURISMO E LAZER ...................................................................................................... 327
3.8.3.2.13.CARACTERIZAÇÃO DA INFRAESTRUTURA DE SAÚDE NA AID .......................................... 327
3.8.3.2.14.PRINCIPAIS ENDEMIAS ................................................................................................ 333
3.8.3.2.15.CARACTERIZAÇÃO EDUCACIONAL - AID....................................................................... 335
3.8.3.2.16.CARACTERIZAÇÃO DAS COMUNIDADES AFETADA ADA................................................. 341
3.8.3.3.PATRIMÔNIO HISTÓRICO, CULTURAL E ARQUEOLÓGICO .................................................... 341
3.8.3.3.1.CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA ................................................................................... 341
3.8.3.3.2.PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO HISTÓRICO DE ESCADA-PE ............................................. 342
3.8.3.3.3.PATRIMÔNIO IMATERIAL ................................................................................................ 347
3.8.3.4.DIAGNÓSTICO ARQUEOLÓGICO ........................................................................................ 348
3.8.3.4.1.COMUNIDADES TRADICIONAIS ....................................................................................... 349
3.8.4. PASSIVO AMBIENTAL ......................................................................................................... 350
3.8.4.1.AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE VOLÁTIL ORGÂNICO CARBONO E METAIS PESADOS................ 350
3.8.4.2.AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS VOLÁTEIS – COV ............................................... 350
3.8.4.3. COLETA DE SOLO ........................................................................................................... 354
3.8.4.3.1.AVALIAÇÃO QUÍMICA DO SOLO ...................................................................................... 354
3.8.4.4. ANALISE DO SOLO QUANTO A CONTAMINAÇÃO DE PESTICIDA ............................................ 358
3.9.IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS ........................................................ 361
3.9.1. METODOLOGIA PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO DE IMPACTOS.................................................. 364
3.9.2. DESCRIÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS ..................................................... 365
3.9.2.1.IMPACTOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO MEIO FÍSICO..................................................... 365
3.9.2.1.1.IMPACTOS SOBRE O SOLO ............................................................................................. 365
3.9.2.1.2.IMPACTO SOBRE OS RECURSOS HÍDRICOS ..................................................................... 367
3.9.2.1.3.IMPACTO SOBRE A QUALIDADE DO AR ............................................................................ 368
3.9.2.2.IMPACTOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO MEIO BIÓTICO .................................................. 369
3.9.2.3.IMPACTOS AMBIENTAIS IDENTIFICADOS NO MEIO SOCIOECONÔMICO .................................. 371
3.9.3.SÍNTESE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS AVALIADOS ................................................................. 373
3.9.3.1.FASE DE PLANEJAMENTO ................................................................................................ 374
3.9.3.2.FASE DE IMPLANTAÇÃO ................................................................................................... 374
3.9.3.3.FASE DE OPERAÇÃO ........................................................................................................ 375
3.9.3.4.FASE DE DESATIVAÇÃO .................................................................................................... 375
3.9.3.5.RESUMO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NAS DIVERSAS FASES DO EMPREENDIMENTO ........... 395
3.10.MEDIDAS DE CONTROLE ...................................................................................................... 395
3.11. PROGRAMAS DE ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DOS IMPACTOS ............................ 401
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3.11.1. PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL................................................................................. 402


3.11.2. PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ............................................................................ 404
3.11.3. PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ............................................................................ 408
3.11.4. PROGRAMA DE LEVANTAMENTO E RECUPERAÇÃO DE PASSIVOS AMBIENTAIS ..................... 411
3.11.5. PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL DA OBRA....................................................................... 412
3.11.5.1.SUBPROGRAMA DE PREVENÇÃO, CONTROLE E MONITORAMENTO DE PROCESSOS
EROSIVOS .................................................................................................................................. 414
3.11.5.2.SUBPROGRAMA DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ....................... 415
3.11.5.2.1.MONITORAMENTO E MEDIÇÃO DOS RESÍDUOS .............................................................. 417
3.11.5.3.SUBPROGRAMA DE MONITORAMENTO DE RUÍDOS E VIBRAÇÕES ..................................... 417
3.11.5.4.SUBPROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DA MÃO-DE-OBRA ..................................................... 420
3.11.5.5.SUBPROGRAMA DE SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO............................................................. 425
3.11.5.6.SUBPROGRAMA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE DO TRABALHADOR ............... 432
3.11.5.7.PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS ................................................. 435
3.11.5.8. PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA (SUPERFICIAL E
SUBTERRÂNEAS) ........................................................................................................................ 437
3.11.6. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS E PLANO DE AÇÃO DE EMERGÊNCIA ............... 440
3.11.7. PROGRAMA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL....................................................................... 446
3.12. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL ............................................................................................. 448
3.13. PROGNÓSTICO DA QUALIDADE AMBIENTAL ....................................................................... 451
3.13.1. CENÁRIO SEM O EMPREENDIMENTO.................................................................................. 452
3.13.2. CENÁRIO COM O EMPREENDIMENTO ................................................................................. 452
3.14. CONCLUSÃO.................................................................................................................... 457
3.15. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................... 459

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ÍNDICE DE QUADROS

Quadro 1 - Participação do setor industrial dos municípios integrantes da área de influência..... 27


Quadro 2 - Taxa de Urbanização .................................................................................................. 29
Quadro 3 - Distância da Fonte geradora ...................................................................................... 30
Quadro 4 - Unidades de Conservação ......................................................................................... 30
Quadro 5 - Critérios utilizados para seleção do local para implantação do CTVA ....................... 36
Quadro 6 - Variáveis envolvidas no processo de pré-seleção das áreas ..................................... 37
Quadro 7 - Variáveis de avaliação do critério substrato geológicos ............................................. 37
Quadro 8 - Variáveis hidrogeologia .............................................................................................. 38
Quadro 9 - Variáveis pedologia .................................................................................................... 38
Quadro 10 - Variáveis hidrografia local ......................................................................................... 39
Quadro 11 - Variáveis uso e ocupação do solo ............................................................................ 39
Quadro 12 - Variáveis Fauna e flora ............................................................................................. 39
Quadro 13 - Avaliação das Áreas ................................................................................................. 40
Quadro 14 - Tecnologias Avaliadas .............................................................................................. 41
Quadro 15 - Toneladas a receber ................................................................................................. 48
Quadro 16 - Monitoramento na CTVA .......................................................................................... 52
Quadro 17 - Volume da Terraplenagem ....................................................................................... 55
Quadro 18 - Descrição das Máquinas .......................................................................................... 56
Quadro 19 - Planos e Metas para os Resíduos Sólidos Industriais – PE (I)................................. 60
Quadro 20 - Planos e Metas para os Resíduos Sólidos Industriais – PE (II)................................ 60
Quadro 21 - Estação hidrológica do Município de Escada/PE. .................................................... 85
Quadro 22- Dados da Estação: ESCADA. .................................................................................... 85
Quadro 23 – Quadro de precipitações e intensidades em função da duração da precipitação.... 95
Quadro 24 – Coeficiente de escoamento superficial .................................................................... 99
Quadro 25 - Legenda detalhada das classes de solo ................................................................. 116
Quadro 26 – Programa de controle de qualidade de dados de qualidade do ar ....................... 142
Quadro 27 – Padrões determinados pelo CONAMA .................................................................. 143
Quadro 28 – Índice de Qualidade do Ar de acordo com a Resolução CONAMA 03/ 1990 ........ 144
Quadro 29 Nível de critério de avaliação NCA para ambientes externos, em dB(A).................. 184
Quadro 30: Resultado das medições de ruído............................................................................ 185
Quadro 31 - índices pluviométricos do Município de Escada/PE ............................................... 188
Quadro 32 - Coordenadas geográficas e suas descrições fitofisionômicas da ADA e da AID. .. 201
Quadro 33 - Lista de espécies de aves registradas na ADA e AID ............................................ 246
Quadro 34 - Lista de espécies da herpetofauna registrada na área do empreendimento ......... 258
Quadro 35 - Lista florística das espécies de macrófitas aquáticas da área de estudo ............... 264
Quadro 36 - Lista de espécies de macrófitas do Rio Ipojuca...................................................... 265
Quadro 37-Lista das espécies de crustáceos registradas nas áreas de influência .................... 273
Quadro 38 - Evolução demográfica da AII - 2000/2010 .............................................................. 288
Quadro 39 - População total por situação do domicilio (AII) – 2010 ........................................... 289
Quadro 40 - Distribuição da população por sexo e faixa etária (AII) – 2010 .............................. 289
Quadro 41 - Distribuição da população por sexo e faixa etária (AII) – 2010 (continuação)........ 290
Quadro 42 - Quantidade de estabelecimentos de Ensino – AII (2012)....................................... 291
Quadro 43 - Quantidade de estabelecimentos de saúde, por tipo – AII (2014) .......................... 292
Quadro 44 - Leitos existentes e leitos ligados ao Sistema Único de Saúde – AII (2014) ........... 293
Quadro 45 - Quantidade total e percentual de domicílios atendidos por energia elétrica – AII .. 294
Quadro 46 - Percentual de domicílios atendidos por abastecimento de água – AII (2010) ........ 295
Quadro 47 - Panorama dos empregos na AII (2012) .................................................................. 298
Quadro 48 - Empregos formais por atividade em 31 de dezembro de 2013 (AII) ...................... 299
Quadro 49 - Rendimento em salários mínimos, população com 10 anos ou mais – AII (2010) . 300
Quadro 50 - Ocupações com Maiores Estoques em 31 de dezembro de 2013 (AII) ................. 301
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Quadro 51 - Remunerações medias em 31 de dezembro de 2013 (AII) .................................... 302


Quadro 52 - Receitas municipais – AII (2009) ............................................................................ 303
Quadro 53 - PIB 2011 (AII) ......................................................................................................... 307
Quadro 54 - Taxa de desemprego na AII (2000/2010) ............................................................... 308
Quadro 55 - Taxa de inatividade municipal – AII (2003 a 2013) ................................................. 309
Quadro 56 - Índice de exclusão social na AII (2011) ................................................................. 309
Quadro 57 - Índice de Desenvolvimento Humano na AII – (2010) ............................................. 310
Quadro 58 - Evolução demográfica da AID (1991 a 2010) ......................................................... 313
Quadro 59 - População total por situação do domicilio (1991 a 2010) ....................................... 313
Quadro 60 - Número de empregos ativos em 31/12 por setor (2013) ........................................ 315
Quadro 61 - Número de empregados no mercado formal por classes de renda ........................ 315
Quadro 62 - Legislação e Instrumentos de Planejamento no Município (2013) ......................... 318
Quadro 63 - Caracterização das redes sociais existentes (2013) .............................................. 318
Quadro 64 - Quantidade total e percentual de domicílios atendidos por energia elétrica – AID 321
Quadro 65 - Sistema de transportes na AID ............................................................................... 324
Quadro 66 - Vítimas de criminalidade violenta letal e intencional e taxa de criminalidade......... 324
Quadro 67 - Vítimas de crime violento letal e intencional, por sexo (2011-2012)....................... 325
Quadro 68 - Vítimas de crime violento letal e intencional, por motivação (2011 – 2012) ........... 325
Quadro 69 - Vítimas de crime violento letal e intencional, por faixa etária (2011-2012)............. 326
Quadro 70 - Equipamentos de esporte e lazer do município ...................................................... 327
Quadro 71 - Quantidade segundo Tipo de Estabelecimento – AID (2012)................................. 327
Quadro 72 - Leitos existentes e leitos ligados ao Sistema Único de Saúde (AID) ..................... 328
Quadro 73 - Estabelecimentos de saúde no município de Escada (AID) ................................... 328
Quadro 74 - Recursos Humanos (vínculos) segundo categorias selecionadas ......................... 332
Quadro 75 - Hanseníase – taxa por 100.000 hab/ano ................................................................ 333
Quadro 76 - Leishmaniose Tegumentar (taxa por 100.000 hab/ano) ......................................... 333
Quadro 77 - Leptospirose (taxa por 100.000 hab/ano) ............................................................... 333
Quadro 78 - Números da AIDS no município de Escada (2002 a 2012) .................................... 333
Quadro 79 - Mortalidade infantil – AID (2000/2010) ................................................................... 334
Quadro 80 - Total de óbitos em crianças por grupo de idade (2001 a 2011) ............................. 334
Quadro 81 - Total de óbitos em mulheres por grupo de idade (2001 a 2011) ............................ 334
Quadro 82 - Total de óbitos em homens por grupo de idade (2001 a 2011) .............................. 334
Quadro 83 - Ensino - Docentes e Rede Escolar (2012).............................................................. 335
Quadro 84 - Lista escolas municipais ......................................................................................... 336
Quadro 85 - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB (2013) ........................... 337
Quadro 86 - Metas projetadas para o IDEB (2013) .................................................................... 337
Quadro 87 - Número de Escolas por Modalidade e Etapa de Ensino ........................................ 338
Quadro 88 - Número de Matricula por Modalidade e Etapa de Ensino ...................................... 338
Quadro 89 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por nível de instrução............................... 339
Quadro 90 - Evolução da taxa de analfabetismo urbana e rural, população acima dos 15 anos339
Quadro 91 - Total de matriculas nos meios urbano e rural ......................................................... 340
Quadro 92 - Taxas de abandono – 2012 (URBANO) ................................................................. 340
Quadro 93 - Taxas de abandono – 2012 (RURAL)..................................................................... 340
Quadro 94 - Sítios Registrados no município de Escada ........................................................... 349
Quadro 95 - Resultados obtidos com as sondagens e leitura de COV....................................... 352
Quadro 96 - Resultado analítico das amostras de água da área comparadas ........................... 356
Quadro 97 - Resultado analítico das amostras de solo da área comparadas ............................ 357
Quadro 98 – Parametros utilizados para analise da contaminação do solo por pesticidas ........ 359
Quadro 99 - Valoração dos Impactos Ambientais ...................................................................... 365
Quadro 100 – Matriz de impactos ambiental para a Fase de Planejamento .............................. 376
Quadro 101 - Valoração dos Impactos Ambientais na Fase de Planejamento.......................... 377
Quadro 102 - Valoração dos Impactos Ambientais na Fase de Planejamento (continuação) ... 378
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Quadro 103 - Matriz de impactos ambiental para a Fase de Implantação ................................. 379
Quadro 104 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Implantação.............................. 380
Quadro 105 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Implantação (continuação) ....... 381
Quadro 106 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Implantação (continuação ........ 382
Quadro 107 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Implantação (continuação) ....... 383
Quadro 108 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Implantação (continuação) ....... 384
Quadro 109 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Implantação (continuação) ....... 385
Quadro 110 - Matriz de impactos ambiental para a Fase de Operação ..................................... 386
Quadro 111 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de operação .................................. 387
Quadro 112 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de operação (continuação) ........... 388
Quadro 113 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de operação (continuação) ........... 389
Quadro 114 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de operação (continuação) ........... 390
Quadro 115 - Matriz de impactos ambiental para a Fase de Desativação ................................. 391
Quadro 116 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Desativação ............................. 392
Quadro 117 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Desativação (continuação)....... 393
Quadro 118 - Valoração dos impactos ambientais na Fase de Desativação (continuação)....... 394
Quadro 119 – Medidas de controle ............................................................................................. 397
Quadro 120 – Medidas de controle (continuação) ...................................................................... 398
Quadro 121 - Medidas de controle (continuação) ....................................................................... 399
Quadro 122 - Cores de tubulação de acordo com a NBR 6493/1994 ........................................ 431
Quadro 123 - organismos contatáveis em casos de emergência ............................................... 442
Quadro 124 - indicadores ambientais aplicáveis ao CTVA ......................................................... 449
Quadro 125 - Fator de Temporalidade ....................................................................................... 450
Quadro 126 - fator de abrangência ............................................................................................. 450
Quadro 127 - Evolução da Qualidade Ambiental para o Meio Físico ......................................... 453
Quadro 128 - Evolução da Qualidade Ambiental para o Meio Biótico ........................................ 454
Quadro 129 - Evolução da Qualidade Ambiental para o Meio Socioeconômico ........................ 455

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ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1 - Precipitações Pluviométricas e Números de Dias de Chuva Mensais e Anuais ......... 87 
Tabela 2 - Análise estatística pluviométrica das precipitações máximas diárias .......................... 90 
Tabela 3 - Valores de K para cada Período de Recorrência. ....................................................... 91 
Tabela 4 – Dados da Isozona na Área de Projeto ........................................................................ 92 
Tabela 5 – Conversão da chuva de 1 dia em chuva de 24 horas. ................................................ 92 
Tabela 6 – Alturas de precipitação para 6 minutos e 1 hora......................................................... 92 
Tabela 7 – Alturas de precipitação adotadas. ............................................................................... 93 
Tabela 8 - Resultados do ensaio de permeabilidade .................................................................. 109 
Tabela 9 - Distribuição da área dos municípios na bacia ........................................................... 122 
Tabela 10 - Uso e ocupação do solo na área da bacia .............................................................. 124 
Tabela 11 – Vantagens e desvantagens dos equipamentos de medição da poluição do ar ...... 137 
Tabela 12 – Métodos de Monitoramento do SO2, por meio de Amostradores Passivos ............ 139 
Tabela 13 – Métodos de Monitoramento do O3 por meio de Amostradores Passivos ............... 140 
Tabela 14 – Condições locais de medição de poluentes definidas pela us-epa......................... 141 
Tabela 15 – Resumo dos resultados obtidos (Fase 1) ............................................................... 181 
Tabela 16 – Resumo dos resultados obtidos (Fase 2) ............................................................... 181 
Tabela 17 - Dados fitossociológicos das espécies amostradas nas parcelas estabelecidas ..... 203 
Tabela 18 - Lista florística da Área de Influência Indireta .......................................................... 204 
Tabela 19 - Distribuição florística da ADA e AID ........................................................................ 210 
Tabela 20 - Espécies de mamíferos registradas durante a campanha (setembro/2014). .......... 224 
Tabela 21 - Índices de diversidade ............................................................................................. 232 
Tabela 22 - Espécies de mamíferos registradas durante entrevistas com a população local. ... 234 
Tabela 23 - Lista das espécies da MASTOFAUNA ALADA (morcegos) capturadas.................. 236 
Tabela 24 - Abundância absoluta dos táxons na AID e AII ........................................................ 272 
Tabela 25 - Lista das espécies de moluscos aquáticos encontrados nas estações de estudo .. 276 
Tabela 26 - Técnicas de pesca utilizadas e quantidade de lances realizados. .......................... 281 
Tabela 27 - Diversidade de espécies de peixes de acordo com as estações de estudo............ 282 
Tabela 28 - Espécies de peixes encontradas na área de estudo. .............................................. 286 
Tabela 29 - Domicílios atendidos pela coleta de esgoto sanitário (2010)................................... 296 
Tabela 30 - Destino do lixo – AID (2010) .................................................................................... 296 
Tabela 31 - Expectativa de anos de estudo (1991 a 2010) ........................................................ 310 
Tabela 32 - Percentual de extremamente pobres (1991 a 2010) ............................................... 311 
Tabela 33 - percentual da população em domicílios com banheiro e água encanada ............... 311 
Tabela 34 - percentual de crianças extremamente pobres (1991 a 2010) ................................. 311 
Tabela 35 - Mortalidade infantil (1991 a 2010) ........................................................................... 311 
Tabela 36 - Esperança de vida ao nascer (1991 a 2010) ........................................................... 312 
Tabela 37 - Benefícios (2013) ..................................................................................................... 316 
Tabela 38 - Número total de domicílios atendidos por abastecimento de água – AID (2010) .... 320 
Tabela 39 - Maiores consumidores de energia na AID (2012) ................................................... 321 
Tabela 40 - Domicílios atendidos por esgotamento sanitário (2010) .......................................... 322 
Tabela 41 - Domicílios atendidos pela coleta de lixo .................................................................. 323 
Tabela 42 - Parâmetros de referência da Instrução Normativa 05/06 do CPRH/PE. ................. 354 
Tabela 43 - Parâmetros de referência para qualidade do solo e água subterrânea ................... 355 
Tabela 44 – Custos aproximados para implantação da CTVA ................................................... 449 
 

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 - Localização do empreendimento .................................................................................. 19


Figura 2 – Localização das alternativas locacionais ..................................................................... 32
Figura 3 - Vista A da Alternativa 01 .............................................................................................. 33
Figura 4 - Vista B da Alternativa 01 .............................................................................................. 33
Figura 5 - Vista A Alternativa 02 ................................................................................................... 34
Figura 6 - Vista B Alternativa 02 ................................................................................................... 35
Figura 7 - Organograma da CTVA ................................................................................................ 57
Figura 8 - Cronograma de implantação da CTVA ......................................................................... 57
Figura 9 - Mapa das Áreas de influência para os meios físico e biótico ....................................... 76
Figura 10 - Mapa das Áreas de influência para o meio socioeconômico...................................... 77
Figura 11 - Método das isozonas de igual relação. ...................................................................... 94
Figura 12 - Mapa geológico do município de Escada/ PE .......................................................... 102
Figura 13 - Afloramento na AII representativo do Complexo B. S. Francisco............................. 103
Figura 14 - Afloramento na AID representativo do Complexo B. S. Francisco ........................... 104
Figura 15 - Afloramento na ADA representativo do Complexo B.S. Francisco........................... 105
Figura 16 - Relevo da AII ............................................................................................................ 106
Figura 17 - Relevo da AID .......................................................................................................... 107
Figura 18 - Relevo da ADA ......................................................................................................... 107
Figura 19 - Latossolos Amarelo na AII ........................................................................................ 110
Figura 20 - Podzólicos Vermelho - Limite AII/AID ....................................................................... 111
Figura 21 - Gleissolo na AII ........................................................................................................ 111
Figura 22 - Podzólicos vermelho - Limite AII/AID ....................................................................... 112
Figura 23 - Podzólicos Vermelho - Contato AID/ADA ................................................................. 112
Figura 24 - Contato Latossolos Amarelos/ Podozólicos Vermelho (AID).................................... 113
Figura 25 - Latossolos Amarelos (limite ADA/AID) ..................................................................... 114
Figura 26 - Mapa pedológico das áreas de influência ................................................................ 115
Figura 27 - Mapa de Bacias hidrográficas do Estado de Pernambuco ....................................... 119
Figura 28 - Mapa hidrográfico do rio Ipojuca. ............................................................................. 121
Figura 29 – Drenagem secundária encontrada na AID............................................................... 125
Figura 30 - Poço amazonas encontrado na AID ......................................................................... 126
Figura 31 - Mapa da Rede Hidrográfica do Município de Escada .............................................. 127
Figura 32 - Mapa Hidrográfico das Áreas de Influência do Empreendimento ............................ 128
Figura 33 - Rio Ipojuca ................................................................................................................ 129
Figura 34 - Esquema de avaliação da vulnerabilidade de aquíferos pelo método GOD ............ 133
Figura 35 - Mapa de Vulnerabilidade Natural do Aquífero Fissural ............................................ 134
Figura 36 – Tipos de Amostradores Passivos ............................................................................ 138
Figura 37 – Amostradores passivos utilizados nas campanhas de monitoramento ................... 145
Figura 38 – Comunidade no encontro da área onde será instalado o empreendimento ............ 146
Figura 39 – Localização dos sítios onde foram realizadas as coletas de amostras ................... 147
Figura 40 – Local da instalação dos equipamentos em relação ao empreendimento (1ª fase) . 148
Figura 41 – Local de instalação dos amostradores (1ª Fase)................................................... 149
Figura 42 – Instalação do amostrador para Partículas Inaláveis (PM10) ................................... 149
Figura 43 – Instalação do amostrador de NO2, O3, hidrocarbonetos nocivos e CO ................. 150
Figura 44 – Amostradores passivos utilizado na 3ª Campanha ................................................ 151
Figura 45 – Local da instalação dos equipamentos em relação ao empreendimento .............. 151
Figura 46 – Amostradores instalados (NO2, SO2, CO, HC e O3) ............................................. 152
Figura 47 – Instalação do dispositivo de coleta de partícula inaláveis (MP10).......................... 152
Figura 48 – Aferição da distância dos amostradores ao solo (~2,90m) ..................................... 153
Figura 49 – Aferição da distância do dispositivo coletor de partículas ao solo (~2,00) ............. 153
Figura 50 – Local da instalação dos equipamentos em relação ao empreendimento (2ª fase) 155
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Figura 51 – Local de instalação dos amostradores (2ª fase) ..................................................... 155


Figura 52 – Instalação do amostrador para Partículas Inaláveis (PM10) .................................. 156
Figura 53 – Instalação dos amostradores de NO2, O3, hidrocarbonetos nocivos e CO ............... 157
Figura 54 – Amostradores passivos utilizados na 4ª Campanha............................................... 159
Figura 55 – Amostradores Instalados (NO2, SO2, CO, HC e O3) ............................................. 160
Figura 56 – Instalação do dispositivo de coleta de partículas inaláveis (MP10) ......................... 160
Figura 57 – Aferição da distância dos amostradores ao solo (~3,30m) ..................................... 161
Figura 58 – Aferição da distância do dispositivo coletor de partículas ao solo (~2,00) ............. 161
Figura 59 - Histograma de distribuição de partículas opacas (Campanha 1) ............................. 168
Figura 60 - Histograma de distribuição de partículas transparentes (Campanha 1)................... 168
Figura 61 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica (Campanha 1) ................. 169
Figura 62 - Histograma de distribuição de partículas opacas (Campanha 2) ............................. 169
Figura 63 - Histograma de distribuição de partículas transparentes (Campanha 2)................... 170
Figura 64 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica (Campanha 2) ................. 170
Figura 65 - Histograma de distribuição de partículas opacas (Campanha 3) ............................. 171
Figura 66 - Histograma de distribuição de partículas transparentes (Campanha 3)................... 171
Figura 67 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica (Campanha 3) ................. 172
Figura 68 - Histograma de distribuição de partículas opacas para a amostra (Campanha 1) .... 178
Figura 69 - Histograma de distribuição de partículas transparentes para a amostra (C 1) ........ 178
Figura 70 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica para a amostra (C 1)....... 179
Figura 71 - Histograma de distribuição de partículas transparentes para a amostra (C 2) ........ 179
Figura 72 - Histograma de distribuição de partículas transparentes para a amostra (C 2) ........ 180
Figura 73 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica para a amostra (C 2)....... 180
Figura 74 – Evolução da concentração de Material Particulado ................................................. 182
Figura 75 – Evolução da concentração de Monóxido de Carbono ............................................. 182
Figura 76– Evolução da concentração de Dióxido de Nitrogênio ............................................... 182
Figura 77 – Evolução da concentração de Ozônio ..................................................................... 183
Figura 78 – Evolução da concentração de Dióxido de Enxofre .................................................. 183
Figura 79 – Localização dos pontos de medição do ruído ......................................................... 186
Figura 80 - Registro das medições de ruído ............................................................................... 187
Figura 81 - Grupos e Categorias de Unidades de Conservação, segundo o SNUC .................. 189
Figura 82 - Representação da UC Refúgio da vida Silvestre Mata do Urucu ............................. 191
Figura 83 - Representação das áreas dos estudos relativos à Flora.......................................... 193
Figura 84 - Morro em que será construído o empreendimento................................................... 194
Figura 85 - Fragmento florestal localizado na AID ...................................................................... 194
Figura 86 - Cultivo de Saccharum officinarum L. (cana-de-açúcar) na ADA .............................. 194
Figura 87 - Imagem panorâmica da AID dando ênfase ao aterro sanitário instalado no local. .. 194
Figura 88 - Saco de coleta. ......................................................................................................... 195
Figura 89 - Podão – instrumento utilizado para coleta ............................................................... 195
Figura 90 - Montagem, secagem e confecção de exsicatas ....................................................... 196
Figura 91 - Parcela estabelecida na área diretamente afetada – ADA. ...................................... 197
Figura 92 - Parcela estabelecida na área de influência direta - AID ........................................... 197
Figura 93 - Medições do CAP dos indivíduos arbóreos dentro das parcelas demarcadas ........ 197
Figura 94 - Local de campo aberto com espécies herbáceas e um riacho intermitente ............. 199
Figura 95 - Encosta do morro da ADA. ....................................................................................... 199
Figura 96 - Local de campo aberto – cultivo de cana-de-açúcar ................................................ 200
Figura 97 - Área de campo coberto com espécies herbáceas.................................................... 200
Figura 98- Fragmento de Floresta Ombrófila Densa .................................................................. 200
Figura 99 - Fragmento de Floresta Ombrófila Densa com espécies arbóreas exóticas ............. 200
Figura 100 - Área de campo aberto – AID .................................................................................. 201
Figura 101 - Fragmento de Floreta Ombrófila Densa com misto de espécies de mata seca. .... 201
Figura 102 - Espécies de pteridófitas listada florística das AID .................................................. 209
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Figura 103 - Musa coccínea – espécie de valor ornamental ...................................................... 210


Figura 104 – Pontos de visualização por busca ativa ................................................................. 218
Figura 105 - Realização de busca ativa diurna por membro da equipe...................................... 219
Figura 106 – Armadilha Sherman disposta na área diretamente afetada pelo empreendimento220
Figura 107 - Armadilha Tomahawk disposta na ADA pelo empreendimento. ............................ 220
Figura 108 - Pontos das armadilhas fotográficas ....................................................................... 221
Figura 109 - Armadilha fotográfica utilizada no trabalho............................................................. 222
Figura 110 - Armadilha de pegada. ............................................................................................ 222
Figura 111 - Pontos das armadilhas de pegadas e das armadilhas referentes a herpetofauna. 223
Figura 112 - Rato de cana Cerradomys subflavus capturado..................................................... 225
Figura 113 - Rato de telhado Rattus rattus capturado. ............................................................... 225
Figura 114 - Timbu (Didelphis albiventris) capturado. ................................................................ 226
Figura 115 - Rastro de pegadas de timbu (D. albiventris............................................................ 226
Figura 116 - Timbu (D. albiventris) capturado na busca ativa. ................................................... 227
Figura 117 - Crânio de timbu (D. albiventris). ............................................................................. 227
Figura 118 - Timbu (D. albiventris) capturado............................................................................. 228
Figura 119 - Cuíca (Marmosa murina) capturada. ...................................................................... 228
Figura 120 - Cuíca de rabo curto (Monodelphis doméstica) capturada no pitfall* ...................... 229
Figura 121 - Cuíca de rabo curto (M. doméstica) capturada na Armadilha de Sherman............ 229
Figura 122 - Sagui (Callithix jacchus) capturado na busca ativa ................................................ 230
Figura 123 - Sagui (C. jacchus) capturado na Armadilha Fotográfica ........................................ 230
Figura 124 - Pegadas de raposa (Cerdocyon thous ) na Armadilha de Pegadas....................... 231
Figura 125 - Captura de morcegos em redes de neblina............................................................ 237
Figura 126 - Espécies de morcegos capturadas na área do empreendimento .......................... 238
Figura 127 - Ambientes amostrados durante o estudo. .............................................................. 241
Figura 128 - (A) Retirada de ave da rede. (B) Processamento dos animais capturados............ 242
Figura 129 - Instalação de armadilhas ........................................................................................ 256
Figura 130 - Localização das armadilhas para captura da herpetofauna. .................................. 257
Figura 131 - Mapa das estações de coleta de fauna e flora aquáticas....................................... 263
Figura 132 - Similaridade florística entre as estações de estudo. ............................................ 266
Figura 133 - Estações de coleta e algumas macrófitas encontradas ......................................... 267
Figura 134 - Representantes do fitoplâncton encontrados nas áreas de estudo........................ 270
Figura 135 - Invertebrados aquáticos coletados ......................................................................... 274
Figura 136 - Frascos vazios de herbicidas encontrados na AID do empreendimento................ 275
Figura 137 - Similaridade (Bray-Curtis, p>0.05) entre as estações de coleta de moluscos ....... 276
Figura 138 - Malacofauna encontrada nas áreas de influência do empreendimento ................. 277
Figura 139 - Espécimes vivos in loco. ........................................................................................ 278
Figura 140 - Localidades das coletas de ictiofauna na Bacia do Ipojuca ................................... 280
Figura 141 - Espécies de maior frequência nas estações de estudo ......................................... 283
Figura 142 - Espécies de peixes capturadas nas áreas do empreendimento (AID e AII) .......... 284
Figura 143 - Espécies de peixes capturadas nas áreas de influência (AID e AII) ...................... 285
Figura 144 - Mapa rodoviário das áreas de influência ................................................................ 293
Figura 145 - Precariedade do esgotamento sanitário nas áreas rurais (Eng. Canto escuro) ..... 322
Figura 146 - Pluviômetro instalado na sede da prefeitura .......................................................... 326
Figura 147 - Unidade de saúde ( Centro de Saúde) ................................................................... 329
Figura 148 - Casa Grande da Pompéia ...................................................................................... 342
Figura 149 - Casa nº. 51 da Rua da Matriz................................................................................. 343
Figura 150 - Casa nº. 52 da Rua da Matriz................................................................................. 343
Figura 151 - Matriz de Nossa Senhora da Apresentação da Escada ......................................... 344
Figura 152 - Casa anexada à Igreja Matriz ................................................................................ 344
Figura 153 - Espaço Cultural Museu Cícero Dias ....................................................................... 345
Figura 154 - Engenho Canto Escuro .......................................................................................... 346
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Figura 155 - Engenho Jundiá ...................................................................................................... 346


Figura 156 - Festa de Nossa Senhora da Apresentação da Escada .......................................... 348
Figura 157 - Capelinha dos Santos Cosme e Damião e Residência da Sra Venez. Soatmãn ... 348
Figura 158 - Levantamento arqueológico (ADA)......................................................................... 349
Figura 159 - Localização dos pontos da sondagem e Coleta de mostra do terreno................... 351
Figura 160 – Distribuição dos pontos de Sondagem .................................................................. 360
Figura 161 - Fluxograma para implantação do Sistema de Controle Ambiental......................... 400
Figura 162 - Fluxograma do Monitoramento Geotécnico............................................................ 415
Figura 163 - Modelo das lixeiras a serem utilizadas para os materiais recicláveis..................... 417
Figura 164 - Modelo do talude com revestimento vegetal e área de exploração de jazida ..............
436
Figura 165 - Esquema da disposição das mudas de árvores na cortina vegetal........................ 447
Figura 166 – Fluxograma para Prognóstico Ambiental ............................................................... 451

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INDICE DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Valor Adicionado Bruto (VAB) a preços básicos ......................................................... 27


Gráfico 2 - Pressão atmosférica ................................................................................................... 80
Gráfico 3 - Temperaturas .............................................................................................................. 81
Gráfico 4 - Umidade Relativa ........................................................................................................ 81
Gráfico 5 - Insolação ..................................................................................................................... 82
Gráfico 6 - Pluviometria ................................................................................................................ 82
Gráfico 7 - Direção do Vento ........................................................................................................ 83
Gráfico 8 – Precipitações totais anuais ......................................................................................... 88
Gráfico 9 – Precipitações mensais ............................................................................................... 88
Gráfico 10 – Número de dias de chuva por ano. .......................................................................... 88
Gráfico 11 – Curva de Intensidade x Duração x Frequência ........................................................ 96
Gráfico 12 – Altura de chuva x Tempo de duração ...................................................................... 97
Gráfico 13 - Espécies de maior valor de importância (VI) .......................................................... 202
Gráfico 14 - Representação da quantidade de espécies por hábito ........................................... 208
Gráfico 15 - Representativo da quantidade de espécies por hábito. .......................................... 209
Gráfico 16 - Curva de acumulação de espécies. ........................................................................ 232
Gráfico 17 - Similaridade (Bray-Curtis) e média de 1000 permutações...................................... 233
Gráfico 18 - Curva de acumulação de espécies (rarefação) da Mastofauna Alada.................... 239
Gráfico 19 - Abundância Relativa entre as espécies de morcegos capturadas na ADA ............ 240
Gráfico 20 - Famílias mais representativas, durante o esforço amostral de sete dias ............... 244
Gráfico 21 - Acumulação de espécies registradas, estimador Chao 1 e intervalo de confiança 245
Gráfico 22 - Distribuição da abundância relativa ........................................................................ 246
Gráfico 23 - Número de espécies da herpetofauna terrestre por grupo taxonômico .................. 260
Gráfico 24 - Abundância observada nas coletas da herpetofauna terrestre. .............................. 261
Gráfico 25 - Curva de acumulativa de espécies da herpetofauna terrestre ................................ 262
Gráfico 26 - Riqueza de Espécies por Divisão Vegetal. ............................................................. 269
Gráfico 27 - Riqueza dos grupos fitoplanctônicos na AID........................................................... 271
Gráfico 28 - Riqueza dos grupos fitoplanctônicos na AII. ........................................................... 271
Gráfico 29 - Curva de acumulação de espécies com estimadores. ............................................ 282
Gráfico 30 - População Total por faixa etária (2010) .................................................................. 290
Gráfico 31 - Distribuição da população por sexo e faixa etária – AID (2010) ............................. 314
Gráfico 32 - Evolução da população em Escada (1940 -2010) .................................................. 315
Gráfico 33 - Evolução do PIB municipal por setor da economia (2007-2011) ............................ 320

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1. APRESENTAÇÃO

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Este documento apresenta o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) referente à implantação do


empreendimento denominado Central de Tratamento e Valoração Ambiental – CTVA Pernambuco
a ser implantado no município de Escada, estado de Pernambuco, e subsidiará na análise da
viabilidade ambiental do referido empreendimento ou de suas atividades consideradas potenciais
ou efetivamente causadoras de impactos ao meio ambiente, buscando atender as legislações
ambiental em vigência, de maneira a auxiliar o órgão ambiental responsável, neste caso a
Agencia Estadual de Meio Ambiente (CPRH), na concessão da Licença Prévia (LP).
As intervenções serão realizadas no município de Escada/ PE, numa área de aproximadamente
37 hectares, cujo principal acesso é realizado por meio das rodovias BR-101 e PE-51. O CTVA
Pernambuco será uma unidade projetada para o atendimento da indústria local. Serão recebidos
resíduos das Classe I, IIA e IIB. Para isso as normas a serem seguidas são ABNT NBR 10.157
(Aterros de resíduos perigosos - critérios para projeto, construção e operação). Essas ações
poderão de algum modo impactar no meio ambiente, fato que justifica um estudo ambiental.
A ausência de estudos ambientais antes de qualquer intervenção no meio ambiente contribui para
um processo de degradação do mesmo, portanto, é de fundamental importância a realização dos
estudos ambientais para a identificação dos impactos ambientais. Para este caso, serão
levantados dados primários e secundários com o intuito de analisar a viabilidade ambiental, o nível
de degradação e impactos ambientais.
Para a elaboração deste EIA foram realizadas as seguintes etapas:
• Visita a campo para coleta de dados com o objetivo de elaborar o diagnóstico onde
constarão as características do empreendimento e a situação do meio ambiente no
que correspondem ao meio: físico, biótico e socioeconômico;
• Elaboração do prognóstico com base nos dados coletados e estudos realizados em
campo;
• Identificação dos impactos ambientais propriamente ditos; e
• Apontamento das medidas necessárias à mitigação das futuras intervenções.
O trabalho está orientado de acordo com o Termo de Referência Nº 04/2014 expedidos no dia 05
de maio de 2014 pela CPRH, processo é Nº 007131/2013, como também seguirá as diretrizes das
normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), resoluções do Conselho Nacional
do Meio Ambiente (CONAMA), entre outros.

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2. MAPA DE LOCALIZAÇÃO

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Figura 1 - Localização do empreendimento

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3. ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA

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3.1. Identificação do Empreendimento, Proponentes, Empresas Consultoras e Equipe


Técnica

I. Identificação do Empreendimento
Central de Tratamento e Valoração Ambiental - CTVA

II. Identificação e Qualificação dos Proponentes


Nome da Empresa: Via Ambiental Engenharia e Serviços S/A
CNPJ: 09.558.134/0001-05
CREA: PE 012830
CTF: 3902874
Site: www.viaeng.com
Representante Legal: Laudenor Pereira Filho
Endereço: Estrada das Ubaias, número 20, sala 704
CEP: 50.070-013
Fones/ Fax.: 81-33251604
Profissionais para contatos: Romero Leão – Diretor Presidente
Email: romero@viaeng.com

III. Identificação das Empresas Consultoras


Nome: ATP Engenharia Ltda
CNPJ: 35.467.604/0001-27
CREA: PE005484
CTF: 42105
Site: www.atp.eng.br
Representante Legal: José Theodózio Netto
Endereço: Rua Alfredo Fernandes, 115 - Casa Forte, Recife - PE,
CEP: 52060-320
Fone: (81) 3878-4065 FAX./ (81) 3878-4000/
Profissionais para contatos: Rosangela Monteiro Gomes
Email: rosangela.monteiro@atp.eng.br
CTF: 5418042

Nome: Omni do Brasil Empreendimento Tecnológicos LTDA


CNPJ: 08.028.012/0001-36
CREA: PE012743
CTF: 4887263
Site: www.omnidobrasil.com.br
Representante Legal: Pedro Alexandre de Siqueira Gomes
Endereço: Av. Domingos Ferreira, 209, Boa Viagem – Recife – PE. Cep.51011-051.
CEP: 52.041-090
Fone: (81) 3325-3494 / Fax.: (81) 3325-3494
Profissionais para contatos: Pedro Alexandre
Email: pedro@omnidobrasil.com.br
CTF: 4887397

Nome: LEVALU SOLUÇÕES AMBIENTAIS


CNPJ: 18.886.856/0001-71
CREA: PE 06730438
CTF: 5541883
Representante Legal: Leonardo Lopes de Azeredo Vieira
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Endereço: Rua do sossego, 298 Boa Vista Recife /PE


CEP: 50050/080
Fone: 81-92087698 81 - 88536650
Profissionais para contatos: Patrícia Maria da Silva Caldas
Email: patimary@gmail.com
CTF: 2427209

Nome: ENGEA Consultores ltda


CNPJ: 04.872.480/0001-31
CREA: PE 009630
CTF: 20.004
Site: www.engeaambiental.com
Representante Legal: Waldir Sergio Aracaty Rocha de Lima
Endereço: Rua arquiteto jose Geraldo de Castro Paes, 98, Pau Amarelo, Paulista/ PE
CEP: 53431830
Fone: 81 34263458
Profissionais para contatos: Waldir Sergio Aracaty Rocha de Lima
Email: contato@engeaambiental.com
CTF: 20.004

Nome: ECO AMBIENTAL COLETA DE RESÍDUOS LTDA – EPP


CNPJ: 17.758.326/0001-85
CREA: nº PE 016726
CTF: 6107244
Site: www.ecoambientalresiduos.com.br
Representante Legal: Lya Nadja Assef
Endereço: Av. Beira Mar, 2389, ap 1401, Candeias, Jaboatão dos Guararapes
CEP: 54410-000
Fone: (81) 9962-7669
Profissionais para contatos: Lya Nadja Assef
Email: lya.assef@ecoambientalresiduos.com.br
CTF: 5228236

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3.2. Objetivo e Justificava do Empreendimento

3.2.1. Objetivo Geral

A CTVA Pernambuco tem como objetivo principal a valorização, o tratamento e disposição final
adequada dos resíduos industriais perigosos e não perigosos (classe I e II respectivamente)
gerados pelo setor industrial.
A necessidade de implantação da CTVA é decorrente, principalmente, da situação atual do
gerenciamento dos resíduos industriais na região, que aponta para a necessidade de maior oferta
de centrais de processamento e disposição final de resíduos industriais. Tanto do ponto de vista
econômico como ambiental, considerando como a solução mais adequada à implantação de um
sistema que integre a valorização, o tratamento e a disposição final de resíduos, com o emprego
de tecnologias mais adequadas.
No contexto atual a CTVA Pernambuco se apresenta como uma das opções economicamente
mais viável e ambientalmente adequada para a gestão de resíduos sólidos industriais, tanto no
Município de Escada devido o desenvolvimento do ECOPOLO quanto no estado de Pernambuco
com o Polo Industrial de SUAPE. A implantação da CTVA Pernambuco contribuirá com a redução
dos impactos ambientais negativos causados pelo transporte em longas distâncias e otimização
dos impactos positivos no que diz respeito ao aumento de emprego, e aumento dos trabalhos de
conscientização ambiental através de programas socioambientais que serão realizados no
município de Escada/ PE, além de auxiliar as indústrias para atender a Política Nacional de
Resíduos Sólidos (PNRS).

3.2.2. Justificativa do Empreendimento

Uma das preocupações ambientais é a questão da destinação final adequada dos resíduos
gerados pelas indústrias, visto que no cenário atual, o condicionamento e a destinação de
diversos tipos de resíduos industriais é um desafio.
A implantação da CTVA é algo importantíssimo pelo fato de ter em seu projeto um eficiente
gerenciamento dos resíduos industriais, disponibilizando diversas tecnologias, proporcionando
segurança ao meio ambiente. A CTVA será construída com tecnologia de última geração de
impermeabilização de solos, adoção da técnica de confinamento total de resíduos, drenagem e
tratamento de efluentes líquidos e gasosos e monitoramento para a máxima segurança ambiental.
A aplicação de aterro para a disposição final de resíduos é um método seguro, eficiente e com
melhor custo para disposição final de resíduos classes I e II.

- Aterro Classe I

Os pré-tratamentos realizados incluem: estabilização, solidificação, neutralização e


encapsulamento de resíduos perigosos. No aterro Classe I podem ser dispostos resíduos como
lodos de estação de tratamento de efluentes e galvânicos, borras de retífica e de tintas, cinzas de
incineradores, entre outros conforme classificação da NBR 10.004:2004. Os cuidados ambientais
tomados para os Aterros Classe I contemplam o sistema de impermeabilização com argila e dupla
geomembrana de PEAD - que protege o solo e os lençóis de água subterrâneos do contato com

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os resíduos e com o efluente gerado, que ao ser captado pelo sistema de drenagem é
encaminhado para tratamento adequado.
Além disso, a extensão da frente de serviço do Aterro é coberta por uma estrutura metálica móvel
que impede a incidência de chuvas na área de operação e o aumento de geração de efluentes.

- Aterro Classe II

Este local será destinado para a disposição de resíduos industriais não perigosos. Este Aterro
possuem as seguintes características: impermeabilização com argila e geomembrana de PEAD,
sistema de drenagem e tratamento de efluentes líquidos e completo programa de monitoramento
ambiental. O perfil de impermeabilização do empreendimento será detalhado nas características
do empreendimento

3.2.3. Justificativa Ambiental

A baixa oferta de áreas adequadas para o tratamento e disposição final de resíduos industriais
somadas ao aumento de implantação de indústrias são problemas ambientais na região de
Pernambuco que deve ser levados em consideração. Neste sentido, a principal justificativa
ambiental do empreendimento é dispor de uma Central de Tratamento e Valoração Ambiental
para Resíduos Industriais, que atenda a legislação, contemple a valorização, o tratamento e
disposição final adequado dos resíduos gerados pelas indústrias num mesmo espaço, estando
este empreendimento localizado próximo ao Complexo Industrial de SUAPE que hoje apresenta
maior concentração de geradores de resíduos industriais.
No Brasil, diversas instâncias públicas já se preocupam com a questão, tendo sido editadas
normas de manejo e controle de resíduos e substâncias perigosas, que envolvem leis, decretos,
portarias e normas técnicas, como o PNRS.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – FIEPE com o apoio do Serviço
Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas – SEBRAE/ PE (ITEP apud CPRH, 2012),
haviam listado 8.085 estabelecimentos industriais no estado de Pernambuco, totalizando uma
geração de 7.349.513,70 toneladas de resíduos industriais, cuja destinação:
• 5,38% dos resíduos industriais produzidos não possuíam destino definido;
• 86,51% tiveram tratamento, disposição e reutilização na própria unidade industrial; e
• 8,11% tiveram tratamento, reutilização, reciclagem ou disposição final fora da unidade
industrial.
Do total produzido, 1,11% dos resíduos são classificados como perigosos, sendo compostos
basicamente por: óleo lubrificante usado (60,6 %); resíduos de laboratórios industriais (19,4%) e
óleo combustível usado (2,6%).

3.2.4. Justificativa Socioeconômica

Para a avaliação do empreendimento no contexto socioeconômico foi levado em consideração os


indicadores econômicos dos 05 (cinco) cidades inseridos na Área de Influência Indireta que são:
Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Primavera, Ribeirão e Sirinhaém. Estes municípios são

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caracterizados pelo predomínio da população urbana em relação à rural. Todos eles apresentam
Índice de Desenvolvimento Socioeconômico inferior à média estadual.

Quadro 1 - Participação do setor industrial dos municípios integrantes da área de influência

Cabo de
Indicador Escada Santo Ipojuca Primavera Ribeirão Sirinhaém
Agostinho
IDHM 0,632 0,686 0,619 0,580 0,602 0,597
9.560.44
PIB (em R$ 1.000,00) 459.078 5.401.388 119.798 265.050 318.632
8
Participação do
município no PIB de 0,44 5,17 9,16 0,11 0,25 0,31
Pernambuco (%)
Participação da RD no
PIB de Pernambuco 5,39 64,43 64,43 5,39 5,39 5,39
(%)
PIB per capita (R$) 7.177 28.860 116.198 8.835 5.926 7.799
Posto (PIB per capita)
27º 4º 2º 92º 42º 36º
no Estado
Fonte: BDE, 2014

O Valor Adicionado Bruto (VAB) a preços básicos para os setores de atividade econômica estava
distribuído conforme ilustrado no Gráfico 1.

Gráfico 1 - Valor Adicionado Bruto (VAB) a preços básicos para os setores de atividade econômica

Valor Adicionado Bruto


VAB (%)
120

100

80 44,15 76,92
69,64
67,38 70,24 50,2
60 Serviços 

40 Indústria 
55,41 14,65 21,79 Agropecuária 
20 29,94 38,83
29,52
8,43 8,57
2,68 0,44 0,24 10,98
0
Escada  Cabo de  Ipojuca Primavera Ribeirão Sirinhaém
Santo 
Agostinho

Fonte: BDE, 2011

A economia no estado de Pernambuco obteve um grande avanço com a instalação de novos


empreendimentos, sobretudo no Complexo Portuário de Suape. O Produto Interno Bruto (PIB) de
Pernambuco registrou mais de 100 bilhões de reais, 2,5% do PIB nacional e 18,8% do Nordeste
(Condepe/Fidem, 2011).
Em 2011, eram mais de 15 mil indústrias dos mais variados segmentos, divididas em:
- Indústria de transformação (10.532)
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- Construção civil (4.501)


- Utilidade pública (214)
- Área de extração mineral (164)

Principais polos:
- Polo Gesseiro do Araripe, que reúne as cidades de Ipubi, Trindade, Ouricuri, Bodocó
e Araripina e juntas fornecem 95% do gesso consumido em todo o Brasil. Destaca-se
também a extração de gipsita, granito e argila.
- Polo de Informática, o Porto Digital. Está entre os cinco maiores do país, emprega 3
mil pessoas e representa 3,5% na participação do PIB do Estado.
- Polo de confecções do Agreste, que reúne as Cidades de Caruaru, Santa Cruz do
Capibaribe e Toritama e agrega mais de mil empresas formais e informais do ramo.
- Polo Petroquímico, localizado em Suape sedia cerca de 70 empresas, gerando cerca
de 5,5 mil empregos.
- Polo Produtor de Frutas e Hortaliças, localizado no Vale do São Francisco.

De modo geral, considera-se que a disposição inadequada de resíduos sólidos industriais,


perigosos ou não, gera diversos problemas ambientais e sanitários largamente conhecidos, que
incluem poluição hídrica, poluição do solo, poluição do ar, danos à saúde pública pela proliferação
de vetores e pela contaminação do ambiente com produtos químicos tóxicos, dentre outros
impactos negativos. A oferta de locais que atendam as normas técnicas e ambientais e que
promovam a triagem, segregação, reprocessamento e disposição final adequada é um importante
aspecto da gestão ambiental, que possibilita tanto a redução do risco de disposição inadequada
como um maior controle por parte dos órgãos ambientais sobre o volume de resíduos gerados e
suas características.

3.3. Alternativas Locacionais e Tecnológicas

O estudo de alternativas locacionais para a implantação da CTVA deve atender diversos critérios
e condicionantes de ordem técnica, legal e ambiental, visando minimizar os possíveis riscos e
impactos associados à futura implantação e operação do empreendimento.
Conforme a NBR 10.004:2004 são considerados resíduos sólidos todos os resíduos nos estados
sólido e semissólido, resultantes de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar,
comercial, agrícola, de serviços ou de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos
provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e
instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades
tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água ou exijam, para
isso, soluções técnica e economicamente inviáveis a despeito do uso da melhor tecnologia
disponível.
Os resíduos são classificados em Classe I (perigosos), Classe IIA (não-inertes) e Classe IIB
(inertes). Resíduos perigosos são aqueles que, através de suas propriedades físicas, químicas ou
infectocontagiosas, como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade,
podem apresentar risco tanto à saúde pública quanto ao meio ambiente, quando manuseado ou
destinado de forma inadequada. Resíduos não-inertes (Classe IIA) são os que não se enquadram
na classificação de Resíduo Classe I (perigoso) ou de Resíduo Classe IIB (inerte), nos termos da
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norma NBR 10.004:2004, podendo apresentar propriedades como combustibilidade,


biodegradabilidade ou solubilidade em água.
A CTVA Pernambuco prevê o recebimento de resíduos das classes I e II. A escolha locacional
levou em consideração os municípios do Território Estratégico de Suape, considerado o mais
completo pólo para a localização de negócios industriais e portuários da Região Nordeste.
buscando identificar as áreas que apresentassem menores restrições para a implantação de
empreendimentos deste tipo, considerando taxa de urbanização, distância das Fontes geradoras e
a distância de unidades de conservação. Os municípios que fazem parte desta área são:
− Cabo de Santo Agostinho;
− Ipojuca;
− Jaboatão dos Guararapes;
− Moreno; e
− Escada.

Os critérios analisados para a escolha do município foram: à questão da taxa de urbanização, as


distâncias em relação aos municípios com maior concentração de indústrias e a distancia em
relação as Unidades de Conservações.
A abordagem inicial teve como objetivo verificar o processo de urbanização nos municípios que
compõem estas regiões, buscando pré-selecionar os municípios com as menores taxas de
urbanização, uma vez que esse tipo de empreendimento deve manter distância mínima de 500
metros em relação aos núcleos urbanos e, preferencialmente, situar-se em área rural.
Considerando este critério, foram avaliadas as taxas de urbanização dos 05 municípios que
compõem o Território Estratégico de Suape, priorizando-se, como possíveis receptores do
empreendimento, os cinco municípios que apresentaram as menores taxas de urbanização,
conforme mostra o Quadro 2.

Quadro 2 - Taxa de Urbanização


% de
Município
Urbanização
Ipojuca 74,06
Escada 84,96
Moreno 88,54
Cabo de Santo Agostinho 90,68
Jaboatão dos Guararapes 97,82
Fonte: AEPP de Pernambuco, 2012

No que diz respeito à Taxa de Urbanização, apesar do município de Ipojuca apresentar a menor
taxa de urbanização entre os municípios analisados, foi avaliado que este município apresenta
custos elevados para aquisição de imóveis, entre outros fatores, devido à proximidade para o
complexo industrial e portuário de SUAPE.
Após o levantamento da taxa de urbanização foi verificado a distância em relação à concentração
de indústrias geradoras de resíduos classificados em Classe I e Classe II, pois quanto menor a
distância da Fonte geradora. Além da distância para a Fonte geradora também foi analisado a
presença de outros aterros industriais ou centrais de tratamento localizadas nos municípios
analisados ou próximo a eles sendo esse fator de impossibilidade de escolha para implantação do
empreendimento.

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Quadro 3 - Distância da Fonte geradora


Distância de Fontes Possui Central de tratamento de Resíduos
Município
Geradoras Industriais
Ipojuca 9,92 Em processo de Licenciamento
Escada 29,38 Não
Moreno 37,17 Não
Cabo de Santo Agostinho 13,23 Não
Jaboatão dos Guararapes 24,16 Sim
Fonte: PGRS do Estado de Pernambuco, 2012

A presença de Unidades de Conservação em um raio inferior a 10 km é restritiva à implantação de


Aterros de Resíduos Industriais Perigosos, portanto foi indispensável analisar a existência das
unidades de conservação e a localização das mesmas, cujo o resultado podem ser observados no
Quadro 4.

Quadro 4 - Unidades de Conservação


Município Unidade Conservação Coordenadas
APA Estuarina dos Rios Sirinhaém e Maracaipe 25L 279503; 9055161
Ipojuca APA de Sirinhaém 25L 273542; 9049304
Estação Ecológica de Bita e Utinga 25L 273741; 9076196
Escada Refúgio de Vida Silvestre Mata do Urucu 25L 251300; 9088600
Refúgio de Vida Silvestre Mata da Serra do Cotovelo 25L 258100; 9091600
Refúgio de Vida Silvestre Mata de Caraúna 25L 268000; 9095000
Moreno Refúgio de Vida Silvestre Mata do Cumaru 25L 260850; 9092250
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Eng° Moreninho 25L 266562; 9102998
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Sistema Gurjaú 25L 273000; 9089450
Reserva de Floresta Urbana Mata de Camaçari 25L 284100; 9083400
APA Estuarina dos Rios Jaboatão e Pirapama 25L 255686; 9088479
Estação Ecológica de Bita e Utinga 25L 273741; 9076196
Parque Estadual Mata de Duas Lagoas 25 L 281250; 9081800
Parque Estadual Mata do Zumbi 25L 281250; 9081800
Cabo de Santo
Refúgio de Vida Silvestre Mata de Contra Açude 25L 277550; 9089749
Agostinho
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Urucu 25L 251300; 9088600
Refúgio de Vida Silvestre Mata da Serra do Cotovelo 25L 258100; 9091600
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Cumaru 25L 260850; 909220
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Sistema Gurjaú 25L 273000; 9089450
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Bom Jardim 25L 269350; 9090900
Reserva de Floresta urbana Mata de Jangadinha 25L 281487; 9105081
Reserva de Floresta Urbana Mata de Manassu 25L 276908; 9106594
APA Estuarina dos Rios Jaboatão e Pirapama 25L 255686; 9088479
Jaboatão dos
APA Estuarina dos Rios Jaboatão e Pirapama 25L 255686; 9088479
Guararapes
Refúgio de Vida Silvestre Mata de Mussaíba 25L 279984; 9105252
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Engº Salgadinho 25L 277800; 9092800
Refúgio de Vida Silvestre Mata do Sistema Gurjaú 25L 273000; 9089450
Fonte: CPRH, 2012

Após o cruzamento dos dados chegou-se a conclusão de que o município de Escada apresentava
as melhores condições para a implantação da CTVA. Este município faz parte do Território
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Estratégico de Suape, onde estão instaladas 105 empresas e outras 45 estão em fase de
implantação, o que acaba gerando um grande volume de resíduos industriais e da construção
civil. O município de Escada e os municípios do seu entorno produzem 173 toneladas de resíduos
sólidos urbanos por dia.

3.3.1. Áreas analisadas

Passada a fase da escolha da macroárea para implantação do empreendimento, foi iniciado o


levantamento dentro do limite municipal de possíveis áreas para implantação de um
empreendimento desse porte. Foram analisadas duas áreas, onde foram levados em
consideração os itens que compõem a NBR 10.157 no item 4.1.1, que são: topografia, geologia e
o tipo de solos, recursos hídricos, vegetação, acesso, distância mínimas de núcleos populacionais
e demais itens que julgamos necessários. Isto fez com que tivéssemos uma visão mais ampla da
área mais viável para a implantação do empreendimento em epígrafe.

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Figura 2 – Localização das alternativas locacionais

Fonte: Via Ambiental (2014)


Elaboração: ATP Engenharia

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3.3.1.1. Alternativa 01
Área localizada as margens da PE-039, mais precisamente nas coordenadas geográficas
8°17'43"S e 35°09'07"O (UTM = 262.977 e 9.082.416), próxima à divisa dos municípios de Escada
e do Cabo de Santo Agostinho. O local onde está situado o terreno é atualmente utilizado
exclusivamente como área para plantação de cana de açúcar.

Figura 3 - Vista A da Alternativa 01

Fonte: ATP Engenharia


Registrado em 31 de janeiro de 2013

Figura 4 - Vista B da Alternativa 01

Fonte: ATP Engenharia


Registrado em 31 de janeiro de 2013

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Aspectos do meio físico


Em relação ao relevo a área faz parte da unidade das superfícies retrabalhadas que é formada por
áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos.
Os solos da região são reflexos do intemperismo nas rochas cristalinas. Geologicamente, esta
localizado na Província Borborema na porção oeste do Terreno Pernambuco-Alagoas.

Aspectos meio biótico


A área é bastante antropizada. Atualmente é em grande parte utilizada para o plantio da cana de
açúcar. Foram encontradas algumas espécies de mata atlântica, porém, de forma isolada. No que
diz respeito à fauna foram encontrados alguns indivíduos da herpetofauna, mastofauna, avifauna.

Aspectos do Meio Antrópico


A área está localizada entre os engenhos São Miguel (LESTE), Engenho São Manoel (OESTE),
Engenho Cafundó (SUL) e Engenho Liberdade (NORTE). Seu acesso é realizado através da PE-
039, uma via que apresenta boa condição de trafegabilidade. O local está a uma considerável
distância de aglomerados urbanos, aproximadamente a 9 km do centro de Escada.

3.3.2. Alternativa 02

Localiza-se numa área próxima ao atual aterro sanitário do município de Escada, mais
precisamente nas coordenadas geográficas 8°23'15"S e 35°14'25"O (UTM = 9072159 e 253301),
numa distância de 3 km do centro urbano do Município de Escada. Neste terreno predomina a
plantação de cana-de-açúcar.

Figura 5 - Vista A Alternativa 02

Fonte: ATP Engenharia


Registrado em 13 de Maio de 2014

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Figura 6 - Vista B Alternativa 02

Fonte: ATP Engenharia


Registrado em 13 de Maio de 2014

Aspectos Meio Físico


Em relação ao relevo a área faz parte da unidade das superfícies retrabalhadas que é formada por
áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos
a elevação da área varia com cota entre 100 e 170. Os solos da região são argissolo vermelho-
amarelo. Geologicamente, esta localizada na Província Borborema na porção oeste do Terreno
Pernambuco-Alagoas onde podem ser encontradas as rochas magmáticas de composição félsica
e máfica.

Aspectos do Meio Biótico


Durante a visita técnica “in loco” foi observada a ausência de vegetação nativa, predominando o
plantio de cana-de-açúcar. No que diz respeito à fauna, foi observado a presença de vários urubus
(Coragyps atratus), visto que a localidade está localizada próxima ao aterro sanitário municipal.

Aspectos do Meio Antrópico


A localidade fica cerca de 3 km do centro urbano do município de Escada. Distante 1 km,
aproximadamente, existem algumas residências, cujos moradores trabalham no engenho Canto
Escuro.
Tendo em vista as varias condicionantes para a escolha do local para a implantação da CTVA foi
utilizado os critérios de eliminação e classificação entre as duas alternativas citadas acima. O
Quadro 5 mostra os critérios utilizados para seleção do local para implantação da CTVA:

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Quadro 5 - Critérios utilizados para seleção do local para implantação do CTVA


Critérios Eliminatórios Critérios Classificatórios
Distância mínima de manchas urbanas Topografia local
Distância mínima de estradas Geologia local
Distância mínima de unidades de conservação Hidrografia local
Pedologia local
Fauna e flora local
Uso e ocupação do solo

3.3.3. Aplicação dos critérios eliminatórios

a) Distância mínima de manchas urbanas


O critério utilizado foi o proposto pela NBR 10157/1987, ou seja, de afastamento mínimo de 500
metros de manchas urbanas.

b) Distância mínima do sistema viário


No que diz respeito ao sistema viário foi levado em consideração os seguintes critérios de
distâncias mínimas.
• Rodovias federais e estaduais: 50 m para cada lado;
• Estradas vicinais e municipais: 30 m para cada lado;
• Ferrovias: 50 m para cada lado a partir do eixo.

c) Distância mínima de Unidade de Conservação


O critério utilizado foi o proposto no artigo 2º da Resolução CONAMA nº 013/90, que estabelece a
faixa de 10 km no entorno de unidades de conservação, na qual toda a atividade que possa afetar
a biota necessita de licenciamento.

3.3.4. Critérios Classificatórios

Para cada critério seletivo adotado e suas respectivas variáveis, são atribuídos valores e pesos
que, aplicados às características específicas de cada área pré-selecionada, geram uma
pontuação final. O objetivo desta análise quantitativa ponderada é a diferenciação, em termos de
significância, de cada um dos critérios de seleção. O critério para o estabelecimento de pesos
diferenciados leva em conta a efetividade do controle tecnológico sobre cada fator de seleção.
Os critérios que possuem pesos 1 e 2 são aqueles em que os problemas decorrentes de suas
restrições podem ser facilmente solucionados, sem implicações tecnológicas e sociais importantes
e com custos de execução viáveis. Os critérios de peso 3 já possuem implicações de ordem
tecnológica e socioeconômica de maior complexidade, com consequente elevação de custos para
sua implementação, sendo muitas vezes inviável e/ou ineficaz a aplicação de qualquer medida de
controle tecnológico.
Segue abaixo as variáveis envolvidas no processo de pré-seleção das áreas para a implantação
da CTVA Pernambuco.

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Quadro 6 - Variáveis envolvidas no processo de pré-seleção das áreas


Critério Variável
Geologia • Tipo de formação geológica que constitui o substrato da área.
• Aquíferos praticamente improdutivos ou de baixa possibilidade para água
subterrânea em rochas com porosidade intergranular ou por fraturas.
• Aquíferos com média a baixa possibilidade para águas subterrâneas em rochas e
Hidrogeologia
sedimentos com porosidade intergranular ou por fraturas.
• Aquíferos com alta a média possibilidade para águas subterrâneas em rochas e
sedimentos com porosidade intergranular ou por fraturas.
• Presença de corpos hídricos no terreno em escala local; e
Hidrografia local
• Distância dos corpos hídricos locais.
Pedologia • Tipos de unidades de solos presentes na área.
Fauna e flora • Existência de ecossistemas com interesse de preservação.
• Uso atual da área e entorno;
Uso e ocupação do solo • Distância de pequenos núcleos populacionais; e
• Ocupação ao longo dos acessos imediatos (estradas vicinais).

Substrato geológico
Com relação ao critério seletivo substrato geológico, avalia-se a origem geológica das rochas que
formam o substrato da área e, indiretamente, as características gerais associadas a estruturas
geológicas de interesse, como descontinuidades, falhas, lineamentos, etc. Estas características se
relacionam à vulnerabilidade de aquíferos subterrâneos, à contaminação e propagação de
contaminantes, de maneira que, quanto menor for à vulnerabilidade natural de uma determinada
formação, mais favorável é a formação para a disposição final de resíduos industriais.
O Quadro 7 apresenta as variáveis de avaliação do critério substrato geológico, os valores
atribuídos a cada variável e o peso dado ao critério.

Quadro 7 - Variáveis de avaliação do critério substrato geológicos


Critério Variável Valores Peso
Formações ígneas intrusivas 5
Formações metamórficas 4
Substrato Formações ígneas extrusivas 3
3
geológico Formações sedimentares consolidadas 2
Formações sedimentares inconsolidadas e depósitos
1
aluvionares, lacustres, eólicos, marinhos e coluviais

Hidrogeologia
O critério hidrogeologia tem como objetivo avaliar, em complementação ao critério substrato
geológico, a vulnerabilidade dos aquíferos subterrâneos à contaminação e propagação de
contaminantes. Esta avaliação é feita de forma indireta, pela potencialidade dos aquíferos para
exploração de águas subterrâneas (produtividade). Vale ressaltar que quanto maior a
potencialidade de um aquífero em fornecer água subterrânea, maior também sua vulnerabilidade
à contaminação.
Para fins de determinação da potencialidade dos aquíferos em fornecer água subterrânea e
consequente aplicação do critério hidrogeologia, foram realizados os estudos hidrogeológicos em
ambas as áreas.

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Quadro 8 - Variáveis hidrogeologia


Critério Variável Valores Peso
Aquíferos praticamente improdutivos ou de baixa possibilidade para água
5
subterrânea em rochas com porosidade intergranular ou por fraturas
Aquíferos com média a baixa possibilidade para águas subterrâneas em
Hidrogeologia 3 2
rochas e sedimentos com porosidade intergranular ou por fraturas
Aquíferos com alta a média possibilidade para águas subterrâneas em
1
rochas e sedimentos com porosidade intergranular ou por fraturas

Pedologia
Este critério tem como objetivo avaliar as características naturais dos solos, dependendo das
características dos perfis de solo ocorrentes, como espessura, textura, estrutura, consistência, etc.
uma área pode ser apropriada à disposição de resíduos ou não. Este critério considera a proteção
às águas subterrâneas e a existência de jazidas com materiais de características e quantidades
apropriadas para utilização durante a construção e operação dos sistemas de disposição final de
resíduos.
As classes pedológicas de solos relacionam-se com estas características, pois refletem os
condicionantes responsáveis pelo desenvolvimento dos perfis de solo, quais sejam: rocha de
origem, condições topográficas e clima. Considerando o conjunto de características de interesse
para cada classe de solo, de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos
(Embrapa, 1999), foram atribuídos os valores das variáveis constantes no Quadro 9.

Quadro 9 - Variáveis pedologia


Critério Variável Valores Peso
Argissolos, latossolos e nitossolos 5
Luvissolos 4
Pedologia Alissolos e chernossolos 3 2
Cambissolos e plintossolos 2
Organossolos, gleissolos, planossolos, neossolos e vertissolos 1

Hidrografia local
O critério classificatório da hidrografia local avalia se existem recursos hídricos, como: talvegues,
açudes, áreas alagadas, nascentes e cursos d’água intermitentes. De modo geral, considera-se
que a presença de cursos d’água principais nas áreas inviabiliza seu uso para disposição final de
resíduos sólidos.
Vale ressaltar que nas duas áreas pré-definidas foram realizados o levantamento topográfico
cadastral como também os estudos hidrogeológicos para observação dos cursos d’água
intermitente dentro das áreas de estudo, pois a existências deste recurso pode impossibilitar a
implantação do empreendimento em epígrafe e na possibilidade de implantação deverá implicar
na proteção da área definida pelo manancial e sua faixa de preservação permanente estabelecida
por lei (Código Florestal Federal).

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Quadro 10 - Variáveis hidrografia local


Critério Variável Valores Peso
Ausentes 5
Corpos hídricos e
Hidrografia Áreas úmidas ou alagadas 3
drenagens 3
local Nascentes e cursos d’água
Presentes na área 1
intermitentes

Uso e ocupação do solo


Como variáveis do critério uso e ocupação do solo, foram consideradas a distância de pequenos
núcleos populacionais, o uso atual da área e entorno e a existência de ocupação ao longo dos
acessos imediatos. O
Quadro 11 apresenta as variáveis de avaliação do critério uso e ocupação do solo, os valores
atribuídos a cada variável e os pesos dados a cada variável do critério.
A melhor condição, quanto a esta variável, ocorre quando o local avaliado para disposição de
resíduos industriais está a mais de 2.000 metros de distância de qualquer núcleo populacional. As
áreas com distância inferior a 500 m de núcleos populacionais devem ser eliminadas. Outro fator
primordial é a questão da área escolhida situar-se no local onde já existem intervenções humanas.

Quadro 11 - Variáveis uso e ocupação do solo


Critério Variável Valores Peso
>2.000 m 5
Distância de pequenos
1.000 a 2.000 m 3 2
núcleos populacionais
Uso e 500 a 1.000 m 1
ocupação do
solo Natural 1
Uso atual da área e área a
Antropizada 3 1
seu entorno
Antropizada por uso industrial 5

Fauna e flora
O critério “fauna e flora” avalia a presença ou ausência de ecossistemas de interesse de
preservação na área diretamente afetada, na área de influência direta e na área de influência
indireta anteriormente definida. Neste sentido, são analisadas as interrelações fauna/flora,
procurando-se identificar a existência de corredores ecológicos, ecossistemas naturais
preservados, ocorrência de espécies ameaçadas de extinção, raras ou endêmicas e a existência
de áreas de preservação permanente no interior da área em estudo. O Quadro 12Quadro 11
apresenta os valores atribuídos às variáveis do critério fauna e flora.

Quadro 12 - Variáveis Fauna e flora


Critério Variável Valores Peso
Ausência espécies ameaçadas de extinção, raras ou
5
endêmicas e áreas de preservação permanente
Fauna e Ausência de ecossistemas naturais preservados 3
2
flora Presença de ecossistemas com interesse de preservação
na área espécies ameaçadas de extinção, raras ou 1
endêmicas e áreas de preservação permanente

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3.3.5. Classificação das áreas

A etapa de classificação de áreas compreende a pontuação das áreas remanescentes após a


aplicação dos critérios eliminatórios. A pontuação foi estabelecida através de cruzamento de
informações da base cartográfica estabelecida por este estudo com mapeamentos temáticos da
região (solos, geologia e hidrogeologia), imagens de satélite, dados secundários e visitas técnicas
em campo.
A partir do somatório dos produtos entre o valor atribuído a cada variável e o peso do critério
correspondente, obteve-se para cada área pré-selecionada uma pontuação final o qual deu
subsidio para selecionarmos a área que obteve a maior pontuação para a implantação da Central
de Tratamento e Valorização Ambiental no município de Escada.
O objetivo principal desta análise quantitativa ponderada é a diferenciação, em termos de
significância, de cada um dos critérios de seleção onde facilitou a conclusão da área mais
indicada para a implantação do empreendimento em epígrafe.

3.3.5.1. Avaliação de áreas no município pré-selecionado


Os resultados da avaliação dos critérios classificatórios para as áreas selecionadas estão
apresentados no Quadro 13. Na coluna denominada “Total”, os valores apresentados correspondem
ao somatório dos produtos dos valores obtidos, em cada área, pelos diferentes pesos atribuídos
para os diversos critérios e variáveis avaliados, ou seja:

Quadro 13 - Avaliação das Áreas


Avaliação da Área Escolhida
PONTUAÇÃO FINAL
Alternativa Alternativa
Condicionantes Peso Alternativa Alternativa
01 02
01 02
Geologia 3 4 4 12 12
Hidrogeologia 2 3 5 6 10
Hidrografia local 3 1 3 3 9
Pedologia 2 5 5 10 10
Fauna e flora 2 5 5 10 10
Distância de pequenos núcleos
3 1 6 2
populacionais 2
Uso atual da área e área a seu entorno 3 3 5 9 15
TOTAL 56 68

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Analisando a pontuação final e a classificação das áreas pré-selecionadas foi possível concluir
que a alternativa 02 é a mais viável para a implantação do empreendimento.
Através do Quadro 13 pode ser observado de forma mais clara que as duas áreas apresentam
características semelhantes no que diz respeito à geologia, pedologia, fauna e flora, também pode
ser observado que se tratando da distância de núcleos urbano a alternativa 01 seria a ideal,
porém vale ressaltar que alternativa 02 está dentro do limite da legislação a qual determina a
distância mínima de 500 m.
Portanto as condicionantes que levaram a escolha da alternativa 02 foram: hidrogeologia,
hidrologia local e uso do solo visto que a alternativa 02 apresenta aquíferos com média a baixa
possibilidade para águas subterrâneas em rochas e sedimentos com porosidade intergranular ou
por fraturas. O terreno onde está inserido a Alternativa 02 apresenta estado de antropização mais
elevado em comparação com a primeira alternativa. A presença do atual aterro sanitário e a
definição da área pelo Plano Diretor de Escada como Zona de Interesse Produtivo - ZIP foram
primordiais para a escolha do local.

3.3.6. Tecnologias Avaliadas

As alternativas tecnológicas disponíveis para o tratamento de resíduos sólidos industriais


dependem do contexto institucional em que está prevista a instalação e operação do
empreendimento. Incluem-se nesse contexto as normas estaduais, a disponibilidade de
equipamentos e/ou insumos, a aplicabilidade e os custos das tecnologias disponíveis, permitindo
uma análise comparativa de vantagens e desvantagens de cada uma delas. No quadro abaixo
pode ser observados as tecnologias disponíveis.

Quadro 14 - Tecnologias Avaliadas


Tratamento Principais
Vantagens Desvantagens
de resíduos características
Custo elevado
Processo de oxidação - Exigência de mão-de-obra
térmica sob alta - Redução drástica da qualificada
temperatura na qual massa e volume a ser - Presença de materiais nos
ocorre a decomposição descartada resíduos que geram
Incineração
da matéria orgânica - Recuperação de energia compostos tóxicos e
(resíduo), transformando- - Esterilização dos resíduos corrosivos
a em uma fase gasosa e - Destoxicação - Risco de poluição por
outra sólida. gases gerados no processo
de combustão
- Redução do volume de
- É aplicável apenas para
resíduo destinado ao
resíduos com viabilidade de
aterro, ampliando a sua
vida útil comercialização
- Aproveitamento dos - Custos envolvidos: as
Aproveitamento dos materiais para uso vendas de recicláveis e não
Reaproveitam
resíduos para reutilizá-los industrial cobrem as despesas
ento e
no ciclo de produção de operacionais
Reciclagem - Reciclagem de materiais
onde foram originados. correspondentes e os custos
reduzindo o consumo de
financeiros e de investimento
recursos naturais
- Dificuldades de
- Economia de tratamento
comercialização do
de efluentes
material
- Geração de empregos
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Tratamento
Principais características Vantagens Desvantagens
de resíduos
- Disposição adequada dos
resíduos em conformidade
com as normas de engenharia
e controle ambiental;
Estrutura de engenharia que
- Grande capacidade de
visa minimizar os riscos de - Necessidade de grandes
absorção diária dos resíduos
contaminação do solo e do áreas;
gerados;
lençol freático. É operado - Longa imobilização do terreno
Aterro - Minimização dos impactos,
com cobertura e possui - Necessidade de material
Industrial através dos sistemas de
sistemas de argiloso para impermeabilização
controle da geração e destino
impermeabilização, de e cobertura (consumo de
dos efluentes líquidos e
drenagem e de recursos naturais)
gasosos;
monitoramento.
- Baixo custo de operação em
relação às outras formas
disponíveis para grandes
gerações.
- Não abrange diversos tipos de
resíduos industriais
Tratamento através das
- Depende de amplas áreas e
Landfarming propriedades físicas e - Baixo custo
de tipos de solos adequados
químicas do solo
- Risco de contaminação do
solo e das águas subterrâneas
- Redução do volume a ser
destinado para aterros
Processo bioquímico, natural - Alto custo
(aumento a vida útil dos
ou artificial, que transforma
mesmos) - Necessidade de controles de
os resíduos
- Redução do volume de qualidade e estabilidade do
Compostagem orgânicos com alta relação
efluentes a ser tratado em composto gerado
C/N em produtos orgânicos
aterros; - Aplicável apenas para parte
estáveis com baixa relação
- Aproveitamento agrícola do dos resíduos industriais
C/N
composto gerado e
eliminação de patógenos
Locais que abrigam
diferentes alternativas de
disposição, e podem possuir - Concilia as vantagens de
dentro de seus limites outras formas de tratamento - Otimização de custos
Aterros de Resíduos ao agrupá-las em uma mesma - Ampliação da vida útil de
Central de
Industriais e edificações área; aterros
Resíduos
destinadas ao - Reduz custos de - Controle integrado do
armazenamento temporário administração, operação e tratamento dos resíduos
de resíduos e/ou reciclagem. transporte.
Pode incluir compostagem
de resíduos orgânicos.
- Melhora as características - Alto custo
Forma de tratamento para físicas e toxicológicas do - Precisa ser gerido em conjunto
resíduos perigosos que tem resíduo com outras formas de
por finalidade limitar a
Encapsulamen - Facilita o gerenciamento de tratamento e destinação final
possibilidade de lixiviação
to resíduos perigosos (no mínimo, triagem e aterros
dos poluentes contidos no
- Eficaz tratamento para industriais)
resíduo para o meio
ambiente rejeitos que não podem ser - Aplicável apenas para parte
eliminados ou reciclados dos resíduos

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3.3.7. Descrição da tecnologia a ser utilizada no empreendimento

A CTVA prevê operações dedicadas para o tratamento e destinação exclusiva de Resíduos


Sólidos Industriais (Classe I e II). A CTVA é formada por diferentes tecnologias conforme
demanda do mercado, além do aterro de resíduos industriais.
Os volumes projetados para disposição dos resíduos nas células dos aterros são de 451.832
toneladas para o aterro classe I e 2.784.733 toneladas para o aterro classe II, com operação de 20
anos, porém por se tratar de um empreendimento que recebe resíduos industriais existe um
limitante de recebimento que é o preço da destinação. Vale ressaltar que esta capacidade foi
estimada conforme desenvolvimento econômico da região no raio de 200 km. As Regiões da Mata
Norte, Metropolitana e Mata Sul de Pernambuco são responsáveis por 98% de todo resíduo
industrial gerado em Pernambuco, portanto, este limitante pode aumenta a vida útil do aterro.
Outra possibilidade de aumento da vida útil do aterro é realizar valorização de resíduos de
grandes geradores, que deixariam de ocupar espaço no aterro.
Como tecnologias complementares da CTVA estão previstos no projeto a instalação de galpões
para blendagem de resíduos e estação de tratamento de efluentes (ETE) que tratará os efluentes
da unidade e da indústria. A Unidade de Tratamento de Efluente inicialmente tratará os efluentes
gerados na CTVA e posteriormente, poderá tratar efluentes da indústria. A ETE prevista será
modular, podendo ter aumento de sua capacidade com a aquisição de mais módulos.
Na área da CTVA Pernambuco está projetada uma Área para recuperação de vegetação da
drenagem existente na área: um raio de 50 m do curso hídrico e a distância de 10 m para ambos
os lados do curso d’água existente dentro da área de implantação. O projeto também prevê um
cinturão verde de 15 m a partir do limite do terreno no entorno da área.

3.3.7.1. Estruturas de apoio da CTVA


Como atividades de apoio operacionais haverá o setor para receber e armazenar os resíduos
temporariamente para cargas não conforme; balanças rodoviárias e laboratório para analisar a
reatividade e demais características necessárias antes da disposição dos resíduos em células. A
unidade também terá uma estrutura administrativa com o intuito de fornecer apoio aos seus
colaboradores, clientes e demais partes interessadas, tais como departamento comercial,
recursos humanos, financeiro, departamento operacional, entre outros departamentos necessários
para o desenvolvimento da unidade.
O empreendimento ainda contará com as seguintes estruturas de apoio:
− Unidade de Educação Ambiental;
− Viveiro de mudas;
− Área recreativa

3.4. Descrição Técnica do Empreendimento

3.4.1. Descrição da concepção, dimensionamento e características técnicas

O empreendimento em questão é uma Central para Resíduos Sólidos Industriais (Classe I e II) a
qual está sendo apresentada no anexo 02, e será composta por diferentes unidades, que atendem
diversas atividades, além das células para resíduos industriais.

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O acesso ao referido empreendimento será feito pela BR-101, que receberá sinalização horizontal
e vertical, como também será identificando a CTVA. Os acessos internos do empreendimento
terão dimensionamento conforme a capacidade de suporte do solo local bem como o trafego
dimensionado. Este serão mantido em boas condições de trafegabilidade mesmo em dias de
chuva. Todo o perímetro da área da Central será cercado, delimitando a área do empreendimento.
O acesso principal, os acessos internos e as diferentes unidades serão sinalizados, de acordo
com as normas vigentes e com o padrão da empresa.

3.4.2. Descrição de cada atividade

3.4.2.1. Unidade de recepção e armazenamento temporário


O empreendimento contará com um pavilhão de estocagem, manipulação e reciclagem. As
operações desenvolvidas, seus impactos, e as medidas de proteção desta unidade são descritas
a seguir:

3.4.2.2. Seleção / segregação


A segregação dos resíduos nos locais de tratamento e disposição é de suma importância para o
gerenciamento de resíduos sólidos e tem como objetivos básicos: evitar a mistura de resíduos
incompatíveis, contribuir para o aumento da “quantidade” dos resíduos que possam ser
recuperados ou reciclados e diminuir o volume de resíduos perigosos ou especiais a serem
tratados ou dispostos.
A mistura de dois ou mais resíduos incompatíveis pode ocasionar reações indesejáveis ou
incontroláveis que resultem em consequências adversas ao homem, ao meio ambiente, aos
equipamentos e mesmo as próprias instalações da central. A extensão dos danos dependerá das
características dos resíduos, das quantidades envolvidas, do local de estocagem e do tipo de
reação.
Os fenômenos mais comuns que podem ter origem na mistura de resíduos incompatíveis são:
geração de calor, fogo ou explosão; geração de fumos ou gases tóxicos; geração de gases
inflamáveis; volatilização de substâncias tóxicas ou inflamáveis; solubilização de substâncias
tóxicas ou polimerização violenta.

3.4.2.3. Armazenamento Temporário de Resíduos


Basicamente, o armazenamento de resíduos tem como definição a contenção temporária de
resíduos, à espera de reciclagem/recuperação, tratamento ou disposição final adequada, tais
como co-processamento ou incineração (estes dois últimos ocorrerão fora da Central).
A segurança no armazenamento temporário é de fundamental importância, e deverá seguir
rigorosamente as seguintes Normas Técnicas:
− NBR 12.235 (antiga NB 1183) - “Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos, emitida
em 30/04/1992;
− NBR 11.174 (Antiga NB 1264)- Armazenamento de Resíduos Sólidos Classe II – não
inertes e Classe III – Inertes, emitida em 30/07/1990.
A unidade será um galpão coberto e fechado em suas laterais, com piso industrial impermeável,
sistema de drenagem interna e poço de captação e acúmulo, evitando que possíveis vazamentos
e derramamentos venham a contaminar os mananciais hídricos subterrâneos e superficiais. O

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projeto da unidade de recepção e armazenamento temporário contemplará medidas que


minimizem os impactos que porventura decorram da operação de armazenamento, tais como:

3.4.2.4. Isolamento, sinalização e controle da operação


As formas de acondicionamento e segregação dos resíduos dentro da unidade deverão seguir
rigorosamente os conceitos de Seleção / segregação anteriormente citados;
− A unidade será instalada longe de núcleos populacionais;
− A unidade será instalada em local onde não há risco de inundação, recalques ou erosão;
− A unidade será instalada em local onde não há alto risco de acidentes, tais como, faíscas,
vapores reativos, umidade excessiva, tráfego intenso;
− A unidade contará com sistema de isolamento ao acesso de estranhos, e sinalização para
alertá-los quanto aos perigos do local;
− A unidade contará com iluminação e energia elétrica para ações de emergência;
− A unidade contará com sistema de comunicação, com possibilidade de uso em situações
de emergência;
− Os acessos internos e externos da unidade deverão estar sempre em boas condições e
desobstruídos;
− A unidade contará com um Plano de Controle de Materiais Estocados, incluindo o tipo, a
procedência, a quantidade, a localização dentro da unidade;
− A unidade contará com um Plano de Movimentação de Resíduos e Ocorrência;
− A unidade contará com um Plano de Segregação de Resíduos Armazenados para evitar a
mistura daqueles incompatíveis;
− A unidade contará com um Plano de Emergência onde deve basicamente conter as
informações de possíveis incidentes e das ações a ser tomada, a indicação da pessoa que
deve atuar como coordenador e seu substituto, indicando seus telefones e endereço e a
lista de todos os equipamentos existentes, incluindo localização, descrição do tipo e
capacidade. Os dados deverão ser atualizados sistematicamente e o Plano deverá seguir
a NBR 10.157.
Os resíduos armazenados na unidade serão acondicionados em tambores ou container, tanques
ou a granel. Todos deverão ser identificados em rótulo único para sua rápida identificação, estar
em boas condições de uso e sem defeitos estruturais aparentes. Dependendo das características
dos resíduos esses devem ser construídos de material compatível ou devem receber algum tipo
de revestimento ou impermeabilização, para que se evitem reações indesejáveis e
consequentemente danos aos mesmos.
Os recipientes não devem ser abertos, manuseados ou armazenados de maneira a possibilitar
vazamento do material ou, ainda, rompê-los ou danificá-los. As operações de transferência,
estocagem, adição, retiradas, aberturas ou fechamento de tambores ou contêineres serão
executadas por pessoal treinado e dotado de equipamento de proteção individual.
A disposição dos recipientes na área deverá respeitar as características de compatibilidade, e de
forma a permitir que esses possam ser inspecionados visualmente, sendo que os primeiros devem
ser colocados sobre pallets para evitar o seu contato direto com o piso e garantir uma inspeção
adequada.

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A inspeção obedecerá a uma frequência preestabelecida, onde deverão ser verificados os pontos
de deterioração dos recipientes e vazamentos causados por corrosão ou outros fatores, bem
como os sistemas de drenagem e contenção.

3.4.2.5. Reciclagem
A central de resíduos industriais receberá muitos resíduos que poderão ser recuperados ou
reciclados. Na medida em que possam retornar ao ciclo produtivo haverá a minimização dos
impactos causados por sua destinação final. A unidade de recepção e armazenamento temporário
contará com uma esteira de catação para separação de papeis, plásticos, papelão, vidros, e
metais que vierem de seus clientes. O material orgânico será conduzido para tratamento em local
fora da central, mas licenciado para este fim.

3.4.2.6. Controle de Fluxo, Laboratório e Balanças


Os resíduos destinados a Central de Tratamento e Valorização Ambiental - PE serão objeto de
intensivo acompanhamento a fim de garantir sua manipulação e proteção, o que conferirá ao
cliente total segurança quanto sua disposição final. Os serviços de Gestão de Resíduos Sólidos
vêm exigindo, a cada dia, maior atenção no que se refere ao contínuo e eficaz acompanhamento
das ações envolvidas no seu tratamento e disposição final.
Para isto, tem-se buscado a atualização e modernização das formas de controle que passam
especialmente pela informatização do setor. Em particular, no empreendimento objeto deste
estudo, observasse a necessidade de controles gerenciais bastante rígidos, principalmente devido
às potencialidades de interferências sobre os fatores ambientais. Pautados nestas considerações
será providenciado o Controle Gerencial Informatizado (CGI) para o acompanhamento contínuo
das atividades e serviços executados, permitindo a verificação da situação operacional do CTVA.
Assim, neste item, apresentamos a descrição dos controles gerenciais que serão implementados
junto a Central de Resíduos Industriais, que caracterizam-se basicamente pelo controle de fluxo
de veículos, controle quali-quantitativo dos resíduos e materiais e controle operacional de mão de
obra. As informações serão informatizadas, permitindo administrar, controlar e operar todos os
dados relativos às entradas. Os dados são coletados a nível da balança, ponto de passagem
obrigatória para todos os veículos.
O controle de entrada de resíduos no Aterro é de fundamental importância para a garantia das
condições de operação, manutenção e controle ambiental da Central.
Este controle, basicamente, será similar ao controle de entrada materiais, diferenciado porém, por
uma máxima rigidez no controle qualitativo dos resíduos, visto que a CTVA comporta condições
de recebimento de resíduos classe I e II, conforme classificação da norma NBR 10.004 da ABNT.
Quantitativamente, o controle será efetuado através de pesagemem balança eletrônica,
localizadas na entrada do aterro, com capacidade mínima de 60 toneladas. O registro de pesagem
será efetuado em ticket de controle, sendo as informações lançadas diretamente ao CGI. Em
virtude do controle informatizado de pesagem, a balança será submetida ao programa de
inspeção periódico efetuado por pessoal especializado pertinente ao INMETRO ou outro órgão
oficial de controle e aferição.
Esta inspeção compreenderá no mínimo:
− Com frequência bimestral - inspeção visual, sem suspensão da plataforma de carga, para
limpeza geral e verificação do estado dos seguintes conjuntos de peças: alavanca de
carga e de transmissão; suportes (cavaletes); juntas de ligação de alavancas; juntas de
oscilação.

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− Com frequência quadrimestral: aferição da balança com peso-padrão e ajuste do


mecanismo de pesagem e impressão.
− Com frequência anual: aferição geral de folgas, com suspensão da plataforma de carga e
calibragem da balança.
Sob o aspecto qualitativo, os equipamentos e instalações a serem construídas para a disposição
de resíduos permitem receber resíduos Classe I, II e III, salvo características especiais de
resíduos incompatíveis às condicionantes estruturais e operacionais da Central, conforme
informações que seguem:
− Resíduos radioativos, conforme Norma NBR 10.004;
− Resíduos explosivos, conforme Norma NBR 10.004;
− Resíduos inflamáveis, conforme Norma NBR 10.004;
− Resíduos reativos, conforme Norma NBR 10.004;
− Resíduos tóxicos e/ou não compatíveis com procedimentos operacionais da CTVA;
− Resíduos patogênicos, como resíduos de estabelecimentos de saúde, tais como hospitais,
ambulatórios, farmácias, laboratórios, clinicas entre outros.
Os procedimentos para caracterização da qualidade dos resíduos compreenderão as seguintes
fases; Inicialmente, deverá ser identificado o transportador e a origem dos resíduos através do
recebimento da “Manifesto de Transporte de Resíduos - MTR”, de forma a permitir controle
contínuo sobre a entrada de resíduos na Central.
Efetuada a identificação do resíduo, deverá se proceder a coleta de amostra para análise de
parâmetros de rápida interpretação. Neste caso, com base nas características dos resíduos
apresentados na guia de transporte, serão verificados parâmetros básicos a título de certificação.
Caso os parâmetros venham a apresentar características diferenciadas, a carga será enviada
para depósito temporário, para que sejam providenciadas análises de parâmetros adicionais e de
maior complexidade.
Para tanto, o empreendimento estará provido de laboratório de análises, capaz de realizar as
análises expeditas suficientes para verificação se o resíduo que esta na carga é o mesmo que foi
contratado para a destinação. De modo geral, os Manifestos de Transporte de Resíduos, deverão
apresentar as características e natureza dos resíduos, informações estas que facilitem a análise
preliminar ao tratamento ou disposição final. Somente após a liberação do laboratório, as cargas
poderão ser encaminhadas à fase seguinte.
Como medida adicional de controle, os operadores da área de descarga receberão uma formação
específica permitindo a identificação desses resíduos por meio visual e/ou olfativo. No caso de
alguma suspeita de irregularidade, será aberto o Comunicado de Carga não conforme para que o
departamento comercial faça contato com o cliente a fim de dirimir as duvidas e regularizar a
situação para que o resíduo possa ser corretamente destinado. Estas medidas visam evitar
quaisquer riscos para o pessoal do aterro e para as condicionantes ambientais do entorno.
Por tanto, a CTVA contará com uma unidade de controle com balança Rodoviária, Área
Administrativa, Infraestrutura, Estacionamento e Circulação.

3.4.2.7. Aterro de Resíduos Industriais Classes I e II


A CTVA foi projetada para receber um volume de 451.832 toneladas da classe I e 2.784.733
toneladas da classe II totalizando 3.236.565 toneladas durante os 20 anos de operação, conforme
pode ser observado no quadro abaixo.

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ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL - EIA ESCADA/ PE

Quadro 15 - Toneladas a receber


Pernambuco
DEMANDA CENTRAL DE TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO AMBIENTAL - CTVA PE
TOTAL (TON)
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10 Ano 11
SERVIÇO 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025
CLASSE I 2.000 13.728 17.160 17.761 18.382 19.118 19.882 20.677 21.505 22.365 23.259

CLASSE II 12.000 84.191 105.239 108.922 112.735 117.244 121.934 126.811 131.883 137.159 142.645

TOTAL 14 .0 0 0 9 7 .9 19 12 2 .3 9 9 12 6 .6 8 3 13 1.117 13 6 .3 6 1 14 1.8 16 14 7 .4 8 8 15 3 .3 8 8 15 9 .5 2 4 16 5 .9 0 4

Fonte: Via Ambiental, 2014

Quadro 15 - Toneladas a receber (continuação)


Pernambuco
DEMANDA CENTRAL DE TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO AMBIENTAL - CTVA PE
TOTAL (TON)
Ano 12 Ano 13 Ano 14 Ano 15 Ano 16 Ano 17 Ano 18 Ano 19 Ano 20 Dem anda
SERVIÇO 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 Total

CLASSE I 24.190 25.157 26.164 27.210 28.299 29.431 30.608 31.832 33.105 4 5 1.8 3 2
CLASSE II 148.351 154.285 160.456 166.875 174.384 182.231 190.432 199.001 207.956 2 .7 8 4 .7 3 3
TOTAL 17 2 .5 4 1 17 9 .4 4 2 18 6 .6 2 0 19 4 .0 8 5 2 0 2 .6 8 3 2 11.6 6 2 2 2 1.0 3 9 2 3 0 .8 3 3 2 4 1.0 6 1 3 .2 3 6 .5 6 5

Fonte: Via Ambiental, 2014

3.4.2.8. Unidade de Educação Ambiental


Será mantida uma unidade de educação ambiental com o objetivo de fortalecer a educação
ambiental na região, visando divulgar conhecimentos de gestão ambiental e de conscientização
quanto ao uso dos recursos naturais. Esta unidade desenvolverá projetos educativos para os
funcionários e para a comunidade do entorno, podendo atuar em conjunto com programas,
projetos e outras iniciativas que já estejam em andamento no município de Escada ou nos demais
municípios da área de influência, desde que estejam relacionados com a educação ambiental.

3.4.2.9. Viveiro de mudas


O empreendimento contará com um viveiro de mudas preferencialmente nativas para o
reflorestamento da área.

3.4.2.10. Cortina vegetal


No perímetro do empreendimento será mantida uma faixa de 15 metros de largura a partir da
borda que delimita a área do mesmo onde será implantada a cortina vegetal, onde serão
plantadas espécies nativas formando uma barreira visual. A localização desta área é apresentada
no anexo 04, o qual está sendo destacada com hachura verde.

3.4.2.11. Estrutura de apoio administrativo


A estrutura de apoio administrativo é formada pela Administração, Refeitório e Vestiário.

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3.4.2.12. Descrição técnica do Aterro de Resíduos Industriais Classes I e II


O aterro é uma forma de disposição de resíduos no solo que, fundamentada em critérios de
engenharia e normas operacionais específicas, garante um confinamento seguro em termos de
poluição ambiental e proteção à saúde pública. A disposição indiscriminada de resíduos no solo
pode causar poluição de ar, pela exalação de odores, fumaça, gases tóxicos ou materiais
particulados; poluição das águas superficiais pelo escoamento de líquidos percolados ou
carreamento de resíduos pela ação das águas de chuva e poluição do solo e das águas
subterrâneas pela infiltração de líquidos percolados. Estes problemas são eliminados em um
aterro pela adoção das seguintes medidas de proteção ambiental:
- localização adequada;
- elaboração de projeto criterioso;
- implantação de infraestrutura de apoio;
- implantação de obras de controle da poluição e
- adoção de regras operacionais específicas.

3.4.3. Elementos Básicos do Projeto

Conforme mencionado anteriormente, os resíduos serão dispostos no solo em células contínuas e


individualizadas (Classe I e Classe II). Os dois depósitos de resíduos, Classe I e Classe II, em
uma 1ª Fase, ocuparão uma área de 27.705 m² e 103.207m² respectivamente.

3.4.3.1. Sistema de Impermeabilização Inferior


A construção de sistemas de impermeabilização inferior em aterros objetiva garantir um
confinamento dos resíduos e líquidos percolados, impedindo a infiltração de poluentes no subsolo
e aquíferos adjacentes. O sistema de impermeabilização proposto para a CTVA apresenta as
seguintes características:
− estanqueidade;
− durabilidade;
− resistência mecânica;
− resistência a intempéries;
− compatibilidade com os resíduos a ser aterrados.
O projeto do sistema de impermeabilização considera os seguintes aspectos:
− preparação de uma base de assentamento estável;
− execução da impermeabilização segundo a melhor tecnologia disponível para os materiais
empregados;
− execução de uma proteção eficiente contra esforços mecânicos e intempéries.
Desta forma o sistema proposto tem a função de evitar a contaminação do subsolo e aquíferos
adjacentes pela migração do percolado e/ou de gases. O sistema de impermeabilização é
constituído por:
Célula Classe I:
− camada de 0,5 m de argila compactada,
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− geocomposto bentonítico,
− geomembrana de 1,5 mm,
− geossintético drenante (nos taludes) ou areia fina (na base),
− geomenbrana de 2,0 mm,
− geotêxtil de proteção.
Célula Classe II:
− camada de 0,5 m de argila compactada,
− geocomposto bentonítico,
− geomembrana de 2,0 mm,
− geotêxtil de proteção.

3.4.3.2. Sistema de Drenagem Testemunho


Tem como função servir como caminho preferencial para o percolado que venha a passar pela
impermeabilização inferior, e conduzindo-o para caixas de inspeção. Este sistema, localizado
abaixo da camada de impermeabilização inferior, é composto por linhas de drenagem
longitudinais, espaçadas de 35 m entre si. Cada dreno terá seção transversal quadrada (0,30 m x
0,30 m) preenchido com Brita n.º 2 e revestido por geotêxtil.

3.4.3.3. Sistema de Drenagem de Gases


Tem a função de drenar os gases provenientes da decomposição dos resíduos dispostos evitando
sua migração para áreas adjacentes e/ou acúmulo entre a massa de resíduos. Dadas as
características dos resíduos dispostos e o reduzido aporte de água, a geração de gás é mínima. O
sistema de drenagem de gases está previsto para ser implantado no aterro de resíduos Classe II,
constituído por drenos verticais com tubos de PEAD DN = 160 mm, Brita N.º 2, Tela Soldada
Galvanizada, e Geotêxtil tecido, que atravessam toda a massa de resíduos conduzindo os gases
para a superfície.

3.4.3.4. Sistema de Drenagem dos Líquidos Percolados


Tem a função de coletar os líquidos percolados e conduzi-los ao poço de acúmulo de onde serão
bombeados, de forma a minimizar o potencial de migração para o subsolo e áreas adjacentes. O
sistema de drenagem proposto é constituído por um colchão drenante de rachão, com 0,4 m de
espessura, geotêxtil filtrante, ocupando toda a base da célula. Os líquidos serão drenados para
um poço de acúmulo construído dentro da célula e serão retirados através de bombeamento.
conforme detalhamento no Anexo 05.

3.4.3.5. Sistema de Tratamento dos Líquidos Percolados


Tem a função de reduzir o potencial poluidor dos líquidos gerados pela decomposição dos
resíduos aterrados. Sabendo que será minimizada a entrada de água nas células pela cobertura
móvel, e que as características dos resíduos dispostos possuem baixa quantidade de líquidos
livres, o volume de percolado gerado será mínimo. Propõe-se, então, que os líquidos percolados
em uma célula encerrada ou sendo encerrada sejam retirados por bombeamento e conduzidos
para um sistema de tratamento licenciado.

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3.4.3.6. Sistema de Drenagem de Águas Pluviais


Tem por finalidade interceptar e desviar o escoamento superficial das águas pluviais
principalmente durante o período de operação de cada célula, evitando sua infiltração na massa
de resíduos. Este sistema será do tipo provisório, constituído por drenos escavados no solo, onde
houver necessidade. As águas pluviais drenadas serão conduzidas para uma bacia de
sedimentação e daí para uma bacia de águas pluviais, conforme detalhamento no Anexo 04.

3.4.3.7. Cobertura das Células sobre Rodas


Tem por finalidade evitar o aporte das águas da chuva na massa de resíduos sendo disposta.
Durante a operação de cada célula, esta receberá uma cobertura metálica móvel. Na medida em
que as células forem encerradas, a cobertura será deslocada para a célula ao lado. A estrutura
sobre rodas permite a movimentação do pavilhão sem que haja a necessidade de demontá-lo
para o posicionamento na nova área de trabalho.
3.4.3.8. Impermeabilização Superior
Tem a função de evitar que as águas pluviais precipitadas no aterro ingressem para seu interior
após o encerramento da célula. O sistema de impermeabilização proposto é constituído por:
geomembrana 0,8 mm; geossintético drenante; argila compactada com 0.5 m espessura, solo
orgânico e cobertura vegetal.

3.4.3.9. Área Não Edificada e Cortina Vegetal


Em todo o perímetro da área será mantida uma faixa de 15 metros de largura onde será
implantada a cortina vegetal com o plantio de espécies nativas em todo o perímetro da área, como
pode ser observada no Anexo 02.

3.4.4. Sistemática de controle e frequência de recebimento dos resíduos

3.4.4.1. Sistemática de controle


Os resíduos a serem recebidos na CTVA serão provenientes exclusivamente de empresas
licenciadas e deverão ser classificados de acordo com a NBR 10.004.
Os resíduos deverão ser segregados na Fonte e enviados à Central, devidamente identificados
pela unidade geradora, sempre acompanhados da Ficha de Identificação, onde deverão estar
identificados: local de geração, quantidade e informações básicas sobre o resíduo.
Os resíduos perigosos deverão ser transportados por empresas licenciadas e munidas da
documentação aplicável para o transporte deste tipo de material. Ao chegarem na Central,
resíduos serão inspecionados pelo apontador e, havendo alguma divergência em relação à
identificação da documentação, deverá ser aberto um comunicado de carga não conforme
indicando a divergência encontrada para que o departamento comercial possa fazer contato com
o cliente a fim de regularizar a situação. No caso de serem identificadas cargas com suspeita de
divergência de tipificação, os resíduos deverão ser submetidos à análise para posterior definição
do procedimento a ser adotado.

3.4.4.2. Período de Funcionamento


Os resíduos serão recebidos na Central de segunda-feira à sexta, das 08:00 horas às 18:00 horas
e no sábado das 08:00 ás 14:00.
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3.4.5. Plano Operacional da Central

No perímetro da CTVA será instalada cerca e na entrada existirá uma placa identificando a
empresa e a finalidade da mesma. Os resíduos deverão entrar na CTVA sempre acompanhados
de documentação de transporte e identificados pela Fonte geradora. Só serão aceitos, após
serem classificados segundo a NBR 10.004.
Os resíduos deverão ser avaliados com periodicidade máxima anual a fim de verificar possíveis
desvios no processo de geração. Para tanto serão coletados segundo a NBR 10.007 e avaliados
segundo a NBR 10.004. No caso de suspeita do resíduo não apresentar as características
previamente avaliadas no momento do recebimento, o resíduo não deverá ser enviado para a
célula. O caminhão ficará aguardando no pátio de espera e o Responsável Técnico pela operação
da Central deverá solicitar avaliação dos parâmetros que julgar coerentes para definir os
procedimentos a serem adotados.
Deverão ser realizados controles definidos por ocasião da emissão da Licença de Operação por
parte da FEPAM, bem como outros complementares, de acordo com os parâmetros e os prazos
estabelecidos. A Central terá vigilância 24 horas por dia, com comunicação via celular e/ou rádio.
Também possuirá um plano de emergência. Em caso de emergência, envolvendo incêndio ou
qualquer outro acidente, o seguinte procedimento deverá ser adotado:
− entrar em contato com os coordenadores de emergência;
− entrar em contato com os bombeiros, com o pronto-socorro e a polícia da região;
− avisar o órgão ambiental;
− seguir as orientações previamente definidas no manual de operação;
− adotar procedimentos definidos no treinamento.
Serão efetuados registros diários e mensais dos resíduos de acordo com as seguintes planilhas:
(a) Planilha Diária de Recepção de Resíduos; e (b) Planilha Mensal de Recepção de Resíduos.
A área de disposição final (aterro) deverá ser monitorada periodicamente e os laudos analíticos
serão guardados em pastas, sendo os dados lançados mensalmente em planilhas de controle e
armazenadas em meio eletrônico. Será realizada inspeção e manutenção com periodicidade
descrita no
Quadro 16:

Quadro 16 - Monitoramento na CTVA


Item Periodicidade
Dreno de detecção de vazamento Diária
Piezômetros Semanal
Cercas Bimestral
Extintores (verificação de carga) Mensal

3.4.6. Previsão da vida útil do empreendimento

A previsão da vida útil do empreendimento é de 20 anos, porém por se tratar de um


empreendimento que recebe resíduos industriais existe um limitante de recebimento que é o preço
da destinação. Este limitante pode aumenta a vida útil do aterro. Outra possibilidade de aumentar
a vida útil do aterro é realizar valorização de resíduos de grandes geradores, que deixariam de
ocupar espaço no aterro.
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3.4.7. Desativação da CTVA

A descrição de desativação neste momento é classificada como indefinido visto que o referido
empreendimento está sendo projetado para ter vida útil de 20 anos. Porém vale ressaltar que
todas as atividades realizadas na área serão monitoradas periodicamente com o intuito de evitar
possíveis acidentes ambientais. Como sugestão inicial o ideal é que a localidade após a
finalização das atividades seja transformada em um parque ambiental.

3.4.8. Diretrizes Infraestruturais para a operação do empreendimento

3.4.8.1. Fontes de Abastecimento de Água


Está previsto o consumo de água 1.025m³/ mês – consumo no prédio adm. A agua será
comprada em caminhões pipa devido a área não ser atendida pela rede de abastecimento e
esgoto da COMPESA. O projeto também prevê a coleta de agua de chuva para posterior
utilização para irrigação dos jardins, lavagem de pátios e molhar os acessos para diminuir o pó.

3.4.8.2. Esgotamento sanitário


O prédio administrativo terá fossa séptica e sumidouro com esgotamento por limpa fossa. Colocar
um descritivo de uma fossa.

3.4.8.3. Resíduo liquido


O percolado gerado será coletado e enviado para tratamento em empresas licenciadas.

3.4.8.4. Resíduo sólido


Os resíduos sólidos gerados são basicamente na área adm. Os papeis e plásticos serão enviados
para reciclagem conforme a viabilidade. As pilhas, baterias e lâmpadas serão encaminhadas para
empresas licenciadas. Demais materiais serão enviados para as células de aterro do próprio
empreendimento conforme suas características.

3.4.8.5. Segurança e Prevenção de Acidentes


A sinalização no canteiro de obras seguirá as diretrizes da NR 18.27 (Condições de saúde e meio
ambiente na indústria da construção), conforme está sendo apresentada no subprograma de
sinalização e segurança.

3.4.9. Etapas de Implantação do empreendimento

A implantação do empreendimento terá as seguintes etapas:


− Limpeza do terreno para implantação da 1ª fase do empreendimento;
− Instalação das barreiras físicas para delimitação da área do empreendimento;
− Escavação e terraplanagem da área;

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− Implantação do sistema de drenagem, incluindo água de chuva no entorno do


empreendimento;
− Implantação da impermeabilização das células de disposição; e
− Obra civil: prédio administrativo, balança rodoviária, laboratório, acessos interno.

3.4.10. Localização e Descrição do Canteiro de Obras

O canteiro de obras ficará dentro da poligonal que delimita a área da CTVA abrangendo uma área
de aproximadamente 5.000m². O canteiro será contemplado com máxima instalação moveis, mas,
caso seja necessário alguma obras civil os resíduos serão depositados na própria CTVA após sua
demolição. Vale ressaltar que o canteiro de obras disponibilizará das seguintes infraestruturas:

3.4.10.1. Fontes de Abastecimento de Água


O abastecimento de água no local no momento de implantação do empreendimento será
proveniente de carro pipa.

3.4.10.2. Esgotamento sanitário


O sistema de esgotamento sanitário será o de fossa filtro sumidouro.

3.4.10.3. Resíduos sólidos


Durante a implantação do empreendimento em epígrafe será gerado resíduos do tipo: construção
civil, urbanos e orgânicos os quais deverão ser gerenciados de forma adequada a fim de evitar
que os mesmos venham degradar o meio ambiente. Os mesmos serão depositados em
contêineres apropriados para o recebimento de acordo com a classificação e serão destinados
para locais apropriados.

3.4.10.4. Rede de Energia Elétrica


Para a implantação do empreendimento deverá ser elaborado Projeto elétrico especifico,
considerando as demandas a serem utilizadas.

3.4.10.5. Telefonia
O empreendimento utilizará tanto a telefonia móvel, quanto a fixa.

3.4.10.6. Comunicação interna


A comunicação entre os operadores e o coordenador se dará por meio de telefone celular e/ou
rádio.

3.4.10.7. Segurança e Prevenção de Acidentes


A sinalização no canteiro de obras seguirá as diretrizes da NR 18.27, conforme está sendo
apresentada no subprograma de sinalização e segurança.

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3.4.11. Volume de Terraplenagem

Para a fase de instalação, onde estão previstas a maior de movimentação de terra em um espaço
curto de tempo os volumes de terra pode ser observado no
Quadro 17.

Quadro 17 - Volume da Terraplenagem

Fonte: Via Ambiental, 2014

3.4.12. Jazida e Depósitos Temporários

As jazidas e as áreas de deposito serão dentro da própria área do empreendimento as quais


serão monitoradas periodicamente a fim de evitar as degradações ambientais. O solo escavado
será colocado para dentro da própria área do empreendimento como estoque de solo de cobertura
do resíduo e para conformação das futuras fases do empreendimento, não sendo necessário bota
fora externo. Caso seja necessário um deposito temporário externo da área do empreendimento, o
solo será encaminhado para a área da própria empresa, também no município de escada (opção
1 da alternativa locacional)

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3.4.13. Emissões Atmosféricas

Será feito check list das máquinas para acompanhamento dos limites de particulado de Fontes
moveis dentro das normas vigentes e qualquer irregularidades serão tomadas as devidas
providencias imediatamente.

3.4.14. Emissões de Ruídos

Será feito check list das máquinas para acompanhamento dos limites de ruído dentro das normas
vigentes e qualquer irregularidades serão tomadas as devidas providencias imediatamente. No
Quadro 18, podem ser observadas máquinas que serão utilizadas.

Quadro 18 - Descrição das Máquinas


Descrição Utilização Frequência
Escavadeira Hidráulica Aterro k1 Contrato mensal
Escavadeira Hidráulica Aterro k2 Contrato mensal
Retroescavadeira Apoio Aterro Contrato mensal
Tratou pneu Molhar acessos e descarga Horista/avulso
de carga em pallets
Caminhão basculante Movimentação solo Horista/avulso
12m³ terraplenagem
Trator esteira D5 Terraplenagem Horista/avulso
Fonte: VIA AMBIENTAL, 2014

3.4.15. Mão-de-obra prevista

O empreendimento prevê 20 empregos diretos para a primeira fase (instalação) e 45 indiretos. Os


funcionários da CTVA receberão treinamento com a finalidade de tomar conhecimento dos
seguintes aspectos: função da Central, os riscos da função, condições operacionais, operação da
Central, uso de equipamentos de proteção e plano de emergência.
A formação necessária para os funcionários da CTVA depende da atividade em que estarão
envolvidos. De modo geral, os funcionários deverão ter nível médio de escolaridade, excetuando-
se o coordenador que deverá ter nível superior, bem como o laboratorista que deverá ter a
habilitação exigida para a atividade. Além destes, está prevista a atuação dos seguintes
profissionais de nível superior na Central: 01 Engenheiro Químico; 01 Administrador (Gestor da
Planta); 01 Administrador/Economista (Gestão Comercial); 01 Engenheiro de Operações;
Superintendente (atuação eventual e de supervisão).
Para atividades de menor exigência de escolaridade, poderão ser contratados funcionários com
nível fundamental, tais como serviços de limpeza, auxiliares de serviços gerais, etc., Em ambas as
situações deverá ser privilegiada a mão de obra local desde que atenda as especificações da
função.
O organograma previsto para a fase de operação da CTVA é apresentado logo abaixo:

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Figura 7 - Organograma da CTVA

Fonte: Via Ambiental, 2014.

3.4.16. Infraestrutura física e social da fase de implantação do empreendimento

Na fase de implantação as estruturas de apoio que o empreendimento utilizará são:


− Acessos: BR 101
− hospital municipal
− escolas e/ou a faculdade de Escada para ministrar algum treinamento especifico aos
empreiteiros e a comunidade local.

3.4.17. Cronograma de Implantação

Figura 8 - Cronograma de implantação da CTVA

Fonte: Via Ambiental, 2014


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3.4.18. Fonte dos Recursos

− Fonte de recursos: 80% BNDES ou Banco do Nordeste e 20% recursos próprio


− Investimento na fase de implantação e inicio das operações: R$ 13 milhões
− Investimentos total previsto ao longo dos 20 anos do empreendimento: R$ 31 milhões

3.4.19. Plantas do Projeto

As plantas do projeto estão sendo apresentadas nos anexos I a V.

3.5. Planos e Programa de Desenvolvimento

Nestes estudos foi analisada a compatibilidade do referido empreendimento com projetos, planos
e programas governamentais, legalmente definidos, propostos e em implantação em sua área de
influência, foi levando em consideração o Plano Pernambuco 2035, Plano Estratégico de
Desenvolvimento de Longo Prazo para o Estado de Pernambuco. A seguir estão descritos
sucintamente os programas e projetos governamentais planejados que poderão afetar a gestão de
resíduos industriais ou que dizem respeito à área do entorno do empreendimento.

3.5.1. Programas no Âmbito Estadual

3.5.1.1. Plano Pernambuco 2035


Plano de Desenvolvimento Pernambuco 2035 é um plano estratégico indicativo que está sendo
feito de forma participativa, numa parceria entre o Governo e a Sociedade civil. Um dos pontos
principal desse plano no que diz respeito a temática ambiental é chamar a atenção para a questão
da escassez e a poluição dos cursos d’água do Estado de Pernambuco, pois o plano relata que
segundo a Agência Nacional das Águas – ANA, o Estado de Pernambuco é o que apresenta a
situação mais critica quanto à oferta e reservas de água, poluídas e degradadas por diferentes
Fontes: agricultura (fertilizantes, pesticidas); geração de eletricidade (calor, biocidas); metalurgia
(íons metálicos); química e eletrônica (disposição de resíduos, efluentes diversos, solventes);
urbano (efluentes domésticos, detergentes, esgoto, óleos); resíduos sólidos (lixívia, chorume,
microorganismos); transporte (combustíveis, e resíduos do trânsito).
Portanto a implantação da CTVA contribuirá com a redução da poluição da água visto que será
mais um local para receber resíduos industriais durante 20 anos e conta com uma sofisticada
tecnologia onde garante que o chorume não atingirão os cursos de águas existentes.

3.5.1.2. Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Pernambuco


O Plano Estadual de Resíduos Sólidos foi desenvolvido de acordo com as diretrizes estabelecidas
na Lei N° 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) e na Lei N° 14.236/2010 (Política
Estadual de Resíduos Sólidos), com o objetivo de relacionar a situação atual dos resíduos sólidos
no estado de Pernambuco e desenvolver diretrizes, estratégias, metas, programas e projetos,
capazes de subsidiar a gestão dos resíduos sólidos no estado, contando com a validação do
documento a partir da participação popular.

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Este Plano está pautado em um conjunto de diretrizes traduzidas na integração das políticas
ambientais, com as demais políticas setoriais de governo, setor produtivo e sociedade civil,
procurando agregar transparência e efetividade ao processo, conferindo-lhe legitimidade, além da
implementação de ações do governo compartilhadas entre o poder público e os demais setores da
sociedade.

3.5.1.3. Planejamento Ambiental de Pernambuco


A gestão do Meio Ambiente em Pernambuco, orientada pelas suas Políticas Estaduais Ambientais
e operada pelo seu arranjo institucional, se pauta em um conjunto de diretrizes traduzidas no seu
Plano Estratégico Ambiental, harmonizada com a Política Nacional do Meio Ambiente. Este plano
estabeleceu como diretrizes, entre outras: “a integração das políticas ambientais, com as políticas
setoriais de governo, setor produtivo e sociedade civil, bem como, a ampliação da participação da
sociedade civil nos processos decisórios das questões ambientais”.
A falta do saneamento nas cidades, em níveis que assegurem o bem-estar das populações, tem
gerado um quadro de degradação do meio ambiente urbano, fazendo da gestão dos resíduos
sólidos e da poluição hídrica um dos maiores desafios ao poder público. Ressalta-se ainda que
estes problemas trazem impactos diretos nas condições de saúde da população, principalmente,
através da propagação de doenças de veiculação hídrica.

3.5.1.4. Resíduos Sólidos Industriais


O manejo dos resíduos sólidos industriais utiliza a NBR 10.004/2004, que classifica os resíduos
em:
1. Classe I: Perigosos
2. Classe II: Não perigosos;
a) Não inertes.
b) Inertes.
A primeira avaliação e caracterização da geração e destinação final dos RSI em Pernambuco
encontram-se no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Industriais, executado pela CPRH,
durante os meses de setembro de 2002 a agosto de 2003. Para a elaboração deste documento
foram levantadas 2.667 empresas, das quais 390 (15%) integraram o inventário, e destas 65%
encontravam-se na RMR. A distribuição regional dos maiores geradores engloba as Regiões de
Desenvolvimento da RMR, Mata Norte e Mata Sul e as usinas de açúcar representam cerca de
90% do total gerado no Estado. No Cadastro Industrial de Pernambuco 2011-2012 elaborado pela
Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – FIEPE com o apoio do Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE/PE.
As Diretrizes estabelecidas neste Plano relativas aos resíduos sólidos foram preliminarmente
estabelecidas a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Política Estadual de Resíduos
Sólidos, Plano Nacional de Resíduos Sólidos, versão preliminar para consulta pública, com as
devidas adequações a realidade estadual, Panorama dos Resíduos Sólidos em Pernambuco e
Estudo de regionalização. Neste sentido, foram tratados os seguintes temas: (i) Resíduos Sólidos
Urbanos, (ii) Resíduos de Serviços de Saúde, (iii) Resíduos Sólidos do Transporte, (iv) Resíduos
da Construção Civil, (v) Resíduos Sólidos Industriais, (vi) Resíduos da Mineração, (vii) Resíduos
Agrossilvopastoris, (viii) Resíduos de Saneamento Básico e (iX) Gestão de Resíduos Sólidos.
- Diretriz 01: Erradicação da destinação inadequada dos resíduos industriais no meio
ambiente.

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- Diretriz 02: Criação de condições especiais para que micro e pequenas empreendedores
possam se adequar aos objetivos do Plano Estadual de Resíduos Sólidos.

- Estratégias:

I. Fiscalizar a prática da logística reversa nos diversos setores produtivos;


II. Fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias de tratamento para os
rejeitos industriais;
III. Fortalecer o Sistema de Gerenciamento e Controle de Resíduos Sólidos Industriais –
SGRSI;
IV. Assegurar que todas as empresas industriais geradoras de resíduos sólidos (perigosos e
não perigosos) elaborem o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Industriais –
PGRSI;
V. Fortalecer órgão ambiental competente visando o controle dos resíduos sólidos
industriais gerados no Estado;
VI. Apoiar a capacitação e difusão tecnológica visando a adequação de micro e pequenos
empreendedores.
O Plano de Metas traçado foi consolidado a partir de um conjunto com cerca de 20 objetivos a
serem alcançados através da gestão de resíduos sólidos no Estado de Pernambuco.
Algumas metas foram estabelecidas considerando a Política Nacional e a Política Estadual de
Resíduos Sólidos (Lei Federal 12.305/2010 e lei Estadual 14.236 /2010) e as demais
considerando os cenários projetados.

Quadro 19 - Planos e Metas para os Resíduos Sólidos Industriais – PE (I)

Quadro 20 - Planos e Metas para os Resíduos Sólidos Industriais – PE (II)

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3.5.2. Programas no Âmbito Municipal

3.5.2.1. Projeto Recicla PE


Este projeto se destina a adotar um modelo de gestão consorciada e sustentável de resíduos
sólidos em municípios da Mata Sul (Sirinhaém, Rio Formoso, Tamandaré, Gameleira, Escada,
Primavera, Ribeirão, Amaraji, Cortês e Ribeirão), Agreste (Garanhuns) e Sertão de Pernambuco
(Arcoverde e Serra Talhada). O projeto está sendo desenvolvido por meio de parceria entre a
Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SDEC), as 12 prefeituras envolvidas, e o
Itep, com financiamento da Petroquímica Suape.
O objetivo é proporcionar a execução de ações ambientais de coleta seletiva e estímulo à
redução, à reutilização e à reciclagem de resíduos sólidos; a compostagem da matéria orgânica;
logística reversa; ações sociais de inclusão socioeconômica dos catadores de materiais
recicláveis a partir da sua organização em cooperativas; e estímulo à formação de consórcios
públicos, de forma a melhorar a qualidade dos serviços de limpeza urbana nos municípios e a vida
dos habitantes destes municípios.
Vale ressaltar que este projeto é uma parceria entre o ITEP e a Prefeitura de Escada, o qual pode
se estender para a Via Ambiental e poder assim trabalha em conjunto em pró da preservação
ambiental do Município de Escada.

3.5.2.2. Ecopo Industrial de Pernambuco.


O Ecopolo é um condomínio de empresas que focam em reciclagem e recuperação energética de
resíduos sólidos.

3.6. Análise Jurídica

3.6.1. Uso e Ocupação do Solo

A ÁREA OBJETO: Cessão de uso de uma Área Pública de 36,9 hectares da Fazenda Santa
Cristina, localizada no Município de Escada, para implantação de um aterro industrial. O termo foi
assinado entre a Prefeitura Municipal de Escada e a Via Ambiental, como pode ser observado no
anexo 06.
A Legislação que trata sobre o uso e ocupação do solo é a Lei Federal nº 6.766/1979, que dispõe
sobre o Parcelamento do Solo Urbano; a Instrução Normativa 17- B, DO INCRA – Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária que dispõe sobre o parcelamento de imóveis rurais, e
a Lei Complementar Municipal que instituiu o Plano Diretor Municipal.
A supracitada Lei nº 6.766/1979 é bastante clara quando prevê a possibilidade dos Estados e
Municípios editarem leis para em caráter complementar, disporem sobre esse tema. Contudo, no
caso em questão, não se trata de nenhum tipo de parcelamento, e sim cessão de uma área
pública para implantação do empreendimento.
Já em relação à Instrução Normativa nº 17 – B do INCRA, no seu item - 2, nota-se a possibilidade
do parcelamento, para fins urbanos, de imóvel rural localizado em zona urbana ou de expansão
urbana. Contudo não é esse o caso do empreendimento, pois, segundo o Plano Diretor do
Município de Escada, a área objeto do empreendimento se localiza em uma ZIP – ZONA DE
INTERESSE PRODUTIVO. O empreendimento se localiza a mais de 500m da comunidade
urbana mais próxima que é o Engenho Casa Grande.
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3.6.2. Proteção e Controle da Poluição

A Lei Federal nº 6.938/1981 reza em seu Art.3º inciso I que se entende por meio ambiente o
conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, física, química e biológica,
que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Já nos incisos II e III define como
degradação da qualidade ambiental a alteração adversa das características do meio ambiente; e
poluição a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou
indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população; criem condições
adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota; afetem as
condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo
com os padrões ambientais estabelecidos.

3.6.2.1. Poluição Atmosférica


No que tange a poluição atmosférica tem-se: a Resolução CONAMA nº 05/1989 que criou o
Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (PRONAR), que limita os níveis de emissão
de poluentes por Fontes de poluição atmosférica; a Resolução CONAMA nº 03/1990 que dispõe
sobre os padrões de qualidade do ar previsto no PRONAR; a Portaria do IBAMA Nº 348/1990 que
dispõe sobre os padrões de qualidade do ar e concentrações e poluentes atmosféricos; a
Resolução CONAMA Nº 382/2006; Resolução CONAMA nº03/1990 a e o Decreto do Estado de
Pernambuco nº 7.269/1980 que regulamenta a Lei nº 8.361/1990 que reza sobre o sistema
estadual de atividades potencialmente poluidoras.
Ressalta-se que o empreendimento segundo reunião realizada com o NAIA/ CPRH no dia 10 de
setembro de 2014, foi autorizado a proceder com os estudos de análise da qualidade do ar
definidos na TR item 3.9.1.6, durante a fase de análise da Licença Prévia. Porém, já é previsto
durante a fase de operação a continuidade periódica do monitoramento da qualidade do ar.

3.6.2.2. Ruídos
A Resolução nº 01/1990 do CONAMA busca disciplinar a emissão de ruídos originários de
quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas, bem como a propaganda
política.
Já a Resolução CONAMA nº02/1990 criou o Programa Nacional de Educação e Controle da
Poluição Sonora, que tem como objetivo maior a conscientização da população em geral quanto
aos efeitos da poluição sonora, bem como cobrar um maior controle por parte dos governantes.
Em concordância e complementando a legislação federal, existe a legislação do estado de
Pernambuco: Lei Estadual nº 12.789/2005 que dispõe sobre ruídos urbanos, poluição sonora e
proteção do bem-estar e do sossego público.
A VIA AMBIENTAL informa que na fase de implantação do empreendimento, como forma de
mitigar os possíveis desconfortos advindos das máquinas e equipamentos eletromecânicos, bem
como os gerados nas movimentações dos veículos de uma forma geral, e em atendimento a
legislação trabalhista no que diz respeito à segurança do trabalho, fornecerá aos seus
trabalhadores protetores auriculares, em conjunto com um programa de verificação e manutenção
do seu maquinário, a fim de reduzir ao máximo o desconforto gerado pelas suas atividades.

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3.6.2.3. Poluição Hídrica


Em relação á poluição hídrica, tem-se no ordenamento pátrio uma legislação específica do
assunto, como o Decreto Federal nº 50.877/1961 que em seu art. 1º proíbe o lançamento de
resíduos líquidos, sólidos ou gasosos, domiciliares ou industriais às águas que impliquem na
poluição das águas receptoras. Em caso de lançamento de resíduos poluidores nas águas
interiores, as pessoas físicas ou jurídicas responsáveis terão um prazo de 180 (cento e oitenta)
dias para tomarem as providências no sentido de reter ou tratar os resíduos, e assim que reza o
seu art. 8º; a Lei Federal nº 9433/1997 que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos; a
Lei Federal nº 11.445/2007 que instituiu diretrizes para o saneamento básico (que será comentada
posteriormente) e a Lei Federal nº 9.966/2000 que reza sobre a prevenção, controle e fiscalização
causada por lançamento de óleo e substâncias nocivas em águas nacionais. Existe ainda o
Decreto nº 4.136/2002, que especifica as sanções aplicáveis às infrações e às regras de
prevenção que estão embutidas na citada Lei 9.966/2000.
A Lei Estadual nº 9.860/1986 prevê o uso dos recursos hídricos para fins industriais, a não ser que
não prejudique o abastecimento da população, bem como a Lei Estadual nº 12.984/2005 que em
seu art. 65, prevê que todos os poços a serem perfurados e utilizados para captação de água na
RMR deverão se submeter a outorgas da Agência Pernambucana de Águas e Climas.
Todos os dispositivos legais acima elencados, não se aplicam ao empreendimento, visto que o
mesmo não utilizará água subterrânea nem superficial para o seu abastecimento, pois, o mesmo
será realizado através de carros pipas a serem fornecidos pela COMPESA.

3.6.3. Áreas de Segurança Aeroportuárias - RESOLUÇÃO CONAMA Nº04/95

A RESOLUÇÃO Nº 04/95 reza em seu Art. 1º que são consideradas “Área de Segurança
Aeroportuária - ASA” as áreas abrangidas por um determinado raio a partir do “centro geométrico
do aeródromo”, de acordo com seu tipo de operação, divididas em 2 (duas) categorias:
I - raio de 20 km para aeroportos que operam de acordo com as regras de vôo por instrumento
(IFR); e
II - raio de 13 km para os demais aeródromos.
Caso haja uma mudança de categoria do aeródromo, o raio da ASA deverá se adequar-se a essa
mudança. O empreendimento se localiza 42 km do Aeroporto Internacional dos Guararapes; a 53
km do aeroclube do Recife, ambos localizados na Região Metropolitana do Recife. Desta forma,
não infringe as exigências elencadas na supracitada Resolução.

3.6.4. Desapropriação e Usucapião

O terreno no qual será implantado o empreendimento, não foi objeto de desapropriação, nem
tampouco se trata de uma área onde tramita alguma Ação de Usucapião. De acordo com o
documento emitido pela Prefeitura de Escada, trata-se a uma cessão de área pública, com a
finalidade de incentivar e impulsionar o desenvolvimento da região.

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3.6.5. Proteção à Qualidade e Quantidade das Águas

A Lei federal nº 3.824/60, reza em seu art. 1º que é obrigatória a destoca e consequente limpeza
das bacias hidráulicas, dos açudes, represas ou lagos artificiais, construídos pela União pelos
Estados, pelos Municípios ou por empresas particulares que gozem de concessões ou de
quaisquer favores concedidos pelo Poder Público. Em seu Parágrafo único o mesmo artigo impõe
que os proprietários rurais estarão igualmente obrigados a proceder a estas operações quando os
seus açudes, represas ou lagos forem construídos com auxílio financeiro ou em regime de
cooperação com o Poder Público.
Já o art.2º reza que serão reservadas áreas com a vegetação que, a critério dos técnicos, for
considerada necessária à proteção da ictiofauna e das reservas indispensáveis à garantia da
piscicultura.
Para a acumulação das águas pluviais, será implantado no empreendimento um Sistema de
Drenagem de Águas Pluviais, com a finalidade precípua de interceptar e desviar o escoamento
superficial daquelas águas, principalmente durante o período de operação de cada célula,
evitando assim a infiltração na massa de resíduos. Este sistema será do tipo provisório,
constituídos por drenos escavados no solo, onde houver necessidade. As águas pluviais drenadas
serão conduzidas para uma bacia de sedimentação e daí para uma bacia de águas pluviais.
Haverá também uma impermeabilização superior, que tem a finalidade de evitar que as águas
pluviais precipitadas no aterro ingressem para o seu interior após o encerramento da célula.
Desta forma, o empreendimento em nenhum momento fere a legislação em questão, pois, não
existem açudes, represas ou lagos artificial ou natural em suas áreas de influência. Ressalta-se,
portanto, que às suas atividades em nenhum momento representará perigo à ictiofauna, e nem
tampouco à piscicultura.

3.6.5.1. Resolução Nº 302/2002 DO CONAMA


Dispõe sobre os parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de
reservatórios artificiais e o regime de uso do seu entorno. Em seu art. 1º destaca o
estabelecimento de Parâmetros, definições e limites para as Áreas de Preservação Permanente
de reservatório artificial e a instituição da elaboração obrigatória de plano ambiental de
conservação e uso do seu entorno.
Nenhuma das imposições do diploma legal será desrespeitada pelo empreendimento, pois, como
já explanado anteriormente não existirá nenhum reservatório artificial nas áreas de influência do
empreendimento, e sim um Sistema de Drenagem de Águas Pluviais.

3.6.5.2. Resolução Nº 303, de 20 de março de 2002


Dispõe sobre parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente.
O art. 1º estabelece parâmetros, definições e limites referentes às Áreas de Preservação
Permanente. A área do empreendimento não se encaixa em nenhuma definição elencada pela
Resolução que possa ser delimitada como uma ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. É de
bom alvitre salientar mais uma vez que o empreendimento se instalará em uma área antropizada.
Seguindo a legislação Federal pertinente, qual seja a Lei 12.651/12, a VIA AMBIENTAL considera
como APP-Área de Preservação Permanente o raio de 50m nas margens das duas nascentes
identificadas.

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O empreendimento prevê na fase de sua implantação a recuperação da mata ciliar do entorno das
mesmas, através do plantio de vegetação nativa, onde as mudas serão desenvolvidas em viveiro
próprio localizado na unidade.
A VIA AMBIENTAL também apresenta em seu projeto um perímetro onde será mantida uma faixa
de 30 metros não edificada, onde será implantada uma cortina vegetal, onde serão plantadas
espécies nativas desenvolvidas em viveiro próprio, formando assim uma barreira visual. O objetivo
desse cinturão é dirimir o impacto visual e a propagação de possíveis odores advindos de suas
atividades.

3.6.5.3. A Resolução CONAMA nº357


Em razão das diferenças fundamentais entre as águas superficiais e subterrâneas, a Resolução
CONAMA 357 não pode ser aplicada para o enquadramento das águas subterrâneas.
Portanto, em novembro de 2005 foi constituído um Grupo de Trabalho vinculado à Câmara
Técnica de Controle e Qualidade Ambiental - CTCQA do CONAMA incumbido de propor uma
minuta de Resolução CONAMA, que tivesse como objeto precípuo de trabalho uma proposta de
Classificação das Águas Subterrâneas e estabelecimento de Diretrizes Ambientais para o
Enquadramento das Águas no corpo hídrico subterrâneo. Considerando a necessidade de revisão
da Resolução CNRH nº 12, de 19 de julho de 2000, para aperfeiçoamento dos procedimentos nela
estabelecidos, tendo como referência as diretrizes e estratégias de implementação do Plano
Nacional de Recursos Hídricos e a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente -
CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005, que dispõe sobre a classificação dos corpos de água
e estabelece diretrizes ambientais para o enquadramento, e a Resolução CONAMA nº 396, de 3
de abril de 2008, que dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento
das águas subterrâneas, foi instituída Resolução CNRH nº 91 de 05 de maio de 2008 que
estabelece procedimentos gerais para o enquadramento de corpos de água superficiais e
subterrâneos.

3.6.6. Espaços Legalmente Protegidos

3.6.6.1. Áreas de Mata Atlântica e Áreas de Preservação Permanente


A Lei Federal nº 12.651/2012 é a responsável por disciplinar as Áreas de Preservação
Permanente, onde em seu art. 4º as delimita, bem como a Resolução CONAMA 369/2006 é o
instrumento que disciplina os casos excepcionais de intervenção nas Áreas de Preservação
Permanente. Ambas não são aplicáveis ao empreendimento, pois, a área em questão já se
encontrava antropizada para a implantação da monocultura da cana-de-açúcar, desprovida assim
de qualquer restrição ambiental que justifiquem a incidência dos referidos diplomas legais.
A Lei Federal nº 11.428/2006 em seu Art. 2º reza que os novos empreendimentos que impliquem
o corte ou a supressão da vegetação do Bioma Mata Atlântica, deverão ser implantados
preferencialmente em áreas já substancialmente alteradas ou degradadas.
E foi exatamente isso o que ocorreu, pois, a área em questão já se apresentava substancialmente
alterada e degradada, mesmo antes do início das obras de terraplanagem para a implantação do
empreendimento.
No que diz respeito a já citada Lei Federal 12.651/2012 (novo Código Florestal) em seus Arts. 26º,
27º e 28º quando trata da supressão vegetal para uso alternativo, bem como o art. 25 da também
já citada Lei Federal nº 11.428/2006, que prevê a supressão e a exploração da vegetação
secundária em estágio inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica, não são aplicáveis ao

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empreendimento, pelos motivos anteriormente citados, e a vegetação secundária encontrada se


apresentava em baixa densidade e riqueza.
No âmbito Estadual pode-se citar a Lei nº 11206/1995, que disciplina a Política Florestal do
Estado de Pernambuco, onde o seu Art. 15 explicita que a cobertura vegetal remanescente da
Mata Atlântica fica sujeita à proteção estabelecida em Lei. As restrições impostas por esse
diploma legal não se aplicam ao empreendimento, pois, apenas na AID e AII foram encontrados
pequenos fragmentos de Mata Atlântica, característicos de áreas perturbadas.

3.6.6.2. Área de Proteção Dos Mananciais – Lei Estadual nº 9.860/86


Uma pequena parcela da área do Empreendimento localiza-se em trechos classificados como de
Categoria M1 e M2 (limite da área de proteção dos mananciais), devendo obedecer ao explicitado
nos Quadros 4, 5 e 6, do Anexo II da Lei Estadual mencionada, bem como o contido nos Arts. 9º
ao15º. (das Normas de Parcelamento, Uso e Ocupação); nos Arts 17º ao 21º (da infraestrutura
sanitária) e dos Arts. 22º ao 25º (da utilização de produtos químicos).
Ressalta-se, que nas áreas inseridas em Proteção dos Mananciais, uso industrial é proibido nas
áreas de categoria M1 e tolerado nas áreas de categoria M2, conforme especificado no QUADRO
6 – ANEXO II da Lei de Proteção dos Mananciais, com as seguintes observações:
Desde que utilize matéria prima local, resulte em efluente biodegradável e fique assegurada a
capacidade de autodepuração do corpo receptor. O que não se aplica ao empreendimento, haja
vista, que o mesmo não utilizará nenhuma matéria prima local, nem tampouco lançara qualquer
efluente em corpo receptor, pois, trata-se de um Aterro Industrial, onde os resíduos serão tratados
e posteriormente coletados por empresas capacitadas para tal.
Os usos tolerados estão sujeitos à análise especial dos órgãos competentes de acordo com o
estabelecimento na Lei de Proteção dos Mananciais. Além das diretrizes acima mencionadas, o
projeto do empreendimento observará as seguintes restrições:

3.6.6.3. Reserva Legal


Trata-se de um importante instituto para o sistema jurídico ambiental recepcionado pelo Código
Florestal de 1965 – Lei 4.771/1965. Têm como fundamento o direito ao meio ambiente equilibrado
e a função social da propriedade. Definida no art. 1º,§ 2º, III como área localizada no interior de
uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso
sustentável dos recursos naturais à conservação e a reabilitação dos processos ecológicos, à
conservação da biodiversidade a ao abrigo e proteção da fauna e flora nativas.
De acordo com o novo Plano Diretor do Município de Escada, a área em questão encontra-se
inserida em uma ZIP – ZONA DE INTERESSE PRODUTIVO. Desta forma o citado dispositivo
legal não se aplica ao empreendimento.

3.6.6.4. Unidades de Conservação


A Lei Federal nº 9.985/2000 regulamenta o art. 225.§ 1º. incisos I, II, III e IV da Constituição
Federal de 1988, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC; e
o Decreto Federal n. 4.340/2020 que regulamenta a Lei n. 9.985/2000 em seu art. 22, prevê que
as Unidades de Conservação serão criadas por atos do Poder Público.
Em relação à Lei Estadual nº 9.931/1986, que define como APA as reservas biológicas
constituídas pelas áreas estuarinas do Estado de Pernambuco, bem como a Lei Estadual nº
9.989/1987, que define as reservas ecológicas da Região Metropolitana do Recife, não se
mostram aplicáveis ao empreendimento, pois, como já explanado, a área utilizada para
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implantação do empreendimento, segundo o novo Plano Diretor do Município de Escada está


inserida em uma ZIP – ZONA DE INTERESSE PRODUTIVO, não estando inserida no interior
quer de uma reserva biológica, muito menos em uma reserva ecológica.
A única Unidade de Conservação existente na região é a Mata de Urucu que está posicionada
entre os limites geográficos dos municípios de Escada, Cabo e Vitória de Santo Antão, contudo, a
área do empreendimento não se encontra inserida nela. Portanto, a implantação do
empreendimento não se sujeita às restrições do diploma legal supracitado.
A Lei Estadual 9931/86 trata das Reservas de Biosfera localizadas no Estado de Pernambuco. De
acordo com os últimos levantamentos realizados, o Estado de Pernambuco não possui mais que
4,6% da sua cobertura da Mata Atlântica original, com o tamanho médio de 128 hectares por mata
(SNE 1994).
Apesar de uma pequena parte dessa fração da Biosfera da Mata Atlântica se encontrar localizada
e protegida no Município de Escada, a área do empreendimento não está inserida na
circunscrição da mesma, não estando assim sujeito às imposições legais.
A Lei Federal 13.287, de 5 de setembro de 2007, reza sobre o plantio, o manejo e as vedações de
uso exploratório mercantilistas, nos casos que menciona, da flora oriunda do bioma Mata Atlântica
e dos Manguezais, no Estado de Pernambuco, como contributo à prevenção do aquecimento
global, e determina providências pertinentes.
O referido diploma legal não se aplica ao empreendimento em apreço, devido à área do mesmo
se encontrar totalmente antropizada, onde como já citado, representantes do Bioma Mata
Atlântica só foram observados na AII e AID, e mesmo assim em pequenos fragmentos.
Localmente inexiste vegetação representativa dos Manguezais.

3.6.7. Supressão da Vegetação Natural e Compensação Ambiental

A Resolução CONAMA nº 369/2006 de 28 de março de 2006, dispõe sobre os casos


excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a
intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente.
Em seu Art. 1, define os casos excepcionais em que o órgão ambiental competente pode autorizar
a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente - APP, para a
implantação de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social, ou
para a realização de ações consideradas eventuais e debaixo impacto ambiental.
Para a implantação do empreendimento, não foi realizada nenhuma intervenção ou supressão de
vegetação em Área de Preservação Permanente, haja vista, de se tratar de uma área totalmente
antropizada, motivo pelo qual a Legislação em apreço não é aplicável.
Apesar do empreendimento se tratar de um Aterro Industrial, através da análise dos impactos
negativos nas fases de implantação e operação desenvolvida no presente estudo, nota-se que a
grande parte dos mesmos pode ser classificada como de baixa importância, de duração
temporária e de efeitos reversíveis. Por essa razão, o empreendimento não pode ser considerado
de significativo impacto ambiental, pois, será implantado em área totalmente antropizada. Não
houve supressão por parte do empreendedor de qualquer vegetação nativa, inexistindo na área
qualquer forma de Unidades de Conservação ou Área de Proteção Permanente.
Portanto, durante a fase de implantação, o empreendimento não causará nenhum impacto
ambiental aos meios físico e biótico que não possam ser mitigados. .
Ressalta-se ainda que, não haverá geração de efluente, e sim de percolado que será devidamente
direcionado, acondicionado e transportado por empresas capacitadas para tal. Quanto às
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emissões atmosféricas, ruídos e Resíduos Sólidos, a Via AMBIENTAL se compromete a utilizar a


melhor e mais avançada tecnologia existente, atendendo desta forma a legislação pertinente.
Seguindo o mesmo raciocínio, não há de se falar na Resolução CONAMA nº 371/2006 que reza
sobre o cálculo pelos órgãos ambientais dos recursos advindos da Compensação Ambiental.
Muito menos na Resolução Consema – PE n º 04/2010, que estabelece metodologia de gradação
de impactos ambientais e procedimentos para fixação e aplicação da Compensação Ambiental.

3.6.8. Legislação Sobre Fauna

A lei Federal nº 5197/67 em seu art 1º reza que os animais de quaisquer espécies, em qualquer
fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna
silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado,
sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha. Não houve e nem
haverá nenhum tipo de intervenção à fauna na área a ser implantado o empreendimento, muito
menos em seu entorno. Ao contrário, realizou-se o levantamento e catalogação de todos os
animais presentes nas áreas de influência do empreendimento, tudo de acordo com licença do
IBAMA.
A Instrução Normativa IBAMA nº 179, de 25 de junho de 2008, define as diretrizes e
procedimentos para destinação dos animais da fauna silvestre nativa e exótica apreendidos,
resgatados ou entregues espontaneamente às autoridades competentes. Todas as apreensões e
resgates que foram realizadas quando dos estudos da fauna da área a ser implantado o
empreendimento, foram devidamente autorizadas pelo IBAMA.
Portanto, o empreendimento não fere nenhum dispositivo legal elencado acima, estando desta
forma, perfeitamente sintonizado com as exigências impostas para sua correta implantação e
operação.

3.6.9. O Licenciamento Ambiental

O Estudo prévio de impacto ambiental está previsto na Constituição Federal de 1988, no seu art.
225º § 1º, IV que determina a incumbência do Poder Público de exigir, na forma da lei, para
instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio
ambiente, o estudo prévio de impacto ambiental.
A Política Nacional do Meio Ambiente, determina, organiza e põe em prática diversas ações para
a manutenção e a melhoria da qualidade ambiental, visando, dentre outros objetivos, o
licenciamento e a fiscalização das Fontes de poluição.
A sua previsão legal está explicitada na Lei n. 6.938/1991 - Lei Nacional de Política Ambiental -
nos art.9º inciso IV, e art. 10, na Resolução CONAMA 237 de 19 de dezembro de 1997, com as
devidas modificações advindas da Lei Complementar nº 140/2011; no âmbito Federal, bem como
na Legislação específica do Estado de Pernambuco - Lei nº 14.249/2010, com as recentes
alterações advindas pela Lei Estadual nº 14.549/2011.
A competência para o licenciamento ambiental do qual trata esse estudo diz respeito à Agência
Estadual de Meio Ambiente - CPRH; trata-se de uma competência estadual, art. 8º da Lei
nº140/2011, haja vista que a competência federal do fica restrita aos casos enumerados no art. 7º
inciso XIV, da referida Lei. Já aos Municípios, com base no art.9º, inciso XIV da mesma Lei, cabe
licenciar empreendimentos e atividades que causem ou possam causar impacto ao meio ambiente
de âmbito local, de acordo com tipologia definida pelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio
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Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade, ou os


localizados em Unidades de Conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de
Proteção Ambiental.
A Resolução CONAMA 237 de 19 de dezembro de1997 regulamenta a matéria relacionada às
licenças ambientais e estabelece em seu art. 8º três espécies de licenças, que poderão ser
concedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fases do
empreendimento ou atividade, são elas:
a) Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento
ou atividade;
b) Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento ou da atividade;
c) Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou do empreendimento.
A lei Complementar Federal nº 140/2011, determina que esclarecimentos oriundos da análise do
empreendimento ou atividade só poder ser solicitados uma única vez ao empreendedor (art 14º, §
1º), aplicando-se também às exigências de complementação a estudos de impactos ambientais.
A Lei nº 14.249/2010 do Estado de Pernambuco com as recentes alterações advindas pela Lei
Estadual nº 14.549/2011, estabelece que a CPRH tenha um prazo máximo de 12 (doze) meses
para deferir ou indeferir o requerimento, quando houver necessidade de elaboração de Estudos de
Avaliação de Impacto Ambiental – EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental – RIMA ou
audiência Pública.
Os prazos máximos de validade para as licenças são: Licença Prévia (LP), não poderá ultrapassar
a 05 (cinco) anos; Licença de instalação (LI), não poderá ultrapassa a 04 (quatro) anos e Licença
de Operação (LP), deverá ser de (01) um ano, no mínimo, e 10 (dez) anos, no máximo. Ainda de
acordo com a citada lei em seu Art. 4º, a Licença Prévia (LP) e a Licença de Instalação (LI),
poderão ter seus prazos de validade prorrogados, uma única vez, desde que os somatórios dos
prazos das licenças concedidas não ultrapassem os limites máximos acima descriminados.
A Resolução nº1 de 23/01/86, do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA - dispõe sobre
a definição normativa de impacto ambiental da seguinte forma:
Art. 10. Para efeito desta Resolução considera-se impacto ambiental qualquer alteração das
propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de
matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente afetam a
saúde, a segurança, o bem estar da poluição, as atividades sociais e econômicas, a biota, as
condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais.
A Resolução do CONAMA nº 237/97 no seu art. 1º inciso III, conceitua impacto ambiental como
todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto), no
todo ou em parte, o território de dois ou mais Estados.
O Estudo de Impacto Ambiental tem como objetivo influir no mérito da decisão administrativa de
concessão da licença, sendo parte integrante do processo de licenciamento.
Poderá ser exigido a qualquer tempo, desde que possível evitar ou remediar a situação de
significativa degradação. Deverá atender a algumas diretrizes fixadas na Resolução 001/86 do
CONAMA, que podem ser acrescidas de outras pelo Órgão Estadual competente ou pelo
Município quando forem necessárias, além das disposições contidas na Resolução CONAMA 237
de 16/12/1997, que regulou a matéria.
A Resolução 001/86 do CONAMA determina no seu parágrafo único como o Relatório de Impacto
Ambiental deve ser apresentado, destinando-se especificamente ao esclarecimento das
vantagens e consequências ambientais do empreendimento, refletindo as conclusões do Estudo
de Impacto Ambiental.

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Desta forma, atendendo aos anseios das legislações aplicáveis, a VIA AMBIENTAL já iniciou o
processo de licenciamento ambiental junto a Agência Estadual de Meio Ambiente – CPRH,
através da elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental
(EIA/RIMA), relacionado ao empreendimento “Central de Tratamento e Valorização Ambiental –
CTVA (Processo CPRH Nº 007131/2013), tudo de acordo com o TR GT Nº 04/2014.
A Resolução CONAMA nº 9, de 3 de dezembro de 1987 dispõe sobre a realização de Audiências
Públicas no processo de licenciamento ambiental, e reza em seu art. 1º que esta audiência,
referida na Resolução CONAMA nº01/86 , tem por finalidade expor aos interessados o conteúdo
do produto em análise e do seu referido RIMA, dirimindo dúvidas e recolhendo dos presentes as
críticas e sugestões a respeito.
Trata-se de uma etapa do procedimento administrativo de licenciamento ambiental, sendo
corolário direto dos princípios da participação e da informação.
A audiência pública é reflexo do regramento estabelecido pela Constituição ao procedimento de
licenciamento ambiental em seu art. 225, § 1°, inc. IV, na medida que impõem a necessidade de
publicidade, especificamente para o estudo de impacto ambiental. Assim tornou indispensável a
existência de espaços públicos de discussão, no qual o Desenvolvimento Sustentável pudesse ser
amplamente discutido com a população afetada.
Desta forma, é importante ter claro que a participação democrática da população afetada,
potencializa suas possibilidades reais de influir decisivamente no juízo técnico a cargo do ente
administrativo. Ao mesmo tempo em que serve de importante instrumento de legitimação
técnico/social de um empreendimento que gerará desenvolvimento para a região.
E seguindo esse pensamento, a VIA AMBIENTAL se coloca a inteira disposição dos órgãos
públicos, colaborando de forma efusiva para a realização da audiência pública relacionada à
implantação de seu empreendimento.
A resolução 01/88 do CONAMA, reza em seu art.1º que O CADASTRO TÉCNICO FEDERAL DE
ATIVIDADES E INSTRUMENTOS DE DEFESA AMBIENTAL, tem como objetivo proceder ao
registro, com caráter obrigatório, de pessoas físicas ou jurídicas que se dediquem à prestação de
serviços e consultoria sobre problemas ecológicos ou ambientais, bem como à elaboração do
projeto, fabricação, comercialização, instalação ou manutenção de equipamentos, aparelhos e
instrumentos destinados ao controle de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras.
Ciente dessa exigência, a VIA AMBIENTAL elenca todos os colaboradores desse trabalho com o
respectivo número dos seus cadastros técnicos.

3.6.10. Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico

A lei federal Nº 11.445 de 5 de janeiro de 2007 estabeleceu as diretrizes nacionais para o


saneamento básico e definiu uma Política Federal de Saneamento Básico. Como já citado, o
empreendimento não conta com serviço de saneamento básico. O prédio da administração terá
fossa séptica e sumidouro com esgotamento por limpa fossa. O percolado gerado será coletado
por empresas capacitadas, e enviado para tratamento em empresas licenciadas.
Desta forma, não se aplica ao empreendimento às imposições legais do supramencionado
ordenamento.

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3.6.11. Resíduos Sólidos

Em relação as Resíduos Sólidos, têm-se a Lei Federal nº 12.305/2010, que instituiu a Política
Nacional de Resíduos Sólidos, onde o seu art. 20º, inciso I, reza que estarão obrigados a elaborar
um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, os produtores de resíduos sólidos de origem
industrial. (Art. 13º, inciso I alínea “f” da referida Lei).
A Resolução CONAMA Nº 313/2002 instituiu O Inventário Nacional dos Resíduos Sólidos
Industriais; a Instrução Normativa nº 002/003, que regula o Art. 4º § 2º, da referida Resolução e os
Procedimentos Técnicos Ambientais – PTA’s, que indica as diretrizes para o cumprimento do
Programa de Coleta Seletiva.
A Lei nº 14.236/2010 do Estado de Pernambuco em combinação com a já citada Lei federal nº
12.305/2010, subsidiam o Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Pernambuco.
O descritivo do empreendimento prevê operações ao tratamento e destinação exclusiva de
Resíduos Sólidos Industriais (Classe I e II). Os volumes projetados para o recebimento e
disposição dos resíduos nas células dos aterros são de 501.250 m³ para o aterro classe I e
3.072.000 m³ para o aterro classe II, com operação estimada para 20 anos. As normas a serem
seguidas para a construção dos aterros são: a NBR 13.896 – Aterros de resíduos não perigosos –
Critérios para projeto, implantação e operação; e a NBR 10.157 – Aterros de resíduos perigosos –
Critérios para projetos, construção e operação. Todas as exigências relacionadas às mesmas,
como também pelas legislações retromencionadas, serão atendidas pela VIA AMBIENTAL quando
da implantação do empreendimento. Toda a descrição técnica utilizada para tal poderá ser
visualizada no item 3.5.
Os únicos resíduos gerados pelo empreendimento serão os resíduos sólidos provenientes da área
administrativa, que serão devidamente triados e acondicionados para sua retirada. Os papéis e
plásticos serão enviados para reciclagem conforme a viabilidade; as pilhas, baterias e lâmpadas
serão encaminhadas para empresas licenciadas. Demais materiais serão enviados para as células
de aterro do próprio empreendimento conforme suas características. Para o percolado advindo
das operações do tratamento dos resíduos sólidos recebidos, será implantado um sistema de
impermeabilização inferior a fim de garantir um confinamento dos resíduos e líquidos, impedindo
assim a infiltração de poluentes no subsolo e aquíferos adjacentes. Posteriormente, será coletado
e transportado por empresas capacitadas para tal.

3.6.12. NBR 8.419/92: apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos


urbanos

Como o empreendimento em questão trata-se de um Aterro de Resíduos Sólidos Industriais, a


NBR 8.419/92 não se aplica ao mesmo, pois, a mesma trata de diretrizes para apresentação de
projetos de Aterros de Resíduos Sólidos Urbanos. Como citado no item anterior, as normas
pertinentes ao empreendimento são a NBR 10.157 e NBR 13.896.

3.6.13. Transporte de Produtos Perigosos

A Lei 10.233/2001, que trata do Transporte de Produtos Perigosos estabelece em seu art. 22,
inciso VII, que compete a ANTT regulamentar o transporte de cargas perigosas em rodovias e
ferrovias. O transporte dessas substâncias, por representar risco à saúde de pessoas, para o meio
ambiente ou para a segurança pública, é submetido às regras e aos procedimentos estabelecidos
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pelo Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, Resolução ANTT nº


3665/11 e alterações, complementado pelas Instruções aprovadas pela Resolução ANTT nº
420/04 e suas alterações, sem prejuízo do disposto nas normas específicas para cada produto.
Os resíduos a serem recebidos na Central, serão provenientes exclusivamente de empresas
licenciadas.
Os resíduos deverão ser segregados na Fonte e enviados à Central, devidamente identificados
pela unidade geradora, sempre acompanhados da ficha de Identificação, onde deverão estar
identificados: local de geração, quantidade e informações básicas sobre o resíduo.
Portanto, em nenhum momento a responsabilidade do transporte dessas substâncias será de
responsabilidade da VIA AMBIENTAL, e sim das empresas capacitadas contratadas para tal,.
Desta forma, a presente Legislação não se aplica ao empreendimento.

3.6.14. As Responsabilidades por Danos Ambientais

3.6.14.1. Responsabilidade Penal por Dano Ambiental - Lei 9.605/98


A Lei 9605/1998 reza sobre as sanções penais e administrativas derivadas das condutas e
atividades lesivas ao meio ambiente, trazendo como inovação formas alternativas de sanção e
responsabilidade penal das pessoas jurídicas. A Lei regulamentou o Art. 225 da Constituição da
República de 1988 que estabelece que as pessoas jurídicas sejam responsabilizadas
administrativas, civil e penalmente conforme o disposto na lei, nos casos em que a infração seja
cometida por decisão do seu representante legal ou contratual, ou do seu órgão colegiado, no
interesse ou benefício de sua entidade. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui o das
pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato.
A lei 14.249/2010 do Estado de Pernambuco dispõe sobre as sanções administrativas ao meio
ambiente, onde o seu art 44º reza que para efeito da Lei e de seu regulamento, as penalidades
incidirão sobre os infratores pessoas jurídicas, públicas ou privadas, sejam elas autoras diretas ou
indiretas, pelo dano que causarem ao meio ambiente e a terceiros por sua atividade,
independente de culpa. Diante disso, a VIA AMBIENTAL, na execução de suas atividades, segue
a risca o que reza a legislação, desde a fase de planejamento até a fase de desativação da
Central, onde os programas de gerenciamento e monitoramento elaborados pela empresa visam
atender o objetivo precípuo de evitar possíveis danos ao meio ambiente.

3.6.15. Proteção ao Patrimônio Histórico Cultural

A Lei federal nº 3.924 de 26 de julho de 1961, reza em seu Art 1º que os monumentos
arqueológicos ou pré-históricos de qualquer natureza existentes no território nacional e todos os
elementos que neles se encontram ficam sob a guarda e proteção do Poder Público, de acordo
com o que estabelece o art. 175 da Constituição Federal. Os monumentos arqueológicos ou pré-
históricos, englobam as jazidas de qualquer natureza, origem ou finalidade, que representem
testemunhos de cultura dos paleoameríndios do Brasil, tais como sambaquis, montes artificiais ou
tesos, poços sepulcrais, jazigos, aterrados, estearias e quaisquer outras não espeficadas, mas de
significado idêntico a juízo da autoridade competente; os sítios nos quais se encontram vestígios
positivos de ocupação pelos paleoameríndios tais como grutas, lapas e abrigos sob rocha; os
sítios identificados como cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeiamento,
"estações" e "cerâmios", nos quais se encontram vestígios humanos de interesse arqueológico ou
paleoetnográfico; as inscrições rupestres ou locais como sulcos de polimentos de utensílios e
outros vestígios de atividade de paleoameríndios.
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Em nenhuma das áreas de influência do empreendimento foi encontrado algum monumento


arqueológico ou pré-histórico elencado acima.
A Legislação também impõem que são proibidos em todo o território nacional, o aproveitamento
econômico, a destruição ou mutilação, para qualquer fim, das jazidas arqueológicas ou pré-
históricas conhecidas como sambaquis, casqueiros, concheiros, birbigueiras ou sernambis, e bem
assim dos sítios, inscrições e objetos enumerados nas alíneas b, c e d do artigo anterior, antes de
serem devidamente pesquisados respeitadas as concessões anteriores e não caducas.
Na pesquisa realizada, não houve nenhuma aproveitamento econômico, ou outros, qualquer
destruição ou mutilação das estruturas citadas, pois, como já dito anteriormente não houve
detecção das mesmas.
Todo O capítulo II da norma descreve as exigências para realização de escavações arqueológicas
que por ventura possa a ser realizadas por particulares. Contudo nessa fase de Licença de
Instalação, a Portaria nº 230 do IPHAN estabelece apenas a exigência de contextualização
arqueológica e etnohistórica da área de influência, por meio de levantamento de dados
secundários e levantamento arqueológico de campo. O que foi devidamente realizado no 3.9.3. O
resultado foi um relatório de caracterização e avaliação da situação atual do patrimônio
arqueológico da área de estudo, sob a rubrica Diagnóstico.
Todo o capítulo IV da norma dispõe sobre as possíveis descobertas fortuitas de quaisquer
elementos de interesse arqueológico pré-histórico, histórico, artístico ou numismático. As
imposições não se aplicam ao empreendimento, já que nenhum desses elementos foi observado
ou descoberto em suas áreas de influência.
A Portaria nº 230 de 17 de dezembro de 2002 do IPHAN em seu art. 1º impõem que na fase da
Licença de Instalação de qualquer empreendimento, deverá proceder-se à contextualização
arqueológica e etnohistórica da sua área de influência, através de levantamento exaustivo de
dados secundários e levantamento de campo. Para isso no item 3.9.3, que diz respeito a
avaliação do patrimônio Histórico, Cultural e Arqueológico, foi realizada toda a análise em apreço.
O resultado foi um relatório de caracterização e avaliação da situação atual do patrimônio
arqueológico da área de estudo, sob a rubrica Diagnóstico, já devidamente detalhado no item
supracitado.
O art. 4º reza que a partir do diagnóstico e avaliação de impactos, deverão ser elaborados os
Programas de Prospecção e de Resgate compatíveis com o cronograma de obras e com as fases
de licenciamento ambiental do empreendimento, de forma a garantir a integridade do patrimônio
cultural da área. Contudo, não foi identificado nenhum vestígio de achados arqueológicos, como
também nenhum tipo de ruínas. Sendo assim, constatou-se que as obras do empreendimento não
envolvem riscos em relação ao Patrimônio Cultural, Histórico e Arqueológico, que impusesse a
realização de tal Programa. No entanto, caso haja necessidade para a fase de Licença de
Instalação, a VIA AMBIENTAL se compromete a realizá-lo de acordo com o ofício 0869/2014
anexo 14, emitido pela Superintendência do IPHAM – PE.
A Portaria nº 07 de 01 de dezembro de 1988, estabelece em seu art.1º a necessidade de se
estabelecer procedimentos à comunicação prévia, às permissões e às autorizações para pesquisa
e escavações arqueológicas previstas na Lei 3.924, de 26 de julho de 1961. No caso do
empreendimento em questão, como já explanado, houve apenas pesquisas arqueológicas e
culturais, não sendo nessa fase de Licença de Instalação executada nenhum tipo de escavação
arqueológica.
Atendendo a Legislação Federal, inicialmente a Portaria do SPHAN 07/1988, que regulamenta a
Lei Federal 3.924/1961, foi enviado ofício ao IPHAN, protocolado sob n.º 01498.001950/2014-83
dando conhecimento dos estudos em questão, ao qual foi respondido por aquele órgão, através
do Ofício Nº 0869/2014 e IT n.º 34/LO/2014, que trazem orientações técnicas para as próximas

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etapas do licenciamento do empreendimento, mais precisamente para a fase da LI, conforme


Portaria 230/2002.
A devida autorização do IPHAN para tais pesquisas pode ser vista no anexo 14.

3.7. Área de Influência do Empreendimento

As áreas de influência de um determinado empreendimento abrangem os espaços geográficos


afetados direta ou indiretamente pelas alterações ambientais decorrentes da implantação do
empreendimento, tanto na fase de instalação como de operação. Esses espaços abrangem
distintamente os meios físico, biótico e socioeconômico.
As áreas de influências do empreendimento foram classificadas em três níveis: Área de Influência
Indireta (AII), Área de Influência Direta (AID) e Área Diretamente Afetada (ADA). Estas áreas
foram consideradas através da observação dos seguintes aspectos:
− Área de Influência Indireta (AII): Aquela onde os aspectos provenientes da implantação e
operação do empreendimento se fazem sentir de maneira indireta e com menor
intensidade em relação à área de influencia direta;
− Área de Influência Direta (AID): Aquela sujeita aos impactos diretos provenientes da
implantação e operação do empreendimento;
− Área Diretamente Afetada (ADA): Aquela onde ocorrem as intervenções relacionadas ao
empreendimento, incluindo as áreas de apoio como canteiros de obras, acessos, áreas de
empréstimo e áreas de deposito temporário, entre outras.
Para a delimitação das áreas de influência do empreendimento em epígrafe foi levado em
consideração as experiências de todos os profissionais envolvidos na elaboração do EIA/RIMA e
em seguida aprovado pelo Núcleo de Avaliação de Impactos Ambientais (NAIA)/CPRH.

3.7.1. Áreas de Influência do Meio Físico

Os descritores ambientais escolhidos para caracterizar as áreas de influência do meio físico e que
servirão de referência na avaliação dos possíveis impactos gerados pelo empreendimento são:
clima, geomorfologia/ geotécnia, solos, recursos hídricos, qualidade do ar e ruídos. Considerando-
se estes aspectos, as áreas de influência foram delimitadas a partir de informações extraídas de
imagens de satélite, das observações realizadas “in loco”, de reuniões técnicas, assim como das
análises de mapeamentos e de estudos anteriores.
Para a delimitação da Área Diretamente Afetada levou em consideração a delimitação da
microbacia onde o empreendimento está inserido, sendo baseada nas características do
empreendimento em conjunto com a diversidade e especificidade dos ambientes afetados
resultantes das atividades associadas à implantação e operação do empreendimento.
Já para a delimitação da Área de Influência Indireta foi dado um buffer de 800m através do
software QUANTUMGIS a partir da borda de delimitação da AID, pois está região receberá
impactos indiretos e secundários devido à implantação e operação do empreendimento.

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3.7.2. Áreas de Influência do Meio Biótico

Para a delimitação da área de influência a serem realizados os estudos do meio biótico foi
considerado a mesma delimitação para o meio físico, visto que a delimitação determinada
contemplará todos os possíveis impactos de poderão surgir.
A delimitação das áreas de influências para o meio físico e biótico pode ser observado na Figura
9.

3.7.3. Áreas de Influência do Meio Socioeconômico

Para a definição das áreas de influência do meio socioeconômico considerou-se os aspectos


socioambientais (socioeconômica; dinâmica demográfica; infraestrutura; equipamentos públicos;
uso e ocupação do solo; e patrimônio histórico, cultural e arqueológico).
A definição da área abrangida pelos impactos sobre os aspectos citados levou em consideração
as características do empreendimento e das atividades ligadas a sua implantação e operação,
além da localização de regiões que se destacam no setor industrial.
A análise técnica efetuada delimitou como AID o próprio município de Escada, uma vez que a boa
parte da mão de obra utilizada para operação será composta, principalmente, por moradores
locais.
Como AII, foram estabelecidos os municípios fronteiriços ao município de Escada: Cabo de Santo
Agostinho, Ipojuca, Primavera, Ribeirão, Sirinhaém e Vitória de Santo Antão.
A escolha desses municípios se deu pela questão logística no fornecimento de mão de obra e na
disponibilidade de potenciais geradores de Resíduo Classe I. Cabe destacar que a AII abrange o
território de Complexo Industrial de SUAPE.
A delimitação das áreas de influências para o meio socioeconômico pode ser observado nas
Figura 10.

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Figura 9 - Mapa das Áreas de influência para os meios físico e biótico

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: VIA AMBIENTAL, 2014
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

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Figura 10 - Mapa das Áreas de influência para o meio socioeconômico

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: CPRM, 2010
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

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3.8. Diagnóstico Ambiental da Área de Influência

3.8.1. Meio Físico

3.8.1.1. Clima e Condições Meteorológicas


O Clima é uma integração das condições meteorológicas de uma região para um determinado
período. Para a caracterização do clima são necessárias extensas e frequentes observações do
tempo que vão fundamentar as Normais Climatológicas que são as médias para o período de 30
anos de dados meteorológicos. Muitas estações não possuem uma série longa de dados, por
esse motivo, especialistas se reuniram em Washington, nos Estados Unidos e recomendaram o
cálculo das normais com séries de 10 anos de dados sendo chamadas de normais climatológicas
provisórias (Krusche, 2002).
O objetivo desta etapa do trabalho é fazer a caracterização climática do município de Escada
(Pernambuco), onde será implementada a Central de Tratamento e Valorização Ambiental.

Metodologia
Devido à escassez de dados meteorológicos na região do empreendimento, para a caracterização
do clima foram utilizados, dados pertencentes às redes de estações meteorológicas do Instituto
Nacional de Meteorologia (INMET), a estação utilizada como base foi a de Recife/PE, para o
período de Janeiro/2009 a dezembro/2014 em atendimento ao TR NAIA Nº 04/2014, o qual pede
um intervalo mínimo de 5 anos. Cada estação é representativa para uma circunferência com raio
de 150 km, centrada na estação, desta estação foram coletados dados referentes a: Pressão
atmosférica, temperatura, direção e velocidade dos ventos, umidade relativa e Insolação referente
o ano de 2009 a 2014. Os dados foram organizados em gráficos, correspondendo às médias
mensais e sazonais dos respectivos elementos meteorológicos observados.
Já para a caracterização dos dados pluviométricos foram coletados dados pertencentes às redes
de estação do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) tendo como base a estação de Escada,
visto que teríamos a realidade mais exata do local onde será implantado o empreendimento em
epígrafe, porém vale ressaltar que os dados disponíveis por esta estação são do ano de 2012 a
2014. Os dados foram organizados em gráficos, correspondendo às médias mensais e sazonais
do respectivo elemento meteorológico observado.

Sistemas Meteorológicos
Existem pelo menos seis sistemas meteorológicos de circulação atmosférica que produzem
chuvas e atuam na Região Nordeste e no Estado de Pernambuco. Segundo a Sectma (1998)
esses sistemas atuantes podem ser classificados como:

A zona de convergência intertropical (ZCIT)


A zona de convergência intertropical é um dos mais importantes sistemas meteorológicos
atuando nos trópicos, sendo formada pela convergência dos ventos alísios do hemisfério norte
(alísios de nordeste) e os do hemisfério sul (alísio de sudeste), que sopram dos trópicos para a
linha do equador, da maior pressão para a menor pressão.
Esse sistema é de fácil identificação pela presença constante de nebulosidade, com alta taxa de
precipitação, atuando sobre uma região qualquer por período de tempo superior a dois meses o
que caracteriza de um fenômeno tipicamente climático, com uma escala de tempo sazonal.
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A atuação da ZCIT no estado de Pernambuco se dá principalmente nos meses de março e abril é


o principal sistema de produção de chuva no sertão e agreste de Pernambuco. Em anos muito
chuvosos pode causar inundações, principalmente na Região Metropolitana do Recife - RMR e
zona da mata. Por outro lado, quando não atua nos meses de março e/ou abril o estado sofre com
a redução de chuvas produzindo seca, principalmente no semiárido.

Frentes frias
As frentes frias são bandas de nuvens organizadas que se formam na região de confluência entre
uma massa de ar frio (mais densa) com uma massa de ar quente (menos densa). A massa de ar
frio penetra por baixo da quente, como uma cunha, e faz com que o ar quente e úmido suba,
forme as nuvens e, consequentemente, as chuvas.
A extremidade principal de uma massa de ar fria que avança deslocando o ar quente de seu
caminho. Geralmente, com a passagem de uma frente fria, a temperatura e a umidade diminuem,
a pressão sobe e o vento muda de direção (normalmente do sudoeste para o noroeste no
Hemisfério Norte).

Ondas de leste
As ondas de leste são ondas que se formam no campo de pressão atmosférica, na faixa tropical
do globo terrestre, na área de influência dos ventos alísios, e se deslocam de oeste para leste que
podem serem observadas nos ventos alísios que atuam no este do Estado de Pernambuco
principalmente nos meses de maio a agosto. As ondas de este ocasionalmente se intensificam
dentro dos ciclones tropicais.

Vórtices ciclônicos de ar superior - VCAS)


Sistema de Área de baixa pressão atmosférica em seu centro com circulação fechada, em que os
ventos sopram para dentro, ao redor deste centro. No Hemisfério Norte os ventos giram no
sentido anti-horário e no Hemisfério Sul giram no sentido dos ponteiros dos relógios.

Brisas terrestre e marítima


As brisas marítimas e terrestres resultam do aquecimento e resfriamento diferenciais que se
estabelecem entre a terra e a água (Fedorova, 2001). Durante o dia o continente se aquece mais
rapidamente que o oceano adjacente, fazendo com que a pressão sobre o continente seja mais
baixa que sobre o oceano. Isto faz com que o vento à superfície sopre do oceano para o
continente, vento esse denominado de brisa marítima. A brisa marítima chega a penetrar até 100
km para dentro do continente. No período da noite o continente perde calor mais rapidamente que
o oceano, fazendo com que esse fique com temperaturas mais elevadas se comparadas às do
continente. Dessa forma a pressão fica maior sobre o continente, fazendo com que o vento sopre
do litoral para o oceano, vento esse chamado de brisa terrestre. A brisa terrestre também afeta até
100km para dentro do mar.
As brisas terrestre e marítima nem sempre são percebidas. No nordeste do Brasil, por exemplo,
onde os ventos alísios são persistentes e intensos durante todo o ano, quase sempre as brisas
apenas contribuem para mudar um pouco a direção e a velocidade dessas. Dependendo da
orientação da costa, a velocidade do vento, resultante da superposição alísio-brisa, pode ser
maior ou menor que a do alísio (Varejão-Silva, 2001).

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Condições meteorológicas
As condições meteorológicas de uma determinada região podem ser caracterizadas por
elementos climáticos e meteorológicos como: Pluviometria, temperatura do ar, umidade relativa do
ar, insolação, ventos, pressão atmosférica, nebulosidade e outros, por outro lado, se
considerarmos o conjunto destes ao longo de 30 anos, período adotado pela Organização
Meteorológica Mundial (OMM), teremos o que denominamos de clima, porém devido às rápidas e
constantes alterações no meio ambiente este período tem-se reduzido.
O clima e as condições meteorológicas são influenciados por características geográficas das
regiões como: latitude, relevo, oceano, solo, e, por sistemas de circulação atmosféricos dinâmicos.
Nesse contexto, o Estado de Pernambuco e a Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca estão situados
em posição geográfica favorável à atuação simultânea destas influências.

Pressão atmosférica
É a pressão que o ar da atmosfera exerce sobre a superfície do planeta. Essa pressão pode
mudar de acordo com a variação de altitude, ou seja, quanto maior a altitude menor a pressão e,
consequentemente, quanto menor a altitude maior a pressão exercida pelo ar na superfície
terrestre. Vale ressaltar que a pressão atmosférica ao nível do mar é de 1.013 hectopascais e que
quanto maior a altitude menor é a pressão.

Gráfico 2 - Pressão atmosférica

Fonte: Adaptado da SEOMA, entre o ano de 2009 a 2014

O Gráfico 2 mostra que na área monitorada esta pressão não oscila com frequência nos meses de
outubro a abril e nos demais meses apesar de ter oscilação nos dados obtidos apresentaram
níveis próximos do nível do mar.

Temperatura
A temperatura é determinada por meio de graus e quanto mais alta a pressão maiores as
condições de frio e quanto mais baixa a pressão maiores as condições de calor. No Gráfico 3
pode ser observado a temperatura num período de 5 anos e percebemos que o mês de julho é o
que apresenta as temperaturas mais amenas devido ser um mês com forte chuvas muito
frequente. Já o mês de janeiro é o que apresenta a temperatura mais elevada.

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Gráfico 3 - Temperaturas

Fonte: Adaptado da SEOMA, entre o ano de 2009 a 2014

Umidade Relativa
Umidade relativa é o quanto de água na forma de vapor existe na atmosfera no momento em
relação ao total máximo que poderia existir, podendo com isso caracterizar se o ar é seco ou
úmido. A alta quantidade de vapor de água na atmosfera favorece a ocorrência de chuvas. Já com
a umidade do ar baixa, é difícil chover. Este é um fator muito importante para a saúde humana,
pois vários problemas de saúde pode ocorrem em decorrência da baixa umidade do ar, como:
complicações alérgicas e respiratórias, ressecamento da pele, irritação dos olhos, sangramento no
nariz.

Gráfico 4 - Umidade Relativa

Fonte: Adaptado da SEOMA, entre o ano de 2009 a 2014

Vale ressaltar que pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) a umidade relativa do
ar ideal é a partir de 60% e de acordo com o
Gráfico 4 a localidade monitorada está dentro desses padrões estabelecido pela OMS, portanto a
implantação do CTVA deverá ser monitorada a fim de evitar que essa umidade seja alterada e
venha com isso surgir problemas de saúde para a população.

Insolação
Isolação é o número de horas em que a luz do sol chega até a superfície da Terra sem
interferência de nuvens. No gráfico a seguir pode ser observado que nos meses de março a julho
o índice de insolação é mais baixo devido ser os meses com mais chuvas e baixa temperatura e

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em contrapartida os meses de novembro a janeiro são os que apresentam os índices de


insolação mais altos devidos ser os meses de verão.

Gráfico 5 - Insolação

Fonte: Adaptado da SEOMA, entre o ano de 2009 a 2014

Pluviometria
Pluviometria é a quantidade de chuva que é medida em uma determinada localidade. No
município de Escada há uma estação pluviométrica onde foi possível obter os dados mais reais da
localidade onde será implantada a CTVA, os quais podem ser observados no Gráfico 6.

Gráfico 6 - Pluviometria

Fonte: Adaptado da IPA, entre o ano de 2012 a 2014

A partir dos dados obtidos pode ser observado que os meses mais chuvosos são de maio a junho,
portanto nesses meses deve ter maior atenção tanto no momento de implantação quanto de
operação do empreendimento para que as atividades desenvolvidas não venham contribuir com a
degradação do meio ambiente de modo geral.

Direção do Vento
O ar atmosférico em movimento é o que recebe o nome de vento cujo o principal fenômeno
responsável por esse acontecimento é a diferencia da pressão atmosférica.
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Por conta da ausência de estações de monitoramento no município, optou-se pela escolha da


estação mais próxima, desta forma foi escolhida a estação 82.900 do Instituto Nacional de
Meteorologia (INMET), localizada no município do Recife.
Considerando o período entre janeiro de 2000 a janeiro de 2013, constatou-se que os ventos na
região predominam para direção Sudeste. A velocidade média registrada foi de 2,3 m/s.

Gráfico 7 - Direção do Vento

Fonte: INMET (Adaptado)

Nebulosidade
Nebulosidade é um elemento que traduz a fração da abóbada celeste que é ocupada por nuvens.
Segundo as normas meteorológicas atuais, o céu é dividido em octas (ou décimas, dependendo
da região) e, a partir do número de octas com cobertura total de nuvens, a nebulosidade é dividida
em:
a) céu limpo ou ensolarado: nenhum vestígio de nuvens (nenhuma octa encoberta);
b) céu quase limpo: pelo menos uma octa está encoberta;
c) céu pouco nublado: pelo menos duas octas encobertas;
d) céu parcialmente nublado: pelo menos quatro octas (aproximadamente metade do céu)
encobertas pelas nuvens;
e) céu quase nublado: no mínimo seis octas encobertas;
d) céu nublado: as oito octas estão totalmente encobertas pelas nuvens.
Para a realização desses estudos não foram obtidos dados sobre a nebulosidade da área em
site oficiais.

Erosidade da Chuva
Os Estudos Hidrológicos foram desenvolvidos seguindo a metodologia contida na Instrução de
Serviço IS-203: Estudos Hidrológicos, das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e
Projetos Rodoviários, do DNIT (2006). Os Estudos Hidrológicos foram desenvolvidos com a
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finalidade de avaliar as características fisiografias acerca do clima, solo, vegetação, coleta e


processamento dos dados referentes à pluviometria, de modo a se obter elementos necessários
ao dimensionamento de soluções eficientes para a drenagem da área objeto de estudo.
As atividades executadas para a realização dos estudos hidrológicos foram:

• Inspeção de campo;
• Coleta de dados pluviométricos e de cartografia da região de interesse do projeto;
• Caracterização fisiográfica da região;
• Definição dos postos pluviométricos de interesse;
• Processamento dos dados pluviométricos;
• Determinação da pluviometria e intensidade de chuvas;
• Caracterização das bacias hidrográficas e cálculo das vazões de contribuição;
• Classificação climática de Wladimir Köppen;
• Publicação “Normais Climatológicas (1961 – 1990)” do Ministério da Agricultura e Reforma
Agrária – Departamento Nacional de Meteorologia – 1992;
• Dados referentes à pluviometria mensal e máxima diária da área de interesse do projeto no
município de Escada Posto Nº 00835022 – Escada, obtidos no site da ANA - Agência
Nacional de Águas. Esse foi o posto mais próximo do trecho em estudo com dados de
série histórica suficientes para caracterização do regime de chuvas da região;
• Dados cartográficos da área de interesse do projeto, utilizados como elementos auxiliares
na identificação das bacias hidrográficas através da folha 83 - SUDENE na escala
1:25000.

Caracterização do Regime de Chuvas da Região

O regime de chuvas da região foi estabelecido de acordo com uma metodologia conhecida que
leva em consideração a análise estatística das precipitações máximas diárias, ano a ano, durante
todo o período de observação do posto considerado.
Foram seguidos os seguintes passos:
• Escolha dos postos pluviométricos;
• Análise estatística;
• Definição das curvas de precipitação x duração x frequência;
• Definição das curvas de intensidade x duração x frequência.

Para definição das descargas máximas prováveis, faz-se necessário a caracterização das
intensidades de chuvas máximas que poderão ocorrer na área de interesse do projeto.
Para definição do posto pluviométrico foi levado em conta os seguintes fatores:
• Disponibilidade de dados, seja em séries completas ou incompletas, durante o mesmo
período;
• Proximidade geográfica com o segmento em projeto;

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• Séries confiáveis.

A. Escolha do Posto

O posto escolhido para caracterizar o regime de chuvas da região de interesse do projeto foi o de
Escada de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (DNOCS). Foi
selecionado esse posto por ser o mais próximo da área em estudo com dados suficientes.
O posto apresentado no Quadro 21 tem as seguintes características:

Quadro 21 - Estação hidrológica do Município de Escada/PE.


PERÍODO DE
MUNICÍPIO CÓDIGO LATITUDE LONGITUDE
OBSERVAÇÃO
Escada 00835022 8º22’ S 35º14’ W 1920 a 1983 – 63 anos
Fonte: DNOCS

O posto de Escada encontra-se inativo e registrou uma série histórica de 63 anos, sendo 49 anos
completos com medições até dezembro de 1983.
Para esse estudo foram utilizados os dados do período que compreende os anos de 1921 a 1979,
retirando os anos 1930, 1938, 1961, 1962, 1966, 1968, 1969, 1973, 1977 e 1979 por não conter
dados mensais completos.

No Quadro 22 estão apresentadas as informações a respeito do posto adotado.

Quadro 22- Dados da Estação: ESCADA.


Código 00835022
Nome ESCADA
Código Adicional 3869755
Bacia ATLÂNTICO, TRECHO NORTE/NORDESTE (3)
Rio -
Estado PERNAMBUCO
Município ESCADA
Responsável DNOCS
Operadora DNOCS
Latitude -8:22:00
Longitude -35:14:0
Altitude (m) 93
Área de Drenagem (km2) -
Fonte: DNOCS

Para a estação pluviométrica estudada, são apresentadas as seguintes tabelas e gráficos:

• Dados de Precipitações Pluviométricas Mensais e Anuais e Números de Dias de Chuva


Mensais e Anuais (Tabela 1);

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• Pluviograma – Precipitações Totais Anuais, Precipitações Mensais e Número de Dias de


Chuva por ano (Gráfico 8, Gráfico 9 e Gráfico 10)

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Tabela 1 - Precipitações Pluviométricas Mensais e Anuais e Números de Dias de Chuva Mensais e Anuais

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Gráfico 8 – Precipitações totais anuais

Fonte: DNOCS

Gráfico 9 – Precipitações mensais

Fonte: DNOCS

Gráfico 10 – Número de dias de chuva por ano.

Fonte: DNOCS

B. Análise Estatística

O período de recorrência (TR) é definido como sendo o intervalo médio de anos dentro do qual
ocorre ou é superada uma dada chuva de magnitude P. Se Pb é a probabilidade desse evento
ocorrer ou ser superado em um ano qualquer, tem-se a relação TR = 1/Pb.
Como em geral não se pode conhecer a probabilidade teórica Pb, faz-se uma estimativa a
partir da frequência (F) das precipitações máximas diárias observadas. Tomando-se, por
exemplo, N anos de observação de um determinado posto pluviométrico, seleciona-se a
precipitação máxima diária ocorrida em cada ano, obtendo-se o que se chama de série anual
de valores. Ordenando-se em ordem decrescente com um número de ordem M que varia de 1
a N, pode-se calcular a frequência com que o valor P de ordem M é igualado ou superado no
rol de N anos como sendo F = M / N+1 (Critério de Kimball).
Quando N é muito grande, o valor de F é bastante próximo de Pb, mas para poucas
observações pode haver grandes afastamentos.

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De acordo com a lei dos extremos, a lei de distribuição estatística da série de N termos
constituída pelos maiores valores de cada amostra tende assintoticamente para uma lei
simples de probabilidade, que é independente da que rege a variável aleatória das diferentes
amostras e no próprio universo da população infinita.
Esta é a base do método de Gumbel, em que se calcula Pb pela relação:

1
y= ( P − P + 0,45σ)
0,7797σ

Pb = 1 - e -e
-y
sendo

P = média das N precipitações máximas diárias


Pb = probabilidade da precipitação máxima diária de um ano qualquer ser maior ou igual a P.
σ = desvio padrão das N precipitações máximas diárias

A expressão de “y” mostra que existe uma relação linear entre ele e o valor de P. Pode-se
grafar esta reta conhecendo-se:

∑ (P )
N

∑P
N
2
i i -P
P= 1
e σ= 1
N N -1

O eixo onde estão marcados os valores de y pode ser graduado em tempos de recorrência
através da relação:
1 1
TR = = -y
Pb 1 - e-e

Dessa maneira, a cada precipitação corresponderá um período de retorno.

A relação obtida por Gumbel supõe que existam infinitos elementos. Na prática, pode-se levar
em conta o número real de anos de observação utilizando-se a fórmula geral de Ven Te Chow
P = P + kσ, onde:
P = é a precipitação máxima diária para certo período de recorrência, em mm;
K = coeficiente que depende do número de amostras e do período de recorrência;
σ = desvio padrão das N precipitações máximas diárias.
O processo estatístico utilizado neste projeto considerou o critério de Kimball e a fórmula geral
de Ven Te Chow.
Nas Tabelas 1 e 2, estão apresentados o processo estatístico e a tabela de Gumbel com os
fatores de frequência (K).

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Tabela 2 - Análise estatística pluviométrica das precipitações máximas diárias

Os valores da constante K foram tabelados por Weise e Reid. Para 49 anos de observação do
Posto Escada, os valores de K usados estão destacados na tabela abaixo:

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Tabela 3 - Valores de K para cada Período de Recorrência.

C. Definição das Curvas de Precipitação x Duração x Frequência

Para a definição das curvas de precipitação x duração x frequência, lançou-se mão da


metodologia proposta pelo engenheiro Jaime Taborga Torrico em sua publicação “Práticas
Hidrológicas” de 1974.
As precipitações determinadas no item anterior para os tempos de recorrência de 5, 10, 15, 20,
25, 50 e 100 anos correspondem as chuvas diárias (1 dia).

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A metodologia adotada permitiu que, através de correlações propostas pelo método, fossem
obtidas, a partir das chuvas diárias, as precipitações correspondentes a 1 dia, 1 hora e 6
minutos. Os passos seguidos foram os seguintes:
Definição no mapa de isozonas de igual relação, apresentado na Tabela 4, da zona na qual o
trecho está inserido e dos percentuais a serem utilizados para obtenção das chuvas de 1 hora
e 6 minutos.

Tabela 4 – Dados da Isozona na Área de Projeto

Conversão da chuva de 1 dia em chuva de 24 horas, multiplicando-se a primeira pelo fator


1,095, conforme verificado na Tabela 5.

Tabela 5 – Conversão da chuva de 1 dia em chuva de 24 horas.

Cálculo das alturas das precipitações para 6 minutos e 1 hora, utilizando os percentuais
definidos para cada tempo e os dados de chuva para 24 horas, conforme Tabela 6.

Tabela 6 – Alturas de precipitação para 6 minutos e 1 hora.

A Tabela 7 apresenta as alturas de precipitação a serem adotadas:

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Tabela 7 – Alturas de precipitação adotadas.

Após a determinação das alturas de precipitação para duração de 24 horas, 1 hora e 6 minutos,
para cada tempo de recorrência considerado, marcaram-se estes valores no papel de
probabilidade de Hershfield e Wilson, e ligando-se os pontos marcados, obtiveram-se as alturas
de precipitação para qualquer duração entre 6 minutos e 24 horas.
Na está apresentado o mapa das isozonas, com seus valores característicos.

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Figura 11 - Método das isozonas de igual relação.

(Fonte: Torrico, 1974).

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Determinação das Curvas de Intensidade x Duração x Frequência

A seguir apresentam-se o Quadro de Precipitações e Intensidade em função da duração da


precipitação e do tempo de recorrência e os gráficos contendo as relações entre altura de
chuva, tempo de duração e tempo de recorrência, que caracterizam o regime de chuvas do
trecho em estudo, através dos dados da Estação Escada.

Quadro 23 – Quadro de precipitações e intensidades em função da duração da precipitação.

As curvas de Intensidade-Duração-Frequência foram obtidas através da correlação:

Intensidade (i) = Precipitação ( P )/Tempo (h)

Logo:

P
i (6 min.) = ou P x 10
0,1

i (1 hora) = P

P
i (24 horas) =
24

Nos gráficos a seguir apresentam as curvas de intensidade-duração-frequência, para os


tempos de recorrência comumente adotados em projetos desta natureza.

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Gráfico 11 – Curva de Intensidade x Duração x Frequência

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Gráfico 12 – Altura de chuva x Tempo de duração

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Determinação das Vazões de Contribuição

As descargas das bacias hidrográficas serão calculadas em função da intensidade de chuva,


da característica e da área das bacias, como o empreendimento não possui grandes bacias
hidrográficas será adotado o Método Racional, que é empregado para bacias de até 400ha.
Outros fatores que contribuem na determinação das vazões de contribuição são:

Tempo de Recorrência

Os tempos de recorrência que serão adotados no presente estudo são os seguintes:

Drenagem superficial TR = 10 anos

Drenagem subsuperficial TR = 10 anos

Bueiros tubulares TR = 15 (canal) e 25 anos (orifício)

Bueiro celular TR = 25 (canal) e 50 anos (orifício)

Pontilhão TR = 50 anos

Ponte TR = 100 anos

Tempo de Concentração
É definido como sendo o tempo necessário para que a área de drenagem passe a contribuir
para a vazão na seção estudada. De uma maneira geral, o tempo de concentração de uma
bacia qualquer depende de vários parâmetros tais como:

• Área da bacia e sua forma;


• Comprimento e declividade do talvegue principal;
• Tipo de solo, recobrimento vegetal e uso da terra.

Coeficiente de Escoamento
Será fixado um coeficiente de escoamento superficial e/ou coeficiente do complexo solo-
vegetação, conforme mostra o Quadro 24 abaixo.

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Quadro 24 – Coeficiente de escoamento superficial

3.8.1.2. Geologia
3.8.1.2.1. Geologia Regional
A caracterização da geologia visa definir os principais elementos que subsidiarão a avaliação
hidrogeológica, como as formações aquíferas, aquitardos e aquicludes, a permeabilidade e
porosidade das rochas, e a tipificação das descontinuidades que interferem no fluxo das águas
subterrâneas.
A Província Borborema é a principal feição geológica regional, na qual estão inseridas as áreas
de influência do empreendimento.

A Província Borborema
A Província Borborema, é constituída pelos litotipos do Complexo Belém do São Francisco, do
Complexo Cabrobó, das Suítes Intrusivas Leucocrática Peraluminosa e Calcialcalina de Médio
a Alto Potássio e de Granitóides Indiscriminados.

O Complexo Cabrobó
Este Complexo é determinado por sequências metassedimentares: biotitagnaisses quartzo-
feldspáticos (às vezes com granada), mica-xistos, muscovita gnaisses, metagrauvacas,
paragnaisses (algumas vezes migmatitizados) e migmatitos. Apresentando também lentes de
quartzitos, anfibolitos e mármores e meta-arcósios com níveis quartzíticos.
Ocorrem em sequência metavulcano-sedimentar: paragnaisses com frequentes lentes de
metamáficas /anfibolitos.
As lentes de quartzito ocorrentes no Complexo Cabrobó representam uma sequência
continental de metarcóseos/metaterrígenos, denominadas Formação Garanhuns (Cardoso &
Castro, 1979).

O Complexo Belém de São Francisco


Este Complexo foi redefinido por Santos (1995, 1998), a partir de uma unidade denominada de
Complexo Cabrobó (Lima et al., 1985).
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É constituído por rochas compostas de uma associação granítico-migmatítica que apresenta


biotita ortognaisses tonalíticos a granodioríticos, leucocráticos de cor cinza, migmatitizados e
migmatitos com mesossoma quartzo diorítico/tonalítico a anfibólio e/ou biotita, além de porções
anfibolíticas. Apresenta também ortognaisses metaluminosos a peraluminosos leucocráticos
de granulação fina a grossa, exibindo-se em alguns casos migmatitizados, bem como, augen
gnaisses metaluminosos.
Além disso, exibem-se neste Complexo, relíquias de rochas paraderivadas do Complexo
Cabrobó, tais como: quartzitos, mármores e rochas cálcio-silicáticas.
Os núcleos arqueanos e as rochas que ocorrem neste terreno supostamente foram
retrabalhados tectonicamente no Proterozóico, devido a um amplo magmatismo predominante
no Terreno Pernambuco-Alagoas leste, isto porque até o presente momento suspeita-se da
existência destes núcleos, mas ainda não há comprovação dos mesmos.
Segundo Medeiros (1998), na porção leste do Terreno Pernambuco-Alagoas é sugerida uma
atividade magmática do início do Mesoproterozóico (Calimiano). A orogênese Cariris Velhos foi
importante neste terreno, sobretudo na porção oeste (região de Belém de São Francisco-PE), o
qual deformou os litotipos pré-existentes e foi responsável pela presença de suítes crustais
colisionais (atualmente migmatitizadas).
Em relação aos aspectos estruturais, tanto o Complexo Belém de São Francisco como o
Complexo Cabrobó, estão geograficamente distribuídos em faixas sub-paralelas, alternadas e
dobradas, com orientação predominantemente leste-oeste.
As estruturas dúcteis apresentam direção E-W a NE-SW, provavelmente de idade
Mesoproterozóico. Neste contexto ocorrem os migmatitos/paragnaisses (metatexitos) e
ortognaisses/migmatitos (diatexitos). As estruturas rúpteis são representadas por um
sistema de fraturamento regional, datadas possivelmente do Neoproterozóico (Ciclo Brasiliano).
Este sistema de fraturamento regional tem direções preferenciais NE-SW e ENW-WSE. Estas
fraturas controlam ainda cursos de alguns riachos. Secundariamente ocorre outro sistema de
fraturamento com direções NW-SE. Aparecem em escala macroscópica e megascópica,
preenchidas por diques graníticos e pegmatíticos.

A Suíte Intrusiva Leucocrática Peraluminosa


Constituída por Leucogranitóides, contendo biotita e muscovita e/ou granada ou cordierita.

A Suíte Intrusiva Itaporanga


Constituída por biotita-anfibólio granitóides grossos a porfiríticos, com enclaves dioríticos e
fácies sieníticas - Suíte K-calciacalina, predominantemente metaluminosa.

Granitóides Diversos
Constituídos por monzonítos e granodiorítos com enclaves máficos e filiação alcalino-
metaluminosa.

3.8.1.2.2. Geologia local


O município de Escada encontra-se inserido, geologicamente, na Província Borborema, sendo
constituído pelos litotipos do Complexo Belém do São Francisco, das Suítes Intrusiva
Leucocrática Peraluminosa e Calcialcalina de Médio a Alto Potássio Itaporanga, e de
Granitóides indiscriminados, já devidamente caracterizados quando da descrição da Geologia.
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Os sedimentos quartenários são encontrados nas margens do rio Ipojuca e afluentes, como
depósitos de origem fluvial, constituídos por areias, limos, siltes e argilas das planícies de
inundação. Localmente se observa uma zona de cisalhamento de direção NE/SW. A Figura 12
ilustra o mapa geológico do Município de Escada, com as respectivas Áreas de Influência do
empreendimento.

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Figura 12 - Mapa geológico do município de Escada/ PE

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: EMBRAPA, 1999
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

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Aspectos Geológicos da AII


Toda a área da AII se encontra inserida no Complexo Belém de São Francisco, já devidamente
caracterizado quando da descrição da geologia regional.
A Figura 13 ilustra um afloramento no leito do Rio Ipojuca, sendo representado pelo Complexo
Belém de S. Francisco, onde se observa um gnaisse apresentando a lineação dos minerais com
direção 20º Az.

Figura 13 - Afloramento na AII representativo do Complexo B. S. Francisco

Fonte: EQUIPE OMNI


Observa-se um gnaisse apresentando lineação dos minerais com direção de 20º Az.
Coordenadas: Lat 8º 22’ 04” S, Long 35º 14’ 29” W, Alt 90,2m
Registrado em 05 de novembro de 2014

Aspectos Geológicos da AID


Toda a área da AID se encontra inserida no Complexo Belém de São Francisco, já devidamente
caracterizado quando da descrição da geologia regional. Em campo observou-se afloramentos de
rocha, sendo representado pelo Complexo Belém de São Francisco, onde se observa um granito
apresentando sistema de fraturas com direção de 180º Az, 50º Az e 90º Az (Figura 14), e fraturas
com direção 240º Az e 120º Az.

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Figura 14 - Afloramento na AID representativo do Complexo B. S. Francisco

Fonte: EQUIPE OMNI


(A) granito apresentando fraturas com direção de 50º Az, 180º Az e 90º Az
Coordenadas: Lat 8º 23’ 30” S, Long 35º 14’ 15” W, Alt 131,4m
Registrado em 05 de novembro de 2014
(B) granito apresentando fraturas com direção de 240º e 120º Az.
Coordenadas: Lat 8º 24’ 66” S, Long 35º 14’ 17” W, Alt 132,9 m
Registrado em 05 de novembro de 2014

Aspectos Geológicos da ADA


Toda a ADA está inserida no Complexo Belém de São Francisco, já devidamente caracterizado
quando da descrição da geologia regional. Em campo observou-se afloramento de rocha, sendo
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representado pelo Complexo Belém de S. Francisco, onde se observa um matacão granítico.


(Figura 15).

Figura 15 - Afloramento na ADA representativo do Complexo B.S. Francisco

Observa-se um matacão granítico.


Coordendas: Lat 8º 23’ 83” S, Long 35º 14’ 25” W Alt 120,6m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

3.8.1.2.3. Identificação, descrição e localização geográfica de ocorrência mineral de


interesse econômico.
Toda e qualquer ocorrência mineral de interesse econômico, sua identificação, descrição, modo
de ocorrência, situação atual da ocorrência e localização, estão minuciosamente descrita nos
anexos VII a IX. As informações foram levantadas através do DNPM/PE.

3.8.1.3. Geomorfologia/ Geotécnia


3.8.1.3.1. Geomorfologia da AII, AID e ADA
O relevo do município de Escada faz parte da unidade das Superfícies Retrabalhadas que é
formada por áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e
vales profundos. Na região litorânea de Pernambuco e Alagoas, é formada pelo “mar de morros”
que antecedem a Chapada da Borborema(CPRM, 2005).
O relevo na AII está subdividido em duas unidades morfológicas: os tabuleiros representados
pelos terraços aluviais do Rio Ipojuca, e os morros dissecados a pouco dissecados. Os morros
representam as colinas individualizadas de topos mais arredondados e declives suaves em forma
de meia-laranja, representando as feições típicas de relevo de rochas cristalinas, de composição
predominantemente granítica (Figura 16).

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Figura 16 - Relevo da AII

Coordenadas: Lat 8º 23’ 24” S, Long 35º 14’19” W, Alt 172,5m


Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

São resultantes dos processos de intemperismo predominante químico atuante nessa tipologia.
São formas que foram individualizadas por ação intensa da drenagem, que provocaram o recuo
das vertentes e pelo escoamento superficial, devido à ação do clima úmido atuante na região.
Na AII, as encostas representam uma evolução que fora principalmente influenciada pela ação
climática. A litologia resultante é um espesso manto de intemperismo, que cobre a maior parte da
área.
Os declives suavizados predominam nas áreas que estão voltadas para as planícies aluviais do
principal curso d’água da área, o rio Ipojuca, onde os vales são abertos e de fundo chato.
Vales em “V” com encostas com maior declividade são formados nas áreas mais a montante dos
vales fluviais, e nos pequenos vales escavados por águas pluviais. Nestas áreas ocorre uma baixa
acumulação de sedimentos, devido a grande energia utilizada no transporte, provocada pelo alto
gradiente.
Na AID ocorrem predominantemente as formas de relevo dos morros dissecados a pouco
dissecados (Figura 17), já devidamente caracterizados quando da descrição geomorfológica da
AII.

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Figura 17 - Relevo da AID

Coordenadas: Lat 8º 23’ 12” S, Long 35º 14’ 17” W, Alt 114m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

As formas de relevo observadas na ADA (Figura 18) foram os morros pouco dissecados, já
devidamente caracterizados quando da descrição geomorfológica da AII.

Figura 18 - Relevo da ADA

Coordenadas: Lat 8º 23’ 25” S, Long 35º 14’ 28” W, Alt 178,7m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

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3.8.1.3.2. Sondagens efetuadas

As sondagens foram executadas pelo processo de percussão, conforme Norma da ABNT NBR
6.484/2000. Foram executados 11 (onze) furos de sondagem previamente locados pela VIA
AMBIENTAL. Foi utilizado para tal um equipamento usualmente denominado de tripé com roldana.
O mesmo consiste em um cavalete de quatro vértices, fabricadas com tubo Ø 2 ½”, com uma
roldana de 8’’ acoplada em seu topo, de forma a juntamente com a corda de sisal, levantar o
martelo de 65 kg e auxiliar no manuseio da composição de hastes por força manual. Metodologia
adotada Standard Penetration Test (SPT), Os resultados do ensaio SPT são expressos pela soma
do número de golpes necessários à cravação dos primeiros e dos últimos 30 cm. O índice de
resistência à penetração (N) consiste no somatório correspondente aos últimos 30 cm do
amostrador. Nos casos em que não ocorre a penetração dos 45 cm, os resultados são
apresentados sob a forma de frações ordinárias.
Para cada metro sondado, foi determinado índice de resistência à penetração medindo-se o
número de golpes dado pelo peso de bater 65 Kg, deixando cair livremente de 75 cm de altura,
para fazer o mostrador padrão penetrar 30 cm na camada de solo em estudo.
As amostras são coletas a cada metro de perfuração, acondicionadas em recipientes, no qual
deve constar a identificação sobre o local da coleta, para serem encaminhadas ao laboratório e
ser feita à descrição táctil-visual das mesmas, definindo assim a classificação quanto ao tipo de
material encontrado na sondagem.
O nível do lençol freático caso atingido é anotado no inicio da perfuração e também ao final da
execução do mesmo. Deve-se esgotar o furo e proceder à medida do nível do lençol freático após
o período de 24hs.
A área do empreendimento está isenta de problemas geotécnicos relacionados com instabilidade
de encostas. Nas vistorias de campo, não foi observado nenhum fenômeno significativo
relacionado à instabilidade ou erosão do terreno.
O lençol freático não foi detectado nas sondagens SPT, que atingiram uma profundidade máxima
de 16m, por essa razão não foram perfurados poços de observação. Apesar da NBR 15495-1 fixar
requisitos para a execução de projeto e construção de monitoramento de águas subterrâneas em
meios porosos, e o terreno em estudo repousar sobre rochas cristalinas, A VIA AMBIENTAL
informa que quando da fase da Licença de Instalação, caso haja necessidade e seja exigido pelo
órgão ambiental, poderão ser perfurados três poços de observação, um a jusante e dois a
montante do empreendimento.
No anexo 10 são apresentados os seguintes elementos:
− Perfil individual de sondagem
− Descrição do tipo de solo encontrado na sondagem.
− Gráfico de resistência à penetração e profundidade.

3.8.1.3.3. Ensaios de Permeabilidade.


Os ensaios de permeabilidade foram realizados em permeâmetro “TRIFLEX” – 2”, em corpos de
prova moldados pelo interessado no cilindro de Próctor Normal. Foi utilizada nos ensaios uma
carga hidráulica de 10m de coluna de água.
Os resultados dos ensaios de permeabilidade podem ser visualizados na Tabela 8. Como pode
ser observado, os valores estão dentro do limite da NBR 10157 que é de 5,0X10-5 cm/s, exigido
para construção de aterros industriais.

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Tabela 8 - Resultados do ensaio de permeabilidade

Registro da amostra/furo Permeabilidade (cm/s)


1701/01 5,859x10-7
1702/02 2,246x10-7
1703/03 8,983x10-7
1704/04 2,695x10-6
1705/06 4,492x10-6

Porém cabe ressaltar que após a realização dos serviços de terraplenagem deverá ser realizado
outra analise de permeabilidade para obter segurança. O mapa com os pontos de sondagem pode
ser observado no Anexo X.
Em relação à Quantificação das áreas quanto ao seu potencial de uso do solo, no que diz respeito
às atividades socioeconômicas rurais, a região foi durante muito tempo fomentado com o manejo
da cana-de-açúcar e secundariamente por outras culturas.
Esses solos possuem uma baixa fertilidade natural, necessitando da correção da acidez e da
adubação para obtenção de boas colheitas. Quando ocorrem em relevo acidentado não são
recomendados para uso agropecuário devido ao risco de degradação pela erosão hídrica.
Apresentam-se de fácil manejo e mecanização nas áreas com relevo plano e suave ondulado.
Já no que tange às atividades socioeconômicas urbanas, atualmente várias empresas dos
diversos ramos de atividade estão se instalado na região, por conta do forte desenvolvimento por
que passa todo o estado de Pernambuco. Ressalta-se que de acordo com o novo Plano Diretor do
Município de Escada, o empreendimento se localiza em uma ZIP (ZONA DE INTERESSE
PRODUTIVO), corroborando mais ainda mais para o desenvolvimento não só do Estado, como
também do Município e de toda a Região.

3.8.1.3.4. Aptidão física para a implantação do empreendimento


A área selecionada para a implantação da Central de Resíduos Industrial foi selecionada a partir
do estudo de alternativas locacionais considerando aspectos antrópicos, físicos e bióticos.
Há de se destacar também a baixa oferta de áreas adequadas para a triagem e disposição final de
resíduos industriais advindos da região. Portanto, o empreendimento ofertará uma Central de
Resíduos Industriais, que contemplará triagem, estocagem temporária e disposição final em um
mesmo espaço.
Como já bem explanado quando da análise geomorfológica da área em estudo, não existem áreas
críticas quanto à estabilidade morfodinâmica da paisagem, como presença ou propensão à erosão
acelerada, instabilidade de encosta e taludes, pois, trata-se de uma região de rochas cristalinas
recobertas por uma espessa camada de solo constituído predominantemente por material
argiloso, chegando muitas vezes a apresentar espessura superior a 30m. A área da ADA e a AID
em nenhum correm riscos de inundações, podendo esta última sofrer apenas pequenas variações
dos níveis de seus dois riachos secundários. Quanto à AII, por ser cortada pelo Rio Ipojuca, pode
sofrer algum tipo de inundação, mais que em momento nenhum interferirá para o bom
funcionamento do empreendimento.

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3.8.1.4. Solos
Cerca de 40% da AII, repousa sobre uma associação de classe denominada de Latossolos
amarelo + Podzólicos amarelo e vermelho-amarelo ambos distrófico + Gleissolo e Cambissolo
gleico distrófico; 15% repousa sobre uma associação de classe denominada Podzólico vermelho-
amarelo distrófico+ Podzólico vermelho escuro distrófico e eutrófico; 15% repousa sobre uma
associação de classe denominada Gleissolo + Cambissolo, ambos distrófico + Solos Aluviais
distrófico e eutrófico + Pdzólicos amarelo e acinzentado distrófico; 10% repousa sobre uma
associação de classe denominada Podzólico vermelho-amarelo + Podzólico amarelo ambos Al e
distrófico + Podzólico vermelho escuro distrófico e eutrófico, 10% repousa sobre uma associação
de solos denominada Podzólico amarelo + Podzólico acinzentado ambos distrófico+ Gleissolo
distrófico.

Figura 19 - Latossolos Amarelo na AII

Coordenadas: Lat 8º 23’ 26” S, Long 35º 14’ 55”W , Alt 128,5m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

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Figura 20 - Podzólicos Vermelho - Limite AII/AID

Coordenadas: Lat 8º 22’ 59” S, Long 35º 14’ 57” W, Alt 124,2m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

Figura 21 - Gleissolo na AII

Coordenadas: Lat 8º 21’ 55” S, Long 35º 14’ 13” W, Alt 106,2m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

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A região da AID é recoberta pelos Latossolos amarelos e pelos Pdzólicos vermelho/amarelo. As


Figura 24 ilustram o contato entre essas duas unidades pedológicas.

Figura 22 - Podzólicos vermelho - Limite AII/AID

Coordenadas: Lat 8º 22’ 59” S, Long 35º 14’ 57” W, Alt 124,2m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

Figura 23 - Podzólicos Vermelho - Contato AID/ADA

Coordenadas: Lat 8º 23’ 13” S, Long 35º 14’ 16” W, Alt 112m
Fonte: EQUIPE OMNI, Registrado em 05 de novembro de 2014

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Figura 24 - Contato Latossolos Amarelos/ Podozólicos Vermelho (AID)

Coordenadas: Lat 8º 23’ 28” S, Long 35º 14’ 13” W, Alt 129m
Fonte: EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

Localmente foram observados na ADA os Latossolos Amarelo.


A caracterização pedológica da AII, AID e ADA pode ser visualizada no mapa pedológico na
Figura 26, que também indica na legenda a descrição dos tipos de relevos encontrados nas três
áreas de influência do Município.

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Figura 25 - Latossolos Amarelos (limite ADA/AID)

Coordenadas: Lat 8º 23’ 31” S, Long 35º 14’ 19” W, Alt 140,5m
Fonte: EQUIPE OMNI
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Figura 26 - Mapa pedológico das áreas de influência

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: EMBRAPA, 1999
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

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Quadro 25 - Legenda detalhada das classes de solo

Fonte: Zoneamento Agroecológico de Pernambuco

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Os Latossolos Amarelo são solos desenvolvidos principalmente de sedimentos do Grupo


Barreiras, que constitui a faixa sedimentar costeira paralela ao litoral. Podem também ser
desenvolvidos pelo intemperismo de rochas cristalinas ou sob influência destas, como é o caso da
área em questão.
Apresentam-se bastante uniformes em termos de cor, textura e estrutura; são profundos e muito
profundos, bem drenados, com predominância de textura argilosa e muito argilosa. Apresentam
sequência de horizontes A e Bw, com predominância do horizonte superficial do tipo A moderado
e proeminente, raramente do tipo húmico; baixa fertilidade natural, com baixa soma de bases;
teores muito baixos de fósforo assimilável e reação forte a moderadamente ácida. Em sua grande
maioria ocorrem com uma coesão nos horizontes subsuperficiais, que podem restringir o
desenvolvimento das raízes.
Os podzólicos vermelho/amarelo são solos, em geral, fortemente ácidos e de baixa fertilidade
natural, apresentando perfis bem diferenciados, com sequência de horizontes A, Bt e C, e com
horizonte Bt, frequentemente, mostrando, nas superfícies dos elementos estruturais, película de
materiais coloidais (cerosidade). São solos de textura arenosa, média ou, mais raramente,
argilosa.
Os Gleissolos encontram-se permanente ou periodicamente saturados por água, salvo se
artificialmente drenados. Caracterizam-se pela forte gleização, em decorrência do regime de
umidade redutor, virtualmente livre de oxigênio dissolvido, em razão da saturação por água
durante todo o ano, ou pelo menos por um longo período, associado à demanda de oxigênio pela
atividade biológica.
São distróficos, apresenta baixa fertilidade natural, podendo também apresentar pH muito baixo
(ácido) e teores de sódio de alumínio e de enxofre (tiomórficos). Em condições naturais são solos
mal ou muito mal drenados.
São áreas indicadas para preservação das matas ciliares, contudo quando ocorrem fora de área
de proteção ambiental apresentam potencial ao uso agrícola, desde que não apresentem teores
elevados de alumínio, sódio e de enxofre.

3.8.1.5. Recursos Hídricos

3.8.1.5.1. Recursos Hídricos Superficiais

Uma bacia hidrográfica evidencia a hierarquização dos rios, ou seja, a organização natural por
ordem de menor volume para os mais caudalosos, que vai das partes mais altas para as mais
baixas.
As bacias podem ser classificadas de acordo com sua importância, como principais (as que
abrigam os rios de maior porte), secundárias e terciárias; segundo sua localização, como
litorâneas ou interiores.
No Estado de Pernambuco, de acordo com o Plano Estadual de Recursos Hídricos – PERH - PE,
a bacia hidrográfica é a unidade geográfica utilizada para planejar, avaliar e controlar os recursos
hídricos. Para atender a essa determinação o território pernambucano foi dividido em 29 Unidades
de Planejamento – UP, das quais 13 bacias (rios Goiana, Capibaribe, Ipojuca, Sirinhaém, Una,
Mundaú, Ipanema, Moxotó, Pajeú, Terra Nova, Brígida, Garça e Pontal), são as que apresentam
maior relevância em relação ao contexto hídrico do Estado.
Além dessas bacias existem outras que foram agrupadas, em função de seu pequeno tamanho,
constituindo os assim chamados “grupos de bacias hidrográficas de pequenos rios”. De um total
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de 16 grupos, seis são formados por pequenos rios litorâneos, nove por pequenos rios interiores,
além de uma bacia de pequenos cursos d’água que formam a rede de drenagem da Ilha de
Fernando de Noronha.
Na Figura 27 pode ser observado as bacias hidrográficas do Estado de Pernambuco.

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Figura 27 - Mapa de Bacias hidrográficas do Estado de Pernambuco

Fonte: Condepe/ Fidem, 2005

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O espaço territorial pernambucano é dividido fisicamente, no sentido norte-sul, pelo grande


Planalto da Borborema. Assim, os rios da parte oriental têm seu escoamento realizado no sentido
oeste-leste, desaguando diretamente no Oceano Atlântico; são os denominados “rios litorâneos”,
nesta classificação inclui-se a Bacia do Rio Ipojuca. Na parte ocidental da Borborema, localizam-
se os rios que apresentam as maiores áreas de drenagem e têm escoamento no sentido norte-sul,
desaguando no São Francisco; são os denominados “rios interiores”.
A grande maioria dos rios que compõem a rede hídrica do Estado tem sua bacia hidrográfica
localizada integralmente dentro do espaço territorial pernambucano (são os denominados “rios
estaduais”), enquanto outros, em menor escala, têm partes de suas bacias alcançando áreas de
estados vizinhos (neste caso recebem a denominação de “rios federais”).
Sendo assim, em caráter estadual, a Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca pode ser classificada tendo
seu rio principal como sendo um “rio litorâneo” pelo seu sentido oeste-leste e por desaguar no
Oceano Atlântico.

3.8.1.6. Caracterização da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca


A Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca (Figura 28), encontra-se totalmente localizada em território
pernambucano, situa-se entre os paralelos 8º09’50” e 8º40’20” de latitude sul, e os meridianos
34º57’52” e 37º02’48” de longitude a oeste de Greenwich. Devido à área recoberta no sentido
oeste-leste, a bacia tem uma posição estratégica no espaço estadual, servindo de grande calha
hídrica de ligação entre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e a região do Sertão do Estado.
Os trechos superior, médio e sub-médio da bacia estão localizados nas regiões do Sertão
(pequena porção) e Agreste do Estado, enquanto que o trecho inferior tem a maior parte de sua
área situada na zona da Mata Pernambucana, incluindo a faixa litorânea do Estado.
Dessa forma, o Rio Ipojuca serpenteia espaços territoriais de diversos municípios de porte médio,
que atuam como polos de desenvolvimento regionais e locais, abrangendo áreas de seis
microrregiões: Sertão do Moxotó (Mesorregião do Sertão Pernambucano); Vale do Ipojuca e Brejo
Pernambucano (Mesorregião do Agreste Pernambucano); Vitória de Santo Antão e Mata
Meridional (Mesorregião da Mata Pernambucana); e Suape (Mesorregião Metropolitana do
Recife).
Sua área cobre uma superfície de 3.433,58km², correspondendo a 3,49% do total do Estado, e
seu perímetro é de 749,6km. Na área da bacia estão parcialmente inseridos os espaços territoriais
de 24 municípios, dos quais apenas 12 possuem suas sedes nela incluídas. Os quatro municípios
com maiores áreas pertencentes a essa bacia hidrográfica são, em ordem decrescente: Pesqueira
(606,79km²), Caruaru (387,62km²), São Caetano (262,37km²) e Sanharó (235,45km²) (CONDEPE/
FIDEM, 2005).
A área deste estudo localiza-se no baixo curso da bacia no município de Escada, Zona da Mata
Pernambucana. O município possui uma área total de 350,3 km², onde 203,73 km² pertencem a
área da bacia, o que equivale a um percentual de 58,16% da área total do município contido na
bacia.

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Figura 28 - Mapa hidrográfico do rio Ipojuca.

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Fonte: CONDEPE/FIDEM, 2010
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

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Tabela 9 - Distribuição da área dos municípios na bacia


Área pertenecente
a Bacia
Municipio Total (km2) Km2 %
Arcoverde 380,60 104,09 27,35
Alagoinha 180,10 54,61 30,32
Belo Jardim 653,60 230,92 35,33
Bezerros 545,70 226,96 41,59
Cachoerinha 183,20 1,81 0,99
Caruaru 932 387,62 41,59
Gravatá 491,50 169,03 34,39
Pesqueira 1.036,00 606,79 58,57
Poção 212,10 189,62 89,40
Riacho das Almas 313,90 8,19 2,61
Sanharó 247,50 235,45 95,13
São Bento do Una 715,90 70,15 9,80
São Caetano 373,90 262,37 70,17
Tacaimbó 210,90 131,81 62,50
Venturosa 326,10 2,22 0,68
Altinho 452,60 6,70 1,48
Sairé 198,70 75,88 38,19
Chã Grande 83,70 68,52 81,86
Pombos 236,10 66,51 28,17
Vitoria de Santo Antão 345,70 39,79 11,51
Amaraji 238,80 60,89 25,50
Escada 350,30 203,73 58,16
Primavera 96,50 79,09 81,96
Ipojuca 514,80 150,84 29,30
Fonte: Condepe/ Fidem, 2005 (adaptado)

A bacia limita-se ao norte, com a bacia hidrográfica do rio Capibaribe, ao sul com as bacias
hidrográficas dos rios Una e Sirinhaém, a leste com o segundo e terceiro grupos de bacias
hidrográficas de pequenos rios litorâneos e o oceano Atlântico e a oeste com as bacias
hidrográficas dos rios Ipanema e Moxotó e o Estado da Paraíba.
O Rio Ipojuca, rio principal da bacia, nasce no município de Arcoverde, nas encostas da serra do
Pau d’Arco a uma altitude de aproximadamente 900m. Tendo sua extensão total de 323,9km,
suas águas correm na direção oeste-leste, com regime fluvial intermitente até seu médio curso.
Tornando-se perene entre os municípios de Gravatá e Chã Grande.
Seus principais tributários são, pela margem direita:
• Riacho Liberal, riacho Papagaio, riacho Tacaimbó, riacho Taquara, riacho Cipó, riacho do
Vasco, riacho Pau Santo, riacho Mocó, riacho das Pedras, riacho Verde, riacho Caruá,
riacho Barriguda, riacho Machado, riacho do Mel, riacho Continente, riacho Titara, riacho
Vertentes, riacho Macaco Grande, riacho Rocha Grande, riacho Prata, riacho Cotegi,
riacho Piedade e riacho Minas; (CONDEPE/ FIDEM 2005).
Pela margem esquerda:

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• Riacho Poção, riacho Mutuca, riacho Taboquinha, riacho Maniçoba, riacho Bitury, riacho
Coutinho, riacho do Mocós, riacho Salgado, riacho Várzea do Cedro, riacho Jacaré, riacho
Sotero, riacho Cacimba de Gado, riacho da Queimada, riacho Manuino, riacho do Serrote,
riacho Bichinho, riacho Muxoxo, riacho São João Novo, riacho Cueiro de Suassuna, riacho
Pata Choca, riacho Cabromena, riacho Sapocaji e riacho Urubu (CONDEPE/ FIDEM 2005).
Na Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, podemos segmentar sua área em três grupos de feições
geomorfológicas distintas, que são:
• Na porção leste da bacia, observam-se duas unidades de relevo distintas. O primeiro,
denominada de planície costeira, possui altitudes inferiores a 100m; o segundo, um
conjunto de morros e colinas denominado de mar de morros, que se localizam sobre o
cristalino, com cotas altimétricas inferiores a 300m.
• Nas áreas situadas sobre o planalto da Borborema, entre os municípios de Chã Grande e
Belo Jardim, observam-se algumas superfícies mais ou menos planas, com altitudes
variando entre 400 e 700m.
• Na porção oeste da bacia, nas áreas pertencentes aos municípios de Poção, Pesqueira,
Sanharó e Belo Jardim, encontram-se as superfícies mais antigas e mais elevadas, já
bastante trabalhadas pelo processo erosivo, com altitudes que variam entre 800 e 1.000m.
• Os trechos médio e sub-médio da bacia estão localizados na região Agreste do Estado de
Pernambuco. Do ponto de vista climático, essa região é considerada intermediária entre as
áreas de clima úmido (Zona da Mata) e de clima seco (Sertão), apresentando
características ora de uma, ora de outra. Assim, nas áreas mais próximas ao Sertão
(trechos superior e parte do médio) o clima é quente e seco, e o período mais chuvoso vai
de fevereiro a junho (chuvas de verão/outono); já no trecho sub-médio (mais próximo da
Zona da Mata), a estação chuvosa se estende de março a julho (chuvas de
outono/inverno).
• O trecho inferior da bacia (cuja maior parte se localiza na Zona da Mata, nela incluída a
faixa litorânea), apresenta características de clima quente e úmido, com médias
pluviométricas superiores a 1.000mm anuais, alcançando mais de 2.000mm nas áreas
litorâneas. O período chuvoso dura seis meses, indo de março a agosto (outono/inverno).
• A vegetação dominante apresenta diferenças fisionômicas em consequência dos fatores
edafoclimáticos, podendo, de uma maneira geral, ser considerada como uma caatinga
“agrestina”, caracterizando-se pela presença de espécies xerófilas, decíduas, em grande
número composta por espinhos e abundância de Cactáceas e Bromeliáceas.
• Nas áreas mais elevadas e expostas aos ventos úmidos (os alísios de sudeste) ocorrem os
“brejos de altitude” (destacando-se como áreas de nascentes), sendo considerados
ecossistemas diferenciados daqueles predominantes nas áreas mais baixas ou menos
expostas. Nesses brejos observa-se a presença da mata serrana, atualmente com elevado
estado de degradação.
• Nas áreas mais úmidas da bacia, a vegetação é do tipo Floresta Perenifólia Tropical
Atlântica, que hoje se encontra bastante reduzida pela ação devastadora do homem. No
litoral são encontrados os manguezais, alguns bastante degradados.
Segundo CONDEPE/ FIDEM (2005), na Bacia do Ipojuca encontram-se as seguintes áreas de
preservação ambiental:
• Parque Ecológico João Vasconcelos Sobrinho - criado pelo Decreto Municipal nº 2.796/83,
localiza-se no município de Caruaru, cuja prefeitura é responsável por sua administração.
Com área de proteção de 355ha, representa o ecossistema “brejo de altitude”;

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• RPPN (Reserva Privada do Patrimônio Natural) Pedra do Cachorro - criada pelo Decreto
Estadual nº 19.815/97, localiza-se no município de São Caetano, com área de proteção de
18 ha. Sua titulação foi realizada em 08 de junho de 2002, pela CPRH;
• Unidade de Conservação Municipal da Serra Negra de Bezerros - criada pelo Decreto
Municipal nº 36/89, localiza-se no município do mesmo nome; com área de 3,4 ha, tem
como ecossistema a “Caatinga”;
• Área de Preservação Municipal Parque Ecoturístico da Cachoeira do Urubu - o Governo do
Estado de Pernambuco declarou de utilidade pública e de interesse social, para fins de
desapropriação, por meio do Decreto Estadual nº 16.828/93, a área de 30ha, situada no
engenho Pilões, localizado no município de Primavera.
Os principais usos das águas na bacia do Rio Ipojuca são:
• Consumo humano e abastecimento público; consumo animal; irrigação; uso industrial;
limpeza; geração de energia (pequena hidroelétrica); navegação interior; pesca; turismo,
recreação e lazer; recepção de efluentes domésticos; e recepção de efluentes industriais e
agroindustriais.
Dentro das classes de uso e ocupação do solo da bacia, observa-se que a maior parte da área
total da bacia esta antropomorfizada com 55,70% do total, logo em seguida, o plantio da cana-de-
açúcar aparece como tendo enorme relevância ao uso com 19,02% conforme Tabela 10.

Tabela 10 - Uso e ocupação do solo na área da bacia


CLASSE ÁREA (km2) %
Área urbana 28,99 0,84
Área explorada com o cultivo da cana-de-açúcar 652,00 19,02
Área de mata 193,78 5,64
Área de mangu 1,94 0,06
Área de vegetação arbustivo-arbórea aberta 14,00 0,41
Área de vegetação arbustivo-arbórea aberta 351,84 10,24
Vegetação arbórea fechada 246,20 7,17
Solo exposto 1,95 0,06
Antropismo 1.912,56 55,70
Açude 17,34 0,51
Uso não identificado (nuvem) 5,15 0,15
Uso não identificado (sombra) 6,93 0,20
Total 3.433,58 100,00
Fonte: Condepe/ Fidem, 2005

3.8.1.7. Rede de Drenagem das Áreas de Influência


Inexiste qualquer corpo hídrico superficial inserido na ADA. Foram observados dois riachos
tributários cortando a AID, não existindo localmente mananciais de abastecimento público. No
entanto, próximo à comunidade do Engenho Casa Grande existe um poço amazonas (Figura 30)
com profundidade de 5,5m, diâmetro de 1,5m e vazão de 1,0m³/h, utilizado pela população local
para usos diversos.
Existem também na ADA (02) duas Fontes catalogadas com dados de coordenadas: 8º 23’ 21”
35º 14” 29” S e 8º 23’ 34” S, 35º 14’ 32” W.
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Figura 29 – Drenagem secundária encontrada na AID

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(A) Coordenadas: Lat 8º 23’ 24”S, Long 35º 15’ 08”W, Alt 123,3m
Registrado em 05 de novembro de 2014
(B) Coordenadas: Lat 8º 23’ 30”S, Long 35º 14’ 15” W, Alt 131,4m
Registrado em 05 de novembro de 2014

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Figura 30 - Poço amazonas encontrado na AID

EQUIPE OMNI
Coordenadas: Lat 8º 23’ 16” S, Long 35º 15’ 37”W, Alt 129,4m
Registrado em 05 de novembro de 2014

A AII encontra-se inserida na área da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, especificamente no seu
baixo curso.
Ao norte o limite da área é cortado pelo Rio Ipojuca, principal rio da bacia, e a sudoeste é cortada
pelo Riacho Cotegi, afluente de 1ª ordem, localizado na margem direita da mesma. A nascente do
Riacho Cotegi esta inserida no município de Escada. A Figura 31 mostra o mapa da rede
hidrográfica do município de Escada e a Figura 32 mostra o mapa da rede hidrográfica das áreas
de influência. A montante do Município de Escada localiza-se a Barragem do Rio Pirapama, a qual
abastece a sede do município, e parte da AII. Segundo o Ministério das Cidades - Sistema
Nacional de Informações sobre o Saneamento, o consumo médio do município de Escada é de
92,9 litros/hab/dia.

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Figura 31 - Mapa da Rede Hidrográfica do Município de Escada

Fonte: ATP Engenharia, 2014


Fonte: CPRM, 2010

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Figura 32 - Mapa Hidrográfico das Áreas de Influência do Empreendimento

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: CPRM, 2010
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

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Figura 33 - Rio Ipojuca

Coordenadas: Lat 8º 21’ 52” S, Long 35º 14’ 13” W, Alt 105,9m
EQUIPE OMNI
Registrado em 05 de novembro de 2014

Enquadramento dos corpos d’água existentes na AII e AID


Segundo CONAMA nº 357/05 tanto o Rio Ipojuca como o Riacho Cotegi, ambos localizados
dentro da área do AII são classificados como corpos de águas doces, possuindo salinidade igual
ou inferior a 0,5 ppm.
O Rio Ipojuca, após receber descarga de contaminantes provenientes de efluentes industriais,
agrícolas e sanitários ao longo de boa parte do seu curso, suas águas chegam a área de
influência indireta do empreendimento tendo sua toxidade como não-tóxica, sendo classificação
como poluída segundo dados da CPRH, informados no relatório da CONDEPE/ FIDEM (2005).
Podemos então classificar, segundo o CONAMA nº 357/05, como sendo de Classe 3 (águas
doces), onde as águas podem ser destinadas ao abastecimento para consumo humano, após
tratamento convencional ou avançado, à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras,
à pesca amadora, à recreação de contato secundário e à dessedentação de animais.
O Riacho Cotegi, por ser um tributário de primeira ordem do canal principal, tem importância
ambiental para a bacia. Sendo suas águas classificadas segundo CONAMA nº 357/05 como
Classe 2 (águas doces), onde as águas podem ser destinadas ao abastecimento para consumo
humano, após tratamento convencional, à proteção das comunidades aquáticas, à recreação de
contato primário, à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de
esporte, lazer e por fim à aquicultura.

3.8.1.8. Recursos hídricos subterrâneos


3.8.1.8.1. Localização, Natureza, Geometria e Estrutura Geológica dos Aquíferos Locais e
Regionais.
O município de Escada está totalmente inserido no Domínio Hidrogeológico Fissural. Este
Domínio é formado por rochas do embasamento cristalino que englobam o subdomínio composto
por rochas metamórficas do Complexo Belém do São Francisco; o subdomínio composto por
rochas ígneas da Suíte calcialcalina Itaporanga; dos Granitóides Indiscriminados e da Suíte
Intrusiva Leucocrática Peraluminosa. Esses domínios representam o mais importante recurso
subterrâneo presente nas áreas de influência do Empreendimento.

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Secundariamente existem cacimbas perfuradas nos capeamentos sedimentares areno/argilosos,


como também perfurados na aluvião do Rio Ipojuca.
Recarga Armazenamento, Fluxo e Descarga – Mapa Potenciométrico.
A produtividade do aquífero fissural local é baixa, apresentando poços que captam água com uma
vazão média em torno de 1,5m³/h. Contudo muitas vezes os poços se apresentam completamente
secos. São poços com profundidade média em torno de 50m.
O aquífero fissural encontra-se na sua maior parte sobreposto por material argiloso e argilo-
arenoso, provenientes do intemperismo químico atuante sobre o substrato cristalino; como
também sobrepostos por material arenoso proveniente das aluviões do Rio Ipojuca e dos
pequenos tributários.
A recarga do aquífero fissural ocorre principalmente por infiltração da precipitação pluviométrica
nas zonas de afloramentos, e da alimentação de suas fraturas através do Rio Ipojuca e de seus
tributários.
Diferentemente do meio poroso, e por se tratar de um meio anisotrópico e heterogêneo, não é
possível à indicação predominante do fluxo de suas águas. Desta forma, fica inviável a elaboração
de um mapa potenciométrico.
O aquífero fissural é considerado confinado quando sobreposto pelos sedimentos argilosos e/ou
areno-argiloso, Onde o Aquífero Fissural aflora, ou quando e recoberto pela aluvião do Rio Ipojuca
e considerado livre.

Relações com águas superficiais e com outros aquíferos


A água superficial e a água subterrânea podem estar diretamente ligadas, mesmo quando
espacialmente separadas, uma contribuindo com a outra, onde estas interações desempenham
um importante papel para a hidrologia e a hidrogeologia local.
Devido à geologia da área de estudo ser constituída por rochas cristalinas, interações entre a
água subterrânea e a água superficial ocorrem em estreitas faixas da aluvião ao longo do rio
Ipojuca. Secundariamente nos pequenos depósitos arenosos que se encontram ao longo dos
seus tributários, como também na infiltração das águas pluviais diretamente nas fraturas das
rochas quando essas afloram.
A água subterrânea geralmente contribui para o fluxo de base dos rios e cursos de água,
especialmente em regiões de maior precipitação. Esta interação é muitas vezes bidirecional,
dependendo, pois, da elevação do nível freático. Se o nível freático é baixo, então a água
subterrânea pode ser recarregada por um corpo de água superficial. Alternativamente, se o nível
freático for elevado, a água subterrânea pode contribuir para aumentar o corpo de água
superficial.
Em aquíferos aluvionares pouco profundos e nos aquíferos arenosos do leito dos rios, como o
Ipojuca, isto normalmente depende do ciclo sazonal de chuva e dos correspondentes níveis de
água nas margens dos rios.
Na região em apreço, podemos classificar o Ipojuca como um Rio Influente, alimentando as
fraturas das rochas cristalinas, quer através da percolação das suas águas através do material
arenoso de suas aluviões, quer pela percolação de suas águas sobre o fraturamento regional das
rochas.
O conceito de balanço hídrico é utilizado para compreender a disponibilidade e o estado geral dos
recursos hídricos num sistema hidrológico, que é geralmente uma unidade padrão de água
superficial, tal como uma bacia hidrográfica.

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No caso em apreço, tem-se como evento positivo a precipitação pluviométrica, já que a região se
localiza na Zona da Mata sul do estado de Pernambuco. Negativamente pode-se apontar a
evapotranspiração, a evaporação, a retirada das águas superficiais e subterrâneas para uso
industrial, doméstico e irrigação.

Qualidade da Água do Aquífero Fissural Local


São águas com sólidos totais dissolvidos médio de 1200 mg/l; são águas brandas, com dureza
inferior a 39 mg/l. Entre os cátions predominam os alcalinos sódio e potássio, com baixas
concentrações de cálcio e magnésio. No que diz respeito à qualidade bacteriológica, as águas
subterrâneas do aquífero fissural local estão isentas de contaminação, quer pela profundidade dos
poços, quer pelos processos físico-químicos do solo que às depuram. Quando se trata de
abastecimento para consumo humano é necessário adicionar cloro para ajudar na sua depuração.
As águas do aquífero local são usadas para diversos usos como o abastecimento humano,
agrícola, animal, e industrial. No anexo 02 podem ser observados os poços existentes no
município de Escada que foram catalogados pela CPRM.
O Plano de Enquadramento das Águas Subterrâneas do aquífero fissural local tem como base a
Resolução CONAMA 396/2008.
O capítulo II da Resolução CONAMA 396/2008 estabelece o seguinte:
Da classificação das águas subterrâneas.
Art. 3º As águas subterrâneas são classificadas em:
I - Classe Especial: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses destinadas à
preservação de ecossistemas em unidades de conservação de proteção integral e as que
contribuam diretamente para os trechos de corpos de água superficial enquadrados como classe
especial;
II - Classe 1: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, sem alteração de sua
qualidade por atividades antrópicas, e que não exigem tratamento para quaisquer usos
preponderantes devido às suas características hidrogeoquímicas naturais;
III - Classe 2: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, sem alteração de sua
qualidade por atividades antrópicas, e que podem exigir tratamento adequado, dependendo do
uso preponderante, devido às suas características hidrogeoquímicas naturais;
IV - Classe 3: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, com alteração de sua
qualidade por atividades antrópicas, para as quais não é necessário o tratamento em função
dessas alterações, mas que podem exigir tratamento adequado, dependendo do uso
preponderante, devido às suas características hidrogeoquímicas naturais;
V - Classe 4: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, com alteração de sua
qualidade por atividades antrópicas, e que somente possam ser utilizadas, sem tratamento, para o
uso preponderante menos restritivo; e
VI - Classe 5: águas dos aquíferos, conjunto de aquíferos ou porção desses, que possam estar
com alteração de sua qualidade por atividades antrópicas, destinadas a atividades que não têm
requisitos de qualidade para uso.
Portanto, com base na resolução CONAMA 396/2008, podemos classificar as águas do aquífero
fissural local como Classe 2, ou seja: são águas que se apresentam sem alteração de sua
qualidade por atividades antrópicas e que podem exigir tratamento adequado, dependendo do uso
preponderante, devido às suas características hidrogeoquímicas naturais.

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Vulnerabilidade natural do aquífero fissural local


O art. 68 do Decreto 20.423/98 do Governo de Estado de Pernambuco reza que os projetos de
disposição de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos deverão conter descrição detalhada da
caracterização hidrogeológica de sua área de localização, que permita a perfeita avaliação de
vulnerabilidade das águas subterrâneas, assim como a descrição detalhada das medidas de
proteção a serem adotada.
Atualmente se dispõe de um considerável número de métodos de avaliação a vulnerabilidade
natural de um aquífero como os métodos DRASTIC, AVI, EPPNA e IMPACT. O adotado para a
realização deste trabalho foi o método GOD, desenvolvido por Foster (1987). Foster (1987),
desenvolveu o método GOD considerando-se 3 parâmetros a saber:
- G (Groundwater occurrence) - forma de apresentar-se a água subterrânea (aquífero livre,
semi-confinado, confinado ou não há aquífero).
- O (Lithology of the Overlying layers) - caracterização global do aquífero quanto ao grau de
consolidação e natureza litológica das camadas superiores.
- D (Depth of Groundwater) - profundidade até o nível freático ou topo do aquífero confinado.
Foster (1987) definiu o cálculo do seu valor como resultado de um conjunto de operações
sequenciais. Três fatores são determinados em fases distintas. A primeira fase num intervalo de 0
– 1 identifica-se o tipo de ocorrência da água subterrânea. Na segunda fase, identificam-se os
tipos litológicos acima da zona saturada do aquífero, com a discriminação do grau de
consolidação (presença e ausência de permeabilidades secundárias), assim como as
características da granulometria e litologia; este fator é representado numa escala de 0,3 a 1,0. A
terceira fase que vai de uma escala de 0,4 a 1,0, é a estimativa da profundidade do nível da água
(ou do teto do aquífero confinado). Do produto destes três parâmetros se terá o índice de
vulnerabilidade em termos relativos, que será expresso numa escala de 0 a 1.
A Figura 34 mostra os resultados que serão expressos em termos qualitativos, em índices de
vulnerabilidade: extremo, alto, médio, baixo e nulo. Esses índices expressam o seguinte: uma
vulnerabilidade nula indicará a inexistência de um aquífero, seja pela baixa qualidade natural, ou
pela ausência de água em quantidades aproveitáveis. O índice baixo está indicando que o
aquífero é vulnerável a apenas compostos extremamente móveis e persistentes, tais como sais,
nitratos e alguns solventes organo-sintéticos. O índice médio indica um aquífero susceptível a
contaminantes moderadamente móveis e persistentes, tais como hidrocarbonetos halogenados ou
não, e alguns metais pesados, os sais menos solúveis incluem-se nesse grupo. O índice alto
indica um aquífero vulnerável a muitos contaminantes exceto aqueles que são muito absorvíveis
e/ou facilmente transformáveis. O índice extremo é indicativo de um aquífero que possui
suscetibilidade às contaminantes degradáveis, como vírus e bactérias, sendo vulnerável a maioria
dos contaminantes da água com um impacto relativamente rápido.

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Figura 34 - Esquema de avaliação da vulnerabilidade de aquíferos pelo método GOD

(Foster et al.,2002).

Portanto, com base no explanado, a vulnerabilidade do aquífero se apresenta baixa na maior


parte das áreas de influência do empreendimento. Nas aluviões presentes no rio Ipojuca a
vulnerabilidade se apresenta alta. Para o cálculo do valor considerou-se o aquífero fissural como
confinado, com exceção quando recoberto pela aluvião do Ipojuca, quando pode ser considerado
livre. De acordo com os dados catalogados a média do nível estático dos poços perfurados no
aquífero fissural foi menor que 5m, sendo este valor o utilizado, já que nas sondagens realizadas
na cobertura sedimentar não foi detectado o nível da água.
A Figura 35 ilustra o mapa de vulnerabilidade do aquífero fissural das áreas de influência do
município.

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Figura 35 - Mapa de Vulnerabilidade Natural do Aquífero Fissural

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: Omni, 2014
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

3.8.1.9. Qualidade do ar

Monitoramento
O monitoramento é uma das formas de se avaliar a qualidade do ar em uma região. O primeiro
passo na idealização e implantação de qualquer sistema de monitoramento do ar é definir os seus
objetivos principais, que podem ser:
• Compatibilizar as emissões de uma indústria com os critérios de qualidade do ar
estabelecidos pelos órgãos competentes;
• Criar uma base sólida para o desenvolvimento de planos de gerenciamento de qualidade do
ar;
• Informar a comunidade a respeito da qualidade do ar;
• Implantar sistemas de alarme contra a poluição;
• Identificar Fontes poluidoras e executar gerenciamento e planejamento de tráfego;

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• Proteção de ecossistemas.
Os objetivos do programa de amostragem guiam quais poluentes serão monitorados e qual a
resolução requerida para os dados obtidos. Estes fatores, assim como a disponibilidade de
recursos financeiros e de mão de obra, determinam a escolha do método de amostragem. Existe
uma clara variação entre o custo instrumental, a complexidade, a capacidade e o desempenho de
um método para outro. Tipicamente, os mais sofisticados métodos de monitoramento apresentam
dados mais consistentes, entre muitas outras vantagens, embora ainda tenham um custo elevado
de aquisição. Como resultado, uma prática frequente é a escolha de tecnologias mais simples,
capazes de atender aos objetivos do monitoramento em termos de resolução e qualidade.
Definidas tais questões, surgem novas, tão importantes quanto as anteriores, porém, muitas
vezes, de respostas de não tão fácil obtenção:
• Quantas estações deverão ser instaladas?
• Com que frequência serão operadas?
• Que tempo terá cada amostra?
• Qual o volume de cada amostra?
• Por quanto tempo o programa de monitoramento será mantido?
• Onde colocar cada estação?
• Como instalar a estação?
Para alguns destes questionamentos tabelas e gráficos elaborados empiricamente têm a resposta.
Para outros, dados técnicos serão determinantes. Para outros ainda, existem barreiras sociais a
ser vencidas.
Os erros mais comuns na concepção dos sistemas de monitoramento de qualidade do ar estão na
má localização dos amostradores em relação à Fonte poluente e na aquisição de mais dados que
o necessário para o propósito do programa.
O sistema de monitoramento da qualidade do ar deve incluir ao menos um sensor no ponto em
que se espera a maior concentração de poluentes. O número exato de amostradores varia
conforme o método utilizado ou a confiabilidade que o engenheiro responsável deseja ter nos
dados obtidos.
O local para instalação das estações deve ser escolhido de forma que fique próximo do meio
ameaçado pelos poluentes monitorados. Estudos meteorológicos e topográficos da região
determinam a área ameaçada. Em zonas urbanas em particular, a dificuldade na determinação
desses locais é agravada por interferências causadas pelas edificações, que formam corredores
de vento. Ainda há de se considerar que as características meteorológicas são sazonais e podem
fazer com que, em diferentes épocas do ano, regiões diferentes sejam atingidas pelos poluentes.
Assim, para monitoramentos longos, é possível que haja a necessidade da instalação de estações
em diferentes locais.

Técnicas de Monitoramento
A amostragem do ar tem alguns problemas que devem ser reconhecidos, dentre eles o fato de
que a quantidade de substâncias alvo de análise é deveras reduzida no volume coletado. Mesmo
atmosferas extremamente poluídas não contêm mais do que alguns miligramas de contaminantes
por metro cúbico de ar. Na verdade, esta quantidade na maioria das vezes é expressa em
microgramas ou até mesmo nanogramas.
Além disso, a reatividade de algumas substâncias faz com que algumas medidas especiais sejam
tomadas após a coleta a sua coleta para que a amostra permaneça o máximo inalterada.
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O ideal seria que a análise fosse realizada in loco utilizando medidores de leitura imediata que
forneceriam informações físicas e químicas da atmosfera. Existem estes equipamentos para
detecção de algumas substâncias, mas os métodos de amostragem convencionais ainda são
utilizados de forma ampla, fornecendo informações de qualidade compatível com as exigências
legais.
Existem quatro métodos instrumentais de medição da qualidade do ar:
• Amostragem passiva;
• Amostragem ativa;
• Amostragem automática;
• Sensoriamento remoto.
Cada um desses métodos tem suas vantagens e desvantagens. Como foi dito anteriormente, a
escolha do método depende dos objetivos do monitoramento, da resolução requerida no estudo e
da disponibilidade de recursos humanos e financeiros.
Analisadores automáticos contínuos e sensores de medição remotos de última geração são
capazes de fornecer uma grande diversidade de dados que podem ser utilizados para produzir
informações relevantes, mas seu custo de aquisição, operação e manutenção é alto, além de
requerer mão de obra técnica especializada.
Técnicas de amostragem passiva e ativa são menos sofisticadas e não conseguem produzir
dados de maneira contínua, mas são bastante confiáveis. Eles são razoavelmente mais baratos,
tanto na aquisição, quanto na operação e manutenção, e sua demanda por conhecimento técnico
é bem baixa. Apesar disso tudo, conseguem atender às expectativas da maioria dos programas
de monitoramento do ar. Uma vez atendidos os objetivos do sistema de monitoramento, a técnica
adotada não é um fator relevante.
Abaixo, na Tabela 11, são apresentadas vantagens de desvantagens para equipamentos de
medição da poluição do ar.

Será dado um foco maior à amostragem passiva, visto que esta foi a técnica adotada para o
monitoramento realizado e descrito neste relatório.

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Tabela 11 – Vantagens e desvantagens dos equipamentos de medição da poluição do ar

Fonte: who,1991

A amostragem passiva
Esta técnica de monitoramento é a que requer menos recursos financeiros. É uma metodologia
que requer um tempo amostral em termos de semanas e sua sensibilidade é baixa, mas ao
mesmo tempo fornece um grande número de informações.
O dispositivo de monitoramento passivo mais simples é o dustfall jar, que consiste num
receptáculo dotado de um meio onde partículas sólidas em suspensão ficam aderidas quando
sujeitas às forças gravitacionais. Com ele é mensurada a taxa de partículas inaláveis, geralmente
de até 10 micra.
A amostragem é realizada em um período de tempo definido (normalmente uma semana ou um
mês). A amostra é obtida por difusão molecular, mediante um equipamento (tubo ou disco
amostrador passivo) que utiliza um filtro com material absorvente para um poluente específico
exposto às condições ambientes, que posteriomente é analisado em laboratório.
As principais vantagens dos amostradores passivos são sua simplicidade e baixo custo, que
permite que vários deles possam ser instalados simultaneamente, fornecendo informações úteis
sobre a distribuição espacial dos poluentes. Uma das limitações do uso dos amostradores
passivos é que, devido a sua baixa resolução temporal, não é possível comparar os níveis
medidos com os PQAr de curto prazo.
Em uma rede de amostragem, os amostradores passivos podem ser utilizados isoladamente ou
em conjunto com outros tipos de amostradores, como analisadores automáticos. Existem
amostradores passivos desenvolvidos ou em desenvolvimento para a maioria dos poluentes
urbanos gasosos prioritários, entre eles: NO2, SO2, NH3 (amônia), COVs (compostos orgânicos
voláteis) e O3.

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Princípio de funcionamento dos amostradores passivos


O amostrador passivo é um equipamento capaz de coletar amostras de poluentes gasosos ou
vapor na atmosfera em uma taxa controlada por processos físicos, como difusão através de uma
camada estática ou permeação através de uma membrana. Os amostradores passivos não
necessitam do uso de bombas ou outro tipo de equipamento de sucção que force o movimento de
um volume de ar através deles.
Os atuais amostradores passivos, desenvolvidos a partir da década de 1970, devem ser
distinguidos dos métodos passivos de geração anterior, que utilizavam superfícies de absorção
diretamente expostas ao ar e eram fortemente influenciados pelas condições meteorológicas. Os
amostradores passivos atuais são compostos geralmente por um tubo (Palmes Tubes), ou, num
formato mais chato, como um disco ou bottom com uma extremidade aberta protegida do vento
por uma membrana ou algo equivalente, e outra fechada funcionando como meio absorvedor do
poluente gasoso a ser monitorado, conforme ilustrado na Figura 37.

Figura 36 – Tipos de Amostradores Passivos

Fonte: UNEP-WHO, 1994

O processo de funcionamento dos tubos amostradores é realizado por meio da difusão molecular
do gás a partir da região de concentração mais alta, na extremidade aberta, para a região de “A”
em um gás “B” descrito pela Lei de Fick, em que o fluxo do gás é proporcional ao gradiente da
concentração.

J = DAB x dC/dZ

Em que:

J = fluxo do gás A no gás B através de uma determinada área, na direção Z (μg/m² s)


C = concentração do gás A no gás B (μg/m³ )
Z = comprimento do tubo (m)
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DAB = coeficiente de difusão molecular do gás A no gás B (m² /s)

Amostradores passivos específicos

a) para dióxido de enxofre


Existem vários métodos desenvolvidos para o monitoramento do SO2, sendo que os mais
utilizados empregam as substâncias absorventes, umectantes e método de análise indicados
na Tabela 12.

Tabela 12 – Métodos de Monitoramento do SO2, por meio de Amostradores Passivos

Fonte: UNEP-WHO, 1994

Mais recentemente, diversos métodos derivados dos métodos citados na Tabela 30 foram
desenvolvidos e têm sido utilizados. Para análise, a cromatografia de troca iônica tem sido
informalmente aceita como método padrão para SO2 em amostradores passivos.

b) para dióxido de nitrogênio

O monitoramento de NO2 por amostradores passivos tem sido amplamente utilizado, fornecendo
médias que são calculadas normalmente em períodos de duas a quatro semanas. Essas
amostragens têm permitido identifi car a distribuição espacial do NO2 em áreas urbanas e rurais.
As técnicas mais amplamente utilizadas são variações dos amostradores em formato de tubos tipo
Palmes (Palmes et al., 1976), usando trietanolamina (TEA) como absorvente. A análise das
amostras coletadas é feita por espectrofotometria ou cromatografia de troca iônica.

c) para monóxido de carbono

Amostradores passivos para CO foram desenvolvidos utilizando um absorvente zeólito através de


método que utiliza uma coluna estreita de difusão colocada em um tubo de vidro. A amostra é
então analisada por cromatografia gasosa e por um detector de ionização de chama.

d) para ozônio

A Tabela 13 apresenta algumas das várias técnicas desenvolvidas para medir O3. Os tubos com
peróxido de chumbo são utilizados para se determinar a concentração de dióxido de enxofre no
ar. Os gases sulfúricos reagem com o chumbo, formando sulfato de chumbo, então, ao final da
amostragem, quando em análise no laboratório, sua concentração indica os níveis de gases

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sulfurosos na atmosfera durante o período de amostragem. Alguns amostradores desse tipo têm
uma modificação na sua construção. É disposto no fundo do tubo de amostragem um filtro
saturado em mistura aquosa de peróxido de chumbo e um gel. Depois de ressecado, dispõe-se o
tubo amostrador na posição invertida para execução do monitoramento.

Tabela 13 – Métodos de Monitoramento do O3 por meio de Amostradores Passivos

Fonte: UNEP-WHO, 1994

Outras modificações realizadas substituíram o peróxido de chumbo pelo carbonato de sódio,


permitindo assim que a concentração de outros gases fosse determinada, além do sulfuroso,
como óxidos de nitrogênio.

Local de implantação

As estações de amostragem devem ser instaladas num determinado local visando avaliar a
qualidade do ar de uma área ou região. A escolha de uma área ou região deve estar pautada
pelas características de distribuição dos poluentes que se está querendo avaliar, além da
representatividade do local e das facilidades de proteção dos equipamentos contra intempéries e
vandalismo.
Além dos objetivos, em termos de exposição, da escala espacial de representatividade e das
principais Fontes de emissão, a escolha do local da estação de monitoramento da qualidade do ar
deve, sempre que possível, considerar e utilizar as seguintes informações:

• Priorização de áreas mais poluídas;


• Priorização de áreas mais povoadas;
• Condições meteorlógicas (levar em consideração a direção predominante dos ventos);
• Levar em consideração a topografia da região;
• Colocar estações em locais planejados para desenvolvimento futuro, de modo a se
poderem acompanhar os efeitos desse desenvolvimento;
• Castacterísticas topográficas (atentar para que todas as estações estejam à mesma
altura do solo);
• Existência de dados anteriores de qualidade do ar;
• Modelagem de qualidade do ar;
• Infraestrutura e proteção contra atos de vandalismo;
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• Evitar a proximidade com obstáculos, como prédios;


• Evitar a proximidade com chaminés;
• Colocar as estações de 3 a 6 metros de altura.

Localmente, o monitoramento da qualidade do ar exige condições necessárias e critérios


específicos para a adequada medição dos poluentes. Como exemplo, apresenta-se na Tabela 14
algumas das condições locais de amostragem exigidas pela US-EPA para os poluentes prioritários
e tradicionalmente medidos em áreas urbanas.

Tabela 14 – Condições locais de medição de poluentes definidas pela us-epa

Fonte: US-EPA, 1996

Controle de qualidade de dados

Políticas de controle da poluição não podem ser feitas com base em séries de dados
inconsistentes, com falhas em períodos longos ou com imprecisões de medida. É preferível, na
maioria dos casos, não dispor de dados do que dispor de dados errados ou não confiáveis. Assim,
os programas de controle de qualidade de dados são parte essencial dos sistemas de
monitoramento e devem ser aplicados desde o planejamento da rede de estações de
monitoramento.
Os programas de controle de qualidade de dados compreendem uma série de procedimentos que
garantem que uma medida apresente um padrão de qualidade que atenda a um determinado nível
de confiança conhecido.

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Os programas de controle de qualidade devem garantir:

• medidas confiáveis, com precisão aceitável;


• dados representativos do ambiente;
• resultados comparáveis;
• medidas consistentes no tempo;
• boa distribuição espacial dos dados;
• otimização dos recursos.

Internacionalmente, os programas de controle de qualidade de dados de qualidade do ar são


divididos em QA (Quality Assurance) e QC (Quality Control). Basicamente, o programa QA refere-
se ao gerenciamento de todo o processo que interfere na qualidade do dado produzido, enquanto
que o QC refere-se aos procedimentos necessários à obtenção de dados precisos.
Apresenta-se, a seguir, no Quadro 26, as principais atividades de um programa de controle de
qualidade de dados de qualidade do ar, conforme sugerido pela OMS.

Quadro 26 – Programa de controle de qualidade de dados de qualidade do ar

Base Legal
Com o crescimento econômico do país fez-se mister a implantação de uma política nacional
voltada às ações de caráter normativo e de fortalecimento institucional visando à prevenção e ao
controle da poluição no ar. Na elaboração dos aspectos legais é fundamental levarem-se em
consideração a clareza, a simplicidade, a dinamicidade e a viabilidade dos dispositivos a serem
editados.
Sob esta demanda, o CONAMA, através da sua Resolução nº 5 de 1989, criou o Programa
Nacional de Controle de Qualidade do Ar (PRONAR).
O PRONAR foi criado com o intuito de permitir o desenvolvimento econômico e social do país de
forma ambientalmente segura, usando como ferramenta a limitação dos níveis de emissão de
poluentes por Fontes de poluição atmosférica, visando à melhoria da qualidade do ar, ao
atendimento dos padrões estabelecidos e ao não comprometimento da qualidade do ar em áreas
consideradas não degradadas.
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A legislação brasileira de qualidade do ar é fortemente pautada nas leis norte-americanas, em que


os índices são fixados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA - Environmental Protection
Agency). A EPA especifica o nível máximo permitido para diversos poluentes atmosféricos. Os
limites máximos de emissões dividem-se em dois padrões: primário e secundário. O primário
indica aquela concentração que, se ultrapassada, poderá afetar a saúde da população,
especialmente indivíduos mais frágeis, como crianças, idosos e pessoas com problemas
respiratórios. O secundário refere-se à concentração abaixo da qual se prevê o mínimo efeito
adverso sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna, à flora, aos
materiais e ao meio ambiente em geral. Os padrões estabelecidos pelo CONAMA estão
mostrados no Quadro 27.

Quadro 27 – Padrões determinados pelo CONAMA

Fonte: Resolução CONANA Nº, 3 de 1990

Com o objetivo de manter o público informado sobre a qualidade do ar e atuar em situações


críticas, o EPA adotou o Índice Padrão de Poluição (PSI - Pollution Standard Index). No Brasil
adotase o seu equivalente, o Índice de Qualidade do Ar (IQA).
O Índice de Qualidade do Ar (IQA), tem como objetivo principal proporcionar à população o
entendimento sobre a qualidade do ar local, em relação a diversos poluentes atmosféricos
amostrados nas estações de monitoramento. É uma ferramenta matemática utilizada para
transformar as concentrações medidas dos diversos poluentes em um único valor adimensional
que possibilita a comparação com os limites legais de concentração para os diversos poluentes
(Padrões de Qualidade do Ar - PQAr).
No cálculo do IQA, os critérios para episódios agudos da poluição do ar são estabelecidos
conforme a Resolução CONAMA nº 03 de 28/06/1990, para cinco poluentes atmosféricos, a
saber: Partículas Inaláveis, Dióxido de Enxofre, Dióxido de Nitrogênio, Ozônio e Monóxido de
Carbono.
O cálculo do IQA é feito dividindo-se a concentração aferida pelo seu limite no padrão primário e
multiplicando o quociente por 100, obtendo assim uma porcentagem. O IQA adotado é aquele de

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maior valor entre todos os poluentes analisados. A classificação segundo o IQA é apresentada no
Quadro 28.

Quadro 28 – Índice de Qualidade do Ar de acordo com a Resolução CONAMA 03 de 28/ 06/ 1990

Fonte: FEPAM Adaptado

Relatório
Durante a realização do monitoramento da qualidade do ar para a implantação do
empreendimento CENTRAL DE TRATAMENTO E VALORIZAÇÃO AMBIENTAL – CTVA
PERNAMBUCO, no município de Escada/PE, foram instalados em duas fases, cada uma
composta por 03 (três) campanhas, os amostradores passivos para aferição dos seguintes
parâmetros, conforme solicitação da CPRH:

• Dióxido de Nitrogênio (NO2);


• Dióxido de Enxofre (SO2).
• Hidrocarbonetos (HC);
• Monóxido de Carbono (CO);
• Ozônio (O3);
• Partículas Inaláveis (MP10).

Na Figura 38 abaixo são mostrados exemplares dos amostradores passivos utilizados neste
monitoramento.

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Figura 37 – Amostradores passivos utilizados nas campanhas de


monitoramento

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

Seguindo orientações da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), a fim de obterem-se


informações que serão utilizadas como parâmetros comparativos após a instalação do referido
empreendimento, foram escolhidos dois sítios para coleta de amostras. O primeiro sob influência
dos ventos predominantes ao longo do período da execução da 1ª fase, o segundo sob influência
dos ventos com predominância secundária no período estudado na 2ª fase, ambos inseridos
dentre os núcleos comunitários próximos ao CTVA.
Na Figura 38, são mostrados os aglomerados urbanos contíguos à área onde será instalado o
CTVA. Na Figura 39, são mostrados os sítios escolhidos para a primeira e para segunda fase do
monitoramento.

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Figura 38 – Comunidade no encontro da área onde será instalado o empreendimento

Fonte: Acervo particular, adaptado do google earth

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Figura 39 – Localização dos sítios onde foram realizadas as coletas de amostras

Fonte: Acervo particular, adaptado do google earth

A distribuição temporal dos eventos para cada uma das fases transcorreu de acordo com o
cronograma abaixo.

Início Término
Fase 1 11/ 11/ 2014 25/ 02/ 2015
Fase 2 08/ 07/ 2015 14/ 09/ 2015

A seguir relatam-se os dados relevantes e procedimentos executados em campo.

Fase 1

A primeira fase de monitoramento da qualidade do ar para instalação do empreendimento Centro


de Tratamento e Valorização Ambiental (CTVA) no município de Escada, estado de Pernambuco,
iniciou no dia 11 de novembro de 2014 e teve seu término no dia 25 de fevereiro de 2015. Ao

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longo do seu desenvolvimento foram realizadas 03 (três) campanhas de monitoramento, onde


foram expostos o total de 33 amostradores de qualidade do ar, sendo, por campanha:

• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Dióxido de Nitrogênio (NO2);


• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Dióxido de Enxofre (SO2);
• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Ozônio (O3);
• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Monóxido de Carbono (CO);
• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Hidrocarbonetos perigosos
(VOC); e
• 01 (um) amostrador para aferição da concentração de partículas inaláveis (PM10).

O sítio escolhido para realização da primeira fase localiza-se a noroeste das futuras instalações
do CTVA, sob efeito dos ventos de sudeste. No local em questão funcionou uma escola primária.
Hoje é ocupada por moradores, que o utilizam para – além de moradia – criação de animais de
pequeno porte relacionados a subsistência (aves). Sua área livre apresenta diversas árvores, que
proveem sombra para o terreno, e seus limites são vedados por muro em alvenaria, que o protege
da ação de vândalos ou indivíduos estranhos ao lugar.

Este ponto de amostragem pode ser encontrado nas coordenadas:


• 8° 22’ 50.2” Sul
• 35° 14’ 50.6” Oeste

Na Figura 40 é mostrado um mapa com o ponto onde a primeira fase do monitoramento foi
realizada. Na Figura 41 é exibida a entrada do imóvel em questão.

Figura 40 – Local da instalação dos equipamentos em relação ao empreendimento (1ª fase)

Fonte: Acervo particular 10/ 02/ 2015

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Figura 41 – Local de instalação dos amostradores (1ª Fase)

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

Para instalação do amostrador responsável pela detecção da concentração de Partículas Inaláveis


(PM10) foi utilizado abrigo especial fabricado em PVC, com sua abertura distando cerca de 2,00
metros do chão, sustentado por tubo metálico cravado ao chão. Este abrigo se destina a proteger
o amostrador de intempéries (chuva ou raios solares diretos), sem que para isso impeça o
funcionamento adequado do equipamento. Na Figura 42, é mostrada a sua instalação para
Campanha 1 da 1ª Fase.

Figura 42 – Instalação do amostrador para Partículas Inaláveis (PM10)

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

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Os demais amostradores foram instalados a aproximadamente 3,00 metros do solo, protegidos


das intempéries e animais (formigas, pássaros, morcegos) por caixas fabricadas em material
inerte (ver Figura 43).
Para ambas as instalações buscou-se manter uma distância mínima de obstáculos à passagem
de ar, como muros e paredes.

Figura 43 – Instalação do amostrador de dióxido de nitrogênio, ozônio, hidrocarbonetos nocivos


e monóxido de carbono

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

Os amostradores foram expostos por um período médio de 15 dias. Transcorrido este prazo,
foram removidos e armazenados. Para ambas as instalações buscou-se manter uma distância
mínima de obstáculos à passagem de ar, como muros e paredes.

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Figura 44 – Amostradores passivos utilizado na 3ª Campanha

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

Figura 45 – Local da instalação dos equipamentos em relação ao empreendimento

Fonte: Google Earth. 2015

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Figura 46 – Amostradores instalados (NO2, SO2, CO, HC e O3)

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

Figura 47 – Instalação do dispositivo de coleta de partícula inaláveis (MP10)

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

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Figura 48 – Aferição da distância dos amostradores ao solo (~2,90m)

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

Figura 49 – Aferição da distância do dispositivo coletor de partículas ao solo (~2,00)

Fonte: Acervo particular. 10/ 02/ 2015

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Fase 2
A segunda fase de monitoramento da qualidade do ar para instalação do empreendimento Centro
de Tratamento e Valorização Ambiental (CTVA) no município de Escada, estado de Pernambuco,
iniciou no dia 08 de julho de 2015 e teve seu término no dia 14 de setembro do mesmo ano.
Ao longo do seu desenvolvimento foram realizadas 03 (três) campanhas de monitoramento, onde
foram expostos o total de 33 amostradores de qualidade do ar, sendo, por campanha:

• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Dióxido de Nitrogênio (NO2);


• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Dióxido de Enxofre (SO2);
• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Ozônio (O3);
• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Monóxido de Carbono (CO);
• 02 (dois) amostradores para aferição da concentração de Hidrocarbonetos perigosos
(VOC); e
• 01 (um) amostrador para aferição da concentração de partículas inaláveis (PM10).

O sítio escolhido para realização da primeira fase localiza-se a no este das futuras instalações do
CTVA, sob efeito dos ventos de leste.
O local em questão é composto por uma vila de moradores inserida na área do Engenho Canto
Escuro. Além de moradia, os moradores utilizam suas residências para a criação de animais de
pequeno porte relacionados a sua subsistência (aves). Os limites de cada terreno são vedados
por cerca de bambu, que o protege da ação de vândalos e mantém afastados indivíduos
estranhos ao lugar.

Este ponto de amostragem pode ser encontrado nas coordenadas:

• 8° 23’ 16.69” Sul


• 35° 15’ 0.41”Oeste

Na Figura 50 é mostrado um mapa com o ponto onde a primeira fase do monitoramento foi
realizada. Na Figura 51 é exibida a entrada do imóvel em questão.

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Figura 50 – Local da instalação dos equipamentos em relação ao empreendimento (2ª fase)

Fonte: Google Earth. 2015

Figura 51 – Local de instalação dos amostradores (2ª fase)

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

Para instalação do amostrador responsável pela detecção da concentração de Partículas Inaláveis


(PM10) foi utilizado abrigo especial fabricado em PVC, com sua abertura distando cerca de 2,00
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metros do chão, sustentado por tubo metálico cravado ao chão. Este abrigo se destina a proteger
o amostrador de intempéries (chuva ou raios solares diretos), sem que para isso impeça o
funcionamento adequado do equipamento. Na Figura 52 é mostrada a sua instalação para
Campanha 1 da 2ª Fase.

Figura 52 – Instalação do amostrador para Partículas Inaláveis (PM10)

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

Os demais amostradores foram instalados a aproximadamente 3,00 metros do solo, protegidos


das intempéries e animais (formigas, pássaros, morcegos) por caixas fabricadas em material
inerte (ver Figura 53).
Para ambas as instalações buscou-se manter uma distância mínima de obstáculos à passagem
de ar, como muros e paredes.

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Figura 53 – Instalação dos amostradores de dióxido de nitrogênio, dióxido de nitrogênio, ozônio,


hidrocarbonetos nocivos e monóxido de carbono

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

Os amostradores foram expostos por um período médio de 15 dias. Transcorrido este prazo,
foram removidos e armazenados. Para ambas as instalações buscou-se manter uma distância
mínima de obstáculos à passagem de ar, como muros e paredes.

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Figura 54 – Amostradores passivos utilizados na 4ª Campanha

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

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Figura 55 – Amostradores Instalados (NO2, SO2, CO, HC e O3)

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

Figura 56 – Instalação do dispositivo de coleta de partículas inaláveis (MP10)

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

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Figura 57 – Aferição da distância dos amostradores ao solo (~3,30m)

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

Figura 58 – Aferição da distância do dispositivo coletor de partículas ao solo (~2,00)

Fonte: Acervo particular. 10/09/2015

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Os resultados obtidos nas análises dos amostradores, em cada fase, são os elencados a seguir.

Resultados - Fase 01

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Resultado – Dióxido de Enxofre (SO2) – Fase 1

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Resultado – Dióxido de Nitrogênio (NO2) – Fase 1

Resultado – Hidrocarbonetos (HC)1 – Fase 1

________________
1 Por razões técnicas, resultados dos medidores BBE-1 e BBE-4, utilizados na campanha 2,
apresentaram leitura limitada de parâmetros.

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Resultado – Monóxido de Carbono (CO) – Fase 1

Resultado – Ozônio (O3) – Fase 1

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Resultado – Partículas Inaláveis (MP10) – Fase 1

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Figura 59 - Histograma de distribuição de partículas opacas (Campanha 1)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

Figura 60 - Histograma de distribuição de partículas transparentes (Campanha 1)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Figura 61 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica (Campanha 1)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

Figura 62 - Histograma de distribuição de partículas opacas (Campanha 2)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Figura 63 - Histograma de distribuição de partículas transparentes (Campanha 2)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

Figura 64 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica (Campanha 2)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Figura 65 - Histograma de distribuição de partículas opacas (Campanha 3)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

Figura 66 - Histograma de distribuição de partículas transparentes (Campanha 3)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Figura 67 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica (Campanha 3)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Resultados - Fase 02

Resultado – Dióxido de Enxofre (SO2) – Fase 2

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Resultado – Dióxido de Nitrogênio (NO2) – Fase 2

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Resultado – Hidrocarbonetos (HC) – Fase 2

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Resultado – Monóxido de Carbono (CO) – Fase 2

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Resultado – Partículas Inaláveis (MP10) – Fase 2

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Figura 68 - Histograma de distribuição de partículas opacas para a amostra (Campanha 1)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

Figura 69 - Histograma de distribuição de partículas transparentes para a amostra (Campanha 1)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Figura 70 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica para a amostra (Campanha 1)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

Figura 71 - Histograma de distribuição de partículas transparentes para a amostra (Campanha 2)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Figura 72 - Histograma de distribuição de partículas transparentes para a amostra (Campanha 2)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

Figura 73 – Partículas coletadas analisadas sob microscopia óptica para a amostra (Campanha 2)

(FONTE: PASSAM Ag, 2015. Tradução nossa)

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Conclusão

Frente aos dados obtidos com as análises realizadas para 3ª Campanha de Monitoramento da
Qualidade do Ar no município de Escada - Pernambuco, o Índice de Qualidade do Ar classifica a
condição atmosférica como Inadequada (IQA entre 101 e 199). A Tabela 15 e a Tabela 16 abaixo
apresentam um resumo dos resultados obtidos em cada fase.

Tabela 15 – Resumo dos resultados obtidos (Fase 1)

Tabela 16 – Resumo dos resultados obtidos (Fase 2)

Abaixo, são apresentados os gráficos de evolução de cada índice analisado em cada fase.

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Figura 74 – Evolução da concentração de Material Particulado

Figura 75 – Evolução da concentração de Monóxido de Carbono

Figura 76– Evolução da concentração de Dióxido de Nitrogênio

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Figura 77 – Evolução da concentração de Ozônio

Figura 78 – Evolução da concentração de Dióxido de Enxofre

A concentração média de partículas inaláveis (MP10) na Fase 1 (58,20 μg/m3) foi utilizada para
calcular o IQA da região no período de execução dessa etapa, que ocorreu entre os meses de
novembro de 2014 e fevereiro de 2015. O valor obtido foi de 116,4, que permite classificar a
qualidade do ar no local como Inadequada. Já na segunda fase de medições, entre os meses de
julho a setembro de 2015, o valor do IQA obtido foi de 72,8, que permite classificar a qualidade do
ar no local como Boa.
Os resultados do monitoramento da qualidade do ar na região estudada, nos respectivos períodos
de cada campanha, registrou que, na Fase 1, a concentração média de Partículas Inaláveis
ultrapassou os limites estabelecidos pelo CONAMA na Resolução n° 03/90. Na Fase 2, no
entanto, a concentração se mantém dentro dos limites estabelecidos na Resolução supracitada.
A concentração de hidrocarbonetos não influencia no IQA, pois o CONAMA não estabelece uma
concentração limite para estes.
A análise dos resultados obtidos traz a compreensão de que a qualidade atmosférica na região
estudada está abaixo do que seria considerado ideal, prejudicada principalmente pela
concentração elevada de Partículas Inaláveis e Monóxido de Carbono. Estes dois parâmetros
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associados podem estar relacionados à proximidade dos pontos amostrais com a rodovia BR-101
Sul. Sabe-se também que a atividade da queima da cana-de-açúcar – muito comum na Zona da
Mata Pernambucana entre os meses de setembro e fevereiro – impacta sobre a concentração de
poluentes na atmosfera.

3.8.1.1. Ruídos
Metodologia
Para aferir o nível de ruídos nas áreas de influências do empreendimento em epígrafe foram
coletadas medidas “in loco” em diversos pontos, utilizando um decibelimetro digital com função
automática de medição do nível de pressão sonora equivalente (LAeq), sendo a leitura LAeq de
um intervalo de 3 minutos, o valor que foi registrado para cada ponto foi dividido por 03 obtendo
assim a média.
No Quadro 29 pode ser observados os valores determinados pela NBR 10.151 referente ao nível
de ruídos e suas localidades.

Quadro 29 Nível de critério de avaliação NCA para ambientes externos, em dB(A)

Tipos de áreas Diurno Noturno

Áreas de sítios e fazendas 40 35

Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas 50 45

Área mista, predominantemente residencial 55 50

Área mista, com vocação comercial e administrativa 60 55

Área mista, com vocação recreacional 65 55

Área predominantemente industrial 70 60

Fonte: NBR 10151

A visita a campo realizada nos dias 13 e 14 de setembro de 2014 foram realizadas com o auxilio
do decibelímetro para as medições dos ruídos na ADA e AID. Todas as medições foram
realizadas no horários entre 09:00 até às 16:00 em pontos estratégicos anteriormente pré-
definidos, onde foram obtidos os resultados descrito no Quadro 30:

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Quadro 30: Resultado das medições de ruído

RESULTADO DAS MEDIÇÕES DE RUÍDO NA


ÁREA DIRETAMENTE AFETADA e ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA – ADA e AID
Coordenadas
Locais Resultados
(UTM)
N: 90733096
Margens da BR-101 71,5 dBA e 74,75 dBC
E: 0253031
N: 90733024
Em frente as edificações 48,0 dBA e 69,5 dBC
E: 0253116

Em frente ao portão do atual N: 9072685


40,5 dBA e 60,5 dBC
aterro sanitário E: 0253116
N: 9072252
Nas margens da PE-051 44,0 dBA e 63,5 dBC
E: 0253543
N: 9071790
Nas margens do curso d’água 43,5 dBA e 65,5 dBC
E: 0253674
N: 9071924
Dentro da área da CTVA 45,5 dBA e 66,5 dBC
E: 253310

Em frente ao engenho Canto N: 9071575


45,0 dBA e 54,5 dBC
Escuro E: 0252884
N:9071790
Em frente as edificações 46,5 dBA e 61,5 dBC
E:0252276
N: 9072253
Em frente à igreja evangélica 59,5 dBA e 74,5 dBC
E: 0252103
N: 9074092
Em frente à escola municipal 63,5 dBA e 66,0 dBC
E: 0254355

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Figura 79 – Localização dos pontos de medição do ruído

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: ATP Engenharia, 2014
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo

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Figura 80 - Registro das medições de ruído

Fonte: Equipe ATP Engenharia, 2014


Registrado em 13 e 14 de setembro de 2014

Após a realização das medições foram comparados os resultados obtidos e foram observados que
na AID, mas precisamente em frente à escola municipal e a igreja evangélica o ruído já ultrapassa
os valores determinado na NBR 1.015 isto também acontece na AII. Porém vale ressaltar que no
momento de instalação e operação do empreendimento deverá ser colocado em pratica o
subprograma de monitoramento de ruídos e vibrações com o intuito de monitorar o aumento do
ruído e incomodar a população do entorno e fauna local ainda existente.

3.8.2. Meio Biótico

Nesta seção serão apresentadas as informações relativas à fauna e à flora presentes na área da
CTVA. Compreendem o Meio Biótico para fins desse estudo, a ADA apresentando uma área de
38 ha, a AID com uma área total de 1.069,4ha e a AII com uma área equivalente a 2.397,2ha.
As campanhas ocorreram no período de 19 a 27 de setembro de 2014, reservou-se dois dias para
as montagens das armadilhas e em seguida as buscas e coletas ocorreram por sete dias
consecutivos de acordo com a metodologia apresentada no plano de trabalho. Para o
entendimento da região, bem como dos dados aqui expostos, apresentamos no Quadro 31, os
índices pluviométricos do munícipio de Escada dos últimos quatros meses que antecederam a
realização dos levantamentos primários, a fim de proporcionar ao leitor uma compreensão mais
real da paisagem no momento da campanha. Pois, embora pelo calendário, já teríamos um
período seco, o que se percebeu “in loco” foi um período transitório para a estação seca com a
presença marcante ainda do período chuvoso.

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Quadro 31 - índices pluviométricos do Município de Escada/PE

Mês Índice
pluviométrico
Junho 230.5 mm
Julho 121.5 mm
Agosto 139.2 mm
Setembro 182.6 mm
Fonte: http://www.ipa.br/indice_pluv.php#calendario_indices

3.8.2.1. Unidades de Conservação


A atenção com o meio ambiente está presente na memória do nosso país desde o começo da
nossa república, bem antes da constituição de 1988 a temática preservacionista já estava em
pauta com a promulgação de leis e decretos como no primeiro código criminal de 1830 que já
enquadrava como crime o corte ilegal de madeira. Em 1916 o código civil também já enfatizava
questões de proteção ambiental, mas foi a partir da década de 20 que a legislação foi cada vez
mais se aprimorando no quesito ambiental. Podemos destacar para esse período o código das
águas de 1938, o decreto-lei nº 23.793/34 de proteção da flora, bem como o decreto-lei nº
5.894/43 que diz respeito à fauna.
Com a constituição de 1988 o meio ambiente tem assegurado todo um aparato legal que vem
garantir a preservação ambiental.
Desta forma vimos na década de 80, uma fase extremamente positiva no que se refere à criação
de Unidades de Conservação - UCs. Foram instituídas 75 UCs nesse período, duplicando a
quantidade existente no país até então (ICMBio, 2013). Com a realização da Conferência das
Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente (Eco-92), realizada na cidade do Rio de
Janeiro, os debates foram ampliados, e o Brasil configurou como um dos signatários da
Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), o que proporcionou ao país o uso das Unidades
de Conservação como instrumento de ordenamento do território e proteção da biodiversidade.
A partir do ano 2000 um importante avanço ocorreu no País no que se refere à Politica Ambiental,
foi a publicação da Lei nº 9.989, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação
(SNUC) e, com o objetivo de criar as condições para um planejamento adequado dessas áreas,
organizou toda a legislação existente sobre o tema. O SNUC define a unidade de conservação
como:
“…espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com
características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de
conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam
garantias adequadas de proteção…”

Ademais, ainda em consonância com o SNUC, as Unidades de Conservações apresentam-se


divididas em duas categorias com objetivos distintos e complementares entre si são elas: Uso
Sustentável e Proteção Integral. No grupo de Proteção Integral é permitido apenas o uso indireto
dos recursos e tem como meta principal a preservação da natureza. Já no grupo que concentra as
de Uso Sustentável, é permitido o uso direto dos recursos, e tem como objetivo principal
equacionar a conservação da natureza com o uso sustentado dos recursos (BRASIL, 2000).
Aqui em Pernambuco, com a instituição do Sistema Estadual de Unidades de Conservação -
SEUC - Lei Estadual nº 13.787, em 2009, o Estado deu uma guinada na política ambiental, e
seguindo a diretriz da política nacional começou a ter um ordenamento próprio. O que possibilitou
também a estruturação para a criação e a manutenção das Unidades de Conservação existentes
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através da regulamentação do fundo ambiental que garantirá os recursos necessários para a


implantação das mesmas.

Figura 81 - Grupos e Categorias de Unidades de Conservação, segundo o SNUC

Fonte: Sistema Nacional de Unidades de Conservação

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3.8.2.1.1. Unidades de Conservação no Município de Escada


O munícipio de Escada não apresenta no seu território unidades de conservação municipal. O
município integra a região da Mata Sul de Pernambuco que historicamente teve o seu crescimento
ligado a economia açucareira que apresenta o sistema produtivo da Monocultura que provoca
danos devastadores ao meio ambiente e a biodiversidade. Desta forma, a paisagem do município
de Escada apresenta-se descaracterizada do sua forma original de predominância do Bioma Mata
Atlântica.
De acordo com o levantamento realizado pelo PROBio – Programa da Biodiversidade(2006), o
munícipio de Escada abrigaria as feições de Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional
Semidecidual.
No entanto, registra-se para a região uma Unidade de Conservação Estadual que tem um caráter
intermunicipal, pois abrangem os municípios de Escada, Cabo de Santo Agostinho e Vitória de
Santo Antão denominada Unidade de Conservação do Refúgio de Vida Silvestre Mata do
Urucu que está inserida na categoria de Proteção Integral e totaliza na divisa com os três
munícipios uma área de 531,56 ha do Bioma de Mata Atlântica conforme indicado na Figura 82,
observa-se na figura que apenas uma pequena porção da UC se encontra no domínio do
município.

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Figura 82 - Representação da UC Refúgio da vida Silvestre Mata do Urucu no Município de Escada/PE

Fonte: SIG Caburé CPRH, 2014

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3.8.2.2. Áreas Prioritárias para a conservação da biodiversidade


Dentro da área de estudo, encontra-se uma área relevante para a conservação da biodiversidade
que são as áreas de alagado e os fragmentos de Mata ciliar que compõe entorno da ADA. Além
se ser uma região estratégica para o empreendimento, pois consta da concepção inovadora do
projeto a existência de um cinturão verde em torno das instalações do CTVA, está área abriga as
condições ideias para o reflorestamento e para o desenvolvimento e permanência da Flora e da
Fauna da região. Tendo em vista esse cenário, a promoção dessa iniciativa de reconstituição da
vegetação nativa logo na fase de implantação assegurará um ambiente de refúgio para as
espécies nas fases de instalação e operação do CTVA sendo um aspecto positivo para o universo
biótico que estão representados na região.

3.8.2.3. Ecossistemas terrestres (Fauna e Flora)

3.8.2.3.1. Flora, Vegetação e Fitossociologia

a) Caracterização da vegetação e descrição da área do estudo


A floresta Atlântica é caracterizada por sua elevada diversidade e alto grau de endemismos
(MYERS et al., 2000; LAGOS e MULLER, 2007), abrangendo mais de 20 mil espécies de plantas,
sendo 8 mil endêmicas. A composição original da Mata Atlântica é um mosaico de vegetações
definidas como florestas ombrófilas densa, aberta e mista; florestas estacionais deciduais e
semidecidual; campos de altitude, mangues e restingas.
Atualmente, essa floresta possui área reduzida, com aproximadamente 16% da sua cobertura
original (RIBEIRO et al., 2009), apresentando-se como um mosaico composto por poucas áreas
relativamente extensas, e uma porção bem maior composta de áreas em diversos estágios de
degradação (GUATURA et al., 1996). As maiores partes dos seus remanescentes florestais estão
sob a forma de pequenos fragmentos, isolados e pouco protegidos, especialmente os que se
encontram inseridos em paisagens intensamente cultivadas, com grande número de espécies
ameaçadas de extinção (METZGER, 2009; VIANA e PINHEIRO, 1998).
A fragmentação e antropização florestal não são diferentes na zona da mata sul do estado de
Pernambuco no local onde o empreendimento será implantado. Essa região foi uma dos primeiros
espaços brasileiros a ser explorado economicamente, desde a primeira metade do século XVI,
com a extração do pau-brasil e, posteriormente, com o cultivo da cana-de-açúcar, quando
surgiram os primeiros engenhos, marca registrada da região até os dias de hoje.
A área diretamente afetada (ADA) e as áreas de influência direta e indireta (AID e AII) do
empreendimento estão localizadas no município de Escada conforme exposto anteriormente, a
região abriga diversos engenhos. Por ser uma localidade inserida entre engenhos, trata-se de um
local composto por cultivos de cana, pontos de queimadas além de ser próximo a um aterro
sanitário (Figura 83). Tornando toda a área de influência do empreendimento um local com
altíssima antropização, degradação e de extrativismo vegetal, restando apenas poucas e
pequenas manchas de fragmentos florestais.

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Figura 83 - Representação das áreas dos estudos relativos à Flora.

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: Lévalu, 2014
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo.

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Com isso, a fim de se caracterizar e descrever a vegetação (arbórea, arbustiva, trepadeira,


herbácea e de pteridófitas) estabelecida na ADA, AID e AII destacando os diversos estágios
sucessionais, importância econômica, alimentícia, medicinal e status de preservação foi realizado
um estudo florístico, fitossociológico e fitofisionômico nas áreas, cujo alguns exemplos podem
serem observados nas figuras abaixo.

Figura 84 - Morro em que será construído o Figura 85 - Fragmento florestal localizado na AID
empreendimento

Coordenadas: S 08°. 23. 489’ W 035°14.494’ Coordenadas: S 08°23.020' W 035°14.847'.


Fonte: Equipe LÉVALU Fonte: Equipe LÉVALU
Registrado em 20 de setembro de 2014 Registrado em 20 de setembro de 2014

Figura 86 - Cultivo de Saccharum officinarum L. (cana-de- Figura 87 - Imagem panorâmica da AID dando ênfase
açúcar) na ADA ao aterro sanitário instalado no local.

Percebe-se o grau de degradação do local. Coordenadas: S 08º 23.412’ W 035º 14.525’


Coordenadas: S 08° 23.202’ W 035°14.284’ Fonte: Equipe LÉVALU
Fonte: Equipe LÉVALU Registrado em 21 de setembro de 2014
Registrado em 21 de setembro de 2014

b) Metodologia
A CTVA será instalada no município de Escada, localizado em um remanescente de Floresta
Atlântica. A lista florística da área de influência indireta (AII) foi obtida através de dados
secundários tendo como referência trabalhos realizados na zona da mata sul, a fim de
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representarem espécies estabelecidas no mesmo domínio vegetal. Os trabalhos que serviram de


base literária para os dados secundários da AII foram: Lima et al. (2013) e o EIA/RIMA da cidade
de Ipojuca.

Fitofisionomia
A fitofisionomia das áreas de influência de interesse deste trabalho (ADA e AID) foi descrita
através de caminhadas nestas áreas onde cada ponto tinha sua coordenada geográfica verificada
com o auxílio de um GPS (Global Position System), o local era fotografado e as características da
tipologia eram anotadas. Com esses dados foi construída a descrição fitofisionômica da ADA e
AID.

Florística
Nessas caminhadas, também eram feitas coletas de espécies vegetais de todos os hábitos
(arbóreo, arbustivo e herbáceo) para a construção da lista florística dessas áreas. O material era
coletado com o auxílio de uma tesoura de poda ou podão, marcado com uma fita que indicava a
área que havia sido coletado, suas características fenológicas (se os indivíduos estavam em
estágio vegetativo ou reprodutivo) e guardado em um saco plástico (Figura 88 e Figura 89).
O material botânico foi herborizado, segundo técnicas usuais de preparação, secagem e
montagem de exsicatas (Mori et al., 1989) e depositadas no herbário Prof. Vasconcelos Sobrinho
(PEUFR) (Figura 90). A identificação taxonômica foi realizada por comparações com exsicatas
depositadas nos herbários PEUFR e Dárdano de Andrade Lima (IPA) e com o auxílio de chaves
taxonômicas e literatura específica. A grafia do nome das espécies foi consultada no banco de
dados do The International Plant Names Index.

Figura 88 - Saco de coleta. Figura 89 - Podão – instrumento utilizado para coleta

Fonte: Equipe LÉVALU Fonte: Equipe LÉVALU


Registrado em 21 de setembro de 2014 Registrado em 21 de setembro de 2014

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Figura 90 - Montagem, secagem e confecção de exsicatas


  A  B

Fonte: Equipe LÉVALU


Registrado em 22 de setembro de 2014

Fitossociologia
Foram estabelecidas 10 parcelas de 100m² , o equivalente a 1 hectare, distribuídas na ADA e AID
para o levantamento fitossociológico (Figura 91 e Figura 92). Esse quantitativo de parcelas foi o
suficiente para abranger todos os fragmentos remanescentes de floresta atlântica existentes
nessas áreas.
Dentro de cada parcela todos os indivíduos os indivíduos arbóreos, com Circunferência a Altura
do Peito de 1,30m do solo (CAP) menor ou igual a 5 cm foram amostrados. As medidas de alturas
das plantas foram tomadas com auxílio de trena e os perímetros dos caules com auxílio de uma
fita métrica (Figura 93). Os indivíduos que apresentaram caules perfilhados tiveram cada perfilho
medido individualmente.

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Figura 91 - Parcela estabelecida na área diretamente Figura 92 - Parcela estabelecida na área de


afetada – ADA. influência direta - AID

Fonte: Equipe LÉVALU Fonte: Equipe LÉVALU


Registrado em 21 de setembro de 2014 Registrado em 21 de setembro de 2014

Figura 93 - Medições do CAP dos indivíduos arbóreos


dentro das parcelas demarcadas

Fonte: Equipe LÉVALU


Registrado em 21 de setembro de 2014

Parcelas amostradas:
− Parcela 1- Coordenadas geográficas:. S 08°23.020' W 035°14.847'
− Parcela 2 - Coordenadas geográficas: S 08°23.078' W 035°14.870'
− Parcela 3- Coordenadas geográficas: S 08°23.412' W 035°14.525'
− Parcela 4- Coordenadas geográficas: S 08°23.413' W 035°14.345'
− Parcela 5- Coordenadas geográficas: S 08°23.235' W 035°14.786'
− Parcela 6- Coordenadas geográficas: S 08°23.200' W 035°14.777'
− Parcela 7- Coordenadas geográficas: S 08°23.419' W 035°14.343'
− Parcela 8- Coordenadas geográficas: S 09°23.187' W 035°14.746'
− Parcela 9 - Coordenadas geográficas: S 08°23.435' W. 035°14.475'
− Parcela 10 - Coordenadas geográficas: S 08°23.403' W 035°14.333'

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Os parâmetros fitossociológicos foram calculados de acordo com Mueller-Dombois & Ellenberg


(1974), utilizando-se o programa Fitopac 2.0 com planilhas eletrônicas do Microsoft Office Excel.
Sendo eles:

• Densidade Absoluta (DA): é a relação do número total de indivíduos de um táxon por área,
obtida pela divisão do número total de indivíduos do táxon (ni) encontrados na área amostral
(A), por unidade de área (1 ha).
DA = ni x 1ha/A
• Densidade Relativa (DR): representa a porcentagem com que um táxon i aparece na
amostragem em relação ao total de indivíduos do componente amostrado (N). A razão ni/N
representa a probabilidade de, amostrado um indivíduo aleatoriamente, ele pertença ao
táxon em questão.
DR = (ni/N) x 100
• Frequência Absoluta (FA): a porcentagem de amostras em que foi registrado um dado táxon
i, ou a probabilidade de uma parcela aleatoriamente sorteada conter o táxon i. Expressa
pela porcentagem do número de unidades amostrais em que i ocorre (Oci) dividido pelo
número total de unidades amostrais.
FA = (Oci/UA) x 100
• Frequência Relativa (FR): relação em porcentagem da ocorrência do táxon i pela somatória
de ocorrências para todos os táxons do componente analisado.
FR = (Oci/∑ Oc) x 100
• Dominância Absoluta (DoA): é a área basal total em m2 que o táxon i ocupa na amostra, por
unidade de área (1 ha), calculada pela somatória da área de todos os indivíduos de i.
DoA = ABi /há
• Dominância Relativa (DoR): a área total da secção do caule que todos os indivíduos de um
táxon ocupam, dividido pelo total de todos os indivíduos amostrados e expressa em
porcentagem. Representa a contribuição da biomassa do táxon em relação ao total da
biomassa do componente analisado.
DoR = (ABi / ∑ AB) x 100
• Valor de Importância (VI): A importância de uma espécie dentro da comunidade pode ser
expressa pelo VIE, descritor composto pelos parâmetros relativos de densidade, frequência
e dominância. Este parâmetro permite a ordenação das espécies hierarquicamente segundo
sua importância na comunidade.
VI = DR + FR + DoR
A diversidade florística não necessitou ser calculada já que as parcelas estabelecidas nas áreas
de influência representaram todos os fragmentos florestais remanescentes existentes na ADA e
na AID. Além do que o valor de dominância calculado fornece uma estimativa da biomassa das
plantas, não considerando apenas o número de indivíduos.

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c) Resultados

Fitofisionomia
A área afetada de interesse está inserida na Floresta Atlântica Ombrófila Densa constituída por
fragmentos de matas úmidas e misto de espécies de matas secas. Quase sua totalidade já foi
destruída através de ações antrópicas para cultivo de cana-de-açúcar, restando apenas pequenos
fragmentos com presença de espécies arbóreas, conforme figuras a seguir.

Figura 94 - Local de campo aberto com espécies


Figura 95 - Encosta do morro da ADA.
herbáceas e presença de um riacho intermitente
(ambiente lacustre) – AID

Pequeno fragmento florestal com presença de árvores,


Coordenada 1: S 08º23.202’ W 035º14.284’ arbustos e herbáceas – ADA
Fonte: equipe LÉVALU Coordenada 2: S 08º23.277’ W 035º14.232’
Registrado em 20 de setembro de 2014 Fonte: equipe LÉVALU
Registrado em 20 de setembro de 2014

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Figura 96 - Local de campo aberto – cultivo de cana- Figura 97 - Área de campo coberto com
de-açúcar espécies herbáceas

Vista de um pequeno riacho intermitente (ambiente


lacustre) – ADA.
Coordenada 3: S 08º23.500’ W 035º14.251’
Fonte: equipe LÉVALU Ao fundo há inserido um fragmento com indivíduos
Registrado em 20 de setembro de 2014 de Ricinus communis L. (mamona) – ADA
Coordenada 4: S 08º23.489’ W 035º14.494’
Fonte: equipe LÉVALU
Registrado em 20 de setembro de 2014

Figura 98- Fragmento de Floresta Ombrófila Densa com Figura 99 - Fragmento de Floresta Ombrófila Densa
espécies arbóreas, arbustivas, herbáceas e pteridófitas com espécies arbóreas exóticas

Coordenada 5: S 08°23.020' W 035°14.847'


Coordenada 6: S 08°23.419' W 035°14.343'
Fonte: equipe LÉVALU
Fonte: equipe LÉVALU
Registrado em 20 de setembro de 2014
Registrado em 20 de setembro de 2014

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Figura 100 - Área de campo aberto – AID Figura 101 - Fragmento de Floreta Ombrófila Densa
com misto de espécies de mata seca.

Coordenada 7: S 08°23.078' W 035°14.870'


Fonte: equipe LÉVALU
Registrado em 20 de setembro de 2014

Grande quantitativo de indivíduos de Elaeis oleífera


(Kunth) Cortés (dendê) – AID.
Coordenada 8: S 08º23.413’ W 035º14.345’
Fonte: equipe LÉVALU
Registrado em 20 de setembro de 2014

A fitofisionomia demonstrou que a ADA quanto a AID estão inserida em áreas degradadas,
constituídas em sua totalidade em cultivos de cana-de-açúcar. Inseridos nesse cenário, existem
pequenos fragmentos remanescentes de Floresta Ombrófila Densa com mistos de espécies de
mata seca em campo aberto constituído apenas por espécies herbáceas. No Quadro 32,
encontra-se o as coordenadas e suas respectivas descrições tipológicas.

Quadro 32 - Coordenadas geográficas e suas descrições fitofisionômicas da ADA e da AID.


Coordenada Fitofisionomia
S 08º23.202’ W 035º14.284’ Campo aberto e riacho intermitente – ADA
S 08º23.277’ W 035º14.232’ Fragmento com espécies de baixo porte – ADA.
Campo aberto – cultivo de cana-de-açúcar, com pequeno riacho intermitente
S 08º23.500’ W 035º14.251’
(ambiente lacustre) – ADA.
Campo coberto com uma mancha de indivíduos de Ricinus communis L.
S 08º23.489’ W 035º14.494’
(mamona) – ADA
Fragmento de Floresta Ombrófila Densa com espécies arbóreas, arbustivas,
S 08°23.020' W 035°14.847'
herbáceas e pteridófitas – AID.
S 08°23.419' W 035°14.343' Fragmento de Floresta Ombrófila Densa com espécies arbóreas exóticas – AID.
S 08°23.078' W 035°14.870' Área de campo aberto – AID.
Fragmento de Floreta Ombrófila Densa com misto de espécies de mata seca.
S 08º23.413’ W 035º14.345’
Grande quantitativo de indivíduos de Elaeis oleífera.
Fonte: Equipe LÉVALU

Fitossociologia
A área estudada por ser constituída de um fragmento florestal intensamente perturbado e
apresentar pequenas áreas com presença de espécies arbóreas, o resultado da fitossociologia foi
reflexo dessa antropização (tabulação de poucas espécies). Como a fitossociologia só considera
os indivíduos arbóreos estabelecidos dentro das parcelas com CAP > ou = a 5 cm, poucos são os
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indivíduos que se entram na amostragem. Logo, a lista florística por levar em consideração as
espécies arbustivas, herbáceas e pteridófitas foi mais rica no quantitativo de espécies.
Foram quantificados e mensurados no i hectare amostrado 177 indivíduos, distribuídos em 22
espécies e 17 famílias. As espécies que apresentaram maior densidade absoluta foram:
Coccoloba mollis (420 ind/ha), Mimosa caesalpiniifolia (320 ind/ha), Salix aurita (210 ind/ha),
Cecropia palmata (120 ind/ha), Syzygium cumini (110 ind/ha), Vismia guianensis (100 ind/ha),
Artocarpus heterophyllus (90 ind/ha) e Mangifera indica (60 ind/ha) (
Gráfico 13). A fitossociologia demonstrou baixa densidade e riqueza. As espécies tabuladas nas
parcelas estabelecidas nas áreas de influência não são encontradas em áreas de Florestas
Atlânticas nativas e preservadas, e sim em ambientes perturbados.
A frequência das espécies amostradas reflete a repetição das espécies nas parcelas, sendo as
espécies mais frequentes: Cecropia palmata presente em 60% das parcelas, Mimosa
caesalpiniifolia (40%), Syzygium cumini (50%), Virola gardneri (50%), Artocarpus heterophyllus
(50%), Vismia guinensis (40%) e Mangifera indica (40%).
A espécie Cecropia palmata apresentou maior dominância relativa e absoluta, sendo a mais
representativa.
O índice de valor de importância reflete a importância de cada espécie para o todo amostrado,
representando as espécies mais importantes ecologicamente nas áreas de influência de interesse
para o empreendimento.
São elas: Cecropia palmata, Mimosa caesalpiniifolia, Syzygium cumini, Coccoloba mollis e Virola
gardneri, com as seguintes porcentagens de importância, respectivamente: 52,09%, 39,56%,
31,21%, 27,46% e 22,87%.
Os dados fitossociológicos encontrados diferem dos encontrados por Lima, (2011) e Ferraz &
Rodal, (2006) em áreas de Mata Atlântica, sugerindo que a ADA e a AID são áreas perturbadas e
degradadas já que não possuem sua estrutura e florística similar á outras áreas florestais com as
mesmas características ambientais. No Gráfico 13 pode ser observado as espécies de maior valor
de importância.

Gráfico 13 - Espécies de maior valor de importância (VI) das espécies amostradas


nas parcelas estabelecidas na ADA e AID

Elaboração: LÉVALU

A Tabela 17 apresenta os dados fitossociológicos das espécies amostradas nas parcelas


estabelecidas na ADA e AID, apresentados em ordem decrescente de IVI. NI (número de
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indivíduos); (DA) Densidade Absoluta; (DR) Densidade Relativa; (FA) Frequência Absoluta; (FR)
Frequência Relativa; (DoA) Dominância Absoluta; (DoR) Dominância Relativa e (VI) Valor de
importância.

Tabela 17 - Dados fitossociológicos das espécies amostradas nas parcelas estabelecidas na ADA e AID

Elaboração: LÉVALU

Florística
Os dados secundários que forneceram a lista florística da AII apresentou 95 espécies,
posicionadas em 41 famílias de plantas arbóreas, arbustivas e herbáceas. As famílias mais
representativas foram Leguminosae e Asteraceae, ambas representadas por 11 espécies e
Euphorbiaceae com oito espécies. Apesar de ser uma das famílias mais representativas, as
espécies da família Asteraceae são espécies herbáceas, cosmopolitas, que ocorrem em áreas
tanto nativas quanto degradadas, conforme apresenta a Tabela 18.

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Tabela 18 - Lista florística da Área de Influência Indireta


Família/Espécie Hábito Nome Vulgar
Annonaceae
Annona glabra L árvore aticum
Xylopia frutescens Aubl árvore sombrinha

Anacardiaceae
Anacardium occidentale L. árvore cajueiro
Tapirira guianensis Aubl. árvore pau pombo
Thyrsodium spruceanum Benth árvore caboatã de rego

Apocynaceae
Himatanthus phagedaenicus (Mart.) banana de
Woodson árvore papagaio

Araceae
Anthurium affini Schott erva antúrio

Araliaceae
Schefflera morototoni (Aubl.) Maguire,
Steyerm. & Frodin árvore sambaquim

Asteraceae
Acanthospermum hispidum DC. erva espinho de cigano
Acmella uliginosa (Sw.) Cass. árvore jambo
Ageratum conyzoides L. erva mentrasto
Conocliniopsis prasiifolia (DC.) R.M. King &
H. Rob arbusto
Centratherum punctatum Cass erva perpétua
Emilia fosbergii Nicolson erva bela emília
Emilia sonchifolia Cass. erva emília
Platypodanthera melissifolia (DC.) R.M. King
& H. Rob arbusto
Tilesia baccata (L.) arbusto
Tridax procumbes L. erva
Vernonia brasiliana Mart. ex DC. arbusto

Bignoniacea
Anemopaegma laeve DC. arbusto cipó leve

Boraginaceae
Cordia superba Cham. erva grão de galo
Heliotropium tiaridioides Cham. erva
Burseracea
Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand árvore amescla de cheiro

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Família/Espécie Hábito Nome Vulgar

Cecropiaeae
Cecropia palmata Willd. árvore imbaúba

Clusiaceae
Clusia nemorosa G. Mey. árvore capororoca
Clusia paralicola G. Mariz árvore orelha de burro
Vismia guianensis (Aubl.) Pers árvore

Combretaceae
Buchenavia capitata (Vahl) Eichler árvore esparra

Commenlinaceae
Commelina benghalensis L. erva

Convolvulaceae
Jacquemontia hirsuta Choisy erva jitirana

Chrysobalanaceae
Hirtella racemosa Lam. arbusto

Cyperaceae
Cyperus luzulae (L.) Retz erva
Fimbristylis dichotoma (L.) Vahl. erva
Rhynchospora ciliata Kük. erva capim navalha
Scleria bracteata Cav. erva tiririca

Erythroxylaceae
Erythroxylum citrifolium A. St.-Hil. árvore

Euphorbiaceae
Actnostemon verticillatus (Klotz) Baill. árvore maria mole
Amanoa guianensis Aubl. árvore
Chamaesyce hyssopifolia (L.) Small erva
Euphorbia thymifolia L. árvore
Margaritaria nobilis L. f. árvore figueirinha
Hyeronima alchornioides Allemão árvore
canudo de
Mabea occidentalis Benth.
árvore cachimbo
Pogonophora schomburgkiana Miers ex caboatã de
Benth árvore leite/cocão
Lamiaceae
Hyptis pectinata (L.) Poit erva

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Família/Espécie Hábito Nome Vulgar

Lecythidaceae
Eschweilera ovata (Cambess.) Miers árvore imbiriba

Leguminosae
Chamaecrista cyrtisoides (DC. Ex.Collad)
H.S. Irwin & Barneby arbusto candieiro
Chamaecrista ensiformis (Vell.) H.S.Irwin &
Barneby árvore
Senna obtusifolia (L.) H.S. Irwin & Barneby arbusto
Inga bahiensis Benth árvore Ingá
Inga capitata Desv. árvore Ingá
Inga thibaudiana DC. árvore Ingá
Mimosa somnians Humb. & Bonpl. Ex Willd árvore mimosa
Inga thibaudiana DC. árvore Ingá
Parkia pendula (Willd.) Benth. ex Walp árvore visgueiro
Schrankia leptocarpa DC. erva espinhosa
Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.)
Hochr. árvore favinha

Papilionoideae
Bowdichia virgilioides Kunth árvore sucupira roxa
Indigofera suffruticosa Mill erva Anil

Malpighiaceae
Byrsonima sericea DC. árvore murici

Malvaceae
Sida cordifolia L. erva malva
Sida linifolia Cav erva relógio

Marantaceae
Stromanthe porteana Griseb. erva

Melastomataceae
Miconia ciliata (Rich.) DC. árvore
Miconia minutiflora (Bonpl.) DC. árvore
Miconia prasina (Sw) DC. árvore sabiazeira
Meliaceae
Guarea guidonia (L.) Sleumer árvore pitomba da mata
Myristicaceae
Virola gardneri (A. DC.) Warb. árvore
Brosimum guianense (Aubl.) Huber árvore conduru

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Família/Espécie Hábito Nome Vulgar

Helicostylis tomentosa (Popp. & Endl.)


Rusby árvore amora
Pourouma acutiflora Trec árvore embaúba da mata
Sorocea hilarii Gaudich. árvore

Myrtaceae
Campomonesia dichotoma (O Berg.) Mattos árvore azeitona
Eugenia sp. árvore ubaia
Myrcia sylvestris DC. árvore goiabinha
Psidium guineense Sw. arbusto araça

Poaceae
Eragrostis pilosa (L.) P. Beauv.. erva capim
Panicum maximum Jacq erva capim colonião

Piperaceae
Peperomia pellucida (L.) Kunth erva

Plumbaginaceae
Plumbago scandens L. erva nuvem

Rubiaceae
Borreria verticillata (L.) G. Mey. erva vassourinha
Genipa americana L. árvore jenipapo
Sabicea grisea Cham. & Schltdl. erva
Sapindaceae
Cupania racemosa (Vell.) Radlk. árvore caboatão
Cupania revoluta Radlk. árvore caboatão de leite
Sapotaceae
Manilkara salzmannii (A. DC.) Lam. árvore maçaranduba

Simaroubaceae
Simarouba amara Aubl árvore praíba

Solanaceae
Solanum asperum Rich. árvore gogoia

Tiliaceae
Luehea ochrophylla Mart. árvore açoita cavalo
Turneraeae
Piriqueta racemosa (Jacq.) Sw. erva
Violaceae
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Família/Espécie Hábito Nome Vulgar

Hybanthus calceolaria (L.) Oken erva papaconha


Paypayrola blanchetiana Tul. árvore

Ulmaceae
Trema micrantha (L. Blume) árvore mutamba
Fonte: (Lima et al. (2013) e o EIA/RIMA da cidade de Ipojuca)
Elaboração: LÉVALU

A grande quantidade de espécies herbáceas encontradas reflete a antropização local (Gráfico 14),
a literatura aponta que áreas degradadas apresentam uma maior riqueza e diversidade de
espécies do que áreas nativas preservadas (Santos et al., 2013).

Gráfico 14 - Representação da quantidade de espécies por hábito encontradas na florística da AII

Elaboração: LÉVALU

A florística da ADA e AID totalizaram 97 espécies, distribuídas em 50 famílias. Dessas 97


espécies, 60 foram encontradas apenas da ADA, 33 na AID e quatro estavam presentes em
ambas as áreas de influência de interesse (Tabela 19).
As famílias botânicas mais representativas foram Asteraceae com oito espécies, Myrtaceae com
seis espécies e sendo representadas com quatro espécies, encontramos: Anacardiaceae,
Araceae, Bignoniaceae, Melastomataceae, Rutaceae e Verbenaceae. A família Solanaceae foi
representada por três espécies, ficando as demais famílias sendo distribuídas em duas ou apenas
uma espécie.
As 97 espécies são pertencentes a diferentes hábitos, dessas, 39 tem hábito arbóreo, 11
arbustivo, 39 herbáceo, uma trepadeira e três pteridófitas. A trepadeira foi a Passiflora edulis, e as
três espécies de pteridófitas identificadas, foram: Palhinhaeae cernua, Lygodium venustum e
Pityrogramma calomelanos (Figura 102).

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Figura 102 - Espécies de pteridófitas listada florística das AID

A: Palhinhaeae cernua, B: Lygodium venustum e C: Pityrogramma calomelanos

Gráfico 15 - Representativo da quantidade de espécies por hábito encontradas na florística da ADA e da AID.

Fonte: LÉVALU

A distribuição geográfica das espécies também foi analisada, uma vez que dependendo do tipo de
distribuição que uma espécie se encontra ela deve receber uma maior atenção quanto a sua
importância na área. Uma espécie pode ter distribuição cosmopolita (ampla distribuição),
endêmica (encontradas apenas naquele local) ou raras (difíceis de serem encontradas em outras
áreas).
Cerca de 90% das espécies estabelecidas nas áreas de influência possuem distribuição
cosmopolita e são comuns em áreas abertas de Floresta Atlântica como áreas de capoeira
(florestas secundárias que sofreram ou sofrem antropização). Apenas Anacardium occidentale,
Scheffera morototoni, Mimosa caesalpiniifolia, Cupania oblongifolia e Solanum asperum que são
espécies endêmicas e três espécies não identificadas que foram consideradas raras, embora por
serem espécies desconhecidas sua distribuição possam ser outras.
As espécies foram consultadas no site da IUCN, (2014.4) para verificar seu status de
conservação. A lista da IUCN categoriza o status de suas espécies em: não avaliado (NE), dados
insuficientes (DD), pouco preocupante (LC), quase ameaçada (NT), vulnerável (VV), ameaçada de
extinção (EN), criticamente em perigo (CR), extinta da natureza (EW) e extinta (EX). Apenas três
espécies foram encontradas na lista da IUCN, Commelina erecta e Cunninghamia lanceolata com

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o status de conservação = pouco preocupante (LC) e Caesalpinia echinata como ameaçada de


extinção (EN).
As áreas de influência apresentam pequenos fragmentos florestais, fragmentos esses que muitas
vezes estão situados próximos a moradias, com isso muitas espécies de importância econômica e
de valor alimentício foram tabuladas. Verificamos que grande parte das espécies de importância
econômica são aquelas de valor alimentício e também são espécies exóticas. São elas:
Chenopodium ambrosioides (mastrus), Anacardium occidentale (cajueiro), Mangifera indica
(manga), Schinus terebinthifolius (aroeira), Spondias mombin (cajá), Carica papaya (mamão),
Manihot esculenta (macaxeira), Artocarpus heterophyllus (jaqueira), Artocarpus incisifolius (fruta-
pão), Musa paradisíaca (bananeira), Eugenia uniflora (pitangueira), Myrciaria cauliflora
(jabuticabeira), Psidium guajava (goiabeira), Syzygium cumini (azeitona-preta), Syzygium jambos
(jambo), Passiflora edulis (maracujá), Citrus limon (limão), Citrus reticulata (laranja-cravo), Citrus
sinensis (laranja-pêra), Talisia esculenta (pitomba), Lippia alba (cidreira).
Quanto ao interesse científico podemos atrelá-lo também ao valor ecológico para a Caesalpinia
echinata (pau-brasil) que é uma espécie que está ameaçada de extinção, com isso deve ser
considerada como importante tanto nas áreas quanto para estudos científicos. As espécies de
valor ornamental são todas as da família Araceae e a Musa coccínea (Figura 103) . E as valor
faunístico, ou seja que servem de alimento ou de morada para animais são: Miconia prasina,
Mimosa caesalpiniifolia e Virola gardneri, esta última suas sementes servem de alimento para os
saguins. Nas áreas de influência do empreendimento não foi verificado nenhum tipo de
extrativismo vegetal, nem espécies com esse potencial, conforme pode ser observado na Tabela
19.

Figura 103 - Musa coccínea – espécie de valor ornamental

.
Fonte: Equipe LEVALU
Registrado em 21 de setembro de 2014.

Tabela 19 - Distribuição florística da ADA e AID


Importância
Família/Espécie Hábito Nome vulgar Área Distribuição Status Econômica Valor
Acanthaceae
Lepidagathis sp. erva AID C

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Importância
Família/Espécie Hábito Nome vulgar Área Distribuição Status Econômica Valor
Amaranthaceae
Chenopodium
ambrosioides L. erva mastruz AID C X M
Anacardiaceae
Anacardium
occidentale L. árvore cajueiro AID E X A
Mangifera indica
L. árvore manga AID X A
Schinus
terebinthifolius
Raddi árvore aroeira AID X M
Spondias mombin
L. árvore cajá AID X A
Annonaceae
Annona sp. árvore ADA
Araceae
Caladium bicolor
(Aiton) Vent. erva ADA/AID C O
Philodendron
imbe hort. ex
Engl. erva AID C O
Scindapsus
aureus Engl. erva jibóia AID C O
Syngonium
podophyllum
Schott erva AID C O
Araliaceae
Schefflera
morototoni (Aubl.)
Maguire, Steyerm.
& Frodin árvore sambaquim AID C/E
Arecaceae
Acrocomia
aculeata Lodd. ex
Mart. árvore macaíba AID X
Elaeis oleifera
(Kunth) Cortés arbusto dendê AID X
Aristolochiaceae
Aristolochia sp. erva AID C
Asparagaceae
Sansevieria espada de São
trifasciata Prain erva Jorge AID C O
Asteraceae
Indeterminada 1 erva ADA C
Indeterminada 2 erva ADA C
Indeterminada 3 erva ADA C
Indeterminada 4 erva ADA C

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Importância
Família/Espécie Hábito Nome vulgar Área Distribuição Status Econômica Valor

Sphagneticola
trilobata (L.)
Pruski erva ADA C
Vernonia sp. erva ADA/AID C
Vernonia
chalybaea Mart.
Ex DC. erva ADA C
Wedelia trilobata
(L.) Hitchc. erva ADA C
Bignoniaceae
Cordia globosa
Kunth erva ADA C
Handroanthus
albus (Cham.)
Mattos árvore ipê-amarelo AID
Handroanthus
heptaphyllus
(Mart.) Mattos árvore ipê-rosa AID
Spathodea
campanulata P.
Beauv. árvore AID
Caesalpiniaceae
Senna sp. arbusto ADA
Caricaceae
Carica papaya L. árvore mamão ADA C X A
Cecropiaceae
Cecropia palmata
Willd. árvore embaúba ADA C
Clusaceae
Indeterminada 5 AID R
Combretaceae
Terminalia
catappa L. árvore castanhola AID
Commelinaceae
Commelina erecta
L. erva AID C LC
Convolvulaceae
Ipomoea asarifolia
Roem. & Schult. arbusto ADA C
Costaceae
Costus spiralis
Roscoe erva AID C
Cupressaceae
Cunninghamia
lanceolata Hook. árvore pinheiro AID LC
Cyperaceae

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Importância
Família/Espécie Hábito Nome vulgar Área Distribuição Status Econômica Valor
Cyperus sp. erva ADA C
Cyperus
ferrugineoviridis
(C.B. Clarke) Kük. erva ADA C
Digitaria sp. erva ADA C
Erythroxylaceae
Erythroxylum
mucronatum
Benth. arbusto ADA
Euphorbiaceae
Manihot esculenta
Crantz arbusto macaxeira AID X A
Ricinus
communis L arbusto mamona ADA X
Fabaceae
Caesalpinia
echinata Lam. árvore pau-brasil AID EM
Crotalaria incana
Benth. erva ADA C
Crotalaria retusa
L. erva ADA/AID C
Chamaecrista
rotundifolia (Pers.)
Greene erva ADA C
Desmodium sp. erva AID C
Inga edulis Mart. árvore ingá AID
Phaseolus sp. erva AID C
Gentianaceae
Coutoubea
spicata Aubl. erva ADA C
Schultesia
guianensis (Aubl.)
Malme erva AID C
Hypericaceae
Vismia guianensis
(Aubl.) Choisy árvore lacre AID C
Lamiaceae
Indeterminada 6 ADA R
Loganaceae
Spigelia sp. erva ADA C
Lycopodiaceae
Palhinhaea
cernua (L.) Vasc.
& Franco pteridófita AID
Lygodiaceae
Lygodium
venustum Sw. pteridófita AID

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Importância
Família/Espécie Hábito Nome vulgar Área Distribuição Status Econômica Valor
Malpighiaceae
Indeterminada 7 AID
Melastomataceae
Clidemia debilis
Crueg. erva AID C
Miconia albicans
(Sw.) Steud. erva canela-de-velho ADA C M
Miconia
calvescens DC. erva sabiá fina AID C
Miconia prasina
(Sw) DC. árvore sabiazeira AID F
Mimosaceae
Mimosa sp. erva ADA C
Mimosa
caesalpiniifolia
Benth. árvore sabiá AID E F
Moraceae
Artocarpus
heterophyllus
Lam. árvore jaqueira AID X A
Artocarpus
incisifolius Stokes árvore fruta-pão AID X A
Musaceae
Musa coccínea
Andrews erva rabo-de-galo AID C O
Musa paradisíaca
L. árvore bananeira AID X A
Myristicaceae
Virola gardneri
Warb. árvore urucuba AID F
Myrtaceae
Eucalyptus sp. árvore eucalipto AID X
Eugenia uniflora
L. árvore pitangueira AID X A
Myrciaria
cauliflora (Mart.)
O. Berg árvore jabuticabeira AID C X A
Psidium guajava
L. árvore goiabeira AID X A
Syzygium cumini
(L.) Skeels árvore azeitona-preta AID X A
Syzygium jambos
(L.) Alston árvore jambo AID X A
Passifloraceae
Passiflora edulis
Sims trepadeira maracujá AID X A
Poaceae
Schanthus sp. erva capim ADA C
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Importância
Família/Espécie Hábito Nome vulgar Área Distribuição Status Econômica Valor

Polygonaceae
Coccoloba mollis
Casar. árvore AID
Pteridaceae
Pityrogramma
calomelanos (L.)
Link pteridófita AID

Rosaceae
Prunus sellowii pessegueiro-
Koehne árvore bravo ADA
Rubiaceae
Genipa americana
L. árvore jenipapo AID X
Rutaceae
Citrus limon (L.)
Osbeck árvore limão AID X A
Citrus reticulata
Blanco árvore laranja-cravo AID X A
Citrus sinensis
Osbeck árvore laranja-pêra AID X A
Murraya
paniculata (L.)
Jack arbusto jasmin-laranja AID
Salicaceae
Salix aurita L. árvore salgueiro ADA/AID
Sapindaceae
Cupania
oblongifolia Mart. árvore AID E
Talisia esculenta
Radlk. árvore pitomba AID X A
Solanaceae
Solanum
americanum Mill. erva alvamora AID C
Solanum asperum
Vahl arbusto ADA C/E
Solanum
paniculatum L. arbusto jurubeba ADA
Sterculiaceae
Guazuma ulmifolia
Lam. árvore mutamba ADA
Verbenaceae
Aegiphila
pernambucensis
Moldenke erva ADA C
Indeterminada 8 AID R

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Importância
Família/Espécie Hábito Nome vulgar Área Distribuição Status Econômica Valor

Lantana camara
L. arbusto ADA
Lippia alba (Mill.)
N.E. Br. arbusto cidreira AID X M
Violaceae
Hybanthus sp. erva ADA

II – Mastofauna Terrestre
Os mamíferos representam um importante papel nos ecossistemas em que vivem, pois são
fundamentais na manutenção da vida devido as suas funções no meio. Esse funcionamento se da
através dos seus papéis como herbívoros, predadores, polinizadores e dispersores de sementes
(IUCN, 2014).
Atualmente, a mastofauna brasileira é distribuída em 12 ordens e 50 famílias (Reis et al., 2011;
Paglia et al., 2012): Ordem Didelphimorphia (cuícas e gambás); Sirenia (peixes-boi); Cingulata
(tatus); Pilosa (tamanduás e preguiças); Primates (macacos); Lagomorpha (coelhos e lebres);
Chiroptera (morcegos); Carnivora (cachorro do mato, lobo, raposas, quati, lontra, furão, gatos e
onças); Perissodactyla (anta); Artiodactyla (porcos do mato e veados); Cetacea (baleias) e
Rodentia (ratos, preás, capivara, cutias e paca). Muitos são os fatores que podem influenciar para
esta abundante riqueza no Brasil, como as condições climáticas, a topografia e os seus diferentes
tipos de biomas (Machado et al., 1998).
A mastofauna também pode proporcionar benefícios para os seres humanos, sendo estes diretos
e indiretos (e.g. Fonte de alimento, recreação, saúde psicológica), indiretamente na manutenção
do equilíbrio do ecossistema (i.e. cadeia alimentar) e em algumas culturas serviços a
comunidades (IUCN, 2014). Dos biomas brasileiros, a Mata Atlântica está em segundo quando
contabilizamos o número de espécies de mamíferosficando atrás apenas da Amazônia, porém, é
o bioma que possui maior riqueza com relação à extensão territorial que ocupa (Costa et al. 2000,
Costa et al. 2005). A Mata Atlântica é considerada um hotspot para conservação (Myers et al.
2000).

a) Metodologia
Estudos de levantamentos da mastofauna (mamíferos de pequeno, médio e grande porte) em
determinadas áreas são bastante complexos e favoráveis à aplicação de diversas metodologias,
sendo essas com o uso de armadilhas de contenção ou não, ou seja, com observações diretas ou
indiretas dos animais. Atualmente para mitigar o estresse causado pela influência e impactos do
homem na natureza, vem crescendo estudos com mamíferos a partir da identificação de seus
vestígios (i.e. fezes, pegadas), do uso de armadilhas fotográficas e da aplicação da bioacústica,
sendo essas técnicas extremamente confiáveis e que corroboram com a conservação dos
indivíduos estudados. Como complemento do nosso estudo será aplicada a técnica da
etnozoologia, que consiste na realização de entrevistas junto a população local, a fim de
complementar os nossos resultados. Todos os métodos utilizados por nós no trabalho será o
menos invasivo possível aplicados aos grupos e objetivando não oferecer riscos aos animais.
Com o objetivo de obter o diagnóstico da mastofauna terrestre não-alada nas áreas de influência
do Empreendimento, fizemos o uso de algumas metodologias frequentemente aplicadas em

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estudos para o grupo e complementamos nossos resultados com dados secundários e informais.
O levantamento da mastofauna foi realizado entre os dias 21 a 27 de setembro do ano de 2014.
Estudar a mastofauna de áreas degradadas é um processo bastante delicado e exige muita
cautela, levando isto em consideração aplicamos métodos favoráveis para que o estudo ficasse
mais completo, utilizando mais de uma metodologia, umas como complemento das outras para
facilitar e ampliar a coleta de dados. Neste trabalho foram utilizadas técnicas como Censos
diurnos e noturnos pelas áreas, o uso de armadilhas de contenção e observações diretas ou
indiretas dos animais. A fim de mitigar o estresse causado pela influência e impactos do homem
na natureza, também aplicou-se estudos a partir da identificação de vestígios dos animais (i.e.
carcaça, vocalização), do uso de armadilhas fotográficas e armadilhas de pegadas sendo essas
técnicas extremamente confiáveis e que corroboram com a conservação dos indivíduos
estudados.

Busca ativa dos animais


Foi utilizado o método de observação direta dos animais no qual consistiu na realização de
caminhadas pela área de estudo. O censo foi realizado a partir de transectos lineares
respectivamente na ADA e AID conforme representado na Figura 104. O censo consistiu em
caminhadas lentas em trilhas durante o período diurno e noturno, pelas bordas e interiores da
área demarcada. Foi necessário um menor numero de profissionais percorrendo essas trilhas,
pois para visualização dos animais é necessário o máximo de silencio possível.

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Figura 104 – Pontos de visualização por busca ativa

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: Levalu, 2014.
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo.

As caminhadas ocorreram de maneira lenta, durante a realização dessa etapa, a paisagem foi
analisada desde o topo das árvores até o chão. Na oportunidade foram registrados animais vivos
e mortos, com ou sem registro de máquina fotográfica digital. Também complementaram os dados
encontros ocasionais com os animais, sendo estes fora do momento da busca ativa.
Na figura 105, encontra-se representado os transectos realizados no percurso das buscas durante
a campanha para obtenção dos dados primários.

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Figura 105 - Realização de busca ativa diurna por membro da equipe.

Foto: Equipe LÉVALU (Barnagleison Lisboa)


Regitrado em 21 de setembro de 2014

Todas as buscas foram feitas em diferentes horários do dia, englobando os períodos diurnos e
noturnos, de maneira que atingisse um universo maior de procura por animais com diferentes
hábitos. Os pesquisadores percorreram a área do empreendimento através de deslocamento lento
e utilizaram, como auxílio, lanternas potentes no qual a luz quando direcionada aos animais seus
olhos refletem brilhando, facilitando seu encontro (Voss e Emmons, 1996). Sinais também eram
constantemente procurados, pois é um habito comum dos mamíferos deixar vestígios, como
fezes, pelos, ossadas e tocas (Negrão e Valladares-Pádua, 2006). O esforço empregado na busca
ativa por mamíferos durante a semana de trabalho foi de 27 horas.

− Uso de armadilhas de contenção


A captura dos pequenos mamíferos foi realizada com a utilização de 6 armadilhas de contenção,
sendo três armadilhas do tipo Sherman e três do tipo Tomahawk. As armadilhas (figuras 106 e
107) foram distribuídas em 12 pontos selecionados nas áreas, sendo seis na área diretamente
afetada e seis na área do empreendimento.

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Figura 106 – Armadilha Sherman disposta na área diretamente afetada pelo empreendimento

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 23 de setembro de 2014

Figura 107 - Armadilha Tomahawk disposta na área diretamente afetada pelo empreendimento.

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 25 de setembro de 2014

As armadilhas foram dispostas afastadas umas das outras cerca de no mínimo 10m entre elas,
sendo posicionadas acima do solo ou fixadas em raízes e troncos. A isca utilizada nas armadilhas
foi composta por abacaxi, bacon e por uma mistura de banana, fubá e paçoca. As armadilhas
permaneceram abertas por cerca de 15 horas em cada uma das áreas. O esforço amostral
desprendido pelo pesquisador com esta metodologia foi de 4 horas no total, sendo estas aplicadas
a colocação, checagem e retirada das armadilhas.
Os animais capturados foram todos identificados pela pesquisadora responsável e após a
identificação e fotografia, os indivíduos foram soltos no mesmo local de captura.

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Uso de armadilhas fotográficas


É crescente o estudo utilizando armadilhas fotográficas nos últimos anos para levantamentos
faunísticos, recrutamento de indivíduos, monitoramento da fauna, abundância e densidade relativa
(métodos de captura-marcação-recaptura) (e.g. Gardner 2010; Noss et al 2013; Roveroa et al
2013). A técnica é não invasiva e vêm se mostrando bastante eficiente para coletar diversas
espécies relevantes, inclusive as ameaçadas de extinção (Bezerra et al., 2014), custando ao
pesquisador um menor esforço e uma menor intervenção humana no local.
Foi utilizada a colocação de armadilhas fotográficas em locais estratégicos (

Figura 108) dentro e na borda da mata nas áreas pesquisadas. Essa técnica é bastante eficiente
para todo o grupo da mastofauna.

Figura 108 - Pontos das armadilhas fotográficas

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: Levalu, 2014.
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo.

Grande parte dos vertebrados tem picos de atividades noturnos, animais que passaram na frente
da armadilha foram fotografados. Utilizou-se abacaxi, bacon, banana, fubá e paçoca para atrair
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animais para frente da câmera. A armadilha normalmente é de coloração camuflada, sendo esta
uma caixa que tem contida uma câmera digital, funcionando a partir de sensores infravermelhos
capazes de detectar movimentos e calor, no trabalho foi utilizada uma Bushnell com um cartão de
memória capaz de armazenar 8GB. As armadilhas ficaram em três diferentes pontos nas áreas
durante 24h em cada ponto.
Figura 109 - Armadilha fotográfica utilizada no trabalho.

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 20 de setembro de 2014

− Uso de Armadilhas de Pegadas


Em campo sempre é possível identificar os animais a partir das suas pegadas e rastros, porem
este tipo de método exige que a vegetação e o solo corroborem. Pensando nisto foram colocadas
seis armadilhas de pegadas representadas no mapa 5 que consistiram em camadas de areias em
locais estratégicos que provavelmente seria caminhos de animais terrestres. Assim como a
armadilha fotográfica, foram usadas as mesmas iscas próximas aos pontos a fim de atrair o
animal para pisar no local e assim podermos registrá-los. A distância mínima entre cada armadilha
foi de 200m, sendo colocadas 6 armadilhas de 50x50cm de tamanho (Figura 110).

Figura 110 - Armadilha de pegada.

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 20 de setembro de 2014

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Figura 111 - Pontos das armadilhas de pegadas e das armadilhas referentes a herpetofauna

Elaboração: ATP Engenharia


Fonte: Levalu, 2014.
Para mais detalhes sobre a figura anterior, consultar mapa correspondente no volume anexo.

b) Resultados
Resultados qualitativos
Diante de todas as metodologias utilizadas, foram registradas sete espécies de mamíferos durante
a realização da campanha de levantamento da mastofauna terrestre: o timbú (Didelphis
albiventris), o sagui do nordeste (Callithrix jacchus), a ratazana (Rattus rattus), o rato de cana
(Cerradomys subflavus), a cuíca de rabo curto (Monodelphis doméstica), cuíca (Marmosa murina)
e a raposa (Cerdocyon thous) de acordo com a tabela 20.

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Tabela 20 - Espécies de mamíferos registradas durante a campanha (setembro/2014).

Categoria Método de levantamento


Nome de ameaça Local de
Táxon
popular registro
IUCN
ORDEM RODENTIA
Família Cricetidae

Cerradomys subflavus Armadilha Sherman


Rato de cana LC ADA
(Wagner, 1842)

Família Muridae
Rattus rattus (Linnaeus, Rato de Armadilha Fotográfica
LC AID
1758) telhado
ORDEM
DIDELPHIMORPHIA
Família Didelphidae
Armadilha Tomahawk
Armadilha de Pegadas
Didelphis albiventris
Timbu LC ADA/AID Busca ativa
(Linnaeus, 1766)
Vestígio (crânio)
Armadilha Fotográfica
Marmosa murina Armadilha Fotográfica
Cuíca LC AID
(Linnaeus, 1758)
Cuíca de Armadilha Sherman
Monodelphis doméstica
rabo curto; LC ADA
(Burnett, 1829)
catita
ORDEM PRIMATES
Família Callitrichidae

Callithrix jacchus Sagui de tufo Busca ativa


LC AID
(Linnaeus, 1758) branco Armadilha Fotográfica
ORDEM CARNIVORA
Família Canidae
Armadilha de Pegadas
Cerdocyon thous
Raposa LC AID Busca ativa
(Linnaeus, 1766)

*Legenda: LC (Least concern – pouco preocupante)


**Armadilha colocada por outro pesquisador para levantamento da herpetofauna.

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Figura 112 - Rato de cana Cerradomys subflavus capturado.

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 24 de setembro de 2014

Espécie de ampla distribuição (i.e. Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai), com alta capacidade de
tolerância e adaptação a modificações no ambiente, sendo assim pouco provável que entre em
declínio nos próximos anos (IUCN, 2014). Foi encontrado apenas um indivíduo no decorrer da
campanha.

Figura 113 - Rato de telhado Rattus rattus capturado.

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 27 de setembro de 2014

O rato de telhado chegou ao Brasil a partir de embarcações utilizadas no período da colonização


(e.g. surto de leptospirose no Brasil colônia) e hoje é vastamente distribuído em todo o território
nacional. É um animal de hábitos terrestres que habita também áreas urbanas (e.g. facilmente
encontrado em casas, esgotos e demais ambientes que possam oferecer recursos) (Reis et al.,
2011). É um grande escalador, frequentando forros de casas e escalando facilmente paredes
(Reis et al, 2011). É um grande vetor de doenças de impacto nos humanos, como: Leptospirose e
tifo murino (Godinho et al., 2002). É válido ressaltar que próximo ao local onde estes animais
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foram capturados tem muito lixo de origem humana. As fêmeas da espécie possuem cinco a seis
pares de mamas, sendo um peitoral, um pós-axial, dois abdominais e um inguinal (Reis et al.,
2006).

Figura 114 - Timbu (Didelphis albiventris) capturado.

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 22 de setembro de 2014

Figura 115 - Rastro de pegadas de timbu (D. albiventris

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 23 de setembro de 2014

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Figura 116 - Timbu (D. albiventris) capturado na busca ativa.

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 23 de setembro de 2014

Figura 117 - Crânio de timbu (D. albiventris).

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 22 de setembro de 2014

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Figura 118 - Timbu (D. albiventris) capturado.

Foto: Equipe LÉVALU (armadilha fotográfica)


Registrado em 23 de setembro de 2014

Os timbus são marsupiais distribuídos pela Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. São
animais bem adaptados a vida urbana, principalmente por seu hábito alimentar onívoro (Reis et
al., 2011). Esses animais são arborícolas e comuns na Cidade do Recife, costumam utilizar ocos
de árvore como abrigo, bem como, ninhos abandonados, emaranhados de galhos, folhagens e
mesmo sótãos e forros de telhado das habitações humanas. As fêmeas possuem a bolsa
abdominal para o desenvolvimento dos filhotes (i.e. marsúpio), podem gerar de 7 a 13 indivíduos
por gestação (Freitas, 2012). É classificado como frugívoro-onívoro, tendo registros de consumo
de aves de pequeno porte, rãs, lagartos, insetos, caranguejos e frutos. É bastante solitário exceto
no período de acasalamento, este acontece uma vez por ano (Reis et al., 2006). Foram os
animais de maior amostragem de acordo com as metodologias, sendo capturados com quase
todos os métodos, excetuando a Armadilha Sherman.

Figura 119 - Cuíca (Marmosa murina) capturada.

Foto: Equipe LÉVALU (armadilha fotográfica)


Registrado em 26 de setembro de 2014

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A Figura 119 representa espécies de marsupiais que não apresentam o marsúpio, mas carregam
seus filhotes sobre o corpo. A espécie Marmosa murina tem ampla distribuição geográfica, no
Brasil ocorre pelo menos em três biomas: Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado (Reis et al., 2006).
Apareceram apenas nas armadilhas fotográficas, durante uma noite. São Insetívoros-onívoros.

Figura 120 - Cuíca de rabo curto (Monodelphis doméstica) capturada no pitfall*

Foto: Equipe LÉVALU (Leonardo Silva)


Registrado em 23 de setembro de 2014
*Armadilha colocada por outro pesquisador para levantamento da herpetofauna.

Figura 121 - Cuíca de rabo curto (M. doméstica) capturada na Armadilha de Sherman

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 23 de setembro de 2014

Esta espécie, apresenta ampla distribuição pelo litoral do Nordeste até o centro e sudeste da
Bolívia. Não possuem marsúpio, são de pequeno porte e possuem uma colocação normalmente

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uniforme, variando entre marrom-acizentado (Reis et la., 2006; Andrade, 2009). Possuem uma
dieta classificada como insetívora-onívora, reproduzem-se durante a estação chuvosa (Reis et al.,
2006). Foram encontrados dois exemplares dessa espécie, um indivíduo caiu na armadilha pitfall
da equipe de herpetofauna e o outro na armadilha de Sherman, ambos possuíam características
físicas semelhantes, inclusive no tamanho e temperamento, porém apresentavam coloração um
pouco variada, levando em consideração que um dos animais estava completamente molhado. De
acordo com Adrade (2009) a coloração destes é bastante variada.

Figura 122 - Sagui (Callithix jacchus) capturado na busca ativa

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 27 de setembro de 2014

Figura 123 - Sagui (C. jacchus) capturado na Armadilha Fotográfica

Foto: Equipe LÉVALU (Armadilha Fotográfica)


Registrado em 27 de setembro de 2014

O C. jacchus é originalmente endêmico do Nordeste brasileiro, ocorrendo ao norte do Rio São


Francisco e ao leste dos Rios Parnaíba (e.g. Auricchio, 1995). Entretanto, atualmente a espécie
ocorre também no sudeste, onde foi introduzida causando sérios problemas à população local de
primatas endêmicos dessa região (e.g. Modesto e Bergallo, 2008). O C. jacchus pode ser
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encontrado em áreas de Caatinga, Mangue, Mata Atlântica, Florestas de Galerias, Cerrado e


Plantações (Hershkovitz, 1977; Stevenson e Rylands, 1988; Rylands e de Faria, 1993; Auricchio,
1995; Rylands et al., 1996). Por serem onívoros (Cunha et al., 2006), os C. jacchus possuem uma
grande variedade em sua dieta (e.g frutas, flores, insetos, aracnídeos, sementes, lagartos, sapos,
filhotes e/ou ovos de pássaros) (Stevenson e Rylands, 1988; Kinzey, 1997). Eles possuem os
incisivos inferiores longos e estreitos, utilizados na perfuração da casca de árvores gomíferas, o
que permite a saída da goma (esta constitui uma grande parcela da alimentação do animal)
(Hershkovitz, 1977; Auricchio, 1995). O tamanho corporal relativamente pequeno do C. jacchus,
juntamente com a existência de unhas em forma de garras bem fortes e desenvolvidas, lhes
permite ficar em posição vertical nas árvores, auxiliando a locomoção e o consumo de goma (e.g.
Garber, 1992). Acredita-se que tais características morfológicas muito provavelmente contribuíram
para o sucesso ecológico da espécie em termos de distribuição geográfica e adaptação a
diferentes tipos de ambientes (Fonseca e Lacher, 1984; Garber, 1992; Ferrari, 1993; Kinzey, 1997;
Sussman, 2000).

Figura 124 - Pegadas de raposa (Cerdocyon thous ) na Armadilha de Pegadas

Foto: Equipe LÉVALU (Monique Bastos)


Registrado em 22 de setembro de 2014

A espécie representada na Figura 122, ocupa a maioria dos habitats incluindo Savanas, cerrado,
Caatinga, transações, florestas secas e semi-deciduas, mata de galeria, mata atlântica, floresta
araucária, planície amazônica e florestas de montanhas. Se adapta rapidamente ao
desmatamento, desenvolvimento agrícola e hortícola (por exemplo, cana de açúcar, como esta
localidade) e habitats na regeneração (IUNC, 2014). Foi visualizada por nós apenas uma vez
durante a noite, caminhando em direção à armadilha de pegada. É a única espécie do gênero,
possui hábito noturno e crepuscular, é onívora e oportunista e tem uma coloração variando de
cinzento ao castanho (Reis et al., 2006).

Resultados quantitativos
Os resultados estatísticos afirmam que o número de amostras foram suficiente para amostragem
da riqueza no local (i.e. 7 espécies). A curva de acumulação formada confirma que os estimadores
Chao 2, Jacknife (1 e 2) e o Bootstrap foram o suficiente na amostragem segura desses
resultados (Gráfico 16). Foi analisado também o índice de diversidade (S: total de espécies e N:

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total de indivíduos), associado a Equitabilidade, expresso nesse trabalho pelo índice de Pielou (J':
Equitabilidade de Pielou = H'/Log(S)). Na estimativa da biodiversidade da comunidade faunística
do local foi calculada riqueza também pelo índice de Margalef (Riqueza de espécies (Margalef): d
= (S-1)/LOG(N)), utilizando a distribuição numérica das diferentes espécies encontradas no local
do estudo (Tabela 21). Todos corroboraram com a afirmação de que a riqueza da área foi uma
amostragem suficiente para o local, visto que se trata de uma área bem degradada e com
influência antrópica direta (e.g. moradias, depósitos de lixo).

Gráfico 16 - Curva de acumulação de espécies.


.

Estimadores Chao (1 e 2), Jacknife (1 e 2) e Bootstrap, com máximo de 999 permutações


Elaboração: Equipe LÉVALU

Tabela 21 - Índices de diversidade


Sample S N d J' H'(loge) 1-Lambda'
Ponto 1 5 27 1,214 0,7679 1,236 0,6781
Ponto 2 3 5 1,243 0,865 0,9503 0,7
Ponto 3 4 10 1,303 0,9232 1,28 0,7778
Ponto 4 5 8 1,924 0,8614 1,386 0,7857
Ponto 5 0 0 **** **** 0 ****
Ponto 6 2 2 1,443 1 0,6931 1
S: total de espécies
N: total de indivíduos
Riqueza de espécies (Margalef): d = (S-1)/LOG(N)
J': Equitabilidade de Pielou = H'/Log(S)

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Como complemento foi calculado o índice de Similaridade das espécies correlacionando os


pontos previamente selecionados de colocação das armadilhas com a relação à abundância e
riqueza das espécies nos locais. Nossos resultados mostraram que os pontos com maior
similaridade (>80%) foram os pontos 2,3 e 6. Sendo os pontos 3 e 6 na área diretamente afetada
e o ponto 2 na área do empreendimento. As áreas são bastante semelhantes, com um alto grau
de impacto, porém um pouco mais distantes das casas e estradas. O ponto 5, por exemplo, foi o
que se mostrou com menor similaridade com relação a todos os pontos. Este fica localizado
próximo a algumas casas bastante movimentadas (e.g. tratores passando, crianças, animais de
criação, animais domésticos). O pouco distanciamento de locais antropizados, ainda que em
menor intensidade, mostra-se relevante na justificativa de presença ou ausência de mamíferos
terrestres nos locais.

Gráfico 17 - Similaridade (Bray-Curtis) (significância de 5%) e média de 1000 permutações. Resultados com p>0.05.

Nenhuma das espécies de mamíferos observadas encontram-se nas listas de espécies


ameaçadas de extinção segundo a lista vermelha da IUCN (2014). Foi muito comum o encontro
com animais domésticos (e.g. cães, gatos, bovinos, entre outros) no local e próximo das
armadilhas (e.g. armadilha fotográfica). Isso explica-se devido à área está bastante antropizada e
com pouquíssima vegetação natural.

Resultados dados secundários


Ao realizar uma pesquisa informal com perguntas a moradores que habitam as proximidades da
área do empreendimento, percebe-se o quanto a área foi descaracterizada. Moradores afirmam
que antigamente cerca de 20, 30 anos era comum a visualização de diversos mamíferos, que hoje

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são raros de se ver. Levantando dados secundários também pudemos perceber a ausência de
muitas espécies.

Tabela 22 - Espécies de mamíferos registradas durante entrevistas com a população local.


Espécie Nome popular
Dasyprocta aguti Cutia
Espécie não identificada Lontra
Dasypus novemcinctus Tatu verdadeiro
Cabassous unicinctus Tatu rabo de couro
Euphractus sexcinctus Tatu peba
Tamandua tetradactyla Tamanduá mirim, tamanduá de colete
Nasua nasua Quati
Procyon cancrivorus Guará
Hydrochoerus hydrochaeris Capivara
Eira barbara Papa-mel
Espécie não identificada Quandu
Leopardus wiedii Gato maracajá
Leopardus pardalis Jaguatirica
Fonte: LÉVALU

Não foi encontrado, no levantamento bibliográfico realizado para as áreas de impacto do


empreendimento, respectivamente ADA, AID e AII, ocorrência de espécies para o munícipio.

III Mastofauna Alada – Quirópteros


a) Metodologia
Amostragem
A amostragem de morcegos consistiu-se em capturas utilizando redes de neblina durante seis
noites consecutivas, entre 21 e 26 de setembro de 2014, em quatro pontos distintos dentro da
área do empreendimento, sendo dois localizados na área compreendida pela ADA e dois
localizados na AID. Os locais foram escolhidos de modo a otimizar a captura ao selecionar áreas
tipicamente de passagem (e.g.: trilhas) ou de forrageio (e.g.: clareiras, adjacências de corpos
d’água etc.), dentro das possibilidades logísticas para a equipe. Embora em trabalhos com redes
de neblina não se deva amostrar os locais por mais de uma noite consecutiva, dado que
morcegos têm capacidade de evitar um segundo encontro com as redes diminuindo o sucesso de
captura (Marques et al., 2013), as limitações logísticas do trabalho exigiram a repetição de dois
pontos de amostragem, um na ADA e outro na AID.
Em cada ponto foram usadas oito redes de neblina, abertas durante cinco horas a partir do
crepúsculo, totalizando esforço amostral de E=6.480,00 h.m², de acordo com o cálculo baseado
em Straube & Bianconi (2002).

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Descrição dos pontos de Amostragem


• Ponto 1. 08º 23’03,8” e W 35º14’54,8” (AID): Fragmento de Mata com predominância de
Piperáceas e árvores frutíferas como graviola, mangueira e goiabeira. Sub-bosque
predominantemente herbáceo. Matriz circundante composta por canavial e pasto.
• Ponto 2. S 08º23’13,9” e W 35º14’46,6” (AID): Fragmento de Mata adjacente a área alagada,
com predominância de dendê e sub-bosque herbáceo e aberto. Matriz composta por
canavial. Ponto amostrado por duas noites.
• Ponto 3. 08º 23’25,4” e W 35º14’30,4” (ADA): Área aberta, com vegetação predominante
composta por herbáceas e alguns indivíduos arbóreos. Matriz composta por canavial.
Amostrado por duas noites.
• Ponto 4. S 08º23’37,7’’ e W 35º14’25,0” (ADA): Área aberta, com matriz composta por cana
de açúcar. Ao lado de faixa estreita de mata formada por espécies arbóreas e poucas
herbáceas. Presença de piperáceas.

Manejo e Identificação dos Animais


Os morcegos foram identificados ao nível de espécie com auxílio de chaves de identificação. A
nomenclatura utilizada segue Gardner (2008), exceto para Dermanura cinerea (Hoofer et al.,
2008). Os dados biológicos (sexo, idade e condição reprodutiva) e biométricos (massa corporal
[MC] e comprimento de antebraço [AB]) foram registrados e aferidos utilizando paquímetro de
precisão 0,01mm e balança de precisão tipo dínamo (i.e.: Pesola). O status de conservação das
espécies foi verificado junto à Lista Brasileira de Espécies Ameaçadas de Extinção (Chiarello et
al., 2008) e à Red List IUCN (2014).

Análise Estatística dos Resultados


As análises estatísticas foram baseadas em Colwell & Coddington (1994). A suficiência amostral
foi estimada a partir da curva de rarefação elaborada no software Excel, e estimativas de Riqueza
Chao1, Diversidade de Shannon e Equitabilidade PIE de Hurlbert foram calculadas no software
EstimateS 9.1.0 (Colwell, 2013).

b) Resultados e Discussão
Espécies registradas
Ao final do trabalho de campo, foram capturados 81 indivíduos, correspondentes a oito espécies
pertencentes a seis gêneros distribuídos em duas famílias da ordem Chiroptera. Quatro espécies
foram comuns entre ADA e AID, e as quatro restantes foram exclusivas da AID. O Índice de
Similaridade de Jaccard entre as áreas ADA e AID foi de 0,5, valor considerado mediano.
Com exceção de um indivíduo da família Vespertilionidae, todos os demais morcegos capturados
(sete das oito espécies) são membros da família Phyllostomidae, a família tradicionalmente mais
representada em inventários que utilizam redes de neblina uma vez que o hábito de muitas
espécies desta família é voar no nível do extrato de sub-bosque, justamente onde se localizam as
redes, o que favorece a captura destas espécies (Kalko et al., 1996).

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Tabela 23 - Lista das espécies da MASTOFAUNA ALADA (morcegos) capturadas

ORDEM CHIROPTERA

Nome Área de Status de Abundância Abundância


ESPÉCIE
vulgar captura Conservação Absoluta Relativa

Família Phyllostomidae 80 99%

Artibeus lituratus (Olfers, ADA;


Morcego LC 24 30%
1818) AID

Artibeus obscurus (Schinz,


Morcego AID LC 01 1%
1821)

Artibeus planirostris (Spix, ADA;


Morcego LC 05 6%
1823) AID

Carollia perspicillata ADA;


Morcego LC 27 33%
(Linnaeus, 1758) AID

Dermanura cinerea ADA;


Morcego LC 21 26%
(Gervais, 1855) AID

Lonchophylla mordax
Morcego AID LC 01 1%
(Thomas, 1903)

Sturnira lilium (Geoffroy,


Morcego AID LC 01 1%
1810)

Família Vespertilionidae 01 1%

Myotis nigricans (Schinz,


Morcego AID LC 01 1%
1821)

Área de amostragem: ADA – Área Diretamente Afetada; AID – Área Indiretamente Afetada. Status de conservação pela
IUCN: LC - Least Concern (Pouco Preocupante).
Fonte: LÉVALU

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Análise da Riqueza, Diversidade e Similaridade


Segundo o estimador de riqueza Chao1, a ocorrência potencial é de aproximadamente 14
espécies de morcegos na área do empreendimento, entre ADA e AID (Chao1 Mean = 13,93).
Dessa forma, mais seis espécies em potencial poderiam ser capturadas com rede de neblina no
nível do solo, simplesmente com o aumento do esforço amostral, pela adição de pontos de coleta
extras (Bergallo et al., 2003). Dado que rede de neblina é um método relativamente seletivo a
espécies de sub-bosque, outras famílias de quirópteros, especialmente as que compreendem
espécies insetívoras, são geralmente subestimadas. Tais espécies são difíceis ou mesmo
virtualmente impossíveis de serem capturados em rede de neblina dado que apresentam têm
hábitos diferenciados de voarem acima do dossel das árvores, habitarem ambientes muito
específicos, ou serem espécies raras ao longo de sua distribuição geográfica, com populações
pequenas. Dessa forma, é possível que a composição da comunidade de morcegos seja ainda
maior do que o estimado, caso fossem utilizados métodos complementares de amostragem, como
bioacústica por exemplo.

Figura 125 - Captura de morcegos em redes de neblina.

A ) Pesquisador retirando o animal da rede; B) Morcego capturado na rede; C) Soltura.


Foto: Equipe LÉVALU
Registrado em 23 de setembro de 2014

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O índice de Diversidade de Shannon calculado para a amostragem foi H’=1,47. De acordo com os
métodos em análises ecológicas, o índice de Shannon normalmente varia entre 1,5 e 3,5 (Krebs,
1999). Dessa forma, o índice encontrado nesta amostragem pode ser considerado baixo. A região
do empreendimento é um mosaico de pequenos fragmentos de Mata Atlântica inseridos em uma
matriz canavieira, altamente degradas e antropizada. A conectividade com fragmentos próximos é
muito escassa, o que propicia o estabelecimento de espécies mais comuns e generalistas e
desfavorece o aparecimento de espécies mais exigentes. No caso dos morcegos, isso se reflete
diretamente na composição de espécies da comunidade local, de forma que poucas espécies
mais plásticas se estabelecem em detrimento de uma alta diversidade que incluiria outras
espécies mais delicadas. As espécies encontradas neste estudo se enquadram neste perfil, em
que quase todas as espécies são encontradas em diversos tipos de ambientes, consumindo
diversos tipos de recurso ao longo de uma grande área de distribuição e, portanto, se adaptam
bem a ambientes alterados e próximos de centros urbanos como a região de Escada.

Figura 126 - Espécies de morcegos capturadas na área do empreendimento

A e B) Artibeus lituratus; C) Stumira lilium; D) Lonchaphylla mordax


Foto: Equipe LÉVALU
Registrado em 25 de setembro de 2014

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Abundância, Equitabilidade e Diversidade


A composição da quiropterofauna da área é caracterizada por espécies de ampla distribuição
geográfica e de ocorrência local comum em áreas de Mata Atlântica. As três espécies mais
abundantes correspondem a 89% dos indivíduos capturados, sendo Carollia perspicillata (42%) a
espécie mais abundante, seguida por Artibeus lituratus (30%) e Dermanura cinerea (26%).
Artibeus planirostris (06%) é uma espécie muito comum entretanto foi pouco capturada. Estas
espécies habitam diversos tipos de ambientes e consomem diversos tipos de recurso ao longo da
grande área de distribuição e, portanto, se adaptam bem a ambientes alterados e próximos de
centros urbanos. São espécies frugívoras que desempenham papel importantíssimo na
manutenção e recuperação de ambientes degradados, especialmente pelo consumo de algumas
espécies vegetais pioneiras e intermediárias, auxiliando de modo especial a preservação de
matas urbanas. A predominância dessas espécies se deve à seleção dos pontos de amostragem,
que certamente centralizam as atividades dos morcegos nas poucas áreas de mata com recursos
florais e frutíferos disponíveis. Entre eles, as Piperáceas são o principal item alimentar de C.
perspicillata, considerada especialista no consumo de seus frutos e, portanto, importante dispersor
de sementes.
A presença de D. cinerea no inventário deve ser tratada com atenção uma vez que é uma espécie
carente de revisões sistemáticas e taxonômicas e pode representar um complexo de espécies. A
existência de espécies crípticas ainda não resolvidas é um dos fatores que limita o conhecimento
tanto sobre a biologia das espécies como a análise de questões conservacionistas sobre espécies
e ambientes, uma vez que subestima o número de espécies global e os morcegos correspondem
a 23% da estimativa do número de espécies crípticas para mamíferos Bernard et al. (2012). Dessa
forma, é possível que estejamos falando de mais espécies neste inventário, ainda que não aptos a
identificá-las atualmente.
Artibeus obscurus, Lonchophylla mordax, Sturnira lilium e Myotis nigricans são espécies
consideradas pouco abundantes neste estudo, correspondendo, cada uma, a apenas 1% da
abundância relativa da amostra. Myotis nigricans, espécie insetívora da Vespertilionidae, é de
difícil amostragem apesar de ser comum em áreas de Mata Atlântica ao longo de sua distribuição,
a menos que seja capturada próxima de seus abrigos, onde formam colônias bastante grandes.
Insetívoros em geral possuem um sistema de ecolocalização mais refinado, que favorece a
detecção da rede de neblina e consequentemente dificulta sua captura já que estas espécies
percebem mais facilmente tal obstáculo e, portanto, o evitam.

Gráfico 18 - Curva de acumulação de espécies (rarefação) da Mastofauna Alada capturadas na ADA

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O padrão de espécies muito abundantes e espécies raras é comum em inventários de morcegos


(Kalko et al., 1996) e todos os fatores devem ser levados em consideração ao interpretar tais
resultados, como fatores ecológicos, esforço amostral, e fatores históricos da localidade. Neste
trabalho, o Índice de Equitabilidade calculado foi de PIE=0,74, o que indica que há certa
uniformidade na comunidade de morcegos na amostragem. Isso significa que a cada morcego
capturado tem 75% de chance de pertencer a uma das três espécies mais abundantes, dado que
não detectamos uma dominância acentuada de nenhuma, uma vez que suas abundâncias são
equivalentes estatisticamente.

Gráfico 19 - Abundância Relativa entre as espécies de morcegos capturadas na ADA

Fonte: Equipe LÉVALU

Espécies raras, endêmicas ou ameaçadas


Não foram detectados endemismos, espécies de distribuição restrita ou espécies raras uma vez
que todas as espécies amostradas na área de estudo ocorrem em todo, ou pelo menos na maior
parte, do território brasileiro bem como estão registradas em praticamente todos os biomas.
Tampouco foram registradas espécies consideradas ameaçadas de extinção, sendo todas as
espécies classificadas na lista vermelha da IUCN como Pouco Preocupantes.

Período Reprodutivo
Durante as coletas, todos os indivíduos capturados foram adultos exceto apenas um indivíduo
jovem. Aproximadamente 52% das fêmeas estavam inativas reprodutivamente, 16% estavam
lactantes e 32% estavam gestantes. Entre os machos, 97% estavam sexualmente ativos (i.e.:
escrotados) enquanto apenas 03% estavam inativos. Essas informações em conjunto indicam
uma tendência que sugere que o trabalho foi executado durante o período reprodutivo, uma vez
que a grande maioria dos machos já está sexualmente ativa e boa parte das fêmeas já estava
gestante ou com filhotes. A maioria das espécies de morcegos sincroniza seu ciclo reprodutivo
com as condições climáticas, sendo a poliestria bimodal a principal estratégia reprodutiva
empregada, com dois picos de nascimento anuais sendo o primeiro no início e o segundo na
metade da estação chuvosa em regiões com regimes bem definidos, momentos em que a oferta
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de alimento cresce e atinge o pico (Willig, 1985). Tal estratégia é uma característica plástica na
maioria das espécies de morcegos, pois os picos de nascimento podem aumentar (poliestrial
sazonal ou asazonal) ou diminuir (monoestria sazonal) conforme as condições climáticas e a
disponibilidade de recursos (Crichton & Krutzsch, 2000). No entanto, uma vez que não se sabe se
outros picos reprodutivos acontecem em outras épocas do ano com condições pluviométricas
distintas, não se pode afirmar qual a estratégia empregada pelas espécies na área do
empreendimento.

IV Avifauna
a)Metodologia
A coleta dos dados primários foi realizada em uma campanha de sete dias, com a obtenção dos
dados quali-quantitativos e com um esforço amostral de 42 horas de observação. O levantamento
da avifauna foi realizado através das observações visuais, auditivas, como também, através de
capturas. As aves foram observadas nos diversos ambientes das áreas amostradas (Figura 127)
com o auxílio de binóculo 8x40 nos horários de movimentação das aves (das 05 as 09 e das 16 às
18 horas).

Figura 127 - Ambientes amostrados durante o estudo.

A - Área aberta; B - Borda de Mata e Ambiente aquático.


Fotos: Equipe LÉVALU (Leonardo Silva)
Registrado em 20 de setembro de 2014

Pontos de contagem
Para a observação foi utilizado o método sugerido por Bibby et al. (1993), em que foram
demarcados oito pontos de escuta distantes 200 m entre si, com observações de 20 minutos por
ponto, registrando os indivíduos que estavam dentro de um raio de 50 m. O levantamento foi
realizado sempre nas três primeiras horas da manhã, por três dias consecutivos, totalizando 18
horas de observação. Sendo registrado o número de indivíduos de cada espécie observada.

Redes de neblina
Para a captura das aves foram utilizadas dez redes ornitológicas (neblina), de malha 36 mm com
nove metros de comprimento por três metros de altura, enfileiradas entre a cobertura vegetal da
região, armadas por seis dias consecutivos no período da manhã no horário das cinco às dez

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horas, totalizando E= 8.100,00 h.m². (os pontos escolhidos para a colocação das redes são os
mesmos pontos usados para a mastofauna alada)

Identificação e soltura
A observação e identificação das espécies foram realizadas por meio de binóculos, gravadores
digitais e microfones direcionais e a nomenclatura seguiu o Comitê Brasileiro de Registros
Ornitológicos (CBRO 2014). Após a captura, a ave foi retirada da rede, identificada através de
guias (ERIZE et al., 2006; RIDGELY e TUDOR, 2009), fotografada, tomados os dados biométricos
de massa e bionômicos de plumagem, idade e condição reprodutiva, pela presença de placa de
choco (PARKER III et al., 1996 e SICK, 1997), e solta em seguida no mesmo ponto da captura.

Figura 128 - (A) Retirada de ave da rede de captura. (B) Processamento dos animais capturados

Fotos: Equipe LÉVALU (Paulo Barros)


Registrado em 22 de setembro de 2014

As aves foram classificadas quanto à dependência de florestas como dependente,


semidependente, independente; quanto ao status de ocorrência, como residente, migratória
neártico ou austral, introduzido, desconhecido e extinto; quanto a sensitividade aos distúrbios de
ordem antrópica, como sensitividade alta, média e baixa (STOTZ et al. 1996; SILVA et al. 2003).
A avaliação da placa de incubação foi realizada para poder determinar a estação reprodutiva das
aves. Através da observação da região ventral foi verificado que a ave encontrava-se em período
de choco (incubação dos ovos) pela presença da placa, evidenciada pelo líquido entre a pele e a
musculatura, região ventral bastante vascularizada e elevada temperatura.
A escala das fases da placa de incubação seguiu o manual de anilhamento do CEMAVE (Centro
Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves silvestres) (IBAMA, 1994). Classificada em:
Placa ausente: não vascularizada; Pré-choco: Início de vascularização; Placa aberta ou choco:
ventre enrugado, bastante vascularizado e presença de líquido; Pós choco: Ausência de
vascularização e do líquido, início de descamação da pele.

Dados primários e secundários


Para abordagem dos dados primários foram amostradas a ADA e a AID. Já os dados secundários
abrangem uma amostragem para a ADA, a AID e a AII.
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As informações secundárias foram obtidas através de artigos publicados em periódicos e


relatórios técnicos aprovados. Espécies listadas em inventários de dados secundários, mas não
observadas durante as coletas de dados primários, foram incluídas como de provável ocorrência
na área.
Análise de dados
A riqueza foi definida como o número total de espécies registradas através dos métodos
utilizados, visual com auxílio de binóculo, captura com redes de neblina e por escuta com auxílio
de gravador, na ADA e AID. Foi construída a curva de rarefação com a finalidade de se avaliar a
suficiência amostral das coletas a partir de seu ponto de estabilização. A riqueza teórica, baseada
na probabilidade estatística, foi calculada através do estimador Chao1 (Chao 1987). A distribuição
da abundância das espécies registradas foi analisada através do Coeficiente de Diversidade de
Shannon Wienner, por privilegiar a ocorrência de espécies raras. Adicionalmente, para verificar a
Equitabilidade e Dominância das espécies, calculou-se a “Probabilidade de Encontro
Interespecífico de Hurlbert (PIE - Probability of interspecific encounter). A distribuição da
abundância relativa entre as espécies foi plotada em um gráfico do tipo ranking/abundância para
facilitar a discussão dos dados. Por fim, a diferença da composição da assembleia de aves entre
as áreas ADA e AID foi calculada através do Índice de Similaridade de Jaccard.
Todos os testes estatísticos foram realizados no software Estimates 9.1.0 (Colwell, 2013) e os
gráficos foram construídos com o auxílio do software Excel (pacote Microsoft Office).
As espécies encontradas foram qualificadas quanto à sensibilidade aos distúrbios do habitat em
três categorias, conforme proposto por STOTZ et al. (1996): (a) alta, (b) média e (c) baixa. As
aves foram classificadas ainda quanto a sua dependência de ambientes florestados em três
categorias, de acordo com SILVA (1995): (1) Independente de floresta (IND), espécie associada à
vegetação aberta como campos de cultivo e pastagens; (2) Semi-dependente de floresta (SEM),
espécie que ocorre tanto em vegetação secundária (ex: capoeiras) como em florestas maduras e
suas bordas; algumas, entretanto, podem estar associadas a vegetações abertas; e (3)
Dependente de floresta (DEP), espécie associada a florestas maduras, podendo, em alguns
casos, também ocorrer em ambientes de borda.
As espécies foram agrupadas em categorias tróficas baseadas nos seus hábitos alimentares: a)
Frugívoros, quando a base da alimentação são os frutos, podendo também alimentar-se de
artrópodes; b) Granívoros, quando se alimentam de grãos; c) Insetívoros, quando os táxons
alimentam-se de artrópodes; d) Nectarívoros, quando a base da alimentação é o néctar das flores,
no entanto, inclui-se nesta categoria, também, uma grande quantidade de artrópodes; e)
Onívoros, inclui-se nesta categoria os táxons que se alimentam de artrópodes, frutos, grãos e
pequenos vertebrados; f) Carnívoros, quando se alimentam de pequenos vertebrados e/ou
grandes insetos; e g) Detritívoros, quando se alimentam de restos orgânicos. Esta classificação
foi obtida através de bibliografia (TRAYLOR & FITZPATRICK, 1982; TERBORG et al., 1990;
KARR et al., 1990; SICK, 1997).
Para a classificação das espécies endêmicas da Mata Atlântica, seguiu-se Parker et al. (1996),
Roda (2002) e Pacheco (2004). Para a classificação das espécies ameaçadas e suas categorias,
adotou-se o proposto pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN 2013) e
por Machado et al. (2008). A lista sistemática está de acordo com o Comitê Brasileiro de Registros
Ornitológicos (CBRO, 2014).

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Resultados
Riqueza, similaridade, diversidade, equitabilidade e composição de espécies
Foram registradas 105 espécies de aves, distribuídas em 18 ordens e 40 famílias. Do total de
espécies observadas, 52 espécies (49,5%) pertencem a táxons não-passeriformes e 53 (50,5%)
de passeriformes. Entre os não-passeriformes, destacam-se Trochilidae com 7 espécies,
Columbidae com 5, Ardeidae e Ralidae com 4 espécies para cada família, seguida de
Cathardidae, Caprimulgidae, Alcedinidae e Psittacidae com apenas 3 espécies. Quanto aos
passeriformes, Thraupidae foi a família mais representativa com 12 espécies, Tyrannidae com 9,
seguida por Furnariidae e Icteridae com 4 espécies cada, Rhynchocyclidae e Hirundinidae com 3
espécies registradas.

Gráfico 20 - Famílias mais representativas, durante o esforço amostral de sete dias, na ADA e AID

Fonte: Equipe LÉVALU

Para AII (obtidos de dados secundários), foram registradas 91 espécies, distribuídas em 35


famílias, para áreas pertencentes ao município de Escada-PE.
O estimador de riqueza Chao 1, baseado na curva de rarefação, sugere a ocorrência de 100
espécies para a área, esse resultado foi obtido através dos dados de censo realizados no estudo
que considerou 96 espécies identificadas. Considerando os dados de encontros ocasionais, os
nossos dados, superam um pouco o valor estimado, mas não diferiram muito da riqueza teórica,
visto que após as campanhas foi observado uma riqueza de 105 espécies, possivelmente pelo
fato das coletas terem atingido suficiência amostral necessária para uma listagem representativa
da avifauna da área de estudo, o que fica evidenciado pela tendência a estabilização da curva de
rarefação que atingiria a estabilização considerando as espécies registradas nos encontros
ocasionais Gráfico 21.

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Gráfico 21 - Acumulação de espécies registradas, estimador Chao 1 e intervalo de confiança para a ADA

Fonte: Equipe LÉVALU

O Índice de Diversidade de Shannon-Wiener foi de 4,06. Uma vez que Krebs (1999) aponta um
valor de 5,0 como um limite virtual para o Índice de Shannon em assembleias naturais, podemos
considerar a diversidade da assembleia estudada como alta. O Número Efetivo de Espécies,
calculado a partir do valor obtido pelo Índice de Shannon nos dá uma melhor perspectiva da
distribuição da abundância entre as espécies. Ao elevar o número de Euler à potência do valor do
índice de Shannon, verifica-se que a distribuição encontrada na assembleia estudada seria ideal
para um total de 101 espécies, quantidade bastante próxima da riqueza observada.
A Equitabilidade elevada, A Probabilidade de Encontro Interespecífico calculada prevê que, caso
dois indivíduos fossem escolhidos ao acaso dentro da assembleia estudada, haveria uma chance
de 94% de que os mesmos fossem de espécies diferentes. Essa Equitabilidade elevada apenas
concorda com os resultados de Diversidade anteriormente comentados.
A distribuição gráfica das abundâncias relativas em uma escala logarítmica (Gráfico 22) sugere
um padrão de distribuição log-normal o que aponta para um ambiente com forte competição
interespecífica onde os nichos são sequencialmente divididos entre as espécies.
O Índice de Similaridade de Jaccard entre as áreas ADA e AID foi de 0,20 valor considerado
baixo. Esse resultado pode ser atribuído à ausência de cobertura vegetal na ADA, ocorrendo
assim, poucas espécies no local.

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Gráfico 22 - Distribuição da abundância relativa

Fonte: Equipe LÉVALU

Quadro 33 - Lista de espécies de aves registradas na ADA e AID


Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português
Tinamiformes Huxley,
1872

Tinamidae Gray, 1840

Crypturellus parvirostris
inhambu-chororó R VI-AU IND B FRU
(Wagler, 1827)

Nothura maculosa
R Vi IND B ONI
(Temminck, 1815)
Anseriformes Linnaeus,
1758

Anatidae Leach, 1820

Dendrocygna viduata
irerê R VI-AU IND B ONI
(Linnaeus, 1766)
Cairina moschata
pato-do-mato R Vi IND M ONI
(Linnaeus, 1758)

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português
Pelecaniformes Sharpe,
1891

Ardeidae Leach, 1820

Tigrisoma lineatum
socó-boi R VI IND B CARN
(Boddaert, 1783)
Butorides striata
socozinho R VI IND B CARN
(Linnaeus, 1758)
Bubulcus ibis (Linnaeus,
garça-vaqueira R VI IND B CARN
1758)
garça-branca-
Ardea alba Linnaeus, 1758 R VI IND B CARN
grande
Cathartiformes
Seebohm, 1890
Cathartidae Lafresnaye,
1839
Cathartes aura (Linnaeus, urubu-de-cabeça-
R VI IND B DET
1758) vermelha

Cathartes burrovianus urubu-de-cabeça-


R VI IND B DET
Cassin, 1845 amarela

Coragyps atratus urubu-de-cabeça-


R VI IND B DET
(Bechstein, 1793) preta
Accipitriformes
Bonaparte, 1831

Accipitridae Vigors, 1824

Rupornis magnirostris
gavião-carijó R VI-AU IND B CARN
(Gmelin, 1788)

Buteo brachyurus Vieillot, gavião-de-cauda-


R VI SEM M CARN
1816 curta
Gruiformes Bonaparte,
1854
Aramidae Bonaparte,
1852
Aramus guarauna
carão R VI IND M CARN
(Linnaeus, 1766)
Rallidae Rafinesque,
1815
Aramides cajaneus saracura-três-
R AU SEM A ONI
(Statius Muller, 1776) potes
Laterallus viridis (Statius
sanã-castanha R VI IND B ONI
Muller, 1776)

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português
Gallinula galeata frango-d'água-
R VI IND B ONI
(Lichtenstein, 1818) comum
Porphyrio martinicus
frango-d'água-azul R VI IND B ONI
(Linnaeus, 1766)
Charadriiformes Huxley,
1867
Charadriidae Leach,
1820
Vanellus chilensis (Molina,
quero-quero R VI-AU IND B ONI
1782)
Scolopacidae
Rafinesque, 1815
Tringa solitaria Wilson,
maçarico-solitário VN VI IND B CARN
1813
Jacanidae Chenu & Des
Murs, 1854
Jacana jacana (Linnaeus,
jaçanã R VI-AU IND B CARN
1766)
Columbiformes Latham,
1790

Columbidae Leach, 1820

Columbina passerina
rolinha-cinzenta R VI-AU IND B GRA
(Linnaeus, 1758)
Columbina talpacoti
rolinha-roxa R VI-AU IND B GRA
(Temminck, 1811)

Columbina squammata
fogo-apagou R VI-AU IND B GRA
(Lesson, 1831)

Columba livia Gmelin,


pombo-doméstico R VI IND B ONI
1789

Leptotila rufaxilla (Richard


juriti-gemedeira R AU DEP M GRA
& Bernard, 1792)

Cuculiformes Wagler,
1830

Cuculidae Leach, 1820

Crotophaga major Gmelin,


anu-coroca R VI SEM M INS
1788
Crotophaga ani Linnaeus,
anu-preto R VI-AU IND B INS
1758
Strigiformes Wagler,
1830

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português

Tytonidae Mathews, 1912

Tyto furcata (Temminck,


coruja-da-igreja R VI-AU IND B CARN
1827)

Strigidae Leach, 1820

Athene cunicularia
coruja-buraqueira R VI IND B CARN
(Molina, 1782)
Caprimulgiformes
Ridgway, 1881
Caprimulgidae Vigors,
1825
Antrostomus rufus
joão-corta-pau R AU SEM B INS
(Boddaert, 1783)
Hydropsalis albicollis
bacurau R VI-AU SEM B INS
(Gmelin, 1789)
Hydropsalis torquata
bacurau-tesoura R VI IND B INS
(Gmelin, 1789)
Apodiformes Peters,
1940
Apodidae Olphe-Galliard,
1887
Tachornis squamata andorinhão-do-
R VI IND B INS
(Cassin, 1853) buriti

Trochilidae Vigors, 1825

Glaucis hirsutus (Gmelin, balança-rabo-de-


R VI SEM M NEC
1788) bico-torto

Phaethornis pretrei rabo-branco-


R VI-AU SEM B NEC
(Lesson & Delattre, 1839) acanelado

Eupetomena macroura
beija-flor-tesoura R VI IND B NEC
(Gmelin, 1788)

Anthracothorax nigricollis beija-flor-de-


R VI SEM B NEC
(Vieillot, 1817) veste-preta

Chlorostilbon lucidus besourinho-de-


R VI-AU SEM B NEC
(Shaw, 1812) bico-vermelho
Amazilia leucogaster beija-flor-de-
R VI DEP B NEC
(Gmelin, 1788) barriga-branca
Amazilia versicolor beija-flor-de-
R VI SEM B NEC
(Vieillot, 1818) banda-branca

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português

Coraciiformes Forbes,
1844
Alcedinidae Rafinesque,
1815
Megaceryle torquata martim-pescador-
R VI-AU IND B CARN
(Linnaeus, 1766) grande

Chloroceryle amazona martim-pescador-


R VI SEM B CARN
(Latham, 1790) verde

Chloroceryle americana martim-pescador-


R VI IND B CARN
(Gmelin, 1788) pequeno

Galbuliformes
Fürbringer, 1888

Galbulidae Vigors, 1825

Galbula ruficauda Cuvier, ariramba-de-


R VI-AU DEP B INS
1816 cauda-ruiva
Piciformes Meyer & Wolf,
1810
Picidae Leach, 1820

Veniliornis passerinus picapauzinho-


R VI-AU SEM B INS
(Linnaeus, 1766) anão

Colaptes melanochloros pica-pau-verde-


R VI-AU SEM B INS
(Gmelin, 1788) barrado

Falconiformes
Bonaparte, 1831

Falconidae Leach, 1820

Caracara plancus (Miller,


caracará R VI IND B CARN
1777)
Milvago chimachima
carrapateiro R VI IND B CARN
(Vieillot, 1816)
Psittaciformes Wagler,
1830
Psittacidae Rafinesque,
1815
Diopsittaca nobilis maracanã-
R VI-AU SEM M FRU
(Linnaeus, 1758) pequena

Forpus xanthopterygius
tuim R VI-AU IND B FRU
(Spix, 1824)

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português

Brotogeris chiriri (Vieillot, periquito-de-


R VI-AU SEM M FRU
1818) encontro-amarelo
Passeriformes Linnaeus,
1758
Thamnophilidae
Swainson, 1824
Formicivora grisea papa-formiga-
R VI-AU SEM B INS
(Boddaert, 1783) pardo
Taraba major (Vieillot,
choró-boi R AU SEM B INS
1816)
Dendrocolaptidae Gray,
1840

Sittasomus griseicapillus
arapaçu-verde R VI-AU DEP M INS
(Vieillot, 1818)

Dendroplex picus (Gmelin, arapaçu-de-bico-


R VI-AU SEM B INS
1788) branco

Furnariidae Gray, 1840

Furnarius figulus casaca-de-couro-


R VI-AU IND B INS
(Lichtenstein, 1823) da-lama
Furnarius leucopus casaca-de-couro-
R VI-AU IND B INS
Swainson, 1838 amarelo
Phacellodomus rufifrons
joão-de-pau R VI IND M INS
(Wied, 1821)

Certhiaxis cinnamomeus
curutié R VI-AU IND M INS
(Gmelin, 1788)

Rhynchocyclidae
Berlepsch, 1907

Tolmomyias flaviventris bico-chato-


R VI-AU DEP B INS
(Wied, 1831) amarelo

Todirostrum cinereum
ferreirinho-relógio R VI-AU SEM B INS
(Linnaeus, 1766)

Hemitriccus
margaritaceiventer sebinho-de-olho-
R VI-AU SEM B INS
(d'Orbigny & Lafresnaye, de-ouro
1837)

Tyrannidae Vigors, 1825

Elaenia flavogaster guaracava-de-


R VI-AU SEM B FRU
(Thunberg, 1822) barriga-amarela

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português
Phyllomyias fasciatus
piolhinho R VI-AU SEM M INS
(Thunberg, 1822)
Myiarchus ferox (Gmelin,
maria-cavaleira R VI-AU SEM B INS
1789)
Pitangus sulphuratus
bem-te-vi R VI-AU IND B INS
(Linnaeus, 1766)
Machetornis rixosa
suiriri-cavaleiro R VI IND B INS
(Vieillot, 1819)

Myiozetetes similis (Spix, bentevizinho-de-


R VI-AU SEM B INS
1825) penacho-vermelho

Tyrannus melancholicus
suiriri R VI-AU IND B INS
Vieillot, 1819

Fluvicola nengeta lavadeira-


R VI-AU IND B INS
(Linnaeus, 1766) mascarada

Arundinicola leucocephala
freirinha R VI IND B INS
(Linnaeus, 1764)

Vireonidae Swainson,
1837
Cyclarhis gujanensis
pitiguari R VI-AU SEM B INS
(Gmelin, 1789)
Hirundinidae
Rafinesque, 1815

Stelgidopteryx ruficollis andorinha-


R VI-AU IND B INS
(Vieillot, 1817) serradora

Progne chalybea (Gmelin, andorinha-


R VI IND B INS
1789) doméstica-grande

Tachycineta albiventer
andorinha-do-rio R VI IND B INS
(Boddaert, 1783)

Troglodytidae Swainson,
1831

Troglodytes musculus
corruíra R VI-AU IND B INS
Naumann, 1823

Pheugopedius genibarbis garrinchão-pai-


R VI-AU DEP B INS
(Swainson, 1838) avô

Donacobiidae Aleixo &


Pacheco, 2006

Donacobius atricapilla
japacanim R VI IND M INS
(Linnaeus, 1766)

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português
Turdidae Rafinesque,
1815
Turdus leucomelas Vieillot,
sabiá-barranco R VI-AU SEM B ONI
1818
Turdus rufiventris Vieillot,
sabiá-laranjeira R VI-AU IND B ONI
1818

Mimidae Bonaparte, 1853

Mimus saturninus
sabiá-do-campo R VI IND B ONI
(Lichtenstein, 1823)
Motacillidae Horsfield,
1821
Anthus lutescens caminheiro-
R VI IND B ONI
Pucheran, 1855 zumbidor

Passerellidae Cabanis &


Heine, 1850

Ammodramus humeralis
tico-tico-do-campo R VI-AU IND B GRA
(Bosc, 1792)

Arremon taciturnus tico-tico-de-bico-


R VI-AU IND B GRA
(Hermann, 1783) preto

Icteridae Vigors, 1825

Procacicus solitarius iraúna-de-bico-


R VI SEM B ONI
(Vieillot, 1816) branco
Icterus pyrrhopterus
encontro R VI SEM M ONI
(Vieillot, 1819)

Molothrus bonariensis
vira-bosta R VI IND B ONI
(Gmelin, 1789)

Sturnella superciliaris polícia-inglesa-do-


R VI-AU IND B ONI
(Bonaparte, 1850) sul
Thraupidae Cabanis,
1847
Coereba flaveola
cambacica R VI-AU SEM B NEC
(Linnaeus, 1758)
Nemosia pileata saíra-de-chapéu-
R VI-AU DEP B ONI
(Boddaert, 1783) preto
Thlypopsis sordida
(d'Orbigny & Lafresnaye, saí-canário R VI-AU SEM B ONI
1837)
Tachyphonus rufus
pipira-preta R VI-AU DEP B ONI
(Boddaert, 1783)
Tangara sayaca
sanhaçu-cinzento R VI-AU SEM B ONI
(Linnaeus, 1766)

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Nome em
Nome do Táxon Status Registro UH SD CT
Português
Tangara palmarum (Wied, sanhaçu-do-
R VI-AU SEM B ONI
1823) coqueiro
Tangara cayana
saíra-amarela R VI-AU IND M ONI
(Linnaeus, 1766)
Dacnis cayana (Linnaeus,
saí-azul R VI-AU SEM B ONI
1766)
Cyanerpes cyaneus
saíra-beija-flor R VI DEP B FRU
(Linnaeus, 1766)
Volatinia jacarina
tiziu R VI IND B GRA
(Linnaeus, 1766)

Sporophila leucoptera
chorão R VI IND B GRA
(Vieillot, 1817)

Sporophila bouvreuil
caboclinho R VI IND M GRA
(Statius Muller, 1776)

Fringillidae Leach, 1820

Euphonia chlorotica
fim-fim R AU DEP B FRU
(Linnaeus, 1766)
Euphonia violacea gaturamo-
R VI-AU SEM B FRU
(Linnaeus, 1758) verdadeiro
Estrildidae Bonaparte,
1850
Estrilda astrild (Linnaeus,
bico-de-lacre R VI-AU IND B GRA
1758)
Passeridae Rafinesque,
1815
Passer domesticus
pardal R VI-AU IND B ONI
(Linnaeus, 1758)

Status de ocorrência: (R) residente; VN - visitante sazonal oriundo do hemisfério norte. Registro: AU - auditivo; VI -
visual. Uso do habitat (UH): IND - independente; SEM - semi-dependente; DEP - dependente. Sensibilidade a distúrbios
antrópicos (SD): B - baixa; M - média; A - alta. Categoria Trófica (CT): CARN - Carnívoro, DET - Detritívoro; FRU -
Frugívoro; GRA - Granívoro; INS - Insetívoro; NEC - Nectarívoro; ONI - Onívoro. Taxonomia de acordo com CBRO
(2014).
Fonte: Equipe LÉVALU

V – Herpetofauna Terrestre
a) Herpetofauna
A herpetofauna (anfíbios e répteis) da região Neotropical, especificamente a do Brasil, apresenta
uma das mais expressivas riquezas do planeta, com aproximadamente 946 espécies de anfíbios e
732 espécies de répteis (lagartos, serpentes e anfibaenídeos), sendo muitas consideradas em
algum nível de ameaça de extinção (SBH, 2014). Dentre os diversos fatores que ameaçam a
fauna de anfíbios e répteis, o principal é a destruição e alteração dos ambientes (YOUNG et al.,
2004). No Estado de Pernambuco, a herpetofauna apresenta atualmente 187 espécies, sendo 71
anfíbios e 116 répteis (Moura et al., 2011). Entretanto, é importante salientar que a herpetofauna

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brasileira ainda é subestimada, e anualmente estudos taxonômicos desses grupos têm trazido ao
conhecimento da ciência espécies antes não descritas (Haddad, 1998; Marques et al., 1998).
Os anfíbios e répteis constituem grupos peculiares, por possuírem geralmente baixa taxa de
dispersão, limitações fisiológicas devido à pele altamente permeável e ciclo de vida bifásico
dependente de ambientes aquáticos e terrestres, sendo destacadamente vulneráveis à alteração
dos habitats, e consequentemente importantes indicadores da qualidade ambiental (Silvano &
Segalla, 2005; Rodrigues, 2005).
A Floresta Atlântica é um bioma de formação florestal de peculiar biodiversidade, e
particularmente rica em espécies de anfíbios e répteis, pois disponibiliza inúmeras variedades de
microambientes, favorecendo a alta taxa de endemismos (Haddad, 1998; Marques et al., 1998). A
faixa atlântica que se estende ao norte do Rio São Francisco, denominada Sub-Região
Biogeográfica Pernambuco (sensu SILVA & CASTELETI, 2003), que ocorre nos estados de Alagoas,
Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, abriga uma riqueza genética peculiar e fauna
diferenciada, devido em parte às condições no final do Quaternário (CARNAVAL et al., 2009). No
entanto, esta região está em iminente ameaça, pois os 5% restantes do bioma na região estão
representados por fragmentos isolados, devido ao alto índice demográfico e predomínio de
monoculturas (SILVA & TABARELLI, 2000).
No Estado de Pernambuco, os inventários de anfíbios e répteis foram realizados principalmente
na Floresta Atlântica e Caatinga: Amorim et al. (2007, 2008), Buarque-Junior (2007), Campos et
al. (2008), Carnaval et al. (2006), El-Deir (1985), Lima (2004), Oliveira (2007), não esquecendo de
mencionar o importante trabalho de Rodrigues (2003). Entretanto, o conhecimento acerca da
herpetofauna do estado ainda é escasso.
O presente relatório tem como objetivo listar e caracterizar a herpetofauna sob influência da
implantação do empreendimento CTVA. Estes dados servirão de subsídio para programas de
redução de impactos causados pelo empreendimento, bem como de mapear tais espécies para
contribuição na compreensão do território.

b) Metodologia
Os répteis e anfíbios f